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Redes, comunidades e cultura digital: a inovação pela desconexão
Networks, communities and digital culture: innovation by disconnection
Redes, comunidades y cultura digital: la innovación por la desconexión
Chasqui. Revista Latinoamericana de Comunicación, núm. 137, pp. 189-205, 2018
Centro Internacional de Estudios Superiores de Comunicación para América Latina

Monográfico

Los autores/as conservarán plenos derechos de autor sobre su obra y garantizarán a la revista el derecho de primera publicación, el cuál estará simultáneamente sujeto a la Licencia Reconocimiento-SinObraDerivada de Creative Commons (CC BY-ND), que permite a terceros la redistribución, comercial y no comercial, siempre y cuando la obra no se modifique y se transmita en su totalidad, reconociendo su autoría. Los autores/as podrán adoptar otros acuerdos de licencia no exclusiva de distribución de la versión de la obra publicada (p. ej.: depositarla en un archivo telemático institucional o publicarla en un volumen monográfico) siempre que se indique la publicación inicial en esta revista. Se permite y recomienda a los autores/as difundir su obra a través de Internet.

Recepção: 20 Novembro 2017

Aprovação: 24 Maio 2018

DOI: https://doi.org/10.16921/chasqui.v0i137.3562

Resumo: A construção de redes de relacionamento foi potencializada a partir do advento das tecnologias digitais contemporâneas, que possibilitaram o surgimento de novas condições “espaciais” e a sociedade em rede ou mesmo o da inovação, que pode contemplar processos e tecnologias. Este artigo apresenta, a partir de um estudo de caso analítico de profundidade, a comunidade Rede das Coisas Simples, organizado na cidade de Águeda, na região centro de Portugal, concebido a partir da não utilização de tecnologias digitais para sua mobilização. Essa é uma filosofia crescente entre jovens da cultura digital – unplugged. Espera-se, com a apresentação desta investigação, construir subsídios para novos estudos sobre a cultura digital de jovens.

Palavras-chave: comunicação, sociedade em rede, mediação, território, inovação, juventude.

Abstract: The construction of relationship networks was potentiated from the advent of contemporary digital technologies, which made possible the emergence of new “spatial” conditions and the networked society or even innovation, which can be contemplated processes and technologies. This article presents, based on an in-depth analytical case study, the community Rede das Coisas Simples, carried out in the city of Águeda, in the central region of Portugal, conceived from non-adoption of digital technologies for its mobilization. That’s a growing philosophy among young people of digital culture - unplugged. If you wait, with the presentation of this research, build subsidies for new studies on digital culture among young people.

Keywords: communication, network society mediation, territory, innovation, youth.

Resumen: La construcción de redes de relacionamiento fue potencializada a partir del adviento de las tecnologías digitales contemporáneas, que posibilitaron el surgimiento de nuevas condiciones “espaciales” y la sociedad en red o de la innovación, que puede contemplar procesos y tecnologías. Este articulo presenta, a partir de un estudio de caso analítico en profundidad, la comunidad Rede das Coisas Simples, llevada a cabo en la ciudad de Águeda, en la región centro de Portugal, concebido a partir de la no adopción de tecnologías digitales para su movilización. Esta es una filosofía creciente entre jóvenes de la cultura digital unplugged. Se espera, con la presentación de esta investigación, construir sustentos para nuevos estudios sobre la cultura digital entre los jóvenes.

Palabras clave: comunicación, sociedad en red, mediación, territorio, innovación, juventud.

1. Introdução1

Efetivamente, a sociedade contemporânea está consolidada sobre um cenário de redes de relacionamento, potencializadas a partir do advento das tecnologias digitais móveis, que possibilitaram o surgimento de novas condições “espaciais”, onde o não-lugar móvel (Augé, 2009) conectou os atores midiáticos através de um espaço fisicamente inexistente por equipamentos que carregamos conosco – os dispositivos móveis inteligentes. São atores sociais de uma rede rejuvenescida, ainda que contemple outras camadas etárias, e que transformam cotidianamente a maneira de relacionamento humano.

Juntamente a esse novo cenário, surgiram conceitos importantes para interpretá-lo, como a sociedade em rede (Castells, 2005), que nos explica o desejo dos cidadãos de conectarem-se para a construção de grupos de interesse comum. Apesar de não ser um conceito novo, e de ter surgido em uma internet emergente, o mesmo autor retoma o debate em redes de indignação e esperança (Castells, 2013), quando aponta para uma sociedade midiaticamente autônoma, com poder de mobilização social.

Outro conceito comum no ecossistema midiático contemporâneo, e importante para compreender o estudo aqui apresentado, é o da inovação, que pode contemplar processos e tecnologias (Schumpeter, 1996), apesar da palavra normalmente sugerir a criação de uma nova tecnologia, ou estar relacionada a tal invenção. Porém, há processos inovadores que caminham para direção contrária às novas tecnologias digitais, baseando-se em processos humanos.

Tais recomposições sociais, aliadas a uma cultura digital em formação, sugerem a necessidade de novos estudos não somente sobre redes de conexão entre pessoas a partir de ambientes digitais, como também entre pessoas que buscam a inovação mediada apenas por ferramentas humanas. Esses grupos são compostos por cidadãos definidos pelos ecologistas dos meios como unplugged citizen2, especialmente entre jovens que buscam o cada vez mais raro contato humano. O conceito aplicado neste artigo foi anteriormente estudado por Renó & Renó (2014) no sentido de observar os comportamentos dos cidadãos desconectados ao aproximarem-se de dispositivos digitais conectados à internet.

O artigo apresenta, a partir de um estudo de caso analítico de profundidade (Yin, 2010), a comunidade Rede das Coisas Simples, organizado na cidade de Águeda, na região centro de Portugal, e que se constitui exatamente pela não utilização de tecnologias digitais para sua dinamização. Trata-se de uma filosofia crescente entre jovens da cultura digital, apesar de terem crescido numa sociedade conectada, preferindo renegá-la. O estudo é uma etapa inicial de uma investigação maior, o Programa Integrado de IC&DT “CeNTER – Redes e Comunidades para a Inovação Territorial”, que tem como um dos objetivos o de construir conhecimento acerca do papel das redes e da mediação na promoção de cenários efetivos de inovação territorial nas áreas do Turismo e da Saúde e bem-estar, tendo como recorte geográfico a região centro de Portugal. Espera-se, com a apresentação desta investigação, construir subsídios para novos estudos sobre a cultura digital de jovens, mesmo que na condição de unplugged.

2. Marco teórico

Para o desenvolvimento desta investigação, observou-se a necessidade de estudar, especialmente, os conceitos revisados sobre redes e inovação. Tais conceitos balizam a investigação aqui apresentada, assim como as próximas etapas do projeto ao qual este estudo está inserido.

Para o desenvolvimento deste projeto, considerou-se o conceito de redes apresentado por Manuel Castells, tanto em sua versão original como na atualização da proposta pelo autor, já em uma sociedade digitalmente midiatizada. Na primeira leitura sobre o tema, Castells (2005), que observa uma sociedade nos primeiros anos de convivência com a internet, constrói um conceito de sociedade em rede como a criação de redes de pessoas, ou de grupos, pela conjunção de interesses comuns. Através desta ideia, Castells inaugurou seus olhares para uma sociedade conectada pela internet em um momento de mediação limitada, unilateral, ou disponível para poucos.

Porém, o autor volta a debater a organização social mediatizada em 2013, quando publica o livro “Redes de Indignação e Esperança”, contando com uma estrutura de redes diferente, já com um certo poder midiático nas mãos dos cidadãos. Na obra, além de apresentar diversos estudos de caso, e de adotar essa metodologia como base de seu estudo, Castells (2013) aponta em diversos momentos para o poder da midiatização, da mediação e da remediação cidadã. Em outras palavras, apresenta uma sociedade que tem a possibilidade de exercer todos os papéis dos processos comunicacionais, inclusive o de criação e composição de plataformas midiáticas. Ambas propostas do autor são fundamentais para o estudo apresentado, pois explica as motivações sociais para a construção e organização de redes e apresenta a mudança de status social no campo da midiatização, antes limitado à recepção.

Uma segunda dimensão fundamental a esta investigação contempla a inovação, ponto fundamental do projeto de investigação ao qual este estudo de caso está inserido e que, seguramente, é o que encontra maior diversidade de dimensões. Podemos perceber inovação no campo da tecnologia, comumente relacionada às criações de soluções no âmbito de prototipagem. Porém, podemos observar o conceito apresentado pelo austríaco Joseph Schumpeter (1996), construído sobre o terreno do desenvolvimento econômico. Para defender sua proposta, Schumpeter apresentou dois conceitos fundamentais: a inovação como causa do desenvolvimento e o empresário inovador como propiciador dos processos de inovação. Nas duas propostas, a inovação é apoiada em processos, e não somente à tecnologia. O conceito de inovação por processo justifica a inserção da comunidade Rede das Coisas Simples e, por conseguinte, os jovens desconectados como também manifestação de cultura digital, como algo inovador que mereça ser observado.

3. Metodologia

Este artigo apresenta resultados de uma investigação qualitativa, com o método Estudo de Caso analítico de profundidade, desenvolvido com base nas definições de Robert Yin (2010). O Estudo de Caso foi realizado com apoio de dois procedimentos metodológicos: a pesquisa bibliográfica e a entrevista estruturada de profundidade, que colaboraram não somente na busca e interpretação de dimensões, como também no aprofundamento do caso estudado.

Em seu livro “Estudo de caso: planejamento e métodos” (reeditado pela 4ª vez em 2010), Yin proporciona ao leitor informações amplas, mas também detalhadas, sobre este método de pesquisa. Embora não tenha a pretensão de ser um manual (e sim um texto reflexivo e conceitual sobre o tema), “Estudo de caso: planejamento e métodos” descreve os procedimentos necessários para um estudo de caso e aponta os possíveis desafios que o pesquisador encontrará no caminho. Assim, serve como um guia para estudos deste escopo.

Como método de pesquisa, o estudo de caso pode ser usado em várias situações em que o pesquisador pretende conhecer a fundo fenômenos individuais ou grupais, já que permite ao pesquisador captar características holísticas e significativas dos eventos da vida real. O método é originário das ciências biológicas, mas segundo Yin (2010) também pode ser utilizado com sucesso nas ciências sociais, especialmente quando se trata de uma investigação analítica, e que tem como proposta a interpretação de um efeito social.

Ao contrário de alguns cientistas sociais, que acreditam que os estudos de caso são apropriados apenas para a fase exploratória da investigação (assumindo, desta forma, papel de ferramenta preliminar), Yin (2010) afirma que o método pode ser utilizado para três finalidades: exploratória, descritiva e explanatória. A escolha do estudo de caso em detrimento de outros métodos, no entanto, depende das perguntas que se pretende responder com a pesquisa. Para o autor, as questões que mais conduzem os pesquisadores a optar pelo estudo de caso são as que “lidam com os vínculos operacionais que necessitam ser traçados ao longo do tempo, mais do que as meras frequências ou incidências” (Yin, 2010, p. 30).

De acordo com Yin (2010), o estudo de caso é o método preferido para examinar aqueles eventos contemporâneos nos quais os comportamentos relevantes não podem ser manipulados. Assim como o método histórico, o estudo de caso é capaz de lidar com um leque amplo de evidências, mas vai além ao utilizar técnicas como a observação direta dos eventos e entrevistas com pessoas envolvidas como fontes de pesquisa.

Outra fase importante apontada pelo autor no processo de elaboração do estudo de caso consiste em encontrar proposições teóricas que dão base à pesquisa. Muitos pesquisadores são levados a acreditar que este tipo de método dispensa a teoria. Yin (2010) ressalta, no entanto, que este pensamento não poderia estar mais equivocado. Em primeiro lugar, a teoria fornece uma boa base de orientação para o estudo. O autor explica que a generalização dos resultados do estudo de caso ocorre justamente na elaboração de uma teoria apropriada, e este é um aspecto importante de salientar, já que uma crítica recorrente aos estudos de caso é que eles fornecem pouca base para a generalização científica. Como problematiza o autor:

Como você pode generalizar a partir de um único caso? É uma questão frequentemente ouvida. A resposta não é simples (Kennedy, 1976). No entanto, considere por um momento que a mesma questão tivesse sido feita sobre um experimento: “como você pode generalizar a partir de um único experimento?” Na realidade, os fatos científicos são raramente baseados em experimentos únicos; eles são geralmente baseados em um conjunto múltiplo de experimentos que replicaram os mesmos fenômenos sob condições diferentes. [...] O estudo de caso, como o experimento, não representa uma “amostragem” e ao realizar o estudo de caso, sua meta será expandir e generalizar teorias (generalização analítica) e não enumerar frequências (generalização estatística). (Yin, 2010, p. 36).

Nesta passagem do livro, o autor deixa claro que o método é generalizável às proposições teóricas, e não às populações ou universos. Entretanto, um estudo de caso pode apresentar indícios para outros casos semelhantes, ou servir como resultados exploratórios para novos estudos sobre a mesma temática.

Com o objetivo de conhecer em profundidade as boas práticas inovadoras de base comunitária da região do centro de Portugal e compreender o papel que as tecnologias estão a desempenhar no processo de inovação territorial, realizou-se uma entrevista aos dinamizadores da Rede das Coisas Simples, grupo apresentado neste Estudo de Caso. Para tanto, desenvolveu-se um roteiro de entrevista semiestruturada, baseado na revisão de literatura realizada e na tabela de dimensões (tabela 1), que consistiu em três principais dimensões: a organização, as dinâmicas de mediação e o papel das tecnologias digitais.

A primeira dimensão da entrevista aborda os aspectos organizacionais da comunidade, como estrutura, liderança, definição de objetivos estratégicos, bem como a flexibilidade e proatividade da rede comunitária. A segunda visava averiguar as dinâmicas de mediação da comunidade e estratégias de mediação utilizadas para promover a colaboração, cooperação, interação e relacionamentos entre os membros. Finalmente, a terceira dimensão examinou as tecnologias que a comunidade utiliza com intuito de identificar as ferramentas, os recursos e as plataformas que a comunidade usa, bem como a predisposição e as competências dos participantes no uso das tecnologias digitais. A Tabela 1 apresenta uma visão geral do guião de entrevista por dimensões e indicadores observadas em cada dimensão, bem como os estudos usados para enquadrar cada um dos conceitos envolvidos na investigação.

Tabela 1
Dimensões conceituais da investigação

Elaborada pelos autores.

Com essas dimensões conceituais localizamos condições para o desenvolvimento do estudo de caso. A partir disso, foi elaborado um roteiro de entrevistas que consistia em 40 questões, planejadas para responderem às dimensões acima citadas e contribuir na compreensão de cenários distintos de jovens e cultura digital, observando um grupo de jovens unplugged.

4. Discussão: Os cenários da cultura digital e da tecnologia em Portugal

As tecnologias digitais tornaram-se cada vez mais importantes para a sociedade em seu cotidiano, promovendo a coesão social e territorial. Entretanto, aos pertencentes à cultura digital, essa importância é fluida, natural. Para eles, qualquer dispositivo deve permitir ao usuário criar, visualizar, distribuir, modificar, armazenar, recuperar, transmitir e receber informações eletronicamente em um formato digital, assim como o seu armazenamento na nuvem. Inclui-se nisso uma combinação de tecnologias de informação, através de computadores, tecnologia de telecomunicação, serviços de banda larga e, obviamente, a internet. Sem essa estrutura básica, não há cultura digital contemplada.

O desenvolvimento de tecnologias digitais, nomeadamente descritas como Software Social e Redes Sociais, facilita novas formas de ação coletiva, interação social online (síncrono ou assíncrono), compartilhamento de espaços de colaboração e produção, distribuição e agregação de informações em ambientes online (Stuckey & Arkell , 2006), ações naturais na cultura digital. Essas tecnologias constituem um meio para expandir o conhecimento através de conexões entre indivíduos com interesses comuns, promovendo a construção colaborativa do conhecimento – as redes sociais propostas por Castells (2005). A flexibilidade dessas ferramentas, juntamente com o fato de serem fáceis de usar e estarem relativamente disponíveis, produziram mudanças na forma como as interações sociais são estabelecidas. Isso transformou a cultura da sociedade, assim como a maneira de pensar. Nos jovens, tais transformações foram mais expressivas, provavelmente por estar em formação e, com isso, terem mais facilidade para absorver as inovações sociais e comportamentais.

No cenário da cultura digital, podemos nomear a inovação territorial como algo expressivo. Essas transformações territoriais alteram, por conseguinte, a cultura local e os hábitos de seus usuários. Castro, Santinha e Marques (2008) destacam a contribuição das tecnologias digitais como suporte ao desenvolvimento e inovação territorial em três eixos principais:

- Desenvolvimento econômico:

. Facilita os fluxos de informações e a rede entre os agentes;

. Facilita a interação de agentes com sistemas científicos e tecnológicos;

. Contribui para a produção de conhecimento relevante;

. Facilita o acesso à produção de serviços de suporte;

. Melhora a eficiência dos processos de gerenciamento.

- Coesão social e territorial:

. Permite maior equidade no acesso aos serviços pelos cidadãos;

. Facilita a interação das redes sociais;

. Promove oportunidades econômicas, sociais e ecológicas iguais;

. Melhora a conectividade entre as pessoas do país, facilitando sua inserção em espaços mais amplos;

. Contribui para a complementaridade funcional entre os centros urbanos e suas respectivas áreas de influência.

- Administração:

. Permite maior eficiência no funcionamento interno da Administração (“back-office”);

. Facilita o fornecimento de informações a cidadãos e agentes;

. Melhora a interação entre Administração e cidadãos e agentes (front-office e back-office);

. Promove a participação na formulação de políticas e nos processos de tomada de decisão.

. Melhora a qualidade de vida das comunidades.

. Promove uma melhor eficiência no funcionamento interno da Administração.

Em suma, segundo os autores, as tecnologias digitais emergem como uma solução que facilita transformações sociais e territoriais. Porém, esses benefícios dependem de uma série de fatores, incluindo infraestruturas técnicas disponíveis e acessibilidade tecnológica.

Para esse trabalho, nos debruçamos no cenário de cultura digital e inovação tecnológica de Portugal para entender quais os critérios são relevantes e disponíveis à sociedade para, em seguida, estudar a comunidade Rede das Coisas Simples. Isso foi relevante na busca de justificativas da desconexão do grupo, ainda que seus pertencentes tenham, em sua maioria, uma conexão em suas vidas particulares.

A acessibilidade e a digitalização dos processos midiatizados disponíveis para a sociedade avançaram nos últimos anos, em Portugal. No entanto, a qualidade dos serviços prestados ainda deixa a desejar em muitos aspectos. Por exemplo, a implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal apresentou lacunas que ainda existem até hoje. Um relatório publicado em janeiro de 2017 pela DECO relata a existência em Portugal de nove locais onde há valores de potência insuficientes e altos níveis de ruído foram registrados, o que não permite uma recepção estável do sinal.

Tal situação pode ser observada no mapa interativo fornecido no portal ANACOM – Agência Nacional de Comunicação, que dissemina informações diárias sobre a disponibilidade e estabilidade das emissões de TDT com base na rede de sondas espalhadas por todo o país. No mapa, verificou-se que ainda existem várias áreas em que a população tem dificuldades em acessar serviços de TDT. Entretanto, a televisão já não faz parte da cultura digital jovem, mais preocupados com a conexão de dispositivos móveis e a internet (Jenkins, Ford & Green, 2013).

Em relação aos serviços de acesso à Internet – os que interessam à cultura digital jovem -, o relatório ANACOM menciona que, em 2016, havia cerca de 3,2 milhões de clientes do Serviço de Acesso à Internet em local fixo, 6,6% a mais que em 2015. A taxa de penetração do acesso à Internet de banda larga era de 32,6 por 100 habitantes para acessos fixos e 62,6 por 100 habitantes para acessos móveis com uso real. O número de usuários habilitados para usar os serviços de Banda Larga Móvel atingiu cerca de 13,7 milhões, 4% a mais do que em 2015. Esses números são relevantes à compreensão do cenário propício para a cultura digital proveniente de usuários jovens, pois há taxas de acessibilidade positivas a esse público.

Outra alteração positiva está presente na internet residência. Segundo o relatório, houve também um aumento no número de domicílios atendidos por fibras ópticas nas regiões Norte, Centro e Lisboa, que aumentaram 27,2%, 51,8% e 15%, respectivamente. No entanto, a distribuição geográfica da penetração de acesso à Internet de banda larga (Portugal Continental) permanece muito dispersa. Aveiro, onde existe a comunidade Rede das Coisas Simples, situa-se na região centro, onde houve o maior incremento na estrutura de fibras ópticas.

Porém, o uso efetivo das tecnologias digitais também depende de fatores de origem humana. A cultura digital está por trás desse uso, e está relacionada essencialmente ao conhecimento e às habilidades dos usuários sobre as formas de integrar e explorar tecnologias em diferentes contextos. Encontramos importantes resultados sobre o tema na pesquisa da Comissão Europeia sobre “Tecnologias de Informação e Comunicação nas famílias e indivíduos” (2016). Os dados da pesquisa demonstram que as diferentes características do perfil do usuário se referem ao uso da Internet. Fatores como idade, nível de educação e condição relacionada ao trabalho têm uma grande influência no uso da Internet.

O baixo nível de utilização de serviços na Internet foi verificado não só entre os indivíduos com um nível de educação até o 3º ciclo, como também entre a população aposentada, bem como entre as pessoas com 55 a 64. Podemos acrescentar que Portugal é o país da UE com a maior proporção de população que a alfabetização é igual ou inferior ao 3º ciclo. Isso agrava o cenário de aproximação à cultura digital.

No que diz respeito ao equipamento utilizado para acessar a Internet, de acordo com a mesma pesquisa, o celular e o laptop eram o principal equipamento utilizado para o acesso à Internet em 2016. Outros equipamentos menos tradicionais também ganharam importância no acesso à Internet, como o tablet (44 % de usuários da Internet) e a SmarTV (9%).

Os dados do relatório “O setor das comunicações” (2016), apresentados pela ANACOM, nos permitem concluir que o fato de os usuários acessar os serviços de telefonia móvel através de um smartphone também está associado à sua idade, nível educacional e condição de pessoas antes do trabalho. A maioria dos usuários de smartphones pertence às faixas etárias de 10 a 34 anos e aos níveis de ensino superior (secundário superior e inferior). Trata-se de uma cultura digital predominantemente jovem existente em Portugal.

Porém, é importante mencionar que em Portugal ainda há 26% da população que nunca usou a Internet. Consideramos importante realizar uma breve caracterização desta população. De acordo com os dados do Eurostat, o número de indivíduos que não utilizam Internet em Portugal diminuiu nos últimos anos, mas ainda é alto (26%) em comparação com a média da UE (14%). Esse alto índice pode ser explicado pelo envelhecimento da população portuguesa.

Em relação ao local de residência, verificou-se que a maioria dos indivíduos que nunca usaram a Internet são aqueles que vivem em áreas menos povoadas, 35% desses indivíduos residentes em locais com menos de 100 habitantes. A não utilização de serviços de Internet está associada ao nível de educação e condições de trabalho e pequenas aldeias podem oferecer essa problemática.

A proporção de residentes portugueses com menor nível de escolaridade ou aposentadoria que nunca utilizaram a Internet é alta (43% e 59%, respectivamente), superior aos índices da UE. De acordo com o inquérito da Comissão Europeia “TIC nas famílias e pelos indivíduos” (2016), o motivo mais mencionado pelas famílias por não ter acesso à Internet em Portugal estava relacionado a questões de alfabetização digital: “não sei como usar/fazer ou não entendo “. De acordo com este serviço, Portugal foi o segundo país da UE onde esta justificativa era a mais alta. Motivos como “custos elevados de equipamentos” e “altos custos de acesso” também foram mencionados com frequência, colocando Portugal em terceiro lugar no ranking.

Ainda assim, observa-se um crescimento da cultura digital entre os portugueses mais jovens. Para estes, problemas relacionados a custos ou desconhecimento não são frequentes.

Estes dados estatísticos nos permitem compreender o perfil dos usuários de tecnologias em Portugal, bem como verificar uma série de indicadores que posicionam a cultura digital, como idade, nível educacional e situação profissional. No entanto, existem outros determinantes que relacionam as características psicológicas, como sensação de conforto, confiança e interesse, fatores determinantes e relações entre atitude, intenção e comportamento dos usuários de tecnologia digital. Esses dados nos permitem caracterizar o perfil de usuário das tecnologias digitais e definir indicadores que facilitem o desenvolvimento de novos recursos tecnológicos, levando em consideração os ajustes necessários para atender às expectativas e necessidades dos usuários. Entretanto, posicionam a comunidade Rede das Coisas Simples como caso isolado na dispensa das tecnologias digitais, numa sociedade em que a cultura digital ganha força e se solidifica.

5. A Rede das Coisas Simples

A comunidade Rede das coisas simples consiste num grupo informal, que acredita que as relações humanas podem assentar na compartilha, em trocas diretas, redes de trocas, bancos do tempo, e que estes meios podem promover comunidades mais solidárias e participativas. A ideia surge em 2014 em Águeda como uma resposta para colmatar o sentimento de isolamento, distanciamento e perda de proximidade nas pequenas comunidades.

Portanto, a Rede das coisas simples é um grupo de pessoas com vontade de pensar e construir soluções de consumo alternativas e solidárias, bem como preservar o espirito de proximidade, da socialização realçando a importância da comunidade. É uma comunidade dinamizada, dois líderes informais e um grupo de 12 voluntários ativos que evitam fazer parte do sistema “que se resta pelo dinheiro e pelo valor monetário das coisas”, promovendo a troca direta e pequena venda de produtos biológicos locais, envolvendo os pequenos produtores do interior.

Para além da questão económica, que é muito relevante, a Rede das coisas simples está a lançar novas e reais oportunidades para restabelecer laços de confiança e cumplicidade entre habitantes do mesmo território. As comunidades locais passam a poder assegurar a sustentabilidade do seu desenvolvimento, criando as redes que facilitam a proximidade entre quem produz e quem consome localmente.

A comunidade evita utilizar as redes sociais para dinamizar a sua atividade, uma vez que optou por comunicar presencialmente com os participantes e manter um bocado este espírito de proximidade, acreditando que a divulgação “boca a boca” é uma das melhores formas de reconhecimento do seu trabalho.

A Rede das coisas simples procura unir as pessoas em torno de laços de partilha e amizade, num estilo de vida mais simples e mais feliz, com menos consumo, e mais proximidade, repondo as famílias alargadas como suporte ao equilíbrio, apoio e qualidade de vida das famílias.

O espaço de partilha e de aprendizagem que acontecem todas as sextas feiras no Largo da Casa do Rio em Águeda, oferecem às pessoas possibilidade de participar nas oficinas, provar os produtos locais biológicos e colocar questões sobre produtos menos conhecidos.

6. Resultados: a Rede por eles mesmos

Parte do Estudo de Caso é o aprofundamento no mesmo através de estratégias de investigação complementares. Neste artigo, apresentamos também a entrevista estruturada aberta como forma de captar informações complementares às obtidas na observação. Durante entrevista, foi possível perceber que os jovens integrantes a comunidade Rede das Coisas Simples, representantes do grupo, ainda que sejam engajados ao conceito de unplugged, demonstram proximidade à cultura digital contemporânea. Em tempo integral, os dois são profissionais do setor da tecnologia, dedicando-se à Rede das Coisas Simples nos momentos complementares.

Realizada em 10 de novembro de 2017 pelos autores deste estudo, na cidade de Águeda, a entrevista coletou o perfil da comunidade e de seus participantes. Por se tratar de uma entrevista estruturada, as perguntas foram previamente definidas. Entretanto, como a aplicação da entrevista foi através do formato aberto, observamos respostas diferentes em relação à extensão e, em diversos casos, oferecem uma complementaridade na informação.

A primeira pergunta, como a comunidade não possui nenhuma plataforma digital que ofereça informações sobre o mesmo, teve como objetivo descobrir o que é e como surgiu a Rede das Coisas Simples. Segundo um dos entrevistados, “Nós já tínhamos um grupo de amigos que faziam uma vez por mês um mercadinho aqui na praça de República para trocar objetos em segunda mão ou outras coisas que nós tivéssemos e quiséssemos trocar. Mas era uma vez por mês”. E complementou: “Então achamos que, depois de já nos conhecer, tínhamos condições para começarmos a trocar, mais regularmente, os produtos que tínhamos das hortas”.

Ainda na mesma resposta, o representante comentou que começaram a “organizar isso numa lista que, até que foi inicialmente numa lista Excel, em que tinha os produtores, os produtos, os consumidores e cada um colocava quantidade que queria e o que queria para cada semana. Depois encontrávamos aqui à sexta feira e trocávamos”. Em seguida, explica que abandonaram o Excel, pois isso representava tecnologia. Segundo os representantes, “em vez de ser um ficheiro Excel, é só uma lista que vais se compondo todas as semanas com aquilo que nós dizemos, por e-mail o que temos nesta semana”.

Em outro momento da entrevista, os representantes do Rede das Coisas Simples foram questionados sobre metas a serem alcançadas pela comunidade, se é que existem. A entrevistada explicou que a meta era “aumentar o número dos produtores, para termos mais diversidade de produtos, mas também aumentar a oferta em termos de trocas, que passaria por trocar serviços por alimentos”. Então, justificaram o objetivo de realizar atividades de troca entre os participantes da rede. “Não queremos fazer parte do sistema que se resta pelo dinheiro e pelo valor monetário das coisas. Queremos salientar mais a importância da comunidade, da socialização e de se escoar os produtos que estão em excesso”. Trata-se de uma desconexão não somente às tecnologias, mas também aos modelos sociais em que vivemos. A inovação neste grupo avança ainda mais nos conceitos apresentados por Schumpeter (1996).

Ao falar mais sobre o grupo, o entrevistado demonstra a relação com a cultura digital ao adotar terminologias comuns ao atual momento social no qual estamos inseridos. Segundo ele, “nós não somos uma associação. Nós somos ‘virtualmente’ uma associação de pessoas”. Entretanto, o virtualmente destacado pelo entrevistado difere-se do modelo adotado pela cultura digital contemporânea, o que fortalece a condição de desconectados, apesar de pertencerem racionalmente à cultura digital.

Ao serem indagados sobre os métodos de organização adotados para a realização dos encontros, explicaram sobre a única estratégia da comunidade que adota a tecnologia digital. Segundo ela, “semanalmente há necessidade de informar uma das pessoas que dinamiza os produtos que existem para esta semana, colocam se numa lista que é enviada para todos os elementos do grupo por e-mail”. Ou seja, estão desconectados, mas não totalmente. Entretanto, para os dois, jovens naturalmente inseridos na cultura digital, o e-mail é algo tão elementar que deixa de ser considerado no momento de defender a desconexão.

Ao serem indagados sobre as condições de fortalecimento da comunidade, o entrevistado comentou que “nós não somos muito conhecidos pela comunidade, amigos de amigos, colegas de trabalho”. Isso externa uma limitação de desenvolvimento do mesmo por falta de alcance e distribuição por redes de relacionamento provocado pela desconexão dos usuários.

Essa resposta proporcionou a pergunta seguinte, que foi a respeito do uso de tecnologia pelos participantes do projeto no seu cotidiano. Os entrevistados declararam que “são pessoas que utilizam as tecnologias, por exemplo alguns não têm Facebook, mas são pessoas que utilizam vários tipos de tecnologias que até maior parte das pessoas não utiliza no seu dia a dia. Todos somos assim”. Ou seja, alguns não possuem tecnologia alguma. Outros adotam tecnologia no seu cotidiano, mas não na condução da comunidade.

Finalmente, sobre tecnologia, perguntou-se sobre a percepção acerca do uso da tecnologia pelos membros da comunidade. Disseram: “Acho que somos otimistas na utilidade de nos comunicarmos, por exemplo, por mail. E organizamos os produtos de forma virtual para todos conseguirem ver. Mas depois há dois ou três elementos que não gostam muito de responder em conjunto”. Porém, consideram que isso também pode prejudicar ou deturpar o conceito da comunidade de construção de redes de relacionamento, acima de tudo. Para eles, “Se uma pessoa publicite no Facebook ou na rede social é um bocado daquela coisa do consumo imediato”, ou seja, destrói o fator social que existe na relação interpessoal, presencial. Trata-se de um projeto de resistência à sociedade digital e à nova ecologia dos meios que, seguramente, está construída essencialmente sobre uma plataforma de digitalização de conteúdos, estruturas, arquiteturas e relações humanas. Uma sociedade midiatizada por páginas web conectadas de maneira binária com outras páginas ou cognitivamente ao usuário.

7. Conclusões

Percebemos, com esse estudo, que, apesar dos jovens estarem diretamente relacionados à cultura digital, há dissidências. A corrente unplugged existe e preocupa alguns cidadãos dessa geração conectada, especialmente no sentido de sobreviver às imposições de agenda existentes nos canais digitais. Obviamente, isso não significa que estes cidadãos estejam totalmente desconectados, até mesmo porque tal distanciamento exige um esforço acima do possível. Entretanto, a busca pela desconexão também tem ocupado um espaço no cenário da cultura digital.

Por outro lado, observamos que a inovação e a construção de redes são características existentes mesmo em ambientes desconectados. Exemplo disso é a comunidade Rede das Coisas Simples, aqui apresentado como Estudo de Caso e que sugere novas composições de tarefas e iniciativas possíveis de serem levadas a cabo mesmo em uma sociedade binária. Não se trata de renegar pelo desconhecimento, e sim de “desplugar-se” por uma opção social, ou por uma construção de redes de relacionamento “reais”, por critérios de aproximação geográfica, e não somente por protocolos de internet conectados.

Neste sentido, e a partir de estudos como o apresentado no artigo, definiu-se o conceito de comunidade do Programa CeNTER, no qual este estudo está inserido. Para a investigação, considera-se comunidade como “Grupo de pessoas que partilham afinidades e que, voluntariamente, desenvolvem ações conjuntas, em ambiente físico e/ou virtual, no contexto de um território e que produzem, ressignificam e partilham informação relevante para o desenvolvimento desse território”. Valoriza-se a relação geográfica na composição comunitária. A definição foi construída a partir de debates e de leituras de diversos referenciais teóricos, além deste estudo de caso. As comunidades podem vir a reconstruir-se em ambientes virtuais, mas a base é permanentemente territorial. A proposta também foi apoiada em diversos estudos, especialmente o que trata dos habitats digitais (Wenger, White, & Smith, 2009), mas a observação dos casos existentes reforçou essa proposta.

Isso é o que pode ser visto no caso estudado. Os integrantes buscaram uma relação geográfica e física por acreditarem que essa seria a maneira real de construir conexões. Segundo os integrantes da Rede das Coisas Simples, a desconexão acaba por valorizar, segundo eles, o que há de mais valioso: o tempo. Obviamente, tal iniciativa torna-se cada vez mais rara na sociedade, cada vez mais imersa na cultura digital, especialmente quando envolve jovens. Entretanto, observamos uma abertura na janela da desconexão. Correntes sociais de unplugged crescem. Por essa razão, alguns fabricantes de telefones móveis experimentam o regresso de modelos clássicos sem conexão à internet para atender a esse grupo de usuários. O mesmo acontece com empresas de telefonia, que buscam de maneira crescente criar novos planos sem pacotes de dados.

Porém, fica claro que se trata de uma tendência ainda incipiente, e que a maioria dos jovens pensa de maneira digital, conectada. Ao observar os entrevistados, representantes da comunidade Rede das Coisas Simples, percebemos que a desconexão é uma luta constante e interna de ambos, ainda que os mesmos sejam naturalmente conectados. Independentemente da conexão, a comunidade consegue desenvolver uma rede social a partir da inovação de processos de relacionamento e organização. E o fazem, seguramente, por obterem o êxito esperado pelo grupo.

Referências bibliográficas

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Yin, R. (2010). Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman.

Notas

1 Este artigo foi elaborado no âmbito do Programa Integrado de IC&DT “CeNTER – Redes e Comunidades para a Inovação Territorial” (CENTRO-01-0145-FEDER-000002), financiado pelo Programa Operacional Regional do Centro (CENTRO 2020), PT2020.
2 O termo unplugged citizen é adotado pelos ecologistas dos meios para definir aqueles cidadãos que decidem desconectar-se dos aparatos tecnológicos existentes, ainda que tenham acesso. Tal conceito não serve aos cidadãos que não possuem acesso à tecnologia por questões financeiras, sociais ou mesmo tecnológicas. Entretanto, a observação sobre uma sociedade unplugged foi proposta por uma reportagem do Jornal The Economist já no ano de 2010 (https://econ.st/2zFDTKp).

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