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<journal-title>Bolema: Boletim de Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Bolema</abbrev-journal-title></journal-title-group>
<issn pub-type="ppub">0103-636X</issn>
<issn pub-type="epub">1980-4415</issn>
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<publisher-name>UNESP - Universidade Estadual Paulista, Pr&#xF3;-Reitoria de Pesquisa Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</publisher-name></publisher>
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<article-id pub-id-type="publisher-id">00013</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1980-4415v29n51a12</article-id>
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<subject>Artigo</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>Potencializa&#xE7;&#xE3;o da Aprendizagem Autorregulada de Bolsistas do PIBID/UFPel do curso de Licenciatura em Matem&#xE1;tica atrav&#xE9;s de Oficinas Pedag&#xF3;gicas</article-title>
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<trans-title>Enhancement of Fellows of Self-Regulated Learning of PIBID/UFPel&#x27;s Degree in Mathematics through Pedagogical Workshops</trans-title></trans-title-group>
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<name><surname>Pranke</surname><given-names>Amanda</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref><xref ref-type="corresp" rid="c1"/></contrib>
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<name><surname>Frison</surname><given-names>Lourdes Maria Bragagnolo</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref><xref ref-type="corresp" rid="c2"/></contrib>
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<institution content-type="original">Doutoranda em Educa&#xE7;&#xE3;o pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa da Aprendizagem Autorregulada/GEPAAR. Professora Pesquisadora Orientadora de Est&#xE1;gios do curso de Licenciatura em Matem&#xE1;tica &#xE0; Dist&#xE2;ncia da UFPel, Pelotas/RS, Brasil</institution></aff>
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<institution content-type="normalized">Faculdade de Educa&#xE7;&#xE3;o (UFPel)</institution>
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<institution content-type="original">Doutora em Educa&#xE7;&#xE3;o pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Professora do Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Educa&#xE7;&#xE3;o, da Faculdade de Educa&#xE7;&#xE3;o (UFPel). L&#xED;der do Grupo de Estudo e Aprendizagem Autorregulada/GEPAAR, Pelotas/RS, Brasil</institution></aff></contrib-group>
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Endere&#xE7;o para correspond&#xEA;ncia: Rua Ismael Sim&#xF5;es Lopes n&#xB0; 168, Bairro Fragata, Pelotas/RS, Brasil, CEP: 96.030.670. Endere&#xE7;o eletr&#xF4;nico: <email>amandapranke@ymail.com</email>.</corresp>
<corresp id="c2">
Endere&#xE7;o para correspond&#xEA;ncia: Rua Engenheiro Rodolfo Ahrons n&#xB0; 285, Bairro Intercap, Porto Alegre/RS, Brasil, CEP 91.530.320. Endere&#xE7;o eletr&#xF4;nico: <email>lfrison@terra.com.br</email>.</corresp></author-notes>
<pub-date pub-type="epub-ppub">
<month>04</month>
<year>2015</year></pub-date>
<volume>29</volume>
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<year>2014</year></date>
<date date-type="accepted">
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<year>2014</year></date>
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<license-p>This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.</license-p></license></permissions>
<abstract>
<p>Este artigo apresenta a s&#xED;ntese de uma pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, que analisou se as oficinas desenvolvidas no Projeto Institucional de Bolsa de Inicia&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Doc&#xEA;ncia/PIBID, do curso de Licenciatura em Matem&#xE1;tica, da Universidade Federal de Pelotas/UFPel, promoveram a aprendizagem autorregulada das bolsistas de Matem&#xE1;tica, qualificando seus processos de aprender e ensinar. Os dados coletados advieram da an&#xE1;lise documental realizada a partir do projeto, do relat&#xF3;rio das oficinas de Matem&#xE1;tica desenvolvidas e das entrevistas semiestruturadas realizadas com tr&#xEA;s bolsistas de Matem&#xE1;tica, que atuaram nas oficinas. Os dados foram submetidos &#xE0; an&#xE1;lise de conte&#xFA;do e dela emergiram as seguintes categorias: a) planejamento; b) execu&#xE7;&#xE3;o; c) avalia&#xE7;&#xE3;o das oficinas de Matem&#xE1;tica realizadas em uma a&#xE7;&#xE3;o colaborativa. Pelos dados analisados, inferiu-se que as bolsistas desenvolveram a&#xE7;&#xF5;es que revelaram sua capacidade de organizar, planejar e programar tarefas a serem realizadas dentro de um prazo estabelecido.</p></abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<p>We conducted a qualitative case study type, trying to analyze whether the workshops developed in the Institutional Scholarship Project Initiation to Teaching/PIBID, the degree course in Mathematics of Federal University of Pelotas/UFPel, promoted self-regulated learning of fellows mathematics, describing their processes of learning and teaching. The collected data were derived from a document analysis performed from the project and the report of workshops developed mathematics and also conducted semi-structured interviews with three fellows who worked on math workshops. The data were subjected to content analysis and it emerged the following categories: a) planning b) execution c) evaluation of math workshops conducted in a collaborative action. Analyzing the data, we inferred that the scholars developed actions that revealed the ability to organize, plan, and schedule tasks to be performed within the given deadline.</p></trans-abstract>
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<kwd>PIBID/UFPel</kwd>
<kwd>Oficinas de Matem&#xE1;tica</kwd>
<kwd>Autorregula&#xE7;&#xE3;o da Aprendizagem</kwd></kwd-group>
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<kwd>PIBID/UFPel</kwd>
<kwd>Workshops Mathematics</kwd>
<kwd>Self-Regulation of Learning</kwd></kwd-group>
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<sec sec-type="intro">
<title>1 Introdu&#xE7;&#xE3;o</title>
<p>O PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Inicia&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Doc&#xEA;ncia) &#xE9; um programa do Minist&#xE9;rio da Educa&#xE7;&#xE3;o gerenciado pela Coordena&#xE7;&#xE3;o de Aperfei&#xE7;oamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES). Ele tem como objetivo apoiar a forma&#xE7;&#xE3;o de alunos dos cursos de licenciatura presenciais das universidades p&#xFA;blicas, comunit&#xE1;rias e privadas. Esse programa vem se destacando pelo crescimento nacional de sua import&#xE2;ncia, o que justifica e infere a realiza&#xE7;&#xE3;o de pesquisas em seu entorno. O projeto apresenta potencialidades para pesquisas que investiguem sua contribui&#xE7;&#xE3;o ou impacto tanto na forma&#xE7;&#xE3;o de professores, como na escola.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B14">Rosa (2010)</xref> organizou um caderno de resumos elaborado pelos bolsistas das diferentes &#xE1;reas de conhecimento em parceria com professores, o qual foi publicado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Nesse caderno, os universit&#xE1;rios registraram as atividades e oficinas realizadas na escola e refletiram sobre elas. Tais atividade e oficinas oportunizaram contribui&#xE7;&#xF5;es significativas &#xE0; sua forma&#xE7;&#xE3;o docente, como a explora&#xE7;&#xE3;o do contexto escolar, a aproxima&#xE7;&#xE3;o entre teoria e pr&#xE1;tica, o dom&#xED;nio de conte&#xFA;do. Eles destacaram o quanto o PIBID enriqueceu a constru&#xE7;&#xE3;o do conhecimento sobre ser professor.</p>
<p>Referindo-se especialmente &#xE0; &#xE1;rea de Matem&#xE1;tica, <xref ref-type="bibr" rid="B19">Souza et al. (2010)</xref> apresentam, em sua pesquisa, as atividades desenvolvidas no PIBID, na Universidade Federal de Goi&#xE1;s, dentre elas, jogos e o uso de <italic>softwares</italic> no ensino de Matem&#xE1;tica e discutem sua import&#xE2;ncia nos processos de ensino e aprendizagem. Os autores mostram que as tarefas desenvolvidas no projeto, al&#xE9;m de motivar e despertar o interesse dos alunos para aprender, possibilitaram aos bolsistas vivenciarem experi&#xEA;ncias te&#xF3;rico-pr&#xE1;ticas que contribuem com a forma&#xE7;&#xE3;o inicial e d&#xE3;o respaldo ao trabalho docente.</p>
<p>O PIBID<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> realizado na UFPel foi pioneiro em assumir a importante tarefa de envolver bolsistas/futuros professores, alunos e professores das diferentes &#xE1;reas de conhecimento, com o objetivo de criar novas oportunidades de aprendizagem. A presente investiga&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o s&#xF3; descreve o trabalho realizado, mas tamb&#xE9;m analisa seus resultados, a fim de evidenciar se, por meio dele, houve melhoria ou n&#xE3;o nos processos de ensino e de aprendizagem das bolsistas envolvidas.</p>
<p>Foi proposto, como objetivo geral para esta pesquisa, analisar se as oficinas desenvolvidas no PIBID promoveram a aprendizagem autorregulada das bolsistas do curso de licenciatura em Matem&#xE1;tica, qualificando seus processos de aprender e ensinar.</p>
</sec>
<sec>
<title>2 Um estudo sobre o construto da Autorregula&#xE7;&#xE3;o da Aprendizagem</title>
<p>Uma das fun&#xE7;&#xF5;es da escola &#xE9; promover as compet&#xEA;ncias dos alunos, para que eles possam gerir seus processos de aprendizagem e trilhar, com autonomia crescente, seu percurso acad&#xEA;mico, dispondo de ferramentas intelectuais e sociais que lhes permitam a aprendizagem ao longo da vida. Aprender para ensinar n&#xE3;o &#xE9; tarefa f&#xE1;cil, implica que os professores repensem suas pr&#xE1;ticas pedag&#xF3;gicas e contribuam, de maneira significativa, com a aprendizagem de seus alunos. Essas quest&#xF5;es remetem a pensar nas dificuldades que, normalmente, s&#xE3;o encontradas no ensino e na aprendizagem da Matem&#xE1;tica.</p>
<p>Os futuros professores de Matem&#xE1;tica, como explica <xref ref-type="bibr" rid="B3">D&#x27;Ambrosio (2005)</xref>, precisam aprender e ensinar os alunos a utilizarem a Matem&#xE1;tica de forma contextualizada, para que reconhe&#xE7;am sua import&#xE2;ncia em qualquer tarefa do cotidiano. A Matem&#xE1;tica &#xE9; usualmente conceituada como a ci&#xEA;ncia das formas e dos n&#xFA;meros, das rela&#xE7;&#xF5;es e das medidas. Suas caracter&#xED;sticas direcionam para a precis&#xE3;o, o rigor e a exatid&#xE3;o. Essa maneira de conceituar tal ci&#xEA;ncia fortalece a cren&#xE7;a de que sua aprendizagem se d&#xE1; atrav&#xE9;s do ac&#xFA;mulo de f&#xF3;rmulas, de algoritmos e de muito treino (<xref ref-type="bibr" rid="B2">D&#x27;AMBROSIO, 1989</xref>). Os professores de Matem&#xE1;tica precisam investir em estrat&#xE9;gias autorregulat&#xF3;rias para que os alunos tenham maior conhecimento acerca das estrat&#xE9;gias de aprendizagem e, atrav&#xE9;s delas, encontrem formas para aprender, o que poder&#xE1; promover autoconfian&#xE7;a, organiza&#xE7;&#xE3;o, concentra&#xE7;&#xE3;o, possibilitando-lhes interagir em sala de aula. &#xC9; preciso que os docentes tomem consci&#xEA;ncia de que ensinar Matem&#xE1;tica &#xE9; desenvolver o racioc&#xED;nio l&#xF3;gico, estimular o pensamento independente, a criatividade, a reflex&#xE3;o, a capacidade de abstra&#xE7;&#xE3;o na busca da internaliza&#xE7;&#xE3;o de saberes, propiciando aos alunos condi&#xE7;&#xF5;es para resolver problemas (<xref ref-type="bibr" rid="B12">OLIVEIRA, 2007</xref>).</p>
<p>A autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem &#xE9; conceituada como um processo pessoal interno que oportuniza aos sujeitos criarem metas e desenvolverem estrat&#xE9;gias para alcan&#xE7;arem a aprendizagem (<xref ref-type="bibr" rid="B20">VEIGA SIM&#xC3;O, 2002</xref>; 2004; 2004a; 2006; 2008; <xref ref-type="bibr" rid="B9">LOPES DA SILVA, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">ZIMMERMAN, 1998</xref>; 2000; <xref ref-type="bibr" rid="B15">ROS&#xC1;RIO, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">ROS&#xC1;RIO et al., 2006</xref>; 2008). Na autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem, o professor assume o papel de organizador e mediador da aprendizagem e o aluno desempenha papel ativo, sendo capaz de elaborar seus pr&#xF3;prios objetivos e estabelecer metas para ampliar conhecimentos.</p>
<p>A autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem se refere a pensamentos, sentimentos e a&#xE7;&#xF5;es que s&#xE3;o sistematicamente adaptados, sempre que necess&#xE1;rio, para incrementar a motiva&#xE7;&#xE3;o e a aprendizagem (<xref ref-type="bibr" rid="B28">ZIMMERMAN, 2000</xref>, 2002). No campo da educa&#xE7;&#xE3;o, a autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem compreende um amplo conjunto de processos e estrat&#xE9;gias, tais como: estabelecimento de objetivos; organiza&#xE7;&#xE3;o e recupera&#xE7;&#xE3;o da informa&#xE7;&#xE3;o aprendida; constru&#xE7;&#xE3;o de um ambiente de trabalho que favore&#xE7;a o rendimento acad&#xEA;mico; gest&#xE3;o de tempo; procura da ajuda necess&#xE1;ria (<xref ref-type="bibr" rid="B17">ROS&#xC1;RIO, N&#xDA;&#xD1;EZ; GONZ&#xC1;LEZ-PIENDA, 2006a</xref>).</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B27">Zimmerman (1998)</xref> explana que a autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem contempla tr&#xEA;s fases. A fase pr&#xE9;via refere-se a toda atividade preparat&#xF3;ria que o sujeito faz, antes de iniciar a tarefa, ao gerar objetivos para seu estudo e o plano estrat&#xE9;gico para sua realiza&#xE7;&#xE3;o. A segunda fase diz respeito &#xE0; execu&#xE7;&#xE3;o, que se relaciona com o desempenho do sujeito na realiza&#xE7;&#xE3;o da tarefa, envolve os processos que ocorrem durante o esfor&#xE7;o de aprendizagem. A terceira fase refere-se &#xE0; autorreflex&#xE3;o dos processos que ocorreram e que influenciaram os sujeitos no processo de aprendizagem.</p>
<p>A autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem deve ser compreendida como um processo multidimensional (<xref ref-type="bibr" rid="B23">VEIGA SIM&#xC3;O, 2006</xref>), o qual envolve as seguintes dimens&#xF5;es: metacognitiva, motivacional, comportamental, contextual, pois cada um tem seu jeito e seu tempo de aprender, com base em suas viv&#xEA;ncias.</p>
<p>A utiliza&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias de aprendizagem requer que o indiv&#xED;duo seja capaz de refletir sobre os pr&#xF3;prios processos mentais, o que pode ser conceituado como metacogni&#xE7;&#xE3;o. A metacogni&#xE7;&#xE3;o &#xE9; compreendida como uma estrat&#xE9;gia reguladora que perpassa todo o processo de aprendizagem, no qual os estudantes estabelecem metas que interagem com suas expectativas; desenvolvem estrat&#xE9;gias para alcan&#xE7;&#xE1;-las; criam condi&#xE7;&#xF5;es para que a aprendizagem se efetive. Entende-se, pois, a metacogni&#xE7;&#xE3;o como a capacidade do ser humano de planificar, compreender e avaliar tudo o que foi aprendido, ou seja, a capacidade de monitorizar e autorregular os processos cognitivos (<xref ref-type="bibr" rid="B7">FLAVELL, 1979</xref>).</p>
<p>Al&#xE9;m da metacogni&#xE7;&#xE3;o, a motiva&#xE7;&#xE3;o &#xE9; fator desencadeante para que o aluno autorregule a aprendizagem. No contexto escolar, ele se motiva para aprender se os conte&#xFA;dos lhe fazem sentido. Assim, ele se mobiliza para buscar e pesquisar, agu&#xE7;ando sua curiosidade, tornando a aprendizagem ativa e din&#xE2;mica. A motiva&#xE7;&#xE3;o, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B18">Ros&#xE1;rio et al. (2008)</xref>, corresponde &#xE0; energia para iniciar e manter uma a&#xE7;&#xE3;o, levando o indiv&#xED;duo a persistir nela.</p>
<p>A dimens&#xE3;o comportamental compreende a gest&#xE3;o do tempo e do esfor&#xE7;o; a consci&#xEA;ncia e o controle do esfor&#xE7;o, do tempo e da necessidade de ajuda; o aumento ou a redu&#xE7;&#xE3;o do esfor&#xE7;o; a persist&#xEA;ncia ou o abandono da tarefa; a procura de ajuda; a iniciativa para mudar determinado comportamento, quando julgado ineficaz ou insuficiente para atingir os objetivos pretendidos (<xref ref-type="bibr" rid="B24">VEIGA SIM&#xC3;O, 2008</xref>).</p>
<p>O ambiente de estudo deve ser prop&#xED;cio &#xE0; aprendizagem, portanto a an&#xE1;lise do contexto &#xE9; indispens&#xE1;vel para que se promova a autorregula&#xE7;&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B13">PINTRICH, 2000</xref>). Na sala de aula, o professor precisa criar situa&#xE7;&#xF5;es de aprendizagem em que os alunos possam tomar as pr&#xF3;prias decis&#xF5;es, expor suas ideias e justificativas, ou seja, ele deve criar possibilidades, no ambiente escolar, para que os alunos possam autorregular o aprender.</p>
<p>O processo de autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem possui dois eixos principais: a capacidade de refletir sobre a a&#xE7;&#xE3;o e tomar consci&#xEA;ncia e a capacidade de controle sobre as compet&#xEA;ncias de estudo, desde o estabelecimento de objetivos frente &#xE0;s tarefas escolares at&#xE9; a utiliza&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias de aprendizagem. Nesse sentido, o papel do professor &#xE9; conhecer e ensinar o conte&#xFA;do, mostrando estrat&#xE9;gias poss&#xED;veis para a aprendizagem, estimulando que o aluno reflita sobre suas escolhas e sobre o que foi discutido em aula. Isso promover&#xE1; a tomada de consci&#xEA;ncia e o controle sobre as a&#xE7;&#xF5;es a serem realizadas, a&#xE7;&#xF5;es que se constituem como estrat&#xE9;gias de aprendizagem. Essas estrat&#xE9;gias se referem &#xE0; ado&#xE7;&#xE3;o de procedimentos para a realiza&#xE7;&#xE3;o de uma tarefa e podem ser escolhidas pelos alunos ou pelos professores com a inten&#xE7;&#xE3;o de alcan&#xE7;arem os objetivos de aprendizagem desejada (<xref ref-type="bibr" rid="B8">LOPES DA SILVA; S&#xC1;, 1993</xref>).</p>
<p>&#xC9; necess&#xE1;rio que os professores atuem estrategicamente quando aprendem e quando ensinam, assim se torna poss&#xED;vel o ensino de estrat&#xE9;gias de aprendizagem. Para isso, os professores precisam analisar os pr&#xF3;prios estilos de aprendizagem, avaliar sua compreens&#xE3;o, tomar consci&#xEA;ncia do que realmente &#xE9; importante ensinar e de que maneira proceder para que o aluno aprenda conscientemente.</p>
</sec>
<sec>
<title>3 Contextualiza&#xE7;&#xE3;o do Projeto PIBID e dos sujeitos de pesquisa</title>
<p>As boas pr&#xE1;ticas pedag&#xF3;gicas requerem professores que invistam em estrat&#xE9;gias que promovam a aprendizagem dos alunos e que reflitam sobre o que fazem, como fazem e por que as tarefas s&#xE3;o propostas. Frente aos desafios colocados &#xE0; tarefa do professor, compreende-se que, se a maioria dos professores conseguir elevar a qualidade da forma&#xE7;&#xE3;o, o investimento e o retorno na forma&#xE7;&#xE3;o inicial e continuada ser&#xE1; ampliado. O Minist&#xE9;rio da Educa&#xE7;&#xE3;o tem se preocupado com essa realidade e, por isso, criou, em 2009, o Programa Institucional de Bolsa de Inicia&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Doc&#xEA;ncia (PIBID), o qual se mant&#xE9;m at&#xE9; hoje.</p>
<p>O primeiro programa do PIBID, realizado na UFPel, contou com a participa&#xE7;&#xE3;o de bolsistas dos cursos de licenciatura em Biologia, F&#xED;sica, Matem&#xE1;tica e Qu&#xED;mica; professores e supervisores; docentes das escolas; coordenadores das diferentes &#xE1;reas de ensino; docentes da UFPel; coordena&#xE7;&#xE3;o institucional, que responde pelo programa junto &#xE0; UFPel e &#xE0; CAPES. O Projeto foi realizado em quatro escolas p&#xFA;blicas estaduais de Ensino M&#xE9;dio da cidade de Pelotas/RS, nas quais foram desenvolvidas atividades de monitoria e oficinas, bem como um projeto interdisciplinar. A presente pesquisa foi realizada com alunas do curso de licenciatura em Matem&#xE1;tica que atuaram no Projeto, em uma das escolas envolvidas.</p>
<p>As bolsistas do curso de Matem&#xE1;tica que atuaram neste Projeto, incluindo a pesquisadora &#x2013; primeira autora deste texto, eram estudantes universit&#xE1;rias tendo em m&#xE9;dia 20 anos de idade. Antes de atuar no Projeto PIBID, n&#xE3;o tinham nenhuma experi&#xEA;ncia com a doc&#xEA;ncia na modalidade de ensino m&#xE9;dio, apenas tinham realizado o est&#xE1;gio supervisionado no ensino fundamental. Ao ingressarem no PIBID, as bolsistas estavam na metade do curso de licenciatura em Matem&#xE1;tica, ou seja, no quarto semestre letivo.</p>
</sec>
<sec>
<title>4 Descri&#xE7;&#xE3;o das Oficinas de Matem&#xE1;tica</title>
<p>Analisou-se o trabalho desenvolvido nas quatro oficinas realizadas no projeto &#x201C;Matem&#xE1;tica Elementar: alicerce para um ensino de qualidade&#x201D;. Elas foram constitu&#xED;das a partir das experi&#xEA;ncias realizadas nas monitorias, nas quais as bolsistas identificavam as principais d&#xFA;vidas dos alunos e, em parceria com o coordenador de &#xE1;rea, elaboravam as atividades. Estas foram baseadas no ensino experimental da Matem&#xE1;tica, sendo trabalhados alguns conte&#xFA;dos atrav&#xE9;s de tarefas pr&#xE1;ticas. Para sua realiza&#xE7;&#xE3;o, foram utilizados materiais concretos, visando &#xE0; contextualiza&#xE7;&#xE3;o e &#xE0; aprendizagem dos conte&#xFA;dos por parte dos alunos.</p>
<p>Cada oficina teve, em m&#xE9;dia, 40minutos de dura&#xE7;&#xE3;o. Elas foram todas aplicadas a uma turma de 13 alunos de Ensino M&#xE9;dio, &#xE0; noite, em novembro de 2009. Para a realiza&#xE7;&#xE3;o das oficinas, foi disponibilizado, na escola, um espa&#xE7;o de trabalho para os alunos. Com o aprofundamento e a contextualiza&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;dos, as bolsistas revisaram e (re)constru&#xED;ram oportunidades de aprendizagem em rela&#xE7;&#xE3;o aos conte&#xFA;dos de Matem&#xE1;tica b&#xE1;sica do Ensino Fundamental, especialmente relacionados a conceitos de raiz quadrada, fra&#xE7;&#xF5;es, m&#xED;nimo m&#xFA;ltiplo comum (m.m.c.) e representa&#xE7;&#xE3;o dos n&#xFA;meros na reta real.</p>
<p>A oficina &#x201C;Uma Interpreta&#xE7;&#xE3;o Geom&#xE9;trica para o C&#xE1;lculo da Raiz Quadrada&#x201D; consistiu em desenvolver o conceito de raiz quadrado, dando uma interpreta&#xE7;&#xE3;o geom&#xE9;trica ao seu c&#xE1;lculo, atrav&#xE9;s da constru&#xE7;&#xE3;o de quadrados e ret&#xE2;ngulos, com a utiliza&#xE7;&#xE3;o do material dourado, e explorando a compreens&#xE3;o do conceito de raiz quadrada de um n&#xFA;mero real positivo, como a medida do lado do quadrado cuja &#xE1;rea &#xE9; igual ao n&#xFA;mero considerado.</p>
<p>Na oficina &#x201C;Estudo de Fra&#xE7;&#xF5;es&#x201D; foram utilizadas tampinhas de garrafas para visualizar as fra&#xE7;&#xF5;es de uma quantidade. As bolsistas explicaram as tarefas e os alunos trabalharam com conjuntos de tampinhas, dos quais foram destacando subconjuntos que representavam fra&#xE7;&#xF5;es da quantidade recebida. Nesse processo, as bolsistas e os alunos anotavam os resultados encontrados, os quais foram utilizados para trabalhar com fra&#xE7;&#xF5;es equivalentes, pr&#xF3;prias e impr&#xF3;prias.</p>
<p>A oficina &#x201C;M.M.C. Geom&#xE9;trico&#x201D; consistiu em apresentar uma alternativa para o c&#xE1;lculo do m.m.c., utilizando no&#xE7;&#xF5;es b&#xE1;sicas de geometria, tais como: figuras planas, base, altura e diagonal. Esses conhecimentos foram utilizados ao marcar um ret&#xE2;ngulo em uma folha quadriculada, cujas medidas dos lados eram os n&#xFA;meros para os quais se procurava o m.m.c. Ent&#xE3;o, partindo de um dos v&#xE9;rtices do ret&#xE2;ngulo, as bolsistas explicaram e os alunos tra&#xE7;aram a diagonal de todos os quadrados at&#xE9; encontrar um lado do ret&#xE2;ngulo. Imaginando que cada lado tinha a propriedade de reflex&#xE3;o, eles desenharam a diagonal dos outros quadrados at&#xE9; encontrar outro lado do ret&#xE2;ngulo. Repetindo esse procedimento, as bolsistas disseram que estaria conclu&#xED;do no momento em que chegassem em outro v&#xE9;rtice do ret&#xE2;ngulo. Para descobrir o valor do m.m.c., eles contaram o n&#xFA;mero de quadradinhos que tiveram suas diagonais tra&#xE7;adas.</p>
<p>Na oficina &#x201C;Representa&#xE7;&#xE3;o na Reta Real,&#x201D; os alunos fizeram c&#xE1;lculos para identificar a posi&#xE7;&#xE3;o dos n&#xFA;meros na reta real, sendo esses apresentados sob a forma de fra&#xE7;&#xF5;es, raiz quadrada e tamb&#xE9;m como resultado do c&#xE1;lculo do m.m.c. entre dois n&#xFA;meros. Cada aluno sorteou um n&#xFA;mero e, ap&#xF3;s efetuar os c&#xE1;lculos, o representou na reta.</p>
</sec>
<sec>
<title>5 O processo metodol&#xF3;gico utilizado na pesquisa</title>
<p>Esta investiga&#xE7;&#xE3;o teve por objetivo analisar se as oficinas desenvolvidas no PIBID promoveram a aprendizagem autorregulada das bolsistas do curso de licenciatura em Matem&#xE1;tica, qualificando seus processos de aprender e ensinar. Formulou-se, como problema de pesquisa, a seguinte quest&#xE3;o: as oficinas desenvolvidas no PIBID promoveram a autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem das bolsistas do curso de licenciatura em Matem&#xE1;tica? Para respond&#xEA;-la, optou-se pela metodologia qualitativa do tipo estudo de caso. Estudo de caso, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B26">Yin (2010</xref>, p. 39), &#x201C;&#xE9; uma investiga&#xE7;&#xE3;o emp&#xED;rica que investiga um fen&#xF4;meno contempor&#xE2;neo em profundidade e em seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fen&#xF4;meno e o contexto n&#xE3;o est&#xE3;o claramente evidentes&#x201D;.</p>
<p>Inicialmente, investigou-se como foram realizadas as oficinas implementadas pelas bolsistas do curso de Matem&#xE1;tica e, posteriormente, analisaram-se as vantagens deste trabalho, a fim de verificar qual sua contribui&#xE7;&#xE3;o para a autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem das universit&#xE1;rias envolvidas. Para verificar quais impactos decorreram da interven&#xE7;&#xE3;o realizada, foram analisados tamb&#xE9;m o projeto que deu origem &#xE0;s oficinas e o relat&#xF3;rio sobre o que aconteceu no percurso destas atividades. Para saber os efeitos decorrentes foram entrevistadas, um ano ap&#xF3;s o t&#xE9;rmino do Projeto PIBID, tr&#xEA;s das bolsistas<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> que desenvolveram as oficinas.</p>
<p>Optou-se pela entrevista semiestruturada por oferecer a vantagem de se desenvolver seguindo um esquema b&#xE1;sico, por&#xE9;m sem a necessidade de ser aplicado rigidamente, o que permite ao pesquisador fazer as adapta&#xE7;&#xF5;es necess&#xE1;rias, no momento em que realiza a coleta de dados (<xref ref-type="bibr" rid="B10">L&#xDC;DKE; ANDR&#xC9;, 1986</xref>).</p>
<p>Os procedimentos metodol&#xF3;gicos da entrevista foram tra&#xE7;ados seguindo um esquema b&#xE1;sico, o qual pode ser considerado como um guia constru&#xED;do pela pesquisadora para facilitar a entrevista com as bolsistas. A pesquisadora organizou um quadro subdividido em tr&#xEA;s blocos de quest&#xF5;es. No primeiro bloco, &#x201C;Oficinas de Matem&#xE1;tica desenvolvidas no PIBID,&#x201D; foram elaboradas quest&#xF5;es para estimular a entrevistada a citar alguns dados sobre o desenvolvimento das oficinas de Matem&#xE1;tica e explicitar as contribui&#xE7;&#xF5;es para sua forma&#xE7;&#xE3;o docente. O segundo bloco &#x201C;Construto da aprendizagem autorregulada&#x201D; objetivou investigar se as bolsistas do curso de Matem&#xE1;tica passaram pelas tr&#xEA;s fases da autorregula&#xE7;&#xE3;o, ou seja, pr&#xE9;via (planejaram como construir a oficina); realiza&#xE7;&#xE3;o (executaram seu plano); autorreflex&#xE3;o (refletiram sobre as atividades realizadas, seu desempenho como professoras e as contribui&#xE7;&#xF5;es para o processo de aprendizagem dos alunos). Para compreender como a entrevistada se organizou para aplicar a oficina, foram solicitadas a descri&#xE7;&#xE3;o e a reflex&#xE3;o, com detalhes, sobre o contexto de aprendizagem nas oficinas e por que ele foi organizado de tal forma. O &#xFA;ltimo bloco de quest&#xF5;es &#x201C;Contexto de Aprendizagens&#x201D; visou proporcionar um espa&#xE7;o de reflex&#xE3;o para perceber se a entrevistada valorizou o ambiente de aprendizagem que o PIBID lhe proporcionou e se as oficinas de Matem&#xE1;tica do PIBID provocaram mudan&#xE7;as em sua atua&#xE7;&#xE3;o profissional.</p>
<p>Os dados obtidos foram submetidos &#xE0; t&#xE9;cnica de an&#xE1;lise de conte&#xFA;do. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B11">Moraes (1999)</xref>, a an&#xE1;lise de conte&#xFA;do constitui-se em um conjunto de t&#xE9;cnicas e instrumentos empregados para a compreens&#xE3;o e o processamento de dados cient&#xED;ficos. A an&#xE1;lise de conte&#xFA;do, como explica o autor (op. cit.), segue os seguintes passos: prepara&#xE7;&#xE3;o das informa&#xE7;&#xF5;es; unitariza&#xE7;&#xE3;o ou transforma&#xE7;&#xE3;o do conte&#xFA;do em unidades de an&#xE1;lise; categoriza&#xE7;&#xE3;o, que consiste no agrupamento de unidades de significado de acordo com os diversos sentidos encontrados; descri&#xE7;&#xE3;o das principais ideias expressas; interpreta&#xE7;&#xE3;o dos dados coletados &#xE0; luz dos te&#xF3;ricos estudados.</p>
</sec>
<sec sec-type="results|discussion">
<title>6 Resultados e discuss&#xF5;es</title>
<p>Conforme os dados coletados, na maioria dos depoimentos orais e escritos, emergidos tanto das entrevistas, quanto do relat&#xF3;rio entregue ao PIBID, as bolsistas referiram que o trabalho das oficinas s&#xF3; deu bons resultados, porque foi realizado em parceria, colaborativamente. <xref ref-type="bibr" rid="B4">Damiani (2008)</xref> explicita que, na colabora&#xE7;&#xE3;o, ao trabalharem juntos, os membros de um grupo se apoiam, visando atingir objetivos comuns negociados pelo coletivo, estabelecendo rela&#xE7;&#xF5;es que tendem &#xE0; n&#xE3;o hierarquiza&#xE7;&#xE3;o, lideran&#xE7;a compartilhada, confian&#xE7;a m&#xFA;tua e corresponsabilidade pela condu&#xE7;&#xE3;o das a&#xE7;&#xF5;es. O que a teoria explana est&#xE1; tamb&#xE9;m contido nas falas das bolsistas, quando dizem: <italic>&#x201C;este trabalho foi feito por n&#xF3;s&#x2026;,&#x201D; &#x201C;n&#xF3;s pesquisamos&#x2026;&#x201D; &#x201C;n&#xF3;s discutimos&#x2026;&#x201D;</italic> (Relat&#xF3;rio das oficinas, 2009). Em raros momentos elas usaram frases como: <italic>&#x201C;eu fiz&#x2026;&#x201D; &#x201C;eu escrevi&#x2026;&#x201D;</italic> (Relat&#xF3;rio das oficinas, 2009), isto evidencia a parceria, que trabalharam juntas em busca de um objetivo comum, sistematicamente estabelecido no coletivo.</p>
<p>Os dados analisados indicam que houve intera&#xE7;&#xE3;o entre as bolsistas, que o planejamento esteve presente em toda a organiza&#xE7;&#xE3;o das oficinas, contribuindo para que elas desenvolvessem compet&#xEA;ncias autorregulat&#xF3;rias para a promo&#xE7;&#xE3;o de suas aprendizagens. &#xC9; interessante perceber que as fases da autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem perpassaram todo o processo de aprendizagem das bolsistas, sem que estas soubessem que estavam demarcando suas atua&#xE7;&#xF5;es formativas e pedag&#xF3;gicas segundo este construto.</p>
<p>Conforme o ciclo autorregulat&#xF3;rio descrito por <xref ref-type="bibr" rid="B27">Zimmerman (1998)</xref>, verifica-se que a primeira etapa do desenvolvimento das oficinas correspondeu &#xE0; fase pr&#xE9;via, em que o planejamento foi o centro das a&#xE7;&#xF5;es. Nesta fase, as bolsistas realizaram leituras, que lhes permitiram o aprofundamento de seus saberes sobre os conte&#xFA;dos trabalhados nas oficinas. Al&#xE9;m disso, ao planejarem as atividades, buscaram conhecer a realidade dos alunos; escolher os materiais did&#xE1;ticos adequados ao cotidiano deles; determinar o tempo de dura&#xE7;&#xE3;o de cada atividade, para que se sentissem seguras ao aplicar as oficinas na escola.</p>
<p>Na sequ&#xEA;ncia, foi contemplada a segunda fase do ciclo autorregulat&#xF3;rio, ou seja, a etapa de execu&#xE7;&#xE3;o, caracterizada pela realiza&#xE7;&#xE3;o das atividades planejadas. As bolsistas desenvolveram a oficina junto aos alunos, organizando estrat&#xE9;gias, que agora se compreende como estrat&#xE9;gias autorregulat&#xF3;rias em um contexto prop&#xED;cio &#xE0; aprendizagem.</p>
<p>A autorreflex&#xE3;o, terceira fase do ciclo, foi verificada na realiza&#xE7;&#xE3;o das oficinas. Para isso, o desempenho pessoal de cada bolsista foi minuciosamente avaliado e registrado no relat&#xF3;rio entregue ao PIBID, tendo sido tamb&#xE9;m expresso nas reflex&#xF5;es feitas durante a entrevista.</p>
<p>As bolsistas, mesmo que isso n&#xE3;o tenha sido previsto, passaram pelas tr&#xEA;s fases do processo autorregulat&#xF3;rio e, em seu decorrer, desenvolveram habilidades e compet&#xEA;ncias que promoveram sua capacidade para autorregular o aprender e tamb&#xE9;m para qualificar a forma como se propunham a ensinar.</p>
<p>Ap&#xF3;s as an&#xE1;lises de conte&#xFA;do (<xref ref-type="bibr" rid="B11">MORAES, 1999</xref>), efetuadas sobre o projeto, o relat&#xF3;rio das oficinas e as entrevistas, emergiram, da atua&#xE7;&#xE3;o e do desempenho das bolsistas, tr&#xEA;s categorias. Confrontou-se ent&#xE3;o o que foi feito nas oficinas com o referencial te&#xF3;rico, de onde surgiu o nome das categorias aqui apresentadas. Os indicadores de an&#xE1;lise deram origem &#xE0;s categorias: <italic>planejamento das oficinas de Matem&#xE1;tica realizadas em uma a&#xE7;&#xE3;o colaborativa</italic>; <italic>execu&#xE7;&#xE3;o das oficinas de Matem&#xE1;tica realizadas em uma a&#xE7;&#xE3;o colaborativa</italic>; <italic>avalia&#xE7;&#xE3;o das oficinas de Matem&#xE1;tica realizadas em uma a&#xE7;&#xE3;o colaborativa</italic>.</p>
<p>Para melhor compreens&#xE3;o do trabalho desenvolvido pelas bolsistas, apresentam-se, no <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>, as categorias com os indicadores que as definiram, as quais ser&#xE3;o explicadas na sequ&#xEA;ncia.</p>
<p>
<table-wrap id="t1">
<label>Quadro 1</label>
<caption>
<title>Categorias relacionadas ao desenvolvimento das oficinas de matem&#xE1;tica (Desenvolvido pelas pesquisadoras)</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th valign="top" align="center">CATEGORIAS</th>
<th valign="top" align="center">INDICADORES</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="center"><bold>PLANEJAMENTO DAS OFICINAS DE MATEM&#xC1;TICA REALIZADAS EM UMA A&#xC7;&#xC3;O COLABORATIVA</bold></td>
<td align="center"/></tr>
<tr>
<td align="center">Organiza&#xE7;&#xE3;o</td>
<td align="center">Pesquisar/conhecer o p&#xFA;blico-alvo; refletir sobre a import&#xE2;ncia de trabalhar com oficinas; trabalhar em grupo; gerar um objetivo para cada atividade.</td></tr>
<tr>
<td align="center">Planejamento</td>
<td align="center">Planejar o desenvolvimento das oficinas; utilizar estrat&#xE9;gias cognitivas para aprender os conte&#xFA;dos das oficinas e decidir o material did&#xE1;tico a ser utilizado; gerir o tempo de dura&#xE7;&#xE3;o de cada oficina.</td></tr>
<tr>
<td align="center">Tens&#xF5;es</td>
<td align="center">Compreender aspectos ligados &#xE0; forma de trabalhar e ensinar os conte&#xFA;dos; articular teoria e pr&#xE1;tica; fomentar a linguagem utilizada nas oficinas; supera&#xE7;&#xE3;o da timidez.</td></tr>
<tr>
<td align="center">Tomada de decis&#xE3;o</td>
<td align="center">Pedir ajuda aos colegas de gradua&#xE7;&#xE3;o e aos professores do curso para preparar as oficinas.</td></tr>
<tr>
<td align="center"><bold>EXECU&#xC7;&#xC3;O DAS OFICINAS DE MATEM&#xC1;TICA REALIZADAS EM UMA A&#xC7;&#xC3;O COLABORATIVA</bold></td>
<td align="center"/></tr>
<tr>
<td align="center">Contexto</td>
<td align="center">Criar um contexto prop&#xED;cio &#xE0; aprendizagem; desenvolver estrat&#xE9;gias contextuais/controle/linguagem/estrat&#xE9;gias comportamentais/autonomia/reflex&#xE3;o/aprendizagem</td></tr>
<tr>
<td align="center"><bold>AVALIA&#xC7;&#xC3;O DAS OFICINAS DE MATEM&#xC1;TICA REALIZADAS EM UMA A&#xC7;&#xC3;O COLABORATIVA</bold></td>
<td align="center"/></tr>
<tr>
<td align="center">Reflex&#xE3;o/Autorreflex&#xE3;o</td>
<td align="center">Refletir sobre as oficinas desenvolvidas/ sobre os erros cometidos/ sobre o desempenho dos alunos</td></tr></tbody></table></table-wrap></p>
<sec>
<title>6.1 Planejamento das oficinas de Matem&#xE1;tica realizadas em uma a&#xE7;&#xE3;o colaborativa</title>
<p>Ao analisar a maneira pela qual as oficinas de Matem&#xE1;tica foram desenvolvidas pelas bolsistas, percebeu-se grande esfor&#xE7;o e preocupa&#xE7;&#xE3;o acerca da aprendizagem dos conte&#xFA;dos de Matem&#xE1;tica. Colaborativamente, as bolsistas realizaram longos estudos e discuss&#xF5;es, planejaram cada atividade, escolheram materiais did&#xE1;ticos adequados &#xE0; proposta, geriram o tempo de dura&#xE7;&#xE3;o da oficina e, nesse processo, trabalharam e se esfor&#xE7;aram para aprender, pois o per&#xED;odo de forma&#xE7;&#xE3;o &#xE9;, na realidade, um per&#xED;odo de aprendizagem. Considerando as preocupa&#xE7;&#xF5;es com o ensino oferecido na escola, as bolsistas refletiram e elegeram estrat&#xE9;gias a serem desenvolvidas nas oficinas de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>A primeira etapa do desenvolvimento das oficinas foi o planejamento das atividades, ou seja, todas as a&#xE7;&#xF5;es preparat&#xF3;rias que as bolsistas fizeram, antecedendo as oficinas. Para planejarem e realizarem as estrat&#xE9;gias de ensino, precisaram conhecer bem as possibilidades de aprendizagem dos alunos, a fim de adequarem a metodologia de ensino &#xE0;s suas necessidades. Assim, as oficinas foram planejadas a partir das dificuldades de aprendizagem dos alunos. Na escrita do projeto das oficinas, as bolsistas disseram: <italic>&#x201C;nos empenharemos para que os alunos obtenham resultados favor&#xE1;veis&#x201D;</italic> (Projeto das oficinas, 2009).</p>
<p>As bolsistas, ao desenvolverem as oficinas, trabalharam colaborativamente, pois tinham o objetivo comum de alcan&#xE7;ar a aprendizagem dos alunos e empenharam-se para que isso ocorresse, como evidenciam as seguintes falas retiradas das entrevistas:</p> <disp-quote>
<p><italic><bold>N&#xF3;s pensamos juntas</bold> sobre os conte&#xFA;dos que seriam abordados nessas atividades, <bold>n&#xF3;s pesquisamos</bold>, a&#xED; sentamos e entramos em um consenso em quais atividades seriam aplicadas, na quest&#xE3;o do tempo dispon&#xED;vel para aplicar essas atividades, pensamos nos materiais concretos que precisavam para essas atividades, por exemplo, na oficina de fra&#xE7;&#xF5;es em rela&#xE7;&#xE3;o as tampinhas, n&#xFA;mero necess&#xE1;rio de tampinhas, um n&#xFA;mero que a gente conseguisse trabalhar todos os conceitos poss&#xED;veis, mas que n&#xE3;o ficasse extremamente cansativo</italic> (Entrevista B1, 2011, grifos da pesquisadora).</p>
<p><italic><bold>Era um trabalho em grupo</bold>, nosso grupo era composto por quatro bolsistas, <bold>n&#xF3;s estudamos e elaboramos juntas essas oficinas</bold>, qual seria a melhor maneira de aplic&#xE1;-las, qual seria a melhor forma de abordar esses temas, como a gente iria trabalhar com eles</italic> (Entrevista B2, 2011, grifos da pesquisadora).</p></disp-quote>
<p>Os depoimentos mostram que as bolsistas, durante o planejamento das oficinas, formaram uma equipe, na qual, ao verbalizar e explicar os pensamentos umas &#xE0;s outras, refletiram sobre os pr&#xF3;prios pensamentos e sobre o pensamento das colegas. Este processo de reflex&#xE3;o sobre os pr&#xF3;prios pensamentos &#xE9; caracterizado como metacogni&#xE7;&#xE3;o. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B5">Figueiredo (2005)</xref>, a troca de ideias &#xE9; uma ferramenta poderosa no que diz respeito ao desenvolvimento de compet&#xEA;ncias de autorregula&#xE7;&#xE3;o. Nas discuss&#xF5;es, como se observa nos depoimentos apresentados, as bolsistas definiram objetivos, geriram o tempo de dura&#xE7;&#xE3;o de cada atividade e refletiram sobre os materiais adequados, caracterizando um processo autorregulat&#xF3;rio.</p>
<p>As bolsistas, como futuras professoras, desenvolveram, durante o planejamento e a execu&#xE7;&#xE3;o das tarefas, sua metacogni&#xE7;&#xE3;o, o que implicou a tomada de consci&#xEA;ncia, o conhecimento e o controle dos processos cognitivos, ou seja, durante as oficinas, as bolsistas perceberam que precisavam aprender com profundidade os conte&#xFA;dos trabalhados com os alunos.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B6">Fiorentini, Souza Jr. e Melo (1998)</xref> defendem que o dom&#xED;nio profundo do conhecimento &#xE9; fundamental para que o professor tenha autonomia intelectual para elaborar sua aula, constituindo-se mediador entre os conte&#xFA;dos e os alunos. As bolsistas reconheceram que, para ensinar Matem&#xE1;tica, necessitavam buscar um conhecimento mais profundo sobre os conte&#xFA;dos a serem ensinados. Este conhecimento mais profundo &#xE9; caracterizado como conhecimento declarativo. Durante o curso de Matem&#xE1;tica, ele envolveu as experi&#xEA;ncias vivenciadas pelas bolsistas atrav&#xE9;s de diferentes estrat&#xE9;gias de aprendizagem, levando as mesmas a compreenderem os conte&#xFA;dos que se propunham a ensinar nas oficinas.</p>
<p>As bolsistas expressaram, em seus depoimentos orais, a import&#xE2;ncia do conhecimento declarativo: <italic>&#x201C;&#xE9; fundamental dominar o conte&#xFA;do que tu pretendes ensinar para os alunos, assim como tamb&#xE9;m &#xE9; importante conhecer a realidade deles&#x201D;</italic> (Entrevista B3, 2011); <italic>&#x201C;n&#xF3;s, bolsistas, temos que ter pleno conhecimento do que se est&#xE1; falando, tem que ter dom&#xED;nio sobre aquela oficina para poder realiz&#xE1;-la&#x201D;</italic> (Entrevista B2, 2011). O dom&#xED;nio a que se refere a bolsista est&#xE1; relacionado com o controle: conhecer bem o conte&#xFA;do, estar preparado para ensin&#xE1;-lo ou mesmo para problematizar com o aluno. &#xC9; preciso estar preparado para fazer o aluno pensar frente a suas in&#xFA;meras perguntas, estar preparado para esclarecer e responder as d&#xFA;vidas que surgem no decorrer das aulas.</p>
<p>A partir das entrevistas evidencia-se que o planejamento das oficinas gerou tens&#xF5;es nas bolsistas, especificamente relacionadas a aspectos ligados &#xE0; forma de trabalhar e ensinar os conte&#xFA;dos. Entre tais tens&#xF5;es, destacam-se as geradas pela necessidade de utilizar uma linguagem clara e de vencer a timidez, o que fez com que as bolsistas, ap&#xF3;s uma conversa, decidissem pedir ajuda. Essa tomada de decis&#xE3;o de pedir ajuda aos professores mais experientes para a elabora&#xE7;&#xE3;o das oficinas &#xE9; outro indicador de atitudes autorregulat&#xF3;rias. Entende-se que os sujeitos autorregulados t&#xEA;m consci&#xEA;ncia sobre o que precisam fazer para aprender determinado conte&#xFA;do ou se precisam desenvolver uma habilidade espec&#xED;fica para realizar o que foi proposto. As bolsistas, ao se depararem com obst&#xE1;culos, pediram ajuda &#xE0;s pessoas mais experientes para super&#xE1;-los, como mostra o excerto da entrevista de uma delas:</p> <disp-quote>
<p><italic>O professor que nos ajudou e nos orientou, al&#xE9;m do coordenador, trabalhava nessa &#xE1;rea, trabalhava com oficinas, era o campo dele. Algumas vezes, n&#xF3;s chegamos e pedimos orienta&#xE7;&#xE3;o para esse professor, ele nos ajudou e foi ele, inclusive, que nos <bold>indicou algumas leituras</bold>, das quais n&#xF3;s <bold>conseguimos elaborar as oficinas</bold></italic> (Entrevista B2, 2011, grifos da pesquisadora).</p></disp-quote>
<p>No trabalho realizado, houve uni&#xE3;o entre as bolsistas e tamb&#xE9;m ajuda pontual dos professores. Nessa intera&#xE7;&#xE3;o, conseguiram aprender a elaborar estrat&#xE9;gias autorregulat&#xF3;rias, aplicadas colaborativamente nas oficinas. <xref ref-type="bibr" rid="B25">Segundo Vygotsky (1994)</xref>, as aprendizagens se fortalecem por meio de conquistas individuais que resultam de um processo compartilhado, isto &#xE9;, da intera&#xE7;&#xE3;o do sujeito com o meio social. Tal autor explica que, por meio da intera&#xE7;&#xE3;o professor-aluno e aluno-aluno, o conhecimento e as formas de express&#xE1;-lo se constroem e se transformam. Atrav&#xE9;s da intera&#xE7;&#xE3;o com os outros se aprendem formas e procedimentos de como gestar o tempo, os objetivos e as metas, para que eles levem &#xE0; internaliza&#xE7;&#xE3;o de novos conhecimentos (<xref ref-type="bibr" rid="B21">VEIGA SIM&#xC3;O, 2004</xref>). Assim, a aprendizagem, nesta investiga&#xE7;&#xE3;o, revelou-se como fruto de um trabalho integrado, no qual o conhecimento foi produzido de forma interacional, tendo como meio articulador a linguagem, que, conforme os escritos de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Vygotsky (1994)</xref>, compreende-se como a principal estrat&#xE9;gia para autorregular a aprendizagem.</p>
</sec>
<sec>
<title>6.2 Execu&#xE7;&#xE3;o das oficinas de Matem&#xE1;tica realizadas em uma a&#xE7;&#xE3;o colaborativa</title>
<p>No desenvolvimento das oficinas, segunda etapa das atividades, as bolsistas estavam impregnadas pela a&#xE7;&#xE3;o de sistematizar tarefas para ensinar. Elas tinham a convic&#xE7;&#xE3;o de que juntas contribuiriam para a aprendizagem dos alunos, desejavam que eles compreendessem n&#xE3;o apenas o que deveriam fazer, mas tamb&#xE9;m por que e para que. Isto as motivou a utilizarem estrat&#xE9;gias contextuais que se referem ao preparo ou &#xE0; busca de um ambiente favor&#xE1;vel &#xE0; aprendizagem. Al&#xE9;m de terem cuidados na organiza&#xE7;&#xE3;o da sala de aula para a execu&#xE7;&#xE3;o das oficinas, redobraram os cuidados na revis&#xE3;o do material necess&#xE1;rio para cada atividade. &#xC9; relevante cuidar do espa&#xE7;o e do tempo, porque um ambiente prop&#xED;cio &#xE0; aprendizagem pode melhor promov&#xEA;-la. As bolsistas destacaram, no relat&#xF3;rio, o que fizeram no dia das oficinas:</p> <disp-quote>
<p><italic>N&#xF3;s organizamos as classes da sala onde a oficina foi aplicada em forma de &#x201C;U,&#x201D; e o material utilizado foi colocado em uma classe no centro. Quando os alunos entraram na sala, ficaram em um primeiro momento, espantados com a organiza&#xE7;&#xE3;o e posteriormente demonstraram muita curiosidade em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s atividades que seriam realizadas</italic> (Relat&#xF3;rio das oficinas, 2009).</p></disp-quote>
<p>Infere-se, pela an&#xE1;lise realizada, que, durante a execu&#xE7;&#xE3;o das oficinas, as bolsistas trabalharam em parceria. Ao realizarem as atividades, os pap&#xE9;is eram alternados: em alguns momentos, uma bolsista era a protagonista na apresenta&#xE7;&#xE3;o da atividade, em outros, auxiliava o grupo de alunos. A troca de pap&#xE9;is, segundo elas, foi muito enriquecedora para sua forma&#xE7;&#xE3;o docente. Percebe-se tudo isto no excerto retirado de uma entrevista:</p> <disp-quote>
<p><italic>Enquanto uma bolsista apresentava a oficina, as outras tr&#xEA;s iam auxiliando os alunos, conforme iam surgindo as d&#xFA;vidas, penso que essas <bold>mudan&#xE7;as de pap&#xE9;is</bold> foram bem <bold>importantes</bold>, porque se a mesma bolsista apresentasse todas as oficinas e n&#xE3;o auxiliasse os alunos em nenhuma, ela ia ter s&#xF3; uma aprendizagem, ela ia ter a vis&#xE3;o de palestrante da oficina, ela n&#xE3;o estaria ali participando com o aluno, construindo com ele aquela oficina. Eu tive a a&#xE7;&#xE3;o de apresentadora e a a&#xE7;&#xE3;o de construir junto com o aluno, eu acho, que, em alguns momentos, at&#xE9; <bold>foi mais gratificante construir junto com o aluno, do que &#xE0;s vezes s&#xF3; ir orientando a oficina</bold> (Entrevista B2, 2011, grifos da pesquisadora)</italic>.</p></disp-quote>
<p>Na fase de execu&#xE7;&#xE3;o, as bolsistas demonstraram um comportamento autorregulado a partir do uso de estrat&#xE9;gias comportamentais, as quais se referem &#xE0; consci&#xEA;ncia, ao controle do esfor&#xE7;o, do tempo e &#xE0; necessidade de ajuda. Elas deram aten&#xE7;&#xE3;o &#xE0; aplica&#xE7;&#xE3;o das atividades, controlando continuamente o desenvolvimento da oficina. Quando necess&#xE1;rio, efetuaram mudan&#xE7;as, por exemplo, a troca de protagonista na apresenta&#xE7;&#xE3;o do trabalho ou a troca de quem explicava determinado conceito, sempre tendo em vista os objetivos que queriam alcan&#xE7;ar, considerando a import&#xE2;ncia do autocontrole e da auto-observa&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o ao pr&#xF3;prio desempenho na aplica&#xE7;&#xE3;o das tarefas.</p>
</sec>
<sec>
<title>6.3 Avalia&#xE7;&#xE3;o das oficinas de Matem&#xE1;tica realizadas em uma a&#xE7;&#xE3;o colaborativa</title>
<p>A &#xFA;ltima etapa do desenvolvimento das oficinas foi a avalia&#xE7;&#xE3;o caracterizada pela an&#xE1;lise sobre a pr&#xF3;pria atua&#xE7;&#xE3;o. As bolsistas, com a finalidade de analisar e identificar decis&#xF5;es tomadas, refletiram sobre elas encaminhando novas propostas de atua&#xE7;&#xE3;o. Essa fase surgiu em decorr&#xEA;ncia da necessidade de analisar o trabalho realizado, verificando se os objetivos tinham sido alcan&#xE7;ados. As oficinas passaram por fases que se inter-relacionaram: a avalia&#xE7;&#xE3;o influenciou a fase pr&#xE9;via, que influenciou a realiza&#xE7;&#xE3;o e execu&#xE7;&#xE3;o das atividades das oficinas, instigando reflex&#xE3;o sobre o que foi feito, contemplando, assim, o ciclo previsto para a autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem (<xref ref-type="bibr" rid="B27">ZIMMERMAN, 1998</xref>). Atrav&#xE9;s da investiga&#xE7;&#xE3;o realizada, notou-se que essas reflex&#xF5;es ajudaram e estimularam as bolsistas a analisarem como tinham planejado e desenvolvido as oficinas, considerando tamb&#xE9;m seu desempenho na apresenta&#xE7;&#xE3;o das atividades, a rea&#xE7;&#xE3;o dos alunos, as perguntas que emergiram das oficinas, as dificuldades encontradas, os avan&#xE7;os revelados. &#xC9; prov&#xE1;vel que a avalia&#xE7;&#xE3;o realizada tenha estimulado a corre&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias utilizadas para aprender e ensinar os conte&#xFA;dos presentes nas oficinas, que tenha promovido a percep&#xE7;&#xE3;o de autoefic&#xE1;cia, quando as bolsistas refletiram sobre o trabalho desenvolvido e se deram conta de sua import&#xE2;ncia para a aprendizagem dos alunos.</p>
<p>Percebeu-se, pelas entrevistas, que, nessa etapa de avalia&#xE7;&#xE3;o, as bolsistas refletiram sobre o desenvolvimento das oficinas, verificando eventuais discrep&#xE2;ncias e buscaram estrat&#xE9;gias de motiva&#xE7;&#xE3;o, que envolveram cren&#xE7;as pessoais. Diante do valor que atribu&#xED;ram &#xE0;s oficinas, elas se esfor&#xE7;aram para corrigir os erros cometidos, a fim de atingir os objetivos propostos. Uma das bolsistas fez, durante a entrevista, um coment&#xE1;rio bastante importante sobre a avalia&#xE7;&#xE3;o das oficinas:</p> <disp-quote>
<p><italic>(&#x2026;) <bold>na avalia&#xE7;&#xE3;o eu pude ver os meus erros</bold> (&#x2026;) acho que a avalia&#xE7;&#xE3;o, foi uma aprendizagem t&#xE3;o grande quanto a escrita e a execu&#xE7;&#xE3;o, porque depois que voc&#xEA; escreveu e vivenciou a aplica&#xE7;&#xE3;o da oficina, na hora da avalia&#xE7;&#xE3;o voc&#xEA; parou e analisou o que aconteceu</italic> (Entrevista B2, 2011, grifos da pesquisadora).</p></disp-quote>
<p>Como mostra este excerto, a bolsista refletiu sobre o que fez e demonstrou ter percebido seus erros. O erro, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B1">Boruchovitch (2004)</xref>, deve ser considerado como uma oportunidade de aprendizagem, possibilitando revisar o trabalho para, ent&#xE3;o, alcan&#xE7;ar o objetivo estabelecido. Atrav&#xE9;s da reflex&#xE3;o feita pela bolsista, percebe-se uma grande preocupa&#xE7;&#xE3;o com os erros, o que sugere haver constante busca de an&#xE1;lise e aperfei&#xE7;oamento do desempenho pessoal.</p>
<p>Na entrevista, algumas bolsistas assim se manifestaram: <italic>&#x201C;t&#xED;nhamos algumas d&#xFA;vidas e inquieta&#xE7;&#xF5;es em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; pr&#xE1;tica docente que conseguimos minimizar dentro do Projeto PIBID, com a aplica&#xE7;&#xE3;o dessa oficina&#x201D;</italic> (Entrevista, 2011). As bolsistas perceberam, portanto, que ensinar e aprender dependem do esfor&#xE7;o do professor, na medida em que buscaram a promo&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias, que impulsionaram tanto a compreens&#xE3;o de alguns conte&#xFA;dos matem&#xE1;ticos como o empenho e o envolvimento do aluno como sujeito ativo no processo de aprendizagem.</p>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>7 Considera&#xE7;&#xF5;es finais</title>
<p>O processo de autorregula&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem n&#xE3;o ocorreu de um dia para outro. Ele se desenvolveu durante as atividades, as quais exigiram a ado&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias autorregulat&#xF3;rias de aprendizagem. Para a realiza&#xE7;&#xE3;o das oficinas aqui relatadas, as bolsistas tiveram que se envolver intensamente com as atividades e as estrat&#xE9;gias propostas, redobrando a aten&#xE7;&#xE3;o, a participa&#xE7;&#xE3;o, o envolvimento, o desejo de aprender para ensinar, definindo metas e objetivos a serem atingidos. As bolsistas do curso de Matem&#xE1;tica, futuras professoras, integravam o PIBID, o qual lhes proporcionou um espa&#xE7;o para aprenderem e constru&#xED;rem experi&#xEA;ncias profissionais relacionadas &#xE0; doc&#xEA;ncia. Elas refletiram sobre as atividades realizadas e buscaram novas metodologias que levassem os alunos a utilizarem estrat&#xE9;gias e a se motivarem para aprender Matem&#xE1;tica. Os dados coletados evidenciam que as bolsistas, por meio de a&#xE7;&#xF5;es colaborativas e do uso de estrat&#xE9;gias de aprendizagem, adquiriram compet&#xEA;ncias autorregulat&#xF3;rias, as quais contribu&#xED;ram para o desenvolvimento das oficinas. Destaca-se, em especial, o investimento feito durante o planejamento, a execu&#xE7;&#xE3;o e a avalia&#xE7;&#xE3;o das oficinas de Matem&#xE1;tica. Para a realiza&#xE7;&#xE3;o das oficinas, elas foram instadas a aprofundar estudos te&#xF3;ricos, organizar materiais a serem utilizados nas atividades previstas, dialogar, compartilhar experi&#xEA;ncias, ajudar-se mutuamente.</p>
<p>Nesta pesquisa, observou-se que o Projeto PIBID ofereceu um contexto prop&#xED;cio &#xE0; aprendizagem, possibilitando &#xE0;s bolsistas utilizarem estrat&#xE9;gias autorregulat&#xF3;rias que qualificaram seus processos de aprender e ensinar. O PIBID foi um espa&#xE7;o de aprendizagens conjuntas, entre bolsistas e alunos, quando todos se empenharam na consecu&#xE7;&#xE3;o de um objetivo comum.</p>
</sec></body>
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<label>1</label>
<p>Ao aparecer a sigla PIBID, fica impl&#xED;cito que ela se refere ao primeiro Programa do PIBID realizado na Universidade Federal de Pelotas &#x2014; UFPel. Este projeto foi desenvolvido de fevereiro de 2009 a fevereiro de 2011. Atualmente o PIBID abrange todos os cursos de Licenciaturas da UFPel, totalizando 16 cursos. Ele &#xE9; um programa financiado pela CAPES.</p></fn>
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<label>2</label>
<p>O grupo de bolsistas do curso de matem&#xE1;tica era formado por quatro universit&#xE1;rias, sendo a pesquisadora uma delas, portanto as entrevistas foram realizadas com as tr&#xEA;s outras bolsistas e a pesquisadora fez um autorrelato.</p></fn></fn-group>
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<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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