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Perspectivas e controvérsias
Kristiane Mesquita Barros
Franchi
(1)
Renan Magalhães Montenegro
Junior
(2)
1. Educadora física, professora auxiliar
mestra do Curso de Educação Física da
Universidade de Fortaleza.
2. Médico endocrinologista, professor Titular
do Mestrado em Educação em Saúde, da
Universidade de Fortaleza.
Recebido em:
16/05/2005
Revisado em:
13/06/2005
Aceito em:
10/08/2005
ATIVIDADE FÍSICA: UMA NECESSIDADE PARA A BOA
SAÚDE NA TERCEIRA IDADE
Physical activity: a necessity for good health in old age
RESUMO
A população idosa vem aumentando consideravelmente, o que se atribui a uma maior
expectativa de vida, provavelmente relacionada a um melhor controle de doenças infecto-
contagiosas e crônico-degenerativas, gerando a necessidade de mudanças na estrutura
social, para que estas pessoas tenham uma boa qualidade de vida. A atividade física é um
importante meio de prevenção e promoção da saúde dos idosos através de seus inúmeros
benefícios. O presente artigo teve por objetivo abordar aspectos do processo de envelhecimento:
sua epidemiologia, os benefícios e a importância da atividade física para alcançar qualidade
de vida na terceira idade e as políticas públicas brasileiras voltadas para essa fase da vida,
salientando-se a necessidade atual de estruturação efetiva de programas que enfatizem a
prática de atividades físicas, bem como o engajamento dos profissionais de saúde frente
a estas ações.
Descritores:
Atividade física; Terceira idade; Idoso; Qualidade de vida.
ABSTRACT
Elderly population is increasing nowadays, which is attributed to a greater life expectation,
probably related to a better control of contagious and chronic diseases, thus leading to
the need of changes in social structure, in order to enable those people to have a better
quality of life. Physical activity is an important mean of achieving elderly health prevention
and promotion throughout its countless benefits. This present study aimed at approaching
some aspects of the process of growing old: its epidemiology, the benefits and the importance
of health activity for achieving quality of life in old age and the Brazilian public politics
directed to this period of life, pointing out the actual need of structuring programs that
emphasize the physical activities’ practice, as well as the involvement of health professionals
ahead of these actions.
Descriptors:
Physical activity; Elderly; Quality of life.
INTRODUÇÃO
O envelhecimento se refere a um fenômeno fisiológico de comportamento social
ou cronológico. É um processo biossocial de regressão, observável em todos os
seres vivos expressando-se na perda de capacidade ao longo da vida, devido à
influência de diferentes variáveis, como as genéticas, danos acumulados e estilo de
vida, além de alterações psico-emocionais
(1)
. Definido como um fenômeno altamente
complexo e variável, comum a todos os membros de uma determinada espécie,
progressivo envolvendo mecanismos deletérios que afetam a capacidade de
desempenhar um grande número de funções
(2)
. Trata-se de um processo
multidimensional e multidirecional, pois há uma variabilidade na taxa e direção das
mudanças (ganhos e perdas) em diferentes características em cada indivíduo e entre
indivíduos
(2)
.
Atividade física na terceira idade
Entende-se por idoso ou pessoa da terceira idade,
indivíduos com mais de 60 anos de idade, instituído pelo
estatuto do idoso
(3)
. O envelhecimento vem aumentando
consideravelmente, o que se atribui a um aumento da
expectativa de vida, a diminuição da taxa de natalidade, a
um melhor controle de doenças infecto-contagiosas
(imunização) e crônico-degenerativas
(1)
.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde
(4)
,
existiam 390 milhões de pessoas acima de 65 anos em 1998
e estima-se que em 2025 essa população será o dobro. Em
muitos países em desenvolvimento, especialmente na
América Latina e Ásia é esperado um aumento de 300% na
população idosa chegando a 02 bilhões de pessoas acima de
60 anos até 2025 .
No Brasil, a população de idosos era de 15 milhões em
2002
(5)
e estima-se que em 2020 o número de pessoas acima
de 60 anos de idade na população brasileira terá crescido 16
vezes em relação a 1950. O índice de envelhecimento (pop.
> 65 anos x pop. De 0 a 14 anos x 100), que representa a
razão entre a população maior que 65 anos e a população de
0 a 14 anos vezes 100
(6)
, em 1980 era de 10,49%, em 1991
de 13,90% e em 2000 de 19,77%.
Um estudo sobre a epidemiologia do envelhecimento
no Nordeste do Brasil
(7)
, mostra que o percentual de idosos
na cidade de Fortaleza é de quase 8% da população, sendo
similar à cidade de São Paulo e superior à média nacional,
além disto a maioria destes idosos reside em domicílios
multigeracionais e apresentam morbidade física e mental
particularmente alta em áreas mais pobres, mostrando uma
realidade preocupante em termos de seu progressivo impacto
sobre os serviços de saúde das próximas décadas.
Verificamos portanto, que o aumento da população
idosa gera necessidades de mudanças na estrutura social para
que estas pessoas, ao terem suas vidas prolongadas, não
fiquem distantes de um espaço social, em relativa alienação,
inatividade,
incapacidade
física,
dependência,
conseqüentemente sem qualidade de vida.
O viver bem para o idoso
Cinco fatores são recomendados para o idoso ter saúde:
vida independente, casa, ocupação, afeição e comunicação
(8)
.
Se algum desses fatores estiver deficiente a qualidade de vida
do idoso estará comprometida. Néri
(9)
mostra que baixos
níveis de saúde na velhice associam-se com altos níveis de
depressão e angústia e com baixos níveis de satisfação de
vida e bem estar. Também afirma que as dificuldades do
idoso em realizar as atividades da vida diária, devido a
problemas físicos, ocasionam dificuldades nas relações
sociais e na manutenção da autonomia, trazendo prejuízos à
sua saúde emocional.
O conceito “
envelhecimento com sucesso”
, que engloba
três diferentes domínios multidimensionais: a) evitar as
doenças e incapacidades; b) manter uma alta função física e
cognitiva; e c) engajar-se de forma sustentada em atividades
sociais e produtivas
(10)
.
Segundo o Estatuto do Idoso
(3)
, no
seu artigo 3
o
, há a
obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder
público em assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a
efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à
cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à
convivência familiar e comunitária. O direito à liberdade
compreende, de acordo com o estatuto, a faculdade de ir, vir
e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários,
ressalvadas as restrições legais; a opinião e expressão; crença
e culto religioso; a prática de esportes e de diversões; a
participação na vida familiar e comunitária; a participação
na vida política, na forma da lei; a faculdade de buscar
refúgio, auxílio e orientação.
Benefícios da Atividade Física
Atualmente, está comprovado que quanto mais ativa é
uma pessoa menos limitações físicas ela tem
(11)
. Dentre os
inúmeros benefícios que a prática de exercícios físicos
promove, um dos principais é a proteção da capacidade
funcional em todas as idades, principalmente nos idosos. Por
capacidade funcional entende-se o desempenho para a
realização das atividades do cotidiano ou atividades da vida
diária
(12)
. As atividades da vida diária podem ser classificadas
por vários índices. As atividades da vida diária (AVD) são
referidas como: tomar banho, vestir-se, levantar-se e sentar-
se, caminhar a uma pequena distância; ou seja, atividades de
cuidados pessoais básicos e, as atividades instrumentais da
vida diária (AIVD) como: cozinhar, limpar a casa, fazer
compras, jardinagem; ou seja atividades mais complexas da
vida cotidiana
(13)
. Um estilo de vida fisicamente inativo pode
ser causa primária da incapacidade para realizar AVD, porém
de acordo com seu estudo, um programa de exercícios físicos
regulares pode promover mais mudanças qualitativas do que
quantitativas, como por exemplo alteração na forma de
realização do movimento, aumento na velocidade de
execução da tarefa e adoção de medidas de segurança para
realizar a tarefa
(12)
.
Além de beneficiar a capacidade funcional, o exercício
físico promove melhora na aptidão física. No idoso os
componentes da aptidão física sofrem um declínio que pode
comprometer sua saúde. A aptidão física relacionada à saúde
Franchi KMB et al.
pode ser definida como a capacidade de realizar as atividades
do cotidiano com vigor e energia e demonstrar menor risco
de desenvolver doenças ou condições crônico degenerativas,
associadas a baixos níveis de atividade física
(14)
. Os
componentes da aptidão física relacionados à saúde e que
podem ser mais influenciados pelas atividades físicas
habituais são a aptidão cardiorrespiratória, a força e
resistência muscular e a flexibilidade, por isso são os mais
avaliados, sendo preditores da condição da saúde.
A prática de atividade física também promove a melhora
da composição corporal, a diminuição de dores articulares,
o aumento da densidade mineral óssea, a melhora da
utilização de glicose, a melhora do perfil lipídico, o aumento
da capacidade aeróbia, a melhora de força e de flexibilidade,
a diminuição da resistência vascular
(13)
.E, como benefícios
psicossociais encontram-se o alívio da depressão, o aumento
da auto-confiança, a melhora da auto-estimam
(9)
.
O tipo de exercício físico recomendado para idosos no
passado era mais o aeróbio pelos seus efeitos no sistema
cardiovascular e controle destas doenças, além dos benefícios
psicológicos
(15)
. Atualmente, estudos mostram a importância
dos exercícios envolvendo força e flexibilidade, pela melhora
e manutenção da capacidade funcional e autonomia do
idoso
(13,14,16-18)
.
O potencial do ser humano será aumentado se, na fase
de não trabalho e/ou no tempo livre, o idoso se ocupar com
novas aprendizagens, o que significa uma atualização
permanente e uma inserção no mundo que demandam novos
aprenderes num fluxo rápido e contínuo. Uma das condições
que o ambiente deve oferecer para que o idoso mantenha-se
atualizado é a prática regular de exercícios físicos
(16)
.
Através da percepção de seus entrevistados, as mudanças
no bem-estar e na disposição geral, a melhoria na aptidão
física e no desempenho das atividades da vida diária, as
sensações corporais agradáveis, uma maior disposição, a
alteração de quadros de doenças com supressão ou
diminuição do uso de medicamentos, o resgate da condição
de eficiência, independência e autonomia, levando os idosos
a serem novamente ativos e abertos para o mundo,
devolvendo-lhes uma das possibilidades do ser, que é a
motilidade primordial que predispõe à ação
(16)
.
Programas de atividades físicas para o idoso
Há uma diminuição no nível de atividade física com o
envelhecimento e estudos
(8)
mostram que a atividade física
mais prevalente é a caminhada e o alongamento e exercícios
de força entram em declínio com o avanço da idade.
Estudos
(17,18)
mostram a importância dos exercícios de força
para a manutenção do equilíbrio, agilidade e da capacidade
funcional dos idosos. Para manter a força muscular e o
equilíbrio, importante realizar exercícios com pesos, de 2 a
4 vezes por semana, que estimulem a musculatura e auxiliem
na manutenção da postura e do equilíbrio
(19)
.
As pessoas com mais de 50 anos de idade realizam
atividades físicas em função de orientação médica, amigos,
familiares, procura por companhia, colegas de trabalho,
programas de incentivo à pratica de atividades físicas. As
barreiras citadas pelo mesmo autor foram falta de local e
equipamentos apropriados, falta de clima adequado, falta de
conhecimento, medo de lesões e necessidade de repouso.
Estes dados evidenciam a relevância do profissional da saúde,
sobretudo dos médicos no envolvimento regular com a
atividade física nesta faixa etária
(19)
.
Um programa de exercícios físicos bem direcionado e
eficiente para esta idade deve ter como meta a melhora da
capacidade física do indivíduo, diminuindo a deterioração
das variáveis de aptidão física como resistência
cardiovascular, força, flexibilidade e equilíbrio, o aumento
do contato social e a redução de problemas psicológicos com
a ansiedade e a depressão.
Na Carta de Ottawa
(20)
, dentre os cinco aspectos básicos
a serem desenvolvidos para a promoção da saúde, menciona
a construção de políticas públicas voltadas à saúde, nas quais
o objetivo maior é o de indicar aos dirigentes e políticos que
as escolhas saudáveis são as mais fáceis de realizar.
Os programas de incentivo à prática de atividades físicas
para esta população ainda são escassos, pouco explorados
em ambientes de promoção da saúde, necessitando assim,
maior atenção dos gestores, dos atendimentos em saúde, dos
programas em educação em saúde e da própria sociedade.
Poucos programas de incentivo à prática de atividades físicas
tem sido desenvolvidos no Brasil. No entanto, as poucas
iniciativas tem
trazido avanços nessa área. Um bom exemplo
foi o Programa Agita São Paulo
(21)
, que, buscou mostrar a
importância da atividade física de intensidade moderada, 30
minutos por dia, de forma acumulada ou contínua, na maioria
dos dias da semana, para a promoção da saúde, tendo havido
especial atenção com o público da terceira idade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se, por meio destes estudos, que a prática de
atividades físicas é de fundamental importância para a
qualidade de vida do idoso. O capítulo V do Estatuto do
Idoso
(3 )
se refere à educação, cultura, esporte e lazer, no qual,
o artigo 20 diz que o idoso tem direito a educação, cultura,
esporte, lazer, diversões, espetáculos, produtos e serviços
que respeitem sua peculiar condição de idade.
Atividade física na terceira idade
Há, portanto, o reconhecimento por parte de algumas
políticas públicas da necessidade de se incrementar a prática
de atividades físicas desta população. Entretanto, ainda são
escassas as intervenções, serviços, espaços e equipes que
promovam o reconhecimento que um estilo de vida ativo é
fundamental na preservação da saúde e manutenção da
capacidade funcional e independência do idoso. É importante
que o idoso incorpore, em seu modo de vida, hábitos
saudáveis através de informações e conteúdos que sejam
capazes de modificar e acrescentar atitudes favoráveis para
a manutenção e prevenção de sua saúde em seu significado
mais abrangente (física, mental, emocional, social e
espiritual).
Cabe, então, aos profissionais da saúde, educadores
físicos, gestores públicos, engajarem-se de maneira efetiva
e eficaz na mobilização de recursos, na construção e
viabilização de projetos, que atinjam a meta de uma
população idosa cada vez mais ativa e conseqüentemente
com maior qualidade de vida.
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Endereço para correspondência:
Kristiane Mesquita Barros Franchi
Universidade de Fortaleza
Mestrado em Educação em Saúde
Av. Washington Soares, 1321 Edson Queiroz
E-mail: kri70@unifor.br
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