Psicologia
Representação social de problemas ambientais por mulheres quilombolas
Social Representation of Environmental Problems for Quilombola Women
Representação social de problemas ambientais por mulheres quilombolas
Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, vol. 41, núm. 2, 2019
Universidade Estadual de Maringá

Recepção: 20 Fevereiro 2019
Aprovação: 26 Junho 2019
Resumo: A representação social que o indivíduo tem sobre o ambiente poderá influenciar no manejo dos problemas ambientais. O objetivo do presente estudo foi identificar a representação social de problemas ambientais e a forma de enfrentamento destes pelas mulheres quilombolas da comunidade Patioba em Sergipe. Trata-se de um estudo qualitativo, com a utilização de metodologia participativa, com amostra de 20 mulheres maiores de 18 anos. Os resultados evidenciaram a participação de mulheres com idade entre 24 e 54 anos, em sua maioria casadas, escolaridade média, ocupação do lar e com renda familiar de até um salário mínimo. O acesso à água potável, saneamento básico e coleta do lixo é precário nessa comunidade. A representação social sobre os problemas sugere percepção de desequilíbrio ambiental pelos participantes da comunidade Patioba.
Palavras-chave: Meio ambiente, grupos de risco, mulheres, políticas públicas.
Abstract: The individual social representation about the environment may influence the management of environmental problems. The objective of the present study was to identify the social representation of environmental problems and confrontation form of quilombola women of Patioba community, Sergipe. This is a qualitative approach study, using a participatory methodology, with a sample of 20 women older than 18 years. The results had evidenced the participation of women aged 24 to 54 years, mostly married, average schooling, householdoccupation and family income up to a minimum wage. Access to clean water, basic sanitation and garbage collection is precarious in this community. The social representation of environmental problems seems to point to an environmental imbalance perception by the participants of Patioba Community.
Keywords: Environment, risk groups, women, public policies.
Introdução
O conceito de representação social tem suas origens na Sociologia e na Antropologia, com contribuições de Durkheim e de Lévi-Bruhl (Moscovici, 2013). Moscovici não conceitua a representação social de forma definitiva, no entanto a situa como um conjunto de conceitos, proposições e explicações que se origina no cotidiano dos indivíduos. Na sociedade contemporânea, as representações sociais seriam equivalentes aos mitos e sistemas de crenças das sociedades tradicionais, e poderiam ser vistas como a versão do senso comum (Moscovici, 2013).
Muitos autores, a exemplo de Moscovici (2013), Villas Bôas e Sousa (2011) e Jodelet (2001) têm contribuído para o fortalecimento das representações sociais enquanto teoria, buscando compreendê-la de maneira mais profunda. Para Jodelet (2001, p. 22) “Representação Social é uma forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, tendo uma visão prática e concorrendo para a construção de uma realidade comum a um conjunto social”. As representações sociais são entidades concretas, realizadas em si mesmas, conjuntos de saberes e práticas que constituem e ocupam um espaço vital e simbólico, no qual movemos, pensamos, falamos e somos levados a agir (Possamai & Guareschi, 2009).
Assim, a pesquisa empírica deve ser conduzida para a identificação dos saberes originados do senso comum (opiniões, crenças, atitudes, informações) que possuam uma orientação prática, própria do contexto social do grupo em estudo (Oliveira, Chamon, & Mauricio, 2010).
A compreensão da representação social, neste estudo, sobre os problemas ambientais por parte dos indivíduos, contribui para aproximar os gestores e a comunidade, facilitando o entendimento sobre a realidade local e a formulação de ações estratégicas governamentais para melhoria da qualidade de vida e do ambiente desses grupos populacionais (Rodrigues, Malheiros, Fernandes, & Darós, 2012). O ser humano é resultado de interações biológicas, de processos naturais e sociais. Assim, é importante levantar os aspectos do meio ambiente local e seus impactos sociais e ambientais (Santos, 2016).
Até a década de 60, o homem não se sentia fazer parte do meio ambiente, e tinha como função o domínio da natureza, com uma visão antropocêntrica (Mezzomo & Nascimento-Schulze, 2004). A partir da década 70, um novo olhar para o meio ambiente vem se fazendo presente e os homens passam a perceber que a natureza não somente serve para suprir as necessidades humanas (Silva-Filho, Tochetto, Gravonski, Torres, & Araújo, 2009). Uma nova concepção foi criada e os recursos naturais passaram a ser vistos com a necessidade do cuidado, da preservação e conservação (Mezzomo & Nascimento-Schulze, 2004; Lima, 2006). A inserção das questões ambientais nas políticas públicas se deu por meio de discussões em nível mundial sobre o meio ambiente (Rodrigues, et al., 2012).
As comunidades quilombolas localizadas em áreas rurais ou urbanas, constituídas por população negra, sobrevivem à margem dos benefícios sociais, quase sempre vivendo na invisibilidade (Leite, 2000). No Brasil, as discussões sobre a temática ambiental foram intensificadas a partir da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano (Rio-92) e a Conferência Nacional de Meio Ambiente em 2003 (Barros, 2012; Vasco & Zakrzevski, 2010). Dessa forma, um estudo das representações sociais em comunidade quilombola poderia proporcionar uma melhor compreensão das relações entre seus habitantes e o ambiente.
O Brasil possui cerca de 3.386 comunidades quilombolas, dessas 2.744 estão certificadas. As comunidades estão presentes em quase todo território nacional, com exceção dos estados de Roraima e Acre, além do Distrito Federal. No Nordeste são aproximadamente 1.843 certificações. Em Sergipe existem 37 comunidades, sendo 32 certificadas como quilombolas (Fundação Cultural Palmares [FCP], 2019). Com a regularização, essas comunidades passaram a ter direitos e amparos legais, estabelecidos pelos artigos 215 e 216 da Constituição Federal, que estabelecem a defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro e a obrigação do poder público em promover e proteger essas comunidades (Brasil, 1988). As comunidades passam a ter a possibilidade de melhorias de geração de trabalho e renda para os moradores, por meio da agricultura de subsistência e venda dos produtos plantados e colhidos.
A comunidade Patioba encontra-se em Sergipe, na região Nordeste, às margens da BR-101, havendo em seu entorno muitas fazendas particulares, e ainda não se encontra efetivada sua regularização fundiária. A característica da Patioba é de manutenção religiosa e de suas tradições culturais. O que movimenta a economia é o artesanato, a agricultura de subsistência e o trabalho de homens quilombolas em outros municípios e ou estados (Torales, Nascimento, Teodoro, Vargas, & Oliveira, 2015). Há escassez de ofertas de trabalho no povoado, sendo assim, os indivíduos jovens e adultos se motivam a buscar melhores condições de vida, assim, a partir da interação com outras culturas, entrada e saída de pessoas da comunidade, é provável que haja certa ruptura nos costumes e tradições desse grupo populacional. Portanto, não se pode dizer que se trata de uma comunidade isolada, pois recebe influências do seu entorno, afetando no seu modo de vida.
Nesse contexto e diante da inquietação dos autores, surgiram as perguntas condutoras desse trabalho: qual a representação social do ambiente de mulheres quilombolas da Comunidade Patioba? Haveria problemas enfrentados por essas mulheres no contexto socioambiental na comunidade? Esse estudo teve como objetivo analisar a representação social de problemas ambientais e a forma de enfrentamento pelas mulheres quilombolas da comunidade Patioba.
Metodologia
Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, baseado na teoria das representações sociais, desenvolvido na comunidade quilombola Patioba, Japaratuba, em Sergipe, Nordeste brasileiro. Foram incluídas, nesse estudo, mulheres acima de 18 anos e cadastradas como quilombolas na comunidade Patioba e excluídas aquelas com algum tipo de comprometimento mental ou emocional.
Participaram 20 mulheres da Patioba, voluntárias, pertencentes ao município de Japaratuba, localizado às margens da BR-101, com aproximadamente 736 habitantes e 184 famílias quilombolas.
Para o desenvolvimento das atividades, foram realizadas oficinas na comunidade Patioba entre 2016-2017, com a utilização de três ferramentas do Diagnóstico Rural Participativo (DRP), que inicialmente foram apresentadas por Chambers (1983). As metodologias utilizadas foram: entrevista coletiva, árvore de problemas e a caminhada na comunidade.
A entrevista desempenhou um papel importante no DRP. A discussão se deu em grupo, por meio de temas disparadores, como significado de ambiente, destinação dos resíduos sólidos, água, animais e solução para os problemas enfrentados. A árvore de problemas possibilitou a identificação destes, bem como suas causas e consequências na comunidade. Essa ferramenta ainda permitiu a reflexão sobre como eliminar ou resolver esses problemas (Kummer, 2007). A caminhada na comunidade facilitou a visualização dos problemas e dos riscos ambientais percebidos pelas mulheres. Ao longo da caminhada, foram sendo anotados todos os aspectos, de acordo com a percepção das participantes sobre o ambiente (Verdejo, 2006). A representação social do ambiente pelas mulheres participantes foi guiada baseada nas técnicas de ancoragem e objetivação. A ancoragem visa transformar o assunto estranho em familiar, neutralizando a ansiedade que o desconhecido provoca, buscando o equilíbrio. Dessa maneira, essas técnicas foram aplicadas com intenção de trazer as ideias estranhas para uma categoria preexistente de imagens comuns e objetivas. Já a objetivação, transforma o subjetivo em objetivo através da externalização do que é subjetivo em componentes da realidade (Moscovici, 2013).
As representações sociais das mulheres participantes desse estudo foram selecionadas e interpretadas com relação ao objeto e seu entorno através da extração dos significados na análise qualitativa, quando, então, esta foi externalizada para componentes da realidade ao invés de componentes do pensamento, tornando concreto o que era abstrato (Morera, Padilha, Silva, & Sapag, 2015; Moscovici, 2013).
O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da universidade proponente, com parecer nº 1.236.899.
Resultados e discussão
Representação Social do Ambiente
Participaram desse estudo 20 mulheres com média de idade (ɱ = 37.10; dp = 9.01), a maioria com escolaridade média, renda familiar até um salário mínimo e ocupação do lar. Pôde-se perceber, pelos resultados, que a comunidade quilombola Patioba enfrentava problemas de infraestrutura, saneamento básico, meio ambiente, segurança e ordem social.
As representações sociais são interpretações socialmente construídas a partir de um determinado objeto, no caso do presente estudo, sobre o entendimento das mulheres quilombolas a respeito dos problemas ambientais.
A representação social sobre o ambiente está baseada na importância para a preservação da vida humana, percebida nas seguintes frases.
“[...] é o lugar onde vivemos [...] bom para respirar [...] é tudo o que nos cerca” (Entrevistado A, B, C)
O lugar onde se vive é o ambiente físico, que pode ser representado pelo ar que se respira e o ambiente social que, no relato, aparece como “[...] tudo o que nos cerca”. Nota-se que o ambiente é semelhante ao já descrito por Sánchez (2013) como multifacetado e engloba o meio ambiente físico que se completa com o ambiente construído.
O discurso representado pelas falas dessas mulheres representa o desejo de um lugar melhor para viver, com a ausência de um dos problemas que possivelmente seja o que mais causa desconforto nessa comunidade, que é a queima da cana-de-açúcar, por parte dos fazendeiros, ou de lixo, pelos moradores da comunidade.
O fato de pertencerem a comunidades tradicionais, as mulheres quilombolas podem incluir, em suas representações sociais, sobre este objeto, o apego a terra e o estilo de vida próximo da natureza e a percepção de que certas modificações relacionadas às novas atividades econômicas estariam afetando o ambiente natural em que vivem.
A forma como os indivíduos representam o ambiente é primordial para compreensão da relação entre pessoa e ambiente (Polli & Kuhnen, 2011). Na perspectiva da saúde, o ambiente deve ser compreendido de forma dinâmica, um território vivo, formado por processos políticos, sócio-histórico-culturais e socioeconômicos, por meio das relações estabelecidas pelos grupos culturais, e através da participação ativa dos indivíduos na formulação de políticas públicas (Siqueira & Moraes, 2009; Brasil, 2009).
As mulheres participantes das oficinas reconheceram a importância do cuidado com o meio ambiente. Em um estudo realizado em Santa Catarina, com a população geral de diferentes faixas etárias, os autores identificaram também o reconhecimento sobre a importância com o cuidado ambiental para a preservação da vida humana, animal, ou ainda para evitar que a degradação ambiental se instalasse (Polli & Camargo, 2016). Foi identificado, no discurso dessas mulheres, que os indivíduos, de certa forma, seriam responsáveis pelos problemas ambientais e sociais existentes nessa comunidade. A responsabilização das pessoas pelos problemas ambientais também foi discutida no estudo mencionado anteriormente realizado em Santa Catarina (Polli & Camargo, 2016). Segundo Capra (2002), o esgotamento dos recursos naturais não ocorreria isoladamente, pois o homem é parte integrante da natureza, sofrendo com toda intervenção indevida sobre ela.
A representação social sobre os problemas vivenciados foi identificada a partir das oficinas realizadas com as mulheres quilombolas, denominadas de entrevista coletiva, árvore dos problemas e a caminhada na comunidade, sendo representada neste modelo esquemático do processo de análise de dados qualitativa (Figura 1). As etapas e técnicas desenvolvidas neste estudo possibilitaram a participação ativa das mulheres e a verbalização dos problemas que deram origem a quatro categorias, entre as quais esse estudo se propõe descrever, como a importância da água, resíduos sólidos e sua relação com o coletivo, inadequações no saneamento básico e impacto humano sobre o meio ambiente. Essas categorias revelam a situação de vulnerabilidade social a qual as mulheres quilombolas da Patioba vivenciam. Apesar das condições de vida dessas mulheres, ser quilombola é motivo de orgulho e faz parte da identidade delas.

Para Diegues, é necessário analisar o sistema de representações de indivíduos e grupos, tendo em vista que é com base nessas representações que se age sobre o mundo (Diegues, 1996). Pesquisar as representações sociais de mulheres quilombolas sobre cada um dos problemas vivenciados e sua relação com as modificações no seu habitat natural e construído, passa pela busca de conhecimentos sobre sua existência e a identificação do papel destas no ambiente.
A importância da água para as mulheres da Comunidade Patioba
O abastecimento da água na Patioba é feito por duas caixas grandes que puxam água do poço artesiano, sendo encontrados na comunidade também quatro pontos diretos de nascentes. A água utilizada na comunidade serve tanto para as atividades domésticas, que são realizadas no dia a dia como também para o consumo humano. No entanto, foi também relatado pelas mulheres participantes que essa água não recebia qualquer tratamento adicional pela comunidade, além de não ocorrer a higienização periódica da caixa de abastecimento. Ainda havia outra forma na qual se conseguia água, que era através do riacho que cruza a comunidade. No entanto, com uma fase muito seca, os moradores mudaram os hábitos, pois esse riacho se encontra raso para tomar banho, lavar animais, louças e roupas, atitudes estas que eram muito comuns na comunidade.
O relato segundo a origem da água consumida: “[...] a água que bebemos vem do poço ou da caixa que abastece o povoado. Se faltar energia nós não temos água [...] porque a bomba está ligada na energia”. (Entrevistado P, S)
As mulheres desse estudo, apesar de uma aparente preocupação com a qualidade da água, confessando que algumas doenças seriam transmitidas pelo consumo desta, relataram que não realizavam tratamento da água, raramente utilizavam o hipoclorito de sódio para tornar a água adequada para o consumo humano, bem como o preparo de alimentos, mesmo com a informação de que esse produto estaria disponibilizado pela Secretaria de Saúde.
A água é um bem precioso na comunidade, no entanto, inúmeros problemas foram percebidos pelas mulheres, desde a falta de higienização na caixa, até a presença de vermes e doenças:
[...] a água é do nosso poço mesmo, uma lindeza, nem é tratada. A água é salobra, com gosto diferente. (Entrevistado E)
[...] pega verminose lá no poço. Então, cada um ferve a água para dar aos menininhos, ou compra um filtro. (Entrevistado R)
[...] tem muitos vermes, a caixa não possui tampa e nunca foi higienizada. (Entrevistado G)
[...] a lavanderia (residencial) nossa é cheia de limo amarelo ruim de sair, imagina aquela caixa que ninguém limpa. (Entrevistado M)
Esse é um problema que afeta muitas comunidades e não é diferente com a comunidade Patioba. O tratamento da água e a higienização das caixas são essenciais para o controle das doenças.
Em um estudo em Uberaba-MG, na comunidade rural Santa Fé, os autores verificaram que não existia rede de água tratada nem rede de coleta de esgoto. A água de consumo humano era retirada de poços artesianos ou cisternas individuais, sendo que 53% das famílias a consumiam sem nenhum tipo de tratamento (Pereira, Melo, & Fernandes, 2012). Um outro estudo desenvolvido com 80 famílias na Comunidade Rural Sepé Tiarajú-SP, teve como objetivo avaliar a relação entre saúde e saneamento ambiental no contexto do processo de desenvolvimento social, analisando a qualidade da água para consumo humano. Foi identificado que o abastecimento de água na comunidade ocorria da seguinte forma: existia um poço artesiano e, após a captação, a água permanecia armazenada em recipientes plásticos (tonéis) e caixas d’água nas moradias, em dois reservatórios de água de grande porte, que distribuíam a água para algumas residências. A água era transportada por encanamentos precários, que apresentavam fissuras, sendo pontos passiveis de contaminação (Araújo et al., 2011).
A comunidade é ciente de que pode usufruir do direito de acesso às políticas públicas, como o abastecimento público de água por uma rede credenciada, no entanto, não acha justo pagar por esse atendimento, pois, de acordo com a percepção dessa comunidade, não há garantias de que a água, de fato, seja tratada.
[...] querem cobrar por uma coisa que é nossa (água), é justo? (Entrevistado D)
[...] pagar água do meu poço! Quem garante que vai ser água tratada? (Entrevistado Q)
[...] água mineral ou qualquer tipo, para mim é tudo igual. (Entrevistado F)
[...] se um motor pifar, temos o da outra caixa para pegar água. (Entrevistado T)
O abastecimento de água na comunidade vem de uma cisterna que abastece duas caixas d´água existentes em locais opostos na comunidade. Percebe-se, pelos relatos das mulheres, que elas não têm interesse que a água distribuída na comunidade seja de responsabilidade de uma empresa, pois não concordam que devam pagar por esse serviço, tendo em vista que não consideram que a água da rede pública seja tratada. A lei nº 11.445 (Brasil, 2007) estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, apresentando inúmeros objetivos, entre eles o de proporcionar condições adequadas de salubridade ambiental para populações de baixa renda, incluindo as comunidades tradicionais (Brasil, 2007).
Embora seja legítimo o direito de acesso, que garante a todos água potável de qualidade e para consumo humano, na comunidade desse estudo ainda é precário, sendo necessário o uso de produtos químicos como hipoclorito de sódio indicados pelo Ministério da Saúde como desinfetante e agente alvejante.
Resíduos sólidos e sua relação com o coletivo
Os resíduos sólidos espalhados pelas ruas e as queimadas tanto de lixo quanto das canas, de acordo com a representação dos quilombolas, são alguns dos problemas enfrentados pela comunidade Patioba. Esse mesmo tipo de preocupação em relação ao ambiente ocorreu na comunidade quilombola da Barra da Aroeira, no município de Santa Tereza, Tocantins, onde a queima tornou-se uma prática usual para “limpeza” dos terrenos. Outro impacto ambiental observado são depósitos de lixo espalhados em algumas áreas dessa comunidade (Teixeira & Souza, 2016).
Na localidade do presente estudo, a coleta de resíduos sólidos é realizada duas vezes na semana, no entanto alguns moradores relataram optar por queimar o lixo que é produzido durante os dias em que não há coleta. O uso dessa prática pode causar impactos ambientais e problemas respiratórios em crianças e adultos. Na comunidade Patioba, alguns moradores relataram despejar o lixo na rua de forma inadequada, tomando essa atitude como uma prática eficaz, pois higienizam seu quintal e colocam na frente de suas residências o que não é mais útil, como garrafa pet, entulho, entre outros.
A representação social das mulheres da comunidade quilombola sobre o significado de lixo relaciona-se a algo que não é mais de utilidade, conforme trazido nas falas:
[...] lixo é lixo. (Entrevistado I)
[...] papel higiênico, caixa de sabão em pó. (Entrevistado N)
[...] o vizinho limpa o quintal dele e joga o lixo ao lado da minha casa. (Entrevistado O)
[...] não podemos jogar lixo em casa e nem na rua. (Entrevistado H)
O lixo foi percebido como algo que não é mais utilizado por não incluir e estimular as práticas de reciclagem que serviriam para minimizar o acúmulo de resíduos sólidos. De acordo com Siqueira e Morais (2009), os problemas relacionados aos resíduos sólidos têm crescido, implicando a deterioração da qualidade de vida da sociedade.
Um estudo na comunidade de Passo dos Alemães, zona rural da cidade de Cruz Alta, Rio Grande do Sul, com objetivo de identificar o destino do lixo doméstico de famílias, mostrou que a população utilizava diversos métodos para destinação final do lixo. A coleta, feita de forma precária pela Prefeitura Municipal, era um incentivo à queima do lixo e causava preocupação aos moradores, pois o lixo poderia conter inúmeras substâncias poluentes que, durante a combustão, seriam liberadas para a atmosfera, contribuindo para o aquecimento global e a poluição do ar (Pinheiro & Deboni, 2010).
Ainda no estudo de e Pinheiro e Deboni (2010), os moradores da comunidade Passo dos Alemães sugeriram, como uma alternativa, a construção de um local onde todos os moradores levassem seu lixo e, posteriormente, cerca de uma vez por semana, a Prefeitura recolhesse os resíduos, evitando com isso acúmulo de lixo com acondicionamento inadequado até o momento da coleta na comunidade. Segundo os autores, a criação de novos hábitos contribuiria para a construção de uma sociedade mais consciente, mais civilizada, mais atenta, mais comprometida e mais limpa. Os autores consideraram que os resíduos descartados de forma adequada aumentam a vida média do homem pela consequente diminuição da mortalidade, redução de doenças e aumento da economia do país.
Em outros discursos na comunidade Patioba, podemos identificar a importância da reciclagem do lixo produzido pelas famílias:
[...] lixo orgânico, reciclável. (Entrevistado G)
[...] o lixo pode virar riqueza. (Entrevistado M)
Diante dessas falas, é possível observar o despertar da consciência sobre a importância de reciclar e os cuidados com a natureza. É possível que o lixo produzido passe a ter um significado maior para esse grupo de mulheres que faz parte desse povoado. Aqui há um pedido de ajuda, no sentido de que o lixo pode virar riqueza, portanto, oficinas de reciclagem poderiam ser realizadas para que essas mulheres aprendessem um ofício e pudessem ganhar uma remuneração, além de impedirem que a degradação do ambiente ocorra com o descarte inadequado de produtos que poderiam ser reciclados.
Os autores Silva e Mello (2011) afirmaram que, em outras épocas, os produtos anteriormente utilizados pelas famílias eram reutilizados quando havia sobras, no entanto, atualmente já nem sempre são reaproveitados, pois o homem não percebe a quantidade de resíduos que produz no seu dia a dia, tornando-se um grande consumidor e respectivamente um grande poluidor devido as suas atitudes de descarte inadequadas dos resíduos consumidos.
Para Siqueira e Morais (2009), o gerenciamento dos resíduos sólidos está relacionado ao processo de conscientização dos indivíduos quanto aos padrões de consumo, da importância da reutilização de diversos materiais e da prática da coleta seletiva, com políticas públicas voltadas para a redução e destinação do lixo produzido pelas famílias.
Segundo Bringhenti e Günther (2011), a eficácia de programas e iniciativas de coleta seletiva requerem o efetivo envolvimento dos cidadãos, considerados aqui, no extremo da cadeia de produção e consumo, os geradores dos resíduos sólidos. Para o autor, as comunidades deveriam passar por um processo de sensibilização e motivação para que os conceitos e práticas fossem assimilados e incorporados no cotidiano da população envolvida. Dessa forma, sua operacionalização, viabilidade e continuidade pudessem atingir os resultados esperados, garantindo sua sustentabilidade.
Na comunidade quilombola do presente estudo, além dos aspectos de impacto ambiental gerado com as queimas dos canaviais e saneamento básico precário no povoado, outros fatores como os sociais referente a problemas de falta de capacitação para as mulheres e desemprego foram discutidos como possivelmente associados ao tema.
Inadequações no Saneamento Básico da comunidade
Em relação ao saneamento básico na comunidade Patioba, as mulheres relataram que cada casa possui sua caixa coletora de dejetos humanos. No entanto, nem todas as casas possuem um sistema de escoamento de esgoto referente à água utilizada na lavanderia, pia da cozinha e água do banho, ou seja, o esgoto corre a ‘céu aberto’ por algumas ruas da comunidade, ocasionando mau cheiro e transtornos para os moradores e contaminação do solo.
Esses problemas que a comunidade Patioba apresenta são semelhantes aos de outras comunidades quilombolas que ainda vivem na invisibilidade. Na comunidade Sepé Tiaraju em São Paulo, foi verificada a disposição inadequada de esgotos domésticos, assim como a deficiência de saneamento ambiental. De acordo com Araújo et al. (2011), essas atitudes poderiam contribuir para a contaminação dos recursos hídricos, e dos lençóis subterrâneos por matéria fecal. O fator socioeconômico e as precárias condições de saneamento ambiental da Comunidade Sepé Tiaraju-SP propiciariam o surgimento de infecções parasitárias.
Em outro estudo na comunidade rural Santa Fé, do total das famílias, 94% utilizam fossa negra para depósito dos esgotos domésticos, 14% têm esgoto a ‘céu aberto’ e apenas 4% possuem fossa séptica (Pereira et al., 2012). Segundo os autores, a Educação Ambiental seria uma estratégia viável para a Atenção Primária à Saúde, tendo em vista o alcance comunitário. Questões socioambientais precisariam ser trabalhadas, pois elas interferiam na condição de saúde da população, constituindo um trabalho de prevenção e promoção da saúde.
O relato de uma das mulheres entrevistadas expõe uma situação de convivência e naturalização da falta de saneamento básico, com presença forte de formas de coibição do controle social que seria, por sua vez, um exercício apropriado para uma comunidade consciente do seu território e das suas próprias necessidades. Essa comunidade parece não estar fortalecida o suficiente para garantir seus direitos, através do exercício da cidadania.
[...] aqui não tem sistema de esgoto, mas se denunciar ganhamos inimigos. (Entrevistado J)
Esse relato nos traz preocupação para além dos prejuízos do ambiente natural quando não se tem um sistema de esgoto adequado, mas também para a falta de tolerância ou ainda consciência por parte dos moradores, impossibilitando a liberdade de expressão para uma melhoria conjunta dos problemas da comunidade. Este é um movimento de participação social que está incluído no princípio da promoção da saúde e perpassa por conflitos em busca da democracia participativa na defesa da vida e da saúde de todos os seres humanos (Moura & Shimizu, 2017). Para Silva e Pelicioni (2013), a participação social baseada na promoção em saúde deve ser necessariamente política entre poder público e sociedade civil, com vistas a identificar as prioridades da comunidade ou grupo populacional.
Impacto humano sobre o meio ambiente
O impacto humano sobre o meio ambiente tem resultado em desperdício e degradação ambiental (Polli & Camargo, 2016). Na fala de uma das mulheres, ficou demonstrada a preocupação não só com o ambiente como também com a saúde dos moradores.
[...] no período da queima da cana é um absurdo: as casas ficam sujas com as cinzas e as doenças respiratórias aparecem. (Entrevistado K)
Esse relato sobre a queima da cana em determinados períodos demonstra o sofrimento e indignação das mulheres quilombolas. Os moradores da Patioba, além de conviverem com a poluição ambiental, também enfrentam, segundo seus relatos, o surgimento de doenças respiratórias, que atingem inclusive idosos e as crianças.
Em um estudo em cinco escolas no município de Araraquara, São Paulo, foi analisado se as queimas da cana estariam relacionadas a doenças respiratórias em crianças menores de cinco anos. Nas escolas selecionadas, 21,699 ausências escolares foram registradas, dessas, 10,647 (49,0%) resultantes de problemas respiratórios e 11,052 (51,0%) diagnosticadas por outros motivos. Assim, os resultados mostraram que crianças seriam mais vulneráveis aos efeitos do ar poluído, indicando que a susceptibilidade aos poluentes gerados pela pré-colheita, queima da cana, poderiam proporcionar as faltas escolares, provavelmente porque o sistema imunológico e os pulmões das crianças estariam menos desenvolvidos e ainda precisariam amadurecer (Mauro, Ferrante, Arbex, Ribeiro, & Magnani, 2015).
Na comunidade de Patioba, apesar de não serem identificados problemas com agentes poluentes atmosféricos, alguns fatores e mudanças ambientais têm causado prejuízos para os moradores da comunidade, tais como: o esgoto, quando não escoa para o quintal, passa pela frente das casas, a fumaça da queima oriunda também dos resíduos sólidos e a presença de lixo acumulado na frente das residências.
Além dessas mudanças, foi percebido, pelas mulheres, a extinção de árvores frutíferas próximas ao riacho, como goiabeira, bananeira e também a diminuição do volume de água do riacho, sendo essas mudanças consideradas de responsabilidade das fazendas localizadas no entorno da comunidade. Uma parte do riacho foi aterrada e drenada com manilhas para que carros e caminhões passassem para o outro lado da fazenda, contribuindo provavelmente com o desmatamento dessa área. O riacho é uma das principais causas de preocupação com o ambiente para esse grupo de mulheres.
Alguns relatos sobre a representação social que as mulheres possuem sobre o riacho:
[...] o riacho aqui antes a gente vinha, subia nas árvores e pulava, era nossa piscina, hoje está assim [...] seco!. (Entrevistado L)
[...] antes a gente vinha para o rio com uma bandeja de farinha e sal, sabia que era só levantar umas pedras dessas e achava os camarões, os peixes, aí fazia a fogueira e comia [...]voltava para casa feliz, hoje não tem mais nada. (Entrevistado O)
Conforme se pode perceber no relato dessas mulheres, o riacho representava a própria vida na comunidade, sentimento de tristeza e impotência diante da quase extinção. As falas denotam o significado do riacho, com lembranças e sentimentos de uma época que fora vivenciada por muitos moradores da comunidade e que, ao longo do tempo, foi devastado por fazendas que ficam localizadas no entorno da comunidade Patioba. Os costumes, a cultura, a territorialidade e a identidade são elementos importantes para as comunidades tradicionais. O sentimento de pertencimento e o vínculo com o passado revelam a necessidade das mulheres quilombolas de preservar o contexto histórico, social e cultural.
Sugere-se que possa haver desenvolvimento de estratégias através de políticas públicas voltadas para o empoderamento dessa comunidade quilombola. Essas estratégias, quando aplicadas às comunidades tradicionais, com a participação social para minimizar os problemas de cunho ambiental, são de extrema relevância para a promoção da saúde, melhora da qualidade de vida e um ambiente mais saudável e sustentável. Políticas Públicas que incluam ações e medidas educativas tendem a minimizar os riscos e aos agravos à saúde (Moura & Shimizu, 2017; Silva & Pelicioni, 2013).
Considerações finais
A participação ativa das mulheres nas oficinas desenvolvidas proporcionou, além da discussão em grupo, a representação social in loco dos problemas vividos na comunidade Patioba. A identificação do descarte inadequado do lixo, do esgoto a ‘céu aberto’, dos animais soltos nas ruas, da presença do caramujo e do riacho quase inexistente foram os relatos mais citados no discurso dessas mulheres nos encontros realizados, além de criar possibilidades de melhorias através da troca de experiências e a identificação de obstáculos que muitas vezes as impedem de modificar o cenário atual em que vivem. A construção coletiva de resolutividade parece ter proporcionado o desejo de mudança, ou seja, a possibilidade de transformação de um ambiente precário em saudável.
A representação social dessas mulheres sobre o ambiente parece ser compatível com a concepção ambiental, que considera os indivíduos como fazendo parte da natureza que precisa de cuidados e atenção. Aponta ainda para uma deterioração dos recursos naturais, com a quase extinção do riacho, alterando o equilíbrio entre a comunidade e os recursos naturais.
A representação social sobre os problemas ambientais sugere percepção pelos participantes de um possível desequilíbrio ambiental, com possíveis reflexos na saúde da comunidade Patioba. Os problemas elencados pelas mulheres são subsídios para elaboração de estratégias e intervenções no ambiente, com a finalidade de desenvolver ações preventivas que priorizem o ambiente e a saúde dos moradores da comunidade quilombola Patioba.
Em se tratando das doenças infecciosas e parasitárias, essas são problemas de Saúde Pública no Brasil. O saneamento básico continua sendo considerado como um problema socioambiental, devendo este ser uma das prioridades das políticas públicas socioambientais. Prioridade esta que funcionaria como medida de promoção da saúde, especialmente nas regiões com piores condições socioeconômicas do país e em áreas com pouca visibilidade, ocupadas por populações vulneráveis, como a comunidade quilombola Patioba, no Nordeste brasileiro.
Agradecimentos
À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/PROSUP) pela bolsa de fomento e as mulheres da comunidade Patioba pela participação no projeto de pesquisa.
Referências
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