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GESTÃO SUSTENTÁVEL – MOTIVADORES, BARREIRAS E PERCEPÇÃO DE MICRO E PEQUENOS EMPRESÁRIOS
SUSTAINABLE MANAGEMENT - MOTIVATION, BARRIERS AND PERCEPTIONS OF SMALL BUSINESS
GESTÃO SUSTENTÁVEL – MOTIVADORES, BARREIRAS E PERCEPÇÃO DE MICRO E PEQUENOS EMPRESÁRIOS
Gestão e Regionalidade, vol. 35, núm. 106, pp. 46-66, 2019
Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS
Recepção: 29 Dezembro 2017
Aprovação: 28 Junho 2018
RESUMO: A demanda por uma administração mais sustentável das organizações é crescente. No entanto, poucos estudos direcionam a tomada de decisão sobre gestão sustentável em empresas de pequeno porte. Este estudo se propôs identificar principais motivadores e barreiras para adoção da gestão sustentável segundo percepção de micro e pequenos empresários. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário que foi respondido por 72 empresas dos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso. Para a análise dos dados foram utilizadas as técnicas de análise fatorial e análise de conglomerados. Por meio deste estudo foi possível estabelecer um conjunto de oito fatores que influenciam na gestão sustentável de empresas de pequeno porte e traçar três perfis de empresas no quesito gestão sustentável. Verificou-se que a maioria das empresas se enquadraram numa abordagem preventiva em relação a gestão sustentável. Estudos em profundidade são recomendados para explicar os resultados.
Palavras chave: Sustentabilidade, Motivadores, Barreiras, Micro e pequenas empresas.
ABSTRACT: The demand for a more sustainable management of organizations is increasing. However, few studies have direct decision-making on sustainable management in small businesses. This study aimed to identify the main motivators and barriers for the adoption of sustainable management in companies according to the perception of micro and small entrepreneurs. Data collection was performed by means of numerical scale questionnaire that was answered by 72 companies in the states of São Paulo, Parana and Mato Grosso. For data analysis we used the techniques of factor analysis and cluster analysis. Through this study it was possible to establish a set of eight factors that influence the sustainable management of small businesses and draw three profiles companies in the sustainable management aspect. It was also found that most small businesses not fit a preventive approach to sustainable management. depth studies are recommended to find answers to the results obtained.
Keywords: Sustainability, Motivators, Barriers, Small business.
1 INTRODUÇÃO
A consciência da população mundial para a necessidade de um desenvolvimento mais justo, equilibrado e que preserva a vida e os recursos naturais escassos de nosso planeta têm se intensificado nas últimas décadas, principalmente por meio de eventos mundiais importantes como a 1º Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente em Estocolmo (1972), a publicação do Relatório de Brundtland (1987), a Rio 92, o Protocolo de Kyoto (1997), a Rio+10 realizada em Johannesburg (2002), a Rio+20 realizada no Rio de Janeiro (2012) e a COP 21 realizada na França (2015) no qual 195 países assinaram um acordo internacional sobre clima. Com isso, o interesse do consumidor por produtos e serviços decorrentes de práticas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas cresce continuamente. Essa busca por um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável também vem se intensificando na sociedade brasileira, resultando em pressões sociais e restrições legais que reivindicam o compromisso socioambiental das empresas. Assim, para se adequarem, buscam modelar uma nova realidade, reconsiderando a utilização dos recursos naturais buscando extrair vantagem competitiva através do uso de tecnologias mais limpas e de práticas mais responsáveis e justas.
Estudos sobre a gestão ambiental em organizações em nível mundial são realizados desde a década de 1960 ( CAIN, 1968 ; CAULFIELD, 1968 ; DEEVEY, 1970 ), entretanto percebe-se que estudos sobre gestão ambiental em pequenas empresas é um tema que começou a ser estudado mais recentemente (RUTHERFOORD; BLACKBURN; SPENCE, 2000; TRATHEN et al. , 2002; HOWGRAVE-GRAHAM, VAN BERKEL, 2007). No Brasil, foram encontrados estudos emergentes sobre a gestão ambiental em empresas de pequeno porte (MARTINS; ESCRIVÃO FILHO; NAGANO, 2016; MELLO; CONEJERO; CÉSAR, 2016; ZUANAZZI et al ., 2016) mas não foram encontrados estudos empíricos sobre os motivadores e barreiras sob a ótica dos proprietários e administradores destas empresas para a adoção de práticas sustentáveis. A partir desta constatação, este artigo tem como objetivo identificar os principais motivadores e barreiras para a adoção da gestão sustentável nas empresas segundo a percepção de micro e pequenos empresários.
A relevância das empresas de pequeno porte no cenário brasileiro constitui importante justificativa. Dados divulgados pelo Sebrae (2014) e pela pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (2013) apontam que: as micro e pequenas empresas (MPEs) contribuem com mais de 27% do PIB do país e geram mais da metade dos empregos com carteira assinada, apesar de 87% delas encerrem suas atividades com até 20 anos. Esses dados enfatizam a importância do investimento em estudos que possam contribuir com a redução destes índices negativos, de forma que seja possível direcionar a tomada de decisão destas empresas também em questões sobre sustentabilidade.
O artigo está organizado da seguinte forma: primeiro será apresentada uma discussão da literatura sobre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável que ajudaram na construção do questionário e na análise dos dados. Em seguida será demonstrado os procedimentos metodológicos e os resultados propondo três clusters. Finalmente, será apresentado as considerações finais, as limitações deste estudo e sugestões para uma investigação mais aprofundada.
2 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SÓCIOAMBIENTAL
Na revisão da literatura, foi privilegiada a definição de sustentabilidade, as diversas abordagens para o desenvolvimento sustentável e a discussão de questões relacionadas aos motivadores e barreiras para a adoção de estratégias sustentáveis pelas organizações.
Para entender este tema, é preciso buscar a definição do seu significado e origem. Sustentabilidade vem do latim sustentare que significa suster, suportar, conservar em bom estado, manter, resistir. Nos dicionários em português, sustentar significa impedir a ruína, resistir, manter, conservar a mesma posição, suster-se, manter o nível apropriado. Sustentável é tudo que é capaz de ser suportado, mantido ( PAZ; KIPPER, 2016 ).
O conceito de desenvolvimento sustentável e seus princípios questionam as tradicionais formas de produção, o comportamento humano, a organização e o funcionamento das cidades, exigindo novos padrões para o desenvolvimento socioambiental e econômico das sociedades. A concepção de sustentabilidade tem sido incorporada pelas empresas no sentido de redefinir suas responsabilidades em relação ao meio ambiente e à sociedade (WILKINSON; HILL; GOLLAN, 2001).
Existem diferentes visões sobre o desenvolvimento sustentável, que relacionam a capacidade de substituição entre o capital natural com o capital artificial, que pode ser dividido ainda entre capital humano e capital social ( VAN BELLEN, 2004 ).
Em uma das visões de desenvolvimento sustentável, a hipótese é que o capital natural pode ser perfeitamente substituído por um capital artificial e desta forma só existe perda se a soma final de todos os capitais for inferior a um período anterior. As críticas sobre esta visão vão de encontro às funcionalidades do capital natural, pois ela ignora as múltiplas funções que a natureza prove, como por exemplo, ao mesmo tempo em que uma floresta serve de recurso para a reciclagem do ar atmosférico, a mesma também constitui uma fonte de recursos naturais para a medicina, e também como habitat de uma imensa biodiversidade.
Outra visão mais forte de desenvolvimento sustentável, afirma que a quantidade de capital natural existente deve se manter constante. Desta forma, o capital artificial também se mantem constante, uma vez que para manter o capital natural constante não serão realizadas transformações no capital natural. Tal visão se torna socialmente impraticável, pois acarretaria em uma ausência de crescimento econômico, necessário para prover as condições básicas para a crescente demanda populacional.
Uma terceira abordagem considera a situação ganha-ganha, entre os capitais natural e artificial, onde tais capitais são complementares e para o crescimento de um, é importante o crescimento do outro, como acontece no ecoturismo e nas zonas mistas agroflorestais.
Segundo Ferreira et al. (2009) a dimensão econômica está relacionada as condições econômicas dos stakeholders . A dimensão ambiental relaciona-se a redução de agressões, melhorias ambientais, prevenção de desperdícios de insumos. A dimensão social avalia o impacto organizacional no sistema social, ou seja, sobre os stakeholders , promovendo práticas como renda justa e provisão adequada.
Dessa forma, configura-se um novo paradigma a procura de um novo pressuposto para o processo de desenvolvimento: a limitação da escala econômica à capacidade do capital natural, as taxas de colheitas de recursos naturais devem estar limitadas às taxas de recuperação destes recursos, a emissão de detritos não deverá exceder a capacidade do ambiente, e recursos não renováveis devem ser explorados a uma proporção igual à de criação de substitutos renováveis ( CARIDADE, 2006 ).
Toda atividade humana, seja econômica ou sociocultural, traduz relações entre a sociedade e natureza. Desenvolvimento envolveria a transformação dessas relações e haveria cinco paradigmas que traduziriam essas relações. Há uma linha evolucionista entre os paradigmas como é demostrado na Figura 1 . Haveria uma oposição entre o primeiro paradigma - Economia de fronteiras - e o segundo - Ecologia profunda -, desta oposição desenvolveria o terceiro e quarto - Proteção ambiental e Administração dos recursos - que podem ser considerados uma "evolução" do primeiro frente ao segundo, e por fim, emergiria o quinto paradigma – Eco desenvolvimento -, considerado ainda utópico. Vale destacar que o autor enfatiza que estes paradigmas não são completamente distintos e irrelacionados ( CARRIERI, 1997 ).
O primeiro paradigma se baseia na natureza como algo a ser dominado pelo homem. Os recursos naturais físicos são considerados como infinitos neste paradigma, e na mesma direção, a capacidade de depósito da natureza também é infinita nas várias formas de poluição e degradação ambiental ( DONAIRE, 1999 ). Diniz (2002) acrescenta que existia uma fé inabalável no “avanço do bem-estar” da humanidade, nas vantagens do contínuo aperfeiçoamento tecnológico e de sua aplicação indiscriminada, e na capacidade da ciência de gerar sempre soluções para todas as questões que porventura surgissem. A visão antropocêntrica dominava todas as questões e algumas vezes os problemas sociais e ambientais surgidos eram encarados como um mal necessário.
O segundo paradigma, que se opõe fortemente ao primeiro, a Ecologia Profunda é uma visão não antropocêntrica, fortemente biocêntrica, que sugere nova lógica na relação homem X natureza, enfatizando a igualdade das espécies, negando qualquer supremacia do homem, e seu direito de explorar as outras espécies existentes no meio ambiente natural (DINIZ, 2002).
O terceiro paradigma denominado de Proteção Ambiental é muito semelhante ao paradigma de economia de fronteiras, sua estratégia principal consiste na legalização do ambiente como externalidade econômica. Quantifica-se a ecologia, aparecem os níveis de ótimos a péssimos da exploração dos recursos e da poluição dos ambientes, como os abordados nos relatórios de impacto ambientais que começam a ser obrigados pelas legislações institucionais. Deve-se destacar que o padrão tecnológico não muda, apenas se desenvolvem novas tecnologias para a despoluição/limpeza dos ambientes poluídos e a poluir ( CARRIERI, 1997 ).
O quarto paradigma, Administração de Recursos, é o primeiro a incorporar diversos tipos de capitais (humanos, estruturais, naturais, financeiros) na gama do desenvolvimento e do investimento. Apesar do imperativo neoclássico do crescimento econômico continuar como meta primordial, a necessidade de condições para a manutenção desse crescimento fez com que se admitisse a urgência do crescimento das ações “verdes” (DINIZ, 2002). Foi no contexto deste paradigma que foi criado, por exemplo, a certificação ISO 14000.
O quinto paradigma, Eco-Desenvolvimento, pretende partir de uma proposta de economizar a ecologia para uma proposta de “ecologizar” a economia, e todos os sistemas sociais. Como visto na evolução dos paradigmas, as preocupações com o meio ambiente foram sendo gradativamente incorporados à vida das organizações. Um dos principais conceitos desse paradigma é o de ecoeficiência, que consiste em combinar desempenho econômico e desempenho ambiental, criando e promovendo valores com níveis decrescentes de impactos sobre o meio ambiente ( COLBY, 1991 ).
Outra questão importante para compreender o desenvolvimento sustentável diz respeito aos motivadores para tomada de decisões sustentáveis. Para Hart e Milstein (2003), a criação de valor sustentável está associada a quatro conjuntos abrangentes: o consumo de recursos naturais e geração de resíduos; interligação e proliferação dos stakeholders ; inovação tecnológica e questões demográficas.
A sustentabilidade para o caso de recursos naturais renováveis requer que a sua taxa de uso não exceda sua taxa de regeneração e, também, a disposição de resíduos em determinado compartimento ambiental não deve ultrapassar sua capacidade assimiladora. Considerando os recursos não renováveis, é preciso determinar sua taxa ótima de utilização e buscar medidas alternativas ou compensatórias à redução de seu estoque, como a substituição pelos recursos renováveis (PEARCE; TURNER, 1989).
Os stakeholders consistem num motivador para sustentabilidade reafirmando a responsabilidade das empresas, de forma que é necessário adotar uma gestão transparente e participativa, ouvindo e considerando em suas decisões, as opiniões e expectativas de todas as partes interessadas (BELLANTUONO; PONTRANDOLFO; SCOZZI, 2016).
Os avanços científicos e tecnológicos voltados para o setor produtivo deverão permitir a implantação de indústrias limpas, “que estão na base de um crescimento econômico mais equilibrado e integrado como o meio ambiente”. Para isso deve haver uma visão equilibrada e integrada do meio ambiente, sistêmica, que favoreçam a própria gestão da tecnologia. Dessa forma, os usos de tecnologias apropriados oferecerão oportunidades de otimizações regionais, absorvendo a tradição cultural do meio onde estão inseridas, oferecendo uma base empírica para a compreensão dos problemas locais e favorecendo o surgimento de empreendimentos ( BRUNTLAND, 1987 ).
Junto ao aumento populacional, ocorre o aumento da desigualdade social, contribuindo para uma acelerada decadência social e caos político. O desenvolvimento e a criação de condições satisfatórias para os quatro bilhões mais pobres do mundo são fundamentais para o desenvolvimento sustentável, através de um curso diferente do que seguimos atualmente, a fim de evitar o colapso da sociedade (MEADOWS, 1972).
A crescente valorização de questões ambientais e sociais, juntamente com as novas exigências legais, tem caracterizado as novas responsabilidades das empresas no cenário atual. Juntamente com as mudanças dos paradigmas de desenvolvimento, as atitudes e ações empresariais também sofreram.
Nem toda empresa necessariamente irá apresentar uma evolução positiva na sua gestão de sustentabilidade, apesar de ser essa a tendência, uma vez que a questão ambiental é cada vez mais determinante do sucesso empresarial. De fato, uma dada empresa pode se manter indefinidamente em um estágio, podendo também progredir ou regredir ( JABBOUR; SANTOS, 2006 ).
O conjunto de taxonomias foi sintetizado por Jabbour e Santos (2006) , como é demonstrado na Figura 2 , e através de uma taxonomia comum pode-se expor as características para tais estágios evolutivos. São eles os estágios de especialização funcional, de integração interna e finalmente de integração externa no topo da escala evolutiva, como é demonstrado na Figura 3 .


A partir da figura acima, observa-se que a principal diferença ocorre na potencialidade que se incorpora a variável ambiental na questão estratégica. Ressalta-se a importância do relacionamento com as funções de recursos humanos e produção, integrando juntamente com elas na formação da estratégia ao passo que a empresa evolui.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Foi realizada uma pesquisa quantitativa-descritiva, no qual se buscou constatar os principais motivadores e barreiras para a adoção da gestão sustentável nas empresas segundo a percepção de micro e pequenos empresários. Para isso, optou-se por trabalhar com dados primários que foram coletados por meio de aplicação de questionários online. O questionário foi composto por 30 questões fechadas de escala numérica e foi validado por três empresas respondentes, de forma que suas percepções foram analisadas e incorporadas oportunamente no questionário definitivo. Este instrumento de coleta de dados foi estruturado em cinco partes: caracterização da empresa, administração geral para sustentabilidade, clientes, fornecedores e competitividade. O público-alvo foram proprietários ou administradores de empresas de pequeno porte localizadas em três estados brasileiros: São Paulo, Paraná e Mato Grosso. Nesta pesquisa foram consideradas empresas de pequenos portes aquelas que se enquadram nos critérios de número de funcionários do SEBRAE e DIEESE (2013). A coleta dos dados foi realizada por meio de uma parceria com entidades relacionadas a empresas de pequeno porte, como SEBRAE, CIESP e outras associações comerciais locais, abrangendo as cidades de Ribeirão Preto-SP, Sertãozinho-SP, Londrina-PR, Maringá-PR, Cuiabá-MT e Tangará da Serra-MT, que encaminharam o questionário para as empresas por meio de endereço eletrônico. A coleta dos dados ocorreu no primeiro semestre de 2012 e conseguiu-se um retorno de 75 respondentes, de forma que 72 empresas se enquadraram no requisito de porte, segundo o número de funcionários. Os dados foram codificados e organizados e analisados por meio de ferramentas estatísticas de análise multivariada dos dados: análise fatorial e análise de conglomerados. Estabeleceu-se também o agrupamento em três clusters, utilizando o método de agrupamento Ward.
O método de Ward consiste em um procedimento de agrupamento hierárquico no qual a medida de similaridade usada para juntar conglomerados é calculada como a soma de quadrados entre os dois agrupamentos feitos sobre todas as variáveis. Esse método tende a resultar em conglomerados de tamanhos aproximadamente iguais devido a sua minimização de variação interna. Em cada estágio, combinam-se os dois Conglomerados que apresentarem menor aumento na soma global de quadrados dentro dos Conglomerados ( HAIR, 2005 ).
3.1 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA
A Tabela 1 reúne as principais características da amostra, destacando-se que a 65% das empresas atuam no setor de comércio e serviços, 85% possuem uma abrangência de atuação local ou regional, 74% apresentaram uma evolução positiva em seu faturamento nos últimos 12 meses, 55% empregam até 19 funcionários e 56% das empresas atendem em média de 101 a 300 clientes mensais. Vale ressaltar que cada ramo de atividade possuem características singulares, de forma que não é possível estabelecer uma comparação objetiva dos resultados de caracterização da amostra.
| SETOR DE ATIVIDADE | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 65% | comércio e serviços | 22% | indústria e construção | 13% | Agronegócio |
| ABRANGÊNCIA DE ATUAÇÃO | EVOLUÇÃO DO FATURAMENTO (ÚLTIMOS 12 MESES) | Nº COLABORADORES | |||
| 45% | Local | 43% | maior que 5% | 26% | até 9 funcionários |
| 40% | Regional | 31% | entre 0,1 e 4,9% | 29% | de 10 a 19 funcionários |
| 8% | Nacional | 25% | sem alteração | 35% | de 20 a 49 funcionários |
| 7% | Internacional | 1% | Negativo | 10% | de 50 a 99 funcionários |
| Nº MÉDIO DE CLIENTES MENSAIS | |||||
| 15% | menos de 100 clientes | 25% | 201-300 clientes | 18% | mais de 400 clientes |
| 31% | 101-200 clientes | 11% | 301-400 clientes | ||
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Por meio das análises estatísticas empregadas foram obtidos dois conjuntos de resultados principais: fatores que influenciam a gestão sustentável em empresas de pequeno porte, ora como barreiras ora como motivadores e três clusters de empresas de pequeno porte que evidencia diferentes perfis relacionados à adoção de estratégias sobre sustentabilidade.
4.1 FATORES QUE INFLUENCIAM A GESTÃO SUSTENTÁVEL DE EMPRESAS DE PEQUENO PORTE
O primeiro conjunto de resultados foi obtido mediante o emprego da análise fatorial que procurou condensar o extenso conjunto de variáveis (ver questionário em apêndices) em fatores com alta representatividade e chegou-se num conjunto de oito fatores, tomando como base a tabela de variância total explicada que apresentou 72,725% da variância explicada e porcentagem acumulada dos oito fatores superior a 60%. A Tabela 2 apresenta os valores obtidos no teste de esfericidade, que valida a análise fatorial realizada e o Quadro 1 reúne os oito fatores obtidos.
| Kaiser-Meyer-Olkin Measure of Sampling Adequacy. | ,839 | |
| Bartlett’s Test of Sphericity | Approx. Chi-Square | 1334,238 |
| df | 435 | |
| p-value (Sig.) | ,000 | |
| Fator 1 | Fator 2 | Fator 3 | Fator 4 | Fator 5 | Fator 6 | Fator 7 | Fator 8 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Meio envolvente | Inovação Interna | Valor de mercado | Fornecedores | Clientes | Custos | Imagem | Nível de decisão |
Através da aplicação do teste de esfericidade pode-se comprovar que existe correlação suficientemente forte para que a análise fatorial possa ser aplicada no banco de dados da pesquisa e assim surge um teste de hipóteses onde o p-valor (nível de significância) é inferior a 5% (valor utilizado como parâmetro) podendo se aceitar a utilização deste tipo de análise. Ainda observa-se que o valor obtido no teste KMO é superior a 0,5 (valor utilizado como parâmetro) sendo assim o tamanho da amostra é adequado ao uso da análise fatorial. Com a intenção de demonstrar melhor o processo estatístico, através da análise das comunalidades observou-se que nenhuma das variáveis iniciais apresentou valor de extração inferior a 0,6.
Em seguida é apresentada a definição de cada fator obtido e depois são demonstrados no Quadro 2 os componentes originais do questionário que compõe cada um dos fatores encontrados por meio da análise fatorial.
| FATOR | COMPONENTES ORIGINAIS |
|---|---|
| Meio envolvente | 2 - A sustentabilidade é incentivada aos colaboradores? |
| 11 - A atuação do governo, com relação à regulamentação no setor pode ser classificada? | |
| 12 - A atuação do governo, com relação ao incentivo em ações sustentáveis pode ser classificada? | |
| 14 - A sociedade percebe/identifica a empresa como sustentável? | |
| 19 - Ações Sustentáveis trazem novos clientes? | |
| 24 - Os concorrentes diretos da empresa valorizam a sustentabilidade | |
| 25 - Diante de ações sustentáveis, os concorrentes reagem? | |
| 26 - A imagem do setor como um todo em relação à sustentabilidade pode ser considerada? | |
| 29 - As restrições para a abertura de uma nova empresa no setor são consideradas: | |
| 30 - Empresas sustentáveis possuem melhores perspectivas no futuro? | |
| Inovação Interna | 3 - Os colaboradores buscam formas de inovar na questão sustentabilidade? |
| 5 - Novas atitudes sustentáveis facilitariam a rotina do negócio? | |
| Valor de mercado | 13 - A sustentabilidade traz vantagens financeiras? |
| 27 - A sustentabilidade está diretamente relacionada à participação de mercado? | |
| 28 - Empresas que investem muito em sustentabilidade devem ser mais valorizadas que as demais | |
| Fornecedores | 20 - Qual a importância da sustentabilidade na escolha dos fornecedores? |
| 21 - Os fornecedores incentivam a pratica de ações sustentáveis? | |
| 22 - A empresa possui abertura para negociar condições de preços/prazos com os fornecedores? | |
| 23 - Os fornecedores possuem práticas ligadas a sustentabilidade? | |
| Clientes | 15 - Os clientes possuem abertura para negociar condições de preço/prazo? |
| 17 - Os clientes preferem produtos/serviços mais sustentáveis? | |
| 18 - Os clientes aparentam ser influenciados por ações sustentáveis? | |
| Custos | 7 - Os custos de ações sustentáveis dificultam sua adoção? |
| Imagem | 1 - Qual a importância da sustentabilidade para o negócio da empresa? |
| 16 - Com relação à fidelidade dos clientes à sua empresa, ela pode ser considerada? | |
| Nível de decisão | 4 - Ações sustentáveis podem ser integradas com a atividade principal da empresa? |
| 6 - O investimento em sustentabilidade pode ser considerado? | |
| 8 - O investimento em especialização de mão de obra pode ser considerado | |
| 9 - As decisões de caráter sustentável, geralmente são | |
| 10 - Os equipamentos/materiais existentes na empresa podem ser substituídos por equipamentos mais sustentáveis? |
Meio envolvente – Fator composto pelo maior número de variáveis. Explicado por variáveis relacionando principalmente a percepção da sociedade sobre o setor de atuação e sobre a própria empresa. Também incluindo a atuação do governo, a entrada de novos concorrentes e suas reações, a busca por novos clientes e a percepção interna da própria empresa. De modo geral caracteriza-se este fator como a importância que a sociedade e o meio envolvente da empresa têm na tomada de decisões sustentáveis.
Inovação Interna– Fator composto pela variável relacionada à busca por novas formas de trabalho partindo dos colaboradores, de modo a orientar a importância dos colaboradores nas decisões sustentáveis.
Valor de mercado– Fator composto por variáveis relacionadas a participação de mercado de empresas que já adotam atitudes sustentáveis, perspectivas de valor no futuro e a relação entre investimento e sustentabilidade. Explica em geral a importância que o valor de mercado possui no que tange a adoção de estratégias sustentáveis.
Fornecedores– Fator que indica a importância dos fornecedores na tomada de decisões relacionadas à sustentabilidade. O fator é composto pelas variáveis que mostram a flexibilidade de negociação com fornecedores, e a importância da sustentabilidade na escolha de fornecedores.
Clientes– Fator explicando a flexibilidade de negociação dos clientes com a empresa. Demonstra a importância dos clientes na composição da gestão sustentável.
Custos– Fator ligado a variável que relaciona o custo à adoção de medidas sustentáveis.
Imagem– Este fator consiste na importância que a imagem possui na escolha por estratégias sustentáveis. Juntamente com ele relaciona-se o status e a percepção da fidelidade dos clientes.
Nível de decisão – Fator que explica a organização hierárquica da empresa, ou seja, o nível de tomada de decisão. É composto pelas variáveis relacionadas a substituição de equipamentos desatualizados por equipamentos mais sustentáveis e também a centralização ou não das decisões.
Como evidenciado na introdução, estudos anteriores não se propuseram a estabelecer fatores que influenciam a gestão sustentável de empresas de pequeno porte de forma que este estudo preenche esta lacuna da literatura apresentando oito fatores que influenciam a gestão sustentável nestas empresas. Isto constitui um importante resultado para direcionar a tomada de decisão sobre gestão sustentável de administradores e empresários de empresas de pequeno porte e também de agências de fomentos a estas empresas, que pode contribuir até mesmo com a redução da elevada taxa de mortalidade destas empresas, uma vez que a falta de planejamento e instrumentos de gestão são as principais causas.
4.2 PERFIS RELACIONADOS À ADOÇÃO DE ESTRATÉGIAS SOBRE SUSTENTABILIDADE
O segundo conjunto de resultados foram obtidos por meio da análise estatística de conglomerados que visa agrupar as empresas respondentes em clusters de forma que seja possível estabelecer diferentes grupos de empresas de acordo com suas características.
A aglomeração foi realizada através de dois métodos, método hierárquico e não hierárquico, para a comparação dos resultados, e optou-se pelo método hierárquico por apresentar melhor heterogeneidade entre os clusters obtidos, uma vez que a amostra não é considerada grande e existe a necessidade de ser sensível a outliers . Conforme colocado anteriormente, estabeleceu-se o agrupamento em três clusters, utilizando o método de agrupamento Ward, de modo que os resultados da amostra foram agrupados: 20% Cluster 1, 58% Cluster 2 e 22% Cluster 3. Infere-se assim que o cluster dois apresenta o perfil majoritário de micro e pequenas empresas em relação aos fatores ligados a sustentabilidade.
Avaliando o conjunto de fatores e suas características em cada cluster, pode-se obter o gráfico Box-plot . A utilização deste gráfico se faz importante para uma melhor interpretação dos resultados, uma vez que ele demonstra visualmente a relação entre a mediana e as demais variações dos casos. Sua estrutura demonstra cada cluster separado e através de uma diferenciação por cores a relação de cada fator dentro do cluster. A Figura 4 mostra o Box-plot dividido por cluster com seus respectivos fatores.

Em seguida é apresentado o perfil das empresas de pequeno porte, estabelecido por meio da análise dos fatores já obtidos neste estudo, em cada um dos clusters conforme sua abordagem para a gestão sustentável, buscando relacionar cada cluster com as características propostas no trabalho de Jabbour e Santos (2006) .
4.2.1 Cluster 1 – Empresas reativas
Motivadores: valorizam a sociedade e o meio que estão inseridas, bem como seus fornecedores. Preocupam-se com o valor de mercado, com os custos de implementação de estratégias sustentáveis e associam fortemente a sustentabilidade a estes fatores.
Barreiras: já possuem clientes fiéis, de modo que novas estratégias sustentáveis não trarão ganho em imagem e nem de novos clientes, o que limitam novos investimentos em sustentabilidade. A inovação interna também é um benefício já consolidado. Não motiva a empresa a buscar novas formas sustentáveis de trabalho.
Assim são empresas orientadas a resultados, estabelecidas no mercado, se motivam através de pressões oriundas da sociedade, do meio envolvente, dos custos e dos fornecedores, Empresas Reativas.
4.2.2 Cluster 2 – Empresas preventivas
Motivadores: valorizam o relacionamento com os clientes, nível de decisão se enquadra mais centralizado em uma pessoa e assim torna-se mais fácil o processo de tomada de decisão.
Barreiras: alto custo de investimento em materiais e equipamentos mais sustentáveis, relação com os fornecedores pouco flexibilizada e dificuldades no que tangem os colaboradores apontarem novas atitudes sustentáveis.
Dessa forma constituem empresas que se motivam por meio da imagem, valor de mercado e meio envolvente, possuindo uma estrutura hierárquica mais achatada e com alta dependência dos clientes. Infere-se que seu portfólio de produtos acaba por ser estritamente delimitado e atendendo as atuais necessidades dos clientes, o que não impulsiona mudanças de caráter evolutivo no quesito gestão sustentável, enquadrando-se como Empresas Preventivas.
4.2.3 Cluster 3 – Empresas proativas
Motivação: inovação interna, melhor imagem organizacional, decisões são descentralizadas e favoráveis à inovação interna.
Barreiras: baixa valorização de mercado de empresas que se prontificam a investir em sustentabilidade, maiores regulamentações encarecendo a gestão sustentável.
Benefícios adquiridos: relações com fornecedores e clientes equilibradas e satisfatórias, custos favoráveis, patamar evolutivo destas empresas já liquidou os investimentos em melhorias, ou mesmo já partiram de uma situação inicial orientada para a sustentabilidade.
Nota-se que essas empresas buscam através da imagem externa e da inovação interna formas de evoluírem na gestão sustentável e se beneficiarem com os baixos custos necessários para continuar a manutenção da mesma gestão. Elas são barradas por fatores ligados a competitividade os quais comparam empresas do mesmo segmento, porém sem investimentos em sustentabilidade bem como baixa regulamentação do meio envolvente, demonstrando que suas atitudes se enquadram no grupo de Empresas Proativas.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo teve como objetivo identificar os principais motivadores e barreiras para a adoção da gestão sustentável nas empresas segundo a percepção de micro e pequenos empresários. Os dois principais conjuntos de resultados obtidos foram: definição de fatores que influenciam a gestão sustentável em empresas de pequeno porte, ora como barreiras ora como motivadores, e estabelecimento de três clusters de empresas de pequeno porte evidenciando diferentes perfis relacionados a adoção de estratégias sobre sustentabilidade.
Os fatores que influenciam a gestão sustentável de empresas de pequeno porte definidos neste estudo foram: meio envolvente, inovação interna, valor de mercado, fornecedores, clientes, custos, imagem e nível de decisão. Já os perfis de empresa de pequeno porte relacionado à adoção de estratégias sustentáveis identificados foram: empresas reativas, empresas preventivas e empresas proativas. O perfil majoritário nesta amostra foram as empresas preventivas (58%) que constituem empresas que se motivam por meio da imagem, valor de mercado e meio envolvente, possuindo uma estrutura hierárquica mais achatada e com alta dependência dos clientes.
Como evidenciado na introdução, estudos anteriores não se propuseram a estabelecer fatores que influenciam a gestão sustentável de empresas de pequeno porte de forma que este estudo preenche esta lacuna da literatura apresentando oito fatores que influenciam a gestão sustentável nestas empresas. Isto constitui um importante resultado para direcionar a tomada de decisão sobre gestão sustentável de administradores e empresários de empresas de pequeno porte e também de agências de fomentos a estas empresas.
Constatou-se que apesar de existirem um conjunto de motivadores globais adaptáveis a qualquer empresa, existe um paradoxo, pois os fatores que se apresentaram como interessantes a um conjunto de empresas foram vistos como barreiras em outro conjunto. Dessa forma, tratar os motivadores para a sustentabilidade apenas em relação a redução da poluição, integração com stakeholders , tecnologias emergentes e ao aumento da população é muito distante da realidade das micro e pequenas empresas.
Os resultados destacam ainda a necessidade de conhecer o perfil das empresas de pequeno porte, suas características econômicas, sociais, culturais e ambientais, a evolução de seus sistemas internos para, só então, concluir fatores que avaliem sua sustentabilidade. Isso enfatiza que a lógica para a compreensão dos fatores que influenciam a tomada de decisão de caráter sustentável deve partir inicialmente da realidade das empresas em estudo, da compreensão da temática da sustentabilidade e da interação entre estes aspectos de forma que possam contribuir para sua tomada de decisão.
Almeja-se que, a partir destes resultados, novos trabalhos possam promover um aprimoramento do tema ao submetê-lo a diferentes especialistas. Existe também a possibilidade de complementar este trabalho, realizando estudos em profundidade em um pequeno número de empresas, podendo, assim, explorar com mais detalhes os motivadores e barreiras apresentados. Adicionalmente, outra possibilidade seria realizar este estudo restrito à amostra estadual, ou ainda por regiões, a fim de viabilizar a comparação dos resultados obtidos.
REFERÊNCIAS
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APÊNDICES
Apêndice A - Questionário
Características da empresa:
Qual o setor de atuação:
□ Agropecuária
□ Extrativismo
□ Indústria de Transformação
□ Automotivo
□ Hotelaria e Turismo
□ Construção Civil e Imobiliária
□ Bares, Restaurantes e Alimentação
□ Beleza, Cosméticos e Perfumaria
□ Vestuário e Calçados
□ Limpeza e Conservação
□ Transporte e Armazenagem
□ Comunicação e Gráfica
□ Comércio Varejista
□ Atividades Financeiras
□ Educação
□ Médico e Farmacêutico
□ Outro:______________
● Qual o número de colaboradores:
( ) até 9 ( ) de 10 a 19 ( ) de 20 a 49 ( ) de 50 a 99 ( ) 100 ou mais.
● Quanto à evolução do faturamento de sua empresa relativamente ao último período (12 meses), em %.
( ) negativo maior 5% ( ) negativo até 5% ( ) igual ( ) positivo até 5% ( ) positivo maior 5%
● Quanto ao número de clientes de sua empresa, eles são em média (mensal)?
( ) menos de 100 ( ) de 101 a 200 ( ) de 201 a 300 ( )de 301 a 400 ( ) mais de 400
● Quanto à área de atuação da empresa?
( ) Local ( ) Regional ( ) Nacional ( ) Internacional
| Geral | Escala | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BAIXO | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ALTA | |
| 1 - Qual a importância da sustentabilidade para o negócio da empresa? | Nula | Elevada | |||||
| 2 - A sustentabilidade é incentivada aos colaboradores? | Pouco | Muito | |||||
| 3 - Os colaboradores buscam formas de inovar na questão sustentabilidade? | Poucas | Muitas | |||||
| 4 - Ações sustentáveis podem ser integradas com a atividade principal da empresa? | Pouco | Muito | |||||
| 5 - Novas atitudes sustentáveis facilitariam a rotina do negócio? | Pouco | Muito | |||||
| 6 - O investimento em sustentabilidade pode ser considerado? | Nulo | Elevado | |||||
| 7 - Os custos de ações sustentáveis dificultam sua adoção? | Pouco | Muito | |||||
| 8 - O investimento em especialização de mão de obra pode ser considerado | Baixo | Elevado | |||||
| 9 - As decisões de caráter sustentável, geralmente são: | Descentralizadas entre todos | Centralizadas em uma pessoa | |||||
| 10 - Os equipamentos/materiais existentes na empresa podem ser substituídos por equipamentos mais sustentáveis? | Pouco | Muito | |||||
| 11 - A atuação do governo, com relação a regulamentação no setor pode ser classificada? | Baixa | Elevada | |||||
| 12 - A atuação do governo, com relação ao incentivo em ações sustentáveis pode ser classificada? | Nula | Elevada | |||||
| 13 - A sustentabilidade traz vantagens financeiras? | Poucas | Muitas | |||||
| 14 - A sociedade percebe/identifica a empresa como sustentável? | Pouco | Muito | |||||
| Clientes | Escala | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BAIXO | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ALTA | |
| 15 - Os clientes possuem abertura para negociar condições de preço/prazo? | Nula | Muita | |||||
| 16 - Com relação à fidelidade dos clientes à sua empresa, ela pode ser considerada? | Nula | Elevada | |||||
| 17 - Os clientes preferem produtos/serviços mais sustentáveis? | Pouco | Muito | |||||
| 18 - Os clientes aparentam ser influenciados por ações sustentáveis? | Pouco | Muito | |||||
| 19 - Ações Sustentáveis trazem novos clientes? | Pouco | Muito | |||||
| Fornecedores | Escala | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BAIXO | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ALTA | |
| 20 - Qual a importância da sustentabilidade na escolha dos fornecedores? | Pouca | Muita | |||||
| 21 - Os fornecedores incentivam a pratica de ações sustentáveis? | Pouco | Muito | |||||
| 22 - A empresa possui abertura para negociar condições de preços/prazos com os fornecedores? | Pouca | Muita | |||||
| 23 - Os fornecedores possuem práticas ligadas à sustentabilidade? | Poucas | Muitas | |||||
| Competitividade | Escala | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BAIXO | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ALTA | |
| 24 - Os concorrentes diretos da empresa valorizam a sustentabilidade | Pouco | Muito | |||||
| 25 - Diante de ações sustentáveis, os concorrentes reagem? | De forma branda | De forma intensa | |||||
| 26 - A imagem do setor como um todo em relação à sustentabilidade pode ser considerada? | Negativa | Positiva | |||||
| 27 - A sustentabilidade está diretamente relacionada à participação de mercado? | Discordo | Concordo | |||||
| 28 - Empresas que investem muito em sustentabilidade devem ser mais valorizadas que as demais | Discordo | Concordo | |||||
| 29 - As restrições para a abertura de uma nova empresa no setor são consideradas: | Baixas | Elevadas | |||||
| 30 - Empresas sustentáveis possuem melhores perspectivas no futuro? | Discordo | Concordo | |||||
Apêndice B - Respostas das questões

Autor notes
Mestre em Administração de Organizações pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEA-RP/USP), São Paulo - Brasil. Bacharel em Administração pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), São Paulo - Brasil. Graduando em Ciências Econômicas pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ/USP). Professor do MBA USP/ESALQ. E-mail: rafaeltoniolodarocha@gmail.com
Rodrigo Faria Introvini 2
Bacharel em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. E-mail: rodrigo.introvini@gmail.com
Adriana Cristina Ferreira Caldana 3
Doutora em Psicologia pela USP- Universidade de São Paulo, São Paulo - Brasil. Atua como professora na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto / USP, São Paulo –Brasil, na área de Recursos Humanos e Sustentabilidade. Tem pesquisas ligadas aos seguintes temas: gestão sustentável de recursos humanos, educação para a sustentabilidade, responsabilidade social corporativa, desenvolvimento sustentável. Líder do grupo de pesquisa GOLDEN for Sustainability - Chapter Brazil (goldenbrazil.org). Atualmente é coordenadora do Escritório de Sustentabilidade da FEA-RP/USP, criado para a promoção dos Principles for Responsible Management Education (PRME) da ONU. E-mail: adrianacaldana@gmail.com
Elizabeth Krauter 4
Professora do departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto/USP, São Paulo- Brasil. Doutora em Administração pela FEA/USP, São Paulo - Brasil. Pós-doutorado em Administração pela FEA/USP, São Paulo - Brasil, mestrado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo – Brasil. Graduação em Administração de Empresas pela EAESP/FGV, São Paulo - Pesquisadora-líder do NEsFIN - Núcleo de Estudos em Finanças. E-mail:ekrauter@usp.br
Lara Bartocci Liboni 5
Professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA-RP/USP - Universidade de São Paulo, São Paulo - Brasil. É Doutora em Administração pela Universidade de São Paulo -FEA-USP, São Paulo – Brasil e mestre em Administração pela Universidade de São Paulo - FEA-USP, São Paulo – Brasil. Atua em temas como: Sustentabilidade, internacionalização e alianças estratégicas. E-mail: lara.liboni@gmail.com