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<journal-id journal-id-type="publisher-id">ibero</journal-id>
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<journal-title>Estudos Ibero-Americanos</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Estud. Ibero-Am. (Online)</abbrev-journal-title></journal-title-group>
<issn pub-type="ppub">0101-4064</issn>
<issn pub-type="epub">1980-864X</issn>
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<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul</publisher-name></publisher>
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<article-id pub-id-type="publisher-id">00004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1980-864X.2018.1.27676</article-id>
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<subj-group subj-group-type="heading">
<subject>Dossi&#xEA;: Fotografia, Cultura Visual e Hist&#xF3;ria: Perspectivas Te&#xF3;ricas e Metodol&#xF3;gicas</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>Circuitos e potencial ic&#xF4;nico da fotografia: o caso Aylan Kurdi</article-title>
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<trans-title>Circuits and iconic potencial: Aylan Kurdi case</trans-title></trans-title-group>
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<trans-title>Cicuitos y potencial ic&#xF3;nico: el caso Aylan Kurdi</trans-title></trans-title-group>
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<contrib contrib-type="author">
<name><surname>Lima</surname><given-names>Solange Ferraz de</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref>
<bio>
<p>S<sc>olange</sc> F<sc>erraz de</sc> L<sc>ima</sc> <email>sflima@usp.br</email></p>
<p>&#x2022; Livre docente em Hist&#xF3;ria Social pela Universidade de S&#xE3;o Paulo, atuante na &#xE1;rea de Cultura Material e Cultura Visual. Desde 1990 exerce atividades docentes e de curadoria no Museu Paulista da USP, institui&#xE7;&#xE3;o da qual &#xE9; atualmente diretora (2016-2019). &#xC9; credenciada no Programa de P&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o em Hist&#xF3;ria Social do Departamento de Hist&#xF3;ria da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&#xEA;ncias Humanas da Universidade de S&#xE3;o Paulo e no Programa Interunidades em Museologia da Universidade de S&#xE3;o Paulo. Entre suas publica&#xE7;&#xF5;es recentes destacam-se: a publica&#xE7;&#xE3;o da tese de livre doc&#xEA;ncia, <italic>As Imagens da Imagem do SESC</italic> (2014); A41. Breve hist&#xF3;ria de um arm&#xE1;rio de doa&#xE7;&#xF5;es e suas implica&#xE7;&#xF5;es. <italic>Hist&#xF3;ria. Quest&#xF5;es e Debates</italic> (2014); e o cap&#xED;tulo: A Cultura Metropolitana nas fotografias de Werner Haberkorn. In: Callegari, Bruna; Buosi, Rafael. (Org.). <italic>Fotolabor: a fotografia de Werner Haberkorn</italic> (2014).</p>
<p>&#x2218; Associate Professor and curator in Material and Visual Culture fields at Museu Paulista da Universidade de S&#xE3;o Paulo. She is director of Museu Paulista/USP since 2016. She participates in the Postgraduate Program in Social History of the History Department of the Faculty of Philosophy, Letters and Human Sciences/USP and in the Postgraduate Program in Museology/USP. Recent publications are: <italic>Image Images of SESC</italic> (book, 2014); A41. Brief History of collections closet and its implications. <italic>Quest&#xF5;es e Debates</italic> (article, 2014); and the chapter A Metropolitan Culture in the photographs of Werner Haberkorn. In: Callegari, Bruna; Buosi, Rafael. (Org.). <italic>Fotolabor: the photograph of Werner Haberkorn</italic> (2014).</p></bio></contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name><surname>Carvalho</surname><given-names>V&#xE2;nia Carneiro de</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref>
<bio>
<p>V<sc>&#xE2;nia</sc> C<sc>arneiro de</sc> C<sc>arvalho</sc> <email>vcarvalh@usp.br</email></p>
<p>&#x2022; Professora e curadora no Museu Paulista da Universidade de S&#xE3;o Paulo (USP) desde 1990. &#xC9; vice-diretora do Museu (2013-2019). &#xC9; credenciada no Programa de P&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o em Hist&#xF3;ria Social do Departamento de Hist&#xF3;ria da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&#xEA;ncias Humanas da USP. Sua tese de doutorado <italic>G&#xEA;nero e Artefato</italic>: o sistema dom&#xE9;stico na perspectiva da cultura material foi publicada em 2008 pela Edusp e Fapesp. Recentemente foi agraciada com uma bolsa no Programme profession culture 2017 no Institut national d&#x27;histoire de l&#x27;art (INHA), Paris, outorgada pelo Minist&#xE9;rio da Cultura e Comunica&#xE7;&#xE3;o da Fran&#xE7;a. Entre suas publica&#xE7;&#xF5;es est&#xE3;o: Interior Objects Collection in a History Museum: Shifting from Donations to Research-Based Acquisitions. <italic>University Museums and Collections Journal,</italic> v. 7, p. 9-19, 2014; On ornament and hygiene. Modernity in the domestic space of a Brazilian capital: S&#xE3;o Paulo, 1870-1920. In: Sandra H. Dudley et all. (eds.). <italic>Narrating Objectis, Collecting Stories.</italic> Essays in Honour of Professor Susan M. Pearce. London, New York: Routledge, 2012, p. 71-84.</p>
<p>&#x2218; Assistant Professor and curator at the Museu Paulista da Universidade de S&#xE3;o Paulo (USP) since 1990. She is vice director of the Museum (2013-2019). She participates in the Postgraduate Program in Social History of the Department of History of the Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&#xEA;ncias Humanas da USP. His doctoral thesis <italic>Gender and Artifact:</italic> the domestic system in the perspective of material culture was published in 2008 by Edusp and Fapesp. Recently she awarded a scholarship in the Program profession culture 2017 at the Institut national d&#x27;histoire de l&#x27;art (INHA), Paris, granted by the French Ministry of Culture and Communication. Among her publications are: Interior Objects Collection in a History Museum. Shifting from Donations to Research-Based Acquisitions. <italic>University Museums and Collections Journal,</italic> v. 7, p. 9-19, 2014; On ornament and hygiene. Modernity in the domestic space of a Brazilian capital: S&#xE3;o Paulo, 1870-1920. In: Sandra H. Dudley et all. (eds.). <italic>Narrating Objectis, Collecting Stories.</italic> Essays in Honour of Professor Susan M. Pearce. London, New York: Routledge, 2012, p. 71-84.</p></bio></contrib>
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<label>*</label>
<institution content-type="original">Livre docente em Hist&#xF3;ria Social pela Universidade de S&#xE3;o Paulo, atuante na &#xE1;rea de Cultura Material e Cultura Visual</institution>
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<label>**</label>
<institution content-type="original">Professora e curadora no Museu Paulista da Universidade de S&#xE3;o Paulo (USP) desde 1990</institution>
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<pub-date pub-type="epub-ppub">
<season>Jan-Apr</season>
<year>2018</year></pub-date>
<volume>44</volume>
<issue>1</issue>
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<license xml:lang="en" license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">
<license-p>Except where otherwise noted, the material published in this journal is licensed in the form of a Creative Commons Attribution 4.0 International license.</license-p></license></permissions>
<abstract>
<title>Resumo:</title>
<p>Em setembro de 2015, a fotografia do corpo do menino s&#xED;rio Aylan Kurdi realizada por Nil&#xFC;fer Demir causou uma como&#xE7;&#xE3;o mundial. A crian&#xE7;a afogou-se no mar Egeu, durante uma tentativa de fugir da guerra civil na S&#xED;ria, e seu corpo foi encontrado em uma praia tur&#xED;stica na Turquia. O presente estudo de caso procura responder a uma pergunta: por que esta e n&#xE3;o outras imagens de crian&#xE7;as em situa&#xE7;&#xF5;es muito semelhantes, a mais pr&#xF3;xima sendo a de seu irm&#xE3;o Galeb, morto da mesma forma e na mesma praia, tornou-se s&#xED;mbolo da trag&#xE9;dia que se abateu sobre aqueles que, entre 2015 e 2016, deslocaram-se em dire&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Europa em busca de sobreviv&#xEA;ncia ou de uma vida melhor? Para a resposta, ser&#xE1; preciso identificar o potencial ic&#xF4;nico da imagem, estabelecer as rela&#xE7;&#xF5;es entre materialidade fotogr&#xE1;fica e seu valor indicial, o poder de agenciamento e os novos caminhos da circula&#xE7;&#xE3;o que hoje as imagens possuem gra&#xE7;as &#xE0;s redes sociais digitais. Assim, pretende-se com o presente artigo contribuir para uma discuss&#xE3;o metodol&#xF3;gica sobre o estudo da imagem na cultura contempor&#xE2;nea. E, para tanto, procurou-se alinh&#xE1;-lo &#xE0; perspectiva de an&#xE1;lise do estudo de caso realizado em 2003 pelo historiador Ulpiano Bezerra de Meneses sobre a fotografia de Robert Capa, que registra o momento da morte do jovem miliciano Federico Borrell Garc&#xED;a, em setembro de 1936, atingido por um tiro, ao ser surpreendido pelas for&#xE7;as franquistas nos campos abertos de Cerro Muriano, perto de C&#xF3;rdoba (<xref ref-type="bibr" rid="B26">MENESES, 2002</xref>). N&#xE3;o se prop&#xF5;e aqui um estudo comparativo entre as fotografias de Aylan e Borrell Garcia, mas a ado&#xE7;&#xE3;o do roteiro metodol&#xF3;gico proposto por Meneses, agora aplicado &#xE0; imagem fotojornal&#xED;stica feita por Demir, e com isso compreender o que de novo se pode dizer sobre o circuito desse tipo de imagem quando lan&#xE7;ada em redes digitais.</p></abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<title>Abstract:</title>
<p>In September of 2015, the photograph of the corpse of the Syrian boy Aylan Kurdi by Nil&#xFC;fer Demir caused a world commotion. The child was drowned in the Aegean Sea during an attempt to flee the civil war in Syria. His body was found on a tourist beach in Turkey. The present case study seeks to answer a question: why this and no other images of children in very similar situations, the closest example being that of his brother Galeb, killed in the same way and on the same beach have become a symbol of the tragedy that struck those who, between 2015 and 2016, moved towards Europe in search for survival or a better life. For the answer, it will be necessary to identify the iconic potential of the image, to establish the relationships between photographic materiality and its index value, the power of agency and the new paths of the circulation that today the images have thanks to digital social networks. Without the ambition to be a historiographic contribution to better know the event, the article intends to contribute to a methodological discussion about the image in contemporary culture. And, to do so, it Aligns with the perspective of analysis carried out in 2002 by the historian Ulpiano Bezerra de Meneses on the photograph of Robert Capa, which records the moment of the death of the young militian Federico Borrell Garc&#xED;a, in September 1936, hit by a shot, being surprised by the Franco forces in the open fields of Cerro Muriano, near Cordoba. The aim is not a comparative study between Aylan and Borrell Garcia photographs, but the adoption of the methodological script proposed by Meneses, now applied to the photojournalistic image made by Demir, and with that to understand what new can be said about the circuit of type of images in digital networks.</p></trans-abstract>
<trans-abstract xml:lang="es">
<title>Resumen:</title>
<p>En septiembre de 2015, la fotograf&#xED;a del cad&#xE1;ver del ni&#xF1;o sirio Aylan Kurdi realizada por Nil&#xFC;fer Demir caus&#xF3; una conmoci&#xF3;n mundial. El ni&#xF1;o se ahog&#xF3; en el mar Egeo durante un intento de huir de la guerra civil en Siria, y su cuerpo fue encontrado en una playa tur&#xED;stica en Turqu&#xED;a. El presente estudio de caso trata de responder a una pregunta: &#xBF;por qu&#xE9; esta y no otras im&#xE1;genes de ni&#xF1;os en situaciones muy semejantes, la m&#xE1;s cercana siendo la de su hermano Galeb, muerto de la misma forma y en la misma playa, se ha convertido en s&#xED;mbolo de la tragedia que se abati&#xF3; sobre aquellos que, entre 2015 y 2016, se desplazaron hacia Europa en La b&#xFA;squeda de supervivencia o de una vida mejor. Para la respuesta, ser&#xE1; necesario identificar el potencial ic&#xF3;nico de la imagen, establecer las relaciones entre materialidad fotogr&#xE1;fica y su valor indicial, el poder de agenciamiento y los nuevos caminos de la circulaci&#xF3;n que hoy las im&#xE1;genes poseen gracias a las redes sociales digitales. Sin la ambici&#xF3;n de ser una contribuci&#xF3;n historiogr&#xE1;fica sobre lo ocurrido, el art&#xED;culo pretende contribuir a una discusi&#xF3;n metodol&#xF3;gica sobre la imagen en la cultura contempor&#xE1;nea. Para ello, se alinea con la perspectiva de an&#xE1;lisis del studio realizado en 2003 por el historiador Ulpiano Bezerra de Meneses sobre la fotograf&#xED;a de Robert Capa, que registra el momento de la muerte del joven miliciano Federico Borrell Garc&#xED;a, en septiembre de 1936, Al ser sorprendido por las fuerzas franquistas en los campos abiertos de Cerro Muriano, cerca de C&#xF3;rdoba (<xref ref-type="bibr" rid="B26">MENESES, 2002</xref>). No se propone aqu&#xED; un estudio comparativo entre las fotograf&#xED;as de Aylan y Borrell Garc&#xED;a, sino la adopci&#xF3;n del gui&#xF3;n metodol&#xF3;gico propuesto por Meneses, ahora aplicado a la imagen foto-period&#xED;stica hecha por Demir, y con ello comprender lo que de nuevo se puede decir sobre el circuito de ese Tipo de imagen en redes digitales.</p></trans-abstract>
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<title>Palavras-chave:</title>
<kwd>cultura visual</kwd>
<kwd>fotografia</kwd>
<kwd>Aylan Kurdi</kwd>
<kwd>Ulpiano Bezerra de Meneses</kwd></kwd-group>
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<title>Keywords:</title>
<kwd>visual culture</kwd>
<kwd>Photography</kwd>
<kwd>Aylan Kurdi</kwd>
<kwd>Ulpiano Bezerra de Meneses</kwd></kwd-group>
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<title>Palabras clave:</title>
<kwd>cultura visual</kwd>
<kwd>Fotograf&#xED;a</kwd>
<kwd>Aylan Kurdi</kwd>
<kwd>Ulpiano Bezerra de Meneses</kwd></kwd-group>
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<p>No dia dois de setembro de 2015, na praia Ali Hoca, em Bodrum, na Turquia, a fotojornalista Nil&#xFC;fer Demir fotografou o pequeno corpo afogado do menino Aylan Kurdi. Com dois anos<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> de idade, Aylan<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> morreu junto com seu irm&#xE3;o, Galip, com cinco anos, sua m&#xE3;e, Rehan, com 27 anos e outras duas pessoas que, num barco infl&#xE1;vel, tentavam alcan&#xE7;ar a ilha grega de Kos (<xref ref-type="bibr" rid="B23">KENEALLY, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">BBC, 2015</xref>). O pai de Aylan, Abdullah, sobreviveu e mais tarde enfrentou o tribunal turco acusado de tr&#xE1;fico humano.</p>
<sec>
<title>O referente, Aylan Kurdi</title>
<p>A costa da cidade turca possui mais de tr&#xEA;s centenas de resorts frequentados por turistas do mundo todo. Distante apenas dez quil&#xF4;metros de Kos, Bodrum tornou-se uma das portas de entrada para a Europa para milhares de imigrantes e refugiados (<xref ref-type="bibr" rid="B17">FRANCE24, 2015</xref>).</p>
<p>Aylan Kurdi &#xE9; um entre mais de um milh&#xE3;o e meio de pessoas que, em 2014 e 2015, deslocaram-se da S&#xED;ria, Afeganist&#xE3;o, Iraque, mas tamb&#xE9;m do L&#xED;bano, L&#xED;bia, Jord&#xE2;nia, Alb&#xE2;nia, Kosovo, Eritreia, &#xC1;frica subsaariana, Mali, G&#xE2;mbia, Nig&#xE9;ria, Som&#xE1;lia, Senegal e Marrocos em dire&#xE7;&#xE3;o aos pa&#xED;ses ricos da Uni&#xE3;o Europeia (G1, 2015; <xref ref-type="bibr" rid="B18">FRONTEX, 2015</xref>). Segundo informa&#xE7;&#xF5;es do Alto Comissariado das Na&#xE7;&#xF5;es Unidas para Refugiados (ACNUR), os pa&#xED;ses europeus com mais solicita&#xE7;&#xF5;es de asilo pelos s&#xED;rios durante o per&#xED;odo entre o in&#xED;cio dos conflitos em 2011 e junho de 2015 foram Alemanha, Su&#xE9;cia, S&#xE9;rvia, &#xC1;ustria, Hungria, Bulg&#xE1;ria e Holanda. No entanto, 3,6 milh&#xF5;es de s&#xED;rios pediram asilo aos pa&#xED;ses vizinhos, fora da Uni&#xE3;o Europeia &#x2013; Turquia, L&#xED;bano, Jord&#xE2;nia, Iraque, Egito e L&#xED;bia &#x2013; frente aos menos de 300 mil pedidos feitos &#xE0; Uni&#xE3;o Europeia. Nomeados quase sempre pela imprensa e governantes ocidentais como &#x201C;imigrantes&#x201D;, uma parte significativa dessa popula&#xE7;&#xE3;o &#xE9; &#x201C;refugiada&#x201D;. Eles fogem do exterm&#xED;nio de suas etnias, da fome, da persegui&#xE7;&#xE3;o religiosa, pol&#xED;tica e da guerra civil, como &#xE9; o caso dos s&#xED;rios:</p> <disp-quote>
<p>[&#x2026;] o mundo tem presenciado o maior fluxo de deslocamento migrat&#xF3;rio desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo dados da IOM &#x2013; International Organization for Migration, de janeiro de 2015 a janeiro de 2016, migraram 1.122.907 pessoas em ro-tas terrestres e mar&#xED;timas em dire&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Europa, com 3.771 mortos ou desaparecidos somente no Me-diterr&#xE2;neo em 2015. Esse contingente de migrantes se soma &#xE0; estimativa do final de 2014 do ACNUR [Alto Comissariado das Na&#xE7;&#xF5;es Unidas para Refugiados] de 59,5 milh&#xF5;es de pessoas em deslocamento for-&#xE7;ado, sendo 19,5 milh&#xF5;es de refugiados, 3,88 mi-lh&#xF5;es s&#xF3; de s&#xED;rios que configuram a nacionalidade prevalente com 48,1%, seguida por 20,4% de afeg&#xE3;os e 8,8% de iraquianos (<xref ref-type="bibr" rid="B28">NAGAYAMA, 2016</xref>, p. 30).</p></disp-quote>
<p>Aylan e sua fam&#xED;lia deixaram Kobani, cidade s&#xED;ria de maioria curda, arrasada pela guerra entre o Estado Isl&#xE2;mico e o governo de Bashar al-Assad (<xref ref-type="bibr" rid="B31">PRAGMATISMO, 2015</xref>). O sonho era obter asilo no Canad&#xE1; e se juntar &#xE0; irm&#xE3; de Abdullah em Vancouver, que emigrara com o marido h&#xE1; mais de vinte anos. No entanto, ap&#xF3;s a negativa ao pedido de asilo &#xE0; fam&#xED;lia do tio de Aylan, seus pais decidiram pagar os coiotes para conduzi-los na travessia do pequeno trecho do mar Egeu, em dire&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Gr&#xE9;cia. O bote infl&#xE1;vel virou e quatro pessoas se afogaram, entre elas, os filhos e a esposa de Abdullah. Depois da repercuss&#xE3;o da morte de Aylan, seu tio, esposa e cinco primos foram aceitos pelo governo do Canad&#xE1;.</p>
<p>A rep&#xF3;rter Anne Barnard esteve com o cl&#xE3; Kurdi e entrevistou vinte de seus membros, coletando in&#xFA;meras hist&#xF3;rias de fuga, amea&#xE7;a e pobreza. Para se encontrar com o marido, que j&#xE1; havia fugido para a Alemanha, semanas ap&#xF3;s a morte de Aylan e sua fam&#xED;lia, Hivrun, uma de suas tias, juntamente com seus quatro filhos, fez a mesma travessia, desta vez com &#xEA;xito. Para Abdullah, no entanto, o drama ainda n&#xE3;o havia terminado. Ap&#xF3;s a trag&#xE9;dia com sua fam&#xED;lia, ele foi acusado por sobreviventes do naufr&#xE1;gio, juntamente com Muwafaka Alabash e Asem Alfrhad, de ser um dos traficantes, j&#xE1; que conduzia o bote no momento do acidente. Durante a investiga&#xE7;&#xE3;o, a acusa&#xE7;&#xE3;o contra ele foi retirada. Apurou-se que era comum os traficantes colocarem um dos refugiados no controle do leme (BARNARD, 2015; <xref ref-type="bibr" rid="B34">REUTERS, 2015</xref>; RT, 2015; <xref ref-type="bibr" rid="B30">OLIPHANT, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">STANTON, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B40">TORONTO SUN, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">WHEATSTONE, 2015</xref>).</p>
<p>Mas, muito pouco desta brev&#xED;ssima biografia sobre o pequeno Aylan e sua fam&#xED;lia era conhecido durante as primeiras horas em que a imagem circulou pelas redes sociais. Na verdade, a hist&#xF3;ria do cl&#xE3; Kurdi, da fam&#xED;lia e do menino seria narrada em pequenas mat&#xE9;rias jornal&#xED;sticas, ap&#xF3;s a difus&#xE3;o maci&#xE7;a da imagem de seu corpo afogado. As fotografias de Aylan com vida, brincando, no colo de sua m&#xE3;e, ao lado de seu irm&#xE3;o e de sua fam&#xED;lia, conseguiram manter a not&#xED;cia &#x201C;quente&#x201D;, mas n&#xE3;o lograram aumentar a visualiza&#xE7;&#xE3;o da imagem que liderou as redes. Ao contr&#xE1;rio, o que se registrou foi o crescente decl&#xED;nio de seu consumo. N&#xE3;o foi, portanto, a biografia do referente da imagem, Aylan, que garantiu sua fortuna na m&#xED;dia.</p>
<p>Meneses enfatizou em seu artigo esta importante caracter&#xED;stica da fotografia, decorrente do fato de que ela &#xE9; um artefato com biografia pr&#xF3;pria. &#xC9; assim que a trajet&#xF3;ria triunfante da fotografia de Capa em nada se parece com o destino de Federico Borrell Garc&#xED;a, nem com o destino dos referentes de outras imagens &#xED;cones:</p> <disp-quote>
<p>Veja-se o que aconteceu com os tr&#xEA;s <italic>marines</italic> que fincaram a bandeira americana em Iwo Jima, na guerra contra o Jap&#xE3;o, em 1945, ap&#xF3;s uma batalha de 36 dias, em que morreram 22.000 japoneses e 7.000 americanos. A famosa fotografia foi transformada em monumento de bronze no Cemit&#xE9;rio Nacional de Arlington (Virg&#xED;nia, EUA) e os tr&#xEA;s fuzileiros foram recebidos como her&#xF3;is &#x2013; mas rapidamente esquecidos: um morreu sem nunca querer discutir publicamente o feito glorioso; outro, ao morrer, era um obscuro porteiro; o terceiro morreu dos efeitos do alcoolismo. No entanto, a c&#xE9;lebre foto continua a ser cultuada at&#xE9; hoje. O destino do referente e o de sua imagem raramente coincidem (<xref ref-type="bibr" rid="B26">MENESES, 2002</xref>, p. 142).</p></disp-quote>
<p>Foi ao morrer como pessoa de carne e osso que Aylan Kurdi nasceu como &#xED;cone na fotografia de Nil&#xFC;fer Demir.</p>
</sec>
<sec>
<title>A tr&#xED;ade fotogr&#xE1;fica</title>
<p>Nil&#xFC;fer Demir produziu uma s&#xE9;rie de imagens do cad&#xE1;ver de Aylan Kurdi, entregando-a &#xE0; ag&#xEA;ncia turca Dogan News. Tr&#xEA;s imagens se descolaram do conjunto e passaram a circular rapidamente pelas redes sociais.<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref> A primeira &#xE9; exclusivamente do cad&#xE1;ver do menino (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>). A segunda &#xE9; uma tomada mais ampla em que vemos em primeiro plano um policial turco e no plano m&#xE9;dio o corpo de Aylan (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>). A terceira imagem mostra o policial carregando o menino nos bra&#xE7;os (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>).</p>
<fig id="f1">
<label>Figura 1</label>
<caption>
<title>Tweet the Michelle Demi Shevich replicado por Liz Sly. Nil&#xFC;fer Demir/Dogan News Agency/AFP. Getty Images.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf01.jpg"/></fig>
<fig id="f2">
<label>Figura 2</label>
<caption>
<title>Guarda turco ao lado do corpo de Aylan Kurdy, encontrado morto pr&#xF3;ximo &#xE0; cidade de Bodrum. Um recorte desta fotografia centrada somente no corpo de Aylan foi tamb&#xE9;m muito divulgada. Nil&#xFC;fer Demir/Dogan News Agency/AFP. Getty Images.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf02.jpg"/></fig>
<fig id="f3">
<label>Figura 3</label>
<caption>
<title>Um policial turco carrega o corpo de Aylan Kurdi. Nil&#xFC;fer Demir/DHA/Reuters, Getty Images.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf03.jpg"/></fig>
<p>Muitas imagens sobre os refugiados, parte delas retratando trag&#xE9;dias t&#xE3;o devastadoras quanto a que atingiu a fam&#xED;lia de Aylan, foram postadas diariamente nas redes sociais, especialmente entre 2015 e 2016. Mas nenhuma delas teve a mesma repercuss&#xE3;o. H&#xE1;, portanto, qualidades nas tr&#xEA;s imagens de Demir que as fizeram destacar-se das demais. Nunca podemos nos esquecer de que os sentidos n&#xE3;o s&#xE3;o inerentes &#xE0;s imagens. Os sentidos s&#xE3;o produzidos por aqueles que as consomem. A fortuna das tr&#xEA;s imagens de Demir lastreia-se n&#xE3;o no seu conte&#xFA;do, mas na forma como esse conte&#xFA;do foi apresentado. Para compreendermos o funcionamento das imagens em nossa sociedade &#xE9; preciso, pois, tratar primeiramente daquilo que s&#xF3; as imagens possuem e que n&#xE3;o poderia ser substitu&#xED;do por palavras, porque s&#xE3;o suas caracter&#xED;sticas espec&#xED;ficas &#x2013; as qualidades est&#xE9;ticas.<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> &#xC9; a partir dos tra&#xE7;os distintivos da imagem, e n&#xE3;o de sua suposta objetividade, que encontramos, ainda em forma latente, o seu potencial de iconiza&#xE7;&#xE3;o. Por isso mesmo &#xE9; preciso sempre come&#xE7;ar a an&#xE1;lise pela imagem: &#x201C;Seja qual for a op&#xE7;&#xE3;o de leitura hist&#xF3;rica, [&#x2026;], conv&#xE9;m, de in&#xED;cio, assinalar alguns tra&#xE7;os morfol&#xF3;gicos, pois eles contar&#xE3;o em qualquer alternativa, j&#xE1; que definem a especificidade da informa&#xE7;&#xE3;o imediata que a imagem pode fornecer&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B26">MENESES, 2002</xref>, p. 33).</p>
<p>As pequenas legendas que acompanharam a tr&#xED;ade fotogr&#xE1;fica permitem associ&#xE1;-las ao fen&#xF4;meno de deslocamento de pessoas do Oriente M&#xE9;dio em dire&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Europa. No entanto, veremos que estas fotografias agem sobre seus observadores por causa de suas qualidades formais, que propiciaram (mas n&#xE3;o determinaram) a atribui&#xE7;&#xE3;o de sentidos e a sua conex&#xE3;o a linhagens iconogr&#xE1;ficas<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> que se estendem para al&#xE9;m do fen&#xF4;meno que as produziu. Quais seriam, afinal, as caracter&#xED;sticas est&#xE9;ticas das tr&#xEA;s fotografias de Aylan que potencialmente as habilitaram a transcender os limites tradicionais da reportagem?</p>
<p>A primeira fotografia &#xE9; uma tomada elevada, levemente descensional, em &#xE2;ngulo fechado, a partir da parte inferior da linha longitudinal do corpo, este colocado ao centro do quadro. A crian&#xE7;a est&#xE1; de bru&#xE7;os, com os bra&#xE7;os virados para cima, deixando ver as palmas das m&#xE3;os. O rosto, levemente voltado para a esquerda, est&#xE1; sobre a areia e a &#xE1;gua, como se nelas estivesse somente acomodado. Veem-se, no entanto, um dos olhos, fechado, a nuca, os cabelos curtos e molhados, colados &#xE0; pele e uma das orelhas. N&#xE3;o &#xE9; poss&#xED;vel identificar uma fisionomia, mas &#xE9; poss&#xED;vel imagin&#xE1;-la a partir do que se pode ver. A fot&#xF3;grafa se posicionou por detr&#xE1;s do corpo, em um &#xE2;ngulo ligeiramente obl&#xED;quo. Com isso, tem-se as solas do sapato em primeiro plano, os p&#xE9;s juntos, levemente sobrepostos e inclinados para o lado. O corpo n&#xE3;o foi ainda tomado pela rigidez p&#xF3;s-morte, ao contr&#xE1;rio, como nota <xref ref-type="bibr" rid="B15">Ray Drainville (2015</xref>, p. 47), pelo tempo curto do afogamento, seu corpo n&#xE3;o est&#xE1; inchado, descascado, ferido ou marcado pela a&#xE7;&#xE3;o dos animais necr&#xF3;fagos. Ele jaz completamente relaxado, como se dormisse.</p>
<p>N&#xE3;o se trata de um instant&#xE2;neo, como no caso da fotografia do miliciano abatido realizada por Robert Capa, o que, como observou Meneses, constituiria parte de sua for&#xE7;a.<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref> Capa n&#xE3;o centralizou o motivo, h&#xE1; cortes inesperados de parte da arma que o miliciano portava e de um de seus p&#xE9;s, al&#xE9;m do rosto pouco vis&#xED;vel. O instant&#xE2;neo &#xE9; o contr&#xE1;rio da pose. No caso aqui em foco, o corpo de Aylan parece ter sido organizado para a fotografia. &#xC9; este um de seus atributos de impacto. O <italic>punctum</italic>, a que Barthes se referira em <italic>C&#xE2;mera Clara</italic> (1984, p. 80), estaria na inadmissibilidade do arranjo pro-posital, ao mesmo tempo em que nos parece incr&#xED;vel que tal arranjo tenha sido um resultado fortuito.</p>
<p>O <italic>close</italic> deixa o corpo completamente s&#xF3; na cena, outra caracter&#xED;stica ressaltada tamb&#xE9;m no caso anali-sado por Meneses. Sabemos que a crian&#xE7;a tem ao seu lado uma equipe de policiais, um deles tamb&#xE9;m fot&#xF3;-grafo, al&#xE9;m de Demir. Mas n&#xE3;o importa. O que se v&#xEA; &#xE9; a crian&#xE7;a sozinha, portando ainda as evid&#xEA;ncias dos cuidados de seus pais. Al&#xE9;m dos sapatos pretos com solas de borracha em tom ocre, a crian&#xE7;a veste uma ca-miseta vermelha de mangas curtas, que est&#xE1; levemente levantada, deixando ver uma pequena parte da pele branca de seu tronco. A bermuda de malha azul escura cobre o quadril e as coxas, sugerindo um decoro surgido do acaso. Na parte inferior da imagem h&#xE1; a areia &#xFA;mida, de um cinza chumbo brilhante, coberta no quadrante superior por uma fina camada de &#xE1;gua, cuja agita&#xE7;&#xE3;o leve &#xE9; suficiente para nos indicar a presen&#xE7;a do mar.</p>
<p>A &#x201C;pose&#x201D; inusitada levou a ag&#xEA;ncia de not&#xED;cias Anadolu a sugerir que a fotografia tivesse sido encenada. Segundo a ag&#xEA;ncia turca, o corpo de Aylan teria sido encontrado entre rochas da praia e posteriormente arranjado, resultando na fotografia que o tornou conhecido (<xref ref-type="bibr" rid="B36">ROSA, 2017</xref>). A refer&#xEA;ncia &#xE9; uma das fotografias que cobriu o naufr&#xE1;gio em que um policial est&#xE1; agachado em frente ao corpo de uma crian&#xE7;a, da qual s&#xF3; &#xE9; poss&#xED;vel ver parte das pernas, de uma bermuda azul e os cal&#xE7;ados pretos (<xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>).</p>
<fig id="f4">
<label>Figura 4</label>
<caption>
<title>Policial ao lado do corpo de crian&#xE7;a afogada na praia de Ali Hoca, em Bodrum, na Turquia. Anadolu Agency. Getty Images.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf04.jpg"/></fig>
<p>De in&#xED;cio, nota-se que o solado dos sapatos da crian&#xE7;a entre as rochas n&#xE3;o &#xE9; ocre, mas vermelho. Em outro site, vemos que o corpo de crian&#xE7;a encontrado entre as rochas &#xE9; o de Galip, o irm&#xE3;o de Aylan. Estirado de barriga para cima (<xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref>), Galip est&#xE1; vestido como o irm&#xE3;o, por&#xE9;m a camiseta &#xE9; azul clara (CLOUD MIND, 2015). Imagens de grande impacto parecem suscitar questionamentos sobre sua autenticidade. No entanto, mais importante do que a verdade sobre o ocorrido, &#xE9; a credibilidade da informa&#xE7;&#xE3;o, garantida pelos twitters e facebooks de jornalistas conhecidos e depois legitimada pelos jornais da grande m&#xED;dia. Meneses tamb&#xE9;m identifica o problema na fotografia feita por Capa, em que se aventaram v&#xE1;rias hip&#xF3;teses de fraude (2002, p. 135-6).</p>
<fig id="f5">
<label>Figura 5</label>
<caption>
<title>A fotografia teria sido tirada por Qutaiba Idlbi e postada em seu twitter. Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://twitter.com/Qattouby/media">https://twitter.com/Qattouby/media</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 01 julho 2017.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf05.jpg"/></fig>
<p>A fotografia do corpo de Galip afogado &#xE9; t&#xE3;o pr&#xF3;xima &#xE0; de Aylan &#x2013; crian&#xE7;a s&#xED;ria, da mesma fam&#xED;lia, tamb&#xE9;m com pouqu&#xED;ssima idade (cinco anos), vestido e cal&#xE7;ado com roupas e sapatos muito parecidos, afogados e despejados na mesma praia, a alguns metros de dist&#xE2;ncia um do outro. Dois meninos brancos, com roupas ocidentais muito convencionais e provavelmente identificados como pertencentes &#xE0; classe m&#xE9;dia s&#xED;ria, considerada pela Europa Ocidental como bem vestida e instru&#xED;da (<xref ref-type="bibr" rid="B25">MAYBLIN, 2015</xref>, p. 42). No entanto, a fotografia de Galip morto ficou muito longe de ter o mesmo impacto nas redes sociais.</p>
<p>&#xC9; poss&#xED;vel enumerar ao menos cinco raz&#xF5;es para o &#x201C;fracasso&#x201D; da imagem do corpo afogado de Galip. Em primeiro lugar, apesar de &#xED;ntegro, o corpo de Galip apresenta-se em dec&#xFA;bito dorsal, na posi&#xE7;&#xE3;o que se aproxima &#xE0;quela que se d&#xE1; aos cad&#xE1;veres quando s&#xE3;o preparados para ser recolhidos (<xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>); j&#xE1; o corpo de Aylan, como observado, est&#xE1; em dec&#xFA;bito ventral, posi&#xE7;&#xE3;o t&#xED;pica dos beb&#xEA;s ao dormir. Segundo, o corpo de Galip est&#xE1; entre rochas e afastado da &#xE1;gua, o que de certa forma &#x201C;protege&#x201D; o cad&#xE1;ver da imensid&#xE3;o do mar; ao contr&#xE1;rio do corpo de Aylan, que est&#xE1; com o rosto e parte do tronco ainda na &#xE1;gua e sem qualquer refer&#xEA;ncia a elementos de conten&#xE7;&#xE3;o. Terceiro, o rosto de Galip n&#xE3;o est&#xE1; vis&#xED;vel, mas est&#xE1; fora da &#xE1;gua, ao contr&#xE1;rio do de Aylan, que pode ser visto parcialmente, e que est&#xE1; em parte sob a &#xE1;gua. Em quarto lugar, a tomada fotogr&#xE1;fica do corpo de Aylan &#xE9; muito mais pr&#xF3;xima do que a de Galip, deixando ver detalhes, como a apar&#xEA;ncia encharcada das roupas. Finalmente, a diferen&#xE7;a de idade das duas crian&#xE7;as parece ser tamb&#xE9;m um diferencial. Nas manchetes das reportagens, Aylan &#xE9; sem-pre denominado como <italic>toddler</italic>, ou seja, uma crian&#xE7;a que come&#xE7;a a andar. De fato, Aylan n&#xE3;o tinha tr&#xEA;s anos, como foi di-vulgado na imprensa, mas dois. Obser-vando novamente a bermuda azul, nota-mos um volume que poderia bem ser a fralda encharcada. Sua condi&#xE7;&#xE3;o de tran-si&#xE7;&#xE3;o de beb&#xEA; de colo para uma crian&#xE7;a pequena certamente aumentou o poten-cial de como&#xE7;&#xE3;o que a fotografia causou.</p>
<p>As duas fotografias de Aylan, que acompanharam a primeira,<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref> aca-baram por formar uma tr&#xED;ade. Ao ver uma delas e procurar novas refer&#xEA;ncias sobre o assunto, o internauta encontrava logo no in&#xED;cio de suas pesquisas as outras duas (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figuras 2</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f3">3</xref>). As fotografias 2 e 3 sugerem uma sequ&#xEA;ncia. Na <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>, um homem uniformizado, de conforma&#xE7;&#xE3;o magra e longil&#xED;nea, que identificamos como um policial, est&#xE1; situado no primeiro plano da imagem; a vastid&#xE3;o do mar e da areia, em linha curva sugerindo uma enseada, contrastam com o pequeno cad&#xE1;ver de Aylan, ainda na posi&#xE7;&#xE3;o em que foi encontrado e que vimos na primeira fotografia. Pode-se dizer que os dois personagens est&#xE3;o mergulhados em uma paisagem bastante homog&#xEA;nea, tomada principalmente pela presen&#xE7;a da &#xE1;gua do mar, o que destaca as duas figuras. O policial est&#xE1; de costas. Com o corpo levemente curvado, a cabe&#xE7;a voltada para baixo, ele parece fazer anota&#xE7;&#xF5;es apoiando-se em um tipo de prancheta, da qual se v&#xEA; uma pequena parte. A tranquilidade da cena &#xE9; perturbadora, espera-se ver a crian&#xE7;a-beb&#xEA; socorrida, mesmo sendo um gesto v&#xE3;o. Por um momento, &#xE9; leg&#xED;timo pensar que a crian&#xE7;a est&#xE1; desacordada. No entanto, trata-se de um fato consumado, para o que resta apenas fazer o seu registro burocr&#xE1;tico e recolher o corpo.</p>
<p>&#xC9; o que se observa na imagem seguinte (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>). O policial remove finalmente o corpo de Aylan. No entanto, a cena surpreende. Em vez de retir&#xE1;-lo por meio de uma bandeja ou embalagem pl&#xE1;stica, o policial leva o corpo da crian&#xE7;a em seus bra&#xE7;os. Como S&#xE3;o Crist&#xF3;v&#xE3;o, que temeu se afogar na travessia de um rio por suportar em seus ombros o peso do mundo transfigurado na crian&#xE7;a que socorrera (e que depois descobriu ser Jesus); o policial turco curva-se ao carregar o leve corpo de Aylan.</p>
</sec>
<sec>
<title>O &#xED;cone</title>
<p>Em menos de 12 horas, a fotografia de Aylan Kurdi (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>), com pequenas varia&#xE7;&#xF5;es e edi&#xE7;&#xF5;es,<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref> foi visualizada em 20 milh&#xF5;es de telas. A sua circula&#xE7;&#xE3;o imediata e espantosa nas redes sociais, ensejando toda a sorte de respostas, inclusive visuais, nos mais diversos campos sociais &#x2013; a pr&#xF3;pria imprensa, que fez da not&#xED;cia outra not&#xED;cia, sites de ajuda humanit&#xE1;ria, de discuss&#xE3;o sobre pol&#xED;tica externa e circuitos acad&#xEA;micos &#x2013; al&#xE7;ou a fotografia &#xE0; condi&#xE7;&#xE3;o de &#xED;cone. &#x201C;A imagem viralizou&#x201D; &#xE9; uma frase constante nas muitas mat&#xE9;rias que comentaram o fen&#xF4;meno.</p>
<p>Ainda que n&#xE3;o haja estudos sobre as apropria&#xE7;&#xF5;es da fotografia do miliciano abatido de Robert Capa podemos apontar o que a difus&#xE3;o midi&#xE1;tica de ambas as fotografias d&#xE1; a conhecer sobre as mudan&#xE7;as nas formas e escalas entre um evento ocorrido em 1939 e outro, passados 76 anos, em 2015.</p>
<p>Entre os aspectos semelhantes, temos o contexto de produ&#xE7;&#xE3;o &#x2013; ambas as fotografias foram geradas por fot&#xF3;grafos vinculados &#xE0; imprensa e gozaram, portanto, de ampla publiciza&#xE7;&#xE3;o. Ambas s&#xE3;o, igualmente, dotadas de uma pot&#xEA;ncia formal que a vocacionaram para a iconiza&#xE7;&#xE3;o e, nesse sentido, evidenciam elementos recorrentes e de impacto visuais da iconosfera que conforma a nossa sociedade contempor&#xE2;nea. Ambas suscitaram debates que se incorporaram &#xE0; fortuna cr&#xED;tica de suas trajet&#xF3;rias e se prolongaram muito al&#xE9;m do fato e da tem&#xE1;tica a que estavam vinculadas. No caso da fotografia de Capa, um dos pontos mais debatidos foi a veracidade ou n&#xE3;o da fotografia, ou melhor, se ela havia sido ensaiada, forjada ou representava, de fato, um incr&#xED;vel senso de oportunidade e registro do instante fatal. No caso da fotografia de Aylan Kurdi, muito embora tenha havido questionamentos sobre a veracidade da cena, como j&#xE1; referido, a discuss&#xE3;o predominante, imediatamente ap&#xF3;s a sua circula&#xE7;&#xE3;o, foi de car&#xE1;ter &#xE9;tico no &#xE2;mbito do fotojornalismo. Hugh Pinney, vice-presidente do Getty Images, explicita a raiz do debate em uma entrevista para a revista Times: &#x201C;a raz&#xE3;o pela qual estamos falando sobre a imagem ap&#xF3;s a sua publica&#xE7;&#xE3;o &#xE9; porque ela quebra um tabu social da imprensa em d&#xE9;cadas: voc&#xEA; nunca ir&#xE1; publicar a imagem de uma crian&#xE7;a morta, essa &#xE9; uma das regras de ouro da imprensa&#x201D;. A afirma&#xE7;&#xE3;o &#xE9; corroborada por Nilcas Jimenez, diretor de fotografia do <italic>Le Monde</italic>, que ressalta nunca ter mostrado algo de forma t&#xE3;o dura (<xref ref-type="bibr" rid="B16">FEHRENBACH; RODOGNO, 2015</xref>, p. 31).</p>
<p>No Brasil, o uso destacado dessa imagem tamb&#xE9;m suscitou debate. No pr&#xF3;prio dia da publica&#xE7;&#xE3;o da fotografia de Aylan Kurdi (02/09/2015), a UOL divulgou uma nota intitulada <italic>Por que publicamos a imagem do menino s&#xED;rio afogado?</italic> em que reconhece a situa&#xE7;&#xE3;o lim&#xED;trofe que se colocou ao estampar a imagem na primeira p&#xE1;gina da UOL. Mas quando se pergunta se os usu&#xE1;rios deveriam ser impactados dessa forma, o entendimento &#xE9; que sim, deveriam. A decis&#xE3;o apoia-se no pressuposto que considera a pr&#xE1;tica capaz de agir sobre o curso dos acontecimentos. Como exemplo, retoma a circula&#xE7;&#xE3;o de outra fotografia-&#xED;cone, a de uma menina vietnamita correndo nua por uma rua de seu vilarejo ao sofrer os efeitos do napalm lan&#xE7;ado pelos norte-americanos em oito de junho de 1972. A fotografia da menina Kim Phuc, feita por Huynh Cong &#x201C;Nick&#x201D; Ut, da Associated Press, teria influenciado o movimento pela paz e fim da guerra no Vietn&#xE3;. Segundo a nota: &#x201C;Mas o jornalismo existe para informar. E palavras n&#xE3;o descreveriam com a for&#xE7;a necess&#xE1;ria a dimens&#xE3;o da trag&#xE9;dia em curso na Europa e Oriente M&#xE9;dio. N&#xE3;o nos compete suavizar a realidade, mas sim retrat&#xE1;-la com precis&#xE3;o&#x201D;<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref>. N&#xE3;o &#xE9; poss&#xED;vel deixar passar despercebido o fato do jornalista, ainda hoje, lan&#xE7;ar m&#xE3;o da cren&#xE7;a na objetividade fotogr&#xE1;fica para justificar suas escolhas.</p>
<p>O &#x201C;compromisso&#x201D; com o retrato da realidade define um partido, uma vis&#xE3;o do papel social do jornalismo. Na edi&#xE7;&#xE3;o 867 do peri&#xF3;dico <italic>Observat&#xF3;rio da Imprensa</italic> (08/09/2015), uma semana ap&#xF3;s a fotografia ter sido publicada, o jornalista Celso Vicenzi divulga uma nota sobre a morte de Aylan em tom de den&#xFA;ncia, alinhavada por imagens de pinturas (Munch, Picasso, Portinari) e da literatura (Castro Alves, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade), para qualificar a crise n&#xE3;o como uma crise migrat&#xF3;ria, mas uma crise humanit&#xE1;ria. Na mesma edi&#xE7;&#xE3;o, Lu&#xED;s Felipe dos Santos trata da publica&#xE7;&#xE3;o da foto como parte da fun&#xE7;&#xE3;o social do jornalismo. O artigo recupera os debates havidos no campo do jornalismo ap&#xF3;s a publica&#xE7;&#xE3;o da fotografia de Aylan Kurdi, discute as grada&#xE7;&#xF5;es e diferen&#xE7;as da sua recep&#xE7;&#xE3;o nas m&#xED;dias sociais (as diferen&#xE7;as entre, por exemplo, o Twiter e o Facebook) para concluir:</p> <disp-quote>
<p>O exemplo de Aylan Kurdi mostra que, defi-nitivamente, estamos longe do fim do jornalismo; estamos, por&#xE9;m, bem perto do fim de uma ideia sobre o jornalismo. A ideia do jornalismo como <italic>agente neutro</italic> que cumpre <italic>a fun&#xE7;&#xE3;o de informar a sociedade</italic> se degrada; a ideia do jornalismo como <italic>agente p&#xFA;blico</italic> que <italic>orienta a sociedade sobre din&#xE2;micas pol&#xED;ticas e de comunica&#xE7;&#xE3;o</italic> se refor&#xE7;a (<xref ref-type="bibr" rid="B42">VICENZI, 2015</xref>, s/p.).</p></disp-quote>
<p>Assim, n&#xE3;o s&#xF3; o tema da reportagem, mas a iniciativa de publicar a fotografia viraram not&#xED;cia, gerando debate no campo jornal&#xED;stico, o que podemos considerar como um dos primeiros efeitos de sua ampla difus&#xE3;o.</p>
<p>A fotografia de Robert Capa foi publicada em revistas impressas e a de Nil&#xFC;fer Demir foi postada na internet. As mudan&#xE7;as tecnol&#xF3;gicas alteraram n&#xE3;o s&#xF3; a escala de visualiza&#xE7;&#xE3;o da imagem, mas tamb&#xE9;m o modo de seu consumo. E, o que &#xE9; de extrema import&#xE2;ncia para os pesquisadores da cultura visual, contamos nos dias de hoje com ferramentas capazes de mapear com muita efic&#xE1;cia a recep&#xE7;&#xE3;o das imagens que circulam na internet.<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref> Abre-se, assim, um campo de possibilidades para se conhecer n&#xE3;o s&#xF3; numericamente a difus&#xE3;o de uma imagem, mas tamb&#xE9;m o seu percurso na rede.</p>
<p>Um exemplo desse caminho de investiga&#xE7;&#xE3;o que se sustenta com dados oriundos dos acessos e circula&#xE7;&#xE3;o nas redes sociais e demais plataformas digitais pode ser encontrado em Francesco D&#x2019;Orazio.<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref> D&#x2019;Orazio demonstra como a imagem de Aylan Kurdi tornou-se viral antes mesmo de atingir os espa&#xE7;os convencionais da m&#xED;dia. O autor segue o caminho da imagem nas redes: a not&#xED;cia apareceu inicialmente em uma ag&#xEA;ncia de not&#xED;cias da Turquia, &#xE0;s 8h42 da manh&#xE3;, a imagem de Aylan Kurdi integrava uma galeria com outras 50 fotografias, mas ganhava destaque no artigo.<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref> Trinta minutos mais tarde outra ag&#xEA;ncia turca de not&#xED;cias divulgou o epis&#xF3;dio do naufr&#xE1;gio, tamb&#xE9;m com destaque para a imagem de Aylan Kurdi. Pouco depois das 10h da manh&#xE3;, os <italic>posts</italic> no Twiter come&#xE7;aram. O primeiro <italic>post</italic>, da jornalista e ativista turca Michelle Demi Shevich, n&#xE3;o trazia <italic>link</italic> para as mat&#xE9;rias, apenas a imagem e cinco <italic>hashtags</italic>. Em seu artigo, D&#x2019;Orazio acompanha o passo a passo das postagens, na Turquia, depois no Oriente M&#xE9;dio, at&#xE9; que, por volta das 13h, a chefe do <italic>Washigton Post Bureau</italic> em Beirute, Liz Sly, compartilhou no Twiter a imagem, que seria replicada 7.421 vezes, &#x201C;tornando-se o mais viral dos <italic>posts</italic> neste tipo de ambiente&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B14">D&#x27;ORAZIO, 2015</xref>, p. 27). A escala da difus&#xE3;o mudou a partir de ent&#xE3;o; na primeira meia hora, a difus&#xE3;o alcan&#xE7;ou o mesmo n&#xFA;mero de <italic>posts</italic> que haviam sido compartilhados nas duas horas anteriores. Foi quando a imagem alcan&#xE7;ou uma difus&#xE3;o verdadeiramente global (cf. gr&#xE1;fico, <xref ref-type="bibr" rid="B14">D&#x27;Orazio, 2015</xref>, p. 28). Muito embora fossem os pr&#xF3;prios jornalistas que estivessem divulgando a imagem por meio de <italic>posts</italic>, o autor chama a aten&#xE7;&#xE3;o para o fato de a imagem ter &#x201C;viralizado&#x201D; bem antes de ser publicada em uma m&#xED;dia jornal&#xED;stica internacional. Esse novo caminho da imagem poderia se tornar uma possibilidade de &#x201C;testar&#x201D; os efeitos jornal&#xED;sticos na grande imprensa a partir de um circuito mais restrito e especializado, no entanto, o que se viu foi sua difus&#xE3;o para milh&#xF5;es de pessoas em menos de 12 horas. Alijada dos &#x201C;furos&#x201D; da reportagem, mais superficiais pela pr&#xF3;pria natureza da mat&#xE9;ria, a imprensa tradicional se adapta ao fen&#xF4;meno. Seria esta mais uma a&#xE7;&#xE3;o da imagem?</p>
<p>De fato, a publica&#xE7;&#xE3;o no <italic>Daily Mail</italic>, pouco depois das 13h, fomenta uma nova inflex&#xE3;o na trajet&#xF3;ria da imagem, amplificada na m&#xED;dia internacional em l&#xED;ngua inglesa. Replicada pelos principais jornais da Europa, Estados Unidos e tamb&#xE9;m no Brasil, a imagem passou a ser difundida como parte das reportagens. Os dados coletados por D&#x2019;Orazio s&#xE3;o impressionantes e denotam crit&#xE9;rios que definem o que &#xE9; ou n&#xE3;o viral, a dura&#xE7;&#xE3;o, ascens&#xE3;o, decl&#xED;nio, perfis geogr&#xE1;ficos e de circuitos percorridos pela imagem, sozinha ou como parte de reportagens (a segunda fase):</p> <disp-quote>
<p>Compared to the previous phase of the diffusion, the audience exposed to the story, sharing the images and talking about them is now 25 times bigger. However, by the end of the day, it is the news ecosystem that &#x2018;owns&#x2019; the story and uses it to carry its own content rather than just the pictures. (&#x2026;)</p>
<p>The trend continues the next day where the volume of news keeps growing and fuels the overall peak of tweets, which is reached at 53k/hour at 8 PM on September 3rd. After that, both Twitter activity and news content start to gradually decline for the following 10 days until they go back to 50% of the levels reached on September 2nd (<xref ref-type="bibr" rid="B14">D&#x27;ORAZIO, 2015</xref>, p. 31 e 33).</p></disp-quote>
<p>Retornando ao nosso texto de refer&#xEA;ncia, &#xE9; poss&#xED;vel identificar outros pontos em comum nas trajet&#xF3;rias das imagens-&#xED;cone do miliciano abatido e de Aylan Kurdi. Ambas s&#xE3;o descoladas do contexto da reportagem inicial. No caso da imagem de Aylan Kurdi, isso aconteceu antes da sua apropria&#xE7;&#xE3;o pela grande m&#xED;dia (a primeira fase de circula&#xE7;&#xE3;o se deu por meio do Twiter); no caso da imagem do miliciano abatido, depois da publica&#xE7;&#xE3;o nas duas mais importantes revistas ilustradas daquele momento &#x2013; <italic>VU</italic> e <italic>Life</italic>. Ambos os casos suscitaram (e ainda suscitam) debates em torno do papel e fun&#xE7;&#xE3;o social do jornalismo, considerando aspectos &#xE9;ticos e pol&#xED;ticos.</p>
<p>Para introduzir o pr&#xF3;ximo t&#xF3;pico, vale a pena lembrar que, quando a imagem de Aylan Kurdi sozinho come&#xE7;ou a circular no Twiter, ela integrava um conjunto maior. Ao longo da repercuss&#xE3;o do tema, a imagem em quest&#xE3;o se tornou a imagem l&#xED;der, inclusive daquelas que, com ela, formaram a tr&#xED;ade mais divulgada.</p>
</sec>
<sec>
<title>As formas da morte</title>
<p>Andr&#xE9; Gunthert, em sua an&#xE1;lise sobre o processo de iconiza&#xE7;&#xE3;o da imagem de Aylan Kurdi, tomando como refer&#xEA;ncia tamb&#xE9;m as imagens em movimento que circularam concomitantemente, afirma:</p> <disp-quote>
<p>La transformation d&#x27;uncorpsenmotif est la premier stade de l&#x27;op&#xE9;ration d&#x27;iconisation, mais il ne s&#x27;agit encore que d&#x27;une condition de possibilit&#xE9;. La principale &#xE9;tape est franchiavec la conversion de l&#x27;imaged&#x27;information en embl&#xE8;me visuel, quiestassur&#xE9;e par le passage de la vid&#xE9;o &#xE0; la photo (<xref ref-type="bibr" rid="B22">GUNTHERT, 2015</xref>, p. 05).</p></disp-quote>
<p>&#xC9; o corpo tomado como motivo que alimentou as muitas imagens criadas em resposta &#xE0; fotografia, em suportes diversos &#x2013; desenho, pintura, gravura, grafites, <italic>outdoors</italic>, esculturas e at&#xE9; mesmo performances. Essas respostas visuais marcam uma importante diferen&#xE7;a em rela&#xE7;&#xE3;o ao processo de iconiza&#xE7;&#xE3;o da fotografia de Capa. E podemos ir al&#xE9;m, esta parece ter sido a primeira vez que uma imagem impactante e de conte&#xFA;do humanit&#xE1;rio promove respostas que reproduzem o motivo com altera&#xE7;&#xF5;es de narrativas ou contextos espaciais. O objetivo das respostas visuais &#xE9; inequ&#xED;voco &#x2013; a den&#xFA;ncia &#x2013;mas, ao mesmo tempo, as imagens podem ser compreendidas tamb&#xE9;m como um espa&#xE7;o visual para enfrentar o impacto e a crueza da situa&#xE7;&#xE3;o. Na transforma&#xE7;&#xE3;o em motivo, o corpo perde sua realidade f&#xED;sica, atenuando, assim, o choque da vis&#xE3;o de um <italic>toddler</italic> morto.</p>
<p>Aylan Kurdi como motivo estimulou muito rapidamente respostas art&#xED;sticas. Holly Ryan, em seu artigo dedicado ao tema (2015), registra que no dia seguinte &#xE0; morte de Aylan Kurdi o site da empresa norte-americana de not&#xED;cias e entretenimento <italic>Buzzfeed</italic> publicou uma s&#xE9;rie de &#x201C;respostas art&#xED;sticas&#x201D;. Ryan contabilizou 17 obras publicadas (com intera&#xE7;&#xF5;es em ingl&#xEA;s, espanhol e portugu&#xEA;s). Outro espa&#xE7;o virtual que fomentou uma produ&#xE7;&#xE3;o art&#xED;stica foi a p&#xE1;gina de tribute criada por Bored Panda &#x201C;<italic>which describes itself as an online platform for artists, designers and enthusiasts to create highest level editorial stories that drive millions of people to see their works and ideas</italic>&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B38">RYAN, 2015</xref>, p. 87). Segundo Ryan, ap&#xF3;s duas semanas, a p&#xE1;gina de Bored Panda havia recebido 97 respostas art&#xED;sticas, que foram hierarquizadas segundo a popularidade alcan&#xE7;ada. Em outubro, o n&#xFA;mero de visualiza&#xE7;&#xF5;es dessas imagens havia alcan&#xE7;ado a marca de 215.000.</p>
<p>As respostas visuais fornecem pistas para entender, do ponto de vista dos atributos formais, o potencial ic&#xF4;nico desta imagem, ou seja, sua capacidade de gerar impacto, como se ver&#xE1; adiante. O &#xE2;ngulo escolhido, sem mostrar a face, a posi&#xE7;&#xE3;o em dec&#xFA;bito ventral e a vestimenta completa nos levam, por um momento, a n&#xE3;o considerarmos Aylan morto (<xref ref-type="bibr" rid="B15">DRAINVILLE, 2015</xref>, p. 93). Em muitas respostas visuais publicadas nos sites <italic>Buzzfeed</italic> e Bored Panda, o deslocamento do espa&#xE7;o iconogr&#xE1;fico salienta essa impress&#xE3;o (<xref ref-type="fig" rid="f6">Figura 6</xref>): o corpo na mesma postura e com a mesma vestimenta &#xE9; transposto para um ber&#xE7;o ou uma cama.</p>
<fig id="f6">
<label>Figura 6</label>
<caption>
<title>Acima: &#xE0; esquerda, Steve Dennis<xref ref-type="fn" rid="fn13"><sup>13</sup></xref>, &#xE0; direita, Pio Campos<xref ref-type="fn" rid="fn14"><sup>14</sup></xref>. Abaixo: &#xE0; esquerda, Khaled Karajah<xref ref-type="fn" rid="fn15"><sup>15</sup></xref>, &#xE0; direita, Azzam Daaboul<xref ref-type="fn" rid="fn16"><sup>16</sup></xref>.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf06.jpg"/></fig>
<p>O que est&#xE1; em jogo, assim como na fotografia do miliciano abatido, &#xE9; um sentimento de ambiguidade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; morte retratada. No caso do miliciano espanhol, a fotografia registra o momento exato em que o tiro o atinge, o instante entre a vida e a morte. No caso da fotografia de Aylan, a integridade do corpo, das roupas e o rosto encoberto faz duvidar da morte. Diferentemente da imagem do miliciano abatido, cuja postura corporal guarda semelhan&#xE7;a com o corpo crucificado de Cristo (e residiria a&#xED; um dos elementos morfol&#xF3;gicos respons&#xE1;vel pela pot&#xEA;ncia ic&#xF4;nica dessa fotografia), a fotografia de Aylan Kurdi sozinho n&#xE3;o estabelece, de imediato, v&#xED;nculos com as muitas representa&#xE7;&#xF5;es do corpo morto na arte ocidental. Embora n&#xE3;o tenhamos refer&#xEA;ncias formais na arte ocidental diretamente associadas ao corpo morto de Aylan Kurdi, como temos para a imagem do miliciano abatido &#x2013; os bra&#xE7;os abertos simbolizam o sacrif&#xED;cio &#x2013;, as conex&#xF5;es est&#xE3;o dadas, como bem aponta Drainville:</p> <disp-quote>
<p>We absorb images daily, unconsciously, and they prime us to navigate whole classes of images in prescribed ways. Warburg considered this a &#x2018;social memory&#x2019; of images (Gombrich, 1970:242ff); we might today call it a &#x2018;visual habitus&#x2019;, following the work of Pierre Bourdieu (Bourdieu, 1984). They may function beyond traditional iconographic categorisation or the encompassing narrative schemes posited by Jan Bialostocki (Bialostocki, 1981), although they naturally include them as well: they constitute a potent mixture of discret symbols, meaningful poses, and repeated themes (<xref ref-type="bibr" rid="B15">DRAINVILLE, 2015</xref>, p. 95).</p></disp-quote>
<p>No caso de Aylan Kurdi, o repert&#xF3;rio referencial &#xE9; aquele constitu&#xED;do em torno da inf&#xE2;ncia, na medida em que, na sociedade ocidental, pelo menos a partir do s&#xE9;culo XIX, ela &#xE9; vista como o per&#xED;odo em que a prote&#xE7;&#xE3;o dos adultos &#xE9; fundamental, especialmente durante a transi&#xE7;&#xE3;o de beb&#xEA; de colo para uma crian&#xE7;a pequena. Andar &#xE9; uma conquista para a crian&#xE7;a e motivo de alegria para os pais. Uma nova etapa de vida que se inicia. Uma crian&#xE7;a que come&#xE7;a a andar jamais est&#xE1; sozinha, ela solicita prote&#xE7;&#xE3;o redobrada dos respons&#xE1;veis para que nenhum acidente aconte&#xE7;a. Por isso, o sentimento de desamparo parece ser mais forte. O abandono representado pela imagem em que o corpo de Aylan Kurdi aparece sozinho (a imagem com maior incid&#xEA;ncia de difus&#xE3;o) evoca, portanto, esse outro universo de imagens &#x2013; mentais e art&#xED;sticas (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>).</p>
<p>&#xC9; o caso das respostas visuais que fazem refer&#xEA;ncia a um aspecto comumente associado a beb&#xEA;s na sociedade ocidental &#x2013; o anjo. Especialmente na cultura cat&#xF3;lica, a morte precoce qualifica a crian&#xE7;a ou beb&#xEA; como mediadora entre o mundo terrestre e o divino, no nosso linguajar ela se tornaria um &#x201C;anjinho&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B41">VAILATI, 2006</xref>). A aus&#xEA;ncia de pecados assegura a entrada no Para&#xED;so. Essas imagens cumprem a fun&#xE7;&#xE3;o de atenuar o sentimento de inadequa&#xE7;&#xE3;o que a morte precoce suscita. Parece-nos estranho que filhos morram antes de seus pais, ou beb&#xEA;s n&#xE3;o desfrutem de suas vidas. A prote&#xE7;&#xE3;o, nesses casos, &#xE9; a divina, na falta daquela que cabia aos humanos (<xref ref-type="fig" rid="f7">Figura 7</xref>, retro).<xref ref-type="fn" rid="fn22"><sup>22</sup></xref></p>
<fig id="f7">
<label>Figura 7</label>
<caption>
<title>Acima: &#xE0; esquerda, Khalid Albaih<xref ref-type="fn" rid="fn17"><sup>17</sup></xref>, &#xE0; direita, Dijwar Ibrahim<xref ref-type="fn" rid="fn18"><sup>18</sup></xref>. Abaixo: &#xE0; esquerda, Pedro Tarlley<xref ref-type="fn" rid="fn19"><sup>19</sup></xref>, no centro, Khaled Yeslam<xref ref-type="fn" rid="fn20"><sup>20</sup></xref>, &#xE0; direita, Vladimir Barros<xref ref-type="fn" rid="fn21"><sup>21</sup></xref>.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf07.jpg"/></fig>
<p>Outro conjunto de repostas visuais mobiliza o universo material da inf&#xE2;ncia. De itens do vestu&#xE1;rio a brinquedos e personagens, essas ilustra&#xE7;&#xF5;es lan&#xE7;am m&#xE3;o, em alguns casos, de recursos pr&#xF3;prios da ilustra&#xE7;&#xE3;o de livros e gibis infantis. O mar trans-forma-se ora em personagem, ora em cobertor, assim como os animais mar&#xED;timos, nas ilustra&#xE7;&#xF5;es que se aproximam formalmente dos recursos pr&#xF3;prios dos desenhos animados e hist&#xF3;rias em quadrinhos (<xref ref-type="fig" rid="f8">Figura 8</xref>).</p>
<fig id="f8">
<label>Figura 8</label>
<caption>
<title>Acima: Azzan Daaboul. Abaixo: &#xE0; esquerda ZEZO Cartoons, &#xE0; direita, Mahnaz Yazdani.<xref ref-type="fn" rid="fn22"><sup>22</sup></xref></title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf08.jpg"/></fig>
<p>Brinquedos e o brincar expressam o sentimento de &#x201C;um lugar melhor&#x201D; para uma crian&#xE7;a, uma rever-s&#xE3;o imagin&#xE1;ria do acontecido (<xref ref-type="fig" rid="f9">Figura 9</xref>) e, nesse movimento, a embarca&#xE7;&#xE3;o fr&#xE1;gil naufragada &#xE9; re-presentada em mais de uma ilustra&#xE7;&#xE3;o, como um barquinho de papel, t&#xED;pica brincadeira infantil. Esse conjunto de imagens &#xE9; o mais numeroso, com variada mobiliza&#xE7;&#xE3;o de objetos e de a&#xE7;&#xF5;es que remetem ao universo l&#xFA;dico infantil.</p>
<fig id="f9">
<label>Figura 9</label>
<caption>
<title>Acima: &#xE0; esquerda, @ugurgalen<xref ref-type="fn" rid="fn23"><sup>23</sup></xref>, ao centro, Guilherme Castro<xref ref-type="fn" rid="fn24"><sup>24</sup></xref>, &#xE0; direita, Adikhair<xref ref-type="fn" rid="fn25"><sup>25</sup></xref>, seguindo &#xE0; direita, Gunduz Aghayev<xref ref-type="fn" rid="fn26"><sup>26</sup></xref>. Abaixo: &#xE0; esquerda, Af Salameh<xref ref-type="fn" rid="fn27"><sup>27</sup></xref>, ao centro, Murat Sayin<xref ref-type="fn" rid="fn28"><sup>28</sup></xref>, &#xE0; direita, Nahar Bahij<xref ref-type="fn" rid="fn29"><sup>29</sup></xref>.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf09.jpg"/></fig>
<p>A materialidade da inf&#xE2;ncia e suas representa&#xE7;&#xF5;es na arte s&#xE3;o o ponto de partida para Lisa Procter e Dylan Yamada-Rice explorarem recorr&#xEA;ncias de palavras-chave que indicam respostas emocionais &#xE0; morte de Aylan Kurdi. Como muitos que trataram da pot&#xEA;ncia ic&#xF4;nica da imagem em quest&#xE3;o, &#xE9; o prosaico representado n&#xE3;o s&#xF3; pela postura corporal como tamb&#xE9;m pelas roupas do dia a dia de uma crian&#xE7;a que agiu como disparador para sua trajet&#xF3;ria emblem&#xE1;tica:</p> <disp-quote>
<p>The plainness of the shoes and the fact that youcannot see Aylan&#x27;s face are perhaps important features of the photograph. McCloud (1994) writes that when images are reduced to the most simplified form possible, the less it resembles something specific and becomes a more generalizable image for the viewer to look at and identify with it in relation to their own experiences and emotions. In other words Aylan&#x27;s body, its position and clothing become symbolic of childhood in general (<xref ref-type="bibr" rid="B32">PROCTER; YAMADA-RICE, 2015</xref>, p. 115).</p></disp-quote>
<p>Os pequenos sapatos de Aylan Kurdi, que ocupam o primeiro plano da fotografia em que aparece sozinho, fomentaram um n&#xFA;mero significativo de coment&#xE1;rios, contabilizados via Twitter pela Pulsar. Os sapatos evocam a ideia de cuidado, de depend&#xEA;ncia, na medida em que uma crian&#xE7;a t&#xE3;o nova n&#xE3;o coloca seus pr&#xF3;prios sapatos sozinha. Os v&#xE1;rios <italic>posts</italic> a respeito dos sapatos indicam tamb&#xE9;m a tens&#xE3;o que a fotografia pode causar, pois Aylan parece dormir, mas os sapatos est&#xE3;o l&#xE1;, alertando para algo fora do comum. Os autores concluem, a partir da an&#xE1;lise das express&#xF5;es que se referiram aos sapatos de Aylan Kurdi, que um sentido coletivo de desamparo motivou a simpatia nas redes sociais, o que pode ter concorrido para uma tomada de posi&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica favor&#xE1;vel aos refugiados, em &#xFA;ltima inst&#xE2;ncia. Os sapatos de Aylan tamb&#xE9;m permitem vincular a imagem a tradi&#xE7;&#xF5;es visuais ou experi&#xEA;ncias traum&#xE1;ticas da modernidade. A presen&#xE7;a dos sapatos, que n&#xE3;o se soltaram dos p&#xE9;s da crian&#xE7;a, traz &#xE0; mente o empenho do cidad&#xE3;o urbano em vestir-se dignamente. As albuminas no formato cart&#xE3;o de visita (9&#xD7;6cm) que circularam o mundo todo na segunda metade do s&#xE9;culo XIX e que s&#xE3;o at&#xE9; hoje vistas nos &#xE1;lbuns de fam&#xED;lia registraram a ambi&#xE7;&#xE3;o de homens em apresentarem-se vestidos como europeus parisienses e londrinos, portanto exibindo os p&#xE9;s cal&#xE7;ados, sinal de distin&#xE7;&#xE3;o, conforto e urbanidade (<xref ref-type="bibr" rid="B6">CARVALHO; LIMA, 2011</xref>). N&#xE3;o usar sapatos era sinal de desprest&#xED;gio, de escravid&#xE3;o,<xref ref-type="fn" rid="fn30"><sup>30</sup></xref> de atraso. Para abrir m&#xE3;o do conforto, os enlutados n&#xE3;o usam sapatos de couro durante o ritual judaico do Shiv&#xE1;. Fora dos p&#xE9;s os sapatos est&#xE3;o presentes no imagin&#xE1;rio ocidental como sin&#xF4;nimo de morte. Para lembrar o genoc&#xED;dio de cerca de seis milh&#xF5;es de judeus, o Museu do campo de concentra&#xE7;&#xE3;o de Majdanek, na Pol&#xF4;nia, exp&#xF5;e em grandes containers aramados 56 mil pares de sapatos (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BBC, 2014</xref>). Os sapatos que n&#xE3;o deixaram os p&#xE9;s de Aylan causam, por isso, uma ambiguidade desconcertante.</p>
<p>Um &#xFA;ltimo conjunto de respostas visuais merece aqui ser mencionado. S&#xE3;o ilustra&#xE7;&#xF5;es explicitamente endere&#xE7;adas ao contexto pol&#xED;tico do acontecimento motivador da morte de Aylan Kurdi. Nesses casos, as ilustra&#xE7;&#xF5;es refor&#xE7;am a ideia de fal&#xEA;ncia das inst&#xE2;ncias pol&#xED;ticas internacionais e, portanto, da humanidade, que teria a morte de inocentes como Aylan Kurdi como tr&#xE1;gica consequ&#xEA;ncia. As refer&#xEA;ncias &#xE0;s inst&#xE2;n-cias pol&#xED;ticas mundiais como a ONU ou aos agentes econ&#xF4;micos respons&#xE1;veis pelos conflitos, ou ainda, a explicita&#xE7;&#xE3;o da geografia das fronteiras s&#xE3;o coadju-vantes nas representa&#xE7;&#xF5;es do corpo de Aylan Kurdi neste conjunto (<xref ref-type="fig" rid="f10">Figura 10</xref>, retro).</p>
<fig id="f10">
<label>Figura 10</label>
<caption>
<title>Acima: Valeria Botte Cola<xref ref-type="fn" rid="fn31"><sup>31</sup></xref>. Abaixo: &#xE0; esquerda, Rafat Alkhateeb<xref ref-type="fn" rid="fn32"><sup>32</sup></xref>, &#xE0; direita Umm Talha<xref ref-type="fn" rid="fn33"><sup>33</sup></xref>.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf10.jpg"/></fig>
<p>Na Am&#xE9;rica Latina, entre as ilustra&#xE7;&#xF5;es produzidas (Vladimir Barros, Guilherme de Castro), uma chama a aten&#xE7;&#xE3;o, por procurar aproximar as situa&#xE7;&#xF5;es de desamparo do refugiado e de uma v&#xED;tima da viol&#xEA;ncia no narcotr&#xE1;fico no M&#xE9;xico (<xref ref-type="fig" rid="f11">Figura 11</xref>). A ilustra&#xE7;&#xE3;o do artista pl&#xE1;stico Rap&#xE9; Monero disp&#xF5;e ao lado do corpo de Aylan Kurdi o corpo do beb&#xEA; Marcos Miguel Pano, de sete meses, brutalmente assassinado com seus jovens pais Juan Alberto Pano Ramos, de 24 anos, e Alba Isabel Col&#xF3;n, de 17 anos, em Santiago Pinotepa Nacional na regi&#xE3;o de Oaxaca, em fevereiro de 2016 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">COLOMBO, 2016</xref>). A apropria&#xE7;&#xE3;o da imagem de Kurdi serviu, um ano depois, para falar de outra realidade, a do narcotr&#xE1;fico, problema de dimens&#xE3;o nacional no M&#xE9;xico, desafiando o observador a se perguntar se a consterna&#xE7;&#xE3;o pela morte de um beb&#xEA; refugiado ser&#xE1; a mesma perante a morte de um beb&#xEA; v&#xED;tima do narcotr&#xE1;fico.</p>
<fig id="f11">
<label>Figura 11</label>
<caption>
<title>Aylan Kurdi e Marcos Miguel Pano. Rap&#xE9; Monero<xref ref-type="fn" rid="fn34"><sup>34</sup></xref>.</title></caption>
<graphic xlink:href="ibero-44-0041-gf11.jpg"/></fig>
</sec></body>
<back>
<ack>
<title>Agenciamento</title>
<p>Afinal, a imagem do corpo de Aylan teria mudado alguma coisa para al&#xE9;m daqueles que conviveram com a crian&#xE7;a? Durante o m&#xEA;s de setembro a equipe do Visual Social Media Lab levantou as perguntas mais recorrentes a respeito de Aylan Kurdi. A maior parte dizia respeito a quest&#xF5;es sobre a crise migrat&#xF3;ria, suas causas, suas caracter&#xED;sticas, o que acontece na S&#xED;ria, qual a situa&#xE7;&#xE3;o dos imigrantes na Europa depois da crise, qual a atitude da Europa em rela&#xE7;&#xE3;o aos imigrantes, que organiza&#xE7;&#xF5;es est&#xE3;o por tr&#xE1;s da migra&#xE7;&#xE3;o, de onde os migrantes v&#xEA;m, o que acontecer&#xE1; com a Europa. O uso da palavra &#x201C;refugiado&#x201D; cresceu no m&#xEA;s de setembro, suplantando o equil&#xED;brio historicamente existente do termo com aquele mais gen&#xE9;rico, &#x201C;imigrante&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B35">ROGERS, 2015</xref>, p. 23-5). Se, aparentemente, as foto-grafias do corpo de Aylan mudaram o interesse pela crise migrat&#xF3;ria, levando mais pessoas a conhecer o assunto, esse efeito n&#xE3;o parece ter se estendido a a&#xE7;&#xF5;es pol&#xED;ticas de grande dimens&#xE3;o.</p>
<p>Anne Burns acompanhou as not&#xED;cias na m&#xED;dia, especialmente de l&#xED;ngua inglesa, durante duas semanas (<xref ref-type="bibr" rid="B5">BURNS, 2015</xref>, p. 38-9). David Cameron,<xref ref-type="fn" rid="fn35"><sup>35</sup></xref> Stephen Harper<xref ref-type="fn" rid="fn36"><sup>36</sup></xref> e Nicola Sturgeon<xref ref-type="fn" rid="fn37"><sup>37</sup></xref> fizeram declara&#xE7;&#xF5;es que mostravam simpatia &#xE0; situa&#xE7;&#xE3;o da fam&#xED;lia Kurdi, no entanto, ao final de duas semanas, suas delibera&#xE7;&#xF5;es em rela&#xE7;&#xE3;o aos refugiados continuaram duras. Em uma atitude muito pontual e simb&#xF3;lica, que parece apenas querer reparar danos na imagem pol&#xED;tica do pa&#xED;s, o tio de Abdallah e sua fam&#xED;lia obtiveram visto de perman&#xEA;ncia no Canad&#xE1;. A pol&#xED;tica de Cameron foi a de auxiliar os pa&#xED;ses vizinhos &#xE0; S&#xED;ria para que estes conseguissem manter os refugiados em seus territ&#xF3;rios, evitando-se sua ida &#xE0; Europa (<xref ref-type="bibr" rid="B21">GREENSLADE, 2015</xref>). Doze dias ap&#xF3;s a morte de Aylan, a Uni&#xE3;o Europeia divide-se perante proposta de assentamento de 160 mil refugiados por cotas designadas a cada pa&#xED;s da Uni&#xE3;o Europeia. A negocia&#xE7;&#xE3;o acordou convenientemente apenas ao assentamento de 40 mil na It&#xE1;lia e Gr&#xE9;cia (<xref ref-type="bibr" rid="B29">O GLOBO, 2015</xref>). Sabemos que a Alemanha, at&#xE9; dezembro de 2015, havia recebido um milh&#xE3;o de refugiados, n&#xFA;meros que Angela Merkel foi for&#xE7;ada a reduzir drasticamente em 2016 (<xref ref-type="bibr" rid="B17">FRANCE PRESSE, 2015</xref>; DA DEUTSCHE WELLE).</p>
<p>A pol&#xED;tica de acolhimento de refugiados resultou no acordo, entre a Uni&#xE3;o Europeia e a Turquia, de deporta&#xE7;&#xE3;o dos refugiados que alcan&#xE7;aram o solo grego em mar&#xE7;o de 2016. A nova situa&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica dos refugiados motivou a retomada da imagem de Aylan Kurdi. Dessa vez em um grafite ocupando 120 metros de um muro &#xE0;s margens do rui Main, em Frankfurt. O grafite &#xE9; vis&#xED;vel do outro lado do rio, onde est&#xE1; localizado o Banco Central Europeu. O mural ficou exposto durante todo o outono. Os artistas, Justus Becker e Oguz Sen, justificaram o grafite reproduzindo a fotografia de Aylan Kurdi como uma resposta &#xE0; decis&#xE3;o pol&#xED;tica da Uni&#xE3;o Europeia e, tamb&#xE9;m, como um alerta frente ao crescimento da simpatia por partidos de extrema direita, que defendem uma pol&#xED;tica anti migrat&#xF3;ria.</p>
<p>J&#xE1; fora do campo pol&#xED;tico, Burns e Mayblin relataram iniciativas de civis como campanhas, peti&#xE7;&#xF5;es, coleta de produtos, chamada de volunt&#xE1;rios, disponibiliza&#xE7;&#xE3;o de abrigos, organiza&#xE7;&#xE3;o de grupos de apoio. No entanto, Burns chama a aten&#xE7;&#xE3;o para o perfil dos que est&#xE3;o prontos a ajudar. S&#xE3;o pais com filhos pequenos que, por isso mesmo, conseguiram ter empatia com a fam&#xED;lia Kurdi. Assim, apesar da como&#xE7;&#xE3;o mundial, foi uma pequena parcela de civis que chegou a ter iniciativas efetivas, ainda que de baixo impacto, para mudar a situa&#xE7;&#xE3;o dos refugiados. Para Mayblin, a quest&#xE3;o &#xE9; outra, como transformar o &#xED;mpeto positivo de ajuda aos refugiados em a&#xE7;&#xF5;es cont&#xED;nuas e mudan&#xE7;as pol&#xED;ticas? Desde 1993, as leis para asilo na Inglaterra v&#xEA;m endurecendo e 2 de setembro de 2015 n&#xE3;o mudou essa tend&#xEA;ncia. Dias ap&#xF3;s a trag&#xE9;dia com os Kurdi, a nova Lei de Imigra&#xE7;&#xE3;o foi aprovada no Parlamento ingl&#xEA;s, legalizando a separa&#xE7;&#xE3;o de fam&#xED;lias refugiadas, com a deporta&#xE7;&#xE3;o de pais e a coloca&#xE7;&#xE3;o de seus filhos sob a guarda do estado, medida somada a outras, como proibi&#xE7;&#xE3;o de trabalhar ou de receber ajuda governamental. Para termos uma dimens&#xE3;o do p&#xFA;blico afetado pelas imagens de Aylan Kurdi, Burns comenta um dos resultados de pesquisa sobre refugiados feita pela empresa You Gov UK. Somente 9% dos ingleses que afirmaram ter visto a fotografia do corpo afogado de Aylan reconhecem que mudaram de opini&#xE3;o a favor de uma maior entrada de refugiados s&#xED;rios no pa&#xED;s (<xref ref-type="bibr" rid="B12">DAHLGREEN, 2015</xref>).</p>
<p>Perante o quadro de empatia pouco efetiva, os resultados da divulga&#xE7;&#xE3;o das imagens na Noruega trazem algo diferente. L&#xE1; ocorreu uma interessante conflu&#xEA;ncia de interesses civis e pol&#xED;ticos, conforme sugere o artigo de Lin Pr&#xD8;itz (<xref ref-type="bibr" rid="B33">PR&#xD8;ITZ, 2015</xref>, p. 40-1). Em setembro, ap&#xF3;s a divulga&#xE7;&#xE3;o das fotografias de Aylan, o grupo #refugeswelcometonorway &#x2013; #RWTN, criado por civis no Facebook e que possu&#xED;a, desde julho, em torno de 200 participantes, passou a contar com 90 mil novos integrantes. Um debate sobre como ajudar os refugiados, sobre o que vinha acontecendo em seu pa&#xED;s e nos demais envolvidos na crise tomou conta das discuss&#xF5;es. Muitos, no entanto, viam o engajamento dessas pessoas pelo Facebook como algo superficial, um compromisso fr&#xE1;gil e sem desdobramentos pol&#xED;ticos. No entanto, o impacto das fotografias de Aylan atingiu o pa&#xED;s no momento de elei&#xE7;&#xF5;es locais. Os Partidos Progressista e Conservador, contr&#xE1;rios &#xE0; expans&#xE3;o dos abrigos, perderam as elei&#xE7;&#xF5;es para os partidos Verde, Trabalhista e Centro. Para Pr&#xD8;itz, as mudan&#xE7;as nas elei&#xE7;&#xF5;es est&#xE3;o diretamente ligadas ao sucesso do grupo RWTN e outros que foram criados na sua esteira(2015, p. 40-1).</p>
<p>Para al&#xE9;m do interesse que o tema em si levanta, o que se quis trazer como contribui&#xE7;&#xE3;o foi a necessidade de incluir o documento fotogr&#xE1;fico como parte ativa das pr&#xE1;ticas sociais e, para tanto, dois aspectos s&#xE3;o fundamentais: a compreens&#xE3;o dos atributos est&#xE9;ticos da imagem, o que lhe d&#xE1; sua especificidade documental, e a produ&#xE7;&#xE3;o de sentidos ao longo de sua trajet&#xF3;ria social.</p>
<p>Diferentemente do que ocorreu com a imagem analisada por Meneses, a fotografia do corpo de Aylan Kurdi deixou rastros no meio eletr&#xF4;nico que permitiram uma r&#xE1;pida avalia&#xE7;&#xE3;o de seus efeitos sobre segmentos sociais no mundo todo. Ou seja, pesquisadores disp&#xF5;em, hoje, de ferramentas que tornam a pesquisa sobre difus&#xE3;o poss&#xED;vel, mesmo diante de uma escala monumental da circula&#xE7;&#xE3;o, que se apresenta como um novo desafio. As ferramentas digitais tornam poss&#xED;vel isolar grupos deflagradores, sele&#xE7;&#xF5;es de imagens e impactos midi&#xE1;ticos. No entanto, esta n&#xE3;o &#xE9; tarefa para um pesquisador isolado, mas para esfor&#xE7;os coletivos de profissionais de &#xE1;reas distintas, mobilizados em torno de objetivos comuns. Estudar as din&#xE2;micas de circula&#xE7;&#xE3;o, consumo e apropria&#xE7;&#xE3;o da cultura visual do presente pressup&#xF5;e projetos multidisciplinares.</p>
<p>No presente estudo de caso &#xE9; poss&#xED;vel identificar muitas das prerrogativas apresentadas j&#xE1; em fins da d&#xE9;cada de 1990 por aqueles que come&#xE7;avam a discutir defini&#xE7;&#xF5;es, alcances e campo da Cultura Visual (cf. <xref ref-type="bibr" rid="B24">KNAUSS, 2006</xref>) e, especialmente, as coloca&#xE7;&#xF5;es de Nicholas Mirzoeff, em seu ensaio introdut&#xF3;rio &#xE0; colet&#xE2;nea de ensaios que organiza em 1998 com o objetivo de, segundo suas pr&#xF3;prias palavras, provocar reflex&#xF5;es em torno do alcance e m&#xE9;todos da Cultura Visual (<xref ref-type="bibr" rid="B27">MIRZOEFF, 1998</xref>). Para Mirzoeff, os estudos de Cultura Visual n&#xE3;o s&#xE3;o estudos de imagens, ou de seus aparatos de produ&#xE7;&#xE3;o e frui&#xE7;&#xE3;o, pura e simplesmente. Para entender e problematizar a tend&#xEA;ncia moderna da sociedade de dar estatuto visual &#xE0; exist&#xEA;ncia, &#xE9; preciso ir al&#xE9;m, isto &#xE9;, abarcar a din&#xE2;mica da circula&#xE7;&#xE3;o e das apropria&#xE7;&#xF5;es. Nessa perspectiva, fica evidente o car&#xE1;ter transversal dos estudos de Cultura Visual, articulando as &#xE1;reas de conhecimento para al&#xE9;m de estruturas departamentais (<xref ref-type="bibr" rid="B27">MIRZOEFF, 1998</xref>, p. 3-13).</p>
<p>O trabalho realizado pelo Visual Social Media Lab,<xref ref-type="fn" rid="fn38"><sup>38</sup></xref> aqui amplamente retomado, somado ao roteiro metodol&#xF3;gico de Meneses, oferece-nos um caminho seguro para os estudos da imagem contempor&#xE2;nea na perspectiva da cultura visual.</p>
</ack>
<fn-group>
<fn fn-type="other" id="fn1">
<label>1</label>
<p>As primeiras divulga&#xE7;&#xF5;es disseram tratar-se de um menino de tr&#xEA;s anos, mas Aylan tinha dois anos quando morreu (BARNARD, 2015).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn2">
<label>2</label>
<p>O primeiro nome &#xE9;, na verdade, Alan, mas ele ficou conhecido na m&#xED;dia como Aylan, por causa da pron&#xFA;ncia turca do nome (BARNARD, 2015).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn3">
<label>3</label>
<p>Farida Vis encontra com precis&#xE3;o os registros de acessos dessas imagens no Twitter, conforme nos relata: &#x201C;Just over one fifth (21%) of the hundred most shared images on Twitter were of Aylan dead. Most users circulated images of Aylan alone, lying face down in the surf (13%), followed by ones showing him with someone else. Mostly the image of the Turkish police officer picking him up or images of scenes that include one or sometimes two officers approaching his lifeless little body (4%). There are also a few images of the front pages of newspapers (4%), which include both these images: Aylan alone and with the Turkish police officer. These images are all front pages of UK newspapers, which all prominently covered this event&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B43">VIS, 2015</xref>, p. 27).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn4">
<label>4</label>
<p>Qualidade est&#xE9;tica &#xE9; aqui utilizada para mencionar atributos pl&#xE1;sticos da imagem que s&#xE3;o capazes de agu&#xE7;ar a percep&#xE7;&#xE3;o daqueles que com ela entram em contato: &#x201C;[&#x2026;] the anthrophology of art cannot be the study of the aesthetic principles of this ou that culture, but of the mobilization of aesthetic principles (or something like them) in the course of social interaction&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B19">GELL, 1998</xref>, p. 04).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn5">
<label>5</label>
<p>Linhagens fotogr&#xE1;ficas s&#xE3;o imagens de g&#xEA;neros semelhantes que servem de matriz inspiradora para as pr&#xF3;ximas produ&#xE7;&#xF5;es desse tipo. S&#xE3;o como heran&#xE7;as visuais mais espec&#xED;ficas &#x2013; imagens de acidentes, de cad&#xE1;veres, de festas, de trag&#xE9;dias, de arquitetura, de pol&#xED;ticos, de beb&#xEA;s, de fam&#xED;lias, de casamento etc.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn6">
<label>6</label>
<p>Para a visualiza&#xE7;&#xE3;o da imagem de Robert Capa consultar o link: Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://artshot.com/morte-de-um-miliciano-robert-capa/">http://artshot.com/morte-de-um-miliciano-robert-capa/</ext-link>&#x3E; Acesso em: 26 maio 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn7">
<label>7</label>
<p>Primeira aqui significa a mais visualizada.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn8">
<label>8</label>
<p>A fotografia 2 foi divulgada tamb&#xE9;m reeditada, exibindo-se apenas o corpo da crian&#xE7;a.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn9">
<label>9</label>
<p>Por que publicamos a imagem do menino s&#xED;rio afogado? UOL, S&#xE3;o Paulo, 02/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/09/02/por-que-publicamos-a-imagem-do-menino-sirio-afogado.htm">https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2015/09/02/por-que-publicamos-a-imagem-do-menino-sirio-afogado.htm</ext-link>&#x3E; Acesso em: 20 junho 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn10">
<label>10</label>
<p>Importante salientar que recep&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o significa apropria&#xE7;&#xE3;o. Aqui nos &#xE9; &#xFA;til a diferencia&#xE7;&#xE3;o que Certeau estabelece entre consumo e apropria&#xE7;&#xE3;o. Em um contexto industrial, por exemplo, o consumo &#xE9; poss&#xED;vel de ser quantificado a partir de dados oriundos do mercado, da distribui&#xE7;&#xE3;o de mercadorias. A apropria&#xE7;&#xE3;o, no entanto, &#xE9; bem mais complexa de ser atestada e distinguida (<xref ref-type="bibr" rid="B7">CERTEAU, 2003</xref>, p. 96).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn11">
<label>11</label>
<p>O texto de Orazio faz parte do relat&#xF3;rio organizado por Farida Vis e Olga Goriunova &#x2013; <italic>The Iconic Image on Social Media: a Rapid Research Response to the Death of Aylan Kurdi</italic>, publicado pelo Visual Social Media Lab (2015). O relat&#xF3;rio apoia-se em dados coletados nas redes sociais para entender as pr&#xE1;ticas, din&#xE2;micas e efeitos de imagens que se tornaram ic&#xF4;nicas e busca responder a uma s&#xE9;rie de quest&#xF5;es postuladas a partir deste tipo de fen&#xF4;meno social. Dividido em quatro se&#xE7;&#xF5;es, o relat&#xF3;rio aborda, nas duas primeiras, a circula&#xE7;&#xE3;o da fotografia de Kurdi nas redes sociais e as respostas pol&#xED;ticas e art&#xED;sticas a ela; e nas duas &#xFA;ltimas se&#xE7;&#xF5;es, o contexto mais amplo de produ&#xE7;&#xE3;o deste tipo de fotografia (imagens de guerra, sofrimento divulgadas na imprensa), suas contra narra-tivas no &#xE2;mbito da cultura visual e, por fim, uma discuss&#xE3;o sobre as quest&#xF5;es &#xE9;ticas envolvidas nas pr&#xE1;ticas da visualidade de imagens impressas. O relat&#xF3;rio &#xE9; parte de um projeto mais amplo, patrocinado pelo Economic and Social Research Council (ESRC).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn12">
<label>12</label>
<p>Uma sequ&#xEA;ncia de oito imagens ainda pode ser vista no site da ag&#xEA;ncia turca Dogan News. Mas n&#xE3;o localizamos a primeira posta-gem das imagens, seu conjunto completo, a sequ&#xEA;ncia e seus desta-ques, o que &#xE9; um problema novo gerado pelos meios digitais, em que as informa&#xE7;&#xF5;es simplesmente podem desaparecer (DHA s./d.).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn13">
<label>13</label>
<p>El PA&#xCD;S. O menino s&#xED;rio da praia viaja em mil desenhos. El Pa&#xED;s. G+. S&#xE3;o Paulo. 04/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/03/internacional/1441316653_944472.html">https://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/03/internacional/1441316653_944472.html</ext-link>&#x3E;. Acesso em 04 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn14">
<label>14</label>
<p>NESHER, David. Aylan Kurdi&#x2026; El Mundo enterro yace com &#xC9;l en esa Playa! 04/09/2015. Blog Ap&#xF3;stolo David Nesher. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://davidnesher.com.ar/aylan-kurdi-el-mundo-entero-yace-con-el-en-esa-playa-galeria-profetica-para-compartir/">http://davidnesher.com.ar/aylan-kurdi-el-mundo-entero-yace-con-el-en-esa-playa-galeria-profetica-para-compartir/</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 04 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn15">
<label>15</label>
<p>LA NUEVA. Artistas de todo el mundo homenajearon con sus obras al nen&#xEA; ahogado em Turqu&#xED;a. Sociedad. La Nueva. 03/09/2015.&#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.lanueva.com/nota/2015-9-3-20-55-0-artistas-de-todo-el-mundo-homenajearon-con-sus-obras-al-nene-ahogado-en-turquia">http://www.lanueva.com/nota/2015-9-3-20-55-0-artistas-de-todo-el-mundo-homenajearon-con-sus-obras-al-nene-ahogado-en-turquia</ext-link>&#x3E; Acesso em: 04 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn16">
<label>16</label>
<p>DRAINVILLE, Ray. On the Iconology of Aylan Kurdi, Alone. In: Vis, F., &#x26; Goriunova, O. (Eds.). <italic>The Iconic Image on Social Media:</italic> A Rapid Research Response to the Death of Aylan Kurdi. Visual Social Media Lab December. Sheffield/UK: University of Sheffield, 2015, p. 47. Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://visualsocialmedialab.org/projects/the-iconic-image-on-social-media">http://visualsocialmedialab.org/projects/the-iconic-image-on-social-media</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 11 maio 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn17">
<label>17</label>
<p><italic>ITV REPORT.</italic> Heartbreaking cartoons inspired by images of Aylan Kurdi. 03/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.itv.com/news/2015-09-03/cartoons-inspired-by-aylan-shared-on-social-media/">http://www.itv.com/news/2015-09-03/cartoons-inspired-by-aylan-shared-on-social-media/</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 17 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn18">
<label>18</label>
<p>CHAVARRO, Laura. Artistas se solidarizan com trag&#xE9;dia de ni&#xF1;o s&#xED;rio Aylan Kurdi. <italic>El Heraldo.</italic> Mundo, 05/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552">www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 17 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn19">
<label>19</label>
<p>LIS, F&#xE1;tima. Blog. 04/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://fatimalis.blogspot.com.br/2015/09/aylan-kurdi-rest-in-peace.html?spref=pi">http://fatimalis.blogspot.com.br/2015/09/aylan-kurdi-rest-in-peace.html?spref=pi</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 16 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn20">
<label>20</label>
<p>CHAVARRO, Laura. Artistas se solidarizan com trag&#xE9;dia de ni&#xF1;o s&#xED;rio Aylan Kurdi. <italic>El Heraldo.</italic> Mundo, 05/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552">www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 17 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn21">
<label>21</label>
<p>UOL. NE10. Sistema Jornal do Commercio faz tributo a me-nino s&#xED;rio afogado. <italic>Sistema Jornal do Commercio</italic>. 03/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://noticias.ne10.uol.com.br/mundo/noticia/2015/09/03/sistema-jornal-do-commercio-faz-tributo-a-menino-sirio-afogado-566380.php">http://noticias.ne10.uol.com.br/mundo/noticia/2015/09/03/sistema-jornal-do-commercio-faz-tributo-a-menino-sirio-afogado-566380.php</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 16 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn22">
<label>22</label>
<p>As tr&#xEA;s imagens est&#xE3;o em CHAVARRO, Laura. Artistas se solidarizan com trag&#xE9;dia de ni&#xF1;o s&#xED;rio Aylan Kurdi. <italic>El Heraldo.</italic> Mundo, 05/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552">www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 17 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn23">
<label>23</label>
<p>CURIOSAMENTE. 10 artes emocionantes sobre a morte do garoto s&#xED;rio. <italic>Di&#xE1;rio de Pernambuco.</italic> &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/10-artes-emocionantes-sobre-a-morte-do-garoto-sirio/">http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/10-artes-emocionantes-sobre-a-morte-do-garoto-sirio/</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 18 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn24">
<label>24</label>
<p>UOL. NE10. Sistema Jornal do Commercio faz tributo a menino s&#xED;rio afogado. 03/09/2015. <italic>Sistema Jornal do Commercio.</italic> &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://noticias.ne10.uol.com.br/mundo/noticia/2015/09/03/sistema-jornal-do-commercio-faz-tributo-a-menino-sirio-afogado-566380.php">http://noticias.ne10.uol.com.br/mundo/noticia/2015/09/03/sistema-jornal-do-commercio-faz-tributo-a-menino-sirio-afogado-566380.php</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 16 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn25">
<label>25</label>
<p>CHAVARRO, Laura. Artistas se solidarizan com trag&#xE9;dia de ni&#xF1;o s&#xED;rio Aylan Kurdi. <italic>El Heraldo.</italic> Mundo, 05/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552">www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 17/06/2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn26">
<label>26</label>
<p>G1. Ilustra&#xE7;&#xF5;es na internet homenageiam menino s&#xED;rio morto em praia. <italic>Globo.</italic> 03/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/ilustracoes-homenageiam-menino-sirio-morto-em-praia-em-redes-sociais.html">http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/ilustracoes-homenageiam-menino-sirio-morto-em-praia-em-redes-sociais.html</ext-link>&#x3E;. Acesso: 17 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn27">
<label>27</label>
<p>G1. Ilustra&#xE7;&#xF5;es na internet homenageiam menino s&#xED;rio morto em praia. <italic>Globo.</italic> 03/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/ilustracoes-homenageiam-menino-sirio-morto-em-praia-em-redes-sociais.html">http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/ilustracoes-homenageiam-menino-sirio-morto-em-praia-em-redes-sociais.html</ext-link>&#x3E;. Acesso: 17 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn28">
<label>28</label>
<p>CHAVARRO, Laura. Artistas se solidarizan com trag&#xE9;dia de ni&#xF1;o s&#xED;rio Aylan Kurdi. <italic>El Heraldo.</italic> Mundo, 05/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552">www.elheraldo.co/internacional/artistas-se-solidarizan-con-tragedia-de-nino-sirio-215552</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 17 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn29">
<label>29</label>
<p><italic>EL HORIZONTE</italic>. El mundo rinde homenaje a Aylan Kurdi. 03/09/2015. &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.elhorizonte.mx/internacional/el-mundo-rinde-homenaje-a-aylan-kurdi/1624977">http://www.elhorizonte.mx/internacional/el-mundo-rinde-homenaje-a-aylan-kurdi/1624977</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 17 jun. 2017.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn30">
<label>30</label>
<p>No Brasil, a aus&#xEA;ncia dos sapatos significava escravid&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ALENCASTRO, 1997</xref>, p. 78).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn31">
<label>31</label>
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<collab>Cartoon de Steve Dennis</collab></person-group>
<source xml:lang="pt"><italic>El Pa&#xED;s</italic>. O menino s&#xED;rio da praia viaja em mil desenhos. El Pa&#xED;s</source>
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<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 04 jun. 2017</date-in-citation></element-citation></ref>
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<collab>Cartoon de Umm Talha</collab></person-group>
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<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 16 jun. 2017</date-in-citation></element-citation></ref>
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	<mixed-citation>Cartoon de Valeria Botte Cola. COLIDER NEWS. Seu Portal de
Notícias. Ilustradores do mundo inteiro prestam homenagem após
tragédia com criança síria. 03/09/2015.</mixed-citation>
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	<mixed-citation>Cartoon de Vladimir Barros . UOL. NE10. Sistema Jornal do
Commercio faz tributo a menino sírio afogado. Sistema Jornal do
Commercio. 03/09/2015.</mixed-citation>
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<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 16 jun. 2017</date-in-citation></element-citation></ref>
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	<mixed-citation>Fotografia de Aylan Kurdi. Tweet the Michelle Demi Shevich
replicado por Liz Sly. Nilüfer Demir/Dogan News Agency/AFP
Getty Images.</mixed-citation>
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<source xml:lang="en">Tweet the Michelle Demi Shevich replicado por Liz Sly. Nil&#xFC;fer Demir/Dogan News Agency/AFP Getty Images</source></element-citation></ref>
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	<mixed-citation>Fotografia de policial turco ao lado do corpo de Aylan Kurdy,
encontrado morto próximo à cidade de Bodrum. Nilüfer Demir/
Dogan News Agency/AFP. Getty Images.</mixed-citation>
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<source xml:lang="pt">Fotografia de policial turco ao lado do corpo de Aylan Kurdy, encontrado morto pr&#xF3;ximo &#xE0; cidade de Bodrum. Nil&#xFC;fer Demir/Dogan News Agency/AFP. Getty Images</source></element-citation></ref>
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	<mixed-citation>Fotografia do policial turco que carrega o corpo de Aylan Kurdi.
NilüferDemir/DHA/Reuters, Getty Images.</mixed-citation>
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<source xml:lang="pt">Fotografia do policial turco que carrega o corpo de Aylan Kurdi. Nil&#xFC;ferDemir/DHA/Reuters, Getty Images</source></element-citation></ref>
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	<mixed-citation>Fotografia de policial ao lado do corpo de criança afogada na praia
de Ali Hoca, em Bodrum, na Turquia. Anadolu Agency. Getty
Images.</mixed-citation>
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<source xml:lang="pt">Fotografia de policial ao lado do corpo de crian&#xE7;a afogada na praia de Ali Hoca, em Bodrum, na Turquia. Anadolu Agency. Getty Images</source></element-citation></ref>
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	<mixed-citation>Fotografia de Galip Kurdi. Realizada por Qutaiba Idlbi e postada
em seu twitter.</mixed-citation>
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<collab>Fotografia de Galip Kurdi</collab></person-group>
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	<mixed-citation>ZEZO Cartoons. CHAVARRO, Laura. Artistas se solidarizan com
tragédia de niño sírio Aylan Kurdi. El Heraldo. Mundo, 05/09/2015.</mixed-citation>
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