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<journal-title>Bolema: Boletim de Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Bolema</abbrev-journal-title></journal-title-group>
<issn pub-type="ppub">0103-636X</issn>
<issn pub-type="epub">1980-4415</issn>
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<publisher-name>UNESP - Universidade Estadual Paulista, Pr&#xF3;-Reitoria de Pesquisa Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Educa&#xE7;&#xE3;o Matem&#xE1;tica</publisher-name></publisher>
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<article-id pub-id-type="publisher-id">1980-4415v32n60a09</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1980-4415v32n60a09</article-id>
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<subject>Artigo</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>Probabilidade de Acontecimentos Envolvendo Aspetos L&#xF3;gicos</article-title>
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<trans-title>Probability of Events Involving Logical Aspects</trans-title></trans-title-group>
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<name><surname>Fernandes</surname><given-names>Jos&#xE9; Ant&#xF3;nio</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref> <xref ref-type="corresp" rid="c1"/></contrib>
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<institution content-type="normalized">Universidade do Minho</institution>
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<country country="PT">Portugal</country>
<institution content-type="original">Doutor em Educa&#xE7;&#xE3;o, &#xC1;rea de conhecimento de Metodologia do Ensino da Matem&#xE1;tica pela Universidade do Minho, Portugal. Professor Associado no Instituto de Educa&#xE7;&#xE3;o da Universidade do Minho, Portugal.</institution></aff></contrib-group>
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<corresp id="c1">Endere&#xE7;o para correspond&#xEA;ncia: Campus de Gualtar, 4710-057, Braga, Portugal. E-mail: <email>jfernandes@ie.uminho.pt</email>.</corresp></author-notes>
<pub-date pub-type="epub-ppub">
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<year>2018</year></pub-date>
<volume>32</volume>
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<license-p>This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Non-Commercial License, which permits unrestricted non-commercial use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.</license-p></license></permissions>
<abstract>
<title>Resumo</title>
<p>Neste artigo estuda-se o conhecimento de Probabilidades de futuros professores dos primeiros anos escolares, quando na formula&#xE7;&#xE3;o dos acontecimentos est&#xE3;o envolvidos aspetos l&#xF3;gicos. Participaram no estudo 46 alunos da Licenciatura em Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica, de uma Universidade do Norte de Portugal, os quais resolveram uma tarefa, com tr&#xEA;s itens, em contexto de avalia&#xE7;&#xE3;o formal: o primeiro sobre a probabilidade da reuni&#xE3;o (conetivo <italic>ou</italic>), o segundo sobre a probabilidade conjunta (conetivo <italic>e</italic>) e o terceiro sobre a probabilidade condicionada, em que o acontecimento condicionado &#xE9;, por sua vez, uma probabilidade conjunta (conetivo <italic>e</italic>). Em termos dos principais resultados do estudo, verificou-se que os alunos revelaram um desempenho muito limitado, trocando, frequentemente, os conetivos <italic>e</italic> e <italic>ou</italic>, a disjun&#xE7;&#xE3;o inclusiva com a disjun&#xE7;&#xE3;o exclusiva e na disjun&#xE7;&#xE3;o consideraram como sendo incompat&#xED;veis acontecimentos n&#xE3;o disjuntos.</p></abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<title>Abstract</title>
<p>In this article, we study the Probability&#x27;s knowledge of prospective primary school teachers, when there are logical aspects involved in the formulation of events. Forty-six students participated in the study, from a University in Northern Portugal, who had to resolve a three-item task in the context of a formal evaluation: the first one, on the union probability (connective <italic>or</italic>), the second one, on the joint probability (connective <italic>and</italic>), and the third one, on the conditional probability, in which the conditioned event is, in turn, a joint probability (connective <italic>and</italic>). In terms of the main results of the study, it was found that the students showed a very limited performance, frequently changing the connectives <italic>and</italic> and <italic>or</italic>, the inclusive disjunction with the exclusive disjunction and in the disjunction considered as incompatible non-disjoint events.</p></trans-abstract>
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<title>Palavras-chave:</title>
<kwd>Probabilidades</kwd>
<kwd>Conetivos l&#xF3;gicos</kwd>
<kwd>Futuros professores dos primeiros anos</kwd></kwd-group>
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<title>Keywords:</title>
<kwd>Probability</kwd>
<kwd>Logical connectives</kwd>
<kwd>Prospective primary school teachers</kwd></kwd-group> <funding-group>
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<funding-source>Funda&#xE7;&#xE3;o para a Ci&#xEA;ncia e a Tecnologia</funding-source>
<award-id>PEst-OE/CED/UI1661/2014</award-id>
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<sec sec-type="intro">
<title>1 Introdu&#xE7;&#xE3;o</title>
<p>Atualmente, o surgimento de um mundo cada vez mais assente na mudan&#xE7;a, na incerteza e na previs&#xE3;o destaca o papel fundamental que as probabilidades desempenham nas sociedades contempor&#xE2;neas, em oposi&#xE7;&#xE3;o &#xE0; perman&#xEA;ncia, &#xE0; certeza e &#xE0; previsibilidade de um mundo determin&#xED;stico, que se vinha afirmando desde o Renascimento (<xref ref-type="bibr" rid="B11">FISCHBEIN, 1975</xref>).</p>
<p>Ora, nas &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas, esta vis&#xE3;o probabil&#xED;stica do mundo passou a ser inclu&#xED;da nos programas escolares dos primeiros anos de escolaridade de muitos pa&#xED;ses, incluindo tamb&#xE9;m Portugal (<xref ref-type="bibr" rid="B16">MINIST&#xC9;RIO DA EDUCA&#xC7;&#xC3;O E CI&#xCA;NCIA, 2013</xref>). Apesar dessa inova&#xE7;&#xE3;o, deve ter-se em conta que se trata de um primeiro passo que deve ser aprofundado. No caso portugu&#xEA;s, quando &#xE9; comparado o tempo sugerido no programa de Matem&#xE1;tica para o tema de Organiza&#xE7;&#xE3;o e Tratamento de Dados, que inclui os temas de Probabilidade e Estat&#xED;stica, com outros temas (N&#xFA;meros e opera&#xE7;&#xF5;es, Geometria e &#xC1;lgebra), conclui-se que &#xE9; atribu&#xED;do muito menos tempo &#xE0;quele tema, menos de metade do tempo atribu&#xED;do ao tema com o segundo menor tempo sugerido nesse programa (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ALVES; FERNANDES, 2015</xref>).</p>
<p>Portanto, os dados referidos mostram que h&#xE1;, ainda, um caminho a percorrer para que as Probabilidades ocupem no curr&#xED;culo de Matem&#xE1;tica um lugar compat&#xED;vel com a relev&#xE2;ncia social que, atualmente, lhe &#xE9; conferida (<xref ref-type="bibr" rid="B6">FERNANDES, 2017</xref>).</p>
<p>A inclus&#xE3;o do tema de Probabilidades desde os primeiros anos de escolaridade tem sido defendida por muitos autores (e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B2">BATANERO, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">BOROVCNIK; PEARD, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">FISCHBEIN, 1975</xref>) com o fundamento de que se trata de um dom&#xED;nio em que proliferam muitas ideias err&#xF3;neas, as quais ao n&#xE3;o serem contrariadas, de alguma forma, pelo ensino, se consolidariam com o avan&#xE7;ar da idade e, em consequ&#xEA;ncia, tamb&#xE9;m do ensino (<xref ref-type="bibr" rid="B12">FISCHBEIN; SCHNARCH, 1997</xref>).</p>
<p>Naturalmente, a integra&#xE7;&#xE3;o das Probabilidades nos programas escolares requer que os professores adquiram, na sua forma&#xE7;&#xE3;o inicial e cont&#xED;nua, os conhecimentos que lhes permitam ensinar de forma adequada e eficiente esse tema. Neste caso, presentemente, os futuros professores dos primeiros anos de escolaridade<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> t&#xEA;m, geralmente, ao longo da sua forma&#xE7;&#xE3;o inicial, no ensino superior, uma disciplina semestral sobre Probabilidades e Estat&#xED;stica.</p>
<p>Assim, face &#xE0;s necessidades de forma&#xE7;&#xE3;o em Probabilidade dos futuros professores dos primeiros anos escolares, neste estudo investigam-se os seus conhecimentos na determina&#xE7;&#xE3;o de probabilidades de acontecimentos em cuja formula&#xE7;&#xE3;o se destacam aspetos l&#xF3;gicos, designadamente os conetivos <italic>e</italic> e <italic>ou</italic>, aplicados &#xE0; probabilidade conjunta, &#xE0; probabilidade da reuni&#xE3;o e &#xE0; probabilidade condicionada.</p>
<p>No caso da probabilidade condicionada, <xref ref-type="bibr" rid="B22">Watson (1995)</xref> defende que ela se deve introduzir mais cedo no curr&#xED;culo escolar, concretamente ao n&#xED;vel do 3.&#xB0; ciclo do ensino b&#xE1;sico e do ensino secund&#xE1;rio, pois trata-se de um conceito &#xFA;til para desenvolver o uso de linguagem e para interpretar situa&#xE7;&#xF5;es condicionadas com origem exterior &#xE0; matem&#xE1;tica.</p>
<p>Nas sec&#xE7;&#xF5;es seguintes, apresenta-se o enquadramento te&#xF3;rico do estudo, o m&#xE9;todo de pesquisa, a apresenta&#xE7;&#xE3;o dos resultados obtidos no estudo e, por fim, as principais conclus&#xF5;es e implica&#xE7;&#xF5;es do estudo.</p>
</sec>
<sec>
<title>2 Enquadramento te&#xF3;rico</title>
<p>Nesta sec&#xE7;&#xE3;o referir-nos-emos ao marco te&#xF3;rico do estudo e &#xE0; investiga&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via realizada no &#xE2;mbito da problem&#xE1;tica aqui estudada.</p>
<sec>
<title>2.1 Marco te&#xF3;rico</title>
<p>Godino e colaboradores, no modelo do Enfoque Ontossemi&#xF3;tico do conhecimento e instru&#xE7;&#xE3;o matem&#xE1;tica (<xref ref-type="bibr" rid="B13">GODINO, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">GODINO; BATANERO; FONT, 2007</xref>), assumem que o conhecimento resulta das pr&#xE1;ticas matem&#xE1;ticas (operativas e discursivas) que o sujeito realiza para resolver uma situa&#xE7;&#xE3;o-problema, para comunicar a outros a solu&#xE7;&#xE3;o ou validar a solu&#xE7;&#xE3;o e generaliz&#xE1;-la a outros problemas e contextos. Essas pr&#xE1;ticas apresentam um car&#xE1;ter dual, podendo o seu significado ser considerado de um ponto de vista institucional (no nosso caso, a escola, os professores e os manuais escolares) ou de um ponto de vista pessoal (uma pessoa que enfrenta uma situa&#xE7;&#xE3;o-problema, como seja um aluno) (<xref ref-type="bibr" rid="B14">GODINO; BATANERO, 1994</xref>).</p>
<p>Para al&#xE9;m da dualidade <italic>institucional-pessoal</italic>, antes referida, no Enfoque Ontossemi&#xF3;tico reconhecem-se outras dualidades (<xref ref-type="bibr" rid="B15">GODINO; BATANERO; FONT, 2007</xref>), das quais &#xE9;, tamb&#xE9;m, relevante para o nosso estudo a dualidade <italic>express&#xE3;o-conte&#xFA;do</italic>, que permite confrontar os significados dos objetos que interv&#xEA;m nas fun&#xE7;&#xF5;es semi&#xF3;ticas (entendidas como correspond&#xEA;ncias estabelecidas por uma pessoa ou institui&#xE7;&#xE3;o entre um antecedente, <italic>express&#xE3;o</italic>, e um consequente, <italic>conte&#xFA;do</italic>) com os significados institucionais de refer&#xEA;ncia. Nesse processo de compara&#xE7;&#xE3;o, a verifica&#xE7;&#xE3;o de discrep&#xE2;ncias entre esses significados, ou seja, entre os significados institucional e pessoal (<xref ref-type="bibr" rid="B14">GODINO; BATANERO, 1994</xref>), conduz &#xE0; identifica&#xE7;&#xE3;o de conflitos semi&#xF3;ticos.</p>
<p>Em <xref ref-type="bibr" rid="B13">Godino (2009)</xref> reconhece-se que o conhecimento para ensinar &#xE9; um conhecimento complexo e multifacetado, identificando-se uma diversidade de facetas desse conhecimento, que se referem a seguir: <italic>epist&#xE9;mica</italic>, que se refere aos conhecimentos matem&#xE1;ticos do contexto institucional em que se realiza o processo de estudo, como sejam a escola, os professores e os manuais escolares, nos diversos componentes do conte&#xFA;do (problemas, linguagens, procedimentos, defini&#xE7;&#xF5;es, propriedades e argumentos); <italic>cognitiva</italic>, que se refere aos conhecimentos pessoais dos alunos e &#xE0; progress&#xE3;o das suas aprendizagens; <italic>afetiva</italic>, que diz respeito aos estados afetivos (atitudes, emo&#xE7;&#xF5;es, cren&#xE7;as e valores) dos alunos em rela&#xE7;&#xE3;o aos objetos matem&#xE1;ticos e ao processo de estudo seguido; <italic>mediacional</italic>, que &#xE9; relativa aos recursos educativos, com destaque para as tecnologias de informa&#xE7;&#xE3;o e comunica&#xE7;&#xE3;o, e &#xE0; gest&#xE3;o do tempo nas distintas a&#xE7;&#xF5;es e processos de estudo; <italic>interacional</italic>, que se refere aos padr&#xF5;es de intera&#xE7;&#xE3;o entre os alunos e entre o professor e os alunos para o estabelecimento e negocia&#xE7;&#xE3;o de significados; <italic>ecol&#xF3;gica</italic>, que se refere &#xE0;s rela&#xE7;&#xF5;es do processo de estudo com o contexto social, pol&#xED;tico e econ&#xF3;mico, que o suportam e condicionam.</p>
<p>Este estudo centra-se nas facetas epist&#xE9;mica e cognitiva, que s&#xE3;o as facetas-chave da forma&#xE7;&#xE3;o do professor na perspetiva do Enfoque Ontossemi&#xF3;tico (<xref ref-type="bibr" rid="B13">GODINO, 2009</xref>), em que se postula para elas um ponto de vista antropol&#xF3;gico e semi&#xF3;tico, em que a atividade humana adquire significado a partir das a&#xE7;&#xF5;es das pessoas para resolver situa&#xE7;&#xF5;es-problema com que se deparam.</p>
</sec>
<sec>
<title>2.2 Investiga&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via</title>
<p>Em geral, em muitos pa&#xED;ses, em que se inclui tamb&#xE9;m Portugal, a forma&#xE7;&#xE3;o dos professores para ensinar Probabilidades e Estat&#xED;stica apresenta debilidades, n&#xE3;o sendo considerada adequada para promover um ensino e uma aprendizagem de acordo com as orienta&#xE7;&#xF5;es atuais. No contexto brasileiro, <xref ref-type="bibr" rid="B5">Costa e Nacarato (2011, p. 376)</xref> constataram que dos professores de Matem&#xE1;tica em exerc&#xED;cio no ensino b&#xE1;sico e secund&#xE1;rio, envolvidos no seu estudo, a maioria referiu ter tido, na sua gradua&#xE7;&#xE3;o, forma&#xE7;&#xE3;o em Estat&#xED;stica, mas poucos em Probabilidades. No caso da forma&#xE7;&#xE3;o cont&#xED;nua, nenhum professor referiu ter tido qualquer forma&#xE7;&#xE3;o em Probabilidades, salientando-se uma forma&#xE7;&#xE3;o &#x201C;a partir da experi&#xEA;ncia e de consultas a materiais diversos, em especial, o livro did&#xE1;tico&#x201D;. Essa forma&#xE7;&#xE3;o limitada foi, tamb&#xE9;m, afirmada pelos professores que nas universidades eram respons&#xE1;veis pela forma&#xE7;&#xE3;o dos futuros professores nessas disciplinas.</p>
<p>Tal como em outros temas matem&#xE1;ticos, tamb&#xE9;m no caso das Probabilidades, a compreens&#xE3;o da linguagem usada em diferentes fases da explora&#xE7;&#xE3;o de tarefas, designadamente ao n&#xED;vel do enunciado das tarefas, do processo de resolu&#xE7;&#xE3;o e da comunica&#xE7;&#xE3;o de resultados, &#xE9; um aspeto decisivo no sucesso da determina&#xE7;&#xE3;o de probabilidades de acontecimentos.</p>
<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B23">Watson (2005)</xref>, tradicionalmente, sugere-se no curr&#xED;culo escolar o ensino de probabilidades numa vertente de matem&#xE1;tica pura, com situa&#xE7;&#xF5;es limitadas a espa&#xE7;os amostrais finitos em que se pode listar, contar e comparar resultados de forma expl&#xED;cita. Considerando importante essa abordagem, a autora advoga, tamb&#xE9;m, a explora&#xE7;&#xE3;o de situa&#xE7;&#xF5;es inseridas em contextos sociais, em que os espa&#xE7;os amostrais s&#xE3;o de natureza mais difusa, n&#xE3;o s&#xE3;o explicitamente referidos, n&#xE3;o envolvem necessariamente n&#xFA;meros e onde se salientam quest&#xF5;es de linguagem e interpreta&#xE7;&#xE3;o probabil&#xED;stica.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B19">Tversky e Kahneman (1982a)</xref> foram pioneiros no estudo de situa&#xE7;&#xF5;es probabil&#xED;sticas em contextos p&#xFA;blicos, como sejam os meios de comunica&#xE7;&#xE3;o social, nos quais s&#xE3;o especialmente relevantes as quest&#xF5;es de linguagem. Nos seus muitos estudos, com estudantes universit&#xE1;rios, estes autores conclu&#xED;ram que os sujeitos recorriam ao uso de <italic>heur&#xED;sticas</italic> e aderiam a <italic>racioc&#xED;nios causais</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B20">TVERSKY; KAHNEMAN, 1982b</xref>) e &#xE0; <italic>falacia da conjun&#xE7;&#xE3;o</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B21">TVERSKY; KAHNEMAN, 1983</xref>) na avalia&#xE7;&#xE3;o de probabilidades. As heur&#xED;sticas, apesar de &#xFA;teis em muitos situa&#xE7;&#xF5;es, revelam-se limitadas em outras pois, enquanto estrat&#xE9;gias simplificadoras das situa&#xE7;&#xF5;es, elas poder&#xE3;o n&#xE3;o captar aspetos que s&#xE3;o essenciais para a resolu&#xE7;&#xE3;o dessas situa&#xE7;&#xF5;es.</p>
<p>No caso dos racioc&#xED;nios causais, tal como <xref ref-type="bibr" rid="B20">Tversky e Kahneman (1982b)</xref>, tamb&#xE9;m <xref ref-type="bibr" rid="B17">Pollatsek et al. (1987)</xref> obtiveram evid&#xEA;ncia acerca da preval&#xEA;ncia das infer&#xEA;ncias de efeitos a partir de causas. Mais concretamente, esses autores conclu&#xED;ram que as dificuldades de avalia&#xE7;&#xE3;o de probabilidades condicionadas resultavam de dificuldades de tradu&#xE7;&#xE3;o do enunciado para uma simbologia adequada, e avan&#xE7;aram que o maior erro de tradu&#xE7;&#xE3;o podia ter resultado da confus&#xE3;o entre as probabilidades condicionada e conjunta, isto &#xE9;, entre <italic>P</italic>(<italic>A</italic>|<italic>B</italic>) e <italic>P</italic>(<italic>A</italic> &#x2229; <italic>B</italic>). Segundo esses mesmos autores, o facto de as pessoas disporem de algum esquema que integre acontecimentos do mundo real parece diminuir os erros de tradu&#xE7;&#xE3;o e a maior discrep&#xE2;ncia entre os valores de <italic>P</italic>(<italic>A</italic>|<italic>B</italic>) e <italic>P</italic>(<italic>B</italic>|<italic>A</italic>), isto &#xE9;, entre a probabilidade condicional e a sua transposta, permitiu melhorar a realiza&#xE7;&#xE3;o dos sujeitos nesses problemas.</p>
<p>Finalmente, a ades&#xE3;o &#xE0; fal&#xE1;cia da conjun&#xE7;&#xE3;o significa que os estudantes avaliam a probabilidade da conjun&#xE7;&#xE3;o como sendo mais prov&#xE1;vel do que a probabilidade de qualquer dos acontecimentos que a constituem, violando, assim, a lei da extens&#xE3;o que afirma que <italic>P</italic>(<italic>A</italic> &#x2229; <italic>B</italic>) &#x2264; <italic>P</italic>(<italic>A</italic>) e <italic>P</italic>(<italic>A</italic> &#x2229; <italic>B</italic>) &#x2264; <italic>P</italic>(<italic>B</italic>). Este fen&#xF3;meno ocorre, sobretudo, quando um dos acontecimentos &#xE9; altamente representativo do outro, como acontece com o acontecimento <italic>Um ser humano nasceu em &#xC1;frica</italic>, que &#xE9; altamente representativo do acontecimentos <italic>Um ser humano &#xE9; de cor negra</italic>. Em consequ&#xEA;ncia, os sujeitos tendem a afirmar que o acontecimento <italic>Um ser humano &#xE9; de cor negra e nasceu em &#xC1;frica</italic> &#xE9; mais prov&#xE1;vel do que o acontecimento <italic>Um ser humano &#xE9; de cor negra</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B7">FERNANDES, 1990</xref>).</p>
<p>Ao n&#xED;vel dos enunciados das tarefas probabil&#xED;sticas, elas podem revelar-se mais ou menos expl&#xED;citas em termos do seu prop&#xF3;sito, isto &#xE9;, daquilo que se pretende obter com tais tarefas. Por exemplo, no universo dos portugueses, s&#xE3;o equivalentes as afirma&#xE7;&#xF5;es <italic>Que um portugu&#xEA;s seja professor, sabendo que &#xE9; mulher</italic> e <italic>Que uma mulher seja professora</italic>, portanto, s&#xE3;o tamb&#xE9;m equiprov&#xE1;veis, mas a probabilidade condicionada &#xE9; formulada de forma expl&#xED;cita na primeira afirma&#xE7;&#xE3;o e de forma impl&#xED;cita na segunda.</p>
<p>Entre esses dois tipos de formula&#xE7;&#xE3;o, a impl&#xED;cita revela-se mais dif&#xED;cil ao requerer que o aluno reconhe&#xE7;a o tipo de probabilidade que nela est&#xE1; envolvida. A esse respeito, um estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B9">Fernandes et al. (2015)</xref>, em que participaram futuros professores dos primeiros anos, tal como acontece no presente estudo, confirmou que a determina&#xE7;&#xE3;o de probabilidades conjuntas e condicionadas de afirma&#xE7;&#xF5;es impl&#xED;citas se revelou muito mais dif&#xED;cil do que no caso das afirma&#xE7;&#xF5;es expl&#xED;citas.</p>
<p>Tamb&#xE9;m, <xref ref-type="bibr" rid="B25">Watson e Moritz (2002)</xref>, num estudo envolvendo tarefas em contextos sociais e alunos de v&#xE1;rios n&#xED;veis escolares, do ensino prim&#xE1;rio, secund&#xE1;rio e rec&#xE9;mmatriculados na universidade, verificou-se que as quest&#xF5;es l&#xF3;gicas e de linguagem associadas &#xE0; conjun&#xE7;&#xE3;o de acontecimentos s&#xE3;o dif&#xED;ceis para os alunos do 3.&#xB0; ciclo do ensino b&#xE1;sico, antecipando, ainda, dificuldades dos alunos quando &#xE9; requerida a transfer&#xEA;ncia do que aprenderam em pequenos espa&#xE7;os amostrais bem definidos para contextos sociais mais complexos e difusos.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B24">Watson e Moritz (2003)</xref>, em outro estudo, investigaram, ao longo de v&#xE1;rios anos, a compreens&#xE3;o da linguagem do acaso de alunos do 5.&#xB0; ao 11.&#xB0; ano, recorrendo, para tal, a duas tarefas: uma relativa &#xE0; avalia&#xE7;&#xE3;o e localiza&#xE7;&#xE3;o na escala [1,0] das chances de realiza&#xE7;&#xE3;o de v&#xE1;rios acontecimentos e outra sobre a interpreta&#xE7;&#xE3;o de um enunciado envolvendo um valor de probabilidade em percentagem. Em ambas as tarefas se verificou um aumento de respostas corretas com o ano de escolaridade, sendo que, na primeira tarefa, a percentagem de alunos que avaliaram de forma limitada ou n&#xE3;o avaliaram as afirma&#xE7;&#xF5;es variou entre 20% (10.&#xB0; ano) e 46% (6.&#xB0; ano) e, na segunda tarefa, a percentagem de alunos que interpretaram de forma vaga ou inapropriada variou entre 0% (11.&#xB0; ano) e 44% (5.&#xB0; ano).</p>
<p>Apesar de as maiores dificuldades sentidas pelos alunos na determina&#xE7;&#xE3;o de probabilidades no caso das afirma&#xE7;&#xF5;es impl&#xED;citas, essas situa&#xE7;&#xF5;es probabil&#xED;sticas devem ser exploradas pelos alunos e, consequentemente, tamb&#xE9;m na forma&#xE7;&#xE3;o dos professores, pois elas revestem-se de uma grande import&#xE2;ncia formativa, designadamente ao n&#xED;vel da literacia probabil&#xED;stica (<xref ref-type="bibr" rid="B24">WATSON; MORITZ, 2003</xref>).</p>
<p>Independentemente de se tratar de afirma&#xE7;&#xF5;es expl&#xED;citas ou impl&#xED;citas, em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; probabilidade em quest&#xE3;o, a determina&#xE7;&#xE3;o da probabilidade de acontecimentos compostos implica a compreens&#xE3;o e aplica&#xE7;&#xE3;o sistem&#xE1;tica dos conetivos l&#xF3;gicos <italic>e</italic>, <italic>ou</italic> e <italic>n&#xE3;o</italic>, seja de forma isolada ou combinada. Donde, &#xE0; exce&#xE7;&#xE3;o do c&#xE1;lculo de probabilidades de acontecimentos simples, conclui-se que a determina&#xE7;&#xE3;o de probabilidades est&#xE1; intimamente ligada &#xE0; correta interpreta&#xE7;&#xE3;o e aplica&#xE7;&#xE3;o desses conetivos.</p>
<p>Num estudo que incluiu a classifica&#xE7;&#xE3;o de acontecimentos em certos, poss&#xED;veis (mas n&#xE3;o certos) e imposs&#xED;veis, <xref ref-type="bibr" rid="B8">Fernandes (1999)</xref> concluiu que as maiores dificuldades dos alunos do 8.&#xB0; ano e 11.&#xB0; ano, que participaram no estudo, se verificaram nos acontecimentos envolvendo conetivos l&#xF3;gicos. Em termos mais detalhados, segundo o autor,</p> <disp-quote>
<p>As maiores discrep&#xE2;ncias entre os alunos do 8.&#xB0; ano e do 11.&#xB0; ano observaram-se nos acontecimentos certos e/ou que envolviam conectivos l&#xF3;gicos na sua formula&#xE7;&#xE3;o, precisamente aqueles que se revelaram mais dif&#xED;ceis, nos quais os alunos do 11&#xB0; ano selecionaram mais frequentemente a resposta correta (<xref ref-type="bibr" rid="B8">FERNANDES, 1999, p. 285</xref>).</p></disp-quote>
<p>Neste trabalho pretende-se ampliar o estudo realizado sobre a classifica&#xE7;&#xE3;o de acontecimentos, considerando, agora, a probabilidade da reuni&#xE3;o, a probabilidade conjunta e a probabilidade condicionada de acontecimentos em que se destacam os conetivos l&#xF3;gicos <italic>e</italic> e <italic>ou</italic>.</p>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="methods">
<title>3 M&#xE9;todo</title>
<p>Neste artigo estuda-se o conhecimento de futuros professores dos primeiros anos escolares sobre Probabilidades, em situa&#xE7;&#xF5;es em que est&#xE3;o envolvidos conetivos <italic>e</italic> e <italic>ou</italic>, a probabilidade da reuni&#xE3;o, a probabilidade conjunta e a probabilidade condicional.</p>
<p>Participaram no estudo 46 alunos do curso de Licenciatura em Educa&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica, de uma universidade do Norte de Portugal, curso que d&#xE1; acesso a cursos de mestrado dirigidos &#xE0; Educa&#xE7;&#xE3;o de Inf&#xE2;ncia e/ou aos primeiros anos de ensino, at&#xE9; ao 2.&#xB0; ciclo do ensino b&#xE1;sico. Esses alunos, &#xE0; entrada na Universidade, eram detentores de uma forma&#xE7;&#xE3;o matem&#xE1;tica muito variada, desde aqueles que terminaram o estudo da matem&#xE1;tica no 9.&#xB0; ano do ensino b&#xE1;sico (23,9%), no curso Cient&#xED;fico-Tecnol&#xF3;gico (17,4%), no curso de Ci&#xEA;ncias Socias (34,8%) ou num curso profissional (23,9%). Todos os alunos afirmaram ter sentido alguma dificuldade nas disciplinas de Matem&#xE1;tica que frequentaram na Universidade, especificamente 30,4% afirmaram ter muita dificuldade, 47,8% afirmaram ter dificuldades e 21,8% afirmaram ter pouca dificuldade.</p>
<p>Num contexto de avalia&#xE7;&#xE3;o formal, foram aplicadas aos alunos quatro tarefas de Probabilidades, das quais &#xE9; estudada, aqui, apenas uma (<xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>). Geralmente, no contexto escolar, na resolu&#xE7;&#xE3;o dessa tarefa recorre-se &#xE0; representa&#xE7;&#xE3;o dos conjuntos correspondentes aos acontecimentos num diagrama de Venn, conectando, assim, as Probabilidades com a l&#xF3;gica da teoria de conjuntos.</p>
<table-wrap id="t1">
<label>Quadro 1</label>
<caption>
<title>Tarefa proposta aos alunos</title></caption>
<table frame="box" rules="all">
<colgroup width="100%">
<col/></colgroup>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left" valign="top">Dos 150 alunos de uma escola do 1.&#xB0; ciclo do ensino b&#xE1;sico, sabe-se que:<break/>45 estudam teatro;<break/>30 estudam m&#xFA;sica;<break/>90 n&#xE3;o estudam teatro nem m&#xFA;sica.<break/>Escolhendo-se, ao acaso, um aluno da escola:<break/>a) Qual a probabilidade de ele estudar teatro ou m&#xFA;sica?<break/>b) Qual a probabilidade de ele estudar teatro e m&#xFA;sica?<break/>c) Sabendo-se que o aluno estuda m&#xFA;sica, qual a probabilidade de ele estudar teatro e m&#xFA;sica?</td></tr></tbody></table>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Autor (2016).</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Em termos de conetivos l&#xF3;gicos e das probabilidades implicadas nos diferentes itens da tarefa, tem-se: em a) &#xE9; usado o conetivo <italic>ou</italic>, que se traduz na probabilidade da reuni&#xE3;o de dois acontecimentos; em b) &#xE9; usado o conetivo <italic>e</italic>, que se traduz na probabilidade da interse&#xE7;&#xE3;o de dois acontecimentos, ou seja, da probabilidade conjunta; e em c) solicita-se a determina&#xE7;&#xE3;o de uma probabilidade condicionada, em que num dos acontecimentos &#xE9; usado o conetivo <italic>e</italic>, que se traduz na interse&#xE7;&#xE3;o de dois acontecimentos.</p>
<p>Em termos de an&#xE1;lise de dados, em cada um dos itens da tarefa, classificaram-se as respostas dos alunos em corretas e incorretas, determinando-se a percentagem de cada categoria, bem como de n&#xE3;o respostas. Seguidamente, a partir das respostas incorretas, estudaram-se as dificuldades e erros dos alunos, ou seja, os conflitos semi&#xF3;ticos, em cada um dos itens. Essa an&#xE1;lise, realizada atrav&#xE9;s da an&#xE1;lise de conte&#xFA;do das respostas dos alunos, permitiu definir diferentes categorias, cada uma das quais abrangendo as respostas alicer&#xE7;adas numa mesma ideia comum e que s&#xE3;o referidas na pr&#xF3;xima sec&#xE7;&#xE3;o, aquando da an&#xE1;lise de dados.</p>
</sec>
<sec sec-type="results">
<title>4 Apresenta&#xE7;&#xE3;o de resultados</title>
<p>Nesta sec&#xE7;&#xE3;o come&#xE7;a-se por apresentar as respostas dos alunos &#xE0; tarefa proposta, considerando os tipos de resposta (correta e incorreta) e incluindo, tamb&#xE9;m, as n&#xE3;o respostas. Seguidamente, a partir das respostas incorretas, estudam-se as dificuldades e erros manifestados pelos alunos na resolu&#xE7;&#xE3;o da tarefa.</p>
<sec>
<title>4.1 Tipos de respostas dos alunos</title>
<p>Relativamente &#xE0; tarefa proposta, considerando os acontecimentos <italic>M</italic>: <italic>estudar m&#xFA;sica</italic> e <italic>T</italic>: <italic>estudar teatro</italic>, tem-se a representa&#xE7;&#xE3;o em diagrama de Venn dos v&#xE1;rios acontecimentos envolvidos (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>) e uma poss&#xED;vel resolu&#xE7;&#xE3;o de cada um dos itens:</p>
<fig id="f1">
<label>Figura 1</label>
<caption>
<title>Representa&#xE7;&#xE3;o dos acontecimentos em diagrama de Venn</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf01.jpg"/> <attrib>Fonte: Dados da pesquisa organizados pelo autor (2017).</attrib></fig>
<list list-type="alpha-lower">
<list-item>
<p><italic>P</italic>(<italic>T</italic> &#x222A; <italic>M</italic>) = 1 &#x2212; <italic>P</italic>(<italic>T</italic>&#x305; &#x2229; <italic>M</italic>&#x305;) = 1 &#x2212; 90/150 = 60/150 = 2/5;</p></list-item>
<list-item>
<p>Como #(<italic>T</italic> &#x2229; <italic>M</italic>) = #<italic>T</italic> + #<italic>M</italic> &#x2212; #(<italic>T</italic> &#x222A; <italic>M</italic>) = 45 + 30 &#x2212; 60 = 15, <italic>P</italic>(<italic>T</italic> &#x2229; <italic>M</italic>) = = 15/150 = 1/10;</p></list-item>
<list-item>
<p><italic>P</italic>[(<italic>T</italic> &#x2229; <italic>M</italic>)|<italic>M</italic>] = <italic>P</italic>[(<italic>T</italic> &#x2229; <italic>M</italic>) &#x2229; <italic>M</italic>]/<italic>P</italic> (<italic>M</italic>) = <italic>P</italic>(<italic>T</italic> &#x2229; <italic>M</italic>)/<italic>P</italic>(<italic>M</italic>) = (1/10)/(30/150) = 1/2.</p></list-item></list>
<p>Na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 1</xref> apresentam-se as frequ&#xEA;ncias (percentagens) dos diferentes tipos de resposta e de n&#xE3;o respostas em cada um dos itens da tarefa proposta.</p>
<table-wrap id="t2">
<label>Tabela 1</label>
<caption>
<title>Frequ&#xEA;ncias (percentagens) dos diferentes tipos de resposta e n&#xE3;o respostas nos itens da tarefa</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="25%">
<col/>
<col/>
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<th align="left" valign="bottom" rowspan="2">Tipo de resposta</th>
<th align="center" valign="middle" colspan="3">Itens</th></tr>
<tr>
<th align="center" valign="middle">a)</th>
<th align="center" valign="middle">b)</th>
<th align="center" valign="middle">c)</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left" valign="top">Correta</td>
<td align="center" valign="top">8(17,4)</td>
<td align="center" valign="top">20(43,5)</td>
<td align="center" valign="top">9(19,6)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Incorreta</td>
<td align="center" valign="top">34(73,9)</td>
<td align="center" valign="top">21(45,6)</td>
<td align="center" valign="top">30(65,2)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">N&#xE3;o resposta</td>
<td align="center" valign="top">4(8,7)</td>
<td align="center" valign="top">5(10,9)</td>
<td align="center" valign="top">7(15,2)</td></tr></tbody></table>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados da pesquisa organizados pelo autor (2017).</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Recorrendo aos dados da <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 1</xref>, conclui-se que na globalidade dos tr&#xEA;s itens se obteve apenas 26,8% respostas corretas, enquanto se registaram 61,6% respostas incorretas e 11,6% n&#xE3;o respostas. Essas percentagens mostram que os alunos sentiram muitas dificuldades na resolu&#xE7;&#xE3;o da tarefa.</p>
<p>As dificuldades dos alunos manifestaram-se em todos os itens, pois em todos eles foi sempre superior a percentagem de respostas incorretas, claramente mais acentuadas no item a) (73,9%) e no item c) (65,2%). J&#xE1; no item b) obteve-se uma percentagem de respostas corretas (43,5%) mais pr&#xF3;xima da percentagem de respostas incorretas (45,6%).</p>
<p>Considerando as probabilidades que s&#xE3;o pedidas em cada um dos itens, verifica-se que se revelou mais dif&#xED;cil a determina&#xE7;&#xE3;o da probabilidade da disjun&#xE7;&#xE3;o, no item a), e da probabilidade condicionada, no item c), enquanto a determina&#xE7;&#xE3;o da probabilidade conjunta, pedida no item b), foi mais sucedida.</p>
<p>&#xC9; poss&#xED;vel que a maior dificuldade dos alunos na probabilidade da reuni&#xE3;o se explique pelo facto de na disjun&#xE7;&#xE3;o o aluno ter de decidir entre a disjun&#xE7;&#xE3;o inclusiva e a disjun&#xE7;&#xE3;o exclusiva, o que n&#xE3;o acontece no caso da conjun&#xE7;&#xE3;o. Essa explica&#xE7;&#xE3;o confirmou-se empiricamente nas resolu&#xE7;&#xF5;es dos alunos pois, como veremos aquando do estudo dos erros, foram bastantes os alunos que confundiram a disjun&#xE7;&#xE3;o inclusiva com a disjun&#xE7;&#xE3;o exclusiva.</p>
<p>Seguidamente, estudando as dificuldades e erros manifestados pelos alunos nas suas resolu&#xE7;&#xF5;es, esclarecem-se as raz&#xF5;es do melhor desempenho dos alunos na probabilidade conjunta do que na probabilidade da reuni&#xE3;o e condicional.</p>
</sec>
<sec>
<title>4.2 Dificuldades e erros dos alunos</title>
<p>Nesta subsec&#xE7;&#xE3;o analisam-se as respostas erradas dos alunos em cada um dos itens, com o objetivo de identificar as dificuldades e os erros por eles manifestados nas suas resolu&#xE7;&#xF5;es.</p>
<sec>
<title>Item a)</title>
<p>No item a) questionam-se os alunos sobre a determina&#xE7;&#xE3;o de uma probabilidade da reuni&#xE3;o, que envolve a disjun&#xE7;&#xE3;o de dois acontecimentos, encontrando-se registados na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 2</xref> os tipos de erros cometidos pelos alunos.</p>
<table-wrap id="t3">
<label>Tabela 2</label>
<caption>
<title>Frequ&#xEA;ncias (percentagens) das dificuldades e erros dos alunos no item a)</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left" valign="middle">Tipo de erro</th>
<th align="center" valign="middle">Frequ&#xEA;ncias (%)</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left" valign="top">Considerar os acontecimentos implicados na disjun&#xE7;&#xE3;o como sendo disjuntos ou incompat&#xED;veis</td>
<td align="center" valign="top">22(47,8)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">N&#xE3;o incluir na disjun&#xE7;&#xE3;o os alunos que estudam teatro e m&#xFA;sica simultaneamente</td>
<td align="center" valign="top">6(13,0)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Uso inadequado de terminologia</td>
<td align="center" valign="top">3(6,5)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Identificar corretamente os acontecimentos mas n&#xE3;o determinar a probabilidade</td>
<td align="center" valign="top">1(2,2)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Determinar as probabilidades sem as combinar</td>
<td align="center" valign="top">1(2,2)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">N&#xE3;o intelig&#xED;vel</td>
<td align="center" valign="top">1(2,2)</td></tr></tbody></table>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados da pesquisa organizados pelo autor (2017).</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Conforme foi j&#xE1; referido (ver <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 1</xref>), esse item revelou-se o mais dif&#xED;cil de todos, com menos de 20% de alunos a responderem corretamente. De entre as dificuldades dos alunos, salienta-se o considerar os acontecimentos como sendo incompat&#xED;veis ou disjuntos (47,8%), o que em termos de conetivos l&#xF3;gicos corresponde a considerar a conjun&#xE7;&#xE3;o como sendo um acontecimento imposs&#xED;vel, como se ilustra na <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>.</p>
<fig id="f2">
<label>Figura 2</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item a) pelo aluno A10</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf02.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>Pela <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref> verificamos que o aluno A10 ao adicionar 45 com 30 est&#xE1; a incluir no total de casos favor&#xE1;veis duas vezes n&#xFA;mero de alunos que estudam teatro e m&#xFA;sica simultaneamente. Ora, tal rela&#xE7;&#xE3;o apenas se verifica quando os dois acontecimentos s&#xE3;o incompat&#xED;veis, o que n&#xE3;o acontece na situa&#xE7;&#xE3;o apresentada.</p>
<p>Seguidamente, com muitos menos alunos (13,0%), observou-se o erro de n&#xE3;o incluir na disjun&#xE7;&#xE3;o os alunos que estudam teatro e m&#xFA;sica simultaneamente, conforme se exemplifica na <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>.</p>
<fig id="f3">
<label>Figura 3</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item a) pelo aluno A6</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf03.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>Neste caso, tal como A6, todos os alunos, em termos de conetivos l&#xF3;gicos, confundiram a disjun&#xE7;&#xE3;o inclusiva com a disjun&#xE7;&#xE3;o exclusiva. Esse erro pode ter origem no uso da disjun&#xE7;&#xE3;o em situa&#xE7;&#xF5;es da linguagem corrente, onde frequentemente &#xE9; usada enquanto disjun&#xE7;&#xE3;o exclusiva.</p>
<p>O uso inadequado de terminologia foi referido por poucos alunos (6,5%) e consistiu no uso impr&#xF3;prio de opera&#xE7;&#xF5;es entre conjuntos, como se mostra na <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>.</p>
<fig id="f4">
<label>Figura 4</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item a) pelo aluno A31.</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf04.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>Esses alunos, tal como o A31, em vez de considerarem a opera&#xE7;&#xE3;o de adi&#xE7;&#xE3;o estabeleceram a opera&#xE7;&#xE3;o de reuni&#xE3;o entre n&#xFA;meros, o que traduz uma dificuldade clara dos alunos no uso dessas opera&#xE7;&#xF5;es. Observa-se, ainda, que tamb&#xE9;m esses alunos n&#xE3;o t&#xEA;m em considera&#xE7;&#xE3;o que alguns alunos estudam simultaneamente teatro e m&#xFA;sica, tal como foi referido anteriormente.</p>
<p>Nos dois outros tipos de erros, um aluno identificou corretamente os conjuntos em quest&#xE3;o atrav&#xE9;s de um diagrama de Venn, mas n&#xE3;o determinou a probabilidade pedida, e outro aluno determinou a probabilidade de estudar teatro e a probabilidade de estudar m&#xFA;sica, mas n&#xE3;o as combinou para obter a probabilidade de estudar teatro ou m&#xFA;sica.</p>
</sec>
<sec>
<title>Item b)</title>
<p>No item b) questionam-se os alunos sobre a determina&#xE7;&#xE3;o de uma probabilidade conjunta, que envolve a conjun&#xE7;&#xE3;o de dois acontecimentos, encontrando-se registados na <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 3</xref> os tipos de erros cometidos pelos alunos.</p>
<table-wrap id="t4">
<label>Tabela 3</label>
<caption>
<title>Frequ&#xEA;ncias (percentagens) das dificuldades e erros dos alunos no item b)</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left" valign="middle">Tipo de erro</th>
<th align="center" valign="middle">Frequ&#xEA;ncias (%)</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left" valign="top">Confundir conjun&#xE7;&#xE3;o com disjun&#xE7;&#xE3;o</td>
<td align="center" valign="top">12(26,1%)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Identificar corretamente os acontecimentos mas n&#xE3;o determinar a probabilidade</td>
<td align="center" valign="top">3(6,5%)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Uso inadequado de terminologia</td>
<td align="center" valign="top">2(4,3%)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Determinar as probabilidades sem a combinar</td>
<td align="center" valign="top">1(2,2%)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Considerar os acontecimentos independentes</td>
<td align="center" valign="top">1(2,2%)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">N&#xE3;o intelig&#xED;vel</td>
<td align="center" valign="top">2(4,3%)</td></tr></tbody></table>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados da pesquisa organizados pelo autor (2017).</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Esse foi o item que se revelou menos dif&#xED;cil para os alunos (ver <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 1</xref>), com cerca de metade a responderem corretamente. De entre os erros cometidos pelos alunos, destaca-se a confus&#xE3;o da conjun&#xE7;&#xE3;o com a disjun&#xE7;&#xE3;o (26,1%), cuja exemplifica&#xE7;&#xE3;o se mostra na <xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref>.</p>
<fig id="f5">
<label>Figura 5</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item b) pelo aluno A14</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf05.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>O aluno A14, apesar de ter considerado erradamente a disjun&#xE7;&#xE3;o, determinou-a corretamente, retirando o n&#xFA;mero de alunos que estudam simultaneamente teatro e m&#xFA;sica aquando da resolu&#xE7;&#xE3;o do item a). Desses alunos, mais quatro procederam de modo an&#xE1;logo, enquanto os restantes sete n&#xE3;o retiraram os alunos que estudam simultaneamente teatro e m&#xFA;sica, o que equivale a considerar esses alunos duas vezes no n&#xFA;mero de casos favor&#xE1;veis.</p>
<p>Poucos alunos (6,5%) identificaram o n&#xFA;mero de casos favor&#xE1;veis ao acontecimento conjun&#xE7;&#xE3;o, mas n&#xE3;o continuaram com a determina&#xE7;&#xE3;o da probabilidade pedida, como se mostra na <xref ref-type="fig" rid="f6">Figura 6</xref>.</p>
<fig id="f6">
<label>Figura 6</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item b) pelo aluno A20</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf06.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>O aluno A20 determina corretamente que s&#xE3;o quinze os alunos que estudam simultaneamente teatro e m&#xFA;sica, por&#xE9;m n&#xE3;o determina a probabilidade correspondente e termina aqui a sua resolu&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Comparativamente com o item anterior, nesse item menos alunos (4,3%) usaram inadequadamente terminologia. Na <xref ref-type="fig" rid="f7">Figura 7</xref> ilustra-se o uso inadequado da terminologia por parte desses alunos.</p>
<fig id="f7">
<label>Figura 7</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item b) pelo aluno A40</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf07.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>Tal como no item anterior, o aluno A40 considera erradamente a opera&#xE7;&#xE3;o de interse&#xE7;&#xE3;o em vez da opera&#xE7;&#xE3;o de adi&#xE7;&#xE3;o, o n&#xFA;mero de elementos de cada acontecimento em vez das probabilidades e, tamb&#xE9;m, n&#xE3;o retira o n&#xFA;mero de alunos que estudam simultaneamente teatro e m&#xFA;sica.</p>
<p>Por fim, um aluno determina corretamente cada uma das probabilidades dos acontecimentos intervenientes na conjun&#xE7;&#xE3;o sem as combinar e outro aluno multiplica essas probabilidades, considerando, assim, que os acontecimentos s&#xE3;o independentes.</p>
</sec>
<sec>
<title>Item c)</title>
<p>No item c) questionam-se os alunos sobre a determina&#xE7;&#xE3;o de uma probabilidade condicionada, em que um dos acontecimentos implicados na probabilidade condicionada envolve a conjun&#xE7;&#xE3;o de acontecimentos. Na <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 4</xref> encontram-se registados os diferentes tipos de erros cometidos pelos alunos.</p>
<table-wrap id="t5">
<label>Tabela 4</label>
<caption>
<title>Frequ&#xEA;ncias (percentagens) das dificuldades e erros dos alunos no item c)</title></caption>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left" valign="middle">Tipo de erro</th>
<th align="center" valign="middle">Frequ&#xEA;ncias (%)</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left" valign="top">Confundir conjun&#xE7;&#xE3;o com disjun&#xE7;&#xE3;o na determina&#xE7;&#xE3;o da probabilidade condicionada</td>
<td align="center" valign="top">15(32,6)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Confundir probabilidade da disjun&#xE7;&#xE3;o com probabilidade condicionada</td>
<td align="center" valign="top">9(19,6)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">Confundir probabilidade conjunta com probabilidade condicionada</td>
<td align="center" valign="top">3(6,5)</td></tr>
<tr>
<td align="left" valign="top">N&#xE3;o intelig&#xED;vel</td>
<td align="center" valign="top">3(6,5)</td></tr></tbody></table>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados da pesquisa organizados pelo autor (2017).</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Esse item tamb&#xE9;m se revelou muito dif&#xED;cil para os alunos, tendo apenas 20% respondido corretamente (ver <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 1</xref>). De entre os v&#xE1;rios erros cometidos pelos alunos, salienta-se a confus&#xE3;o entre a conjun&#xE7;&#xE3;o e a disjun&#xE7;&#xE3;o na determina&#xE7;&#xE3;o da probabilidade condicionada (32,6%), como se exemplifica na <xref ref-type="fig" rid="f8">Figura 8</xref>.</p>
<fig id="f8">
<label>Figura 8</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item c) pelo aluno A28</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf08.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>A resposta do aluno A28, embora esteja correto o valor da probabilidade (1/2), apresenta v&#xE1;rios erros, como seja considerar o n&#xFA;mero de alunos que estudam m&#xFA;sica, o n&#xFA;mero de alunos que estudam teatro ou m&#xFA;sica (que ele afirma como sendo o n&#xFA;mero de alunos que estudam teatro e m&#xFA;sica) e a invers&#xE3;o dos termos da raz&#xE3;o da probabilidade condicionada. Nesse &#xFA;ltimo caso, depois de ter substitu&#xED;do a conjun&#xE7;&#xE3;o pela disjun&#xE7;&#xE3;o, esse e outro aluno ter&#xE3;o determinado a probabilidade da condicional transposta ao considerar a probabilidade de estudar m&#xFA;sica, sabendo que estuda teatro ou m&#xFA;sica.</p>
<p>Tal como se verificou nos itens anteriores, tr&#xEA;s desses alunos, al&#xE9;m de confundirem a conjun&#xE7;&#xE3;o com a disjun&#xE7;&#xE3;o, tamb&#xE9;m consideraram os acontecimentos implicados na disjun&#xE7;&#xE3;o como sendo disjuntos, ou seja, n&#xE3;o retiraram os alunos que estudam teatro e m&#xFA;sica simultaneamente</p>
<p>Considerando a probabilidade condicionada como a raz&#xE3;o entre o n&#xFA;mero de casos favor&#xE1;veis e de casos poss&#xED;veis, portanto na perspetiva de restri&#xE7;&#xE3;o do espa&#xE7;o amostral, verificou-se que cinco alunos apresentaram corretamente apenas o n&#xFA;mero de casos favor&#xE1;veis (15) e tr&#xEA;s alunos apresentaram corretamente apenas o n&#xFA;mero de casos poss&#xED;veis (30).</p>
<p>Tamb&#xE9;m, um n&#xFA;mero consider&#xE1;vel de alunos (19,6%) confundiu a probabilidade da disjun&#xE7;&#xE3;o com a probabilidade condicionada, como se exemplifica na <xref ref-type="fig" rid="f9">Figura 9</xref>.</p>
<fig id="f9">
<label>Figura 9</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item c) pelo aluno A29</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf09.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>O aluno A29 ao determinar a probabilidade da disjun&#xE7;&#xE3;o retira os alunos que estudam teatro e m&#xFA;sica simultaneamente, tal como se verificou no item a), o que equivale a interpretar o conetivo da disjun&#xE7;&#xE3;o inclusiva como de disjun&#xE7;&#xE3;o exclusiva. &#xC0; exce&#xE7;&#xE3;o de um, todos esses alunos cometeram esse erro.</p>
<p>Finalmente, alguns alunos (6,5%) tamb&#xE9;m confundiram a probabilidade conjunta com a probabilidade condicionada, como se mostra na <xref ref-type="fig" rid="f10">Figura 10</xref>.</p>
<fig id="f10">
<label>Figura 10</label>
<caption>
<title>Resolu&#xE7;&#xE3;o do item c) pelo aluno A4</title></caption>
<graphic xlink:href="0103-636X-bolema-32-60-0172-gf10.jpg"/> <attrib>Fonte: Resposta do aluno (2016).</attrib></fig>
<p>O aluno 4 determina corretamente a probabilidade de estudar teatro e m&#xFA;sica simultaneamente, o que acontece tamb&#xE9;m com mais dois alunos, dos quais um repete mesmo a resposta dada ao item b). Ao dar a mesma resposta aos itens b) e c), esse &#xFA;ltimo aluno refor&#xE7;a a n&#xE3;o distin&#xE7;&#xE3;o entre a probabilidade conjunta e a probabilidade condicionada, que eram pedidas nesses itens.</p>
<p>No conjunto dos tr&#xEA;s itens da tarefa verificou-se, ainda, que seis alunos (13,0%)) deram como resposta da probabilidade pedida um valor superior a 1, denotando, assim, o desconhecimento de uma das propriedades fundamentais do conceito de probabilidade, a qual estabelece que a probabilidade de qualquer acontecimento &#xE9; um valor do intervalo [0, 1].</p>
<p>J&#xE1; em termos de estrat&#xE9;gia de determina&#xE7;&#xE3;o das probabilidades, embora se tenha verificado que a representa&#xE7;&#xE3;o das probabilidades atrav&#xE9;s de raz&#xF5;es foi largamente maiorit&#xE1;ria no conjunto dos tr&#xEA;s itens, houve um n&#xFA;mero razo&#xE1;vel de alunos, dezoito (39,1%), que representaram as probabilidades sob a forma de percentagem, recorrendo, para tal, &#xE0; regra de tr&#xEA;s simples para determinar essas probabilidades.</p>
</sec>
</sec>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>5 Conclus&#xF5;es e implica&#xE7;&#xF5;es</title>
<p>Os resultados do estudo realizado mostram que os alunos tiveram um desempenho muito limitado nos itens da tarefa, muito inferior ao obtido pelos alunos do 8.&#xB0; e 11.&#xB0; anos de escolaridade na classifica&#xE7;&#xE3;o de acontecimentos do estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B8">Fernandes (1999)</xref>.</p>
<p>A inclus&#xE3;o dos conetivos l&#xF3;gicos na formula&#xE7;&#xE3;o dos acontecimentos constituiu um aspeto que levou muitos alunos a responderem incorretamente ao longo dos tr&#xEA;s itens da tarefa. Entre as dificuldades dos alunos, salientou-se a confus&#xE3;o entre a interse&#xE7;&#xE3;o e a reuni&#xE3;o de dois acontecimentos, a considera&#xE7;&#xE3;o da reuni&#xE3;o de dois acontecimentos como sendo disjuntos, quando na realidade n&#xE3;o o eram, e excluir da reuni&#xE3;o de dois acontecimentos a sua interse&#xE7;&#xE3;o, quando de facto ela n&#xE3;o era vazia. Tal como os futuros professores dos primeiros que participaram neste estudo, tamb&#xE9;m alunos do 3.&#xB0; ciclo sentiram dificuldades em quest&#xF5;es l&#xF3;gicas e de linguagem associadas &#xE0; conjun&#xE7;&#xE3;o de acontecimentos no estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Watson e Moritz (2002)</xref>.</p>
<p>No caso da probabilidade condicionada, para al&#xE9;m da confus&#xE3;o entre interse&#xE7;&#xE3;o e reuni&#xE3;o de acontecimentos, manifestada pelos alunos, verificou-se, tamb&#xE9;m, que alguns deles consideraram a probabilidade condicional como sendo a probabilidade da reuni&#xE3;o ou da interse&#xE7;&#xE3;o de acontecimentos. Enquanto a confus&#xE3;o entre a probabilidade condicionada e a probabilidade conjunta &#xE9; um erro referido na literatura (e.g. <xref ref-type="bibr" rid="B10">FERNANDES et al., 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">POLLATSEK et al., 1987</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">WATSON; MORITZ, 2002</xref>), o mesmo n&#xE3;o acontece com a confus&#xE3;o entre a probabilidade condicionada e a probabilidade da reuni&#xE3;o, que constitui um resultado novo deste estudo. Possivelmente, essa &#xFA;ltima dificuldade, entre a probabilidade condicionada e a probabilidade da reuni&#xE3;o, ter&#xE1; estado ligada &#xE0; confus&#xE3;o entre a interse&#xE7;&#xE3;o e a reuni&#xE3;o de acontecimentos, dificuldade que foi transversal aos tr&#xEA;s itens da tarefa, e que explicaria a menor ades&#xE3;o dos alunos &#xE0; confus&#xE3;o entre probabilidade condicional e probabilidade conjunta. Refira-se ainda, por &#xFA;ltimo, que a troca da probabilidade condicionada com a sua transposta ocorreu apenas pontualmente.</p>
<p>Finalmente, com menor incid&#xEA;ncia, observaram-se, ainda, dificuldades dos alunos no uso de terminologia, em combinar as probabilidades dos acontecimentos para obter a probabilidade da reuni&#xE3;o e da interse&#xE7;&#xE3;o e em considerar que a probabilidade de qualquer acontecimento n&#xE3;o pode tomar um valor superior a 1. Essas dificuldades dos alunos traduzem uma vis&#xE3;o muito limitada e primitiva do conceito de probabilidade, que tamb&#xE9;m foi observada por <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fernandes et al. (2014)</xref> em alunos futuros professores dos primeiros anos.</p>
<p>Uma compreens&#xE3;o muito limitada do conceito de probabilidade foi, tamb&#xE9;m, referida nos estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B18">Silva (2011)</xref> e de <xref ref-type="bibr" rid="B4">Cavalcante, Andrade e R&#xE9;gnier (2016)</xref>, envolvendo alunos futuros professores de Matem&#xE1;tica do ensino b&#xE1;sico e secund&#xE1;rio, sobretudo no que respeita &#xE0; integra&#xE7;&#xE3;o das diferentes facetas do conhecimento que interv&#xEA;m no ato de ensinar (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Godino, 2009</xref>).</p>
<p>Assim, as muitas e variadas dificuldades e erros manifestados pelos alunos no presente estudo implicam a necessidade de aprofundar a forma&#xE7;&#xE3;o desses futuros professores dos primeiros anos em Probabilidades, se pretendemos que eles desenvolvam um ensino de qualidade com as crian&#xE7;as. Particularmente, as quest&#xF5;es l&#xF3;gicas e de linguagem devem ser enfatizadas no &#xE2;mbito das Probabilidades e tamb&#xE9;m noutras disciplinas, at&#xE9; porque se trata de uma tem&#xE1;tica de interesse em diferentes dom&#xED;nios cient&#xED;ficos.</p>
<p>No caso das Probabilidades, esse aprofundamento pode passar pela inclus&#xE3;o dos conetivos l&#xF3;gicos <italic>e</italic>, <italic>ou</italic> e <italic>n&#xE3;o</italic> na formula&#xE7;&#xE3;o dos acontecimentos probabil&#xED;sticos, como acontece na tarefa aqui explorada, e das correspondentes opera&#xE7;&#xF5;es de conjuntos, pela explora&#xE7;&#xE3;o dessas situa&#xE7;&#xF5;es probabil&#xED;sticas e pela discuss&#xE3;o e reflex&#xE3;o, em grupo turma, das resolu&#xE7;&#xF5;es dos alunos. Adicionalmente, podem-se propor tarefas em que s&#xE3;o dados os valores de probabilidade e se pede aos alunos que estabele&#xE7;am os respetivos acontecimentos com recurso aos conetivos l&#xF3;gicos. Comparativamente com as tarefas que partem dos conetivos para as probabilidades, como aquela que aqui foi explorada, as tarefas que partem das probabilidades para os conetivos t&#xEA;m a vantagem de implicar, necessariamente, o recurso aos conetivos para poder resolver essas tarefas.</p>
</sec></body>
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<fn id="fn1" fn-type="other">
<label>1</label>
<p>Em Portugal, o ensino b&#xE1;sico desenvolve-se entre o 1.&#xB0; e o 9.&#xB0; ano de escolaridade, e organiza-se nos tr&#xEA;s seguintes ciclos: 1.&#xB0; ciclo, do 1.&#xB0; ao 4.&#xB0; ano; 2.&#xB0; ciclo, 5.&#xB0; e 6.&#xB0; anos; e 3.&#xB0; ciclo, do 7.&#xB0; ao 9.&#xB0; ano. Os futuros professores a que nos referimos neste artigo podem lecionar ao n&#xED;vel do 1.&#xB0; e 2.&#xB0; ciclos.</p></fn></fn-group>
<ack>
<title>Agradecimentos</title>
<p>Este trabalho contou com o apoio de Fundos Nacionais atrav&#xE9;s da FCT &#x2013; Funda&#xE7;&#xE3;o para a Ci&#xEA;ncia e a Tecnologia no &#xE2;mbito do projeto PEst-OE/CED/UI1661/2014, do CIEd-UM e do projeto UID/Multi/04016/2016.</p>
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<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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<article-title>Altera&#xE7;&#xF5;es do programa de matem&#xE1;tica do ensino b&#xE1;sico portugu&#xEA;s: o caso do tema Organiza&#xE7;&#xE3;o e Tratamento de Dados</article-title>
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<collab>ENCONTRO DE PROBABILIDADES E ESTAT&#xCD;STICA NA ESCOLA</collab></person-group>
<comment>3., 2013, Braga</comment>
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