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Opções de ações e disclosure: o nível de divulgação das instituições financeiras1
Sammy Ferreira Batista; Janayna Rodrigues de Morais Luz; Lúcia Silva Albuquerque de Melo;
Sammy Ferreira Batista; Janayna Rodrigues de Morais Luz; Lúcia Silva Albuquerque de Melo; José Ribamar Marques de Carvalho
Opções de ações e disclosure: o nível de divulgação das instituições financeiras1
Stock option and disclosure: the disclosure level of financial institutions
Enfoque: Reflexão Contábil, vol. 38, núm. 1, 2019
Universidade Estadual de Maringá
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Resumo: As opções de ações a funcionários que têm como vantagem a possibilidade do colaborador par- ticipar na valorização futura da empresa estão no cerne de crises financeiras e escândalos cor- porativos relacionados, principalmente, à manipulação de demonstrações contábeis. Diante dos novos dispositivos como os da Lei Sarbanes-Oxley (2002) e de Basiléia III (2010) emergem entre outros objetivos garantir maior transparência na gestão de empresas. Nesse sentido, o presente estudo buscou avaliar o nível de disclosure das instituições financeiras pós-crise financeira de 2008 dos programas de pagamento a funcionários. A amostra foi composta pelos principais ban- cos de 33 países, os denominados “grandes de demais para quebrar” que são mais propensos a absorver recursos públicos como forma de evitar sua falência, totalizando uma amostra total de 172 instituições. A qualidade das informações foi medida pela soma unitária de itens pre- sentes ou não nas demonstrações financeiras, buscou-se estabelecer uma classificação para se pontuar países e instituições individualmente quanto às práticas de divulgação por meio de um conjunto de informações qualitativas e quantitativas que estavam nas notas explicativas. Os resultados indicam que o nível disclosure é influenciado pelo grupo cultural abordado conforme de modelo de Gray (1988), com o destaque do grupo cultural anglo-saxônico pela qualidade das informações e a uniformidade dos resultados. Observou-se que a aderência a esses programas de remuneração é influenciada pelo tamanho da economia dos países, com exceção de países como Alemanha, México e a Índia.

Palavras-chave:Opções de açõesOpções de ações,bancosbancos,disclosuredisclosure,paísespaíses.

Abstract: The stock options for employees who have the advantage of being able to participate in the future valuation of the company are at the heart of financial crises and corporate scandals related 1mainly to the manipulation of financial statements. In view of the new provisions such as those of the Sarbanes-Oxley Act (2002) and Basel III (2010), among other objectives, there is a need to ensure greater transparency in the management of companies. In this sense, the present study sought to evaluate the level of disclosure of financial institutions after the 2008 financial crisis of employee payment programs. The sample consisted of the main banks of 33 countries, the so-called “big ones to break” that are more likely to absorb public resources as a way to avoid their bankruptcy, totaling a total sample of 172 institutions. The quality of the information was measured by the unit sum of items present or not in the financial statements, it was sought to establish a classification to punctuate individual countries and institutions regarding the practices of disclosure through a set of qualitative and quantitative information that were in the notes expla- natory The results indicate that the disclosure level is influenced by Gray’s (1988) model cultural group, with the emphasis of the Anglo-Saxon cultural group on the quality of the information and the uniformity of the results. It was observed that adherence to these remuneration programs is influenced by the size of the economy of the countries, with the exception of countries like Ger- many, Mexico and India.

Keywords: Stock options, banks, disclosure, countries.

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Artigos Originais

Opções de ações e disclosure: o nível de divulgação das instituições financeiras1

Stock option and disclosure: the disclosure level of financial institutions

Sammy Ferreira Batista
Janayna Rodrigues de Morais Luz
Universidade Estadual da Paraíba, Brasil
Lúcia Silva Albuquerque de Melo
Universidade Federal de Campina Grande, Brasil
José Ribamar Marques de Carvalho
Universidade Federal de Campina Grande, Brasil
Enfoque: Reflexão Contábil, vol. 38, núm. 1, 2019
Universidade Estadual de Maringá

Recepção: 03/05/2016

Aprovação: 21/09/2016

1 INTRODUÇÃO

A crise financeira de 2008 apresentou diver- sas razões para a sua ocorrência, entre elas é apontada a remuneração por meio de pagamento em ações pelas instituições financeiras americanas como um dos seus principais mo- tivos, que é referida por promover o aumento na tolerância à exposição a riscos pelos executivos daquelas instituições (CHESNEY, STROMBERG & WAGNER, 2012).

Essa constatação também por parte do governo americano implicou em maior regidez em relação à regulação das remunerações das empresas dentro dos Estados Unidos com a expedição do The Interim Final Rule on TARP Standards for Compensation and Corporate Governance (U.S. DEPARTMENT OF THE TREASURY, 2009). No cerne da crise financeira estavam presentes os excessivos ganhos dos executivos das instituições financeras (CHESNEY, STROMBERG & WAGNER, 2012), na maior parte das vezes, baseados em ganhos em suas participações acionárias como já havia observado Gordon (2002) nos eventos que culmiram nos escândalos da Enron (2001), em contrapartida às frágeis garantias existentes nos contratos de operações imobiliárias subprime realizados pelas instituições americanas e negociados em todo mundo de forma securitizada.

Ao utilizar a crise de 2008 como “teste de estresse”, Balachandran, Kogut e Harnal (2010) concluíram que a remuneração baseada em ações aumentava a probabilidade de default (perda, calote ou alteração unilateral de condições contratuais), enquanto que o pagamento não patrimonial (ou seja, bônus em dinheiro) diminui sua probabilidade em instituições financeiras. Uma melhor transparência daquelas informações poderiam ter indicado os ganhos excessivos dos executivos e a sua evidenciação poderia permitir que seu uso não implicasse a assunção de riscos desnecessários ou excessivos que pudessem ameaçar o valor da empresa, praticando a chamada “disciplina de mercado”, um dos pilares de Basileia II (2004), fortalecido com Basileia III (2010).

De acordo com Moura, Padilha e Silva (2016) Dias, Cunha & Mário (2009), Cesari & Ozkan (2015) dentre as possibilidades de remuneração existentes no mercado, os planos de opções de ações configuramse como uma das formas de incentivo de longo prazo mais utilizadas nos Estados Unidos e Europa. Para esses autores, essa alternativa de remuneração, aos poucos, vem se difundindo também no Brasil, principalmente sob o argumento de que a participação acionária dos gestores representa um método direto e eficiente para alinhar interesses entre proprietário e gestor.

Várias pesquisas tem sido desenvolvidas no Brasil dentro dessa temática, seja para deter- minar a relação entre a volatilidade implícita e a realizada através da análise dos mercados de ações e de opções de compra (VICENTE E GUEDES, 2010), ou para identificar os fatores determinantes para adoção de planos de opções de ações em companhias abertas brasileiras (MOURA, PADILHA & SILVA, 2016), ou ainda para verificar se companhias abertas brasileiras reconhecem como des- pesas, mensuram a valor justo (fair value) e evidenciam as informações de concessão de ações e opções de ações a funcionários em suas demonstrações financeiras conforme diretrizes contidas no CPC 10 (NIYAMA et al. 2012). No âmbito internacional várias evidências empíricas também são encontradas, por exemplo, para examinar os determinantes da introdução de opções de ações (NAGAOKA, 2005),ou para revisar a controvérsia em torno dos prêmios de opções de ações existentes e aprofundar a compreensão das concessões limitadas de ações (BRYAN, HWANG & LILIEN, 2000), seja para identificar os determinantes do uso crescente de remunerações baseadas em opções de ações adquiridas pelo desempenho (QIN, 2012).

Diante do exposto, e considerando a relevância da temática do estudo foi definida a seguinte situação problema: Qual o nível de disclosure das instituições financeiras póscri se financeira de 2008 em programas de pagamentos? Para tanto, objetivou avaliar o nível de disclosure das instituições financeiras póscrise financeira de 2008 dos programas de pagamento a funcionários.

O estudo adotou dez itens de informações como essenciais na evidenciação dos planos de opções a funcionários de uma amostra de instituições financeiras de 33 países, cuja forma de estruturação foi adaptada de uma lista de itens sugeridos por Iudícibus et al. (2007). A qualidade e a quantidade das informações foi medida pela presença dos dez itens conside- rados, estabelecendo uma classificação para se pontuar os países e as instituições individualmente quanto às práticas de divulgação, por meio de um conjunto de informações que estavam ou não presentes nas notas explicativas.

2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Os bancos realizam como principal atividade a intermediação financeira, segundo Eizirik et al. (2011, p. 2) isso implica que são devedores dos depositantes e credores daqueles que recebem os empréstimos, assim irão possuir passivos que podem ser cobrados a qualquer momento, enquanto seus ativos somente serão quase sempre exigíveis no vencimento. Este descasamento entre ativos e passivos implica riscos diferenciados para o setor. Desse modo devem adotar estruturas patrimoniais diferenciadas por conta da fungibilidade dos ativos que negociam no mercado.

Desde o segundo acordo da Basiléia (International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards: a Revised Framework, 2004), o Bank for International Settlements (BIS) confere à transparência e à divulgação de informações um papel essencial e relevante no fomento à “disciplina de mercado” do setor bancário. É a qualidade na evidenciação e no registro das informações que a instituição realiza que permite o acompanhamento dos riscos incorridos, assim segundo o BIS (2004, p. 187) o objetivo foi incentivar a disciplina do mercado por meio do desenvolvimento de um conjunto de requisitos de divulgação que irá permitir que os participantes do mercado ava- liassem peças chave de informação no âmbito dos requerimentos, do capital, das exposições de risco, dos processos de avaliação de risco e, consequentemente, a adequação de capital da instituição.

Nesse contexto inseremse os programas de opções de ações a executivos como um incentivo ao aumento dos riscos assumidos pelos gestores das instituições, que tentam melhorar os resultados por meio de operações sem as salvaguardas adequadas, assim tornase uma remuneração que atua quase contrariamente aos objetivos buscados pelos acordos da Basileia. Segundo Williams e Rao (2006) há uma forte relação entre o incentivo ao risco embutido nas opções de ações e uma posterior volatilidade dos retornos do capital próprio das entidades, quando esses programas são destinados para os cargos de presidência das empresas.

Os efeitos da disclosure no setor financeiro já foram abordados em algumas pesquisas, como a de Chen e Vashishtha (2013), que abordaram as consequências da fusão entre instituições financeiras americanas sobre a di- vulgação de informações, sugerindo que ocorre uma maior divulgação quando as fusões aumentam os poderes do banco no mercado; e a de Baumann e Nier (2004), que apresentaram resultados nos quais uma maior divulgação de informações em quantidade e qualidade pode ser útil tanto para investidores quanto para os próprios bancos.

Preocupação constante de reguladores, a disclosure dos bancos, sempre desafiará os pesquisadores em mensurar a sua abrangência e a sua efetividade sobre os controles, e sendo estes (os controles) os responsáveis pela higidez das instituições.

2.2 OPÇÕES DE AÇÕES A FUNCIONÁRIOS

Uma opção é um contrato que dá a seu possuidor o direito de comprar ou vender determinado ativo a um preço préestabelecido no futuro. É um contrato liquidado de acordo com a conveniência de uma das partes. A opção é um derivativo que depende dos resultados de outro ativo, e um dos principais motivos de sua utilização é como estratégia de hegde (proteção) contra variações prejudiciais no valor do ativo de referência. Para Elton et al. (2004) as opções são títulos que representam apostas no desempenho de mercado dos títulos individuais ou dos conjuntos de títulos nos quais estão referenciados, ou seja, geralmente uma das partes é motivada por especulação, normalmente aquela que vende o contrato.

Um dos principais problemas no uso das op- ções é a forma como o preço do contrato é definido, já que existem diferentes tipos de modelos que são mais adequados para cada tipo de contrato. Os modelos de precificação mais utilizados para mensurar o valor de opções são o de Black-Scholes, o Binomial e o de Monte Carlo (SARTORELLI, 2010).

Para os planos de opções de ações a funcionários, a escolha de um modelo ou de outro dependerá de necessárias adaptações, já que esses planos possuem especificidades que divergem das características da maioria das opções que são negociadas no mercado como um prazo de carência e a impossibilidade de negociação das ações pelos funcionários. O uso disseminado das opções como remuneração remonta a década de 1950 nos Estados Unidos, quando a sua legislação fiscal previa tratamento especial a esses planos (IUDÍCIBUS et al. 2007).

Diversos são os ganhos empresariais com utilização desses planos, pois ao vincular a remuneração variável dos funcionários à valorização da ação aproxima os interesses dos funcionários aos dos acionistas (IUDÍCIBUS et al. 2007). Apesar das qualidades em incrementar os resultados organizacionais, as opções e o seu uso indiscriminado sempre envolve a complexidade de medir de antemão seus impactos (tanto econômicos quanto compor- tamentais), por isso a qualidade das informações disponibilizadas objetivam evitar a ocultação dos riscos envolvidos: os riscos a uma excessiva exposição a variações imprevisíveis de determinados ativos, que não deixa ter origem em um risco moral, no qual executivos frequentemente são tentados a abusar do poder recebido em benefício próprio em prejuízo da organização.

Segundo Skinner (1996) a relevância do valor de divulgações sobre derivativos dos bancos e de opções de ações a empregados são também de interesse para os reguladores de contabilidade, e foram, indiscutivelmente, as duas normas contábeis mais polêmicas da década de 1990. As opções de ações a funcionários são um problema não só para reguladores e acionistas, mas também para o público em geral, já que parte do sistema financeiro americano foi resgatado por meio do Troubled Asset Relief Program (TARP) em 2008 (110th Congress public law 343. Emergency Economic Stabilization Act of 2008), um ato que se repetiu em diversos países afetados pela crise financeira.

Diversos são os trabalhos que abordaram a tomada de risco como consequência das remunerações baseadas em ações nos últimos anos, principalmente nos Estados Unidos (BALACHANDRAN, KOGUT & HARNAL, 2010; FAHLENBRACH & STULZ, 2009; GUO, JALAL & KHAKSARI, 2011; BOLTON, MEHRAN & SHAPIRO, 2010; CHESNEY, STROMBERG & WAGNERX, 2010). As informações por mais completas que possam ser apresentadas nos relatórios financeiros, apenas permitem obser- var ganhos excessivos e não mensuram os au- mentos de riscos assumidos pelos executivos. Segundo Sartorelli (2010), todos os principais modelos e suas variações, não trazem a pos- sibilidade de se limitar a remuneração do executivo a partir do risco que ele assume. Adicionalmente, como os executivos podem ainda influenciar os valores das ações, por meio de suas decisões, é provável que boas notícias sejam antecipadas, por exemplo, próximas às datas em que a valorização das ações beneficie o próprio executivo (assim como a escolha do momento certo de uma notícia ruim deva ser disponibilizada). Pelos diversos motivos apresentados a remuneração por meio de ações envolve não somente ganhos as empresas, mas também riscos expressivos para a economia como um todo.

2.3 DISCLOSURE: A IMPORTÂNCIA DE DISPONIBILIZAR INFORMAÇÃO AO PÚBLICO

A divulgação pode ser interpretada como uma ferramenta que a empresa possui de diminuir custos, embora a geração de informação também produza custos imediatos. Uma das maneiras de interpretar o problema é por meio da teoria da agência, que surgiu na década de 1960, e era uma forma de observar a ques- tão de partilhar riscos que surge quando as partes têm diferentes atitudes em relação ao risco (EISENHARD, 1989). Jensen e Meckling (1976) argumentam que ela passou a incluir o problema de agência que ocorre quando partes cooperantes têm diferentes objetivos. Esses autores utilizaram a metáfora de um contrato para explicar essa questão, neste o “principal” contrata o “agente” para administrar seu patrimônio, e desse modo delega poder e responsabilidade ao “agente” para decidir acerca desse patrimônio. Eisenhard (1989, p. 58) afirma que o problema de agência surge quando:

(a) os desejos ou os objeti- vos do principal e do agente entram em conflito e (b) é di- fícil ou caro para o principal verificar o que o agente está realmente fazendo. O proble- ma aqui é que o principal não pode verificar se o agente se comportou de forma adequa- da. A segunda questão é na partilha de risco, que surge quando o principal e o agen- te têm diferentes atitudes em relação ao risco. Quando o principal e o agente podem preferir ações diferentes.

Uma das formas principais de resolver esse problema é por meio da divulgação de informações, que promoveria a diminuição de assimetria informacional entre acionista e funcionários. Nesse contexto, as opções de ações a funcionários são apresentadas como uma forma de alinhar interesses organizacionais com os interesses dos funcionários, podendo por sua vez gerar novos problemas de agência, já que os funcionários tendem a aumentar a exposição da empresa a riscos, que o investidor não é capaz de facilmente monitorar, conforme já comentado anteriormente. Assim, a solução desse problema passa outra vez por uma maior divulgação de informações ao mercado.

A teoria da agência defende que uma maior divulgação diminui os custos da empresa, embora o preço de disponibilizar essa informação publicamente deva ser mensurado. O que motiva, em parte, esse posicionamento é a ideia que mais informações públicas diminuem os custos de se obter recursos externos, pois elas aumentam a procura pelas ações daquela empresa. Embora Bushee e Noe (1999) tenham observado que melhorar a qualidade das infor- mações pode trazer o custo potencial de atrair investidores que exacerbam a volatilidade do preço das ações.

Apesar dos motivos acima, entendese que uma das formas de se contornar os possíveis conflitos de agência no uso das opções como remuneração é por meio de um maior número de informações disponibilizadas do desempenho desses planos, tanto na sua relação com valorização das ações, e também com a diluição do patrimônio dos acionistas, de modo que as informações permitam estimar a adequação dos planos utilizados com os resultados líquidos alcançados pela administração em cada exercício. Certamente os acionistas possuirão meios mais efetivos de controle dos riscos que a organização está se expondo, mas quando esse problema é transposto para as instituições financeiras devese considerar o risco sistêmico que pode afetar o sistema financeiro assim como toda economia real.

Esse risco já havia sido estudado por Guo, Jalal e Khaksari (2011) quando observaram nas maiores instituições financeiras americanas um evidente comportamento de risco moral, com um desempenho pior da contabilidade (práticas mais pobres) e com maior probabilidade de estarem em dificuldades financeiras, dado os riscos assumidos pelos executivos antes da crise de 2008.

Infere-se que a divulgação de mais informação eleva os custos da instituição após sua divulgação. A retenção de determinadas informações é vista em algumas situações não como prejudicial ao sistema, pois o mercado pode por meio de outros meios interpretar a não divulgação daquela informação. Segundo essa interpretação a retenção não é uma forma de esconder práticas fraudulentas ou arriscadas, mas uma forma de esconder uma informação que seria potencialmente prejudicial à organização, como a divulgação de uma vantagem competitiva a concorrência. Esses custos potencialmente incorridos pelos acionistas serão analisados a seguir.

2.4 OS CUSTOS DA INFORMAÇÃO

A disponibilização de informações para o mercado carrega custos que vão além da simples organização da informação para o público, esses custos adicionais é uma questão que os gestores têm que lidar diante da possibilidade de divulgar tanto as boas como as informações ruins acerca do andamento dos negócios da empresa.

Verrecchia (1983) abordou esses problemas em um trabalho cuja motivação era analisar um modelo em que um gerente de um ativo de risco exerceria discrição na divulgação de informações, na presença de operadores eco- nômicos com expectativas racionais sobre a motivação desse gestor.

A informação seria um sinal que revelaria o verdadeiro valor do ativo de risco, que sempre seria perturbado por algum ruído. O gerente decidiria liberar ou reter o sinal em função do efeito da informação sobre o preço de merca- do do ativo, assim segundo Verrecchia (1983, p. 179):

A decisão do gestor de re- ter informações depende de como operadores econômicos interpretariam sua ausência e como os operadores econômicos conjecturariam sobre o conteúdo da informação retida, que depende da motivação do gestor para retêla: assim, o nível limiar de divulgação do gerente e as expectativas dos operadores econômicos têm de ser determinados simulta- neamente, uma vez que não são problemas separados.

O modelo proposto por Verrecchia (1983) indi- ca que caso o gestor opte por relatar o que ele observa, o valor do ativo é reduzido por algum custo, que ele interpreta como o custo asso- ciado com a divulgação da informação. Assim ele observa (p. 181):

Normalmente, pensa-se do custo de divulgação como apenas o custo de preparação e divulgação de informações para a inspeção dos opera- dores econômicos. Eu prefi- ro considerar este custo de forma mais ampla, de modo a incluir também os custos associados à divulgação da informação que pode ser de natureza proprietária, e, por- tanto, potencialmente preju- dicial: para enfatizar isso, de agora em diante eu me refiro ao custo relacionado à divul- gação, como um custo do pro- prietário. No meu modelo, eu assumo o custo de propriedade é constante, independente do que sinalizar a divulgação do gerente. Parece eviden- te que haveria um custo de propriedade associado com a liberação de informações que seria desfavorável a uma em- presa (por exemplo, um banco seria tentado a pedir o reem- bolso do seu empréstimo).

As ideias do autor sinalizam que a divulgação a ser exigida deve ser analisada pela regulação em termos de sua interferência na competição de mercado, já que qualquer diferencial competitivo poderia ser suplantado pela concorrência rapidamente, oferecendo custos elevadíssimos ao proprietário da informação.

No caso das opções de ações a funcionários essas ideias apontam uma possibilidade devastadora para o mercado que é se exigir uma divulgação como um ato desprovido de seu significado econômico, devendo divulgar devido apenas a um normativo jurídico sem relação com a evolução das práticas comerciais. Existiria assim um objetivo implícito de onerar as organizações com mais custos, sem ganho algum de produtividade e de investimentos na economia.

Assim o trabalho atual reconhece que a divulgação deve apresentar informações úteis e que tenham algum significado econômico-social em um contexto local. Essa significância econômico-social em contextos locais é uma possível limitação desse trabalho, pois a adequada divulgação dos programas de opções de ações proposta nesse trabalho talvez não seja materialmente coerente em alguns contextos regionais, embora seja a melhor forma da pesquisa realizar uma comparação nivelada entre diferentes realidades, apontando motivos e explicações para os resultados encontrados.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A presente pesquisa classifica-se como descritiva e documental, com natureza qualitativa. Para tanto, foram coletados 172 balanços financeiros de bancos ao redor do mundo entre os exercícios sociais de 2011 a 2012, em uma amostra por acessibilidade não probabilística. A amostra foi baseada nos relatórios de insti- tuições que estavam entre as de maior número de ativos em um determinado local, conforme dados da página Banks Around the World na web. Essa forma de coleta foi excepciona- da para as instituições da maioria dos países africanos (Quênia, Nigéria, Uganda e Gana) e para o Paquistão. Essa diferenciação ocorreu por conta da pouca disponibilidade dos dados disponíveis para essas instituições em suas páginas na web, buscou-se assim suprir com instituições com menor número de ativos para que a pesquisa atingisse uma quantidade mínima de instituições por país.

Analisou-se um conjunto de informações, conforme em Iudícibus et al. (2007), dadas como essenciais nas notas explicativas de empresas que adotam o pagamento baseado em ações como forma de remuneração. Das 172 instituições foram encontrados 87 com planos de remuneração baseado em opções de ações evidenciados nas notas explicativas. Matrizes e filiais de um mesmo banco foram consideradas instituições distintas na análise. Desse modo, a análise principal da pesquisa, feita por país, concentrou-se nos resultados de 16 países em vez dos 33 países iniciais, já que os resultados de 17 países ficaram comprometidos pelo pouco número de instituições que adotaram o sistema de pagamento por ações, ou ainda, devido à ausência de instituições que o adotassem.

3.1 CRITÉRIOS PARA A ANÁLISE DOS RESULTADOS

Segundo Iudícibus et al. (2007) as informa- ções qualitativas essenciais que devem ser divulgadas em relação às opções de ações (quadro 1) são as que normalmente são apre- sentadas nas notas explicativas, sendo desta forma consideradas pela presente pesquisa como essenciais, baseado nas determinações legais do IASB (International Accounting Stan- dards Board) e do FASB (Financial Accounting Standards Board), que são praticamente idên- ticas em suas normas ao tratar das opções de ações, embora as normas do FASB sejam mais abrangentes no detalhamento da quanti- dade de itens que devem ser evidenciados em notas explicativas.

A escolha permitiu que as informações fossem simplificadas em dez itens mensuráveis, não dependendo da análise caso a caso da adoção de normas legais de disclosure dos diversos órgãos de regulação contábil. Assim definiu-se um conjunto de itens essenciais que não pre- judicaria o resultado de instituições de países que ainda não seguem os padrões internacio- nais do FASB ou do IASB de disclosure.

Quadro 1
Informações qualitativas essenciais

Fonte: Dados da pesquisa, 2015.

A pesquisa considerou estas informações como essenciais para um bom disclosure (IUDÍCIBUS et al. 2007), com exceção de algumas informações mais relacionadas a critérios técnicos das opções negociadas no mercado de capitais, como a taxa livre de risco, a volatilidade esperada, o modelo de precificação utilizado e a expectativa de dividendos, que são solicitadas pelo FAS 123R (FASB, 2004; p. 22-23 e 136-139) e pelo IFRS 2 (IASB, 2004; p. 15-17), ao considerar esses itens como pontuais e haver a necessidade de um critério diferenciado para a sua pontuação. Também optou-se por não usar um critério diferenciado para estabelecer pesos específicos sobre essas informações. Esta pesquisa estimou a ocorrência desses outros dados e de informações voluntárias de acordo com o número de páginas utilizadas na evidenciação, que serviu como ponderação aos resultados na coleta de informações essenciais.

Cada informação essencial recebeu 1 (um) ponto, totalizando um total 10 (dez) pontos no resultado qualitativo bruto, permitindo com isso a utilização de múltiplos de 0,5 para classificar aquela informação apresentada de forma insuficiente, esse método se baseou parcialmente em Zourarakis (2009). Cada resultado qualita- tivo bruto (RQB) foi ponderado pelo número de páginas utilizadas na evidenciação, no intuito de identificar o grau de detalhamento apresentado pela nota explicativa, de modo majorar a pontuação de divulgações que buscavam esclarecer melhor os dados apresentados, obtendo-se o resultado qualitativo ponderado (RQP). Dessa forma, o critério de classificação ficou definido e utilizado da seguinte forma (ponderação:

Tabela 1
Cálculo da ponderação das informações essencias pela divulgação de outras informações, com base no número de páginas utilizadas.

Fonte: Elaborada pelos pesquisadores, 2015.

Com os resultados individuais calculou-se a média por país compondo assim os resultados da pesquisa de acordo com o nível de aderência a esses planos em cada país.

4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Na tabela 2 estão expostos os resultados apre- sentados pelos países por média bruta qualitativa e por média qualitativa ponderada. Na apresentação do nível de disclosure considerou-se um RBQ entre 5 e 10 na classificação de divulgações entre adequadas e razoáveis, embora para valores abaixo de 6 já exista indícios de uma divulgação problemática, conforme avaliação crítica (subjetiva) dos pesquisadores no quesito de adequação dos resultados aos objetivos de melhor informar ao público externo, observação que poderá ser melhor analisada em levantamentos que busquem aperfeiçoar a própria informação apresentada (não somente verificar a sua presença):

Tabela 2
Espaço destinado à evidenciação

Fonte: Dados da pesquisa.

Os resultados da tabela 3 mostram a dominância do grupo de países anglo-saxônicos nos resultados de disclosure, com o fator econômico com influência secundária, como os resultados individuais de países como Suíça, França e Japão.

Tabela 3
Nível de disclosure

Fonte: Dados da pesquisa

Abaixo estão países com resultados excluídos da pesquisa, por apresentarem menos de duas instituições com planos de opções de ações a funcionários, conforme o valor de corte estabelecido antecipadamente pela pesquisa.

Tabela 4
Países excluídos dos resultados

Fonte: Dados da pesquisa

Com algumas exceções, os resultados indicam uma baixíssima aderência entre países com baixo desenvolvimento econômico. Por fim apresenta-se o nível de dispersão dos resultados encontrados, observando como as instituições comportamse individualmente dentro de um mesmo país conforme a tabela 4.

Tabela 5
Diferenciação entre as instituições de um mesmo país

Fonte: Dados da pesquisa.

Os resultados da tabela 5 apontam grande heterogeneidade entre os países, principalmente fora do grupo anglo-saxônico, à exceção de França e Japão. Em termos de grupos culturais somente o anglo-saxônico uma melhor homogeneidade entre os seus resultados, apontando uma forte probabilidade de difusão por isomorfismo entre os países desse grupo.

4.1 ANÁLISE DO DISCLOSURE

Se na adesão dos planos de opções o fator econômico foi determinante no grupo dos 17 selecionados, nas práticas de divulgação o fator cultural ganhou maior relevância, embora a economia também tenha sua importância. No conjunto de países adotantes dos planos de opções de ações a funcionários, aqueles que apresentam uma boa divulgação foram um total de quatro países anglo-saxônicos, um latino e outro germânico, conforme modelo cultural de Hofstede (1983). Assim a boa disclosure desses planos é uma prática dominada por instituições de países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Austrália, (e também está presente em instituições da África do Sul, e na única adotante da Nova Zelândia) que são culturalmente idênticos em relação às práticas organizacionais segundo Hofstede (1983).

O fator econômico e a posição no mercado bancário foram determinantes inicialmente para colocar os outros países junto a esse grupo, como a França que é a 5ª economia em Produto Interno Bruto (PIB), sendo a 2ª da União Europeia, e também a Suíça, 4° em renda per capita (Fundo Monetário Internacional, 2012) e 6° maior mercado bancário em número de ativos do mundo (BIS, 2013), apesar de economicamente ocupar apenas a posição 20ª em tamanho do PIB (Fundo Monetário Internacional, 2012).

Nos níveis inferiores de disclosure encontramse países como Espanha, Arábia Saudita, China, Suécia, Itália e Holanda com RQP menor do que sete, assim como as instituições individuais de países retirados da amostra. Estes resultados apontam a diversidade de culturas e regiões que não atendem aos requisites básicos de informação pública das opções de ações a funcionários, neste caso não influenciando, na maioria das vezes, a posição econômica ocupada pelo país.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Procurouse neste trabalho saber como as instituições financeiras estão apresentando suas notas explicativas diante da necessidade de melhorar a evidenciação dos planos de opções de ações a funcionários. Assim este estudo objetivou avaliar o nível de disclosure das ins- tituições financeiras no mundo póscrise financeira de programas de pagamentos baseados em ações. Os resultados da pesquisa estão de acordo com ideias de Hofstede (1983) acerca da impossível convergência das práticas organizacionais, visto que as diferenças observadas são grandes até para instituições atuantes no mesmo mercado.

Os resultados apontam que as empresas de países com grande desenvolvimento econômico, principalmente quanto se concentra apenas nos resultados do PIB, tendem a adotar o pagamento das opções de ações como estra- tégia de melhorar seus resultados, o que apon- ta a difusão dessa prática como um subproduto da globalização. A exceção desse resultado está em países como Alemanha, o México e a Índia. Assim os resultados sugerem que em termos númericos a adoção da prática é baixíssima, porém as instituições adotantes são de extrema importância para o funcionamento do sistema econômico mundial.

Observou que uma boa divulgação é uma prática mais uniformemente desenvolvida em países de cultura anglo-saxônica, embora em muitas regiões existam instituições individuais que apresentem resultados positivos em relação à qualidade da disclosure.Quantos aos resultados gerais por país destacamse a qualidade quase uniforme das divulgações de instituições francesas e suíças, este resultado surge paralelamente ao conjunto de resultados apresentados pelos países anglo-saxônicos.

A pesquisa busca contribuir no sentido de dis- cutir modelos desenvolvidos em determinadas realidades em ambientes de sociedades de diferentes países e culturas, como a teoria da agência e do custo do proprietário, que são ideias surgidas no contexto norte-americano e europeu, mas cuja aplicação ainda é pouco referenciada em outros ambientes institucionais.

Por fim essa pesquisa busca contribuir para que os mercados econômicos em crescimento, em especial dos países emergentes, possam aperfeiçoar seus ambientes de divulgação, operando no sentido de superarem possíveis obstáculos e resistências institucionais locais, evidenciando informações para que falhas sejam sanadas de forma antecipada, evitando as traumáticas experiências de crises financeiras que já destruiram riqueza nos diversos países.

No tocante a pesquisa exploratória esta apresenta limitações inerentes a sua proposta inicial, pois buscou apresentar resultados apenas para as grandes instituições, excluindo as pequenas que costumam se capilarizar mais em alguns países e representam o setor para parte expressiva das populações que atendem. Ainda, como essas remunerações afe- tam interesses da administração, é possível demonstrar que essa circunstância impulsiona mais a adoção da prática em alguns países. Assim pesquisas podem ser necessárias para mostrar se padrões similares de aderência se repetem em práticas que são mais do interesse comum e não apenas da administração.

Um aprofundamento é necessário para lidar com questões locais, já que os padrões IASB, FASB e dos acordos da Basileia podem ser menos influentes para alguns países do que essa pesquisa considerou inicialmente (exceto no caso dos países de influência islâmica). A metodologia de análise deixou de considerar aspectos como a clareza, e se a ausência de determinada informação como proposital ou não. Este último aspecto remete a um possível aprofundamente futuro às ideias de Verrecchia (1983), sobre os motivos que levam a administração a reter informações boas ou ruins no caso especifíco das opções de ações a funcionários, já que estas podem ter uma conotação social ruim dependendo da sociedade. Um fator que poderia estimular o processo de divulgação seria a “pujança” econômica atingida por alguns países em determinado momen- to histórico, embora essa conclusão deva ser testada em pesquisas futuras.

Material suplementar
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Notas
Notas
* Endereço dos Autores:

Rua, Sinfrônio Nazaré, 38, Centro Bairro Victor Konder Sousa-PB - Brasil CEP: 58.800-240

Quadro 1
Informações qualitativas essenciais

Fonte: Dados da pesquisa, 2015.
Tabela 1
Cálculo da ponderação das informações essencias pela divulgação de outras informações, com base no número de páginas utilizadas.

Fonte: Elaborada pelos pesquisadores, 2015.
Tabela 2
Espaço destinado à evidenciação

Fonte: Dados da pesquisa.
Tabela 3
Nível de disclosure

Fonte: Dados da pesquisa
Tabela 4
Países excluídos dos resultados

Fonte: Dados da pesquisa
Tabela 5
Diferenciação entre as instituições de um mesmo país

Fonte: Dados da pesquisa.
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