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<journal-title>Bolema: Boletim de Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Bolema</abbrev-journal-title></journal-title-group>
<issn pub-type="ppub">0103-636X</issn>
<issn pub-type="epub">1980-4415</issn>
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<publisher-name>UNESP - Universidade Estadual Paulista, Pr&#xF3;-Reitoria de Pesquisa Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</publisher-name></publisher>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1980-4415v29n51r03</article-id>
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<subject>Resenha</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>As Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica em Foco: sobre a Apresenta&#xE7;&#xE3;o de alguns de seus Conceitos Elementares a Estudantes do Ensino M&#xE9;dio</article-title>
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<institution content-type="original">Doutorando em Ensino de Ci&#xEA;ncia e Tecnologia pela Universidade Tecnol&#xF3;gica Federal do Paran&#xE1; (UTFPR). Professor da Faculdade Avantis de Ensino em Balne&#xE1;rio Cambor&#xED;u, Santa Catarina, Brasil</institution></aff>
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<institution content-type="original">Doutor em Qu&#xED;mica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professor da Universidade Regional de Blumenau (FURB), Santa Catarina, Brasil.</institution></aff>
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<institution content-type="original">Doutora em Ci&#xEA;ncia dos Materiais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora da Universidade Tecnol&#xF3;gica Federal do Paran&#xE1; (UTFPR), Ponta Grossa, Paran&#xE1;, Brasil.</institution></aff></contrib-group>
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<corresp id="c1">Endere&#xE7;o: Rua Ant&#xF4;nio da Veiga, 140, Victor Konder, 89012-900, Blumenau, Santa Catarina, Brasil. E-mail: <email>ufsc2013@yahoo.com.br</email>.</corresp>
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<corresp id="c3">Endere&#xE7;o: Av. Monteiro Lobato, Km 04, CEP: 84016-210, Ponta Grossa-Paran&#xE1;, Fone: <phone>+55 (42) 3235-7012</phone>. E-mail: <email>sani@utfpr.edu.br</email>.</corresp>
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<pub-date pub-type="epub-ppub">
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<year>2015</year></pub-date>
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<license-p>This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.</license-p></license></permissions>
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<p>Tradicionalmente, os conhecimentos geom&#xE9;tricos abordados em sala de aula se restringem &#xE0;s rela&#xE7;&#xF5;es l&#xF3;gicas e constru&#xE7;&#xF5;es de s&#xED;mbolos advindos de uma Geometria dedutiva e axiom&#xE1;tica, estabelecida na Gr&#xE9;cia h&#xE1; cerca de 2700 anos e conhecida, hoje, como Geometria Euclidiana. No entanto, ao observar a superf&#xED;cie terrestre com sua forma elipsoidal, as montanhas, as ondas do mar e tantos outros objetos encontrados na natureza, evidenciam-se as dificuldades de construir alguns conceitos no campo da Geometria sustentados por no&#xE7;&#xF5;es primitivas como de reta, ponto e plano.</p>
<p>Nas duas &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas, houve uma intensa discuss&#xE3;o nos meios educacionais por parte de pesquisadores como, por exemplo, <xref ref-type="bibr" rid="B15">Kalleff (2004)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cabariti (2006)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alves (2008)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B4">Bongiovani (2010)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B7">Carvalho e Carvalho (2011)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cedrez (2012)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B16">Leivas (2012)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B17">Martos (2012)</xref> sobre a inclus&#xE3;o, nos bancos escolares, de conte&#xFA;dos advindos da Geometria n&#xE3;o Euclidiana, como as Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica, considerados adequados &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o de estudantes para o s&#xE9;culo XXI, em decorr&#xEA;ncia dos avan&#xE7;os te&#xF3;ricos da Matem&#xE1;tica e da Computa&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Dessas discuss&#xF5;es emergiram alguns questionamentos: o ensino da Geometria n&#xE3;o Euclidiana &#xE9; um tema distante da realidade dos estudantes? O modelo geom&#xE9;trico para representar o planeta Terra abordado nas aulas de Geografia e Matem&#xE1;tica &#xE9; um plano, uma folha retangular ou uma superf&#xED;cie quase esf&#xE9;rica? Se um dos pontos de discuss&#xE3;o &#xE9; a reformula&#xE7;&#xE3;o do ensino no Brasil, por que as Geometrias n&#xE3;o Euclidianas ainda n&#xE3;o s&#xE3;o consideradas, pelos professores? O ensino de Geometrias n&#xE3;o Euclidianas, como a Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica, vem causando inquieta&#xE7;&#xF5;es em professores de Matem&#xE1;tica por ser um assunto novo e ainda desconhecido?</p>
<p>A busca de respostas para essas quest&#xF5;es revela, al&#xE9;m de sua import&#xE2;ncia, a necessidade de divulga&#xE7;&#xE3;o, junto aos professores, desses conte&#xFA;dos ainda pouco explorados em sala de aula, afinal, nos dias atuais, naves espaciais, por exemplo, percorrem em suas viagens trajet&#xF3;rias que n&#xE3;o s&#xE3;o retil&#xED;neas e, no passado, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B14">Eves (2008)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B3">Boyer (2009)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B19">Mlodinow (2010)</xref>, existem registros que indicam o medo de alguns navegadores por acreditarem que, ao fim do horizonte, navios eram engolidos ou se chegaria ao <italic>fim do mundo</italic> devido ao modo de conceber o formato da Terra. &#xC9; poss&#xED;vel encontrar, ainda, alguns estudantes que representam geometricamente o planeta de modo euclidiano e n&#xE3;o &#xE9; dif&#xED;cil comprovar tal afirma&#xE7;&#xE3;o, basta observar que ao demonstrar o comportamento da gravidade sobre os seres humanos, evidenciam-se modelos euclidianos em detrimento de modelos esf&#xE9;ricos, hiperb&#xF3;licos e at&#xE9; elips&#xF3;idicos.</p>
<sec>
<title>1 Os Par&#xE2;metros Curriculares Nacionais (PCN) e o ensino de outros sistemas geom&#xE9;tricos</title>
<p>A Geometria &#xE9; um tema interessante para ser explorado pelos professores devido &#xE0; riqueza das ilustra&#xE7;&#xF5;es, por possibilitar resolu&#xE7;&#xF5;es diversas com criatividade e, por fim, proporcionar aos estudantes uma intera&#xE7;&#xE3;o mais din&#xE2;mica com o conhecimento. Uma das justificativas para essa afirma&#xE7;&#xE3;o &#xE9; a exist&#xEA;ncia de discuss&#xF5;es acerca da inser&#xE7;&#xE3;o das Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica nos curr&#xED;culos escolares que se encontram nos Par&#xE2;metros Curriculares Nacionais de Matem&#xE1;tica (<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 1998</xref>):</p> <disp-quote>
<p>[&#x2026;] a Matem&#xE1;tica n&#xE3;o evolui de forma linear e logicamente organizada. Desenvolve-se com movimentos de idas e vindas, com rupturas de paradigmas. Frequentemente um conhecimento &#xE9; amplamente utilizado na ci&#xEA;ncia ou na tecnologia antes de ser incorporado a um dos sistemas l&#xF3;gicos formais do corpo da Matem&#xE1;tica. Exemplos desse fato podem ser encontrados no surgimento dos n&#xFA;meros negativos, irracionais e imagin&#xE1;rios. Uma inst&#xE2;ncia importante de mudan&#xE7;a de paradigma ocorreu quando se superou a vis&#xE3;o de uma &#xFA;nica geometria do real, a Geometria Euclidiana, para aceita&#xE7;&#xE3;o de uma <italic>pluralidade de modelos geom&#xE9;tricos,</italic> logicamente consistentes, que podem modelar a realidade do espa&#xE7;o f&#xED;sico. (<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 1998</xref>, p. 24, grifo nosso).</p></disp-quote>
<p>Por vezes, a concep&#xE7;&#xE3;o linear faz com que, ao se definir qual ser&#xE1; o elo inicial da cadeia, tomem-se os chamados fundamentos como ponto de partida. &#xC9; o que ocorre, por exemplo, quando se privilegiam as no&#xE7;&#xF5;es de ponto, reta e plano como refer&#xEA;ncia inicial para o ensino de Geometria, ou quando se tomam os conjuntos como base para a aprendizagem de n&#xFA;meros e opera&#xE7;&#xF5;es, caminhos que n&#xE3;o s&#xE3;o, necessariamente, os mais adequados &#xE0; compreens&#xE3;o de conceitos inerentes &#xE0; Geometria n&#xE3;o Euclidiana. O que tamb&#xE9;m se observa em termos escolares &#xE9; que, muitas vezes, os conte&#xFA;dos geom&#xE9;tricos s&#xE3;o tratados isoladamente, apresentados e exauridos num &#xFA;nico momento. Quando acontece de serem retomados (geralmente num mesmo n&#xED;vel de aprofundamento, apoiando-se nos mesmos recursos), &#xE9; apenas com a perspectiva de utiliz&#xE1;-los como ferramentas para a aprendizagem de novas no&#xE7;&#xF5;es e n&#xE3;o para possibilitar a inser&#xE7;&#xE3;o de novas ideias.</p>
<p>Nesse sentido, os PCN (Par&#xE2;metros Curriculares Nacionais) afirmam que entre os objetivos do ensino de Matem&#xE1;tica se encontra o desenvolvimento do pensamento geom&#xE9;trico. Recomenda-se a explora&#xE7;&#xE3;o de situa&#xE7;&#xF5;es de aprendizagem que levem o estudante a resolver situa&#xE7;&#xF5;es problema de localiza&#xE7;&#xE3;o e deslocamento de pontos no espa&#xE7;o, ler mapas, estimar e comparar dist&#xE2;ncias percorridas, reconhecer propriedades de formas geom&#xE9;tricas e saber usar diferentes unidades de medida. Portanto, h&#xE1; uma orienta&#xE7;&#xE3;o para situa&#xE7;&#xF5;es de aprendizagem que levem o estudante a estabelecer diferen&#xE7;as entre objetos sob diferentes pontos de vista, construindo e interpretando suas representa&#xE7;&#xF5;es.</p>
<p>Para estabelecer diferen&#xE7;as entre objetos geom&#xE9;tricos, conforme orientam os PCN, &#xE9; preciso identificar uma pluralidade de modelos geom&#xE9;tricos na natureza, o que pode ser feito pelo estudo das navega&#xE7;&#xF5;es; usando o sistema de localiza&#xE7;&#xE3;o por GPS (Sistema de Posicionamento Global); em aulas de Geografia, ao tratar sobre o planeta Terra; na F&#xED;sica, ao abordar o comportamento da luz no espa&#xE7;o; a partir de objetos comuns do nosso cotidiano, como trompetes, batatas enlatadas, cornetas, ondas do mar, poltronas, garrafas de vinhos entre outros.</p>
<p>Com tantas possibilidades citadas, e sabendo de diversas pesquisas j&#xE1; realizadas nesse dom&#xED;nio, por que grande parte dos curr&#xED;culos escolares ainda se pauta, exclusivamente, em conhecimentos euclidianos? Essa pergunta promove discuss&#xF5;es entre pesquisadores, como <xref ref-type="bibr" rid="B15">Kalleff (2004)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B6">Cabariti (2006)</xref>. No entanto, uma apresenta&#xE7;&#xE3;o de situa&#xE7;&#xF5;es cujas resolu&#xE7;&#xF5;es necessitem de conhecimentos geom&#xE9;tricos esf&#xE9;ricos e hiperb&#xF3;licos, a partir de um resgate hist&#xF3;rico, mobiliza materiais potenciais para o objetivo ao qual este trabalho se disp&#xF5;e: uma aprendizagem significativa sobre as Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica no Ensino M&#xE9;dio.</p>
<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B11">Coutinho (2001)</xref>, a abordagem de outras geometrias em sala de aula, conforme orienta&#xE7;&#xF5;es dos PCN, possibilita relacionar a Geometria a um campo atual e ativo de pesquisa cient&#xED;fica que vai al&#xE9;m das ideias apresentadas por Euclides. Nessa dire&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; preciso uma compreens&#xE3;o por parte dos professores e pesquisadores de que a Geometria Euclidiana n&#xE3;o &#xE9; a &#xFA;nica poss&#xED;vel, pratic&#xE1;vel no mundo, que solucionar&#xE1; todos os problemas no cotidiano e do mundo cientifico.</p>
</sec>
<sec>
<title>2 Alguns problemas que impedem a inser&#xE7;&#xE3;o efetiva de conte&#xFA;dos de geometria esf&#xE9;rica e hiperb&#xF3;lica no ensino m&#xE9;dio</title>
<p>A Geometria &#xE9; considerada um dos alicerces da Matem&#xE1;tica, devido &#xE0; sua import&#xE2;ncia em diversas &#xE1;reas do conhecimento, passando a ser compreendida como uma ci&#xEA;ncia do pensamento (<xref ref-type="bibr" rid="B16">LEIVAS, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B4">BONGIOVANI, 2010</xref>). Por&#xE9;m, como &#xE9; abordada na maioria das escolas, atualmente, por meio de problemas descontextualizados, por m&#xE9;todos de repeti&#xE7;&#xE3;o sem relacionar com o cotidiano do estudante, parece n&#xE3;o ser de grande interesse para os estudantes. Nessa dire&#xE7;&#xE3;o, h&#xE1; uma tend&#xEA;ncia de muitos professores e estudantes a passarem a valorizar regras e exemplos de procedimentos para serem utilizados em problemas que, em geral, s&#xE3;o descontextualizados. Para <xref ref-type="bibr" rid="B10">Coll, Marchesi e Pal&#xE1;cios (2007)</xref>, a aprendizagem repetitiva n&#xE3;o busca relacionar os conhecimentos pr&#xE9;vios com o novo conte&#xFA;do apresentado.</p>
<p>A aus&#xEA;ncia de uma abordagem sobre as Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica no Ensino M&#xE9;dio mostra que a maioria dos professores de Matem&#xE1;tica desconsidera os conhecimentos cotidianos dos estudantes ou, como afirma <xref ref-type="bibr" rid="B13">Demo (2012)</xref>, que se segue a metodologia de um determinado livro did&#xE1;tico como fonte &#xFA;nica de conhecimento, o que evidencia uma fragilidade de um sistema de ensino que privilegia resultados obtidos de modo mec&#xE2;nico e sem rela&#xE7;&#xE3;o com o cotidiano.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B9">Chassot (2011)</xref> afirma que a luta &#xE9; para tornar o ensino menos ass&#xE9;ptico, menos perempt&#xF3;rio, menos abstrato, menos a-hist&#xF3;rico e menos ferreteador. Por se tratar de um assunto pouco conhecido entre a maioria dos professores do Ensino M&#xE9;dio, alguns fatores inviabilizam a introdu&#xE7;&#xE3;o das Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica no ensino escolar, entre eles a complexidade matem&#xE1;tica exigida por esse tema, tornando essa &#xE1;rea bastante t&#xE9;cnica at&#xE9; mesmo no meio universit&#xE1;rio. No entanto, muitos conte&#xFA;dos, como n&#xFA;meros complexos, polin&#xF4;mios e Geometria Anal&#xED;tica, j&#xE1; foram considerados de dif&#xED;cil abordagem na escola e atualmente constam, sem qualquer questionamento, dos programas de cursos de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>Apesar de sua reconhecida import&#xE2;ncia, por que a Geometria &#xE9; deixada em segundo plano ou &#xE9;, muitas vezes, desprezada pelos professores? Uma poss&#xED;vel resposta est&#xE1; na promulga&#xE7;&#xE3;o da primeira LDB (Lei de Diretrizes e Bases do Ensino) de 1&#xB0; e 2&#xB0; Graus, de 1961, que possibilitou a cada professor elaborar seu programa de acordo com as necessidades dos estudantes. &#xC9; poss&#xED;vel que uma forma&#xE7;&#xE3;o inicial deficit&#xE1;ria de diversos professores acerca dos conhecimentos de outras Geometrias tamb&#xE9;m seja um indicativo para aus&#xEA;ncia desse tema em sala de aula.</p>
<p>O fato &#xE9; que muitos professores se tornaram dependentes dos livros did&#xE1;ticos, que enfatizam conte&#xFA;dos alg&#xE9;bricos em detrimento dos geom&#xE9;tricos. Para <xref ref-type="bibr" rid="B23">Vogelmann (2011)</xref>, a maioria dos professores e dos livros did&#xE1;ticos formam um pacto que privilegia a Aritm&#xE9;tica e a &#xC1;lgebra, deixando a Geometria em segundo plano.</p>
<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B1">Almouloud (2004)</xref>, apesar de as Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica serem um ramo importante da Matem&#xE1;tica, por servir principalmente de instrumento para diversas &#xE1;reas do conhecimento, existem, atualmente, problemas relacionados ao seu ensino, caracterizados pela falta de correla&#xE7;&#xE3;o com outras &#xE1;reas do conhecimento, o que impede uma vis&#xE3;o mais ampla e cr&#xED;tica por parte do estudante. Por outro lado, &#xE9; preciso lembrar que muito se tem discutido e pesquisado sobre o ensino de Geometria na Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica. Existe um excesso de formalismo com a preval&#xEA;ncia das demonstra&#xE7;&#xF5;es geom&#xE9;tricas euclidianas e o abandono por completo de outras Geometrias em sala de aula.</p>
</sec>
<sec>
<title>3 Algumas justificativas para apresenta&#xE7;&#xE3;o de conceitos elementares de geometria esf&#xE9;rica e hiperb&#xF3;lica no ensino m&#xE9;dio</title>
<p>Atualmente, os conte&#xFA;dos geom&#xE9;tricos ensinados nas escolas possibilitam a resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas para superf&#xED;cies planas, por exemplo, quadrado, ret&#xE2;ngulo, tri&#xE2;ngulo, c&#xED;rculos e para s&#xF3;lidos de revolu&#xE7;&#xE3;o como cone, cilindro e esfera. Contudo, existem objetos que se encontram na natureza que exigem conhecimentos que transcendem a Geometria Euclidiana.</p>
<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B20">Postman (2002)</xref>, mesmo os conhecimentos que est&#xE3;o corretos e parecem n&#xE3;o precisar de emenda, est&#xE3;o limitados em seu alcance e em sua aplicabilidade. Por exemplo, &#xE9; poss&#xED;vel citar o caso de um tri&#xE2;ngulo que em um plano possui invariavelmente uma soma de 180&#xB0; para seus &#xE2;ngulos internos o que, por&#xE9;m, n&#xE3;o se mant&#xE9;m em uma superf&#xED;cie curva. Dessa maneira, os conhecimentos geom&#xE9;tricos organizados por Euclides s&#xE3;o limitados no sentido de explicar determinadas situa&#xE7;&#xF5;es no campo da Geometria.</p>
<p>Um dos pontos mais not&#xE1;veis para a aplica&#xE7;&#xE3;o de conhecimentos geom&#xE9;tricos n&#xE3;o euclidianos &#xE9; a pr&#xE1;tica da navega&#xE7;&#xE3;o, em que certamente a curvatura da Terra n&#xE3;o pode ser desprezada. Ainda existem pessoas com a sensa&#xE7;&#xE3;o de que um navio, ao realizar determinada viagem entre dois pa&#xED;ses, seguir&#xE1; uma trajet&#xF3;ria em linha reta. Contudo, por acompanhar a curvatura da Terra, o caminho descrito ser&#xE1; o de um arco, demonstrando que a menor dist&#xE2;ncia entre dois pontos pode n&#xE3;o ser um segmento de reta.</p>
<p>Pelo fato de a Geometria Euclidiana n&#xE3;o ser a &#xFA;nica aplic&#xE1;vel a situa&#xE7;&#xF5;es do cotidiano, talvez seja coerente, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B21">Paty (2012)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cedrez (2012)</xref>, pensar que as diferentes geometrias ocupem lugares pr&#xF3;prios no universo matem&#xE1;tico, e se constituam instrumentos de conhecimento ajustados a determinados problemas. Dessa maneira, &#xE9; imposs&#xED;vel elencar qual delas &#xE9; a melhor ou mais &#xFA;til, mas &#xE9; poss&#xED;vel definir qual delas deve ser explorada. Por exemplo, os conhecimentos euclidianos s&#xE3;o adequados ao trabalho do pedreiro, que utiliza instrumentos como r&#xE9;gua e esquadro para realizar marca&#xE7;&#xF5;es e delimitar &#xE1;reas de constru&#xE7;&#xE3;o, o que n&#xE3;o ocorre com um marinheiro ou um piloto de avi&#xE3;o, que realizam viagens entre dois pa&#xED;ses.</p>
<p>Com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; sua aplica&#xE7;&#xE3;o em sala de aula, o ensino das Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica j&#xE1; se manifesta em algumas propostas curriculares brasileiras (<xref ref-type="bibr" rid="B22">S&#xC3;O PAULO, 1991</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">CURITIBA, 1988</xref>) que sugerem o ensino da Geometria Esf&#xE9;rica para &#x201C;[&#x2026;] concretizar as no&#xE7;&#xF5;es de c&#xED;rculos m&#xE1;ximos e circunfer&#xEA;ncias m&#xE1;ximas, respectivamente, em esferas e superf&#xED;cies esf&#xE9;ricas [&#x2026;]&#x201D;.</p>
<p>Contudo, discuss&#xF5;es sobre o ensino de no&#xE7;&#xF5;es b&#xE1;sicas das Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica ainda ocorrem nas escolas da rede p&#xFA;blica de muitos estados brasileiros, possivelmente pela dificuldade de sua compreens&#xE3;o por parte de alguns professores, pelo desconhecimento de linhas metodol&#xF3;gicas adequadas ou, ainda, pela aus&#xEA;ncia de textos nos livros did&#xE1;ticos que contemplem o assunto.</p>
<p>Sob o olhar da aprendizagem de Geometria, os estudantes, em geral, t&#xEA;m acentuadas dificuldades em resolver problemas que transitam no campo dos conceitos geom&#xE9;tricos. As fragilidades que os estudantes evidenciam na interpreta&#xE7;&#xE3;o e solu&#xE7;&#xE3;o de situa&#xE7;&#xF5;es do cotidiano nos quais s&#xE3;o necess&#xE1;rios conhecimentos geom&#xE9;tricos, &#xE9; um dos grandes desafios enfrentados pelos professores. Uma abordagem &#xE0;s Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica, por meio de diferentes atividades, &#xE9; uma possibilidade para o estudante realizar uma leitura do mundo mais concisa e universal.</p>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>4 Considera&#xE7;&#xF5;es</title>
<p>A Matem&#xE1;tica desenvolveu-se seguindo caminhos diferentes nas mais diversas culturas. O modelo de Geometria, hoje mais utilizado nas escolas, originou-se com a civiliza&#xE7;&#xE3;o grega, no per&#xED;odo que vai aproximadamente de 700 a.C. a 300 d.C., permitindo a cria&#xE7;&#xE3;o de sistemas formais, logicamente estruturados a partir de um conjunto de premissas e empregando regras de racioc&#xED;nio preestabelecidas. A maturidade desses sistemas formais foi atingida no s&#xE9;culo XIX, com o surgimento de Geometrias n&#xE3;o Euclidianas, dentre as quais a Esf&#xE9;rica e a Hiperb&#xF3;lica.</p>
<p>Os conceitos elementares de Geometria constituem parte importante do curr&#xED;culo de Matem&#xE1;tica no Ensino M&#xE9;dio, porque, por meio deles, o estudante desenvolve um tipo especial de pensamento que permite compreender, descrever e representar, de forma organizada, o mundo em que vive. <xref ref-type="bibr" rid="B18">Mendes (2001)</xref> afirma que por meio do conhecimento geom&#xE9;trico n&#xE3;o euclidiano, o estudante &#xE9; capaz de pensar e compreender as leis matem&#xE1;ticas a partir de certas propriedades e artif&#xED;cios usados hoje, mas dif&#xED;ceis de descobrir em per&#xED;odos anteriores ao que vivemos. O trabalho com conceitos elementares no campo das Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica busca contribuir, tamb&#xE9;m, para a aprendizagem de n&#xFA;meros e medidas, pois estimula o estudante a observar, perceber semelhan&#xE7;as e diferen&#xE7;as, identificar regularidades etc.</p>
<p>A investiga&#xE7;&#xE3;o do espa&#xE7;o esf&#xE9;rico e hiperb&#xF3;lico por parte do professor pressup&#xF5;e a explora&#xE7;&#xE3;o de situa&#xE7;&#xF5;es em que sejam necess&#xE1;rias algumas constru&#xE7;&#xF5;es geom&#xE9;tricas com r&#xE9;gua e compasso, como visualiza&#xE7;&#xE3;o e aplica&#xE7;&#xE3;o de propriedades das figuras, al&#xE9;m da constru&#xE7;&#xE3;o de outras rela&#xE7;&#xF5;es. Este am&#xE1;lgama de conte&#xFA;dos, ainda pouco explorado na escola, contempla n&#xE3;o apenas o estudo das formas, mas tamb&#xE9;m as no&#xE7;&#xF5;es relativas &#xE0; posi&#xE7;&#xE3;o, &#xE0; localiza&#xE7;&#xE3;o de figuras e aos deslocamentos no plano e sistemas de coordenadas.</p>
<p>Deve-se destacar, tamb&#xE9;m, a import&#xE2;ncia das transforma&#xE7;&#xF5;es geom&#xE9;tricas (isometrias, homotetias) nesses modelos geom&#xE9;tricos, de modo a permitir o desenvolvimento de habilidades de percep&#xE7;&#xE3;o espacial e, como recurso, para induzir de forma experimental a descoberta, por exemplo, das condi&#xE7;&#xF5;es para que duas figuras sejam congruentes ou semelhantes. Al&#xE9;m disso, o espa&#xE7;o deve ser explorado a partir de objetos do mundo f&#xED;sico, de obras de arte, pinturas, desenhos, esculturas e artesanato, de modo que permita ao estudante estabelecer conex&#xF5;es entre as Geometrias Esf&#xE9;rica e Hiperb&#xF3;lica com outras &#xE1;reas do conhecimento.</p>
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