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<journal-title specific-use="original" xml:lang="pt">Gestão &amp; Regionalidade</journal-title>
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<subject>Artigos</subject>
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<article-title xml:lang="pt">Redes sociais dos empreendedores para a inovação: estudo de casos múltiplos em micro e pequenas empresas</article-title>
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<title>Resumo</title>
<p>Os empreendedores são agentes imersos em suas relações sociais, que são compostas por uma rede  de  diversos  tipos  de  atores.  Considerando  que  a  inovação  é  fator  determinante  para  a  sobrevivência da pequena empresa, o empreendedor deve contar com os recursos obtidos nosseus relacionamentos sociais para que seja possível ações inovadoras. O objetivo deste estudo é  verificar  como  as  redes  sociais  dos  empreendedores  favorecem  a  implementação  de  inovações  por  meio  da  obtenção  de  recursos.  Foi  utilizado  o  método  de  estudo  de  casos  múltiplos,  que  permite  obter  uma  maior  compreensão  do  contexto  do  fenômeno  estudado.  Foram  selecionados  seis  casos  de  empresas  de  sucesso  do  Programa  Agentes  Locais  de  Inovação-ALI    e    coletadas    evidências    de    entrevistas    semiestruturadas    com    nove    empreendedores e cinco agentes locais de inovação. Os resultados apontam que as empresas analisadas inovam  com  a  adoção  de  novas  tecnologias  e  que  foram  percebidas  semelhanças  entre elas devido à padronização da intervenção do programa ALI.</p>
</abstract>
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<title>Abstract</title>
<p>Entrepreneurs are agents immersed in their social relations, composed of a network of diverse types of actors. Considering that innovation is a determining factor for the survival of a small company, entrepreneurs must rely on the resources obtained from the social relationships so that  innovative  actions  are  possible.  The  objective  of  this  study  is  to  verify  how  the  social  networks of the entrepreneurs favor the implementation of innovations. The multiple case study method was used to obtain a better understanding of the context of the phenomenon studied. Six  cases  of  successful  companies  from  the  Local  Innovation  Agents-ALI  Program  were  selected  and  evidence  of  semi-structured  interviews  with  nine  entrepreneurs  and  five  local  innovation agents was collected. The results show that the companies analyzed innovate with the adoption of new technologies and that similarities were perceived among them due to the standardization of the intervention of the ALI program.</p>
</trans-abstract>
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<title>Palavras-chave</title>
<kwd>redes sociais empreendedoras</kwd>
<kwd>inovação</kwd>
<kwd>inovação na pequena empresa</kwd>
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<title>Keywords</title>
<kwd>entrepreneurial social networks</kwd>
<kwd>innovation</kwd>
<kwd>innovation in small business</kwd>
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<sec>
<title>1 INTRODUÇÃO</title>
<p>A      pequena      empresa      encontra      dificuldades       para       a       geração       e       implementação de inovações, prejudicando suacompetitividade     e     sobrevivência     (VRANDE et        al.,        2009).        O        desenvolvimento de inovações no contexto da       pequena       empresa       auxilia       o       empreendedor na exploração das mudanças, enxergando       oportunidades       para       a       diferenciação de um negócio (PAREDES et al.,  2015).  Sendo  assim,  a  sobrevivência  e  competitividade  da  pequena  empresa  estão  diretamente  relacionadas  à  capacidade  do  empreendedor    de    buscar    e    explorar    oportunidades     de     inovação     (UKKO;     SAUNILA, 2013).</p>
<p>Granovetter  (2007),   argumenta  que  diferentes  aspectos  da  vida  humana  são  diretamente   influenciados   pelas   relações sociais,  que, se exploradas de forma eficaz, podem    contribuir    para    o    sucesso    de    qualquer tipo de atividade. Para esse autor, os  empreendedores  passam  a  ser  vistos  como  agentes  imersos  em  suas  relações  sociais,  compostas  por  uma  rede  ampla  de  diversos  tipos  de  atores.  Nesse  sentido,  o  empreendedor deve utilizar uma rede social estabelecida  para  que  possa  aproveitar  as  oportunidadese    obter    recursospara implementar    suas    ações(ALDRICH; ZIMMER, 1986).</p>
<p>Considerando  que  a  inovação  é  um  fator  determinante  para  a  sobrevivência  da  pequena  empresa,  o  empreendedor  deve  contar  com  os  recursos  obtidos  em  seus  relacionamentos   sociais   para   que   seja   possível a adoção   de   ações   inovadoras   (VALE; AMÂNCIO; WILKINSON, 2008). Birley  (1985)  destaca  que  o  empreendedor  não depende  apenas  de  recursos  físicos  e  financeiros para a condução do seu negócio, mas  também  de  conselhos,  informações,  opiniões, confiança e contatos de negócios. Da mesma forma, no contexto da inovação na pequena empresa, o empreendedor deve articular sua rede de contatos de diferentes níveis   e   tipos,   para   que   seja   possível   conceber     a     inovação     (PARTANEN;     CHETTY; RAJALA, 2014).</p>
<p>No   entanto,   Huggins   e   Thompson   (2015)  destacam  que  apesar  do  crescente  reconhecimento que o empreendedorismo e a inovação recebemno    âmbito    do desenvolvimento  econômico,  o  papel  das  redes sociais ainda é pouco explorado. Em geral, os  estudos  abordam  alianças  entre  empresas  para  a  inovação  (PITTAWAY  et al.  2004), redes sociais empreendedoras na internacionalização (FILATOTCHEV et al. 2009)  ou  relacionadas  com  a  compreensão  acerca  da  criação  e  evolução  de  novos  negócios (LARSON; STARR, 1993).</p>
<p>Este estudo    foi    realizado    com    empresas participantes do Programa ALI – Agentes  Locais  de  Inovação,   promovido pelo Serviço de Apoio à Pequenas e MédiasEmpresas   (SEBRAE),    e que   obtiveram   sucesso  em  suas  ações  de  inovação.  O  Programa ALI tem como principal objetivo o  aumento  da  competitividade  das  micro  e  pequenas empresas, difusão de informações sobre  inovação,  tecnologia  e  aplicação  de  soluções,  adaptadas  às  características  de  cada  negócio,  gerando  impacto  direto  na  gestão empresarial, na melhoria de produtos e  processos  e  na  identificação  de  novos  nichos de mercado para os seus produtos e serviços.</p>
<p>Pretende   especificamente   descrever as  ações  e  os  tipos  de  inovação  adotados  pelos         empreendedores         estudados,         caracterizar   os   tipos   de   redes   sociais   utilizadas e os recursos acessados em cada uma delas. Pretende contribuir teoricamente ao analisar  a  utilização  das  redes  sociais  empreendedoras para favorecer as ações de inovação nas empresas de pequeno porte e destacar  a  compreensão  do  papel  dessas  redes no  acesso  aos  recursos  necessários  para  a  implantação  da  inovação.  De  forma  prática, este estudo pretende contribuir com os  diversos  órgãos  de  apoio  às  pequenas  empresas    para    incentivar    ações    que    promovam     o     desenvolvimento     e     a ampliação dessas redes sociais no contexto dessas pequenas empresas.</p>
<sec>
<title>2 REDES SOCIAIS EMPREENDEDORAS</title>
<p>A  tese  central  da  nova  sociologia  econômica desdobra reflexões sobre o papel das     vinculações     sociais     no     mundo     econômico,      com      o      conceito      de      embeddedness  (GRANOVETTER,  2007). Tal  termo  denota  que  ações  e  transações  econômicas       estão       enraizadas       nos       relacionamentos  e  não  é  possível  analisar  tais  ações  econômicas  sem  considerar  as  relações  sociais  e  o  contexto  social  do  indivíduo  (VALE,  2015).  Assim,  as  redes  sociais  se  referem  aos  objetos,  pessoas  ou  grupos   de   pessoas   que   podem   fornecer   recursos  tais  como  capital  e  informação  (OSTGAARD; BIRLEY, 1994), bem como apoio  para  as  ideias  em  áreas  nas  quais  o  indivíduo não possui conhecimento especial (ALDRICH; ZIMMER, 1986).</p>
<p>Para Granovetter (2007), as redes são formadas  por  dois  tipos  de  laços:  laços  fracos, constituídos por contatos eventuais e esporádicose laços    fortes,    que    se    caracterizam    por    contatos    intensos    e    frequentes.  Assim,  Newbert,  Tornikoski  e  Quigley (2013) afirmam que os empresários devem  adquirir  recursos  a  partir  de  um  conjunto  cada  vez  mais  diversificado  de  laços  fortes  e  um  número  ainda  maior  de  laços  fracos.  Por conectarem  o  indivíduo  com  mundos  distantes  do  seu  próprio,  os laços fracos permitem uma maior absorção de   diferentes   tipos   de   informações   e   oportunidades  (VALE,  2015).  Já  os  laços  fortes  tendem  a  prover de  relacionamentos  baseados  em  contato  afetivo  e  frequente  (ELFRING;  HULSINK,  2003),  portanto,  a ajuda e o apoio dos indivíduos do laço forte são mais evidentes, servindo para o acesso a  recursos  com  mais  facilidade,  por  causa  do     senso     deobrigação     mútua     e     reciprocidade                          (NEWBERT;                          TORNIKOSKI;QUIGLEY,        2013),        sobretudo    no    contexto    de    empresas    familiares (STAMM; LUBINSKI, 2011).</p>
<p>Por sua vez, Dubini e Aldrich (1991), destacam   e   classificam   as   redes   como   pessoais  e  de  negócios.  As  redes  pessoais são caracterizadas por todas as pessoas com as  quais  o  empreendedor  mantém  contato  direto e  que  podem  trazer  benefícios,   tais como   conselhos,   apoio   empresarial   oumesmo   servindo   como   uma   carteira   de   opções de relações pessoais como família e amigos (DUBINI; ALDRICH, 1991). Já as redes de negócios são as que surgem dentro das  organizações,  caracterizadas  por  todos  os    relacionamentos    entre    proprietário,    gerentes,  colaboradores  e  como  eles  são  estruturados  pelos  padrões  de  coordenação  e procedimentos. Essa rede de negócio (ou rede  estendida)  é  em  parte  moldada  pela  rede pessoal do empreendedor, visto que os contatos  pessoais  intermedeiam  e  auxiliam  o contato com outras empresas e diferentes recursos    (HUANG;    LAI;    LO,    2012;    JENSEN; SCHOTT, 2014)</p>
<p>É natural que o empreendedor recorra e  envolva  sua  rede  de  contato  pessoal  nas  atividades diárias de uma empresa nascente e  à  medida  que  seus  processos vão  se  desenvolvendo se      consolidando      no      mercado, surge a necessidade de se recorrer mais    a    redes    de    negócios.    (STAM;    ARZLANIAN;  ELFRING;  2014).  Assim, na concepção de Dubini e Aldrich (1991), a rede     de     negóciosé     formada     por     fornecedores,  clientes  e  concorrentes  ououtros     contatos     profissionais     que     o     empreendedor estabeleça, que forneçam informações e recursos necessários.</p>
<p>Schott  e  Sedaghat  (2014)  adicionam outra   distinção   das redes   sociais   dos   empreendedores,       que       podem       ser       classificadas  como  redes  da  esfera  privada  (família e amigos) e redes na esfera pública (local  de  trabalho,  profissional,  mercado  e  relações internacionais). Essa nomenclatura está associada  ao  inter-relacionamento  das redes  pessoais  e  de  negócios  proposto por Dublin       e       Aldrich       (1991).       Os       relacionamentos  na  esfera  privada  têm  um  impacto  bastante  positivo  no  que  se  refere  às   redes   de   negócios   em   empresas   já   estabelecidas. Por outro lado, os contatos da esfera   pública   possibilitam   o   acesso   a   recursos   que   são   úteis para   empresas iniciantes  ou  em  fase  de  desenvolvimento  (GREEVE;   SALAFF,   2003;   SCHOTT; SEDAGHAT, 2014).</p>
<p>Dificilmente  o  empreendedor  dispõe  de  todos  os  recursos  necessários  para  a  condução   de   seu   negócio   e,   portanto,   depende   das   interações   sociais   para   a obtenção  de  tais  recursos  (OSTGAARD;  BIRLEY, 1994; LE e NGUYEN 2009). De acordo      com      as      necessidades      do      empreendedor é que são formadas as redes sociais  que  possibilitarão a  articulação  de  recursos, sejam eles sociais,  financeiros ou físicos (BRUSH; GREENE; HART, 2001).  Portanto,    os    recursos    acessados    pelos    empreendedores  nos  seus  relacionamentos  podem ser de diversos tipos e favorecem acapacidade   do   empreendedor   mobilizar   recursos     (FERGUSON;     SCHATTKE;     PAULIN, 2016).</p>
<p>Por  sua  vez,  Brush,  Greene  e  Hart  (2001) classificam esses recursos em cincotipos: 1) físicos,  que são as matérias-primas e   insumos,   máquinas   e   equipamentos,   veículos, imóveis e localização física; 2) os tecnológicos   e   financeiros,    que   são   as   patentes, licenças e tecnologias aplicadas ao processo  de  produção, capital  próprio  e  de  terceiros, 3) os sociais,  que se relacionam à legitimação,  reputação,  ao relacionamento com clientes/fornecedores, relacionamentos informais e formais com outras instituições, à confiança e ao apoio e suporte emocional e  moral,   4) o  humano, que  se  refere à educação  formal  e  informal,  experiência  profissional, aos conhecimentos/habilidades e, por último, 5)os  recursos  organizacionais,   que  tratam, entre    outros, dos    sistemas    formais    e    informais de informação, controle e gestão, estrutura e cultura organizacionais.</p>
</sec>
<sec>
<title>3 REDES SOCIAIS EMPREENDEDORAS E A INOVAÇÃO NA PEQUENA EMPRESA</title>
<p>As  tipologias  de  inovação  aplicadas  nas     pequenas     empresas     devem     ser     analisadas tendo em vista as características peculiares    das    MPE    (MALDONADO;    DIAS;  VARVAKIS,  2009).  Naturalmente, a     pequena     empresa     é     reflexo     do     empreendedor,  que nem sempre se organiza como     um     gestor     para     a     inovação     (TAVARES,  FERREIRA;  LIMA,  2009).  Para  Berends  et  al.  (2014),  muitas  vezes  o  tipo   de   inovação   é   difuso   na   pequena   empresa,    sem    um    plano    formal    ou    entendimento  claro  do  que  seja  inovação.  Sendo  assim,  o  Manual  de  OSLO  (2005)  afirma  que  são  4  os  tipos  de  inovação  nas  pequenas  empresas:  1)  Produtos/Serviços; 2)   Processos;   3)   Organizacionais   e   4)Marketing. Uma outra tipologia, decorrente dessas principais,  pode  ser  destacada  pela  perspectiva    sustentável,    na    qual    uma inovação  de  qualquer  tipo  acontece  com  a  criação   de   valor   sem   agredir   o   meio   ambiente (FREEMAN, 1996).</p>
<p>Para estabelecer  a  ligação  entre  as  redes sociais empreendedoras e a inovação na pequena empresa, é importante conceber o   empreendedor   sob   duas   perspectivas   diferentes:    a    do    empreendedor    como    articulador  de  redes  e  a  do  empreendedor  como    agente    de    inovação    (VALLE; WILKINSON;   AMÂNCIO,   2008).   Tais   abordagens podem parecer distintas, mas se unem   na   proposição   do   empreendedor   como  criador  de  redes  submetidas  a  graus  variados      de      inovação.      Assim,      o      empreendedor é o sujeito capaz de articular, unir e conectar diferentes atores e recursos a fim de agregar valor à atividade produtiva (HUGGINS, 2010).</p>
<p>Para   Feldens,   Maccari   e   Garcez   (2012),  diversas  são  as  barreiras para  a  inovação  na  pequena  empresa,  incluindo a estrutura física,  capacidade  organizacional  e   até   legislações específicas.   De   forma   complementar,  de  acordo  com  Partanen,  Chetty   e   Rajala   (2014),   as   pequenas   empresas  contam  com  poucos  recursos  em  termos   financeiros,   tecnológicos   (P&amp;D),   físicos e de recursos intangíveis,  tais como informações de mercado e invenções. Essa realidade   faz   com   que   o   empreendedor   tenha  que  complementar  seus  recursos  por meio do envolvimento de diferentes tipos de redes     de     relacionamento     (DUBINI;     ALDRICH, 1991; PARTANEN; CHETTY; RAJALA,  2014).  A  pequena  empresa  tem dificuldades     de     promoverinovações oriundas  do  ambiente  interno  e  conta  cominovações    pautadas    em    conhecimentos    externos,  de  relacionamentos  com  agentes  externos,  tais como instituições de pesquisa, órgãos      governamentais,      fornecedores,clientes    e    parceiros,    caracterizando    a    inovação  aberta (VRANDE et  al.,  2009;  LEENDERS;    DOLFSMA,    2016).    Tais    agentes       constituem       a       rede       de       relacionamento do empreendedor e são uma das  principais  fontes  de  recursos  para  a  inovação       (PARTANEN;       CHETTY;       RAJALA, 2014).</p>
<p>De   forma   similar,   vários   autores   destacam  que  no  processo  de  inovação,  o  empreendedor        deve        recorrer        a        relacionamentos    com    universidades    ou    institutos     de     pesquisa     (LEENDERS;     DOLFSMA,  2016),  parceiros  do  mesmo  segmento     (ROTHAERMEL;     DEEDS,     2006),        clientes        e        fornecedores        (DEPROPRIS,     2002).As     inovações     incrementais    parecem    exigir    relações    especialmente   com   fornecedores,   já   as   inovações    radicais    estão    associadas    à colaboração  com  fornecedores  e  clientes(AHSTROM,        2010;        PARTANEN;        CHETTY;   RAJALA,   2014).   Elfring   e   Hulsink (2007) analisaram as combinações de  laços  fracos  e  fortes  na  rede  social  do  empreendedor,    com    a    capacidade    de    reconhecimento     de     oportunidades     e     inovação.   Esses   autores   categorizam   os   empreendedores     em     dois     subgrupos     (inovadores   radicais   e   incrementais)   de   acordo    com    a    força    dos    laços.    Os    inovadores     incrementais,     que     usam     principalmente   laços   fracos,   são   mais   propensos     a     encontrar     uma     nova     oportunidade.   Já   os   inovadores   radicais   exigem  uma  combinação  mais  balanceada  dos laços fortes e fracos.</p>
<p>Já  o  estudo  de  Partanen,  Chetty  e  Rajala (2014) analisa as diferentes relações de   redes   de   contato   com   os   tipos   de   inovação e identificaram que para cada tipo de   inovação   utilizada,   certos   tipos   de relacionamentos são exigidos. Por sua vez, Jensen  e  Schott  (2014)  utilizam  dados  de  8918  pequenas  empresas  em  40  países,  identificando a  dinâmica  de  utilização  das  redes  de  relacionamento  por  parte  dessas  empresas.  Os  resultados  sugerem  que  as  inovações   são   mais   influenciadas   pelos   relacionamentos      dos      laços      fracos,      referenciados pelos  autores  como rede  da  esfera pública.</p>
<p>Huang,  Lai  e  Lo  (2012)  utilizam  um  modelo   para   investigar   o   potencial   de   influência dos laços sociais dos fundadores das  pequenas  empresas  na  inovação  e  o  desempenho  organizacional.  Os  resultados  demonstram  o  papel  mediador  da  rede  de  negócios  para  a  inovação.  Outro  estudo  realizado  por  Vasconcelos  et  al.   (2007) analisa  a  mobilização  de  relacionamentos  do  empreendedor  para  acessar  os  recursos  simples   e   complexos   para   a   criação   e   desenvolvimento  de  negócios  inovadores.  O  estudo  foi  focado  em  empresas  de  alta  tecnologia que participaram de incubadora,analisando os recursos e os relacionamentos utilizados   em   cada   uma   das   fases   do   processo de incubação.</p>
</sec>
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<title>4 ASPECTOS METODOLÓGICOS</title>
<p>Buscando     atender     os     objetivos     propostos,  este  estudo  se  caracteriza  como  qualitativo   e   descritivo.   Tal   abordagem   favorece    a    interação    do    pesquisador    garantindo  maior  profundidade  dos  dados,  bem como a exploração de múltiplos fatores envolvidos  e  retrata  as  características  do  contexto   estudado (CRESWELL,   2009).   Foi utilizada como estratégia de pesquisa o estudo   de   caso   múltiplo que   permite   a   análise  do  fenômeno  com  profundidade,  dentro do seu   contexto   de vida   real,   especialmente  quando  os  limites  entre  o  fenômeno e o contexto não estão claramente definidos         (SAUNDERS;         LEWIS;         THORNHILL,   2009;   YIN,   2014).      Tal   escolha se reflete   em   um   estudo   mais   robusto,        permitindo        que        sejam estabelecidas comparações entre os achados possibilitando  uma  quantidade  maior  de  evidências   e   provas   mais   robustas   ou   convincentes  (YIN,  2014).  Neste  estudo,  a  unidades   de   análise   são   as   redes   de   relacionamento           utilizadas           pelos           empreendedores nas ações de inovação.</p>
<p>Foram      analisados      seis      casos      escolhidos com base nos seguintes critérios: (1)  empresas  de  pequeno  porte  (SEBRAE,  2014); (2) mínimo de 2 anos de atuação, (3) atuação  em  uma  das  cadeias  produtivas  atendidas  pelo  programa  e  (4)  empresas  consideradas casos de sucesso de inovação no  Programa  ALI.    O  caso  de  sucesso  estabelecido  para  este  estudo  se  refere  àsempresas  participantes  do  programa  ALI  por  mais  de  1  ano  e  meio, que  tenham executado no    mínimo    seis    ações    de    inovação,    obtido melhoria   no   radar   da   inovação avaliado em   pelo   menos   dois momentos distintos e,  por fim,  que tenham apresentado uma  melhora  significativa  no  grau de inovação medido no diagnóstico do radar da inovação.</p>
<p>A  fonte  de  evidência  utilizada  no  estudo  foi  a entrevista  semiestruturada,  na qual o pesquisador conta com uma lista de temas  e  questões  a  serem  abordados,  mas  são modificados no decorrer da entrevista a depender do contexto, possibilitando outras constatações       além       das       previstas       (SAUNDERS;    LEWIS;    THORNHILL,    2009).  Foram  realizadas  nove  entrevistas,  com duração média de 1 hora e meia cada, com    empreendedores    que    representamcasos  de  sucesso  do  Programa  ALI  que  implementaram ações de inovação em suas empresas   e   também   com   cinco   agentes   locais    de    inovação    que    atuaram    nas    empresas  selecionadas.  Cada  entrevista  foi  gravada  utilizando-se  gravador  de  áudio,  transcritas  e,  posteriormente,  analisadas  na  descrição de cada caso. O quadro 1 mostra os entrevistados nas empresas selecionadas.</p>
<p>
<table-wrap id="gt1">
<alternatives>
<graphic xlink:href="133475550013_gt2.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table id="gt2-526564616c7963">
<tbody>
<tr/>
<tr/>
<tr>
<td>02</td>
<td>Empreendedor 1</td>
<td>ALI01</td>
</tr>
<tr>
<td>02</td>
<td>Empreendedora 2</td>
<td colspan="2">ALI02</td>
</tr>
<tr>
<td>Caso 3</td>
<td>02</td>
<td>Empreendedor 3</td>
</tr>
<tr>
<td>02</td>
<td>Empreendedor 4</td>
<td>ALI03</td>
</tr>
<tr>
<td>02</td>
<td>Empreendedor 5</td>
<td>ALI04</td>
</tr>
<tr>
<td>04</td>
<td>Empreendedores 6,7 e 8</td>
<td>ALI05</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p>O quadro 2 apresenta as categorias de análise   que   foram   consideradas   e   os   elementos de análise que foram baseados na revisão da literatura.</p>
<p>
<table-wrap id="gt2">
<alternatives>
<graphic xlink:href="133475550013_gt3.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<table id="gt3-526564616c7963">
<tbody>
<tr/>
<tr>
<td>Descrever as ações de inovação implementadas nas pequenas empresas de sucesso participantes do programa ALI;</td>
<td>Ações de inovação (OCDE &amp; FINEP, 2005)</td>
<td>Oportunidade identificada; Implementação; Recursos utilizados; Apoios</td>
</tr>
<tr>
<td>Identificar os tipos de inovação das ações implementadas;</td>
<td>Tipologias da inovação (OCDE &amp; FINEP, 2005).</td>
<td>Inovação de Produto; Inovação de Processo; Inovação em Marketing Inovação Organizacional.</td>
</tr>
<tr>
<td>Caracterizar os tipos de redes sociais que são utilizadas pelos empreendedores na implementação de inovações.</td>
<td>Tipos de redes sociais(DUBINI; ALDRICH, 1991)</td>
<td>Redes pessoais: Amigos, Pai/Mae/Familiares, Cônjuge, colegas e Sócios. Redes de negócios: Bancos, Contador, Advogado, Consultores, Colaboradores, Clientes, Fornecedores, Parceiros e instituições</td>
</tr>
<tr>
<td>Analisar como as redes sociais utilizadas pelos empreendedores influenciam na obtenção de recursos para a implantação de ações de inovação.</td>
<td>Recursos sociais, financeiros e físicos. (BRUSH; GREENE; HART, 2001)</td>
<td>Suporte emocional, Identificação de oportunidades; Confiança; conselhos; conhecimento; indicações; Empréstimos; subsídios; investimentos; aplicação dos recursos; Insumos; máquinas; equipamentos; estrutura física.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</alternatives>
</table-wrap>
</p>
<p>Neste  estudo,  de  forma  simplificada,    foram    seguidos    os    seguintes    passos:    identificação das empresas que são casos de sucesso  do  Programa  ALI;  levantamento  dos  documentos;  elaboração  do  roteiro  de  entrevista; realização do caso piloto; análise e   descrição   do   caso   piloto;   ajustes   e   correções     do     roteiro;     contato     com     empreendedores            das            empresas            identificadas; agendamento das entrevistas; coleta     de     evidênciasnas     empresas;     transcrição;    descrição    e    análise    das    evidências; descrição de cada caso, análise comparativa e elaboração do relatório final do estudo de multicasos.</p>
<p>A análise das evidências coletadas foi realizada  de  acordo  com  as  técnicas  de  análise  de  conteúdo,  que,  de  acordo  com  Bardin (1977),  define o   que é um conjunto de  técnicas  e  procedimentos  sistemáticos  com o objetivo de desvendar o que está por trás    das    palavras,    buscando    que    os    entrevistados   forneçam   informações   de   forma entrelaçada nas mensagens. A análise de conteúdo se justifica e ganha importância pela utilização         da         entrevista         semiestruturada, uma vez que nesse tipo de entrevista, o pesquisador tem a liberdade de buscar informações além daquelas previstas nas perguntas e respostas. O presente estudo seguiu  as  fases  de  análise  de  conteúdo propostas por Bardin (1977).</p>
<p>4 ANÁLISE COMPARATIVA    DOS    CASOS</p>
<p>Após  a  descrição  individual  de  cada  caso,   foi  realizada  a  análise  comparativa  com   base   nas   categorias   analíticas   do   estudo, procurando destacar as semelhanças e    diferenças    e,    quando    possível,    a    comparação com a teoria. Inicialmente são descritas  as  características  das  empresas  e  dos empreendedores e depois as inovações em      produtos/      serviços,      processos,      organizacionais, marketinge   as   redes   sociais      empreendedoras      e      recursos      acessados.</p>
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<article-title>Identificação e agrupamento de fatores de relevância na investigação das práticas de gestão das micro e pequenas empresas</article-title>
<source>Revista de Negócios</source>
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<article-title>Facilitating innovation capability through performance measurement: A study of Finnish SMEs</article-title>
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<article-title>Empreendedorismo, inovação e redes: uma nova abordagem</article-title>
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<article-title>Condicionantes do Empreendedorismo: Redes Sociais ou Classes Sociais?</article-title>
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<article-title>Mobilizando Relacionamentos e Acessando Recursos na Criação e Evolução de Novos Negócios</article-title>
<source>Organizações &amp; Sociedade</source>
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<article-title>Open innovation in SMEs: Trends, motives and management challenges</article-title>
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<article-title>Estudo de caso:planejamento e método</article-title>
<source>Porto Alegre: Bookman</source>
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