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Contato precoce pele a pele entre mãe e filho:
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho:
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho:
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho:
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho:
significado para mães e contribuições para a enfermagem
significado para mães e contribuições para a enfermagem
significado para mães e contribuições para a enfermagem
significado para mães e contribuições para a enfermagem
significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contacto precoz piel a piel entre la madre y el niño: significado para las madres y contribuciones para la enfermería
Precocious skin-to-skin contact between mother and child: meanings to mothers and contributions for nursing
Thaís Alves Matos
Thaís Alves Matos
Thaís Alves Matos
Thaís Alves Matos
Thaís Alves Matos
I
, Mor
, Mor
, Mor
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, Morgana Stefani de Souza
gana Stefani de Souza
gana Stefani de Souza
gana Stefani de Souza
gana Stefani de Souza
I
, Evanguelia K
, Evanguelia K
, Evanguelia K
, Evanguelia K
, Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos
otzias Atherino dos Santos
otzias Atherino dos Santos
otzias Atherino dos Santos
otzias Atherino dos Santos
I
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Manuela Beatriz V
Manuela Beatriz V
Manuela Beatriz V
Manuela Beatriz V
Manuela Beatriz Velho
elho
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, Eli Rodrigues Camar
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, Eli Rodrigues Camar
, Eli Rodrigues Camar
, Eli Rodrigues Camargo Seibert
go Seibert
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go Seibert
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, Nezi Maria Martins
, Nezi Maria Martins
, Nezi Maria Martins
, Nezi Maria Martins
, Nezi Maria Martins
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RESUMO
RESUMO
RESUMO
RESUMO
RESUMO
Tratou-se de uma pesquisa convergente-assistencial, realizada numa maternidade da Região Sul do Brasil entre abril e maio de 2009,
objetivando compreender o significado do contato precoce pele-a-pele mãe-filho para o ser-mãe, identificar características do
estabelecimento desse contato e contribuições da enfermagem. Os dados foram coletados pela
observação participante e entrevista
,
com nove mães, identificando-se quatro categorias: a) orientações acerca do contato pele-a-pele precoce mãe-filho antes do nascimento;
b) estabelecimento do contato precoce pele-a-pele mãe-filho; c) significado do contato pele-a-pele precoce mãe-filho para o ser-mãe;
e d) contribuições da enfermagem no estabelecimento do contato precoce pele-a-pele mãe-filho. Conclui-se que o significado do
contato precoce mãe-filho atribuído pelas mães é positivo, e a contribuição da enfermagem no estabelecimento desse contato é
significativa.
Descritores:
Descritores:
Descritores:
Descritores:
Descritores: Parto; Parto humanizado; Aleitamento materno; Enfermagem obstétrica.
ABSTRACT
ABSTRACT
ABSTRACT
ABSTRACT
ABSTRACT
That was a convergent-care study, carried out in a maternity ward in the Southern Region of Brazil from April to May 2009, with the
purpose to comprehend the meanings of premature mother-child skin-to-skin contact and relevant nursing contributions. Data were
collected through participant observation and interviews involving nine mothers.
Four categories were identified: a) predelivery orientation
surrounding premature mother-child skin-to-skin contact; b) establishing premature mother-child skin-to-skin contact; c) meanings of
premature mother-child skin-to-skin contact for the mother; and d) nursing contributions in establishing premature mother-child skin-
to-skin contact. It was concluded that the meanings of premature mother-child skin-to-skin contact attributed by these mothers is
positive, and that nursing’s contribution in establishing such contact is significant.
Key wor
ey wor
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ey words:
ds:
ds:
ds:
ds: Parturition; Humanizing delivery; Breast feeding; Obstetrical nursing.
RESUMEN
RESUMEN
RESUMEN
RESUMEN
RESUMEN
Se trató de una investigación convergente asistencial, realizada en una maternidad de la Región Sur de Brasil, entre abril y mayo de
2009, cuyo objetivo es comprender el significado que el contacto precoz piel a piel, madre-hijo, tiene para el ser madre, y además,
identificar las características de la creación de ese contacto, así como la contribución de la enfermería para esa relación. La recolección
de los datos se hizo por medio de la observación participativa y de entrevistas con nueve madres, identificando cuatro categorías, a
saber: a) las orientaciones acerca del contacto precoz piel a piel, madre-hijo, antes del nacimiento; b) la realización del contacto precoz
piel a piel, madre-hijo; c) el significado que el contacto precoz piel a piel, madre-hijo, tiene para el ser madre, y d) las contribuciones
de la enfermería para la realización del contacto precoz piel a piel, madre-hijo. Se concluye que el significado del contacto precoz
madre-hijo asignado por las madres es positivo, y la contribución de la enfermería para la realización de ese contacto es significativa.
Descriptores:
Descriptores:
Descriptores:
Descriptores:
Descriptores: Parto; Parto humanizado; Lactancia materna; Enfermería obstétrica.
Submissão:
Submissão:
Submissão:
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Submissão: 10/09/2009
Apr
Apr
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Aprovação:
ovação:
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ovação:
09/11/2010
PESQUISA
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Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos. Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Enfermagem.
Campus Universitário, Trindade. CEP 88040-970. Florianópolis, SC. E-mail: gregos@matriz.com.br
AUTOR
CORRESPONDENTE
UTOR
CORRESPONDENTE
UTOR
CORRESPONDENTE
UTOR
CORRESPONDENTE
UTOR
CORRESPONDENTE
Revista
Brasileira
de Enfermagem
REBEn
I
Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Enfermagem. Florianópolis, SC
II
Universidade Federal de Santa Catarina. Hospital Universitário. Florianópolis, SC
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
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INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
A promoção do contato pele-a-pele entre mãe-filho tem sido
objeto de trabalhos científicos que comprovam os benefícios
fisiológicos e psicossociais, tanto para a saúde da mãe quanto para
a do recém-nascido
(1-2)
. A mesma deve ser estimulada desde os
primeiros minutos de vida, necessita ser respeitado na sua
individualidade e magia, que envolve o binômio mãe-filho neste
momento
(2)
.
Após o nascimento, o recém-nascido passa por uma fase
denominada
inatividade alerta,
com duração média de quarenta
minutos, na qual se preconiza a redução de procedimentos de
rotina, em recém-nascido de baixo risco
(1)
Nesta fase, o contato
mãe-filho deve ser proporcionado, por tratar-se de um período de
alerta que serve para o reconhecimento das partes, ocorrendo a
exploração do corpo da mãe pelo bebê
(1)
.
O contato pele a pele mãe-filho deve iniciar imediatamente após
o nascimento, ser contínuo, prolongado e estabelecido entre toda
a mãe-filho saudáveis
(2,3)
. O contato pele-a-pele acalma o bebê e a
mãe que entram em sintonia única proporcionada por esse
momento; auxilia na estabilização sanguínea, dos batimentos
cardíacos e respiração da criança; reduz o choro e o estresse do
recém-nascido com menor perda de energia e mantém o bebê
aquecido pela transmissão de calor de sua mãe
(2-3)
.
A amamentação se destaca como benefício do contato imediato
ao tornar a sucção eficiente e eficaz, aumenta a prevalência e
duração da lactação, além de influenciar de forma positiva a relação
mãe-filho
(4)
.
É salutar a recompensa que a amamentação promove entre mãe
e filho; o contato íntimo, freqüente e prolongado repercute no
estreito e forte laço de união entre eles. Esta maior ligação mãe-
filho possibilita uma melhor compreensão das necessidades do bebê,
o que facilita o desempenho do papel de mãe e auxilia na transição
gradual do bebê de dentro para fora da barriga
(5)
.
Comprovados os benefícios imunológicos, nutricionais e
psicossociais da amamentação tanto para a mulher como para a
criança, esforços têm sido empreendidos no sentido de promover,
proteger e apoiar a prática do aleitamento materno, destacando-
se a implementação de políticas e ações para propiciar à criança o
melhor início de vida possível
(6)
. Insere-se neste contexto a Iniciativa
Hospital Amigo da Criança (IHAC) lançada em 1991 e adotada
por mais de 20.000 hospitais credenciados em mais de 156 países
nos últimos 15 anos
(7)
.
Os “Dez Passos para o Sucesso no Aleitamento Materno” são
a base da IHAC, da OMS/UNICEF, que resumem as práticas
necessárias a serem desenvolvidas nas maternidades, para o apoio
ao aleitamento materno
(8)
. Dentre estas práticas, encontramos no
quarto passo: “Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na
primeira meia-hora após o nascimento”; a qual é interpretada na
atualidade pela OMS/UNICEF (2008) como “Colocar os bebês
em contato pele-a-pele com suas mães imediatamente após o parto
durante pelo menos uma hora e encorajar as mães a reconhecerem
quando seus bebês estão prontos para mamarem oferecendo ajuda,
se necessário”
(3)
.
No Brasil, de 1992 a 2004 foram credenciados 312 Hospitais
Amigos da Criança, distribuídos em 24 estados e no Distrito
Federal. Destes, 1 foi descredenciado e 10 foram desativados,
sendo importante ressaltar que o Brasil é o único país no mundo a
exigir o cumprimento desses requisitos no processo de
credenciamento da IHAC
(9)
. Em Santa Catarina, existem atualmente
19 instituições credenciadas com o título, entre eles o Hospital
Universitário Professor Polydoro Ernani de São Tiago, local de
desenvolvimento deste estudo.
Para o sucesso do credenciamento, alguns fatores são
fundamentais: o treinamento de toda a equipe que trabalha com
mães e bebês, a sensibilização do dirigente do hospital e das chefias
de serviços da maternidade, pois é consenso que rotinas e práticas
hospitalares inadequadas podem acabar introduzindo o desmame
precoce
(9)
.
Alguns hábitos, muito disseminados entre as maternidades,
resultam na prorrogação do início do contato precoce mãe-filho.
Dentre as rotinas dos cuidados imediatos ao recém-nascido
encontramos: receber o neonato em posição
Trendelemburg
, secar,
aspirar e avaliar o recém-nascido, realizar o exame físico seguido
do banho de imersão, verificar os dados antropométricos e
administrar medicamentos. A maior incidência de cesarianas, que
diminui o estado de alerta do bebê após o nascimento e a grande
disseminação de analgesias de parto, que resultam em sonolência
materna; também dificultam a realização do contato precoce pele
a pele mãe-filho
(10-11)
.
Por outro lado, casos são descritos em que o contato precoce
não pode ser realizado imediatamente após o processo de parir,
quando a vitalidade do bebê encontra-se prejudicada e/ou momentos
de fragilidade da mulher. O contato deve ser retomado assim que
mãe-filho estiverem em condições físicas e emocionais adequadas e
deve ser prolongado até que seja suficiente para ambas as partes
(3)
.
Os profissionais de saúde possuem um papel determinante na
realização do contato precoce pele a pele. Podem estimular e facilitar
o contato com a prorrogação dos cuidados de rotina e suporte
profissional ou trazer prejuízos pelo desrespeito aos mecanismos
fisiológicos do recém-nascido e as evidências científicas sobre o
aleitamento materno
(1,8)
.
Como suporte do profissional de saúde no momento do
nascimento, é preciso oferecer tempo e ambiente tranquilo, auxiliar
a mãe a posicionar-se confortavelmente, atentar para o estado de
alerta e procura do bebê destacando os comportamentos positivos,
favorecer a confiança materna e evitar manobras que apressem o
bebê na amamentação
(3)
.
A partir da vivência das acadêmicas ao assistir diversas situações
de parto e reconhecer o contato pele a pele precoce mãe-filho
como um momento único e especial no processo de nascimento,
instigadas em analisar esse momento por uma perspectiva materna
pela necessidade de ouvir seus anseios e percepções sobre a
importância desta vivência dentro de um Hospital Amigo da Criança,
emergiu o interesse em pesquisar sobre o assunto e a pergunta de
pesquisa: Qual o significado para as mães do contato pele-a-pele
mãe-filho na primeira hora após o nascimento? Como ocorre o
estabelecimento do contato pele-a-pele mãe-filho e de que modo
a enfermagem pode contribuir?
Para tanto, traçamos como objetivos deste estudo: Compreender
o significado do contato precoce pele-a-pele mãe-filho para o ser-
mãe; Identificar características do estabelecimento do contato pele-
a-pele do binômio mãe-filho (tempo para início, duração e motivos
para o término do contato) e
as contribuições da enfermagem
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Matos T
Matos T
Matos T
Matos T
Matos TA, et al.
A, et al.
A, et al.
A, et al.
A, et al.
para este procedimento na primeira hora após o nascimento.
MÉTODO
TODO
TODO
TODO
TODO
Para o embasamento teórico-filosófico
e metodológico deste
estudo, optamos pela Teoria de Enfermagem Humanística de
Paterson e Zderad. Nesta teoria, a enfermagem é compreendida
como uma disciplina que possibilita estabelecer uma relação
intersubjetiva entre o ser cuidador e o ser que é cuidado, num
determinado tempo e espaço vividos.
É considerada essencialmente
como um encontro vivido e dialogado entre seres humanos que
entram em relação contendo esta, todos os potenciais humanos e
limitações de cada participante único
(12-13)
.
Portanto é uma teoria voltada para a vivência de cada indivíduo,
preocupando-se em explorar as experiências humanas, dando ênfase
ao significado da vida, à natureza do diálogo e à importância do
campo perceptivo. Desta forma, cada mulher é considerada um ser
único e traz consigo suas experiências, vivências e visão de mundo
no momento do nascimento, tendo diferentes compreensões e
significados ao primeiro contato com seu filho
(14)
.
Trata-se de um estudo descritivo, de natureza qualitativa, tendo
como referencial metodológico a Pesquisa Convergente-Assistencial
(PCA) proposta por Trentini e Paim
(15)
. A opção por este referencial
se fez a partir da necessidade sentida de articular teoria e prática na
construção do conhecimento em Enfermagem uma vez que, segundo
suas autoras, esta modalidade de pesquisa procura manter em todas
as fases do processo investigativo uma estreita relação com a prática
assistencial, tendo como finalidade “encontrar alternativas para
solucionar ou minimizar problemas, realizar mudanças e introduzir
inovações na prática”
(15)
.
Para a formulação da PCA, as autoras sugerem algumas fases a
serem seguidas, como: fase de concepção, instrumentação,
perscrutação, análise e interpretação. Cada uma dessas fases tem
suas subdivisões, facilitando o seu desenvolvimento. É importante
destacar que estes passos não são, necessariamente, lineares, eles
ocorreram concomitantemente durante a pesquisa
(15)
.
A
fase de concepção
envolveu o início da pesquisa, a concepção
do tema, sua lapidação e foi desenvolvida com base na trajetória
das pesquisadoras. Nesta fase a escolha do tema foi justificada, o
problema de pesquisa foi definido e a busca pelo material teórico
para suporte realizada
(15)
.
Seguiu-se a fase de
instrumentação
ao traçar os procedimentos
metodológicos da pesquisa determinando o local, os participantes
e as técnicas de obtenção e análise dos dados
(15)
.
O cenário escolhido foi o Centro Obstétrico e Unidade de
Alojamento Conjunto da Maternidade do Hospital Universitário
Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal
de Santa Catarina (HU/UFSC), que presta assistência à saúde da
população e desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Os sujeitos significativos foram mulheres que tiveram parto normal
no Centro Obstétrico desta Maternidade e mantiveram contato pele
a pele com seu filho na primeira hora após o parto, no período de
abril e maio de 2009, com as quais as acadêmicas tiveram contato
direto durante o processo do trabalho de parto e pós-parto imediato
podendo observar o período de contato pele-a-pele.
O número de sujeitos definiu-se à medida que as informações
foram sendo saturadas, ficando assim, condicionada à compreensão
do fenômeno o que se deu ao completar nove sujeitos significativos,
que serão identificados através de letras, visando manter o sigilo
da identidade das participantes
Durante a fase de
perscrutação
, a coleta e a análise dos dados
ocorreram simultaneamente. No processo de apreensão foram
realizadas entrevistas individuais gravadas (NE) com a utilização
de um roteiro semi-estruturado, a fim de garantir o não
distanciamento do tema a ser investigado e a aquisição dos dados
de forma integral; além de obter dados de observações (NO) e
notas de diários (ND) no momento do primeiro contato pele a
pele mãe-filho, no Centro Obstétrico
(15)
.
As entrevistas individuais ocorreram durante a permanência das
mulheres no Alojamento Conjunto, ao aceitarem participar
voluntariamente da pesquisa, após assinatura do Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido.
As fases de
análise
e
interpretação
compõem-se dos processos
de apreensão, síntese, teorização e recontextualização; o qual
permitiu total domínio do tema em investigação, pela profunda
familiaridade alcançada com as informações coletadas. Os dados
obtidos em campo foram relacionados aos dados encontrados na
literatura e a transferência dos resultados da pesquisa pôde dar
significado ao que foi encontrado, justificando as mudanças no
contato pele a pele mãe-filho, percebidos na equipe
(15)
.
O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com
Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina, sob o
número 064/09 colocar o número do CAEE, respeitando as
questões éticas nos termos da Resolução 196/96 do Conselho
Nacional de Saúde, posteriormente a autorização da instituição a
ser pesquisada
(16)
.
RESUL
RESUL
RESUL
RESUL
RESULTADOS E DISCUSSÃO
ADOS E DISCUSSÃO
ADOS E DISCUSSÃO
ADOS E DISCUSSÃO
ADOS E DISCUSSÃO
O conteúdo das entrevistas realizadas, após o estabelecimento
de uma relação através do encontro vivido e dialogado entre as
autoras e as mulheres, foi possível identificar, como resultados, as
seguintes categorias: Orientações acerca do contato pele-a-pele
precoce mãe-filho antes do nascimento; Estabelecimento do contato
pele-a-pele mãe-filho; Significado do contato pele-a-pele precoce
mãe-filho para o ser-mãe e Contribuições da Enfermagem no
estabelecimento do contato precoce pele-a-pele mãe-filho. Antes,
porém, apresentamos as características sociodemográficas das
mulheres entrevistadas (Quadro 1).
Com base nos dados coletados das entrevistadas foi possível
descrever um perfil baseado nas experiências individuais, que
formam as características sociodemográficas das mesmas. A idade
variou entre 15 e 36 anos, sendo a média de idade das entrevistadas
de 23 anos. Das nove entrevistadas apenas uma era casada, as
demais mantinham união estável com seus companheiros. Sobre o
nível de escolaridade das puérperas, encontramos diferenças
consideráveis, sendo que duas não haviam concluído o ensino
fundamental, duas o haviam concluído, três possuíam o ensino
médio incompleto, uma o ensino médio completo e uma havia
cursado o ensino superior.
Quanto às vivências do ciclo gravídico-puerperal, observamos
o planejamento da gestação em quatro entrevistadas, este mesmo
número foi identificado nas gestações não planejadas, acrescido
de uma mulher que não soube afirmar sobre o planejamento da
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Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
gestação, justificando que não utilizava nenhuma forma de
contracepção. Com relação à paridade, observamos que a
experiência do primeiro parto foi identificada em sete entrevistadas.
Os sentimentos que permearam a descoberta da gestação foram
descritos como felicidade em cinco mulheres entrevistadas, uma
referiu sentir-se assustada, duas relataram ambos os sentimentos
descritos anteriormente e uma apresentou em sua narrativa
desespero.
Os diferentes sentimentos expressados podem ser explicados pelo
referencial teórico, pelas diferentes relações interpessoais que as
mulheres estabelecem com suas famílias e comunidade. O tempo vivido
decorrido até a aceitação da gestação é diferente pra cada mulher
(12)
.
Esses sentimentos ficam evidentes nos discursos a seguir:
Fiquei bem feliz, mas fiquei pensando se era bem isso mesmo
que eu queria. Naquela hora, não fiquei em dúvida nem nada,
mas na hora eu levei um choque sabe? Mas foi o primeiro mês,
depois fiquei bem feliz.
(Puérpera G)
Nossa.
.. desespero né? No começo, até o quarto mês eu não
aceitava. Mas depois comecei a aceitar.
(Puérpera C)
Orientações acer
Orientações acer
Orientações acer
Orientações acer
Orientações acerca do contato pele-a-pele precoce mãe-filho
ca do contato pele-a-pele precoce mãe-filho
ca do contato pele-a-pele precoce mãe-filho
ca do contato pele-a-pele precoce mãe-filho
ca do contato pele-a-pele precoce mãe-filho
antes do nascimento
antes do nascimento
antes do nascimento
antes do nascimento
antes do nascimento
Na obtenção de informações na relação eu-nós, proposta por
Paterson e Zderad, o indivíduo se relaciona com os outros, formando
sua identidade através desta vivência,
vindo a ser mais
(12)
. Todas as
mulheres entrevistadas realizaram pré-natal e, nesta vivência, ao
serem questionadas sobre as informações que receberam acerca
do contato pele-a-pele, apenas duas referiram terem sido informadas
da possibilidade de ter o bebê colocado em seu colo no momento
do nascimento.
Fiz, umas cinco consultas. Ele (o médico) falou que se fosse
parto normal iam colocar o bebê em cima de mim pra ele sentir
a minha pele
(Puérpera D).
As informações sobre o contato pele-a-pele também estiveram
presentes durante o itinerário percorrido na gestação. Uma das
mulheres mencionou ter recebido
informações através de amigas e
familiares que já haviam passado
pela experiência do contato pele-
a-pele mãe-filho, duas mulheres
receberam a informação através
da participação em grupos de
gestantes e três mulheres foram
informadas no momento da
internação no Centro Obstétrico.
Fiz (pré-natal), mas não falaram
não, eu fiquei sabendo por
pessoas que já tinham ganho
bebê aqui, mãe, amigas, parentes
que já tinham falado [.
..]
(Puérpera E)
Dentre os objetivos do pré-natal e grupos de gestantes está o
favorecimento da compreensão de novas vivências pelas quais a
gestante e seus familiares irão passar, não só em relação à gestação,
mas também ao parto e pós-parto
(17-18)
. É na ocasião do pré-natal
que surge a possibilidade de elucidar, pela primeira vez, a questão
do contato pele-a-pele mãe-filho.
Estabelecimento do contato pele-a-pele mãe-filho
Estabelecimento do contato pele-a-pele mãe-filho
Estabelecimento do contato pele-a-pele mãe-filho
Estabelecimento do contato pele-a-pele mãe-filho
Estabelecimento do contato pele-a-pele mãe-filho
No estabelecimento do contato pele-a-pele constatamos em
cinco casos o contato imediato, nos demais, o início demorou de
três a dez minutos, tendo como motivo a necessidade de
atendimento ao recém-nascido devido a hipoatividade, cianose,
baixa oxigenação ou ausência de choro.
O índice de Apgar manteve-se acima de sete no primeiro minuto
e acima de oito no quinto minuto em todos os nascimentos, não
havendo necessidade de intervenções invasivas. O atendimento
limitou-se a estimulação tátil e aquecimento do recém-nascido.
Segundo a UNICEF/OMS, em sua atual interpretação sobre o
quarto passo dos “Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento
Materno”, os bebês devem ser colocados junto à mãe de forma
contínua, nos primeiros minutos de vida, encorajar as mães no
reconhecimento de seus bebês quanto à amamentação, sendo
preconizado o contato continuado por pelo menos uma hora.
Identificamos neste estudo que nenhum contato atingiu o tempo
preconizado
(3)
.
Os motivos para o término do contato variam desde o pedido
da mãe até a solicitação da equipe multidisciplinar para o início
dos cuidados a serem prestados ao bebê, o qual foi observado na
maior parte das vezes. Percebemos que esta remoção tem como
fundamento a ansiedade da equipe e a pressa em realizar os
primeiros cuidados ao recém-nascido, principalmente quando os
nascimentos ocorrem no final do turno ou quando há sobrecarga
de trabalho no setor.
Salientamos a redução das separações desnecessárias entre o
binômio mãe-filho com a diminuição dos procedimentos realizados
no pós-parto imediato, ao estritamente necessário, quando se tratar
de um bebê de baixo risco
(1)
.
Durante a realização de uma reunião com a equipe de
enfermagem do setor, observamos, como resultado de nossa
Puérpera
Idade
Início do
contato
Tempo de
contato
Motivo para o término do contato
A
15
Imediato
25’
Mãe pronta para ir à sala de recuperação
B
17
Imediato
29’
Mãe pediu que o RN fosse retirado
C
22
Imediato
35’
Pediatra retirou para examinar
D
25
4’
33’
Mãe pronta para ir à sala de recuperação
E
36
Imediato
20’
Pediatra retirou para examinar
F
23
3’
40’
Enfermagem retirou para os primeiros
cuidados
G
25
10’
26’
Mãe pronta para ir à sala de recuperação
H
25
Imediato
35’
Enfermagem retirou para os primeiros
cuidados
I
29
3’
40’
Enfermagem retirou para os primeiros
cuidados
Quadro 1. Estabelecimento do contato pele-a-pele mãe-filho (tempo para início, duração e
motivos para o término do contato). Florianópolis, 2009.
1002
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1002
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Rev Bras Enferm, Brasília 20
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Rev Bras Enferm, Brasília 20
Rev Bras Enferm, Brasília 20
Rev Bras Enferm, Brasília 2010
10
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998-1004.
Matos T
Matos T
Matos T
Matos T
Matos TA, et al.
A, et al.
A, et al.
A, et al.
A, et al.
presença e intervenção no desenvolvimento da PCA, a equipe
levantar a possibilidade de transferir a realização do banho para a
Unidade de Alojamento Conjunto. Esta prática pode diminuir a
ansiedade dos profissionais e facilitar a promoção e a maior duração
do contato pele-a-pele mãe-filho. O banho do recém-nascido deve
ser realizado de 2 a 6 horas após o nascimento, quando a
temperatura encontra-se estável
(19)
.
Significado do contato pele-a-pele precoce mãe-filho para o
Significado do contato pele-a-pele precoce mãe-filho para o
Significado do contato pele-a-pele precoce mãe-filho para o
Significado do contato pele-a-pele precoce mãe-filho para o
Significado do contato pele-a-pele precoce mãe-filho para o
ser
ser
ser
ser
ser-mãe
-mãe
-mãe
-mãe
-mãe
As entrevistadas descrevem o significado e a importância do
contato pele-a-pele mãe-filho em discursos bastante heterogêneos,
que abrangeram desde a naturalidade do momento, a felicidade,
até o alívio e a força proporcionados pelo contato; evidenciado no
discurso a seguir.
Aí vem uma sensação boa, um sentimento de alívio, e uma
felicidade. (.
..) é uma coisa muito natural, assim é natural.
(Puérpera G)
Esta heterogeneidade pode estar relacionada às diferentes
vivências/experiências pessoais de cada indivíduo, levando a uma
singularidade do momento, inclusive para mulheres que já haviam
passado pela experiência de descobrir-se mãe
(12)
.
Através dos discursos das mulheres podemos perceber o contato
pele-a-pele como um momento único, em que acontece o primeiro
reconhecimento do bebê e que a mulher pode pela primeira vez,
apreciar o seu filho e vivenciar fortes sentimentos de emoção,
referenciados de diferentes maneiras. O momento do nascimento
como um encontro íntimo e profundo entre mãe e filho, que traduz
toda a espera decorrida da gestação
(20)
.
[...] tava no meu instinto, acho que isso é mesmo instinto de
cuidar, analisar, ver os detalhes, a mãozinha, a unha que já era
grande, o cabelinho, ver que ele me procurava com os olhos
quando eu falava, ver que primeiro ele abriu um olhinho[.
..]
(Puérpera I )
O momento do nascimento gera grande expectativa na mãe,
não só durante o trabalho de parto e parto, mas durante toda a
gestação, quando ela se pergunta se o bebê que está por vir será
da forma que ela imagina
(21)
. É neste primeiro contato que a mulher
tem a oportunidade de ver, por si própria e não por relato dos
profissionais, os detalhes de seus bebês, já buscando encontrar
semelhanças deste novo ser com seus familiares
(22-23)
.
A realização do contato pele-a-pele precoce mãe-filho “transmite
para mãe tranqüilidade e segurança, pois neste momento ela pode
sentir, ver, segurar o seu bebê, e toda a ansiedade e curiosidade
pode ser sanada”
(20)
.
O sentimento de alívio observado em todas as mulheres após o
nascimento de seu bebê é mais evidente após o início do contato
pele-a-pele e tem relação com o efeito fisiológico da ocitocina
enquanto antagonista da adrenalina, o que reduz a ansiedade
materna e proporciona alívio
(24)
.
(Significou) força. Foi muito importante, porque no momento
que eu tava sentindo a dor assim, eu pensei em desistir, mas no
momento que eu vi ele valeu a pena.
(Puérpera D)
Algumas mulheres demonstraram dificuldade em expressar o
que havia significado esse momento, como em:
Não sei, não caiu a ficha ainda.
.. é muito bom né? Dá pra sentir
ela assim.
..
(Puérpera C)
Sei lá, não tem explicação, é muito bom, muito bom
(Puérpera
D)
Todas as mulheres consideraram que o momento para início do
contato pele-a-pele foi o mais propício, sendo descrito como ideal.
Somente aspectos positivos são encontrados, nos discursos das
mulheres entrevistadas.
Ele nasceu, aí levaram pra dentro e trouxeram depois, ai ficou,
bem a vontade [.
..] Foi (o melhor momento), bem interessante.
(Puérpera G)
Entre as mulheres que o contato não ocorreu de forma imediata
após o nascimento, não são percebidos aspectos negativos quanto
à assistência prestada pelos profissionais de saúde ao recém-nascido,
anteriormente ao contato pele-a-pele.
Contribuições da Enfermagem no estabelecimento do contato
Contribuições da Enfermagem no estabelecimento do contato
Contribuições da Enfermagem no estabelecimento do contato
Contribuições da Enfermagem no estabelecimento do contato
Contribuições da Enfermagem no estabelecimento do contato
precoce pele-a-pele mãe-filho
precoce pele-a-pele mãe-filho
precoce pele-a-pele mãe-filho
precoce pele-a-pele mãe-filho
precoce pele-a-pele mãe-filho
No que diz respeito às contribuições da enfermagem no
estabelecimento do contato pele-a-pele, todas as mulheres
consideram o atendimento eficaz. Ao serem questionadas sobre o
que poderia ser feito para a melhora desta assistência, oito disseram
ser suficiente e não souberam colocar como poderia ter sido de
melhor maneira. Uma delas justificou não ter informações sobre
seus direitos, a fim de avaliar o atendimento.
[...] elas auxiliam, ajudam a colocar no peito, elas conversam,
ficam ali te dando carinho, te dando apoio o tempo todo, é
importante demais pra mim que já tenho (filho), imagina pra
quem tem o primeiro e está meio perdida sem saber o que
fazer.
(Puérpera F)
O apoio da equipe de enfermagem é importante neste momento
de transição, em que a mulher passa a ser mãe e nutriz.
(25)
É a
enfermagem que tem a oportunidade de proporcionar o início do
contato e de auxiliar a mulher neste primeiro reconhecimento de
mãe-filho, agora fora do ventre
(26)
.
Fui acolhida, tu te sente muito bem, muito à vontade, foi ótimo.
Me ajudaram desde o começo, lá no trabalho de parto, fazendo
massagem, estimulando os exercícios [.
..] Toda a equipe foi
maravilhosa comigo.
(Puérpera I)
A importância da presença da equipe de enfermagem no
momento em que a mulher se torna mãe proporciona mais segurança
e liberdade para a mulher solicitar ajuda, sempre que necessário
(27)
.
Outra mudança percebida na prática assistencial da equipe de
enfermagem, como resultado da PCA, foi identificada após
1003
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Rev
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Bras Enferm, Brasília 20
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Bras Enferm, Brasília 20
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10
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998-1004
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Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
conversas informais e reuniões, ao apresentar a importância e instigar
uma reflexão da equipe, sobre o contato precoce pele-a-pele. A
equipe demonstrou-se mais atenta durante a assistência prestada
ao binômio no estabelecimento do contato pele-a-pele mãe-filho,
incluindo este contato como uma rotina no setor, devendo ser
respeitado sempre que possível.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização deste estudo possibilitou, de um lado, compreender
o significado do contato precoce pele-a-pele mãe-filho para o ser-
mãe evidenciando a importância dessa vivência de forma plena,
ainda na sala de parto. Um momento natural, belo e exclusivo, de
reconhecimento familiar, permeado de significados e benefícios para
os dois seres ali envolvidos: o ser-mãe e o ser-filho.
Por outro lado, permitiu identificar o modo como é estabelecido
o contato pele-a-pele do binômio mãe-filho (tempo para início,
duração, motivos para o término do contato) e as contribuições da
Enfermagem para este procedimento na primeira hora após o
nascimento.
No estabelecimento do contato pele-a-pele precoce mãe-filho
houve o cumprimento do quarto passo nos “Dez Passos para o
Sucesso do Aleitamento Materno”
(3)
da OMS/UNICEF, porém o
tempo não alcançou mais de quarenta minutos, enquanto o
preconizado seria de uma hora. Isto
demonstra um distanciamento
entre o modelo proposto e as práticas atuais consolidadas no
cotidiano dos profissionais de saúde, atuantes na maternidade em
questão. Apesar destes fatos identificados a avaliação da atuação
da equipe de enfermagem sempre foi positiva pelas mulheres
entrevistadas.
Como proposta da PCA, as pesquisadoras foram integrantes da
equipe de enfermagem, o que possibilitou perceber as dificuldades
inerentes à prática assistencial. Uma relação por vezes conflituosa,
ao desenvolver suas atividades com profissionais formados para
atuar de diferentes maneiras no evento do nascimento, com práticas
intervencionistas que dificultam o contato pele-a-pele precoce mãe-
filho. O diálogo com a equipe multidisciplinar foi necessário para
que a coleta de dados pudesse ser realizada e permitiu reflexões da
equipe, que resultaram em modificações sobre a assistência prestada
ao binômio mãe-filho, no momento do nascimento.
O suporte profissional prestado no estabelecimento do contato
pele-a-pele precoce mãe-filho, a promoção de ações de cuidado
no ambiente envolvido e interação com o binômio visando à
realização mínima de intervenções e auxílio no reconhecimento
mãe-filho, podem ser o caminho para alcançar aquilo que se
recomenda na atualidade e que possui evidente importância materna.
Acreditamos que a educação continuada com os profissionais
de saúde e a renovação dos saberes, pode resultar na melhoria da
qualidade da assistência prestada, além do reconhecimento e
consolidação do exercício da profissão de enfermagem.
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1004
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A, et al.
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