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Concentração regional da indústria da cerâmica vermelha na Paraíba, Brasil (2006 - 2020)
Concentração regional da indústria da cerâmica vermelha na Paraíba, Brasil (2006 - 2020)
Gestão & Regionalidade, vol. 39, e20237960, 2023
Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Recepción: 28 Junio 2021
Aprobación: 12 Julio 2022
Resumo: Este trabalho analisou a concentração regional do setor de cerâmica vermelha, no período de 2006 a 2020. Realizou uma análise estadual de conjuntura do setor, sua relação consumo de lenha e a concentração regional foi determinada por meio dos indicadores: Razão de Concentração CR(k), Índice de HerfindahlHirschman (HHI), Entropia de Theil (E) e o coeficiente de Gini (G). Os resultados mostraram que na Borborema encontra-se as maiores quantidades de empresas de cerâmica vermelha quando comparada às demais mesorregiões do estado. O CR(k) classificou com concentração moderadamente baixa. O HHI para os municípios e microrregiões demonstrou baixa concentração. Os índices de E municipais, microrregionais e mesorregionais da Paraíba indicaram desconcentração. O G mostrou desigualdade fraca a média para os municípios e microrregiões e desigualdade fraca para as mesorregiões. Assim, concluiuse que setor cerâmico da Paraíba não é concentrado e que a oferta encontra-se associada aos estoques de matéria-prima e ao vetor energético da lenha
Palavras-chave: regionalização, medidas de concentração, bioenergia.
Abstract: This work analyzed the regional concentration of the red ceramic sector, from 2006 to 2020. It carried out a statewide analysis of the sector's conjuncture, its relation to firewood consumption and the regional concentration was determined through the indicators: Concentration Ratio CR(k ), Herfindahl-Hirschman Index (HHI), Theil entropy (E) and the Gini coefficient (G). The results showed that Borborema has the highest number of red ceramic companies when compared to the other mesoregions of the state. The CR(k) rated with moderately low concentration. The HHI for municipalities and microregions showed low concentration. The municipal, micro-regional and meso-regional E indices of Paraíba indicated deconcentration. G showed weak to average inequality for municipalities and microregions and weak inequality for mesoregions. Thus, it was concluded that the ceramic sector in Paraíba is not concentrated and that the supply is associated with raw material stocks and the energy vector of firewood.
Keywords: regionalization, concentration measures, bioenergy.
1 Introdução
A utilização dos recursos naturais, por muito tempo, foi utilizada como fonte básica de subsistência da espécie humana, porém no último século sua importância para o desenvolvimento e expansão tecnológica cresceu e passou a ocorrer no mundo moderno visando à comodidade e o crescimento econômico (NATHANIEL, 2021). Um dos setores industriais que colabora com o desenvolvimento econômico é o da cerâmica vermelha, a qual desempenha um papel importante em termos econômicos, artístico e no patrimônio cultural. A cerâmica foi um dos primeiros objetos a serem fabricados e, devido às suas diversas aplicações, persiste até hoje como insumo de valor agregado (HEIN; KILIKOGLOU, 2018).
As atividades direcionadas ao atendimento das necessidades humanas, como a exploração de recursos naturais e o consumo de energia, têm consequências ambientais (NATHANIEL, 2021). Dentro da dimensão da sustentabilidade, as indústrias cerâmicas contribuem para a geração de impactos ambientais, e esse setor vem ao longo dos anos proporcionando impactos ambientais negativos, principalmente, devido ao uso de matériaprima e outros insumos extraídos diretamente da natureza, a exemplo da lenha e argila (ABRAHÃO; CARVALHO, 2017 DEL RIO et al., 2022; GIUDICE et al., 2017). Nos últimos anos, o desenvolvimento da indústria brasileira de cerâmica vermelha acarretou na expansão das micro e pequenas empresas, principalmente, na região do semiárido. Nessa área há disponibilidade de matéria-prima e com baixo custo de produção, favorecendo o crescimento econômico regional do setor. Outros fatores, como condições ambientais e dificuldade de fiscalização, permitem que esse setor utilize os recursos naturais de forma exacerbada (SILVA; MEXAS; QUELHAS, 2017).
Em 2018, o mercado global de cerâmica apresentou valor estimado de cerca de US$ 229,13 bilhões em 2018, com projeções de crescimento de 8,6% de 2019 a 2025 (DEL RIO et al., 2022). A demanda tem relação com a indústria da construção civil, avanços tecnológicos em nanotecnologia, impressão 3D e cerâmica na saúde (ou seja, saúde bucal por meio da produção de coroas, implantes e pontes dentárias) (ALY et al., 2012). No Brasil, em 2015, foram registradas 6.903 fábricas de cerâmica distribuídas no território nacional, com faturamento anual de R$ 18 bilhões e participação de 4,8% da Indústria da construção civil no país (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA INDUSTRIA CERÂMICA – ANICER, 2015). O Nordeste brasileiro foi a terceira maior região produtora de materiais cerâmicos. O Ceará apresentou mais de 200 empresas de cerâmica vermelha, mas a Bahia, segundo maior estado, teve a maior produção com 380 x103 milheiro/mês, seguido pelo Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Paraíba, Sergipe, Piauí e Alagoas. A Paraíba ocupou a sexta colocação produzindo 57 x103 milheiro/mês (RELAÇÃO ANUAL DE INFORMAÇÕES SOCIAIS – RAIS, 2017).
Na Paraíba, o setor conta com aproximadamente 150 empresas de pequeno e médio porte em 30 municípios, registrando 20 mil empregos diretos e faturamento anual com cerca R$ 140 milhões. Os produtos cerâmicos (75% de blocos e 25% de telhas) são destinados a atender o mercado doméstico e, principalmente, os estados vizinhos como Pernambuco e Rio Grande do Norte (RAIS, 2017; SINDICATO DA INDÚSTRIA DE CERÂMICA VERMELHA DO ESTADO DA PARAÍBA – SINDICER, 2018). O estado da Paraíba dispõe de dois polos produtores de cerâmica, onde concentram-se as maiores empresas da Paraíba. O primeiro polo congrega cidades das regiões da Zona da Mata e do Agreste Paraibano, em razão da existência de bacias sedimentares portadoras de depósitos de argila, fazendo-se mais propícias à extração de melhor qualidade para a produção de cerâmica vermelha. O segundo polo produtor de cerâmica está no interior do estado, com empresas de menor porte e disponibilidade de recurso energético, como a lenha (COELHO JUNIOR; BURGOS; SANTOS JÚNIOR, 2018; COELHO JUNIOR et. al, 2018; MARTINS et al., 2018).
A concentração de empresas em uma região consiste no aumento do controle exercido por uma atividade econômica. Conhecer essa estrutura de mercado auxilia a organização de estratégias e investimentos, modificando o desempenho, a competitividade entre participantes de um setor, assim como identifica áreas com maiores níveis de concentração de empresas. Para uma economia se desenvolver, deve implementar estratégias de diversificação em mercados pouco explorados, e que possuam potencial de crescimento. As medidas de concentração são utilizadas para analisar estrutura de mercado e evidenciar a dimensão da competitividade. Esses indicadores sintetizam em um conceito de múltiplas dimensões, como oferta e demanda, capacidade tecnológica, estrutura de custos, e outros (COELHO JUNIOR et al., 2013; POSSAS, 1999; ROCHA, 2010).
Atualmente, os indicadores de concentração industrial são aplicados para o setor produtivo, como apresenta Selvatti et al. (2019) para exportações mundiais de MDF e Coelho Junior et al. (2021) para as termelétricas de bioeletricidade no Brasil. Tendo em vista que a concentração das indústrias cerâmicas guarda relação com atividades florestais para produção de recurso energético, destacam-se também os trabalhos desenvolvidos por Coelho Junior et al. (2013) com as exportações mundiais de produtos florestais, Simione et al. (2017) a produção de lenha e carvão vegetal de silvicultura no Brasil, Coelho Junior et al. (2018) na lenha da Paraíba e Coelho Junior et al. (2022) na lenha do Rio Grande do Norte.
As medidas de concentração auxiliam na tomada de decisão, fornecendo elementos empíricos norteadores para políticas públicas e investimentos. Para auxiliar o desenvolvimento local e regional do setor cerâmico, este trabalho analisou a concentração regional entre as indústrias de cerâmica vermelha no estado da Paraíba, Brasil, de 2006 a 2020.
2 Material e Métodos
Dados Utilizados e análise de conjuntura
Os dados do setor de cerâmica vermelha na Paraíba (Figura 1), no período de 2006 a 2020, foram obtidos no Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, Brasil. Utilizou-se a categoria fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na Construção, Exceto Azulejos e Pisos. A análise da distribuição e concentração regional das indústrias de cerâmica vermelha na Paraíba, com os recortes geográficos a nível municipal, microrregional e mesorregional.
A análise de conjuntura contou com a evolução das empresas de cerâmica vermelha nas mesorregiões da Paraíba, de 2006 a 2020. Por meio de quartis (Equação 1), avaliou-se a distribuição espacial das empresas nos municípios e microrregiões na Paraíba, para 2006, 2013 e 2020 (DAWSON, 2011).

Figura 1 - Localização geográfica do estado da Paraíba, no Brasil e na Região Nordeste.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2018)
Medidas de Concentração e Desigualdade
Foram utilizados quatro indicadores de concentração, sendo eles: Razão de Concentração CR(k), Índice de Herfindahl–Hirschman (HHI), Índice de Entropia de Theil (E) e Coeficiente de Gini (G) (COELHO JUNIOR et al., 2018). Os resultados obtidos pelo índice HHI, E e G apresentam maior confiabilidade que os do índice CR(k), por considerar o número total de participantes, denominados índices sumários (BOFF; RESENDE, 2002). A Razão de Concentração CR(k), Equação 2, calcula a participação de mercado das k (sendo k = 1, 2, ..., n) empresas de cerâmica no estado da Paraíba (BAIN, 1959).

onde, CR(k) = razão de concentração de k regiões produtoras de cerâmica vermelha; Si: participação, market share, da região i (municípios e microrregião) para a quantidade de empresas de cerâmica no estado da Paraíba. Calculou o CR(4) e CR(8) empresas de cerâmica vermelha dos municípios e microrregiões e classificou conforme Tabela 1. Também utilizou o CR(20) e CR(30) municipal.
Tabela 1 - Classificação do grau de concentração por meio da Razão Concentração [CR(k)]
| Muito Alto | CR(4) ≥ 75% | CR(8) ≥ 90% |
| Alto | 65% ≤ CR(4) < 75% | 85% ≤ CR(8) < 90% |
| Moderadamente Alto | 50% ≤ CR(4) < 65% | 70% ≤ CR(8) < 85% |
| Moderadamente Baixo | 35% ≤ CR(4) < 50% | 45% ≤ CR(8) < 70% |
| Baixo | CR(4) < 35% | CR(8) < 45% |
Fonte: Coelho Junior et al. (2022).
O índice de Herfindahl–Hirschman(HHI) (Equação 2) foi calculado com base no somatório da quantidade de empresas ao quadrado, para os níveis municipais, microrregionais e mesorregionais da Paraíba. O HHI varia entre seu limite inferior 1/n (concentração mínima) até 1 (concentração máxima) (HIRSCHMAN, 1964).

em que, n = Número de participantes na quantidade de empresas na Paraíba, nos níveis regionais (municípios, microrregião e mesorregião) e 2 i S = participação, market share, ao quadrado, da região i (municípios, microrregião e mesorregião) para a quantidade de empresas de cerâmica no estado da Paraíba Para análises comparativas, quando ocorre variação no número de regiões com empresas de cerâmica, ou seja, entrada ou saídas de participantes, Resende (1994) sugeriu o Índice Herfindahl-Hirschman ajustado (HHI’), conforme Equação 4.

A utilização do HHI’ implica em intervalo de variação entre 0 e 1, assim, à medida que o índice se afasta de zero maior é a concentração. O indicador pode ser classificado conforme apresentado na Tabela 2.
Tabela 2 - Classificação do grau de concentração do Índice Herfindahl-Hirschman ajustado (HHI’).
| Mercado altamente competitivo | HHI’ ≤ 0,1 |
| Mercado não concentrado | 0,1 < HHI’ ≤ 0,15 |
| Concentração moderada | 0,15 < HHI’ ≤ 0,25 |
| Alta concentração | HHI’ > 0,25 |
Fonte: Resende e Boff (2002).
Para cálculo da Entropia de Theil (E), Equação 5, proposto por Theil (1967), foi desenvolvido com base na teoria da informação e pode ser utilizado como indicador de concentração.

em quem, Si = participação, market share, da região i (municípios, microrregião e mesorregião) para a quantidade de empresas de cerâmica no estado da Paraíba; ln = logaritmo neperiano e n = Número de participantes com empresas de cerâmica, nos níveis regionais (municípios, microrregião e mesorregião) da Paraíba.
O índice da E mede o inverso da concentração, a E apresenta variação entre 0 e ln(n), sendo 0 para condição de monopólio e ln(n) para um mercado homogêneo, nesse caso, as indústrias possuem parcelas iguais de mercado, ou seja, concentração mínima (RESENDE; BOFF, 2002). De forma semelhante ao HHI, Resende (1994), sugeriu que, para análises intertemporais, a Entropia seja ajustada (E’), conforme a Equação 6. Assim, a Entropia varia entre 0, monopólio (concentração máxima), e 1, concorrência perfeita (concentração mínima).

O Índice de Gini (G) verificou o grau de desigualdade na quantidade de indústrias por nível regional (municípios, microrregiões e mesorregiões). O G, Equação 7, foi utilizado como ferramenta acessória aos coeficientes de concentração, uma vez que uma alta concentração implica em uma desigualdade maior.

onde, Si = participação, market share, da região i (municípios, microrregião e mesorregião) para a quantidade de empresas de cerâmica no estado da Paraíba; Sij = Participação cumulativa (j) da região i (municípios, microrregiões e mesorregiões) para a quantidade de empresas de cerâmica na Paraíba; n = Número de participantes com empresas de cerâmica, nos níveis regionais (municípios, microrregião e mesorregião) da Paraíba. O índice Gini varia entre 0 e 1, classificado da seguinte forma: 0,101 – 0,250 desigualdade nula a fraca; 0,251 – 0,500 desigualdade fraca a média; 0,501 – 0,700 desigualdade média a forte; 0,701 – 0,900 desigualdade forte a muito forte; 0,900 – 1,000 desigualdade muito forte a absoluta (COELHO JUNIOR; BURGOS; SANTOS JÚNIOR, 2018).
3 Resultados e Discussão
A Tabela 3 apresenta a evolução da quantidade de empresas de cerâmica vermelha nas mesorregiões do estado da Paraíba, de 2006 a 2020. Verificou-se que as empresas de cerâmica fizeram parte da economia de todas as mesorregiões do estado, para todos os anos analisados. O Agreste foi a região com maior número de empresas de cerâmica na Paraíba. Em 2020, 39,1% das indústrias cerâmicas do estado estiveram localizadas no Agreste, em seguida, estiveram 23,2% na Borborema, 18,8% na Mata Paraibana e 18,8% na região do Sertão. A atividade apresentou crescimento, no estado, entre 2006 e 2020, saltando de 45 para 69 indústrias cerâmicas instaladas. Em termos percentuais, houve crescimento médio de 3,10% a.a. para o setor. A mesorregião do Sertão teve a maior expansão para o período, com aumento de 11,04% a.a., em seguida estiveram: o Agreste (5,36% a.a.), a Mata Paraibana (1,20% a.a.) e a Borborema, que decresceu a uma taxa de-0,84% a.a.). A evolução do setor demonstra o impacto das indústrias cerâmicas sobre a economia regional.
Tabela 3 - Evolução das empresas de cerâmica vermelha nas mesorregiões do estado da Paraíba, de 2006 a 2020
| Borborema | 18 | 22 | 22 | 23 | 25 | 28 | 29 | 33 | 38 | 38 | 31 | 30 | 24 | 19 | 16 |
| Agreste | 13 | 16 | 17 | 12 | 17 | 23 | 27 | 28 | 32 | 31 | 28 | 28 | 25 | 27 | 27 |
| Mata Paraibana | 11 | 11 | 13 | 13 | 15 | 14 | 17 | 16 | 20 | 21 | 16 | 11 | 10 | 13 | 13 |
| Sertão | 3 | 2 | 5 | 7 | 9 | 10 | 14 | 15 | 15 | 13 | 14 | 14 | 17 | 14 | 13 |
| Paraíba | 45 | 51 | 57 | 55 | 66 | 75 | 87 | 92 | 105 | 103 | 89 | 83 | 76 | 73 | 69 |
Fonte: RAIS (2022).
A grande disposição de indústrias na região do Agreste e Borborema (principalmente entre 2011 e 2015) pode estar associada ao fornecimento de esmectítas policatiônicas e sódicas. Pereira et al. (2014) apontaram que o estado da Paraíba é o maior fornecedor nacional, com jazimentos situados no município de Boa Vista e novas reservas nos munícipios Cubatí, Pedra Lavrada e Sossêgo todos situados na mesorregião da Borborema e próximas ao Agreste. Outro fator que viabiliza a instalação de indústrias cerâmicas nas mesorregiões do Agreste e Borborema é a disposição de recurso energético, segundo dados do IBGE (2022) as mesorregiões apresentaram crescimento da produção de lenha, principal vetor energético para o setor, com aumento de 0,89% a.a. na produção do Agreste, e 2,00% a.a. na Borborema, contrapondo ao comportamento estadual, com decréscimo de 0,08% a.a. Coelho Junior et al. (2018) também apontaram que a produção de lenha, no estado, vem decrescendo, situação justificada pelo prejuízo ambiental causado pelo consumo deste recurso, bem como a limitação das reservas, maior fiscalização dos órgãos governamentais.
A Figura 2 apresenta os quartis das indústrias de cerâmica vermelha para os municípios e microrregiões do estado da Paraíba, para 2006, 2013 e 2020. Foi possível observar um aumento da quantidade de indústrias de cerâmica vermelha, principalmente, nos municípios pertencentes a mesorregião do Sertão e Agreste. Em 2006, os municípios que representaram maior quantidade de indústrias cerâmicas foram Picuí, com 4 indústrias (Quartil 4 – muito alta), Guarabira, Mulungu, Santa Rita e São José de Sabugi, cada distrito com 3 indústrias, o que caracterizou o Q3 – alta. Tais valores são em decorrência da localização geográfica, das condições ambientais, e principalmente da falta de fiscalização, fazendo com os recursos naturais possam ser extraídos em altas quantidades.
Figura 2 - Quartis das empresas de cerâmica vermelha para os municípios e microrregiões do estado da Paraíba, para 2006, 2010 e 2020.

Fonte: Dados da pesquisa (2022).
Para o quartil 2 (médio) estiveram os municípios foram: Caldas Brandão, Juazeirinho, Junco do Seridó, Mamanguape, Nova Palmeira, Rio Tinto e Santa Luzia, com 2 indústrias. Para o quartil 1 (baixo), com apenas uma indústria cerâmica, os municípios participantes foram: Aparecida, Belém, Congo, Cruz do Espírito Santos, Cuitegí, Itaporanga, Jacaraú, João Pessoa, Monteiro, Olivedos, Pirpirituba, Santa Cruz, Sapé, Soledade e Taperoá. Em 2013, ocorreu uma pequena expansão das empresas ceramistas, o município de Guarabira, localizado na Mata Paraibana, e São José do Sabugi, do Agreste, que tornaram-se participantes do Q4, totalizando 6 empresas instaladas, junto a Picuí, também com 6 cerâmicas. Ainda no Q4, destacou-se o crescimento da participação de Santa Rita, que saltou de 3 para 5 indústrias cerâmicas, deve-se indicar que o distrito alcançou a marca de 7 indústrias instaladas, no ano de 2012. Para o Q3 estiveram as cidades de Santa Luzia, Juazeirinho, Rio Tinto e Caldas Brandão. Para 2020, com o fechamento de diversas firmas do setor, o município de Santa Rita apresentou 6 empresas. Os demais participantes do Q3 foram Mulungu e Guarabira.
Para o nível de microrregiões observou-se aumento no número de indústrias cerâmicas, principalmente, na microrregião de Guarabira, saltando de 9 empresas em 2006, para 13, em 2020. Em 2006, as regiões participantes do Q4 foram Guarabira, Seridó Ocidental e Seridó Oriental, assim como os municípios, essas regiões apresentaram acesso reservas e fontes de energia. O Q3 foi composto pelo Litoral Norte, foco em Rio Tinto e Mamanguape. O Q2 pela micro região de João Pessoa (destaque para Santa Rita) e o Cariri Ocidental. Abrahão e Carvalho (2017) destacaram a região de Guarabira como uma área com dominância das indústrias cerâmicas, segundo os autores, a área possui solo com alta concentração de argila (com alto grau de pureza) e condições físicas/climáticas favoráveis.
Para 2013, o Q4 foi composto por Seridó Oriental, Guarabira e Seridó Ocidental. Menezes, Neves e Ferreira (2001) destacaram a área do Seridó como potencial para pesquisas e produção de argilas. Para o Q3 esteve apenas o Litoral Norte, mantendo-se no mesmo quartil que em 2006. Por sua vez, o Q2 contou com 5 microrregiões: Cariri Ocidental, João Pessoa, Sousa, Itabaiana e o Curimataú Ocidental. O último ano de análise apresentou decréscimo no número total de empresas, porém Guarabira continuou como a microrregião mais representativa (Q4), seguida do Litoral Norte (Q3) e João Pessoa (Q2). Para o período de estudo, Sapé e Umbuzeiro foram a microrregiões com menor número de empresas, alcançando o máximo de 2 e 1 empresa por ano, respectivamente. A indústria da construção civil representou uma elevada importância no desenvolvimento econômico e social do estado. De acordo com a Pesquisa Anual da Indústria da Construção Civil (IBGE, 2018), a indústria civil da Paraíba, cresceu aproximadamente 97%, de 2008 a 2018, aumentando o número de empresas de cerâmica que fornecem seus produtos para as construções. A indústria de cerâmica é um dos setores que mais se desenvolve e, esse crescimento se dá devido ao grande aumento populacional das cidades. Na expansão, o aumento do número de empresas proporciona desenvolvimento no âmbito econômico. Contudo, também se intensificam os problemas ambientais decorrentes dos processos inerentes à produção, tais como, a retirada da vegetação e os problemas relacionados ao desgaste do solo.
Felipe (2002) mostrou que a expansão das empresas de cerâmica no estado do Rio grande do Norte vem preocupando a sociedade e os órgãos que cuidam do meio ambiente no estado. Essas atividades utilizam como fontes energéticas, madeira retirada da vegetação da caatinga que se encontra em estado de escassez, ao ser destruída, cria as condições para o surgimento de desertos. Dentro desse cenário necessário, se faz a criação de políticas de incentivo à produção mais limpa, de forma a garantir a sustentabilidade da empresa e a não degradação dos recursos naturais. A Figura 3 apresenta a concentração das indústrias de cerâmica vermelha para os municípios e microrregiões do estado da Paraíba para os anos de 2006 a 2020. Para os municípios, observou-se que entre os anos de 2006 a 2010, o CR(4), Figura 3.a, variou entre 28,90%a 33,33%, sendo o período de maior concentração para o indicador. Para todo o período analisado a média do CR(4) foi de 27,94% com classificação de concentração moderadamente baixa. Em 2020, os participantes do CR(4) foram os municípios de Santa Rita, Guarabira, Mulungu e Rio Tinto.
Para o CR(8) a média foi de 46,57%, classificando o setor como de concentração moderadamente baixa. Para o período de 2006 a 2010, a média do índice foi 53,96%, o que demonstrou aumento da distribuição espacial das indústrias no estado. O ano que com menor grau de concentração 38,10% foi 2014, a maior concentração ocorreu em 2008, com 57,89%. A média da razão de concentração para os 20 municípios CR(20)Munic foi 74,41%, Para todo o período de análise 70 municípios apresentaram empresas ceramicistas, o que demonstra que há especialização de alguns municípios para esta atividade industrial.
Figura 3 - Evolução da Razão de Concentração [CR(k)] das empresas de cerâmica vermelha por municípios e microrregiões da Paraíba, de 2006 a 2020.

Fonte: Dados da pesquisa (2022).
Para o nível microrregional, Figura 3.b, a média do CR(4) foi 54,14%, caracterizando mercado com concentração moderadamente alta, de acordo com Coelho Junior et al. (2018) quando quatro microrregiões detêm mais de 40% do mercado, a estrutura desse mercado é oligopolista. A microrregião de Guarabira foi a principal região para indústrias cerâmicas durante 10 anos, de 2006 a 2007, 2012 e 2014 a 2020. Para 2008 a 2011 e em 2013, a principal microrregião foi o Seridó Oriental, chegando a 14 indústrias, em 2013. As microrregiões de Guarabira, Seridó Oriental, Seridó Ocidental e Cariri Ocidental e Litoral Norte contribuíram para compor o CR(4)Micro, na maior parte do período estudado. O CR(8) teve média de 80,57%, concentração moderadamente alta. As microrregiões de Sapé e Itaporanga apresentaram o menor número de empresas. Coelho Junior, Burgos e Santos Júnior (2018), no período de 1994 a 2014, encontraram que as microrregiões com maior produção de lenha no estado da Paraíba foram Itaporanga, Cariri Ocidental, Sousa, Cariri Oriental, Serra do Teixeira, Piancó, Seridó Ocidental Paraibano, Curimataú Ocidental e Seridó Oriental Paraibano, Cajazeiras e Patos, o que mostrou uma forte relação com as microrregiões onde se encontraram as maiores quantidades de cerâmica vermelha no estado.
De acordo com Martins et al. (2018), a demanda intensiva de lenha nessas regiões, principalmente para atender a demanda das empresas de cerâmica vermelha, tem acelerado o processo de desertificação no semiárido nordestino. Ainda segundo os autores, o Nordeste brasileiro tem um nível de desertificação semelhante ao dos países africanos e essa atividade exerceu pressão nos recursos florestais colaborando com a intensificação desse impacto ambiental. Embora o índice de Razão de Concentração [CR(k)] tenha indicado concentração moderada, a inclusão dos índices sumários complementa a análise realizada. A Figura 4, apresenta os Índices de Herfindahl-Hirschman (HHI) para as empresas de cerâmica vermelha em níveis municipais, microrregionais e mesorregionais, de 2006 a 2020.
Para o nível de municípios observou HHI médio de 0,0403, com limite inferior de 0,02624, assim, foi possível observar que não há concentração forte entre os distritos. Em razão da contabilização do número de participantes é possível ver um comportamento suavizado entre os anos, todavia, o período de 2007 a 2010 foi o de maior tendência de concentração. Para O HHIMicro caracterizou-se com média de 0,1031, enquanto o LI foi de 0,06, que demonstrou mercado não concentrado. A concentração medida pelo HHIMicro foi decrescente, e teve maior índice de concentração em 2006 (0,144). Para as mesorregiões, houve apenas quatro participantes, que resultou em um maior nível de concentração. A média do HHImeso foi 0,2871 e o LImeso foi 0,25, tendo em vista que as quatro mesorregiões apresentaram indústrias do segmento cerâmico, de 2006 a 2020, estes valores demonstraram baixa concentração.
Figura 4 -Evolução do Índice Herfindahl-Hirschman (HHI), do limite inferior do HHI (LI) e do HHI ajustado (HHI’) para as empresas de cerâmica vermelha para os municípios, microrregiões e mesorregiões do estado da Paraíba, de 2006 a 2020.

O HHI’ médio para os municípios foi 0,014, o que caracterizou mercado competitivo, o valor máximo foi 0,020 (2008), quando os municípios de Picuí e Santa Rita dominaram o setor, com 6 empresas, cada. Para o HHI’micro, a média foi 0,040, que também indicou mercado altamente competitivo. Entre as microrregiões a maior concentração ocorreu em 2007 (0,056), com Guarabira, Seridó Oriental e Seridó Ocidental, como regiões mais representativas. Para as mesorregiões também não houve concentração, levando em conta a média do índice (0,049), porém, em 2007, o setor classificou-se como não concentrado, com HHI’meso = 0,1100, resultado encontrado pela alta acumulação de empresas na região da Borborema. As empresas de cerâmica vermelha utilizam grande parte da produção de lenha do estado da Paraíba, Coelho Junior, Burgos e Santos Júnior (2018) ressaltaram que o mercado de lenha em nível municipal e microrregional, entre 1994 e 2014, foi altamente competitivo, o que reflete a disposição das indústrias no estado.
O Índices de Entropia de Theil para a quantidade de empresas de cerâmica vermelha são apresentados na Figura 5, para os municípios, microrregiões e mesorregiões para os anos de 2006 a 2020. Os índices de E municipais, microrregionais e mesorregionais da Paraíba se mantiveram próximo Limite Superior (LS) indicando que o setor é competitivo. A Entropia para os municípios obteve média de 3,45 (com LS = 3,67), as microrregiões de 2,46 (com LS = 2,73) e mesorregiões a média foi de 0,87 (com LS = 1,39).
Figura 5 -Evolução do Índice de Etropia (E), limite superior (LS) e entropia ajustada (E’) para as empresas de cerâmica vermelha para os municípios, microrregiões e mesorregiões da Paraíba, de 2006 a 2020.

Fonte: Dados da pesquisa (2022).
Os resultados encontrados para a Entropia corroboram com a Razão de Concentração e com o Índice Herfindahl-Hirschman, evidenciando mercado altamente competitivo para os níveis municipais e microrregionais De acordo com o índice de Entropia ajustado, Figura 5.d, as regiões paraibanas indicaram concentração mínima ao longo dos anos observados, as médias para a Entropia ajustada foram: Emeso = 0,9427, Emicro = 0,9001, Emuni = 0,9404. Coelho Junior, Burgos e Santos Júnior (2018), ressaltam que o Índice de Entropia para a produção de lenha mostrou comportamentos semelhantes entre municípios e microrregiões do estado da Paraíba, demonstrando baixa concentração. Os índices de E municipais, microrregionais e mesorregionais da Paraíba se mantiveram próximo Limite Superior (LS) indicando que o setor é competitivo. A Entropia para os municípios obteve média de 3,45 (com LS = 3,67), as microrregiões de 2,46 (com LS = 2,73) e mesorregiões a média foi de 0,87 (com LS = 1,39). Os resultados encontrados para a Entropia corroboram com a Razão de Concentração e com o Índice Herfindahl-Hirschman, evidenciando mercado altamente competitivo para os níveis municipais e microrregionais De acordo com o índice de Entropia ajustado, Figura 5.d, as regiões paraibanas indicaram concentração mínima ao longo dos anos observados, as médias para a Entropia ajustada foram: Emeso = 0,9427, Emicro = 0,9001, Emuni = 0,9404. Coelho Junior, Burgos e Santos Junior (2018), ressaltam que o Índice de Entropia para a produção de lenha mostrou comportamentos semelhantes entre municípios e microrregiões do estado da Paraíba, demonstrando baixa concentração.
A Figura 6 mostra que a desigualdade regional da quantidade de indústrias cerâmica permaneceu, praticamente, estável para os municípios e microrregiões. No período de 2006 a 2020, a desigualdade entre as cerâmicas foi 0,6314 para municípios e 0,6046 para microrregiões, o que caracterizou os níveis regionais como de desigualdade fraca a média. Para o nível mesorregional a desigualdade foi classificada como nula a fraca, com média de 0,2271. De acordo com Silva, Mexas e Quelhas (2015), a quantidade de empresas de cerâmica em uma determinada localização influencia diretamente na qualidade ambiental da região. Onde concentram-se elevado número de empresas de cerâmica, o índice de qualidade ambiental para regiões e essas áreas foram classificadas com alto nível de poluição atmosférica, degradação do meio ambiente e modificação da paisagem natural. As empresas de cerâmica estão concentradas em sua maior parte na região do Seridó, também reconhecida como a área de maior índice de desertificação do território o que justifica-se pela maior produção de lenha na área, causando situações adversas, em termos ambientais. Esta atividade se expandiu desordenadamente, assim como a demanda da lenha.
Figura 6 -Evolução do índice de Gini para as empresas de cerâmica vermelha para os municípios, microrregiões e mesorregiões da Paraíba, de 2006 a 2020.

Fonte: Dados da pesquisa (2022).
4 Conclusão
As empresas de cerâmica fazem parte da economia de todas as mesorregiões do estado da Paraíba. A Borborema e o Agreste foram as mesorregiões onde encontrou-se as maiores quantidades de empresa de cerâmica vermelha do estado da Paraíba, o que guardou relação coma produção de lenha e disponibilidade de argila para a produção dos bens. Os municípios mais representativos com relação aos quartis de quantidade de empresas de cerâmica foram Guarabira, Santa Rita, Mulungu, Rio Tinto e as microrregiões foram Litoral Norte, Cariri Ocidental, Seridó ocidental, Seridó Oriental e Guarabira. Assim, como o nível mesorregional, as zonas com mais recursos apresentaram maior número de empreendimentos.
Os municípios de Santa Rita, Rio Tinto, Mulungu e Guarabira foram os que mais representaram o CR(4)Muníc. ao longo dos anos estudados. O grau de concentração das empresas de cerâmica vermelha para o CR(4)Munic variou de 21,9% a 36,6% o que indica um grau de concentração moderadamente baixo. As microrregiões de Guarabira, Seridó Oriental, Seridó Ocidental e Cariri Ocidental contribuíram para compor o CR(4)Micro. Para a avaliação das quatro maiores microrregiões CR(4)Micro que variaram de 50% a 70% indicou grau de concentração moderadamente alto.
O CR(8)Munic variou entre 40% a 60% ao longo dos anos em estudo, indicou grau de concentração moderadamente alto. A nível de microrregião o CR(8)Micro variou de 80% a 100% com concentração muito alta nas microrregiões de Guarabira, Seridó Oriental, Seridó ocidental, Cariri Ocidental, Litoral Norte, João Pessoa, Sousa e Itaporanga. O CR(20)Munic apresentou concentração muito alta. O CR(30)Munic apresentou nível de concentração de empresas de cerâmica muito alto nos anos de 2006, 2007, 2008 e 2009, e apresentou uma redução após o ano de 2010.
Entre 2006 e 2020 observou-se desconcentração em todos os níveis avaliados. Inferiuse que EMunic, EMicro e EMeso permaneceram estáveis com nível de concentração baixo. O índice de Gini para os municípios e microrregiões mantiveram com valores aproximados e foram classificados com nível de desigualdade muito forte. O Índice de Gini para as mesorregiões apresentou concentração que variou de fraca a média.
Assim, conclui que setor cerâmico da Paraíba não é concentrado e que a oferta se encontra associada aos estoques de matéria-prima e ao vetor energético da lenha. Os resultados orienta o desenvolvimento do setor, colaborando com o crescimento econômico sustentável, a partir da gestão responsável dos estoques de matéria-prima e do recurso da lenha. Estudos futuros podem avaliar a disponibilidade de florestas para produção sustentável de lenha, indicando áreas para instalação de novas indústrias cerâmicas.
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