<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-model type="application/xml-dtd" href="http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1d3/JATS-journalpublishing1.dtd"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1d3 20150301//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1d3/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:ali="http://www.niso.org/schemas/ali/1.0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" dtd-version="1.1d3" specific-use="Marcalyc 1.2" article-type="research-article" xml:lang="en">
<front>
<journal-meta>
<journal-id journal-id-type="redalyc">2736</journal-id>
<journal-title-group>
<journal-title specific-use="original" xml:lang="pt">Mercator - Revista de Geografia da UFC</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher" xml:lang="pt">MERCATOR</abbrev-journal-title>
</journal-title-group>
<issn pub-type="epub">1984-2201</issn>
<publisher>
<publisher-name>Universidade Federal do Ceará</publisher-name>
<publisher-loc>
<country>Brasil</country>
<email>edantas@ufc.br</email>
</publisher-loc>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id pub-id-type="art-access-id">273674020002</article-id>
<article-categories>
<subj-group subj-group-type="heading">
<subject>Sin sección</subject>
</subj-group>
</article-categories>
<title-group>
<article-title xml:lang="en">LIMITES DO PÓS-DESENVOLVIMENTO NA CRÍTICA DO DESENVOLVIMENTO</article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author" corresp="yes">
<name name-style="eastern">
<surname>Sodré</surname>
<given-names>MaTa Iaravares</given-names>
</name>
<xref ref-type="corresp" rid="corresp1"/>
<email>maira.sodre@hotmail.com</email>
</contrib>
<contrib contrib-type="author" corresp="no">
<name name-style="western">
<surname>Rosângela Aparecida de Medeiros</surname>
<given-names>Hespanhol</given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="aff2"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="aff2">
<institution content-type="original">Doutorado em Geografia. Professor da Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente (SP), Brasil. http://orcid.org/0000-0002-5073-8308 http://lattes.cnpq.br/9262661934864680</institution>
<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Ceará.</institution>
<country country="BR">Brasil</country>
</aff>
<author-notes>
<corresp id="corresp1">
<email>maira.sodre@hotmail.com</email>
</corresp>
</author-notes>
<pub-date pub-type="epub-ppub">
<season>Enero-Diciembre</season>
<year>2022</year>
</pub-date>
<volume>21</volume>
<issue>1</issue>
<fpage>1</fpage>
<lpage>16</lpage>
<permissions>
<ali:free_to_read/>
</permissions>
<abstract xml:lang="en">
<title>Abstract</title>
<p>A corrente teórica conhecida como pós-desenvolvimento surgiu na década de 1980. Seus proponentes eram autores com diferentes enfoques analíticos e temas diversificados, firmemente comprometidos com uma crítica radical à ideia de desenvolvimento. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo analisar as bases teóricas e proposicionais do pós-desenvolvimento, avaliando a consistência de seus argumentos e a coerência entre a base desse argumento e sua direção proposicional. Inicialmente, examinam-se as principais questões levantadas pelo pós-desenvolvimento, prestando especial atenção às duas principais vertentes de crítica ao conceito de desenvolvimento. Em seguida, contra-argumenta às críticas discutidas acima para demonstrar suas inconsistências e possíveis contribuições para o campo do desenvolvimento reflexivo e operacional. Com base nesse debate, conclui-se que o pós-desenvolvimento faz críticas válidas e necessárias, se estas se destinam a aprimorar projetos de desenvolvimento que visem atender à realidade objetiva de grande parte da população brasileira e mundial. No entanto, despido desse enfoque prático crucial e consciente da gravidade das situações sociais de diferentes populações, o pós-desenvolvimento pouco contribui para superar a história de fracassos de diferentes propostas de desenvolvimento.</p>
</abstract>
<trans-abstract xml:lang="pt">
<title>Resumo</title>
<p>Compostada por autores com diferentes enfoques analíticos e por temas bastante diversificados, uma teoria corrente chamada pós-desenvolvimento na década de 1980 está fortemente comprometida com uma crítica radical à ideologia do desenvolvimento. Nesse sentido, o objetivo deste artigo consiste em analisar uma base teórico-proposicional do pós-desenvolvimento, avaliando a consistência de seus argumentos e a existência de coerência entre tal base argumentativa e a direção proposicional da atual. Para isso, propõe-se, incialmente, uma abordagem das principais questões levantadas pelo pós-desenvolvimento, com especial atenção às suas duas principais vertentes de crítica à ideia de desenvolvimento. Nesse contexto, há um contra-argumento às críticas anteriormente discutidas, a fim de demonstrar suas inconsistências e possíveis contribuições, para o campo reflexivo e operacional da ideologia do desenvolvimento. Com base nesse debate, concluo que o pós-desenvolvimento permite uma crítica válida e necessária, uma vez que está orientado para os projetos de desenvolvimento da realidade objetiva de grande parte da população brasileira e mundial. No entanto, a demissão é necessária para uma abordagem prática e consciência do contexto social vivenciado por diversas populações, ou o pós-desenvolvimento pode contribuir para a melhoria histórica dos diferentes projetos de desenvolvimento.</p>
</trans-abstract>
<trans-abstract xml:lang="es">
<title>Resumen</title>
<p>Composta por autores com diferentes abordagens analíticas e grande diversidade de temas, a corrente teórica denominada pós-desenvolvimento surgiu na década de 1980 fortemente comprometida com uma crítica radical à ideia de desenvolvimento. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo analisar as bases teórico-proposicionais do pós-desenvolvimento e avaliar a consistência de seus argumentos e a existência de coerência entre essa base argumentativa e a direção proposicional dessa corrente. Para tanto, propõe-se inicialmente uma abordagem das principais questões que se colocam em torno do pós-desenvolvimento, com especial atenção aos seus dois principais aspectos de crítica à ideia de desenvolvimento. Posteriormente, foram apresentados contra-argumentos às críticas discutidas anteriormente, a fim de demonstrar inconsistências e possíveis contribuições para o campo reflexivo e operacional da ideia de desenvolvimento. A partir desse debate, conclui-se que o pós-desenvolvimento permite uma crítica válida e necessária, desde que orientada para o aprimoramento de projetos de desenvolvimento voltados para o enfrentamento da realidade objetiva de grande parte da população brasileira e mundial. No entanto, despido dessa necessária abordagem prática e da consciência da gravidade da situação social vivida pelas diversas populações, o pós-desenvolvimento pouco pode fazer para superar a história de fracasso das diversas propostas de desenvolvimento.</p>
</trans-abstract>
<kwd-group xml:lang="pt">
<title>Palavras-chave</title>
<kwd>Desenvolvimento</kwd>
<kwd>Pós-desenvolvimento</kwd>
<kwd>Desenvolvimento alternativo</kwd>
<kwd>Crítica Teórico-Proposicional</kwd>
</kwd-group>
<kwd-group xml:lang="en">
<title>Keywords</title>
<kwd>Desenvolvimento</kwd>
<kwd>Pós-desenvolvimento</kwd>
<kwd>Desenvolvimento alternativo</kwd>
<kwd>Crítica Teórico-Proposicional</kwd>
</kwd-group>
<kwd-group xml:lang="es">
<title>Palabras clave</title>
<kwd>Desenvolvimento</kwd>
<kwd>Pós-Desenvolvimento</kwd>
<kwd>Desenvolvimento alternativo</kwd>
<kwd>Crítica Teórico-Proposicional</kwd>
</kwd-group>
<counts>
<fig-count count="0"/>
<table-count count="0"/>
<equation-count count="0"/>
<ref-count count="46"/>
</counts>
</article-meta>
</front>
<body>
<sec>
<title>INTRODUÇÃO</title>
<p>Olhar</p>
<p>O texto a seguir explora a visão desses autores e, na sequência, analisa criticamente as limitações e incoerências - sem desconsiderar algumas contribuições válidas - apresentadas pela corrente teórica conhecida como pós-desenvolvimento. O objetivo central do artigo é analisar o conteúdo teórico e proposicional do pós-desenvolvimento, avaliando a consistência de sua base argumentativa e a coerência entre ela e a orientação proposicional vigente. Nesse sentido, a contra-argumentação feita à perspectiva do pós-desenvolvimento tende a se basear no entendimento de que os projetos de desenvolvimento podem levar a autênticos processos de transformação positiva na vida das pessoas, mesmo que sofram constrangimentos e imposições estruturais.Melhor dito, embora historicamente distorcido por projetos e processos enganosos,</p>
<p>Muita atenção é dada ao curso histórico do desenvolvimento do desenvolvimento nos permite perceber que a ideologia (transformação de natureza positiva) é o resultado de vários projetos, defendeu vários projetos e realizou processos, muitas vezes incompatíveis com a realização da ideologia do terreno democrático que foi mais recentemente, o trabalho de desenvolvimento se deu de uma nova forma, com a difusão da ideologia do desenvolvimento alternativo - baseado na participação popular,  Uma priorização de segmentos socialmente vulneráveis e nenhum protagonismo em escala local - na retórica dos principais organismos multilaterais (PIETERSE, 2010). É claro que esses discursos bastante elevados nem sempre coincidem com as práticas das organizações internacionais e com a política externa do G-8.</p>
<p>Muita atenção ao percurso histórico do desenvolvimento nos permite perceber que a ideologia (transformação de natureza positiva) é revestida de várias maneiras, defende vários projetos e realiza processos, muitas vezes incompatíveis com a realização da ideologia do terreno democrático. Mais recentemente, o trabalho de desenvolvimento toma um novo rumo, com a difusão da ideologia do desenvolvimento alternativo - baseado na participação popular,  Uma priorização de segmentos socialmente vulneráveis e nenhum protagonismo em escala local - na retórica dos principais organismos multilaterais (PIETERSE, 2010). É claro que esses discursos bastante elevados nem sempre coincidem com as práticas das organizações internacionais e com a política externa do G-8.</p>
<p>Parcialmente derivado do entendimento de Pieterse (1998), entende-se que, apesar da legitimidade do uso discursivo da terminologia "desenvolvimento alternativo", na prática, ele nunca implica um distanciamento das perspectivas hegemônicas ou uma ruptura com a contradição histórica entre o discurso e a prática do desenvolvimento. A constatação dessa lógica levou alguns autores a propor e dissemi uma linha de pensamento que não propõe reforma na construção de propostas de empreendimentos, mas sim a demolição de seu prédio (SACHS, 2010a). Tal grupo de autores optou por rejeitar terminantemente o termo desenvolvimento e atribuir à essência da ideia a responsabilidade pelos projetos e processos prescritos pela tributação.</p>
<p>Muita atenção ao percurso histórico do desenvolvimento nos permite perceber que a ideologia (transformação de natureza positiva) é composta por vários projetos, defende vários projetos e realiza processos, muitas vezes incompatíveis com a realização da ideologia do terreno democrático. Mais recentemente, as trajetórias de desenvolvimento ganharam um novo rumo, com a difusão da ideologia do desenvolvimento alternativo - baseado na participação popular,  Uma priorização de segmentos socialmente vulneráveis e não protagonismo no nível local - a retórica das principais organizações multilaterais (PIETERSE, 2010). É claro que esses discursos bastante elevados sempre coincidem com as práticas das organizações internacionais e com a política externa do G-8.</p>
</sec>
<sec>
<title>PERSPECTIVAS PÓS-DESENVOLVIMENTO: CRÍTICA DA IDEIA E PRÁTICA DO DESENVOLVIMENTO </title>
<p>mas</p>
<p>A estrutura argumentativa das críticas produzidas pelo pós-desenvolvimento emana de dois lados. Um centrou-se em apontar os sucessivos insucessos do desenvolvimento no cumprimento das suas promessas, sublinhando também a impossibilidade originária de as cumprir, devido às medidas de dominação e, na prática, de pilhagem que se cobrem em linguagem agradável e se impõem como necessárias. A outra visa criticar a própria concepção de desenvolvimento em termos axiológicos. Uma espécie de rejeição absoluta da ideia baseada em princípios civilizatórios, culturais e ideológicos, que reivindica a dispensabilidade do desenvolvimento e o caráter retoricamente construído do binômio desenvolvimento-subdesenvolvimento.Por motivos de melhor exposição da perspectiva pós-desenvolvimentista, convém partir do primeiro flanco da crítica.</p>
<p>Essa linha crítica entende que as sucessivas conceituações de desenvolvimento nada mais são do que adaptações linguísticas e de formato, com o objetivo de harmonizar o referencial propositivo com as mudanças culturais. Sem modificação substancial na natureza das medidas preconizadas, sempre comprometidos com a reprodução do estabelecimento por meio de instrumentos que reforcem relações desiguais,</p>
<p>
<disp-quote>
<p>Como o desenvolvimento sempre envolve transformação e normalmente resulta em encontros entre insiders e outsiders localizados em diferentes posições de poder, as iniciativas de desenvolvimento são ancoradas e atravessadas por situações em que as desigualdades de poder são abundantes. A dificuldade de realizar mudanças no interior da chamada 'comunidade de desenvolvimento' está intimamente relacionada ao fato de ser um campo de poder (RIBEIRO, 2008, p. 110).</p>
</disp-quote>
</p>
<p>Que</p>
<p>
<disp-quote>
<p>A coerência dos efeitos alcançados pelo discurso desenvolvimentista e a chave de seu sucesso como hegemônica de representação: a construção dos 'pobres' e 'underdeveloped' como sujeitos universalis, pre-constituídos, a partir de el privilegigio dos representantes; o exercício do poder sobre o Terceiro Mundo possibilitado por essa homogeneização discursiva (que implica a eliminação da complexidade e da diversidade do Terceiro Mundo, de modo que um colono mexicano, um campo nepalês e um novo mundo foram apenas equivalentes a "pobres" e "subdesenvolvidos"); e a colonização e dominação das economias humanas e dos ecossistemas do Terceiro Mundo (ESCOBAR, 2007, p. 99-100).</p>
</disp-quote>
</p>
<p>O conteúdo desta dominação manifestar-se-ia no facto de os países e organizações internacionais que lideraram a promoção dos diferentes modelos de desenvolvimento continuarem a recomendar os mesmos instrumentos: a remodelação das instituições, a expansão dos mecanismos de mercado e o combate à pobreza. Embora atualmente estejam cercadas por novos slogans politicamente corretos, como o combate à desigualdade étnica e de gênero, a sustentabilidade e o incentivo ao engajamento da sociedade civil em programas de desenvolvimento. Ocorre que a essência do problema, a dinâmica desigual do atual sistema econômico, nunca é questionada, o fato de ser justamente a lógica capitalista responsável pela manutenção da pobreza e da desigualdade é completamente obliterado.</p>
<p>Dessa forma, a retórica do desenvolvimento funciona apenas como un recurso discursivo que legitima a imposição de mecanismo para manter a estrutura de poder de um sistema econômico assimétrica. Uma vez adotadas as medidas concretas (liberação de empréstimos por meio da implementação interna do recebo neoliberal) pouco aumentaram a diversidade externa dos países que abusaram - ou mesmo para cobrar seu balanço de pagamentos - dos recursos que obtiveram, mantiveram, bem como, em situação de sujeição e dependência (MONTENEGRO GÓMEZ, 2006, 2007, 2008).</p>
<p>Ou desenvolvimento é uma luz illusória no fim do "túnel", pois orienta os habitantes dos países subdesenvolvidos a caminharem, a cada passo naquele dia, as condições para que o "túnel" se torne mais longo e distante. Para Sachs (2010a, 2010b, 2010c), trata-se de um instrumento perverso que funciona habilmente como sucessor do ideal de independência. Acabando com a dominação colonial e imperialista (oficialmente), qualquer constrangimento social ou político vale a pena, porque está no meio de uma aspiração superior, uma recompensa redentora. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da Região Norte-Sul, que cega mal a dominação e manutenção de práticas exploratórias com uma aura de legitimidade, mas também garante ao Norte e às organizações financeiras Oportunidades Internacionais de Generosidade. No final, apenas agentes benevolentes continuam a emprestar a países que não cumprem suas metas.</p>
<p>Em outras palavras, os discursos hegemônicos sobre o desenvolvimento da promessa da promessa real capaz de ofuscar a inviabilidade estrutural de sua universalização. Com isso, los-se de vista a impossibilidade material de generalizar um desenvolvimento nos moldes daquele compartilhado pelo eixo Estados Unidos-Europa-Japão, como já apontaram autores que dedicaam suas vidas à defesa do desenvolvimento, no caso de Furtado (2000). É a legitimidade fabricada do discurso como doutrinação cultural que nega ao global a possibilidade de Massey (2008) chamar de outras trajetórias, adeepiendo a crítica do pós-desenvolvimento em seu segundo flanco, o questionamento axiológico da validade e necessidade do desenvolvimento</p>
<p>Mais do que um conjunto de promessas e propostas incapazes de concretizar, pelo seu caráter de perpetuador da desigualdade, o desenvolvimento da consolidação do projeto de racionalização registrada na racionalização moderna. Traz consigo uma tentativa de homogeneização que degrada a multiplicididade cultural ou dela se apropria corrosivamente (SHIVA, 2003, 2010). Esse processo é desencadeado sob uma lógica comparativa binária muito elementar e, por isso mesmo, é facilmente disseminado e internalizado. Como explica Said (1990), a superioridade do Ocidente é construída como consequência natural da inferioridade do Oriente e de dois países subdesenvolvidos (a própria térmica e bastante funcional). Com isso, a racionalidade soberana e benevolente que marca o Ocidente é também a reafirmação da inferioridade irracional de outros países e de sua incapacidade de pensar sobre seu destino. Daí a necessidade de aprovação de ajuda externa para quem ainda não está preparado para andar com as próprias pernas.</p>
<p>É claro que a crítica ao pós-desenvolvimento do conteúdo discursivo e as falácias proposicionais do desenvolvimento e o desenvolvimento dos problemas axiológicos da própria ideologia do desenvolvimento. Esteva (2009, 2010), que distingue Norte e Sul, afirma a superioridade racional do primeiro e a inferioridade do segundo, e não é falso em termos culturais, bem como materiais. Em outras palavras, o subdesenvolvimento não existe, é uma condição que em 20 de janeiro de 1949 foi imposto ao mundo como estereótipo e como signo. Um arco indecente que, reinvestido na autoridade civilizatória com aquela pronunciada e endossada, adquiriu o status de verdade incontestável. Sua linguagem não era subdesenvolvida antes de Truman e não era apenas porque a terminologia e seu conteúdo estrito e pejorativo não eram disseminados globalmente. Mas por causa do subdesenvolvimento, como condição material da existência das Comunidades do Sul, ele foi produzido por processos como a Revolução Verde, o imperativo da industrialização e a degradação ambiental e social das diferentes "receitas" prescritas a esses países por organismos multilaterais.</p>
<p>Antes, o mundo global não era subdesenvolvido, era apenas um conjunto de sociedades caracterizadas pela presença de modos de vida diversificados e únicos, não comparados ao Norte. O discurso oficial do desenvolvimento nega a esses países a realização de potencialidades com as formas únicas de existência e o caminho impune da conversa. As privações materiais sofridas pelas populações do sul global antes da "descoberta" do subdesenvolvimento podem ser entendidas como marcas de sociedades ancestrais, nas quais a frugalidade norteava o atendimento de suas necessidades de subsistência, sem a obsessão pelo consumo que define o ideal de vida dos classe média dos países desenvolvidos. A própria ideia de escassez que sustenta as políticas de combate à pobreza dos organismos internacionais nada mais é do que uma consequência natural de um padrão urbano produtivista e consumista. Um padrão que degrada e segrega os povos do Sul global, negando-lhes sua frugalidade ancestral e condenando-os à exclusão social em cidades inchadas e estructuralmente inviáveis (ESCOBAR, 2010; SACHS, 1990).</p>
<p>O desejo de desenvolvimento que permeia a existência desses povos explorados é, portanto, uma farsa (DE VRIES, 2007). Foi culturalmente influenciado por essas populações através da associação de seu passado com a existência de pobreza material e privações indignas e a idealização de alguma forma de estilo de vida americano. Para o pós-desenvolvimento, o subdesenvolvimento é produto da busca pelo desenvolvimento, o maior problema do Sul global é a compreensão que esses povos construíram de si mesmos. Portanto, o pós-desenvolvimento indica a necessidade de abandonar completamente a ideia de desenvolvimento e incorporar certos entendimentos ao nível dos imaginários coletivos e também das ações práticas:</p>
<p>
<disp-quote>
<p>Ao nível do imaginário, o pós-desenvolvimento aponta para a criação de um espaço/tempo colectivo onde o 'desenvolvimento' deixa de ser o princípio central que organiza a vida económica e social. Isso envolve os seguintes elementos: questionamento da preeminência do conceito de crescimento e desenvolvimento econômico e sua historicidalidade (visão dominante da modernidade); To dismantle gradativamente na prática o modelo de desenvolvimento baseado na premissa da modernização, da exploração da natureza como ser vivo, da exportação e da ação individual. Do lado afirmativo, envolve a) reconhecer a multiplicidade de definições e interesses em torno de dois modos de vida, as relações sociais e as práticas econômicas e ecológicas; b) o desenho de políticas baseadas nas visões do mundo relacionado, por sua vez a visão do mundo dualista dominante; c) estabelecer diálogos interculturais em torno das condições que poderiam constituir um pluriverso de configurações socionaturais (multiplicidade de visões, como liberal e comunitária, capitalista e não capitalista, etc.); d) promover formas autônomas de integração regional baseadas em critérios ecológicos e de desenvolvimento autocentrado (sem necessidade das exigências da acumulação global de capital), nos níveis subnacional, nacional, regional e global (ESCOBAR, 2009, p. 445).</p>
</disp-quote>
</p>
<p>Em geral, o escopo proposital das discussões pós-desenvolvimento gira em torno da valorização dos modos de vida das sociedades tradicionais. Nesse sentido, enfatizam-se os aspectos colaborativos das comunidades tradicionais e a importância dos valores e saberes contemporâneos que permitem a constituição dessas sociedades. O resgate de valores culturais ancestrais e o abandono da racionalização e do sistema de conhecimento difundido pela modernidade são defendidos com veemência. Em particular, o termo desenvolvimento é absolutamente rejeitado e qualquer iniciativa que se proponha a transformar a realidade do Sul global a partir de um modelo final pré-concebido.Ao mesmo tempo, é importante romper com a lógica macroeconômica global, o abandono coletivo do sistema de valores que sustenta e legitima a modernidade. Amplamente reconhecido, muitos dos pontos levantados por essa tendência, este artigo não está alinhado com ela. Apresentar alguns contrastes com suas perspectivas pode ajudar a elucidar o motivo desse desalinhamento.</p>
<p>Uma teoria atual baseada em fundamentos pós-estruturalistas e pós-coloniais, inspirada no pensamento de Michel Foucault (COSTA, 2006; VEIGA, 2006), que se consolida com o uso da termotermoterapia após o desenvolvimento, nascido na década de 1980. Sob a égide não mais de uma crítica às propostas de desenvolvimento, mas de uma objeção sumária ao desenvolvimento. Como teoria da co-coordenação sobre o tema, por sua vez, não é possível colocar o pós-desenvolvimento como corpo único e produção epistêmica. Por outro lado, as articulações entre seis partidos se deram exclusivamente por críticas a pontos comuns, em certa medida retomadas reciprocamente pelo mesmo grupo de autores, como Escobar (2007, 2009), Esteva (2009, 2010), Rahnema (2010), Rist (2008) e Sachs (1990, 2010b), entre outros.</p>
<p>O significa, como diz Escobar (2007), que a ideia de desenvolvimento – ou o imperativo de sua busca – foi muito hábil na formulação do conhecimento e de um sistema de poder sobre os países periféricos. que essa dupla, desde o discurso inicial de Truman 1 , produziu várias teorias, estratégias e práticas bem-sucedidas na instituição de um regime de autoridade sobre o Sul global. Impondo assim uma condição de sujeição a esses povos e garantindo aos países desenvolvidos uma margem de controle sobre o resto do mundo.</p>
</sec>
<sec>
<title>INCONSISTÊNCIAS ENTRE A CRÍTICA DO PÓS-DESENVOLVIMENTO E SEU PRIMEIRO NÚCLEO PROPOSITIVO </title>
<p>Objetivamente</p>
<p>Objetivamente</p>
<p>Nos últimos anos, tem surgido uma profusão de projetos alternativos de desenvolvimento, que busca contrastar a história dos projetos e processos associados a esse termo.</p>
<p>No entanto, para alguns autores, essas alternativas nada mais são do que retoques de uma maquiagem sofisticada na essência do mainstream. Com isso, certos processos, como a construção de consensos negociados em torno da definição de prioridades locais, são tratados como uma esterilização de conflitos para o planejamento capitalista (MONTENEGRO GÓMEZ, 2007). Uma linha de argumentação que tende a questionar o princípio democrático mais do que os vícios e assimetrias que limitam sua aplicação. Essas assimetrias são lembradas, porém, quando se questiona a possibilidade de diálogo entre atores com diferentes margens de atuação e influência, devido à posição que ocupa em diferentes geometrias de poder (MONTENEGRO GÓMEZ, 2008), uma vez que é ignorado ou negligenciado ênfase na equidade das propostas alternativas de desenvolvimento.</p>
<p>É prudente notar que não se pretende idealizar as possibilidades de parcerias igualitárias entre grupos situados nos extremos ou em geometrias contrastantes de poder (MASSEY, 2008). Também não se pretende questionar a legitimidade das lutas históricas dos movimentos sociais por direitos sistematicamente negados. Menos ainda, sugere-se coloc-se en cheque o fato que grande parte das relações de convivência harmoniosa entre pequenos e grandes produtores rurais, por exemplo, envolve lógicas de exploração, sutilmente encobertas pelo signo da generose patronal. Todos esses pontos são verdadeiros, mas não permitem a afirmação definitiva da impossibilidade de relações dialógicas e cooperativas entre grupos posicionados de forma diferenciada no espectro do poder. Mais que isso, nenhum dos reconhecimentos anteriores sustenta uma atitude de fechamento prévio à multiplicidade de possibilidades abertas pela dinâmica da interação social. Ou não adiantaria debater qualquer proposta de ação social (MASSEY, 2004, 2008).</p>
<p>A crítica pós-desenvolvimentista, por sua vez, é ainda mais ampla e estende sua resposta das abordagens clássicas ao desenvolvimento para formas alternativas de aplicação do termo. Um descaso é uma homogeneização mal concebida das significativas propostas de mudanças que ocorreram na ideia ao longo dos anos. Ora, como  é possível afirmar a transformação do desenvolvimento alternativo no mainstream, e negar a divergência entre o conteúdo das atuais propostas de desenvolvimento e o conteúdo das ideias originais de Truman.  A austeridade econômica da economia domina as exigências dos organismos multilaterais, sua função foi reduzida à garantia de estabilidade econômica e responsabilidade fiscal, e não é um fator-chave no papel do motor do desenvolvimento.</p>
<p>A crítica pós-desenvolvimentista, entretanto, é ainda mais ampla e estende sua resposta desde as abordagens clássicas do desenvolvimento até as formas alternativas de aplicação do termo. Um descaso é uma homogeneização mal concebida das significativas propostas de mudanças que ocorreram na ideia ao longo dos anos. Pois, como afirma Pieterse (1998, 2010), é possível afirmar a transformação do desenvolvimento alternativo no mainstream, e negar a divergência entre o conteúdo das propostas de desenvolvimento atuais e o conteúdo das ideias originais de Truman. A austeridade econômica da economia domina as exigências dos organismos multilaterais, sua função foi reduzida à garantia de estabilidade econômica e responsabilidade fiscal, e não é um fator-chave no papel de motor do desenvolvimento.</p>
<p>É claro que também há sempre a possibilidade de que o desenvolvimento apresente apenas pequenos desafios, desviando-se do problema: as desigualdades excludentes, segregadoras e produtoras do sistema econômico capitalista (MONTENEGRO GÓMEZ, 2007). Assim, no contexto dos constrangimentos originais impostos pela dinâmica macroeconômica, trata-se de uma crítica crítica à crítica, que ataca a retórica do desenvolvimento (ESCOBAR, 2007), mas não consegue chegar ao nível do discurso. Levanta-se uma alternativa ao mundo mercantil e o pós-desenvolvimento de um eceticismo absoluto e essencialmente lacônico em termos proposicionais de seu escudo (MORAES, 2006; POLLARD et al., 2000).</p>
<p>
<disp-quote>
<p>[...] Definir um conteúdo específico para 'desenvolvimento', como costuma acontecer, [...] [mas sim] propor, discutir e testestar princípios e critérios tão abertos (mas também coerentes) quanto possível, para que a definição A do conteúdo de 'mudar para melhor' é deliberamente reservado como um direito e uma tarefa dos próprios agentes sociais (sujeitos, protagonistas), e não um privilégio do analista (SOUZA, 2013, p. 262-263, grifo do autor ).</p>
<p>[...] Definir um conteúdo específico para 'desenvolvimento', como costuma acontecer, [...] [mas sim] propor, discutir e testestar princípios e critérios tão abertos (mas também coerentes) quanto possível, para que a definição A do conteúdo de 'mudar para melhor' é deliberamente reservado como um direito e uma tarefa dos próprios agentes sociais (sujeitos, protagonistas), e não um privilégio do analista (SOUZA, 2013, p. 262-263, grifo do autor ).</p>
</disp-quote>
</p>
<p>Temos que admitir vários pontos em nossos argumentos pós-desenvolvimento. De fato, a história do desenvolvimento justifica a acusação de que seus projetos mal forneciam um envelope discursivo para estratégias tributárias para direcionar fluxos de capitais para países ricos. Também é legítimo questionar um desenvolvimento autointitulado como único caminho (o da ocidentalização), negligenciando a possibilidade da existência de otherros caminhos. No entanto, a consideração é necessária ao ir além desse ponto. Primeiro, porque essa não é a proposta de muitas concepções alternativas de desenvolvimento, como o desenvolvimento inclusivo de Ignacy Sachs (2008) ou as amplas discussões sobre desenvolvimento territorial (DELGADO; BONNAL; LEITE, 2007; SAQUET, 2019), entre outras abordagens. Segundo</p>
<p>É um ímpeto pós-moderno que foi incorporado após o desenvolvimento, uma condescendência passiva com a desigualdade (chamada diversidade) que a lúcida autocrítica de Bauman (1999) denuncia:</p>
<p>
<disp-quote>
<p>As notícias da pobreza e do sofrimento humano surgem como as histórias mais coloridas em muitas imagens sobre os vários modos de vida que as pessoas estão destinadas a carregar (para a história, religião, cultura). Para uma mentalidade inclinada a tratar a sociedade como um projeto inacabado a ser concluído pelos administradores, a pobreza era uma abominação; Sua expectativa de vida dependia exclusivamente de determinação administrativa. Para a mentalidade que repele visões globais, desconfiada de todos os projetos de engenharia social, essa pobreza nada mais é do que um elemento na infinita variedade da existência.Mais de uma vez, como nos tempos pré-modernos, condenados do conhecimento inescrutável e atemporal da ordem divina, podemos conviver com visões cotidianas de fome, desamparo, vidas sem futuro e sem dignidade.</p>
</disp-quote>
</p>
<p>Peet e Hartwick (2009) conseguiram sentir urgência e tornar fácil pensar que milhares de pessoas vivem em extrema pobreza. Numa relativização excessiva e quase irracional de qualquer formulação teórica postulada 4(MARKUSEN, 1999; PACIONE, 1999; SOKAL; BRICMONT, 2010), a própria ideia de pobreza – não seriam formas menos materialistas de existência? (RAHNEMA, 2010) – é posto scrutínio e o sentido do termo "melhor" é questionado na ideia de mudança para melhor. A afirmação de Peet e Hartwick (2009) sobre a ansiedade de integrar os projetos de desenvolvimento de milhares de pessoas, que hoje vivem em subcondições de existência, é tratada como um papel condicionado para a sedução de uma narrativa. As pessoas foram doutrinadas a querer o desenvolvimento. Diante de um questionamento da natureza, que questiona a autenticidade da posição de Massey (2006) de abandonar a inopia, a penúria e o pauperismo, a posição de Massey (2006) – crítica severa ao desenvolvimento unidirecional e antidemocrático – parece ser a melhor resposta:</p>
<p>Sim, existem discursos hegemônicos sobre o desenvolvimento, mas o problema não são esses discursos em si, nem são os saberes ocidentais ou as tecnologias que tais discursos e saberes produziram, o problema são as relações assimétricas de poder que utilizam esses instrumentos (FRASER, 2000).</p>
<p>
<disp-quote>
<p>Como as análises pós-estruturalistas são geralmente delineadas, na prática, em agência por trás do discurso ou supergeneralizam a agência como 'modernidade' ou 'poder' [...]. Há uma ênfase excessiva na representação e enquadramento dos imaginários em detrimento da praticidade e da ação (PEET; HARTWICK, 2009, p. 233, translação nossa).</p>
</disp-quote>
</p>
<p>Em consonância com o entendimento desses autores, entende-se que o desenvolvimento foi utilizado por projetos que têm sido utilizados pelo propósito equitativo de uma vida melhor para todos. No entanto, isso não significa que a busca por transformações positiva deva ser abandonada em favor de uma indulgência contemplativa da diversidade/desigualdade. A ideia de desenvolvimento ainda tem um enorme potencial não realizado que pode ser apropriado por quem mais precisa.</p>
<p>Dois entendimentos emergem dessa apreensão. A primeira é que autores alinhados ao pós-desenvolvimento apresentam reflexões importantes e necessárias. Tais reflexões emanam do flanco da corrente voltada para indicar os sucessivos fracassos do desenvolvimento proposto e as inconsistências e insuficiências presente nas propostas alternativas de desenvolvimento 5. Essas críticas denunciam os artifícios utilizados pelos discursos hegemônicos nos processos de codesenvolvimento. optando pelo potencial social de muitas proposições recentes. Além disso, o pós-desenvolvimento torna visibel a presença de tendências etnocêntricas em certas construções retóricas e nos estimula a repensar o caráter artificial de muitos pilares da sociedade contemporânea. Portanto</p>
<p>Na linguagem mais objetiva, é preciso pensar o pós-desenvolvimento como elemento para a construção de um campo propositivo, que não foi beatificado no passado e não foi capaz de lidar com as expectativas do presente. Claro que a memória e as tradições culturais não podem ser esquecidas, pelo contrário, devem ser utilizadas com vista ao confrontamento das condições atuais. No entanto, as heranças do passado são bens e diferenciais, não lazos que nos impedem de enxergar o futuro que se abre para além da idealização do passado. Não propomos uma imposição do tempo à vida ou uma redução do espaço ao tempo nas palavras de Massey (2004, 2006), mas um conjunto cocoordenado de ações e eventos que mobilizam a realidade em uma direção desejável para alos que a constituem.</p>
<p>O segundo entendimento, entendido como o respeito à crítica ao pós-desenvolvimento, centrava-se em professar o completo abandono da ideologia do desenvolvimento. Entende-se, juntamente com Pacione (1999) e Souza (1996), que uma ideologia não poderia ser definitivamente rejeitada devido à cooptação das mesmas que as crenças do povo. O desenvolvimento não é intrinsecamente perverso, como postula Rist (2008), e não catastrophicamente. Ao contrário, é apenas uma palavra que expressa um ideal democrático e human: tornar a realidade menos perversomente socialmente. A impossibilidade fática de fazê-lo em bloco e sistemicamente não é argumento válido para bloquear a formulação de alternativas. Não há medida mais eficiente de manutenção do status quo que a inércia e, como diz Pieterse (2010),</p>
<p>De fato, reconhece Markusen (1999), é difícil pensar um projeto intelectual e operacional de sociedade em um mundo amplamente dominado por elites financeiras e industriais com margens de experiência que extrapolam sobretudo as possibilidades de reação em alguns lugares. Nesse ínterim, é necessário que os lugares se constituam a partir da, então há lacunas, lacunas, lacunas pelas quais é possível construir possibilidades fáticas de mudança. Não há certeza sobre os resultados, as consequências que a mobilização de ações nesse sentido pode gerar. No entanto, há certeza de onde a inação ou a apatia podem levar. "O que se pode esperar não é mais o melhor dos dois mundos, mas um mundo melhor" (MORIN, 2013, p. 381). Não se trata mais de propor grandes rupturas, más pequenos avanços, que abram caminho viável para sociedades menos assimétricas.</p>
<p>Nos últimos anos, tem surgido uma profusão de projetos alternativos de desenvolvimento, que busca contrapor a história de projetos e processos associados a esse termo.</p>
</sec>
<sec>
<title>CONCLUSÃO </title>
<p>O exercício teórico realizado neste artigo propõe uma reflexão sobre as bases teóricas, argumentos e propostas do pós-desenvolvimento. Esta é a discussão realizada para permitir uma análise crítica do conteúdo difundido pela corrente e optou-se pela retenção de críticas capazes de contribuir para a construção de projetos de desenvolvimento e o afastamento de ideologias que dificilmente podem contribuir para os processos de mudança para a melhoria da vida das pessoas Dificilmente qualquer formulação teórico-proposicional se limita a limitações.  Falhas e lapsos. Apontar esses limites é válido para o avanço das discussões sobre o tema, o que não é válido é a total desconsideração das ideias apresentadas devido às suas imperfeições. É assim que você vê o desenvolvimento e também o próprio debate no campo da construção do conhecimento.</p>
<p>Como resultado dos discursos hegemônicos, o desenvolvimento do  São Paulo e São PauloO reconhecimento dessa situação levou um grupo de autores a romper com o desenvolvimento e acusá-lo de ser o principal responsável por qualquer tipo de desastre que assola o mundo desde a segunda metade do século XX. Muitos dos pontos levantados pelos críticos do pós-desenvolvimento são relevantes, mas não aqueles que confundem a ideia com os usos reais dela. O desenvolvimento não inventou a desigualdade, a injustiça social ou a má distribuição de renda. É verdade que muitos de seus projetos levaram a um agravamento desses problemas, mas pelo ludismo já sabe que as máquinas não podem ser responsabilizadas pela exploração dos trabalhadores.Quando uma ideia ou ideal é distorcido, o ideal não é abandonado, mas luta-se pela sua efetiva construção.</p>
</sec>
<sec>
<title>RECONHECIMENTO </title>
<p>Este trabalho é resultado de pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no período de 01/04/2018 a 30/11/2020 (Bolsa Regular de Doutorado, processo n° 2017/04889-3). No entanto, as opiniões, hypoteses e conclusões expressas neste artigo são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a visão da FAPESP.</p>
</sec>
<sec>
<title>ANOTAÇÕES </title>
<p>1 - A literatura acêmica, seja favorável (PEET; HARTWICK, 2009; SOUZA, 1996; WATTS; PEET, 1996) ou desertor (ESTEVA, 2009; MONTENEGRO GÓMEZ, 2006; SACHS, 1990) do desenvolvimento, tende a concordar com a data do momento em que o desenvolvimento atingiu o status de imperativo global: o discurso do presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, em 20 de janeiro de 1949. Quando Truman se referiu aos países que compõem os Estados Unidos, Europa e Japão como desenvolvidos e os países que compõem a América Latina, África e parte da Ásia como subdesenvolvidos e declarou o mundo como a missão histórica do primeiro grupo de países a liderar nos últimos anos de desenvolvimento.</p>
<p>2- Vale ressaltar a existência de posições críticas em visões relativamente alinhadas com o pós-desenvolvimento, não no caso de Hobart (1993), que se refere enfaticamente à idealização dos movimentos sociais e ao atavismo opressor nas visões idílicas do passado.</p>
<p>3- O próprio Orlando Fals Borda, ao assinar a introdução do livro de Escobar (2007), o reconhece.</p>
<p>4- Novamente, é necessário enfatizar a posição de Hobart (1993) em relação à inclinação pós-moderna de questionar a existência de qualquer produção científica válida de conhecimento: "Não se segue uma posição neutra privilegiada para apreender a verdade, não se segue que todas as representações sejam iguais ou que nada de valor possa ser dado" (HOBART,  1993, p. 12, tradução nossa).</p>
<p>5- É relevante considerar essa afirmação, destacando certas tendências do pós-desenvolvimento em ignorar formalmente muitas das reformulações do presente em propostas alternativas de desenvolvimento. Um exemplo disso pode ser encontrado ao retomar, na seção anterior, os postulados imaginários e práticos defendidos pelo pós-desenvolvimento no entendimento de Escobar (2009), que são, em geral, pontos reconhecidos e endossados por grande parte dos concepções alternativas de desenvolvimento atualmente.</p>
</sec>
</body>
<back>
<ref-list>
<title>
<bold>REFERÊNCIAS</bold>
</title>
<ref id="redalyc_273674020002_ref52">
<mixed-citation>BAUMAN, Z. Modernidade e ambivalência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. 334p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>BAUMAN</surname>
<given-names>Z</given-names>
</name>
</person-group>
<source>BAUMAN, Z. Modernidade e ambivalência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. pág. 334.</source>
<year>1999</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref53">
<mixed-citation>COSTA, S. Desprovincianizando a sociologia: uma contribuição pós-colonial. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 21, não. 60, pp. 117-134, fev. 2006</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>COSTA</surname>
<given-names>S</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Desprovincianizando a sociologia: uma contribuição pós-colonial.</article-title>
<source>v. 21, não. 60, págs. 117-134</source>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref54">
<mixed-citation>DE VRIES, P. Não comprometa seu desejo de desenvolvimento! Um repensar lacaniano/deleuziano da máquina antipolítica. Terceiro Mundo Trimestral, v. 28, não. 1, pp. 25-43, 2007.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>POR VRIES</surname>
<given-names>P</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Não comprometa seu desejo de desenvolvimento! Um repensar lacaniano/deleuziano da máquina antipolítica.</article-title>
<source>DE VRIES, P. Não comprometa seu desejo de desenvolvimento! Um repensar lacaniano/deleuziano da máquina antipolítica. Terceiro Mundo Trimestral, v. 28, não. 1, pp. 25-43, 2007.</source>
<year>2007</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref55">
<mixed-citation>DELGADO, NG; OLIVEIRA, P.; LEITE, SP Desenvolvimento territorial: articulação de políticas públicas e atores sociais. Relatório parcial. Rio de Janeiro: IICA – OPPA/CPDA/UFRRJ, 2007.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="other">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>FINO</surname>
<given-names>NG</given-names>
</name>
<name>
<surname>BONNAL</surname>
<given-names>P</given-names>
</name>
</person-group>
<source>DELGADO, NG; OLIVEIRA, P.; LEITE, SP Desenvolvimento territorial: articulação de políticas públicas e atores sociais. Relatório parcial. Rio de Janeiro: IICA – OPPA/CPDA/UFRRJ, 2007.</source>
<year>2007</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref56">
<mixed-citation>ESCOBAR, A. A invenção do Terceiro Mundo: construção e desconstrução do desenvolvimento. Caracas, Venezuela: Fundação Editorial el perro y la rana, 2007. 419p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>ESCOBAR</surname>
<given-names>A</given-names>
</name>
</person-group>
<source>OLIVEIRA, A.; A invenção do Terceiro Mundo: construção e desconstrução do desenvolvimento. Caracas, Venezuela: Fundação Editorial el perro y la rana, 2007. 419 págs.</source>
<year>2007</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref57">
<mixed-citation>ESCOBAR, A. Planejamento. In: SACHS, W. (ed.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed. Londres: Zed Books, 2010. p. 145-160.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>ESCOBAR</surname>
<given-names>A</given-names>
</name>
</person-group>
<source>ESCOBAR, A. Planejamento. In: SACHS, W. (org.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed., Londres: Zed Books, 2010. p. 145-160.</source>
<year>2010</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref58">
<mixed-citation>ESCOBAR, A. Uma minga para o pós-desenvolvimento. América Latina em Movimento, Quito, ano XXXIII, época II, p. 26-30, junho de 2009</mixed-citation>
<element-citation publication-type="other">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>ESCOBAR</surname>
<given-names>A</given-names>
</name>
</person-group>
<source>durante</source>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref59">
<mixed-citation>ESTEVA, G. Desenvolvimento. In: SACHS, W. (ed.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed. Londres: Zed Books, 2010. p. 1-23.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>ESTEVA</surname>
<given-names>G</given-names>
</name>
</person-group>
<source>ESTEVA, G. Desenvolvimento. In: SACHS, W. (org.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed., Londres: Zed Books, 2010. p. 1-23.</source>
<year>2010</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref60">
<mixed-citation>ESTEVA, G. Além do desenvolvimento: o bem viver. América Latina em Movimento, Quito, ano XXXIII, época II, p. 1-5, junho 2009</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>ESTEVA</surname>
<given-names>G</given-names>
</name>
</person-group>
<source>ESTEVA, G. Além do desenvolvimento: o bem viver. América Latina em Movimento, Quito, ano XXXIII, época II, p. 1-5, junho 2009</source>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref61">
<mixed-citation>FRASER, N. Repensando o reconhecimento. New Left Review, Londres, v. 3, pág. 107-120, maio/junho de 2000.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="newspaper">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>FRASER</surname>
<given-names>N</given-names>
</name>
</person-group>
<source>FRASER, N. Repensando ou reconcohecimento. New Left Review, Londres, v. 3, pp. 107-120, maio/junho de 2000.</source>
<year>2000</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref62">
<mixed-citation>FURTADO, C. O mito do desenvolvimento econômico. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. 92p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>FURTADO</surname>
<given-names>C</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>O mito do desenvolvimento econômico</article-title>
<source>FURTADO, C.; O mito do desenvolvimento econômico. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. 92 págs.</source>
<year>2000</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref63">
<mixed-citation>HOBART, M. Introdução: o crescimento da ignorância? In: HOBART, M. (ed.). Uma crítica antropológica do desenvolvimento: o crescimento da ignorância? Londres: Routledge, 1993. p. 1-30</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>HOBART</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
</person-group>
<source>HOBART, M. Introdução: o crescimento da ignorância? In: HOBART, M. (org.). Uma crítica antropológica do desenvolvimento: o crescimento da ignorância? Londres: Routledge, 1993. pág. 1-30</source>
<year>1993</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref64">
<mixed-citation>MARKUSEN, A. Conceitos confusos, evidências escassas, distância política: o caso de rigor e relevância política em estudos regionais críticos. Estudos Regionais, Brighton, v. 33, nº. 9, pág. 869-884, 1999.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MARKUSEN</surname>
<given-names>A</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Onze confusos, evidências escassas, distância política: o caso do rigor e da relevância política nos estudos regionais críticos.</article-title>
<source>MARKUSEN, A. Conceitos confusos, evidências escassas, distância política: o caso de rigor e relevância política em estudos regionalais críticos. Estudos Regionais, Brighton, v. 33, nº. 9, pp. 869-884, 1999.</source>
<year>1999</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref65">
<mixed-citation>MASSEY, D. Filosofia e política da espacialidade: algumas considerações. GEOgraphia, Niterói, ano 6, n. 12, p. 7-23, 2004.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MASSEY</surname>
<given-names>D</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Filosofia e política da espacialidade: algumas considerações.</article-title>
<source>MASSEY, D. Filosofia e política da espacialidade: algumas considerações. GEOGRAFIA, Niterói, ano 6, n. 12, p. 7-23, 2004.</source>
<year>2004</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref66">
<mixed-citation>MASSEY, D. La conceptualización del espacio y la cuestión de la política en un mundo globalizado. In: SILVA, J. B. da; LIMA, L. C.; ELIAS, D. (org.). Panorama da geografia brasileira I. São Paulo: Annablume, 2006. p. 11-19.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MASSEY</surname>
<given-names>D</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>A conceituação de espaço e a questão da política em um mundo globalizado.</article-title>
<source>OLIVEIRA, D.; A conceituação de espaço e a questão da política em um mundo globalizado. In: SILVA, J. B. da; OLIVEIRA, A. C.; ELIAS, D. (org.). Panorama da geografia brasileira I. São Paulo: Annablume, 2006. p. 11-19.</source>
<year>2006</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref67">
<mixed-citation>MASSEY, D. Pelo espaço: uma nova política da espacialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. 312p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MASSEY</surname>
<given-names>D</given-names>
</name>
</person-group>
<source>MASSEY, D. Pelo espaço: uma nova política da espacialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. pág. 312.</source>
<year>2008</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref68">
<mixed-citation>MONTENEGRO GÓMEZ, J. Desenvolvimento em (des)construção: narrativas escalares sobre desenvolvimento territorial rural. 2006. Tese (Doutorado em Geografia) — Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2006.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MONTENEGRO GÓMEZ</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Desenvolvimento em (des)construção: narrativas escalares sobre desenvolvimento territorial rural.</article-title>
<source>MONTENEGRO GÓMEZ, J. Desenvolvimento em (des)construção: narrativas escalares sobre desenvolvimento territorial rural. 2006. Tese (Doutorado em Geografia) — Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2006.</source>
<year>2006</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref69">
<mixed-citation>MONTENEGRO GÓMEZ, J. Desenvolvimento em (des) construção: provocações e questões sobre desenvolvimento e geografia. In: FERNANDES, B. M.; MARQUES, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (org.). Geografia Agrária: teoria e poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007. p. 39-54.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MONTENEGRO GÓMEZ</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
</person-group>
<source>MONTENEGRO GÓMEZ, J. Desenvolvimento em (des) construção: provocações e questões sobre desenvolvimento e geografia. In: FERNANDES, B. M.; OLIVEIRA, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (org.). Geografia Agrícola: Teoria e Poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007. p. 39-54.</source>
<year>2007</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref70">
<mixed-citation>MONTENEGRO GÓMEZ, J. Los límites del consenso – la propuesta de desarrollo territorial rural en América Latina. In: FERNANDES, B. M. (org.). Campesinato e agronegócio na América Latina: a questão agrária atual. São Paulo: Expressão Popular, 2008. p. 249-274.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MONTENEGRO GÓMEZ</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
</person-group>
<source>MONTENEGRO GÓMEZ, J.; Os Limites do Consenso – A Proposta de Desenvolvimento Territorial Rural na América Latina. In: FERNANDES, B. M. (org.). Campesinato e agronegócio na América Latina: uma busca pela agricultura atual. São Paulo: Expressão Popular, 2008. p. 249-274.</source>
<year>2008</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref71">
<mixed-citation>MORAES, A. C. R. Na trilha do purgatório: política e modernidade na geografia brasileira contemporânea. In: SILVA, J. B. da; LIMA, L. C.; DANTAS, E. W. C. (org.). Panorama da Geografia Brasileira II. São Paulo: Annablume, 2006. p. 39-46.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MORAES</surname>
<given-names>A. C. R</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Na trilha do purgatório: política e modernidade na geografia brasileira contemporânea</article-title>
<source>MORAES, A. C. R. Na trilha do purgatório: política e modernidade na geografia brasileira contemporânea. In: SILVA, J. B. da; OLIVEIRA, A. C.; DANTAS, E. W. C. (org.). Panorama da Geografia Brasileira II. São Paulo: Annablume, 2006. p. 39-46.</source>
<year>2006</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref72">
<mixed-citation>MORIN, Edgar. A via para o futuro da humanidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013. 392p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>MORIN</surname>
<given-names>Edgar</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>A via para o futuro da humanidade.</article-title>
<source>MORIN, Edgar. A via para o futuro da humanidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013. pág. 392.</source>
<year>2013</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref73">
<mixed-citation>PACIONE, M. Applied geography: in pursuit of useful knowledge. Applied Geography, v. 19, p. 1-12, 1999.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>PACIONE</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Geografia aplicada: em busca do conhecimento útil.</article-title>
<source>PACIONE, M. Geografia Aplicada: em busca do conhecimento útil. Geografia Aplicada, v. 19, p. 1-12, 1999.</source>
<year>1999</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref74">
<mixed-citation>PEET, R. Imaginários do desenvolvimento. In: FERNANDES, B. M.; MARQUES, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (org.). Geografia agrária: teoria e poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007. p. 19-37.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>PEET</surname>
<given-names>R</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Imaginários do desenvolvimento.</article-title>
<source>PEET, R. Imaginários do desenvolvimento. In: FERNANDES, B. M.; OLIVEIRA, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (org.). Geografia Agrícola: Teoria e Poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007. p. 19-37.</source>
<year>2007</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref75">
<mixed-citation>PEET, R; HARTWICK, E. Theories of development: contentions, arguments, alternatives. 2nd. ed. New York: The Guil Ford Press, 2009. 324p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>PEET</surname>
<given-names>R</given-names>
</name>
<name>
<surname>HARTWICK</surname>
<given-names>E</given-names>
</name>
</person-group>
<source>RIBEIRO, R; HARTWICK, E. Teorias do Desenvolvimento: Conteúdos, Argumentos, Alternativas. 2ª ed., Nova York: The Guil Ford Press, 2009. pág. 324.</source>
<year>2009</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref76">
<mixed-citation>PIETERSE, J. N. Development Theory: deconstructions/reconstructions. 2nd. ed. London: SAGE, 2010.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>PIETERSE</surname>
<given-names>J. N</given-names>
</name>
</person-group>
<source>PIETERSE, J. N. Teoria do desenvolvimento: desconstruções/reconstruções. 2ªed. Londres: SAGE, 2010.</source>
<year>2010</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref77">
<mixed-citation>PIETERSE, J. N. My paradigm or yours? Alternative Development, Post-Development, Reﬂexive Development. Development and Change, Oxford, v. 29, p. 343-373, 1998.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>PIETERSE</surname>
<given-names>J. N</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Meu paradigma ou o seu? Desenvolvimento Alternativo, Pós-Desenvolvimento, Desenvolvimento Reflexivo</article-title>
<source>PIETERSE, J. N. Meu paradigma ou o seu? Desenvolvimento Alternativo, Pós-Desenvolvimento, Desenvolvimento Reflexivo. Desenvolvimento e Mudança, Oxford, v. 29, p. 343-373, 1998.</source>
<year>1998</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref78">
<mixed-citation>POLLARD, J.; HENRY, N.; BRYSON, J.; DANIELS, P. Shades of grey? Geographers and policy. Transactions of the Institute of British Geographers, London, v. 24, i. 2, p. 131-136, 2000.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>POLLARD</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
<name>
<surname>HENRY</surname>
<given-names>N</given-names>
</name>
<name>
<surname>BRYSON</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
<name>
<surname>DANIELS</surname>
<given-names>P</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Tons de cinza? Geógrafos e política</article-title>
<source>OLIVEIRA, J.; HENRIQUE, A.; Oliveira, J.; DANIELS, P. Tons de cinza? Geógrafos e política. Transactions of the Institute of British Geographers, Londres, v. 24, i. 2, p. 131-136, 2000.</source>
<year>2000</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref79">
<mixed-citation>RADOMSKY, G. W. Desenvolvimento, pós-estruturalismo e pós-desenvolvimento: a crítica da modernidade e a emergência de "modernidades" alternativas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 26, n. 75, p. 149-162, fev. 2011.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="newspaper">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>RADOMSKY</surname>
<given-names>G. W</given-names>
</name>
</person-group>
<source>RADOMSKY, G. W. Desenvolvimento, pós-estruturalismo e pós-desenvolvimento: uma crítica à modernidade e à emergência de "modernidades" alternativas. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 26, n. 75, p. 149-162, fev. 2011.</source>
<year>2011</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref80">
<mixed-citation>RAHNEMA, M. Poverty. In: SACHS, W. (ed.). The Development Dictionary: a guide to knowledge as power. 2nd. ed. London: Zed Books, 2010. p. 174-194.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>RAHNEMA</surname>
<given-names>M</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed., Londres:</article-title>
<source>RAHNEMA, M. Pobreza. In: SACHS, W. (org.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed., Londres: Zed Books, 2010. p. 174-194.</source>
<year>2010</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref81">
<mixed-citation>RIBEIRO, G. L. Poder, redes e ideologia no campo do desenvolvimento. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, v. 27, n. 1, p. 109-125, mar. 2008.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>RIBEIRO</surname>
<given-names>G. L</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>Poder, redes e ideologia no campo do desenvolvimento.</article-title>
<source>RIBEIRO, G. L. Poder, redes e ideologia no campo do desenvolvimento. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, v. 27, n. 1, p. 109-125, mar. 2008.</source>
<year>2008</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref82">
<mixed-citation>RIST, G. The history of development: from western origins to global faith. 3. ed. London: Zed Books, 2008. 288p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>RIST</surname>
<given-names>G</given-names>
</name>
</person-group>
<source>RIBEIRO, G.; A história do desenvolvimento: das origens ocidentais à fé global. 3. ed. Londres: Zed Books, 2008. pág. 288.</source>
<year>2008</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref83">
<mixed-citation>SACHS, I. Desenvolvimento: includente, sustentável, sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, 2008. 151p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SACHS</surname>
<given-names>I</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SACHS, I. Desenvolvimento: includente, sustentável, sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, 2008. 151 págs.</source>
<year>2008</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref84">
<mixed-citation>SACHS, W. Introduction. In: SACHS, W. (ed.). The Development Dictionary: a guide to knowledge as power. 2nd. ed. London: Zed Books, 2010a. p. xv-xx.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SACHS</surname>
<given-names>W</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SACHS, W. Introdução. In: SACHS, W. (org.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed., Londres: Zed Books, 2010a. p. xv-xx.</source>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref85">
<mixed-citation>SACHS, W. One world. In: SACHS, W. (ed.). The Development Dictionary: a guide to knowledge as power. 2nd. ed. London: Zed Books, 2010b. p. 111-126.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SACHS</surname>
<given-names>W</given-names>
</name>
</person-group>
<article-title>O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder.</article-title>
<source>SACHS, W. Um mundo. In: SACHS, W. (org.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed., Londres: Zed Books, 2010b. p. 111-126.</source>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref86">
<mixed-citation>SACHS, W. Preface to the New Edition. In: SACHS, W. (ed.). The Development Dictionary: a guide to knowledge as power. 2nd. ed. London: Zed Books, 2010c. p. vi-xiv.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SACHS</surname>
<given-names>W</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SACHS, W. Prefácio à Nova Edição. In: SACHS, W. (org.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed., Londres: Zed Books, 2010c. p. vi-xiv.</source>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref87">
<mixed-citation>SACHS, W. The archaeology of the develompent idea: six essays. Interculture, Montreal, v. XXIII, n. 4, p. 1-37, Fall 1990.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SACHS</surname>
<given-names>W</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SACHS, W. A arqueologia da ideia de desenvolvimento: seis ensaios. Interculture, Montreal, v. XXIII, n. 4, p. 1-37, outono de 1990.</source>
<year>1990</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref88">
<mixed-citation>SAID, E. W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 370p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SAID</surname>
<given-names>E. W</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SAID, E. W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 370 págs.</source>
<year>1990</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref89">
<mixed-citation>SAQUET, M. A. O conhecimento popular na praxis territorial: uma possibilidade para trabalhar com as pessoas. Geotema, Roma, Supplemento 2019, p. 5-16, 2019.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SAQUET</surname>
<given-names>M. A</given-names>
</name>
</person-group>
<source>OLIVEIRA, A. A.; O conhecimento popular na práxis territorial: uma possibilidade para trabalhar com as pessoas. Geotema, Roma, Suplemento 2019, p. 5-16, 2019.</source>
<year>2019</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref90">
<mixed-citation>SEVILLA GUZMÁN, E.; WOODGATE, G. Agroecology: foundations in agrarian social thought and sociological theory. Agroecology and Sustainable Food Systems, London, v. 37, n. 1, p. 32-44, 2013.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SEVILLA GUZMÁN</surname>
<given-names>E</given-names>
</name>
<name>
<surname>WOODGATE</surname>
<given-names>G</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SEVILHA GUZMÁN, E.; WOODGATE, G. Agroecologia: fundamentos do pensamento social agrícola e teoria sociológica. Agroecologia e Sistemas Alimentares Sustentáveis, Londres, v. 37, n. 1, p. 32-44, 2013.</source>
<year>2013</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref91">
<mixed-citation>SHIVA, V. Monoculturas da mente: perspectivas da biodiversidade e da biotecnologia. São Paulo: Gaia, 2003. 240p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SHIVA</surname>
<given-names>V</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SHIVA, V. Monoculturas da Mente: Perspectivas sobre Biodiversidade e Biotecnologia. São Paulo: Gaia, 2003. 240 págs.</source>
<year>2003</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref92">
<mixed-citation>SHIVA, V. Resources. In: SACHS, W. (ed.). The Development Dictionary: a guide to knowledge as power. 2nd. ed. London: Zed Books, 2010. p. 243-259.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SHIVA</surname>
<given-names>V</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SHIVA, V. Recursos. In: SACHS, W. (org.). O Dicionário do Desenvolvimento: um guia para o conhecimento como poder. 2ª ed., Londres: Zed Books, 2010. p. 243-259.</source>
<year>2010</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref93">
<mixed-citation>SOKAL, A.; BRICMONT, J. Imposturas intelectuais: o abuso da Ciência pelos filósofos pós-modernos. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2010. 316p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SOKAL</surname>
<given-names>A</given-names>
</name>
<name>
<surname>BRICMONT</surname>
<given-names>J</given-names>
</name>
</person-group>
<source>Oliveira, A.; BRICMONT, J. Imposturas intelectuais: o abuso da ciência pelos filos-pós-modernos. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2010. pág. 316.</source>
<year>2010</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref94">
<mixed-citation>SOUZA, M. L. de. Teorizando sobre o desenvolvimento em uma era de cansaço teórico, ou: sobre a necessidade de uma "teoria aberta" do desenvolvimento socioespacial. Revista Território, Rio de Janeiro, v. 1, não. 1, pág. 5-22, 1996.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="newspaper">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SOUZA</surname>
<given-names>M. L</given-names>
</name>
</person-group>
<source>SOUZA, M. L. de. Theorizando sobre o desenvolvimento em uma era de cansaço teoteo, ou: sobre a necessidade de uma "teoria aberta" do desenvolvimento socioespacial. Revista Território, Rio de Janeiro, v. 1, não. 1, pp. 5-22, 1996.</source>
<year>1996</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref95">
<mixed-citation>SOUZA, ML de. Os conceitos fundamentais da investigação socioespacial. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2013. 319p.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>SOUZA</surname>
<given-names>ML d</given-names>
</name>
<collab>SOUZA, ML de.</collab>
<collab>SOUZA, ML de.</collab>
</person-group>
<source>Fundamentalais</source>
<year>2013</year>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref96">
<mixed-citation>VEJA, JE da. Neodesenvolvimentismo: quinze anos de gestação. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 20, não. 3, pág. 83-94, jul./set. 2006</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname>VEJA</surname>
<given-names>JE da</given-names>
</name>
</person-group>
<source>VEJA, JE da. Neodesenvolvimentismo: quinze anos de gestação. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 20, não. 3, pp. 83-94, jul./set. 2006</source>
</element-citation>
</ref>
<ref id="redalyc_273674020002_ref97">
<mixed-citation>WATTS M.; PEET, R. Conclusão: rumo a uma teoria da ecologia da libertação. In: PEET, R.; WATTS, M. (ed.). Ecologias de libertação: meio ambiente, desenvolvimento, movimentos sociais. Londres: Routledge, 1996. p. 260-269.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<collab>WATTS M.</collab>
</person-group>
<source>WATTS M.; PEET, R. Conclusão: rumo a uma teoria da ecologia da libertação. In: PEET, R.; WATTS, M. (org.). Ecologias de libertação: meio ambiente, desenvolvimento, movimentos sociais. Londres: Routledge, 1996. p. 260-269.</source>
<year>1996</year>
</element-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>