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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">rbh</journal-id>
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				<journal-title>Revista Brasileira de História</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rev. Bras. Hist.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0102-0188</issn>
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				<publisher-name>Associação Nacional de História - ANPUH</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1806-93472019v39n81-00</article-id>
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					<subject>EDITORIAL</subject>
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				<article-title>A caminho de uma “cultura de <italic>preprints</italic>”?</article-title>
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					<trans-title>Towards a “Preprint Culture”?</trans-title>
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						<surname>Feitler</surname>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup></sup></xref>
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					<institution content-type="original">Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Departamento de História, Guarulhos, SP, Brasil. rbh@anpuh.br</institution>
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		<p>Com este número encerra-se o período de 2 anos em que fui editor da <italic>Revista Brasileira de História</italic>. Seria a ocasião para se fazer um balanço desse tempo, chamando atenção para a relevância dos textos selecionados, o êxito das chamadas a dossiês, a diversidade regional dos autores nacionais que aqui publicaram, o bom número de submissões de autores vinculados a instituições estrangeiras, a importante quantidade de artigos publicada em inglês e em espanhol. Pode-se assim dizer que esta gestão cumpriu o seu papel, trazendo para as páginas da <italic>RBH</italic> os resultados de pesquisas recentes sobre temáticas inovadoras e diversificadas, e que interessam aos membros da Anpuh e ao público acadêmico em geral, publicando seus números quadrimestrais em rigorosa e até adiantada periodicidade, resultando ser, dos periódicos brasileiros de História do SciELO, o segundo mais acessado. No entanto, o cenário dos últimos anos, de transformações no meio de publicação dos periódicos - ou seja, sua passagem ao formato digital -, leva os responsáveis por um veículo como este a continuamente se perguntarem qual o próximo passo a adotar. Mas nesse quesito não foi possível ir além da tomada de consciência,<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> e é por isso que, despedindo-me, devo também prestar contas desse fato.</p>
		<p>Nestes 2 anos colocou-se a questão da implementação de novidades que vêm surgindo no âmbito dos periódicos acadêmicos digitais numa velocidade que pode parecer, por vezes, vertiginosa. Como tem sido o hábito, as publicações mais importantes do ponto de vista financeiro acabam erigindo-se em modelos, mesmo se de especialidades bastante diferentes da nossa. É assim que há algum tempo os periódicos das Ciências Humanas vêm sendo instados a adotar a publicação contínua de artigos, resultando em apenas um número por ano, mesmo que seja possível manter no SciELO, por exemplo, dentro desse volume único, números e dossiês compartimentados. Se a <italic>RBH</italic> tem publicado artigos em <italic>Ahead of print</italic>, disponibilizando com celeridade artigos que esperariam mais algumas semanas ou meses para ser lançados, descartei a possibilidade de adotar a publicação contínua desde que assumi o cargo, primeiro por falta de tempo e experiência (seria necessário fazê-lo imediatamente, caso quisesse implantá-la durante a minha gestão), e em segundo lugar por entender que a publicação quadrimestral, com lançamento de três números por ano, auxiliava na divulgação dos textos.</p>
		<p>Outras soluções que a princípio pareciam dificilmente aplicáveis ao meio das Ciências Humanas, ou quem sabe mais especificamente ao da História, estão fazendo seu caminho nas nossas áreas. Desde 2017 o SciELO anuncia a criação de um servidor ou repositório de <italic>preprints</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Packer; Santos; Meneghini, 2017</xref>), e esse modo de publicação acadêmica foi descrito, junto, por exemplo, aos repositórios de dados, como elementos essenciais da ciência aberta na <italic>Conferência SciELO 20 Anos</italic>, realizada em São Paulo entre 26 e 28 de setembro de 2018. Os <italic>preprints</italic> (detenhamo-nos aqui apenas nesta questão) vêm sendo usados há muitos anos no meio da Física de Altas Energias, área onde há mesmo, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B1">Alvarez e Caregnato (2015</xref>), uma “cultura de <italic>preprints</italic>”.</p>
		<p>Mas o que é um <italic>preprint</italic>? Segundo um recente questionário enviado pelo SciELO aos editores dos periódicos nele albergados, trata-se dos</p>
		<disp-quote>
			<p>manuscritos que prontos para submissão a um periódico para avaliação são depositados inicialmente em um servidor de Preprints de acesso aberto. O autor pode submeter o manuscrito-preprint imediatamente a um periódico ou posteriormente após melhoramentos advindos de comentários e sugestões recebidos no servidor de Preprints.</p>
		</disp-quote>
		<p>De acordo com esse questionário, o <italic>preprint</italic> é formalmente “o estado inicial do fluxo de comunicação das pesquisas”. O objetivo da adoção dessa prática é “acelerar a comunicação dos resultados de pesquisa e alinhar-se com as práticas mais avançadas internacionalmente”. Segundo o ASAPbio, instituição que tem por objetivo acelerar a ciência e a publicação em biologia, em sua página de “perguntas frequentes”, são estas as vantagens desse tipo de publicação: evidência de produtividade (como modo de conseguir financiamentos ou promoções); possíveis convites para participar em eventos; possíveis comentários a seu trabalho; o estabelecimento de primazia de uma descoberta; a maior potencialidade de novas colaborações; o acesso aberto.<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>
		</p>
		<p>É sem dúvida salutar e bem-vindo que o SciELO adote práticas inovadoras que deem credibilidade, agilidade e visibilidade à produção acadêmica nele publicada. Mas é igualmente salutar nos perguntarmos o quanto a adoção dos <italic>preprints</italic> poderá ser útil, inócua ou nociva para a nossa área e para nossos veículos de comunicação e divulgação científica, pois devemos estar todos atentos e informados sobre os impactos de eventuais alterações nos modos de divulgação e submissão de trabalhos científicos. Pelo que toca as revistas, há que se atentar para as adaptações a se fazer quanto às exigências a dois fatores que são atualmente caros a este meio: o ineditismo das submissões e sua avaliação cega por pares. Já pelo que se refere de modo mais amplo ao ofício do historiador, noto apenas sucintamente que a utilização de instrumentos criados e pensados para áreas com métodos e lógicas de obtenção e reprodução de conhecimento em muitos aspectos diferentes das nossas deve ser bem ponderada. Eventos que acontecerão em breve (estamos em começos de junho) no Rio de Janeiro e no Recife serão a ocasião de discutir essas questões de maneira ilustrada.<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref> Ensejo ao novo editor da <italic>RBH</italic>, Valdei Araujo, que assumirá seu cargo em julho próximo, todo o sucesso que sua experiência no cargo prenuncia. Ele, junto ao novo Conselho Editorial, saberá tomar as boas decisões quanto às possíveis modalidades de aceitação de <italic>preprints</italic> ou de outras práticas vinculadas à ciência aberta pela revista.</p>
		<p>A defesa da especificidade e do espaço da História enquanto disciplina e das Ciências Humanas enquanto área de conhecimento essencial para a sociedade, questão premente nos dias atuais, em que o próprio ministro da Educação tem um discurso de enfrentamento em relação a ela, não será, por óbvia, elemento de pauta deste editorial. A questão não pode, no entanto, deixar de ser mencionada quando o Dossiê que ora se publica, organizado por José Augusto Pádua e Rafael Chambouleyron, mostra com clareza a importância da disciplina e sua interface com os modos de percepção de acontecimentos de alto impacto sobre a sociedade e sobre o mundo em que vivemos. O Dossiê “Rios e sociedades” tinha como objetivo chamar a atenção para o papel das vias fluviais na construção do território brasileiro, assim como para sua importância na vida concreta das sociedades que nele habitavam e habitam. O criminoso rompimento da barragem de Brumadinho em 25 de janeiro deste ano trouxe, num movimento reverso, a evidência do enorme impacto da ação das sociedades sobre os cursos d’água, e vários dos artigos do rico Dossiê espelham essa realidade, mostrando a importância do historiador e de suas metodologias para a compreensão da ação humana sobre o meio ambiente.</p>
		<p>Completam este número dois artigos avulsos que abordam questões ligadas à História Econômica da segunda metade do século XIX. Hernán Sáez analisa o debate político vigente na Câmara dos Deputados em torno aos projetos relacionados à moeda na conjuntura de crise pós-1864 e Guerra do Paraguai, revelando que, longe de referendar as propostas do Poder Executivo, o Parlamento foi arena de discussões, cobranças, críticas e articulações não raro dentro do mesmo partido. Naquele contexto de instabilidade econômica, a habilidade dos parlamentares era assim efetivamente posta à prova no momento de aprovação de determinada medida. Já Hugo Pereira e Ian Kerr, a partir dos exemplos de construção e operação de duas linhas de ferro exploradas em território português em finais do século XIX (a linha do Tua, no norte do país, e a de Mormugão, na Índia portuguesa), procuram entender diferentes modelos de aplicação do “Fontismo”, programa de obras públicas saint-simoniano luso. Finalmente, como habitual, seguem três resenhas, uma de publicação brasileira e duas de publicações internacionais que acompanham a temática da História Econômica. A destacar, nas resenhas, o agora já estabelecido (e natural) diálogo que seus autores instauram não só com a obra analisada, mas também com a bibliografia pertinente ao tema por ela abordado.</p>
		<p>Não podemos encerrar este editorial sem celebrar o 30º Simpósio Nacional que se aproxima, a acontecer no Recife entre os dias 15 e 19 de julho e coordenado por Márcio Vilela, e que, sob a temática “História e o Futuro da Educação no Brasil”, ultrapassou o impressionante número de 5 mil inscrições, resultando em 3.241 trabalhos aprovados e alocados em 113 Simpósios Temáticos. A grande alta de novas filiações à Anpuh sob a presidência de Joana Maria Pedro (biênio 2017-2019) mostra o potencial de mobilização da nossa associação e prenuncia um papel atuante à nova diretoria, a quem desejamos, na pessoa de sua presidente, Márcia Motta, boa sorte!</p>
		<p>Finalmente, é com sinceridade que agradeço ao Conselho Editorial, à Editoria Associada Internacional, aos assistentes editoriais Pablo Serrano e Marcus Vinicius Correia Biaggi, assim como à equipe de edição da <italic>RBH</italic> - Armando Olivetti, Flavio Peralta e Roberta Accurso -, pelo auxílio que me prestaram e pelo cuidado e atenção que sempre dispensam à revista.</p>
		<p>A <italic>RBH</italic> conta com o apoio do Programa de Pós-Graduação em História, Cultura e Práticas Sociais da Universidade do Estado da Bahia (PPGHCPS-Uneb) e do CNPq.</p>
		<sig-block>
			<sig>Bruno Feitler</sig> Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Departamento de História, Guarulhos, SP, Brasil. rbh@anpuh.br &lt;http://orcid.org/0000-0003-1468-5680&gt;</sig-block>
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		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS</title>
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				<mixed-citation>ALVAREZ, Gonzalo R.; CAREGNATO, Sônia E. Preprints na comunicação científica da Física de Altas Energias: análise das submissões no repositório arXiv (2010-2015). Perspectivas em Ciência da Informação [online], v. 22, n. 2, p. 104-117, 2017. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1981-5344/2830.</mixed-citation>
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					<article-title>Preprints na comunicação científica da Física de Altas Energias: análise das submissões no repositório arXiv (2010-2015)</article-title>
					<source>Perspectivas em Ciência da Informação</source>
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					<year>2017</year>
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				<mixed-citation>FEITLER, Bruno. Editorial: Retomar a História da RBH. Revista Brasileira de História, 2019, v. 39, n. 80, p. 7-11, 2019.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>PACKER, Abel L.; SANTOS, Solange; MENEGHINI, Rogerio. SciELO Preprints a caminho. SciELO em Perspectiva [online], 2017. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://blog.scielo.org/blog/2017/02/22/scielo-preprints-a-caminho/">https://blog.scielo.org/blog/2017/02/22/scielo-preprints-a-caminho/</ext-link>.</mixed-citation>
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			<title>NOTAS</title>
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				<label>1</label>
				<p>No editorial do número 80 cheguei a mencionar alguns dos problemas que a transformação havia trazido para a guarda da história da própria <italic>RBH</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B2">FEITLER, 2019</xref>).</p>
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			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://asapbio.org/preprint-info/preprint-faq#qe-faq-637">https://asapbio.org/preprint-info/preprint-faq#qe-faq-637</ext-link>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="presented-at" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Acontecerá na COC/Fiocruz, entre os dias 26 e 28 de junho de 2019, o Workshop “Presente e futuro das publicações de História. Debates por ocasião dos 25 anos de <italic>História, Ciências, Saúde - Manguinhos</italic>”, e no dia 15 de julho do mesmo ano, no Recife, no âmbito do 30º Simpósio Nacional de História, o II Fórum dos Editores de Periódicos Acadêmicos de História.</p>
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