<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article
  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.0 20120330//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.0/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="research-article" dtd-version="1.0" specific-use="sps-1.6" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
<front>
<journal-meta>
<journal-id journal-id-type="publisher-id">bolema</journal-id>
<journal-title-group>
<journal-title>Bolema: Boletim de Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Bolema</abbrev-journal-title>
</journal-title-group>
<issn pub-type="ppub">0103-636X</issn>
<issn pub-type="epub">1980-4415</issn>
<publisher>
<publisher-name>UNESP - Universidade Estadual Paulista, Pr&#xF3;-Reitoria de Pesquisa; Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id pub-id-type="publisher-id">00020</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1980-4415v30n56a17</article-id>
<article-categories>
<subj-group subj-group-type="heading">
<subject>Artigo</subject></subj-group></article-categories>
<title-group>
<article-title>Traduzindo Pensamento e Letramento Estat&#xED;stico em Atividades para Sala de Aula: constru&#xE7;&#xE3;o de um produto educacional</article-title>
<trans-title-group xml:lang="en">
<trans-title>Translating Thinking and Statistical Literacy Activities for the Classroom: building an educational product</trans-title></trans-title-group>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name><surname>Santana</surname><given-names>Mario de Souza</given-names></name>
<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>*</sup></xref>
<xref ref-type="corresp" rid="c1"/></contrib>
</contrib-group>
<aff id="aff1">
<label>*</label>
<institution content-type="normalized">Instituto Federal do Norte de Minas Gerais</institution>
<institution content-type="orgname">Instituto Federal do Norte de Minas Gerais</institution>
<addr-line>
<named-content content-type="city">Ara&#xE7;ua&#xED;</named-content>
<named-content content-type="state">Minas Gerais</named-content>
</addr-line>
<country country="BR">Brasil</country>
<institution content-type="original">Mestre em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Docente do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Ara&#xE7;ua&#xED;, Minas Gerais, Brasil</institution>
</aff>
<author-notes>
<corresp id="c1">Endere&#xE7;o para correspond&#xEA;ncia: Fazenda do Meio P&#xE9; da Serra, s/n, BR 367, km 278 (Estrada Ara&#xE7;ua&#xED;/Itaobim), Ara&#xE7;ua&#xED;/MG, CEP: 39600-000, Brasil. E-mail: <email>mario.santana@ifnmg.edu.br</email></corresp>
</author-notes>
<pub-date pub-type="epub-ppub">
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>30</volume>
<issue>56</issue>
<fpage>1165</fpage>
<lpage>1187</lpage>
<history>
<date date-type="received">
<month>04</month>
<year>2015</year></date>
<date date-type="accepted">
<month>01</month>
<year>2016</year></date>
</history>
<permissions>
<license xml:lang="en" license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses//by/4.0/">
<license-p>
This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.
</license-p>
</license></permissions>
<abstract>
<title>Resumo</title>
<p>O presente trabalho se prop&#xF5;e a apresentar a constru&#xE7;&#xE3;o de um produto educacional para o ensino e aprendizagem da Estat&#xED;stica discutindo os fundamentos te&#xF3;ricos que a embasaram. Al&#xE9;m disso, pretende mostrar apontamentos, que podem configurar-se em orienta&#xE7;&#xF5;es, a respeito da condu&#xE7;&#xE3;o das atividades por parte do docente visando a uma maior efic&#xE1;cia quando da utiliza&#xE7;&#xE3;o de tal proposta did&#xE1;tico-metodol&#xF3;gica. Tais apontamentos decorrem de levantamento bibliogr&#xE1;fico pr&#xE9;vio e das percep&#xE7;&#xF5;es que emergiram durante sua implementa&#xE7;&#xE3;o em uma turma de 3&#xBA; ano do Ensino M&#xE9;dio e posteriores an&#xE1;lises feitas nesse teste avaliativo, pesquisa de campo. Tamb&#xE9;m, como parte integrante dessa constru&#xE7;&#xE3;o, ser&#xE1; exemplificada sua aplica&#xE7;&#xE3;o por meio das atividades desenvolvidas junto aos estudantes. Todo esse processo se sustenta numa pesquisa de mestrado desenvolvida junto ao Programa de Mestrado Profissional em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica da Universidade Federal de Ouro Preto.</p>
</abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<title>Abstract</title>
<p>This study presents the construction of an educational product for teaching and learning of Statistics through discussion of the theoretical foundations that substantiate statistics. It also aims to show notes, which can set up guidelines regarding the conduction of activities by the teacher with a view to greater efficiency when using such didactic and methodological proposition. Such matters comes from a previous literature review and perceptions that emerged during its implementation in a High School Senior class (3rd year of high school) and further analysis that was made in this evaluation test, field research. As part of this construction, its application is exemplified by the activities with students. This entire process is based on a Master&#x27;s Degree research developed by the Professional Master&#x27;s Program in Mathematics Education at the Federal University of Ouro Preto.</p>
</trans-abstract>
<kwd-group xml:lang="pt">
<title>Palavras-chave:</title>
<kwd>Pensamento Estat&#xED;stico</kwd>
<kwd>Ciclo Investigativo</kwd>
<kwd>Letramento Estat&#xED;stico</kwd>
<kwd>Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica Cr&#xED;tica</kwd>
<kwd>Atividades Investigativas</kwd>
</kwd-group>
<kwd-group xml:lang="en">
<title>Keywords:</title>
<kwd>Statistical Thinking</kwd>
<kwd>Investigative Cycle</kwd>
<kwd>Statistical Literacy</kwd>
<kwd>Critical Mathematics Education</kwd>
<kwd>Investigative Activities</kwd>
</kwd-group>
<counts>
<fig-count count="1"/>
<table-count count="0"/>
<equation-count count="1"/>
<ref-count count="20"/>
<page-count count="23"/></counts></article-meta></front>
<body>
<sec sec-type="intro">
<title>1 Introdu&#xE7;&#xE3;o</title>
<p>N&#xE3;o &#xE9; incomum a Estat&#xED;stica ser ensinada (e &#x201C;aprendida&#x201D;) sob a &#xE9;gide de um paradigma tradicional no qual se privilegiam os procedimentos, t&#xE9;cnicas e algoritmos, fundamentados na repeti&#xE7;&#xE3;o e resolu&#xE7;&#xE3;o de uma s&#xE9;rie de exerc&#xED;cios padr&#xE3;o. Nesse cen&#xE1;rio, privilegiam-se os conte&#xFA;dos da Estat&#xED;stica Descritiva, ensinados atrav&#xE9;s da aplica&#xE7;&#xE3;o mec&#xE2;nica das f&#xF3;rmulas das medidas de posi&#xE7;&#xE3;o, dispers&#xE3;o, constru&#xE7;&#xE3;o de tabelas e gr&#xE1;ficos etc., a partir de dados secund&#xE1;rios, em geral fict&#xED;cios, simplesmente transcritos do livro did&#xE1;tico, que pouco t&#xEA;m a ver com a realidade sociocultural dos estudantes.</p>
<p>Nessa pr&#xE1;tica de ensino, &#xE1;rida e descontextualizada, t&#xE3;o comum quando se trata da Matem&#xE1;tica, indagamos acerca de certas caracter&#xED;sticas do conhecimento estat&#xED;stico, seu potencial no desenvolvimento de algumas compet&#xEA;ncias e sobre possibilidades did&#xE1;tico-metodol&#xF3;gicas que a Estat&#xED;stica pode abarcar. O pragmatismo presente desde a g&#xEA;nese de muitas das t&#xE9;cnicas desenvolvidas nesse campo, suas possibilidades de aplica&#xE7;&#xE3;o em &#xE1;reas e contextos diversos, seu tipo especial de racioc&#xED;nio, diferente do matem&#xE1;tico, seus usos para subsidiar tomadas de decis&#xE3;o no campo das pol&#xED;ticas econ&#xF4;micas e sociais, por exemplo, s&#xE3;o algumas das raz&#xF5;es que podem conferir ao ensino da Estat&#xED;stica tornar-se um campo f&#xE9;rtil para a implementa&#xE7;&#xE3;o de muitas das ideias defendidas por educadores.</p>
<p>A interdisciplinaridade, a contextualiza&#xE7;&#xE3;o, a utiliza&#xE7;&#xE3;o de tend&#xEA;ncias metodol&#xF3;gicas como as Atividades Investigativas, a Resolu&#xE7;&#xE3;o de Problemas, a Modelagem Matem&#xE1;tica, os Cen&#xE1;rios para Investiga&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o ideias que, a nosso ver, s&#xE3;o convergentes com um ensino de Estat&#xED;stica que pode considerar assim a natureza dessa ci&#xEA;ncia. <xref ref-type="bibr" rid="B14">Lopes (2013</xref>, p. 905) afirma que: &#x201C;Para ensinar estat&#xED;stica, n&#xE3;o &#xE9; suficiente entender a teoria matem&#xE1;tica e os procedimentos estat&#xED;sticos; &#xE9; preciso fornecer ilustra&#xE7;&#xF5;es reais aos estudantes e saber como us&#xE1;-las para envolver os alunos no desenvolvimento de seu ju&#xED;zo cr&#xED;tico&#x201D;.</p>
<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B3">Batanero (2006)</xref>, a inser&#xE7;&#xE3;o dos conte&#xFA;dos Estat&#xED;stica e Probabilidade nos curr&#xED;culos de Matem&#xE1;tica na Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica se justificam pela &#x201C;utilidade na vida di&#xE1;ria, seu papel instrumental em outras disciplinas, a necessidade de um conhecimento estoc&#xE1;stico b&#xE1;sico em muitas profiss&#xF5;es e o importante papel da Estat&#xED;stica no desenvolvimento de um pensamento cr&#xED;tico&#x201D; (p. 63).</p>
<p>Em face dessas considera&#xE7;&#xF5;es, nossas pretens&#xF5;es estavam relacionadas &#xE0; elabora&#xE7;&#xE3;o e implanta&#xE7;&#xE3;o de uma proposta did&#xE1;tica alternativa para o processo de ensino e aprendizagem de Estat&#xED;stica que levasse em conta:</p>
<list list-type="order">
<list-item><p>a riqueza e diversidade de suas aplica&#xE7;&#xF5;es pr&#xE1;ticas em diversas &#xE1;reas do conhecimento, bem como no pr&#xF3;prio m&#xE9;todo cient&#xED;fico, considerando-a como um saber imensamente &#xFA;til para nossa sociedade;</p></list-item>
<list-item><p>o fato de que h&#xE1; um longo caminho a ser percorrido pelos dados at&#xE9; se chegar &#xE0;s suas representa&#xE7;&#xF5;es e ao c&#xE1;lculo de medidas descritivas, e como deles se podem tirar conclus&#xF5;es, ou seja, todo o processo de investiga&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica;</p></list-item>
<list-item><p>a necessidade de uma postura cr&#xED;tica frente &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es que fazem uso da linguagem estat&#xED;stica dada &#xE0; intensidade com que aparecem na m&#xED;dia e considerando que existe a possibilidade de se produzirem armadilhas com dados estat&#xED;sticos e que pode haver erros metodol&#xF3;gicos.</p></list-item>
</list>
<p>Nossa incurs&#xE3;o pela literatura pertinente nos levou &#xE0; concep&#xE7;&#xE3;o de <italic>ciclo investigativo</italic> PPDAC (Problema, Plan, Datos, An&#xE1;lisis, Conclusiones) adaptado por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Wild e Pfannkuch (1999)</xref>, que faz parte de uma estrutura proposta por esses autores para o pensamento estat&#xED;stico envolvido nas investiga&#xE7;&#xF5;es emp&#xED;ricas, que mostrou-se coerente com aquilo que pens&#xE1;vamos a respeito da aprendizagem estat&#xED;stica podendo, ent&#xE3;o, atender anseios expressados nas ideias 1 e 2 anteriormente citadas.</p>
<p>Faltava ainda considerar o potencial da Estat&#xED;stica no desenvolvimento do pensamento cr&#xED;tico, que veio a ser traduzido em uma postura cr&#xED;tica diante do uso do conhecimento estat&#xED;stico na sociedade e sua veicula&#xE7;&#xE3;o na m&#xED;dia. Ao investigarmos a quest&#xE3;o da postura cr&#xED;tica frente &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas, acabamos por incorporar uma estrutura maior, de letramento estat&#xED;stico, no qual tal postura cr&#xED;tica faz parte de seus elementos.</p>
<p>No presente artigo nos propomos ent&#xE3;o a descrever nossa proposta did&#xE1;tico-metodol&#xF3;gica, enfocando os fundamentos te&#xF3;ricos que sustentam sua constitui&#xE7;&#xE3;o e exemplificando-a atrav&#xE9;s das produ&#xE7;&#xF5;es dos estudantes envolvidos em sua implementa&#xE7;&#xE3;o fornecendo, assim, subs&#xED;dios para professores de Matem&#xE1;tica da Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica que tenham interesse em sua utiliza&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>As atividades elaboradas foram realizadas em uma escola da rede p&#xFA;blica estadual de Minas Gerais. Fizemos uma interven&#xE7;&#xE3;o nas aulas de Matem&#xE1;tica de uma turma de 3&#xBA; ano do Ensino M&#xE9;dio. No que concerne aos aspectos da condu&#xE7;&#xE3;o das atividades por parte do professor-pesquisador os referenciais te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicos dizem respeito &#xE0; media&#xE7;&#xE3;o e &#xE0; intera&#xE7;&#xE3;o nas rela&#xE7;&#xF5;es professor-estudantes-conte&#xFA;dos. Elementos da Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica Cr&#xED;tica estiveram presentes, como o conceito (e as possibilidades de sua operacionaliza&#xE7;&#xE3;o) de di&#xE1;logo, conforme proposto por <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alr&#xF8; e Skovsmose (2006)</xref>, e tamb&#xE9;m a concep&#xE7;&#xE3;o de atividades cooperativas de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Garfield (1993)</xref>.</p>
<p>Assim, esses aportes nos proveram elementos te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicos para uma vis&#xE3;o de processo de ensino e aprendizagem subsidiando um foco cr&#xED;tico-reflexivo nas estrat&#xE9;gias utilizadas na condu&#xE7;&#xE3;o do processo.</p>
<p>Destarte, o produto educacional que aqui ser&#xE1; discutido, desenvolvido junto ao Programa de Mestrado Profissional em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica da Universidade Federal de Ouro Preto, teve como motiva&#xE7;&#xF5;es iniciais inquieta&#xE7;&#xF5;es e questionamentos oriundos de nossa pr&#xE1;tica docente a partir dos quais se recorreu &#xE0; literatura acad&#xEA;mica para sua constitui&#xE7;&#xE3;o. Com bases em pesquisas e constructos te&#xF3;ricos pertinentes foi constru&#xED;da uma proposta did&#xE1;tica para o processo de ensino e aprendizagem da estat&#xED;stica no Ensino M&#xE9;dio que por sua vez foi implementada, testada e avaliada na pr&#xE1;tica cotidiana de uma escola p&#xFA;blica, em uma turma de 3&#xBA; ano deste n&#xED;vel de ensino. Novamente remontamos &#xE0; academia, &#xE0; luz dos referenciais te&#xF3;ricos adotadas, para avaliar todo o processo.</p>
</sec>
<sec>
<title>2 Referencial te&#xF3;rico</title>
<p>Estudos, como <xref ref-type="bibr" rid="B19">Souza (2002)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B11">Lopes (1998)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Lopes (2003)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B16">Mendon&#xE7;a (2008)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B4">Biajone (2010)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B6">Campos (2007)</xref>, t&#xEA;m apontado para formas alternativas de abordagem ao ensino que mant&#xE9;m &#xEA;nfase excessiva nos aspectos computacionais e na memoriza&#xE7;&#xE3;o de algoritmos e f&#xF3;rmulas, limitados ao tratamento de &#x201C;dados&#x201D; sem significa&#xE7;&#xE3;o e sem um contexto subjacente. Seja qual for a estrat&#xE9;gia de ensino adotada e o n&#xED;vel de ensino em que foram implementadas, s&#xE3;o propostas atividades de cunho investigativo em que a contextualiza&#xE7;&#xE3;o fomenta a aprendizagem dos conceitos. Assim, a partir da realiza&#xE7;&#xE3;o de investiga&#xE7;&#xF5;es &#x2013; que partem de uma problem&#xE1;tica e percorre todo o processo de planejamento, obten&#xE7;&#xE3;o e an&#xE1;lise de dados indo &#xE0;s conclus&#xF5;es e divulga&#xE7;&#xE3;o de resultados &#x2013;, os conte&#xFA;dos estat&#xED;sticos v&#xE3;o sendo apresentados &#xE0; medida que sua necessidade surja. Defendem-se, desse modo, sequ&#xEA;ncias de atividades que coloquem o estudante numa posi&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xE3;o, de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas, de tomada de decis&#xF5;es e de autonomia, ao longo de toda a investiga&#xE7;&#xE3;o. Almeja-se, nesse contexto, desenvolver compet&#xEA;ncias estat&#xED;sticas e o pensamento cr&#xED;tico.</p>
<p>Tendo isso em mente, desenvolvemos a fundamenta&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rica de nossa proposta norteada pela ideia de proporcionar o envolvimento dos estudantes em uma investiga&#xE7;&#xE3;o emp&#xED;rica de car&#xE1;ter estat&#xED;stico, conduzida com um enfoque cr&#xED;tico-reflexivo, com vistas a que os estudantes apreendessem conceitos estat&#xED;sticos relevantes e desenvolvessem, tamb&#xE9;m, uma postura mais reflexiva frente &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas t&#xE3;o comumente veiculadas na m&#xED;dia, aprendendo atrav&#xE9;s do fazer, isso &#xE9;, produzindo estat&#xED;sticas. Dessa maneira, procurou-se levar o aprendiz &#xE0; viv&#xEA;ncia de uma pr&#xE1;tica (de pesquisa estat&#xED;stica) percebendo suas dificuldades, limita&#xE7;&#xF5;es, mas tamb&#xE9;m destacando sua import&#xE2;ncia e buscando valorizar seus resultados, quando bem feitas, tendo em vista os objetivos estabelecidos.</p>
<p>Apresentamos nas pr&#xF3;ximas se&#xE7;&#xF5;es as concep&#xE7;&#xF5;es de letramento e de pensamento estat&#xED;stico adotadas e como elas se enla&#xE7;am e se manifestam na constru&#xE7;&#xE3;o de nossa proposta.</p>
<sec>
<title>2.1 Letramento estat&#xED;stico</title>
<p>A concep&#xE7;&#xE3;o de letramento estat&#xED;stico que foi adotada em nosso estudo &#xE9; a de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Gal (2002)</xref>. Seu modelo aborda capacidades necess&#xE1;rias a um adulto para que possa posicionar-se de maneira mais conscienciosa em face do alude de informa&#xE7;&#xF5;es a que estamos expostos sendo consumidores cr&#xED;ticos e utilizadores da informa&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica.</p>
<p>O autor concebe o letramento estat&#xED;stico referindo-se a dois componentes inter-relacionados. O primeiro relativo &#xE0; capacidade das pessoas para interpretar e avaliar criticamente a informa&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica, os argumentos relacionados aos dados ou a fen&#xF4;menos estoc&#xE1;sticos, encontrados em diversos contextos. O outro, concernente &#xE0; capacidade de discutir ou comunicar, quando pertinente, rea&#xE7;&#xF5;es &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas, tais como sua compreens&#xE3;o do significado da informa&#xE7;&#xE3;o, suas opini&#xF5;es sobre as repercuss&#xF5;es dessa informa&#xE7;&#xE3;o ou suas considera&#xE7;&#xF5;es com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; aceita&#xE7;&#xE3;o das conclus&#xF5;es fornecidas.</p>
<p>Pressup&#xF5;e-se, nesse modelo, a ativa&#xE7;&#xE3;o conjunta de cinco bases de conhecimentos inter-relacionadas, quais sejam: habilidades gerais de letramento, conhecimento estat&#xED;stico, conhecimento matem&#xE1;tico, conhecimento do contexto e questionamentos cr&#xED;ticos. Al&#xE9;m disso, se baseia tamb&#xE9;m na presen&#xE7;a de uma postura cr&#xED;tica apoiada em cren&#xE7;as e atitudes.</p>
<p>O conhecimento estat&#xED;stico considerado necess&#xE1;rio est&#xE1; fundamentado em cinco partes: 1- saber por que os dados s&#xE3;o necess&#xE1;rios e como podem ser produzidos; 2-familiaridade com conceitos e ideias b&#xE1;sicas relacionadas &#xE0; estat&#xED;stica descritiva; 3-familiaridade com conceitos b&#xE1;sicos e ideias relacionadas a representa&#xE7;&#xF5;es gr&#xE1;ficas e tabulares; 4- compreens&#xE3;o de no&#xE7;&#xF5;es b&#xE1;sicas de probabilidade; 5- saber como conclus&#xF5;es ou infer&#xEA;ncias estat&#xED;sticas s&#xE3;o obtidas.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B8">Gal (2002)</xref> trata, contudo, do letramento esperado de pessoas, adultos que j&#xE1; passaram pela escola, em contexto de leitura, que estariam, portanto, na condi&#xE7;&#xE3;o de consumidores de informa&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas. Estabelecidas, ent&#xE3;o, as bases de conhecimento, cren&#xE7;as e atitudes que fundamentam o comportamento dos cidad&#xE3;os estatisticamente letrados, que possam ser consumidores cr&#xED;ticos, o desafio que se coloca &#xE9; como desenvolv&#xEA;-las nos estudantes. S&#xE3;o necess&#xE1;rias, portanto, estrat&#xE9;gias did&#xE1;tico-pedag&#xF3;gicas para a sala de aula que contribuam para esse desenvolvimento.</p>
<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B10">Gomes (2010)</xref>, a que se considerar as concep&#xE7;&#xF5;es de letramento no ambiente escolar, pois:</p>
<disp-quote>
<p>No contexto escolar, esses eventos e pr&#xE1;ticas se tornam objetos de ensino e aprendizagem submetidos a uma organiza&#xE7;&#xE3;o sistem&#xE1;tica, mediante processo de sele&#xE7;&#xE3;o de acordo com crit&#xE9;rios pedag&#xF3;gicos, de contextos e atividades a desenvolver e a avaliar, visando alcan&#xE7;ar um objetivo primordial: criar oportunidades de aprendizagem para o aluno. Ocorre, assim, a pedagogiza&#xE7;&#xE3;o do letramento, ou seja, um processo no qual pr&#xE1;ticas sociais de letramento se tornam sequ&#xEA;ncias did&#xE1;ticas, pr&#xE1;ticas de letramento a ensinar, posteriormente, ensinadas, e, finalmente, adquiridas (<xref ref-type="bibr" rid="B10">GOMES, 2010</xref>, p. 55).</p>
</disp-quote>
<p>Watson (2006), citado por <xref ref-type="bibr" rid="B1">Almeida (2010)</xref>, faz eco a essas considera&#xE7;&#xF5;es, pois prop&#xF5;e, com base no modelo de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Gal (2002)</xref>, a &#x201C;pedagogiza&#xE7;&#xE3;o do letramento&#x201D; ao sugerir premissas do letramento estat&#xED;stico na escola. A primeira delas, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B1">Almeida (2010)</xref>, refere-se &#xE0; inser&#xE7;&#xE3;o dos conte&#xFA;dos estat&#xED;sticos no curr&#xED;culo de Matem&#xE1;tica; a segunda, considera que o letramento estat&#xED;stico pode ser constru&#xED;do juntamente com o desenvolvimento do pensamento estat&#xED;stico, pensamento cr&#xED;tico, entendimento do contexto e motiva&#xE7;&#xE3;o dos estudantes &#xE0; tomada de decis&#xE3;o; a terceira, por sua vez, traz a responsabilidade do professor no planejamento da aprendizagem dos estudantes e a quarta premissa diz respeito &#xE0;s tarefas e atividades necess&#xE1;rias a constru&#xE7;&#xE3;o do entendimento dos conceitos estat&#xED;sticos com rela&#xE7;&#xE3;o a metas e objetivos propostos.</p>
<p>Dessa forma, operacionalizar elementos do modelo de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Gal (2002)</xref> em sala de aula requer um vivenciar de toda a l&#xF3;gica das investiga&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas, com um enfoque cr&#xED;tico-reflexivo. Entendemos, assim, que &#x201C;para letrar estatisticamente o aluno, precisamos tamb&#xE9;m desenvolver o <italic>pensamento estat&#xED;stico</italic>, de maneira que o aluno reflita, de forma cr&#xED;tica, sobre todas as fases da pesquisa&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B7">CAZORLA; SANTANA, 2010</xref>, p. 13). <xref ref-type="bibr" rid="B12">Lopes (2004)</xref> refor&#xE7;a essa ideia, pois afirma que a aquisi&#xE7;&#xE3;o de habilidades relativas ao letramento estat&#xED;stico requer o desenvolvimento do pensamento estat&#xED;stico que, segundo a autora, permite que a pessoa seja capaz de utilizar ideias estat&#xED;sticas e atribuir um significado &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica.</p>
</sec>
<sec>
<title>2.2 Pensamento estat&#xED;stico</title>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B20">Wild e Pfannkuch (1999)</xref> prop&#xF5;em uma estrutura para o pensamento estat&#xED;stico na qual a primeira dimens&#xE3;o se configurar&#xE1; o arcabou&#xE7;o metodol&#xF3;gico das atividades que constru&#xED;mos, conforme trataremos em seguida. Ela se refere a uma adapta&#xE7;&#xE3;o do modelo PPDAC (Problem, Plan, Data, Analysis, Conclusions) de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Mackay e Oldford (1994)</xref> e se relaciona com a forma como uma pessoa atua e o que pensa durante o curso de uma investiga&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica (<italic>vide</italic> <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>). Essa dimens&#xE3;o evidencia a import&#xE2;ncia da formula&#xE7;&#xE3;o do problema, inserido em um dado contexto, e do planejamento do sistema de medi&#xE7;&#xE3;o, plano amostral etc., etapas iniciais do modelo. Al&#xE9;m disso, o conhecimento obtido e as necessidades identificadas dentro do ciclo podem originar novos ciclos investigativos.</p>
<fig id="f1">
<label>Figura 1</label>
<caption><title>Esquema representando o <italic>ciclo investigativo</italic></title></caption>
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-30-56-1165-gf01.jpg"/>
<attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B20">Wild e Pfannkuch (1999)</xref></attrib>
</fig>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B17">Silva (2007)</xref> entende que esse modelo, em se tratando do uso did&#xE1;tico, objetiva que o estudante sinta necessidade de resolver um problema, o que poder&#xE1; garantir seu envolvimento. Dessa forma, o problema deixaria de ser resolvido apenas porque o professor o pede, pois o estudante estando envolvido passaria a desejar a solu&#xE7;&#xE3;o e buscaria ferramentas necess&#xE1;rias para isso. Concordamos em grande medida com essa afirma&#xE7;&#xE3;o, j&#xE1; que o compromisso e o envolvimento com o problema s&#xE3;o condi&#xE7;&#xF5;es importantes para que o pensamento estat&#xED;stico se desenvolva (<xref ref-type="bibr" rid="B20">WILD; PFANNKUCH, 1999)</xref>.</p>
<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B20">Wild e Pfannkuch (1999)</xref>, a mat&#xE9;ria-prima com que trabalha o pensamento estat&#xED;stico envolve o conhecimento estat&#xED;stico, do contexto e a informa&#xE7;&#xE3;o oriunda dos dados. O pensamento em si &#xE9; a s&#xED;ntese desses elementos para produzir implica&#xE7;&#xF5;es, ideias e conjecturas. As etapas iniciais do ciclo s&#xE3;o conduzidas quase que completamente pelo conhecimento do contexto. O conhecimento estat&#xED;stico, por sua vez, contribui mais &#xE0; medida que o pensamento se materializa e que se estabelece um di&#xE1;logo constante nas esferas do contexto e da Estat&#xED;stica por meio do processo PPDAC. Da&#xED; a necessidade de contextualiza&#xE7;&#xE3;o das atividades ao se trabalhar com o <italic>ciclo</italic>.</p>
<p>Conclu&#xED;mos que um conjunto de atividades norteadas por este <italic>ciclo</italic> garante que os estudantes se envolvam em um processo de investiga&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica, do problema &#xE0;s conclus&#xF5;es, contextualizado, em que os conceitos v&#xE3;o sendo estudados &#xE0; medida que se avan&#xE7;a nas etapas do modelo PPDAC, sendo que o contexto investigado motiva as escolhas.</p>
<p>Dessa forma, encontramos nessa estrat&#xE9;gia uma metodologia did&#xE1;tico-pedag&#xF3;gica adequada &#xE0; apreens&#xE3;o dos conte&#xFA;dos e ao desenvolvimento do letramento estat&#xED;stico, sustentada pela problematiza&#xE7;&#xE3;o e contextualiza&#xE7;&#xE3;o e conduzida com base no di&#xE1;logo e coopera&#xE7;&#xE3;o entre os participantes.</p>
<p>Propomos, ent&#xE3;o, uma abordagem reflexiva, contextualizada, onde os conceitos emergem do car&#xE1;ter investigativo das atividades, surgem &#xE0; medida que se estuda determinado tema escolhido pelos estudantes, aplicando-se as t&#xE9;cnicas estat&#xED;sticas. Desse modo, situa&#xE7;&#xF5;es reais motivam e justificam o ensino desse conte&#xFA;do no Ensino M&#xE9;dio.</p>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>3 Procedimentos metodol&#xF3;gicos</title>
<p>Antes de passarmos &#xE0; descri&#xE7;&#xE3;o e an&#xE1;lise da proposta constru&#xED;da, trataremos dos procedimentos metodol&#xF3;gicos utilizados em seu teste avaliativo. As atividades foram desenvolvidas em uma escola pertence &#xE0; Rede Estadual de ensino que est&#xE1; localizada na cidade de Carlos Chagas, Minas Gerais. Realizamos uma interven&#xE7;&#xE3;o nas aulas de Matem&#xE1;tica de uma turma de 3&#xBA; ano do Ensino M&#xE9;dio, j&#xE1; que esse n&#xED;vel de ensino era nosso alvo, no ano letivo de 2010. Antes, por&#xE9;m, realizamos um projeto piloto em outra turma dessa mesma escola. Dessa forma, utilizamo-nos dos hor&#xE1;rios regulares, com o apoio e colabora&#xE7;&#xE3;o do professor que nos cedeu as aulas, sendo essa parceria um ponto crucial para consecu&#xE7;&#xE3;o das atividades de campo. Al&#xE9;m disso, tal fato possibilitou que a nossa proposta fosse realizada em um contexto mais fiel &#xE0; rotina escolar.</p>
<p>A din&#xE2;mica na sala de aula consistiu da realiza&#xE7;&#xE3;o de atividades em grupos de 3 ou 4 estudantes nas quais eram colocadas quest&#xF5;es a serem investigadas por eles sempre mediados pelo professor-pesquisador. Nesse sentido, era atribu&#xED;da aos estudantes certa autonomia de fazer suas escolhas, mas sempre buscando justific&#xE1;-las. Em geral, ao final eram elaborados relat&#xF3;rios escritos sobre suas conclus&#xF5;es e, algumas vezes, socializados e discutidos com toda a turma. Os encontros eram sempre gravados em &#xE1;udio, alguns tamb&#xE9;m em v&#xED;deo.</p>
<p>Desse modo, nos pautamos na utiliza&#xE7;&#xE3;o de atividades investigativas em grupo, elabora&#xE7;&#xE3;o de relat&#xF3;rios visando ao exerc&#xED;cio da comunica&#xE7;&#xE3;o (estat&#xED;stica) escrita, debates sobre as escolhas feitas nas fases da investiga&#xE7;&#xE3;o com o prop&#xF3;sito de exercitar a argumenta&#xE7;&#xE3;o e refletir sobre as possibilidades de uso do conhecimento estat&#xED;stico, tomadas de decis&#xE3;o, uso de planilha eletr&#xF4;nica (BrOffice Calc), pesquisa extraclasse, entre outras estrat&#xE9;gias para sala de aula conforme apontam nossos referenciais.</p>
<p>Consonante com o objetivo proposto neste artigo, passaremos &#xE0; apresenta&#xE7;&#xE3;o das ideias que fundamentaram nossas escolhas no que concerne &#xE0; postura do professor na condu&#xE7;&#xE3;o das atividades e tamb&#xE9;m dos estudantes. Em seguida, procederemos &#xE0; descri&#xE7;&#xE3;o das atividades e apresenta&#xE7;&#xE3;o de algumas produ&#xE7;&#xF5;es dos estudantes.</p>
</sec>
<sec>
<title>4 Condu&#xE7;&#xE3;o das atividades</title>
<p>Enfocaremos tr&#xEA;s aspectos em seguida: comunica&#xE7;&#xE3;o, intera&#xE7;&#xE3;o e avalia&#xE7;&#xE3;o. Neles, mais do que embasamento te&#xF3;rico para a condu&#xE7;&#xE3;o de nossas atividades, encontramos uma ressignifica&#xE7;&#xE3;o do nosso papel em sala de aula, da nossa vis&#xE3;o enquanto educador. Percebemos, no lidar com os estudantes, o quanto tais aspectos contribu&#xED;ram para a efic&#xE1;cia da proposta e o quanto ainda precis&#xE1;vamos aprimor&#xE1;-los revendo posturas tradicionais t&#xE3;o arraigadas em nossa pr&#xE1;tica.</p>
<sec>
<title>4.1 Comunica&#xE7;&#xE3;o e aprendizagem</title>
<p>A Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica Cr&#xED;tica (EMC), proposta por Ole Skovsmose, vem desempenhar um importante papel ao se pensar metodologias alternativas ao padr&#xE3;o tradicional no ensino da Matem&#xE1;tica, uma vez que implica a quebra de paradigmas tradicionais; dirige certo olhar para a aprendizagem e prop&#xF5;e novos paradigmas.</p>
<p>No modelo de ensino tradicional apresentado por <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alr&#xF8; e Skovsmose (2006)</xref>, as aulas de Matem&#xE1;tica costumam seguir certo padr&#xE3;o. Primeiro, asseveram os autores, o professor apresenta algumas ideias e t&#xE9;cnicas matem&#xE1;ticas, geralmente em conformidade com um livro-texto. Em seguida, os alunos fazem alguns exerc&#xED;cios pela aplica&#xE7;&#xE3;o direta das t&#xE9;cnicas apresentadas. Na sequ&#xEA;ncia, o professor confere as respostas e uma parte essencial do trabalho de casa &#xE9; resolver exerc&#xED;cios do livro.</p>
<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B18">Skovsmose (2007)</xref>, o ensino tradicional da Matem&#xE1;tica sustenta que todas as compet&#xEA;ncias matem&#xE1;ticas do n&#xED;vel escolar t&#xEA;m que ser desenvolvidas (ou constru&#xED;das) a partir de um conjunto de exerc&#xED;cios preestabelecidos. A esse aspecto <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alr&#xF8; e Skovsmose (2006)</xref> se referem como o <italic>paradigma do exerc&#xED;cio</italic>. Defendem, ainda, que esse paradigma tem grande influ&#xEA;ncia na Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica no que concerne &#xE0; organiza&#xE7;&#xE3;o das aulas, aos padr&#xF5;es de comunica&#xE7;&#xE3;o entre professor e estudantes, bem como ao papel que a Matem&#xE1;tica desempenha na sociedade.</p>
<p>Configura-se nesse cen&#xE1;rio um padr&#xE3;o de comunica&#xE7;&#xE3;o definido por <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alr&#xF8; e Skovsmose (2006)</xref> como comunica&#xE7;&#xE3;o &#x201C;sanduichada&#x201D;: O professor faz uma pergunta, o estudante responde, e o professor avalia a resposta. Constitui-se, tamb&#xE9;m, um absolutismo burocr&#xE1;tico, que estabelece em termos absolutos o que &#xE9; certo e o que &#xE9; errado sem, no entanto, explicitar os crit&#xE9;rios que orientam tais decis&#xF5;es. Assim, todo o processo vai sendo, em geral, conduzido em termos de &#x201C;ordens&#x201D; e prescri&#xE7;&#xF5;es.</p>
<p>Na perspectiva da EMC a aprendizagem deve se basear na intera&#xE7;&#xE3;o e no di&#xE1;logo. Isso ir&#xE1; implicar que a rela&#xE7;&#xE3;o entre professor e estudantes e entre estudante e estudante dever&#xE1; se dar com base no di&#xE1;logo e na coopera&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alr&#xF8; e Skovsmose (2006)</xref>, o di&#xE1;logo se caracteriza por realizar uma investiga&#xE7;&#xE3;o, correr riscos e promover a igualdade. Em oposi&#xE7;&#xE3;o ao <italic>paradigma do exerc&#xED;cio</italic> s&#xE3;o propostos os <italic>cen&#xE1;rios para investiga&#xE7;&#xE3;o</italic>. Cen&#xE1;rios que podem, assim, substituir exerc&#xED;cios. Os alunos podem formular quest&#xF5;es e planejar linhas de investiga&#xE7;&#xE3;o de forma diversificada. Eles podem participar do processo de investiga&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>&#xC9; poss&#xED;vel realizar uma investiga&#xE7;&#xE3;o nos mais diversos assuntos, com o prop&#xF3;sito de obter conhecimento. Dessa forma, privilegiar o di&#xE1;logo significa prestigiar certo tipo de investiga&#xE7;&#xE3;o, e esse tipo de investiga&#xE7;&#xE3;o tem muito a ver com os participantes, atrav&#xE9;s de seus pensamentos e sentimentos, entendimentos e pressupostos a respeito das coisas, das ideias e das possibilidades. No di&#xE1;logo, &#xE9; importante explorar as perspectivas dos participantes como fontes de investiga&#xE7;&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B2">ALR&#xD8;; SKOVSMOSE, 2006</xref>, p. 125).</p>
<p>Para um professor participar de um di&#xE1;logo em sala de aula, ele n&#xE3;o pode ter respostas prontas para problemas conhecidos, deve ter curiosidade a respeito do que os alunos fariam e estar disposto a reconsiderar seus entendimentos e pressupostos (<xref ref-type="bibr" rid="B2">ALR&#xD8;; SKOVSMOSE, 2006</xref>).</p>
<p>Nesse contexto, igualdade se refere &#xE0; ideia de que discuss&#xF5;es, afirma&#xE7;&#xF5;es e boas raz&#xF5;es n&#xE3;o t&#xEA;m um poder especial apenas por serem estabelecidos por algu&#xE9;m que est&#xE1; numa posi&#xE7;&#xE3;o mais &#x201C;poderosa&#x201D;. Isto &#xE9;, qualquer discuss&#xE3;o ou afirma&#xE7;&#xE3;o pode obter for&#xE7;a apenas a partir de seu pr&#xF3;prio conte&#xFA;do e n&#xE3;o a partir das pessoas (ou posi&#xE7;&#xF5;es) que a apresentem.</p>
<p>&#xC9; preciso, assim sendo, uma mudan&#xE7;a de postura do professor diante dos estudantes, da Matem&#xE1;tica (da Estat&#xED;stica em particular) e do seu ensino. Aprimorando a forma de comunica&#xE7;&#xE3;o e intera&#xE7;&#xE3;o torna-se poss&#xED;vel proporcionar uma melhor aprendizagem.</p>
</sec>
<sec>
<title>4.2 Atividades cooperativas: a intera&#xE7;&#xE3;o</title>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B9">Garfield (1993)</xref> apresenta importantes ideias para a operacionaliza&#xE7;&#xE3;o de investiga&#xE7;&#xF5;es em sala de aula convergentes com as ideias defendidas por Ole Skovsmose e que tentamos nos apropriar. A autora sugere o uso de atividades de aprendizagem cooperativa em grupos como uma forma de se promover uma aprendizagem ativa, na qual os estudantes s&#xE3;o capazes de construir conhecimento, complementando ou mesmo substituindo aulas tradicionais.</p>
<p>A autora observa que nesse tipo de atividade o papel do professor muda, passando de &#x201C;fonte de informa&#xE7;&#xE3;o&#x201D; para &#x201C;facilitador da aprendizagem&#x201D;. Ele se torna um assessor no curso da aprendizagem do estudante.</p>
<p>Como forma de explicitar essa afirma&#xE7;&#xE3;o, <xref ref-type="bibr" rid="B9">Garfield (1993)</xref> sustenta que nas atividades em grupo cooperativo, ao observar os estudantes enquanto trabalham em seus grupos, o professor pode perceb&#xEA;-los expressarem sua compreens&#xE3;o do que aprenderam fornecendo-lhe informa&#xE7;&#xF5;es para uma avalia&#xE7;&#xE3;o de como os alunos est&#xE3;o aprendendo as ideias e conceitos.</p>
<p>Relat&#xF3;rios escritos sobre as atividades do grupo tamb&#xE9;m podem ser usados para avaliar a capacidade dos alunos em resolver um problema particular, aplicar uma habilidade, demonstrar compreens&#xE3;o de um conceito importante, ou usar as habilidades de racioc&#xED;nio.</p>
<p>Um modo de usar grupos cooperativos no ensino de Estat&#xED;stica, de acordo com a autora, &#xE9; desenvolver atividades que envolvam os grupos em um grande projeto de coleta, an&#xE1;lise e interpreta&#xE7;&#xE3;o dos dados. Os grupos podem se reunir na sala de aula ou fora dela para trabalharem nesses projetos, e podem apresentar os resultados em um relat&#xF3;rio escrito e / ou em apresenta&#xE7;&#xE3;o oral em sala de aula.</p>
<p>Trabalhar em conjunto com colegas estimula a compara&#xE7;&#xE3;o de diferentes solu&#xE7;&#xF5;es para problemas estat&#xED;sticos e das estrat&#xE9;gias de resolu&#xE7;&#xE3;o de problemas e as formas de entender problemas particulares (<xref ref-type="bibr" rid="B9">GARFIELD, 1993</xref>). Isso permite que os estudantes aprendam em primeira m&#xE3;o que n&#xE3;o h&#xE1; apenas uma maneira correta de resolver a maioria dos problemas estat&#xED;sticos. Al&#xE9;m disso, essa pr&#xE1;tica tamb&#xE9;m deve proporcionar aos alunos oportunidades de expressar verbalmente seu entendimento acerca daquilo que aprenderam.</p>
<p>&#xC9; importante, todavia, ressaltar que nem toda atividade em grupo constituir&#xE1; necessariamente uma aprendizagem cooperativa. De acordo com Johnson et al. (1991), citados por <xref ref-type="bibr" rid="B9">Garfield (1993)</xref>, ela n&#xE3;o acontece se os alunos sentam-se lado a lado na mesma mesa para conversar uns com os outros, mas fazendo seus trabalhos individualmente, numa situa&#xE7;&#xE3;o em que aqueles que terminam primeiro s&#xE3;o instru&#xED;dos a ajudar os alunos mais lentos; ou ainda quando a um grupo &#xE9; solicitado um relat&#xF3;rio e somente um estudante faz todo o trabalho do grupo e os demais apenas colocam seus nomes nele.</p>
</sec>
<sec>
<title>4.3 Sobre a avalia&#xE7;&#xE3;o</title>
<p>Professor e estudantes devem estar cientes que os problemas estat&#xED;sticos podem ser resolvidos de formas diferentes, bem como que podem aprender uns com os outros por meio da compara&#xE7;&#xE3;o das diferentes formas de pensamentos que surgirem.</p>
<p>Imbu&#xED;do dessa ideia, al&#xE9;m de atribuir devida relev&#xE2;ncia &#xE0; comunica&#xE7;&#xE3;o e &#xE0; intera&#xE7;&#xE3;o, o professor deve ter em mente, tamb&#xE9;m, que &#xE9; necess&#xE1;rio avaliar continuamente, esclarecendo j&#xE1; de antem&#xE3;o os crit&#xE9;rios que ser&#xE3;o utilizados para esse fim. &#xC9; necess&#xE1;rio, dessa forma, definir a priori crit&#xE9;rios de avalia&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Mesmo sob a motiva&#xE7;&#xE3;o de estarem trabalhando em algo de seu interesse, poder&#xE1; haver grupos que n&#xE3;o se empenhar&#xE3;o; ou estudantes, individualmente, que n&#xE3;o se envolver&#xE3;o no processo, a despeito de que muitas vezes cobram do professor atividades diferentes das tradicionais (<xref ref-type="bibr" rid="B5">BIAJONE; CARVALHO, 2005</xref>).</p>
<p>Desse modo, para garantir a integridade do projeto &#xE9; importante estabelecer crit&#xE9;rios de avalia&#xE7;&#xE3;o que poder&#xE3;o consistir na quantifica&#xE7;&#xE3;o das tarefas individuais &#x2013; relatadas em um di&#xE1;rio denominado <italic>&#x201C;Tarefas do aluno&#x201D;</italic> (esse se configurando tamb&#xE9;m um instrumento de coleta de informa&#xE7;&#xF5;es para a pesquisa) &#x2013; e do grupo, ambas realizadas em aula a aula, que na verdade ser&#xE3;o as atividades necess&#xE1;rias para a realiza&#xE7;&#xE3;o das v&#xE1;rias fases do <italic>ciclo investigativo</italic>.</p>
<p>Defendemos a import&#xE2;ncia (e a possibilidade) da avalia&#xE7;&#xE3;o continuada no decurso das atividades. N&#xE3;o devemos ficar restritos aos exames escritos objetivos, mas avaliar no dia a dia da sala de aula mediante atividades espec&#xED;ficas que evidenciem o desenvolvimento de capacidades (<xref ref-type="bibr" rid="B6">CAMPOS, 2007</xref>). Isso pode ser feito mediante discuss&#xF5;es e debates sobre as interpreta&#xE7;&#xF5;es e an&#xE1;lises mais adequadas a cada fase do ciclo, como tamb&#xE9;m atrav&#xE9;s de relat&#xF3;rios escritos feito a partir das discuss&#xF5;es do grupo etc., conforme afirmamos no par&#xE1;grafo anterior.</p>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>5 Descri&#xE7;&#xE3;o das atividades</title>
<p>Apresentamos agora o planejamento do <italic>ciclo investigativo</italic> mostrando as etapas utilizadas para implementar tal estrat&#xE9;gia.</p>
<p>A partir do entrela&#xE7;amento te&#xF3;rico entre os aspectos do conhecimento estat&#xED;stico do modelo de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Gal (2002)</xref> e as fases do <italic>ciclo investigativo</italic> de <xref ref-type="bibr" rid="B20">Wild e Pfankuch (1999)</xref> planejamos as atividades, que come&#xE7;am com a escolha de temas para o estudo e estabelecimento de seus objetivos, indo &#xE0;s conclus&#xF5;es, divulga&#xE7;&#xE3;o dos resultados &#xE0; comunidade escolar e avalia&#xE7;&#xE3;o da credibilidade das estat&#xED;sticas produzidas.</p>
<p>Assim, definido(s) o(s) tema(s) e estabelecida uma quest&#xE3;o relevante a ser investigada, o passo seguinte concentra-se no planejamento, discutindo, entre outras coisas, se o levantamento ser&#xE1; feito a partir de um censo ou de uma amostra, bem como o tipo de amostragem que ser&#xE1; empregado, m&#xE9;todo de coleta etc. Coletados os dados, estes dever&#xE3;o ser tabulados e analisados, estudando-se aspectos descritivos e/ou calculando-se estimativas &#x2013; as estat&#xED;sticas. Finalmente, s&#xE3;o realizadas as an&#xE1;lises, discuss&#xF5;es e tomada de decis&#xE3;o, enfim, as infer&#xEA;ncias.</p>
<p>Sistematicamente, eis a sequ&#xEA;ncia das atividades, apresentada passo a passo, seguindo a l&#xF3;gica das fases do <italic>ciclo investigativo</italic>. Ao mesmo tempo mostramos como foi feito no teste avaliativo.</p>
<sec>
<title>1- Problematiza&#xE7;&#xE3;o:</title>
<p><italic>1&#xB0;) divis&#xE3;o da turma em grupos e escolha dos temas;</italic></p>
<p><italic>2&#xB0;) busca por maiores informa&#xE7;&#xF5;es sobre o tema para estud&#xE1;-las/discuti-las e estabelecer os objetivos (ou quest&#xF5;es problema) do estudo</italic>.</p>
<p>Nessa fase o ponto de partida foi uma apresenta&#xE7;&#xE3;o com o prop&#xF3;sito principal de agu&#xE7;ar a curiosidade dos estudantes acerca da Estat&#xED;stica, buscando assim proporcionar um ambiente mais motivador para a aprendizagem. Destacamos a relev&#xE2;ncia das pesquisas estat&#xED;sticas e discutimos sua veicula&#xE7;&#xE3;o pela m&#xED;dia. Essa apresenta&#xE7;&#xE3;o inicial propiciou que os estudantes reconhecessem a relev&#xE2;ncia (objetiva) do conte&#xFA;do (Estat&#xED;stica) que seria estudado. Mostraram-se curiosos com rela&#xE7;&#xE3;o aos temas discutidos enquanto, enfileirados nas carteiras, ouviam com grande aten&#xE7;&#xE3;o nossa fala. Algumas vezes faziam algumas interven&#xE7;&#xF5;es levantando questionamentos.</p>
<p>Por fim foi apresentada a proposta de trabalho &#x2013; como um convite &#xE0; realiza&#xE7;&#xE3;o de uma investiga&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica, &#xE0; semelhan&#xE7;a do que &#xE9; feito em uma pesquisa de inten&#xE7;&#xE3;o de votos &#x2013; com o intuito de: aprender com a pr&#xE1;tica; vivenciar a l&#xF3;gica das investiga&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas, isso &#xE9;, como s&#xE3;o conduzidas e desenvolvidas de modo que se possam apreender os conceitos estat&#xED;sticos &#x2013; mat&#xE9;ria do curr&#xED;culo &#x2013; e compreender o processo de gera&#xE7;&#xE3;o das informa&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas. Passamos, ent&#xE3;o, &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o dos grupos e &#xE0; escolha dos temas para o estudo que os estudantes fariam. Ficou a cargo deles a organiza&#xE7;&#xE3;o dos grupos no sentido da escolha dos parceiros, por&#xE9;m condicionados a um n&#xFA;mero de 3 ou 4 integrantes.</p>
<p>Para iniciar o ciclo investigativo procuramos dar voz ativa aos estudantes permitindo que sugerissem e escolhessem os temas a serem investigados a fim de que se garantisse maior valor subjetivo para o trabalho e que assim ficassem mais motivados a investig&#xE1;-los, mais por interesse do que por imposi&#xE7;&#xE3;o. Todavia, para estimul&#xE1;-los, come&#xE7;amos mostrando algumas possibilidades e dando exemplos de quest&#xF5;es que poderiam ser pesquisadas dentro dos temas exemplificados. O intuito era incentivar que deles surgissem outras ideias. Viol&#xEA;ncia, drogas, acessibilidade, <italic>bullying</italic>, corrup&#xE7;&#xE3;o, consumismo foram temas sugeridos por eles. Na aula seguinte entregamos um caderno, que denominamos portf&#xF3;lio de atividades, para cada grupo avisando que sempre que fosse solicitado deveriam ali registrar os relat&#xF3;rios das atividades realizadas.</p>
<p>A partir da&#xED; foi solicitado que cada grupo definisse um objetivo, um t&#xF3;pico subordinado ao tema que tivessem interesse em conhecer mais a fundo, que poderia ser expresso como uma pergunta.</p>
</sec>
<sec>
<title>2- Planejamento:</title>
<p><italic>3&#xB0;) Definir a popula&#xE7;&#xE3;o-alvo para o estudo.</italic></p>
<p>Foi pedida, em sequ&#xEA;ncia, a escolha da popula&#xE7;&#xE3;o-alvo do estudo &#x2013; <italic>Qual seria o p&#xFA;blico alvo a ser pesquisado no estudo?</italic> &#x2013; dando in&#xED;cio, assim, &#xE0; fase de planejamento do ciclo investigativo.</p>
<p><italic>Aqui o professor define o conceito de popula&#xE7;&#xE3;o a partir do contexto da investiga&#xE7;&#xE3;o.</italic></p>
<p>As respostas colocadas pelos grupos foram discutidas posteriormente, confrontadas e aprimoradas em discuss&#xE3;o com toda a classe a fim de se escolher a que fosse mais adequada &#x2013; tanto o objetivo como a popula&#xE7;&#xE3;o-alvo. Para essa &#xFA;ltima, mais que isso, discutiu-se se estava perfeitamente definida, ou seja, se se tinha uma caracter&#xED;stica que determinava o conjunto de elementos que seria essa popula&#xE7;&#xE3;o. Enfim, definimos nesse momento o conceito de popula&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica.</p>
<p>A partir desse momento passaremos a enfocar aquilo que foi produzido por dois dos grupos, o primeiro com o tema consumismo e o segundo com o tema internet.</p>
<p>Para o tema internet o resultado foi o seguinte:</p>
<sec>
<title>Objetivo:</title>
<p><italic>Qual o perfil do jovem internauta estudante de Ensino Fundamental e m&#xE9;dio?</italic></p>
</sec>
<sec>
<title>Popula&#xE7;&#xE3;o-alvo:</title>
<p><italic>Estudantes de uma escola de Ensino Fundamental e de uma escola de Ensino M&#xE9;dio.</italic></p>
<p>Para o tema consumismo chegou-se ao seguinte resultado:</p>
</sec>
<sec>
<title>Objetivo:</title>
<p><italic>Quais aspectos do consumismo se manifestam em pessoas de 12 a 26 anos do munic&#xED;pio de Carlos Chagas?</italic></p>
</sec>
<sec>
<title>Popula&#xE7;&#xE3;o-alvo:</title>
<p><italic>Cidad&#xE3;os do munic&#xED;pio de Carlos Chagas da faixa et&#xE1;ria de 12 a 26 anos</italic></p>
<p>Enquanto os estudantes que investigavam o tema internet preferiram limitar o estudo pesquisando apenas na pr&#xF3;pria escola e em outra bem pr&#xF3;xima, os grupos, especialmente o grupo 1, que pesquisavam consumismo defenderam incisivamente um p&#xFA;blico mais abrangente.</p>
<p><italic>4&#xB0;) Censo x amostragem.</italic></p>
<p>Foi utilizada, nesse momento, a seguinte problematiza&#xE7;&#xE3;o: <italic>Considerando-se a suposi&#xE7;&#xE3;o de que o grupo faz parte da diretoria de um Instituto de Pesquisa ao qual esse estudo foi encomendado, discutir a conveni&#xEA;ncia de se fazer essa investiga&#xE7;&#xE3;o atrav&#xE9;s de um censo ou de uma amostragem apontando poss&#xED;veis vantagens e desvantagens de cada um nesse trabalho.</italic> (Para essa atividade o professor e os estudantes dever&#xE3;o estudar/discutir as vantagens e desvantagens do censo e da amostragem previamente).</p>
<p>Essa atividade foi resolvida atrav&#xE9;s da discuss&#xE3;o em grupo e o resultado expresso por escrito em um relat&#xF3;rio contendo a solu&#xE7;&#xE3;o. A partir do contexto os estudantes estabeleceram poss&#xED;veis vantagens para um estudo por amostragem e, desse modo, fizeram uma escolha e adquiriram uma no&#xE7;&#xE3;o com base em um contexto. Al&#xE9;m disso, come&#xE7;aram a dar ind&#xED;cios de percep&#xE7;&#xE3;o da necessidade de inferir a partir de amostras de uma popula&#xE7;&#xE3;o:</p>
<disp-quote>
<p><bold><italic>Grupo1:</italic></bold> <italic>Uma amostra para esse tipo de pesquisa &#xE9; mais vi&#xE1;vel, pois a popula&#xE7;&#xE3;o geral &#xE9; muito extensa, ent&#xE3;o realizaremos uma amostra com uma pequena parte dessa popula&#xE7;&#xE3;o que tamb&#xE9;m vai nos render um bom resultado, com uma pequena margem de erros.</italic></p>
<p><bold><italic>Grupo3:</italic></bold> <italic>Fazer o censo demoraria mais tempo, traria mais trabalho, poderia apresentar erros [se referindo ao menor controle nos procedimentos de campo], teria que ter mais pessoas, gastaria mais materiais</italic> (Caderno Tarefas do aluno, 2010).</p>
</disp-quote>
<p><italic>5&#xB0;)</italic> Uma vez decidido que as investiga&#xE7;&#xF5;es se dariam por meio de amostragem, passamos &#xE0; elabora&#xE7;&#xE3;o dos planos amostrais. A din&#xE2;mica para essa fase do trabalho consistiu, primeiramente, em estudo de textos sobre algumas t&#xE9;cnicas de amostragem para, em seguida, os estudantes apontarem a t&#xE9;cnica mais vi&#xE1;vel &#xE0; investiga&#xE7;&#xE3;o proposta e apresentar para a turma. O problema colocado foi o seguinte: <italic>definida a amostragem como o melhor caminho, de que modo ent&#xE3;o selecionar aleatoriamente a amostra para nosso estudo? Caso o grupo perceba que as t&#xE9;cnicas de amostragem probabil&#xED;sticas n&#xE3;o s&#xE3;o convenientes, justificar o porqu&#xEA; e propor uma alternativa, isso &#xE9;, uma amostragem n&#xE3;o probabil&#xED;stica</italic>.</p>
<p>Durante a apresenta&#xE7;&#xE3;o dos planos amostrais &#xED;amos fazendo alguns questionamentos aos estudantes &#x2013; que se mostraram bastante t&#xED;midos, devido &#xE0;s filmagens. As quest&#xF5;es que coloc&#xE1;vamos contribu&#xED;ram um pouco para que ficassem mais &#xE0; vontade ao mesmo tempo em que refletiam sobre as escolhas feitas. Por exemplo, questionamos: foi poss&#xED;vel (ou vi&#xE1;vel) elaborar uma amostra probabil&#xED;stica para essa popula&#xE7;&#xE3;o? Qual tipo de amostragem? Como proceder a sele&#xE7;&#xE3;o dos elementos nessa amostragem? Se a amostragem escolhida era a Estratificada, questionamos: quais estratos? Porque esses estratos? Quantos elementos nos estratos? Como selecion&#xE1;-los? Se era por conglomerados: Quais os conglomerados? Como sorte&#xE1;-los? Quantos? Se era Aleat&#xF3;ria Simples: Como enumerar todos os elementos da popula&#xE7;&#xE3;o de 1 a N? Como sortear os n elementos da amostra? No caso da amostragem sistem&#xE1;tica, questionamos, por exemplo: quantas amostras diferentes seriam poss&#xED;veis?</p>
<p>Vejamos as conclus&#xF5;es dos grupos em an&#xE1;lise:</p>
<disp-quote>
<p><bold><italic>Grupo1:</italic></bold> <italic>Nenhuma das amostras probabil&#xED;sticas, por que &#xE9; necess&#xE1;rio que haja uma aglomera&#xE7;&#xE3;o de jovens em determinado local e determinada hora, para que seja realizada uma sele&#xE7;&#xE3;o aleat&#xF3;ria entre os jovens de tal aglomera&#xE7;&#xE3;o.</italic></p>
<p><italic>Usaremos Amostra n&#xE3;o probabil&#xED;stica</italic></p>
<p><italic>Amostragem acidental: &#xE9; a amostragem na qual n&#xE3;o se tem sele&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via dos elementos a serem entrevistados. A escolha &#xE9; feita ao acaso (acidentalmente).</italic></p>
<p><italic>Essa amostra nos beneficiar&#xE1; por n&#xE3;o ter que realizar uma sele&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via dos elementos entrevistados, ocorrendo a escolha aleat&#xF3;ria dos elementos em uma aglomera&#xE7;&#xE3;o de pessoas.</italic></p>
<p><bold><italic>Grupo3:</italic></bold> <italic>Amostragem Sistem&#xE1;tica</italic></p>
<p><italic>N=1000:150&#x224D;6,6 / 7</italic></p>
<p><italic>Primeiro pega-se o n&#xFA;mero total de alunos das duas escolas (N=1000) e deseja-se extrair uma amostra n=150 [valor tomado como base para o c&#xE1;lculo]. Divide-se os n&#xFA;meros e o total, que no exemplo [o resultado] &#xE9; 7. Assim se o n&#xFA;mero 3 for o primeiro a ser sorteado entre os 7 primeiros a amostra fica determinada da seguinte forma (3, 10, 17, 24)</italic> (Caderno Tarefas do aluno, 2010).</p>
</disp-quote>
<p><italic>6&#xB0;)</italic> Em seguida passamos &#xE0; elabora&#xE7;&#xE3;o dos question&#xE1;rios cabendo ao professor-pesquisador apresentar e discutir as vari&#xE1;veis estat&#xED;sticas e aos estudantes elaborar o question&#xE1;rio propondo quest&#xF5;es, levando em considera&#xE7;&#xE3;o vari&#xE1;veis quantitativas e qualitativas.</p>
<p>Mais uma vez em discuss&#xE3;o com a turma, refletimos sobre as perguntas que propuseram para o question&#xE1;rio, analisando a pertin&#xEA;ncia de cada uma ao objetivo que ficou estabelecido para os temas e, assim, com base naquilo que os estudantes sugeriram/opinaram organizamos as perguntas, chegando &#xE0;s vers&#xF5;es finais dos question&#xE1;rios a serem utilizados.</p>
<p>Evitamos impor aos estudantes qualquer vis&#xE3;o de um question&#xE1;rio mais adequado para aquelas investiga&#xE7;&#xF5;es, optando por tentar faz&#xEA;-los perceber isso, pois o maior interesse era o processo de elabora&#xE7;&#xE3;o e n&#xE3;o o produto final. Al&#xE9;m disso, por acreditar que poss&#xED;veis falhas no question&#xE1;rio, se identificadas por eles, proporcionariam reflex&#xF5;es acerca da necessidade de que este deva ser bem elaborado em um estudo.</p>
<p><italic>7&#xB0;)</italic> Obtidos os question&#xE1;rios colocamos em debate quest&#xF5;es relativas aos procedimentos de campo nesse tipo de pesquisa, como a import&#xE2;ncia de se treinar adequadamente os entrevistadores e supervisionar os trabalhos; falamos sobre cuidados iniciais e abordagem do informante, conquista da confian&#xE7;a, desenvolvimento da entrevista, encerramento da entrevista, etc.</p>
<p>Isso foi importante tamb&#xE9;m porque entrevistas seriam feitas por eles fora da escola, segundo ficou decidido.</p>
<disp-quote>
<p><bold><italic>Pesquisador:</italic></bold> <italic>Ent&#xE3;o vamos come&#xE7;ar pela entrevista. Por qu&#xEA;? A princ&#xED;pio a pessoa que voc&#xEA;s v&#xE3;o entrevistar n&#xE3;o tem nada a ganhar com aquilo ali. Pelo menos a princ&#xED;pio n&#xE3;o tem nada a ganhar com isso. Ent&#xE3;o o que poderia levar a pessoa conceder a entrevista?</italic> <bold><italic>Alguns alunos:</italic></bold> <italic>Dar um agrado a ela.</italic> <bold><italic>[risos] Pesquisador</italic></bold><italic>: O or&#xE7;amento n&#xE3;o permitiria. Isso aumentaria o custo da pesquisa. [V&#xE1;rios alunos conversando ao mesmo tempo.]</italic></p>
<p><bold><italic>J&#xFA;lio</italic></bold><italic>: Eu falaria do meu trabalho.</italic> <bold><italic>Pesquisador</italic></bold><italic>: Sim, por que a pessoa pode conceder a entrevista se achar que &#xE9; relevante o seu conte&#xFA;do. A pessoa pode achar que aquele assunto que voc&#xEA; est&#xE1; entrevistando &#xE9; importante. &#xC9; um motivo para ela conceder a entrevista. Muito bem. O que mais? Quais outras motiva&#xE7;&#xF5;es a pessoa poderia ter para conceder a entrevista? No momento em que voc&#xEA;s ser&#xE3;o os entrevistadores.</italic></p>
<p><italic>Uma das razoes &#xE9; a pessoa entender, como voc&#xEA;s disseram, a relev&#xE2;ncia da pesquisa.</italic> <bold><italic>J&#xFA;lio</italic></bold><italic>: Eu acho que o mais importante &#xE9; fazer a pessoa acreditar.</italic> <bold><italic>Pesquisador</italic></bold><italic>: Esse pode ser um ponto chave. Em um daqueles v&#xED;deos que n&#xF3;s vimos mostrava um entrevistador tentando abordar as pessoas nas ruas e elas se esquivavam.</italic> <bold><italic>J&#xFA;lio</italic></bold><italic>: Isso n&#xE3;o iria acontecer aqui em Carlos Chagas. As coisas s&#xE3;o mais calmas aqui. Se a gente explicar que &#xE9; um trabalho de escola&#x2026;</italic> <bold><italic>Joel</italic></bold><italic>: Todo mundo conhece todo mundo!</italic> (Arquivo das grava&#xE7;&#xF5;es em &#xE1;udio/v&#xED;deo, 2010).</p>
</disp-quote>
<p>Debater as possibilidades de erros n&#xE3;o amostrais possibilitou que os estudantes mobilizassem questionamentos cr&#xED;ticos e reconhecessem a chance de maior controle sobre estes ao se usar a amostragem.</p>
</sec>
</sec>
<sec>
<title>3- Dados:</title>
<p><italic>8&#xB0;)</italic> Os estudantes com o tema internet realizaram as entrevistas dos indiv&#xED;duos sorteados na amostragem na pr&#xF3;pria escola, nos tr&#xEA;s turnos (escola de Ensino M&#xE9;dio), e em outra que fica bem pr&#xF3;xima &#xE0; primeira (escola de Ensino Fundamental). J&#xE1; os grupos de tema consumismo as fizeram em diversos locais da cidade, em pontos e hor&#xE1;rios estrat&#xE9;gicos, como nas pra&#xE7;as, em frente a escolas, durante o desfile de 7 de setembro, entre outros.</p>
<p>Foi um total de 90 entrevistas feitas pelos estudantes do tema Internet e 111 pelos do tema Consumismo ao longo de pouco mais de uma semana. Paralelamente &#xE0; realiza&#xE7;&#xE3;o das entrevistas come&#xE7;amos os trabalhos de tabula&#xE7;&#xE3;o dos dados (<italic>9&#xB0;</italic>) inserindo-os (na planilha eletr&#xF4;nica <italic>Calc</italic>) &#xE0; medida que os estudantes iam realizando-as. Os grupos foram divididos em duplas a fim de agilizar o trabalho uma vez que cada dupla poderia lan&#xE7;ar metade deles.</p>
<p>Percebemos nesse momento um envolvimento muito grande de todos os alunos nessa tarefa. Na aula do 3&#xBA; hor&#xE1;rio algumas duplas se estenderam ficando o intervalo do recreio fazendo a atividade. Em outro encontro, j&#xE1; no 5&#xBA; hor&#xE1;rio, alguns a princ&#xED;pio, n&#xE3;o se deram conta que o hor&#xE1;rio havia acabado permanecendo minutos ap&#xF3;s a aula.</p>
</sec>
<sec>
<title>4- An&#xE1;lises:</title>
<p><italic>10&#xB0;)</italic> Nessa fase a atividade ficou assim enunciada: <italic>Utilizando os recursos da planilha eletr&#xF4;nica, construir tabelas, tabelas de dupla entrada e respectivos gr&#xE1;ficos e o c&#xE1;lculo de medidas descritivas, especialmente a m&#xE9;dia, para vari&#xE1;veis quantitativas</italic>.</p>
<p>Para auxiliar os estudantes nessa tarefa elaboramos um pequeno manual com algumas dicas, para consulta. O que pode ser feito? Como fazer? A primeira parte do manual continha ideias sobre o tipo de representa&#xE7;&#xE3;o a que conduz um tipo de vari&#xE1;vel &#x2013; as tabelas de frequ&#xEA;ncia, os gr&#xE1;ficos e as an&#xE1;lises descritivas etc. A segunda parte apresentava algumas dicas de como criar essas representa&#xE7;&#xF5;es na planilha que est&#xE1;vamos utilizando. Fizemos para esse fim um resumo com os principais t&#xF3;picos necess&#xE1;rios ao desenvolvimento das atividades, constru&#xE7;&#xE3;o de tabelas din&#xE2;micas, inser&#xE7;&#xE3;o de gr&#xE1;ficos etc.</p>
<p>Tivemos alguma dificuldade para instruir os estudantes a prestarem aten&#xE7;&#xE3;o no tipo de vari&#xE1;vel que estavam representando, pois a preocupa&#xE7;&#xE3;o maior era com os comandos da planilha a fim de construir tais representa&#xE7;&#xF5;es. Todavia, na aula em que se deu o &#xFA;ltimo encontro no laborat&#xF3;rio de inform&#xE1;tica, nos dispusemos a atender os grupos que sentiram a necessidade de mais tempo para concluir essa atividade, dando plant&#xE3;o em outro turno. O hor&#xE1;rio foi sugerido por eles sendo preciso, assim, atend&#xEA;-los no vespertino e noturno.</p>
<p>Esse atendimento extraturno foi um momento especial em que pudemos refletir com os estudantes o fato de que n&#xE3;o ter sido poss&#xED;vel primeiro analisar o tipo de vari&#xE1;vel que estavam representando para, a seguir, escolher o tipo de representa&#xE7;&#xE3;o mais adequada e as medidas descritivas. Fizemos, ainda, as primeiras interpreta&#xE7;&#xF5;es desses dados com questionamentos que podem ser resumidos na pergunta: Voc&#xEA; tem aqui essa vari&#xE1;vel resumida na tabela e/ou representada nesse gr&#xE1;fico, o que tais representa&#xE7;&#xF5;es indicam a cerca da popula&#xE7;&#xE3;o investigada tendo em vista o objetivo da investiga&#xE7;&#xE3;o? Demos &#xEA;nfase &#xE0;s tabelas com vari&#xE1;veis cruzadas, por exemplo: A finalidade de uso da internet difere entre homens e mulheres? As prefer&#xEA;ncias de consumo diferem de acordo com a escolaridade? Entre outras.</p>
<p><italic>11&#xB0;)</italic> Novamente em sala de aula, os estudantes, em grupos, interpretaram as representa&#xE7;&#xF5;es e/ou medidas por eles feitas.</p>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>5- Conclus&#xF5;es:</title>
<p><italic>(12&#xB0;</italic>) Mas, e a margem de erro? Qual sua origem? Como determin&#xE1;-la? Esses questionamentos deram in&#xED;cio a esta fase do trabalho. Falamos novamente do processo de infer&#xEA;ncia estat&#xED;stica &#x2013; Popula&#xE7;&#xE3;o (par&#xE2;metros) &#x21D2; T&#xE9;cnicas de Amostragem aleat&#xF3;ria &#x21D2; Amostra (estimativas) &#x21D2; Infer&#xEA;ncia (estima&#xE7;&#xE3;o) &#x21D2; Popula&#xE7;&#xE3;o &#x2013; e mostramos o c&#xE1;lculo do erro amostral para propor&#xE7;&#xF5;es utilizando os dados da investiga&#xE7;&#xE3;o. Dessa maneira, mais uma vez contextualizamos os conceitos, utilizando-nos, nesse caso, de duas das tabelas produzidas pelos grupos, uma de cada tema.</p>
<p>Em seguida cada estudante recebeu uma folha de atividades para calcularem o erro para outras categorias da mesma tabela. Depois calcularam a margem de erro supondo outros tamanhos de amostras &#x2013; 400 e 1000 &#x2013; com a finalidade de discutir com os colegas de grupo, a partir dos resultados obtidos, a influ&#xEA;ncia do tamanho da amostra. Al&#xE9;m disso, calcularam, ainda, a margem de erro com diferentes &#xCD;ndices de Confian&#xE7;a, 95% e 99%.</p>
<p>Reproduzimos a atividade feita por uma estudante do grupo 1, transcrita do di&#xE1;rio &#x201C;portf&#xF3;lio de atividades&#x201D;, donde ela conclui ap&#xF3;s efetuar os c&#xE1;lculos:</p>
<disp-quote>
<p><bold><italic>Joana:</italic></bold> <italic>A propor&#xE7;&#xE3;o de jovens de Carlos Chagas que prefere aparelhos eletr&#xF4;nicos &#xE9; de 9% a 21% [15%</italic>&#xB1;<italic>6%], com confian&#xE7;a de 95%.</italic></p>
<p><italic>Com confian&#xE7;a de 95%, a propor&#xE7;&#xE3;o de jovens de Carlos Chagas que preferem alimentos &#xE9; de 1% a 9%.</italic></p>
<disp-formula id="eq1">
<graphic xlink:href="1980-4415-bolema-30-56-1165-eq01.jpg"/>
</disp-formula>
</disp-quote>
<p>A seguir apresentamos o c&#xE1;lculo feito por um estudante do grupo 3, no qual ele compara a margem de erro para diferentes tamanhos amostrais e para diferentes &#xCD;ndices de Confian&#xE7;a e conclui com os colegas de grupo:</p>
<disp-quote>
<p><italic>Relato que, com o I.C. em 95%, quanto maior a popula&#xE7;&#xE3;o entrevistada menor a margem de erro. No entanto, quando se aumenta o I.C. para 99% a margem de erro aumenta, ainda que o &#xED;ndice de confian&#xE7;a seja maior</italic> (Caderno Tarefas do aluno, 2010).</p>
</disp-quote>
<p>Para que os estudantes tivessem uma vis&#xE3;o global da investiga&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica realizada, contribuindo para que soubessem por que os dados s&#xE3;o necess&#xE1;rios e como podem ser produzidos, solicitamos aos grupos <italic>(13&#xB0;)</italic> elaborar um relat&#xF3;rio estat&#xED;stico considerando: <italic>quest&#xE3;o investigada (objetivo); popula&#xE7;&#xE3;o-alvo; tamanho e sele&#xE7;&#xE3;o da amostra; vari&#xE1;veis; instrumento de coleta de dados; as perguntas na &#xED;ntegra; data e local da coleta; apresenta&#xE7;&#xE3;o e representa&#xE7;&#xE3;o dos dados; &#xED;ndice e intervalo de confian&#xE7;a.</italic></p>
<p>Segue transcri&#xE7;&#xE3;o dos relat&#xF3;rios elaborados pelos grupos 1 e 3.</p>
<disp-quote>
<p><bold><italic>Grupo1:</italic></bold><italic>Nosso objetivo era descobrir aspectos de consumismo entre os jovens de 12 a 26 anos da cidade de Carlos Chagas. Foi realizada uma pesquisa [amostragem] n&#xE3;o probabil&#xED;stica, a amostragem acidental (&#xE9; a amostragem na qual n&#xE3;o se tem sele&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via dos elementos a serem entrevistados. A escolha &#xE9; feita ao acaso (acidentalmente)). Foram entrevistados 111 elementos. Continha na pesquisa as vari&#xE1;veis: sexo, idade, estado civil, trabalha (sim/n&#xE3;o), moradia, escolaridade, gastos com dinheiro extra, quantos aparelhos celulares, frequ&#xEA;ncia a festas e restaurantes, necessidade de uma roupa da moda para ir a uma festa. A pesquisa [as entrevistas] foi realizada entre os dias 14 e 22 de setembro, nos seguintes locais: Pra&#xE7;a Get&#xFA;lio Vargas, Escola Estadual Geraldo de Souza Norte, Rodovi&#xE1;ria e Pra&#xE7;a Castelo Branco. Realizada em locais com maior fluxo de jovens</italic> (Caderno Tarefas do aluno, 2010).</p>
</disp-quote>
<p>A esse texto o grupo acrescentou todos os gr&#xE1;ficos e tabelas constru&#xED;dos acrescidos de interpreta&#xE7;&#xF5;es. Outros grupos acrescentaram, ainda, as perguntas do question&#xE1;rio.</p>
<disp-quote>
<p><bold><italic>Grupo 3</italic></bold><italic>: O nosso objetivo foi verificar o grau de acessibilidade &#xE0; internet entre jovens. Nossa popula&#xE7;&#xE3;o-alvo (fonte de pesquisa) foram alguns alunos do Ensino M&#xE9;dio da Escola Estadual Geraldo de Souza Norte e alunos do Ensino Fundamental da Escola Estadual de Ensino Fundamental. O tipo de amostra escolhida foi a Sistem&#xE1;tica, onde os alunos foram escolhidos de acordo com a listagem dada pelo professor, com a lista em m&#xE3;os escolhemos de 6 em 6 de acordo com o resultado da amostra Sistem&#xE1;tica. Foram consultadas 90 pessoas. Das quais 47 do sexo feminino e 43 do sexo masculino com variedades de idade de 11 a 34 anos, com vari&#xE1;veis de tempo [de acesso di&#xE1;rio] de 10 minutos a 6 horas, em locais de uso mais frequentes em lan house 51%. Como instrumento principal de coleta de dados, um question&#xE1;rio que continha quest&#xF5;es sobre internet feitas pelos grupos. As pesquisas [entrevistas] foram realizadas entre 14/09 e 15/09. Representando nas tabelas, podemos concluir que ainda que existam muitos meios de se usar internet, ainda existem pessoas sem acesso nenhum &#xE0; internet. O &#xED;ndice de confian&#xE7;a foi de 95% e 10% de margem de erro</italic> (Caderno Tarefas do aluno, 2010).</p>
</disp-quote>
<p><italic>(14&#xB0;)</italic> A <italic>divulga&#xE7;&#xE3;o dos resultados</italic> foi orientada pela seguinte atividade: <italic>o indiv&#xED;duo comum, em geral, n&#xE3;o tem acesso aos dados estat&#xED;sticos a partir de sua fonte original, os Institutos de Pesquisa. Ele s&#xF3; toma conhecimento desses dados atrav&#xE9;s dos ve&#xED;culos de comunica&#xE7;&#xE3;o. Dessa forma, pede-se que elaborem uma mat&#xE9;ria, digamos, a ser publicada em um jornal ou revista. Que dados/resultados apresentariam? De que forma? Que informa&#xE7;&#xF5;es acreditam ser relevante o leitor ter acesso? Feitas essas reflex&#xF5;es, elaborar um cartaz apresentando sua mat&#xE9;ria jornal&#xED;stica. Elabore t&#xED;tulo bem criativo e um texto adequado; lembre-se que os textos jornal&#xED;sticos costumam vir recheados de gr&#xE1;ficos e tabelas bem coloridos a fim de ser mais atraente aos leitores; imagine seu trabalho como sendo uma reportagem de capa (no caso de uma revista), por exemplo.</italic></p>
<p>O prop&#xF3;sito principal da atividade era que os estudantes se dessem conta que pode haver diferentes possibilidades para a apresenta&#xE7;&#xE3;o dos resultados, como relatar alguns dados e esconder outros convenientemente a fim de colocar certo ponto de vista, podendo-se at&#xE9; mesmo maquiar dados apresentando-os de forma enganosa. E que tamb&#xE9;m &#xE9; poss&#xED;vel fornecer informa&#xE7;&#xF5;es relevantes no sentido de ajudar o leitor a avaliar melhor o estudo divulgado.</p>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>6- Conclus&#xF5;es &#x2192; Problematiza&#xE7;&#xE3;o:</title>
<p>(<italic>15&#xB0;) Avalia&#xE7;&#xE3;o da credibilidade das estat&#xED;sticas produzidas</italic>.</p>
<p>Finalizando as atividades, sem perder de vista o enfoque cr&#xED;tico-reflexivo adotado no trabalho, propusemos aos estudantes refletirem sobre a credibilidade dos dados estat&#xED;sticos produzidos por eles mesmos, deslocando-os para a posi&#xE7;&#xE3;o de leitores dos resultados obtidos. Para esse fim foram utilizadas as seguintes quest&#xF5;es, aprimoradas ap&#xF3;s sua implementa&#xE7;&#xE3;o: <italic>Quest&#xF5;es: 1) Os dados obtidos s&#xE3;o confi&#xE1;veis? Justifique. 2) O que &#xE9; necess&#xE1;rio para se ter uma boa pesquisa? 3) Avalie a qualidade do question&#xE1;rio elaborado. 4) Tendo em vista os objetivos que estabelecidos no in&#xED;cio, quais s&#xE3;o os resultados da pesquisa? 5) Com base no estudo realizado voc&#xEA; sugere alguma nova quest&#xE3;o a ser investigada?</italic></p>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>6 Considera&#xE7;&#xF5;es finais</title>
<p>O Produto Educacional aqui apresentado se configura como uma alternativa para o ensino e aprendizagem de Estat&#xED;stica, o qual se d&#xE1; por meio da contextualiza&#xE7;&#xE3;o dos conte&#xFA;dos em atividade de cunho investigativo ao inv&#xE9;s de centrar-se na repeti&#xE7;&#xE3;o mec&#xE2;nica de algoritmos e procedimentos.</p>
<p>Tal estrat&#xE9;gia, fundamentada no desenvolvimento do letramento e do pensamento estat&#xED;stico, e norteada pelo <italic>ciclo investigativo</italic>, requer do professor, e tamb&#xE9;m dos estudantes, uma postura diferente do que &#xE9; tradicional nas aulas de Matem&#xE1;tica. O professor deve considerar a comunica&#xE7;&#xE3;o como um aspecto relevante na promo&#xE7;&#xE3;o da aprendizagem e, dessa forma, incorporar &#xE0; sua pr&#xE1;tica caracter&#xED;sticas dial&#xF3;gicas para a comunica&#xE7;&#xE3;o. Al&#xE9;m disso, buscar promover uma maior intera&#xE7;&#xE3;o entre os estudantes utilizando-se de atividades de car&#xE1;ter investigativo em pequenos grupos que trabalhar&#xE3;o juntos como uma equipe para resolver/investigar um problema, completar uma tarefa, ou realizar um objetivo comum.</p>
<p>No processo de implementa&#xE7;&#xE3;o da proposta, conclu&#xED;mos que a mesma favorece ao desenvolvimento de caracter&#xED;sticas de letramento estat&#xED;stico bem como a aprendizagem dos conceitos estat&#xED;sticos atrav&#xE9;s do fazer, tornando as atividades mais prazerosas e motivadoras para os estudantes. Percebemos que nossos barulhentos estudantes produziram mais do que nos pareceu enquanto os observ&#xE1;vamos trabalhando em seus grupos na resolu&#xE7;&#xE3;o das atividades. Percebemos, tamb&#xE9;m, o qu&#xE3;o dif&#xED;cil foi abandonar o padr&#xE3;o de comunica&#xE7;&#xE3;o sanduichada. Algumas vezes ao chegarmos em casa e ouvirmos as grava&#xE7;&#xF5;es dos encontros identific&#xE1;vamos conversas nas quais poder&#xED;amos ter instigado ainda mais as discuss&#xF5;es ao inv&#xE9;s de &#x201C;sanduich&#xE1;-las&#x201D;. Pergunt&#xE1;vamos a n&#xF3;s mesmos, ao final dos trabalhos de campo, se n&#xE3;o era mais dif&#xED;cil para n&#xF3;s do que para os estudantes abandonar o padr&#xE3;o de aula tradicional descrito por <xref ref-type="bibr" rid="B2">Alr&#xF8; e Skovsmose (2006)</xref>.</p>
<p>Esperamos enfim que esta proposta possa dar contribui&#xE7;&#xF5;es para o professor de Matem&#xE1;tica &#x2013; especialmente do Ensino M&#xE9;dio, mas tamb&#xE9;m do Fundamental, ou mesmo do Superior &#x2013; no momento de planejar as atividades que ser&#xE3;o realizadas na sua sala de aula.</p>
<p>Esperamos contribuir em alguma medida para que sua miss&#xE3;o de ensinar Matem&#xE1;tica na Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica, em face de tantas dificuldades encontradas no dia a dia, possa motivar um pouco mais os estudantes &#xE0; aprendizagem.</p>
</sec>
</body>
<back>
<ref-list>
<title>Refer&#xEA;ncias</title>
<ref id="B1">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>ALMEIDA</surname><given-names>C. C.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="pt">An&#xE1;lise de um instrumento de letramento estat&#xED;stico para o Ensino Fundamental II</source>
<year>2010</year>
<size units="pages">107f.</size>
<comment>Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica)</comment>
<publisher-name>Universidade Bandeirante de S&#xE3;o Paulo</publisher-name>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<comment>2010</comment></element-citation>
<mixed-citation>ALMEIDA, C. C. <bold>An&#xE1;lise de um instrumento de letramento estat&#xED;stico para o Ensino Fundamental II.</bold> 2010. 107f. Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica) &#x2013; Universidade Bandeirante de S&#xE3;o Paulo, S&#xE3;o Paulo, 2010.</mixed-citation></ref>
<ref id="B2">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>ALR&#xD8;</surname><given-names>H.</given-names></name>
<name><surname>SKOVSMOSE</surname><given-names>O.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="pt">Di&#xE1;logo e Aprendizagem em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</source>
<comment>Tradu&#xE7;&#xE3;o de O. Figueiredo</comment>
<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
<publisher-name>Aut&#xEA;ntica</publisher-name>
<year>2006</year>
<comment>(Cole&#xE7;&#xE3;o Tend&#xEA;ncias em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica)</comment></element-citation>
<mixed-citation>ALR&#xD8;, H.; SKOVSMOSE, O. <bold>Di&#xE1;logo e Aprendizagem em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica.</bold> Tradu&#xE7;&#xE3;o de O. Figueiredo. Belo Horizonte: Aut&#xEA;ntica, 2006. (Cole&#xE7;&#xE3;o Tend&#xEA;ncias em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica).</mixed-citation></ref>
<ref id="B3">
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>BATANERO</surname><given-names>C.</given-names></name></person-group>
<article-title>Educaci&#xF3;n Estad&#xED;stica en la matem&#xE1;tica escolar: retos para la ense&#xF1;anza y la formaci&#xF3;n del profesor (documento de discusi&#xF3;n)</article-title>
<source xml:lang="pt">Revista Iberoamericana de Educaci&#xF3;n Matem&#xE1;tica, Santa Cruz de Tenerife</source>
<issue>8</issue>
<fpage>63</fpage>
<lpage>75</lpage>
<month>12</month>
<year>2006</year></element-citation>
<mixed-citation>BATANERO, C. Educaci&#xF3;n Estad&#xED;stica en la matem&#xE1;tica escolar: retos para la ense&#xF1;anza y la formaci&#xF3;n del profesor (documento de discusi&#xF3;n). <bold>Revista Iberoamericana de Educaci&#xF3;n Matem&#xE1;tica,</bold> Santa Cruz de Tenerife, n. 8, p. 63-75, dic., 2006.</mixed-citation></ref>
<ref id="B4">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>BIAJONE</surname><given-names>J.</given-names></name></person-group>
<article-title>Projeto estat&#xED;stico na pedagogia</article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name><surname>LOPES</surname><given-names>C. E.</given-names></name>
<name><surname>COUTINHO</surname><given-names>C. Q. S.</given-names></name>
<name><surname>ALMOULOUD</surname><given-names>S. A.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="pt">Estudos e reflex&#xF5;es em Educa&#xE7;&#xE3;o Estat&#xED;stica</source>
<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
<publisher-name>Mercado de Letras</publisher-name>
<year>2010</year>
<comment>(S&#xE9;rie Educa&#xE7;&#xE3;o Estat&#xED;stica em Foco)</comment>
<fpage>173</fpage>
<lpage>192</lpage></element-citation>
<mixed-citation>BIAJONE, J. Projeto estat&#xED;stico na pedagogia. In: LOPES, C. E.; COUTINHO, C. Q. S.; ALMOULOUD, S. A. (Org.). <bold>Estudos e reflex&#xF5;es em Educa&#xE7;&#xE3;o Estat&#xED;stica.</bold> Campinas: Mercado de Letras, 2010. (S&#xE9;rie Educa&#xE7;&#xE3;o Estat&#xED;stica em Foco). p. 173-192.</mixed-citation></ref>
<ref id="B5">
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>BIAJONE</surname><given-names>J.</given-names></name>
<name><surname>CARVALHO</surname><given-names>D.L.</given-names></name></person-group>
<article-title>Estat&#xED;stica por meio de projetos na pedagogia: caminhos e descaminhos</article-title>
<source xml:lang="pt">Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica em Revista, Recife</source>
<issue>18/19</issue>
<fpage>60</fpage>
<lpage>66</lpage>
<year>2005</year></element-citation>
<mixed-citation>BIAJONE, J.; CARVALHO, D.L. Estat&#xED;stica por meio de projetos na pedagogia: caminhos e descaminhos. <bold>Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica em Revista,</bold> Recife, n. 18/19, p. 60 &#x2013; 66, 2005.</mixed-citation></ref>
<ref id="B6">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>CAMPOS</surname><given-names>C. R.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="en">A <bold>Educa&#xE7;&#xE3;o Estat&#xED;stica:</bold> uma investiga&#xE7;&#xE3;o acerca dos aspectos relevantes &#xE0; did&#xE1;tica da estat&#xED;stica em cursos de gradua&#xE7;&#xE3;o</source>
<year>2007</year>
<fpage>242</fpage>
<lpage>242</lpage>
<comment>Tese (Doutorado em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica)</comment>
<publisher-name>Instituto de Geoci&#xEA;ncias e Ci&#xEA;ncias Exatas, Universidade Estadual Paulista</publisher-name>
<publisher-loc>Rio Claro</publisher-loc>
<comment>2007</comment></element-citation>
<mixed-citation>CAMPOS, C. R. A <bold>Educa&#xE7;&#xE3;o Estat&#xED;stica</bold>: uma investiga&#xE7;&#xE3;o acerca dos aspectos relevantes &#xE0; did&#xE1;tica da estat&#xED;stica em cursos de gradua&#xE7;&#xE3;o. 2007. 242 f. Tese (Doutorado em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica) &#x2013; Instituto de Geoci&#xEA;ncias e Ci&#xEA;ncias Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2007.</mixed-citation></ref>
<ref id="B7">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>CAZORLA</surname><given-names>I. M.</given-names></name>
<name><surname>SANTANA</surname><given-names>E</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="pt">Do tratamento da informa&#xE7;&#xE3;o ao letramento estat&#xED;stico</source>
<publisher-loc>Itabuna</publisher-loc>
<publisher-name>Via Litterarum</publisher-name>
<year>2010</year>
<comment>(Alfabetiza&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica, Estat&#xED;stica e Cient&#xED;fica)</comment></element-citation>
<mixed-citation>CAZORLA, I. M.; SANTANA, E (Org.). <bold>Do tratamento da informa&#xE7;&#xE3;o ao letramento estat&#xED;stico.</bold> Itabuna: Via Litterarum, 2010. (Alfabetiza&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica, Estat&#xED;stica e Cient&#xED;fica).</mixed-citation></ref>
<ref id="B8">
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>GAL</surname><given-names>I.</given-names></name></person-group>
<article-title>Adults&#x27; Statistical Literacy: Meanings, Components, Responsibilities</article-title>
<source xml:lang="en">International Statistical Review, Voorburg</source>
<volume>70</volume>
<issue>1</issue>
<fpage>1</fpage>
<lpage>25</lpage>
<month>04</month>
<year>2002</year></element-citation>
<mixed-citation>GAL, I. Adults&#x27; Statistical Literacy: Meanings, Components, Responsibilities. <bold>International Statistical Review,</bold> Voorburg, v. 70, n. 1, p. 1-25, abr. 2002.</mixed-citation></ref>
<ref id="B9">
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>GARFIELD</surname><given-names>J.</given-names></name></person-group>
<article-title>Teaching statistics using small-group cooperative learning</article-title>
<source xml:lang="en">Journal of Statistics Education, Alexandria</source>
<volume>1</volume>
<issue>1</issue>
<year>1993</year>
<comment>Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://ww2.amstat.org/publications/jse/v1n1/garfield.html">http://ww2.amstat.org/publications/jse/v1n1/garfield.html</ext-link>&#x3E;</comment>
<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 10 mar. 2015</date-in-citation></element-citation>
<mixed-citation>GARFIELD, J. Teaching statistics using small-group cooperative learning. <bold>Journal of Statistics Education,</bold> Alexandria, v. 1, n. 1, 1993. Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://ww2.amstat.org/publications/jse/v1n1/garfield.html">http://ww2.amstat.org/publications/jse/v1n1/garfield.html</ext-link>&#x3E; Acesso em: 10 mar. 2015.</mixed-citation></ref>
<ref id="B10">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>GOMES</surname><given-names>S. S.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="en">
<bold>Limites e possibilidades do letramento escolar:</bold> um estudo etnogr&#xE1;fico das pr&#xE1;ticas de leitura e das capacidades de linguagem nas disciplinas curriculares</source>
<year>2010</year>
<size units="pages">382 p</size>
<comment>Tese (Doutorado em Educa&#xE7;&#xE3;o)</comment>
<publisher-name>Faculdade de Educa&#xE7;&#xE3;o, Universidade Federal de Minas Gerais</publisher-name>
<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
<comment>2010</comment></element-citation>
<mixed-citation>GOMES, S. S. <bold>Limites e possibilidades do letramento escolar</bold>: um estudo etnogr&#xE1;fico das pr&#xE1;ticas de leitura e das capacidades de linguagem nas disciplinas curriculares. 2010. 382 p. Tese (Doutorado em Educa&#xE7;&#xE3;o) &#x2013; Faculdade de Educa&#xE7;&#xE3;o, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.</mixed-citation></ref>
<ref id="B11">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>LOPES</surname><given-names>C. A. E.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="en">
<bold>A Probabilidade e a Estat&#xED;stica no Ensino Fundamental:</bold> uma an&#xE1;lise curricular</source>
<year>1998</year>
<size units="pages">126 p</size>
<comment>Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Educa&#xE7;&#xE3;o)</comment>
<publisher-name>Faculdade de Educa&#xE7;&#xE3;o, Universidade Estadual de Campinas</publisher-name>
<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
<comment>1998</comment></element-citation>
<mixed-citation>LOPES, C. A. E. <bold>A Probabilidade e a Estat&#xED;stica no Ensino Fundamental</bold>: uma an&#xE1;lise curricular. 1998. 126 p. Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Educa&#xE7;&#xE3;o) &#x2013; Faculdade de Educa&#xE7;&#xE3;o, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1998.</mixed-citation></ref>
<ref id="B12">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>LOPES</surname><given-names>C. A. E.</given-names></name></person-group>
<article-title>Literacia estat&#xED;stica e o INAF 2002</article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name><surname>FONSECA</surname><given-names>M. C. F. R.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="en">
<bold>Letramento no Brasil:</bold> habilidades matem&#xE1;ticas</source>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Global</publisher-name>
<year>2004</year>
<fpage>187</fpage>
<lpage>197</lpage></element-citation>
<mixed-citation>LOPES, C. A. E. Literacia estat&#xED;stica e o INAF 2002. In: FONSECA, M. C. F. R. (Org.). <bold>Letramento no Brasil</bold>: habilidades matem&#xE1;ticas. S&#xE3;o Paulo: Global, 2004. p. 187-197.</mixed-citation></ref>
<ref id="B13">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>LOPES</surname><given-names>C. A. E.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="pt">O conhecimento profissional dos professores e suas rela&#xE7;&#xF5;es com estat&#xED;stica e probabilidade</source>
<year>2003</year>
<fpage>281</fpage>
<lpage>281</lpage>
<comment>Tese (Doutorado em Educa&#xE7;&#xE3;o)</comment>
<publisher-name>Faculdade de Educa&#xE7;&#xE3;o, Universidade Estadual de Campinas</publisher-name>
<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
<comment>2003</comment></element-citation>
<mixed-citation>LOPES, C. A. E. <bold>O conhecimento profissional dos professores e suas rela&#xE7;&#xF5;es com estat&#xED;stica e probabilidade.</bold> 2003. 281 f. Tese (Doutorado em Educa&#xE7;&#xE3;o) &#x2013; Faculdade de Educa&#xE7;&#xE3;o, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003.</mixed-citation></ref>
<ref id="B14">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="editor">
<name><surname>LOPES</surname><given-names>C. E.</given-names></name></person-group>
<article-title>Educa&#xE7;&#xE3;o Estat&#xED;stica no Curso de Licenciatura em Matem&#xE1;tica</article-title>
<source xml:lang="en">Bolema</source>
<publisher-name>Boletim de Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</publisher-name>
<publisher-loc>Rio Claro</publisher-loc>
<volume>27</volume>
<issue>47</issue>
<fpage>901</fpage>
<lpage>915</lpage>
<month>12</month>
<year>2013</year></element-citation>
<mixed-citation>LOPES, C. E. Educa&#xE7;&#xE3;o Estat&#xED;stica no Curso de Licenciatura em Matem&#xE1;tica. <bold>Bolema</bold> - Boletim de Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica, Rio Claro, v. 27, n. 47, p. 901-915, dez. 2013.</mixed-citation></ref>
<ref id="B15">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>MACKAY</surname><given-names>R. J.</given-names></name>
<name><surname>OLDFORD</surname><given-names>W.</given-names></name></person-group>
<article-title>Stat 231 Course Notes Fall 1994</article-title>
<publisher-loc>Canada</publisher-loc>
<publisher-name>University of Waterloo</publisher-name>
<year>1994</year>
<person-group person-group-type="editor">
<name><surname>WILD</surname><given-names>C.</given-names></name>
<name><surname>PFANNKUCH</surname><given-names>M.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="en">Statistical thinking in empirical enquiry. <bold>International Statistical Review, Voorburg</bold>
</source>
<issue>67</issue>
<fpage>223</fpage>
<lpage>265</lpage>
<comment>1999</comment>
<comment>Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.stat.aucland.ac.nz/~iase/publications/isr/99.wild.pfannkuch.pdf">http://www.stat.aucland.ac.nz/~iase/publications/isr/99.wild.pfannkuch.pdf</ext-link>&#x3E;</comment>
<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 ago. 2008</date-in-citation></element-citation>
<mixed-citation>MACKAY, R. J.; OLDFORD, W. <bold>Stat 231 Course Notes Fall 1994.</bold> Canada: University of Waterloo, 1994. In: WILD, C.; PFANNKUCH, M. Statistical thinking in empirical enquiry. <bold>International Statistical Review,</bold> Voorburg, n. 67, p. 223-265, 1999. Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.stat.aucland.ac.nz/~iase/publications/isr/99.wild.pfannkuch.pdf">http://www.stat.aucland.ac.nz/~iase/publications/isr/99.wild.pfannkuch.pdf</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 24 ago. 2008.</mixed-citation></ref>
<ref id="B16">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>MENDON&#xC7;A</surname><given-names>L. O.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="pt">A educa&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica em um ambiente de modelagem matem&#xE1;tica no Ensino M&#xE9;dio</source>
<year>2008</year>
<fpage>236</fpage>
<lpage>236</lpage>
<comment>Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Ensino de Ci&#xEA;ncias e Matem&#xE1;tica)</comment>
<publisher-name>Universidade Cruzeiro do Sul</publisher-name>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<comment>2008</comment></element-citation>
<mixed-citation>MENDON&#xC7;A, L. O. <bold>A educa&#xE7;&#xE3;o estat&#xED;stica em um ambiente de modelagem matem&#xE1;tica no Ensino M&#xE9;dio.</bold> 2008. 236 f. Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Ensino de Ci&#xEA;ncias e Matem&#xE1;tica) &#x2013; Universidade Cruzeiro do Sul, S&#xE3;o Paulo, 2008.</mixed-citation></ref>
<ref id="B17">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>SILVA</surname><given-names>C. B.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="en">
<bold>Pensamento estat&#xED;stico e racioc&#xED;nio sobre varia&#xE7;&#xE3;o:</bold> um estudo com professores de matem&#xE1;tica</source>
<year>2007</year>
<size units="pages">104 p</size>
<comment>Tese (Doutorado em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica)</comment>
<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica de S&#xE3;o Paulo</publisher-name>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<comment>2007</comment></element-citation>
<mixed-citation>SILVA, C. B. <bold>Pensamento estat&#xED;stico e racioc&#xED;nio sobre varia&#xE7;&#xE3;o</bold>: um estudo com professores de matem&#xE1;tica. 2007. 104 p. Tese (Doutorado em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica) &#x2013; Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica de S&#xE3;o Paulo, S&#xE3;o Paulo, 2007.</mixed-citation></ref>
<ref id="B18">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>SKOVSMOSE</surname><given-names>O.</given-names></name></person-group>
<source xml:lang="en">
<bold>Educa&#xE7;&#xE3;o cr&#xED;tica:</bold> incerteza, matem&#xE1;tica, responsabilidade</source>
<comment>Tradu&#xE7;&#xE3;o</comment>
<person-group person-group-type="editor">
<name><surname>Bicudo</surname><given-names>de M. A. V.</given-names></name></person-group>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Cortez</publisher-name>
<year>2007</year></element-citation>
<mixed-citation>SKOVSMOSE, O. <bold>Educa&#xE7;&#xE3;o cr&#xED;tica</bold>: incerteza, matem&#xE1;tica, responsabilidade. Tradu&#xE7;&#xE3;o de M. A. V. Bicudo. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2007.</mixed-citation></ref>
<ref id="B19">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>SOUZA</surname><given-names>O.</given-names></name></person-group>
<article-title>Investiga&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas no 6&#xBA; ano, GTI</article-title>
<source xml:lang="pt">Refletir e investigar sobre a pr&#xE1;tica profissional</source>
<publisher-loc>Lisboa</publisher-loc>
<publisher-name>APM</publisher-name>
<year>2002</year>
<fpage>75</fpage>
<lpage>97</lpage></element-citation>
<mixed-citation>SOUZA, O. Investiga&#xE7;&#xF5;es estat&#xED;sticas no 6&#xBA; ano. In: GTI (Ed.), <bold>Refletir e investigar sobre a pr&#xE1;tica profissional,</bold> Lisboa: APM, 2002. p. 75-97.</mixed-citation></ref>
<ref id="B20">
<element-citation publication-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>WILD</surname><given-names>C.</given-names></name>
<name><surname>PFANNKUCH</surname><given-names>M.</given-names></name></person-group>
<article-title>Statistical thinking in empirical enquiry</article-title>
<source xml:lang="en">International Statistical Review, Voorburg</source>
<issue>67</issue>
<fpage>223</fpage>
<lpage>265</lpage>
<year>1999</year>
<comment>Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.stat.aucland.ac.nz/~iase/publications/isr/99.wild.pfannkuch.pdf">http://www.stat.aucland.ac.nz/~iase/publications/isr/99.wild.pfannkuch.pdf</ext-link>&#x3E;</comment>
<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 24 ago. 2008</date-in-citation></element-citation>
<mixed-citation>WILD, C.; PFANNKUCH, M. Statistical thinking in empirical enquiry. <bold>International Statistical Review,</bold> Voorburg, n. 67, p. 223-265, 1999. Dispon&#xED;vel em: &#x3C;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.stat.aucland.ac.nz/~iase/publications/isr/99.wild.pfannkuch.pdf">http://www.stat.aucland.ac.nz/~iase/publications/isr/99.wild.pfannkuch.pdf</ext-link>&#x3E;. Acesso em: 24 ago. 2008.</mixed-citation></ref>
</ref-list>
</back>
</article>