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				<journal-title>Revista Brasileira de História</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Bras. Hist.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1806-9347</issn>
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			<article-id pub-id-type="publisher-id">00010</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1806-93472016v36n73-010</article-id>
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					<subject>Articles</subject>
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				<article-title>A criação do Terceiro Corpo do Exército na província do Rio Grande do Sul: conflitos políticos resultantes da administração militar nos anos críticos da Guerra do Paraguai (1866-1867)<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref></article-title>
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					<trans-title>The creation of the Army's Third Corps in Rio Grande do Sul: political struggles coming out of the military administration during the critical years of the War of the Triple Alliance (1866-1867)</trans-title>
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						<given-names>Miquéias H.</given-names>
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				<institution content-type="original">Instituto de História e Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Rio de Janeiro, RJ, Brasil. vizecksohn@gmail.com</institution>
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				<institution content-type="original">Postdoctoral Research Associate, Woodrow Wilson School of Public and International Affairs, Princeton University (USA). Princeton, NJ, USA. miqueias@gmail.com</institution>
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				<year>2016</year>
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			<issue>73</issue>
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			<lpage>207</lpage>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>Este artigo analisa a mobilização militar a partir da relação entre o poder central, a presidência provincial e as lideranças regionais no Rio Grande do Sul. Nosso foco é o período entre outubro de 1866 e abril de 1867, quando o comando militar brasileiro, sediado no Paraguai, decidiu organizar o Terceiro Corpo do Exército. Essa arregimentação foi organizada a partir de contingentes recrutados na província sul-rio-grandense. A criação de um novo corpo militar numa província que se ressentia dos esforços continuados pelo recrutamento exigiu negociações delicadas, num movimento que expôs as principais queixas sobre a execução do recrutamento e a intervenção do governo imperial nas questões locais.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>Abstract This paper analyses military recruitment from the standpoint of relations among Brazil's Imperial authorities, the provincial president of Rio Grande do Sul, and regional leaders within that province. Our focus is the period between October 1866 and April 1867. At that time the Brazilian military command, stationed in Paraguay, organized a new regiment, the Army Third Corps, using troops from Rio Grande do Sul obtained under the quota system. Resentment of conscription already ran high in Rio Grande do Sul, however. Creating this new regiment demanded thorough negotiations that exposed major complaints about recruitment procedures and about Imperial intervention in local affairs.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Rio Grande do Sul</kwd>
				<kwd>Terceiro Corpo do Exército</kwd>
				<kwd>Guerra do Paraguai</kwd>
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				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Rio Grande do Sul</kwd>
				<kwd>Army's Third Corps</kwd>
				<kwd>War of the Triple Alliance</kwd>
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		<disp-quote>
			<p><italic>O novo corpo do exército há de compor-se em sua quase totalidade de voluntários, atraídos pelo dever e pelo prestígio dos chefes que os convidam e estimulam. O prestígio destes chefes, mediante instâncias e ordens terminantes da autoridade superior, pode também demovê-los do intento de demorarem a sua marcha, para tomarem parte nas eleições de fevereiro, se, com efeito, eles nutrirem esse desejo ao ponto de lhe sacrificarem aquele urgentíssimo e sagrado dever.</italic></p>
		</disp-quote>
		<disp-quote>
			<p>José Maria da Silva Paranhos, dezembro de 1866</p>
		</disp-quote>
		<p>Desejos, obrigações e prestígio. A fala de Paranhos desvela vários elementos relacionados ao recrutamento militar no Brasil Imperial, particularmente na sua periferia estratégica, a província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Naquela etapa da campanha contra o Paraguai o voluntariado não mais decorria de decisões individuais, resultando antes do prestígio e da ação de chefes políticos, leais o suficiente para executarem as ordens das autoridades centrais. Constituía, portanto, uma ação coletiva: subordinada, coordenada e incentivada pelas lideranças milicianas, especialmente os comandantes da Guarda Nacional, cujo principal capital político era a capacidade de arregimentar novos soldados ou, como veremos no decorrer deste artigo, isentar alguns de seus correligionários, quando essa escusa lhes era conveniente.</p>
		<p>O esforço de guerra no <italic>front</italic> doméstico permite observar a relação centro-província a partir dos principais atores: o governo imperial, que demandava mais soldados; o presidente da província, que tentava acomodar essas demandas aos interesses regionais com o auxílio do comandante das armas e os comandantes da Guarda Nacional, cujo prestígio e influência eram fundamentais para a mobilização da população. Essa conjuntura específica permite-nos entender também os desafios enfrentados pelo poder central para garantir o apoio das lideranças provinciais em um momento delicado da condução da guerra, questões que exigiram perícia e cuidados excepcionais, dada a então recente história separatista da província.</p>
		<p>Nos últimos 40 anos diversos trabalhos focalizaram a administração Imperial e o papel de seus principais delegados na articulação entre centro e províncias. Muitos desses trabalhos discutiram a figura do presidente, suas limitações e as condições de contorno necessárias à articulação entre interesses nacionais e provinciais. Quase nenhum discutiu o papel do comandante das armas. Para Clea (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Sarmento, 1986</xref>, p.139-175), entretanto, é exagerada a ênfase dada ao curto período médio dos mandatos dos presidentes. É indiscutível que o período médio dos exercícios (13 meses) resultava em efeitos significativos na habilidade desses funcionários para desempenharem suas funções ou tornarem-se politicamente relevantes nas províncias sobre as quais conheciam tão pouco (<xref ref-type="bibr" rid="B37">Wildberger, 1949</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Iglésias, 1958</xref>). Mas essa circunstância não implica que os presidentes fossem personagens politicamente insignificantes no jogo político local (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Vieira, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Izecksohn, 2014a</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B18">2014b</xref>). De fato, muitas das discussões sobre a administração provincial vão pouco além da apresentação de algumas tabelas demonstrativas da rapidez com a qual os presidentes mudaram suas ocupações, exceção feita às produções mais recentes (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Carvalho, 1980</xref>, p.111-132; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Barman, 1988</xref>, p.100-112; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Graham, 1990</xref>, p.48-62). Miriam (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Dolhnikoff, 2003</xref>, p.116-133) destaca ainda que a elite política que gravitava na Corte não estava descolada das elites provinciais, que ambas se articulavam. Outrossim, como demonstraremos, as elites locais não abriram mão de seus interesses. A negociação, nesse sentido, era a pauta, e acabava por fazer funcionar a engrenagem do sistema político, através das lutas de facções políticas rivais e de exigências de favores.</p>
		<p>Nossa contribuição a esse debate visa relacionar as bases da autoridade presidencial à qualidade das negociações entretecidas com lideranças de diversas partes do Rio Grande do Sul, organizadas e arregimentadas através da Guarda Nacional. A presidência de Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello nos permite acompanhar o esforço de guerra na província mais fortemente comprometida com o recrutamento, dado que desde sua reintegração ao Império em 1845, constituiu-se como o cerne das atividades militares na bacia do rio da Prata. Ela foi precedida pela designação do general Manoel Luís Osório como figura central do processo de arregimentação das tropas que constituiriam o Terceiro Corpo durante a Guerra do Paraguai. As ações de Homem de Mello e Osório constituem uma janela para o entendimento das relações entre os governos central e provincial, bem como para os delicados liames que uniam o presidente aos comandantes da Guarda Nacional e à população sujeita ao recrutamento. Fornecem ainda um exemplo do funcionamento dessa articulação em situação de emergência, dada a circunstância de que o país encontrava-se envolvido em uma guerra externa, até então sustentada por uma aliança diplomática que ameaçava romper-se naquele momento. A fragilidade dessa coalizão internacional exigiu um aumento temporário da capacidade de extração estatal. Estudar os caminhos através dos quais essa necessidade foi satisfeita permite-nos entender os tortuosos percalços da afirmação da autoridade imperial na região que, segundo Wilma Peres Costa, constituía ambos: o nervo militar do Império e seu calcanhar de Aquiles. Quais eram os limites impostos à cooperação? De que forma os esforços de guerra afetaram a política provincial? Que relações puderam ser constituídas entre guerra e nacionalismo numa província tão fortemente relacionada a lealdades locais?</p>
		<sec>
			<title>O GOVERNO IMPERIAL E A MOBILIZAÇÃO MILITAR</title>
			<p>Em 22 de setembro de 1866 tropas paraguaias estacionadas nas trincheiras de Curupaiti rechaçaram com sucesso o ataque combinado da frota imperial e dos exércitos da Tríplice Aliança. Essa derrota, que custou aos aliados cerca de 4 mil baixas, paralisou a campanha para a tomada da fortaleza de Humaitá, principal bastião da defesa paraguaia. A situação foi agravada pela retirada posterior de cerca de 5 mil soldados do exército nacional argentino, desviados para enfrentar revoltas internas lideradas por chefes políticos de orientação federalista, especialmente a <italic>montonera</italic> liderada por Felipe Varela nas províncias do interior andino.<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> Esse último movimento, associado à obstinação do Imperador em continuar as operações até a vitória definitiva, colocou em destaque o imperativo do recrutamento de novas tropas nas províncias. Essa contingência foi vista com preocupação pela elite política imperial, uma vez que o recrutamento era impopular e temia-se pela sua execução em período eleitoral.<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>
			</p>
			<p>Como o contingente das forças ativas encontrava-se praticamente no limite, estava claro para os observadores mais atentos que a obtenção de novos recrutas passaria por alguma forma de coerção. Mesmo esperançosos de que os comandantes da Guarda Nacional ainda angariassem lealdades, captando soldados sem o recurso da violência, os líderes políticos do Império anteviam os problemas que o recrutamento poderia trazer à ordem pública. Para piorar o quadro, não havia certeza sobre o desfecho da guerra.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>O PRESIDENTE DA PROVÍNCIA</title>
			<p>Paulista de Pindamonhangaba, advogado, professor e ministro, trazendo ainda na bagagem a administração prévia de duas outras províncias, Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello foi um típico membro da elite política do Império. Sua trajetória é emblemática dos problemas enfrentados pelo gabinete Zacharias de Góes e Vasconcellos, o vigésimo segundo do Império (agosto de 1866 a julho de 1868), problemas esses que abrangem as dificuldades do governo para mobilizar um exército a partir de um Estado nacional desprovido de burocracia especializada. Emblemática também das relações entre o governo imperial e sua província mais militarizada, cujos interesses na política interna do Uruguai ajudaram a arrastar o país para uma guerra generalizada na bacia do Prata. Finalmente emblemáticas de um ministério liberal-progressista que tinha como chefe militar um condestável do partido Conservador, Luís Alves de Lima e Silva, o Marquês de Caxias, com quem as relações se davam de forma delicada (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Mattos, 1937</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Blake, 1902</xref>, p.463-467).</p>
			<p>Aos 30 anos, Homem de Mello já havia governado o Ceará no período inicial da Guerra, quando as contribuições voluntárias foram grandes.<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> A despeito do ímpeto inicial, que trouxe às fileiras milhares de voluntários país afora, esse delegado do poder imperial estava familiarizado com os problemas relacionados principalmente à designação de guardas nacionais como soldados do Exército. Esse era um tema delicado, já que até aquela ocasião a participação na Guarda, em geral, eximia seus membros do recrutamento para o Exército, exceção feita ao Rio Grande do Sul onde a lógica era diversa. Essa situação modificou-se nos primeiros meses de 1865, quando forças da Guarda passaram a ser constantemente &quot;qualificadas&quot; e transferidas para o <italic>front</italic>. Homem de Mello também estava familiarizado com a politização do recrutamento, isto é, com as resistências políticas à arregimentação de agregados e aliados, seguidas geralmente por alegações de que ela era executada sobre os adversários do partido no poder.<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> Encontrava-se igualmente habituado com o problema das isenções legais, as quais permitiam que uma miríade de ocupações profissionais servisse de justificativa para desobrigar alguns indivíduos do recrutamento. A familiaridade com essas questões, que assombravam a criação de novos corpos, não era uma garantia de sucesso para um delegado do poder imperial. Mas um bom trabalho no Rio Grande do Sul potencializaria sua carreira política, em um momento de renovação da vida partidária com a ascensão da Liga Progressista. Assumir missão delicada pode ter parecido interessante para Homem de Mello, mas sua execução seria difícil e desgastante.</p>
			<p>Nomeado presidente da província por Decreto Imperial de 27 de dezembro de 1866, ele tomou posse quase um mês depois, em 22 de janeiro de 1867, isto é, no momento crítico da mobilização militar. A designação de Homem de Mello foi apoiada por Caxias e Osório, que atuaram como seus mentores. Derivou tanto das insatisfações com o vice-presidente em exercício, Pereira da Cunha, considerado pouco enérgico nas decisões que influenciavam a Guarda Nacional, quanto da amizade pessoal entre Homem de Mello e o presidente do Conselho de Ministros, o progressista Zacharias Vasconcelos, que declarara: &quot;Vai governar a província como seu presidente o meu particular amigo Sr. Dr. Francisco Ignácio Homem de Mello&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref> Pereira da Cunha, depois de substituído, teve seu mandato muito criticado por Caxias: &quot;deixando na presidência da província essa nulidade administrativa que a estava regendo, a reboque dos cabalistas, como vice-presidente&quot;. Portanto a nomeação de Homem de Mello estava diretamente relacionada à organização do Terceiro Corpo do Exército, a despeito dos custos políticos e pessoais decorrentes dessa decisão. Essa determinação enfrentou constrangimentos em uma região que se ressentia de anos de esforços consideráveis em favor do recrutamento. O trabalho de arregimentação de tropas foi ainda obstaculizado pela epidemia do cólera que grassou na província nos primeiros meses do mandato de Homem de Mello, infectando o próprio presidente, que sobreviveria ao desastre pessoal. Em sua fala dirigida à Assembleia Legislativa da província, ele declarou: &quot;o Rio Grande invadido submete à rendição em seu solo o inimigo que o manchara, e dois anos depois lança contra o país invasor um novo exército. 1867 responde a 1865&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref>
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>OS COMANDANTES DA GUARDA NACIONAL</title>
			<p>A região de fronteira do Rio Grande do Sul dividia-se em seis comandos superiores de guardas nacionais (Jaguarão, Bagé, Quaraí e Livramento, São Gabriel, São Borja e Cruz Alta); a maioria dos comandantes de milícia aí situados eram estancieiros e tinham larga experiência na constituição de regimentos. Em média, eles ocuparam o posto por 13 anos (considerando 1866 como ano final do intervalo), variando entre 16 para o mais antigo (David Canabarro) e 7 para o mais jovem (Antônio Fernandes Lima).<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref> Todos se situavam no topo da pirâmide econômica provincial: os inventários revelam que seus bens ultrapassavam 10 mil libras esterlinas e que possuíam uma quantidade significativa de escravos (média de 16 por inventário), exceção feita ao interino Manoel Pereira de Vargas (2.630,00 libras), de Jaguarão - o comando estava vago durante a Guerra do Paraguai.<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref> Em sua maioria, eram politicamente ligados ao Partido Conservador (com destaque para Visconde de Serro Alegre, Antônio de Mello e Albuquerque e Antônio Fernandes Lima) - apenas David Canabarro poderia ser considerado um destacado líder liberal (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Porto-Allegre, 1917</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Vasconcellos; Vasconcellos, 1918</xref>, p.476; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Vieira, 1988</xref>, p.42). Esses homens conheciam de memória a distribuição da população e a disponibilidade das diferentes regiões. Constituíam, portanto, o horizonte de visibilidade da província, cumprindo funções e tarefas as quais o Estado nacional, por sua falta de estrutura, encontrava-se impossibilitado de executar. Muitos desses indivíduos possuíam redes de relações e interesses financeiros que se irradiavam para além da província, nas tumultuosas repúblicas vizinhas. A relação entre presidência e comandos havia sido consolidada durante a segunda metade da década de 1840, no contexto dos preparativos para as intervenções contra Oribe e Rosas que concretizaram os padrões de relacionamento no tocante às intervenções militares.</p>
			<p>Essas peculiaridades, todavia, cobravam seu preço. O modo rio-grandense de fazer a guerra era diferente daquele utilizado em outras províncias do Brasil. Ali, a constituição dos corpos provisórios do Exército, para os quais eram transferidos os guardas nacionais, ocorria de forma quase automática. Nessas circunstâncias, o comandante de companhia deveria marchar à frente das tropas de milicianos que recrutara, já que na província várias vezes coincidiam as patentes da Guarda e do Exército. Simultaneamente a interconexão entre a Guarda e o Exército criava situações contraditórias na região e ajudava a cristalizar a lealdade dos comandantes ao Império.<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref> Essas singularidades, no contexto de uma guerra internacional, criavam dificuldades para a efetiva militarização desses contingentes, uma vez que havia grande relutância desses mesmos líderes em ceder o comando de suas tropas aos oficiais com formação profissional efetiva, especialmente num momento em que Caxias procurava dar um formato mais homogêneo às forças que logo retomariam a iniciativa no Paraguai, fundindo corpos, subordinando comandantes e dissolvendo, tanto quanto fosse possível, as diferenças entre voluntários e recrutas (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Uricoechea, 1978</xref>, p.251-252; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Antunes, 1943</xref>, p.41-42).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>&quot;FALE A ESSES GUASCAS AQUELA LINGUAGEM QUE NÓS SABEMOS&quot;: ATIVANDO O RECRUTAMENTO</title>
			<p>A organização do Terceiro Corpo do Exército foi iniciada em outubro de 1866, ainda sob a vice-presidência de Antônio Augusto Pereira da Cunha. O sexagenário marechal Osório (Barão do Herval) foi a figura-chave dessa empreitada, sendo indicado pelo Marquês de Caxias em outubro do mesmo ano simultaneamente para os cargos de Comandante das Armas da Província e Comandante em Chefe do Terceiro Corpo do Exército. Essa dupla autoridade dava a Osório autonomia administrativa frente a um presidente pouco enérgico e hesitante. A fidelidade de Osório às armas imperiais confundia-se com a própria independência do país, e nem mesmo a Guerra Civil Farroupilha fora capaz de quebrá-la. Jonas Vargas destaca que &quot;a trajetória de Osório ajuda a iluminar a de tantos estancieiros (mas também comerciantes e charqueadores) que, mesmo não participando da política parlamentar, eram fundamentais na conquista das eleições e influíam diretamente na política, pressionando seus candidatos&quot;. Para Vargas, durante a Guerra do Paraguai Osório havia se tornado uma espécie de &quot;ponto de equilíbrio&quot; entre as forças aliadas já que se entendia bem com os líderes da Confederação Argentina e do Uruguai (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Vargas, 2010a</xref>, p.244-263). Suas conexões pessoais foram importantes para cooptar o líder entrerriano Justo José de Urquiza para a causa da Tríplice Aliança. Essas mesmas características eram valorizadas no momento em que o Império necessitava de uma liderança confiável para levantar mais um corpo no Rio Grande do Sul. Mas o velho comandante voltava do Paraguai com a saúde debilitada por um problema na perna, sequela que atormentaria seus movimentos através dos pampas. Havia também as sequelas políticas, algumas mais antigas, como a inimizade com o Visconde de Porto Alegre, seu adversário da Liga Progressista. Outras surgiriam ao longo da guerra, devido principalmente às flutuações da política provincial, mas também por conflitos derivados da distribuição de &quot;cabedais militares&quot; recebidos pelos serviços prestados ao Império, pelas resistências de alguns chefes políticos em contribuir e pela crescente indisposição da população para colaborar.<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref>
			</p>
			<p>Simultaneamente à nomeação de Manuel Luís Osório para o Comando de Armas da província, era confirmado no Ministério da Guerra o Visconde de Paranaguá, liderança cujo trato administrativo afinava-se melhor com as demandas de Caxias do que o irascível Ângelo Moniz da Silva Ferraz. O novo ministro aboliu os Conselhos de Guerra, aos quais deveriam responder os oficiais da Guarda Nacional rio-grandense, acusados de negligência, covardia ou corrupção, transferindo-os &quot;para ocasião [mais] oportuna&quot;. Tratava-se de uma tentativa de reaproximação com os líderes de fronteira, especialmente o veterano comandante David Canabarro, que respondia a um processo que dizia respeito a sua possível responsabilidade pela invasão paraguaia em 1865, diante da falta de cuidado no manejo das tropas ali estacionadas. O ministro, na verdade, ouvira os conselhos de Caxias, que em outubro de 1866 declarou que &quot;minha primeira medida foi acabar com os intermináveis conselhos de guerra que o Ferraz inventou, para arredar seus inimigos das posições em que se achavam&quot;. Independentemente da veracidade das acusações, que traziam muito da rivalidade entre os dois condestáveis, os Conselhos haviam se transformado em ferramenta de perseguições políticas que paralisavam a ação de muitos comandantes, temerosos de terem de prestar contas de suas ações informais a autoridades militares profissionais, uma vez que no Rio Grande do Sul o pertencimento à Guarda possuía <italic>status</italic> de militar de carreira, incorrendo em práticas punitivas institucionais que julgavam o comportamento pessoal desses comandantes através de regras hierárquicas utilizadas segundo as conveniências da situação política no poder. Simultaneamente eram suspensas as inspeções de saúde e revogadas as licenças por motivos pessoais de oficiais e praças, ou seja, suspendiam-se várias modalidades de isenções que continuamente interferiam no exercício do recrutamento.</p>
			<p>Falar aos &quot;guascas aquela linguagem que nós sabemos, para que eles corressem todos para o campo de combate&quot; era a estratégia. Nesse sentido, convinha &quot;montar a cavalo e ajuntar gente&quot;, mesmo que isso fosse feito contra a vontade de alguns comandantes recalcitrantes (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Osório, 2008</xref>, p.379). As reuniões realizadas para arregimentar homens para o Exército eram comumente referidas como &quot;as reuniões do coronel F. de Matos&quot; ou ainda &quot;do Tenente Coronel João Ferreira da Silva&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Osório, 2008</xref>, p.425). Esses pequenos resquícios revelados nas cartas enviadas por Osório revelam a continuidade da &quot;personalização&quot; do recrutamento: as reuniões, os soldados, os recrutas eram ligados aos seus comandantes, os quais esperavam manter essa ligação mesmo após a transferência de seus homens para o Exército em operações.</p>
			<p>Se o governo aliviava as punições, também tomava medidas mais drásticas no sentido do alistamento forçado dos elementos que se evadiam ao serviço, como o próprio Osório ressaltou em carta para o presidente da província:</p>
			<disp-quote>
				<p>Parecendo-me conveniente criar-se em cada comando superior uma ou mais partidas volantes que tenham por fim percorrer os distritos dos mesmos comandos, para apreender os desertores que vagam por toda parte, e dos quais muitos existem em suas casas patrocinados por aqueles que mais empenho deviam mostrar em captura-los ... com bons resultados [essa medida] já foi empregada em 1851, pelo Exmo, Sr. Marquês de Caxias.<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Portanto não ocorria propriamente uma inovação, mas a reiteração de práticas que haviam funcionado a contento durante a campanha contra Oribe e Rosas.</p>
			<p>Com a nomeação de Osório, Caxias centralizava os procedimentos em uma única autoridade militar. Tal atitude deve ser entendida em face da descentralização que prevalecera até então, quando os comandantes recrutavam e isentavam seus agregados segundo conveniências locais, na ausência de um comando único e na administração de presidentes que se mostravam intimidados para cobrar dos comandantes uma contribuição mais efetiva. O Rio Grande do Sul passava a viver, na prática, uma espécie de estado de sítio, com eleições suspensas e um controle cada vez mais efetivo dos representantes do Império sobre o recrutamento.</p>
			<p>Em novembro de 1866 Osório recebeu ofício do ministro da Guerra com instrução de seguir para o lugar indicado para organizar o Terceiro Corpo assim que estivesse com a saúde restabelecida. Essa tarefa era urgente, pois escreveu Caxias a Osório ainda de Montevidéu que a situação no teatro da Guerra era tão delicada que &quot;precisamos andar muito unidos e ligeiros, para não desperdiçar o sangue já derramado por tantos brasileiros&quot;. Em seguida, Osório enviou ordens aos comandantes da Guarda e outros oficiais superiores para mobilizar homens com a presteza necessária.<xref ref-type="fn" rid="fn13"><sup>13</sup></xref>
			</p>
			<p>Os adversários políticos de Osório na capital e nas outras localidades boicotavam seus esforços, acobertando desertores ou facilitando sua fuga. O próprio comandante da Guarda Nacional de Porto Alegre, marechal reformado Luís Manoel de Lima e Silva, tio de Caxias e muito popular entre seus comandados, mostrou-se recalcitrante em relação a novos recrutamentos.<xref ref-type="fn" rid="fn14"><sup>14</sup></xref> O Visconde de Porto Alegre (Manuel Marques de Sousa, um dos líderes da Liga Progressista), a quem Caxias havia qualificado como &quot;desairado&quot; à época da rendição de Uruguaiana, declarou ser impossível servir sob suas ordens, &quot;sem quebra de minha dignidade, que por consideração alguma sacrificarei&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn15"><sup>15</sup></xref> Com a designação de Caxias para o comando em chefe e a possibilidade de fusão dos dois corpos então em operações, Porto Alegre requereu licença &quot;para tratar de negócios de família&quot;, voltando temporariamente ao Rio Grande do Sul. A ajuda do distinto general foi oferecida a Osório, já que &quot;goza ele, como V. Exa. não ignora, de influência; tem amigos e dispõe de não pequenos recursos ... pode, portanto, servir de valioso auxiliar na reunião e organização de forças&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn16"><sup>16</sup></xref>
			</p>
			<p>O fato de ser bem relacionado não fez do Visconde um aliado, pelo contrário. Osório respondeu ao ministro da Guerra, em dezembro de 1866: &quot;esta província está há muito montada oficialmente no sentido de dar àquele General [Porto Alegre] todo o poder, e os meus amigos têm sido para isso apeados das posições oficiais e muitos deles perseguidos pelo governo&quot;. Nem mesmo a situação de emergência e a necessidade de ampliar o recrutamento fizeram que Osório, o mediador entre a Corte e a paróquia, abrisse mão de seus aliados ou aceitasse a cooperação de um adversário político. Aceitar o auxílio de Porto Alegre, um liberal-progressista, equivaleria a colocar em jogo um cabedal político construído e mantido a duras penas, especialmente quando, de tempos em tempos, situado na oposição. Se o governo do Império quisesse mantê-lo no cargo, era necessário que o mesmo governo não se transformasse em &quot;inimigo da minha dignidade ... esquecendo da lealdade com que sirvo, para perseguir-me&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn17"><sup>17</sup></xref>
			</p>
			<p>Em face de todas essas considerações políticas, Osório reconhecia as diferenças entre a campanha do Paraguai e os demais processos de mobilização nos quais estivera envolvido, solicitando mesmo auxílio diplomático para capturar desertores no Uruguai:</p>
			<disp-quote>
				<p>A demora nas reuniões [de tropas] nasce das circunstâncias difíceis de serem vencidas de momento: muita gente estava oculta nas matas, muitos outros tinham passado ao Estado Oriental, e é difícil reunir com presteza esses elementos dispersos; e já que falo no Estado Oriental, cabe aqui dizer a Va. Exa. que pedi ao General Flores permissão para mandar reunir naquele país os elementos próprios para o serviço da guerra.<xref ref-type="fn" rid="fn18"><sup>18</sup></xref>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Cruzar a fronteira com a possível ajuda de estancieiros brasileiros estabelecidos do outro lado constituía um incentivo concreto à deserção. Por outro lado, a existência de um governo aliado no Uruguai, apoiado pelos brasileiros residentes naquele país, possibilitava que a caçada aos fugitivos atravessasse as fronteiras do Império, sem a necessidade de acionar os canais diplomáticos. Mas a politização em torno do serviço militar acabava colaborando para que muitos chefes, sentindo-se preteridos em seus comandos, acabassem estimulando seus subordinados a cruzar essa mesma fronteira, na esperança de fugir ao despotismo de adversários locais. De Alegrete, Severino Ribeiro D'Almeida, tenente-coronel da cavalaria da Guarda Nacional e filho do lendário comandante Bento Manoel, relatou esse problema, que envolvia seus próprios subordinados, enfatizando que: &quot;as perseguições postas em prática contra os adversários políticos, produzi[ram] uma grande emigração de Brasileiros para o Estado Oriental, pela maior parte Guardas Nacionais e desertores&quot;. Ribeiro d'Almeida era adversário político de David Canabarro, circunstância que levaria a sua dispensa do serviço. Os rearranjos políticos embutidos na nomeação ou demissão de oficiais criavam um clima de incerteza que afetava a reunião de tropas. As rivalidades entre as facções e a interferência do poder imperial, subordinando certos comandantes a adversários, limitavam a contribuição dos comandados, conduziam à desconfiança de que uma nova leva de recrutas implicasse o afastamento de comandantes e o desmembramento de batalhões. Ribeiro d'Almeida relatou essa sensação de segurança em carta ao ministro da Guerra, na qual procurava justificar sua inatividade, enfatizando que:</p>
			<disp-quote>
				<p>Estes fatos me fazem esperar, que breve me será tirado o comando da brigada e de novo condenado ao ostracismo, e é a razão de tomar o tempo de V. Ex.<sup>a</sup> narrando todas essas circunstâncias a fim de conhecer: não só que não me tenho recusado a prestar meus fracos serviços n'esta época, como que não sou eu, nem meus amigos que escolhemos essa situação, em que todos devemos toda a abnegação e sacrifícios a bem do país, para especular em política; e de longe de se preparar um novo Exército, só se trata da mesquinha política pessoal, de preparar o terreno para vitórias eleitorais inutilizando-se os supostos adversários.<xref ref-type="fn" rid="fn19"><sup>19</sup></xref>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>A carta confirma o temor de que as eleições (àquela altura já adiadas) interferissem no trabalho de arregimentação de novos contingentes e mesmo na perseguição aos desertores. Portanto, questões locais sobrepunham-se às demandas da Corte na medida em que a subordinação a uma autoridade adversária colocaria em xeque a autoridade local. Dessa forma, as disputas locais continuavam influenciando negativamente o processo de arregimentação. Se reclamar diretamente ao ministro da Guerra podia ser uma opção, a indiferença do governo imperial quanto às disputas locais levou alguns comandantes a denunciar publicamente o que percebiam como perseguições. Isso aconteceu em Rio Grande, a principal cidade portuária da província, com a fundação em dezembro de 1866 de um jornal intitulado <italic>O Guarda Nacional</italic>, cuja linha editorial denunciava o poder abusivo da elite militar da localidade. O exemplar número 2 de <italic>O Guarda Nacional</italic> execrava a honra do comandante local, tentando convencê-lo de que recrutar homens era uma decisão que afetaria as vidas de boa parte das famílias da cidade: &quot;O oficioso Sr. comandante superior querendo talvez ganhar as <italic>boas graças</italic> do governo, ofereceu ao Exmo. Barão do Herval praças da guarda nacional do seu comando para engrossarem as fileiras do 3<sup>o</sup> Corpo de Exército ... Foi o Sr. comandante superior justiceiro na escolha? Não!&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn20"><sup>20</sup></xref>
			</p>
			<p>No entanto, mesmo na ausência de uma burocracia especializada, o poder de Osório e seus aliados era forte o suficiente para dissuadir os adversários mais fracos, como fez saber o presidente da província em dezembro de 1866: &quot;com a chegada, porém, do Marechal Barão do Herval ontem a esta cidade [Pelotas], parece terem desaparecido os receios&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn21"><sup>21</sup></xref> Suas relações pessoais, seu prestígio e sua capacidade de mediação foram as principais pedras que pavimentaram o caminho das tropas rumo ao teatro de operações.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A ADMINISTRAÇÃO HOMEM DE MELLO</title>
			<p>A chegada de Homem de Mello à província encontrou uma situação política caracterizada pela ascensão do Partido Liberal, que sobrepujara os Liberais Progressistas a partir da 12ª Legislatura, formando a maioria da Assembleia Provincial. Entre os liberais históricos estavam David Canabarro, eminente liderança na fronteira e veterano da Farroupilha, o general Osório e outros comandantes dos quais dependeria a articulação política para a obtenção das tropas. Mas, como demonstramos, a maior parte dos comandantes da fronteira <italic>não</italic> eram liberais como Canabarro e Osório. Nesse sentido, é preciso analisar a ação do tripé formado por João Lustosa da Cunha Paranaguá, ministro da Guerra, Caxias e o novo presidente. Seu representante na campanha era o convalescente general Osório, atuando como mediador das disputas políticas locais. Osório, de seu próprio punho, atestava que &quot;talvez o Rio Grande não possa atravessar a crise sem suspensão de garantias e mais rigor&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn22"><sup>22</sup></xref> Tentando talvez minimizar o impacto autoritário do recrutamento, o novo presidente, logo após sua posse emitiu decreto que perdoava todas as penas em que incorreram praças existentes na província, inclusive deserção. Tratava-se de uma prática corriqueira no Brasil imperial, especialmente quando as autoridades queriam reforçar a execução do recrutamento. Nesse caso particular, tratava-se de retomar um diálogo, interrompido pela suposta inépcia do antecessor. Ou seja, abrandavam-se temporariamente as restrições aos comandantes para cumprir um papel duplo: o de conciliar para posteriormente coordenar, de forma mais consistente, a cooperação dos comandantes e de seus comandados.</p>
			<p>Apesar do protagonismo de Osório, Homem de Mello também acionou seus contatos: homens pouco envolvidos nas atividades militares, mas imersos nas redes locais de poder e influência, portanto essenciais para que as reuniões de guardas nacionais e o recrutamento de praças se efetivassem com êxito. Nos primeiros dias de governo ele tratou de contatar &quot;mui respeitadores e afetuosos criados&quot; por todo o território da província. De Tramandaí, José Pinto da Fonseca Guimarães (militar e negociante) mesmo &quot;socorrendo-se de banhos de mar&quot;, colocou-se à disposição. De Rio Grande, respostas positivas vieram de Cândido Alves Pereira, que &quot;na qualidade de advogado, tenho concorrido com meu contingente moral para o aumento do 3º Corpo de Exército, aconselhando a muitos a se fazerem substituir, e coadjuvando-os com o meu trabalho, sempre coroado de felizes resultados&quot;. Da fazenda da Piedade recebeu apoio de Caetano Gonçalves da Silva, filho do ex-líder rebelde Bento Gonçalves. Uma pequena citação de apoio tão importante. Diversos outros se colocaram ao dispor, respondendo da fronteira e do sul da província.<xref ref-type="fn" rid="fn23"><sup>23</sup></xref>
			</p>
			<p>Ato contínuo, o novo presidente suspendeu temporariamente Lima e Silva do comando da Guarda Nacional de Porto Alegre. Lima e Silva, que não chegou a receber títulos honoríficos como seus parentes, queixou-se amargamente dessa punição, afirmando que &quot;[este foi] um ato tão violento [que] deve ter produzido um juízo deplorável contra mim na população desta capital que me conhece há longos anos ... e me ofertou uma espada de ouro com licença do monarca&quot;. A despeito da sua insatisfação com o afastamento temporário, o veterano comandante acatou a decisão. Durante os cerca de 6 meses em que permaneceu longe do cargo, ocuparam o posto interinamente dois oficiais: um do Exército, outro da própria Guarda Nacional, respectivamente Lopo Henrique Botelho e Mello e o já aqui citado José Pinto da Fonseca Guimarães -, mas suas correspondências com Homem de Mello demonstraram pouco resultado prático. Ainda que alinhados ao governo Imperial, faltava a esses oficiais a estrutura de contatos necessária para mobilizar mais gente da capital. Consequentemente, a cidade de Porto Alegre contribuiu pouco para a formação do novo Corpo.<xref ref-type="fn" rid="fn24"><sup>24</sup></xref>
			</p>
			<p>A principal tarefa de Homem de Mello consistiu em mapear os descontentamentos regionais, no intuito de antecipar-se a possíveis conflitos. Nesse sentido, certas regiões da província foram deixadas de lado. Esse foi o caso da Serra, pois ali havia &quot;pouco gosto pelo serviço militar, onde deserta[va-se] com muita facilidade&quot; e, portanto, dever-se-ia mandar fardamentos e armamentos apenas quando os recrutas estivessem reunidos nas proximidades da fronteira. Mesmo entre aqueles que se mostravam dispostos a colaborar havia que se respeitar especificidades locais. A necessidade da presença do capitão que comandava a pequena tropa recrutada na colônia alemã de São Leopoldo, localidade anexa ao Comando Superior de Porto Alegre, que colaborava com o governo, foi requisitada pelos soldados. Afinal, ele era o <italic>seu</italic> capitão. O mesmo capitão declarou, em meio ao teatro de operações, ser ele &quot;o homem&quot; que poderia ajudar seus subordinados tanto em português, quanto em alemão - tendo em vista que dominava as duas línguas (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Becker, 1968</xref>, p.173; ver também: <xref ref-type="bibr" rid="B22">Mugge, 2012</xref>, p.122).</p>
			<p>Havia ainda a necessidade da nomeação de aliados políticos para efetivar a execução do recrutamento. Foi dessa forma que os comandantes de Cruz Alta, de São Borja, de Alegrete e de Bagé foram citados nas cartas de Osório. A menção ao &quot;velho Barão de Serro Alegre&quot; não foi fortuita: em Bagé se concentraram as reuniões e dali emergiriam ordens para outros comandos superiores. Sob a autoridade de João da Silva Tavares, comandante superior da Guarda Nacional de Bagé e Comandante de Fronteira de Bagé e Jaguarão, a metade oeste da província se movimentava fardada. Dali se negociava com as lideranças uruguaias a captura de desertores na Banda Oriental e a arregimentação de soldados, peões e agregados, trabalhadores nas estâncias de brasileiros situadas no território oriental, organizando um contingente de cerca de 2 mil homens, possivelmente a maior contribuição regional à composição do novo corpo. Como reconheceu o próprio Osório em carta a Homem de Mello: &quot;De prevenção me parece conveniente que V. Exa. ordene aos comandantes superiores de Piratini, Pelotas, Rio Grande e Jaguarão que cumpram as ordens do Coronel Barão do Serro Alegre&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn25"><sup>25</sup></xref> Em Bagé, o &quot;ancião&quot; Barão de Serro Alegre, &quot;homem de ideias e hábitos antigos&quot;, liderou as reuniões tanto na região oeste da província, quanto em território uruguaio.<xref ref-type="fn" rid="fn26"><sup>26</sup></xref> Ainda em setembro de 1866 chegara a primeira informação sobre a necessidade de organização de um novo corpo na fronteira. Junto dela, foram autorizadas a compra de cavalos e a captura arbitrária de desertores. Nesse sentido, o recrutamento de desertores e voluntários orbitava naquela localidade tornando Barão do Serro Alegre um executor de peso das ordens do Império. Em troca, ele recebeu mercês: antes de falecer (1872), o conservador Silva Tavares recebeu o título de Barão com grandeza (1869) e de Visconde com grandeza (1871). Fez de seu filho, Joca Tavares, Barão de Itaqui, em 1870, e nomeou-o seu sucessor no comando superior de Bagé e no comando da Fronteira de Bagé e Jaguarão.</p>
			<p>As redes de aliados político-fardados de Osório dinamizaram o fluxo de recrutas durante aqueles meses. Esse processo foi potencializado pela administração menos cautelosa de Homem de Mello. No entanto, essas redes e seus comandantes não supriam a carência burocrática. Os homens da Divisão Portinho, adida ao Segundo Corpo, comandada por José Gomes Portinho, de Cachoeira e Caçapava - que à época contava com cerca de 2 mil homens, encontravam-se então com os soldos atrasados havia mais de um ano. As etapas e os cavalos foram pagos pelos oficiais superiores, dos seus próprios vencimentos. Em fevereiro de 1867 Osório preocupava-se com o fato, prevendo que provavelmente as mesmas dificuldades ocorreriam com os homens reunidos para o Terceiro Corpo. As finanças provinciais estavam exauridas: &quot;as diversas coletorias, além de terem pouca renda, já estão sobrecarregadas de despesas ... [há] um Batalhão de Guardas Nacionais que se acha em São Borja [ao qual se devem] quarenta contos de réis&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn27"><sup>27</sup></xref> Os custos de manutenção do Terceiro Corpo do Exército já alcançavam 300 contos de réis em 2 de março de 1867, montante gerenciado através &quot;da Pagadoria Central de Alegrete&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Osório, 2008</xref>, p.429, 433, 435).<xref ref-type="fn" rid="fn28"><sup>28</sup></xref>
			</p>
			<p>A despeito de todos esses problemas o recrutamento continuou até atingir o número desejado, cerca de 5 mil homens. Em abril de 1867 o contingente do Terceiro Corpo chegava ao teatro da guerra. Homem de Mello confirmava sua confiança em Osório, mostrando-se surpreso pelo alcance das alianças do velho general: &quot;os Brigadeiros Portinho e Vitorino, que pertencem na província à influência contrária àquela que se mostra simpática ao referido Barão&quot; e &quot;o Barão de Serro Alegre, que está no mesmo caso, de[ram] a ele [Osório] sempre provas de confiança&quot;. É possível que a reafirmação da sua autoridade no nível local e a tentativa de aumentar o prestígio pessoal nos círculos provincial e nacional levassem esses comandantes a porem de lado suas afiliações político-partidárias enfatizando alianças fardadas. As microfundações dessa sociedade, isto é, as estratégias através das quais os atores trocavam favores e constituíam alianças eram desafiadas em períodos de guerra. O mercado de títulos e condecorações certamente atiçava os ânimos daqueles homens oitocentistas - e de sua necessidade permanente de manter o <italic>status</italic> hierárquico, tal qual enfatizado por Homem de Mello em carta ao ministro da Guerra, quando afirmou &quot;que os bons serviços prestados ao Estado devem sempre receber recompensa condigna...&quot;. O que Homem de Mello parece não ter levado em consideração, entretanto, era o peso das relações familiares, particularmente a ligação entre Serro Alegre e Osório. A forma como Osório casou seus filhos o inseriu numa teia de famílias ricas e poderosas de Pelotas. Ele se tornou parente dos barões de Jarau, do Butupi e de Arroio Grande, todos ricos estancieiros e charqueadores. Esses liames familiares, por sua vez, relacionavam Osório aos Antunes Maciel e aos Tavares, poderosas famílias do sudoeste da província e ainda aos descendentes do comendador Cipriano Barcellos, importante ramo da comunidade de charqueadores de Pelotas (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Vargas, 2010a</xref>, p.257).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>NÚMEROS E LEVAS DO TERCEIRO CORPO</title>
			<p>Os limites da contribuição demográfica na província devem ser pesquisados para além das queixas e justificativas dos contemporâneos. Até meados de 1866 a província tinha recrutado mais de 25 mil homens numa população estimada de 435 mil habitantes. Se é certo que até então a província já contribuíra fortemente, é também preciso conhecer quais eram os limites da capacidade militar levando em conta o peso das disputas partidárias nas críticas ao recrutamento, uma vez que essas mesmas disputas levavam os adversários políticos de Osório (e de seus aliados nas localidades) a boicotar seus esforços, acobertando os desertores que se refugiavam nos matos ou no Uruguai.</p>
			<p>O Censo de 1872 - dados compilados pelo Cedeplar-UFMG - registra a presença de 132.151 homens livres de 16 a 70 anos no Rio Grande do Sul. Partindo de uma taxa de crescimento populacional de cerca de 2% ao ano pode-se considerar que em 1869, penúltimo ano da guerra, havia cerca de 124.500 homens nessas condições residindo na província. Se considerarmos corretos os dados do general Paulo de Queiroz Duarte, deles extraímos que durante toda a Guerra do Paraguai, marcharam 33.803 indivíduos, incluindo guardas nacionais, voluntários, recrutas e libertos, provenientes das fileiras rio-grandenses. Esses contingentes foram incluídos nos três corpos designados para o teatro de operações. De acordo com os relatórios dos presidentes de província, fizemos constar que desses quase 34 mil, cerca de 450 eram voluntários. Esse número, sabemos, é baixo. Mas acaba por revelar que a maior parte dos voluntários da pátria &quot;arregimentados&quot; marcharam junto dos comandantes superiores e dos comandantes de corpos da Guarda Nacional, inflacionando o número de cidadãos soldados através das designações. Isso revela a influência desses condestáveis locais, pois, como mencionamos, os corpos e brigadas eram levantados e custeados por essas lideranças político-militares. Paranhos, portanto, estava certo ao descrever como se daria o recrutamento. Isso posto, e feitas as ressalvas quanto à exatidão dos dados disponíveis, é possível afirmar que em torno de 27% dos homens livres adultos (17-70 anos) da província marcharam como guardas nacionais - ou foram contados como, já que voluntários, algumas vezes, eram integrados aos batalhões comandados por oficiais da Guarda - ao teatro de operações da Guerra da Tríplice Aliança. Aproximando um pouco mais esses números do objetivo deste artigo, notamos que 15,5% de toda a força extraída do Rio Grande do Sul pertencia ao Terceiro Corpo do Exército. Os números impressionam: além da enorme contribuição demográfica, cujos reflexos na economia provincial devem ter sido significativos, ainda encontramos que os números do Terceiro Corpo superam as contribuições de províncias populosas como Minas Gerais (4.090) e de toda a região amazônica (4.532), equiparando-se à contribuição total do Ceará, com 5.646 indivíduos (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Duarte, 1981</xref>, p.217).</p>
			<p>Como demonstramos, boa parte da capacidade de extração de recrutas e oficiais já havia sido esgotada antes do início da mobilização levada a cabo por Caxias, Osório e Homem de Mello. Em 1865, por exemplo, já haviam sido reunidos quase 18 mil guardas nacionais para a campanha.<xref ref-type="fn" rid="fn29"><sup>29</sup></xref> Naquele mesmo ano, o total de guardas nacionais qualificados, segundo a presidência da província era de 43.510 homens. Dessa força mais de três quartos (76,7%) marcharam, situação que demonstra o impacto da necessidade de soldados sobre a milícia cidadã sul-rio-grandense. O Terceiro Corpo teve como alvo basicamente os comandos superiores de guardas nacionais, seguindo a tradição e o estilo do recrutamento militar no Rio Grande do Sul. Esses homens foram enviados para a vanguarda no campo de batalha. A maioria provinha de esforços e reuniões de comandantes e oficiais subordinados ao Barão de Serro Alegre, de Bagé, na fronteira oeste da província, que fizeram marchar as forças de reserva e os desertores capturados no Estado Oriental. Aqueles comandantes pretendiam que esses homens continuassem sob sua liderança, ou pelo menos ficassem sob a tutela de aliados recém-nomeados.</p>
			<p>A situação levou por vezes ao esgarçamento de alianças locais, em razão do descontentamento de autoridades das aldeias e paróquias cuja percepção opunha-se aos redobrados esforços demandados pelo governo imperial. Para superar esses entraves foram essenciais as ligações de Homem de Mello com os setores não militarizados das elites provinciais e as alianças do Barão do Herval com os líderes do Partido Liberal, além de suas conexões de compadrio e amizade com homens que, além de se ocuparem de seus afazeres como estancieiros e comerciantes, viviam para guerrear. Em abril de 1867, Osório escreveu ao comandante de Bagé, Barão do Serro Alegre, informando que:</p>
			<disp-quote>
				<p>Sou agradecido aos seus esforços; ainda hoje me disse o Joca [filho de Serro Alegre, João Nunes da Silva Tavares, também coronel, futuro Barão de Itaqui] que esperava por estes três dias mais um contingente mandado por V. Exa. Falta-lhe ainda o Chico de Mattos, o Mello Brabo e o Feliciano Dias, este saiu de S. Martinho com 300 homens, os mais não sei o que trarão. Se não fosse a grave enfermidade do Coronel Mello Albuquerque, Coronel Lago e ultimamente a do Canabarro, teria mais dois mil homens, se os comandantes superiores lá de dentro [refere-se ao interior da província, não à fronteira] imitassem V. Exa. dez ou doze.<xref ref-type="fn" rid="fn30"><sup>30</sup></xref>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>No Rio Grande do Sul a Guerra do Paraguai foi o ápice da influência do &quot;sistema miliciano&quot;. Os oficiais sobreviventes dos campos de batalhas voltaram para suas casas e obtiveram respostas do governo: receberam insígnias, medalhas, títulos. Dos 58 homens do extremo sul que receberam títulos nobiliárquicos entre 1860 e 1880, 26 eram oficiais da Guarda Nacional. Esse dado revela o importante papel da milícia tanto para a política quanto para as intervenções militares do Segundo Reinado. Os oficiais superiores, dessa forma, foram alçados ao topo da hierarquia oitocentista graças à sua atuação vestindo as fardas da Guarda Nacional. Baseando-nos nos resultados computados por Jonas Vargas, percebemos que 65% do grupo teve relação direta com os conflitos da Guerra do Paraguai. Pela primeira vez, rio-grandenses atingiam o topo das carreiras políticas, participando dos altos cargos do Império como ministros e senadores: de 1871 a 1889, a presença de rio-grandenses entre os ministros foi muito superior às décadas anteriores (oito contra três); o mesmo pode se comprovar para o caso da participação no Senado. Nesse sentido, &quot;o Rio Grande do Sul nunca esteve tão perto da Corte&quot; quanto nos últimos dois decênios do Império (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Vargas, 2010b</xref>, p.68-76).</p>
			<p>No entanto, a Guarda Nacional deixou de ser opção de mobilização militar. O fim da guerra e o ápice dela também marcaram o início da decadência desse sistema. Aos poucos a política platina deixou de ser prioridade na política externa. A diplomacia passou a preponderar em um cenário de Estados nacionais cada vez mais organizados. O Império, após anos de desgaste e exaustão, tentava livrar a base do recrutamento militar dos cálculos e projeções de futuro das notabilidades locais, dos ânimos guerreiros dos &quot;guascas&quot; do sul e de sua &quot;linguagem&quot; própria, nas palavras de Caxias.<xref ref-type="fn" rid="fn31"><sup>31</sup></xref> O mesmo Caxias, terminada a Guerra, remeteria uma lei de sorteio militar, a famosa Lei da Cumbuca, na tentativa de universalizar o serviço no contexto de crescente burocratização da década de 1870.</p>
			<p>A competição cotidiana pelo controle dos meios de violência e as interconexões entre questões políticas e necessidades militares, dentro de uma disputa entre formalismo e irregularidades, trazem à luz níveis jurisdicionais diversos, especialmente quando levamos em conta as formas pelas quais as pequenas localidades também influenciavam a execução de políticas concebidas pelo centro político nacional. As próprias relações entretidas entre comandantes e comandados, influenciando o comportamento de tropas posicionadas em regiões de fronteira aqui evidenciadas, expõem interesses que ultrapassavam os limites das fronteiras nacionais, mas também influenciavam o comportamento do governo no Brasil. Ao final, o governo conseguiu um número de soldados suficiente para lidar com as etapas subsequentes da campanha e vencer a guerra. Os custos político e social desses esforços colocariam novos desafios ao processo de construção do Estado, a solução imperial e a ordem política semicentralizada que havia se consolidado duas décadas antes.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ANTUNES, Deoclécio P. Andrade Neves, o Vanguardeiro! Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1943.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ANTUNES</surname>
							<given-names>Deoclécio P</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Andrade Neves, o Vanguardeiro!</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Biblioteca do Exército</publisher-name>
					<year>1943</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BARMAN, Roderick J. Brazil: the forging of a nation, 1798-1852. Palo Alto, CA: Stanford University Press, 1988.</mixed-citation>
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							<surname>BARMAN</surname>
							<given-names>Roderick J</given-names>
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					<source>Brazil: the forging of a nation, 1798-1852</source>
					<publisher-loc>Palo Alto, CA</publisher-loc>
					<publisher-name>Stanford University Press</publisher-name>
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			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BEATTIE, Peter M. The Tribute of Blood: Army, Honor, Race, and Nation in Brazil, 1864-1945. Durham: Duke University Press, 2001.</mixed-citation>
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					<source>The Tribute of Blood: Army, Honor, Race, and Nation in Brazil, 1864-1945</source>
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				<mixed-citation>BECKER, Klaus. Alemães e descendentes do Rio Grande do Sul na guerra do Paraguai. Canoas, RS: Hilgert, 1968.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>WILDBERGER, Arnold. Os presidentes da província da Bahia, efetivos e interinos, 1824-1889. Salvador: Tipografia Beneditina, 1949.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>WILDBERGER</surname>
							<given-names>Arnold</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Os presidentes da província da Bahia, efetivos e interinos, 1824-1889</source>
					<publisher-loc>Salvador</publisher-loc>
					<publisher-name>Tipografia Beneditina</publisher-name>
					<year>1949</year>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
		<fn-group>
			<fn fn-type="supported-by" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Este trabalho contou com o apoio do CNPq, da Capes e da Comissão Fulbright. Agradecemos a Amanda Mesquita, bolsista Pibic-CNPq. Também somos gratos aos pareceristas anônimos, pelas sugestões e críticas.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>&quot;Apesar do insucesso em sublevar todo o norte contra o governo Mitre e de não obter qualquer manifestação favorável de Urquiza, essas sublevações <italic>federaleos</italic> que pareciam superadas obrigaram ao virtual abandono da Guerra do Paraguai por parte das forças argentinas, tendo Mitre entregue o posto de comandante supremo para Caxias e voltado à presidência do país&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B13">GUAZZELLI, 2009</xref>, p.74); ver também: <xref ref-type="bibr" rid="B7">DE LA FUENTE, 2000</xref>, p.164-180.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Em 1864, o coronel Antônio de Mello e Albuquerque, da Guarda Nacional de Cruz Alta, alertou o presidente da província Souza Gonzaga que naquela localidade &quot;se sacrificam os interesses mais graves da Nação ... tendo só e unicamente em vistas a eleição de 1866, que a tudo antepõe!!!&quot;. Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, doravante AHRS. Fundo Guarda Nacional. Comando Superior de Cruz Alta. Maço 10. Ofício reservado de 2 dez. 1864. Nesse sentido, o congelamento da situação política no Rio Grande do Sul impediu a ascensão dos Liberais Históricos, maioria na 12ª Legislatura provincial. Para Piccolo, &quot;Situações anteriores haviam mostrado como uma guerra podia levar a uma fase de acomodação política, o que não interessava aos liberais&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B25">PICCOLO, 1991</xref>, p.56).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Sobre a passagem de Homem de Mello pela presidência do Ceará, ver: <xref ref-type="bibr" rid="B21">MORAIS, 2007</xref>, p.25-84; <xref ref-type="bibr" rid="B30">SOUZA, 2007</xref>, p.71-101.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Para Fabio Faria Mendes a &quot;Guarda Nacional representava, na verdade, uma gigantesca rede de proteção institucionalizada, indisponibilizando a população para fins militares&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B20">MENDES, 2010</xref>, p.46). Conforme Mugge e Fertig o mesmo não se pode comprovar para o Rio Grande do Sul, mesmo nos anos anteriores a 1865 (<xref ref-type="bibr" rid="B22">MUGGE, 2012</xref>, cap. 3; <xref ref-type="bibr" rid="B11">FERTIG, 2010</xref>, cap. 4). Para uma lista completa dos comandantes superiores e das divisões internas da província do Rio Grande do Sul - além de um exercício prosopográfico - ver: <xref ref-type="bibr" rid="B23">MUGGE, 2016</xref>, p.35-141.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>Z. de Góes e Vasconcellos para Manuel Luís Osorio. Rio de Janeiro. 8 jan. 1867. In: OSÓRIO, 2008, p.403.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>Fala dirigida à Assembleia Legislativa da Província de S. Pedro do Rio Grande do Sul pelo presidente Dr. Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello, em a segunda sessão da 12ª Legislatura. Porto Alegre: Typ. do Rio-Grandense, à Pç. da Alfândega, n. 4. 1867.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>Center for Research Libraries, doravante CRL. Brazilian Government Documents. Ministerial Reports. Ministério da Justiça, 1867. Anexo D, p.168-195.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>Arquivo Público do Rio Grande do Sul, doravante APERS. Inventariado: David Canabarro. Sant'Ana do Livramento. Transmissão de Notas, 1871, Livro 10F, Folha 3; Inventariado: Manoel Pereira Vargas. Jaguarão. Vara de Família e Sucessão, 1866, Processo 501; Inventariado: João da Silva Tavares. Bagé. 1º Cartório do Cível, 1872, Processo 62; Inventariado: Tristão José Pinto. São Gabriel. Cartório de Órfãos e Ausentes, 1868, Processo 207; Inventariado: Antônio Fernandes Lima. Itaqui. Cartório de Órfãos e Ausentes, 1875, Processo 234.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>Um caso famoso ocorreu durante a Guerra dos Farrapos (1835-1845) quando José Joaquim de Andrade Neves (futuro Barão do Triunfo), ocupando então o posto de tenente coronel da Guarda, recusou-se a entrar no Exército no posto de alferes, temendo que, ao assumir posição subalterna no exército profissional, viesse a perder o raio de ação de que gozava como comandante militar respeitado (<xref ref-type="bibr" rid="B14">HOMEM DE MELLO, 1869</xref>, p.6).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>Luís Augusto Farinatti conceitua &quot;cabedal militar&quot; como a &quot;capacidade de conseguir homens, cavalos, suprimentos, por seu [do comandante] conhecimento das guerras do sul, por suas relações com lideranças platinas&quot;. Nesse sentido, um cabedal militar era diretamente proporcional ao grau de autonomia relativa e às possibilidades de se posicionar nas guerras: tornar-se um aliado desejável para um dos lados em luta e a habilidade de negociar com aliados e subalternos (<xref ref-type="bibr" rid="B10">FARINATTI, 2010</xref>, p.221).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Osório para Homem de Mello. Piraí. 10 fev. 1867. In: OSÓRIO, 2008, p.419.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>Marquês de Caxias a Manoel Luís Osorio. S/L. 4 nov. 1866. In: OSÓRIO, 2008, p.380; Circular de Manoel Luís Osorio. S/L. S/D. In: OSÓRIO, 2008, p.384.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>O nomeado para substituir Lima e Silva era de inteira confiança de Osório. Homem de Mello deixou claro que &quot;a urgência do serviço público [fez-me] nomear, para interinamente substituí-lo, o Marechal graduado Lopo de Almeida Henrique Botelho e Mello ... Nos poucos dias que tem interinamente exercido o Comando Superior, o Marechal Lopo tem justificado plenamente o conceito que dele faz o Barão do Herval&quot;. Reservado de Homem de Mello para João Lustosa da Cunha Paranaguá. Porto Alegre. 22 fev. 1867. AHRS. A-2.32.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>15</label>
				<p>Visconde de Porto Alegre para João Lustosa da Cunha Paranaguá. Curuzú (Paraguai). 9 nov. 1868. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, doravante IHGB, pasta 30, folha 5.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>16</label>
				<p>J. L. da Cunha Paranaguá para Manuel Luís Osorio. Rio de Janeiro. 6 dez. 1866. In: OSÓRIO, 2008, p.387.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn17">
				<label>17</label>
				<p>Manuel Luís Osorio para J. L. da Cunha Paranaguá. S/L. 10 dez. 1866. In: OSÓRIO, 2008, p.387-388; Manuel Luís Osorio para J. L. da Cunha Paranaguá. S/L. 10 dez. 1866. In: OSÓRIO, 2008, p.388.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn18">
				<label>18</label>
				<p>Osório para Marquês de Paranaguá. S/L. S/D. IHGB. Coleção Paranaguá, Lata 312, Pasta 24. (Citado em IZECKSOHN, 2002, p.95).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn19">
				<label>19</label>
				<p>Severino Ribeiro D'Almeida para J. L. da Cunha Paranaguá. Alegrete. 31 dez. 1866. IHGB. Coleção Paranaguá, Lata 32, Pasta 24. (Citado em IZECKSOHN, 2002, p.96).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn20">
				<label>20</label>
				<p>Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. <italic>O Guarda Nacional</italic>, Rio Grande, ano 1, n.2, 14 dez. 1866.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn21">
				<label>21</label>
				<p>Confidencial de Pereira da Cunha a Paranaguá. Porto Alegre. 14 dez. 1866. AHRS. A-2.32.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn22">
				<label>22</label>
				<p>Luís Manoel Osorio a Homem de Mello. 7 fev. 1867. Biblioteca Nacional, doravante BNRJ. Seção de Manuscritos, 4,3,2.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn23">
				<label>23</label>
				<p>AHRS. Fundo Documentos de Governantes. Maço 28. 1867.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn24">
				<label>24</label>
				<p>Luis Manuel de Lima e Silva para Homem de Mello. Porto Alegre. 20 fev. 1867. AHRS. Fundo Guarda Nacional. Comando Superior de Porto Alegre e São Leopoldo. Maço 28. Ofício 39.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn25">
				<label>25</label>
				<p>Osório para Homem de Mello. Piraizinho. 2 fev. 1867. In: OSÓRIO, 2008, p.416-417.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn26">
				<label>26</label>
				<p>Possuir ideias e hábitos antigos relativamente ao recrutamento militar significava: &quot;pratica[r] arbitrariamente violências de todo o gênero com os guardas nacionais, mandando-os à sua vontade pôr em estacas, que é um castigo bárbaro e indigno de um país constitucional&quot;. Arquivo Nacional, doravante ANRJ. Série Justiça, Gabinete do Ministro. Confidencial. Homem de Mello a Martin Francisco Ribeiro de Andrada, Ministro da Justiça. Porto Alegre. 29 out. 1867.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn27">
				<label>27</label>
				<p>Apesar de ser uma quantia relativamente pequena para o orçamento imperial, o valor é avultado se considerarmos que os soldados destacados do Batalhão de São Borja haviam abandonado seus afazeres nas pequenas propriedades rurais de criação de gado e agricultura, nas oficinas e nas grandes estâncias onde possivelmente trabalhavam como agregados - esse é o perfil encontrado nas listas de qualificação daquela localidade. Há que se notar que mesmo comandantes superiores sequer chegaram a reunir esse montante no final da vida, em seus inventários <italic>post-mortem</italic>. À época, com esse valor, seria possível comprar diversos imóveis na região central da Vila de Rio Pardo (pelo menos oito, quantidade que José Joaquim de Andrade Neves, o Barão do Triunfo, possuía em 1869, quando faleceu). Na mesma região, o portador de tal quantidade de dinheiro poderia adquirir mais de 2.500 cabeças de gado (15$222 cada rês) ou quarenta escravos homens saudáveis e em idade produtiva (1:000$000 cada).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn28">
				<label>28</label>
				<p>Os gastos com o 3º Corpo do Exército - e com a guerra em geral - são de difícil rastreamento. Percebemos que boa parte do dinheiro despendido com as atividades bélicas era gerenciada pela presidência da província através das pagadorias, das coletorias e das alfândegas da província. Posteriormente, as eventuais dívidas eram cobradas dos Ministérios (da Justiça, para o caso da Guarda Nacional, e da Guerra, para o caso do Exército e dos corpos destacados).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn29">
				<label>29</label>
				<p>BNRJ, Hemeroteca Digital. Relatório do Presidente de Província do Rio Grande do Sul, 1865. Anexo 1.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn30">
				<label>30</label>
				<p>Carta do Barão do Herval ao Barão do Serro Alegre. Itaquá. 10 abr. 1867. AHRS. Fundo Guarda Nacional. Comando Superior de Bagé. Maço 4.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn31">
				<label>31</label>
				<p>Caxias para Osorio. Rio de Janeiro. 20 out. 1866. In: OSÓRIO, 2008, p.379.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn32">
				<label>32</label>
				<p>See: <xref ref-type="bibr" rid="B13">GUAZZELLI, 2009</xref>, p. 74; <xref ref-type="bibr" rid="B7">DE LA FUENTE, 2000</xref>, pp. 164-180.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn33">
				<label>33</label>
				<p>In 1864, Colonel Antônio de Mello e Albuquerque, commander of the National Guard in Cruz Alta, sent a letter to the President of the Province, Souza Gonzaga, stating that in the area under his command &quot;the interest of the Nation has been sacrificed, owing to the 1866 elections&quot;. Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS). Fundo Guarda Nacional. Comando Superior de Cruz Alta. Maço 10. Dec. 2, 1864. The congealing of the political situation in Rio Grande do Sul during the Paraguayan war impeded the ascension of the so-called Historic Liberals. See: <xref ref-type="bibr" rid="B25">PICCOLO, 1991</xref>, p. 56.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn34">
				<label>34</label>
				<p>On Homem de Mello, see: <xref ref-type="bibr" rid="B21">MORAIS, 2007</xref>, pp. 25-84; <xref ref-type="bibr" rid="B30">SOUZA, 2007</xref>, pp. 71-101.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn35">
				<label>35</label>
				<p>See: <xref ref-type="bibr" rid="B3">BEATTIE, 2001</xref>, pp. 38-64; <xref ref-type="bibr" rid="B20">MENDES, 2010</xref>, p. 46; <xref ref-type="bibr" rid="B22">MUGGE, 2012</xref>, chapt. 3; <xref ref-type="bibr" rid="B11">FERTIG, 2010</xref>, chapt. 4; <xref ref-type="bibr" rid="B23">MUGGE, 2016</xref>, pp. 35-141.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn36">
				<label>36</label>
				<p>Z. De Góes e Vasconcellos to Manuel Luís Osorio. Rio de Janeiro. January 08, 1867. In: OSÓRIO, 2008, p. 403.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn37">
				<label>37</label>
				<p>Fala dirigida à Assembleia Legislativa da Província de S. Pedro do Rio Grande do Sul pelo presidente Dr. Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello, em a segunda sessão da 12ª Legislatura. Porto Alegre: Typ. do Rio-Grandense, à Pç. da Alfândega, n. 4, 1867.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn38">
				<label>38</label>
				<p>Center for Research Libraries, doravante CRL. Brazilian Government Documents. Ministerial Reports. Ministério da Justiça, 1867. Annex D, pp. 168-195.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn39">
				<label>39</label>
				<p>Arquivo Público do Rio Grande do Sul (APERS). David Canabarro. Sant'Ana do Livramento. Transmissão de Notas, 1871, Book 10F, Sheet 3; Manoel Pereira Vargas. Jaguarão. Vara de Família e Sucessão, 1866, 501; João da Silva Tavares. Bagé. 1º Cartório do Cível, 1872, 62; Tristão José Pinto. São Gabriel. Cartório de Órfãos e Ausentes, 1868, 207; Antônio Fernandes Lima. Itaqui. Cartório de Órfãos e Ausentes, 1875, Processo 234.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn40">
				<label>40</label>
				<p>A notorious case occurred during the Farroupilha War (1835-1845). Lieutenant José Joaquim de Andrade Neves (soon to be Baron of Triumph and Commander of Rio Pardo) refused to be transferred to the Army as &quot;alferes&quot;, fearing that this change would cut short his action ray (<xref ref-type="bibr" rid="B14">HOMEM DE MELLO, 1869</xref>, p. 6).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn41">
				<label>41</label>
				<p>See <xref ref-type="bibr" rid="B10">FARINATTI, 2010</xref>, p. 221.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn42">
				<label>42</label>
				<p>Osório to Homem de Mello. Piraí. February 10, 1867. In: OSÓRIO, 2008, p. 419.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn43">
				<label>43</label>
				<p>Marquês de Caxias to Manoel Luís Osorio. S/L. November 4, 1866. In: OSÓRIO, 2008, p. 380; Manoel Luís Osorio. S/L. S/D. In: OSÓRIO, 2008 p. 384.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn44">
				<label>44</label>
				<p>The substitute of Lima e Silva was a reliable man for Osório. Homem de Mello stated &quot;the urgency made me nominate the Marshall Lopo de Almeida Henrique Botelho e Melo ... who, by his actions during this days, justified the trust that the Baron of Herval [Osório] had on him&quot;. Homem de Mello to João Lustosa da Cunha Paranaguá. Porto Alegre, February 22, 1867. AHRS. A-2.32.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn45">
				<label>45</label>
				<p>Viscount de Porto Alegre to João Lustosa da Cunha Paranaguá. Curuzú (Paraguai). November 9, 1868. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, IHGB, folder 30, sheet 5.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn46">
				<label>46</label>
				<p>J. L. da Cunha Paranaguá to Manuel Luís Osorio. Rio de Janeiro. January 6, 1866. In: OSÓRIO, 2008, p. 387.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn47">
				<label>47</label>
				<p>Manuel Luís Osorio to J. L. da Cunha Paranaguá. S/L. December 10, 1866. In: OSÓRIO, 2008, pp. 387-388; Manuel Luís Osorio to J. L. da Cunha Paranaguá. S/L. December 10, 1866. In: OSÓRIO, 2008, p. 388.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn48">
				<label>48</label>
				<p>Osório to Marquês de Paranaguá. s/l, s/d. IHGB. Coleção Paranaguá, Lata 312, Pasta 24. (Quoted in IZECKSOHN, 2002, p. 95).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn49">
				<label>49</label>
				<p>Severino Ribeiro D'Almeida to J. L. da Cunha Paranaguá. Alegrete. December 31, 1866. IHGB. Coleção Paranaguá, Lata 32, Pasta 24. (Quoted in IZECKSOHN, 2002, p. 96).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn50">
				<label>50</label>
				<p>Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. <italic>O Guarda Nacional</italic>, Rio Grande, ano 1, n.2, December 14, 1866.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn51">
				<label>51</label>
				<p>Pereira da Cunha to Paranaguá. Porto Alegre. December 14, 1866. AHRS. A-2.32.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn52">
				<label>52</label>
				<p>Luís Manoel Osorio to Homem de Mello. February 7, 1867. Biblioteca Nacional (BNRJ). Seção de Manuscritos, 4,3,2.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn53">
				<label>53</label>
				<p>AHRS. Fundo Documentos de Governantes. Maço 28. 1867.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn54">
				<label>54</label>
				<p>Luis Manuel de Lima e Silva to Homem de Mello. Porto Alegre. February 20, 1867. AHRS. Fundo Guarda Nacional. Comando Superior de Porto Alegre e São Leopoldo. Maço 28. Ofício 39.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn55">
				<label>55</label>
				<p>Osório to Homem de Mello. Piraizinho. February 2, 1867. In: OSÓRIO, 2008, pp. 416417.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn56">
				<label>56</label>
				<p>Arquivo Nacional (ANRJ). Série Justiça, Gabinete do Ministro. Homem de Mello to Martin Francisco Ribeiro de Andrada, Ministro da Justiça. Porto Alegre. October 29, 1867.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn57">
				<label>57</label>
				<p>This sum was relatively small if compared to the Imperial budget. But one could buy several properties in Rio Pardo (eight houses) with it in 1867. In that same region, 2,500 cattle could be bought (15$222 each) or even forty able-bodied captives (1:000$000 each).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn58">
				<label>58</label>
				<p>The expenditures with the Third Army Corps are difficult to trace. One of our conclusions is that the Presidency of the Province managed it through the creation of &quot;pagadorias&quot;, but also using existing agencies, such as &quot;coletorias&quot; and &quot;alfândegas&quot;. Debts were then collected from the Ministries (of Justice and War).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn59">
				<label>59</label>
				<p>BNRJ, Hemeroteca Digital. Relatório do Presidente de Província do Rio Grande do Sul, 1865. Anexo 1.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn60">
				<label>60</label>
				<p>Barão do Herval to Barão do Serro Alegre. Itaquá. April 10, 1867. AHRS. Fundo Guarda Nacional. Comando Superior de Bagé. Maço 4.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn61">
				<label>61</label>
				<p>Caxias to Osorio. Rio de Janeiro. October 20, 1866. In: OSÓRIO, 2008, p. 379.</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
	<!--<sub-article article-type="translation" id="s1" xml:lang="en">
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					<subject>Articles</subject>
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			<title-group>
				<article-title>The creation of the Army's Third Corps in Rio Grande do Sul: political struggles coming out of the military administration during the critical years of the War of the Triple Alliance (1866-1867)<xref ref-type="fn" rid="fn62"><sup>62</sup></xref></article-title>
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					<name>
						<surname>Izecksohn</surname>
						<given-names>Vitor</given-names>
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						<surname>Mugge</surname>
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				<institution content-type="original">Instituto de História e Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Rio de Janeiro, RJ, Brasil. vizecksohn@gmail.com</institution>
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			<aff id="aff4">
				<label>**</label>
				<institution content-type="original">Postdoctoral Research Associate, Woodrow Wilson School of Public and International Affairs, Princeton University (USA). Princeton, NJ, USA. miqueias@gmail.com</institution>
			</aff>
			<abstract>
				
			</abstract>
			
		</front-stub>
		<body>
			<disp-quote>
				<p><italic>The new army corps shall virtually be composed of volunteers, drawn by duty and prestige from the chiefs, who invite and encourage them. Suchchiefs' prestige, through instances and orders from higher authorities, may also convince them to not postpone their march, in order to participate in the February elections, provided their actual desire to the point of sacrificing that urgent and sacred duty.</italic></p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>José Maria da Silva Paranhos, December 1866</p>
			</disp-quote>
			<p>Desires, obligations and prestige. The quotation above reveals several elements related to the military recruitment in the Imperial Brazil, especially in its strategic outskirts, the province of São Pedro do Rio Grande do Sul. In that stage of the campaign against Paraguay, volunteering no longer depended on individual decisions, but on the prestige and action of political chiefs, loyal enough to execute the orders from central authorities. Hence, it was a collective action: subordinated, coordinated and encouraged by the militia authorities, particularly the National Guard commanders, whose main political capital was the ability to enlist new soldiers or, as shown in this paper, spare some of their comrades when convenient.</p>
			<p>The war effort in the home-front allows for the observation of the centerprovince relations from their main actors' perspective: the Imperial government, demanding more soldiers; and the province's president, attempting to accommodate such demands to the regional interests with the support of the arms commander and the National Guard commanders, whose prestige and influence were essential for recruitment. Such context also enables the understanding of the challenges faced by the central power in assuring provincial leadership support in a delicate moment of war management, demanding exceptional care and expertise, given the recent separatist history of the province at the time.</p>
			<p>In the last four decades, several studies focused on the Imperial administration and the role of its main delegates in the link between center and provinces in Imperial Brazil. Many of these studies discussed the role of the provincial president, its limitations and necessary maneuver conditions between national and provincial interests. Virtually none debated the role of the commander of arms. It is Clea Sarmento's (<xref ref-type="bibr" rid="B29">1986</xref>, pp. 139-175) position nonetheless that the focus invested on the short medium period of the presidents' mandates is excessive. It is undebatable that the average term of office holding (thirteen months) resulted in significant effects over these employees' abilities to perform their duties or become politically relevant in the provinces about which they owned scarce knowledge (<xref ref-type="bibr" rid="B37">Wildberger, 1949</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Iglésias, 1958</xref>). However, such does not imply that the presidents were politically insignificant characters in the local political game (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Vieira, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Izecksohn, 2014a</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B18">2014b</xref>). As a matter of fact, few of the discussions on provincial administration move beyond the introduction of some charts demonstrating the speed with which the presidents changed their occupations, except for more recent publications (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Carvalho, 1980</xref>, pp. 111-132; <xref ref-type="bibr" rid="B2">Barman, 1988</xref>, pp. 100-112; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Graham, 1990</xref>, pp. 48-62). Moreover, Mirian (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Dolhnikoff, 2003</xref>, pp. 116-133) emphasizes that the political elite which gravitated within the Court was not detached from the provincial ones. Furthermore, this paper demonstrates that the local elites did not sacrifice their interests. The negotiation, in this sense, was the norm, responsible for assuring the mechanisms of the political system through struggles between rival political factions and favor exchanges.</p>
			<p>Our contribution to such debate aims at relating the bases of presidential authority to the quality of the negotiations woven with the leadership from several areas in Rio Grande do Sul, organized and regimented through the National Guard. Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello's presidency allows for the tracking of the war effort in the province most committed to recruitment, considering that since its reintegration to the Empire in 1845, it was considered the core of the military activities in the Rio de La Plata Basin. It was preceded by the designation of the General Manoel Luís Osório as central chief of the recruitment process of the troops to constitute the Third Corps during the War of the Triple Alliance. The actions of Homem de Mello and Osório establish a window for the understanding of the relations between the central and provincial governments, as well as the delicate bonds between the president, the National Guard commanders, and the population subject to recruitment. Furthermore, they supply an instance of the modus operandi of such articulation during emergency situations, given the country's involvement in an external war, until then supported by a diplomatic alliance likely to be breached. This international coalition's fragility called for a temporary increase of the state extraction's capacity. Studying the paths that satisfied such demand exposes the mishaps in affirming the Imperial authority in the region which, according to Wilma Peres Costa, was both the Empire's military nerve and its Achilles heel. What were the limits imposed over the cooperation? In what way have the war efforts affected the provincial policy? What relations could be constituted between war and nationalism in a province so strongly related to the local loyalties?</p>
			<sec>
				<title>THE IMPERIAL GOVERNMENT AND THE MILITARY RECRUITMENT</title>
				<p>On September 22, 1866 Paraguayan troops stationed in the Curupaiti's trenches successfully rebounded the combined attack from the Imperial fleet and Triple Alliance armies. This defeat, costing allies four thousand men, crippled the campaign for the takeover of the Humaitá's fortress, the Paraguayan defense's bastion. The situation was worsened by the subsequent retrieving of about five thousand soldiers from the Argentinean national army, reallocated in order to face internal revolts led by federalist political bosses, particularly the <italic>montoneras</italic> political uprisings, led by Felipe Varela in the Andean countryside.<xref ref-type="fn" rid="fn32"><sup>32</sup></xref> This last movement, associated to the Emperor's insistence in continuing operations until definite victory, brought forth the necessity of recruiting new troops in the provinces. Such contingency led to preoccupation by the Imperial political elite, since recruitment was unpopular and avoided during election period.<xref ref-type="fn" rid="fn33"><sup>33</sup></xref>
				</p>
				<p>As the contingent of the active forces was virtually in its limit, it was clear for the closest observers that the attainment of new recruits would undergo some form of coercion. Even if hopeful that the National Guard commanders would still solicit loyalties, recruiting soldiers without resorting to violence, the political leaders of the Empire predicted potential issues that recruiting could bring to the public order. In addition, there was no certainty regarding the outcome of the war.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>THE PRESIDENT OF THE PROVINCE</title>
				<p>Born in Pindamonhangaba, Sao Paulo, a lawyer, professor, and minister, Francisco Ignácio Marcondes Homem de Mello was a typical member of the Empire's political elite. His trajectory is a symbol of the issues faced by the Minister Zacharias de Góes and Vasconcellos (August 1866 to July 1868), which encompasses the government's difficulties in mobilizing an army from a national state deprived of specialized bureaucracy. A symbol also of the relations between the Imperial government and its most militarized province, whose interests in Uruguay's internal affairs helped drag the country into a generalized war in the River Plate basin. Finally, symbolic of a liberal-progressive ministry with a member of the Conservative party as military chief, Luís Alves de Lima e Silva, also known as the Marquis of Caxias, what fomented delicate relations (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Mattos, 1937</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Blake, 1902</xref>, pp. 463-467).</p>
				<p>At the age of 30, Homem de Mello had already governed Ceará during the War's initial period, when volunteer troops were still available.<xref ref-type="fn" rid="fn34"><sup>34</sup></xref> Despite of the initial impulse, which brought to the lines thousands of volunteers across the country, this delegate of the Imperial power was well familiarized with the problems related to the designation of national guards (militiamen) as Army soldiers. This was a delicate issue, since until then the participation in the Guard generally exempted its members from Army recruitment, exception made to Rio Grande do Sul due to its diverse logic. Such context changed in the first months of 1865 when Guard forces became constantly transferred to the front. Homem de Mello was also used to the politicization of recruitment, referring to the political resistances to the recruitment of allies and aggregates, commonly followed by allegations that it was executed over the adversaries from the party in power.<xref ref-type="fn" rid="fn35"><sup>35</sup></xref> Furthermore, he was equally familiarized with the issue of legal exemptions, which allowed for a myriad of professional occupations to use as justification to acquit certain individuals from recruitment. The experience with such issues was a successful guarantee for a delegate of the Imperial power. But a satisfactory performance in Rio Grande do Sul would boost his political career during a period of party life renewal due to the ascent of the Progressives in Brazil. Taking over such a delicate mission may have seemed interesting for Homem de Mello, but its execution would be hard and wearing.</p>
				<p>Named president of the province by Imperial decree on December 27, 1866, he took office almost a month later, on January 22, 1867, at the critical stage of military recruitment. The designation of Homem de Mello was supported by Caxias and Osório, who performed the roles of mentors. It was a result of both dissatisfaction with the acting vice-president, Pereira da Cunha, not considered energetic in regards to the decisions influencing the National Guard, and personal friendship between Homem de Mello and the Ministries Council president, the progressive Zacharias Vasconcelos, who declared that &quot;my friend in particular Mr. Dr. Francisco Ignácio Homem de Mello shall govern the province as your president&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn36"><sup>36</sup></xref> Pereira da Cunha, after being replaced, had his mandate much criticized by Caxias: &quot;leaving in the province's presidency this administrative nullity which reined it, following the cabalists, as vice-president&quot;. Therefore, the nomination of Homem de Mello was directly related to the organization of the Army's Third Corps, despite of the resulting political and personal costs resulting from those efforts. Such determination faced embarrassment in a region already resentful due to years of considerable efforts towards recruitment. The work of troop's recruitment was also hindered by the cholera epidemic, which raged out in the province in the first months of Homem de Mello's mandate, infecting the president himself, who would survive such personal disaster. In his speech directed to the province's Legislative Assembly, he stated that &quot;the invaded Rio Grande submits its perverse enemy to its soil, and two years later launches against the invading country a new army. 1867 responds to 1865&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn37"><sup>37</sup></xref>
				</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>THE NATIONAL GUARD COMMANDERS</title>
				<p>The border region of Rio Grande do Sul was divided in six national guards commands (Jaguarão, Bagé, Quaraí e Livramento, São Gabriel, São Borja and Cruz Alta); the majority of the militia commanders therein were ranchers and had vast experience in the creating and managing regiments. Generally, they occupied the position for thirteen years (considering 1866 as the break's final year), varying from sixteen for the oldest (David Canabarro) to seven for the youngest (Antonio Fernandes Lima).<xref ref-type="fn" rid="fn38"><sup>38</sup></xref> All were ranked on the top of the provincial economic pyramid: their inventories reveals that their estates surpassed ten thousand sterling pounds while they also owned a significant amount of slaves (average of 16 by inventory), with the exception of the temporary Manoel Pereira de Vargas (2,630.00 pounds), from Jaguarão - the command was vacant during the Triple Alliance War.<xref ref-type="fn" rid="fn39"><sup>39</sup></xref> In their majority, they were politically associated to the Conservative Party (especially the Viscount of Serro Alegre, Antônio de Mello e Albuquerque and Antônio Fernandes Lima) - only David Canabarro could be considered a prominent liberal leader (<xref ref-type="bibr" rid="B26">PortoAllegre, 1917</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Vasconcellos e Vasconcellos, 1918</xref>, p. 476; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Vieira, 1988</xref>, p. 42). These men knew by heart the population distribution and availability of different regions, thus representing the visibility horizon of the province, accomplishing tasks and duties which the national State was unable to execute due to lack of structure. Many of these individuals had both social and financial networks which extended beyond the province, in the tumultuous neighboring republics. The relation between presidency and commands had been consolidated during the second half of the 1840s, in the context of preparations for the interventions against Oribe and Rosas, which consolidated the relationship standards in regards to military interventions.</p>
				<p>Such peculiarities however came with a price. The way in which Rio Grande do Sul performed war was different from the style adopted in other Brazilian provinces. In the former, the constitution of temporary Army corps, to which national guards were transferred, was executed virtually automatically.</p>
				<p>Within such context, the company commander should march ahead of the recruited militia troops, since the ranks of the Guard and Army often coincided. Concomitantly, the interconnection between the Guard and the Army created contradictory situations in the region and contributed to solidify the commanders' loyalty to the Empire.<xref ref-type="fn" rid="fn40"><sup>40</sup></xref> These singularities, in the context of an international war, created obstacles to the effective militarization of these contingents, once there was great reluctance of these leaders in giving the command of their troops to the officials with effective professional formation, particularly in a moment in which Marquis of Caxias attempted to promote a more homogeneous format to the troops soon to resume the Paraguay initiative, merging corps, subordinating commanders and dissolving the differences between volunteers and recruits as much as possible (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Uricoechea, 1978</xref>, pp. 251-252; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Antunes, 1943</xref>, pp. 41-42).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>&quot;SPEAK TO THESE HICKS THAT LANGUAGE WE KNOW&quot;: ACTIVATING RECRUITMENT</title>
				<p>The organization of the Army's Third Corps was initiated in October 1866, still under the vice-presidency of Antônio Augusto Pereira da Cunha. The sexagenarian Marechal Osório (Baron of Herval) was the key player of this initiative, having been simultaneously recommended by the Marquis of Caxias in October of the same year for the positions of Province's Army Commander and Commander in Chief of the Army's Third Corps. Such double authority granted Osório administrative autonomy in face of a hesitant and not energetic president. Osório's fidelity to the imperial arms was amalgamated with the country's independence itself and could not be broken even by the Farroupilha Civil War. Jonas Vargas brings attention to the fact that &quot;Osório's trajectory helps to enlighten the one of so many ranchers (but also merchants and jerk beef manufacturers) who, even not participating in parliamentary policy, were fundamental to the win of the elections and directly influenced politics by pressuring their candidates&quot;. For Vargas, during the War of the Triple Alliance, Osório had become a sort of &quot;point of balance&quot; among the allied forces who already had a good relationship with the leaders of Uruguay and the Confederation of Argentina (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Vargas, 2010a</xref>, pp. 244-263). Their personal connections were important to co-opt Justo José de Urquiza, a leader from the Province of Entre Rios, to the cause for the Triple Alliance. These same characteristics were valued at a time the Empire needed a reliable leadership to raise one more corps in Rio Grande do Sul. Nonetheless the old commander returned to Paraguay with weakened health due to a leg issue, sequel which would hinder his movements throughout the <italic>pampas</italic>. There were also political sequels, some older, such as the animosity with the Viscount de Porto Alegre, his Progressive League's adversary. Others arose throughout the war, mainly due to the fluctuations of the provincial policy, but also due to conflicts derived from the supply of military personnel for services performed to the Empire, certain political bosses' resistance in contributing, and the growing population's indisposition in collaborating.<xref ref-type="fn" rid="fn41"><sup>41</sup></xref>
				</p>
				<p>Concomitantly to the nomination of Manuel Luís Osório as the province's Arms Commander, the Viscount of Paranaguá was confirmed in the War Ministry, resulting in a leadership whose administrative was more aligned to the demands from Caxias than the irascible Ângelo Moniz da Silva Ferraz. The new minister abolished the War Councils, which should prosecute National Guard officers from Rio Grande do Sul, under claims of negligence, cowardice or corruption. Such move constituted an attempt to bring the border political bosses closer again, particularly the veteran commander David Canabarro, who was answering to a lawsuit regarding his potential responsibility for the Paraguayan invasion in 1865, as a result of his carelessness in managing stationed troops. As a matter of fact, the Minister followed the advice from Caxias, who declared, in October 1866, that &quot;my first measure was to terminate the endless war councils created by Ferraz, to lease his enemies from their current positions&quot;. Despite of the veracity of such accusations, the Councils had become a tool for political persecution, which paralyzed the actions of many commanders, fearful of the accountability for their informal actions to the professional military authorities. Simultaneously health inspections and personal reasons leaves granted to officers and soldiers were suspended, directly affecting the exercise of recruitment.</p>
				<p>To speak to the &quot;hicks that language we know, so that they all ran to the battlefield&quot; was the strategy. In that sense, &quot;riding a horse and collecting people&quot; was convenient, even if against the will of certain recalcitrant commanders (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Osório, 2008</xref>, p. 379). The meetings organized with the purpose of recruiting men for the Army were commonly referred to as &quot;the meetings of Colonel F. de Matos&quot; or even &quot;of Lieutenant João Ferreira da Silva&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Osório, 2008</xref>, p. 425). These small traces revealed in the letters sent by Osório expose the maintenance of the &quot;personalization of recruitment&quot;, as the meetings, the soldiers, and the recruits were linked to their commanders, who expected to keep such connection even after the transferring of their men to the army in operations.</p>
				<p>If the government eased the punishment, it would also take more drastic measures in the compulsory enlistment of individuals who evaded duty, as Osório himself emphasized in a letter for the province's president:</p>
				<disp-quote>
					<p>It seems convenient to me creating in each region one or more companies with the intent of seizing deserters everywhere, of which many live in their houses, sponsored by those who should carry more effort in their capture ... with good results [such measure] was already employed in 1851, by the honorable Mr. Marquis of Caxias.<xref ref-type="fn" rid="fn42"><sup>42</sup></xref>
					</p>
				</disp-quote>
				<p>Hence there was not innovation per se, but the reiteration of practices which had worked satisfactorily during the campaign against Oribe and Rosas. Through Osório's nomination, Caxias centralized procedures in one military unit only. Such attitude must be comprehended within the context of the prevailing dispersal until then, when the commanders recruited and spared their units per local conveniences, in the absence of a sole command and in the administration of presidents who seemed intimidated in demanding from the commanders a more effective contribution. Rio Grande do Sul provincial situation became in practice similar to a state of siege, with suspended elections enhancing an even more effective control of the Empire representatives over recruitment.</p>
				<p>In November 1866, Osório received a letter from the War Minister instructing him to follow to the stated place in order to organize the Third Corps as soon as his health was recovered. This task was urgent, for Caxias wrote to Osório still in Montevideo that the situation in the theater of War was so delicate that &quot;we must walk very united and slight, so that the blood already spilled by so many Brazilians is not wasted&quot;. After that, Osório sent orders to the Guard commanders and others senior officers to mobilize men with the necessary promptness.<xref ref-type="fn" rid="fn43"><sup>43</sup></xref>
				</p>
				<p>Osório's political adversaries both local and in the capital boycotted his efforts, protecting deserters or facilitating their escape. Porto Alegre's National Guard commander himself, reformed marshal Luís Manoel de Lima e Silva, uncle of Caxias and very popular among his personnel, seemed recalcitrant in regards to new recruitments.<xref ref-type="fn" rid="fn44"><sup>44</sup></xref> Viscount de Porto Alegre (Manuel Marques de Sousa, one of the Progressive League's leader), whom Caxias had qualified as a &quot;loser&quot; at the time of Uruguaiana's surrender, announced the impossibility of working under his orders &quot;without loss of my dignity, which by no means shall I sacrifice&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn45"><sup>45</sup></xref> With the designation of Caxias for commander in chief and the possibility of merging the two corps, Porto Alegre requested leave &quot;to address family matters&quot;, temporarily returning to Rio Grande do Sul. The assistance of the distinct general was offered to Osório, as &quot;he enjoys influence, as you do not ignore; he has friends and no little resources ...; therefore he is able to serve as valuable assistance in the gathering and organization of forces&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn46"><sup>46</sup></xref>
				</p>
				<p>Viscount's network did not make him an ally; on the contrary, Osório replied to the War Minister, in December 1866: &quot;this province has been officially set to provide that General [Porto Alegre] with all the power, and my friends have been dismissed from official positions and many persecuted by the government&quot;. Not even the state of siege and the necessity for expansion of recruitment made Osório, the broker between the Court and parishes, sacrifice his allies or accept the cooperation of a political adversary. Accepting the assistance from Porto Alegre, a progressive-liberal, would mean to risk a political capital maintained at a hard price, especially when placed under the opposition from time to time. If the Empire's government wished to keep him in charge, it was necessary that the former did not become an &quot;enemy to my dignity ... forgetting the loyalty with which I serve in order to persecute me&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn47"><sup>47</sup></xref> In face of all these political considerations, Osório recognized the differences between Paraguay's campaign and the other mobilization processes in which he had been involved, requesting same diplomatic assistance to capture deserters in Uruguay:</p>
				<disp-quote>
					<p>The delay in [troops] meetings is a result of the hard circumstances to be overcome at this time; many people were hidden in the woods, many others had moved to the Oriental State, and it is difficult to promptly gather these individuals; and since I address the Oriental State, it is worth informing that I have requested General [Venancio] Flores permission to gather in that country the individuals fit for war service.<xref ref-type="fn" rid="fn48"><sup>48</sup></xref>
					</p>
				</disp-quote>
				<p>Crossing the border with the potential assistance of Brazilians ranchers established in the other side constituted a concrete incentive to desertion. On the other hand, the existence of an allied government in Uruguay, supported by Brazilian residents, enabled the hunt for fugitives across the borders of the Empire without the need for diplomatic channels. The politicization around military service however led many bosses, feeling ineffective in their commands, to motivate their personnel to cross such border, in the hopes of escaping the despotism from local adversaries. From Alegrete, Severino Ribeiro D'Almeida, Colonel-Lieutenant of the National Guard cavalry and son of the legendary commander Bento Manoel, described such problem, which involved his own personnel, emphasizing that &quot;the persecutions practiced against the political adversaries, result[ed] in a large emigration of Brazilians to the Oriental State, mostly by National Guards and deserters&quot;. Ribeiro de Almeida was a political adversary of David Canabarro, leading to his dismissal from service. The political rearrangements embedded in the nomination or resignation of officers created an atmosphere of uncertainty affecting the troops meeting. The rivalries among factions and the interference of the Imperial power, subordinating certain commanders to adversaries, limited personnel's contribution and led to suspicion that a new wave of recruits would imply in the removal of commanders and dismemberment of battalions. Ribeiro de Almeida reported this security perception in a letter to the War minister, in which he aimed at justifying his inactivity, stressing that:</p>
				<disp-quote>
					<p>These facts make me hope that soon the command of the brigade will be taken from me and again condemned to ostracism, and it is the reason to making use of your time so that I can narrate all these circumstances in order to comprehend that: not only have I not refused to render my services at this time, but also that such situation was not chosen by me nor by my friends, in which we own all sacrifices and abnegation for the good of the country to speculate in policy; and from afar preparing a new Army concerns only personal petty policy, of preparing the terrain for election victories disabling the supposed adversaries.<xref ref-type="fn" rid="fn49"><sup>49</sup></xref>
					</p>
				</disp-quote>
				<p>The letter confirms the fear that the elections (at that time already postponed) interfered in the work of recruitment of new contingents and even in the persecution of deserters. Therefore, local issues overlapped demands from the Court to the point that subordination to an adversary authority would put local authority in check. In this manner, the disputes continued negatively influencing the process of recruitment. If complaining directly to the war Minister could be an option, the indifference from the Imperial government regarding local disputes led some commanders to publicly condemn what they perceived as persecutions. An instance of such occurred in Rio Grande, the province's main port city, with the foundation in December 1866 of a newspaper entitled &quot;O Guarda Nacional&quot;, whose editorial line reported the abusive power of the local military elite. The issue number two of the journal rejected the honor of the local commander, trying to convince him that recruiting men was a decision which would affect the livelihoods of a great portion of the city families: &quot;The officious Mr. Senior Commander perhaps attempting to fall under the <italic>good graces</italic> of the government, offered to the Baron of Herval soldiers of the national guard to his command in order to thicken the lines of the Army's Third Corps ... Was the senior Mr. Commander fair in his choice? No!&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn50"><sup>50</sup></xref>
				</p>
				<p>Nonetheless, even in the absence of a specialized bureaucracy, the power of Osório and his allies was strong enough to persuade the weaker adversaries, as made known by the province's president in December 1866: &quot;with the arrival however of the Marshal Baron of Herval yesterday to this city [Pelotas], the fears seem to have vanished.&quot;<xref ref-type="fn" rid="fn51"><sup>51</sup></xref> His personal relations, prestige and mediation capacity were paramount to the troops heading to the theater of operations.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>HOMEM DE MELLO'S ADMINISTRATION</title>
				<p>The arrival of Homem de Mello to the province encountered a political context characterized by the rise of the Liberal Party, which surpassed the Progressive Liberals from the 12nd Legislature on, becoming the majority of the Provincial Assembly. Among the historical liberals, one would find David Canabarro, distinguished leadership in the border and veteran of the Farroupilha Revolution, general Osório and other commanders on which the political articulation for the attainment of troops would depend. However, as it has been shown in the present paper, the majority of the border commanders were <italic>not</italic> liberals as Canabarro and Osório. In this sense, it is necessary to analyze the tripod's action formed by João Lustosa da Cunha Paranaguá, War minister, Caxias and the new president. His representative in the campaign was the convalescent General Osório, acting as mediator of the local political disputes. Osório stated himself that &quot;perhaps Rio Grande cannot go through the crisis without guarantees suspension and further discipline&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn52"><sup>52</sup></xref> Possibly in an attempt to minimize the authoritarian impact of recruitment, the new president, soon after taking office, issued a decree that pardoned all penalties incurred to existing soldiers in the province, including desertion. Amnesty was a customary practice in Imperial Brazil, especially when the authorities wished to reinforce the execution of recruitment. In this particular case, the purpose was to resume dialogue interrupted by the supposed ineptitude of the former ruler. In other words, restrictions to the commanders were temporarily eased to fulfill a double role: conciliate in order to coordinate more consistently the cooperation of the commanders and their personnel.</p>
				<p>Despite of Osório's prominence, Homem de Mello also made use of his contacts: men little involved in military activities, but immersed in the local networks of power and influence, thus essential for the success of the National Guard meetings and soldier recruitment. In the first days of government, he hired &quot;very respected and affectionate servants&quot; throughout the province's territory. From Tramandaí, José Pinto da Fonseca Guimarães (serviceman and dealer) made himself available. From Rio Grande, positive responses came from Cândido Alves Pereira, who, &quot;as lawyer, I have [sic] competed with my moral contingent for the increase of the Army's Third Corps, advising many to hire substitutes, and supporting them with my work, always crowned by fortunate results&quot;. From Piedade' Farm, he received support from Caetano Gonçalves da Silva, son of the former rebel leader Bento Gonçalves. A small yet so important statement of support. Several others made themselves available, responding from the border and south districts of the province.<xref ref-type="fn" rid="fn53"><sup>53</sup></xref>
				</p>
				<p>As a continuous act, the new president temporarily suspended Lima e Silva from the command of Porto Alegre's National Guard. Lima e Silva, who had not received honorary titles as his relatives, strongly disagreed of such punishment, affirming that &quot;[this was] such a violent act [that] must have resulted a deplorable judgment against me in this capital's population which has known me for so long ... and offered me a golden sword with a monarch title&quot;. In spite of his dissatisfaction with the temporary removal, the veteran commander accepted the decision. During the average of six months in which he was away from office, two officials temporarily took over: one from the Army, other from the National Guard itself, Lopo Henrique Botelho e Mello and the aforementioned José Pinto da Fonseca Guimarães, respectively - their correspondences with Homem de Mello resulted in little practical outcome. Even aligned to the Imperial government, they lacked the networking necessary for mobilizing more people in the capital. Consequently, the city of Porto Alegre scarcely contributed to the formation of a new Corps.<xref ref-type="fn" rid="fn54"><sup>54</sup></xref>
				</p>
				<p>Homem de Mello's main task consisted of mapping regional unrest with the intent of anticipating possible conflicts. In this sense, certain regions of the province were left aside. Such was the case of the highlands, as it presented &quot;little interest in the military service, where desertion happened easily&quot; and therefore uniforms and weaponry should be sent only when the recruits were gathered in the border proximities. Even among those seeming willing to collaborate, certain local specificities had to be respected. The need for the presence of the captain ruling the small recruited troop in the German colony of São Leopoldo, annex location of the Senior Command of Porto Alegre, which collaborated with the government, was requested by the soldiers. After all, he was <italic>their</italic> captain. The same captain declared, in the theater of operations, that he was the man who could help his personnel both in Portuguese and German as he was fluent in both languages (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Becker, 1968</xref>, p. 173; see also: <xref ref-type="bibr" rid="B22">Mugge, 2012</xref>, p. 122).</p>
				<p>There was still the necessity of the nomination of political allies to implement the recruiting's execution, resulting in the mentioning of the commanders of Cruz Alta, São Borja, Alegrete and Bagé in Osório's letters. The reference to the &quot;old Baron of Serro Alegre&quot; was not random: the meetings were concentrated in Bagé and from there orders towards other senior commands emerged. Under the authority of João da Silva Tavares, senior commander of the National Guard of Bagé and Border Commander of Bagé and Jaguarão, the western half of the province moved under uniform. From there negotiations with Uruguayan leaderships took place, envisioning both, to address the capture of deserters in the Oriental Area and the recruitment of soldiers, rural workers and aggregates, working in the Brazilian ranches located in oriental territory, organizing a contingent of around two thousand men, possibly the largest regional contribution to the composition of the new Corps. As recognized by Osório himself through a letter to Homem de Mello: &quot;As a preventive measure, it seems convenient to me that you order the senior commanders of Piratini, Pelotas, Rio Grande and Jaguarão to obey directions from the Colonel Baron of Serro Alegre&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn55"><sup>55</sup></xref> In Bagé, the &quot;elder&quot; Baron of Serro Alegre, &quot;man of old ideas and habits&quot;, led the meetings both in the west region of the province and the Uruguayan territory.<xref ref-type="fn" rid="fn56"><sup>56</sup></xref> Still in September 1866, the first intelligence on the necessity of organizing a new corps would arrive at the border, along with the authorization for horse purchase and arbitrary capture of deserters. In that sense, the recruitment of deserters and volunteers orbited in that location, making the Baron of Serro Alegre a heavy executor of the Empire's orders. In exchange, he was granted bounties: before his passing (1872), the conservative Silva Tavares received the title of Baron with greatness (1869) and of Viscount with greatness (1871). He made his son, Joca Tavares, Baron of Itaqui in 1870, and named him his successor in Bagé and Jaguarão.</p>
				<p>Osório's networks of politically uniformed allies stimulated the flow of recruits during those months. Such process was boosted by the administration of Homem de Mello. Nonetheless these networks and their commanders did not satisfy the lack of bureaucratic eficiency. The men from the Portinho Division, attached to the Second Corps, commanded by José Gomes Portinho, from Cachoeira e Caçapava - which at the time amounted to about two thousand men, had delayed soldiers for more than a year of salaries. The stages and the horses were disbursed by the senior officers from their own payments. In February 1867, Osório worried that the same difficulties would be faced by the men of the Third Corps. The provincial finances were exhausted: &quot;the several collections, in addition to having low income, are already overwhelmed by expenditures ... [there is] a National Guards Battalion in São Borja [to whom it is owed] forty contos de réis&quot;.<xref ref-type="fn" rid="fn57"><sup>57</sup></xref> The costs in maintenance of the Army's Third Corps were already reaching 300 contos de réis by March 2, 1867, amount managed through &quot;the Central Paying Authority of Alegrete&quot; (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Osório, 2008</xref>, pp. 429, 433, 435).<xref ref-type="fn" rid="fn58"><sup>58</sup></xref>
				</p>
				<p>Despite of all these problems, recruitment continued until the desired number was reached, around five thousand men. In April 1867, the contingent of the Third Corps reached the war theater. Homem de Mello reassured his trust in Osório, showing surprise for the outreach of the old general's alliances: &quot;the Sergeant Majors Portinho and Vitorino, belonging in the province to influence contrary to the one sympathetic towards the Baron&quot; and &quot;the Baron of Serro Alegre, within same situation, always gave him [Osório] proofs of trust&quot;. It is possible that the provincial restatement of his authority in a local level and the attempt to raise personal prestige in the provincial and national circles led these commanders to set aside their political-partisan affiliations in order to honor uniformed alliances. The micro foundations of this society, meaning the strategies through which the actors exchanged favors and constituted alliances were challenged during periods of war. The market of titles and commendations certainly stirred the moods of those nineteenth-century men - and their permanent need to maintain the hierarchical status, as stressed by Homem de Mello in a letter to the War minister, stating &quot;that the good services rendered to the State must always receive proper reward....&quot; What Homem de Mello seems to have ignored however was the weight of family relations, particularly between Serro Alegre and Osório. The way by which Osório married his sons inserted him in a web of rich and powerful families of Pelotas. He became related to the Barons of Jarau, Butupi and Arroio Grande, all wealthy ranchers and jerked beef manufacturers. Such family bonds would in turn relate Osório to Antunes Maciel, the Tavares, powerful families of the southwest of the province, and even to the descendants of the commander Cipriano Barcellos, important branch of the community of jerked beef manufacturers of Pelotas (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Vargas, 2010a</xref>, p. 257).</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>NUMBERS AND WAVES OF THE THIRD CORPS</title>
				<p>The limits of the demographic contribution in the province must be researched beyond complaints and justifications from fellows. Until mid-1866, the province had recruited more than 25 thousand men in an estimated population of 435 thousand inhabitants. If it is a fact that until then the province had already been strongly contributing, it is equally necessary to know the limits of the military capacity considering the weight of the partisan disputes in their critiques of recruitment, once these same disputes led Osório's political adversaries (and their local allies) to boycott their efforts, hiding deserters who took shelter in the woods or in Uruguay.</p>
				<p>The 1872 Census - compiled by Cedeplar-UFMG - registers the presence of 132,151 free men from 16 to 70 years old in Rio Grande do Sul. Considering an annual population growth rate of about 2%, it is estimated that in 1869, the second-to-last year of war, there were about 124,500 men in these conditions residing in the province. Provided the data from General Paulo de Queiroz Duarte are correct, from them we extract the information that during all the War of the Triple Alliance, 33,803 individuals marched, including national guards, volunteers, recruits and freed, from the ranks of Rio Grande do Sul. These contingents were included in the three Corps designated for the theater of operations. According to the province presidents' reports, out of the almost 34 thousand, an estimate of 450 were volunteers. This number is known to be low, but it also reveals that the majority of recruited volunteers marched along with senior commanders and National Guards Corps commanders, raising the number of soldier citizens through appointment. Such phenomenon also exposes the influence of these local bosses because as aforementioned, the corps and brigades were raised and funded by these military-political leaderships. Paranhos was therefore correct when describing the manner by which recruitment would occur.</p>
				<p>That being said, and considering the reservations in regards to the accuracy of the available data, it is possible to affirm that around 27% of the adult free men (17-70 years old) of the province marched as national guards - or were counted as such, since volunteers were sometimes integrated to the battalions commanded by Guard officers - to the theater of operations of the Paraguayan War. Bringing these numbers closer to this paper's objective, it was noted that 15,5% of all troops extracted from Rio Grande do Sul belonged to the Army's Third Corps. The numbers are impressive: beyond the vast demographic contribution, whose effect in the province economy must have been significant, it was also perceived the numbers of the Third Corps surpass contributions from other populous provinces such as Minas Gerais (4,090) and the whole Amazon region (4,532), equalizing the total contribution from Ceará with 5,646 individuals (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Duarte, 1981</xref>, p. 217).</p>
				<p>As shown in this paper, a considerate part of the capacity of extraction of recruits and officers had already been exhausted before the beginning of the mobilization managed by Caxias, Osório and Homem de Mello. In 1865, for instance, virtually 18 thousand national guards had been gathered for the campaign in Rio Grande do Sul.<xref ref-type="fn" rid="fn59"><sup>59</sup></xref> In that same year, the total number of qualified national guards was, according to the province's presidency, of 43,510 men. Out of this force, more than three thirds (76,7%) marched, demonstrating the impact of the need for soldiers over the citizen militia in Rio Grande do Sul. The Third Corps basically held as target the senior commands of the national guards, following the tradition and the recruitment style of Rio Grande do Sul. These men were sent to the forefront of the battlefields. The majority originated from efforts and meetings of commanders and officers subordinated to the Baron of Serro Alegre, from Bagé, in the province's west border. Those commanders intended that these men continued under their leadership, or at least under the custody of recently formed allies.</p>
				<p>Such situation led at times to the fraying of local alliances, due to the dissatisfaction of the village and parish authorities whose perception opposed the reinforced efforts of the Imperial government. In order to overcome these obstacles, the connections of Homem de Mello with the non-militarized sectors of the provincial elites and alliances of the Baron of Herval with the leaders of the Liberal Party were essential, in addition to his cronyism and friendship connections with men who, besides being ranchers and merchants, lived for war. In April 1867, Osório wrote to the commander of Bagé, Baron of Serro Alegre, informing that:</p>
				<disp-quote>
					<p>I am thankful to your efforts; still today Joca [son of Serro Alegre, João Nunes da Silva Tavares, also colonel, Baron of Itaqui to be] told me he was waiting for three more days one more contingent sent by you. He still misses Chico de Mattos, Mello Brabo and Feliciano Dias, the latter having left S. Martinho with 300 men, the others I do now know how many they will bring. If it were not for the serious illness of Coronel Mello Albuquerque, Coronel Lago and lately Canabarro, he would have more than two thousand men, if the senior commanders from the inside [referring to the province's countryside, not the border] copied you ten or twelve times.<xref ref-type="fn" rid="fn60"><sup>60</sup></xref>
					</p>
				</disp-quote>
				<p>In Rio Grande do Sul the War of the Triple Alliance was the peak of the influence of the &quot;militia system&quot;. The surviving officers of the battlefields returned home and obtained government responses: they received insignias, medals, and honors. Of the 58 men from the extreme south who received aristocratic titles between 1860 and 1880, 26 were National Guard officers. Such data reveals the important role played by the militia not only for politics but also for the military interventions. The higher commanders were then placed on the top of the eighteenth-century hierarchy due to their actions while in uniform of the National Guard. Considering the results computed by Jonas Vargas, 65% of the nobility group had direct relation with the conflict of the War of the Triple Alliance. For the first time, individuals from Rio Grande do Sul reached the top of the political careers, participating in the high positions of the Empire as ministers and senators: from 1871 to 1889, the presence of Rio Grande do Sul natives among the ministers was much superior to the previous decades (eight against three); the same happened with the participation in the Senate. In this sense, &quot;Rio Grande do Sul had never been closer to the Court&quot; as in the last two decades of the Empire (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Vargas, 2010b</xref>, pp. 68-76).</p>
				<p>Nonetheless the National Guard was no longer an option for military mobilization. The peak and end of the war also marked the beginning of such system's decadence. Gradually the affairs in the Rio de La Plata Basin were no longer a priority in foreign policy. Diplomacy started to dominate in a scenery of increasingly organized state building. The Empire, after years of wear and exhaustion, tried to release the base of military recruitment from the calculations and future projections of the localist sentiments, warrior spirits of the south &quot;hicks&quot; and their own &quot;language&quot;, in the words of Caxias.<xref ref-type="fn" rid="fn61"><sup>61</sup></xref> The same Caxias, after the end of the war, would propose a law of military lottery, the famous Law of Cumbuca, in an attempt of universalizing the service in the content of the growing bureaucracy of the 1870s.</p>
				<p>The daily competition for the control of means of violence and the interconnections between political matter and military needs, within a dispute between formalism and irregularities, shed light to diverse jurisdictional levels, especially when we consider the forms through which the small localities also influenced the execution of policies conceived by the national political center. The relations between commanders and personnel, influencing the b troop's behavior stationed in aforementioned border areas, exposed interests that exceeded the limits of the national borders but also influenced the government's behavior in Brazil. At last, the government acquired enough soldiers to deal with the following steps of the campaign and win the war. The political and social costs of these efforts would place new challenges to the process of State building, the Imperial solution and the semi-centered political order which had been consolidated two decades before.</p>
			</sec>
		</body>
		<back>
			<fn-group>
				<fn fn-type="supported-by" id="fn62">
					<label>62</label>
					<p>Research carried out with funding from CNPq, Capes and Fulbright. The authors are thankful to the research assistant Amanda Mesquita, to Peter Beattie and to the referees for their comments.</p>
				</fn>
				<fn fn-type="other" id="fn63">
					<label>63</label>
					<p>English version: Janaina Bordignon</p>
				</fn>
			</fn-group>
		</back>
	</sub-article>-->
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