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<journal-id journal-id-type="publisher-id">bolema</journal-id>
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<journal-title>Bolema: Boletim de Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Bolema</abbrev-journal-title></journal-title-group>
<issn pub-type="ppub">0103-636X</issn>
<issn pub-type="epub">1980-4415</issn>
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<publisher-name>UNESP - Universidade Estadual Paulista, Pr&#xF3;-Reitoria de Pesquisa Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</publisher-name></publisher>
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<article-id pub-id-type="publisher-id">00004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1980-4415v29n51a03</article-id>
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<subject>Artigo</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>Conhecimento Matem&#xE1;tico para o Ensino de Diferentes Significados do Sinal de Igualdade: um estudo desenvolvido com professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental</article-title>
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<trans-title>Mathematical Knowledge for Teaching Different Meanings of the Equal Sign: a study carried out with Elementary School Teachers</trans-title></trans-title-group>
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<name><surname>Trivilin</surname><given-names>Lin&#xE9;ia Ruiz</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref><xref ref-type="corresp" rid="c1"/></contrib>
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<name><surname>Ribeiro</surname><given-names>Alessandro Jacques</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref><xref ref-type="corresp" rid="c2"/></contrib>
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<institution content-type="normalized">Secretaria Municipal de Educa&#xE7;&#xE3;o de S&#xE3;o Paulo</institution>
<institution content-type="orgname">Secretaria Municipal de Educa&#xE7;&#xE3;o de S&#xE3;o Paulo</institution>
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<institution content-type="original">Mestra em Ensino, Hist&#xF3;ria e Filosofia das Ci&#xEA;ncias e Matem&#xE1;tica, pela Universidade Federal do ABC (UFABC), Santo Andr&#xE9;/SP, Brasil. Coordenadora Pedag&#xF3;gica da Secretaria Municipal de Educa&#xE7;&#xE3;o de S&#xE3;o Paulo (SME/SP)</institution></aff>
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<institution content-type="normalized">Universidade Federal do ABC</institution>
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<institution content-type="orgdiv1">Centro de Matem&#xE1;tica, Computa&#xE7;&#xE3;o e Cogni&#xE7;&#xE3;o</institution>
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<institution content-type="original">Doutor em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica (PUC/SP). Professor Adjunto lotado no Centro de Matem&#xE1;tica, Computa&#xE7;&#xE3;o e Cogni&#xE7;&#xE3;o (CMCC) da Universidade Federal do ABC (UFABC), Santo Andr&#xE9;/SP, Brasil</institution></aff></contrib-group>
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<corresp id="c1">Endere&#xE7;o para correspond&#xEA;ncia: Rua Bag&#xE9;, 230, Apto 93A, Bairro Vila Mariana, S&#xE3;o Paulo/SP, Brasil - CEP 04112-140. E-mail: <email>tlineia@yahoo.com.br</email></corresp>
<corresp id="c2">Endere&#xE7;o para correspond&#xEA;ncia: Avenida dos Estados, 5001, Bloco A, Sala 542, Bairro Bangu, Santo Andr&#xE9;/SP, Brasil - CEP: 09210-580. E-mail: <email>alessandro.ribeiro@ufabc.edu.br</email></corresp></author-notes>
<pub-date pub-type="epub-ppub">
<month>04</month>
<year>2015</year></pub-date>
<volume>29</volume>
<issue>51</issue>
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<month>04</month>
<year>2014</year></date>
<date date-type="accepted">
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<year>2014</year></date>
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<license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/" xml:lang="pt">
<license-p>This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.</license-p></license></permissions>
<abstract>
<p>O objetivo deste artigo &#xE9; apresentar os principais resultados da pesquisa de mestrado <italic>&#x201C;Conhecimentos de professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental para o ensino dos diferentes significados do sinal de igualdade&#x201D;</italic>, que buscou compreender quai sconhecimentos os professores declaram e demonstram possuir acerca dos diferentes significados do sinal de igualdade. As an&#xE1;lises foram desenvolvidas por meio da triangula&#xE7;&#xE3;o de dados produzidos por question&#xE1;rios, pela an&#xE1;lise de documentos e por uma din&#xE2;mica de intera&#xE7;&#xE3;o coletiva. Os resultados revelam limita&#xE7;&#xF5;es dos professores para reconhecer diferentes significados matem&#xE1;ticos do sinal de igualdade; perceber as implica&#xE7;&#xF5;es do ensino dos diferentes significados do sinal de igualdade no e/ou para o curr&#xED;culo; justificar potencialidades do trabalho em pequenos grupos de alunos nas aulas de Matem&#xE1;tica. Demonstram tamb&#xE9;m que o estudo anal&#xED;tico dos componentes envolvidos no conhecimento profissional do professor de Matem&#xE1;tica pode desvelar necessidades de forma&#xE7;&#xE3;o de professores que ensinam Matem&#xE1;tica.</p></abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<p>Our goal in this paper is to present the main results of a master's degree research on "Elementary school teachers and their knowledge for teaching the different meanings of the equal sign". This research aimed to understand what knowledge the teachers announce and demonstrate about the different meanings of the equal sign. The analysis were developed using data triangulation produced by questionnaires, by document analysis, and by a social collective interaction. Among results, we have observed that the teachers showed limitations in recognizing the different mathematical meanings of the equal sign; in realizing some implications from teaching the different meanings of the equal sign in/for the curriculum; in justifying potentialities of a collective work in mathematics classes. We highlighted, in the end, that such analytical study of the components involved in the professional knowledge of mathematics teachers could support uncovering necessities on mathematics teacher education.</p></trans-abstract>
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<kwd>Forma&#xE7;&#xE3;o de Professores de Matem&#xE1;tica</kwd>
<kwd>Significados do Sinal de Igualdade</kwd>
<kwd>Conhecimento Matem&#xE1;tico para o Ensino</kwd>
<kwd>Anos Iniciais do Ensino Fundamental</kwd></kwd-group>
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<kwd>Mathematics Teacher Education</kwd>
<kwd>Meanings of the Equal Sign</kwd>
<kwd>Mathematical Knowledge for Teaching</kwd>
<kwd>Elementary School</kwd></kwd-group>
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<sec sec-type="intro">
<title>1 Introdu&#xE7;&#xE3;o &#x2013; um panorama geral</title>
<p>Estudos sobre processos de forma&#xE7;&#xE3;o de professores que ensinam Matem&#xE1;tica ampliaram-se nas &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas: diferentes aportes te&#xF3;ricos v&#xEA;m sendo desenvolvidos e as tipologias e classifica&#xE7;&#xF5;es desses estudos nos d&#xE3;o ideia da diversidade de enfoques e do ecletismo presentes nas pesquisas, bem como revelam a complexidade da atua&#xE7;&#xE3;o docente e proporcionam avan&#xE7;os na compreens&#xE3;o dos desafios na sua forma&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Em nossa pesquisa (<xref ref-type="bibr" rid="B31">TRIVILIN, 2013</xref>), procuramos compreender quais conhecimentos os professores demonstram ter para ensinar os diferentes significados do sinal de igualdade nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a partir da perspectiva te&#xF3;rica de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B28">1987</xref>), a qual categoriza esses conhecimentos em: conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do; conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do; e conhecimento curricular.</p>
<p>No que se refere ao conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do, optamos por identificar a compreens&#xE3;o dos professores sobre o papel das intera&#xE7;&#xF5;es sociais entre alunos para aprender Matem&#xE1;tica. Investigamos a forma como os professores compreendem a import&#xE2;ncia de proporcionar intera&#xE7;&#xF5;es entre os alunos, nas quais os di&#xE1;logos em que as ideias matem&#xE1;ticas s&#xE3;o exploradas ajudam os estudantes a raciocinarem e a estabelecerem novas conex&#xF5;es entre os conhecimentos.</p>
<p>O estudo se desenvolveu em uma escola da rede p&#xFA;blica do munic&#xED;pio de S&#xE3;o Paulo e dele participaram dez professores que atuam nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Do ponto de vista metodol&#xF3;gico, nossa pesquisa se insere no conjunto de estudos de natureza qualitativa, sob a perspectiva te&#xF3;rico-interpretativa. Nossa revis&#xE3;o de literatura possibilitou escolher o referencial te&#xF3;rico e a organizar os procedimentos metodol&#xF3;gicos adotados: a an&#xE1;lise documental, os question&#xE1;rios com quest&#xF5;es abertas, as atividades que foram analisadas pelos professores e, por fim, uma din&#xE2;mica de intera&#xE7;&#xE3;o coletiva com os docentes.</p>
<p>Os principais materiais de an&#xE1;lise de nossa pesquisa foram as respostas dos professores aos question&#xE1;rios por n&#xF3;s elaborados e o conjunto de transcri&#xE7;&#xF5;es provenientes das grava&#xE7;&#xF5;es em &#xE1;udio das enuncia&#xE7;&#xF5;es produzidas em uma din&#xE2;mica de intera&#xE7;&#xE3;o coletiva entre os professores. Os dados foram agrupados a partir das categorias de conhecimento propostas por Shulman e analisados por meio da triangula&#xE7;&#xE3;o de dados dos diferentes procedimentos.</p>
</sec>
<sec>
<title>2 O que nos diz a revis&#xE3;o de literatura &#x2013; a forma&#xE7;&#xE3;o de professores de Matem&#xE1;tica</title>
<p>A preocupa&#xE7;&#xE3;o com a qualidade do ensino de Matem&#xE1;tica n&#xE3;o &#xE9; uma tem&#xE1;tica recente, pois tem sido registrada pela literatura desde as mais antigas experi&#xEA;ncias educacionais mundiais. No Brasil, por exemplo, os documentos de anais dos primeiros congressos, aqui realizados nas d&#xE9;cadas de 1950 e 1960, j&#xE1; destacavam preocupa&#xE7;&#xF5;es com a qualidade do ensino (<xref ref-type="bibr" rid="B15">PIRES; SANTOS, 2008</xref>).</p>
<p>Nas avalia&#xE7;&#xF5;es institucionais promovidas pelos &#xF3;rg&#xE3;os p&#xFA;blicos de educa&#xE7;&#xE3;o, os baixos &#xED;ndices de aproveitamento dos alunos em Matem&#xE1;tica s&#xE3;o objeto de cr&#xED;ticas nos meios de comunica&#xE7;&#xE3;o e provocam um mal-estar entre gestores, educadores, alunos e na sociedade em geral. Atrelado &#xE0; divulga&#xE7;&#xE3;o dos &#xED;ndices, encontramos o debate sobre as causas dos resultados insatisfat&#xF3;rios. Nesse sentido, muitos estudos contribu&#xED;ram para um importante processo de reforma curricular em diferentes pa&#xED;ses.</p>
<p>As inova&#xE7;&#xF5;es curriculares trouxeram para a discuss&#xE3;o o perfil do professor de Matem&#xE1;tica, pois sua atua&#xE7;&#xE3;o marca de forma decisiva as aprendizagens dos alunos e sua contribui&#xE7;&#xE3;o &#xE9; essencial para viabilizar mudan&#xE7;as significativas nos sistemas de ensino. Uma quest&#xE3;o que tem definido rumos de investiga&#xE7;&#xF5;es se refere aos conhecimentos que os professores necessitam deter para poder ensinar. As preocupa&#xE7;&#xF5;es com essa quest&#xE3;o t&#xEA;m levado pesquisadores a adotar o conceito de <italic>conhecimento de base</italic>, que, em termos gerais, se refere ao conhecimento que os professores devem possuir para realizar um bom ensino.</p>
<p>Dentre esses pesquisadores, <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B28">1987</xref>) consolidou a corrente do <italic>knowledge base</italic>, a qual busca compreender como os conhecimentos dos professores s&#xE3;o adquiridos e como os <italic>novos</italic> conhecimentos se combinam com os <italic>velhos</italic>, para formar uma base de conhecimentos. <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986)</xref> diferencia tr&#xEA;s categorias de conhecimentos que comp&#xF5;em a base para o ensino: o conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do (<italic>subject knowledge matter</italic>); o conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do (<italic>pedagogical knowledge matter</italic>) e o conhecimento curricular (<italic>curricular knowledge</italic>).</p>
<p>O conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do refere-se &#xE0;s compreens&#xF5;es do professor sobre a estrutura da disciplina, &#xE0; forma como ele entende o conhecimento que ser&#xE1; objeto de ensino. Essa compreens&#xE3;o n&#xE3;o se restringe apenas a fatos e conceitos relativos &#xE0; disciplina, mas tamb&#xE9;m, &#xE0; compreens&#xE3;o dos processos de sua produ&#xE7;&#xE3;o, de representa&#xE7;&#xE3;o e de valida&#xE7;&#xE3;o epistemol&#xF3;gica, o que requer entender a estrutura da disciplina compreendendo o dom&#xED;nio atitudinal, conceitual, procedimental, representacional e validativo do conte&#xFA;do.</p>
<p>O conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do se refere aos modos de formular e apresentar o conte&#xFA;do, para torn&#xE1;-lo compreens&#xED;vel aos alunos. A comunica&#xE7;&#xE3;o do professor deve prever a diversidade de alunos e ser flex&#xED;vel, para conceber explica&#xE7;&#xF5;es alternativas de conceitos e princ&#xED;pios. Em outras palavras, deve incluir analogias, ilustra&#xE7;&#xF5;es, exemplos, explana&#xE7;&#xF5;es e demonstra&#xE7;&#xF5;es. Deve tamb&#xE9;m reconhecer o que facilita ou dificulta o aprendizado de um determinado conte&#xFA;do; os erros conceituais que os alunos apresentam com frequ&#xEA;ncia; e as implica&#xE7;&#xF5;es desses erros na aprendizagem.</p>
<p>A terceira categoria de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986)</xref>, o conhecimento curricular, diz respeito ao conhecimento dos programas de ensino. Abrange o conjunto de programas elaborados para o ensino; os recursos did&#xE1;ticos que podem ser utilizados; o conhecimento das rela&#xE7;&#xF5;es entre conte&#xFA;dos e contextos, dentro da mesma disciplina ou n&#xE3;o;e a familiaridade com os outros t&#xF3;picos desse conte&#xFA;do que j&#xE1; foram ou ser&#xE3;o estudados na mesma disciplina nos anos anteriores e posteriores. O conhecimento curricular serve como indica&#xE7;&#xE3;o e contraindica&#xE7;&#xE3;o do uso de um determinado material em circunst&#xE2;ncias particulares.</p>
<p>Em rela&#xE7;&#xE3;o aos estudos sobre a base de conhecimento do professor para ensinar Matem&#xE1;tica, destacamos os trabalhos dos grupos liderados por Deborah Ball (<xref ref-type="bibr" rid="B2">BALL; THAMES; PHELPS, 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">HILL; ROWAN; BALL, 2005</xref>). Nesses trabalhos s&#xE3;o sistematizados, a partir do referencial te&#xF3;rico de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B28">1987</xref>), diversos resultados de pesquisas, que levaram ao desenvolvimento da no&#xE7;&#xE3;o de <italic>Mathematical Knowledge for Teaching</italic> (MKT) &#x2013; Conhecimento Matem&#xE1;tico para o Ensino. <xref ref-type="bibr" rid="B2">Ball, Thames e Phelps (2008)</xref> enfatizam que os professores precisam conhecer e entender a Matem&#xE1;tica de uma maneira diretamente relacionada ao of&#xED;cio de ensinar. Segundo os autores, &#xE9; necess&#xE1;rio que os docentes saibam bem os conte&#xFA;dos que ensinam para ajudar os alunos na aprendizagem, por&#xE9;m, isso n&#xE3;o &#xE9; suficiente para ensinar os mesmos conte&#xFA;dos. No que se refere, em espec&#xED;fico aos conceitos da &#xE1;lgebra, temos o trabalho de <xref ref-type="bibr" rid="B18">Ribeiro (2012)</xref> que discute o conhecimento matem&#xE1;tico para o ensino de equa&#xE7;&#xF5;es na Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica.</p>
<p>Debru&#xE7;amo-nos, a seguir, sobre o conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do, colocando em discuss&#xE3;o aquilo que entendemos e denominamos <italic>conhecimento pedag&#xF3;gico do professor sobre o potencial das intera&#xE7;&#xF5;es sociais nas aulas de Matem&#xE1;tica como elemento mediador na apropria&#xE7;&#xE3;o de conhecimentos</italic>. Vale ressaltar que n&#xE3;o estamos, com isso, desconsiderando as muitas vari&#xE1;veis que comp&#xF5;em o conhecimento pedag&#xF3;gico. Mas, por outro lado, pretendemos contribuir com um aprofundamento te&#xF3;rico no que se refere ao papel das intera&#xE7;&#xF5;es sociais de alunos para aprender Matem&#xE1;tica.</p>
</sec>
<sec>
<title>3 As intera&#xE7;&#xF5;es sociais nas aulas de matem&#xE1;tica &#x2013; uma componente do conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do</title>
<p>Durante as &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas, temos observado um crescente interesse em investigar as intera&#xE7;&#xF5;es sociais nas aulas de Matem&#xE1;tica. <xref ref-type="bibr" rid="B14">Miranda, Fortes e Gil (1998)</xref> indicam que alguns estudos passaram a considerar as dificuldades de aprendizagem como resultado das experi&#xEA;ncias dos alunos e deslocaram o debate da esfera neurol&#xF3;gica para vari&#xE1;veis ambientais e intrapessoais, colocando em relevo o contexto escolar e as intera&#xE7;&#xF5;es sociais.</p>
<p>No final da d&#xE9;cada de 1970, os trabalhos pioneiros de <xref ref-type="bibr" rid="B10">Doise, Mugny e Perret-Clermont (1975)</xref> constitu&#xED;ram-se num marco te&#xF3;rico para os estudos sobre as influ&#xEA;ncias das intera&#xE7;&#xF5;es sociais nos processos de desenvolvimento cognitivo dos sujeitos. Os resultados desses estudos apontaram que os alunos, ao trabalharem em pequenos grupos na resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, tinham avan&#xE7;os cognitivos mais expressivos entre n&#xED;veis de constru&#xE7;&#xE3;o de no&#xE7;&#xF5;es l&#xF3;gicas (as conserva&#xE7;&#xF5;es, por exemplo) do que os que eram exercitados individualmente. Nesse contexto, as intera&#xE7;&#xF5;es sociais surgem como um novo dom&#xED;nio de investiga&#xE7;&#xE3;o no campo da cogni&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Os resultados dos trabalhos de Schubauer-Leoni e Perret-Clermont (2000) indicam as intera&#xE7;&#xF5;es de pares como um elemento facilitador de progressos, quer em avan&#xE7;os nas elabora&#xE7;&#xF5;es de no&#xE7;&#xF5;es l&#xF3;gicas, quer em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; aquisi&#xE7;&#xE3;o de conceitos matem&#xE1;ticos espec&#xED;ficos.</p>
<p>A intera&#xE7;&#xE3;o social &#xE9; uma das formas poss&#xED;veis de os alunos <italic>dialogarem</italic> com o conhecimento e aprenderem Matem&#xE1;tica de forma mais significativa na escola. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B7">C&#xE9;sar (2000)</xref>, do ponto de vista da aprendizagem as formas de intera&#xE7;&#xF5;es sociais s&#xE3;o: a intera&#xE7;&#xE3;o um a um;um com muitos; ou ainda intera&#xE7;&#xE3;o de muitos com muitos. As formas de intera&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o mediadas pela comunica&#xE7;&#xE3;o e, para <xref ref-type="bibr" rid="B16">Ponte e Serrazina (2000</xref>, p. 123), "o professor deve garantir que essa comunica&#xE7;&#xE3;o se efectue em m&#xFA;ltiplos sentidos &#x2013; dele para os alunos, dos alunos para si e entre os pr&#xF3;prios alunos", devendo "fomentar interac&#xE7;&#xF5;es entre todos os intervenientes na aula, estabelecendo as regras adequadas".</p>
<p>As intera&#xE7;&#xF5;es podem ser iniciadas pelo professor ou pelos alunos e abrangem as perguntas, os coment&#xE1;rios, os elogios, as cr&#xED;ticas, os <italic>feedbacks</italic> aos alunos, os pedidos de ajuda, entre outros aspectos. <xref ref-type="bibr" rid="B21">S&#xE1;-Chaves (2000)</xref> afirma que as intera&#xE7;&#xF5;es sociais para a aquisi&#xE7;&#xE3;o de novos conhecimentos pressup&#xF5;em a negocia&#xE7;&#xE3;o de significados, sendo, por isso, muito mais do que uma simples troca de informa&#xE7;&#xF5;es entre indiv&#xED;duos.</p>
<p>Realizar tarefas em pequenos grupos permite ao aluno expor, argumentar, criticar e ouvir ideias. Eles podem arriscar-se na exposi&#xE7;&#xE3;o de pontos de vista, exprimir seus pensamentos e negociar significados. Todavia, n&#xE3;o basta os alunos se encontrarem sentados lado a lado na sala de aula para que tenham melhor desempenho escolar. &#xC9; necess&#xE1;rio definir crit&#xE9;rios para o trabalho, propor tarefas que estimulem a intera&#xE7;&#xE3;o e gerir poss&#xED;veis conflitos. O trabalho em grupo pode ser desafiador ou repetitivo, assim como trabalhar em duplas pode ser, tamb&#xE9;m, improdutivo. As tarefas propostas devem estar adequadas ao n&#xED;vel de conhecimento dos alunos, ao tipo de trabalho estabelecido e ao modo de acompanhamento do professor &#x2013; nisso consiste a gest&#xE3;o do ambiente de aprendizagem.</p>
<p>O professor tem papel fundamental na promo&#xE7;&#xE3;o das intera&#xE7;&#xF5;es nas aulas de Matem&#xE1;tica e os tipos de intera&#xE7;&#xF5;es que proporciona aos alunos est&#xE3;o relacionados com a forma pela qual o professor entende o ensino e a aprendizagem de Matem&#xE1;tica. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B16">Ponte e Serrazina (2000</xref>, p. 111), h&#xE1; dois estilos fundamentais de aula:</p> <disp-quote>
<p>Num, o professor introduz os conceitos e o conhecimento matem&#xE1;tico na sua forma acabada e os alunos t&#xEA;m essencialmente um papel de receptores de informa&#xE7;&#xE3;o. Noutro, o saber &#xE9; constru&#xED;do pelos alunos no decurso da pr&#xF3;pria atividade, assumindo assim uma participa&#xE7;&#xE3;o activa, e o professor tem essencialmente um papel de organizador e dinamizador da aprendizagem.</p></disp-quote>
<p>Segundo estes autores, os dois estilos imprimem din&#xE2;micas diferentes &#xE0;s aulas de Matem&#xE1;tica, e est&#xE3;o diretamente relacionados aos conhecimentos dos professores e &#xE0; maneira como estes introduzem as diferentes tarefas e apoiam os alunos na sua realiza&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Ao fomentar di&#xE1;logos nos quais as ideias matem&#xE1;ticas s&#xE3;o exploradas, o professor ajuda os alunos a estabelecerem novas conex&#xF5;es entre conhecimentos. As intera&#xE7;&#xF5;es sociais, nomeadamente, as intera&#xE7;&#xF5;es entre pares, revelaram ser um elemento facilitador da apreens&#xE3;o de conhecimentos matem&#xE1;ticos (<xref ref-type="bibr" rid="B26">SCHUBAUER-LEONI; PERRET-CLERMONT, 1980</xref>).</p>
<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B7">C&#xE9;sar (2000)</xref>, dentre os trabalhos que buscaram compreender, do ponto de vista pedag&#xF3;gico, o papel das intera&#xE7;&#xF5;es sociais no ensino e na aprendizagem de Matem&#xE1;tica, em nenhum deles chegou-se &#xE0; conclus&#xE3;o de que o trabalho individual &#xE9; mais relevante do que o trabalho em pequenos grupos. Diante do exposto acima, defendemos que as intera&#xE7;&#xF5;es sociais no ensino de Matem&#xE1;tica se constituem num <italic>tipo</italic> de conhecimento pedag&#xF3;gico valioso para o professor potencializar as aprendizagens de Matem&#xE1;tica na sala de aula.</p>
<p>Destacamos que as informa&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;ricas sobre as intera&#xE7;&#xF5;es sociais nas aulas de Matem&#xE1;tica foram descritas por n&#xF3;s com o objetivo de fundamentarmos nossa escolha por essa modalidade de organiza&#xE7;&#xE3;o pedag&#xF3;gica como objeto de conhecimento pelos professores participantes da nossa pesquisa. Ou seja, se eles declaram saber ou n&#xE3;o algo a respeito.</p>
</sec>
<sec>
<title>4 Os diferentes significados do sinal de igualdade &#x2013; objeto matem&#xE1;tico de investiga&#xE7;&#xE3;o</title>
<p>No Ensino Fundamental, h&#xE1; uma preocupa&#xE7;&#xE3;o quanto ao ensino das opera&#xE7;&#xF5;es b&#xE1;sicas e ao significado dos s&#xED;mbolos operat&#xF3;rios (+, -, x e :), os quais s&#xE3;o abordados e comumente discutidos nas salas de aula. Entretanto, em rela&#xE7;&#xE3;o ao sinal de igualdade, aponta-se &#x2013; em alguns dos estudos que discutiremos a seguir &#x2013; que &#xE9; dada uma import&#xE2;ncia secund&#xE1;ria de tal sinal para os alunos, os quais o reconhecem <italic>apenas</italic> como um sinal que indica o <italic>lugar</italic> no qual devem colocar o resultado das opera&#xE7;&#xF5;es realizadas.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B13">Lessa (1996)</xref> relata que muitos alunos possuem concep&#xE7;&#xF5;es limitadas sobre o significado do sinal de igualdade. Seus estudos investigaram a passagem dos alunos da aritm&#xE9;tica para a &#xE1;lgebra e conclu&#xED;ram que algumas dificuldades na aprendizagem das equa&#xE7;&#xF5;es est&#xE3;o relacionadas &#xE0; mudan&#xE7;a de/nos significados do sinal de igualdade. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B8">Clement (1980)</xref>, at&#xE9; mesmo em alunos do ensino superior podem persistir certas dificuldades sobre a compreens&#xE3;o do sinal de igualdade.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B17">Ponte, Branco e Matos (2009)</xref> apontam tr&#xEA;s significados que podem ser atribu&#xED;dos ao sinal de igualdade: o primeiro relacionado &#xE0; no&#xE7;&#xE3;o <italic>operacional</italic>; o segundo, envolvendo a ideia de <italic>equival&#xEA;ncia</italic>; e, por &#xFA;ltimo, a no&#xE7;&#xE3;o <italic>relacional</italic>.</p>
<p>A no&#xE7;&#xE3;o operacional surge, essencialmente, em contextos aritm&#xE9;ticos. As atividades com opera&#xE7;&#xF5;es aritm&#xE9;ticas conduzem as crian&#xE7;as a compreenderem o sinal de igualdade como um s&#xED;mbolo operacional - um s&#xED;mbolo que indica uma a&#xE7;&#xE3;o (opera&#xE7;&#xE3;o) a ser realizada. As crian&#xE7;as percebem o sinal de igualdade como um <italic>sinal de fazer algo</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BEHR; ERLWANGER; NICHOLS, 1980</xref>); uma a&#xE7;&#xE3;o indicada que significa: <italic>d&#xE1; ou faz</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B30">STACEY; MACGREGOR, 1997</xref>); um <italic>operador que transforma</italic>, por exemplo, 3 + 4 em 7 (<xref ref-type="bibr" rid="B13">LESSA, 1996</xref>).</p>
<p>Normalmente, os alunos aceitam o sinal de igualdade em senten&#xE7;as em que ele aparece logo ap&#xF3;s os s&#xED;mbolos operat&#xF3;rios (+, -, x e :). Em nosso entendimento, os tipos de atividades propostas aos alunos parecem refor&#xE7;ar esta ideia. Por exemplo:</p>
<fig id="f8">
<label>Quadro 1</label>
<caption>
<title>Atividades apresentadas aos alunos</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf08.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 45</attrib></fig>
<p>Esses tipos de senten&#xE7;as predominam, praticamente, durante os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, havendo mudan&#xE7;as apenas em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s grandezas num&#xE9;ricas. Al&#xE9;m disso, os alunos aprendem que devem armar e efetuar a opera&#xE7;&#xE3;o e, na sequ&#xEA;ncia, <italic>dar a resposta</italic> ap&#xF3;s o sinal de igualdade. Os estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B4">Behr, Erlwanger e Nichols (1980)</xref> indicam que atividades desse tipo conduzem as crian&#xE7;as a perceberem o sinal de igualdade como uma <italic>instru&#xE7;&#xE3;o</italic> para fazer algo do lado esquerdo e colocar a resposta do lado direito.</p>
<p>O significado de equival&#xEA;ncia do sinal de igualdade &#xE9; muito importante para a compreens&#xE3;o de conceitos alg&#xE9;bricos, como, por exemplo, o conceito de equa&#xE7;&#xE3;o. <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lessa (1996)</xref> utilizou a met&#xE1;fora da balan&#xE7;a para desenvolver a no&#xE7;&#xE3;o de equival&#xEA;ncia do sinal de igualdade, no contexto de equa&#xE7;&#xF5;es:</p>
<fig id="f1">
<label>Figura 1</label>
<caption>
<title>Balan&#xE7;a representando a ideia de equival&#xEA;ncia</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf01.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lessa (1996)</xref></attrib></fig>
<p>Na <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>, a no&#xE7;&#xE3;o de equival&#xEA;ncia &#xE9; evidenciada pelo equil&#xED;brio da balan&#xE7;a. O sinal de igualdade assume esse significado quando apresentado em situa&#xE7;&#xF5;es em que indica <italic>o mesmo valor, a mesma coisa</italic> ou <italic>o que tem de um lado &#xE9; igual ao que tem do outro lado</italic>. Entendemos as limita&#xE7;&#xF5;es que o uso da met&#xE1;fora da balan&#xE7;a pode apresentar, quando se trabalha, por exemplo, com n&#xFA;meros negativos. Mas, no contexto em que nossa pesquisa se desenvolveu, tal estrat&#xE9;gia pode ser um bom caminho, ainda que moment&#xE2;neo.</p>
<p>Situa&#xE7;&#xF5;es como as discutidas acima podem favorecer a compreens&#xE3;o dos alunos em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s ideias associadas &#xE0; no&#xE7;&#xE3;o de equival&#xEA;ncia. Assim, uma diversidade de atividades pode ser desenvolvida nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com o objetivo de discutir o significado do sinal de igualdade a partir de diferentes contextos.</p>
<p>O terceiro significado do sinal de igualdade - a no&#xE7;&#xE3;o relacional - envolve a compreens&#xE3;o de uma rela&#xE7;&#xE3;o est&#xE1;tica numa igualdade aritm&#xE9;tica ou alg&#xE9;brica, como neste exemplo:</p>
<fig id="f9">
<label>Quadro 2</label>
<caption>
<title>Atividades apresentadas aos alunos</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf09.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B3">Banbarra, 2011</xref> p. 310</attrib></fig>
<p>A no&#xE7;&#xE3;o relacional &#xE9; identificada em situa&#xE7;&#xF5;es em que o sinal de igualdade &#xE9; utilizado para representar uma igualdade de express&#xF5;es, em uma rela&#xE7;&#xE3;o funcional. <xref ref-type="bibr" rid="B17">Ponte, Branco e Matos (2009)</xref> consideram fundamental que os alunos explorem situa&#xE7;&#xF5;es nas quais o sinal de igualdade apresente diferentes significados. A forma limitada como os alunos compreendem os significados do sinal de igualdade &#xE9; resultado de suas experi&#xEA;ncias matem&#xE1;ticas no Ensino B&#xE1;sico, uma vez que as situa&#xE7;&#xF5;es de aprendizagem mais utilizadas resumem-se a realizar c&#xE1;lculos para obter uma resposta num&#xE9;rica.</p>
<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B6">Carpenter, Franke e Levi (2003)</xref>, para a aprendizagem da aritm&#xE9;tica e da &#xE1;lgebra, &#xE9; importante reconhecer o sinal de igualdade e utiliz&#xE1;-lo para expressar rela&#xE7;&#xF5;es. De acordo com esses autores, quando os alunos compreendem o sinal de igualdade de forma restrita&#x2013;apenas com significado de no&#xE7;&#xE3;o operacional &#x2013; limitam-se a memorizar um conjunto de regras. Tamb&#xE9;m, demonstram dificuldades na compreens&#xE3;o das equa&#xE7;&#xF5;es e dos procedimentos para resolv&#xEA;-las e utilizam estrat&#xE9;gias de natureza aritm&#xE9;tica &#x2013; substituem as letras por valores num&#xE9;ricos &#x2013; ou estrat&#xE9;gias de natureza pr&#xE9;-alg&#xE9;brica, em que recorrem &#xE0;s opera&#xE7;&#xF5;es inversas.</p>
<p>Pesquisadores envolvidos com a <italic>Early Algebra</italic> acompanharam um grupo de estudantes do Ensino Fundamental, durante tr&#xEA;s anos, uma a duas vezes por semana. Esses alunos realizavam tarefas que envolviam o pensamento alg&#xE9;bricoe alguns resultados indicam que crian&#xE7;as a partir de nove ou dez anos desenvolvem o pensamento alg&#xE9;brico; podem utilizar s&#xED;mbolos para generalizar rela&#xE7;&#xF5;es aritm&#xE9;ticas ou padr&#xF5;es geom&#xE9;tricos, e tamb&#xE9;m utilizar no&#xE7;&#xF5;es alg&#xE9;bricas para descrever rela&#xE7;&#xF5;es funcionais.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B29">Silva e Savioli (2012)</xref> realizaram um estudo a partir das orienta&#xE7;&#xF5;es da <italic>Early Algebra</italic>, com o objetivo de analisar caracter&#xED;sticas do pensamento alg&#xE9;brico de alunos do 5&#xB0; ano do Ensino Fundamental. Os resultados desse estudo corroboram com os resultados obtidos por outros pesquisadores adeptos da <italic>Early Algebra</italic> e apontam que os estudantes t&#xEA;m condi&#xE7;&#xF5;es de lidar com aspectos relacionados ao pensamento alg&#xE9;brico, de modo que este pode ser desenvolvido antes de os estudantes apresentarem uma linguagem simb&#xF3;lica alg&#xE9;brica.</p>
</sec>
<sec>
<title>5 Nossa investiga&#xE7;&#xE3;o &#x2013; Conhecimentos dos professores revelados na pesquisa</title>
<p>Como visto acima, este trabalho teve o objetivo de estudar os conhecimentos dos professores para ensinar os diferentes significados do sinal de igualdade nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental sob a perspectiva te&#xF3;rica de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B28">1987</xref>): conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do, conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do e conhecimento curricular. Em rela&#xE7;&#xE3;o ao conhecimento pedag&#xF3;gico do professor, como j&#xE1; mencionamos, propomo-nos a focalizar o papel das intera&#xE7;&#xF5;es sociais no ensino de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>Retomando os principais aspectos metodol&#xF3;gicos de nossa pesquisa, destacamos a realiza&#xE7;&#xE3;o de an&#xE1;lise documental de documentos oficiais da rede de ensino em que se desenvolveu a pesquisa. Utilizamos question&#xE1;rios com os professores e, a partir dos dados que surgiram neste question&#xE1;rio, sentimos a necessidade de esclarecer algumas quest&#xF5;es. Com esse objetivo organizamos uma din&#xE2;mica de intera&#xE7;&#xE3;o coletiva com os docentes, gravadas em &#xE1;udio. Os procedimentos metodol&#xF3;gicos adotados - an&#xE1;lise documental, question&#xE1;rios e din&#xE2;mica de intera&#xE7;&#xE3;o coletiva - bem como a metodologia de triangula&#xE7;&#xE3;o dos dados, nos possibilitaram produzir as an&#xE1;lises que passaremos a discutir.</p>
<sec>
<title>5.1 Conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do</title>
<p>Em rela&#xE7;&#xE3;o ao conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do, procuramos identificar o que os professores declaram saber sobre os diferentes significados do sinal de igualdade, para tanto apresentamos-lhes uma sequ&#xEA;ncia de atividades para os alunos do quarto ano do Ensino Fundamental, em que o sinal de igualdade representava diferentes significados. E perguntamos aos professores que significados os alunos reconheceriam. As respostas foram organizadas no <xref ref-type="table" rid="t3">Quadro 3</xref>:</p>
<table-wrap id="t3">
<label>Quadro 3</label>
<caption>
<title>Significado do sinal de igualdade para os alunos</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left" colspan="2">O que voc&#xEA; acha que os alunos responderam na quest&#xE3;o: &#x201C;<italic>Qual &#xE9; o significado do sinal de igualdade nas tr&#xEA;s atividades que voc&#xEA; acabou de resolver?</italic>&#x201D;</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">P1</td>
<td align="left">O sinal de igual tem como objetivo mostrar a equival&#xEA;ncia de quantidade de duas partes ou mais.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P2</td>
<td align="left">Acredito que os alunos responderam que ele mostra que uma coisa &#xE9; igual &#xE0; outra.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P3</td>
<td align="left">O significado &#xE9; para mostrar que diferentes opera&#xE7;&#xF5;es podem chegar a um mesmo resultado.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P4</td>
<td align="left">Acredito que &#xE9; a mesma coisa que respondi: que &#xE9; o resultado.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P5</td>
<td align="left">Acho que os alunos n&#xE3;o souberam responder.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P6</td>
<td align="left">Que o sinal de igualdade mostra o que &#xE9; igual, mesma quantidade, mesmo valor.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P7</td>
<td align="left">O significado que no c&#xE1;lculo o resultado era igual &#xE0; conta. Na atividade tr&#xEA;s que o resultado da conta &#xE9; igual &#xE0; outra.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P8</td>
<td align="left">Penso que ele n&#xE3;o responder&#xE1; a quest&#xE3;o de equival&#xEA;ncia.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P9</td>
<td align="left">Eles n&#xE3;o souberam responder.</td></tr>
<tr>
<td align="left">P10</td>
<td align="left">Atividade 1 - resultado; Atividade 2 - compara&#xE7;&#xE3;o; Atividade 3 - desafio;</td></tr></tbody></table>
<table-wrap-foot>
<fn id="TFN1">
<p>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 74</p></fn></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Observamos que os professores P2, P5, P8 e P9 consideraram que os alunos n&#xE3;o seriam capazes de identificar os significados do sinal de igualdade, diferentemente dos estudos realizados por <xref ref-type="bibr" rid="B12">Kieran (1981)</xref>, que indicam que as crian&#xE7;as desenvolvem sim o significado de no&#xE7;&#xE3;o operacional e que esse significado pode permanecer, mesmo nas situa&#xE7;&#xF5;es nas quais o sinal de igualdade assume outros significado - no&#xE7;&#xE3;o de equival&#xEA;ncia ou no&#xE7;&#xE3;o relacional.</p>
<p>Na din&#xE2;mica de intera&#xE7;&#xE3;o coletiva, retomamos a quest&#xE3;o dos significados e dirigimos a seguinte pergunta os professores: <italic>Voc&#xEA;s j&#xE1; haviam pensado que o sinal de igualdade poderia assumir diferentes significados a partir do contexto matem&#xE1;tico em que ele aparece?</italic>. Eles afirmaram que, at&#xE9; a realiza&#xE7;&#xE3;o da pesquisa, n&#xE3;o haviam refletido sobre o fato de o sinal de igualdade poder assumir diferentes significados e tamb&#xE9;m n&#xE3;o haviam ponderado sobre a import&#xE2;ncia de os alunos se apropriarem desse conhecimento.</p>
<p>E, como quer&#xED;amos saber quais os significados que os pr&#xF3;prios professores atribu&#xED;am ao sinal de igualdade, entregamos novamente a sequ&#xEA;ncia de atividades analisada por eles no question&#xE1;rio e perguntamos qual era o significado do sinal de igualdade nas atividades propostas (no&#xE7;&#xE3;o operacional, no&#xE7;&#xE3;o de equival&#xEA;ncia e no&#xE7;&#xE3;o relacional).</p>
<p>Os professores tiveram dificuldades para identificar os significados do sinal de igualdade, o que poderia estar relacionado &#xE0; falta de um desenvolvimento conceitual matem&#xE1;tico adequado &#x2013; nas palavras de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986)</xref>, o conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do. Algumas professoras identificaram os significados de no&#xE7;&#xE3;o operacional e no&#xE7;&#xE3;o de equival&#xEA;ncia, enquanto outras n&#xE3;o identificaram o pr&#xF3;prio objetivo da atividade proposta aos alunos, que era discutir os significados do sinal de igualdade, como demonstra o <xref ref-type="fig" rid="f8">Quadro 1</xref>.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B9">Curi (2004)</xref> analisou ementas de disciplinas de 36 cursos de Pedagogia e constatou que, nas disciplinas relativas &#xE0; Matem&#xE1;tica, h&#xE1; um predom&#xED;nio do <italic>saber fazer</italic>, em detrimento do conhecimento espec&#xED;fico do objeto de ensino. Uma das conclus&#xF5;es do estudo se refere ao fato de que, quando os professores t&#xEA;m pouco conhecimento dos conte&#xFA;dos matem&#xE1;ticos que precisam ensinar, evitam trabalhar esses conte&#xFA;dos, mostram inseguran&#xE7;a nas situa&#xE7;&#xF5;es de ensino, t&#xEA;m maior depend&#xEA;ncia de livros did&#xE1;ticos e n&#xE3;o sabem explorar boas situa&#xE7;&#xF5;es de ensino com esses materiais, o que parece ser ratificado em nossa pesquisa.</p>
<p>Ainda em rela&#xE7;&#xE3;o ao conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do, estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Ball e McDiarmid (1990)</xref> indicam que, se os professores tiverem conhecimentos imaturos ou restritos sobre o conte&#xFA;do que ensinam, podem passar tais ideias a seus estudantes. Podem, sobretudo, n&#xE3;o desafiar as concep&#xE7;&#xF5;es err&#xF4;neas dos alunos e tamb&#xE9;m usar informa&#xE7;&#xF5;es e textos acriticamente ou alter&#xE1;-los indevidamente. Observamos tais situa&#xE7;&#xF5;es em nossa pesquisa, na medida em que, na maior parte das vezes, os professores indicavam conhecer somente o significado operacional do sinal de igualdade.</p>
</sec>
<sec>
<title>5.2 Conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do</title>
<p>Sobre o conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do, entendemos que tal categoria de conhecimento &#xE9; a que parece abarcar o maior n&#xFA;mero de fen&#xF4;menos a serem estudados, uma vez que o conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do engloba o <italic>conhecimento dos alunos</italic> e de suas caracter&#xED;sticas; o <italic>conhecimento dos contextos educacionais</italic> (ambiente de trabalho, regi&#xE3;o e caracter&#xED;sticas culturais da comunidade); e o <italic>conhecimento dos fins educacionais</italic> (valores sociais, prop&#xF3;sitos e bases filos&#xF3;ficas e hist&#xF3;ricas). O conhecimento pedag&#xF3;gico refere-se, ainda, aos princ&#xED;pios ou &#xE0;s estrat&#xE9;gias de gest&#xE3;o e organiza&#xE7;&#xE3;o de classe, &#xFA;teis para ensinar.</p>
<p>Pelas m&#xFA;ltiplas facetas envolvidas no conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do, optamos em nosso trabalho por buscar compreender se os professores consideram o papel das intera&#xE7;&#xF5;es sociais no ensino de Matem&#xE1;tica e o modo como o fazem. Nossa proposta procurou investigar como os docentes entendem a import&#xE2;ncia de proporcionar momentos de intera&#xE7;&#xE3;o entre os alunos, para ajud&#xE1;-los a raciocinar e a estabelecer novas conex&#xF5;es entre os conhecimentos, favorecendo a aprendizagem.</p>
<p>Com base nos dados produzidos em nossa pesquisa, percebemos que n&#xE3;o h&#xE1; clareza, por parte dos professores, sobre os objetivos da organiza&#xE7;&#xE3;o de pequenos grupos de alunos. Quando perguntamos aos professores que aspectos eles consideravam relevantes ao planejar as situa&#xE7;&#xF5;es de ensino e aprendizagem das opera&#xE7;&#xF5;es de adi&#xE7;&#xE3;o e subtra&#xE7;&#xE3;o, eles indicaram que organizam pequenos grupos apenas em situa&#xE7;&#xF5;es de jogos:</p>
<fig id="f2">
<label>Figura 2</label>
<caption>
<title>Protocolos da pesquisa</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf02.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 81</attrib></fig>
<fig id="f3">
<label>Figura 3</label>
<caption>
<title>Protocolos da pesquisa</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf03.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 81</attrib></fig>
<p>No question&#xE1;rio, os professores n&#xE3;o mencionaram a relev&#xE2;ncia da organiza&#xE7;&#xE3;o de pequenos grupos com o objetivo de os alunos discutirem ideias e conceitos matem&#xE1;ticos no ensino das opera&#xE7;&#xF5;es aritm&#xE9;ticas. Os professores n&#xE3;o mencionaram que as intera&#xE7;&#xF5;es no processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas n&#xE3;o s&#xE3;o meras trocas de informa&#xE7;&#xF5;es, pois as ideias veiculadas influenciam positivamente os alunos, promovendo uma importante mudan&#xE7;a na elabora&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Os trabalhos de Schubauer-Leoni e Perret-Clemont (2000), por exemplo, indicam que as intera&#xE7;&#xF5;es sociais entre pares s&#xE3;o um elemento facilitador de progressos, quer em n&#xED;vel de desenvolvimento cognitivo, quer em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; aquisi&#xE7;&#xE3;o de conceitos matem&#xE1;ticos.</p>
<p>Tradicionalmente, o fazer matem&#xE1;tico se constituiu numa atividade solit&#xE1;ria, na qual o aluno resolve individualmente quest&#xF5;es j&#xE1; trabalhadas pelo professor, a partir do <italic>modelo</italic> apresentado. S&#xE3;o pr&#xE1;ticas muito cristalizadas que precisam ser discutidas a partir dos in&#xFA;meros estudos sobre as intera&#xE7;&#xF5;es sociais no ensino de Matem&#xE1;tica e para esse ensino.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B19">Rodrigues (2006)</xref> tamb&#xE9;m estudou as intera&#xE7;&#xF5;es sociais ocorridas em sala de aula e concluiu que os professores verbalizam suas concep&#xE7;&#xF5;es de ensino-aprendizagem com foco no aluno, dizem favorecer as intera&#xE7;&#xF5;es entre eles para a constru&#xE7;&#xE3;o de conhecimentos e se consideram mediadores do processo. Mesmo assim, em v&#xE1;rias situa&#xE7;&#xF5;es, a pr&#xE1;tica estava centrada no ensino, sendo o professor o condutor do processo, com uma participa&#xE7;&#xE3;o pequena dos alunos. Essa mesma conclus&#xE3;o foi apresentada por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Rogeri (2005)</xref>, que analisou o di&#xE1;logo entre professores e alunos do Ensino Fundamental e do Ensino M&#xE9;dio, buscando compreender o papel das intera&#xE7;&#xF5;es sociais e dos aspectos discursivos nas aulas de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>As pesquisas acima discutidas, em di&#xE1;logo com as an&#xE1;lises de dados realizadas por n&#xF3;s, parecem-nos indicar a necessidade de favorecer aos professores situa&#xE7;&#xF5;es de intera&#xE7;&#xF5;es sociais &#x2013; nas pr&#xE1;ticas de forma&#xE7;&#xE3;o &#x2013;, na inten&#xE7;&#xE3;o de provocar mudan&#xE7;as em suas salas de aula.</p>
</sec>
<sec>
<title>5.3 Conhecimento Curricular</title>
<p>A terceira e &#xFA;ltima categoria de conhecimento por n&#xF3;s investigada, o conhecimento curricular, refere-se ao conhecimento &#x2013; horizontal e vertical &#x2013; de todos os programas de ensino. Procuramos compreender, entre outras quest&#xF5;es: <italic>Qual &#xE9; o conhecimento curricular do professor em rela&#xE7;&#xE3;o aos diferentes significados do sinal de igualdade? O que ele sabe sobre este conceito no curr&#xED;culo do Ensino Fundamental, dada a sua import&#xE2;ncia para o ensino de &#xE1;lgebra e das equa&#xE7;&#xF5;es nos anos posteriores?</italic></p>
<p>No intuito de investigar o conhecimento curricular dos professores acerca dos diferentes significados do sinal de igualdade, primeiramente, procuramos compreender como tais significados se inserem no curr&#xED;culo oficial da rede de ensino em que os professores atuam. Constatamos que os documentos oficiais da rede n&#xE3;o contemplam o ensino desse conceito (<xref ref-type="bibr" rid="B22">S&#xC3;O PAULO, 2007</xref>). E, como os planos de ensino dos docentes se reportam a esses documentos, consequentemente, n&#xE3;o encontramos refer&#xEA;ncia ao ensino dos diferentes significados do sinal de igualdade no planejamento dos professores.</p>
<p>O <xref ref-type="table" rid="t4">Quadro 4</xref> ilustra a &#xFA;nica expectativa de aprendizagem sobre o sinal de igualdade que encontramos nos documentos oficiais da rede de ensino:</p>
<table-wrap id="t4">
<label>Quadro 4</label>
<caption>
<title>Expectativas de aprendizagem do Ciclo I</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left">Ano do Ciclo</th>
<th align="left">Expectativas de Aprendizagem</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">2&#xBA; ano do Ciclo I</td>
<td align="left">Utilizar sinais convencionais (+, -, =) na escrita de opera&#xE7;&#xF5;es de adi&#xE7;&#xE3;o e subtra&#xE7;&#xE3;o.</td></tr>
<tr>
<td align="left">3&#xBA; ano do Ciclo I</td>
<td align="left">Utilizar sinais convencionais (+, -, X, : e =) na escrita de opera&#xE7;&#xF5;es de multiplica&#xE7;&#xE3;o e divis&#xE3;o.</td></tr></tbody></table>
<table-wrap-foot><attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B22">S&#xC3;O PAULO, 2007</xref>, p. 84)</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Analisamos, ainda, os materiais did&#xE1;ticos elaborados pela Secretaria Municipal de Educa&#xE7;&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B24">S&#xC3;O PAULO, 2008a</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B25">2008b</xref>), endere&#xE7;ados aos professores como apoio para auxiliar no planejamento das aulas de Matem&#xE1;tica e observamos que alin &#xE3;o est&#xE3;o propostas atividades com o objetivo espec&#xED;fico de discutir com os alunos os diferentes significados do sinal de igualdade.</p>
<p>Ap&#xF3;s a an&#xE1;lise documental, passamos a investigar quais conhecimentos curriculares possu&#xED;am os professores sobre os diferentes significados do sinal de igualdade no curr&#xED;culo do Ensino Fundamental. Nos protocolos apresentados a seguir, as respostas dos professores parecem evidenciar o desconhecimento da import&#xE2;ncia de trabalhar com os diferentes significados do sinal de igualdade, com o objetivo de preparar os alunos para estudos posteriores, quando iniciam a aprendizagem de &#xE1;lgebra e das equa&#xE7;&#xF5;es, como indicado por <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lessa (1996)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B12">Kieran (1981)</xref>, entre outros. Vejamos, nas <xref ref-type="fig" rid="f4">Figuras 4</xref> e <xref ref-type="fig" rid="f5">5</xref>, alguns protocolos:</p>
<fig id="f4">
<label>Figura 4</label>
<caption>
<title>Protocolo da pesquisa: Objetivo da atividade</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf04.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 89</attrib></fig>
<fig id="f5">
<label>Figura 5</label>
<caption>
<title>Protocolo da pesquisa: Objetivo da atividade</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf05.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 89</attrib></fig>
<p>Al&#xE9;m desses protocolos, &#xE9; importante relatar que dentre os dez professores que participaram da nossa pesquisa, os professores P2, P4, P7 e P9 n&#xE3;o citaram, em suas respostas aos question&#xE1;rios, por que &#xE9; importante trabalhar as atividades dessa natureza. Por outro lado, os professores P8 e P10 apresentaram dificuldades, inclusive, em identificar o pr&#xF3;prio objetivo da atividade proposta por n&#xF3;s:</p>
<fig id="f6">
<label>Figura 6</label>
<caption>
<title>Protocolo da pesquisa: Objetivo da atividade</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf06.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 89</attrib></fig>
<fig id="f7">
<label>Figura 7</label>
<caption>
<title>Protocolo da pesquisa: Objetivo da atividade</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-51-0038-gf07.jpg"/> <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 89</attrib></fig>
<p>Na din&#xE2;mica de intera&#xE7;&#xE3;o coletiva realizada com os professores, retomamos a quest&#xE3;o do conhecimento curricular, no que tange aos diferentes significados do sinal de igualdade, na expectativa de aprofundar as an&#xE1;lises obtidas com os dados produzidos anteriormente. Diante da pergunta "<italic>Voc&#xEA;s sabem se este conceito matem&#xE1;tico est&#xE1; contemplado em alguma expectativa de aprendizagem do Ensino Fundamental do Ciclo I ou do Ciclo II?</italic>". Todos os professores relataram que desconheciam a exist&#xEA;ncia de expectativas de aprendizagem em rela&#xE7;&#xE3;o aos diferentes significados do sinal de igualdade no Ciclo II e alegaram que esses documentos n&#xE3;o s&#xE3;o de seu conhecimento. Vejamos:</p>
<table-wrap id="t5">
<label>Quadro 5</label>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="100%">
<col/></colgroup>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">Professor P2: N&#xE3;o que eu me lembre, espec&#xED;fico de sinais, n&#xE3;o.</td></tr>
<tr>
<td align="left">Professor P6: N&#xE3;o sei.</td></tr>
<tr>
<td align="left">Professor P4: Tem expectativas de aprendizagem sobre os sinais em geral.</td></tr></tbody></table>
<table-wrap-foot><attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B31">Trivilin, 2013</xref>, p. 90</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Quando perguntamos se o grupo j&#xE1; havia lido as expectativas de aprendizagem de Matem&#xE1;tica do Ciclo II, um dos professores respondeu: "<italic>N&#xE3;o, n&#xF3;s damos uma olhadinha nas expectativas do ano seguinte, para ver o que os alunos precisam saber para o ano seguinte, mas n&#xE3;o olhamos as expectativas do Ciclo II</italic>".</p>
<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B2">Ball, Thames e Phelps (2008)</xref>, &#xE9; fundamental que os professores tenham uma vis&#xE3;o completa dos programas de ensino (conhecimento curricular horizontal). Saber sobre temas e conceitos estudados em determinado ano de escolaridade pode ser &#xFA;til na indica&#xE7;&#xE3;o e na contraindica&#xE7;&#xE3;o de uso de um determinado material em circunst&#xE2;ncias particulares.</p>
<p>Com base nas respostas evidenciadas pelos professores, conclu&#xED;mos em nossa investiga&#xE7;&#xE3;o, que o grupo desconhece o programa de ensino de Matem&#xE1;tica dos anos posteriores ao Ciclo I, quando o professor especialista da disciplina fica respons&#xE1;vel pelo ensino. O conhecimento curricular dos professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental parece ficar circunscrito ao programa de ensino sob a sua responsabilidade.</p>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>6 Conclus&#xF5;es e considera&#xE7;&#xF5;es finais</title>
<p>Iniciamos nosso trabalho de mestrado (<xref ref-type="bibr" rid="B31">TRIVILIN, 2013</xref>) com o objetivo de estudar os conhecimentos dos professores para ensinar os diferentes significados do sinal de igualdade nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Para fundamentar o desenvolvimento de nossa pesquisa, adotamos a perspectiva te&#xF3;rica de <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B28">1987</xref>), a qual categoriza esses conhecimentos em conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do, conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do e conhecimento curricular. Considerando que s&#xE3;o muitas as vari&#xE1;veis em jogo na a&#xE7;&#xE3;o pedag&#xF3;gica, cujo papel e import&#xE2;ncia deveriam ser parte do conhecimento pedag&#xF3;gico do professor, propusemo-nos a focalizar, nesta categoria de conhecimento, o papel das intera&#xE7;&#xF5;es sociais no ensino de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>Em rela&#xE7;&#xE3;o ao conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do, os resultados do nosso estudo apontaram que os n&#xED;veis de conhecimento dos professores sobre os diferentes significados do sinal de igualdade s&#xE3;o muito diferentes e relativamente limitados. Alguns professores identificaram os significados de no&#xE7;&#xE3;o operacional e no&#xE7;&#xE3;o de equival&#xEA;ncia, enquanto outros n&#xE3;o identificaram o pr&#xF3;prio objetivo da atividade proposta aos alunos &#x2013; discutir os diferentes significados do sinal de igualdade. Tais resultados parecem apontar para a mesma dire&#xE7;&#xE3;o que os trabalhos de <xref ref-type="bibr" rid="B2">Ball, Thames e Phelps (2008)</xref>, no que diz respeito &#xE0; consist&#xEA;ncia do conhecimento espec&#xED;fico matem&#xE1;tico dos professores para ensinar na Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica.</p>
<p>Os documentos oficiais da Rede Municipal de Ensino de S&#xE3;o Paulo (<xref ref-type="bibr" rid="B22">S&#xC3;O PAULO, 2007</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B23">2007a</xref>), utilizados pelos professores no planejamento das aulas de Matem&#xE1;tica, n&#xE3;o mencionam expectativas de aprendizagem sobre os diferentes significados do sinal de igualdade. Se o fizessem, poderiam suscitar reflex&#xF5;es sobre a quest&#xE3;o.</p>
<p>Quanto ao conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do, com base nas an&#xE1;lises realizadas, percebemos que os professores t&#xEA;m pouca clareza sobre os objetivos em organizar pequenos grupos de alunos:eles revelaram organizar esses agrupamentos quase que exclusivamente em situa&#xE7;&#xF5;es de jogos; n&#xE3;o mencionaram agrupar alunos com o objetivo de proporcionar discuss&#xF5;es sobre ideias e conceitos matem&#xE1;ticos, considerando que as intera&#xE7;&#xF5;es sociais no processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas n&#xE3;o s&#xE3;o meras trocas de informa&#xE7;&#xF5;es, mas as ideias veiculadas influenciam positivamente os alunos e promovem importante mudan&#xE7;a na elabora&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o, como aponta <xref ref-type="bibr" rid="B7">C&#xE9;sar (2000)</xref>.</p>
<p>Na an&#xE1;lise dos documentos curriculares da rede de ensino (<xref ref-type="bibr" rid="B22">S&#xC3;O PAULO, 2007</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B23">2007a</xref>), encontramos poucas refer&#xEA;ncias &#xE0;s intera&#xE7;&#xF5;es entre alunos no ensino de matem&#xE1;tica, diferentemente dos Par&#xE2;metros Curriculares Nacionais (<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 1997</xref>), que abordam esta quest&#xE3;o de forma mais densa, apoiando-se nos in&#xFA;meros trabalhos cujos resultados indicam as intera&#xE7;&#xF5;es como um elemento facilitador de progressos, quer em n&#xED;vel de desenvolvimento cognitivo, quer em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; aquisi&#xE7;&#xE3;o de conceitos matem&#xE1;ticos espec&#xED;ficos. Novamente observamos a import&#xE2;ncia do <italic>am&#xE1;lgama</italic> dos conhecimentos espec&#xED;ficos, pedag&#xF3;gicos e curriculares para o professor de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>Em rela&#xE7;&#xE3;o ao conhecimento curricular, t&#xED;nhamos a inten&#xE7;&#xE3;o de observar se (e como) os professores sabiam sobre os diferentes significados do sinal de igualdade no curr&#xED;culo oficial da rede e sobre a sua import&#xE2;ncia para o ensino de &#xE1;lgebra e das equa&#xE7;&#xF5;es nos anos posteriores. Em nossas an&#xE1;lises, destacamos que os docentes relataram desconhecer as expectativas de aprendizagem em rela&#xE7;&#xE3;o aos diferentes significados do sinal de igualdade nos Anos Finais. Os dados revelaram que o conhecimento curricular dos docentes est&#xE1; circunscrito ao programa de ensino sob a sua responsabilidade. Entretanto, observamos ainda que, mesmo no que se refere aos Anos Iniciais, eles possuem n&#xED;veis de conhecimento bastante diferentes, sendo que os professores relataram desconhecer parte do curr&#xED;culo do ciclo em que atuam.</p>
<p>Tamb&#xE9;m nos chamou a aten&#xE7;&#xE3;o o fato de que os professores, ao responderem o question&#xE1;rio, n&#xE3;o citaram aimport&#xE2;ncia de os alunos compreenderem os diferentes significados do sinal de igualdade, com vistas aos estudos posteriores, quando iniciam a aprendizagem de &#xE1;lgebra e das equa&#xE7;&#xF5;es.</p>
<p>N&#xE3;o podemos deixar de registrar aqui que, em nossas an&#xE1;lises dos documentos da rede de ensino, observamos que n&#xE3;o h&#xE1; expectativas de aprendizagem que se refiram ao ensino dos diferentes significados do sinal de igualdade. Al&#xE9;m disso, os materiais did&#xE1;ticos dos professores tamb&#xE9;m n&#xE3;o apresentavam atividades com o objetivo espec&#xED;fico de abordar esse conte&#xFA;do. Fica, portanto, a cargo do professor reconhecer atividades que possam se constituir em boas situa&#xE7;&#xF5;es de aprendizagem sobre os diferentes significados do sinal de igualdade e proporcion&#xE1;-las aos alunos.</p>
<p>Assim, novamente, identificamos uma lacuna a ser investigada e revista nos cursos de forma&#xE7;&#xE3;o inicial e continuada de professores, para favorecer o aprofundamento e o equil&#xED;brio nos diferentes tipos de conhecimentos de que o professor necessita para poder ensinar Matem&#xE1;tica, de modo que seus alunos obtenham sucesso em suas aprendizagens.</p>
<p>Com isso, entendemos que a forma&#xE7;&#xE3;o continuada deve proporcionar aos professores conhecimentos sobre a progress&#xE3;o dos conte&#xFA;dos ao longo da escolaridade, pois a sua aprendizagem se d&#xE1; por aproxima&#xE7;&#xF5;es sucessivas. Muitos conte&#xFA;dos matem&#xE1;ticos n&#xE3;o se esgotam em uma &#xFA;nica abordagem, mas demandam retomadas e aprofundamento nos anos posteriores. O conhecimento curricular, por exemplo, pode justificar a proposi&#xE7;&#xE3;o de conceitos matem&#xE1;ticos em uma determinada etapa de escolaridade e promover o trabalho efetivo em sala de aula para que sua aprendizagem ocorra de maneira significativa.</p>
<p>A partir dos resultados da nossa pesquisa, conclu&#xED;mos que o estudo anal&#xED;tico dos componentes envolvidos no conhecimento global do professor, tal como proposto por <xref ref-type="bibr" rid="B27">Shulman (1986</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B28">1987</xref>) &#x2013; conhecimento espec&#xED;fico do conte&#xFA;do, conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do e conhecimento curricular &#x2013; pode favorecer o reconhecimento das necessidades de forma&#xE7;&#xE3;o de professores e organiz&#xE1;-la a partir dessas necessidades.</p>
<p>Tamb&#xE9;m acreditamos que, no planejamento e no desenvolvimento das forma&#xE7;&#xF5;es de professores, o conhecimento espec&#xED;fico do professor, o conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do e o conhecimento curricular n&#xE3;o podem ser abordados de forma isolada: devem ser tratados de maneira articulada, constituindo-se em uma base de conhecimentos com diversos pontos de conex&#xE3;o. Para tanto, as abordagens metodol&#xF3;gicas na forma&#xE7;&#xE3;o de professores s&#xE3;o um tema a ser amplamente investigado.</p>
<p>Outro ponto a ser destacado &#x2013; que n&#xE3;o &#xE9; in&#xE9;dito, mas entendemos ser importante ratificar &#x2013; refere-se &#xE0; organiza&#xE7;&#xE3;o dos processos de forma&#xE7;&#xE3;o. Estes devem considerar a articula&#xE7;&#xE3;o entre teoria e pr&#xE1;tica, para que o professor possa validar os referenciais te&#xF3;ricos e fundamentar seu fazer docente, apoderando-se de sua pr&#xE1;tica no ensino de Matem&#xE1;tica. Os professores atribuem relev&#xE2;ncia e significado aos conte&#xFA;dos de forma&#xE7;&#xE3;o, quando estes se constituem em respostas aos problemas de aprendizagem dos alunos na sala de aula.</p>
</sec></body>
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<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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