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<journal-title>Estudos Ibero-Americanos</journal-title>
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<subject>Resenha</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>A casa dos horrores e seus agentes: o DOI-Codi de S&#xE3;o Paulo e o trabalho sujo na ditadura</article-title>
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<trans-title>The house of horrors and its agents: the DOI-Codi of S&#xE3;o Paulo and the dirty work during the military dictatorship</trans-title></trans-title-group>
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<trans-title>La casa de los horrores y sus agentes: el DOI-Codi de S&#xE3;o Paulo y el trabajo sucio en la dictadura</trans-title></trans-title-group>
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<name><surname>Pereira</surname><given-names>Laurindo Mekie</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref>
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<institution content-type="original">Professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Doutor em Hist&#xF3;ria pela Universidade de S&#xE3;o Paulo (USP). P&#xF3;s-Doutorado pela Universidade Nova de Lisboa (UNL). dados biogr&#xE1;ficos biographic data</institution>
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<name><surname>GODOY</surname><given-names>Marcelo</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="pt"><italic>A Casa da Vov&#xF3;:</italic> uma biografia do DOI-Codi (1969-1991), o centro de sequestro, tortura e morte da ditadura militar</source>
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<p>H&#xE1; determinados temas que s&#xE3;o intrinsecamente pol&#xEA;micos. Na hist&#xF3;ria do Brasil, a luta armada e a repress&#xE3;o desfechada pelo regime institu&#xED;do em 1964 &#xE9; um deles, especialmente nos tempos que correm, quando o pa&#xED;s vive uma acentuada polariza&#xE7;&#xE3;o ideol&#xF3;gica que faz lembrar a conjuntura pr&#xE9;golpe.</p>
<p>&#xC9;, obviamente, imposs&#xED;vel fazer um exame isento da quest&#xE3;o. Mas &#xE9; poss&#xED;vel, ainda assim, produzir uma an&#xE1;lise elucidativa, consistente, ancorada em documentos e conceitos. &#xC9; o que revela a obra <italic>A Casa da Vov&#xF3;</italic>, de Marcelo Godoy.</p>
<p>A linha adotada pelo autor converge com a diferencia&#xE7;&#xE3;o feita por R. Koselleck entre &#x201C;ponto de vista&#x201D; e parcialidade. Em hist&#xF3;ria, o primeiro &#xE9; inevit&#xE1;vel e leg&#xED;timo, mas n&#xE3;o se pode dizer o mesmo da segunda (<xref ref-type="bibr" rid="B4">KOSELLECK, 2006</xref>, p. 170-171).</p>
<p>&#x201C;Separar o joio do trigo&#x201D;, diz Godoy, &#x201C;fez parte de cada linha desse trabalho&#x201D; (2015, p. 364). Da&#xED; o cuidado do autor em reunir informa&#xE7;&#xF5;es para se contrapor &#xE0; vers&#xE3;o oficial de diversas mortes de militantes. N&#xE3;o foram suic&#xED;dios, acidentes ou troca de tiros, afirma sem hesitar; foi consequ&#xEA;ncia da tortura e/ou execu&#xE7;&#xE3;o, como atestam os dados &#x201C;brutalmente elementares&#x201D; que independem da interpreta&#xE7;&#xE3;o ou da perspectiva, para usar os termos de H. Arendt, autora que, por sinal, &#xE9; largamente utilizada na obra em quest&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B2">ARENDT, 2005</xref>, p. 296).</p>
<p>Marcelo Godoy prop&#xF5;e-se a fazer &#x201C;uma biografia do DOI-Codi&#x201D; (Destacamento de Opera&#xE7;&#xF5;es de Informa&#xE7;&#xF5;es &#x2013; Centro de Opera&#xE7;&#xF5;es de Defesa Interna) de S&#xE3;o Paulo, trazendo ao leitor o cotidiano do mais importante centro de sequestro, tortura e morte do regime militar. Nos seus termos:</p> <disp-quote>
<p>Antes de tudo, essa obra tem a pretens&#xE3;o de exibir a estrat&#xE9;gia militar e as t&#xE1;ticas e t&#xE9;cnicas usadas pelo DOI no combate &#xE0; esquerda, passear pelo interior daquela estrutura e desvendar o que pensavam seus homens e seus processos de decis&#xE3;o e escolha. Pretende-se mostrar como as a&#xE7;&#xF5;es da intelig&#xEA;ncia militar mantiveram a vigil&#xE2;ncia sobre os movimentos de oposi&#xE7;&#xE3;o ao regime ap&#xF3;s a redemocratiza&#xE7;&#xE3;o. Em suma, como a esquerda foi derrotada no campo militar (<xref ref-type="bibr" rid="B3">GODOY, 2015</xref>, p. 23-24).</p></disp-quote>
<p>Miss&#xE3;o cumprida, notadamente se atentarmos para o recorte que ele define: o campo militar. Os personagens-objeto principais s&#xE3;o os agentes da repress&#xE3;o em a&#xE7;&#xE3;o entre 1969, data de cria&#xE7;&#xE3;o, e 1991, ano do desaparecimento da &#x201C;Casa da Vov&#xF3;&#x201D;, o codinome da se&#xE7;&#xE3;o paulista do Destacamento de Opera&#xE7;&#xF5;es e Informa&#xE7;&#xF5;es. Alguns desses agentes s&#xE3;o conhecidos, a exemplo do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. A maioria era desconhecida, gente como &#x201C;Neusa&#x201D;, &#x201C;Alem&#xE3;o&#x201D; e &#x201C;Chico&#x201D;. O autor entrevista-os, tenta decifrar-lhes os pensamentos, as mem&#xF3;rias e os sentimentos. O que os movia na luta contra a esquerda? Convic&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica, solidariedade com colegas, &#xF3;dio e desejo de vingan&#xE7;a e at&#xE9; quest&#xF5;es pessoais &#x2013; um determinado agente queria eliminar a ex-companheira que aderira &#xE0; guerrilha.</p>
<p>O livro &#xE9; organizado em quatro partes: Estrat&#xE9;gias, A Tropa, T&#xE1;ticas e Clandestino. A primeira busca dissecar as doutrinas que orientaram as a&#xE7;&#xF5;es dos militares e foram reclamadas como justificativa inclusive da tortura. Definido um contexto de &#x201C;guerra civil ideol&#xF3;gica international&#x201D;, emergem claramente as duas escolas em que se dividiam os homens da caserna: a &#x201C;cl&#xE1;ssica&#x201D;, tendo a Escola Superior de Guerra como base principal, e a &#x201C;francesa&#x201D;, a doutrina da guerra revolucion&#xE1;ria, inspira&#xE7;&#xE3;o dos partid&#xE1;rios da repress&#xE3;o total. Por sinal, o autor prop&#xF5;e o abandono da dicotomia &#x201C;Linha Dura X Moderados&#x201D; em favor da classifica&#xE7;&#xE3;o pensada a partir das duas escolas mencionadas. No entanto, no decorrer do livro, especialmente na &#xFA;ltima parte, ele pr&#xF3;prio se serve do velho bin&#xF4;mio para falar dos conflitos no interior do regime na fase da abertura (<xref ref-type="bibr" rid="B3">GODOY, 2015</xref>, p. 446).</p>
<p>A segunda parte d&#xE1; &#x201C;nome aos bois&#x201D;, sem alcan&#xE7;ar a todos, evidentemente, porque o DOI-SP reuniu 250 pessoas oriundas das 3 For&#xE7;as Armadas e das Pol&#xED;cias Civil e Militar. Os homens da Pol&#xED;cia Militar (PM) eram 70% do efetivo da Casa da Vov&#xF3;, mas os cargos mais importantes estavam nas m&#xE3;os do Ex&#xE9;rcito (<xref ref-type="bibr" rid="B3">GODOY, 2015</xref>, p. 133). Um cap&#xED;tulo especial dessa parte &#xE9; dedicado ao chefe, Carlos Alberto Brilhante Ustra, odiado pelas esquerdas e celebrado por seus superiores e subalternos.</p>
<p>O trabalho efetivo da Casa da Vov&#xF3; aparece com mais vigor na parte 3, dedicada &#xE0;s t&#xE1;ticas trazidas pela PM e aproveitadas pelo Ex&#xE9;rcito. A investiga&#xE7;&#xE3;o, as execu&#xE7;&#xF5;es, o desaparecimento e o teatro para encenar a morte dos militantes, &#x201C;os terroristas&#x201D;, s&#xE3;o cuidadosamente descritos. Os objetivos do DOI s&#xE3;o sintetizados em tr&#xEA;s palavras: identificar, neutralizar e eliminar. Fundamentado na doutrina da guerra revolucion&#xE1;ria, as t&#xE1;ticas foram usadas para destruir o inimigo, n&#xE3;o para reunir provas e puni-lo. &#x201C;A t&#xE1;tica policial estava a servi&#xE7;o de uma estrat&#xE9;gia militar&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B3">GODOY, 2015</xref>, p. 289).</p>
<p>A viol&#xEA;ncia, especialmente a tortura, tema que perpassa toda a obra, ganha destaque a essa altura. Ela &#xE9; factual. &#xC9; hoje reconhecida por v&#xED;timas e autores e &#xE9; onipresente na narrativa de Marcelo Godoy. Contudo, o autor &#xE9; econ&#xF4;mico nos detalhes, poupando o leitor mais sens&#xED;vel, exceto quando d&#xE1; vida a certos casos: um homem morto a tijoladas pelo delegado Fleury; a morte de Chico Dial&#xE9;tica, baleado, sangrando e morrendo no porta-malas de um carro do DOI; a horripilante execu&#xE7;&#xE3;o do militante Benetazzo com pancadas na cabe&#xE7;a, esmagamento do cr&#xE2;nio pela roda de um fusca e pedradas (<xref ref-type="bibr" rid="B3">GODOY, 2015</xref>, p. 169, 295, 311). Apesar dessas e outras cenas de tortura descritas, n&#xE3;o chega a ser um livro sangrento.</p>
<p>A &#xFA;ltima parte &#x2013; Clandestino &#x2013; narra as transforma&#xE7;&#xF5;es na Casa da Vov&#xF3; em virtude dos novos tempos a partir de meados da d&#xE9;cada de 1970. O cap&#xED;tulo mais cruento aqui &#xE9; a persegui&#xE7;&#xE3;o e execu&#xE7;&#xE3;o dos dirigentes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), expondo a vis&#xE3;o extremada dos agentes da repress&#xE3;o, para os quais pouco importavam as diferen&#xE7;as entre os projetos pol&#xED;ticos dos militantes da A&#xE7;&#xE3;o Libertadora Nacional (ALN) e do &#x201C;Partid&#xE3;o&#x201D;.</p>
<p>A principal lacuna do trabalho est&#xE1; nessa parte. As mudan&#xE7;as pelas quais o DOI passa s&#xE3;o explicadas com riqueza de detalhes e argumentos, mas a conjuntura maior que as motiva ou as exige &#xE9; examinada de forma breve e pouco aprofundada. O autor ensaia uma discuss&#xE3;o sobre o apoio da sociedade ao golpe e ao governo militar, mas n&#xE3;o avan&#xE7;a muito nesse percurso. Fica de fora, por exemplo, uma discuss&#xE3;o da moderniza&#xE7;&#xE3;o conservadora levada a efeito pelo regime, o que contribuiria no debate sobre a rela&#xE7;&#xE3;o Estado-sociedade no per&#xED;odo (<xref ref-type="bibr" rid="B6">ORTIZ, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">MOTTA, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">RIDENTI, 2003</xref>). A din&#xE2;mica do processo de abertura, seja pela vis&#xE3;o cl&#xE1;ssica de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Maria Helena Moreira Alves (2005)</xref>, seja em uma abordagem mais recente como a de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Francisco Carlos Teixeira da Silva (2003)</xref>, n&#xE3;o &#xE9; aprofundada.</p>
<p>O autor esteve muito perto de fazer uma explora&#xE7;&#xE3;o profunda da crise do regime ao apontar as s&#xE9;rias consequ&#xEA;ncias advindas da decis&#xE3;o do DOI de atacar as c&#xE9;lulas do PCB, constitu&#xED;das por policiais militares, jornalistas e metal&#xFA;rgicos e, por essa via, despertar contra si expressivos segmentos da sociedade civil, a exemplo da Igreja Cat&#xF3;lica, Associa&#xE7;&#xE3;o Brasileira de Imprensa (ABI) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).</p>
<p>Pode-se mitigar essa &#x201C;falha&#x201D; porque se trata de algo que escapa ao objetivo estipulado pelo autor no in&#xED;cio do livro. No entanto, tendo em vista a envergadura da obra, a extens&#xE3;o e a profundidade com que trata outros temas, poderia ter ido mais longe na an&#xE1;lise da din&#xE2;mica maior da hist&#xF3;ria do pa&#xED;s no final dos anos 1970 e in&#xED;cio da d&#xE9;cada seguinte. Um sintoma do problema que apontamos est&#xE1; na afirmativa de que &#x201C;Crise econ&#xF4;mica, infla&#xE7;&#xE3;o e desemprego: a carestia na Era Goulart armou o golpe assim como desarmaria mais tarde o regime dos generais&#x201D; (2015, p. 517). A simplicidade disso contrasta com a riqueza de todo o livro.</p>
<p>Mas o balan&#xE7;o &#xE9; positivo, especialmente porque o autor &#xE9; feliz ao enfrentar temas embara&#xE7;osos. Explica a vis&#xE3;o dos agentes do Estado sobre a tortura, mas jamais a justifica; diferencia a anistia legal da anistia moral; mostra a face humana dos torturadores &#x2013; seus dilemas e seus traumas &#x2013; mas em momento algum os isenta de responsabilidade ou diminui o tamanho da barb&#xE1;rie que praticaram; aponta o processo de autonomiza&#xE7;&#xE3;o do dispositivo de informa&#xE7;&#xE3;o e repress&#xE3;o, mas n&#xE3;o esquece de explicitar o conhecimento do alto comando do Estado acerca daquelas pr&#xE1;ticas.</p></body>
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			<p>&#x2022; Professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Doutor em Hist&#xF3;ria pela Universidade de S&#xE3;o Paulo (USP); P&#xF3;s-Doutorado pela Universidade Nova de Lisboa (UNL). Bolsista BIPDT/FAPEMIG. Principais &#xE1;reas de atua&#xE7;&#xE3;o: Historia Pol&#xED;tica, Hist&#xF3;ria Intelectual/dos intelectuais, Historia do Brasil Rep&#xFA;blica.</p>
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	<mixed-citation>GODOY, Marcelo. A Casa da Vovó: uma biografia do DOI-Codi (1969-1991), o centro de sequestro, tortura e morte da ditadura militar. 2. ed. São Paulo: Alameda, 2015.</mixed-citation>
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