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<journal-title specific-use="original" xml:lang="pt">Mercator - Revista de Geografia da UFC</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher" xml:lang="pt">MERCATOR</abbrev-journal-title>
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<issn pub-type="epub">1984-2201</issn>
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<publisher-name>Universidade Federal do Ceará</publisher-name>
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<country>Brasil</country>
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<article-id pub-id-type="art-access-id" specific-use="redalyc">273674020027</article-id>
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<subject>Sin sección</subject>
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<article-title xml:lang="en">VARIABILIDADE ESPACIAL DAS ESTIMATIVAS DE GERAÇÃO E CONECTIVIDADE DE SEDIMENTOS EM MICROBACIAS HIDROGRÁFICAS DE CONTRIBUIÇÃO UHE</article-title>
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<surname>Dias Nunes</surname>
<given-names>Elizon</given-names>
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<institution content-type="original">Pela Geographer Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia (GO), Brasil.</institution>
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<season>Enero-Diciembre</season>
<year>2022</year>
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<volume>21</volume>
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<title>Abstract</title>
<p>O conhecimento da variabilidade espacial da geração e transporte de sedimentos permite identificar com considerável precisão áreas críticas quanto à geração e escoamento de materiais detritais em bacias hidrográficas. Este trabalho tem como objetivo relacionar a variabilidade espacial da perda de solo e conectividade de sedimentos em uma bacia de contribuição do reservatório da Usina Hidrelétrica Batalha, no município de Cristalina (GO). A metodologia compreendeu a correlação espacial bivariada entre as estimativas de produção (MUSLE) e o Índice de Conectividade (IC) aplicado em escala de inclinação na área de contribuição da bacia. Os resultados indicam a configuração de quatro padrões espaciais: baixa produção e baixo índice de conectividade na maior parte da área, compreendendo as porções mais altas e planas; baixa produção e alto índice de conectividade no entorno de nascentes e canais de drenagem; alta produção e baixo índice de conectividade nas porções mais altas, íngremes e distantes; e alta produção e alta conectividade, predominando nas porções mais íngremes e mais próximas dos canais ou mesmo naquelas porções mais distantes, mas conectadas ao canal, nesta última situação por meio de linhas de escoamento superficial mais intensas. Nesse sentido, destaca-se a importância dessa metodologia na identificação de áreas críticas, que são áreas prioritárias para a implementação de medidas mitigadoras dos impactos decorrentes de processos erosivos hídricos.</p>
</abstract>
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<title>Resumo</title>
<p>O conhecimento da variabilidade espacial da produção e transporte de sedimentos permite identificar, com considerável precisão (diferentes situações, quanto), áreas críticas, bem como a geração e fluxo de materiais detritais em bacias hidrográficas. O objetivo deste artigo é relacionar a variabilidade espacial da perda do solo e a conectividade de sedimentos em uma bacia de contribuição do reservatório da usina hidrelétrica Batalha, no município de Cristalina (GO). A metodologia compreende a correlação espacial bivariada entre as estimativas de produção (MUSLE) e o Índice de Conectividade (IC) aplicado na escala de derramamento na área de contribuição para a bacia. Os resultados indicam a configuração de quatro padrões espaciais: baixa produção e baixo índice de conectividade na maior parte da área, compreendendo as portções más elevadas e planas; Baixa produção e elevado índice de conectividade nas imediações das nascentes e dos canais de drenagem; alta produção e baixo índice de conectividade nos portos mais elevados, ingleses e distantes; Alta produção e alta conectividade, predominando nos dois canais mais íngremes e próximos ou no mesmo distante e conectado ao canal, nesta última situação através de linhas de fluxo de maior pontuação superficial. Nesse sentido, destaca-se a importância dessa metodologia na identificação de áreas críticas e, portanto, prioritárias para a implementação de medidas mitigadoras contra os impactos decorativos dos processos erosivos da água.</p>
</trans-abstract>
<trans-abstract xml:lang="es">
<title>Resumen</title>
<p>O conhecimento da variabilidade espacial da produção e transporte de sedimentos permite identificar com alto grau de precisão diferentes situações de geração e escoamento de materiais detritais em bacias hidrográficas. Este trabalho tem como objetivo relacionar a variabilidade espacial da perda de solo e conectividade de sedimentos em uma bacia hidrográfica do reservatório da usina hidrelétrica Batalha, no município de Cristalina, Goiás, Brasil. A metodologia consistiu na correlação espacial bivariada entre as estimativas de produção (MUSLE) e o Índice de Conectividade (IC), aplicado na escala de inclinação na área de contribuição da bacia. Os resultados indicam a configuração de quatro padrões espaciais: baixa produção e baixo índice de conectividade na maior parte da área, compreendendo as porções mais altas e planas; baixa produção e alta conectividade no entorno de nascentes e canais de drenagem; alta produção e baixo índice de conectividade nas porções mais altas, íngremes e distantes; e alta produção e alta conectividade prevalecendo nas porções mais íngremes e mais próximas dos canais ou mesmo naquelas mais distantes e conectadas ao canal, nesta última situação através de linhas de escoamento superficial mais intensas. Nesse sentido, destaca-se a importância dessa metodologia na identificação de áreas críticas e, portanto, prioritárias para a implementação de medidas mitigadoras dos impactos decorrentes de processos erosivos da água.</p>
</trans-abstract>
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<title>Keywords</title>
<kwd>Erosão hídrica</kwd>
<kwd>Contribuição de Sedimentos</kwd>
<kwd>Áreas Críticas</kwd>
<kwd>Reservatórios de Água</kwd>
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<title>Palavras-chave</title>
<kwd>Erosão Hídrica</kwd>
<kwd>Entrada de Sedimentos</kwd>
<kwd>Áreas Críticas</kwd>
<kwd>Reservatórios</kwd>
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<title>Palabras clave</title>
<kwd>Erosão hídrica</kwd>
<kwd>Contribuição de Sedimentos</kwd>
<kwd>Áreas Críticas</kwd>
<kwd>Reservatórios</kwd>
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<sec sec-type="intro">
<title>INTRODUÇÃO</title>
<p>O conhecimento da variabilidade espaço-temporal dos táxons de degradação dos sedimentos isolados e da dinâmica dos sedimentos em bacias hidrográficas, principalmente aquelas com estruturas destinadas ao uso múltiplo da água, sempre foram de grande importância ao longo da história das civilizações (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref13">LIU et al., 2017</xref>). Isso porque essas grandes estruturas, além de regular o fluxo dos rios, atenuam os efeitos da sazonalidade climática e garantem água nos períodos de estiagem, passaram a adquirir, ao largo de su existência, novos significados devido à sua importância como fonte de abastecimento e energia. geração, entre tantas outras outras atividades relacionadas ao dinamismo econômico na área de influência de suas instalações (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref26">PHUONG; SHRESTHA; CHUONG, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref21">MORRIS, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref36">THOMAS et al., 2020).</xref>
</p>
<p>Os modelos espaço-temporais resultam da necessidade de preencher vazios espaciais e temporais decorrentes da impossibilidade (de levant cada área diretamente) de trabalhar com levantamento direto de campo. Trata-se de uma alternativa baseada em evidências e estruturada por meio de diversos dados contínuos e considerados mais importantes, apoiada direta e indiretamente por dados de cauda, e complementada por diferentes modos de verificação em campo (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref5">COLMAN et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref6">CORRÊA; CRUZ, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref7">EZZAOUINI et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref8">HARMON et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref17">MITASOVA et al., 1996</xref>). Modelos empíricos estão disponíveis, com eventuais discrepâncias em relação à realidade que pode ser observada no campo, quando aplicados a grandes áreas tornam-se significativos porque a cobertura espacial e temporal implica ganhos de eficiência. Os processos erosivos que ocorrem na terra'</p>
<p>Dentre os modelos sedimentológicos mais utilizados na maioria dos países, destaca-se o Universal Modified Single Loss (MUSLE), que após diversas adaptações, apresenta ampla aplicação e desempenho satisfatório para as mais diversas condições ambientais (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref1">AREKHI; SHABANI; ROSTAMIZAD, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref2">BENAVIDEZ et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref30">SADEGHI et al., 2014</xref>). Este é um modelo projetado para estimar as perdas de solo por evento de chuva. Foi desenvolvido na década de 1960 pelo Serviço Único de Conservação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (SCS - USDA) e desde então vem sendo modificado, conforme modificado para diversas condições geográficas (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref11">KITAHARA et al., 2002</xref>). Quando aplicada, essa equação permite a identificação de áreas potencialmente erodidas e, consequentemente, propensas ao manejo de sedimentos (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref33">SILVA, 2004</xref>).</p>
<p>Considerando o exposto, o presente trabalho tem como objetivo estimar e relacionar a variabilidade espacial da perda apenas do Índice de Conectividade (IC) de sedimentos na área de contribuição da bacia, bem como avaliar o resultado da interação das duas importantes variáveis na configuração de possíveis áreas críticas quanto à geração e transporte de sedimentos em uma hidrográfica tributária do córrego São Firmino no município de Cristalina - GO.</p>
</sec>
<sec sec-type="materials|methods">
<title>MATERIAIS E MÉTODOS</title>
<sec sec-type="materials|methods">
<title>LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO</title>
<p>A área de pesquisa compreende uma bacia hidrográfica da margem direta do Rio São Firmino, afluente do Rio São Marcos, no município de Cristalina no Estado de Goiás - Brasil, conforme <xref ref-type="fig" rid="gf1">Figura 1</xref>. As partes superiores, ems residuais e formas planas, são suportadas por Coberturas Ferruginosas Detrital-Lateríticas, compostas por aglomerados, lateritas, areia e argila. Os segmentos intermediários e mais elementos estão associados à dissecação do Grupo Canastra - Formação Paracatu com predominância de rochas como filito sericítico e filo carbonáceo. Estes transitam por segmentos mais baixos, planos e comuns, como a corrência de Depósitos Aluviais compostos por cascalho e areia (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref20">MOREIRA et al., 2008</xref>).</p>
<p>
<fig id="gf1">
<label>#fig1en.jpg</label>
<caption>
<title>
<xref ref-type="fig" rid="gf1">Figura 1</xref> - Localização da área de pesquisa na margem direta do Distrito de São Firmino, afluente do Rio Cristalino São Marcos - GO.</title>
</caption>
<alt-text>#fig1en.jpg Figura 1 - Localização da área de pesquisa na margem direta do Distrito de São Firmino, afluente do Rio Cristalino São Marcos - GO.</alt-text>
<graphic xlink:href="273674020027_gf2.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>Correlacionando a leitura e interpretação das obras de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref27">Resende (2016),</xref>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref29"> Rosa e colaboradores (2018) </xref>e <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref9">IBGE (2018),</xref> com variações morfométricas e morfográficas do terreno, destaca-se que as áreas mais altas e mais residentes têm predominância do Plintossolo (Concreção Pétrica), com textura variando de argilosa a pedregosa, seguida, por vezes, por segmentos abruptos como Leptossolo (Lítico Distrófico) de textura arenosa a pedregosa. Nas áreas mais baixas, há áreas mais planas, com predomínio de Ferralsol (Amarelo-Vermelho) e, na maior presença de Ferralsol (Vermelho), ambas distróficas e com textura variando de argilosa a muito argilosa. Indo para níveis mais baixos e dissecados, os Cambissolos (Haplics Distróficos) de textura argilosa predominam no meio, por vezes substituídos, quando em segmentos mais ingloriosos, os cabelos Leptossolo (Lítico Distrófico), também de textura arenosa a pedregosa, correndo em áreas mais isoladas. Por outro lado, há predomínio de Fluvissolo (Distrófico) ao longo período da planície com baixo gradiente altimetriano e conectado à reserva.</p>
<p>Trata-se de uma bacia que, embora desenvolvida de forma muito desenvolvida, tem tendência ao alongamento, cuja evolução se dá através de reentradas na forma de anfiteatro escalonado resultante da associação entre o gradiente altimetriano inferior não sentido longitudinal e declividades altas não transversais. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref19">Monteiro (1951),</xref> o clima da região pode ser caracterizado como tropical semiúmido, com inverno seco, precipitação pluviométrica de 5,3 mm a 6,9 mm, de junho a julho, e temperatura média de 24,6 °C no mesmo período. O verão é quente e chuvoso, com temperaturas em torno de 30,3 °C no exterior e precipitação acumulada variando de 243,1 mm a 275,2 mm em janeiro e dezembro (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref34">SILVA; SANTANA; PELEGRINI, 2006</xref>). Compreende uma importante área de intenso uso pela agricultura, principalmente a agricultura de precisão.</p>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>METODOLOGIA</title>
<p>A avaliação da variabilidade espacial do manejo e conectividade de sedimentos compreende a relação espacial bivariada entre as estimativas de perda apenas dos resultados da aplicação do Universal Modified Loss of Loss (MUSLE), e o Índice de Conectividade (IC) das costas, como o canal de drenagem. A primeira indica a capacidade de geração, enquanto a segunda permite avaliar a capacidade de transporte dos sedimentos gerados a montante de um ponto, bem como sua continuidade a jusante, que pode apresentar maior probabilidade de movimentação ou deposição. Portanto, a aplicação de ambos os procedimentos considerou a variabilidade espacial de fatores cumulativos, como condições de cobertura e uso do solo e erodibilicidade isoladamente, bem como os factores cumulativos resultantes do efeito das variáveis, bem como a compressão da vazão e da área de contribuição. Estes implicam o comportamento de variáveis dependentes, como vazão e intensidade de vazão. Esta adaptação procura ter em conta o contributo hidrossedimentológico de cada zona específica, os efeitos cumulativos, de quantidade por jusante, bem como preservar os protocolos de aplicação do MUSLE, à escala do declínio, evitando que a extensão dos canais fluviais influencie os resultados, nomeadamente sobrestimando os valores finais.</p>
<sec sec-type="methods">
<title>VARIABILIDADE ESPACIAL DAS ESTIMATIVAS DE PERDA DE SOLO</title>
<p>Uma estimativa de perda apenas do manejo de sedimentos foi determinada usando o (MUSLE), conforme proposto por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref41">Williams (1975);</xref>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref42">Williams (1981)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref35">Smith et al (1984).</xref> No presente trabalho, essa equação foi aplicada considerando a variabilidade espacial das variáveis independentes e dependentes, em uma escala de inclinação, com base na <xref ref-type="disp-formula" rid="e1">Equação 1</xref>:</p>
<p>
<disp-formula id="e1">
<label>#form1en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee2.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>Onde: Y = perda estimada apenas de não evento de chuva, em toneladas; Q = volume em escoamento, em m³; qp = vazão máxima do evento pluviométrica, em m³/s; e os parâmetros convencionais K, LS, C e P USLE. Neste ponto, nota-se que a estimativa da perda apenas da USLE Modificada, tende a ser mais detalhada no espaço e no tempo, pois está diretamente relacionada às condições hidrológicas momentâneas, especialmente à variabilidade espacial do volume convertido na superfície e pico de vazão.</p>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>VARIABILIDADE ESPACIAL DAS ESTIMATIVAS DE ESCOAMENTO (Q) E PICO DE DESCARGA - QP</title>
<p>O volume convertido em escoamento superficial (Q) foi determinado a partir do produto da precipitação efetiva (Pe) pela área específica de contribuição. Portanto, foi adotado pelo Soil Conservation Service (SCS), o Natural Resource Conservation Service (NRCS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) (NRCS, 2004), na determinação da precipitação efetiva ou altura de profundidade da água convertida no estuário. Esta proposta consiste na relação entre a precipitação resultante do evento pluviométrico e a capacidade de infiltração isoladamente, de acordo <xref ref-type="disp-formula" rid="e2">Equação 2</xref>:</p>
<p>
<disp-formula id="e2">
<label>#form2en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee3.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>onde: Pe = precipitação efetiva ou altura da vazão de água resultante, em mm; P = precipitação ou altura da chuva resultante do evento chuvoso, em mm; S = infiltração potencial do solo, em mm; e Ia =&gt; 0,2 S = abstração ou perda inicial considerada, em mm. Como observado na primeira parte da Equação 2, a precipitação efetiva considera uma perda inicial correspondente a 20% do potencial de infiltração devido à interceptação da vegetação, retenções microambientais, bem como outras formas de poluição ambiental. Isso implica afirmar que chuvas com volume total inferior a 20% do potencial de infiltração do solo não proporcionalam escoamento superficial.</p>
<p>Portanto, o total acumulado de precipitação resultante do evento pluviométrico considerado não presente foi determinado pela relação Intensidade-Duração-Frequência (IDF), proposta por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref39">Villela e Mattos (1975),</xref> através do levantamento obtido por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref24">Oliveira e colaboradores (2005)</xref> para o município de Cristalina, através da<xref ref-type="disp-formula" rid="e3"> Equação</xref>
</p>
<p>
<disp-formula id="e3">
<label> #form3en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee4.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>Onde: i = Intensidade máxima média de precipitação, mm por h; TR = tempo de retorno, em anos; t = tempo de concentração do escoamento superficial, em min; k, a, b e c são coeficientes de ajuste específicos para estações meteorológicas. Portanto, considerou-se um tempo de retorno de 25 anos, e um tempo de chuva igual ao tempo de concentração do escoamento superficial da referida bacia, que foi calculado com base na proposta de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref40">Watt e Chow (1985)</xref>
<xref ref-type="disp-formula" rid="e4">Equação 4</xref>.</p>
<p>
<disp-formula id="e4">
<label> #form4en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee5.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>onde: Tc = tempo de concentração do escoamento superficial, em min; L = comprimento da linha de fluxo principal da bacia, em km; e Sw = declividade média da bacia em m/m.</p>
<p>Os valores de S foram estimados com base nos valores de CN (Curve Number) ou Flow Number, conforme proposto <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref22">NRCS - USDA (2004),</xref> conforme apresentado na <xref ref-type="disp-formula" rid="e5">Equação 5</xref>.</p>
<p>
<disp-formula id="e5">
<label> #form5en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee6.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>onde: S = infiltração potencial do solo, em mm; CN = Número de curvas, adimensionais; E 25400 e 254 são constantes provenientes do modelo. A relação entre tipos de cobertura e condições de uso do solo, tipos de somente (Grupos Hidrológicos) e sua correspondência em valores de NC é apresentada nas Tabelas 1 e 2.</p>
<p>O pico de vazão (qp) foi determinado a partir do produto resultante da precipitação efetiva na área de contribuição, distribuída na precipitação horária do hidrograma, que corresponde ao intervalo entre os picos de chuva e vazão, conforme <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref31">proposta de Schwab e outros (1981),</xref> com base na <xref ref-type="disp-formula" rid="e6">Equação 6</xref>:</p>
<p>
<disp-formula id="e6">
<label> #form6en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee7.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>Onde: QP = Vazão de pico do evento, em m³/s; Pe = precipitação efetiva ou parcela da precipitação disponível para escoamento superficial, em mm; A = área de contribuição, em ha; e Tp = horário de ponta do hidrógrafo, em horas. Na aplicação desta equação foi considerado um horário de pico correspondente a 0,6 do tempo de concentração para cada bacia através da <xref ref-type="disp-formula" rid="e7">Equação 7</xref>.</p>
<p>
<disp-formula id="e7">
<label> #form7en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee8.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS HIDROLÓGICOS (GH) E DA ERODIBILIDADE DO SOLO (FATOR K)</title>
<p>Os Grupos Hidrológicos, bem como os valores de erodibilidade dos solos foram determinados com base na avaliação dos tipos de solo, nomeadamente textura e profundo.</p>
<p>
<fig id="gf7">
<label>#tab1en.jpg</label>
<caption>
<title>Tabela 1 - Classes de solos, texturas e suas correspondências em Grupos Hidrológicos e sua Erodibilidade. * Adaptado de, Tucci (2008); Tucci e Marques (2001). ** Adaptado de Mannigel et al (2008); (2022).</title>
</caption>
<alt-text>#tab1en.jpg Tabela 1 - Classes de solos, texturas e suas correspondências em Grupos Hidrológicos e sua Erodibilidade. * Adaptado de, Tucci (2008); Tucci e Marques (2001). ** Adaptado de Mannigel et al (2008); (2022).</alt-text>
<graphic xlink:href="273674020027_gf9.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>Adaptado de Mannigel et al (2008); (2022).</attrib>
</fig>
</p>
<p>O mapa de solos foi elaborado a partir da compilação e revisão dos mapeamentos existentes para a área (RESENDE, 2016; ROSA et al., 2018; IBGE, 2018), seguido de ajuste cartográfico, com base na morfometria e morfografia do relé, além de levantamentos adicionais de campo. Investigações. Os tipos de solo, sua correspondência em grupos hidrológicos e sua erodibilidade são apresentados na Tabela 1.</p>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>ELABORAÇÃO DO MODELO DIGITAL DE ELEVAÇÃO E CÁLCULO DO FATOR TOPOGRÁFICO - FATOR LS</title>
<p>O cálculo do fator LS foi realizado com base na proposta metodológica de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref15">McCool et al (1987).</xref> Trata-se de uma adaptação do projeto clássico do fator derivado MUSLE para terrenos com declividades mais acentuadas, evitando a superestimação dos resultados devido a maiores declínios. Assim, o fator LS foi calculado com base na <xref ref-type="disp-formula" rid="e8">Equação 8</xref>.</p>
<p>
<disp-formula id="e8">
<label>#form8en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee9.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>onde: L = comprimento da rampa, em m; m = expoente adimensional, que foi calculado usando a <xref ref-type="disp-formula" rid="e9">Equação 9</xref>:</p>
<p>
<disp-formula id="e9">
<label>#form9en.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee10.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>onde: θ = ângulo de inclinação, em graus, ou seja, θ = tangente (s/100), onde s = inclinação em %. Assim, Fator S = 3,0 (sem θ) 0,8 + 0,56 (para compressões em rampa menores que 4 m); S = 10,8 sin θ + 0,53 (para compressões em rampa maiores que 4 m e declivid menor que 9%); S = 16,8 sin θ - 0,5 (para compressões em rampa maiores que 4 m e inclinação maior que 9%). O cálculo do fator LS foi aplicado apenas ao longo das encostas, para que os lineamentos do rio não influenciassem nos valores resultantes.</p>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>DETERMINAÇÃO DO FATOR DE USO/COBERTURA E GESTÃO DO SOLO (CP) E NÚMERO DA CURVA (CN)</title>
<p>O mapeamento das condições de uso e cobertura da terra busca conhecer os padrões fitofisionômicos do Cerrado (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref28">RIBEIRO; WALTER, 2008</xref>), e sua correspondência com os valores do fator PC, conforme adaptado de <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref32">Stein et al (1987).</xref>
<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref25"> Oliveira (2012),</xref> também procurou contemplar os efeitos decorativos da relação entre precipitação e comportamento isoladamente, como proposto por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref38">Tucci (2008)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref37">Tucci e Marques (2001),</xref> resultando em valores de Número de Curva (NC). Por este método, os valores de NC variam de 0 (baixa capacidade de escoamento) a 100 (alta capacidade de escoamento). Vale ressaltar que o cálculo considerou o solo na condição de umidade antecedente III (AMC III), que considera um volume de chuva maior que 53 mm nos 5 dias anteriores. Por esta razão,</p>
<p>
<fig id="gf8">
<label>#tab2en.jpg</label>
<caption>
<title>Tabela 2 - Condições de uso e cobertura do solo e seus respectivos valores, Número da Curva e fator CP. * Adaptado de, Tucci (2008); Tucci e Marques (2001). (1987); Oliveira (2012).</title>
</caption>
<alt-text>#tab2en.jpg Tabela 2 - Condições de uso e cobertura do solo e seus respectivos valores, Número da Curva e fator CP. * Adaptado de, Tucci (2008); Tucci e Marques (2001). (1987); Oliveira (2012).</alt-text>
<graphic xlink:href="273674020027_gf10.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
<attrib>(1987); Oliveira (2012).</attrib>
</fig>
</p>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>ÍNDICES DE FLUXO E CONECTIVIDADE DE SEDIMENTOS - CI</title>
<p>O Índice de Conectividade – IC (índices de fluxo e conectividade de sedimentos) baseia-se na probabilidade de fluxo entre células, cujo gradiente permite a formação de lineamentos em uma matriz de dados. Para tanto, foi calculado com base na proposta de Borselli, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref3">Cassi e Torri (2008),</xref> que correlacionou dados observados em campo com estimativas obtidas por meio de modelagem de dados espaciais georreferenciados, também analisados e implementados no ambiente SIG por<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref4"> Cavalli e outros (2013)</xref> e também aplicados por <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref16">Mishra et al (2019),</xref> por meio do <xref ref-type="disp-formula" rid="e10">Equação 10</xref>:</p>
<p>
<disp-formula id="e10">
<label>#form10pt.jpg</label>
<graphic xlink:href="273674020027_ee11.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</disp-formula>
</p>
<p>Onde: Dup corresponde ao potencial de carreamento de sedimento produzido pela inclinação da enésima célula da matriz de dados, e o potencial da inclinação da inclinação da célula é rebaixado. A relação entre os dois define o índice de conectividade (IC). Os componentes da célula vertical W = índice de rugosidade médio, adimensional (neste caso foi utilizado o fator USLE CP); S = média de dois gradientes, em m/m, ambos da área de contribuição (A em m²) para a célula n. Das componentes a jusante temos dn = comprimento do fluxo, em m; Wn = índice de rugosidade; e Sn = gradiente de inclinação, ambos referents à cell n da matriz de dados. Quanto à área mínima de contribuição, esta decorreu do tamanho da celular ou da resolução espacial do conjunto de matrizes utilizado (900 m²). A relação entre a raiz quadrada da área de contribuição e o comprimento do fluxo a montante torna o IC adimensional. Segundo Borselli, <xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref3">Cassi e Torri (2008),</xref> com aumento condicionado por valores sucessivos de IC+.</p>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="results|discussion">
<title>RESULTADOS E DISCUSSÕES</title>
<sec sec-type="results|discussion">
<title>CARACTERÍSTICAS DO CONDICIONAMENTO MORFOMÉTRICO E SUA RELAÇÃO COM TIPOS DE SOLOS E DINÂMICA DE SEDIMENTOS</title>
<p>A configuração morfométrica da bacia neste estudo indica uma evolução mais acentuada no sentido longitudinal, tendo em vista o maior comprimento proporcionado pela cabeça das cabeças, onde o maior gradiente não foi no sentido transversal do canal de drenagem. O mapa de gradiente (Figura 2a) mostra a influência de três unidades geológicas no padrão de inclinação do talude.</p>
<p>A transição das litologias das Coberturas Detrital-Lateríticas (porção superior) do Grupo Canastra - Formação Paracatu (porção intermediária) para os Depósitos Aluviais é marcada por declínios mais acentuados. Essa transição indica diferenças no comportamento dos materiais que compõem cada unidade devido a diferentes processos de intemperismo.</p>
<p>Consequentemente, os ambientes menos desenvolvidos de Leptsolo (Distrófico) e Cambissolo (Haplic), enquanto uma unidade específica tende a resultar em costas menos agressivas e apenas mais espessas, como Ferralsol (Distrófico) e Ferralsolo (Amarelo-Vermelho).</p>
<p>Uma das principais diferenças consiste em apenas as pessoas mais jovens provenientes de eros naturais, as mais desenvolvidas as mais desenvolvidas e, portanto, mais espessas, envolvem mais manejo de sedimentos quando mal manejadas. Nesse sentido, as áreas intrusivas (<xref ref-type="fig" rid="gf2">Figura 2a</xref>), associadas a menores compressões de fluxo (<xref ref-type="fig" rid="gf2">Figura 2b</xref>), são mais favoráveis à conectividade do fluxo, considerando o menor tempo que o escoamento (<xref ref-type="fig" rid="gf2">Figura 2c</xref>) leva para atingir o canal de drenagem. Por outro lado, os portos mais distantes e distantes, apesar do maior tempo de concentração do escoamento, também podem contribuir para a transferência de sedimentos por lineamentos de fluxo, que podem ser potencializados para aumentar a área de contribuição específica (<xref ref-type="fig" rid="gf2">Figura 2d</xref>).</p>
<p>
<fig id="gf2">
<label>#fig2en.jpg</label>
<caption>
<title>
<xref ref-type="fig" rid="gf2">Figura 2</xref> - gradiente (parte a); Comprimento do fluxo a jusante (parte b); estimativa do tempo de concentração (parte c); e mapas de área de contribuição (parte d).</title>
</caption>
<alt-text>#fig2en.jpg Figura 2 - gradiente (parte a); Comprimento do fluxo a jusante (parte b); estimativa do tempo de concentração (parte c); e mapas de área de contribuição (parte d).</alt-text>
<graphic xlink:href="273674020027_gf3.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>Em relação à dinâmica hidrológica, a associação de áreas de transição, com maiores gradientes<xref ref-type="fig" rid="gf3">Figura 3b</xref>), tende a resultar em ambientes com maior CN (<xref ref-type="fig" rid="gf3">Figura 3c</xref>) e, portanto, com menor potencial de infiltração (<xref ref-type="fig" rid="gf3">Figura 3d</xref>).</p>
<p>
<fig id="gf3">
<label>#fig3en.jpg</label>
<caption>
<title>
<xref ref-type="fig" rid="gf3">Figura 3</xref> - Utilização/cobertura isolada (parte a); tipos de solo (parte b); variabilidade espacial do CN (c); e mapas de potencial de infiltração (d).</title>
</caption>
<alt-text>#fig3en.jpg Figura 3 - Utilização/cobertura isolada (parte a); tipos de solo (parte b); variabilidade espacial do CN (c); e mapas de potencial de infiltração (d).</alt-text>
<graphic xlink:href="273674020027_gf4.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>Esses ambientes, apenas esparsos, apresentam alto potencial de aceleração e intensificação de fluxos, que convergem lateralmente e se aprofundam linearmente, aumentando a probabilidade de processos erosivos em trechos caracterizados como rampas coluviais, que apresentam pouca resistência à energia cinética proveniente da intensificação do escudo superficial.</p>
<p>Os ambientes com menores valores de CN e maior potencial de infiltração estão localizados nas porções mais baixas. Parte-se da mesma unidade litológica (depósitos aluviais), com baixos gradientes, apenas os mais espessos devido aos maiores volumes de materiais detritais depositados e, principalmente, remanescentes de vegetação. Embora esses ambientes sejam favoráveis a processos de infiltração e deposição de sedimentos, a ausência de vegetação pode permitir a transferência direta para o canal fluvial ou reservatório.</p>
</sec>
<sec sec-type="results|discussion">
<title>RELAÇÃO CHUVA-ESCURSO, ERODIBILIDADE DO SOLO, FATOR TOPOGRÁFICO, COBERTURA DA ÚNICA E PRÁTICAS CONSERVACIONISTAS EM ESTIMATIVAS DE ENTRADA DE SEDIMENTOS</title>
<p>Considerando a relação entre as compressões de fluxo e a declividação média da bacia e seu tempo de concentração da escola resultante (<xref ref-type="bibr" rid="redalyc_273674020027_ref40">WATT; CHOW, 1985</xref>), chegamos a uma estimativa de 46,7 minutos para toda a área da bacia que poderia contribuir para a pontuação, resultando em uma vazão máxima de convergência. Considerando esse tempo na relação Intensidade-Duração-Frequência, houve uma intensidade máxima de chuva de 77,56 mm/h, o que resultou em uma altura estimada de 60,36 mm. Esse período, dada a variabilidade isolada do potencial de infiltração, resultou em uma precipitação efetiva variando de 40,1 mm a 49,4 mm em áreas com maior gradiente e menos desenvolvidas isoladamente. Em áreas de gradientes mais baixos, com apenas as mais desenvolvidas, Ferralsol (Vermelho Distrófico e Vermelho-Amarelo), os valores variam de 5 mm a 40 mm. Adjacente,</p>
<p>
<fig id="gf4">
<label>#fig4en.jpg</label>
<caption>
<title>
<xref ref-type="fig" rid="gf4">Figura 4</xref> - Variabilidade espacial dos fatores MUSLE: precipitação efetiva (a); pico de fluxo (b); erodibilidade do solo (c); coeficiente m (d); fator LS (e); e mapas de fator CP (f).</title>
</caption>
<alt-text>#fig4en.jpg Figura 4 - Variabilidade espacial dos fatores MUSLE: precipitação efetiva (a); pico de fluxo (b); erodibilidade do solo (c); coeficiente m (d); fator LS (e); e mapas de fator CP (f).</alt-text>
<graphic xlink:href="273674020027_gf5.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>A variabilidade espacial da precipitação efetiva associada ao aumento da área de contribuição específica resultou em um pico predominante de 0,26 m³/s, excepcionalmente pôde ser observado a 6,2 m³/s no pico de maior concentração de precipitação pluviométrica (<xref ref-type="fig" rid="gf4">Figura 4b</xref>), localizado dentro da área de contribuição específica máxima (139,8 ha). Em relação ao mapa de erodibilidade simples (<xref ref-type="fig" rid="gf4">Figura 4c</xref>), destaca-se a incidência de vazões com vazão de 0,8 m³/s em solos com alto K fator, como o Cambissolo (Distrófico) de textura média, e o Leptsolo (Distrófico) com texturas variando de arenoso a pedregoso. O alto potencial de perda só é confirmado em áreas marcadas por vazões de pico elevado, bem como fatores LS elevados, cujos valores mais elevados se concentram próximos à planície fluvial ou ao canal de drenagem.</p>
</sec>
<sec sec-type="results|discussion">
<title>RELAÇÃO BIVARIADA ENTRE A ENTRADA ESTIMADA DE SEDIMENTOS E O ÍNDICE DE CONECTIVIDADE</title>
<p>O resultado da variabilidade espacial, em particular o efeito cumulativo do condicionamento MUSLE variáveis, bem como do IC ao longo das encostas, pode ser visto na <xref ref-type="fig" rid="gf5">Figura 5.</xref> Observa-se que as estimativas de perda só foram mais acentuadas a partir de dois trechos intermediários de encostas, intensificando em função do aumento do fator LS, que até seus valores máximos próximo ao canal de drenagem ou reservatório. A estimativa máxima de entrada de sedimentos atinge, excepcionalmente, 25,54 toneladas da maior área específica de entrada, o que proporciona concentração máxima de volume de escoamento superficial e pico de vazão, associada à predominância de altos valores do fator CP. Além dessa situação, vale destacar também o maior número de áreas com perdas estimadas apenas entre 1 e 10 toneladas.</p>
<p>
<fig id="gf5">
<label>#fig5en.jpg</label>
<caption>
<title>
<xref ref-type="fig" rid="gf5">Figura 5</xref> - Gerenciamento estimado de sedimentos (parte a); Índice de Conectividade (Parte B); e Mapas de Relacionamento Bivariados (Parte C).</title>
</caption>
<alt-text>#fig5en.jpg Figura 5 - Gerenciamento estimado de sedimentos (parte a); Índice de Conectividade (Parte B); e Mapas de Relacionamento Bivariados (Parte C).</alt-text>
<graphic xlink:href="273674020027_gf6.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>Essa perda começa nos segmentos intermediários e vai até as cercaníaes da planície. Essa perda também está associada a linhas de fluxo mais intensas. Essas situações, que acabam acompanhando apenas os trechos estimados de baixa perda, indicam áreas críticas na zona térmica de manejo e aporte de sedimentos. Isso porque esses trechos estão espacialmente correlacionados com o índice máximo de conectividade dos derramamentos com canais de drenagem, conforme ilustrado na <xref ref-type="fig" rid="gf5">Figura 5b</xref>, o que implica no efeito cumulativo e, consequentemente, na transferência de sedimentos da vertical para o solo.</p>
<p>Com base na mesma figura é possível perceber que esses ambientes são eventualmente sucedidos por trechos com estimativas de baixa perda de solo. Esses ambientes correspondem ao planejamento fluvial, que se caracteriza pela redução do gradiente, formando segmentos côncavos e, consequentemente, menor fator LS. Porém, vale ressaltar que esses mesmos ambientes estão sob efeito de intenso escoamento superficial a montante, o que implica em alto índice de conectividade. Isso sugere que esses fluxos intensos acabam mobilizando os sedimentos naturalmente depositados ao longo das planícies, deslocando o comprimento do canal ou reserva de drenagem.</p>
<p>Nesse sentido, entende-se que o potencial de perda de sedimentos em sistemas hidrográficos deve ser interpretado sob uma perspectiva dinâmica, considerando as especificidades de cada modelo utilizado. Uma visa estimar a desagregação e, consequentemente, a perda de solo, enquanto a outra indica a maior ou menor facilidade de mobilização dos sedimentos gerados. No contexto do levantamento, entende-se que as áreas demarcadas em marrom são aquelas marcadas em amarelo e imediatamente precedidas por segmentos em azul que são consideradas áreas críticas quando são responsáveis pelo manejo e contribuição de sedimentos para o canal de drenagem ou para a reserva.</p>
<p>
<fig id="gf6">
<label> #fig6pt.jpg</label>
<caption>
<title>
<xref ref-type="fig" rid="gf6">Figura 6 - Imagens representativas</xref> das quatro principais localizações da bacia no estudo: manejo e conectividade de sedimentos (parte a); Alta Geração de Sedimentos e Baixa Conectividade (Parte B); Baixa Geração de Sedimentos e Alta Conectividade (Parte C); e Alta Geração de Sedimentos e Alta Conectividade (Parte D).</title>
</caption>
<alt-text> #fig6pt.jpg Figura 6 - Imagens representativas das quatro principais localizações da bacia no estudo: manejo e conectividade de sedimentos (parte a); Alta Geração de Sedimentos e Baixa Conectividade (Parte B); Baixa Geração de Sedimentos e Alta Conectividade (Parte C); e Alta Geração de Sedimentos e Alta Conectividade (Parte D).</alt-text>
<graphic xlink:href="273674020027_gf8.png" position="anchor" orientation="portrait"/>
</fig>
</p>
<p>
<xref ref-type="fig" rid="gf6">6 </xref>apresenta a situação de cada ambiente com mais detalhes em termos de abrangência, práticas de manejo e evidências de processos erosivos. O ângulo indicado com baixo índice de conectividade de sedimentos é caracterizado por baixa concentração de fluxo, solos argilosos, baixo fator LS e, portanto, maior tempo de viagem até os canais ou reserva, e sua utilização na agricultura e práticas de manejo (<xref ref-type="fig" rid="gf6">Figura 6a</xref>). O ambiente representativo de alta perda de apenas e baixo índice de conectividade é marcado por vazão mais acentuada, baixos níveis de desempenho, alta taxa de LS, alta distância e tempo de percurso até o canal e reserva, com a condição de exposição única (<xref ref-type="fig" rid="gf6">Figura 6b</xref>). Para o ambiente com baixo índice de conectividade, é marcado por uma vazão reduzida do plano com remanescentes de vegetação, apenas o mais profundo no fluxo de acúmulo de materiais, baixo em LS fator e imediatamente próximo ao canal de drenagem, bem como à reserva (<xref ref-type="fig" rid="gf6">Figura 6c</xref>). O segmento marcado por alta perda de apenas e alto índice de conectividade é caracterizado por grande área aportada e, consequentemente, alta intensidade de fluxo, isoladamente com erodibilidade variando de média a alta, LS variando de média a alta, próximo ao canal de drenagem ou à reserva, e com condições <xref ref-type="fig" rid="gf6">(Figura 6d</xref>).</p>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>CONCLUSÃO</title>
<p>A relação entre a variabilidade espacial das estimativas de perda de apenas uma e o índice de conectividade é apresentada, com considerável precisão, para a ocorrência de áreas com diferentes níveis de crítica em termos de produção e contribuição de sedimentos. Embora seja uma relação bivariada que representa dois aspectos de grande importância na produção e contribuição de sedimentos, também deve ser interpretada em uma perspectiva dinâmica de cada zona como os seis segmentos, tanto em adição quanto no caso, que condicionam a desagregação e deslocamento de sedimentos. Os resultados reforçam a necessidade de monitoramento das práticas de manejo nas áreas com maior produção estimada de sedimentos, bem como a reposição da vegetação nas planícies mais próximas.</p>
<p>A avaliação da variabilidade espacial das estimativas de produção sedimentar e conectividade permite a representação de dois processos muito importantes em um único plano de informação. Dessa forma, brinda um entendimento mais completo, detalhado, dinâmico e, portanto, mais propício para a toma de decisão. Isso ocorre mesmo no caso de grandes bacias de contribuição, permitindo o planejamento e aplicação de recursos em áreas prioritárias e, consequentemente, o aumento da possibilidade de intervenções más efficients.</p>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>CONFIRMAÇÕES</title>
<p>Este trabalho faz parte do projeto de P&amp;D "Modelage em Diferentes Escalas de Geração de Sedimentos em Erosão e Entrega de Sedimentos em Reservatórios de UHEs" - PD-0394-1705/2017, regulamentado pela Agência Nacional de Energía Elétrica - ANEEL, desenvolvido pela Eletrobras FURNAS, Universidade Federal de Goiás e Universidade de Brasília.</p>
</sec>
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<back>
<ref-list>
<title>
<bold>REFERÊNCIAS</bold>
</title>
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<mixed-citation>Oliveira, A.; OLIVEIRA, A.; ROSTAMIZAD, G. Aplicação da equação universal modificada de perda de solo (MUSLE) na previsão da produção de sedimentos (case study: Kengir hydrographic basin, Irã). Jornal Árabe de Geociências. v. 5º. n. 6º. pág. 1259 - 1267. 2011. https://doi.org/10.1007/s12517-010-0271-6.</mixed-citation>
<element-citation publication-type="journal">
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<surname>AREKHI</surname>
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<surname>SHABANI</surname>
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<surname>ROSTAMIZAÇÃO</surname>
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<article-title>AREKHIS.; OLIVEIRAPara.; ROSTAMIZAD, G. Aplicação da equação universal modificada de perda de solo (MUSLE) na previsão da produção de sedimentos (case study: Kengir hydrographic basin, Irã). Jornal Árabe de Geociências. v. 5ª. 6. págs. 1259 - 1267. 2011. https://doi.org/10.1007/s12517-010-0271-6.</article-title>
<source>AREKHIS.; OLIVEIRA, A.; ROSTAMIZAD, G. Aplicação da equação universal modificada de perda de solo (MUSLE) na previsão da produção de sedimentos (case study: Kengir hydrographic basin, Irã). Jornal Árabe de Geociências. v. 5ª. 6. págs. 1259 - 1267. 2011. https://doi.org/10.1007/s12517-010-0271-6.</source>
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<mixed-citation>BENAVIDEZ, R. et al. Uma revisão da (Revisada) Equação Universal de Perda de Solo (RUSLE): com vistas a aumentar sua aplicabilidade global e melhorar as estimativas de perda de solo. Hidrologia e Sistema Terrestre Ciências, v. 22, p. 6059 - 6086, 2018. https://doi.org/10.5194/hess-22-6059-2018.</mixed-citation>
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<article-title>BENAVIDEZ, R. et al. Uma revisão da (Revisada) Equação Universal de Perda de Solo (RUSLE): com vistas a aumentar sua aplicabilidade global e melhorar as estimativas de perda de solo. Hidrologia e o Sistema Terrestre Ciências, v. 22, p. 6059 - 6086, 2018. https://doi.org/10.5194/hess-22-6059-2018.</article-title>
<source>BENAVIDEZ, R. et al. Uma revisão da (Revisada) Equação Universal de Perda de Solo (RUSLE): com vistas a aumentar sua aplicabilidade global e melhorar as estimativas de perda de solo. Hidrologia e o Sistema Terrestre Ciências, v. 22, p. 6059 - 6086, 2018. https://doi.org/10.5194/hess-22-6059-2018.</source>
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<mixed-citation>OLIVEIRA, A.; Oliveira, P.; TORRI, D. Prolegômenos para conectividade de sedimentos e escoamentos na paisagem: uma avaliação numérica de SIG e campo. Catena, v. 75, p. 268 - 277, 2008. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.1016/j.catena.2008.07.006">https://doi.org/10.1016/j.catena.2008.07.006</ext-link>.</mixed-citation>
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<article-title>OLIVEIRA, A.; Oliveira, P.; TORRI, D. Prolegômenos para conectividade de sedimentos e escoamentos na paisagem: uma avaliação numérica de SIG e campo. Catena, v. 75, p. 268 - 277, 2008. https://doi.org/10.1016/j.catena.2008.07.006.</article-title>
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<source>MOREIRA, M. L. O. et al. Geologia do estado de Goiás e Distrito Federal: texto explicativo do mapa geológico do estado de Goiás e Distrito Federal. Goiânia: CPRM; SIC - FUNMINERAL, 2008. 143 págs.</source>
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<source>OLIVEIRA, L. F. C. et al. Intensidade-duração-freqüência de chuvas intensas para localidades do estado de Goiás e Distrito Federal. Pesquisa Agrícola Tropical, Goiânia, v. 35, n. 1, p. 13-18, 2005.</source>
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<source>OLIVEIRA, J. S. Avaliação de modelos de elevação na estimativa de perda de solos em ambiente SIG. 2012. 103 p. Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Escola Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2012.</source>
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<source>RIBEIRO, J. F.; WALTER, B. M. T. As principais fitofisionomias do bioma Cerrado. In: SANO, S. M.; ALMEIDA, S. P.; RIBEIRO, J. F. (Org.). Fechado: ecologia e flora. Brasília: Embrapa Informação Tecnologia, 2008. Cap. 6, p.151-212.</source>
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