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NOVAS TECNOLOGIAS E MEIOS AVANÇAM PELO GLOBO: VELHAS
DISCREPÂNCIAS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL SEGUEM SEU RUMO NA
POLÍTICA LATINO-AMERICANA
Pedro Paulo Procópio de Oliveira Santos
1
Betânia Maciel
2
Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes
3
Resumo
Este artigo aborda as novas tecnologias da informação no universo da política, em
diferentes culturas. O objetivo central é refletir sobre o papel das novas mídias no
cenário político.
Argumenta-se que a
web
ainda é incapaz de promover mudanças
significativas no cenário político latino-americano, especialmente por fatores culturais,
que levam o cidadão a utilizar as redes mais para entretenimento do que para a
mobilização cidadã.
Palavras-Chave:
mídia. novas tecnologias. poder. política.
RAZÓN Y PALABRA
Primera Revista Electrónica en América Latina Especializada en Comunicación
www.razonypalabra.org.mx
Folkcomunicación
NÚMERO 77
AGOSTO - OCTUBRE 2011
Introdução
Este artigo visa a discutir como o acesso e o uso das novas mídias está longe de ser
uniforme nos países desenvolvidos e naqueles ainda em vias de desenvolvimento. São
reflexões que, embora reconheçam a importância das novas mídias para a sociedade
global, não encaram o atual contexto de tecnologia da informação como o único
responsável por uma comunicação verdadeiramente social.
Defendemos neste trabalho que o ser humano contemporâneo, independentemente de
convicções religiosas, etnia e mesmo cultura, é, acima de tudo, um consumidor não só
de
produtos
e
serviços,
mas
de
informação.
Muito
difícil,
talvez
impossível,
compreender o mundo do século XXI desvencilhado do mercado e da mídia. Ao mesmo
tempo, existem apelos e um clamor mundial acerca do respeito ao meio-ambiente e,
claro, dos direitos humanos, o que torna os indivíduos além de consumidores, cidadãos
que devem ter os seus direitos assegurados e defendidos. Entre esses direitos está o da
informação.
A rede mundial de computadores é um importante veículo dos pontos de vista
mercadológico e cidadão. A
web
, entretanto, não pode ser considerada como o único
meio responsável por equilibrar esses aspectos da vida em sociedade; muito menos
como “salvador” da Terra, capaz de mobilizar revolucionários, criar formas únicas de
consumo, destruindo velhos hábitos de compra de populações inteiras.
A revolução do acesso à informação
Entendemos que a evolução da cultura impressa, estudada por Eisenstein (1998), traz
uma visão privilegiada do fenômeno midiático desde os tempos de Guttemberg até a
contemporaneidade. A autora elucida questões fundamentais em torno do conhecimento
como poder e das relações entre classes. A estudiosa traz relevantes aspectos de ordem
político-ideológica, socioeconômica e reforça o entendimento de que a história não
produz eventos estanques. A história produz, conforme a autora, um emaranhado de
ações que ganham “vida”, ou não, à medida que recebem visibilidade em um novo
espaço público que surge no século XV: a imprensa.
Eisenstein (1998) propõe um enfoque na relação entre determinada tecnologia e uma
dada mudança cultural, não como uma coincidência, mas através de uma análise
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rigorosa a respeito de como um fenômeno afeta o outro. O óbvio emerge, sem que isso
diminua a validade de sua pesquisa, e, em consonância com a estudiosa conclui-se que
um novo contexto de sociedade se torna possível somente após o salto do manuscrito
para o impresso.
Na vida contemporânea percebe-se um novo avanço tecnológico, agora permeado por
redes, cabos de fibra óptica e
wireless
. Na atualidade, portanto, é descabido refletir
relações de poder, imagem e comunicação sem considerar o crescimento das redes. Não
são
redes
quaisquer,
mas
redes
sociais
que
interagem,
formando
e
reforçando
imaginários. São redes que conectam desde atores sociais anônimos, que passam por
qualquer espaço público sem que sejam notados, até os políticos, que pela natureza
pública de sua atividade precisam aparecer e, claro, convencer.
No ciberespaço são usadas estratégias mediáticas e políticas de grande força, contudo,
tais estratégias são incapazes de penetrar todos os estratos sociais de modo uniforme,
uma vez que ainda parece distante o momento em que toda a humanidade poderá
usufruir a vida “interconectada” com equidade. Saliente-se que existe desequilíbrio não
apenas no acesso de nações pobres e ricas à internet, mas na forma de utilizá-la como
instrumento da verdadeira comunicação social: a mobilização cidadã. Sobre esse
aspecto Cebrián (1999) levanta uma coerente abordagem em que discute “o outro lado
da rede”, ou seja, os cidadãos ainda desconectados.
[...] A democracia nasceu na antiga capital grega em forma de reunião
de todo o povo, que se expressava livremente e votava as decisões. Só
que o “povo”, por sua vez, não era constituído por todos os indivíduos
que habitavam a cidade: as mulheres e os escravos eram excluídos da
Assembleia, pelo que seu caráter plebiscitário era, afinal, muito
limitado.
Mesmo
assumindo
possíveis
vantagens
na
prática
democrática pela internet, teremos de reconhecer que se corre o risco
de estabelecer uma nova exclusão entre os cidadãos, de signo parecido
ao ateniense: aqueles que não estiverem conectados à rede e os que
têm menos habilidades para exercitar-se ver-se-ão discriminados em
sua participação e expulsos do conclave dos iniciados (CEBRIÁN
1999; p. 78).
A tecnologia e a convergência dos meios são vistas neste artigo como instrumentos
utilizados por povos dos dois hemisférios, ocidentais ou orientais, para a mobilização ou
mesmo alienação da esfera pública. Aqui, procuramos entender a convergência dos
meios na sociedade contemporânea a partir da leitura de estudiosos como Castells,
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Jenkins, Sodré, dentre outros, os quais trazem sólido embasamento a respeito não só do
componente tecnológico, mas sim de sua inserção no meio social.
De mobilizações cidadãs a
cyberalienação
: diferentes realidades em diferentes
hemisférios
“Pedro me dá o chip!”; “Jeremias muito louco”. Esses são apenas dois títulos de um
universo de milhões de vídeos hospedados no
Youtube
que dão uma ideia
do conteúdo
que pode ser encontrado na rede. Aqui não está em discussão a liberdade de postar
quaisquer materiais do cotidiano de pessoas do mundo inteiro, mas entender o que leva
os cidadãos a utilizarem a internet, como mero entretenimento ou como fonte real de
mobilização política e cidadã – acima de qualquer coisa. A grande preocupação em
torno da utilização das novas mídias (aparelhos celulares e computadores conectados à
internet) se deve ao livre acesso ao conteúdo e ao poder de mobilização advindos dessas
novas tecnologias de comunicação.
Não há aqui uma tentativa de demonizar as “brincadeiras” virtuais, e sim uma reflexão
sobre como a humanidade vem utilizando essas ferramentas, que tem em nossa análise,
uma possibilidade real de fomentar transformações em diversos campos da vida em
sociedade, desde que os indivíduos tenham acesso à educação de base em que sejam
orientados no que concerne aos seus direitos, deveres e mesmo acerca do respeito à
coletividade.
A respeito da vida em comunidade e do papel exercido pelas novas mídias, de forma
não só positiva, mas pró-ativa, merece destaque o estudo de Castells et al (2007) que
aponta exemplos motivadores dessa nova dinâmica da vida gregária do ator do século
XXI. Os belos e motivadores exemplos, no entanto, parecem ainda muito longe da
realidade dos países pobres ou em vias de desenvolvimento, que precisam,
antes de
“sonhar” com computadores e internet em suas escolas, mobilizar suas populações à
inclusão ao livro, ao conhecimento e mesmo ao alimento. A internet em alguns desses
casos, significaria pensar no acabamento de uma casa que sequer tem a base levantada.
Como pensar em internet como forma de educação e comunicação com o mundo se os
próprios professores do ensino fundamental de algumas escolas públicas do país
desconhecem a forma de utilizar o computador? Há casos gritantes. Certa vez
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estudantes de Pedagogia do interior de Pernambuco temiam estar em contato direto com
os computadores. Motivo: medo de pegar um vírus! São futuros professores
4
.
De volta à mobilização popular, que está no outro extremo de uma cadeia complexa de
relações sociais, há pelo menos três casos nos quais a telefonia móvel e a internet
operam como ferramentas que dão vazão ao sentimento popular no campo político.
Defende-se neste artigo, dessa forma, que a tecnologia isoladamente não opera
quaisquer movimentos de relevo e participação cidadã sem que haja por trás um
sentimento de unidade popular, fruto de investimentos de longa data no campo da
educação que se traduzem no sentimento de pensar o social e não a sociedade contra o
social
5
.
O primeiro caso diz respeito à eleição do ex-presidente da Coreia do Sul – Roh Moo-
Hyun. Conforme Castells et al (2007),
a vitória de Roh Moo-Hyun foi atribuída a um
grupo de eleitores que se mobilizaram através da internet a fim de conquistar votos para
ele, além de apoio financeiro que chegou a cerca de US$ 7 milhões com a mobilização
através da rede.
Alguns pontos verdadeiramente surpreendem na análise em torno de Roh Moo-Hyun. A
mobilização através da rede mundial de computadores emergiu do próprio eleitorado
sem interferência direta do candidato ou dos seus assessores. Além disso, o então
candidato já havia perdido em repetidas eleições em que meios convencionais de
marketing político tinham sido adotados. Apesar das derrotas, Moo-Hyun não trocou de
partido ou fez alianças que ferissem a sua ideologia. A população jovem não apenas
gostou, mas se mobilizou e o levou à vitória em 2002. Após eleito, a população jovem
em especial, voltou a se mobilizar, dessa vez, o objetivo era contrário à época eleitoral:
“nós não te amamos mais” – bradavam nas
infovias
.
O comportamento descrito acima leva a uma reflexão em torno de Jenkins (2008), ou
melhor, à consonância com a sua afirmação de que quando os cidadãos comuns
assumem o controle das mídias, os resultados podem ser extremamente criativos ou uma
má notícia para todos os envolvidos.
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É justamente nesse ponto que voltamos a defender o acesso à educação voltada para a
cidadania desde os primeiros anos de escola, como um dos principais guias para a
utilização dos novos meios como instrumento de inclusão social e de cidadania. Os
acessos a sites que propõem caminhos alternativos à mídia convencional
6
em nosso país
recebem menos visitas que sites de mero entretenimento ou pornografia. Há, então, uma
íntima relação entre o nível de escolaridade e o grau de mobilização cidadã através da
Web
ou o acesso meramente “inerte”.
A Coreia do Sul cuja população jovem desenvolveu toda uma mobilização popular em
torno de um candidato que parecia ter a proposta mais inovadora e democrática, por
exemplo, registra índices elevados de educação e é uma das nações com maior
investimento no setor em todo o mundo. Vê-se, portanto, que é uma base já consolidada
que transforma os novos meios em algo criativo. Uma grande prova: o antes amado Roh
Moon-Hyun – eleito em 2002– sofre
impeachment
em março de 2004. Uma das maiores
fontes de mobilização? Não resta dúvida: a internet.
O segundo caso que atrai a atenção e ratifica a necessidade de uma base educacional
cidadã para que os novos meios se convertam em instrumentos de mobilização social
é
a Espanha. Existe aqui novamente uma conjunção de fatores que leva ao uso das novas
tecnologias como veículo de mobilização e mesmo – por mais clichê que pareça –
transformação social. Essa conjunção tem por base em nosso entendimento os altos
investimentos realizados pelo país na educação.
Castells et al (2007) relatam a mobilização de parte significativa da sociedade
espanhola, que resolveu impedir a manipulação política dos cidadãos por parte de
figurões do poder. Conforme os autores, em 11 de março de 2004, um grupo radical
islâmico de maioria marroquina provocou em Madri o maior atentado terrorista da
Europa até então. A bomba foi acionada por controle remoto e ativada através de
telefonia celular. O catastrófico resultado: quase duzentos mortos e mais de mil feridos
em trens suburbanos da cidade. O
Al-Qaeda
se responsabilizou pelo atentado.
É justamente o fato de um dos grupos terroristas mais conhecidos do mundo ter
assumido a autoria do ataques, além da utilização da tecnologia móvel para acionar os
explosivos, que chama a atenção para a forma como a sociedade civil organizada
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espanhola foi capaz de se impor diante da tragédia. É necessário destacar que o ataque
ocorreu em um contexto político muito relevante: quatro dias antes das eleições para o
parlamento
espanhol.
Essas
eleições
foram
dominadas
pelo
debate
acerca
da
participação do país na Guerra do Iraque, uma atitude contrária à grande maioria dos
cidadãos. Vale frisar que era esperada a volta do Partido Popular (PP) ao poder, com
base em sua política econômica e na sua postura em relação ao terrorismo basco.
Castells et al (2007) reforçam que assim que ocorreu o atentado e antes de qualquer
evidência, o PP acusou o grupo basco extremista ETA de ser responsável pela tragédia,
contudo, era cada vez mais visível para a população que o ataque viera do Oriente
Médio. In termos políticos, responsabilizar os bascos pelas mortes favoreceria o PP nas
eleições, enquanto culpar os terroristas islâmicos evidenciaria para a sociedade o alto
preço
pago
pela
política
governamental
de
apoio
à
guerra
do
Iraque,
o
que
potencialmente levaria o eleitorado a votar contra o governo.
Na visão de quase 70% do povo espanhol, o governo estava manipulando informação
acerca dos atentados com o objetivo de levar vantagem nas urnas. Esse sentimento
levou a uma inesperada derrota do PP e a vitória de um governo socialista, o que
acarretou na imediata retirada das tropas espanholas de território iraquiano.
É a partir dessa vitória, ou melhor, da forma como ela se consolidou que as novas
mídias e novas linguagens surgem como um dos elementos centrais de mobilização
social em um primeiro instante e na sequência como instrumento de mudança. Apesar
da tentativa de manipulação realizada pelo partido da situação, o que mais conta em
todo o processo é a mobilização dos milhões de cidadãos. Convencidos da trapaça
eleitoreira, decidiram disseminar os fatos através de uma “arma” chamada tecnologia
em rede. A internet, com uma linguagem bem típica daquele recente início de século
cumpria, a exemplo do que ocorreu na Coreia do Sul, seu papel na comunicação cidadã.
É importante refletir sobre esse papel político-social relevante da internet, como uma
nova linguagem e um novo meio capazes de fazer circular um fluxo comunicacional
alternativo à
mainstream media
, mas mantendo o que foi proposto desde o início deste
artigo: o equilíbrio. O motivo dessa preocupação está no fato de os países em vias de
desenvolvimento ainda possuírem grandes lacunas educacionais e também de acesso a
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novas mídias, o que em nossa análise acaba por inviabilizar um fluxo engajado,
coerente e coeso de informações com a capacidade de modificar o resultado final de
uma eleição, por exemplo.
Tal preocupação vai ao encontro de índices apontados por Moraes (2009) que merecem
relevo no presente artigo. Conforme o autor, mais de 90% dos municípios não possuem
sala de cinema, teatros, museus ou centros culturais, além disso, apenas 5% da
população vão regularmente ao cinema; cerca de 94% jamais viram uma exposição de
arte e o que é ainda mais drástico: 600 municípios não têm uma biblioteca ao menos.
Com índices tão deprimentes não é de surpreender, mesmo que soe elitista, que o Brasil
seja campeão de acesso a sites de relacionamento pouco representativos em termos
educativos ou de construção de uma consciência crítica cidadã.
Moraes (2009) traz novamente indicadores sobre a realidade da comunicação e cultura
nas nações em desenvolvimento, dessa vez a análise recai sobre o mundo virtual e
conforme o estudioso, descompassos de ordem socioeconômica e tecnológica chegam
ao ciberespaço. Enquanto Estados Unidos e Europa concentram 67% dos internautas, a
América Latina, que reúne 8% da população mundial e contribui com 7% do produto
interno bruto mundial, conta com pouco mais de 4% dos usuários.
Um breve panorama: na Finlândia, mais de 60% da população dispõem de internet (a
maioria com acesso à banda larga), índice compatível à realidade espanhola, na
Nicarágua 2,7%, Cuba 2,1%, Paraguai 3,9%. No Brasil, apesar do crescimento ao
acesso, apenas 2% dos mais pobres têm acesso à rede, 10% dos mais ricos usufruem até
cincos vezes mais dos benefícios da rede do que os 40% mais pobres da população.
Moraes (2009; p. 84) faz uma pertinente análise acerca das novas mídias que ratifica o
equilíbrio buscado por este artigo desde o primeiro instante:
Não estou defendendo a ideia ingênua de que o planeta
high tech
produz embaraços e efeitos negativos. Sem dúvida as tecnologias
facultam novas modalidades de entretenimento e informação, e até
outras formas de intervenção política (a desenvoltura de movimentos
antiglobalização capitalista
na Internet não me deixa mentir)
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É fundamental perceber o desenrolar do processo de comunicação cidadã espanhol a
partir do acesso privilegiado à rede. Mas, o acesso privilegiado à internet, no entanto,
pouco
significa
sem
o
trinômio
defendido
por
Jenkins
(2008):
convergência,
inteligência coletiva e participação.
Esse trinômio fica ainda mais claro a partir do
resultado final do processo exposto por Castells et al (2007). As principais redes de TV
espanholas estavam direta ou indiretamente sob o controle do governo e, desse modo,
sustentaram a hipótese oficial de que o ETA seria o causador da tragédia. O mesmo foi
feito pelas rádios (com exceção da maior emissora) e pela maioria da mídia impressa,
depois que o primeiro ministro entrou em contato pessoalmente com os editores dos
principais jornais, dando a eles sua opinião acerca dos ataques. Claro, o político
assegurava que o atentado havia sido responsabilidade dos bascos.
Diante do cenário apresentado acima, restava à população consciente dos fatos, que era
a maioria, encontrar uma fonte alternativa de comunicação em que pudesse ter “voz”.
Além da rede, as mensagens SMS surgem com grande impacto no resultado final das
eleições e talvez tenham se transformado em um embrião do que as novas mídias e as
novas linguagens deveriam realmente significar daquele momento em diante.
Os números da eleição e todo o desenrolar das estratégias corroboram com o trinômio
apontado por Jenkins (2008). Os e-mails causaram forte impacto na opinião pública
nacional – em especial – em dois milhões de novos eleitores, certamente mais ligados às
novas tecnologias – e que tradicionalmente se abstinham do processo eleitoral. Nessa
eleição houve 2,5 milhões de eleitores a mais que em 2000 e cerca de um milhão de
eleitores conservadores, modificaram o voto a fim de punir o governo por sua política
favorável à guerra do Iraque e pela tentativa de manipular a informação acerca das
mortes nos trens madrilenos.
No sábado, 13 de março de 2004, véspera da eleição, um grande número de indivíduos
sem filiação política ou mesmo grande interesse no assunto, começa a enviar mensagens
de texto por celular para os seus contatos, informando ou mesmo reforçando, a
manipulação empreendida pelo PP. Um dado que impressiona é o aumento do tráfico
SMS no país: cresceu cerca de 20% naquele sábado – e 40% no dia do pleito!
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Mesmo com a atitude de repúdio de grande parte da opinião pública, os assessores do
PP começaram no mesmo momento em que os cidadãos se comunicavam por torpedos,
a
enviar
as
suas
mensagens,
que
chegaram
apenas
aos
seus
correligionários,
“ratificando” para eles que o ETA seria o culpado pelos ataques.
Os fatos ocorridos na Coreia da Sul e na Espanha narrados artigo permitem uma
conclusão prévia, portanto, ainda não definitiva, a respeito da visão de Castells et al
(2007;p.202) “o uso específico das tecnologias wireless é moldado de acordo com o
contexto social e as estruturas políticas de uma determinada sociedade.”
Naturalmente pode haver indivíduos com maior acesso à informação e que, através de
uma postura de liderança política e ideológica, buscam formar a opinião
social em
torno de melhorias para o bem-estar coletivo mesmo em países com baixos índices de
acessibilidade à web, além de educação formal carente. É ainda mais natural que tais
líderes sofram resistências – perseguições e muitas vezes tenham os seus esforços
esvaziados diante do contexto social – além de retrógradas estruturas de poder.
O terceiro caso que chama a atenção corroborando com a prévia conclusão apresentada,
diz respeito à sociedade chinesa e a rara utilização das novas tecnologias em termos
sociopolíticos. Castells et al (2007) discutem o surgimento da gripe aviária naquele país
em 2003 e a mobilização praticamente nula da maioria da população.
De acordo com os autores, no início da epidemia nem a mídia convencional e nem os
sites de notícias informaram sobre a então desconhecida doença, mas as vítimas, amigos
e familiares,
principalmente
dos
profissionais
que
trabalhavam
nos
hospitais,
começaram a enviar alertas através de mensagens de texto que rapidamente se
espalharam pelos centros urbanos. No mesmo instante as autoridades de Pequim
iniciaram uma campanha a fim de “desmentir” a verdade.
Ao contrário da sociedade espanhola, mais familiarizada com a abertura democrática
propiciada pelas novas tecnologias da informação, mesmo tendo vivido um passado de
repressão política, os chineses preferiram em sua grande maioria acreditar na campanha
oficial do Estado chinês promovida através da mídia convencional, a crer no próprio
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cidadão comum que testemunhara de muito perto os problemas causados pelo novo
vírus.
É importante reforçar que as autoridades do país vêm reprimindo a utilização da internet
por parte de dissidentes políticos, além disso, há apenas uma parcela ínfima, se
compararmos à população de 1,3 bilhão de chineses, de cidadãos com acesso de
qualidade aos novos meios.
Eles estão nos grandes centros e por sua condição privilegiada é questionável se lutarão
pelo direito dos seus compatriotas. O que restará aos cerca de 800 milhões de
camponeses desconectados de qualquer condição de vida compatível com o dragão que
cresce há mais dois dígitos por ano? Para esses últimos atores, os novos meios ainda
não representam qualquer linguagem e, portanto, nada há para acrescentar a tais
populações campesinas.
Blog, twitter
e algumas conclusões sobre velhas estratégias de comunicação política
Desde sua primeira eleição, o Presidente Lula faz questão de romper as barreiras
wireless
, que distanciam grande parte dos camponeses do interior do Brasil da
informação, e por isso faz corpo a corpo com esse eleitorado – uma de suas principais
bases de votos. É bem verdade que os assessores dele anunciaram em 2009 a criação do
blog presidencial e sua participação no twitter, “mas esses instrumentos não têm cheiro
e nem choram” (Pior: não produzem votos).
Essa afirmação é corroborada pelo relato
de dois repórteres que trabalham em importantes jornais brasileiros
7
e cobrem as
viagens feitas pelo Presidente da República. Os jornalistas contam a emoção de Dona
Odete, uma mulher de cerca de sessenta anos, moradora da cidade natal de Lula, Caetés
em Pernambuco, distante cerca de 250 km do Recife.
A emoção da vendedora ambulante tem uma razão: o discurso de Lula que o aproxima a
cada momento do seu interlocutor, como afirma Luiz Dulci
8
. Conforme Dulci, Lula
chega mesmo a tratar alguns dos presentes pelo nome, usar metáforas bem conhecidas,
chorar. Para a sua conterrânea: “Ele não é como os outros – nem parece Presidente –
para mim – é como um compadre.
.. Ele fala e a gente entende”. Dona Odete é
analfabeta, como cerca de dez por cento dos brasileiros. Computador – internet
– blogs
– twitter
são algo com pouco ou mesmo nenhum significado para ela.
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Essa falta de familiaridade, contudo, não é exclusividade dos pobres e iletrados,
o
parlamentar Pedro Simon, da mesma faixa etária da pernambucana, parece pouco à
vontade com as terminologias do ciberespaço. O repórter Danilo Gentili do CQC
9
perguntou a Simon em pleno corredor do Congresso Nacional se ele tinha
Orkut
e
twitter,
depois de pensar por alguns instantes e meio atônito veio a resposta (com cara
séria!): “Tenho, tenho.
.. ta tudo no meu gabinete.”
Há pouco mais de dois anos em conferência no Brasil, o pesquisador de comunicação
Maxwell McCombs
10
foi questionado por um membro da plateia sobre a viabilidade de
estudar os efeitos das novas tecnologias na formação da agenda pública. McCombs
sorriu e disse que já havia pesquisado sobre o tema e a resposta muitas vezes era: “mas
– o que é um blog?”. Isso nos Estados Unidos! Como a velocidade tecnológica é
absurda, mesmo em um espaço de tempo tão curto, é fácil crer num contexto diferente
hoje, mas não totalmente incorporado à vida de cidadãos do mundo inteiro, como os
exemplos brasileiro, chinês e norte-americano atestam.
No contexto Brasil, as discrepâncias ganham força e muitos aspectos ajudam a chegar a
essa constatação. O país domina uma das mais avançadas tecnologias para a contagem
de votos no mundo – Recife e Campina Grande, na Paraíba, têm centros de excelência
em informática, exportando
softwares
para grandes companhias do setor ao redor do
planeta, entretanto, todo esse avanço permanece distante do ativismo político-social
brasileiro.
Sodré (2002) faz importante ressalva acerca do “aparecer na mídia”. Em sua análise fica
visível a necessidade urgente de uma comunicação horizontal entre o político e o seu
público.
Não basta, por exemplo, a visibilidade pura e simples de um
indivíduo na mídia
– a excessiva exposição de sua imagem na tevê ou
nos
jornais.
É
preciso
que
se
apele
para
todo
um
arsenal
de
identificações entre a imagem e a audiência, a fim de se obter efeitos,
não mais apenas projetivos, como no caso do entretenimento clássico,
e
sim
de
reconhecimento
narcísico
de
si
mesmo
no
“espelho”
tecnocultural. Por isto constam do imaginário midiático motivações
características
de
modos
de
funcionamento
tradicionais,
como
preocupações com segurança existencial, religião e família. Estes são
elementos e valores ressignificados pelos dispositivos tecnoculturais
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em função da imagem pública que se deseja construir (SODRÉ, 2002,
pp34-35).
Diante da afirmação de Sodré (2002) torna-se ainda mais visível a estratégia de
comunicação e imagem adotadas pelo candidato e, hoje Presidente da República, Lula.
Sodré (2002) reflete sobre a importância de uma imagem publicitária para o homem
público, o que no caso de Lula está mais relacionada a aspectos marcadamente
populares do que cibernéticos ou acadêmicos, por exemplo. É a partir dessas colocações
que reiteramos a defesa de que as novas mídias são acessórios e não o fim do discurso e
da postura empregados pelo chefe da nação.
Afinal, é pouco provável que a maioria dos agricultores do interior do país troquem e-
mails entre si e discutam a respeito dos
blogs
criados por compadres das cidades
vizinhas. Ao invés disso, é certo que ouvem o rádio, assistem ao Jornal Nacional e,
acima de tudo, entendem o que o “compadre” Lula quer dizer e a imagem que busca
construir a cada discurso ou entrevista. Assim, conforme, Sodré (2002) tudo tende a
confluir para a imagem publicitária como valor coletivo, o que pode tornar a
interpretação cênica da realidade mais importante do que qualquer modo tradicional de
representação. Ainda de acordo com o estudioso, publicamente, importa mais a
capacidade pessoal de gerar espetáculo (telegenia, histrionismo, agressividade bem
dosada, etc), portanto, a performatividade midiática, do que conteúdos programáticos.
Apesar da latente defesa de que os meios convencionais são as principais fontes de
comunicação horizontal entre Lula e o seu público eleitor, especialmente o de origem
menos abastada e com menor acesso à educação formal, entendemos a relevância das
novas mídias como instrumentos de pressão político-social desde que haja uma cultura
propícia a tal comportamento por parte da sociedade.
É com base nessa ressalva que vamos ao encontro da pesquisadora Vera Chaia
11
. Ela
aponta a barreira cultural como um dos grandes entraves brasileiros à utilização da
internet como instrumento de à mobilização dos cidadãos no tocante a questões
políticas. Vera Chaia, não se define como
ciberotimista
tampouco como
cibercética,
mas demonstra um ponto de equilíbrio entre esses dois pólos.
Entendemos que existe o
fator cultural como elemento responsável pelas mobilizações de ordem política e social
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em países como Coreia do Sul, Espanha e mesmo Irã. Apesar de advogar uma postura
equilibrada sobre a sua visão dos novos meios, Chaia, levanta questões que podem soar
polêmicas no universo acadêmico: “a internet não vai mudar a política brasileira”,
afirma a pesquisadora.
Sua contundente afirmação está associada a justificativas, no mínimo plausíveis.
Conforme a pesquisadora, os 45 milhões de internautas brasileiros não acessam sites de
conotação política, mas de entretenimento e e-mails, uma das principais razões pela
quase inércia de ativismo político na rede no Brasil. O fato é que o ativismo político em
solo brasileiro está restrito ainda a um pequeno universo de indivíduos, ligados a
partidos políticos, candidatos, simpatizantes e marqueteiros que, apesar da pequena
interação dos populares no ambiente virtual, investem esforços na construção de
estratégias na rede para os seus clientes. Ratifica-se aqui, portanto, que é ínfimo o
número de cidadãos conectados no Brasil com algum tipo de motivação político
partidária.
Essa afirmação ganha mais relevo ao se analisarem os dados de algumas das principais
redes sociais do planeta, que têm um propósito nitidamente voltado a frivolidades e não
a questões de ordem política. Segundo Moraes (2009), o
MySpace
está presente em
dezenas de países com cerca de 120 milhões de usuários e em seu afã expansionista
identifica 150 milhões de usuários potenciais apenas na América Latina. O
Facebook
tem cerca de 70 milhões de conectados pelo planeta; apenas os dois juntos somam mais
que a população brasileira.
O crescimento exponencial do número de usuários está na base da
corrida comercial para as redes sociais (MySpace, Facebook, Orkut,
Bebo, Youtube, Hi5, Twitter), que reúnem comunidades de usuários
por interesses comuns e afinidades e estimulam novos padrões de
sociabilidade à distância, além de favorecer a circulação ampliada e
permutas de materiais audiovisuais (filmes, vídeos, músicas, fotos).
As redes sociais já estão entre as marcas mais supervalorizadas do
mundo (só a facebook vale US$15 bilhões) e pertencem ou tem
vínculos acionários com corporações: Facebook pertence à News;
Orkut e Youtube, à Google; MySpace tem como um dos seus
principais acionistas a Microsoft (MORAES, 2009, p. 81).
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A partir de números como esses que envolvem as redes sociais, além dos cerca de 45
milhões de internautas brasileiros, pouco envolvidos com a vida política do país, nos
resta sustentar pontos de vista bastante enfáticos acerca do papel exercido pela internet e
pela mídia convencional no Brasil. As constatações não negam em momento algum o
potencial facultado às novas tecnologias de exercer intervenção e pressão políticas, mas
isso ocorre apenas com base em um alicerce cultural que privilegia tais atitudes, o que
não ocorre definitivamente (e massivamente) por aqui.
Diante desses aspectos é que se pode afirmar, a exemplo de Vera Chaia, que o horário
de propaganda eleitoral gratuito será ainda em 2010 o principal meio de divulgação dos
candidatos e de suas plataformas, restando à
web
um papel secundário. Esse papel
secundário é muito nítido quando se percebe o que os jovens sem acesso à internet em
suas casas fazem nas
lan houses
: brincam, jogam, se comunicam com outros jovens, e
não – no geral ao menos – discutem política partidária ou se movem rumo a protestos.
Por fim, é evidente que há uma facilidade de convocação pela rede, entretanto, deve-se
reforçar que a mobilização não ocorre de forma efetiva. Confome Chaia, é muito
cômodo utilizar a internet como veículo de ativismo porque os protestos seriam
“limpos” e sem envolvimento “corpo a corpo”.
Pena que, em um continente tão necessitado de melhorias assépticas em todos os
sentidos, as novas mídias ainda não promovem mobilizações cidadãs, não despertam os
povos da selva, do litoral ou das cordilheiras em relação ao poder que a recente
democracia desta parte do globo é capaz de propiciar através do instrumento que iguala,
ou ao menos deveria igualar pobres e ricos: o voto. Consciente.
Referências
CASTELLS,
M;
FERNÁNDEZ-ARDÈVOL,
M;
QIU,J;
SEY,A.
Mobile
Communication and Society. Cambridge: The MIT Press, 2007
CEBRIÁN, J; A rede. São Paulo: Summus Editorial, 1999.
EISENSTEIN, E. A revolução da cultura impressa. São Paulo: Ática, 1998.
FAUSTO NETO, A. VERÓN, E. (ORGS.). Lula presidente: televisão e política na
campanha eleitoral. São Paulo: Hacker, 2003.
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GUIZZO, J. Lula Luís Inácio da Silva entrevistas e discursos. Guarulhos: O Repórter de
Guarulhos, 1981.
JENKINS, H. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2008.
KOCH, I. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2003.
MORAES, D. A batalha da mídia. Rio de Janeiro: Pão e rosas, 2009.
RIBEIRO, R. A sociedade contra o social. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
SAITO, A. A internet não vai mudar a política. Istoé, São Paulo, n.2073, pp.6-11, 2009.
SCOLESE, E.; NOSSA, L. Viagens com o Presidente. Rio de Janeiro: Record, 2006.
SODRÉ, M. Reinventando a Cultura: a comunicação e seus produtos. Petrópolis: Vozes,
1996.
SODRÉ, M. A antropologia do espelho: uma teoria da comunicação linear em rede.
Petrópolis: Vozes, 2002.
1
Doutorando do Programa de Pós-Gaduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco –
Brasil.
profpedroprocopio@gmail.com
2
Professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Desenvolvimento Rural da
Universidade Federal Rural de Pernambuco – Brasil. betaniamaciel@gmail.com
3
Professora doutora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de
Pernambuco. isaltina@gmail.com
4
O relato foi apresentado por uma professora do curso de pedagogia de uma faculdade para formação de
professores na cidade de Goiana, interior de Pernambuco, durante encontro de iniciação científica
promovido pela Faculdade Integrada de Pernambuco em 2006.
5
Ver Renato Janine Ribeiro
A sociedade contra o social.
6
Dênis de Moraes (2009), em a Batalha da Mídia, traz alguns exemplos de sites de mobilização política
alternativa à mídia tradicional. Um interessante endereço é o www.agenciacartamaior.com.br
7
Os repórteres trabalham para os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, os seus relatos estão
no livro
Viagens com o Presidente
(SCOLESE & NOSSA, 2006).
8
Luiz Dulci é ministro do governo Lula e secretário geral da Presidência da República. Professor
licenciado da Universidade Federal de Minas Gerais, é um dos responsáveis por escrever os discursos
presidenciais. O relato foi apresentado durante conferência internacional realizada em setembro de 2009
em Japaratinga-AL, da qual participou a Profa. Dra. Isaltina Gomes.
9
O programa CQC é um misto de jornalismo com sátira política e vai ao ar às segundas-feiras na Band. A
entrevista ocorreu em meados de setembro de 2009.
10
A conferência foi promovida em novembro de 2007 pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação
da Universidade Federal de Pernambuco.
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11
Vera Chaia é cientista política. Fez seu pós-doutorado na Universidad Rey Juan Carlos na Espanha,
onde estudou o uso da internet na disputa presidencial daquele país em março de 2008. Atualmente a
estudiosa é coordenadora do Núcleo de Estudos em Arte – Mídia e Política (Neamp) da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo.
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