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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">anaismp</journal-id>
			<journal-title-group>
				<journal-title>Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">An. mus. paul.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">0101-4714</issn>
			<issn pub-type="epub">1982-0267</issn>
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				<publisher-name>Museu Paulista, Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/1982-02672025v33e10</article-id>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00010</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>MUSEUS</subject>
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				<article-title>Biografia cultural-museológica: o caso da coleção Banco Santos no MAE-USP</article-title>
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					<trans-title>Cultural-museological biography: The case of the Banco Santos collection, MAE-USP</trans-title>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-0735-4074</contrib-id>
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						<surname>COSTA</surname>
						<given-names>MATHEUS PEREIRA DA</given-names>
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					<bio>
						<p>Matheus Pereira da Costa é professor assistente em Museologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutorando em Arqueologia pelo MAE-USP. Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas. Graduado em Arqueologia pela Universidade Federal do Rio Grande. Membro dos grupos de pesquisa (1) Musealização da Arqueologia, sob coordenação da Profa. Dra. Maria Cristina de Oliveira Bruno, pelo MAE-USP; (2) Memória e Museus, sob coordenação de Prof. Dr. Diego Lemos Ribeiro, pela Universidade Federal de Pelotas; e (3) Arqueologia da Repressão e da Resistência, sob coordenação da Profa. Dra. Rita Juliana Soares Poloni, pela Universidade Federal de Pelotas. E-mail: <email>matheuspdacosta@usp.br</email>.</p>
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					<institution content-type="original">Universidade de São Paulo / São Paulo, SP, Brasil</institution>
					<institution content-type="normalized">Universidade de São Paulo</institution>
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						<named-content content-type="city">São Paulo</named-content>
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					<country country="BR">Brasil</country>
					<email>matheuspdacosta@usp.br</email>
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			<author-notes>
				<fn fn-type="edited-by" id="fn262">
					<label>Editores Responsáveis:</label>
					<p> Maria Aparecida de Menezes Borrego e David Ribeiro. </p>
				</fn>
			</author-notes>
			<!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>19</day>
				<month>02</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2025</year>
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				<year>2025</year>
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			<volume>33</volume>
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					<day>23</day>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>O objetivo deste artigo é revisitar uma história que só foi conhecida por meio de escândalos da imprensa, mas que dispõe de um referencial de processos técnico-científicos e museológicos nunca especificados em produções jornalísticas e acadêmicas. Trata-se do caso inédito da formação de coleções arqueológicas e etnográficas no Brasil por Edemar Cid Ferreira, ex-colecionador e executivo do extinto Banco Santos. Ao contextualizar a criação do Instituto Cultural Banco Santos (ICBS - 2002 a 2004), evidencia-se o protagonismo social e institucional dos profissionais envolvidos. Com a apreensão judicial conduzida pela 6ª Vara Federal de São Paulo, discorre-se acerca do processo de transferência institucional e acolhimento das coleções pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP - 2005 até o presente). Todas essas ações são interpretadas como etapas de uma biografia cultural-museológica e correspondem a momentos específicos da trajetória social, tanto das coleções, quanto das pessoas. Ao fim, destaca-se a consolidação de ferramentas de apoio à proteção contra o tráfico ilícito, como a <italic>Red List</italic> de 2023 do Conselho Internacional de Museus (ICOM) e recomendam-se os diálogos multiprofissionais entre órgãos de fiscalização do Estado, poder judiciário estadual e federal, gestores institucionais e membros da sociedade civil.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>The aim of this article is to bring to light a story that has only been known through press scandals, but which has a reference of technical-scientific and museological processes never before specified in journalistic and academic productions. This is the unprecedented case of the formation of archaeological and ethnographic collections in Brazil by Edemar Cid Ferreira, a former collector and executive of the now defunct Banco Santos S/A. By contextualizing the creation of the Banco Santos Cultural Institute (ICBS - 2002 to 2004), the social and institutional protagonism of the professionals involved is evident. With the judicial seizure conducted by the 6th Federal Court of São Paulo, we discuss the process of institutional transfer and reception of the collections by Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP - 2005 to the present). All these actions are interpreted as stages in a cultural-museological biography and correspond to specific moments in the social trajectory of both the collections and the people. Finally, it highlights the consolidation of tools to support protection against illicit trafficking, such as the International Council of Museums (ICOM)/Brazil <italic>Red List</italic> of 2023. It recommends multi-professional dialogues between state inspection bodies, the state and federal judiciary, institutional managers, and members of civil society.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>PALAVRAS-CHAVE:</title>
				<kwd>Coleção Banco Santos</kwd>
				<kwd>Musealização</kwd>
				<kwd>Biografia cultural</kwd>
				<kwd>MAE-USP</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>KEYWORDS:</title>
				<kwd>Collection</kwd>
				<kwd>Musealization</kwd>
				<kwd>Cultural biography</kwd>
				<kwd>MAE</kwd>
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				<award-group award-type="contract">
					<funding-source>Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)</funding-source>
					<award-id>160167/2021-3</award-id>
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				<funding-statement>Agradeço ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela concessão do auxílio financeiro sob nº 160167/2021-3 para a pesquisa de doutorado, e aos colegas da área de Arqueologia e Museologia, Cristiana Barreto e Diego Ribeiro, respectivamente, que, gentilmente, contribuíram com sugestões de melhorias no texto.</funding-statement>
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		<sec sec-type="intro">
			<title>INTRODUÇÃO</title>
			<p><disp-quote>
				<p>Podemos traçar a trajetória das coisas do museu, desde a aquisição, passando pelo arranjo e pela visualização, através dos diferentes contextos e das muitas mudanças de valor incorridos por essas mudanças. Ao fazê-lo, estudamos uma série de relações em torno dos objetos, primeiro no caminho para o museu e depois como parte da coleção. Estas são relações entre pessoas e pessoas, entre objetos e objetos e entre objetos e pessoas. Encontramos não apenas colecionadores, curadores e cientistas, mas também visitantes e público. Nesta concepção, o museu torna-se um recipiente para o conjunto de relações representadas através de cada um dos milhares de exemplares expostos e armazenados.<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>
				</p>
			</disp-quote></p>
			<p>O objetivo deste artigo é revisitar uma história que só foi conhecida por meio de escândalos da imprensa, mas que dispõe de um referencial de processos técnico-científicos e museológicos nunca especificados em produções jornalísticas e acadêmicas.<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> Trata-se do caso inédito da formação de coleções arqueológicas e etnográficas em território brasileiro por Edemar Cid Ferreira,<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref> ex-colecionador de arte e executivo do extinto Banco Santos.</p>
			<p>Com a ideia de refletir sobre etapas e/ou fases de vidas sociais dessas coleções e suas correspondentes políticas de valores,<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> fez-se uso da perspectiva teórico-metodológica da biografia cultural dos objetos.<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref> Para descrever e analisar os intercursos dessa biografia, bem como as motivações que levaram à prática de colecionismo de Edemar, abordam-se as seguintes questões norteadoras: (1) como as ações do colecionador durante a Mostra do Redescobrimento, nos anos 2000, desencadearam interesses pela formação de coleções etnográficas e arqueológicas? (2) De que modo essas ações procederam e quais agentes estiveram envolvidos? (3) Como as trajetórias individuais dos objetos e sua relação com a vida desses agentes podem servir para compor novas narrativas acerca dos itinerários culturais da coleção?</p>
			<p>A partir desses questionamentos basilares, realizou-se uma investigação baseada numa extensa análise documental<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref> e na obtenção de informações orais junto aos agentes envolvidos.<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref> O período de análise refere-se ao processo de concepção das coleções no âmbito privado - Instituto Cultural Banco Santos (ICBS), entre os anos 2000 e 2005 - a sua redistribuição judicial no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), de 2005 até o presente.<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref> Como desdobramento recente do caso na Justiça Estadual,<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref> a qual desde 2005 peticiona o pedido de avaliação pecuniária<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref> dessas coleções, questiona-se: como atribuir um valor comercial a um objeto que é considerado único e que possui um valor associativo que lhe foi sendo agregado ao longo de sua trajetória cultural?</p>
			<p>Para responder tais questionamentos, compartilha-se da assertiva de Susan Pearce ao discutir que o valor é um ato culturalmente determinado,<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref> e isso implica considerar que os objetos são valorados de formas distintas ao longo de sua trajetória cultural. A partir dessa ideia, compreende-se que a fase de <italic>vida museal</italic><xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref> dos objetos da coleção Banco Santos corresponde a uma importante etapa de seu deslocamento físico e informativo.<xref ref-type="fn" rid="fn13"><sup>13</sup></xref>
			</p>
			<p>Nesse sentido, o argumento central dessa reflexão, é que, a partir da análise dessas transformações de usos e significados atribuídos socialmente aos objetos da coleção, torna-se possível vislumbrar os mais distintos processos sociais e institucionais que se formam entre diferentes pessoas, instituições e materialidades, no tempo e no espaço. Assim, defende-se que objetos, à medida que circulam entre as sociedades, são singularizados,<xref ref-type="fn" rid="fn14"><sup>14</sup></xref> e ao adentrarem o âmbito dos museus (enquanto <italic>museálias</italic>), tornam-se únicos, portanto, portadores de biografia particular e em processo.<xref ref-type="fn" rid="fn15"><sup>15</sup></xref>
			</p>
			<p>Com base nisso, o artigo foi estruturado a partir de fases que remetem aos usos e significados das coleções e suas correspondentes idiossincrasias: na primeira, destaca-se o prenúncio do olhar de colecionador no âmbito particular e sua relação com o desenvolvimento da prática de mecenato cultural no Brasil das décadas 1990 a 2005. Na segunda, aborda-se o processo de apreensão judicial conduzido pela 6ª Vara Federal de SP, em 2005, momento em que as coleções são deslocadas do âmbito privado pelo ICBS ao seu acolhimento público, por lotes e tipologias, no MAE-USP.</p>
			<p>Na terceira, discute-se o processo judicial movido pela Justiça Estadual em 2005, o qual reivindica o arresto dos bens móveis e imóveis ligados a empresas <italic>offshores</italic>, sob administração do Banco Santos, para ressarcimento dos credores da aludida instituição financeira. A partir do histórico de objetos furtados e/ou ilicitamente comercializados, elucida-se a importância da inserção de alguns exemplares (arqueológicos e etnográficos) das coleções brasileiras amazônicas na <italic>Red List</italic> de 2023 do Conselho Internacional de Museus (ICOM) - ou seja, a Lista Vermelha de Objetos Culturais Brasileiros em Risco.<xref ref-type="fn" rid="fn16"><sup>16</sup></xref>
			</p>
			<p>Ao fim, retoma-se a importância da atuação dos diferentes agentes em prol da salvaguarda dessas coleções e destacam-se os principais movimentos de apropriações socioculturais que as qualificaram no decorrer de sua trajetória cultural-museológica. À vista dos interesses diversos em torno da guarda dessas coleções, reitera-se que, diante de novas estratégias de gestão colaborativa e compartilhada, um caminho alternativo pode se dar através de ações de comodato interinstitucional pelo agente público, mantendo a sua integridade e valor como “coleção museológica”.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>“O SETOR CULTURAL É A VANGUARDA DO PAÍS”, DIZIA O BANQUEIRO-MECENAS-COLECIONADOR</title>
			<p>Edemar Cid Ferreira, falecido em 14 de janeiro de 2024, aos 80 anos, era brasileiro, natural de Santos, no litoral paulista, membro de uma família de empresários vinculada à produção cafeeira na região. Aos 18 anos, enquanto estudante secundarista, foi diretor do Centro dos Estudantes de Santos, dirigindo a União Paulista dos Estudantes Secundários.<xref ref-type="fn" rid="fn17"><sup>17</sup></xref> Em 1963, formou-se em economia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Desde o início de sua formação no ramo das finanças, sempre manifestou interesse no setor cultural, tornando-se admirador no campo das artes plásticas, da música e do teatro.<xref ref-type="fn" rid="fn18"><sup>18</sup></xref>
			</p>
			<p>Profissionalmente, foi funcionário do Banco do Brasil no horário noturno da agência central, em São Paulo (SP). Durante o dia, dedicava-se à constituição das empresas financeiras. Começou com a Santos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, depois, com a Santos Corretora de Câmbio e Valores e, em seguida, com o Banco Santos, já voltado para ações e investimentos. Nessa época, foi vice-presidente dos Patronos do Teatro Municipal de São Paulo, onde José Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, era presidente. Paralelamente, manteve contato com atividades culturais em São Paulo e no exterior, demonstrando interesse por arte moderno-contemporânea.<xref ref-type="fn" rid="fn19"><sup>19</sup></xref>
			</p>
			<p>Ao final da década de 1980, ganhou notoriedade como figura pública no setor bancário sob administração do Banco Santos S/A. No decorrer da década de 1990, dada a carência de uma política cultural devotada a leis de incentivo cultural, destacou-se como intermediador da iniciativa privada junto a estatais, na divulgação de marcas e produtos, dando forma à prática de mecenato cultural no contexto empresarial.<xref ref-type="fn" rid="fn20"><sup>20</sup></xref>
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A ASSOCIAÇÃO BRASILCONNECTS E O PAPEL DO MECENATO CULTURAL NO BRASIL (1990-2000)</title>
			<p>Historicamente, o mecenato como prática filantrópica de incentivo à cultura pode ser compreendido em três etapas: inicialmente, remete ao seu caráter individual, delegado ao poder senhorial das antigas sociedades greco-romanas. No período que compreende 30 a. C a 10 d. C, Gaius Cilnius Maecenas (do latim), ministro do imperador Caio Augusto, tornou-se o principal patrono do incentivo a poetas e no ramo das artes em geral.<xref ref-type="fn" rid="fn21"><sup>21</sup></xref> Posteriormente, com o advento do renascimento e a objetificação da arte pelos ideais humanistas, a ideia ganhou maior projeção a partir de transações comerciais, influência do papado e dos banqueiros de Florença (Itália)<xref ref-type="fn" rid="fn22"><sup>22</sup></xref>.</p>
			<p>Mas é, sobretudo, no decorrer do século XIX e início do XX, com a constituição do Estado e o amplo desenvolvimento do capitalismo industrial e financeiro nos EUA, que a burguesia nacionalista, em especial as famílias dos “Whitney, Rockefeller e Ford”, introjetou grandes fortunas em ações de incentivos culturais.<xref ref-type="fn" rid="fn23"><sup>23</sup></xref> Essas ações resultaram na proliferação de fundações culturais, museus e institutos devotados à preservação das artes e da arqueologia.<xref ref-type="fn" rid="fn24"><sup>24</sup></xref>
			</p>
			<p>No Brasil, durante a retomada da autonomização do fazer artístico, a concepção de arte reverbera sob instâncias sociais, políticas e culturais, entre elas, o eloquente movimento das Vanguardas, durante a Semana de Arte Moderna, em 1922. Assim, na concepção de Oliveira,<xref ref-type="fn" rid="fn25"><sup>25</sup></xref> o “novo mecenato” do século XX viria se constituir a partir dos “setores emergentes da sociedade” como “a indústria e as organizações da imprensa”. Nesse período, segundo Oliveira, em São Paulo, escritores e pintores modernistas foram sendo “adotados pela burguesia local”, especialmente por membros das famílias “Prado, Penteado e Freitas Valle”, que “pretendiam repetir nas suas mansões o modelo dos salões literários franceses descritos por Marcel Proust. Empenhavam-se numa tarefa civilizadora, numa São Paulo ainda provinciana”<xref ref-type="fn" rid="fn26"><sup>26</sup></xref>.</p>
			<p>Contudo, entre as décadas de 1940 e 1950, há uma mudança mais efetiva nessas práticas de incentivo, uma ruptura que se dá entre a concepção tradicional do mecenato e a produção artística emergente, que deslocam-se dos grandes salões de famílias abastadas: criam-se instituições culturais sob os moldes internacionais.<xref ref-type="fn" rid="fn27"><sup>27</sup></xref> Parte desse movimento advém, sobretudo, da interlocução entre a Fundação Rockefeller, nos EUA, e Ciccillo Matarazzo, no Brasil. Como fruto dessa articulação, foi construído o antigo Museu de Arte Moderna (MAM), na capital paulista.<xref ref-type="fn" rid="fn28"><sup>28</sup></xref>
			</p>
			<p>No decorrer dos anos 1960, devido à crise do suporte artístico (tela, pintura e escultura), percebe-se uma mudança no modelo de concepção da arte moderna: de arte abstrata à arte popular.<xref ref-type="fn" rid="fn29"><sup>29</sup></xref> Nesse contexto, em território brasileiro, por exemplo, há casos de compra de coleções de arte, e até mesmo de arqueologia, financiadas por iniciativas dessa natureza.<xref ref-type="fn" rid="fn30"><sup>30</sup></xref>
			</p>
			<p>De acordo com Heymann e Lacerda,<xref ref-type="fn" rid="fn31"><sup>31</sup></xref> em 1963, Ciccillo Matarazzo pleiteou a doação de 400 objetos de uma coleção arqueológica (etruscas e romanas) por intermédio do Museu Pigorini, um museu de pré-história e etnografia de Roma. Essa coleção foi doada para dar início à formação de uma coleção didática sobre a Grécia Antiga, que, por sua vez, tornou-se o projeto basilar que deu origem ao antigo Museu de Arte e Etnologia, sob direção de Ulpiano Bezerra de Meneses, e que, posteriormente, transformou-se no atual MAE-USP.</p>
			<p>Contudo, no decorrer das décadas de 1970 e 1980, sobretudo na Europa, há um interesse sublimar do Estado em propor aproximações entre o setor cultural e o setor empresarial.<xref ref-type="fn" rid="fn32"><sup>32</sup></xref> De acordo com Sarkovas,<xref ref-type="fn" rid="fn33"><sup>33</sup></xref> nesse contexto surgem iniciativas de apoio em contrapartida de isenção de taxas e tributos e apoio na divulgação de marcas e produtos, pelo viés de patrocínio e mecenato, enquanto duas modalidades de arrecadação de recursos. Segundo Piquet,<xref ref-type="fn" rid="fn34"><sup>34</sup></xref> o patrocínio envolve sempre um movimento de retorno, uma contrapartida; enquanto no mecenato não existe uma obrigação exclusiva, fundamenta-se na adesão da proposta e como “ato de generosidade”<xref ref-type="fn" rid="fn35"><sup>35</sup></xref>. Para Conde,<xref ref-type="fn" rid="fn36"><sup>36</sup></xref> diferente do patrocínio, o mecenato instaura um novo diálogo cívico-cultural (privado <italic>vs</italic>. público), âmbitos que, até então, eram tidos como lados polarizados no discurso social e cultural da época. Essas ações resultaram no envolvimento direto de entidades do Estado, empresas privadas e os setores culturais.</p>
			<p>Assim, o mecenato empresarial veio a ser constituído como modelo híbrido de inspiração europeia e norte-americana, que passa a ser aplicado à realidade brasileira. De acordo com Bresser-Pereira,<xref ref-type="fn" rid="fn37"><sup>37</sup></xref> nessa época, o país enfrentava uma hiperinflação, fruto de uma crise econômica e fiscal que foi interrompida a pleno curso com uma manobra político-econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso. Nesse contexto, segundo Aguilar, o Estado, com rarefeitas ações no setor cultural, operando com escassas políticas públicas vinculadas às necessidades sociais e culturais da época, tornava-se obsoleto diante do cenário político e das relações exteriores.<xref ref-type="fn" rid="fn38"><sup>38</sup></xref>
			</p>
			<p>Nesse contexto, a própria <xref ref-type="bibr" rid="B7">Lei Sarney nº 7.505/1986</xref> de incentivo à cultura - que aparentemente estava “inerte” pelo Governo brasileiro - foi revista e instrumentalizada como <xref ref-type="bibr" rid="B8">Lei Rouanet nº 8.313/1991</xref>, em 1991. Essas ações reacenderam o interesse pelo setor cultural, ainda que sob influência de uma lógica preservacionista emergente. Nesse ínterim, a valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural foi uma importante via de acesso para a reestruturação socioeconômica. E, como argumentou Dos Santos, “a estagnação política do período facilitou a delegação de poder para iniciativas privadas”<xref ref-type="fn" rid="fn39"><sup>39</sup></xref>.</p>
			<p>Em 1992, após votação interna pelo conselho executivo da Fundação Bienal, Edemar foi indicado e eleito à presidência da instituição, nomeando, enquanto curador geral, o crítico de arte Nelson Aguilar. Ambos atuaram na gestão da 20ª e 21ª Bienal de São Paulo. Em 1997, em virtude das expectativas para o aniversário de 500 anos do Brasil, afastou-se da presidência da instituição e criou, de forma independente e com recursos pessoais, a Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais.<xref ref-type="fn" rid="fn40"><sup>40</sup></xref> Essa proposta unia a expectativa de uma exposição artística já idealizada por Edemar com o evento relacionado à comemoração dos 500 anos do Brasil.<xref ref-type="fn" rid="fn41"><sup>41</sup></xref>
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>CONCEPÇÃO MUSEOLÓGICA E CENOGRÁFICA DA MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000)</title>
			<p>No ato de concepção da mostra, Edemar, imbuído da tarefa de reorganizar as exposições de arte na Bienal, tinha expectativa de que sua atuação frente à instituição transformaria o modo de expor objetos - ao recuperar, por meio da cenografia, o vigor da Bienal.<xref ref-type="fn" rid="fn42"><sup>42</sup></xref> Entretanto, apesar do grande investimento, a base dessa proposta, ancorada na crítica da arte e humanidade de Mário Pedrosa, veio, sobretudo, de Nelson Aguilar.</p>
			<p>De acordo com Aguilar,<xref ref-type="fn" rid="fn43"><sup>43</sup></xref> o fato marcante para a formação do pensamento de Mário Pedrosa se consolidou após o incêndio do MAM-RJ, ocorrido em 8 de julho de 1978, sendo considerado até então um dos maiores desastres patrimoniais na realidade brasileira.<xref ref-type="fn" rid="fn44"><sup>44</sup></xref> Segundo Leal,<xref ref-type="fn" rid="fn45"><sup>45</sup></xref> naquela ocasião, Pedrosa retornava de seu segundo exílio político no Chile, no qual teve contato com os museus comunitários, e estava organizando, junto à artista plástica Lygia Pape, uma nova exposição denominada <italic>Alegria de viver, alegria de criar</italic>, para o ano subsequente. Dessa vez, tratava-se de uma ação crítica devotada à arte indígena e cuja proposta era referenciar a produção indígena brasileira, deslocando-se das abordagens convencionais sobre “artes” modernas e ocidentais para uma compreensão mais ampla das “artes indígenas” enquanto recursos ativos da vida social dessas comunidades.</p>
			<p>Conforme consta no catálogo geral, Aguilar, inspirado nessas ações precedentes, mobilizou uma equipe multiprofissional de especialistas, elegendo curadores gerais e adjuntos com experiência nos principais temas da exposição.<xref ref-type="fn" rid="fn46"><sup>46</sup></xref> É justamente em decorrência do contato com o material de produção indígena (arqueológicos e etnográficos) cedido como empréstimo de instituições brasileiras que a BrasilConnects integra ao <italic>corpus</italic> técnico da mostra (enquanto cocuradores) a arqueóloga Cristiana Barreto, especialista em arqueologia amazônica, e o antropólogo social Luís Donisete Benzi Grupioni, especialista em etnologia indígena, ambos brasileiros. Com a formação dessa equipe multidisciplinar, foi possível estruturar a proposta da mostra entrevendo o olhar para exposição de arte junto à comemoração dos 500 anos.<xref ref-type="fn" rid="fn47"><sup>47</sup></xref>
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>“O APARECIMENTO DA ARTE DEFINE A HUMANIDADE”, DIZIA O MÓDULO ARQUEOLÓGICO</title>
			<p>Conforme consta no catálogo geral,<xref ref-type="fn" rid="fn48"><sup>48</sup></xref> esse módulo discutia a variabilidade do registro arqueológico brasileiro, em diferentes regiões do país, com ênfase na Amazônia. Nesse âmbito, destacou-se a diversidade da produção material indígena, notadamente relacionadas às tecnologias cerâmicas e líticas. Segundo Gedley Braga,<xref ref-type="fn" rid="fn49"><sup>49</sup></xref><italic>courier</italic> pelo MAE-USP, no ato de concepção do módulo houve uma seleção preliminar dos objetos que comporiam as exposições. Entre os principais estavam adornos líticos (muiraquitãs em nefrita), urnas funerárias da tradição polícroma da fase marajoara, estatuetas marajoaras e tapajônicas etc. Essas escolhas foram feitas junto às principais instituições envolvidas, como MAE-USP, Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN-UFRJ), Museu Paraense Emílio Goeldi (Mpeg), entre outros. O objetivo era trazer objetos que nunca haviam sido expostos.</p>
			<p>O módulo esteve sob coordenação de Maria Cristina Mineiro Scatamacchia, do MAE-USP, curadora geral, e de Cristiana Barreto enquanto cocuradora. Já no que se refere à cenografia, a proposta foi pensada e executada por Naum Alves de Souza, produtor cultural e artista brasileiro. O módulo foi construído no último subsolo e buscou valorizar aspectos e elementos geométricos presentes na iconografia dos objetos.<xref ref-type="fn" rid="fn50"><sup>50</sup></xref>
			</p>
			<p>Por seu turno, o módulo de etnologia brasileira esteve sob encargo do cerimonialista e coreógrafo Paulo Pederneiras.<xref ref-type="fn" rid="fn51"><sup>51</sup></xref> Em reportagem local, concedida à Folha de São Paulo, cujo título é “Pederneiras recupera cultura indígena em sua cenografia”<xref ref-type="fn" rid="fn52"><sup>52</sup></xref>, testemunha-se uma experiência inédita, valorizando elementos tradicionais da cultura indígena.</p>
			<p>De acordo com os curadores, José António Braga Fernandes Dias e Lúcia Van Velthem, ambos especialistas em etnologia indígena brasileira, antes de tratar arte indígena segundo valores ocidentais, era preciso problematizar a exposição sobre a questão do <italic>ser</italic> indígena enquanto produtor de sua cultura.<xref ref-type="fn" rid="fn53"><sup>53</sup></xref> Por isso, mesmo que fosse uma exposição devotada à “arte” ocidental, buscou-se preservar a autonomia dos representantes indígenas na concepção do módulo.<xref ref-type="fn" rid="fn54"><sup>54</sup></xref>
			</p>
			<p>Para Regina Müller,<xref ref-type="fn" rid="fn55"><sup>55</sup></xref> cocuradora do módulo, com essa oportunidade foi possível contrapor a concepção de “artes indígenas” e “artes feitas por indígenas”<xref ref-type="fn" rid="fn56"><sup>56</sup></xref> desde uma perspectiva voltada às cosmologias ameríndias. Ainda assim, como discutiu Velthem, embora parte da exposição estivesse imersa nas representações e no senso comum atribuído aos objetos de produção indígena, criou-se uma narrativa visual diferente das demais exposições da mostra.<xref ref-type="fn" rid="fn57"><sup>57</sup></xref>
			</p>
			<p>Dessa forma, foram desenvolvidas cerca de 12 mostras distribuídas em três pavilhões do Parque do Ibirapuera (SP), onde se destacaram duas inovações: (1) criação de salas especiais com a apresentação de obras dos mais importantes pintores, como Malevitch, Picasso, Degas, Portinari etc.; e (2) itinerância das exposições. Dentro da programação prevista pela Brasil 500 anos, após exposição oficial, deu-se início às itinerâncias nacionais e internacionais.<xref ref-type="fn" rid="fn58"><sup>58</sup></xref>
			</p>
			<p>No âmbito nacional, a exposição passou por algumas capitais, entre elas, destacam-se São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS). No âmbito internacional, foram desenvolvidas exposições relacionadas à temática da arqueologia e etnologia indígena brasileira, a saber: <italic>Unknown Amazon,</italic> realizada no British Museum (Inglaterra), em 2001; <italic>Amazon Traditions</italic>, na Cidade Imperial (China), em 2004;<xref ref-type="fn" rid="fn59"><sup>59</sup></xref> e <italic>Brésil indien</italic>, no Grand Palais (França), em 2005,<xref ref-type="fn" rid="fn60"><sup>60</sup></xref> referente ao ano do Brasil na França.<xref ref-type="fn" rid="fn61"><sup>61</sup></xref>
			</p>
			<p>Logo após a itinerância nacional em 2001, iniciou-se uma extensa jornada de exposições internacionais. Segundo o arqueólogo brasileiro Eduardo Neves,<xref ref-type="fn" rid="fn62"><sup>62</sup></xref> naquela época, havia uma notória interlocução das ações da BrasilConnects junto a instituições públicas devido ao correspondente êxito das exposições nacionais, incluindo o próprio MAE, que concedia o empréstimo de objetos para essas ações. Nessa ocasião, dada a boa interlocução de Edemar, já era um objetivo da associação a elaboração de uma exposição sobre a Amazônia em Londres, no British Museum.</p>
			<p>No entremeio das negociações diplomáticas brasileiras e britânicas, destaca-se o papel de Fausto Godoy, colecionador de arte e embaixador de carreira do Brasil na China. Godoy foi designado pelo Itamaraty como responsável pela articulação da exposição entre os países e as próprias instituições.<xref ref-type="fn" rid="fn63"><sup>63</sup></xref> Segundo Neves,<xref ref-type="fn" rid="fn64"><sup>64</sup></xref> o início das articulações com o museu britânico ocorreu no decorrer de 1999, momento em que a instituição passa a conhecer o arqueólogo Colin McEwan,<xref ref-type="fn" rid="fn65"><sup>65</sup></xref> curador responsável pela parte das Américas.</p>
			<p>Neves ressalta que o trabalho de Colin é uma referência no tema da arqueologia pré-colombiana, especialmente no que se refere à iconografia das cerâmicas.<xref ref-type="fn" rid="fn66"><sup>66</sup></xref> Ao recordar aspectos dessa trajetória, Neves relata que, em determinado dia, recebeu um telefonema da equipe da BrasilConnects lhe solicitando um levantamento dos principais museus europeus e brasileiros que possuíam coleções arqueológicas amazônicas.<xref ref-type="fn" rid="fn67"><sup>67</sup></xref>
			</p>
			<p>Segundo ele, a expectativa era de que os curadores pudessem visitar alguns museus europeus que possuíam coleções amazônicas (por exemplo, em Viena, Berlim, Gotemburgo, Barcelona, Coimbra) e conhecê-las, para, então, envolverem-se na organização da exposição em Londres. Além dessas diversas coleções, foram visitados museus brasileiros (por exemplo, MAE-USP, MHN-UFRJ, Mpeg, Museu de Santarém e coleções particulares de Manaus)<xref ref-type="fn" rid="fn68"><sup>68</sup></xref>. Após identificar a sensível condição de conservação dessas coleções brasileiras, recomendou-se a restauração de parte delas, pois grande maioria dos objetos necessitava de restaurações nas bordas e recomposição de cromática. Nessa ocasião, foi realizado o primeiro <italic>workshop</italic> de restauração em cerâmica no MAE-USP.<xref ref-type="fn" rid="fn69"><sup>69</sup></xref>
			</p>
			<p>Conforme a Folha de São Paulo de 21 de dezembro de 2004,<xref ref-type="fn" rid="fn70"><sup>70</sup></xref> ao todo, foram 45 mostras no Brasil e no exterior.<xref ref-type="fn" rid="fn71"><sup>71</sup></xref> Todas as atividades foram executadas mediante apoio do Itamaraty e de órgãos federais e associações estrangeiras. O êxito dessas ações favoreceu a construção de uma identidade do banqueiro enquanto promotor de incentivos culturais, além de destacar o seu notório reconhecimento frente a setores do Governo brasileiro.<xref ref-type="fn" rid="fn72"><sup>72</sup></xref>
			</p>
			<p>Todas essas informações antecedem propriamente o processo de aquisição das coleções arqueológicas e etnográficas por Edemar. Contudo, põem em evidência como, a partir da análise de sua biografia particular e envolvimento no setor cultural, torna-se possível compreender as razões pelas quais passou a desenvolver um olhar singular para a aquisição de coleções etnológicas e arqueológicas junto a colecionadores particulares na Amazônia.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>O PRENÚNCIO DO OLHAR DE COLECIONADOR: A ETNOLOGIA E A ARQUEOLOGIA AMAZÔNICA</title>
			<p>Conforme discutiu-se anteriormente, o primeiro contato de Edemar com material de produção indígena ocorreu durante a mostra, quando a <italic>BrasilConnects</italic> integra o antropólogo social Luís Donisete Benzi Grupioni e o encarrega de formar uma coleção etnológica contemporânea. Porém, é somente no final de 2001, ao término das itinerâncias nacionais e com o início da itinerância internacional, que Edemar passa a manifestar interesse declarado pela aquisição de exemplares arqueológicos e etnológicos em território brasileiro.</p>
			<p>Maria Cristina Oliveira Bruno, museóloga brasileira que participou das primeiras ações de organização da Mostra, à época como colaboradora da empresa Expomus,<xref ref-type="fn" rid="fn73"><sup>73</sup></xref> acompanhou o envolvimento e interesse de Edemar com os objetos de produção indígena. Para a pesquisadora, à medida que os curadores foram dando forma a cada uma das exposições, Edemar se deparou com a diversidade da cultura material indígena, especialmente sobre o tema da arqueologia pré-colonial.</p>
			<p>Segundo ela, dada a peculiaridade dessas coleções, ele passa a observar dois aspectos fundamentais: (1) os trâmites jurídico-burocráticos para empréstimo junto a outras instituições brasileiras que dependiam da autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); e (2) os principais dilemas e desafios de gestão museológica, uma vez que essas tipologias requerem condições controladas de conservação, restauração e exposição.</p>
			<p>Complementando essa análise, Edemar, em entrevista concedida à pesquisa, descreve como de fato surgiu o interesse pelo colecionismo de “arte” e destaca suas motivações pessoais pela preservação de obras de interesse público. De acordo com ele,<xref ref-type="fn" rid="fn74"><sup>74</sup></xref>
			</p>
			<p><disp-quote>
				<p>[…] a pesquisa para a realização das exposições de artes dá oportunidade de observar a dispersão de objetos de arte espalhados em mãos privadas ou públicas e que reunidas podem formar um pequeno ou grande acervo que identificam segmentos culturais. Na construção dessas exposições fui identificando objetos preservados por particulares colecionadores ou anônimos, que os mantinham pela beleza, curiosidade e importância científica e histórica dessas peças artísticas. Fui, então, aqui e ali, comprando e juntando essas obras de arte e objetos arqueológicos, indígenas, etc. para um dia apresentá-las ao público. A Casa da Rua Gália, que construí para moradia da minha família, tinha também espaços e áreas destinadas à preservação desse acervo. Efetivamente a coleção de arte almejada não era um interesse pessoal de patrimônio meu, exclusivamente para meu deleite, o que seria uma insanidade, mas sim de arrecadação e preservação para o país.</p>
			</disp-quote></p>
			<p>O relato acima torna evidente o posicionamento do colecionador quanto ao <italic>modus operandi</italic> de suas ações baseado na expressiva valorização estética dos objetos para compor suas coleções. Nota-se, como ele mesmo pontuou, que tais escolhas não eram avulsas, mas envolviam a mobilização de critérios (como o aspecto estético, a curiosidade e a importância científica e histórica). Tais motivações são fruto de interpretações construídas em conjunto com outros profissionais do ramo envolvidos na produção da exposição, e que, ao mesmo tempo, sinalizavam para a emergência de preservação da memória indígena.<xref ref-type="fn" rid="fn75"><sup>75</sup></xref>
			</p>
			<p>Em parte, à vista dos interesses pessoais de um colecionador de arte, a escolha desses critérios traduziria a ideia de “valor” concebida para a coleção, assim como destaca o ineditismo de suas iniciativas. Embora Edemar mencione que o ato de as comprar de outros colecionadores e/ou anônimos não correspondia a uma pretensa arrecadação de fundos ou qualquer outro tipo de ação socioeconômica em benefício próprio, a aquisição de objetos arqueológicos já desponta muitos questionamentos sobre os princípios éticos envolvidos nessas transações.</p>
			<p>Com base na documentação museológica,<xref ref-type="fn" rid="fn76"><sup>76</sup></xref> sabe-se que no despertar da aquisição de exemplares arqueológicos amazônicos, o colecionador contratou duas pessoas que ficaram encarregadas de proceder à compra junto a colecionadores locais sob duas formas: compras dirigidas e compras por oportunidade. Atinente a esses interesses, duas questões são imperativas: (1) como foram organizadas essas ações de compra das coleções? (2) De que modo essas ações prosseguiram frente aos órgãos de fiscalização do patrimônio arqueológico no país?</p>
			<p>De acordo com Schaan,<xref ref-type="fn" rid="fn77"><sup>77</sup></xref> desde a segunda metade do século passado, diversos pesquisadores já denunciavam às autoridades do Estado, como o Iphan, as constantes tentativas de venda de bens arqueológicos retirados irregularmente em território brasileiro, em sua maioria advindos dos estados amazônicos, locais onde há maior concentração de objetos ainda hoje preservados <italic>in situ.</italic></p>
			<p>Segundo Barreto,<xref ref-type="fn" rid="fn78"><sup>78</sup></xref> entre as décadas de 1970 e 1980, lotes de objetos eram vendidos para os mais variados colecionadores particulares e, sob encomenda, para os museus internacionais. Essas ações são a principal causa de descontextualização intencional e da vandalização dos sítios arqueológicos amazônicos.<xref ref-type="fn" rid="fn79"><sup>79</sup></xref> Com a falta de efetivo na fiscalização dessas ações, no plano internacional, se “fortificavam” ainda mais as redes de tráfico ilícito voltado ao interesse estrangeiro sobre a então chamada “arte primitiva”<xref ref-type="fn" rid="fn80"><sup>80</sup></xref>. Todavia, mesmo com a constituição de leis federais, essa prática não cessou completamente, refletindo sobre o estado atual de conservação dos sítios arqueológicos em solo amazônico.<xref ref-type="fn" rid="fn81"><sup>81</sup></xref>
			</p>
			<p>Contudo, apesar dessa rede que opera pelo viés econômico e que se beneficia da venda desses objetos, existem outras menores que se retroalimentam a partir de trocas informais.<xref ref-type="fn" rid="fn82"><sup>82</sup></xref> De acordo com Bezerra, essas redes dão forma a um tipo de “prática de colecionamento”<xref ref-type="fn" rid="fn83"><sup>83</sup></xref>, baseado nas relações de troca que não seguem diretamente a perspectiva socioeconômica.<xref ref-type="fn" rid="fn84"><sup>84</sup></xref>
			</p>
			<p>No que se refere às coleções adquiridas pelo ICBS, uma reportagem publicada pela Folha de São Paulo em 17 de outubro de 2005 intitulada “Pará vende relíquias a turistas e coleções” deflagra parte dessa trajetória cultural dos objetos anterior à inserção na <italic>Cid Collection</italic>.<xref ref-type="fn" rid="fn85"><sup>85</sup></xref> Conforme o relato de um dos “colecionadores” da arte tapajônica, o artista plástico Laurimar Leal - à época, diretor do Centro Cultural João Fona, em Santarém (PA) -, na respectiva reportagem:<xref ref-type="fn" rid="fn86"><sup>86</sup></xref>
			</p>
			<p><disp-quote>
				<p>[…] essas peças passaram muito tempo na minha casa, sendo restauradas. Acabei vendo-as anos depois na televisão”, […] Ele afirma que as peças da Cid Collection foram adquiridas por um casal “de fora”. O mesmo casal, identificado por várias pessoas em Santarém e também por arqueólogos somente como Glória e Kiko, viajava em avião fretado e comprou artefatos arqueológicos por toda a Amazônia, incluindo a ilha de Marajó e a região de Manaus.</p>
			</disp-quote></p>
			<p>Nota-se que tais objetos já haviam passado por procedimentos de restauração anteriores, ocupando espaços difusos no decurso de suas apropriações e mercados. Nesse processo, ao serem submetidas a essas complexas redes de negociações e circulações econômicas, as coleções não foram apropriadas e/ou vistas como “semióforos” no sentido atribuído por Pomian.<xref ref-type="fn" rid="fn87"><sup>87</sup></xref> Ao assumirem um valor de mercado, perde-se de vista o seu valor cultural, que se mantém entre as sociedades que fazem usos contemporâneos dos objetos. Todavia, como declarou Kopytoff,<xref ref-type="fn" rid="fn88"><sup>88</sup></xref> a etapa mercantil e/ou a comercialização não corresponde ao destino “final” desses objetos. Trata-se de uma fase transitória; ou seja, uma etapa de vida social.</p>
			<p>Essas diferentes políticas de valor dadas às coisas pelas pessoas, tal qual declarou Appadurai,<xref ref-type="fn" rid="fn89"><sup>89</sup></xref> evidenciam o hibridismo na trajetória cultural dos objetos da coleção Banco Santos, que, ao circularem através das constantes transações humanas (do teso à comercialização), adquiriram aspectos e informações daqueles que lhe manipularam e que, consequentemente, lhe concederam novos usos e significados socioculturais.<xref ref-type="fn" rid="fn90"><sup>90</sup></xref> E, como discutiu Kopytoff,<xref ref-type="fn" rid="fn91"><sup>91</sup></xref> esses significados não são fixos e nem imutáveis, mas constantemente transformados à medida que os objetos são postos em diferentes redes de conexões e sociabilidades, isto é, entre o público e privado, entre o valor de mercado e o cultural.</p>
			<p>Nesse sentido, vê-se que a concepção de “patrimônio” atribuído por essas diferentes agências ao longo da vida social dos objetos não é a mesma, e a biografia cultural, quando posta em situação, tal qual analisou Bezerra de Meneses,<xref ref-type="fn" rid="fn92"><sup>92</sup></xref> pode evidenciar esses múltiplos caminhos pelos quais as coisas entram e saem do estado de mercadoria e, consequentemente, “onde”, “quando” e “por quem” assumem o valor de “patrimônios culturais”<xref ref-type="fn" rid="fn93"><sup>93</sup></xref>.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>O PAPEL DO INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL E A FISCALIZAÇÃO FEDERAL</title>
			<p>Cientes desses deslocamentos dos objetos, a essa altura, questiona-se como procedera o <italic>modus operandi</italic> de aquisição das coleções pelo banqueiro frente às ações de fiscalização do órgão público federal, pois, como dito anteriormente, desde a década de 1970, o Iphan já tinha a dimensão concreta da problemática do tráfico ilícito de bens arqueológicos em solo amazônico.<xref ref-type="fn" rid="fn94"><sup>94</sup></xref> Foram diversas as ações para impedir a precificação e venda de objetos. Entretanto, apesar do efetivo, redes de circulações menores baseadas na troca informal permaneceram ativas, proporcionando o intercâmbio entre colecionadores locais.<xref ref-type="fn" rid="fn95"><sup>95</sup></xref>
			</p>
			<p>Naquele contexto, Edemar e sua equipe estavam cientes da problemática da posse ilícita de patrimônios da União, inclusive das penalidades previstas nos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais (do <xref ref-type="bibr" rid="B2">Decreto-Lei nº 3.924/1961</xref> e complementares). No entanto, de algum modo, dada a sua notável influência social e política no setor cultural, uma vez adquiridos e oferecendo condições de salvaguarda, o banqueiro sabia que era possível pleitear a sua “tutela”, mesmo que discricionária.</p>
			<p>Coaduna-se a esse cenário o êxito das exposições da mostra em 2001, momento em que Edemar contata por telefone, através do MAE, o arqueólogo brasileiro Eduardo Neves, ex-curador da exposição <italic>Unknown Amazon</italic>, no British Museum, e solicita a indicação de um profissional especialista nessa área.</p>
			<p>Neves<xref ref-type="fn" rid="fn96"><sup>96</sup></xref> menciona o protagonismo de Cristiana Barreto na condução de pesquisas sobre arqueologia amazônica. Naquela época, Barreto dedicava-se ao estudo arqueológico das aldeias circulares na Amazônia central e, como se abordou anteriormente, ela já havia colaborado como cocuradora do módulo de Arqueologia na <italic>Mostra do Redescobrimento</italic> em 2000, pela Associação Brasil +500.<xref ref-type="fn" rid="fn97"><sup>97</sup></xref> Posteriormente, a itinerância internacional da pesquisadora resultou na exposição <italic>Unknown Amazon</italic>, no British Museum,<xref ref-type="fn" rid="fn98"><sup>98</sup></xref> em 2001, já pela associação BrasilConnects.</p>
			<p>Após contato telefônico, Edemar menciona a aquisição de uma coleção arqueológica amazônica e solicita uma reunião com Barreto em sua residência particular, localizada à Rua Gália, no Morumbi, em São Paulo (SP). Barreto menciona que ficou surpresa com a ligação e retornou a ele afirmando que faria uma vistoria para averiguar do que se tratava.<xref ref-type="fn" rid="fn99"><sup>99</sup></xref>
			</p>
			<p>Com isso, relata a entrevistada, no ato de abertura das caixas, espantou-se com a quantidade de objetos, especialmente da cultura marajoara, de diferentes tipos, formatos e tamanhos.<xref ref-type="fn" rid="fn100"><sup>100</sup></xref> Logo após uma vistoria geral dos lotes adquiridos, concluiu que se tratava de uma expressiva e diversificada coleção amazônica - composta predominantemente por urnas funerárias, estatuetas, pratos, tigelas, bancos, alguns tipos de objetos líticos, adornos etc.<xref ref-type="fn" rid="fn101"><sup>101</sup></xref> Nas <xref ref-type="fig" rid="f1">Figuras 1a e 1b</xref> constam fotografias da primeira coleção adquirida, cujo nome é Graciete, antiga moradora de Belém (PA).</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figuras 1a e 1b</label>
					<caption>
						<title>Curadoria inicial da coleção Graciete.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf1.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE-USP. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>De acordo com Barreto,<xref ref-type="fn" rid="fn102"><sup>102</sup></xref> essa coleção leva o nome de sua ex-proprietária, que herdou de seu pai, Sr. Humberto Dacier, uma antiga coleção de objetos arqueológicos. Conforme consta em relatório técnico de curadoria do ICBS, muitos objetos que advém dos tesos<xref ref-type="fn" rid="fn103"><sup>103</sup></xref> do Camutins e do Urubu, que estão situados na fazenda São Marcos, já haviam sido vendidos para o exterior, e outra volumosa parte dessa coleção também fora vendida e/ou trocada com outros colecionadores locais.</p>
			<p>Diante da aquisição dessa coleção, e por se tratar de material de interesse da União (conforme <xref ref-type="bibr" rid="B2">Decreto-Lei nº 3.924/1961</xref>), o então colecionador é orientado por Barreto a procurar o Iphan-DF<xref ref-type="fn" rid="fn104"><sup>104</sup></xref> e dar início ao processo de registro junto ao representante do órgão público. De acordo com Barreto, esses objetos necessitavam de cuidados curatoriais e não podiam ficar armazenados no porão daquela residência, em condições irregulares de conservação. Esse é um momento particularmente emblemático na trajetória de colecionismo de Edemar, pois trata-se do prenúncio das ações que resultaram na formação do seu instituto cultural.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>INSTITUTO CULTURAL BANCO SANTOS (2002-2004)</title>
			<p>Segundo Bertani,<xref ref-type="fn" rid="fn105"><sup>105</sup></xref> o ICBS foi criado em março de 2002 como resultado de um interesse “preservacionista” do colecionador. Sua formação se deu em virtude da identificação de condições irregulares de conservação das obras artísticas expostas nas áreas do Banco Santos, momento em que Bertani realiza um laudo e notifica o banqueiro quanto à interação direta dos objetos com agentes de deterioração.<xref ref-type="fn" rid="fn106"><sup>106</sup></xref>
			</p>
			<p>Após convencê-lo da necessidade de manter os objetos em boas condições de conservação e exposição, deu-se início ao processo de formalização da instituição no âmbito estadual e federal. Dessa forma, o ICBS foi regulamentado em 15 de agosto de 2002<xref ref-type="fn" rid="fn107"><sup>107</sup></xref> através do despacho da Secretaria Nacional de Justiça, tendo como missão: “resgatar a memória e a história do Brasil, preservando e divulgando o patrimônio e a cultura nacional”<xref ref-type="fn" rid="fn108"><sup>108</sup></xref>. Nota-se que a ideia de “resgatar” é vista como princípio geral adotado pelo instituto.</p>
			<p>Após tomar conhecimento da expressiva coleção, Barreto, seguindo as normas em pesquisa da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), junto à assessoria jurídica do Banco Santos, organizou uma viagem a Brasília (DF), em setembro de 2002, para tratar do assunto de interesse do instituto, com o objetivo de obter autorização para guarda discricionária das coleções que haviam sido compradas de ex-colecionadores/proprietários e/ou anônimos.</p>
			<p> Nessa ocasião, ambos se reuniram diretamente com o Ministro da Cultura, Francisco Correia Weffort, que solicitou ao representante do setor de arqueologia daquela autarquia, o arqueólogo Rossano Lopes, dar prosseguimento à vistoria das coleções em São Paulo (SP). Nessa reunião, foi enfatizada a importância de preservação da inédita coleção arqueológica devotada à temática da arqueologia pré-colonial brasileira, especialmente por se tratar de material amazônico, predominantemente relacionado à tradição polícroma da fase marajoara.<xref ref-type="fn" rid="fn109"><sup>109</sup></xref>
			</p>
			<p>Esse movimento corresponde notadamente a uma mudança de estado físico e informativo das coleções. Assim, antes vistos como exemplares de “arte” sob os critérios estético-tipológicos de um colecionador, esses objetos passam a ser identificados e validados segundo a experiência profissional de uma arqueóloga, ao entendê-los como um conjunto referencial e inédito de patrimônio cultural. Esse olhar que singulariza e qualifica, no sentido atribuído por Kopytoff,<xref ref-type="fn" rid="fn110"><sup>110</sup></xref> evidencia uma mudança substancial na trajetória cultural dos objetos, que são deslocamentos da esfera privada à pública.</p>
			<p>Como a aquisição era resultado de compra e não havia correspondência de “contexto convencionais” de proveniência, Lopes<xref ref-type="fn" rid="fn111"><sup>111</sup></xref> menciona que todo aquele conjunto de objetos devia ser considerado como material encontrado em contexto de superfície.<xref ref-type="fn" rid="fn112"><sup>112</sup></xref> Assim, para concessão da guarda discricionária, o Iphan-DF determinou que deveria ser criada uma instituição cultural com as mesmas atribuições e competências de um museu, isto é, contendo especificações técnico-científicas e de planejamento financeiro, além de propiciar a divulgação e o acesso a pesquisas.</p>
			<p>Assim, de acordo com Lopes, após vistoria realizada no espaço da Reserva Técnica 2 (RT/2), localizada na Rua Gabriel Monteiro, nº 2792, foi instaurado processo administrativo (nº 014050.000764/2002-30) e, posteriormente, concedido o termo de compromisso de guarda e pesquisa ao instituto.<xref ref-type="fn" rid="fn113"><sup>113</sup></xref> Mediante concordância das partes, deu-se início ao processo de relacionamento entre as instituições.<xref ref-type="fn" rid="fn114"><sup>114</sup></xref>
			</p>
			<p>Segundo Lopes, a iniciativa do colecionador foi vista positivamente pelo representante do órgão público, pois se tratava de uma ação ímpar diante de um cenário em que o setor cultural e a arqueologia brasileira aspiravam por especializações na área de curadoria e conservação preventiva e, como reitera o entrevistado, “não poderia deixar de assinalar a notável falta de investimento nesses setores”<xref ref-type="fn" rid="fn115"><sup>115</sup></xref>. Afinal, não era comum que um banqueiro estivesse disposto a financiar tais ações e, dada a boa interlocução no setor cultural, não havia objeções por parte do Iphan à concessão da guarda discricionária ao instituto. Entretanto, como frisado no documento de concessão, a tutela, a supervisão e a administração permaneciam pelo órgão público.</p>
			<p>Assim, a partir desse primeiro contato com as coleções e como parte dos acordos estabelecidos entre a autarquia e a direção do instituto, o corpo técnico do Iphan eventualmente fez algumas visitas à reserva técnica para averiguar o estado de conservação dos objetos e suas condições de armazenamento, além de solicitar regularmente o envio de relatórios técnicos (por exemplo, procedimentos de curadoria, restaurações, demais atividades educativo-culturais e exposições).</p>
			<p>De acordo com Barreto,<xref ref-type="fn" rid="fn116"><sup>116</sup></xref> ao aceitar ser curadora dessa coleção, uma de suas primeiras ações foi ressaltar à direção do instituto a necessidade de contratação de especialistas na área de conservação e restauração. Nesse contexto, ela sugeriu os nomes de Gedley Braga e Ângela Souza para compor essa equipe para trabalhos técnicos esporádicos, uma vez que, naquela época, somente Braga era funcionário do MAE.</p>
			<p>Paralelamente, Braga, representando o MAE, já havia coordenado um <italic>workshop</italic> sobre cerâmica amazônica em colaboração com Barreto e outros pesquisadores. Essa iniciativa ocorreu em São Paulo,<xref ref-type="fn" rid="fn117"><sup>117</sup></xref> reunindo diversas lideranças antes da exposição <italic>Unknown Amazon</italic> no British Museum.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>RESERVAS TÉCNICAS</title>
			<p>Após tais aquisições, ao todo, foram contabilizados três espaços de acondicionamento das coleções. Inicialmente, em 2001, os objetos foram depositados em uma sala (RT/1) no porão da residência do colecionador, no Morumbi (SP); posteriormente, dada a regulamentação do ICBS, em agosto de 2002 os objetos foram transferidos para uma residência alugada entre a Rua Lopes de Azevedo e a Rua Gabriel Monteiro (“Casa do Restauro” - RT/2, em São Paulo), onde foram desenvolvidos o primeiro projeto de restauração das coleções arqueológicas e as miniexposições do material etnográfico.<xref ref-type="fn" rid="fn118"><sup>118</sup></xref> Após ampliação significativa das coleções, em 2004/2005, transferiu-se o acervo institucional, <italic>Cid Collection</italic>, para a RT/3, na Rua Mergenthaler, nº 900, na Vila Leopoldina, também em São Paulo.</p>
			<p>Após tratativas entre o Iphan-DF e o instituto, iniciou-se o projeto de curadoria e restauração das coleções no dia 23 de julho de 2003. De acordo com Barreto,<xref ref-type="fn" rid="fn119"><sup>119</sup></xref> no ato de vistoria dos objetos na RT do Morumbi, parte da coleção de cerâmica veio muito fragmentada, inclusive dentro das urnas (tangas, fragmentos de cerâmica, estatuetas etc.). Desse modo, o processo de conservação da coleção envolvia, além da identificação dos atributos morfotécnicos dos objetos (por exemplo, descrição geral, peso, cor, tamanho, textura e indícios de restaurações anteriores), um trabalho de seleção para restauração.</p>
			<p>Assim, os procedimentos iniciaram mediante remontagem de fragmentos, identificação de suas partes faltantes, colagem dos objetos e consolidação, prosseguindo para a restauração propriamente.<xref ref-type="fn" rid="fn120"><sup>120</sup></xref> Desse modo, seguindo as diretrizes e normas internacionais de conservação, o primeiro projeto já foi desenvolvido no âmbito da reserva técnica da Rua Lopes de Azevedo e Rua Gabriel Monteiro para recuperação estrutural e cromática dos objetos (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figuras 2a, 2b e 2c</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Figuras 2a, 2b e 2c</label>
					<caption>
						<title>Processo de reintegração cromática e restauração em gesso.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf2.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Relatório técnico do ICBS/Iphan, agosto de 2002. Fonte: Cristiana Barreto. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Segundo a equipe técnica envolvida, durante os procedimentos de restauração, notou-se que a grande maioria dos objetos (urnas) tinham perda de policromia acentuada, assim como danos estruturais nas superfícies e bordas.<xref ref-type="fn" rid="fn121"><sup>121</sup></xref> Desse modo, todo trabalho envolvia um olhar acurado para a restauração, que só poderia ser desenvolvida por profissionais que conheciam os aspectos originais das peças.<xref ref-type="fn" rid="fn122"><sup>122</sup></xref> Observando isso, Braga conta que a cerâmica da fase marajoara tem muitas especificidades no processo de restauração, sendo a principal característica uma falsa simetria entre as faces do objeto; ou seja, os desenhos e formatos geométricos não são reproduções idênticas.<xref ref-type="fn" rid="fn123"><sup>123</sup></xref>
			</p>
			<p>Além das urnas, abaixo, constam fotografias (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figuras 3a e 3b</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f4">Figuras 4a e 4b</xref>) dos fragmentos de cerâmica (por exemplo, tigelas, pratos e tangas), que foram remontados e posteriormente restaurados. Nas figuras, há uma perfeição técnica na execução desses procedimentos, que buscou valorizá-los mantendo a sua originalidade e integridade iconográfica.</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Figuras 3a e 3b</label>
					<caption>
						<title>Restauração da cerâmica polícroma da fase marajoara. Coleção Luiz Otávio.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf3.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Relatório técnico do ICBS/Iphan, agosto de 2002. Fornecido por Cristiana Barreto. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f4">
					<label>Figuras 4a e 4b</label>
					<caption>
						<title>Restauração de tanga cerâmica polícroma da fase marajoara. Coleção Gisela.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf4.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Relatório técnico do ICBS/Iphan, agosto de 2002. Fornecido por Cristiana Barreto. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Entre os objetivos do instituto, Barreto menciona que todos os procedimentos eram pensados em torno do desenvolvimento de exposições. Portanto, segundo ela,<xref ref-type="fn" rid="fn124"><sup>124</sup></xref> a recomendação da diretoria era ter objetos vistosos esteticamente para serem expostos e socializados.</p>
			<p>Diante disso, dadas as especificidades do processo de restauração e do aumento significativo de coleções, ao final de 2003, os objetos foram transferidos para a reserva técnica da Rua Mergenthaler (RT/3). Nesse espaço, foram acondicionadas todas as coleções pertencentes ao acervo institucional <italic>Cid Collection</italic>, incluindo arqueologia, etnografia, arte moderno-contemporânea, ex-votos, tapeçarias, documentos científicos, entre muitas outras (<xref ref-type="fig" rid="f5">Figuras 5a e 5b</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn125"><sup>125</sup></xref>.</p>
			<p>
				<fig id="f5">
					<label>Figuras 5a e 5b</label>
					<caption>
						<title>Cotidiano de curadoria arqueológica das coleções da RT/3.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf5.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Arquivo pessoal de Cristiana Barreto. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Com a mudança de contexto (espaço físico) entre as RTs, acrescentaram-se novas ideias e motivações à prática de colecionismo de Edemar. Nota-se o desejo por ampliar suas coleções e oferecer um espaço de salvaguarda semelhante à estrutura de museus internacionais.</p>
			<p>Sabe-se que tais aquisições eram realizadas de duas maneiras: compras dirigidas e por oportunidade. Esta última, geralmente durante as viagens do colecionador ao exterior, resultou no aumento exponencial do acervo institucional (aspecto discutido mais adiante). Portanto, a transferência dos objetos para a última reserva técnica é reflexo desse olhar pelo acúmulo compulsivo, pouco preocupado com a origem propriamente.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>BANCO DE DADOS DO INSTITUTO CULTURAL BANCO SANTOS</title>
			<p>Logo após identificadas as informações que vinham junto aos objetos, eles foram devidamente nomeados no sistema geral do instituto. Esse sistema foi criado pela equipe de tecnologia do banco com apoio e orientação da museóloga e documentalista Ana Maria Leitão. Em entrevista, Leitão<xref ref-type="fn" rid="fn126"><sup>126</sup></xref> menciona que a ideia era de que o colecionador pudesse ter acesso à informação sobre suas coleções em tempo real e de qualquer lugar do mundo.</p>
			<p>Ao tratar desse tema, Leitão<xref ref-type="fn" rid="fn127"><sup>127</sup></xref> menciona que, no decorrer de 2003, o colecionador e sua equipe técnica do Banco Santos começaram a participar de várias ações no exterior, envolvendo-se mais diretamente na aquisição de objetos junto a galeristas e colecionadores de arte pré-colombiana. Essas ações objetivaram formar uma coleção arqueológica composta por “objetos raros”, notadamente de origem estrangeira.<xref ref-type="fn" rid="fn128"><sup>128</sup></xref>
			</p>
			<p>A partir dessas constantes negociações e intermediações, o instituto, após comprar uma quantidade significativa de itens que remetem tanto a culturas mesoamericanas quanto mediterrâneas, propôs, em 2004, a exposição denominada <italic>A escrita da memória: o surgimento da escrita e sua evolução até hoje.</italic><xref ref-type="fn" rid="fn129"><sup>129</sup></xref> De acordo com Flávia Galli,<xref ref-type="fn" rid="fn130"><sup>130</sup></xref> cocuradora da exposição e responsável pelas ações educativas do ICBS, a proposta era apresentar uma rica e diversificada coleção de objetos, buscando imersão na história da escrita, destacando as diversas formas de uso e representação entre diferentes sociedades.</p>
			<p>Nesse aspecto, rememora Leitão:<xref ref-type="fn" rid="fn131"><sup>131</sup></xref>
			</p>
			<p><disp-quote>
				<p>Muito inédito e ele desafiou muito, né? Imagina você ter peças do mundo todo. Nós tínhamos um estagiário, ele falava alemão e eu o levei para lá porque a gente catalogava as peças em alemão. Sabe por quê? Toda documentação original que vinha com as peças era em alemão. A gente até tinha uma transcrição, mas colocávamos as coisas na língua original e de proveniência.</p>
			</disp-quote></p>
			<p><disp-quote>
				<p>Sabe, uma coisa é você ver o objeto no catálogo, outra coisa é você ter aqui para conhecer documentalmente. […] O Instituto queria mostrar essa variedade de coisas também. Objetos como Estela Maias, coisas que o brasileiro não teria oportunidade de ver, a não ser naquela época.</p>
			</disp-quote></p>
			<p><disp-quote>
				<p>Lembro uma vez que compraram um objeto no exterior, e eu mesma disse: como vocês compraram isso?! É protegido pela Unesco! E aí quando começou esse movimento de procurar a proveniência. A gente começou a querer saber de onde estão vindo esses objetos, de quem estão comprando. E tudo isso o ex-colecionador fez questão de procurar o Ministério das Relações Exteriores para notificar a posse para obter a guarda. Ele tinha essa ideia mesmo de trazer coisas para que os brasileiros tivessem acesso.</p>
			</disp-quote></p>
			<p>Nesse relato, tornam-se explícitas as intenções por detrás dos atos de colecionar objetos “raros”, isto é, para além do discurso tradicional de conservação de uma memória, a ênfase dessas constantes aquisições estava nas representações e no sentido de tornar sua coleção inédita. Quando Ferreira passa a adquirir esses objetos estrangeiros que possuem restrições de circulação pelo direito internacional e proteção pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)<xref ref-type="fn" rid="fn132"><sup>132</sup></xref>, nota-se uma alteração significante na sua prática de colecionismo. Essa mudança dá forma a um tipo de aquisição baseada na acumulação compulsiva.<xref ref-type="fn" rid="fn133"><sup>133</sup></xref> Trata-se de uma prática pouco preocupada com a origem, mas representativa em termos de formar um acervo inédito em território brasileiro.</p>
			<p>Nesse aspecto, retoma-se o argumento de Ulpiano Bezerra de Meneses<xref ref-type="fn" rid="fn134"><sup>134</sup></xref> ao dizer que a natureza visceral da coleção é reconhecê-la como o ato autobiográfico do colecionador. Acreditava-se que quanto mais inédita fosse sua aquisição, mais atenção seria destinada à sua atuação e ao seu instituto no setor cultural. Contudo, também é imperativo que as escolhas do colecionador frente à aquisição de exemplares considerados “únicos” constituem uma forma de domínio e prestígio social, que também denota um campo de atuação e poder em relação a outros colecionadores de arte e instituições brasileiras, incluindo o próprio Iphan, que sequer contestou tais aquisições.</p>
			<p>Apesar da situação fiscal que levou à intervenção no Banco Santos, dada a notoriedade no âmbito das relações públicas e culturais, a instituição sempre foi vista como uma importante parceira dessas ações. Entre essas parcerias, destaca-se o financiamento de 50 mil reais concedido para o XII Congresso da SAB, evento realizado em São Paulo (SP), ocasião em que foram confeccionados materiais de trabalho, <italic>banners</italic> e camisetas com logotipo da instituição bancária.<xref ref-type="fn" rid="fn135"><sup>135</sup></xref> Nesse mesmo evento, Barreto<xref ref-type="fn" rid="fn136"><sup>136</sup></xref> apresentou, pela primeira vez, as coleções arqueológicas amazônicas à comunidade científica.</p>
			<p>A partir das parcerias estabelecidas entre o ICBS e os museus brasileiros, inclusive os universitários, grande parte das instituições não tinham recurso orçamentário para desempenhar novos procedimentos de conservação e restauração.<xref ref-type="fn" rid="fn137"><sup>137</sup></xref> Inclusive, conforme declarou Braga,<xref ref-type="fn" rid="fn138"><sup>138</sup></xref> notam-se os desafios que eram recorrentes no MAE devido à ausência de um plano integrado de conservação preventiva para a especificidade das coleções amazônicas. Assim, o financiamento foi custeado inicialmente com apoio da <italic>BrasilConnects</italic> e, posteriormente, já pelo ICBS. Essas iniciativas contribuíram para a divulgação científica das coleções amazônicas.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>APREENSÃO JUDICIAL DAS COLEÇÕES SOB GUARDA DO INSTITUTO CULTURAL BANCO SANTOS</title>
			<p>Conforme discutido anteriormente, na metade do ano de 2004, após uma denúncia realizada pelo Banco Central ao Ministério Público (MP), instaurou-se uma investigação referente ao processo<xref ref-type="fn" rid="fn139"><sup>139</sup></xref> conduzido pela 6ª Vara Federal de SP<xref ref-type="fn" rid="fn140"><sup>140</sup></xref> a fim de averiguar supostas irregularidades financeiras na condução fiscal do Banco Santos.<xref ref-type="fn" rid="fn141"><sup>141</sup></xref> Uma decisão proferida pelo juiz federal Fausto Martin De Sanctis no dia 18 de fevereiro de 2005, após analisar documentos apresentados pelo MP, tipificou tais crimes com base no artigo 4º da <xref ref-type="bibr" rid="B5">Lei nº 9.613</xref>, de 3 de março de 1998, determinando que a aquisição de bens do então executivo do Banco Santos teriam ocorrido supostamente como recursos de origem ilícita.<xref ref-type="fn" rid="fn142"><sup>142</sup></xref>
			</p>
			<p>O inquérito policial<xref ref-type="fn" rid="fn143"><sup>143</sup></xref> foi instaurado em 1º de março de 2005, dando início à investigação dos fatos apresentados pelo MP à Justiça. Como medida judicial, foi determinada a suspensão das atividades do banco, conduzindo à apreensão e administração dos bens em nome da aludida instituição financeira, de empresas <italic>offshores</italic> e do próprio executivo e dono da instituição.<xref ref-type="fn" rid="fn144"><sup>144</sup></xref>
			</p>
			<p>Em virtude das determinações da Vara Federal, o espaço em que funcionava a reserva técnica RT/3 do acervo institucional <italic>Cid Collection</italic> foi lacrado pela equipe dos órgãos de segurança pública (<xref ref-type="fig" rid="f6">Figuras 6a e 6b</xref>). Os objetos e os demais materiais de trabalho que eram originalmente dos profissionais contratados também foram mantidos naquele local, além de ter sido vedada a retirada de quaisquer itens até a resolução do processo criminal.<xref ref-type="fn" rid="fn145"><sup>145</sup></xref>
			</p>
			<p>
				<fig id="f6">
					<label>Figuras 6a e 6b</label>
					<caption>
						<title>Fachada da RT/03 e interior do espaço após intervenção judicial.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf6.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE-USP (2022). </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>No processo de apreensão judicial que culminou na interrupção das atividades do ICBS, segundo a arqueóloga Júlia Berra, também ex-curadora da coleção amazônica, as equipes de conservação sequer foram informadas da intervenção no Banco Santos, como complementa a entrevistada ao se referir a “um dia de trabalho comum que acabou interrompido”<xref ref-type="fn" rid="fn146"><sup>146</sup></xref>.</p>
			<p>Segundo ela, após notificação da diretoria do instituto, ficou determinada a saída dos funcionários e o fechamento do espaço. Nessa mesma ocasião, todos os equipamentos de ar-condicionado e desumidificadores que vinham mantendo as coleções em condições controladas foram desligados, consequentemente, submetendo-as a situações irregulares de conservação.<xref ref-type="fn" rid="fn147"><sup>147</sup></xref>
			</p>
			<p>Com a instalação do processo criminal diverso, todas as contas bancárias do então colecionador foram bloqueadas, e, segundo sua defesa, não havia condições de manter as coleções devidamente conservadas até o resultado da sentença condenatória.<xref ref-type="fn" rid="fn148"><sup>148</sup></xref>
			</p>
			<p>Esse é um ponto emblemático na trajetória da coleção. O tempo estimado pela Justiça quanto à administração dos bens não correspondia ao mesmo período previsto para a conservação dos objetos, que inclusive necessitavam de atendimento curatorial emergencial.<xref ref-type="fn" rid="fn149"><sup>149</sup></xref> Nesse aspecto, denotam-se as implicações éticas do órgão público diante do compromisso de conservação dessas coleções tidas como “patrimônios”, que foram submetidas a condições irregulares de conservação, cujas consequências, como observado no laudo arqueológico, resultaram em perdas referenciais de informações sobre os objetos.</p>
			<p>Apesar das decisões terem sido concebidas por agentes públicos encarregados pela administração dos bens coletados, a ausência de um plano de ação para sequestro de patrimônio arqueológico é reflexo de um modelo de legislação ainda defasado, com muitas limitações quanto à tomada de decisões em caso de ameaças e/ou danos a esse tipo de patrimônio cultural.<xref ref-type="fn" rid="fn150"><sup>150</sup></xref>
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>ACOLHIMENTO CURATORIAL PELO MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIA (2005 ATÉ PRESENTE)</title>
			<p>De acordo com De Sanctis, em virtude de a apreensão judicial ter sido executada em São Paulo, na capital, os museus da USP, dada a notável competência técnica e reconhecimento científico, eram as instituições mais indicadas para o recebimento das coleções apreendidas.<xref ref-type="fn" rid="fn151"><sup>151</sup></xref> Nesse contexto, era de conhecimento da sociedade paulistana e dos gestores de museus que o então colecionador possuía um expressivo patrimônio artístico e cultural, tanto em sua imponente residência em área nobre de SP quanto em áreas do Banco Santos, que inclusive realizava exposições. Portanto, a apreensão judicial exigiria a mobilização de esforços especializados para identificar as obras que estavam sob sua “guarda discricionária”.</p>
			<p>Após manifestação da Justiça, em 15 de fevereiro de 2005, o Iphan-SP, através do superintendente Haroldo Gallo, encaminhou um ofício<xref ref-type="fn" rid="fn152"><sup>152</sup></xref> ao MAE solicitando uma reunião extraordinária dos diretores da instituição junto ao Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, sob direção de Sonia Rabello.<xref ref-type="fn" rid="fn153"><sup>153</sup></xref> Em 23 de fevereiro de 2005, a reunião ocorreu nas dependências da autarquia em São Paulo (SP) e contou com a presença da Procuradoria da República.<xref ref-type="fn" rid="fn154"><sup>154</sup></xref>
			</p>
			<p>De acordo com Cristina Bruno,<xref ref-type="fn" rid="fn155"><sup>155</sup></xref> o MAE, na presença de seu diretor Murilo Marx,<xref ref-type="fn" rid="fn156"><sup>156</sup></xref> manifestou posição favorável ao acolhimento curatorial, compreendendo que a expressiva, porém difusa, coleção arqueológica amazônica complementaria as demais já existentes na instituição.</p>
			<p>Posteriormente, a procuradora da República encaminhou um ofício<xref ref-type="fn" rid="fn157"><sup>157</sup></xref> solicitando informações ao Museu quanto ao acolhimento judicial das coleções. O retorno ocorreu em 2 de maio de 2005, através do ofício GD.0642005, no qual o José Luiz de Morais, à época vice-diretor em exercício, manifesta interesse pela guarda das coleções, afirmando que o museu dispunha de recursos técnicos e operacionais para acolher as coleções amazônicas, estando excluídas dessa primeira iniciativa as coleções etnográficas, contudo.<xref ref-type="fn" rid="fn158"><sup>158</sup></xref>
			</p>
			<p>Com esse intuito, a Justiça Federal solicitou ao MAE, através do ofício,<xref ref-type="fn" rid="fn159"><sup>159</sup></xref> que este realizasse o inventário geral do acervo institucional <italic>Cid Collection,</italic> armazenado naquele espaço da reserva técnica. De acordo com Cristina Bruno,<xref ref-type="fn" rid="fn160"><sup>160</sup></xref> perita institucional pelo MAE, tratava-se de um trabalho que envolveu, primeiramente, a localização dos objetos e a identificação das tipologias para posteriormente periciá-los.<xref ref-type="fn" rid="fn161"><sup>161</sup></xref> Como recorda a entrevistada, nessa primeira vistoria, realizada em 1º de setembro de 2005, não estava autorizado o manuseio dos objetos, apenas a identificação das tipologias (arqueológicas e etnográficas) que eram de interesse do MAE e originalmente de propriedade da União.</p>
			<p>De acordo com o laudo pericial,<xref ref-type="fn" rid="fn162"><sup>162</sup></xref> foi realizada a</p>
			<p><disp-quote>
				<p>[…] verificação dos principais vetores das coleções; busca da documentação curatorial e de gestão; verificação preliminar do estado de conservação dos artefatos arqueológicos e etnográficos; registro de imagens digitais e mapeamento da dispersão espacial do mobiliário de armazenamento dos acervos.</p>
			</disp-quote></p>
			<p>Após definidas as linhas gerais de atuação, a equipe do MAE, juntamente com os técnicos do judiciário, representantes do MP e da empresa de segurança patrimonial, prosseguiram com a vistoria no espaço da reserva técnica (<xref ref-type="fig" rid="f7">Figuras 7a, 7b, 7c e 7d</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f7">
					<label>Figuras 7a, 7b, 7c e 7d</label>
					<caption>
						<title>Perícia técnico-científica.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf7.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE-USP (2022). Fotografias por Wagner Souza e Silva. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>A partir dessa vistoria, foi elaborado um inventário geral, no qual consta a recomendação do MAE para proteção das coleções arqueológicas e etnográficas, originalmente de interesse da União.<xref ref-type="fn" rid="fn163"><sup>163</sup></xref> Após a Justiça tomar conhecimento sobre a condição de armazenamento das coleções, foi solicitado à 9ª Superintendência Regional do Iphan-SP dar prosseguimento à transferência, supervisionando o inventário, registro e catalogação dos objetos. Esse procedimento foi adotado a fim de elaborar um relatório geral das ações executadas para, então, dar prosseguimento ao caso na Justiça.<xref ref-type="fn" rid="fn164"><sup>164</sup></xref>
			</p>
			<p>A segunda vistoria técnica ocorreu em 13 de setembro de 2005, tendo como objetivo registrar informações gerais dos objetos e “conceber as bases para a realização do inventário das coleções e do diagnóstico curatorial”<xref ref-type="fn" rid="fn165"><sup>165</sup></xref>. Após tais procedimentos, foi agendada a última vistoria técnica<xref ref-type="fn" rid="fn166"><sup>166</sup></xref> para dar prosseguimento final aos procedimentos concebidos anteriormente. A partir do diagnóstico curatorial, foram desenvolvidas três etapas fundamentais que se desdobrariam no âmbito do MAE-USP: (1) inventário geral (com prazo máximo de 30 dias); (2) outros processos de salvaguarda (90 dias); e (3) projeto expográfico-educativo (até 180 dias)<xref ref-type="fn" rid="fn167"><sup>167</sup></xref>.</p>
			<p>Do ponto de vista dos procedimentos museológico-curatoriais, nota-se que tais etapas instauram uma crise na política de valores dessas coleções: primeiro em reconhecer o que é ou não de interesse público e, em segundo, em definir o valor da coleção a partir de critérios técnico-científicos. Essas diferentes perspectivas são observadas no tratamento dado aos objetos da coleção pelos diferentes agentes interessados pela guarda.</p>
			<p>Para o MAE, representa o incomensurável valor cultural e científico e, por isso, deve continuar sendo conservada como coleção museológica por instituição pública. Para a Justiça Federal, além de destacar a importância de preservar “bens” de interesse público e da União, essas coleções são a “prova viva” do endosso de um delito contra o patrimônio nacional.<xref ref-type="fn" rid="fn168"><sup>168</sup></xref>
			</p>
			<p>Enquanto isso, para a Vara Estadual de Falências, o que está em debate é o valor pecuniário supostamente movimentado através da compra dos objetos por empresas <italic>offshores</italic> ligadas à administração do Banco Santos, ou seja, um valor baseado na precificação dos objetos sob viés socioeconômico.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>ALGUMAS IDIOSSINCRASIAS…</title>
			<p>No decurso das atividades do ICBS, além do MAE, o Mpeg mantinha contato com profissionais do instituto. Assim, dada a originalidade amazônica das coleções, ambas instituições tinham expectativa de acolhê-las.<xref ref-type="fn" rid="fn169"><sup>169</sup></xref> Ao tomar conhecimento sobre a intervenção no Banco Santos, Barreto, mesmo não sendo mais curadora responsável pela coleção,<xref ref-type="fn" rid="fn170"><sup>170</sup></xref> encaminhou uma carta ao coordenador da área de arqueologia do Iphan-DF, Rogério José Dias.</p>
			<p>Nessa correspondência, é expressa a preocupação com as coleções deixadas no espaço da reserva, notadamente por constituírem material de relevância científica e cultural brasileira. Ainda é ressaltado por ela que as coleções arqueológicas, no momento de sua transferência, poderiam não receber o tratamento curatorial adequado e, ainda assim, redistribuídas, poderiam ser equivocadamente consideradas como “artes convencionais” sob posse do investigado.<xref ref-type="fn" rid="fn171"><sup>171</sup></xref>
			</p>
			<p>Visando à preservação e continuidade das ações curatoriais que vinham sendo desenvolvidas, sugeriu a transferência para instituições especializadas, entre elas, o MAE-USP, representado pelo Iphan, e o Mpeg, pelo Iphan-PA. Tais recomendações foram acatadas pela 9ª Superintendência Regional do Iphan-SP, dando início ao processo de negociação com a 6ª Vara Federal de SP.</p>
			<p>Segundo De Sanctis,<xref ref-type="fn" rid="fn172"><sup>172</sup></xref> nessa mesma época, dada a divulgação da existência dessas coleções, especialmente na mostra <italic>Antes: histórias da pré-história</italic>, de 2004/2005, o Iphan-RJ também manifestou interesse pela guarda das coleções junto ao MHN-UFRJ, uma vez que a instituição tinha por objetivo ampliar sua coleção amazônica. Entretanto, ficou determinado que, durante o trânsito julgado da sentença condenatória, as coleções deviam permanecer no “distrito da culpa”, sendo vetada a transferência para outras instituições até a resolução do caso.</p>
			<p>Ao tratar do papel desempenhado pela 6ª Vara Federal de SP, De Sanctis afirmou que o juiz de primeiro grau deve atuar sob o processo totalizado,<xref ref-type="fn" rid="fn173"><sup>173</sup></xref> entendendo que, além da condenação, também é de sua responsabilidade determinar a gestão do patrimônio apreendido, ou seja, “estabelecer a pertinência entre o acervo e a instituição”.</p>
			<p>Assim, o entrevistado complementa afirmando que o dever legal da 6ª Vara Federal de SP era reconhecer as instituições que efetivamente cumpririam com as determinações da Justiça e não apenas aqueles representantes que manifestaram interesse pela guarda.</p>
			<p>Dentre os critérios adotados pela Justiça, foi considerada a qualidade dos relatórios produzidos pelo MAE no ato da apreensão, logo, sendo recomendada a guarda à USP. O Mpeg, mediante ofício, também manifestou interesse pelas coleções, destacando a importância de salvaguardá-las e de manter a sua originalidade amazônica.</p>
			<p>No ato da sentença condenatória,<xref ref-type="fn" rid="fn174"><sup>174</sup></xref> datado de 17 de agosto de 2005, a decisão da 6ª Vara Federal de SP foi favorável ao MAE. No dia seguinte, o MAE recebeu o mandado de intimação solicitando o comparecimento à Justiça, a fim de assinar o termo de nº 06/2005, referente ao compromisso de guarda e administração das coleções arqueológicas.</p>
			<p>O documento foi formalizado em 23 de agosto de 2005. Após a decisão, ficou determinada a remoção dos objetos que estavam acautelados na reserva técnica da Rua Mergenthaler para o MAE.<xref ref-type="fn" rid="fn175"><sup>175</sup></xref> Nessa mesma ocasião, De Sanctis solicitou ao MAE que consultasse as demais instituições da USP, que, porventura, estivessem interessadas no acolhimento de outras coleções.<xref ref-type="fn" rid="fn176"><sup>176</sup></xref>
			</p>
			<p>No que se refere à guarda das coleções arqueológicas, inicialmente, o Iphan-DF contestou a decisão e, sem alinhamento com a Justiça,167 determinou que as coleções amazônicas apreendidas deveriam ficar sob a tutela do Mpeg.<xref ref-type="fn" rid="fn177"><sup>177</sup></xref>
			</p>
			<p>Em razão da decisão, nota-se um importante desdobramento na política de valores da coleção, na qual são manifestadas as instâncias de poderes institucionais. De acordo com De Sanctis,<xref ref-type="fn" rid="fn178"><sup>178</sup></xref> tal decisão ia contra os preceitos fundamentais da Justiça Federal, que inclusive já havia determinado a guarda junto ao MAE mediante assinatura do termo de compromisso. Portanto, qualquer decisão contrária à Justiça não tinha aplicação legal e amparo jurídico. Logo, foi peticionada a revogação da portaria, perdendo sua validade.</p>
			<p>Assim, após as devidas manifestações das defesas tanto do investigado quanto do MP, das instituições e do próprio Iphan-SP, um acordo estabelecido entre a 6ª Vara Federal de SP e a USP determinou a transferência das coleções aos museus especializados desta instituição.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>VISTORIA TÉCNICA NA RESIDÊNCIA DA RUA GÁLIA, MORUMBI, SÃO PAULO</title>
			<p>No âmbito da reserva técnica, o processo iniciou-se em 4 de novembro de 2005 e foi findado na mesma data. Além dos objetos acondicionados nesse espaço institucional, como já ressaltou o próprio ex-colecionador, havia outros adornando o interior da sua residência particular na Rua Gália, no Morumbi, em São Paulo (SP)<xref ref-type="fn" rid="fn179"><sup>179</sup></xref>.</p>
			<p>De acordo com De Sanctis,<xref ref-type="fn" rid="fn180"><sup>180</sup></xref> como havia objetos arqueológicos e etnográficos de interesse da União adornando a casa, era necessário integrá-los à coleção institucional. Entretanto, entre os objetos adquiridos pelo colecionador, quatro deles (arqueológicos) foram por ele contestados na Justiça.</p>
			<p>Segundo a defesa, o histórico da compra desses objetos remete à década de 1970, quando um colecionador local no âmbito amazônico acabou vendendo-os para outro colecionador na França. Cerca de 40 anos após, esses objetos acabaram sendo novamente comprados por um galerista e colocados à venda.<xref ref-type="fn" rid="fn181"><sup>181</sup></xref> Assim, a equipe do Banco Santos, na busca por ampliar a coleção institucional, ao visitar essa galeria e reconhecer os objetos pela sua originalidade amazônica, procedeu à compra e ao consequente retorno dos itens ao Brasil.</p>
			<p>Contudo, apesar desse retorno, a Justiça, mesmo considerando a prerrogativa da repatriação de objetos ilicitamente furtados e comercializados no exterior, seguindo os princípios da convenção de Unidroit, de 1995, e do <xref ref-type="bibr" rid="B4">Decreto nº 3.166</xref>, de 14 de setembro de 1999, afirmou que não havia indícios diretos da compra, documentos e tampouco recibos dessas aquisições, notadamente por sua suposta proveniência do comércio irregular de arte e antiguidades.<xref ref-type="fn" rid="fn182"><sup>182</sup></xref>
			</p>
			<p>Por consequência, além das coleções que estavam no espaço da reserva técnica, também lhe foi solicitada a entrega dos objetos que estavam expostos em áreas da residência.<xref ref-type="fn" rid="fn183"><sup>183</sup></xref> A <xref ref-type="fig" rid="f8">Figura 8</xref> apresenta uma urna da tradição polícroma, subtradição Guarita. Nela, é possível identificar perda da policromia nas superfícies, preservando apenas o englobo branco. Esse é o único exemplar no acervo do ICBS.</p>
			<p>
				<fig id="f8">
					<label>Figura 8</label>
					<caption>
						<title>Urna da tradição polícroma, subtradição Guarita.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf8.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE. Fornecido por equipe de curadoria (2005). </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>O objeto acima é classificado pela arqueologia regional como uma urna da tradição policrômica, subtradição guarita, cuja periodização varia entre ± 900 e 1600 d. C. Sabe-se, com base da literatura arqueológica, que a tradição polícroma da Amazônia se estende por todo o médio e alto Amazonas, e a cerâmica da subtradição Guarita se concentra na área de confluência do Rio Negro com o Solimões.<xref ref-type="fn" rid="fn184"><sup>184</sup></xref> Essa peça foi adquirida em setembro de 2002, através de compra direta na Galerie Mermoz, em Paris (França). Após o recebimento, passou por procedimentos de vistoria e foi integrada à <italic>Cid Collection.</italic><xref ref-type="fn" rid="fn185"><sup>185</sup></xref>
			</p>
			<p>Além desses objetos, no saguão principal da residência na Rua Gália, o colecionador tinha exposto outras duas urnas funerárias da tradição policrômica da fase marajoara (± 400 a 1400 d. C), que, também pela correspondência documental,<xref ref-type="fn" rid="fn186"><sup>186</sup></xref> foram adquiridas em 2003 junto a esse mesmo fornecedor. Os objetos também foram expostos na sede do Banco Santos, na Rua Hungria nº 1000, em São Paulo. As <xref ref-type="fig" rid="f9">Figuras 9a e 9b</xref> apresentam as urnas no saguão da residência do ex-colecionador.</p>
			<p>
				<fig id="f9">
					<label>Figuras 9a e 9b</label>
					<caption>
						<title>Urnas funerárias da tradição policrômica da fase marajoara.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf9.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE. Fotografia por equipe de curadoria. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Do ponto de vista arqueológico, urnas dessa tradição são originalmente classificadas como pertencentes aos tesos (Mounds) da Ilha de Marajó (PA)<xref ref-type="fn" rid="fn187"><sup>187</sup></xref>. De acordo Barreto,<xref ref-type="fn" rid="fn188"><sup>188</sup></xref> do ponto de vista tecnofuncional, as urnas dessa tradição serviram para enterramentos secundários de ossos humanos associados ou não a oferendas mortuárias (por exemplo, pequenos potes, colares, tangas etc.). Além disso, no que corresponde à iconografia, esses objetos possuem motivos decorativos variados (desenhos com representações de figuras humanas, animais, seres míticos e traços geométricos). Tais características remetem à diversidade estilística e tipológica das cerâmicas dessa tradição.<xref ref-type="fn" rid="fn189"><sup>189</sup></xref>
			</p>
			<p>Conforme consta em documentação museológica,<xref ref-type="fn" rid="fn190"><sup>190</sup></xref> para aquisição junto ao galerista francês, foi realizada uma reunião com diretoria do ICBS para consultar a viabilidade da compra desses objetos. Nessa ocasião, já vinha sendo implementada uma “política de aquisição”, ainda que modo incipiente pelo instituto. Desse modo, dado o volume de objetos comprados entre 2002 e 2003, optou-se não mais por compras ocasionais (como vinham ocorrendo), mas por novas ações pautadas sob critérios, sendo eles a boa conservação das bordas das urnas, visto que a grande maioria já é encontrada em estado fragmentado, inclusive as que estão salvaguardadas em instituições universitárias.<xref ref-type="fn" rid="fn191"><sup>191</sup></xref>
			</p>
			<p>Na ficha do estado de conservação realizada por Barreto,<xref ref-type="fn" rid="fn192"><sup>192</sup></xref> constatou-se que uma das urnas já apresentava indícios de restaurações anteriores (ver <xref ref-type="fig" rid="f9">Figura 9b</xref>), e a outra não apresentava indícios de danos estruturais, apenas perdas de policromia, característica comum devido ao constante manuseio. Portanto, foi constatada a relevância de integrar tais objetos à coleção institucional.<xref ref-type="fn" rid="fn193"><sup>193</sup></xref>
			</p>
			<p>Além dessas urnas e tigelas com formatos geométricos, também havia expostos nas dependências da residência objetos etnográficos, por exemplo, grampos de cabeleira produzidos em 2003 por comunidades Bororo (<xref ref-type="fig" rid="f10">Figura 10</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn194"><sup>194</sup></xref>.</p>
			<p>
				<fig id="f10">
					<label>Figura 10</label>
					<caption>
						<title>Material etnográfico e arqueológico exposto em áreas da residência.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf10.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE. Fotografia por equipe de curadoria. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>No ato de transferência dos objetos da reserva técnica, a equipe do MAE teve acesso à documentação referente ao sistema de banco de dados do instituto. Assim, mediante vistoria, os objetos foram consultados no catálogo, para que, no ato de recebimento pelo MAE, fossem devidamente identificados. Após a obtenção de informações gerais (como número do tombo, identificação, descrição sumária), com apoio de uma equipe especializada, foram embalados e acondicionados em suportes para a transferência (<xref ref-type="fig" rid="f11">Figura 11</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f11">
					<label>Figura 11</label>
					<caption>
						<title>Vistoria técnica do MAE-USP.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf11.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE. Fotografia por equipe de curadoria. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Cumpre ressaltar que o ato de apreensão dos referidos bens pela Justiça coincidiu com a exposição <italic>Brésil indien: les arts des Amérindiens du Brésil</italic>, em 2005, dedicada ao ano do Brasil na França.<xref ref-type="fn" rid="fn195"><sup>195</sup></xref> Essa exposição abrangia a maior parte dos objetos sob guarda do instituto, além de exemplares do acervo institucional do MAE e de outros museus universitários. Ao término da exposição, segundo Lopes, o Iphan-SP, que já havia sido notificado pela 6ª Vara Federal de SP, solicitou apoio do Itamaraty e envolveu-se no transporte dos objetos. Eles foram transferidos diretamente para as instituições de salvaguarda, sendo, respectivamente, acolhidos no MAE e na Fundação Memorial da América Latina (FMAL).</p>
			<p>Tendo em vista esse importante marcador que indica deslocamento físico e de significados das coleções do âmbito privado ao público, os tópicos a seguir exploram o processo de acolhimento curatorial no MAE e os demais desdobramentos jurídicos quanto à salvaguarda da coleção.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>ACOLHIMENTO JUDICIAL E SOCIALIZAÇÃO DA COLEÇÃO BANCO SANTOS (2005 ATÉ O PRESENTE)</title>
			<sec>
				<title>Coleção Arqueológica Amazônica</title>
				<p>O primeiro lote de objetos transferido ao MAE foi o da coleção amazônica. De acordo com Morais,<xref ref-type="fn" rid="fn196"><sup>196</sup></xref> devido à notável falta de espaço e condições de armazenamento, inicialmente, a direção optou apenas pela guarda dessa coleção.<xref ref-type="fn" rid="fn197"><sup>197</sup></xref> Os objetos foram transportados diretamente para a Sala Herbert Baldus<xref ref-type="fn" rid="fn198"><sup>198</sup></xref> para procedimento de inventário, higienização e acondicionamento (<xref ref-type="fig" rid="f12">Figuras 12a e 12b</xref>).</p>
				<p>
					<fig id="f12">
						<label>Figuras 12a e 12b</label>
						<caption>
							<title>Coleção cerâmica e coleção lítica.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf12.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE-USP. </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>De acordo com Bruno,<xref ref-type="fn" rid="fn199"><sup>199</sup></xref> os objetos pertencentes a essa coleção, mesmo de procedências difusas e com rarefeita informação sobre os contextos arqueológicos convencionais,<xref ref-type="fn" rid="fn200"><sup>200</sup></xref> complementariam os demais acervos amazônicos já existentes na instituição, especialmente os de arte tapajônica, que foram obtidos em 1972 por Ulpiano Bezerra de Meneses.<xref ref-type="fn" rid="fn201"><sup>201</sup></xref>
				</p>
				<p>No ato de concessão da guarda provisória ao MAE, o representante da 6ª Vara Federal de SP solicitou ao Iphan-SP (como autarquia responsável pela fiscalização na transferência dos objetos) um inventário completo da coleção. Desse modo, segundo Bruno,<xref ref-type="fn" rid="fn202"><sup>202</sup></xref> por intermédio de uma equipe multiprofissional composta por docentes, técnico-administrativos, estagiários e técnicos do Iphan, foram pensadas uma série de ações técnico-científicas - que corresponderam à seleção, organização do tipo de objeto/matéria-prima, vistoria do estado de conservação (<italic>condition report</italic>), confecção de suportes de acondicionamento e inventário geral - para, então, inseri-los na reserva técnica. Todos esses procedimentos foram executados diante do curto prazo para encaminhamento do relatório à 6ª Vara Federal de SP, previsto para 30 dias após o ato de concessão da guarda discricionária.<xref ref-type="fn" rid="fn203"><sup>203</sup></xref>
				</p>
				<p>De acordo com Barreto,<xref ref-type="fn" rid="fn204"><sup>204</sup></xref> trata-se de objetos advindos predominantemente da região amazônica (por exemplo, Ilha de Marajó [PA], Santarém [PA], Belém [PA] e Manaus [AM]). Ao todo, foram contabilizadas cerca de oito subcoleções, em sua maioria compostas por objetos inteiros que se enquadram na fase marajoara, cuja periodização data de ± 400 a 1400 d. C. Entre eles, alguns são classificados como de origem tapajônica (como estatuetas, tangas, adornos, recipientes variados - pratos, vasos, tigelas, e urnas funerárias -, pingentes, adornos líticos, pontas de projéteis etc.), conforme apresentam as <xref ref-type="fig" rid="f13">Figuras 13a, 13b e 13c</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f13">
						<label>Figuras 13a, 13b e 13c</label>
						<caption>
							<title>Objetos variados da coleção amazônica.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf13.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE-USP (2022). Fotografias por Miguel Chaves - ICBS. </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Especialmente no que se refere às urnas funerárias da fase marajoara, a grande maioria são decoradas e com motivos geométricos e decorativos que oscilam entre as cores marrom, branco e vermelho.<xref ref-type="fn" rid="fn205"><sup>205</sup></xref> Nessas coleções, há também muitas cerâmicas com decoração simples, sem motivos geométricos explícitos, sendo, em alguns casos, apenas escovados, com incisões, ponteados ou digitados (<xref ref-type="fig" rid="f14">Figuras 14a, 14b e 14c</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn206"><sup>206</sup></xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f14">
						<label>Figuras 14a, 14b e 14c</label>
						<caption>
							<title>Coleção cerâmica Banco Santos.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf14.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE-USP (2022). Fotografias por Miguel Chaves - ICBS. </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Parte dessas coleções foram emprestadas para a Bienal do Mercosul, realizada em Porto Alegre (RS) entre outubro e dezembro de 2003, para a mostra <italic>Arqueologia das terras altas e das terras baixas.</italic><xref ref-type="fn" rid="fn207"><sup>207</sup></xref> De acordo com o processo de catalogação,<xref ref-type="fn" rid="fn208"><sup>208</sup></xref> essas coleções receberam uma nomenclatura geral baseada na referência do nome de seus antigos colecionadores e/ou proprietários e, em alguns casos, de seus possíveis locais de proveniência, a saber:</p>
				<p>
					<list list-type="order">
						<list-item>
							<p>Graciete (antiga coleção de Humberto Dacier, Fazenda São Marcos, onde se encontram os tesos dos Camutins e o teso do Urubu);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Benedita Acatauassú - “Tia Dita” (objetos doados por vários moradores da Ilha de Marajó [PA]);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Gisela (objetos pertencentes ao teso da Fazenda Monte Carmelo, na Ilha de Marajó [PA]);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Maurício Teixeira e Silvia Teixeira (maioria das peças vindas do Sítio Monte Carmelo, na Ilha de Marajó [PA]);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Sandrê (objetos coletados próximo à região do Rio Trombetas);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Luiz Otávio (objetos provenientes dos tesos Camutins e Urubu, na Ilha de Marajó [PA]);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Mário Ypiranga (objetos provenientes de diversos sítios da região metropolitana de Manaus [AM]);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Castelo dos Sonhos e Novo Progresso (objetos coletados por garimpeiros em ambos os municípios);</p>
						</list-item>
						<list-item>
							<p>Santarém (objetos coletados por particulares da cidade de Santarém [PA]).</p>
						</list-item>
					</list>
				</p>
				<p>Apesar dessa variedade, há uma parcela de objetos (cerca de 150) de origem desconhecida (por exemplo, os que compõem a coleção <italic>Castelo dos Sonhos e Novo Progresso</italic>). De acordo com Barreto,<xref ref-type="fn" rid="fn209"><sup>209</sup></xref> os objetos dessa coleção não se assemelham à produção cerâmica da fase marajoara e nem se enquadram em outras produções já identificadas em contextos amazônicos. Trata-se de objetos que foram possivelmente coletados por garimpeiros de modo superficial e/ou gerados por aquisições avulsas de ex-colecionadores/proprietários e que acabaram sendo reunidos, sem critérios muito bem definidos, em uma única coleção.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Coleção de Arqueologia do Estrangeiro</title>
				<p>O segundo lote de objetos recebidos pelo MAE foi o de arqueologia do estrangeiro. O processo de transferência iniciou-se em 2007 e foi findado em 2011. No ato de apreensão judicial, essa coleção, dada a ausência de espaço no MAE, foi inicialmente encaminhada ao Museu Paulista em razão deste já possuir um expressivo acervo histórico e cultural e, notadamente, por ter espaço para acolhimento curatorial e desenvolvimento de exposições.</p>
				<p>No que se refere à trajetória de formação dessa coleção em específico, destaca-se que é relativamente desconhecida em comparação às demais. São objetos que remetem à temática da arqueologia clássica e de culturas mesoamericanas, como esculturas e vasos em terracota, placas em calcário, estelas retangulares com figuras humanas esculpidas etc. (<xref ref-type="fig" rid="f15">Figuras 15</xref>, <xref ref-type="fig" rid="f16">16</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f17">17</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn210"><sup>210</sup></xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f15">
						<label>Figura 15</label>
						<caption>
							<title>Vaso trípode maia em cerâmica policromada, com desenhos maias. Periodização estimada: ± 350-550 d. C. Estado de conservação bom, com pintura desgastada.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf15.jpg"/>
						<attrib>Fonte: MMO-MAE (2009, p. 53). Fotografia fornecida pelo setor de documentação museológica do MAE-USP. </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f16">
						<label>Figura 16</label>
						<caption>
							<title>Vaso cilíndrico maia em cerâmica policromada, com desenhos maias. Periodização estimada: ± 450-750 d. C. Estado de conservação bom, com pintura desgastada.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf16.jpg"/>
						<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B96">Condition Report (2009</xref>, p. 54). Fotografia fornecida pelo setor de documentação museológica do MAE-USP. </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f17">
						<label>Figura 17</label>
						<caption>
							<title>Estela retangular com figura humana esculpida em alto relevo. Referência de aquisição: certificado pela The Art Loss, Register Inc. de 22 de janeiro de 2004, nº 23154.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf17.jpg"/>
						<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B96">Condition Report (2009</xref>, p. 45). Fotografia fornecida pelo setor de documentação museológica do MAE-USP.</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Entre o diversificado conjunto de objetos, há também aqueles que remetem a culturas do Mediterrâneo e do Médio Oriente, como representações de cenas do cotidiano e objetos de vínculo cerimonial - fragmentos de objetos com inscrições cuneiformes, escrituras gregas, cubos e selos em terracota, placas em metal, tabuletas egípcias com pinturas em dupla face etc. (<xref ref-type="fig" rid="f18">Figuras 18</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f19">19</xref>).</p>
				<p>
					<fig id="f18">
						<label>Figura 18</label>
						<caption>
							<title>Placa em calcário com baixo-relevo representando desfile de bois. Periodização: Egito (VI dinastia). Sem referência da data de aquisição.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf18.jpg"/>
						<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B96">Condition Report (2009</xref>, p. 42). </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>
					<fig id="f19">
						<label>Figura 19</label>
						<caption>
							<title>Sarcófago em madeira. Origem: Egito (XXI dinastia). Periodização: 1069-945 a. C.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf19.jpg"/>
						<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B96">Condition Report (2009</xref>, p. 42). </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Além dos objetos que haviam sido transferidos para o MP no ato de apreensão em 2005, foi realizada uma nova vistoria em 15 de junho de 2011 na residência na Rua Gália por Maria Isabel D’Agostino Fleming, juntamente com a equipe de curadoria da instituição. Nessa ocasião, com auxílio do inventariante dos bens, Roberto Brandão, foram identificados outros objetos de interesse do museu (por exemplo, vaso de terracota pré-colombiano, escultura maia, estrutura de César Augusto [Império Romano], torso romano imperial). Além desses, outros sete objetos correspondem à temática da etnologia africana.<xref ref-type="fn" rid="fn211"><sup>211</sup></xref> Após verificar o estado de conservação, os objetos foram devidamente transportados e integrados ao acervo institucional.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>Coleção Etnográfica</title>
				<p>O terceiro e último lote de objetos transferidos abrangeu as coleções etnográficas. O processo ocorreu entre 2008 e 2011. Após a reabertura e inventário preliminar realizado pelo MAE, a Justiça determinou que essa coleção fosse alocada primeiramente em uma sala refrigerada no próprio Fórum Criminal,<xref ref-type="fn" rid="fn212"><sup>212</sup></xref> para, então, ser transferida para a FMAL.</p>
				<p>Os objetos são compostos tanto por material biológico (como ossos de animais, conchas, plumas, fibras vegetais), quanto inorgânico (minerais, miçangas etc.). E, em alguns casos, há combinação de ambos os elementos (<xref ref-type="fig" rid="f20">Figuras 20a, 20b e 20c</xref>).</p>
				<p>
					<fig id="f20">
						<label>Figuras 20a, 20b e 20c</label>
						<caption>
							<title>Adornos plumários das comunidades Rikbaktsa do Mato Grosso (DSC-5041), Tiriyo do Pará (DSC-5134) e Kayapo-xikrin (DSC-5008), respectivamente.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf20.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Documentação museológica do acervo imagético. Fotografia por Ader Gotardo (MAE-USP). </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Conforme os relatórios de curadoria antropológica,<xref ref-type="fn" rid="fn213"><sup>213</sup></xref> a origem da coleção se dá com aquisição inicial de 370 objetos para mostra do redescobrimento. Cumpre ressaltar que no decurso do processo de acolhimento judicial desse acervo, Grupioni (ex-curador responsável pela formação da coleção etnográfica pelo instituto) participou do processo de reinventário dos objetos junto ao FMAL. Logo após, tendo sido acordada a guarda discricionária entre a 6ª Vara Federal de SP e o FMAL, foi elaborada a exposição <italic>Viagem noturna - Arte indígena: preservação.</italic><xref ref-type="fn" rid="fn214"><sup>214</sup></xref>
				</p>
				<p>Ao final de 2007, a diretoria do MAE-USP, após investimento em área da reserva técnica, assim como a realização de manutenções que se faziam necessárias na estrutura do edifício, manifestou-se em ofício encaminhado à Justiça Federal ressaltando a possibilidade de integração da coleção etnográfica ao acervo institucional.<xref ref-type="fn" rid="fn215"><sup>215</sup></xref> Para o ex-diretor José Luiz de Morais,<xref ref-type="fn" rid="fn216"><sup>216</sup></xref> a adesão dessa coleção era benéfica por série de razões, entre elas, por se tratarem de exemplares únicos da produção indígena dos anos 2000 e por constituírem originalmente patrimônio cultural brasileiro. Logo, a adesão era relevante para um museu de etnologia.<xref ref-type="fn" rid="fn217"><sup>217</sup></xref>
				</p>
				<p>Após a concordância da Justiça Federal, foi lavrado o termo nº 06/2005,<xref ref-type="fn" rid="fn218"><sup>218</sup></xref> referente ao acolhimento pelo MAE, dando início ao processo de transferência interinstitucional. Esse procedimento ocorreu com apoio das equipes dos setores de conservação e documentação museológica das instituições. Assim, foram preenchidos relatórios individuais do tipo <italic>condition report</italic> de cada objeto para averiguar a quantidade e o estado de conservação, prosseguindo com inventário geral da coleção.<xref ref-type="fn" rid="fn219"><sup>219</sup></xref>
				</p>
				<p>Logo após o recebimento da coleção etnográfica, os objetos foram desembalados e novamente vistoriados antes de serem inseridos na reserva técnica. Segundo Ana Carolina Delgado Vieira,<xref ref-type="fn" rid="fn220"><sup>220</sup></xref> conservadora e especialista em pesquisa do MAE, essa atividade preventiva é realizada com frequência no espaço da reserva para evitar a contaminação dos objetos com os demais do acervo.</p>
				<p>Ademais, com base no relatório individual, parte dessa coleção no ato de acolhimento já apresentava indícios de danos estruturais causados por substâncias químicas presentes em inseticidas piretroides, possivelmente utilizados em procedimentos de conservação irregulares, que podem ter ocorrido até mesmo antes de sua inserção na <italic>Cid Collection</italic>.<xref ref-type="fn" rid="fn221"><sup>221</sup></xref> Assim, somente após higienizados e tratados com procedimento de anóxia,<xref ref-type="fn" rid="fn222"><sup>222</sup></xref> foi dado início à recuperação de suas partes danificadas (<xref ref-type="fig" rid="f21">Figuras 21a e 21b</xref>)<xref ref-type="fn" rid="fn223"><sup>223</sup></xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f21">
						<label>Figuras 21a e 21b</label>
						<caption>
							<title>Conservação de material etnográfico.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf21.jpg"/>
						<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE. Fotografia por equipe de curadoria. </attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Com base nesse relatório, a fase posterior à higienização correspondeu à confecção de suportes adequados para acondicionamento dos objetos. No caso das plumárias, devido ao tamanho e para garantir a disposição visual dos objetos nos espaços da reserva, priorizou-se armazená-los em sentido vertical; já outros tipos foram postos em sentido horizontal. Ambos os procedimentos visavam garantir a boa conservação dos objetos sem ter que retirá-los com frequência do espaço de acondicionamento e, assim, facilitar o seu acesso pela equipe de curadoria.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec>
			<title>PRERROGATIVA DE USO SOCIAL E PÚBLICO</title>
			<p>No ato de intimação da 6ª Vara Federal de SP ao MAE, através do acordo estabelecido junto à USP, em 31 de agosto de 2005, ficou determinado que as coleções acolhidas deveriam ser integradas ao perfil curatorial universitário, isto é, às ações de ensino, pesquisa e extensão.<xref ref-type="fn" rid="fn224"><sup>224</sup></xref> Enquanto parte desse acordo, após inventário geral, alguns objetos da coleção amazônica foram imediatamente inseridos na exposição de longa duração <italic>Formas de humanidades</italic>, inaugurada em 1995. Portanto, esse ato já inaugurava parte da solicitação pela Justiça.</p>
			<p>Além disso, no decurso do processo de acolhimento institucional, os objetos dessas coleções participaram das diversas exposições nacionais, a saber:</p>
			<p>
				<list list-type="order">
					<list-item>
						<p><italic>cultivo do café</italic>, realizada em 2006 no Museu Paulista, sob curadoria de Solange Ferraz de Lima;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>Arte da cerâmica</italic> - Aqui e lá, realizada em 2008/2009 nos Palácios do Governo, sob curadoria de Ana Cristina Carvalho;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>A vida após a vida</italic>: <italic>testemunhos da passagem</italic>, realizada em 2009 nos Palácios do Governo, sob curadoria de Sonia Dorta;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>Beleza e saber - Arte plumária brasileira</italic>, realizada em 2009 na Caixa Cultural em São Paulo, sob curadoria de Carla Gibertoni e Sonia Dorta;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>Puras misturas - Pavilhão das culturas brasileiras</italic>, realizada em 2010 no Pavilhão Armando Arruda Pereira - Parque do Ibirapuera, em SP -, sob curadoria de Adélia Borges, Cristiana Barreto, José Alberto Nemer e Vera Cardim;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>Coleção, ciência e arte - Acervos do Banco Santos</italic>, realizada em 2011/2012 pelo Centro Universitário Maria Antonia (Ceuma), sob curadoria de Cecília Helena, Maria Beatriz Florenzano, Moacyr Alves e Tadeu Chiarelli;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>Histórias mestiças</italic>, realizada em 2014 pelo Instituto Tomie Ohtake, sob curadoria de Claudia Andujar e Ernesto Neto;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>Olhares cruzados nos museus da USP - Identidades diversas,</italic> realizada no <italic>campus</italic> Butantã da USP, sob curadoria da equipe multiprofissional do MAE;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>USP 80 ANOS</italic>, realizada <italic>campus</italic> Butantã da USP, sob curadoria da equipe multiprofissional do MAE;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>Passado Amazônia presente: a Amazônia e nós</italic>, realizada em 2015 no Prédio da Reitoria do <italic>campus</italic> Butantã da USP, sob curadoria da equipe multiprofissional do MAE;</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>Adornos do Brasil indígena - Resistências contemporâneas</italic>, realizada em 2016/2017 no Sesc de Pinheiros (SP), sob curadoria de Carla Gibertoni e Moacir dos Anjos; e</p>
					</list-item>
					<list-item>
						<p><italic>MAE/USP e a Amazônia: alguns olhares da Arqueologia</italic>, realizada em 2022 no Prédio da Reitoria do <italic>campus</italic> Butantã da USP, sob curadoria da equipe multiprofissional do MAE.</p>
					</list-item>
				</list>
			</p>
			<p>As <xref ref-type="fig" rid="f22">Figuras 22</xref>, <xref ref-type="fig" rid="f23">23</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f24">24</xref> apresentam algumas fotografias dessas exposições em que constam exemplares dessas três tipologias temáticas.</p>
			<p>
				<fig id="f22">
					<label>Figura 22</label>
					<caption>
						<title><italic>Beleza e saber - Arte plumária brasileira</italic>, realizada em 2009 na Caixa Cultural em São Paulo.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf22.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f23">
					<label>Figura 23</label>
					<caption>
						<title>A <italic>vida após a vida: testemunhos da passagem, r</italic>ealizada em 2009 nos Palácios do Governo.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf23.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f24">
					<label>Figura 24</label>
					<caption>
						<title><italic>Coleção, ciência e arte - Acervos do Banco Santos,</italic> realizada em 2011/2012 no Ceuma.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf24.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>No que se refere às exposições internacionais, destacam-se: (1) <italic>Europália - “Indígenas do Brasil”</italic>, em Bruxelas, na Bélgica, em 2011/2012; e (2) <italic>Géometries Américaines, du Mexique à la Terre du Feu</italic>, na Fondation Cartier pour l’art contemporain, em Paris, na França (2018/2019). Além dessas exposições, objetos vêm sendo utilizados para a construção de processos formativos e ações educativo-culturais que conjugam pressupostos teórico-metodológicos da educação patrimonial e museal.<xref ref-type="fn" rid="fn225"><sup>225</sup></xref>
			</p>
			<p>Entre essas ações, destaca-se a proposta de criação da Reserva Técnica Visitável, que, conforme Bruno,<xref ref-type="fn" rid="fn226"><sup>226</sup></xref> origina-se no projeto de acolhimento curatorial. Segundo Célia Maria Demartini, do setor de curadoria, antes da sua atual configuração, esse espaço teve algumas itinerâncias dentro da instituição. Desde o projeto inicial elaborado por Bruno, a ideia foi sendo reformulada e o espaço físico adaptado conforme as manutenções que se faziam necessárias na estrutura do prédio.<xref ref-type="fn" rid="fn227"><sup>227</sup></xref>
			</p>
			<p>Hoje, a proposta de exposição no espaço da reserva busca valorizar aspectos e disposição dos objetos sem ter que retirá-los com frequência do lugar de acondicionamento, com vistas a aproximar os públicos das ações museológico-curatoriais e refletir sobre a importância em um museu com essa temática (<xref ref-type="fig" rid="f25">Figuras 25a e 25b</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f25">
					<label>Figura 25a e 25b</label>
					<caption>
						<title>Espaço da Reserva Técnica Visitável.</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-0267-anaismp-33-e10-gf25.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Documentação museológica do MAE. Fotografia por equipe de curadoria. </attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>A partir das diversas iniciativas observadas desde 2012, como argumenta Oliveira,<xref ref-type="fn" rid="fn228"><sup>228</sup></xref> a Reserva Técnica Visitável em sua atual configuração transcende a proposta de exposição <italic>per se</italic>, mas constitui espaço de encontros com diferentes públicos, que buscam, na instituição, a expectativa de construção de novos diálogos sociopatrimoniais.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>REQUERIMENTO JUDICIAL PELA 2ª VARA ESTADUAL DE FALÊNCIAS</title>
			<p>Em setembro de 2005, após 90 dias de interrupção das movimentações financeiras do Banco Santos, foi declarada a falência pela massa falida, sendo nomeado o interventor responsável.<xref ref-type="fn" rid="fn229"><sup>229</sup></xref> A aludida organização aciona a Justiça Estadual da Comarca de SP e peticiona o arresto de todos os bens móveis e imóveis supostamente adquiridos com recursos da aludida instituição financeira.<xref ref-type="fn" rid="fn230"><sup>230</sup></xref>
			</p>
			<p>Em razão disso, iniciou-se um longo processo de negociação entre as jurisdições da 6ª Vara Federal de SP - que até então vinha realizando a administração dos bens de interesses da União - e da 2ª Vara Estadual de Falências, no que compete o ressarcimento dos credores. De acordo com De Sanctis,<xref ref-type="fn" rid="fn231"><sup>231</sup></xref> quando a instituição decretou falência no âmbito estadual, o processo criminal já estava em andamento, protocolando medidas para a apreensão de bens em nome do particular. Nesse contexto, todas as decisões estavam sob a jurisdição federal, que determinou, além do sequestro, a realização de inventários, prevendo, assim, a destinação dos bens para instituições públicas, como descrito anteriormente. Entretanto, como evidencia o entrevistado:<xref ref-type="fn" rid="fn232"><sup>232</sup></xref>
			</p>
			<p><disp-quote>
				<p>[…] as obras estavam em nome de empresas <italic>offshores</italic>, não no nome do Banco Santos. Os representantes mencionaram: queremos todas as obras para ressarcir os credores. […] Quando recebi a notificação sobre os bens de Arqueologia e Etnografia, afirmei: isso não pode ir, não pode ser vendido.</p>
			</disp-quote></p>
			<p>Salienta, ainda, que as interações entre as jurisdições da 6ª Vara Federal de SP e da 2ª Vara Estadual de Falências estavam sendo estabelecidas conforme os regulamentos constitucionais previstos. Entretanto, era unânime a condição de que os objetos relacionados à temática da arqueologia e etnologia estavam excluídos dessas tentativas de avaliação pecuniária, uma vez que há regramentos constitucionais e infraconstitucionais que impedem a alienação.<xref ref-type="fn" rid="fn233"><sup>233</sup></xref>
			</p>
			<p>Após uma série de mudanças no processo criminal, até 2008, a 6ª Vara Federal de SP permaneceu outorgando decisões sobre os acervos apreendidos. Em virtude da transferência de cargo, De Sanctis deixou o caso e passou a atuar como juiz no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo. Desde então, em decisão conferida pela corte no Supremo Tribunal Federal, a 2ª Vara Estadual de Falências assumiu a responsabilidade da administração dos referidos bens sob guarda do MAE, ficando reservado o direito de uso dos objetos para fins de ensino e pesquisa até a resolução do caso de arresto dos bens.</p>
			<p>Em 2014, essa situação foi revogada, e o MAE passou a deter maior autonomia sob as coleções, tendo a responsabilidade de autorizações para exposições e uso dos objetos transferida para seu então diretor.<xref ref-type="fn" rid="fn234"><sup>234</sup></xref> Ainda assim, a 2ª Vara Estadual de Falências permaneceu peticionando o arresto dos bens que são originalmente de interesse da União. De acordo com Magalhães,<xref ref-type="fn" rid="fn235"><sup>235</sup></xref> apesar de haver grande interesse em todas as coleções apreendidas, notadamente, os esforços concentraram-se nas obras de arte depositadas no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP).</p>
			<p>Inevitavelmente, em 2015, após o processo tramitar no Supremo Tribunal Federal, uma decisão pela corte determinou que o acervo artístico deveria ser vendido para ressarcir os credores da aludida instituição financeira, como parte do acordo estabelecido pelas instituições. Assim, a USP receberia os valores investidos na manutenção e organização dos acervos ao longo do processo de acolhimento curatorial, para, então, posteriormente, a massa falida obter as cifras arrecadadas e prover a sua destinação.<xref ref-type="fn" rid="fn236"><sup>236</sup></xref>
			</p>
			<p>Evidentemente, com a precificação das coleções, objetos que antes estavam sob responsabilidade de uma instituição especializada como o MAC-USP foram desintegrados do acervo institucional e comercializados separadamente.<xref ref-type="fn" rid="fn237"><sup>237</sup></xref> Essa situação denota um profundo descompasso entre a legislação devotada à arte e aquela relacionada a bens inalienáveis, ou seja, aqueles que são impossibilitados de comercialização.<xref ref-type="fn" rid="fn238"><sup>238</sup></xref>
			</p>
			<p>Assim, uma vez desmusealizados no âmbito do MAC e despatrimonializados no âmbito da União, deixaram de participar de uma cadeia de procedimentos curatoriais e preventivos, que inclusive definem seu valor enquanto coleção museológica. Por outra via, seus significados e valores memoriais e patrimoniais adquiridos no decurso de suas apropriações foram suplantados pelas forças política e de poder socioeconômico, tornando-se inacessíveis a outras realidades socioculturais.</p>
			<p>Do ponto de vista museológico-curatorial, durante o processo de acolhimento, essas coleções passaram por diversos procedimentos preventivos, exposições e ações educativas - etapas indispensáveis no processo de socialização desses bens -, que qualificaram ainda mais a sua trajetória cultural-museológica dentro da USP.</p>
			<p>À medida que tais informações foram sendo veiculadas entre as instituições envolvidas, foram diversos os argumentos do Ministério Público para recorrer da decisão. De acordo com De Sanctis,<xref ref-type="fn" rid="fn239"><sup>239</sup></xref> em 2005, quando surgiu o interesse pela venda das coleções, foi contestado na Justiça afirmando que não era preciso vender qualquer objeto advindo da apreensão judicial, pois concluía-se, no decurso do processo criminal, que a União era a única vítima do processo.<xref ref-type="fn" rid="fn240"><sup>240</sup></xref> E, como não haveria ganhos públicos, nem a massa falida e nem as instituições seriam contempladas com a arrecadação desses valores. Ele complementa:<xref ref-type="fn" rid="fn241"><sup>241</sup></xref>
			</p>
			<p><disp-quote>
				<p>[…] Minha tese é que nenhuma obra de arte pode ser comercializada. […] Naquela época os juízes do tribunal não compreendiam bem. Atualmente, estou no tribunal, mas na época, quando se determinava alguma medida judicial em relação às obras de arte e outros bens culturais, não era totalmente compreendido juridicamente. Hoje em dia está mais fácil, houve outras apreensões, como a da Lava Jato, que confiscou um número considerável de obras de arte. Acredito que tudo isso se originou dessa experiência com o Banco Santos.</p>
			</disp-quote></p>
			<p>Após receber uma notificação de atualização sobre o caso, em julho de 2021, o Ministério Público Federal, representado pela procuradora da República Suzana Fairbnaks Oliveira Schnitzlein, manifestou, em um ofício enviado à 2ª Vara Estadual de Falências, o interesse da União frente aos demais acervos apreendidos sob guarda da USP. No documento, reiterou o posicionamento quanto à preservação das coleções acauteladas pelo MAE sob o amparado do <xref ref-type="bibr" rid="B2">Decreto-Lei nº 3.924/1961</xref>, sugerindo ao juiz responsável que os objetos, por serem patrimônio cultural, não poderiam ser avaliados pecuniariamente, tampouco devia ser cogitada a sua comercialização. Ainda, reitera a procuradora que qualquer ação no sentido oposto configuraria crime contra o patrimônio nacional.<xref ref-type="fn" rid="fn242"><sup>242</sup></xref>
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A DISPUTA PELA GUARDA JÁ DURA CERCA DE 20 ANOS…</title>
			<p>Desde o acolhimento judicial em 2005, o MAE, como instituição interessada pela guarda das coleções, manifestou-se por meio de pareceres técnico-científicos contrário aos interesses defendidos pela Justiça Estadual em nome da massa falida. Cumpre ressaltar que, no ato de notificação pela 6ª Vara Federal de SP, em 2005, a instituição, por meio da perícia judicial realizada pelo docente Eduardo Neves,<xref ref-type="fn" rid="fn243"><sup>243</sup></xref> já havia emitido um parecer enfatizando a importância da preservação das coleções amazônicas.</p>
			<p>Além desse documento basilar, outros dois foram produzidos em março de 2020 e estão disponíveis para acesso no site da instituição.<xref ref-type="fn" rid="fn244"><sup>244</sup></xref> No que corresponde ao parecer emitido pelo perito da 2ª Vara Estadual de Falências, fica explícito o interesse da massa falida em atribuir um determinado valor comercial às coleções indistintamente. Também é notória a ausência de qualquer referência à dimensão científica, social e cultural das coleções - no decurso do processo de acolhimento curatorial que a singularizou e qualificou sua trajetória cultural-museológica.</p>
			<p>Conforme trecho compilado do referido documento, destaca-se:<xref ref-type="fn" rid="fn245"><sup>245</sup></xref>
			</p>
			<p><disp-quote>
				<p>Arqueologia brasileira e arte plumária são reguladas por leis federais quanto à posse e proibidas em sua eventual comercialização. Entretanto, sua avaliação financeira <bold>não pode escapar da imposição legal de esclarecimento do quanto numerário foi dispendido na sua aquisição,</bold> de maneira ilícita ou não, <bold>referencial básico para uma avaliação comercial,</bold> ainda que hipotética. Mas se não há registros de seu custo, a sua preservação em ambiente museal também induz, por dedução, a tais valores, ainda que baseados em fontes esparsas. <bold>A avaliação deixa, então, de ser meramente simbólica.</bold> Peças de arqueologia estrangeira são livres de leis coibitivas quanto ao seu comércio e sua posse em território nacional, mesmo que se consolide nos tempos presentes regulamentação Internacional, com vistas à repatriação de peças consideradas icônicas por seus países de origem.</p>
			</disp-quote></p>
			<p>Diante do argumento meramente especulativo, baseado em fontes esparsas, reiterou-se a possibilidade de avaliação pecuniária tendo em vista as cifras investidas na sua formação pelo instituto e em virtude da qualificação pela instituição acolhedora. Dessa forma, o MAE não apenas acolheu e acatou os critérios da Justiça, mas propôs estratégias de salvaguarda que mantivessem a sua originalidade e integridade como coleção museológica. Nesse aspecto, convém retomar o questionamento basilar deste artigo: de que modo pode-se atribuir um valor comercial a um objeto que é considerado único e que possui um valor associativo que lhe foi sendo agregado ao longo de sua trajetória cultural?</p>
			<p>Do ponto de vista das relações construídas em torno das coleções, fala-se, aqui, não de um valor comercial baseado numa suposta proveniência com recursos do Banco Santos, mas de um valor baseado na “troca” entre pessoas e coisas indistintamente. Susan Pearce, ao tratar do valor, diz que este é um ato culturalmente determinado,<xref ref-type="fn" rid="fn246"><sup>246</sup></xref> assim, é imprescindível reconhecer que os objetos são valorados de formas distintas ao longo de sua trajetória cultural e que cada etapa carrega os objetos de valores e significados igualmente distintos.<xref ref-type="fn" rid="fn247"><sup>247</sup></xref>
			</p>
			<p>Desse modo, à medida que esses objetos foram sendo apropriados no âmbito de exposições, ações educativo-culturais, estratégias de curadoria compartilhada e colaborativa, nota-se a construção de novas relações e ideias que dificilmente podem-se mensurar e/ou precificar, como supõem os representantes da massa falida. Ademais, estima-se que o impacto social e emotivo gerado pelo contato entre as distintas redes de apropriações socioculturais gera oportunidade de recriar os sentidos e significados dos objetos e das coleções, atribuindo-lhes novas vidas sociais. Ou seja, passam a ser vistos não apenas como objetos detentores de significados, mas enquanto recursos ativos na dinâmica da vida social.</p>
			<p>As mesmas interpretações também se aplicam para o caso dos objetos estrangeiros, que - embora o representante da 2ª Vara Estadual de Falências mencione a ausência de leis proibitivas para “futura” comercialização -, do ponto de vista sociocultural, trata-se de equívocos. De acordo com Soares,<xref ref-type="fn" rid="fn248"><sup>248</sup></xref> em contexto estrangeiro, existem restrições de uso previstas pelo direito internacional, como as diretrizes que amparam a convenção e proteção pela Unesco (1972). Soma-se a essa legislação, no âmbito nacional, a promulgação do <xref ref-type="bibr" rid="B4">Decreto nº 3.166</xref>, de 14 de setembro de 1999, referente à Convenção de Unidroit, publicada em Roma, em 1995, bem como listas vermelhas, acordos alfandegários etc.<xref ref-type="fn" rid="fn249"><sup>249</sup></xref>
			</p>
			<p>Apesar dessas prerrogativas, já em 2005, o Iphan-SP argumentou que, em virtude do processo judicial em curso, não está autorizada a patrimonialização e o tombamento voluntário/compulsório das coleções de arqueologia do estrangeiro. Para que isso ocorra, será necessário que se comprove a origem dos objetos e que se tenha autorização dos órgãos internacionais e dos países de origem.<xref ref-type="fn" rid="fn250"><sup>250</sup></xref>
			</p>
			<p>De acordo com Demartini,<xref ref-type="fn" rid="fn251"><sup>251</sup></xref> responsável pela curadoria do acervo, esse é o caso de pelo menos quatro objetos mesoamericanos presentes na coleção (três cerâmicas policromas em terracota e um monumento com figura humana esculpida [<italic>Estela</italic>]).<xref ref-type="fn" rid="fn252"><sup>252</sup></xref> Após ampla divulgação da existência dessas coleções, em 2014, o Ministério da Cultura mexicano manifestou interesse pela restituição desses objetos, solicitando à Justiça brasileira uma vistoria para averiguar a autenticidade.<xref ref-type="fn" rid="fn253"><sup>253</sup></xref> Nesse ato, a nação requerente indicou um arqueólogo especializado para realizar o laudo e atestar a sua suposta proveniência mexicana.<xref ref-type="fn" rid="fn254"><sup>254</sup></xref>
			</p>
			<p>Após uma série de análises nos objetos pelo respectivo arqueólogo, no MAE, o diagnóstico foi inconclusivo quanto à “origem”, ficando declarado apenas que são objetos culturalmente associados às sociedades maias, mas que não havia evidências diretas de que foram saqueados de algum sítio arqueológico no atual território do México. De acordo com laudo, o representante afirmou que, antes de qualquer decisão quanto à repatriação, era preciso considerar outros contextos culturais e históricos de produção desses monumentos, por exemplo, em territórios de países como Guatemala, Belize e Honduras, respectivamente.<xref ref-type="fn" rid="fn255"><sup>255</sup></xref>
			</p>
			<p>Todavia, em recente artigo de Pesce e Herrera,<xref ref-type="fn" rid="fn256"><sup>256</sup></xref> os autores retomam a biografia desse objeto em específico, a <italic>Estela</italic>, discutindo que há referências arqueológicas e etnográficas que vinculam sua produção a um sítio arqueológico localizado na costa do rio La Pasión, na Guatemala. Segundo os autores, por meio de uma notificação do Ministério da Cultura e Esportes da Guatemala, esse objeto, denominado <italic>Estela 1 de águas quentes</italic>, foi saqueado e acabou sendo comercializado indevidamente.</p>
			<p>Conforme os autores, apesar das reflexões que atestam a singularidade do objeto, sabe-se muito pouco sobre a sua trajetória cultural, isto é, os processos sociais e mercadológicos pelos quais passou, do contexto de uso ao processo de inserção em uma coleção particular no Brasil.<xref ref-type="fn" rid="fn257"><sup>257</sup></xref> Esse é um caso particularmente importante para se observar como a biografia de um objeto em específico associada à biografia de um colecionador pode mobilizar uma série de outras biografias, envolvendo ideias, valores e significados que são atribuídos socialmente às coisas pelas pessoas no tempo e espaço. Essa condição, tal qual analisaram Samuel Alberti e Maria Lúcia Loureiro,<xref ref-type="fn" rid="fn258"><sup>258</sup></xref> evidencia o objeto de museu como portador de uma biografia singular e sempre em processo.</p>
			<p>Nesse aspecto, em atenção à convenção de Unidroit, cabe indagar: os países de origem estão interessados na repatriação desses objetos, mesmo após 20 anos sob tutela de instituição brasileira? Se fosse determinada a redistribuição, que acordos de comodatos poderiam ser articulados?</p>
			<p>Considera-se que a instituição pública brasileira investiu recursos e qualificou os objetos no decurso de todo esse tempo, então, não bastaria apenas restituí-los à vista dos interesses sociopolíticos emergentes; torna-se necessário manter condições integradas de salvaguarda e comunicação. Dessa forma, as instituições e seus gestores devem permanecer abertos a esse diálogo.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
			<p>Nesta reflexão, pautando-se na complexa trajetória de formação da coleção Banco Santos, desvelaram-se etapas e procedimentos museológico-curatoriais que correspondem à valorização sociocultural da coleção do âmbito particular ao público, ao passo que se identificaram trânsitos de sentidos e significados dos objetos da coleção, entendidos aqui enquanto etapas e/ou estágios de vida social.<xref ref-type="fn" rid="fn259"><sup>259</sup></xref> Ademais, observou-se a formação de camadas de relações e ideias estabelecidas entre agentes envolvidos, as quais, se analisadas em conjunto, dão forma a sua trajetória cultural-museológica.</p>
			<p>Apesar da apreensão judicial que fragmentou e redistribuiu essas coleções pelos museus da USP, o que já é uma ruptura em seu sentido original de concepção, essas instituições se mantiveram articuladas, propondo ações de divulgação científica e uso social dos objetos. Apesar disso, a preocupação tem sido direcionada para o MAE, que, desde o acolhimento inicial em 2005, tratou preventivamente a coleção e investiu, até março de 2021, cerca de 12 milhões de reais.<xref ref-type="fn" rid="fn260"><sup>260</sup></xref>
			</p>
			<p>Nesse sentido, apesar de ainda ser impossível presumir um destino para essas coleções, deve-se considerar que, se não fosse a atuação dos profissionais dedicados ao cumprimento das exigências museológico-curatoriais, tanto do ICBS no âmbito privado quanto do próprio MAE no âmbito público, parte delas já não mais estaria acessível. Possivelmente devido à falta de cuidados preventivos, algumas coleções teriam sido intencionalmente destruídas no decurso de suas apropriações e mercados e, ainda assim, outras permaneceriam circulando e sofrendo as usuras do tempo até a sua decadência natural.</p>
			<p>Isso posto, também deve-se observar que a iniciativa do colecionador ao propor a criação de instituição congênere com a mesma função social de um museu, proporcionando qualificação, mão de obra especializada e investimento técnico-científico, foi ação ímpar num cenário em que a arqueologia e a etnologia brasileira careciam de ações mínimas para salvaguarda no âmbito das instituições. Todavia, também é imperativo refletir sobre a construção dessa imagem de colecionador de bens culturais, que transcorre de “agente-espoliador” a “protetor do patrimônio nacional”. O acordo firmado no termo de parceria não escapa à imposição legal e ética de que o representante do órgão público (Iphan-DF), ao conceder a guarda (mesmo que discricionária) ao instituto, conforme já discutiu <xref ref-type="bibr" rid="B42">De Sanctis (2022</xref>), tenha endossado a aquisição irregular contra o patrimônio nacional. E, nesse aspecto, deflagram-se as forças políticas e de poder quanto ao direito de uso desses objetos.</p>
			<p>Por sua vez, os museus da USP, especialmente tratando-se do caso do MAE, ao acolherem essas coleções e ressocializá-las, ofereceram uma nova oportunidade de vida social aos objetos, que permanecem sendo apropriados para uma série de iniciativas e abordagens científicas. Todavia, enquanto atual responsável pela guarda e uso coletivo dos objetos, o MAE deverá refletir sobre a viabilidade dos procedimentos de comodato visando à colaboração institucional. Essa estratégia renovaria o cenário de crise dos processos museológico-curatoriais no âmbito das instituições, atribuindo outras responsabilidades e deveres pela administração colaborativa e compartilhada desses bens.</p>
			<p>Assim, longe de deflagar todos os movimentos dessas coleções, considera-se que retomar os aspectos desse processo corolário de significação sociocultural, com ênfase em sua fase museológica, pode servir de incentivo para outras pesquisas que objetivam a construção narrativa e biográfica da materialidade.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ack>
			<title>AGRADECIMENTOS</title>
			<p>Agradeço ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela concessão do auxílio financeiro sob nº 160167/2021-3 para a pesquisa de doutorado, e aos colegas da área de Arqueologia e Museologia, Cristiana Barreto e Diego Ribeiro, respectivamente, que, gentilmente, contribuíram com sugestões de melhorias no texto. Os eventuais erros cometidos são de responsabilidade do autor.</p>
		</ack>
		<ref-list>
			<title>REFERÊNCIAS, Fontes impressas</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>BRASIL. Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937. Organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional. Diário Oficial da União: Rio de Janeiro, p. 240-56, 6 dez. 1937.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="legal-doc">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<article-title>Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937. Organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional</article-title>
					<source>Diário Oficial da União</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<fpage>240</fpage>
					<lpage>256</lpage>
					<day>06</day>
					<month>12</month>
					<year>1937</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
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				<mixed-citation>SOARES, Inês Virgínia P. Proteção jurídica do patrimônio arqueológico no Brasil. 2007. Tese (Doutorado em Direito) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2007.</mixed-citation>
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			<title>Entrevistas</title>
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				<mixed-citation>LEITÃO, Ana Maria. Entrevista I. [Entrevista cedida a] Matheus Pereira. São Paulo, jan. 2022. 1 arquivo .mp3 (1 h 8 min.).</mixed-citation>
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			<title>Laudos técnicos não publicados</title>
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				<mixed-citation>BARRETO, Cristiana. Coleções arqueológicas do ICBS. Documento interno. Inglaterra: IPHAN-SP, 2004. Mensagem eletrônica.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>CONDITION REPORT. Curadoria de Ana Carolina Delgado Vieira. Relatório interno. Coleção Banco Santos. Mediterrâneo e Médio Oriente. MAE-USP, 2009. No prelo.</mixed-citation>
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					<source>CONDITION REPORT. Curadoria de Ana Carolina Delgado Vieira. Relatório interno. Coleção Banco Santos. Mediterrâneo e Médio Oriente</source>
					<publisher-name>MAE-USP</publisher-name>
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				<mixed-citation>CONDITION REPORT. Curadoria de Ana Carolina Delgado Vieira. Relatório interno. Coleção Banco Santos. MAE-USP, 2014. No prelo.</mixed-citation>
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					<source>CONDITION REPORT. Curadoria de Ana Carolina Delgado Vieira. Relatório interno. Coleção Banco Santos</source>
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				<mixed-citation>DUARTE, Cássio A. Estudo da coleção egípcia oriunda do Instituto Cultural Banco Santos. Relatório de pesquisa, 2010. No prelo</mixed-citation>
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				<mixed-citation>DIAGNÓSTICO. Coleção Banco Santos. Seção de Curadoria. Documento solicitado pela Justiça ao MAE-USP. MAE-USP, 2021. </mixed-citation>
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					<source>DIAGNÓSTICO. Coleção Banco Santos. Seção de Curadoria. Documento solicitado pela Justiça ao MAE-USP</source>
					<publisher-name>MAE-USP</publisher-name>
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				<mixed-citation>INQUÉRITO POLICIAL. nº 12-0074/2005. São Paulo: Delegacia de Polícia de SP. São Paulo, p. 1-5, 1 mar. 2005. </mixed-citation>
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					<source>INQUÉRITO POLICIAL. nº 12-0074/2005</source>
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				<element-citation publication-type="other">
					<source>LAUDO PERICIAL. Eduardo Goés Neves. Perícia sobre os objetos arqueológicos que compõem a Cid Collection. Processo nº 0830457-36.2010.8.26.0000</source>
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					<source>PROCESSO CRIMINAL. 6ª Vara, 3ª Região, Tribunal Federal. (Autos 2004.61.81.008 (...) -9)</source>
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					<source>PROCESSO CRIMINAL DIVERSO. 6ª Vara, 3ª Região, Tribunal Federal. (Autos 2005.61.81. (...)</source>
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					<source>Tribunal Regional Federal, 3º Região, 6º Comarca. Processo Criminal. Ofício Nº 142/2005. Autos 2005.61.81.900396-6</source>
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					<source>Tribunal Regional Federal, 3º Região, 6º Comarca. Ofício Nº 9682/2005/SOTC/PRSP/ACBL</source>
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					<source>Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional (IPHAN). Ofício Nº 093/2005/Gab/ 9ª SR</source>
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				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B22">Alberti, S. (2005</xref>, p. 560, tradução do autor).</p>
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			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Salvo exceção, os estudos que enfatizam a coleção, por exemplo, sobre a tecnologia cerâmica (Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B26">Barreto, 2008</xref>; <italic>Id</italic>., <xref ref-type="bibr" rid="B27">2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">2014</xref>; Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B56">Oliveira, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B73">Silva, 2017</xref>), as normativas institucionais referentes ao tráfico ilícito de bens culturais (Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B76">Soares, 2015</xref>), estudo da coleção egípcia do ICBS no MAE (Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B98">Duarte, 2010</xref>). Além dessas pesquisas, outras apenas mencionam numa discussão geral (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Bezerra; Najjar, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50">Lima, 2014</xref>; Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B69">Santos, 2018</xref>; Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B75">Simas <italic>et al.</italic>, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B57">Oliveira, Nobre e Barreto, 2020</xref>; Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B74">Silva e Carneiro, 2021</xref>; Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B51">Magalhães <italic>et al.</italic> 2020</xref>; Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B42">De Sanctis, 2022a</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Falecido em 14 de janeiro de 2024.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B24">Appadurai (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B48">Kopytoff (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B53">Minayo (1994</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B23">Alberti, V. (2005</xref>).; Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B66">Portelli (2016</xref>) - consultas a cartas, ofícios e materiais impressos referentes ao processo museológico-curatorial, judicial e administrativo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>Ex-funcionários do Instituto Cultural Banco Santos (ICBS), ex-funcionários e docentes do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e o juiz federal responsável pelo caso em 2005 (na 6ª Vara Especializada em Crimes Contra o Sistema Financeiro e Lavagem de Valores de SP).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>Após findada a transferência para o MAE-USP, a coleção geral foi contabilizada, sendo composta por um total de 3.248 objetos, entre coleções arqueológicas e etnográficas, tanto brasileiras quanto estrangeiras. Ocupa hoje aproximadamente 200 m² de área da reserva técnica (<xref ref-type="bibr" rid="B99">Diagnóstico, 2021</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>Representada pela 2ª Vara de Falências da Comarca de SP.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>Trata-se da atribuição de um valor monetário que corresponda à precificação dos objetos.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B62">Pearce (1994</xref>, p. 9).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Assim, uma vez retirados de sua realidade ordinária e sistemas simbólicos anteriores, são inseridos em novos sistemas de classificação e normatização (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Brulon, 2015</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B65">Pomian (1984</xref>), essas transformações operam mudanças no estatuto dos objetos, que transcorrem de objetos-utilitários a semióforos, ou seja, tornam-se portadores de significados.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B48">Kopytoff (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>15</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B22">Alberti, S. (2005</xref>); Cf. Loureiro (2018).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>16</label>
				<p>Cf. The International Council of Museums (2023).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn17">
				<label>17</label>
				<p>Ferreira (2023).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn18">
				<label>18</label>
				<p><italic>Ibid</italic>. O início de seu interesse no setor cultural advém do trabalho com o teatrólogo Plínio Marcos, o qual participou como personagem na peça Barrela. Nessa época, conviveu com a intelectualidade santista que tinha Pagu Galvão como uma de suas principais personagens.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn19">
				<label>19</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn20">
				<label>20</label>
				<p><italic>Id</italic>., 2000, p. 28-31.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn21">
				<label>21</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B41">Conde (1989</xref>); Cf. Almeida (1996); Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B68">Reis e Santos (1996</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn22">
				<label>22</label>
				<p>Conde, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn23">
				<label>23</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B68">Reis e Santos, (1996</xref>, p. 18).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn24">
				<label>24</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B70">Sarkovas (1992</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn25">
				<label>25</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B59">Oliveira (2001</xref>, p. 19).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn26">
				<label>26</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn27">
				<label>27</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn28">
				<label>28</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.; Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B80">Whitelegg (2013</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn29">
				<label>29</label>
				<p>Entre as iniciativas, pode-se mencionar a megaexposição de arte moderna da Bienal, em 1951, desenvolvida por Ciccillo Matarazzo, que desloca o evento dos centros metropolitanos europeus e norte-americanos para o contexto latino-americano (<xref ref-type="bibr" rid="B59">Oliveira, 2001</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn30">
				<label>30</label>
				<p>Entre os principais mecenas artísticos do século XX, destacam-se Assis Chateaubriand (cofundador do Museu de Arte de São Paulo [Masp]) e Ciccillo Matarazzo Sobrinho (fundador do MAM e da Bienal de São Paulo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn31">
				<label>31</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B47">Heymann e Lacerda (2011</xref>, p. 414).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn32">
				<label>32</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B41">Conde (1989</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn33">
				<label>33</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B70">Sarkovas (1992</xref>) <italic>apud</italic><xref ref-type="bibr" rid="B68">Reis e Santos (1996</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn34">
				<label>34</label>
				<p>Piquet (1991) <italic>apud</italic><xref ref-type="bibr" rid="B68">Reis e Santos (1996</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn35">
				<label>35</label>
				<p><italic>Ibid</italic>., p. 16.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn36">
				<label>36</label>
				<p>Conde, <italic>op. cit.</italic>, p. 108.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn37">
				<label>37</label>
				<p>Bresser-Pereira (1994).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn38">
				<label>38</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B20">Aguilar (2000a</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn39">
				<label>39</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B43">Dos Santos (2011</xref>, p. 194).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn40">
				<label>40</label>
				<p>Essa associação contou com a vice-presidência de Pedro Paulo Senna Madureira e, como diretores, Beatriz Pimenta Camargo, Pedro Aranha Corrêa do Lago e Renê Parrini (Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil +500, 2000</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn41">
				<label>41</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn42">
				<label>42</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn43">
				<label>43</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B21">Aguilar (2000b</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn44">
				<label>44</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B20">Aguilar (2000a</xref>), Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B49">Leal (2021</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B60">Paladino (2020</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn45">
				<label>45</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B49">Leal (2021</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn46">
				<label>46</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil +500 (2000</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn47">
				<label>47</label>
				<p><italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn48">
				<label>48</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil +500 (2000</xref>, p. 42).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn49">
				<label>49</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B83">Braga (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn50">
				<label>50</label>
				<p>Nessa ocasião, foi realizada pela BrasilConnects a reforma completa do prédio Manuel Nóbrega (à Oca), fechado a mais de uma década (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil +500, 2000</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn51">
				<label>51</label>
				<p>Artista e cenógrafo brasileiro.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn52">
				<label>52</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B63">Pederneiras… (2000</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn53">
				<label>53</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B78">Van Velthem (2000</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn54">
				<label>54</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B54">Müller (2001</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn55">
				<label>55</label>
				<p><italic>Ibid</italic>., p. 143-144.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn56">
				<label>56</label>
				<p>Convém destacar que essas discussões ainda eram muito incipientes na virada do século, especialmente, porque os antropólogos estavam muito voltados aos estudos de parentesco e estrutura a partir de uma crítica levistraussiana. Portanto, nota-se uma mudança ontoepistêmica na forma de interpretar a produção material indígena, cuja base advém do perspectivismo ameríndio (Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B79">Viveiros de Castro, 2002</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn57">
				<label>57</label>
				<p>Velthem (2000).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn58">
				<label>58</label>
				<p>Brasil Connects (2000).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn59">
				<label>59</label>
				<p>A exposição de arte indígena era a contrapartida de uma extensa negociação já em vigor, pois a China já havia proposto uma exposição em 2003 no Brasil, denominada <italic>Guerreiros de Xi’an e os Tesouros da Cidade Proibida</italic>, e a BrasilConnects, por sua vez, articulou-se junto Museu da Cidade Imperial, mediante apoio do Governo brasileiro, para a realização da exposição no ano seguinte, em 2004.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn60">
				<label>60</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B17">Instituto Cultural Banco Santos (2005</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn61">
				<label>61</label>
				<p>Foi inaugurada na Galeries Nationales du Grand Palais, sendo exibida de 23 de março a 27 de junho de 2005. Essa exposição foi organizada pela reunião dos museus nacionais de Paris, com apoio da Association Française d’Action Artistique (AREVA) e dos ministérios das relações exteriores de ambos os países. Semelhante às demais, foi uma contrapartida da exposição <italic>Parade</italic>, na Oca do Parque Ibirapuera, em 2001, sobre arte moderna francesa.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn62">
				<label>62</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B92">Neves (2022b</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn63">
				<label>63</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B12">BrasilConnects (2001</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn64">
				<label>64</label>
				<p>Neves, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn65">
				<label>65</label>
				<p>Formou-se em Dumbarton Oaks Research Library and Collection, instituição ligada à Universidade de Harvard.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn66">
				<label>66</label>
				<p>Ele foi autor e publicou diversos livros sobre a arqueologia na América Latina, (<italic>op. cit</italic>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn67">
				<label>67</label>
				<p>Neves, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn68">
				<label>68</label>
				<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B55">Neves (2022a</xref>), em janeiro de 2000, foram visitados os museus brasileiros e, em seguida, a equipe viajou para a Europa, onde foram conhecidas as coleções brasileiras sob guarda de instituições estrangeiras. Todas essas ações foram acompanhadas pelo fotógrafo Fernando Chaves, responsável por fotografar as peças do catálogo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn69">
				<label>69</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B36">Braga e Queiroz (2000</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn70">
				<label>70</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B40">Cypriano (2004</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn71">
				<label>71</label>
				<p>Entre as principais mostras, estavam: <italic>Brazil Body and Soul</italic> (Guggenheim, em Nova Iorque), <italic>Opulence and devotion: Brazilian Baroque Art</italic> (Ashmolean Museum, Oxford); <italic>Acts of Faith: Brazilian Contemporary Photography</italic> (Pitt Rivers Museum, em Oxford); e <italic>Côte à Côte: Art Contemporain du Brésil</italic> (CAPC - Musée d’art Contemporain de Bordeaux, em Paris).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn72">
				<label>72</label>
				<p>Brasil Connects (2000).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn73">
				<label>73</label>
				<p>Inicialmente, foi contratada para dar prosseguimento ao projeto, mas, por uma série de mudanças no projeto original, a empresa desvinculou-se.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn74">
				<label>74</label>
				<p>Trecho excertado da tese intitulada Patrimônio e salvaguarda institucional: a trajetória cultural-museológica da coleção Banco Santos - MAE/USP, 2024, de minha autoria.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn75">
				<label>75</label>
				<p>Brasil Connects (2000).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn76">
				<label>76</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B15">Instituto Cultural Banco Santos (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn77">
				<label>77</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B72">Schaan (2007</xref>b).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn78">
				<label>78</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B26">Barreto (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn79">
				<label>79</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn80">
				<label>80</label>
				<p><italic>Id</italic>., 2000.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn81">
				<label>81</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B69">Santos (2018</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn82">
				<label>82</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B33">Bezerra (2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">2013</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn83">
				<label>83</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.; <italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn84">
				<label>84</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B32">Bezerra e Najjar (2009</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn85">
				<label>85</label>
				<p>Nome dado à coleção institucional formada por Edemar.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn86">
				<label>86</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B61">Pará… (2005</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn87">
				<label>87</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B65">Pomian (1984</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn88">
				<label>88</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B48">Kopytoff (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn89">
				<label>89</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B24">Appadurai (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn90">
				<label>90</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn91">
				<label>91</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn92">
				<label>92</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B52">Meneses (1998</xref>, p. 92).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn93">
				<label>93</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B46">Gonçalves (2005</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn94">
				<label>94</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B31">Bezerra (2009</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B32">Bezerra e Najjar (2009</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B76">Soares (2015</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B69">Santos (2018</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn95">
				<label>95</label>
				<p>Simas <italic>et al.</italic> (2020).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn96">
				<label>96</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B92">Neves (2022b</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn97">
				<label>97</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B11">Brasil +500 (2000</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn98">
				<label>98</label>
				<p>Enquanto Barreto atuou como curadora da exposição juntamente com Eduardo Neves e Gedley Braga, enquanto conservadora do MAE-USP, foi designada como <italic>courier</italic> dos objetos selecionados para exposição.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn99">
				<label>99</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B81">Barreto (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn100">
				<label>100</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B14">Instituto Cultural Banco Santos (2002</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn101">
				<label>101</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn102">
				<label>102</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B25">Barreto (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn103">
				<label>103</label>
				<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B75">Simas <italic>et al.</italic> (2019</xref>, p. 80), os tesos amazônicos são “plataformas construídas de terra (8-12m de altura), que se destacam das superfícies planas que compõem a ilha. Teriam sido construídos inicialmente para proteção das inundações. No entanto, pelo seu destaque no terreno, foram rapidamente associados ao prestígio e liderança, sobre eles se desenvolveram atividades domésticas, agrícolas rituais e festivas”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn104">
				<label>104</label>
				<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B90">Lopes (2022</xref>), em entrevista concedida à pesquisa, naquela época, existiam poucas regionais pelo país, sendo a coordenadoria-geral do Iphan-DF a principal responsável pela fiscalização desse patrimônio em território nacional.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn105">
				<label>105</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B30">Bertani (2006</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn106">
				<label>106</label>
				<p>Referia-se aos fatores de umidade, incidência de luz solar, falta de higienização etc.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn107">
				<label>107</label>
				<p>Inicialmente, antes de definir os objetivos do instituto, Edemar havia nomeado o “Santos Cultural”, reconhecendo como braço direito do Banco Santos nas ações culturais. Nessa época, o banco ocupava salas no antigo prédio da Caixa Econômica Federal, na região da Av. Paulista, em São Paulo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn108">
				<label>108</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B15">Instituto Cultural Banco Santos (2003</xref>, p. 2).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn109">
				<label>109</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn110">
				<label>110</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B48">Kopytoff (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn111">
				<label>111</label>
				<p>Lopes, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn112">
				<label>112</label>
				<p>Trata-se de uma classificação comum para objetos e/ou coleções que não dispõem de referencial sobre seus locais de produção e descarte.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn113">
				<label>113</label>
				<p>Esse termo foi construído e amparado pela <xref ref-type="bibr" rid="B6">Lei nº 9.790/1999</xref>, que, em seu artigo 9º, trata da possibilidade de parcerias entre o Poder Público e a sociedade civil, organizada e pela <xref ref-type="bibr" rid="B2">Lei nº 3.924/1961</xref>, que, em seu artigo 26, prevê colaboração entre as partes.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn114">
				<label>114</label>
				<p>O documento, assinado por Roberto Cezar De Hollanda Cavalcanti, foi veiculado no Diário Oficial da União por meio da <xref ref-type="bibr" rid="B9">Portaria nº 288</xref>, datada de 4 de dezembro de 2002, conferindo a guarda provisória a 765 objetos.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn115">
				<label>115</label>
				<p>Lopes, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn116">
				<label>116</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B81">Barreto (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn117">
				<label>117</label>
				<p>No ato de preparação do evento, alguns dos objetos arqueológicos necessitavam de restaurações para serem expostos no British Museum. Com essa prerrogativa, o instituto organizou um <italic>workshop</italic>, proposto por <xref ref-type="bibr" rid="B36">Braga e Queiroz (2000</xref>), com curadores brasileiros de vários museus, e contratou Janet Quinton (restauradora do British Museum) para analisar e orientar o restauro de peças de coleções brasileiras que seriam expostas na mostra <italic>Unknown Amazon.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn118">
				<label>118</label>
				<p>Esses procedimentos estiveram a cargo do curador da coleção etnográfica, o antropólogo Luiz Donisete Benzi Grupioni, especialista em etnologia indígena.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn119">
				<label>119</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B25">Barreto (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn120">
				<label>120</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B15">Instituto Cultural Banco Santos (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn121">
				<label>121</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn122">
				<label>122</label>
				<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B83">Braga (2022</xref>), alguns objetos já haviam passado por procedimentos de restauração anteriores à inserção na <italic>Cid Collection.</italic> Porém, a grande maioria foram mal executados, inclusive comprometendo partes originais dos objetos. Nesse caso, foi realizada a remoção do material aderido e a consolidação de gesso, seguindo os princípios da conservação para o caso das cerâmicas.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn123">
				<label>123</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn124">
				<label>124</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B81">Barreto (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn125">
				<label>125</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B51">Magalhães <italic>et al.</italic> (2020</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn126">
				<label>126</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B89">Leitão (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn127">
				<label>127</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn128">
				<label>128</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B13">BrasilConnects (2004</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn129">
				<label>129</label>
				<p>Essa mostra contou com a curadoria geral de Leandro Karnal, curadoria adjunta de José Alves de Freitas Neto e coordenação-geral de Flávia Galli Tatsch e Yannick Bourguignon (<italic>Ibid</italic>.).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn130">
				<label>130</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B88">Galli (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn131">
				<label>131</label>
				<p>Leitão, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn132">
				<label>132</label>
				<p>Convenção da Unesco (1972).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn133">
				<label>133</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B29">Belk (1988</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn134">
				<label>134</label>
				<p><italic>Id</italic>., p. 97.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn135">
				<label>135</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B15">Instituto Cultural Banco Santos (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn136">
				<label>136</label>
				<p>Simpósio de arqueologia amazônica apresentado no Congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), em 2003.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn137">
				<label>137</label>
				<p>Assim como custeio de outros projetos junto à Fundação Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato (PI) (<italic>Ibid</italic>.).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn138">
				<label>138</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B35">Braga (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn139">
				<label>139</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B104">Processo criminal específico nº 2004.61.81.008954-9 de 2004</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn140">
				<label>140</label>
				<p>Vara especializada em crimes contra o sistema financeiro e lavagem de valores de São Paulo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn141">
				<label>141</label>
				<p>Atual desembargador federal pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn142">
				<label>142</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B105">Processo Criminal Diverso (2005</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B42">De Sanctis (2022a</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn143">
				<label>143</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B100">Inquérito policial nº 12-0074/2005</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn144">
				<label>144</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn145">
				<label>145</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn146">
				<label>146</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B82">Berra (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn147">
				<label>147</label>
				<p>Em março daquele ano, uma enchente acabou atingindo o galpão, e parte da coleção arqueológica acabou sendo danificada. No inventário realizado pelo MAE, em 2005, foram constatados indícios da ação dos agentes de deterioração causados pela umidade nas urnas, além de material (papel) aderido à superfície dos objetos (<xref ref-type="bibr" rid="B102">Morais; Bruno, 2005</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn148">
				<label>148</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn149">
				<label>149</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B102">Morais e Bruno (2005</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn150">
				<label>150</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B77">Soares (2007</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn151">
				<label>151</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B87">De Sanctis (2022b</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn152">
				<label>152</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B108">Ofício encaminhado pelo Iphan, n.º 093/2005</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn153">
				<label>153</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B101">Laudo Pericial (2005</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn154">
				<label>154</label>
				<p>Laudo Pericial <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn155">
				<label>155</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B93">Bruno (2005</xref>, p. 5. no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn156">
				<label>156</label>
				<p><italic>In memoriam.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn157">
				<label>157</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B107">Ofício SOTC/PRSP/ACBL (9682/2005</xref>), disponível no arquivo da diretoria do MAE-USP sob processo nº (05.1.14.71-7) de 9 de agosto de 2011.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn158">
				<label>158</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn159">
				<label>159</label>
				<p>Ofício nº 142/2005 - GAB (Autos 2005.61.81.900396-6).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn160">
				<label>160</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B84">Bruno (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn161">
				<label>161</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn162">
				<label>162</label>
				<p><italic>Id</italic>., p. 5.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn163">
				<label>163</label>
				<p>Conforme a legislação federal <xref ref-type="bibr" rid="B1">Decreto-Lei nº 25 de 1937</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B2">Lei nº 3.924 de 1961</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn164">
				<label>164</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B93">Bruno (2005</xref>. p. 5. no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn165">
				<label>165</label>
				<p>Bruno, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn166">
				<label>166</label>
				<p>Realizada em 27 de setembro de 2005.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn167">
				<label>167</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic> (p. 8).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn168">
				<label>168</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn169">
				<label>169</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn170">
				<label>170</label>
				<p>A pesquisadora residia no exterior, mas, sempre que necessário, mantinha contato com a curadora Júlia Berra.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn171">
				<label>171</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B95">Barreto (2004</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn172">
				<label>172</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B87">De Sanctis (2022b</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn173">
				<label>173</label>
				<p><italic>Id</italic>., 2022.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn174">
				<label>174</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn175">
				<label>175</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn176">
				<label>176</label>
				<p>Nesse caso, foram consultados os diretores do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-SP) - coleções artísticas; Museu de Geociências - coleções mineralógicas; Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) - mapas cartográficos, documentos científicos; além de instituições de fora da universidade, como o Museu da Marinha - coleção de miniaturas relacionadas à história das navegações (<xref ref-type="bibr" rid="B51">Magalhães <italic>et al.,</italic> 2020</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn177">
				<label>177</label>
				<p>Essa decisão foi formalizada por meio da <xref ref-type="bibr" rid="B10">Portaria Normativa nº 7</xref>, de 8 de dezembro de 2005, pelo então presidente do Iphan-DF, Augusto Arantes Neto.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn178">
				<label>178</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B42">De Sanctis (2022a</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn179">
				<label>179</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B102">Morais e Bruno (2005</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn180">
				<label>180</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B87">De Sanctis (2022b</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn181">
				<label>181</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B81">Barreto (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn182">
				<label>182</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn183">
				<label>183</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B81">Barreto (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn184">
				<label>184</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B92">Neves (2022b</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn185">
				<label>185</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B15">Instituto Cultural Banco Santos (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn186">
				<label>186</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn187">
				<label>187</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B71">Schaan (2001</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B26">Barreto (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn188">
				<label>188</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B26">Barreto (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn189">
				<label>189</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B71">Schaan (2001</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn190">
				<label>190</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B15">Instituto Cultural Banco Santos (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn191">
				<label>191</label>
				<p>Exemplares desses objetos também são encontrados no Museu Nacional de Etnologia de Lisboa, no Museu Barbier-Mueller em Geneva, no Museum of American Indian e no University Museum Philadelphia, os dois últimos nos EUA (<xref ref-type="bibr" rid="B81">Barreto, 2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn192">
				<label>192</label>
				<p>Vistoria realizada em 12 de maio de 2003.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn193">
				<label>193</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B15">Instituto Cultural Banco Santos (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn194">
				<label>194</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn195">
				<label>195</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B17">Instituto Cultural Banco Santos (2005</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn196">
				<label>196</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B91">Morais (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn197">
				<label>197</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn198">
				<label>198</label>
				<p>O espaço da sala Baldus era o único disponível para recebimento das coleções, sendo adaptado de modo provisório para todo processo de acolhimento curatorial, incluindo inventário geral e demais procedimentos museológico-curatoriais.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn199">
				<label>199</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B93">Bruno (2005</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn200">
				<label>200</label>
				<p>Ausência de referência direta ao local onde foram coletados.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn201">
				<label>201</label>
				<p>Essas coleções foram adquiridas por meio de financiamento junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn202">
				<label>202</label>
				<p>Bruno, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn203">
				<label>203</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn204">
				<label>204</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B25">Barreto (2003</xref>; 2008).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn205">
				<label>205</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B101">Laudo Pericial (2005</xref>); <xref ref-type="bibr" rid="B25">Barreto (2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn206">
				<label>206</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn207">
				<label>207</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B16">Instituto Cultural Banco Santos (2003</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn208">
				<label>208</label>
				<p>Laudo Pericial, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn209">
				<label>209</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B26">Barreto (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn210">
				<label>210</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B96">Condition Report (2009</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn211">
				<label>211</label>
				<p>Ofício (OF. GD.0692011-MAE/1239) de 28 de junho de 2011.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn212">
				<label>212</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn213">
				<label>213</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B45">Grupioni (2003</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn214">
				<label>214</label>
				<p>Exposição realizada de 25 de junho a 3 de agosto de 2008, na Galeria Marta Traba de Arte Latino-Americana, Barra Funda, São Paulo (SP).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn215">
				<label>215</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B99">Diagnóstico (2021</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn216">
				<label>216</label>
				<p>Docente aposentado, que participou como perito institucional pelo MAE.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn217">
				<label>217</label>
				<p>De todo modo, a expressiva coleção de arte plumária complementaria as coleções já existentes, especialmente se comparada às que foram doadas pelo Museu Paulista (por exemplo, Harald Schultz, Lux Vidal) e, mais recentemente, integradas à doação da coleção particular da Profa. Regina Müller.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn218">
				<label>218</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn219">
				<label>219</label>
				<p>Cabe destacar que a FMAL também criou um número tombo para essas coleções, preservando seu histórico anterior tanto na BrasilConnects quanto no ICBS.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn220">
				<label>220</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B85">Delgado Vieira (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn221">
				<label>221</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B97">Condition Report (2014</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn222">
				<label>222</label>
				<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B85">Delgado (2022</xref>), esse procedimento “[…] utiliza nitrogênio ou dióxido de carbono, substâncias inertes para o acervo”, e é comumente adotado em protocolos de conservação em instituições internacionais. “[…] há registro dessas atividades no Brasil, como, por exemplo, o tratamento do material bibliográfico realizado pela Biblioteca Mário de Andrade, durante sua reforma, assim como o Museu Paulista, que também tratou parte de sua coleção de mobiliários”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn223">
				<label>223</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn224">
				<label>224</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B93">Bruno (2005</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn225">
				<label>225</label>
				<p>Cf. <xref ref-type="bibr" rid="B74">Silva e Carneiro (2021</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn226">
				<label>226</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B93">Bruno (2005</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn227">
				<label>227</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B86">Demartini (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn228">
				<label>228</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B58">Oliveira (2021</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn229">
				<label>229</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn230">
				<label>230</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn231">
				<label>231</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B42">De Sanctis (2022a</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn232">
				<label>232</label>
				<p><italic>Id</italic>., 2022b.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn233">
				<label>233</label>
				<p><italic>Id</italic>., 2022a.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn234">
				<label>234</label>
				<p>Ofício encaminhado pela 2ª Vara Estadual de Falências, em 2014.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn235">
				<label>235</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B51">Magalhães <italic>et al.</italic> (2020</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn236">
				<label>236</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B51">Magalhães <italic>et al.</italic> (2020</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn237">
				<label>237</label>
				<p>É evidente que a legislação brasileira sobre arte precisa de maior especificidade em relação ao tratamento jurídico. Ela percorre diferentes caminhos e regulamentações institucionais, não possuindo, infelizmente, como no caso dos acervos arqueológicos e etnográficos, diretrizes que impeçam sua alienação.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn238">
				<label>238</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B2">Lei nº 3.924 de 1961</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B3">Constituição Federal de 1988</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn239">
				<label>239</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B42">De Sanctis (2022a</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn240">
				<label>240</label>
				<p>Processo Criminal Diverso, <italic>op. cit.</italic></p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn241">
				<label>241</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B87">De Sanctis (2022b</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn242">
				<label>242</label>
				<p>Art. 216 da <xref ref-type="bibr" rid="B3">Constituição Federal (1988</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn243">
				<label>243</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B102">Morais e Bruno (2005</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn244">
				<label>244</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B67">Questões… (2021</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn245">
				<label>245</label>
				<p>Laudo pecuniário (2021, p. 7, no prelo, destaque do autor).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn246">
				<label>246</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B62">Pearce (1994</xref>, p. 9, tradução do autor).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn247">
				<label>247</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B24">Appadurai (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn248">
				<label>248</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B76">Soares (2015</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn249">
				<label>249</label>
				<p>Recentemente, em 2023, o MAE indicou parte de exemplares das coleções amazônicas para a <italic>Red List</italic> do ICOM Brasil. Nesse documento, que constitui ferramenta complementar de proteção ao tráfico ilícito, nota-se uma atenção especial à divulgação de exemplares com histórico de furto no país. O documento, que contém imagens e especificações dos objetos arqueológicos e etnográficos brasileiros, sugere a colaboração com órgãos internacionais e agentes alfandegários (por exemplo, Unesco, Polícia Federal, Interpol etc.).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn250">
				<label>250</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B102">Morais e Bruno (2005</xref>, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn251">
				<label>251</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B86">Demartini (2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn252">
				<label>252</label>
				<p>Ver <xref ref-type="fig" rid="f17">Figura 17</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn253">
				<label>253</label>
				<p>Ofício (SAO07330) encaminhado pelo cônsul-geral, José Gerardo Traslosheros Hernández.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn254">
				<label>254</label>
				<p>Laudo (2010, no prelo).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn255">
				<label>255</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn256">
				<label>256</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B64">Pesce e Herrera (2021</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn257">
				<label>257</label>
				<p><italic>Ibid</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn258">
				<label>258</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B22">Alberti, S. (2005</xref>); Loureiro (2018).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn259">
				<label>259</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B48">Kopytoff (2008</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn260">
				<label>260</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B99">Diagnóstico (2021</xref>).</p>
			</fn>
		</fn-group>
	</back>
</article>