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				<journal-title>Enfoque: Reflexão Contábil</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Enf.: Ref. Cont.</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">1517-9087</issn>
			<issn pub-type="epub">1984-882X</issn>
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				<publisher-name>Universidade Estadual de Maringá</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.4025/enfoque.v44i1.65940</article-id>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00005</article-id>
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					<subject>Artigo</subject>
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				<article-title>Revisão sistemática sobre a teoria da evidenciação na contabilidade<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>
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					<trans-title>Systematic review of disclosure theory in accounting</trans-title>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff4">Trindade</xref>
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				<institution content-type="original">Mestrando em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ) pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó(UNOCHAPECÓ)</institution>
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				<email>clteixeira@unochapeco.edu.br</email>
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				<institution content-type="original"> Doutora em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora do Curso de Ciências Contábeis e do Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul(UFMS)</institution>
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				<institution content-type="original">Doutora em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). Professora da Graduação e do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó(UNOCHAPECÓ)</institution>
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				<institution content-type="original">Doutora em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Professora do curso de Administração da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis e Administração (PPGCCA) da Universidade Comunitária da Região de Chapecó(UNOCHAPECÓ)</institution>
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				<email>larissa.trindade@uffs.edu.br</email>
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			<author-notes>
				<corresp id="c1">E-mail: <email>clteixeira@unochapeco.edu.br</email>
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				<corresp id="c2">E-mail: <email>silvana.d@ufms.br</email>
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				<corresp id="c3">E-mail: <email>mara.v@unochapeco.edu.br</email>
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				<corresp id="c4">E-mail: <email>larissa.trindade@uffs.edu.br</email>
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				<corresp id="c5">Endereço dos Autores: Rua Hugo Alovisi, 213. Passo Fundo - Rio Grande do Sul - Brasil. 99062-560</corresp>
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			<!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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				<year>2024</year>
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			<volume>44</volume>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<sec>
					<title>Objetivo:</title>
					<p>esta revisão sistemática teve como objetivo analisar os avanços e tendências das pesquisas em Contabilidade que utilizam como base teórica a Teoria da Evidenciação.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Método:</title>
					<p>buscou-se artigos científicos publicados nos últimos cinco anos junto às bases nacionais e internacionais: Portal de Periódico da CAPES, EBSCOhost, Science Direct e Spell. Considerou-se como descritores combinados “<italic>Disclosure Theory</italic>” and “<italic>Accounting</italic>” e “Teoria da Evidenciação” e “Contabilidade” e “Teoria da Divulgação” e “Contabilidade”. Os achados revelam um total de 44 estudos que abordam a teoria e suas implicações nas organizações.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Originalidade/Relevância:</title>
					<p>torna-se relevante realizar uma revisão sistemática do tema sugerido para analisar o atual estado da pesquisa, com a finalidade de identificar possíveis lacunas, descobertas, necessidades de pesquisas e questões relevantes para pesquisas futuras dentro da área de atuação.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Resultados:</title>
					<p>como principal avanço desta teoria, destaca-se de forma geral que as empresas, que a praticam possuem maior e melhor qualidade nas informações divulgadas, seja no âmbito compulsório ou no âmbito voluntário. A relação entre a sustentabilidade e a Teoria da Evidenciação representa um achado importante, uma vez que 20 estudos destacam a tendência de aplicação desta teoria em estudos relacionados com a sustentabilidade das organizações.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Contribuições teóricas/metodológicas/práticas:</title>
					<p>as principais contribuições desta revisão, especialmente para o campo teórico, são que os estudos que possuem como base a Teoria da Evidenciação na Contabilidade, reforçam a necessidade das empresas, independente do setor de atuação, divulgarem informações confiáveis e fidedignas que possam atender aos distintos interesses dos usuários.</p>
				</sec>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<sec>
					<title>Objective:</title>
					<p>this systematic review aimed to analyze the advances and trends of research in Accounting that use the Disclosure Theory as a theoretical basis.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Method:</title>
					<p> scientific articles published in the last five years were searched in national and international databases: Portal de Periódico da CAPES, EBSCOhost, Science Direct and Spell. The combined descriptors were “Disclosure Theory” and “Accounting” and “Disclosure Theory” and “Accounting” and “Disclosure Theory” and “Accounting”. The findings reveal a total of 44 studies that address the theory and its implications for organizations.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Originality/Relevance:</title>
					<p>it is relevant to carry out a systematic review of the suggested topic to analyze the current state of the research, in order to identify possible gaps, findings, research needs and relevant questions for future research within the area of expertise.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Results:</title>
					<p>as the main advance of this theory, it is generally highlighted that companies that practice it have greater and better quality in the information disclosed, whether in the compulsory or voluntary scope. The relationship between sustainability and Disclosure Theory represents an important finding, since 20 studies highlight the tendency to apply this theory in studies related to the sustainability of organizations.</p>
				</sec>
				<sec>
					<title>Theoretical/methodological/practical contributions:</title>
					<p>the main contributions of this review, especially for the theoretical field, are that the studies that are based on the Theory of Disclosure in Accounting, reinforce the need for companies, regardless of the sector in which they operate, to disclose reliable and reliable information that can meet the different interests of users.</p>
				</sec>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Revisão Sistemática</kwd>
				<kwd>Contabilidade</kwd>
				<kwd>Teoria da Evidenciação</kwd>
				<kwd>Teoria da Divulgação</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Systematic Review</kwd>
				<kwd>Accounting</kwd>
				<kwd>Evidence Theory</kwd>
				<kwd>Disclosure Theory</kwd>
			</kwd-group>
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				<page-count count="16"/>
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	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 INTRODUÇÃO</title>
			<p>O idealizador da Teoria da Evidenciação ou da Divulgação, <xref ref-type="bibr" rid="B53">Verrecchia (1983</xref>) preconiza que os benefícios da divulgação dependem do setor econômico no qual as empresas estão inseridas e que dependendo da decisão do gestor em divulgar ou não determinada informação, pode ou não afetar os ativos da empresa, pois estão cientes das informações, e devem decidir divulgá-las ou não para os interessados, seja governo ou os usuários internos ou externos.</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B26">Lopes e Beuren (2018</xref>) a pesquisa contábil é uma prática que contribui para o desenvolvimento das organizações e da sociedade, visto que existe uma conexão entre a Contabilidade e o contexto social. Diante do exposto, a evidenciação contábil aumenta sua relevância como uma ferramenta de comunicação que pode ser utilizada pelos tomadores de decisões.</p>
			<p>Neste sentido, avaliar o que tem sido discutido nas produções científicas que estão sendo embasadas pela Teoria da Evidenciação possibilita compreender qual é o arcabouço teórico que sustenta tais produções e ao próprio processo de evolução da Teoria. Também permite evidenciar a partir do reconhecimento de diferentes aspectos que influenciam e determinam as empresas a divulgarem em maior nível de detalhamento suas informações contábeis.</p>
			<p>A Teoria da Evidenciação consiste em tema de extrema relevância no âmbito da divulgação e passou a ser um assunto explorado a partir de meados dos anos de 1980 no cenário internacional, ao explicar o fenômeno de informações financeiras mediante diversas perspectivas (<xref ref-type="bibr" rid="B45">Salotti &amp; Yamamoto, 2008</xref>). Para <xref ref-type="bibr" rid="B39">Piva, Andrade Júnior e Marques (2020</xref>) a Teoria da Evidenciação trata da qualidade das informações econômico e financeira, que visam auxiliar no processo decisório e transmitir transparência aos usuários da informação.</p>
			<p>Nesse sentido, a análise da Teoria da Evidenciação pode constituir em um instrumento de transparência organizacional, permitindo a avaliação pelo mercado e demais <italic>stakeholders</italic> a respeito das operações e resultados alcançados (<xref ref-type="bibr" rid="B48">Silva &amp; Carvalho, 2009</xref>). Na avaliação dos <italic>stakeholders</italic> é importante considerar que estes são todos os agentes envolvidos, seja usuário interno, externo, como governo, e demais agências (órgãos reguladores, fornecedores, clientes, acionistas e sociedade em geral). Para Silva e Carvalho (<xref ref-type="bibr" rid="B48">2009</xref>), os resultados das operações alcançadas pelas empresas à luz da Teoria da Evidenciação para os <italic>stakeholders</italic> constituem um instrumento de transparência organizacional fundamental para a tomada de decisão.</p>
			<p>Os estudos que compõem o presente artigo foram desenvolvidos em âmbito nacional e internacional, como por exemplo, os estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B40">Qiu, Shaukat e Tharyan (2016</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B20">Hummel e Schlick (2016</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B18">Heflin e Wallace (2017</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B41">Ricardo, Barcellos e Bortolon (2017</xref>) referente a Teoria da Evidenciação voltada à sustentabilidade, bem como os estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B50">Souza, Sousa, Nascimento, Bernardes (2016</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B16">Figueiredo, Santos e Cunha (2017</xref>) voltados ao setor futebolístico, normatizadores contábil e instituições sem fins lucrativos e, <xref ref-type="bibr" rid="B13">Demartini e Trucco (2016</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B46">Sarhan e Ntim (2019</xref>) realizados sobre assuntos diversos.</p>
			<p>Neste sentido, este estudo apresenta a seguinte questão de pesquisa: quais são os avanços e tendências promovidos pela Teoria da Evidenciação a partir de estudos já realizados? Diante do exposto, o presente estudo objetiva analisar os avanços e tendências das pesquisas em Contabilidade que utilizam como base teórica a Teoria da Evidenciação<italic>.</italic></p>
			<p>Para Denyer e Tranfield (2009) a revisão sistemática é caracterizada por ser uma metodologia específica de levantamento bibliográfico, que objetiva localizar estudos existentes a fim de avaliar suas contribuições. Por meio desta é possível sincronizar e analisar resultados e conclusões acerca de uma temática. Ravindran e Shankar (2015) entendem que a revisão sistemática se apropria de métodos explícitos para pesquisar, avaliar criticamente, sintetizando a literatura disponível.</p>
			<p>Portanto, torna-se relevante realizar uma revisão sistemática do tema sugerido para analisar o atual estado da pesquisa, com a finalidade de identificar possíveis lacunas, descobertas, necessidades de pesquisas e questões relevantes para pesquisas futuras dentro da área de atuação. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B12">Cunha e Ribeiro (2008</xref>, p. 7), “a Teoria da Divulgação é uma linha de pesquisa que tem por objetivo explicar o fenômeno da divulgação de informações financeiras”. O estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B50">Souza et al. (2016</xref>) reforça que a divulgação de informações pela Contabilidade merece atenção especial na discussão corporativa, pois constitui uma das formas mais importantes de que os gestores dispõem para comunicar-se com os investidores e o mercado em geral.</p>
			<p>O presente estudo visa a contribuir junto aos tomadores de decisões dentro das organizações na forma de diálogo, pois ao estudar a Teoria da Evidenciação, esta pesquisa deixa <italic>insights</italic> sobre a divulgação de informações relevantes de forma voluntária, também contribui ao identificar empresas e setores econômicos que adotaram a teoria nos últimos cinco anos, contribuindo para a produção cientifica no campo da contabilidade sobre o tema proposto. A Teoria da Evidenciação se torna relevante para a contabilidade e aos usuários da informação no tocante de que a divulgação de informações de alta qualidade se torna útil as quem lhe interessa analisar os demonstrativos contábeis a fim de ter informações uteis e fidedignas para tomada de decisões.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2 TEORIA DA EVIDENCIAÇÃO</title>
			<p>A Teoria da Evidenciação, também conhecida como Teoria da Divulgação, pode ser definida como uma linha de pesquisa que busca a compreensão acerca do fenômeno de divulgação informacional por parte das organizações (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Piva et al., 2020</xref>). A evidenciação deve ser apresentada em três níveis em que seus atributos devem estar relacionados a: i) adequada, isto é estabelecer um volume mínimo de informações a serem divulgados, a fim de não deixar dúvidas aos tomadores de decisões, ii) justa, ou seja, deve ser tratado o potencial dos usuários de igualdade com as informações contábeis e; iii) completa, contendo informações relevantes aos usuários (Söthe &amp; Dresel, 2014).</p>
			<p>A Teoria da Evidenciação tem como principal objetivo explicar fenômenos das divulgações financeiras (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Cunha &amp; Ribeiro, 2008</xref>). Segundo Hendriksen e Breda (1999) a Contabilidade também objetiva promover informações úteis à tomada de decisão, seja esta de caráter obrigatório ou voluntário. No entanto complementam que, para que seja uma divulgação apropriada, esta deve responder a três questões: i) a quem a divulgação deve atender?; ii) qual é a principal finalidade da informação? e; iii) qual volume de informação deve ser divulgado?</p>
			<p>O estudo da Teoria da Divulgação iniciou em meados de 1980, com destaque para o trabalho seminal de <xref ref-type="bibr" rid="B53">Verrecchia (1983</xref>) que trata da evidenciação de forma voluntária, visando compreender as justificativas das escolhas de um gestor para divulgar informações. O estudo de Verrecchia (1983) se diferencia dos demais estudos por considerar a relação entre custos e benefícios, envolvidos na decisão da divulgação ou não de determinada informação. Além disso, ressalta a importância de os gestores buscarem eficiência a fim de maximizar os resultados das empresas. Para <xref ref-type="bibr" rid="B20">Hummel e Schlick (2016</xref>), a Teoria da Divulgação Voluntária serve como modelo básico para a divulgação voluntária corporativa, gratuita e verdadeira.</p>
			<p>A Teoria da Divulgação sugere que as informações sejam divulgadas para além do cumprimento legal e discricionário, devendo auxiliar na tomada de decisão dos <italic>stakeholders</italic>, reduzindo o custo do financiamento externo e melhorando a capacidade de uma empresa alavancar capital para projetos potencialmente lucrativos (<xref ref-type="bibr" rid="B17">García-Sánchez, Raimo &amp; Vitolla, 2021</xref>). Ademais, os autores afirmam que a decisão de divulgar informações organizacionais fomenta benefícios de uma avaliação mais fidedigna pelos <italic>stakeholders</italic>.</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B4">Alves, Araújo e Santo (2019</xref>), a Contabilidade tem como objetivo prover informação útil para a tomada de decisão, independentemente se a divulgação tem previsão normativa ou se a informação adicional é de forma voluntária. Para que as informações contábeis sejam relevantes aos seus usuários, estas devem refletir adequadamente o momento econômico e financeiro da companhia analisada (<xref ref-type="bibr" rid="B55">Vivas, Ferreira &amp; Costa, 2020</xref>). A evidenciação contábil é um campo de pesquisa que abrange as áreas de Contabilidade, Finanças e Economia. A divulgação das informações tem por finalidade divulgar a composição do patrimônio e dos fluxos financeiros, além das decisões tomadas por seus gestores (Beuren &amp; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Lopes, 2018</xref>). Neste aspecto a divulgação das informações corrobora para reduzir a assimetria informacional, visando melhorar a qualidade da informação aos tomadores de decisões.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B57">Yook, Song, Patten e Kim (2017</xref>) preconizam que a Teoria da Divulgação Voluntária prevê uma associação positiva entre a divulgação ambiental e a atuação das empresas. Estudos recentes mostram que as empresas que preconizam a sustentabilidade divulgam mais e melhor suas informações, permitindo que se diferenciam das demais (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Lu &amp; Wang, 2021</xref>). Estudos empíricos sugerem que as empresas com bom desempenho ambiental têm incentivos para fornecer um maior nível de divulgação ambiental e empresas com baixo ou ruim desempenho ambiental, fornecem um menor nível de divulgação a fim de reduzir os impactos juntos aos <italic>stakeholders</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Mahmood, Ahmad, Ali &amp; Ejaz, 2017</xref>).</p>
			<p>O estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B31">Nishitani, Unerman e Kokubu (2021</xref>) indica a premissa de que as empresas fornecerão informações favoráveis as partes interessadas e/ou reterão informações quando desfavoráveis, em que os investidores podem interpretar a retenção (ou sigilo) como sinal da existência de informação desfavorável, o preço dos ativos da empresa cairá, então empresas com formação favorável têm um incentivo para divulgar essas informações para aumentar o seu valor de mercado.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B5">Arcar e Temiz (2020</xref>) examinaram a relevância do valor da divulgação ambiental e argumentam que o efeito das informações ambientais sobre o desempenho financeiro é valioso para os acionistas. As empresas que fornecem divulgações ambientais e que transparecem confiança conquistam a apreciação dos investidores, resultando em maior valor da empresa. Em suma, a Teoria da Evidenciação torna a divulgação dos relatórios financeiros um diferencial, principalmente quando existe competitividade entre empresas de mesmo setor dando um respaldo de extrema importância aos <italic>stakeholders</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Alves et al., 2019</xref>).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>3 METODOLOGIA</title>
			<p>A globalização e a dinamicidade contribuem cada vez mais a inserção dos pesquisadores a realizar estudos de assuntos para aprofundar determinadas temáticas e melhor compreendê-las, permitindo assim que revisões sistemáticas sejam possíveis, pois por meio da tecnologia, as informações são de fácil acesso e acessível a todos. Diante do exposto, por meio do presente estudo realizou-se uma revisão sistemática da literatura dos últimos cinco anos nas principais bases de dados da área contábil a fim de analisar os avanços e tendências das pesquisas em Contabilidade que utilizam como base teórica a Teoria da Evidenciação.</p>
			<p>Segundo Ravindran e Shankar (2015), a revisão sistemática é caracterizada por uma questão explícita, sobre temas que foram pesquisados especialmente no mundo científico, com abundância de pesquisa em todos os campos. <xref ref-type="bibr" rid="B28">MacLure, Paudyal e Stewart (2016</xref>) afirmam que identificar, avaliar e interpretar evidências de pesquisa disponíveis relevantes para um tópico específico, ajuda a informar práticas e políticas, fornecendo evidências integradas e imparciais nas quais as decisões se baseiam, identificando lacunas na literatura para informar estudos futuros, minimizar tendências, usando métodos explícitos e sistemáticos.</p>
			<p>A análise é voltada a estudos de pesquisa científicas publicadas nos últimos cinco anos, no qual consta o conhecimento científico atualizado (Marconi &amp; Lakatos, 2021). Quanto ao problema abordado, a pesquisa é considerada uma análise bibliométrica da estrutura dos artigos, e qualitativa no que trata da revisão sistemática, pois tem um aprofundamento nas interpretações e entendimentos textuais (Cooper &amp; Schindler, 2016). Desta forma, este estudo sistematiza todas as evidências e achados dos estudos e conjuntamente analisa bibliometricamente os dados coletados a partir da revisão sistemática.</p>
			<p>Para buscar os artigos que tratam da Teoria de Evidenciação na área contábil foram inicialmente definidas quatro bases de dados de relevância nacional e internacional, são estas: o Portal de Periódicos da CAPES, a EBSCOhost, a Science Direct e a Spell. Como critério de inclusão dos estudos definiu-se: i) artigos científicos revisados por pares; ii) publicado de janeiro de 2017 a outubro de 2021; iii) escritos em português e inglês; iv) que estivessem associados a área contábil e que abordassem a Teoria da Evidenciação.</p>
			<p>Os descritores utilizados na busca nas bases consultadas foram sempre combinados, ou seja, utilizados em conjunto e simultaneamente. Foram usados os seguintes descritores em inglês e português respectivamente: “<italic>Disclosure Theory</italic>” <italic>and</italic> “<italic>Accounting</italic>” e, “Teoria da Evidenciação” e “Contabilidade”, bem como, “Teoria da Divulgação” e “Contabilidade”. Salienta-se que a escolha destas palavras-chave possibilitou identificar mais objetivamente os estudos ligados a teoria investigada e a área contábil. A pesquisa foi iniciada no Portal de Periódico da CAPES, que segundo Trindade e Scheibe (2019), centraliza a produção mundial de mais de 21.500 revistas nacionais e internacionais e representa uma das maiores bibliotecas virtuais do mundo, segue a <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref> demonstrando o passo a passo da coleta de dados nas quatro bases utilizadas neste estudo.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Tabela 1</label>
					<caption>
						<title>Etapas de coletas nas bases de dados.</title>
					</caption>
					<table frame="hsides" rules="groups">
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center">1° Etapa: Definição dos descritores</th>
								<th align="center"><bold>“<italic>Disclosure Theory</italic>” <italic>and</italic> “<italic>Accounting</italic>”</bold></th>
								<th align="center">“Teoria da Evidenciação” e “Contabilidade”</th>
								<th align="center">“Teoria da Divulgação” e “Contabilidade”</th>
								<th align="center">Total</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center">2° Etapa: seleção de artigos nas quatro bases e no período pesquisado</td>
								<td align="center">451</td>
								<td align="center">136</td>
								<td align="center">22</td>
								<td align="center">609</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">3° Etapa: artigos selecionados após os critérios de exclusão: i) artigos duplicados; ii) em outros idiomas; iii) que não estavam disponíveis gratuitamente e; iv) que não discutissem a Teoria da Evidenciação Contábil</td>
								<td align="center">29</td>
								<td align="center">11</td>
								<td align="center">9</td>
								<td align="center">49</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center">4° Etapa: revisão final dos artigos e uso somente daqueles que discutissem claramente a Teria da Evidenciação</td>
								<td align="center">26</td>
								<td align="center">10</td>
								<td align="center">8</td>
								<td align="center">44</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>A pesquisa nas quatro bases foi realizada nos meses de novembro a dezembro de 2021 e como critérios de exclusão foram considerados: i) artigos duplicados; ii) em outros idiomas; iii) que não estavam disponíveis gratuitamente e; iv) que não discutissem a Teoria da Evidenciação Contábil. Os resultados levaram a identificação de 24 artigos no Portal de Periódicos da Capes, 18 artigos na EBSCOhost, 2 na Science Direct e nenhum artigo na Spell, uma vez que os dois artigos identificados já haviam sido selecionados em outras bases. Portanto o total de artigos que compuseram a análise dos dados foi de 44 estudos.</p>
			<p>A análise dos artigos finais se deu de duas formas: i) análise bibliométrica dos estudos, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B6">Aria e Cuccurullo (2017</xref>) é crescente o aumento das pesquisas bibliométricas por diversas áreas do conhecimento, principalmente, pela sua capacidade em manejar grandes quantidades de dados e realizar análises de abordagem objetiva e confiável e visa por meio de abordagem quantitativa, analisar dados bibliográficos como periódicos, autores, temas estudados, anos de publicações, títulos e muito mais e; ii) aplicação da técnica de análise de conteúdo, buscou-se identificar nos achados dos estudos os avanços e as tendências da Teoria da Evidenciação (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Pimenta, Portela, Oliveira &amp; Ribeiro, 2017</xref>).</p>
			<p>Ademais, realizou-se a análise do conteúdo, que de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B7">Bardin (2011</xref>), envolve um conjunto de métodos de análises das comunicações que organiza procedimentos sistemáticos que permitam a descrição do conteúdo das mensagens, possibilitando compreender o verdadeiro sentido de um texto. Tendo em vista que a análise de conteúdo é um conjunto progressivo de técnicas que instiga a necessidade de ter o conhecimento do campo a ser estudado, o mesmo não permite que o pesquisador realize a análise desprovida de conhecimento teórico sobre o assunto em questão (<xref ref-type="bibr" rid="B47">Silva &amp; Fossa, 2015</xref>).</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS</title>
			<p>Os resultados encontrados a partir dos 44 estudos foram organizados em duas seções, a saber: a primeira que discute a análise bibliométrica dos artigos e a posterior, apresenta-se por meio da análise de conteúdo dos estudos e um aprofundamento dos achados, destacando os principais avanços e tendências das pesquisas em Contabilidade que utilizam como base teórica a Teoria da Evidenciação.</p>
			<sec>
				<title>4.1 Análise bibliométrica dos estudos</title>
				<p>Inicialmente são apresentadas as bases que mais publicaram sobre a Teoria da Evidenciação no período analisado, conforme a <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t2">
						<label>Tabela 2</label>
						<caption>
							<title>Periódicos pesquisados e idiomas.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="justify">Base de Coleta</th>
									<th align="center">Inglês</th>
									<th align="center">Português</th>
									<th align="center">Total de artigos</th>
									<th align="center">% de artigos</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="justify">CAPES</td>
									<td align="center">13</td>
									<td align="center">11</td>
									<td align="center">24</td>
									<td align="center">54,55%</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">EBSCOhost</td>
									<td align="center">4</td>
									<td align="center">14</td>
									<td align="center">18</td>
									<td align="center">40,91%</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Science Direct</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">0</td>
									<td align="center">2</td>
									<td align="center">4,54%</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Spell</td>
									<td align="center">0</td>
									<td align="center">0</td>
									<td align="center">0</td>
									<td align="center">0%</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">Total </td>
									<td align="center">19</td>
									<td align="center">25</td>
									<td align="center">44</td>
									<td align="center">100%</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN2">
								<p>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Conforme observa-se na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>, a base de dados que contemplou o maior número de artigos foi o Portal de Periódicos da Capes com 54,55% dos estudos, seguido da EBSCOhost com 40,91% dos artigos científicos avaliados. A análise bibliométrica dos estudos também revela que o idioma português lidera a publicações dos artigos selecionados, com 56,82% dos artigos publicados. Nas bases Science Direct foram resgatados apenas dois estudos em inglês e na Spell, nenhuma pesquisa. Outro aspecto importante a ser observado é a questão temporal, ou seja, o ano de prevalência das publicações conforme se visualiza na <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f1">
						<label>Figura 1</label>
						<caption>
							<title>Distribuição temporal das publicações sobre a teoria nas bases de dados analisadas.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1984-882X-rerc-44-01-81-gf1.gif"/>
						<attrib>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>A <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref> revela que o ano de 2017 apresentou a maior concentração de estudos, seguido do ano de 2021. Houve uma queda significativa da publicação de artigos sobre a teoria do ano de 2017 para 2018, aumentando novamente de forma gradativa em 2019 e 2020. Porém, nota-se um pequeno aumento de 2020 para 2021, não chegando ao mesmo número de publicações do ano inicial (2017). Os dados permitem afirmar também que a temática sempre foi objetivo de investigação ao longo de todo o período. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3">Alves et al. (2019</xref>) a Teoria de Evidenciação é sempre debatida na literatura contábil em função da sua importância para as organizações. A <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref> evidencia as palavras de maior destaque no resumo das pesquisas sobre a Teoria da Evidenciação.</p>
				<p>
					<fig id="f2">
						<label>Figura 2</label>
						<caption>
							<title>Palavras do resumo de maior destaque nas pesquisas sobre Teoria da Evidenciação</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1984-882X-rerc-44-01-81-gf2.gif"/>
						<attrib>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Para elaborar a nuvem de palavras utilizou-se os resumos dos artigos, os quais foram traduzidos para o português, no caso dos internacionais. Pode-se observar que as palavras mais frequentes foram “divulgações” com 221 ocorrências, seguida de “empresas” com 122 citações e “informações” com 78 menções. Ademais, outras palavras que ficam em evidência pela quantidade de vezes que apareceram nos resumos são: pesquisa, resultados e ambiental.</p>
				<p>Ao destacar a frequência das palavras “divulgação”, “empresas” e “informação”, as mesmas nos remetem a própria Teoria da Divulgação analisada no presente estudo e utilizada como descritor de busca, de forma que os estudos referenciados, na grande maioria, destacam a importância da divulgação voluntária. A segunda palavra “empresas”, que também remete a Teoria da Evidenciação, no sentido de que empresas com melhor e maior resultado, são empresas que divulgam as informações de forma mais transparente aos <italic>stakeholders</italic>. Após, tem-se como destaque a palavra “informação” que pode ser associada ao benefício que a divulgação dos dados pode gerar nos usuários e especialmente na tomada de decisão.</p>
			</sec>
			<sec>
				<title>4.2 Análise de conteúdo: um olhar sobre os achados dos estudos</title>
				<p>A Teoria da Evidenciação está presente em todas as áreas do conhecimento, no entanto para esta pesquisa foram analisados estudos que estivessem ligados preponderantemente à área da Contabilidade. Durante as leituras, observou-se que os autores se posicionam para diferentes lentes, tais como: sustentabilidade, esporte, adequação às normas, instituições sem fins lucrativos e outros. Para melhor demonstrar esse resultado, apresenta-se a <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>.</p>
				<p>
					<fig id="f3">
						<label>Figura 3</label>
						<caption>
							<title>Lente dos autores para aplicação da Teoria da Evidenciação.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1984-882X-rerc-44-01-81-gf3.gif"/>
						<attrib>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Conforme ilustra a <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>, foram localizados 20 artigos (45,45%) voltados à área de sustentabilidade; 4 estudos (9,09%) voltados ao setor futebolístico; 6 artigos (13,64%) tratando sobre normas nacionais e/ou internacionais; 3 artigos (6,82%) tratando sobre organizações sem fins lucrativos e; 11 artigos (25%) tratando sobre temáticas diversas.</p>
				<p>De forma geral, os 44 artigos estão alinhados na tendência de melhorar as práticas contábeis e de governança corporativa, melhorar a qualidade das informações contábeis e financeiras a serem publicadas, auxiliando no gerenciamento dos resultados e apresenta-se como o tema mais latente desta teoria e é sempre destacado em todos os artigos identificados.</p>
				<p>A temática da sustentabilidade, especialmente voltada para o aspecto ambiental se destaca no contexto dos estudos (por exemplo: <xref ref-type="bibr" rid="B20">Hummel &amp; Schlick, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B40">Qiu et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">Feigin, Ferguson, Grosse &amp; Scott, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">Mahmood et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B57">Yook et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">Ricardo et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Heflin &amp; Wallace, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Pereira, Lucena &amp; Paiva, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">Farias, Silveira, Huppes &amp; Van Bellen, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Alves &amp; Calado, 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">Alves et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Acar &amp; Temiz, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Oliveira, Besen &amp; Junior, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Legoria, Reichelt &amp; Soileau, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">Nishitani et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">García-Sánches et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Lu &amp; Wang, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B43">Rossignoli, Stacchezzini &amp; Lai, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Kuo &amp; Chang, 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Mariappanadar, Maurer, Kramar &amp; Muller-Camen, 2021</xref>) como forma de tendência para o uso da Teoria da Evidenciação. Observa-se que a preocupação com meio ambiente, isto é, o engajamento para auxiliar nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) tem sido fator de promoção de maior divulgação e evidenciação por parte de muitas organizações, conforme já preconizavam <xref ref-type="bibr" rid="B5">Arcar e Temiz (2020</xref>) e Yook et al. (<xref ref-type="bibr" rid="B57">2017</xref>). A <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> evidencia os estudos nacionais que relacionam a Teoria da Evidenciação com a sustentabilidade.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t3">
						<label>Tabela3 Estudos</label>
						<caption>
							<title>nacionais da Teoria da Evidenciação voltados à sustentabilidade.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Autor(es)</th>
									<th align="center">Título</th>
									<th align="center">Citações Google Acadêmico</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B41">Ricardo et al. (2017</xref>)</td>
									<td align="center">Relatório de sustentabilidade ou relato integrado das empresas listadas na BM&amp;FBovespa: fatores determinantes de divulgação</td>
									<td align="center">42</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="justify">
										<xref ref-type="bibr" rid="B37">Pereira et al. (2018</xref>)</td>
									<td align="center">Determinantes da divulgação voluntária do relatório de Sustentabilidade nas empresas de energia Elétrica e de Telecomunicações listadas na BM&amp;FBovespa</td>
									<td align="center">7</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B3">Alves e Calado (2019</xref>)</td>
									<td align="center">Características endógenas das companhias frente ao seu nível de <italic>disclosure</italic> ambiental</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B14">Farias et al. (2018</xref>
									</td>
									<td align="center">Curtindo e compartilhando no <italic>Facebook</italic>: uma análise do <italic>disclosure</italic> Ambiental de empresas brasileiras de capital aberto</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B4">Alves, Araújo e Santos (2019</xref>)</td>
									<td align="center">Análise da relação entre valor de mercado e divulgação do relatório de Sustentabilidade: um estudo nas empresas de alto potencial poluidor listadas na B3</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B33">Oliveira et al. (2020</xref>)</td>
									<td align="center">Nível de evidenciação das empresas do setor de Petróleo, Gás e Bicombustíveis Brasileiras listadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) à luz da Teoria da Divulgação</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN3">
								<p>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Dentre os estudos voltados à área da sustentabilidade a nível nacional, ou seja, que foram publicados no Brasil tem-se como destaque, conforme pode ser visualizado na <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>, o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B41">Ricardo et al. (2017</xref>) com 42 citações no Google Acadêmico, observou que o tamanho e a participação da empresa na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), impacta de forma positiva a probabilidade de divulgação dos relatórios de sustentabilidade e/ou relato integrado. O presente artigo traz como tendência, maior preocupação, por parte das empresas, com as questões socioambientais e com os usuários externos e tomadores de decisões, e como avanço contribuiu para reforçar a importância da divulgação voluntária, pois quanto maior é a empresa, mais e melhor é a informação a ser divulgada.</p>
				<p>O segundo estudo mais citado foi o de <xref ref-type="bibr" rid="B37">Pereira et al. (2018</xref>) com 7 citações no Google Acadêmico. O referido estudo está voltado ao setor de energia elétrica e telecomunicações, em que verificou a existência de relação positiva apenas entre a divulgação do relatório de sustentabilidade e o tamanho das empresas, comparativamente. Indica que no setor energético existem mais fatores que influenciam na divulgação do relatório de sustentabilidade, o que pode estar atrelado ao maior número de empresas do setor, com maior potencial de agredir o meio ambiente. O presente estudo também reforça a relevância do setor energético, um dos grandes poluidores ambientais em divulgar informações voluntárias e completas. Por meio da <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref> apresentam-se os estudos internacionais sobre a Teoria da Evidenciação voltados à sustentabilidade.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t4">
						<label>Tabela 4</label>
						<caption>
							<title>Estudos internacionais da Teoria da Evidenciação voltados à sustentabilidade.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Autor(es)</th>
									<th align="center">Título</th>
									<th align="center">Citações do Google Acadêmico</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B40">Qiu et al. (2016</xref>)</td>
									<td align="center">Environmental and Social Disclosures: Link with Corporate Financial Performance</td>
									<td align="center">535</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B20">Hummel e Schlick (2016</xref>)</td>
									<td align="center">The Relationship between sustainability performance and sustainability disclosure - Reconciling Voluntary Disclosure Theory and Legitimacy Theory</td>
									<td align="center">293</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B18">Heflin e Wallace (2017</xref>)</td>
									<td align="center">The BP Oil Spill: shareholder wealth Effects and environmental disclosures</td>
									<td align="center">86</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B57">Yook et al. (2017</xref>)</td>
									<td align="center">The disclosure of environmental Conservation costs and its Relation to eco-efficiency</td>
									<td align="center">21</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B27">Lu e Wang (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Corporate governance, law, culture, environmental performance and CSR disclosure: A global perspective</td>
									<td align="center">16</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B29">Mahmood et al. (2017</xref>)</td>
									<td align="center">Does Environmental Disclosure Relate to Environmental Performance? Reconciling Legitimacy Theory and Voluntary Disclosure Theory</td>
									<td align="center">14</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B17">García-Sánchez et al. (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Are Environmentally Innovative Companies Inclined towards Integrated Environmental Disclosure Policies?</td>
									<td align="center">13</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B5">Acar e Temiz (2020)</xref>
									</td>
									<td align="center">-analysis on corporate Environmental performance and Environmental disclosure in an Emerging market context Socio-political theories versus economics disclosure theories</td>
									<td align="center">13</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B21">Kuo e Chang (2021</xref>)</td>
									<td align="center">The affecting factors of circular economy information and its impact on corporate economic sustainability-Evidence from China</td>
									<td align="center">10</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B15">Feigin et al. (2016</xref>)</td>
									<td align="center">Evidence on why firms use different disclosure outlets: Purchased analyst research, investor presentations and open Briefings</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B31">Nishitani et al. (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Motivations for voluntary corporate adoption of integrated reporting: A Novel context for comparing voluntary disclosure and legitimacy theory</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B43">Rossignoli et al. (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Integrated reporting and analyst Behaviour in diverse institutional Settings</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B30">Mariappanadar et al. (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Is it a sententious claim? An examination of the quality of occupational Health, safety and well-being disclosures in global reporting initiative reports across industries and countries</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B22">Legoria et al. (2020</xref>)</td>
									<td align="center">Voluntary Disclosure of Country-Level information and FCPA Violations</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN4">
								<p>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Em destaque na <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>, com 535 citações no Google Acadêmico está o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B40">Qiu et al. (2016</xref>). Suas descobertas consistem na visão de que as empresas baseadas em recursos e na Teoria da Evidenciação tendem a divulgar mais e melhor as informações aos usuários externos, pois a geração de benefícios econômicos é mais promissora quando existe uma relação de confiança entre as empresas e seus usuários externos.</p>
				<p>Em segundo lugar, com 293 citações no Google Acadêmico tem-se o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B20">Hummel e Schlick (2016</xref>). Seu estudo revela que os profissionais das empresas, em melhor colocação no mercado, tendem a realizar relatórios de sustentabilidade com alta qualidade para os tomadores de decisão. No entanto, o estudo também evidencia que para empresas com baixo desempenho no mercado tendem a utilizar mais a Teoria da Legitimidade. Vale retomar ao conceito de Suchman (1995, p. 574), que define legitimidade como “uma percepção generalizada ou suposição de que as ações de uma entidade são adequadas ou apropriadas dentro de um sistema socialmente construído de normas, valores, crenças e definições”.</p>
				<p>O presente estudo apresenta como tendência, que os profissionais de sustentabilidade em empresas de grande porte evidenciam relatórios de alta qualidade aos interessados pela informação, pois quanto melhor a divulgação, maior é o tamanho da empresa e, como avanço percebe-se que os estudos indicam a necessidade de reduzir a divulgação de relatórios de baixa qualidade, onde empresas de menor porte tendem a divulgar informações de menor qualidade na informação a ser divulgada de forma voluntária. A seguir tem-se os estudos que abordam a Teoria da Evidenciação no setor futebolístico, relacionado a normatização contábil e o terceiro setor, conforme observa-se na <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref>.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t5">
						<label>Tabela 5</label>
						<caption>
							<title>Estudos da Teoria da Evidenciação voltados ao setor futebolístico, normatizadores contábeis e instituições sem fins lucrativos.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Autor(es)</th>
									<th align="center">Título</th>
									<th align="center">Citações Google Acadêmico</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center" colspan="3">Teoria da Evidenciação e setor futebolístico </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B16">Figueiredo et al. (2017</xref>)</td>
									<td align="center">Práticas de evidenciação em entidades desportivas: Um estudo nos clubes de futebol brasileiros</td>
									<td align="center">26</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B50">Souza et al. (2016</xref>)</td>
									<td align="center">Disclosure em demonstrações financeiras: um estudo sobre o nível de evidenciação contábil de clubes de futebol brasileiros no ano de 2013</td>
									<td align="center">14</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B34">Pacheco e De Souza (2019</xref>)</td>
									<td align="center">Associação entre o nível de evidenciação dos ativos intangíveis e o desempenho econômico-financeiro dos clubes de futebol brasileiro</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B39">Piva et al. (2020</xref>)</td>
									<td align="center">Ensaio sobre estudos de evidenciação contábil em clubes do futebol brasileiro</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" colspan="3">Teoria da Evidenciação e normatizadores contábeis </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B10">Consoni e Colauto (2016</xref>)</td>
									<td align="center">A divulgação voluntária no contexto da convergência às Normas Internacionais de Contabilidade no Brasil</td>
									<td align="center">19</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B36">Pereira et al. (2017</xref>)</td>
									<td align="center">Características econômicas de empresas e uso de hedge accounting: um estudo em empresas do setor de consumo não cíclico listadas no novo mercado da BM&amp;FBovespa</td>
									<td align="center">10</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B33">Oliveira, Crabbi e Rodrigues (2020</xref>)</td>
									<td align="center">Nível de aderência das empresas brasileiras listadas do setor de telecomunicações ao pronunciamento contábil CPC 47</td>
									<td align="center">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B8">Castro, da Cunha, Scarpin e De Souza Francisco (2019</xref>)</td>
									<td align="center">Índice de disclosure dos Estados brasileiros e do distrito Federal com base nas Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor público: uma análise da similaridade dos entes públicos</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B42">Rocha, Rebouças, Silva, Costa e Silva (2020</xref>)</td>
									<td align="center">Teoria do <italic>disclosure</italic>: Hedge <italic>accounting</italic> nas entidades bancárias</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B11">Conzatti, Oliveira e Martins (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Nível de aderência a evidenciação do pronunciamento CPC 28 nas companhias abertas no Brasil à luz da Teoria da Divulgação</td>
									<td align="center" rowspan="2">0</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center" colspan="2">Teoria da Evidenciação e instituições sem fins lucrativos </td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B56">Yang e Simnett (2020</xref>)</td>
									<td align="center">Financial Reporting by Charities: Why Do Some Choose to Report Under a More Extensive Reporting Framework?</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B24">Lima, Stettiner e Ferreira Junior (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Balanço social e o “<italic>full disclosure</italic>” no terceiro setor</td>
									<td align="center">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B44">Sales, Portulhak e Pacheco (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Elementos marcantes da prestação de contas voluntária das 100 melhores ONGS do Brasil</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN6">
								<p>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>Observou-se a partir dos estudos apresentados na <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref>, que as demonstrações contábeis dos clubes de futebol são de baixa qualidade e insuficientes, o que prejudica os usuários da informação. Acerca disso, <xref ref-type="bibr" rid="B49">Soares (2013</xref>) destaca que apenas com um alto nível de confiabilidade nos dados contábeis é possível compreender a posição patrimonial e financeira atuantes nesse setor, isso prejudica a confiança dos <italic>stakeholders</italic> e dos agentes reguladores. São poucos os clubes de futebol que atenderam o mínimo necessário a ponto de satisfazer as necessidades dos tomadores de decisão (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Figueiredo et al., 2017</xref>).</p>
				<p>Com relação à normatização do Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPCs) na convergência às normas internacionais de Contabilidade, tem-se o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B10">Consoni e Colauto (2016</xref>), com 19 citações no Google Acadêmico. Os autores verificaram que a convergência às Normas Internacionais de Contabilidade apresenta-se como um fator exógeno que afetou positiva e significativamente a divulgação voluntária no período analisado. Essa constatação está de acordo com o racional de complementariedade entre a divulgação obrigatória e a divulgação voluntária.</p>
				<p>Também em destaque, com 10 citações no Google Acadêmico, o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B36">Pereira <italic>et al.</italic> (2017</xref>), que aborda características econômicas de empresas e uso de <italic>hedge accounting</italic>. Os autores identificaram que o número de empresas que utilizam e divulgam o <italic>hedge accounting</italic> vem crescendo, o que demonstra que as empresas estão, cada vez mais, buscando proteção para seus resultados e evidenciando tal fato ao mercado.</p>
				<p>Também se observa, ao analisar os artigos da <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 5</xref>, que cada estudo objetiva uma análise diferente, no entanto, ao entender onde a Teoria da Evidenciação corrobora com as análises, identifica-se que a tendência é que cada vez mais as empresas, independentemente do setor de atuação, evidenciem seus resultados de forma voluntária ao mercado. Ao avançar nesta discussão, empresas com melhores resultados serão as que mais evidenciam relatórios, tanto de forma obrigatória, quanto no âmbito voluntário.</p>
				<p>Também é importante ressaltar que os artigos que compõem a luz da normatização são todos artigos nacionais e o enfoque é na adesão às normas internacionais de Contabilidade juntamente com os CPCs. Pode-se afirmar que as normas internacionais potencializam a necessidade de maior e melhor divulgação dos dados financeiros e contábeis.</p>
				<p>As organizações sem fins lucrativos, que não pagam impostos, estão cada vez mais engajadas em divulgar as demonstrações contábeis, pois entendem que quanto mais transparentes forem as informações e/ou divulgação contábil, mais fácil é a administração e a captação de recursos. Ainda com enfoque nas pesquisas em instituições sem fins lucrativos, destaca-se o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B56">Yang e Simnett (2020</xref>) com apenas quatro citações no Google Acadêmico, seguido do estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Lima et al. (2021</xref>) com três citações. Contudo, a quantidade de citações pode ser explicada também pelo ano de publicação. De todo modo, Yang e Simnett (2020) ao analisar 11.471 instituições de caridade, descobriram que a sua fonte de financiamento e o nível de endividamento são significativos para instituições de caridade que escolhem uma estrutura de relatório financeiro mais abrangente. Desta forma, a tendência é que exista uma preocupação maior em transparecer aos financiadores as demonstrações contábeis, deixando como avanço a preocupação em divulgar mais e melhores informações aos agentes interessados nesta instituição de caridade.</p>
				<p>O estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Lima et al. (2021</xref>), ao analisar o balanço social e o <italic>full disclosure</italic> no terceiro setor, utilizando método de estudo multicaso, realizado junto a quatro organizações sem fins lucrativos, apresenta como resultado a constatação da potencialidade do balanço social, em que pese a precariedade na capacidade de sua execução pelas ONGs de menor porte. Ficou constatada também, a tendência de adequar-se a evidenciação de relatórios de forma voluntária e a existência de ONGs que avançam na realização de um <italic>full disclosure</italic> adequado. A <xref ref-type="table" rid="t6">Tabela 6</xref> apresenta os artigos classificados como “Outros”, os quais são artigos que tratam de empresas de setores diversos.</p>
				<p>
					<table-wrap id="t6">
						<label>Tabela 6</label>
						<caption>
							<title>Estudos da Teoria da Evidenciação voltados a assuntos diversos.</title>
						</caption>
						<table frame="hsides" rules="groups">
							<colgroup>
								<col/>
								<col/>
								<col/>
							</colgroup>
							<thead>
								<tr>
									<th align="center">Autor(es)</th>
									<th align="center">Título</th>
									<th align="center">Citações do Google Acadêmico</th>
								</tr>
							</thead>
							<tbody>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B46">Sarhan e Ntim (2019</xref>)</td>
									<td align="center">Corporate boards, shareholding structures and voluntary disclosure in emerging MENA economies</td>
									<td align="center">30</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B13">Demartini e Trucco (2016</xref>)</td>
									<td align="center">Does Intellectual Capital Disclosure Matter for Audit Risk? Evidence from the UK and Italy</td>
									<td align="center">26</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B9">Cheynel e Liu-Watts (2020</xref>)</td>
									<td align="center">A simple structural estimator of disclosure costs</td>
									<td align="center">11</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B19">Huang, Ng, Ranasinghe e Zhang (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Do Innovative Firms Communicate More? Evidence from the Relation between Patenting and Management Guidance</td>
									<td align="center">10</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B26">Lopes e Beuren (2018</xref>)</td>
									<td align="center">Evidenciação da informação contábil: uma retrospectiva das pesquisas socializadas no congresso ANPCONT</td>
									<td align="center">6</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B2">Antonelli, Portulhak, Scherer e Clemente (2019</xref>)</td>
									<td align="center">Impacto da adesão aos níveis diferenciados de Governança Corporativa da BM&amp;FBovespa no risco de companhias reguladas</td>
									<td align="center">4</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B37">Pereira e Tavares (2018</xref>)</td>
									<td align="center">Evidenciação de informações estratégicas e a volatilidade das ações</td>
									<td align="center">3</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B25">Locatelli, Nossa e Ferreira (2020</xref>)</td>
									<td align="center">Impacto da evidenciação de informações no valor das ações das sociedades de economia mista</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B4">Araújo, Andrade e Girão (2019</xref>)</td>
									<td align="center">Atividades distintas de divulgação e investidores sofisticados</td>
									<td align="center">2</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">Leandro de <xref ref-type="bibr" rid="B24">Lima, Araújo e Dal Ri Murcia (2021</xref>)</td>
									<td align="center">Fatores determinantes da probabilidade de divulgação voluntária de informações financeiras das empresas</td>
									<td align="center">1</td>
								</tr>
								<tr>
									<td align="center">
										<xref ref-type="bibr" rid="B55">Vivas et al. (2020</xref>)</td>
									<td align="center">Más (boas) notícias e postergação (antecipação) de divulgação de demonstrações financeiras</td>
									<td align="center">0</td>
								</tr>
							</tbody>
						</table>
						<table-wrap-foot>
							<fn id="TFN7">
								<p>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</p>
							</fn>
						</table-wrap-foot>
					</table-wrap>
				</p>
				<p>A partir da <xref ref-type="table" rid="t6">Tabela 6</xref>, destaca-se o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B46">Sarhan e Ntim (2019</xref>), com 30 citações, que ao estudar os conselhos corporativos, estruturas acionárias e a divulgação voluntária em economias emergentes do Oriente Médio e do Norte da África (MENA), verificou que de forma geral, as empresas listadas em economias emergentes têm um nível relativamente mais baixo de evidenciação de forma voluntária e divulgação das práticas de governança corporativa em comparação com as empresas listadas em países desenvolvidos. Ademais, o estudo retrata a necessidade de divulgação voluntária por parte da governança corporativa. Os resultados indicaram que a estrutura de liderança do conselho unitário, participações de diretores e participações governamentais impactam negativamente no nível de divulgação voluntária da governança corporativa. A tendência deste estudo é que os membros da governança passem a elaborar relatórios de divulgação aos <italic>stakeholders</italic> de forma voluntária e o avanço é que cada vez mais organizações passem a se legitimar para melhorar as questões de transparência com os usuários da informação.</p>
				<p>Ainda em destaque tem-se o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B13">Demartini e Trucco (2016</xref>), com 26 citações no Google Acadêmico, que buscou analisar se “a divulgação de capital intelectual é importante para o risco de auditoria? Evidências do Reino Unido e da Itália”. Os achados revelaram que a Teoria da Divulgação argumenta que uma melhor qualidade da informação reduz o risco de auditoria, diminuindo a assimetria de informação no mercado e, consequentemente, o risco de informação para as empresas. Em suma, o estudo traz a tendência da evidenciação de melhor e maior qualidade nas informações divulgadas pelas companhias do Reino Unido e da Itália, e o avanço está na conscientização das empresas em deixar evidências claras as empresas de auditoria a fim de minimizar os riscos de inconsistências nas demonstrações contábeis.</p>
				<p>Por fim, na <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref> apresenta-se uma síntese com os artigos mais citados, tanto no âmbito nacional quanto internacional, a partir do Google Acadêmico, mencionando os autores responsáveis por tais estudos.</p>
				<p>
					<fig id="f4">
						<label>Figura 4</label>
						<caption>
							<title>Estudos mais citados no Google Acadêmico.</title>
						</caption>
						<graphic xlink:href="1984-882X-rerc-44-01-81-gf4.gif"/>
						<attrib>Fonte: Dados da pesquisa (2022).</attrib>
					</fig>
				</p>
				<p>Considerando os 44 artigos analisados por meio do presente estudo, se considera a soma das citações do Google Acadêmico de cada artigo tem-se um total de 1.234 citações. Ao serem selecionados os dez artigos mais relevantes, conforme evidenciado na <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>, em primeiro lugar destaca-se o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B40">Qiu et al. (2016</xref>), representando 43,35% da frequência relativa, em segundo lugar tem-se a pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B20">Hummel e Schlick (2016</xref>) com 23,74%, em terceiro lugar <xref ref-type="bibr" rid="B18">Heflin e Wallace (2017</xref>) com 6,97%, e os demais com 3,40%, 2,43%, 2,11%, 2,11%, 1,70%, 1,54% e 1,30% respectivamente.</p>
				<p>Dos estudos em evidência, seis são estudos voltados para sustentabilidade, sendo que cinco estudos são internacionais, a saber: <xref ref-type="bibr" rid="B40">Qiu et al. (2016</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B20">Hummel e Schlick (2016</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B18">Heflin e Wallace (2017</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B57">Yook et al. (2017</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B27">Lu e Wang (2021</xref>) e um estudo nacional de <xref ref-type="bibr" rid="B41">Ricardo et al<italic>.</italic> (2017</xref>), evidenciando ainda mais a tendência dos estudos voltados à sustentabilidade.</p>
			</sec>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>5 CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
			<p>Com o objetivo de analisar os avanços e as tendências das pesquisas em Contabilidade que utilizam como base teórica a Teoria da Evidenciação observou-se, a partir de uma revisão sistemática de literatura nas principais bases de coleta de artigos nacionais e internacionais, que a Teoria de Evidenciação foi objeto de 44 estudos ao longo dos últimos 5 anos. Os resultados também revelaram que a teoria em questão sempre foi explorada ao longo dos anos e é objeto constante das produções científicas na área da contabilidade, tanto nacionais quanto internacionais.</p>
			<p>A relação entre a sustentabilidade e a Teoria da Evidenciação também representa um achado interessante, uma vez que ficou evidenciado a partir de 20 dos estudos analisados, que a organizações que se destacam no contexto socioambiental também buscam evidenciar mais e melhor suas informações. Sendo assim, percebe-se uma tendência de aplicação desta teoria em estudos relacionados com a sustentabilidade. Tal fato pode estar relacionado ao crescimento no engajamento das empresas para com Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e para atender o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), principal iniciativa corporativa a nível mundial para com a sustentabilidade.</p>
			<p>Como principal avanço desta teoria destaca-se de forma geral que as empresas que têm maior e melhor qualidade nas divulgações, seja no âmbito compulsório ou no âmbito voluntário, são justamente as que têm maior transparência na evidenciação de suas demonstrações contábeis. Isso de certa forma atrai cada vez mais investidores, potencializando sua reputação no mercado de capitais.</p>
			<p>As principais contribuições desta revisão para o campo teórico são de que os estudos que possuem como base a Teoria da Evidenciação na Contabilidade reforçam a necessidade das empresas, independente do setor de atuação, divulgarem informações confiáveis e fidedignas que possam atender aos distintos interesses dos usuários da Contabilidade. Como pontos críticos e sugestões de pesquisas futuras apontam-se a necessidade de que estudos adicionem a Teoria da Legitimidade com o intuito de realizar uma comparação entre as duas teorias. No entanto, empresas maiores realizam divulgações de forma voluntária em maior quantidade, já as menores realizam a divulgação de relatórios de forma compulsória e insuficiente para os tomadores de decisões.</p>
			<p>Fica evidenciado em todos os estudos e, reforçado nos achados desta pesquisa que a Teoria da Evidenciação, corrobora com as preocupações e interesses dos <italic>stakeholders</italic> quanto à transparência e confiabilidade das informações, especialmente pelo fato de que grande parte da evidenciação é voluntária, e consequentemente as empresas buscam atrair investidores e melhorar sua reputação a partir da divulgação.</p>
			<p>Este estudo apresenta como uma das limitações o foco em estudos que se utilizaram da Teoria da Evidenciação como base teórica, poderia ser ampliado a estudos que de alguma forma cita a teoria. A metodologia adotada se apresenta como outra limitação, dado a fragilidade de uma busca sistemática, por exemplo, as escolhas dos descritores nas bases selecionadas (Portal de Periódicos da Capes, EBSCOhost, Science Direct e Spell) poderia ser ampliado com outras bases, a fim de aumentar o número de estudos a serem utilizados. Os aspectos caracterizados como limitações desta pesquisa podem servir de inspiração para futuras pesquisas sobre a Teoria da Evidenciação.</p>
			<p>A partir de tais limitações sugere-se para futuras pesquisas, estender o período pesquisado, de modo a identificar a evolução da teoria, bem como, identificar a adoção por parte das empresas e divulgação de informações relevantes de forma voluntária, demonstrando transparência e confiabilidade. Também fica como sugestão para novas pesquisa a inclusão da busca pelo descritor Teoria da Legitimidade, uma vez que nos estudos que compõe esta pesquisa, percebeu-se que os autores destacam que as empresas que não divulgam e/ou divulgam informações de má qualidade, têm a se legitimar de alguma forma, protegendo a empresa no tocante de divulgar apenas informações de forma compulsória. Por fim, outra recomendação é aumentar as bases selecionadas.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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			<title>REFERÊNCIAS:</title>
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					<year>2019</year>
					<article-title>Características endógenas das companhias frente ao seu nível de disclosure ambiental</article-title>
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				<p>Obs.: Artigo aprovado e apresentado no 12º Congresso UFSC de Controladoria e Finanças - 5º UFSC <italic>International Accounting Congress.</italic></p>
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