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<journal-title>Bolema: Boletim de Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Bolema</abbrev-journal-title></journal-title-group>
<issn pub-type="ppub">0103-636X</issn>
<issn pub-type="epub">1980-4415</issn>
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<publisher-name>UNESP - Universidade Estadual Paulista, Pr&#xF3;-Reitoria de Pesquisa Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</publisher-name></publisher>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1980-4415v29n52a15</article-id>
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<subject>Artigo</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>O ensino de fra&#xE7;&#xF5;es via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas na forma&#xE7;&#xE3;o de futuras professoras de pedagogia</article-title>
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<trans-title>The teaching of fractions via problem solving in the formation of future pedagogy of teachers</trans-title></trans-title-group>
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<name><surname>Proen&#xE7;a</surname><given-names>Marcelo Carlos de</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref><xref ref-type="aff" rid="aff2"/><xref ref-type="corresp" rid="c1"/></contrib>
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<institution content-type="normalized">Universidade Estadual Paulista</institution>
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<institution content-type="original">Doutor pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).</institution></aff>
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<institution content-type="normalized">Universidade Estadual de Maring&#xE1;</institution>
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<institution content-type="orgdiv1">Departamento de Matem&#xE1;tica</institution>
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<named-content content-type="city">Maring&#xE1;</named-content>
<named-content content-type="state">Paran&#xE1;</named-content></addr-line>
<institution content-type="original">Professor Adjunto do Departamento de Matem&#xE1;tica da Universidade Estadual de Maring&#xE1;/UEM, Maring&#xE1;, Paran&#xE1;, Brasil</institution>
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<author-notes>
<corresp id="c1">Endere&#xE7;o: Avenida Colombo, 5790, Bloco F67, Departamento de Matem&#xE1;tica, 1&#xB0; andar, sala 118, Jardim Universit&#xE1;rio, 87020-900, Maring&#xE1;, Paran&#xE1;, Brasil. E-mail: <email>mcproenca@uem.br</email></corresp></author-notes>
<pub-date pub-type="epub-ppub">
<month>08</month>
<year>2015</year></pub-date>
<volume>29</volume>
<issue>52</issue>
<fpage>729</fpage>
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<month>06</month>
<year>2014</year></date>
<date date-type="accepted">
<month>02</month>
<year>2015</year></date>
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This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Comercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in a any medium, prodvide the original work is properly cited.
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<abstract>
<title>Resumo</title>
<p>Neste artigo, apresentamos uma pesquisa que teve como objetivo favorecer a compreens&#xE3;o do ensino de fra&#xE7;&#xF5;es via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas a futuras professoras de Pedagogia. Ap&#xF3;s uma forma&#xE7;&#xE3;o realizada no in&#xED;cio da disciplina de Metodologia de Ensino de Matem&#xE1;tica, aplicamos uma situa&#xE7;&#xE3;o e, ao final da disciplina, outra situa&#xE7;&#xE3;o, a 25 licenciandas as quais deveriam apresentar explica&#xE7;&#xF5;es de como conduziriam o ensino de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Para analisar essas explica&#xE7;&#xF5;es, foram elaboradas quatro categorias, caracterizadas como aspectos de refer&#xEA;ncia no ensino. Os resultados mostraram que, inicialmente, 36% apresentaram uma condu&#xE7;&#xE3;o de aulas que contemplou esses quatro aspectos, sendo que, ao final, essa porcentagem aumentou para apenas 44%. Al&#xE9;m disso, ao final, 40% n&#xE3;o propuseram o problema como ponto de partida. Conclu&#xED;mos que, apesar da forma&#xE7;&#xE3;o proporcionada, tais aspectos foram pouco compreendidos pelas participantes, principalmente o de se propor o problema como ponto de partida.</p></abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<title>Abstract</title>
<p>This article presents a research that aimed to promote understanding of the teaching of fractions via problem solving for future Pedagogy teachers. After a training held at the beginning of the Mathematics Teaching Methodology course, we applied a situation and, at the end of the discipline, another situation, which the 25 undergraduate should provide explanations of how they lead the teaching of fractions in the approach to problem solving. To analyze these explanations, four categories were prepared, characterized as reference aspects in teaching. The results showed that, initially, 36% had classroom practices that included these four aspects, and in the end, this percentage increased to only 44%. In addition to that, by the end, 40% did not propose the problem as a starting point. We conclude that, despite the training provided, these aspects were poorly understood by the participants, especially when proposing the problem as a starting point.</p></trans-abstract>
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<title>Palavras-chave:</title>
<kwd>Fra&#xE7;&#xF5;es</kwd>
<kwd>Resolu&#xE7;&#xE3;o de Problemas</kwd>
<kwd>Pedagogia</kwd>
<kwd>Forma&#xE7;&#xE3;o de Professores dos Anos Iniciais</kwd></kwd-group>
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<title>Keywords:</title>
<kwd>Fractions</kwd>
<kwd>Problem Solving</kwd>
<kwd>Pedagogy</kwd>
<kwd>Teacher Education in the Initial Years</kwd></kwd-group>
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<sec sec-type="intro">
<title>1 Introdu&#xE7;&#xE3;o</title>
<p>Diversas pesquisas evidenciaram os conhecimentos profissionais de professores quando o assunto &#xE9; o ensino e a aprendizagem de conte&#xFA;dos de Matem&#xE1;tica. Especificamente sobre a forma&#xE7;&#xE3;o de professores e futuros professores de Pedagogia ao ensino de Matem&#xE1;tica nos anos iniciais, encontramos pesquisas que mostraram que h&#xE1; uma lacuna nos conhecimentos do conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es, bem como lacunas e mesmo a falta no conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do no que tange &#xE0; abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas.</p>
<p>Na pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Campos, Magina e Nunes (2006)</xref>, ap&#xF3;s analisarem as resolu&#xE7;&#xF5;es de alunos em quatro problemas de fra&#xE7;&#xE3;o, 70 professores de Pedagogia foram solicitados a propor estrat&#xE9;gias de ensino que ajudassem esses estudantes a superar as dificuldades encontradas. Os dados mostraram que as estrat&#xE9;gias de ensino se limitaram ao uso de desenho e de material concreto, sendo verificadas, de modo geral, dificuldades dos professores no conceito de raz&#xE3;o e de representa&#xE7;&#xE3;o fracion&#xE1;ria, bem como da conex&#xE3;o entre ambos.</p>
<p>O estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B22">Marques (2013)</xref> mostrou que tr&#xEA;s professoras dos anos iniciais exerciam suas pr&#xE1;ticas de ensino de Matem&#xE1;tica baseadas no uso do livro did&#xE1;tico e por meio de aulas expositivas. Apesar de uma das professoras indicar a abordagem de problemas, a observa&#xE7;&#xE3;o de suas aulas mostrou que, primeiro, dava tempo aos alunos para conseguirem um dom&#xED;nio nas quatro opera&#xE7;&#xF5;es trabalhadas para, em seguida, iniciar um trabalho com problemas, envolvendo uma ou mais opera&#xE7;&#xF5;es.</p>
<p>Esse tipo de trabalho em que problemas s&#xE3;o apresentados ap&#xF3;s dom&#xED;nio de conte&#xFA;do &#xE9; uma forma inadequada de abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, denominada de &#x201C;ensinar para resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B37">SCHROEDER; LESTER, 1989</xref>, p. 34). Conforme se explicita nos Par&#xE2;metros Curriculares Nacionais de Matem&#xE1;tica (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BRASIL, 1997</xref>), o problema deve ser o ponto de partida no ensino e n&#xE3;o as defini&#xE7;&#xF5;es, regras, t&#xE9;cnicas, levando o aluno a aprender, simplesmente, por reprodu&#xE7;&#xE3;o/imita&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B35">Santos, Ortig&#xE3;o e Aguiar (2014)</xref>, tendo em vista as expectativas de aprendizagem contidas nos Par&#xE2;metros Curriculares para a Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica do Estado de Pernambuco, mostraram que reconhecer fra&#xE7;&#xF5;es como raz&#xF5;es, compreender rela&#xE7;&#xF5;es entre metades, quartos e oitavos, e relacionar fra&#xE7;&#xF5;es a pontos na reta num&#xE9;rica e vice-versa estiveram entre as menos indicadas pelos 112 participantes para serem ensinadas nos anos iniciais.</p>
<p>Do ponto de vista do conhecimento pedag&#xF3;gico, os autores supracitados mostraram que tais participantes se sentiam mais a vontade sobre expectativas de aprendizagem que envolviam habilidades mais simples como ler, descrever e associar, sendo que habilidades como resolver e elaborar problemas, compreender, relacionar e discutir receberam menos indica&#xE7;&#xF5;es pelos professores.</p>
<p>A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Campos e Silva (2009)</xref> mostrou que, na quest&#xE3;o que solicitava a fra&#xE7;&#xE3;o resultante na divis&#xE3;o igual entre quatro crian&#xE7;as de tr&#xEA;s barras de chocolate, 29,41% dos 17 pedagogos apresentaram a reposta correta. Essa mesma quest&#xE3;o foi utilizada na pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Menegazzi (2013)</xref> para investigar conhecimentos de estudantes do quarto semestre de Pedagogia e mostrou que apenas um dos sete participantes conseguiu apresentar duas representa&#xE7;&#xF5;es visuais de fra&#xE7;&#xF5;es de forma corretas.</p>
<p>Al&#xE9;m das lacunas no conhecimento de fra&#xE7;&#xF5;es e da falta de conhecimento do trabalho baseado na resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas de professores dos anos iniciais, percebe-se que isso j&#xE1; vem ocorrendo na forma&#xE7;&#xE3;o inicial. <xref ref-type="bibr" rid="B14">Costa e Poloni (2012)</xref> tamb&#xE9;m investigaram estudantes do &#xFA;ltimo semestre do curso de Pedagogia e mostraram que os 30 participantes, de cinco universidades particulares, indicaram os itens <italic>problemas envolvendo n&#xFA;meros fracion&#xE1;rios</italic> e <italic>opera&#xE7;&#xF5;es com n&#xFA;meros fracion&#xE1;rios</italic> como os dois dos tr&#xEA;s itens, dentre os 11 apresentados, que menos se sentiam preparados para ensinar. De modo geral, 53,3% desses participantes indicaram estar insatisfatoriamente preparados ou totalmente despreparados para elaborar e planejar aulas de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>Um estudo longitudinal, ao longo dos quatro anos de um curso de Pedagogia da Faculdade de Ci&#xEA;ncias e Tecnologia da UNESP &#x2013; Presidente Prudente, foi realizado por <xref ref-type="bibr" rid="B26">Ortega e Santos (2012)</xref>, evidenciando, dentro das sugest&#xF5;es dos nove participantes sobre metodologias de ensino, indica&#xE7;&#xF5;es que n&#xE3;o contemplavam a abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Foram propostas sugest&#xF5;es mais gerais de conhecimentos pedag&#xF3;gicos como, por exemplo, preparar aulas din&#xE2;micas e de se utilizar uma diversidade de materiais.</p>
<p>Diante dos resultados das pesquisas anteriormente apresentadas, percebe-se que a forma&#xE7;&#xE3;o de professores e futuros professores de Pedagogia evidencia conhecimentos ainda a serem desenvolvidos. Neste artigo, nosso foco foi a respeito dos futuros professores dos anos iniciais, tendo como objetivo favorecer-lhes a compreens&#xE3;o do ensino de fra&#xE7;&#xF5;es via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no contexto da disciplina de Metodologia de Ensino de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>Outro fator que nos motivou a realizar este estudo foi, justamente, em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s nossas investiga&#xE7;&#xF5;es e experi&#xEA;ncias voltadas &#xE0; tem&#xE1;tica da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino de Matem&#xE1;tica. As investiga&#xE7;&#xF5;es envolveram alunos do Ensino Fundamental, Ensino M&#xE9;dio e Licenciatura em Matem&#xE1;tica (<xref ref-type="bibr" rid="B27">PIROLA et al., 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">PROEN&#xC7;A; PIROLA, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B32">PROEN&#xC7;A, 2013a</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">PROEN&#xC7;A, 2013b</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">PROEN&#xC7;A; PIROLA, 2014</xref>).</p>
<p>O estudo recente mostra as nossas experi&#xEA;ncias na realiza&#xE7;&#xE3;o de um curso sobre resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, ministrado a licenciandos em Matem&#xE1;tica, os quais tiveram que elaborar sequ&#xEA;ncias did&#xE1;ticas nessa tem&#xE1;tica e implement&#xE1;-las em suas reg&#xEA;ncias de aula no est&#xE1;gio. Pudemos verificar dificuldades na condu&#xE7;&#xE3;o dessas reg&#xEA;ncias como, por exemplo, propor o problema como ponto de partida no ensino, e identificar dificuldades que geraram obst&#xE1;culos nessa condu&#xE7;&#xE3;o que foi a falta de conhecimentos matem&#xE1;ticos b&#xE1;sicos dos alunos (<xref ref-type="bibr" rid="B30">PROEN&#xC7;A; PIROLA, 2014</xref>).</p>
<p>Al&#xE9;m disso, as nossas experi&#xEA;ncias ocorreram e v&#xEA;m ocorrendo no campo da forma&#xE7;&#xE3;o continuada, especificamente no Programa de Desenvolvimento Educacional do Estado do Paran&#xE1; (PDE-PR). Na atua&#xE7;&#xE3;o de professor orientador da &#xE1;rea de Matem&#xE1;tica, desde 2012, desenvolvemos produ&#xE7;&#xF5;es did&#xE1;tico-pedag&#xF3;gicas direcionadas &#xE0; elabora&#xE7;&#xE3;o de aulas na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas de v&#xE1;rios conte&#xFA;dos, buscando favorecer aos professores da escola conhecimentos sobre essa abordagem de ensino. Concomitante a essa atividade, tamb&#xE9;m &#xE9; ministrado um curso espec&#xED;fico sobre a resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino de Matem&#xE1;tica.</p>
<p>Tais conhecimentos e experi&#xEA;ncias nos levaram (e ainda nos levam) a repensar como a resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas poderia ser trabalhada nas aulas de Matem&#xE1;tica de forma a se ampliar a compreens&#xE3;o de conceitos e procedimentos matem&#xE1;ticos, favorecendo, assim, um ambiente prop&#xED;cio &#xE0; valoriza&#xE7;&#xE3;o dos conhecimentos dos alunos e ao desenvolvimento de atitudes positivas &#xE0; aprendizagem.</p>
<p>Alguns questionamentos que se apresentam s&#xE3;o os seguintes: como as atividades propostas no livro did&#xE1;tico poderiam ser utilizadas de modo que pudessem ser tratadas na perspectiva da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas? Quais crit&#xE9;rios professores da escola utilizam para selecionar as atividades de Matem&#xE1;tica, quando indicam trabalhar nessa perspectiva de ensino? De que forma o trabalho envolvendo o problema como ponto de partida no ensino poderia ajudar a desenvolver habilidades de pensamento como, por exemplo, o processo de generaliza&#xE7;&#xE3;o? Como um ensino baseado na resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas poderia ser desenvolvido em sala de aula de modo a favorecer a compreens&#xE3;o de Matem&#xE1;tica dos alunos?</p>
<p>Desse modo, tais questionamentos evidenciam a import&#xE2;ncia de se proporcionar uma forma&#xE7;&#xE3;o adequada aos futuros professores de Pedagogia para tratar da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas nos anos iniciais do Ensino Fundamental.</p>
</sec>
<sec>
<title>2 A forma&#xE7;&#xE3;o em Pedagogia e o ensino de Matem&#xE1;tica</title>
<p>Nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BRASIL, 2006</xref>), verifica-se que o egresso deve estar apto a realizar, entre outras a&#xE7;&#xF5;es, pesquisas sobre processos de ensinar e aprender, sobre propostas curriculares, sobre a organiza&#xE7;&#xE3;o de pr&#xE1;ticas pedag&#xF3;gicas. Al&#xE9;m disso, tais Diretrizes apontam que a estrutura dos cursos deve constituirse, por exemplo, de um n&#xFA;cleo de estudos b&#xE1;sicos, articulando, entre outros conhecimentos:</p> <disp-quote>
<p>[...] observa&#xE7;&#xE3;o, an&#xE1;lise, planejamento, implementa&#xE7;&#xE3;o e avalia&#xE7;&#xE3;o de processos educativos e de experi&#xEA;ncias educacionais, em ambientes escolares e n&#xE3;o-escolares; estudo da Did&#xE1;tica, <italic>de teorias e metodologias pedag&#xF3;gicas</italic>, de processos de organiza&#xE7;&#xE3;o do trabalho docente; decodifica&#xE7;&#xE3;o e utiliza&#xE7;&#xE3;o de c&#xF3;digos de diferentes linguagens utilizadas por crian&#xE7;as, al&#xE9;m do <italic>trabalho did&#xE1;tico com conte&#xFA;dos</italic>, <italic>pertinentes aos primeiros anos de escolariza&#xE7;&#xE3;o</italic>, relativos &#xE0; L&#xED;ngua Portuguesa, Matem&#xE1;tica, Ci&#xEA;ncias, Hist&#xF3;ria e Geografia, Artes, Educa&#xE7;&#xE3;o F&#xED;sica. (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BRASIL, 2006</xref>, p. 03, grifo nosso).</p></disp-quote>
<p>No que se refere ao ensino e &#xE0; aprendizagem da Matem&#xE1;tica, do ponto de vista dos conhecimentos sobre teorias e metodologias pedag&#xF3;gicas, bem como o trabalho did&#xE1;tico com conte&#xFA;dos pertinentes aos primeiros anos de escolariza&#xE7;&#xE3;o, entende-se que o ensino de fra&#xE7;&#xF5;es e a abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, temas foco deste artigo, constituem-se como parte integrante do curr&#xED;culo e do ensino em sala de aula.</p>
<p>Nos Par&#xE2;metros Curriculares Nacionais de Matem&#xE1;tica dos 1&#xB0; e 2&#xB0; Ciclos do Ensino Fundamental (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BRASIL, 1997</xref>), indica-se um trabalho com conte&#xFA;dos de fra&#xE7;&#xF5;es direcionado, entre outras articula&#xE7;&#xF5;es, &#xE0; rela&#xE7;&#xE3;o parte-todo, &#xE0; leitura, &#xE0; escrita e &#xE0;s compara&#xE7;&#xF5;es, &#xE0;s diferentes representa&#xE7;&#xF5;es fracion&#xE1;rias de um mesmo n&#xFA;mero, &#xE0; fra&#xE7;&#xE3;o como um operador, &#xE0;s fra&#xE7;&#xF5;es equivalentes, &#xE0;s representa&#xE7;&#xF5;es gr&#xE1;ficas, &#xE0;s opera&#xE7;&#xF5;es aritm&#xE9;ticas e &#xE0; explora&#xE7;&#xE3;o em situa&#xE7;&#xF5;es-problema. Nesse documento, para ensinar e aprender Matem&#xE1;tica, a resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas &#xE9; um dos caminhos propostos, sendo um dos seus princ&#xED;pios o seguinte:</p> <disp-quote>
<p>[...] o ponto de partida da atividade matem&#xE1;tica n&#xE3;o &#xE9; a defini&#xE7;&#xE3;o, mas o problema. No processo de ensino e aprendizagem, conceitos, id&#xE9;ias e m&#xE9;todos matem&#xE1;ticos devem ser abordados mediante a explora&#xE7;&#xE3;o de problemas, ou seja, de situa&#xE7;&#xF5;es em que os alunos precisem desenvolver algum tipo de estrat&#xE9;gia para resolv&#xEA;-las. (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BRASIL, 1997</xref>, p. 32).</p></disp-quote>
<p>Diante disso, &#xE9; importante que os cursos de Pedagogia abordem, justamente, uma forma&#xE7;&#xE3;o ao ensino de conte&#xFA;dos de Matem&#xE1;tica por meio da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. No entanto, ainda se verificam cursos pouco estruturados para tal.</p>
<p>Um exemplo &#xE9; a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Cruz (2011)</xref>, a qual, por meio da an&#xE1;lise da forma como as disciplinas de forma&#xE7;&#xE3;o espec&#xED;fica de conte&#xFA;do estavam sendo trabalhadas na forma&#xE7;&#xE3;o de futuros professores de Pedagogia de quatro institui&#xE7;&#xF5;es de ensino superior, mostrou que a forma&#xE7;&#xE3;o espec&#xED;fica em L&#xED;ngua Portuguesa, Matem&#xE1;tica, Hist&#xF3;ria, Geografia e Ci&#xEA;ncias n&#xE3;o estava assegurando o dom&#xED;nio dos conte&#xFA;dos dessas &#xE1;reas e, tampouco, estavam sendo articulados &#xE0;s metodologias de ensino. No caso da an&#xE1;lise das ementas das disciplinas dos cursos, verificou-se que nas de Fundamentos e Metodologia de Matem&#xE1;tica constavam os fundamentos ligados ao ensino e &#xE0; aprendizagem, mas sem indica&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;dos. Os resultados evidenciaram que, por exemplo, o trabalho baseado na resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas n&#xE3;o estava expl&#xED;cito nessas ementas.</p>
<p>O estudo referido evidencia que, por exemplo, se n&#xE3;o for abordado o conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es no curso de forma&#xE7;&#xE3;o em Pedagogia, ent&#xE3;o ser&#xE1; dif&#xED;cil favorecer uma compreens&#xE3;o aos futuros professores para abord&#xE1;-lo, especificamente, na perspectiva da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Conforme apontou <xref ref-type="bibr" rid="B38">Shulman (1987</xref>, p. 07), &#x201C;[...] a aprendizagem do assunto da mat&#xE9;ria n&#xE3;o &#xE9; frequentemente um fim em si mesma, mas antes um ve&#xED;culo empregado no servi&#xE7;o de outras metas&#x201D;. Al&#xE9;m de metas centrais, como a de levar os alunos a compreender e resolver problemas, incluem-se as de lev&#xE1;-los a aprender fatos, princ&#xED;pios e as regras de procedimentos matem&#xE1;ticos.</p>
<p>Do ponto de vista do desenvolvimento de conhecimentos profissionais do professor, um curso de forma&#xE7;&#xE3;o inicial de professores, em especial o de Pedagogia, deveria, na vis&#xE3;o de <xref ref-type="bibr" rid="B39">Shulman (1986</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38">1987</xref>), desenvolver uma base de conhecimento ao ensino. Diante disso, esse autor apresentou uma perspectiva sobre o conhecimento do conte&#xFA;do no ensino, baseada em tr&#xEA;s categorias: (a) conhecimento do assunto da mat&#xE9;ria; (b) conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do; (c) e conhecimento curricular.</p>
<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B39">Shulman (1986)</xref>, o <italic>conhecimento do assunto da mat&#xE9;ria</italic> envolve o conhecimento e entendimento da estrutura do conte&#xFA;do a ser ensinado, dos princ&#xED;pios de organiza&#xE7;&#xE3;o conceitual e dos princ&#xED;pios de investiga&#xE7;&#xE3;o que ajudam a compreender quest&#xF5;es relacionadas ao seu campo hist&#xF3;rico e filos&#xF3;fico. O <italic>Conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do</italic> corresponde ao ensino de um t&#xF3;pico de uma &#xE1;rea espec&#xED;fica de conte&#xFA;do por meio do uso de formas de representa&#xE7;&#xE3;o de ideias, de analogias, ilustra&#xE7;&#xF5;es, exemplos, demonstra&#xE7;&#xF5;es e explana&#xE7;&#xF5;es, buscando favorecer a aprendizagem. Por fim, o <italic>conhecimento curricular</italic> envolve o conhecimento dos materiais e programas que se destinam a t&#xF3;picos espec&#xED;ficos de um conte&#xFA;do, os quais servem como <italic>ferramentas de of&#xED;cio</italic> dos professores.</p>
<p>Na perspectiva de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Mizukami (2006)</xref>, os processos formativos da doc&#xEA;ncia deveriam levar em considera&#xE7;&#xE3;o uma base de conhecimento que inclua o conhecimento sobre os processos de desenvolvimento e dos contextos socioculturais dos alunos, sobre a mat&#xE9;ria que os professores ensinam e o curr&#xED;culo e sobre o ensino de diferentes mat&#xE9;rias, das formas de avalia&#xE7;&#xE3;o e das condi&#xE7;&#xF5;es de manejo de classe.</p>
<p>Na vis&#xE3;o de <xref ref-type="bibr" rid="B34">Rold&#xE3;o (2007)</xref>, a fun&#xE7;&#xE3;o espec&#xED;fica definidora do profissional professor &#xE9; caracterizada pela <italic>fun&#xE7;&#xE3;o de ensinar</italic>:</p> <disp-quote>
<p>A fun&#xE7;&#xE3;o de ensinar, caracterizadora do profissional que somos, ou que querer&#xED;amos ser, na minha perspectiva, consiste, diferentemente, em fazer com que outros adquiram saber, aprendam e se apropriem de alguma coisa. E &#xE9; a&#xED; que n&#xF3;s, professores, somos uma profiss&#xE3;o indispens&#xE1;vel, e talvez cada vez mais indispens&#xE1;vel, porque n&#xE3;o basta p&#xF4;r a informa&#xE7;&#xE3;o dispon&#xED;vel para que o outro aprenda, <italic>&#xE9; preciso que haja algu&#xE9;m que proceda &#xE0; organiza&#xE7;&#xE3;o e estrutura&#xE7;&#xE3;o de um conjunto de a&#xE7;&#xF5;es que levem o outro a aprender</italic>. Isso &#xE9;, a meu ver, o que define ensinar, o que marca a diferen&#xE7;a desta atividade, a sua especificidade e necessidade social (<xref ref-type="bibr" rid="B34">ROLD&#xC3;O, 2007</xref>, p. 36, grifo nosso).</p></disp-quote>
<p>Diante dessa fun&#xE7;&#xE3;o espec&#xED;fica, a autora destacou a import&#xE2;ncia de se favorecer a capacidade dos professores de conhecer, pensar e agir de modo fundamentado, de avaliar a pr&#xF3;pria a&#xE7;&#xE3;o e a dos outros. Desse modo, a abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino, conforme indicada nos Par&#xE2;metros Curriculares, citados anteriormente, &#xE9; uma forma de se proceder &#xE0; organiza&#xE7;&#xE3;o e estrutura&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es que favore&#xE7;am a aprendizagem dos alunos e deveria ser foco na forma&#xE7;&#xE3;o de professores que ensinam Matem&#xE1;tica, nesse caso, na forma&#xE7;&#xE3;o dos futuros pedagogos.</p>
<p>Contudo, de acordo com a base de conhecimentos proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B39">Shulman (1986)</xref>, a abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas corresponderia a um conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do no ensino. Para ser desenvolvida na forma&#xE7;&#xE3;o do futuro pedagogo, propusemos trabalh&#xE1;-la no ensino do conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es, entendido como o conhecimento do assunto da mat&#xE9;ria que, na vis&#xE3;o de <xref ref-type="bibr" rid="B39">Shulman (1986</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B38">1987</xref>), n&#xE3;o deve ser trabalhado de forma isolada e, sim, articulado a uma meta. Por fim, faz parte (ou deveria fazer parte) do conhecimento curricular, uma vez que se constitui como uma abordagem de ensino, componente indispens&#xE1;vel de um curr&#xED;culo.</p>
</sec>
<sec>
<title>3 A resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino-aprendizagem da Matem&#xE1;tica</title>
<p>Sobre a tem&#xE1;tica da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, identificam-se dois significados importantes: o significado do que seria um problema e o significado do processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Sobre o significado do termo problema, <xref ref-type="bibr" rid="B5">Brito (2006)</xref> apontou que h&#xE1; uma concord&#xE2;ncia na literatura que evidencia um problema como uma situa&#xE7;&#xE3;o que precisa ser superado um obst&#xE1;culo.</p>
<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B16">Echeverr&#xED;a (1998)</xref>, um problema de Matem&#xE1;tica &#xE9; aquele em que h&#xE1; um obst&#xE1;culo entre a proposi&#xE7;&#xE3;o e a meta, ou seja, uma situa&#xE7;&#xE3;o em que o aluno precisa tomar uma decis&#xE3;o sobre os procedimentos que necessita utilizar para alcan&#xE7;ar a solu&#xE7;&#xE3;o. Para essa autora, problemas se diferenciam dos exerc&#xED;cios, e destaca que estes correspondem &#xE0; repeti&#xE7;&#xE3;o das opera&#xE7;&#xF5;es matem&#xE1;ticas b&#xE1;sicas e serviriam para automatizar e consolidar uma t&#xE9;cnica, ou seja, n&#xE3;o h&#xE1; uma tomada de decis&#xE3;o sobre os passos de resolu&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Sobre o processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, <xref ref-type="bibr" rid="B5">Brito (2006)</xref> analisou a sequ&#xEA;ncia de fases/etapas propostas pelos autores <xref ref-type="bibr" rid="B23">Mayer (1992)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B20">Krutetskii (1976)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B40">Sternberg (2000)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B28">Polya (1978)</xref> e apontou que esse processo segue, em s&#xED;ntese, as seguintes fases/etapas: representa&#xE7;&#xE3;o, planejamento, execu&#xE7;&#xE3;o e monitoramento. Para essa autora:</p> <disp-quote>
<p>A solu&#xE7;&#xE3;o de problemas refere-se a um processo que se inicia quando o sujeito se defronta com uma determinada situa&#xE7;&#xE3;o e necessita buscar alternativas para atingir uma meta; nesses casos, o sujeito se encontra frente a uma situa&#xE7;&#xE3;o-problema e, a partir da&#xED;, desenvolve as etapas para atingir a solu&#xE7;&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRITO, 2006</xref>, p. 19).</p></disp-quote>
<p>Essas fases/etapas apresentam as seguintes caracter&#xED;sticas:</p>
<list list-type="bullet">
<list-item>
<p>Representa&#xE7;&#xE3;o do problema - corresponde &#xE0; compreens&#xE3;o do problema (<xref ref-type="bibr" rid="B11">CHI; GLASER, 1992</xref>). Para isso, podem ser verificados o conhecimento lingu&#xED;stico, o sem&#xE2;ntico e o esquem&#xE1;tico (<xref ref-type="bibr" rid="B23">MAYER, 1992</xref>). Tais conhecimentos envolvem, respectivamente, a conhecer a l&#xED;ngua portuguesa, ou seja, as palavras envolvidas; a conhecer o significado das palavras como, por exemplo, de termos matem&#xE1;ticos e suas rela&#xE7;&#xF5;es; a reconhecer, por exemplo, que um determinado problema &#xE9; um problema de &#xE1;rea, envolvendo a f&#xF3;rmula <italic>&#xE1;rea = comprimento x largura</italic>, o que mostra que a pessoa tem condi&#xE7;&#xF5;es de guiar a aten&#xE7;&#xE3;o e discernir entre dados relevantes e irrelevantes.</p></list-item>
<list-item>
<p>Planejamento - envolve conhecimento estrat&#xE9;gico para realizar a busca da solu&#xE7;&#xE3;o, ou seja, encontrar um caminho para resolver um problema (<xref ref-type="bibr" rid="B23">MAYER, 1992</xref>). Nessa fase &#x201C;voc&#xEA; organiza estrategicamente a informa&#xE7;&#xE3;o, encontrando uma representa&#xE7;&#xE3;o que o habilite da melhor forma para executar sua estrat&#xE9;gia&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B40">STERNBERG, 2000</xref>, p.308).</p></list-item>
<list-item>
<p>Execu&#xE7;&#xE3;o - corresponde ao conhecimento procedimental, o qual envolve realizar corretamente c&#xE1;lculos ou estrat&#xE9;gias de c&#xE1;lculo (<xref ref-type="bibr" rid="B23">MAYER, 1992</xref>). Al&#xE9;m disso, envolve a realiza&#xE7;&#xE3;o de procedimentos como a realiza&#xE7;&#xE3;o correta de desenhos, diagramas e outras formas de representa&#xE7;&#xE3;o.</p></list-item>
<list-item>
<p>Monitoramento - corresponde ao ato de, ap&#xF3;s obter a solu&#xE7;&#xE3;o, que seja avaliada. Essa a&#xE7;&#xE3;o equivale, tamb&#xE9;m, a realizar a verifica&#xE7;&#xE3;o do processo de resolu&#xE7;&#xE3;o do problema. Assim, isso permite reconhecer novos problemas, redefinir o problema em quest&#xE3;o, enxergar novas estrat&#xE9;gias e passar a ter dispon&#xED;veis novos recursos ou ampliar os existentes (<xref ref-type="bibr" rid="B40">STERNBERG, 2000</xref>).</p></list-item></list>
<p>&#xC9; importante destacar que tais fases/etapas n&#xE3;o devem (n&#xE3;o deveriam) ser tomadas como uma sequ&#xEA;ncia no ensino, ou seja, acreditando-se que os alunos as seguiriam de forma linear e, assim, obtendo sucesso na resolu&#xE7;&#xE3;o. Entende-se que o conhecimento do professor sobre tais fases/etapas o auxilia a avaliar e analisar as dificuldades dos alunos quando se envolvem na resolu&#xE7;&#xE3;o de um problema.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B40">Sternberg (2000)</xref> j&#xE1; mencionava que n&#xE3;o basta um aluno identificar um problema como tal, mas que consiga realizar uma defini&#xE7;&#xE3;o e representa&#xE7;&#xE3;o do problema (compreens&#xE3;o do problema) que o permita resolv&#xEA;-lo. Nessa mesma linha de pensamento, <xref ref-type="bibr" rid="B11">Chi e Glaser (1992)</xref> apontaram que representa&#xE7;&#xF5;es que deixam de incorporar um ou mais aspectos do problema ou que s&#xE3;o impr&#xF3;prias dificultam a resolu&#xE7;&#xE3;o ou mesmo a impedem de obter a resposta.</p>
<p>Nesse sentido, a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B18">Gu&#xE9;rios e Ligeski (2013)</xref> evidencia justamente essa n&#xE3;o linearidade, citada anteriormente, ao mostrar a aus&#xEA;ncia de compreens&#xE3;o textual e/ou de conhecimento matem&#xE1;tico de 33 alunos do nono ano do Ensino Fundamental de uma escola p&#xFA;blica na resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, devido suas dificuldades na leitura dos enunciados e nos conhecimentos conceituais em Matem&#xE1;tica envolvidos. Segundo as autoras, essa situa&#xE7;&#xE3;o acabou por dificultar a elabora&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o pelos alunos.</p>
<p>Diante do exposto sobre o que corresponde a problema e ao processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, a import&#xE2;ncia principal da abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino estaria, justamente, em levar os alunos a compreenderem a Matem&#xE1;tica. Nesse sentido, nossa preocupa&#xE7;&#xE3;o no trabalho nessa abordagem de ensino &#xE9; ilustrada na pesquisa recente que desenvolvemos. Nesta, evidencia-se uma an&#xE1;lise de reg&#xEA;ncias de aula de futuros professores de Matem&#xE1;tica que leva em considera&#xE7;&#xE3;o aspectos como o de abordar o problema como ponto de partida, de discutir as estrat&#xE9;gias dos alunos e da participa&#xE7;&#xE3;o dos alunos da escola nas aulas como reflexo do trabalho realizado (<xref ref-type="bibr" rid="B30">PROEN&#xC7;A; PIROLA, 2014</xref>).</p>
<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B37">Schroeder e Lester (1989</xref>, p. 39), a resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino deve (deveria) ter como objetivo desenvolver a compreens&#xE3;o, buscando mudar a &#x201C;[...] vis&#xE3;o estreita de que matem&#xE1;tica &#xE9; apenas uma ferramenta para resolver problemas para uma vis&#xE3;o mais ampla de que matem&#xE1;tica &#xE9; um caminho de pensar e organizar experi&#xEA;ncias&#x201D;.</p>
<p>Na vis&#xE3;o de <xref ref-type="bibr" rid="B37">Schroeder e Lester (1989)</xref>, compreender Matem&#xE1;tica corresponde &#xE0; ideia de relacionar. Assim, para esses autores, essa compreens&#xE3;o aumenta quando o aluno &#xE9; capaz de estabelecer rela&#xE7;&#xF5;es entre determinada ideia matem&#xE1;tica e uma variedade de contextos, entre as ideias matem&#xE1;ticas expressas em um problema e entre o problema e as ideias matem&#xE1;ticas impl&#xED;citas.</p>
<p>Desse modo, em sala de aula, dever-se-ia abordar os conte&#xFA;dos tendo um problema como ponto de partida (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BRASIL, 1997</xref>). Assim, o professor poderia explorar as atitudes e conhecimentos que os alunos trazem no momento em que tentam resolver problemas de Matem&#xE1;tica, identificando, entre outros aspectos, suas dificuldades, seus avan&#xE7;os e seus conceitos err&#xF4;neos.</p>
<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B37">Schroeder e Lester (1989)</xref>, o problema como ponto de partida corresponde a uma abordagem no ensino que denominaram de <italic>ensinar via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>. Esses autores apresentaram tr&#xEA;s abordagens, a saber:</p>
<list list-type="bullet">
<list-item>
<p><italic>Ensinar sobre resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>: o ensino era baseado no modelo de Polya sobre o processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Aos alunos, eram explicitamente ensinadas as quatro fases do modelo desse autor de modo que eles deveriam ter ci&#xEA;ncia delas quando resolviam problemas. Um aspecto limitante nessa abordagem seria o de pensar que tal modelo seria um t&#xF3;pico de Matem&#xE1;tica que deveria ser trabalhado de forma isolada do conte&#xFA;do e das rela&#xE7;&#xF5;es matem&#xE1;ticas. Esse tipo de ensino evidencia a forma linear de se abordar fases/etapas de resolu&#xE7;&#xE3;o que criticamos anteriormente.</p></list-item>
<list-item>
<p><italic>Ensinar para resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>: corresponde a um ensino que se direciona, primeiro, a levar os alunos a aprenderem conte&#xFA;dos de matem&#xE1;tica para, somente depois, aplicarem em problemas e exerc&#xED;cios. Trata-se de um limite maior no ensino, uma vez que a &#x201C;resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas &#xE9; vista como uma atividade em que os alunos somente se engajam <italic>depois</italic> da introdu&#xE7;&#xE3;o de um novo conceito ou para seguir uma habilidade de c&#xE1;lculo ou um algoritmo&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B37">SCHROEDER; LESTER, 1989</xref>, p. 34, grifo dos autores).</p></list-item>
<list-item>
<p><italic>Ensinar via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas:</italic> corresponde a um ensino que preza pela utiliza&#xE7;&#xE3;o de problemas como primeiro passo para aprender Matem&#xE1;tica. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B37">Schroeder e Lester (1989)</xref>, nesse ensino, pode-se ajudar os alunos a compreender os conceitos, processos e t&#xE9;cnicas matem&#xE1;ticos. Nesse sentido:</p></list-item></list> <disp-quote>
<p>O ensino de um t&#xF3;pico matem&#xE1;tico come&#xE7;a com uma situa&#xE7;&#xE3;o-problema que expressa aspectos-chave desse t&#xF3;pico e t&#xE9;cnicas matem&#xE1;ticas s&#xE3;o desenvolvidas como respostas razo&#xE1;veis para problemas razo&#xE1;veis. Um objetivo de se aprender matem&#xE1;tica &#xE9; o de poder transformar certos problemas n&#xE3;o rotineiros em problemas rotineiros. A aprendizagem da matem&#xE1;tica, desse modo, pode ser vista como um movimento do <italic>concreto</italic> (um problema do mundo real que serve como exemplo do conceito ou da t&#xE9;cnica matem&#xE1;tica) para o <italic>abstrato</italic> (uma representa&#xE7;&#xE3;o simb&#xF3;lica de uma classe de problemas e t&#xE9;cnicas para operar com esses s&#xED;mbolos). (<xref ref-type="bibr" rid="B37">SCHROEDER; LESTER, 1989</xref>, p. 33, grifo nosso).</p></disp-quote>
<p>A passagem do concreto para o abstrato pode ser entendida como a articula&#xE7;&#xE3;o entre os conhecimentos pr&#xE9;vios dos alunos sobre a Matem&#xE1;tica aprendida e o novo conhecimento, a simbologia e/ou estrutura da Matem&#xE1;tica que se quer ensinar. Desse modo, <xref ref-type="bibr" rid="B10">Carlini (2004)</xref> destacou que nessa abordagem a resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas permite que se alcancem objetivos de natureza conceitual, procedimental e atitudinal.</p> <disp-quote>
<p>[...] proporciona condi&#xE7;&#xF5;es para realizar objetivos conceituais (organiza&#xE7;&#xE3;o, rela&#xE7;&#xE3;o e registro de informa&#xE7;&#xF5;es diante de um problema concreto), procedimentais (busca de novas informa&#xE7;&#xF5;es, formula&#xE7;&#xE3;o e testagem de hip&#xF3;teses, elabora&#xE7;&#xE3;o de um plano de a&#xE7;&#xE3;o) e atitudinais (responsabilidade, coopera&#xE7;&#xE3;o, autoconfian&#xE7;a) (<xref ref-type="bibr" rid="B10">CARLINI, 2004</xref>, p. 75).</p></disp-quote>
<p>Do ponto de vista do desenvolvimento cognitivo, &#xE9; importante levar os alunos a desenvolver o pensamento matem&#xE1;tico. Esse pensamento envolveria a compreens&#xE3;o de processos dedutivos e indutivos, teste de hip&#xF3;teses, formas de representa&#xE7;&#xF5;es, rela&#xE7;&#xF5;es estruturais, avalia&#xE7;&#xF5;es e monitoramento das pr&#xF3;prias a&#xE7;&#xF5;es entre outras (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CHARLES, 1985</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">SCHOENFELD, 1990</xref>).</p>
<p>A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B17">Fi e Degner (2012)</xref>, ao buscar favorecer a compreens&#xE3;o sobre o ensino que adota o problema como ponto de partida, mostrou que os professores, ao se envolverem na busca de uma formaliza&#xE7;&#xE3;o matem&#xE1;tica para resolver um problema permeado pelo uso de um tabuleiro de xadrez, puderam perceber a condu&#xE7;&#xE3;o a ser desenvolvida em sala de aula. De modo geral, essa condu&#xE7;&#xE3;o envolveria dar tempo aos alunos para propor e apresentar suas estrat&#xE9;gias, de evidenciar os conceitos matem&#xE1;ticos que dominam e de se avaliar o entendimento do processo seguido. Nesse sentido, esses autores mostraram a import&#xE2;ncia dessa compreens&#xE3;o facultada aos professores para que, em sala de aula, possibilitem aos seus alunos se envolverem, de forma progressiva, com uma trajet&#xF3;ria de formaliza&#xE7;&#xF5;es matem&#xE1;ticas, permitindo, entre outros processos de pensamento, a abstra&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Diante do que foi apresentado at&#xE9; o momento, entende-se que a import&#xE2;ncia de um ensino baseado na resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas est&#xE1; em se propiciar a compreens&#xE3;o de Matem&#xE1;tica dos alunos. Assim, tendo em vista o aspecto do problema, do processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas e de um trabalho em sala de aula em que se adota a introdu&#xE7;&#xE3;o de um t&#xF3;pico/assunto/conte&#xFA;do matem&#xE1;tico por meio de um problema, seria importante, no ensino, realizar as seguintes a&#xE7;&#xF5;es:</p>
<list list-type="bullet">
<list-item>
<p>Propor problemas em que se admitam v&#xE1;rios caminhos de resolu&#xE7;&#xE3;o, bem como que existam v&#xE1;rias solu&#xE7;&#xF5;es poss&#xED;veis (<xref ref-type="bibr" rid="B29">POZO; ANG&#xD3;N, 1998</xref>).</p></list-item>
<list-item>
<p>Evitar a ideia de se ensinar algoritmos espec&#xED;ficos, valorizando nos alunos o &#x201C;[...] conhecimento e entendimento adquiridos previamente para satisfazer as demandas de uma situa&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o familiar. O estudante deve sintetizar o que ele ou ela aprendeu e aplicar em novas e diferentes situa&#xE7;&#xF5;es&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B19">KRULIK; RUDNICK, 1982</xref>, p.42). De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B17">Fi e Degner (2012)</xref>, os alunos precisam ter a oportunidade de utilizarem os conhecimentos e habilidades que possuem.</p></list-item>
<list-item>
<p>Permitir que os alunos tenham tempo suficiente para explorar o problema, al&#xE9;m de resumir os resultados que eles obtiveram, apresentando suas ideias, direcionando-os a conclus&#xF5;es apropriadas e reais (<xref ref-type="bibr" rid="B6">BURNS, 1982</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B17">Fi e Degner (2012)</xref> tamb&#xE9;m concordam com a atitude de se dar tempo aos alunos para que explorem o problema. Estes autores indicaram a possibilidade de os alunos trabalharem em duplas ou em grupos antes de socializarem com toda a turma suas ideias, m&#xE9;todos, planos e resultados.</p></list-item>
<list-item>
<p>Discutir possibilidades de estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o com os alunos e requerer que eles verifiquem o problema e a resposta e que identifiquem as estrat&#xE9;gias utilizadas (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CHARLES, 1985</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B12">1990</xref>). Essa identifica&#xE7;&#xE3;o poderia permitir ao professor direcion&#xE1;las a uma formaliza&#xE7;&#xE3;o progressiva das estrat&#xE9;gias concretas dos alunos a estrat&#xE9;gias abstratas, relacionadas ao conceito foco do ensino (<xref ref-type="bibr" rid="B17">FI; DEGNER, 2012</xref>).</p></list-item></list>
<p>Assim, o trabalho baseado na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas implicaria em a&#xE7;&#xF5;es baseadas em aspectos que contemplem a introdu&#xE7;&#xE3;o de um problema, momento em que o professor precisa conduzir a aula de modo que os alunos articulem seus conhecimentos pr&#xE9;vios ao problema, que discutam suas estrat&#xE9;gias e que leve os alunos a relacionarem o que fizeram ao novo conte&#xFA;do/conceito a ser ensinado e aprendido.</p>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>4 Metodologia</title>
<p>A abordagem metodol&#xF3;gica adotada segue os pressupostos oriundos da pesquisa qualitativa. A natureza desse tipo de investiga&#xE7;&#xE3;o implica em considerar, como fonte direta de dados, o ambiente natural onde ocorrem as a&#xE7;&#xF5;es das pessoas; implica, igualmente, em uma an&#xE1;lise descritiva por meio de palavras ou imagens, buscando abordar o mundo de forma minuciosa; implica, ademais, no interesse pelo processo de como ocorrem as a&#xE7;&#xF5;es das pessoas; implica, finalmente, em uma tend&#xEA;ncia de an&#xE1;lise dos dados de forma indutiva (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BOGDAN; BIKLEN, 1994</xref>).</p>
<p>O contexto da pesquisa se deu durante as aulas da disciplina de <italic>Metodologia de Ensino de Matem&#xE1;tica - 1&#xB0; a 4&#xB0; s&#xE9;ries do Ensino Fundamental II</italic> do curso de Pedagogia de uma universidade p&#xFA;blica do Estado do Paran&#xE1;, nosso ambiente natural em que ocorreram as a&#xE7;&#xF5;es dos envolvidos. Tal disciplina foi ministrada pelo autor desta pesquisa a uma turma de 28 graduandas do terceiro ano do curso, per&#xED;odo noturno, no primeiro semestre de 2014.</p>
<p>O foco da presente pesquisa foi sobre o conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es e seu ensino por meio da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Tal conte&#xFA;do consta do programa da referida disciplina como o primeiro a ser estudado, a saber: n&#xFA;meros racionais na forma fracion&#xE1;ria. Apenas no &#xFA;ltimo subitem desse conte&#xFA;do &#xE9; proposto um trabalho, envolvendo situa&#xE7;&#xF5;es-problema e indicado para o conceito de fra&#xE7;&#xE3;o e as opera&#xE7;&#xF5;es com fra&#xE7;&#xF5;es.</p>
<p>Desse modo, elaboramos e desenvolvemos aulas na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, de modo que sua condu&#xE7;&#xE3;o perpassasse os v&#xE1;rios assuntos do conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es. A explora&#xE7;&#xE3;o e discuss&#xE3;o dos t&#xF3;picos sobre o conceito de fra&#xE7;&#xE3;o e sua aquisi&#xE7;&#xE3;o, equival&#xEA;ncia de fra&#xE7;&#xF5;es e as quatro opera&#xE7;&#xF5;es fundamentais da aritm&#xE9;tica foram introduzidos via uma situa&#xE7;&#xE3;o-problema. O objetivo foi o de favorecer &#xE0;s licenciandas em Pedagogia uma compreens&#xE3;o do trabalho baseado nessa abordagem de ensino, bem como a&#xE7;&#xF5;es a serem desenvolvidas.</p>
<p>Os problemas apresentados visavam que o assunto pudesse ser introduzido sem o uso direto da resolu&#xE7;&#xE3;o matem&#xE1;tica envolvida, ou seja, do algoritmo ou simbologia espec&#xED;ficos. Assim, para cada um dos t&#xF3;picos acima, buscamos, primeiro, oportunidades de resolu&#xE7;&#xE3;o, respectivamente: sem o uso direto do n&#xFA;mero fracion&#xE1;rio; sem o uso direto do m.d.c.; sem a apresenta&#xE7;&#xE3;o direta dos algoritmos das opera&#xE7;&#xF5;es aritm&#xE9;ticas, evitando-se o c&#xE1;lculo direto do m.m.c. na adi&#xE7;&#xE3;o e subtra&#xE7;&#xE3;o e as resolu&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas da multiplica&#xE7;&#xE3;o e divis&#xE3;o. Por exemplo, no caso do algoritmo da adi&#xE7;&#xE3;o, entende-se que o aluno da escola <italic>n&#xE3;o sabe</italic> utiliz&#xE1;-lo de forma direta &#xE0; soma de duas fra&#xE7;&#xF5;es. Assim, nosso foco, nas aulas, foi o de articular poss&#xED;veis estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o aos t&#xF3;picos abordados.</p>
<p>Nas aulas, primeiramente, realizamos uma discuss&#xE3;o sobre aprendizagem significativa, o que levou em considera&#xE7;&#xE3;o a import&#xE2;ncia de valorizar os conhecimentos pr&#xE9;vios dos alunos. Essa situa&#xE7;&#xE3;o foi importante porque o trabalho na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas envolve avaliar o aspecto das estrat&#xE9;gias que os alunos poderiam apresentar em sala de aula.</p>
<p>A discuss&#xE3;o sobre o significado de problema e do processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas foi realizada ap&#xF3;s a abordagem do primeiro problema que introduziu o conceito de fra&#xE7;&#xF5;es. Nesse sentido, realizamos uma identifica&#xE7;&#xE3;o das etapas de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas (compreens&#xE3;o, planejamento, execu&#xE7;&#xE3;o, monitoramento) ao longo do desenvolvimento dos v&#xE1;rios problemas que foram explorados.</p>
<p>A cada problema apresentado, as licenciandas em Pedagogia o resolviam (em dupla ou trio) e vinham at&#xE9; &#xE0; lousa mostrar a estrat&#xE9;gia de resolu&#xE7;&#xE3;o utilizada. Foi solicitado que apresentassem estrat&#xE9;gias que correspondessem ao que os alunos poderiam realizar como, por exemplo, a representa&#xE7;&#xE3;o via desenhos (ret&#xE2;ngulos, c&#xED;rculos, diagramas etc.). Quando n&#xE3;o conseguiam propor um caminho que n&#xE3;o fosse a forma matem&#xE1;tica a ser abordada, eram apresentadas pelo pesquisador duas resolu&#xE7;&#xF5;es (aluno A e aluno B), de modo que uma era correta e a outra tinha algum erro em uma das etapas de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas.</p>
<p>Essa condu&#xE7;&#xE3;o das aulas teve como objetivo o de explorar e evidenciar o processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de um problema e o de salientar a valoriza&#xE7;&#xE3;o do que os alunos j&#xE1; sabem de matem&#xE1;tica para utilizar nas suas estrat&#xE9;gias. Buscamos evidenciar, sobretudo, a possibilidade de articula&#xE7;&#xE3;o entre os conhecimentos dos alunos e o novo conte&#xFA;do a ser aprendido, o que permitiu discutir, com as futuras pedagogas, a pouca contribui&#xE7;&#xE3;o de um ensino que visa &#xE0; abordagem de c&#xE1;lculos e algoritmos matem&#xE1;ticos como ponto de partida.</p>
<p>Um exemplo dessa articula&#xE7;&#xE3;o correspondeu &#xE0; adi&#xE7;&#xE3;o de <inline-graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-ingf01.jpg"/> com <inline-graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-ingf02.jpg"/> que foi solicitada em um problema contextualizado sobre o percurso percorrido por dois amigos e que, primeiro, foi explorada por meio da representa&#xE7;&#xE3;o de cada uma dessas fra&#xE7;&#xF5;es em formato de ret&#xE2;ngulo pelas licenciandas. Ap&#xF3;s compreens&#xE3;o de que cada ret&#xE2;ngulo deveria ter mesma medida, pois se tratava do mesmo <italic>todo</italic>, as participantes foram conduzidas a realizar uma nova divis&#xE3;o desses desenhos em partes iguais, de modo que obtivessem a mesma quantidade em cada desenho e que, assim, essa nova divis&#xE3;o gerasse a fra&#xE7;&#xE3;o equivalente de cada uma dessas duas fra&#xE7;&#xF5;es. Com isso, foi poss&#xED;vel identificar que a nova divis&#xE3;o em 20 partes iguais gerou, respectivamente, as fra&#xE7;&#xF5;es <inline-graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-ingf03.jpg"/> e <inline-graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-ingf04.jpg"/>, permitindo apresentar o algoritmo da adi&#xE7;&#xE3;o por meio da articula&#xE7;&#xE3;o ao c&#xE1;lculo do m.m.c. na soma de fra&#xE7;&#xF5;es.</p>
<p>Assim, nesse problema, entendemos que os conhecimentos, entre outros, sobre a fra&#xE7;&#xE3;o e suas poss&#xED;veis representa&#xE7;&#xF5;es via desenho, e sobre fra&#xE7;&#xE3;o equivalente e c&#xE1;lculo do m.m.c. corresponderam (e correspondem) a conhecimentos pr&#xE9;vios. S&#xE3;o conhecimentos que devem (deveriam) ser trazidos e retomados para a compreens&#xE3;o do algoritmo da adi&#xE7;&#xE3;o (e nos demais) via um trabalho na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas.</p>
<p>Contudo, favorecemos uma forma&#xE7;&#xE3;o que envolveu as participantes justamente na maneira que elas poderiam conduzir um ensino de fra&#xE7;&#xF5;es via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, tendo em vista poss&#xED;veis a&#xE7;&#xF5;es. Assim, ao se envolverem com a necessidade de apresentar estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o a problemas colocados como ponto de partida no ensino dos conte&#xFA;dos, de terem tido tempo para tal, de terem sido solicitadas a virem at&#xE9; &#xE0; lousa mostrar suas estrat&#xE9;gias, analisando e discutindo o processo de resolu&#xE7;&#xE3;o, de terem, assim, analisado e discutido as articula&#xE7;&#xF5;es entre as estrat&#xE9;gias e os conte&#xFA;dos envolvidos, tiveram a oportunidade de compreender que se tratavam de a&#xE7;&#xF5;es a serem desenvolvidas no ensino.</p>
<p>No decorrer do nosso contexto de pesquisa, logo no segundo dia de aula ap&#xF3;s essa explora&#xE7;&#xE3;o e discuss&#xE3;o da tem&#xE1;tica envolvida, foi aplicada uma avalia&#xE7;&#xE3;o com o objetivo de verificar e analisar as explica&#xE7;&#xF5;es e as dificuldades das licenciandas na condu&#xE7;&#xE3;o do ensino de fra&#xE7;&#xF5;es na perspectiva da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Tal avalia&#xE7;&#xE3;o foi composta de tr&#xEA;s situa&#xE7;&#xF5;es: a primeira situa&#xE7;&#xE3;o envolvia um problema de fra&#xE7;&#xE3;o equivalente a ser resolvido; a segunda, um epis&#xF3;dio cotidiano em que a soma de fra&#xE7;&#xF5;es foi feita de forma incorreta; e a terceira, uma descri&#xE7;&#xE3;o de uma condu&#xE7;&#xE3;o por um professor do ensino do conceito de fra&#xE7;&#xE3;o e de fra&#xE7;&#xE3;o equivalente de forma expositiva. Em cada uma, foram solicitadas explica&#xE7;&#xF5;es das licenciandas de como as abordariam tendo em vista a condu&#xE7;&#xE3;o por meio da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. A data de aplica&#xE7;&#xE3;o dessa avalia&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o foi anunciada &#xE0;s participantes, sendo que, nesse dia, tr&#xEA;s delas n&#xE3;o compareceram e, assim, apresentamos os resultados de 25 licenciandas da turma de Pedagogia investigada.</p>
<p>Como cada uma das tr&#xEA;s situa&#xE7;&#xF5;es poderia evidenciar os conhecimentos constitu&#xED;dos pelas participantes, escolhemos a primeira situa&#xE7;&#xE3;o, porque tamb&#xE9;m permitia analisar suas dificuldades na resolu&#xE7;&#xE3;o. Tal situa&#xE7;&#xE3;o correspondeu ao <italic>exemplo de item</italic>, apresentado no documento Plano de Desenvolvimento da Educa&#xE7;&#xE3;o - PDE/Prova Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B2">BRASIL, 2011</xref>), que ilustra a avalia&#xE7;&#xE3;o do percentual de respostas dos alunos do nono ano do Ensino Fundamental para <italic>identificar fra&#xE7;&#xF5;es equivalentes</italic> (Descritor 23). Em tal exemplo, elaboramos uma pergunta e n&#xE3;o apresentamos as quatro alternativas originalmente propostas, a saber: <italic>Quatro amigos, Jo&#xE3;o, Pedro, Ana e Maria sa&#xED;ram juntos para fazer um passeio por um mesmo caminho. At&#xE9; agora, Jo&#xE3;o andou <inline-graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-ingf05.jpg"/> do caminho; Pedro, <inline-graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-ingf06.jpg"/>; Ana, <inline-graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-ingf07.jpg"/> e Maria, <inline-graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-ingf08.jpg"/>. Quem s&#xE3;o os amigos que se encontram no mesmo ponto do caminho?</italic></p>
<p>Desse modo, tiveram que: <italic>a) resolv&#xEA;-la; b) explicar como essa atividade poderia ser desenvolvida em sala de aula para favorecer a compreens&#xE3;o do conceito de fra&#xE7;&#xE3;o equivalente do ponto de vista da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>.</p>
<p>Em aula posterior, a resolu&#xE7;&#xE3;o dessa situa&#xE7;&#xE3;o, que, neste artigo, passamos a denominar de <italic>situa&#xE7;&#xE3;o inicial</italic>, foi trazida para discuss&#xE3;o com a turma. Al&#xE9;m disso, foi entregue a cada participante um question&#xE1;rio que lhes permitia assinalar suas dificuldades. Assim, marcaram itens referentes aos erros cometidos nas etapas de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas como, por exemplo, se identificaram equ&#xED;vocos no planejamento (estrat&#xE9;gia utilizada). Nas explica&#xE7;&#xF5;es, marcaram a&#xE7;&#xF5;es que faltaram na condu&#xE7;&#xE3;o das aulas: se propuseram o problema como ponto de partida; se levaram em considera&#xE7;&#xE3;o que deveriam permitir que os alunos apontassem suas estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o; se discutiram as estrat&#xE9;gias dos alunos; se buscaram articular essas estrat&#xE9;gias ao assunto.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que discutimos o que tinham feito, e o que t&#xED;nhamos estudado na disciplina sobre a abordagem do conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, marcavam as dificuldades no question&#xE1;rio. Foi um momento de reflex&#xE3;o das licenciandas, de suas respostas, e da maneira que poderiam conduzir as aulas na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas.</p>
<p>Em seguida, foi dada continuidade &#xE0; disciplina de Metodologia de Ensino de Matem&#xE1;tica, tendo em vista os outros conte&#xFA;dos a serem trabalhados. Assim, ao final da mesma, aplicamos uma avalia&#xE7;&#xE3;o escrita obrigat&#xF3;ria que era exigida como um dos crit&#xE9;rios de aprova&#xE7;&#xE3;o/reprova&#xE7;&#xE3;o. Uma das quest&#xF5;es dessa avalia&#xE7;&#xE3;o contemplava uma situa&#xE7;&#xE3;o que propusemos com o objetivo de verificar e analisar como as futuras professoras de Pedagogia conduziriam o ensino de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, tendo em vista a forma&#xE7;&#xE3;o oferecida.</p>
<p>Tal atividade, denominada, neste estudo, de <italic>situa&#xE7;&#xE3;o final</italic>, correspondeu &#xE0; seguinte: <italic>No ensino de fra&#xE7;&#xF5;es, alguns conte&#xFA;dos que deveriam ser trabalhados em sala de aula s&#xE3;o os seguintes: a) O conceito de fra&#xE7;&#xE3;o e sua aquisi&#xE7;&#xE3;o; b) Equival&#xEA;ncia de fra&#xE7;&#xF5;es; c) As quatro opera&#xE7;&#xF5;es fundamentais (adi&#xE7;&#xE3;o, subtra&#xE7;&#xE3;o, multiplica&#xE7;&#xE3;o e divis&#xE3;o). No entanto, verifica-se que esses conte&#xFA;dos s&#xE3;o abordados em sala de aula de modo que o ponto de partida acaba sendo o ensino direto dos c&#xE1;lculos e algoritmos.</italic></p>
<p>Desse modo, foi solicitado que respondessem: <italic>escolha um desses conte&#xFA;dos acima e explique como voc&#xEA; conduziria seu ensino em sala de aula, adotando a abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>.</p>
<p>Os dados foram analisados com base em palavras e figuras, buscando-se uma descri&#xE7;&#xE3;o desses resultados (<xref ref-type="bibr" rid="B1">BOGDAN; BIKLEN, 1994</xref>), e com base nas porcentagens da quantidade de respostas verificadas. Assim, primeiramente, apresentamos dados sobre as estrat&#xE9;gias utilizadas pelas licenciandas na resolu&#xE7;&#xE3;o do problema da situa&#xE7;&#xE3;o inicial e a nota m&#xE9;dia obtida.</p>
<p>A an&#xE1;lise das explica&#xE7;&#xF5;es dadas pelas futuras pedagogas nas situa&#xE7;&#xF5;es inicial e final sobre como conduziriam o ensino do conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas foi delimitada por meio de categorias. Desse modo, com base em nosso quadro te&#xF3;rico, elaboramos quatro categorias que caracterizamos como aspectos de refer&#xEA;ncia para compor a&#xE7;&#xF5;es no ensino na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, a saber:</p>
<list list-type="alpha-lower">
<list-item>
<p><italic>Problema como ponto de partida</italic>: referente &#xE0; indica&#xE7;&#xE3;o do problema como ponto de partida para introduzir o t&#xF3;pico/assunto de fra&#xE7;&#xE3;o;</p></list-item>
<list-item>
<p><italic>Permitir aos alunos expor suas estrat&#xE9;gias</italic>: referente a possibilitar aos alunos a resolverem, sozinhos, o problema, expondo, assim, suas estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o. Desse modo, o objetivo &#xE9; o de evitar a apresenta&#xE7;&#xE3;o direta de algoritmos espec&#xED;ficos;</p></list-item>
<list-item>
<p><italic>Discutir as estrat&#xE9;gias dos alunos</italic>: corresponde a proporcionar uma discuss&#xE3;o das estrat&#xE9;gias/caminhos de resolu&#xE7;&#xE3;o dos alunos, o que, de modo geral, leva em considera&#xE7;&#xE3;o avaliar como desenvolveram as etapas do processo de resolu&#xE7;&#xE3;o;</p></list-item>
<list-item>
<p><italic>Articular as estrat&#xE9;gias dos alunos ao conte&#xFA;do</italic>: implica no uso das estrat&#xE9;gias dos alunos como base para articular ao novo conte&#xFA;do (a um dos assuntos de fra&#xE7;&#xE3;o), favorecendo, assim, sua compreens&#xE3;o.</p></list-item></list>
<p>Contudo, tendo em vista a an&#xE1;lise das a&#xE7;&#xF5;es dessas futuras pedagogas nesse processo, buscamos apresentar dados que evidenciassem o modo como conduziriam aulas sobre o conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas.</p>
</sec>
<sec>
<title>5 An&#xE1;lise das explica&#xE7;&#xF5;es das futuras pedagogas</title>
<p>Na situa&#xE7;&#xE3;o inicial, cuja resolu&#xE7;&#xE3;o foi solicitada &#xE0;s participantes, verificou-se que obtiveram a nota m&#xE9;dia de 5,2 (escala de zero a dez pontos), considerando-se apenas notas zero ou dez porque a resolu&#xE7;&#xE3;o estava totalmente correta ou n&#xE3;o nos permitiu atribuir nota diferente de zero. Do total (n=25), 64% tentaram resolver via desenhos (ret&#xE2;ngulos), 24% tentaram resolver via c&#xE1;lculo do m.m.c., 4% via c&#xE1;lculo do m.d.c. e 8% deixaram em branco.</p>
<p>De modo espec&#xED;fico, verificamos que, em termos de acertos, 28% conseguiram resolver via desenhos e 24%, via uso do m.m.c., totalizando 52% das participantes que conseguiram resolver corretamente o problema. Em termos de erros, verificamos que a &#xFA;nica participante (4%) que optou pelo c&#xE1;lculo do m&#xE1;ximo divisor comum (m.d.c.) utilizou os denominadores das fra&#xE7;&#xF5;es, ao inv&#xE9;s da forma correta que seria encontrar o m&#xE1;ximo divisor comum entre numerador e denominador de uma mesma fra&#xE7;&#xE3;o. Tamb&#xE9;m identificamos que 36% cometeram equ&#xED;vocos ao representar os desenhos, sendo que cada uma das fra&#xE7;&#xF5;es n&#xE3;o foi representada por meio de um mesmo <italic>todo</italic> (caminho). A <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>, abaixo, exemplifica esse erro.</p>
<fig id="f1">
<label>Figura 1</label>
<caption>
<title>Erro cometido na resolu&#xE7;&#xE3;o da situa&#xE7;&#xE3;o inicial</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-gf01.jpg"/></fig>
<p>Destaca-se que o fato de as participantes terem utilizado o c&#xE1;lculo do m.m.c., ao inv&#xE9;s do c&#xE1;lculo do m.d.c., pode ser decorrente da facilidade que visualizaram para obter a resposta (<xref ref-type="bibr" rid="B16">ECHEVERR&#xCD;A, 1998</xref>), uma vez que, como estrat&#xE9;gia de resolu&#xE7;&#xE3;o, bastava verificar as fra&#xE7;&#xF5;es que resultavam iguais, evidenciando, assim, as fra&#xE7;&#xF5;es contidas no problema que eram equivalentes.</p>
<p>Do ponto de vista do processo de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, pode-se inferir que os erros via desenho corresponderam a dificuldades na etapa de representa&#xE7;&#xE3;o do problema, ou seja, na compreens&#xE3;o do problema, o que evidenciou dificuldades no <italic>conhecimento sem&#xE2;ntico</italic> do conceito do <italic>todo</italic>. Este tipo de dificuldade foi verificado na pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B21">Magina e Campos (2008)</xref>, as quais mostraram que professoras de Pedagogia t&#xEA;m pouco claros os diferentes significados que as fra&#xE7;&#xF5;es assumem, o que acaba levando-as a realizar estrat&#xE9;gias limitadas de ensino.</p>
<p>A segunda quest&#xE3;o da situa&#xE7;&#xE3;o inicial solicitava a explica&#xE7;&#xE3;o das licenciandas de como desenvolveriam suas aulas sobre o assunto de equival&#xEA;ncia de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. A <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, abaixo, mostra os resultados em termos das categorias que elencamos e que corresponderam aos aspectos analisados no ensino de fra&#xE7;&#xF5;es.</p>
<table-wrap id="t1">
<label>Tabela 1</label>
<caption>
<title>Aspectos do trabalho na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="20%">
<col/>
<col/>
<col/>
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left" rowspan="2" valign="middle">Aspectos de refer&#xEA;ncia no ensino</th>
<th align="center" colspan="4" style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">Quantidade em % (n = 25)</th></tr>
<tr>
<th align="center">Prop&#xF4;s</th>
<th align="center">N&#xE3;o</th>
<th align="center">Branco</th>
<th align="center">Total</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">Problema como ponto de partida</td>
<td align="center">76</td>
<td align="center">-</td>
<td align="center">24</td>
<td align="center">100</td></tr>
<tr>
<td align="left">Permitir aos alunos expor suas estrat&#xE9;gias</td>
<td align="center">40</td>
<td align="center">36</td>
<td align="center">24</td>
<td align="center">100</td></tr>
<tr>
<td align="left">Discutir as estrat&#xE9;gias dos alunos</td>
<td align="center">44</td>
<td align="center">32</td>
<td align="center">24</td>
<td align="center">100</td></tr>
<tr>
<td align="left">Articular as estrat&#xE9;gias dos alunos ao conte&#xFA;do</td>
<td align="center">44</td>
<td align="center">32</td>
<td align="center">24</td>
<td align="center">100</td></tr></tbody></table></table-wrap>
<p>Conforme se observa, 76% indicaram a introdu&#xE7;&#xE3;o do assunto de equival&#xEA;ncia de fra&#xE7;&#xF5;es via um problema. Verifica-se que 24% deixaram em branco suas respostas, ou seja, n&#xE3;o apresentaram explica&#xE7;&#xF5;es sobre o ensino de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas.</p>
<p>Al&#xE9;m disso, a <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, acima, mostra que o total de 36% n&#xE3;o prop&#xF4;s o aspecto sobre permitir aos alunos de expor suas estrat&#xE9;gias e, para os dois &#xFA;ltimos aspectos, verificamos que essa mesma atitude se deu para o total de 32% das licenciandas. Nesse caso, identificamos, nas explica&#xE7;&#xF5;es das graduandas, a falta de men&#xE7;&#xE3;o da participa&#xE7;&#xE3;o dos alunos, sendo mais evidentes apenas as a&#xE7;&#xF5;es da professora. A <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>, abaixo, ilustra esse dado.</p>
<fig id="f2">
<label>Figura 2</label>
<caption>
<title>Explica&#xE7;&#xE3;o que evidenciou somente a atua&#xE7;&#xE3;o da professora</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-gf02.jpg"/></fig>
<p>Esse tipo de condu&#xE7;&#xE3;o da aula no ensino em que somente o professor participa pode ser entendido como direcionado ao <italic>ensinar para resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>. Nesse caso, verifica-se a pouca valoriza&#xE7;&#xE3;o dos conhecimentos pr&#xE9;vios do aluno, sendo o seu papel apenas o de aplicar o que lhe foi <italic>ensinado</italic> em novas atividades.</p>
<p>De modo geral, identificamos que apenas 36% das licenciandas contemplaram em suas explica&#xE7;&#xF5;es os quatro aspectos tomados como refer&#xEA;ncia de nossa an&#xE1;lise, evidenciando a&#xE7;&#xF5;es no ensino de equival&#xEA;ncia de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. A <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>, abaixo, ilustra um exemplo desse tipo de explica&#xE7;&#xE3;o.</p>
<fig id="f3">
<label>Figura 3</label>
<caption>
<title>Explica&#xE7;&#xE3;o que contemplou os quatro aspectos de refer&#xEA;ncia no ensino</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-gf03.jpg"/></fig>
<p>Na finaliza&#xE7;&#xE3;o das aulas da disciplina ministrada de Metodologia de Ensino de Matem&#xE1;tica, aplicamos uma avalia&#xE7;&#xE3;o escrita obrigat&#xF3;ria, sendo que uma de suas quest&#xF5;es correspondeu a uma situa&#xE7;&#xE3;o final que foi proposta para analisar as explica&#xE7;&#xF5;es das graduandas sobre como conduzir o ensino do conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Para descrever suas explica&#xE7;&#xF5;es, tiveram a oportunidade de escolher um assunto. Verificamos que, do total de participantes da pesquisa, 56% escolheram o conceito de fra&#xE7;&#xE3;o, 24% escolheram a equival&#xEA;ncia de fra&#xE7;&#xF5;es e 20% escolheram a opera&#xE7;&#xE3;o de adi&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>A <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>, abaixo, mostra os resultados sobre as explica&#xE7;&#xF5;es analisadas e que foram delimitadas em termos dos aspectos que tomamos como refer&#xEA;ncia no ensino baseado na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas sobre o conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es.</p>
<table-wrap id="t2">
<label>Tabela 2</label>
<caption>
<title>Aspectos do trabalho na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="20%">
<col/>
<col/>
<col/>
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left" rowspan="2" valign="middle">Aspectos de refer&#xEA;ncia no ensino</th>
<th align="center" colspan="4" style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">Quantidade em % (n = 25)</th></tr>
<tr>
<th align="center">Prop&#xF4;s</th>
<th align="center">N&#xE3;o</th>
<th align="center">Branco</th>
<th align="center">Total</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">Problema como ponto de partida</td>
<td align="center">60</td>
<td align="center">40</td>
<td align="center">-</td>
<td align="center">100</td></tr>
<tr>
<td align="left">Permitir aos alunos expor suas estrat&#xE9;gias</td>
<td align="center">48</td>
<td align="center">52</td>
<td align="center">-</td>
<td align="center">100</td></tr>
<tr>
<td align="left">Discutir as estrat&#xE9;gias dos alunos</td>
<td align="center">48</td>
<td align="center">52</td>
<td align="center">-</td>
<td align="center">100</td></tr>
<tr>
<td align="left">Articular as estrat&#xE9;gias dos alunos ao conte&#xFA;do</td>
<td align="center">56</td>
<td align="center">44</td>
<td align="center">-</td>
<td align="center">100</td></tr></tbody></table></table-wrap>
<p>Apesar de o foco das aulas terem sido na abordagem do <italic>ensinar via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>, observamos que 40% das licenciandas n&#xE3;o propuseram o problema como ponto de partida na introdu&#xE7;&#xE3;o do assunto de fra&#xE7;&#xE3;o escolhido. Dessa porcentagem, identificamos que, para iniciar a condu&#xE7;&#xE3;o das aulas, 50% apresentaram o uso de dobraduras ou desenhos, 40% definiram/conceituaram e 10% propuseram o uso do material Cuisenaire. A <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>, abaixo, ilustra essa situa&#xE7;&#xE3;o analisada.</p>
<fig id="f4">
<label>Figura 4</label>
<caption>
<title>Explica&#xE7;&#xE3;o que n&#xE3;o prop&#xF4;s o problema como ponto de partida</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-gf04.jpg"/></fig>
<p>Sobre o ensino de fra&#xE7;&#xF5;es na escola, verificamos que se tem valorizado essas formas de condu&#xE7;&#xE3;o apontadas acima. A pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B21">Magina e Campos (2008)</xref> mostrou que professoras de Pedagogia abordavam o trabalho em sala de aula sobre o conceito de fra&#xE7;&#xF5;es, limitado ao uso de desenhos e de materiais concretos.</p>
<p>A <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>, acima, tamb&#xE9;m exemplifica as dificuldades das futuras professoras nos outros tr&#xEA;s aspectos de refer&#xEA;ncia no ensino. De acordo com a <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>, acima, na coluna <italic>n&#xE3;o prop&#xF4;s</italic>, essas porcentagens (52%, 52% e 44%) indicaram, de modo geral, explica&#xE7;&#xF5;es baseadas em uma condu&#xE7;&#xE3;o que valorizava os conte&#xFA;dos. Assim, pode-se inferir que isso se configurou como o <italic>ensinar para resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>.</p>
<p>De modo geral, identificamos que 44% das graduandas contemplaram em suas explica&#xE7;&#xF5;es os quatro aspectos de refer&#xEA;ncia na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas no ensino do assunto de fra&#xE7;&#xE3;o escolhido. Dessa porcentagem, 18,18% indicaram o conceito de fra&#xE7;&#xE3;o, 54,55%, equival&#xEA;ncia de fra&#xE7;&#xF5;es, e 27,27%, a adi&#xE7;&#xE3;o. A <xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref>, abaixo, ilustra esse resultado.</p>
<fig id="f5">
<label>Figura 5</label>
<caption>
<title>Explica&#xE7;&#xE3;o que contemplou os quatro aspectos de refer&#xEA;ncia no ensino</title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-29-52-0729-gf05.jpg"/></fig>
<p>Desse modo, esses resultados evidenciaram que 44% das futuras professoras propuseram uma condu&#xE7;&#xE3;o do ensino de fra&#xE7;&#xF5;es baseada na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, contemplando os quatro aspectos considerados.</p>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>6 Conclus&#xE3;o</title>
<p>A partir de um trabalho desenvolvido no contexto da disciplina de Metodologia de Ensino de Matem&#xE1;tica, buscamos favorecer a compreens&#xE3;o de futuras professoras de Pedagogia sobre o ensino de fra&#xE7;&#xF5;es via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas. Para tal, verificamos as dificuldades na resolu&#xE7;&#xE3;o da situa&#xE7;&#xE3;o inicial, al&#xE9;m de analisar as explica&#xE7;&#xF5;es de como conduziriam esse ensino na abordagem trabalhada ap&#xF3;s a forma&#xE7;&#xE3;o oferecida e ao final da disciplina ministrada.</p>
<p>Verificamos dificuldades na resolu&#xE7;&#xE3;o do problema apresentado na situa&#xE7;&#xE3;o inicial em termos do conceito do <italic>todo</italic> (inteiro) que corresponde ao conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es. Identificamos que 36% das licenciandas n&#xE3;o representaram cada uma das fra&#xE7;&#xF5;es envolvidas em termos do mesmo <italic>todo</italic>, ou seja, o caminho a ser percorrido que deveria ser a refer&#xEA;ncia.</p>
<p>Durante as aulas que foram ministradas na disciplina, o fato de se considerar o mesmo <italic>todo</italic> na resolu&#xE7;&#xE3;o dos problemas propostos foi abordado. Al&#xE9;m disso, as representa&#xE7;&#xF5;es via desenho sobre esse fato e o conceito de fra&#xE7;&#xE3;o foram discutidos e explorados nessas aulas. Assim, na an&#xE1;lise da resolu&#xE7;&#xE3;o desse problema que envolveu o assunto de equival&#xEA;ncia de fra&#xE7;&#xF5;es, verificamos que os conhecimentos pr&#xE9;vios necess&#xE1;rios sobre o reconhecimento do <italic>todo</italic> como um <italic>conhecimento do assunto da mat&#xE9;ria</italic> ainda n&#xE3;o estavam devidamente constitu&#xED;dos pelas participantes. Entendemos que isso gerou a m&#xE1; compreens&#xE3;o do problema e, assim, a realiza&#xE7;&#xE3;o equivocada do processo de resolu&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Na an&#xE1;lise das situa&#xE7;&#xF5;es inicial e final, especificamente a respeito do aspecto de refer&#xEA;ncia no ensino de se propor o problema como ponto de partida, identificamos, respectivamente, as porcentagens de 76% e 60%. O decr&#xE9;scimo nessa porcentagem indica dificuldades das licenciandas para propor esse aspecto e que deveria ter sido compreendido, pois se trata do ponto principal do <italic>ensinar via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas</italic>.</p>
<p>Assim, ao final, 40% das graduandas n&#xE3;o mencionaram em suas explica&#xE7;&#xF5;es conduzir um ensino adotando o problema como ponto de partida. Relataram, de modo, geral, aulas que evidenciavam apenas suas participa&#xE7;&#xF5;es, tendo como foco a explica&#xE7;&#xE3;o direta do conte&#xFA;do ou o uso inicial de desenhos ou o uso preliminar de material concreto. Desse modo, os aspectos de refer&#xEA;ncia no ensino, relacionados a se permitir aos alunos resolverem sozinhos e apresentar suas estrat&#xE9;gias, a discutir essas estrat&#xE9;gias e a de articul&#xE1;-las ao novo assunto, tiveram uma baixa porcentagem de indica&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Contudo, apesar do processo formativo &#xE0; doc&#xEA;ncia nos anos iniciais, favorecido na disciplina ministrada &#xE0;s futuras professoras para tratarem do conte&#xFA;do de fra&#xE7;&#xF5;es na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, ainda se verificam participantes que n&#xE3;o ampliaram seus conhecimentos sobre essa abordagem de ensino como um <italic>conhecimento pedag&#xF3;gico do conte&#xFA;do</italic>. Dificuldades sobre o significado do <italic>todo</italic> no conceito de fra&#xE7;&#xE3;o e, sobretudo, n&#xE3;o indicar o problema como ponto de partida na introdu&#xE7;&#xE3;o de um t&#xF3;pico podem levar a um ensino que n&#xE3;o valorize a compreens&#xE3;o dos alunos. Assim, no in&#xED;cio, apenas 36% dessas licenciandas contemplaram em suas explica&#xE7;&#xF5;es os quatro aspectos do trabalho na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas e, ao final, houve um aumento para somente 44%.</p>
<p>Como implica&#xE7;&#xF5;es educacionais, tendo em vista o procedimento te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gico adotado nesta pesquisa, as a&#xE7;&#xF5;es no ensino baseadas nos quatro aspectos (problema como ponto de partida; permitir aos alunos expor suas estrat&#xE9;gias; discutir as estrat&#xE9;gias dos alunos; articular estrat&#xE9;gias dos alunos ao conte&#xFA;do) poderiam ser consideradas nas aulas de Matem&#xE1;tica, sendo o foco o de favorecer aos alunos da escola a compreens&#xE3;o de conceitos e procedimentos matem&#xE1;ticos na abordagem da resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas.</p>
<p>Al&#xE9;m disso, no caso de se propor o problema como ponto de partida, &#xE9; importante apresent&#xE1;-lo de forma que n&#xE3;o leve o aluno ao uso direto de um algoritmo espec&#xED;fico. Na perspectiva de <xref ref-type="bibr" rid="B7">Cai e Lester (2012</xref>, p. 157), &#x201C;[...] os professores precisam ser estrat&#xE9;gicos ao selecionarem tarefas apropriadas e conduzirem o discurso de sala de aula para maximizarem as oportunidades de aprendizagem&#x201D;.</p>
<p>Assim, pesquisas envolvendo a an&#xE1;lise desses quatro aspectos de refer&#xEA;ncia poderiam ser realizadas na forma&#xE7;&#xE3;o de professores que ensinam Matem&#xE1;tica em outros conte&#xFA;dos, o que permitiria ampliar a&#xE7;&#xF5;es em cada um deles. Al&#xE9;m disso, como neste artigo mostramos que apenas 44% das participantes abordaram os quatro aspectos de refer&#xEA;ncia e que 40% n&#xE3;o mencionaram a abordagem do problema como ponto de partida, pesquisas sobre uma forma&#xE7;&#xE3;o articulada ao est&#xE1;gio poderiam ajudar a evidenciar possibilidades e limites na busca de condi&#xE7;&#xF5;es para ampliar conhecimentos de futuros professores de Pedagogia para ensinar fra&#xE7;&#xF5;es via resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas.</p>
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