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            <journal-title>Bolema: Boletim de Educação Matemática</journal-title>
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         <article-id pub-id-type="publisher-id">00019</article-id>
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   <article-title>Resenha</article-title>
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               <institution content-type="original">*Mestre em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP), Rio Claro/SP. Professor do Curso de Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Paranaíba, Mato Grosso do Sul, </institution>
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                  <named-content content-type="city">Paranaíba</named-content>
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         <author-notes>
            <corresp id="c1">Endereço: Av. Pedro Pedrossian, 725, Bairro Universitário, CEP: 79500-000, Paranaíba, Mato Grosso do Sul, Brasil. E-mail: <email>thiago.rodrigues@ufms.br</email>.</corresp>
         </author-notes>
         <pub-date pub-type="epub-ppub">
            <month>08</month>
            <year>2015</year>
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            <source>Abrindo a caixa preta da escola: uma discussão acerca da cultura escolar e da prática pedagógica do professor de Matemática</source>
            <year>2011</year>
            <comment>195f</comment>
            <comment>Tese. (Doutorado em Educação Matemática) - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista</comment>
            <publisher-loc>Rio Claro</publisher-loc>
            <comment>2011</comment>
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This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Comercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in a any medium, prodvide the original work is properly cited.
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      <p>Audria Alessandra Bovo fez Licenciatura em Matemática na Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" - UNESP, campus de Rio Claro, e é Mestre e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da mesma instituição. Atua como professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, campus de Piracicaba/SP. A tese de Doutorado, objetivo dessa resenha, foi defendida em 2011 e orientada pelo Prof. Dr. Antonio Carlos Carrera de Souza.</p>
      <p>Na tese, Bovo apresenta como motivação inicial do trabalho entender como alguns fatores inerentes à rotina escolar podem contribuir para a constituição da prática pedagógica do professor de Matemática. No entanto, ao compreender que a hipótese poderia ser bem mais complexa do que a considerada inicialmente, o primeiro problema de pesquisa foi: <italic>Quais as relações entre cultura escolar e prática pedagógica do professor de Matemática?</italic> Após a qualificação, por contribuição da banca, concluiu-se que a utilização da palavra <italic>relações</italic> na questão pressupunha que cultura escolar e prática pedagógica seriam elementos separados. Deste modo, definiu-se a pergunta de pesquisa: <italic>Como é a tessitura cultura-escolar-prática-pedagógica-do-professor-de-matemática?</italic>. O uso dos hifens, segundo Bovo, destacam a indissociabilidade de cultura escolar e práticas pedagógicas.</p>
      <p>Para abordar a questão de pesquisa, a tese foi organizada em três capítulos, apresentados na seguinte ordem: (1) <italic>Tecendo os primeiros fios</italic>, que traz considerações sobre "cultura escolar" e "práticas pedagógicas", sobre a metodologia de pesquisa usada no trabalho e o aporte teórico para a tese; (2) <italic>O que há na caixa preta?, </italic>que apresenta os participantes da pesquisa e os dados produzidos. Este capítulo foi dividido nas seguintes "Narrativas Temáticas": "Precarização do Trabalho Docente", "Geografia do Espaço Escolar", "Realização de Poder na Escola" e "Cartografando Resistências"; (3) <italic>Mais que uma proposta: um exercício de autonomia</italic>, no qual são tecidas as considerações finais acerca de "transformar a sociedade disciplinar em uma sociedade autônoma" (p. 173).</p>
      <p>Buscando abrir a <italic>caixa preta </italic>da escola, ou seja, acessar as práticas cotidianas silenciosas ocorridas nela, a pesquisadora, sob a perspectiva da <italic>Pesquisa Qualitativa</italic>, optou por fazer uma <italic>Investigação Narrativa</italic>. Esta metodologia pretende permitir a compreensão da experiência dos participantes da pesquisa por meio de histórias vividas e contadas.  Para tanto, foi organizado um Curso de Extensão Universitária intitulado <italic>Práticas educativas em Matemática e cotidiano escolar</italic>. As atividades realizadas com os professores participantes desse curso forneceram as informações para a produção dos dados. Bovo optou por trabalhar com <italic>Mapas Narrativos</italic>, que consiste em interpretar, a partir de desenhos feitos pelos entrevistados, os espaços vivenciados por eles. A pesquisadora entende a metodologia usada por ela como híbrida, pois combina <italic>Investigação Narrativa </italic>e<italic> Mapas Narrativos</italic>.</p>
      <p>Pesquisando <italic>O que há na caixa preta</italic>, Bovo apresenta indícios de como a escola funciona, quais as práticas corriqueiras, quais os acontecimentos silenciosos, quais as formas de pensar e fazer escolares, de que modo esta cultura escolar está relacionada à prática do professor de Matemática, questões que a pesquisadora considera relevantes para responder o problema de pesquisa. Para isso são apresentados, para cada "Narrativa Temática", excertos dos dados produzidos entremeados com comentários baseados na experiência e pensamentos da pesquisadora e à estas ponderações é dado o nome de "Pontos de Alinhavo". Ao final de cada "Narrativa Temática" a pesquisadora aprofunda e discute teoricamente as questões levantadas em um momento chamado de "Ponto de Arremate"<xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref>.</p>
      <p>Buscando subsídios teóricos para o trabalho, a partir de uma visão deleuze-foucaultiana, Bovo define <italic>prática</italic> como um conjunto de alternâncias de uma teoria a outra e a <italic>teoria</italic> como uma alternância de uma prática a outra (<xref ref-type="bibr" rid="B4">FOUCAULT, 1990</xref>). Nesta perspectiva, a pesquisadora entende que a ação do professor de Matemática deve ser olhada considerando o seu trabalho em sala de aula, seus pensamentos, suas ideias, suas opiniões e seus discursos.</p>
      <p>Em consonância com esta visão de teoria-prática, Bovo considera a definição de <italic>Cultura Escolar</italic> apresentada por (VIÑAO FRAGO, 2006):</p>
      <p>
         <disp-quote>
            <p>A cultura escolar /.../ estaria constituída por um conjunto de teorias, idéias, princípios, normas, pautas, rituais, inércias, hábitos e práticas [...] sedimentadas ao longo do tempo em forma de tradições, regularidades e regras de jogo não postas em dúvida e compartilhadas por seus atores e no seio das instituições educativas.</p>
         </disp-quote>
      </p>

      <p>Buscando entender <italic>experiência</italic>, Bovo encontra em <xref ref-type="bibr" rid="B5">Larrosa (2002</xref>) base para definir que "experiência é uma relação com algo que se experimenta, que se prova e requer um 'parar para pensar' um 'parar para refletir'. A experiência é aquilo que marca o sujeito, aquilo que o modifica, que o constitui" (BOVO, 2011, p.14; grifos da autora).</p>
      <p>Admitindo que a cultura é dinâmica e está sempre em movimento, a partir do hibridismo cultural de Peter <xref ref-type="bibr" rid="B2">Burke (2006</xref>), Bovo discute a primeira proposição: <italic>A cultura é um processo histórico, em constante construção, e não existe em seu "estado puro"</italic>. Sua segunda proposição, interligada à primeira, concebe, baseado em Homi <xref ref-type="bibr" rid="B1">Bhabha (2007</xref>), que: <italic>A produção da cultura ocorre no terceiro espaço.</italic> O conceito de <italic>terceiro espaço</italic> desloca a lógica binária eu/outro para uma região de fronteira, onde não se tem o <italic>eu</italic> ou o <italic>outro</italic> puros, mas híbridos.</p>
      <p>A partir da conjectura de que a cultura ocorre nos "entre lugares", no hibridismo, Bovo disserta a terceira proposição, <italic>A escola fabrica sujeitos</italic>. Na busca de compreender a interligação dessas três proposições, a pesquisadora recorre aos conceitos foucaultianos de <italic>disciplina</italic>, alcançada a partir de ações de <italic>vigilância e punição</italic>; <italic>relações de poder</italic> e pontua os aspectos <italic>positivos</italic> do poder que produz saberes e sua face <italic>negativa</italic> que exclui, reprime, recalca, censura, abstrai, mascara, esconde.</p>
      <p>Considerando os conceitos abordados acima, a pesquisadora traz à tona a quarta proposição: <italic>A escola é uma instituição criada em defesa da sociedade</italic>. Neste aspecto, a escola é o lugar no qual se modelam pessoas segundo o <italic>padrão</italic> de normalidade, e os que não se adaptam a este padrão, os <italic>anormais</italic>, são excluídos<italic>.</italic>
      </p>
      <p>A quarta proposição leva a pesquisadora a indicar, baseada em <xref ref-type="bibr" rid="B3">Deleuze (1997</xref>), sua quinta proposição: <italic>A escola é uma máquina de guerra do Estado</italic>. Para definir "máquina de guerra", Bovo usa conceitos como <italic>agenciamento, linhas de fuga, espaço liso, nomadismo.</italic>
      </p>
      <p>Utilizando-se do conceito de <italic>discurso</italic> de Foucault - que consiste em entender que todo discurso pretende estabelecer uma verdade, controlar comportamentos e dominar pessoas -, a pesquisadora discute a sexta proposição: <italic>O discurso institucional da escola produz efeitos de verdade em Educação, em particular, em Educação Matemática.</italic> 
      </p>
      <p>Com base no aporte teórico, Bovo traz as análises dos dados em dois momentos, nos "Pontos de Arremate", localizado ao final de cada "Narrativa temática", e em parte do capítulo <italic>Mais que uma proposta: um exercício de autonomia</italic>, também destinado às considerações finais.Para a "Narrativa Temática" da <italic>Precarização do trabalho docente</italic>, Bovo tece considerações sobre como a função cultural da escola está comprometida diante das condições econômicas e sociais. Para a pesquisadora, a precarização do trabalho docente é corroborada, segundo os dados produzidos, pela má formação matemática e pedagógica do professor; o fato dos professores substitutos trabalharem todas as disciplinas, tendo ele o papel de apenas <italic>tomar conta</italic> dos alunos e fazer com que o calendário escolar seja cumprido; a questão do baixo salário dos professores que os impede de investir em sua formação continuada; a carga excessiva de trabalho do professor; a rotatividades destes pelas escolas; os HTPC´s com caráter administrativo; a falta de infraestrutura, de recursos humanos e de materiais; o esvaziamento e desvalorização da profissão docente. Segundo Bovo esses fatores incidem na constituição da prática dos professores.</p>
      <p>Os dados da pesquisa também encaminharam a pesquisadora para os espaços que os professores querem habitar. Ela pode perceber, pelos <italic>mapas narrativos</italic>, que o jardim da escola, os espaços abertos e livres são alguns desses espaços. Segundo Bovo, esses espaços foram apontados pelos participantes por serem ambientes bonitos, agradáveis e de liberdade. Baseada em Deleuze e Guattari, (BOVO, 2011, p.141; grifos da autora) diz:</p>
      <p>
         <disp-quote>
            <p>Os professores-nômades querem ocupar o espaço livre, o aberto, o múltiplo, o fora, o liso, para caminharem quando quiserem. O ar do fora parece ser mais leve e puro. [...] o dentro é linear e pesado e, ao contrário do rizoma, segue o modelo árvore, no qual seus ocupantes têm um único caminho a seguir, porque nele não há multiplicidades, desejos, aberturas. Este é um local com ar rarefeito, de difícil sobrevivência.</p>
         </disp-quote>
      </p>

      <p>Outro ponto levantado por Bovo fala das relações de poder imersas no cotidiano e na cultura escolar. Para a pesquisadora fica claro que, diante do aparato de poder, os professores são subjetivados por vários motivos, são eles: os <italic>regimes de verdade</italic> impostos por testes pré-determinados pelo Estado; a definição de um <italic>currículo único</italic> imposto pelas apostilas que devem ser cumpridas; o <italic>bônus</italic> oferecido; <italic>o controle e vigilância</italic> aos professores; a <italic>disciplina</italic> exigida em toda escola; a <italic>obrigatoriedade</italic> do HTPC; o <italic>autoritarismo</italic> da direção e coordenação; os mecanismos de <italic>autovigilância</italic>.</p>
      <p>Entretanto, para Bovo, é possível perceber resistências a essas forças presentes na cultura escolar. A resistência à imposição pode ser vista no fato do professor usar materiais alternativos, de sua escolha, concomitantemente à apostila cobrada e o uso de abordagens, aos conteúdos, diferentes do proposto pelo material oficial. Entretanto, por questões de sobrevivência os professores não ignoram totalmente o que lhes é cobrado. </p>
      <p>Bovo conclui que, apesar da escola sofrer um "problema crônico", pode haver outra possibilidade. Segundo a pesquisadora "<italic>pensar a autonomia como uma possibilidade de enfrentar os problemas da Educação na atualidade. Trata-se de um modo de vida: um exercício diário e constante do cuidado de si.</italic>" (BOVO, 2011, p. 179)</p>
      <p>O <italic>cuidado de si</italic>, definido pela pesquisadora, que se baseia para isso em Foucault, é um exercício do poder sobre si próprio, sem se subjetivar a qualquer tipo de poderes, zelando por si e pelos outros, na prática da liberdade. Neste prisma, a pesquisadora acredita que um possível caminho é <italic>fazer aparecer na escola o funcionamento dos mecanismos de poder e de saber, para que o professor tenha a possibilidade de fazer suas escolhas pessoais e pedagógicas, </italic>de modo que o poder seja adequadamente exercido.</p>
      <p>Outro elemento importante do trabalho é o apontamento sobre a constituição da prática do professor que, seja ele de Matemática ou não, é composta não só de formação inicial e continuada, mas também pelas experiências por eles vivenciadas.</p>
      <p>A pesquisa também chama a atenção para a necessidade de o professor não adotar o conformismo como modo de lidar com as "forças" existentes na escola, e mostra possibilidades de resistência a essas "forças".</p>
      <p>Assim, ao abrir a caixa preta da escola, Bovo mostra, com riqueza de detalhes, o espaço escolar estriado, repleto de leis, regras, hierarquia, inspeções. O trabalho dá uma importante contribuição ao permitir a compreensão da problemática que permeia a educação, mostrando que a prática do professor não é constituída apenas de formação inicial e continuada, mas também das experiências vividas na escola. A pesquisa também mostra que há possibilidades de enfrentar os problemas do cotidiano escolar, fazendo, como bem diz a autora, <italic>"Um belo modo de viver a vida na escola: a vida como obra de arte!"</italic>.</p>
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               <publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
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               <publisher-loc>Madri</publisher-loc>
               <publisher-name>Morata</publisher-name>
               <year>2006</year>
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            <label>1</label>
            <p>"Ponto de Alinhavo" e "Ponto de Arremate" são expressões inspiradas no livro <italic>Manual de Tapeçaria,</italic> de Nilma Gonçalves Lacerda.</p>
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