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Aposentadoria e trabalho sob a ótica da psicologia na América Latina: uma revisão de escopo
Retirement and work from the perspective of psychology in the Latin America: a scope review
Revista Interamericana de Psicología/Interamerican Journal of Psychology, vol. 58, no. 3, e2019, 2024
Sociedad Interamericana de Psicología

Artículos


Received: 24 February 2024

Accepted: 06 December 2024

DOI: https://doi.org/10.30849/ripijp.v57i2.1646

Resumo: Mudanças recentes na Constituição brasileira têm afetado o mundo do trabalho, de modo que autores da área da Psicologia vêm buscando compreender importantes fenômenos de carreira, incluindo a aposentadoria. O objetivo desta investigação foi o de realizar uma pesquisa de revisão escopo da literatura latino-americana acerca da aposentadoria e do trabalho a partir da perspectiva da Psicologia. Foram analisados artigos empíricos extraídos das bases de dados: SciELO, Google Acadêmico, Portal de Periódicos CAPES, LILACS e Redalyc por meio dos descritores “aposentadoria e trabalho”, “retirement and work” e “jubilación y trabajo”. Os resultados indicaram uma maior predominância de estudos de autores brasileiros, de mais investigações qualitativas e de mais estudos da área da Psicologia Clínica/Vocacional. Também houve uma crescente de pesquisas que buscavam compreender a influências das relações sociais e familiares na decisão e nas implicações da aposentadoria. Conclui-se que é necessária a realização de pesquisas associando a aposentadoria a variáveis importantes de carreira.

Palavras-chave: Aposentadoria, trabalho, envelhecimento.

Abstract: Recent changes in the Brazilian Constitution have affected the world of work, so that authors in the field of Psychology have been trying to understand important career phenomena, including retirement. The aim of this investigation was to carry out a scope review of Latin American literature on retirement and work from the perspective of Psychology. Empirical articles extracted from the following databases were analyzed: SciELO, Google Scholar, Portal de Periódicos CAPES, LILACS and Redalyc. The descriptors “aposentadoria e trabalho”, “retirement and work” and “jubilación y trabajo” were used. The results indicated a greater predominance of studies by Brazilian authors, more qualitative investigations and more studies in the field of Clinical/Vocational Psychology. There was also a growing amount of research that sought to understand the influences of social and family relationships on the decision and implications of retirement. It is concluded that it is necessary to carry out research associating retirement with important career variables.

Keywords: Retirement, work, aging.

Introdução

Em um cenário social e econômico cada vez mais incerto em contraste com um envelhecimento populacional cada vez mais vertiginoso, pensar em aposentadoria, no contexto brasileiro, por vezes, parece utópico. Ainda que, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD) de 2020, o número de aposentados tenha crescido 19% de 2012 a 2020 ( IBGE, 2020), com as novas reformas previdenciárias e trabalhistas, sobretudo aquelas previstas na Emenda Constitucional n° 103 (2019) e na Lei 13.467 (2017), aposentar-se torna-se uma etapa difícil de se alcançar, mais ainda para as camadas populares mais desfavorecidas economicamente.

As mudanças previstas na Emenda Constitucional n° 103 (2019) apontam para um tempo mínimo de 20 anos de contribuição e 65 anos de idade para homens e 15 anos de contribuição e 62 anos de idade para mulheres para que tenham direito a darem entrada no processo de aposentadoria. Assim como também acontece com as alterações na Consolidação das Leis Trabalhistas, previstas pela Lei n° 13.467 (2017), que, entre outras providências, torna o contrato de trabalho mais flexível, possibilitando modelos de emprego que desgastam o trabalhador e a trabalhadora, dificultando sua aposentadoria.

De modo geral, na América Latina, em virtude de questões históricas e políticas específicas de cada país, há uma heterogeneidade nos sistemas de previdência social ( Rangel & Stivali, 2018). Segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento ( OCDE, 2015), em 2010, na América Latina e Caribe como um todo, 45% dos trabalhadores e trabalhadoras contribuíam para a previdência social, sendo que em alguns países andinos e da América Central, como Peru, Bolívia, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Peru, menos de 20% da força de trabalho total faziam esta contribuição.

Fatores como gênero (na América Latina e Caribe, a participação de mulheres na contribuição previdenciária é de 56% contra 83% de homens), escolaridade (22% dos trabalhadores e trabalhadoras com oito anos ou menos de estudo contribuem para a previdência social) e renda (dentre os 19 países da América Latina e Caribe, 80% a 98% dos trabalhadores e trabalhadoras com alta renda realizam a contribuição, enquanto entre as pessoas de baixa renda, esse índice gira em torno dos 20%) exercem grande influência sobre a previdência social e, consequentemente, sobre as aposentadorias ( OCDE, 2015). O principal fator que influencia na contribuição ou não à previdência social é o tipo de emprego, sendo que há uma contribuição de 64% dos indivíduos assalariados, mas entre os autônomos apenas 17% procedem da mesma forma ( OCDE, 2015).

Além dos fatores políticos, econômicos e sociais que, por vezes, dificultam a aposentadoria, fatores emocionais, culturais e até identitários podem influenciar a decisão de aposentar-se. Um desses fatores é a centralidade do trabalho definida como a importância que este exerce na vida das pessoas, bem como o comprometimento com o trabalho dos indivíduos, as suas percepções sobre como essa atividade ocupacional localiza-se em um papel central em suas trajetórias e, ainda, seu grau de identificação com as atividades ocupacionais ( Kooij & Zacher, 2016). Tal fator pode se relacionar com um adiamento da aposentadoria e com a vinculação a um novo trabalho pós-aposentadoria ( Beier et al., 2018).

Por seu caráter de centralidade, o trabalho pode gerar uma identidade de modo que o trabalhador e a trabalhadora chegam a incorporar sua ocupação ao seu sobrenome, o que, no futuro, pode trazer grandes dificuldades para a vivência da aposentadoria ( Boehs et al., 2017). Desse modo, por se tratar de uma das etapas de carreira, a aposentadoria traz consigo uma multidisciplinaridade de visões, sendo uma delas a Psicologia ( Boehs et al., 2017). Shultz e Wang (2011) estabelecem uma taxonomia de subcampos da Psicologia sob a perspectiva dos quais o fenômeno da aposentadoria pode ser compreendido: Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia Industrial/Organizacional (POT), Psicologia Vocacional e Psicologia Clínica/Aconselhamento.

Com foco na história de vida de cada indivíduo, a perspectiva da Psicologia do Desenvolvimento (PD) traz a aposentadoria como um dos estágios do ciclo de vida (associado à velhice), buscando uma compreensão acerca de como as pessoas lidam com as transições em suas vidas, seus trabalhos e hábitos de lazer e seus estilos de dedicação e preferências de trabalho. Já a POT preocupa-se em como fatores relacionados ao emprego ocupado pelo indivíduo na fase de pré-aposentadoria moldam o processo de aposentadoria em si, observando desde fatores individuais (como o bem-estar no trabalho e a satisfação), até fatores organizacionais mais amplos (como o clima e a cultura organizacional). Por fim, na Psicologia Vocacional investigam-se as habilidades vocacionais, tipos de carreiras de pré-aposentadoria, padrões específicos de carreira e mudanças de carreira no pós-aposentadoria, enquanto que na Psicologia Clínica/Aconselhamento o enfoque está nas formas de oferecer preparação para a aposentadoria das pessoas por meio de aconselhamento de carreira ( Shultz & Wang, 2011). No presente estudo, em termos de análise, foram consideradas a PD e a POT enquanto campos distintos, mas realizou-se a condensação da Psicologia Vocacional e da Psicologia Clínica/Aconselhamento em virtude de sua proximidade de análise do fenômeno, sendo denominada a partir daqui de PC/V.

Buscando compreender a aposentadoria e o trabalho sob a perspectiva da Psicologia, Boehs et al. (2017) realizaram uma pesquisa de revisão da literatura científica latino-americana sobre a temática. Para analisar os resultados, os autores utilizaram a taxonomia de Shultz e Wang (2011), que caracterizam quatro subcampos da Psicologia para analisar o fenômeno da aposentadoria: psicologia do desenvolvimento, psicologia organizacional e do trabalho, psicologia vocacional e psicologia clínica. No entanto, para o estudo de revisão de literatura, os autores consideraram os dois primeiros subcampos e condensaram o terceiro e o quarto em um só subcampo, tendo em vista as similaridades de ambos.

Para a pesquisa, Boehs et al. (2017) utilizaram um amplo recorte temporal, sem um ano de início, mas abrangendo estudos até junho de 2016. Os resultados apontaram para um crescimento de pesquisas com a temática sob perspectivas psicológicas. Com uma amostra de 42 artigos, os autores identificaram que houve um crescimento das produções nos últimos anos da amostra, de 2011 a 2016, sobretudo de estudos empíricos. Além disso, foi notada uma vasta amostragem de estudos brasileiros dentre os artigos analisados. Em virtude da discrepância entre o número de estudos sob a ótica da POT e da PD em comparação com aqueles sob a ótica da PC/V, os autores recomendaram maior diversificação dos estudos sob a ótica da psicologia vocacional com a exploração de temas como transição e adaptabilidade de carreira para a compreensão do fenômeno da aposentadoria.

É do escopo da Psicologia, portanto, a investigação, compreensão e proposição de alternativas para a construção e planejamento da aposentadoria como uma etapa de carreira. Nesse sentido, o objetivo desse estudo foi realizar uma pesquisa de revisão escopo da literatura latino-americana acerca da aposentadoria e do trabalho sob a ótica da Psicologia, a fim de se investigar se as produções acerca da temática seguem em crescimento, como se distribuem e quais as principais preocupações dos estudos em cada área da taxonomia de Shultz e Wang (2011) e as tendências das pesquisas com pessoas em transição para a aposentadoria ou já aposentadas.

Método

Procedimentos

O presente estudo trata-se de uma revisão de escopo da literatura. Por meio da revisão de escopo, é possível compreender as principais tendências de pesquisa na temática proposta, as lacunas existentes, a dimensão dos conceitos, bem como seu alcance ( Arksey & O’Malley, 2007). Assim, pode-se compreender o enfoque e a natureza de pesquisas e conceitos pela América Latina sobre um tema atual que toca diretamente o trabalho da Psicologia e suas formas de abordagem dos fenômenos cotidianos da vida humana.

A pesquisa foi realizada de modo eletrônico, com buscas em cinco bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Redalyc, Google Acadêmico, Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), portal de periódicos da CAPES e Periódicos Eletrônicos de Psicologia (PePSIC). O SciELO e o portal de periódicos da CAPES foram selecionados por oferecerem um vasto compilado de revistas científicas, sendo o último, também um órgão de avaliação da qualidade dos periódicos nacionais. A escolha do Google Acadêmico se deu por ser uma ampla base que engloba estudos do mundo todo. O PePSIC representa um portal específico para a área de psicologia e ciências correlatas. Por fim, as bases LILACS e Redalyc trazem uma coletânea de publicações em ciências da saúde (o que inclui a psicologia) na América Latina e Caribe.

Foram utilizados descritores em três idiomas, o português (aposentadoria e trabalho), o espanhol ( jubilacióny el trabajo), além do inglês ( work and retirement). Os idiomas foram selecionados com o objetivo de alcançar o máximo de publicações brasileiras e latino-americanas possíveis, tendo em vista que o português é o idioma nativo do Brasil, o espanhol é o idioma predominante da América Latina e o inglês é o idioma utilizado por diversas revistas científicas e é uma ponte de comunicação entre pesquisadores do mundo todo. Os descritores foram selecionados em consonância com a pesquisa de revisão sistemática de literatura anterior ( Boehs et al., 2017). O operador boleano utilizado foi o “AND”.

Foram incluídos artigos científicos empíricos com trabalhadores (as) ativos (as) ou já aposentados (as) de natureza qualitativa, quantitativa e/ou mista, que tenham sido publicados entre 2017 e 2021, sendo desconsiderados, portanto, as revisões de literatura e os ensaios teóricos. Embora o estudo inicial de Boehs et al. (2017) tenha considerado ensaios teóricos, para a presente pesquisa somente foram considerados os artigos provenientes de estudos empíricos. Essa decisão se deu em virtude da busca pela compreensão de como tem se dado as intervenções e pesquisas com pessoas em transição para a aposentadoria ou já aposentadas. Os critérios de inclusão foram, portanto, artigos científicos com autores da América Latina, empíricos e que observassem a aposentadoria sob a ótica da Psicologia (psicologia do desenvolvimento, psicologia organizacional e do trabalho, psicologia vocacional/clínica).

Não foram incluídos os artigos que não disponibilizavam os resumos completos, estudos duplicados, quaisquer publicações que não fossem artigos científicos empíricos de natureza quantitativa, qualitativa ou mista e todos aqueles que não tinham a aposentadoria como tema, estando, portanto, alheios aos objetivos desta revisão de literatura. Para selecionar os artigos, foram lidos os títulos e extraídos aqueles artigos que tratavam da aposentadoria e tinham sido publicados dentro do recorte temporal estabelecido. Após a extração destes resultados, os artigos foram organizados e foram lidos os resumos de cada um deles, sendo extraídos somente aqueles que se encaixassem nos critérios de inclusão supracitados. Para uma maior confiabilidade nos resultados, o procedimento de triagem e seleção foi realizado por dois juízes independentes e, em caso de discordância sobre a inclusão ou exclusão, um terceiro juiz emitia seu parecer.

Análise dos dados

Assim como no estudo de Boehs et al. (2017), foi utilizada a taxonomia de Shultz e Wang (2011) – Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia Organizacional e do Trabalho, Psicologia Vocacional e Psicologia Clínica – com a condensação das duas últimas pela similaridade dos temas abordados em ambas as áreas. Desse modo, os três subcampos mantidos para a análise nesse estudo foram: Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia Organizacional e do Trabalho e Psicologia Vocacional e Clínica.

Os estudos que obedeciam a todos os critérios de inclusão foram analisados quanto aos seguintes aspectos: dados da publicação (idioma, revista de publicação, país de realização da pesquisa, ano de publicação); tipo de artigo (relato de pesquisa e estudo de caso e também quanto ao método de análise de dados, dividido em qualitativo, quantitativo ou misto); instrumentos utilizados (no caso de estudos empíricos); classificação quanto à taxonomia de Shultz e Wang (2011) (psicologia do desenvolvimento, psicologia organizacional e do trabalho, psicologia vocacional/clínica); modelo de intervenção, se for o caso; e natureza da amostra (trabalhadores e trabalhadoras ativos (as) ou aposentados (as)). A classificação foi feita a partir da leitura dos estudos observando a perspectiva teórica que os autores utilizaram para definir a aposentadoria e como estas se aproximavam de cada campo definido pela taxonomia.

Resultados

Após a pesquisa nas bases de dados com os descritores e operadores booleanos indicados e a extração dos artigos por meio da leitura dos títulos, o fluxo dos resultados encontrados apresentam-se na Figura 1.


Figura 1
Diagrama de fluxo da seleção dos estudos para a revisão de literatura
Nota. Autoria própria.

Quando um artigo apareceu em mais de uma base de dados, ele foi considerado somente uma vez, assim como foi feito com estudos repetidos, mas em idiomas diferentes, restando 75 estudos. Desse montante, conforme se observa na Figura 1, foram lidos os resumos e foi realizada uma análise quanto aos três critérios de inclusão estabelecidos previamente. Após a leitura dos resumos, foram excluídos aqueles artigos que não atendiam aos critérios de inclusão, restando 44 artigos.

A distribuição das produções por ano e por país de origem se deu de forma mais concentrada nos anos de 2017, 2019 e 2021. Na tabela 1 é possível observar o volume de publicações conforme cada ano e também o país de origem de cada autor. Vale ressaltar que cada autor foi considerado apenas uma vez.

Tabela 1
Distribuição dos estudos por ano e por país de origem

Nota: *: valores aproximados.

Foi possível notar uma maior concentração de publicações no ano de 2017, com 13 publicações (29,54%). Houve, porém, um número reduzido de publicações em 2016 e 2022, com apenas duas e uma publicação respectivamente, o que pode ser explicado pelo recorte temporal no qual esta pesquisa foi feita, a saber, julho de 2016 (dando continuidade ao estudo de Boehs et al. (2017) que inseriu na amostra estudos publicados até junho de 2016) a julho de 2022 (momento em que foram encerradas as buscas nas bases de dados, não cobrindo, portanto, as publicações subsequentes).

No que diz respeito à concentração do país de origem onde cada estudo foi executado, isto é, de qual população os dados foram coletados, foi observado que o Brasil obteve um alto número de estudos na amostra. Houve ainda um estudo da Colômbia e um estudo do Chile. Tais dados apontam para uma baixa produção, especialmente de estudos empíricos, sobre a temática fora do Brasil na América Latina.

Outro dado importante é a respeito da natureza dos estudos e como esta foi distribuída na amostra. Foram 52,27% de estudos qualitativos, 43,18% de estudos quantitativos e 4,54% de estudos de métodos mistos. Esta informação demonstra uma crescente de estudos qualitativos sobre a temática em comparação com a amostra do estudo de Boehs et al. (2017), no qual foi encontrado um número maior de pesquisas quantitativas (15) do que de pesquisas qualitativas (13).

Em relação ao volume de publicações por periódicos, observa-se uma homogeneidade, com as revistas apresentando entre três e uma publicação. Os que mais tiveram publicações (n=3 em cada) foram: Psicologia: Organizações e Trabalho; Revista Kairós Gerontologia; Revista Psicologia: Reflexão e Crítica; Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa; Revista Brasileira de Orientação Profissional e Revista PsicoUSF. As revistas Paidéia e a Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia apresentaram duas publicações cada. Por fim, com uma publicação apenas, aparecem: Psicologia: Ciência e Profissão; Revista Rene; Boletim de Psicologia; Psicologia e Saber Social; Revista Trabalho (En)Cena; Unoesc & Ciência; Revista Psico; Revista Psicologia: Teoria e Prática; Estudos interdisciplinares em psicologia; Cadernos de Psicologia Social do Trabalho; Revista Psicologia & Sociedade; Estudos e Pesquisa em Psicologia; Ciencia & Trabajo; Revista Barbarói; Phenomenological Studies - Revista da Abordagem Gestáltica; Psicoperspectivas- Individuo y Sociedad; Avances en Psicología Latinoamericana; Revista de Administração Mackenzie; Ciências Psicológicas; Revista Cubana de Salud Pública; Psicología desde el Caribe e; Mudanças – Psicologia da Saúde.

Foi também observado o tipo de público-alvo de cada pesquisa, sendo encontradas 50% das pesquisas com trabalhadores e trabalhadoras ainda ativos, 45,45% com pessoas aposentadas e 4,54% com ambos os tipos. Importante mencionar que não houve pesquisas com a perspectiva de pessoas desempregadas acerca do fenômeno o que pode representar uma discrepância com a realidade, sobretudo, brasileira, tendo em vista o alto índice de desempregados no país, 8,9%, segundo dados da PNAD do terceiro trimestre de 2022 ( Vieceli, 2022).

No que concerne à taxonomia de Shultz e Wang (2011), os artigos foram classificados conforme as três áreas da Psicologia supramencionadas. Dessa forma, foram identificados 15,90% de artigos da área da Psicologia do Desenvolvimento, 25% de artigos da Psicologia Organizacional e do Trabalho, 34,09% de artigos referentes à área da Psicologia Clínica/Vocacional (PC/V) e 25% artigos de mais de uma área, sendo das interfaces POT-PC/V (n=6), POT-PD (n=2), PC/V-PD (n=2) e as três áreas do conhecimento consideradas aqui (n=1).

Discussão

Em comparação ao estudo de Boehs et al. (2017), com relação aos achados nas áreas da psicologia, a presente pesquisa também apresentou uma forte tendência aos estudos da área PC/V, porém em número menor (14 nesta contra 21 na pesquisa anterior). Entretanto, quando são consideradas as demais áreas nota-se uma diferença entre ambos os estudos. Por exemplo, nesta revisão a tendência aos estudos da POT foi maior (11 estudos contra cinco da revisão anterior), enquanto que na PD houve um leve encolhimento (seis contra sete). Nas interfaces PD-POT (dois contra dois), PD-PC/V (dois contra três) e PD-POT-PC/V (um contra três) não houve uma grande oscilação. No entanto, ao examinar a interface PD-PC/V é perceptível uma tendência de crescimento, com seis estudos na atual pesquisa em detrimento de apenas um estudo na pesquisa de Boehs et al. (2017).

Em virtude do alto número de publicações brasileiras na área, é perceptível a relevância do Brasil e dos autores brasileiros na América Latina nos estudos acerca da aposentadoria, confirmando o que já havia sido constatado por Boehs et al. (2017). Uma possível explicação pode residir nas mudanças no cenário brasileiro de aposentadoria e previdência social, que apresenta uma tendência a manter mais pessoas idosas trabalhando e, consequentemente, aumentando a demanda da psicologia por auxílio a este público ( Cunha et al., 2021). Dados do Sistema IBGE de Recuperação Automática – SIDRA apontam que a população idosa do Brasil atingiu 16%, sendo que a estimativa é de que o crescimento siga acelerado, atingindo os 18,62% até 2030 ( IBGE, 2015).

Um importante aspecto explorado pelas pesquisas é a necessidade de se observar as relações sociais estabelecidas pelas pessoas no processo de aposentadoria. A decisão de se aposentar raramente é individual e a família exerce um papel fundamental ( Amorim et al., 2020). Sendo assim, é necessária a concepção de que a aposentadoria é vivenciada de formas diferentes em função da classe social, sendo que ela é mais valorizada por aqueles que recebem mais, já que estes conseguem ter maior contato com suas famílias e atividades de lazer. Enquanto que, por outro lado, a maior parte de aposentados de classes sociais mais desfavorecidas segue trabalhando para prover o sustento familiar, visto que os recursos financeiros do benefício não são suficientes ( Amorim et al., 2020).

Outra tendência dos artigos foi a tomada da aposentadoria como um processo que ocorre no decorrer da carreira, iniciando quando a pessoa começa a vislumbrar o futuro. Dessa forma, há cinco estágios para tal processo: a formação da percepção de futuro da aposentadoria, a decisão de efetivar a transição, o planejamento desse estágio, o ajustamento à nova realidade e a satisfação ( Rafalski & Andrade, 2017). Seguindo por este caminho, há três desfechos possíveis no caminho dos trabalhadores e trabalhadoras ao alcançar as condições mínimas para a quebra do vínculo: a aposentadoria efetiva, a postergação da aposentadoria ou o trabalho após a aposentadoria ( bridge employment) ( Macêdo et al., 2017).

É de fundamental importância entender a aposentadoria como uma etapa de vida e carreira que é vivenciada de modo individual e não necessariamente como um estágio de vida de não atividade e descanso ( Boehs & Silva, 2017). No entanto, há que se conceber que a aposentadoria pode ter efeitos negativos ou positivos na vida das pessoas, mas também pode carregar ambos os sentidos concomitantemente, dependendo, sobretudo, das condições em que ela acontece e dos aspectos subjetivos de cada pessoa ( Pazzim & Marin, 2017).

Considerações Finais

Ao propor uma revisão de escopo da literatura, a presente pesquisa cumpre com seu objetivo, visto que foi possível observar as tendências e os caminhos pelos quais a produção latino-americana da psicologia está percorrendo. Além disso, os estudos na área da psicologia com enfoque na aposentadoria foram de suma importância para que se pudesse notar o crescimento exponencial das pesquisas.

As contribuições do presente estudo residem, sobretudo, na amplificação e atualização dos dados já encontrados por Boehs et al. (2017). Foi possível elencar os instrumentos de medida desenvolvidos ou adaptados que estão dando suporte às intervenções e pesquisas na área. Da mesma forma, a presente pesquisa também preocupou-se em destacar os estudos que avaliam programas de preparação para a aposentadoria e correlatos, o que pode ser de grande valia para o aprimoramento dos programas já existentes, para a criação de novos programas ou, ainda, para a avaliação de programas já existentes.

Como limitações do presente artigo pode-se destacar que foram utilizados somente estudos empíricos, não considerando os ensaios teóricos, o que pode ter deixado uma lacuna na compreensão das tendências das pesquisas com a temática. Em adição a isso, pode-se observar também os idiomas de pesquisa, limitando-se somente ao português, ao inglês e ao espanhol, podendo ter restringido o alcance a estudos, sobretudo, de países latino-americanos que não tem nenhum desses como idioma nativo. Há ainda o entrave de somente terem sido considerados artigos de acesso aberto, perdendo-se, portanto, aqueles que necessitavam de algum tipo de abono para seu acesso.

Como agenda futura de pesquisa, recomenda-se pesquisas mais amplificadas, para além da América Latina, sobretudo comparando a realidade dos países latino-americanos com relação as tendências de pesquisa, aos instrumentos desenvolvidos, aos PPA’s, aos modelos de aposentadoria vigentes e ao contexto socioeconômico com países de características similares em outros continentes, a fim de se verificar novas visões sobre o fenômeno. Também é fundamental a criação de instrumentos de medida específicos para avaliar a importância da família e das redes sociais significativas na decisão de se aposentar de um ponto de vista quantitativo. Novas pesquisas buscando compreender a percepção de futuro da aposentadoria e sua relação com variáveis como a adaptabilidade de carreira, a saliência de carreira, a realização de carreira e a satisfação no trabalho e na aposentadoria podem trazer contribuições significativas.

Ademais, também é recomendado que se façam pesquisas em mais bases de dados e com uma maior variedade de idiomas, com o intuito de se abrangerem o maior número de países, revistas e universidades possíveis. Por fim, sendo a aposentadoria uma importante etapa pela qual a grande maioria das pessoas irá ultrapassar, deve ser de preocupação da psicologia a promoção do bem-estar dessas pessoas, aprimorando suas teorias e técnicas a esse respeito.

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Author notes

a Correspondence about this article should be addressed Gabrielda Silva Silveira: gabrielsilveira.psi@gmail.com

Additional information

Conflicts of Interest: The authors declare that the research was conducted in the absence of any commercial or financial relationships that could be construed as a potential conflict of interest.



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