HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

História da Educação na Pós-Graduação em Educação da UEPG (1994-2015)

History of Education in Graduate Program in Education of UEPG (1994-2015)

Historia de la Educación en el Postgrado en Educación de la UEPG (1994-2015)

Névio de Campos *
Universidade Estadual de Ponta Grossa, Brazil
Oriomar Skalinski
Universidade Estadual de Ponta Grossa, Brazil
Maria Julieta Weber Cordova
Universidade Estadual de Ponta Grossa, Brazil

História da Educação na Pós-Graduação em Educação da UEPG (1994-2015)

Acta Scientiarum. Education, vol. 39, núm. 3, pp. 277-287, 2017

Editora da Universidade Estadual de Maringá - EDUEM

Recepção: 04 Agosto 2015

Aprovação: 12 Julho 2016

RESUMO. : Este artigo toma como objeto o lugar da História da Educação como campo de pesquisa na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), entre os anos de 1994 e 2015. Na avaliação desse campo, buscamos, para além de uma reconstituição de ideias, examinar sua trajetória e presença institucionais, objetivadas em diferentes âmbitos da universidade. Destaca-se, dentre esses elementos, a implantação do Programa de Pós-Graduação em Educação, em 1993/1994, como um importante marco que possibilita retratar a história da pesquisa em História da Educação, conforme ocorreu na instituição. Em sua trajetória, o lugar da História da Educação na UEPG - no âmbito da pesquisa - passou da condição de linha, existente entre os anos de 1994 e 2000, para a de projeto isolado, de 2000 a 2003, e, ainda como um terceiro desdobramento, de 2003 até o presente momento, passou a fazer uma composição, formando uma linha associada ao campo de estudo das Políticas Educacionais. As pesquisas em História da Educação na UEPG, embora estejam presentes desde o nascimento do mestrado, revelam-se como uma presença ainda tímida, em razão de dificuldades existentes para sua expansão, especialmente, as ligadas ao número reduzido de professores com vinculação ao campo na instituição.

Palavras-chave: pós-graduação em educação, história da educação, campo de pesquisa.

ABSTRACT. : The object of this study is the place of the History of Education as a research field in the State University of Ponta Grossa (UEPG), between 1994 and 2015. When evaluating this field, we sought, besides reconstitution of ideas, to examine its trajectory and institutional presence, in different spaces of the university. The implementation of the Graduate Program in Education in 1993/94 represented an important milestone that enables to illustrate the history of research in History of Education as it occurred in the institution. Regarding its trajectory, the place of the History of Education in UEPG - in the scope of research - moved from the condition of research line, already existing from 1994 to 2000, to that of isolated project, from 2000 to 2003 and, also reaching another step, from 2003 until now, as part of a composition, becoming a research line associated with the Educational Policy research field. The research in History of Education in UEPG, although present since the beginning of the Master’s program, still has a discrete presence, due to the existing difficulties for its expansion, mainly those related to the low number of professors in this field linked to the institution.

Keywords: graduate studies in education, history of education, research field.

RESUMEN. : Este artículo utiliza como objeto el lugar de la Historia de la Educación como campo de investigación en la Universidad Estadual de Ponta Grossa (UEPG), entre los años de 1994 y 2015. En la evaluación de este campo, buscamos, para más allá de una reconstitución de ideas, examinar su trayectoria y presencia institucionales, dirigidas a diferentes ámbitos de la universidad. Se destaca, entre estos elementos, la implantación del Programa de Postgrado en Educación, en 1993/1994, como un importante hito que posibilita retratar la historia de la investigación en Historia de la Educación, conforme ocurrió en la institución. En su trayectoria, el lugar de la Historia de la Educación en la UEPG - en el ámbito de la investigación - pasó de la condición de línea, existente entre los años 1994 y 2000, para la de proyecto aislado, de 2000 a 2003, y, aun como un tercer despliegue, de 2003 hasta el presente momento, pasó a hacer una composición, formando una línea asociada al campo de estudio de las Políticas Educacionales. Las investigaciones en Historia de la Educación en la UEPG, aunque estén presentes desde el nacimiento de la maestría, se revelan como una presencia aún tímida, en razón de dificultades existentes para su expansión, especialmente, las relacionadas al número reducido de profesores con vinculación al campo en la institución.

Palabras clave: postgrado en educación, historia de la educación, campo de investigación.

Introdução

O objetivo deste texto é discutir o lugar da História da Educação no âmbito da Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no contexto circunscrito entre 1994 e 2015. Historicizar um campo de pesquisa requer que se considerem outros elementos de análise, além daqueles traçados pelo caminho da reconstituição das ideias. Ou seja, faz-se necessário pôr em discussão a organização das instituições: universidade, centros de pesquisa, cursos, entre outros. Na experiência brasileira, as atividades investigativas estão associadas ao processo de conformação das universidades, particularmente ao movimento de criação dos programas de pós-graduação stricto sensu (Gouveia, 1971, 1976, 2005), (Mello, 1983), (Warde, 1990), (Campos & Fávero, 1994). Com a progressiva criação de programas de pós-graduação no Brasil, a partir do final da década de 1960, constituíram-se espaços de pesquisa que se centralizaram nas principais cidades brasileiras. Malta Campos e Osmar Fávero (1994, p. 6) destacam que a organização da pós-graduação em educação apresentava sua “[...] distribuição desigual no território brasileiro, que acompanha a desigualdade do desenvolvimento econômico das várias regiões”. Conforme esses autores, “[...] o número de programas cresceu rapidamente: entre 1971 e 1972 foram implantados 10 cursos de mestrado; até 1975, 16 já estavam em funcionamento. O primeiro curso de doutorado iniciou-se em 1976. No final de 1992, funcionavam mais de 38 cursos de mestrado e 16 de doutorado (1994, p. 7)”.

Uma investida para compreender a pesquisa em regiões consideradas periféricas precisa atentar para esse quadro, pois a pesquisa na UEPG foi implantada, posteriormente, aos grandes centros do Brasil. O Programa de Pós-Graduação em Educação da UEPG, iniciado com o curso de mestrado em 1994, é um dos elementos que sustenta essa afirmação. No final da década de 1980, no Estado do Paraná, havia apenas mestrado em educação na Universidade Federal do Paraná, conforme Meire e Daniel (2016, p. 159): “[...] criado em 1974 iniciou suas atividades em 1977, mas só seria credenciado junto ao MEC e ao CFE no ano de 1978”.

A UEPG foi constituída com pretensões ligadas à formação profissional demarcada pelo ensino na graduação, elemento comum à trajetória de outras faculdades e universidades. Nesse formato, foram criados os primeiros cursos superiores na então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ponta Grossa, no final de 1949, em seguida, nas Faculdades de Farmácia e Odontologia em 1952, na Faculdade de Direito em 1954 e nas Faculdades de Ciências Econômicas e Administração em 1966. Em 1970, por meio da aglutinação dessas faculdades isoladas foi criada a Universidade Estadual de Ponta Grossa,sendo naquele momento instalado o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, órgão com a função de ordenar a pesquisa na instituição.

Na década de 1980, ganharam espaço os cursos de especialização. Em 1981, iniciou o curso de especialização, cuja preocupação seria dar uma formação aos docentes universitários, pois versava sobre metodologia do ensino superior. Outro aspecto importante que evidencia a tentativa de institucionalização da pesquisa, mesmo que incipiente, foi a criação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), em 1987. Uma medida decorrente dessa institucionalização foi a saída de docentes da UEPG para cursar mestrado e doutorado, atendendo aos objetivos indicados no momento de criação da Propesp que seriam desenvolver a pesquisa e titular docentes da instituição.

Conforme destaca o Projeto de mestrado em educação (UEPG, 1993), já em 1987 iniciaram-se os estudos para avaliar a possibilidade de fundação do curso de mestrado na área de metodologia do ensino superior. No início da década de 1990, passou-se a trabalhar com a possibilidade de convênio com docentes de instituições externas, objetivando estabelecer uma proposta mais verticalizada. Dessa forma, os contatos foram feitos com docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) a fim de firmarem contratos como docentes visitantes com a UEPG. Além disso, estabeleceu-se contato com professores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). No início de 1992, os professores da UEPG começaram as discussões para sistematizar a proposta de mestrado. No semestre seguinte daquele ano, foi solicitado que docentes da UNICAMP formassem uma comissão consultiva a fim de contribuir com a formalização do referido curso, resultando na sistematização da proposta do mestrado em educação da UEPG no ano de 1993.

Linha de pesquisa História e Historiografia da Educação (1994-2000)

A proposta de mestrado,iniciada em 1994, contou com cinco docentes dos departamentos do Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da UEPG, sendo três permanentes e dois colaboradores, assim como com três professores visitantes da UFPR e cinco convidados da UNICAMP. Conforme o documento Reflexões sobre o mestrado em Educação face às críticas e sugestões dos consultores da CAPES (Universidade Estadual de Ponta Grossa [UEPG, 1999a, p. 1), “[...] nos primeiros anos de funcionamento do Programa de Mestrado em Educação, o corpo docente era composto por 3 professores permanentes, do quadro efetivo da UEPG e por 4 professores visitantes, além de vários professores convidados e participantes, através do convênio com a UNICAMP”. Ao observar a formação dos docentes que compuseram o quadro do curso,destacam-se as áreas de Política Educacional, História do Brasil, Metodologia do Ensino, Filologia e Linguística, Estrutura e Funcionamento do Primeiro Grau, Sociologia da Educação, Filosofia da Educação e História da Educação.

Outro aspecto a ser destacado diz respeito à organização do curso, particularmente à área de concentração, às linhas e à estrutura curricular. O curso nasceu com duas áreas de concentração: Ensino Superior e Formação de Recursos Humanos para a Educação. A primeira área continha três linhas de pesquisa: Ensino de 3.º Grau: problemas e perspectivas; Universidade, Estado e Sociedade; Universidade, Educação e Trabalho. Já a segunda área de concentração estava composta pelas seguintes linhas: Ensino e Educação de Professores; Política Educacional. Além dessas, constam na proposta mais duas linhas que pertenceriam às duas áreas de concentração: Administração da Educação: política, planejamento e gestão; História e Historiografia da Educação. Entretanto, a linha de Administração da Educação não foi efetivada, ficando com seis linhas no total. O conjunto de áreas de concentração e linhas indica uma diversidade de formação do corpo docente e a forma de compreensão da própria organização do curso. O aspecto a se destacar é a existência da linha História e Historiografia da Educação na origem do Curso de Mestrado em Educação da UEPG.

O conjunto de disciplinas estruturava-se com tendências teóricas da educação e fundamentos epistemológicos da pesquisa (obrigatórias para todos os mestrandos); ensino superior: análise contextual e metodologia do ensino superior (disciplinas obrigatórias da área de concentração de ensino superior); gestão da educação e formação de professores (obrigatórias da área de concentração formação de recursos humanos para a educação). O rol de disciplinas optativas é extenso: antropologia filosófica, história da educação, filosofia da educação, psicologia da educação, sociologia da educação, fundamentos socioeconômicos da educação, educação brasileira, formação de professores, estado e educação, currículos, planejamento e avaliação, política educacional, informática e educação, seminário de pesquisa I e II e seminário de leituras. Do conjunto das disciplinas, merece destaque a presença de história da educação, embora na condição de oferta optativa.

Porém, conforme projeto do curso de 1999 (UEPG, 1999b), enviada à CAPES, a grande maioria das disciplinas optativas não foi ofertada. A rigor, foram trabalhadas apenas fundamentos socioeconômicos da educação, estado e educação, currículos, movimentos sociais e gestão da educação, planejamento e avaliação, seminários de pesquisa I e II e seminários temáticos. As razões são de duas ordens: primeira, porque o estudante deveria escolher duas disciplinas do extenso conjunto de optativas. E a julgar pela força representativa, é visível o peso assumido pelas disciplinas de seminário de pesquisa I e II. Segunda, por não terem sido ofertadas outras disciplinas, pois não encontramos registros de que história da educação tenha sido trabalhada pelos docentes.

As observações anteriores evidenciam tanto a existência da linha de História e Historiografia da Educação quanto de História da Educação como disciplina optativa. Essa condição indica que, entre o corpo docente, havia professores com trajetórias associadas a essa área do conhecimento. Entre o corpo docente inicial, havia dois docentes que tinham aproximação com a História da Educação: Aída Mansani Lavalle e Lilian Anna Wachowicz. A primeira realizou graduação em Geografia e História, mestrado em História Econômica do Brasil (1974) e livre-docência em História do Brasil (1975). Na atividade de docência, havia lecionado História do Brasil, Técnicas de Pesquisa Histórica, História das Sociedades e História da Economia Brasileira. Na descrição do currículo dessa professora, constam sete produções, das quais duas têm relação com a educação: A história regional nas escolas de primeiro grau do município de Ponta Grossa; Nos tempos da Província: Emília Ericksen e o ensino em Castro. No entanto, essa professora não fez parte do corpo docente permanente e não orientou dissertação.

A segunda professora fez graduação em Pedagogia (1961), mestrado em Currículo (1971) e doutorado em Filosofia da Educação (1981), cuja tese A relação professor-estado no Paraná tradicional tratava de um tema de História da Educação que foi orientada por Saviani no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Educação da PUC-SP. Dermeval Saviani (2005, p. 57) observa que iniciou sua vida acadêmica pelo campo da Filosofia da Educação, ingressando “[...] no Programa de Estudos de Pós-Graduados em Filosofia da Educação da PUC-SP, no nível de Mestrado. A partir de 1978 essa atuação se amplia ao incidir também sobre o nível de Doutorado na PUC-SP, instalado no segundo semestre de 1977”. Não obstante, destaca Saviani (2005, p. 57) que “[...] no âmbito da Pós-Graduação tive oportunidade de colaborar na produção de investigações na área de história da educação, seja orientando dissertações e teses, seja ministrando disciplinas e participando de exames de qualificação e defesa dos trabalhos realizados”. Em 1980, Saviani passou, também, a atuar na UNICAMP, onde estabeleceu a linha de pesquisa História, Sociedade e Educação no Brasil (1986), tornando-se Grupo de Estudos e Pesquisas História, Sociedade e Educação no Brasil (HISTEDBR), em 1991. Além disso, é importante destacar que Saviani participou do processo de criação da Sociedade Brasileira de História da Educação (1999), assumindo a presidência dos primeiros anos dessa entidade representativa dos historiadores da educação.

O corpo docente do Curso de Mestrado da UEPG sofreu mudança já no ano de 1994, pois os títulos das primeiras dissertações defendidas evidenciam outros professores. Nesse sentido, a julgar pelas primeiras dissertações defendidas, nota-se a inclusão de outros docentes visitantes da UFPR, entre os quais destacamos Elizabeth Blanck Miguel, que orientou algumas pesquisas que estavam vinculadas à área de História da Educação. Blanck Miguel tem formação em Pedagogia (1964), mestrado (1982) e doutorado (1992) em Educação, cuja tese A pedagogia da escola nova no Paraná: início, consolidação e expansão do movimento foi orientada por Mirian Jorge Warde no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Educação da PUC-SP. Mirian Warde está vinculada a um contingente de instituições criadas no campo da História da Educação, entre elas, a própria Sociedade Brasileira de História da Educação. O mestrado e doutorado de Warde foram orientados por Dermeval Saviani no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Educação da PUC-SP.

A menção dos agentes ligados à História da Educação é fundamental para entender porque havia História e Historiografia da Educação como linha de pesquisa e História da Educação como disciplina no Curso de Mestrado em Educação da UEPG. Nesse sentido, pactuamos com as observações de Renato Ortiz (2002, p. 10, grifo do autor) de que “[...] Bourdieu tem razão quando diz que a história das ideias não se resume apenas às ideias; é preciso, ainda, compreender como elas são trabalhadas pela comunidade acadêmica, pelo ‘campo científico’. Este é o nicho no qual as abstrações se atualizam”. As relações de Blanck Miguel e Lilian Wachowicz com as discussões produzidas por dois representantes da História da Educação de âmbito nacional foram condicionantes para a inclusão dessa área no âmbito do Curso do Mestrado em Educação da UEPG. Essa discussão está atrelada ao conceito de trajetória de Bourdieu (2008, p. 81), a qual se define como “[...] uma série de posições sucessivamente ocupadas por um mesmo agente (ou um mesmo grupo), em um espaço ele próprio em devir e submetido a transformações incessantes”. Essas redes de pertencimento são os elementos que permitem compreender o lugar da Educação e da História da Educação como campo de pesquisa na UEPG.

A presença dessas professoras viabilizou a produção de pesquisas em História da Educação. É importante destacar que Blanck Miguel e Lilian Wachowicz, também, orientaram pesquisas que não estavam enquadradas, especificamente, em História da Educação. Todavia, outros docentes, que tinham doutorado em áreas diferentes, orientaram dissertações em História da Educação, conforme Quadro 1.

No Quadro 1, aparecem nomes de quatro docentes. Conforme dados dos relatórios do Curso, dos quatro docentes, três pertenciam à PUC-PR. Além disso, por meio dos relatórios consultados, é possível afirmar que todas as orientações foram feitas por docentes da UEPG, UFPR e PUC-PR. Não houve orientação alguma feita por professores da Unicamp. A participação dos docentes paulistas foi na condução de disciplinas, conforme atestam os relatórios anuais do Curso de Mestrado. Outro aspecto a destacar é que o número de docentes que tomou a História da Educação em seus horizontes de orientação foi mais amplo do que parecia pelo quadro inicial, muito embora uma das pesquisadoras que compôs o grupo, desde o início, não tenha orientado dissertação alguma. Entretanto, observamos que a História da Educação se fez presente nas primeiras pesquisas do Mestrado em Educação, apesar de alguns docentes, também, terem orientado dissertações que estavam fora do escopo da linha de História e Historiografia da Educação. Esses aspectos evidenciam que a História da Educação estava presente, muito embora os interesses de pesquisa estivessem mais dependentes dos projetos dos candidatos do que do alinhamento às temáticas dos docentes.

Quadro1
Dissertações com temáticas de História da Educação (1994-1998)1.
Dissertações com temáticas de História da Educação (1994-1998)1.
Fonte: UEPG (2015a).

Em 1998, o curso de mestrado sofreu alterações, uma vez que passou a concentrar as atividades em docentes da UEPG, diminuindo a dependência de professores externos. Conforme o documento Reflexões sobre o mestrado em Educação face às críticas e sugestões dos consultores da CAPES (UEPG, 1999a, p. 1),

A partir de 1998, o quadro docente ficou composto por treze (13) professores, sendo quatro (4) permanentes do quadro próprio da instituição, quatro (4) professores visitantes, e cinco (5) professores participantes, contando, ainda, com um (1) professor doutor e quatro (4) doutorandos também do quadro próprio da UEPG, que iniciam sua participação no corrente ano letivo.

Ainda permanecia a organização do curso em duas áreas, distribuídas num total de seis linhas, entre as quais constava História e Historiografia da Educação. A partir de 1998, ingressou ao Mestrado em Educação Teresa Jussara Luporini, professora da UEPG, graduada em História (1971) e Pedagogia (1984), com mestrado e doutorado em Educação e com produção em História da Educação. Por outro lado, os docentes externos que orientaram dissertações na área de História da Educação deixaram o curso em razão das mudanças acontecidas, conforme a citação anterior.

De História e Historiografia da Educação a projeto isolado Educação, História e Memória (2000-2003)

A configuração da História da Educação em projeto isolado de pesquisa está associada à composição do corpo docente do mestrado. Os docentes externos que tinham aproximação com essa área não estavam mais no curso. Desse modo, a partir das novas composições, ficou apenas uma docente da área de História da Educação, o que serviu de justificativa para o fim da linha de História e Historiografia da Educação.

A transformação da linha História e Historiografia da Educação em projeto isolado Educação, História e Memória está relacionada à trajetória de Teresa Jussara Luporini. É importante assinalar que o percurso acadêmico dessa professora está ligado à história e à educação, pois sua dissertação Pesquisando e compreendendo história: uma experiência com alunos de 8ª série, foi defendida na PUC-SP sob orientação de Myrtes Alonso. Já sua tese, Lugares da memória no Estado do Paraná: demandas e políticas pela preservação do patrimônio cultural, foi defendida na Unicamp, orientada por Maria da Gloria Gohn. Além disso, a partir de 1992, Luporini compôs o grupo da UEPG que participou do projeto nacional de levantamento e catalogação de fontes primárias e secundárias da História da Educação Brasileira sob a coordenação nacional de Dermeval Saviani.

No ano de 2000, foi reformulado o projeto do curso para ser enviado à CAPES no mês de agosto. Conforme relatório referente ao ano de 2000, enviado no ano de 2001, a proposta do curso definiu a nova área de concentração em ‘Formação de profissionais da educação’, contando com três linhas: Política Educacional; Ensino e Educação de Professores; Educação, História e Memória. Essa proposta recebeu parecer encaminhando diligência para o mês de março de 2001 com o objetivo de dar maior precisão ao curso. As sugestões advindas da visita versavam sobre a necessidade de mudança de área de concentração para ‘Educação’, redução de três linhas para duas, isto é, Ensino e Educação de Professores e Política Educacional. Segundo os avaliadores, “[...] a linha Educação, História e Memória, por ter no momento apenas uma professora responsável por projetos de pesquisa, estaria mais bem articulada ao Programa como projeto isolado” (UEPG, 2001, p. 93). Não obstante, destacaram que “[...] com o retorno previsto de doutores com especialização nesta área, o projeto isolado pode vir a se constituir como linha de pesquisa em curto prazo” (UEPG, 2001, p. 93).

Depois de meia década, o Curso de Mestrado em Educação da UEPG foi autorizado e reconhecido pela CAPES. Na nova configuração, a História da Educação deixou a condição de linha de pesquisa e passou a de projeto isolado de pesquisa. Além disso, a disciplina optativa denominada História da Educação, que não fora ministrada, deixa de constar no rol de disciplinas. Entretanto, Educação, História e Memória é uma nova disciplina que passa a ser ofertada de modo contínuo. Conforme relatório do curso referente ao ano de 2001, enviado em 2002 (UEPG, 2002, p. 10-11),

Os projetos isolados constituem um núcleo temático que investiga tanto os fatores atuantes na evolução do sistema educacional brasileiro quanto a análise do desenvolvimento do processo de produção historiográfica. Os projetos apresentados como Projetos Isolados estão incluídos nessa categoria não pela natureza da temática ou dos projetos em si, mas, apenas pelo número de docentes atuantes neste núcleo temático que estão ligados diretamente ao Programa de Pós-Graduação. Assim que forem integrados docentes que se encontram em fase de titulação ou recém doutores o núcleo temático poderá se firmar no programa como linha de pesquisa Educação, História e Memória.

Ao olhar a produção de dissertações, nesse período, destacam-se temáticas de História da Educação orientadas pela professora Luporini, conforme o Quadro 2. Além disso, há uma dissertação de História da Educação orientada por Ivo Both.

Em suma, ainda que não se configure numa nova organização da área de História da Educação, o projeto Educação, História e Memória possibilitou articulações de pesquisa com o campo da História da Educação, apresentando, inclusive, uma produção bastante concentrada de trabalhos em torno de temáticas relacionadas a essa área do conhecimento.

Quadro2
Dissertações com temáticas de História da Educação (2000-2003)2.
Dissertações com temáticas de História da Educação (2000-2003)2.
Fonte: UEPG (2015a).

De projeto isolado Educação, História e Memória à linha de História e Política Educacionais (2003-2015)

Ao longo do ano de 2003, houve reformulação do projeto do curso, mantendo-se a área de concentração em educação e alterando-se as linhas de pesquisa. Na nova organização, cuja implantação iniciaria em 2004, as linhas estabelecidas foram Ensino-Aprendizagem e História e Política Educacionais. Ocorreu uma reorganização das disciplinas, na tentativa de atender a uma formação geral das duas linhas e formação específica a cada uma das linhas. Nessa nova formatação, foi excluída Educação, História e Memória do rol de disciplinas optativas.

Conforme relatório apresentado à CAPES, cujo registro encontra-se nos Cadernos Indicadores do Relatório Anual, assim pode-se compreender a nova organização (UEPG, 2003, p. 29):

Como três das quatro Professoras que se aposentaram se concentravam na linha de Política Educacional e do Projeto Isolado Educação, História e Memória foi necessária uma avaliação que considerasse as deficiências na constituição das Linhas de Pesquisa, tanto as levantadas pelas avaliações externas quanto as percebidas internamente. Assim, foi tomada a decisão de estruturar o Programa em torno das duas Linhas de Pesquisa Ensino-Aprendizagem e História e Política Educacionais, com reagrupamento dos Professores remanescentes das linhas a serem extintas e dos novos docentes em fase de credenciamento. Com a tomada dessa decisão que procurava manter como um dos pólos do Programa as discussões de ordem contextual, ou seja, sobre história e políticas da educação.

O corpo docente é reduzido desde a criação da linha História e Política Educacionais, sofrendo um pequeno aumento apenas recentemente, como atesta o Quadro 3.

A representação docente de História da Educação está vinculada a três professores que estão no PPGE/UEPG. Maria Isabel Moura Nascimento, graduada em Pedagogia, mestre em Educação, tem doutorado em Educação na Unicamp orientado por José Claudinei Lombardi. Ela ingressou no Mestrado em Educação da UEPG, em 2004. Além disso, passou a assumir a coordenação do HISTEDBR dos Campos Gerais. Já Névio de Campos, graduado em Filosofia, mestrado e doutorado em Educação na linha de História e Historiografia da Educação, pela UFPR, sob orientação de Carlos Eduardo Vieira, ingressou como docente na pós-graduação em 2008. E Vera Lucia Martiniak, graduada em Pedagogia, mestre em educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, sob orientação de Teresa Jussara Luporini, e doutorado em Educação pela UNICAMP, orientado por José Luiz Sanfelice e coorientação de Maria Isabel Moura Nascimento. Martiniak compõe o grupo de pesquisadores do HISTEDBR dos Campos Gerais e ingressou no Programa de Pós-Graduação em Educação da UEPG, em 2013.

Quadro3
Distribuição dos docentes da Linha História e Política Educacionais - HPE (2004-2015).
Distribuição dos docentes da Linha História e Política Educacionais - HPE (2004-2015).
Fonte: Os autores.

Apesar do pequeno número de pesquisadores de História da Educação, os dados indicam que, no período de 2004 a 2015, houve três dezenas de pesquisas orientadas, como podemos observar no Quadro 4.

É importante destacar que algumas orientações foram feitas por docentes que têm incursão mais forte em Política Educacional e na linha de Ensino-Aprendizagem. Porém, a grande parte era oriunda de orientação de professores de História da Educação. Na última década, embora ainda houvesse pequeno número de docentes, percebe-se um crescimento de atuação dos professores de História Educação, o que explica a maior incidência de pesquisas nessa área.

Esse movimento da História da Educação como campo de pesquisa na UEPG precisa ser compreendido no interior do campo acadêmico brasileiro. Na interpretação de Diana Vidal e Faria Filho (2003, p. 37), com a criação dos programas de pós-graduação em educação (anos 1960), do Grupo de Trabalho História da Educação da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (1984) e do Grupo de Estudos e Pesquisas ‘História, sociedade e educação no Brasil’ (Histedbr), no ano de 1986, “[...] cresceu substantivamente a produção de trabalhos em História da Educação no Brasil”.

Quadro4
Dissertações e teses com temáticas de História da Educação (2004-2015).
Dissertações e teses com temáticas de História da Educação (2004-2015).
Fonte: UEPG (2015a, 2015b).

Esses autores identificaram a relativização de pesquisas de caráter individual e o crescimento das redes de pesquisadores a partir de grupos de pesquisa, característica marcante da área de educação a partir daquele momento:

Ao longo dos anos de 1990, a área se viu enriquecida com a constituição de inúmeras outras instâncias de aglutinação de pesquisadores e condensação/difusão de perspectivas teórico-metodológicas. A primeira grande novidade foi, ao que nos parece, uma mudança substantiva na forma própria de organizar e realizar as pesquisas: além da continuidade da tradição das investigações efetuadas individualmente, emergiu na área, como em todo o campo da educação, uma multiplicidade de grupos de pesquisa que se impuseram o desafio de investigações de escopo alargado, de longo prazo e com grande preocupação com o mapeamento, organização e disponibilização de acervos documentais (Vidal & Faria Filho, 2003, p. 59).

Outro aspecto de relevância seria o processo de criação de diversas instituições de pesquisa e revistas especializadas, conforme observam Vidal e Faria Filho (2003, p. 59):

Em 1996, os pesquisadores em história da educação do Rio Grande do Sul, decidiram, pioneiramente, criar a Associação Sul-Rio-Grandense de Pesquisadores em História da Educação/ASPHE, responsável pela publicação História da Educação. Em 1999, foi a vez da criação da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE), fruto de um trabalho de cooperação e articulação dos diversos pesquisadores e grupos de pesquisas atuantes na área, e da Revista Brasileira de História da Educação.

Já, no texto de 2003, esses autores indicavam o sentido da criação da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE), em 1999. Conforme Saviani (2005, p. 81), “[...] coroando um processo que se estendeu por cerca de quatro anos, em outubro de 1999 foi criada a Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)”. Essa instituição possibilitou um espaço importante de debate aos historiadores da educação, alçando os associados a dialogarem com as sociedades internacionais e a se associarem a elas na organização dos congressos ibero-americanos e luso-brasileiros de história da educação, assim como nos congressos internacionais da ISCHE (Internacional Standing Conferente for the History of Education).

Além do mais, devem ser destacadas as obras História da educação no Brasil: matrizes interpretativas, abordagens e fontes predominantes na primeira década do século XX, organizada por Libânia Xavier, Elomar Tambara e Antonio Carlos Ferreira Pinheiro (2011); História da educação: ensino e pesquisa, sob a coordenação de Christianni Cardoso Morais, Écio Antônio Portes e Maria Aparecida Arruda (2006); História da educação: formação do campo, organizada por Carlos Monarcha (2005) e História e história da educação: o debate teórico-metodológico atual, sob organização de Saviani, Lombardi e Sanfelice (1998). Cabe salientar, ainda, o dossiê América como ponto de inflexão e observação de experiências de escrita da História da Educação (2014), publicado na Revista Brasileira de História de Educação, no qual há quatro artigos importantes.

Além dessas discussões, merecem menção os estudos que retratam as pesquisas em História da Educação na região sul do Brasil. Nesse aspecto, destaca-se a obra Uma cartografia da pesquisa em história da educação na região sul: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul (1980-2000) escrita por Maria Helena Bastos, Marcus Levy Bencostta e Maria Teresa Santos Cunha (2004), cuja ideia seria recensear a produção existente nesses três estados e fazer algumas avaliações do seu estado do conhecimento. Ademais, destacamos o artigo A historiografia da educação paranaense no cenário da História da Educação Brasileira: 10 anos de pesquisa na Universidade Federal de Levy Bencosta e Diana Vidal (2010).

Considerações finais

As possibilidades de abordagem da trajetória da História da Educação no âmbito da pesquisa são variadas. O recorte inicial de análise deste artigo está delimitado no ano de 1994 quando ocorreu a criação do curso de mestrado na UEPG. Essa delimitação reitera a afirmação de Maria Malta Campos e Osmar Fávero (1994, p. 6) de que “[...] a pesquisa em educação no Brasil, hoje, tem como principal base institucional os programas de pós-graduação sediados nas universidades, criados notadamente a partir da década de 1970”.

O esforço do grupo da UEPG foi o de viabilizar a criação do primeiro mestrado da instituição, pois diante da inexistência de um quadro amplo de doutores, estabeleceu-se parceria com a UNICAMP, UFPR e PUC-PR, garantindo a existência do curso por quase uma década nessa formatação. No início da primeira década do século XXI, já com um quadro próprio de docentes, o curso de mestrado organizou-se com professores da própria UEPG, culminando no reconhecimento do curso junto à CAPES e na reorganização do programa.

Nesse movimento da pós-graduação da UEPG, se fez presente a História da Educação; no início, na condição de linha em História e Historiografia da Educação, contando com duas docentes tituladas em Filosofia/História da Educação pela PUC-SP. Na UEPG, orientaram dissertações dessa área, mas também de outras. Embora existisse uma linha de História da Educação, localizamos dissertações orientadas por elas em outras linhas de pesquisa. No processo de reformulação do curso com o objetivo de alcançar o reconhecimento da CAPES, a área de concentração passou a ser Educação e o número de linhas diminuiu significativamente. Em 2002, no momento de reconhecimento, houve uma maior síntese das linhas, na tentativa de estabelecer vinculação entre a formação no doutorado, os projetos de pesquisas e as publicações dos docentes. Naquele momento de adaptação, a linha de História e Historiografia da Educação foi extinta. Em seu lugar, passou a existir o projeto isolado Educação, História e Memória, permitindo a conclusão de quase uma dezena de dissertações. Em 2004, a linha de História e Política Educacionais passou a vigorar. É possível afirmar que o período da última década foi o momento que contou com maior número de pesquisadores de História da Educação no programa. Além disso, houve maior número de orientações de dissertações e teses com escopo nessa área do conhecimento.

Este texto tomou a ideia de que a institucionalização de espaços de pesquisa é aspecto condicionante para a inclusão da investigação em uma organização universitária. Além disso, é necessário que os agentes sociais encampem tais ações, pois os projetos são resultados das construções e intervenções dos indivíduos na história. Assim, é possível sustentar que o processo de pesquisa em educação da UEPG institucionalizou-se com a criação do mestrado (1994) e doutorado (2011). Esses cursos representam a possibilidade concreta de concentração de professores para orientarem novas investigações, criarem grupos e projetos de estudo e pesquisa e estabelecerem contatos com programas e docentes de outras instituições. As características do curso de mestrado e de doutorado estão associadas às trajetórias dos agentes envolvidos diretamente nesse processo. Por outro lado, as trajetórias destes agentes estão vinculadas ao movimento do campo acadêmico educacional brasileiro e internacional.

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Notas

2 O recorte temporal seguiu a delimitação do título do subitem.

Autor notes

*Autor para correspondência. E-mail: ndoutorado@yahoo.com.br

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