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				<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title>
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				<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2016.1.24594</article-id>
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					<subject>Editorial</subject>
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				<article-title>80 anos de Servi&#xE7;o Social no Brasil: as constru&#xE7;&#xF5;es e os desafios &#xE0; profiss&#xE3;o
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					<trans-title>80 years of Social Work in Brazil: the buildings and challenges to the profession</trans-title>
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						<surname>Prates</surname>
						<given-names>Jane Cruz</given-names>
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					<institution content-type="normalized">Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul</institution>
					<institution content-type="orgname">Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul</institution>
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					<email>jprates@pucrs.br</email>
					<institution content-type="original">Jane Cruz Prates &#xE9; Bacharel, mestre e doutora em Servi&#xE7;o Social, pesquisadora produtividade do CNPq, coordenadora e professora do PPGSS e da FSS/Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Porto Alegre - RS/Brasil. CV: http://lattes.cnpq.br/1901733198724508. E-mail: jprates@pucrs.br</institution>
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					<label>*</label>
					<p>Este editorial tomou por base confer&#xEA;ncias realizadas pela autora, por ocasi&#xE3;o das Comemora&#xE7;&#xF5;es acerca dos 80 anos de Servi&#xE7;o Social no Brasil durante o 10&#xB0; Encontro Ga&#xFA;cho de Assistentes Sociais, realizado pelo CRESS &#x2013; 10R na PUCRS, em Porto Alegre/RS, e comemora&#xE7;&#xF5;es similares realizadas na UNISINOS, S&#xE3;o Leopoldo/RS e na UEM/PR em maio e junho de 2016.</p>
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			<year>2019</year>
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				<season>Jan-Jul</season>
				<year>2016</year>
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			<volume>15</volume>
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					<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p>
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		<p>Falar em Servi&#xE7;o Social no tempo presente &#xE9;, antes de tudo, partir do que caracteriza essa profiss&#xE3;o na contemporaneidade, para somente depois buscar remontar o processo hist&#xF3;rico que a constituiu. Comemoramos, em 2016, 80 anos da institui&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social no Brasil e se hoje temos melhores condi&#xE7;&#xF5;es de explicar as express&#xF5;es da quest&#xE3;o social n&#xE3;o s&#xF3; pela apar&#xEA;ncia, nos valendo de uma cadeia de media&#xE7;&#xF5;es constru&#xED;das a partir de referenciais &#xE9;tico-pol&#xED;ticos e te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicos, pautados em valores que t&#xEA;m suas bases na garantia de direitos, no reconhecimento da diversidade, na perspectiva humano-gen&#xE9;rica e em processos sociais emancipat&#xF3;rios, como a participa&#xE7;&#xE3;o democr&#xE1;tica de todos, &#xE9; porque constru&#xED;mos a partir de rupturas, ac&#xFA;mulos e supera&#xE7;&#xF5;es, essas bases. Isso se deve &#xE0; nossa organiza&#xE7;&#xE3;o, &#xE0;s nossas lutas, ao movimento de reconceitua&#xE7;&#xE3;o e tamb&#xE9;m &#xE0;s pesquisas e produ&#xE7;&#xF5;es que realizamos, em especial &#xE0; nossa P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o e ao protagonismo de alguns autores, que, com suas obras, foram verdadeiros divisores de &#xE1;guas no modo de conceber essa profiss&#xE3;o.</p>
		<p>Falar em fundamentos &#xE9; dizer sobre o modo como significamos essa profiss&#xE3;o, mas esse significado resulta da hist&#xF3;ria, por&#xE9;m entendida n&#xE3;o s&#xF3; como um conjunto articulado de fatos hist&#xF3;ricos, mas do modo como deles nos apropriamos e neles nos movimentamos, ao longo desses 80 anos. Os homens n&#xE3;o fazem hist&#xF3;ria como querem, mas a partir de condi&#xE7;&#xF5;es dadas, embora a protagonizem, j&#xE1; dizia 
			<xref ref-type="bibr" rid="B8">Marx (1993)</xref>. Mas, para al&#xE9;m dos condicionantes hist&#xF3;ricos, a an&#xE1;lise dos fundamentos implica articular a media&#xE7;&#xE3;o que essa categoria realizou com teoria e m&#xE9;todo em cada contexto hist&#xF3;rico, o modo como produziu conhecimentos e materializou o seu trabalho profissional e o modo como se organizou enquanto categoria profissional; esse &#xFA;ltimo eixo foi especialmente destacado por 
			<xref ref-type="bibr" rid="B3">Closs (2015)</xref>, em recente tese de doutorado sobre os Fundamentos do Servi&#xE7;o Social no Brasil, de modo inovador.
		</p>
		<sec>
			<title>Reconstituindo um pouco desse caminho</title>
			<p>Essa profiss&#xE3;o nem sempre foi entendida como trabalho, nem sempre nos reconhecemos como trabalhadores, &#xE9; somente a partir das reflex&#xF5;es provocadas pela obra de Marilda Iamamoto e Raul de Carvalho, em 1982, que passamos a debater a profiss&#xE3;o a partir dessa perspectiva (
				<xref ref-type="bibr" rid="B5">IAMAMOTO; CARVALHO, 1983</xref>) que s&#xF3; vai ganhar maturidade muitos anos depois. Ainda por ocasi&#xE3;o da constru&#xE7;&#xE3;o das Diretrizes Curriculares, que nesse ano completam 20 anos, incorremos em erros como afirmar a exist&#xEA;ncia de um &#xFA;nico processo de trabalho realizado por essa &#xE1;rea, e de um processo de trabalho do Servi&#xE7;o Social, supera&#xE7;&#xE3;o essa s&#xF3; alcan&#xE7;ada a partir de nova obra de 
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">Iamamoto, datada de 2007</xref>, o que mostra como &#xE9; fundamental esse ac&#xFA;mulo temporal, esse processo de ressignifica&#xE7;&#xE3;o para o aprimoramento dos processos e do conhecimento.
			</p>
			<p>O pr&#xF3;prio reconhecimento das express&#xF5;es da quest&#xE3;o social, como mat&#xE9;ria-prima e objeto de trabalho do assistente social, &#xE9; fruto desse amadurecimento, porque, numa perspectiva reducionista, o objeto se limitava a problemas sociais, como se n&#xE3;o fosse fundamental articular seus m&#xFA;ltiplos condicionantes e identificar seu contraponto, as potencialidades e, ressalte-se, quest&#xE3;o social, embora expresse desigualdades, expressa tamb&#xE9;m resist&#xEA;ncias.</p>
			<p>Nem sempre fomos uma categoria organizada, esse processo teve in&#xED;cio a partir dos Semin&#xE1;rios do CBCISS, em 1965, dando origem ao Movimento de Reconceitua&#xE7;&#xE3;o, mas teve como marco o CBAS da Virada, em 1979, at&#xE9; ent&#xE3;o, segundo 
				<xref ref-type="bibr" rid="B15">Silva (2007)</xref>, desde a era Vargas &#x201C;tivemos uma organiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica incipiente e inoperante, estando fortemente vinculada &#xE0;s classes dominantes&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B15">SILVA, 2007</xref>, p.268). Nem sempre tivemos diretrizes para orientar nossa forma&#xE7;&#xE3;o e nosso trabalho profissional, direcionadas por um projeto pol&#xED;tico claro; nem sempre tivemos um c&#xF3;digo de &#xE9;tica orientado por valores emancipat&#xF3;rios, comprometido com a democracia e com o acesso universal aos direitos sociais,civis e pol&#xED;ticos como o que temos hoje. O C&#xF3;digo de 1947 era extremamente conservador, com forte orienta&#xE7;&#xE3;o da igreja; tivemos, posteriormente, os c&#xF3;digos de 1965, 1975, e mesmo o C&#xF3;digo de 1986, que antecedeu o atual, ainda mantinha um car&#xE1;ter nitidamente conservador que norteava a &#xE9;tica da neutralidade (
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">CFESS, 2012</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">CARVALHO NETO, 2013</xref>). O Servi&#xE7;o Social nem sempre foi uma profiss&#xE3;o regulamentada, com defini&#xE7;&#xE3;o de suas atribui&#xE7;&#xF5;es e compet&#xEA;ncias articuladas com esses valores. A primeira regulamenta&#xE7;&#xE3;o da profiss&#xE3;o ocorreu no Brasil em 1957 e s&#xF3; foi alterada em 1993. Esses s&#xE3;o, portanto, avan&#xE7;os hist&#xF3;ricos, um conjunto de elementos articulados que foram se transformando, reiterados a partir do ac&#xFA;mulo da categoria, de suas viv&#xEA;ncias e lutas, de sua organiza&#xE7;&#xE3;o e de suas rela&#xE7;&#xF5;es com a sociedade.
			</p>
			<p>&#xC9; importante termos a clareza da import&#xE2;ncia dessas conquistas e do quanto s&#xE3;o caras para todos e todas n&#xF3;s, cientes de que em muitos pa&#xED;ses elas n&#xE3;o existem ou s&#xE3;o ainda muito recentes e incipientes. Ademais, &#xE9; fundamental termos consci&#xEA;ncia de que direitos n&#xE3;o s&#xE3;o conquistas definitivas, &#xE9; preciso lutar pela sua manuten&#xE7;&#xE3;o, especialmente em tempos de flagrantes retrocessos como os que vivemos na atualidade.</p>
			<p>Contudo, &#xE9; sempre bom lembrar que durante a d&#xE9;cada de 1990, ap&#xF3;s a promulga&#xE7;&#xE3;o da Constitui&#xE7;&#xE3;o de 1988, mas em pleno desenvolvimento das pol&#xED;ticas de recorte neoliberal no Brasil, o Servi&#xE7;o Social logrou um momento especial de avan&#xE7;os na &#xE1;rea aprovando o novo C&#xF3;digo de &#xC9;tica Profissional, em 1993, a Nova Lei de Regulamenta&#xE7;&#xE3;o da Profiss&#xE3;o, tamb&#xE9;m em 1993, e as Diretrizes Curriculares, em 1996. Destaca-se que, na contram&#xE3;o de um contexto adverso, aprovamos importantes documentos pautados em amplo debate da categoria profissional, envolvendo trabalhadores e estudantes em mais de 200 oficinas nacionais e orientados por uma matriz cr&#xED;tica.</p>
			<p>Durantes os duros anos de ditadura n&#xE3;o foi diferente, num contexto ainda mais adverso, a categoria dos assistentes sociais aproxima-se do marxismo, mesmo que de forma enviesada, para usar a express&#xE3;o de 
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">Netto (1989)</xref>, e &#xE9; neste solo de repress&#xE3;o que inicia o movimento de ruptura e organiza&#xE7;&#xE3;o da categoria. Portanto, como categoria de trabalhadores e trabalhadoras, crescemos na adversidade, nossas respostas coletivas t&#xEA;m sido a resist&#xEA;ncia aos processos de retrocesso que tentam abortar os parcos avan&#xE7;os que nossa sociedade, a duras penas, tem conquistado, em que pese estarmos ainda muito distantes daquilo que almejamos.
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Um pouco do que somos no tempo presente, adversidades e desafios</title>
			<p>Passaremos a falar um pouco de teoria marxiana, articulada &#xE0; profiss&#xE3;o, porque identificamos nas pautas da categoria os elementos centrais dessa matriz te&#xF3;rica que a permeia.</p>
			<p>Constitu&#xED;mos, no Brasil, uma profiss&#xE3;o que se fundamenta por referenciais te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicos que contemplam m&#xFA;ltiplas dimens&#xF5;es, porque pautam-se na totalidade concreta e na integralidade que reconhece as unidades dial&#xE9;ticas, a rela&#xE7;&#xE3;o entre universal e particular, entre os contextos amplos e o tempo mi&#xFA;do do cotidiano, todos como express&#xE3;o leg&#xED;tima do real. Fazemos parte de um coletivo profissional que reconhece a processualidade e provisoriedade dos sujeitos e fen&#xF4;menos. Queiramos ou n&#xE3;o, gostemos ou n&#xE3;o, somos seres finitos, sempre em movimento e os processos e estruturas sociais tamb&#xE9;m o s&#xE3;o, ou seja, somos uma profiss&#xE3;o que reconhece a historicidade do real.</p>
			<p>Somos uma profiss&#xE3;o que reconhece a necess&#xE1;ria unidade entre objetividade e subjetividade, porque sujeitos e grupos conformam sua subjetividade a partir de condi&#xE7;&#xF5;es e rela&#xE7;&#xF5;es objetivas, logo, essa rela&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o pode ser dicotomizada. Reconhecemos, do mesmo modo, a necess&#xE1;ria complementa&#xE7;&#xE3;o entre raz&#xE3;o e sensibilidade, porque &#xE9; com os sentidos que captamos o mundo, mas precisamos problematiz&#xE1;-lo, question&#xE1;-lo com a raz&#xE3;o, para, negando impress&#xF5;es aparentes, super&#xE1;-las. Reconhecemos a unidade entre quantidade e qualidade, porque, para que haja mudan&#xE7;as qualitativas, &#xE9; preciso um ac&#xFA;mulo de quantidades. Identificar a possibilidade de efetiva&#xE7;&#xE3;o dos saltos no planejamento &#xE9; fundamental para instigar transforma&#xE7;&#xF5;es.</p>
			<p>Somos uma profiss&#xE3;o que reconhece e valoriza a interconex&#xE3;o sistem&#xE1;tica entre teoria e pr&#xE1;tica, ali&#xE1;s o Servi&#xE7;o Social se caracteriza por ser uma profiss&#xE3;o interventiva que alimenta essa interven&#xE7;&#xE3;o por fundamentos te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicos e &#xE9;tico-pol&#xED;ticos e os media por instrumentos t&#xE9;cnico-operativos, processo este que precisa realimentar-se processualmente para aprimorar-se. E nesse processo aprimoram-se a pr&#xE1;tica e a teoria, ent&#xE3;o, embora sejamos uma profiss&#xE3;o e n&#xE3;o uma ci&#xEA;ncia, constru&#xED;mos conhecimento. E &#xE9; sempre bom lembrar que, para a dial&#xE9;tica marxiana, a pr&#xE1;tica &#xE9; crit&#xE9;rio de verdade. Refere Marx, nas teses sobre Feuerbach (1993): &#xE9; na pr&#xE1;tica que o homem deve mostrar a verdade, o car&#xE1;ter terreno do seu pensamento.</p>
			<p>Constitu&#xED;mos coletivamente uma profiss&#xE3;o que reconhece a luta de classes e o seu antagonismo hist&#xF3;rico, que, no modo de produ&#xE7;&#xE3;o capitalista, apresenta a contradi&#xE7;&#xE3;o entre o avan&#xE7;o do crescimento da riqueza socialmente produzida e, como contraponto, a amplia&#xE7;&#xE3;o progressiva de desigualdades, ou o que 
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">Marx (1989)</xref> chamou de Lei Geral de acumula&#xE7;&#xE3;o capitalista. Conformamos uma categoria profissional que se posiciona coletivamente no sentido de estimular o fortalecimento da classe trabalhadora, em especial dos mais subjugados, discriminados, vulnerabilizados pela desigualdade, pela discrimina&#xE7;&#xE3;o de ra&#xE7;a, de g&#xEA;nero, de etnia, e direciona sua pr&#xE1;xis, ou sua pr&#xE1;tica, com clareza de dire&#xE7;&#xE3;o social, orientada pela perspectiva de novas formas de sociabilidade, onde seja poss&#xED;vel a efetiva supera&#xE7;&#xE3;o dessas desigualdades.
			</p>
			<p>Constitu&#xED;mos uma profiss&#xE3;o que, embora reconhe&#xE7;a seus limites, em raz&#xE3;o das condi&#xE7;&#xF5;es de assalariamento e dos determinantes adversos, impostos por um capitalismo cada vez mais voraz, por condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho prec&#xE1;rias e rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho marcadas por processos hierarquizados, ainda assim nos desafiamos &#x201C;a nadar contra a mar&#xE9;&#x201D;, a ser contra-hegem&#xF4;nica e n&#xE3;o subsumir-se &#xE0; l&#xF3;gica do empreendorismo sem dire&#xE7;&#xE3;o, do produtivismo e da tecnifica&#xE7;&#xE3;o reducionista ou da entrega, sem luta, &#xE0; captura da subjetividade (
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">ALVES, 2014</xref>) imposta pelas novas &#x201C;f&#xE1;bricas de consenso&#x201D;, produtoras de colaboradores e consumidores.
			</p>
			<p>Conformamos uma categoria de trabalhadores e trabalhadoras que reagem &#xE0; redu&#xE7;&#xE3;o de seu trabalho ao mero procedimentalismo, ao ativismo sem media&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rica.</p>
			<p>Algumas vezes, ou muitas vezes, somos capturados por essas l&#xF3;gicas, porque a cultura capitalista tem essa fun&#xE7;&#xE3;o ideol&#xF3;gica, de reproduzir o j&#xE1; produzido para conservar-se, e n&#xF3;s n&#xE3;o estamos imunes a ela, porque somos cotidianamente cooptados pelos seus fetiches, premidos pelo sobretrabalho e pela responsabiliza&#xE7;&#xE3;o individualista por erros e acertos, amea&#xE7;ados por avan&#xE7;os ou in&#xE9;rcias de processos que s&#xE3;o condicionados por m&#xFA;ltiplas determina&#xE7;&#xF5;es e n&#xE3;o s&#xF3; por nossas atua&#xE7;&#xF5;es profissionais, por mais competentes que sejam.</p>
			<p>Somos cobrados, pressionados a responder por resultados sobre os quais n&#xE3;o temos condi&#xE7;&#xF5;es de dar conta de todos os determinantes, por essa raz&#xE3;o nossa forma&#xE7;&#xE3;o b&#xE1;sica e continuada, nossa organiza&#xE7;&#xE3;o profissional e aquilo que defendemos enfatizam sistematicamente a necessidade de estarmos sempre vigilantes, para n&#xE3;o cairmos nem no fatalismo, de quem n&#xE3;o v&#xEA; mais alternativas de transforma&#xE7;&#xE3;o, nem no romantismo ing&#xEA;nuo, de achar que as pol&#xED;ticas sociais ou uma categoria profissional pode, sozinha, revolucionar a sociedade. Nossa necess&#xE1;ria forma&#xE7;&#xE3;o permanente e organiza&#xE7;&#xE3;o nos instigam a fazer a autocr&#xED;tica para n&#xE3;o sucumbirmos ao institu&#xED;do ou &#xE0; cultura do lamento, para nos fortalecermos no coletivo, que exige de n&#xF3;s reflex&#xF5;es mais substantivas e tomadas de posi&#xE7;&#xE3;o conjuntas.</p>
			<p>No contexto atual, esses riscos se agudizam ainda mais, pois vivemos um momento grave de avan&#xE7;o do conservadorismo que mostra uma face repressora e limitadora da toler&#xE2;ncia e da livre express&#xE3;o da diversidade, tendendo a reduzir direitos. Na verdade, o Plano &#x201C;A Ponte para o Futuro&#x201D; (2016), apresentado pelo presidente interino Michel Temer, j&#xE1; anuncia amplo processo de privatiza&#xE7;&#xE3;o e redu&#xE7;&#xE3;o de direitos. Prev&#xEA;, por exemplo, a avalia&#xE7;&#xE3;o anual de projetos para mant&#xEA;-los ou extingui-los, por um grupo de not&#xE1;veis&#x201D;. Em nenhum momento faz qualquer men&#xE7;&#xE3;o a qualquer forma ou inst&#xE2;ncia de participa&#xE7;&#xE3;o popular, em que pese o fato de a Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal ter institu&#xED;do formas de participa&#xE7;&#xE3;o da sociedade via f&#xF3;runs, conselhos, confer&#xEA;ncias, no que tange &#xE0; seguridade social. Prop&#xF5;e a desindexa&#xE7;&#xE3;o or&#xE7;ament&#xE1;ria dos recursos para sa&#xFA;de e educa&#xE7;&#xE3;o e decis&#xF5;es menos legais e mais pol&#xED;ticas para a execu&#xE7;&#xE3;o or&#xE7;ament&#xE1;ria. Significa dizer que teremos aumento das desigualdades, da pobreza, do desemprego, da viol&#xEA;ncia, que vem crescendo em fun&#xE7;&#xE3;o da crise estrutural e, portanto, aumento da busca pelas pol&#xED;ticas sociais, com menos recursos para estas pol&#xED;ticas. E n&#xF3;s, assistentes sociais que compomos as categorias de trabalhadores que se inserem nesses espa&#xE7;os s&#xF3;cio-ocupacionais, seremos chamados provavelmente a fazer o controle da pobreza, a selecionar os mais pobres dentre os pobres, com um trabalho certamente ainda mais prec&#xE1;rio, terceirizado, tensionado. Ser&#xE3;o, seguramente, tempos muito dif&#xED;ceis que s&#xF3; podem ser enfrentados com a unidade coletiva da categoria e do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras enquanto classe social. Soma-se a isso uma tend&#xEA;ncia &#xE0; constitui&#xE7;&#xE3;o de um estado penal ampliado, de movimentos sociais criminalizados, de repress&#xE3;o ao pensamento cr&#xED;tico e das formas coletivas de contesta&#xE7;&#xE3;o ao institu&#xED;do.</p>
			<p>Por outro lado, talvez, diante de um contexto de agudiza&#xE7;&#xE3;o das dificuldades, quem sabe seja o momento de fazermos a autocr&#xED;tica em rela&#xE7;&#xE3;o aos processos at&#xE9; ent&#xE3;o encaminhados de modo ing&#xEA;nuo, ou que se distanciaram das for&#xE7;as populares, retomar o trabalho pol&#xED;tico de base, o trabalho de politiza&#xE7;&#xE3;o, de articula&#xE7;&#xE3;o nas comunidades, de articula&#xE7;&#xE3;o com outras categorias de trabalhadores, com as organiza&#xE7;&#xF5;es da sociedade civil, nos sindicatos, nos conselhos, nas organiza&#xE7;&#xF5;es de bairro, de mulheres, de juventudes, como alternativa de potencializa&#xE7;&#xE3;o, para al&#xE9;m dos espa&#xE7;os institucionais onde, majoritariamente, j&#xE1; atuamos, sem desmerecer a import&#xE2;ncia desses espa&#xE7;os que tamb&#xE9;m precisam ser politizados. E aqui, a refer&#xEA;ncia &#xE0; politiza&#xE7;&#xE3;o significa a supera&#xE7;&#xE3;o do senso comum em rela&#xE7;&#xE3;o aos fatos e ao contexto econ&#xF4;mico, pol&#xED;tico e social que condiciona as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e as condi&#xE7;&#xF5;es de sua oferta, bem como as condi&#xE7;&#xF5;es de vida dos sujeitos e as opress&#xF5;es de classe que tamb&#xE9;m se manifestam em opress&#xF5;es de g&#xEA;nero, etnia, e outras formas de express&#xE3;o da diversidade.</p>
			<p>Nossa jovem e fr&#xE1;gil democracia sofre no momento presente um duro golpe, com graves riscos para a prote&#xE7;&#xE3;o social, que j&#xE1; vinha sofrendo cortes, como resultado da crise capitalista, que se estabeleceu desde 2008, mas que no Brasil os impactos come&#xE7;am a se fazer sentir de forma mais acentuada a partir de 2013, por conta das pol&#xED;ticas antic&#xED;clicas implementadas por Lula e Dilma que chegaram ao seu limite (
				<xref ref-type="bibr" rid="B14">PRATES, 2014</xref>). Por essa raz&#xE3;o, no momento atual, o Servi&#xE7;o Social &#xE9; mais do que nunca uma profiss&#xE3;o fundamental, porque tem essa capacidade de media&#xE7;&#xE3;o, essa compet&#xEA;ncia de articular m&#xFA;ltiplas dimens&#xF5;es e &#xE1;reas, porque trabalha na formula&#xE7;&#xE3;o, no planejamento e na gest&#xE3;o das pol&#xED;ticas sociais, mas tamb&#xE9;m na sua execu&#xE7;&#xE3;o terminal, igualmente importante. E aqui quero colocar um acento na execu&#xE7;&#xE3;o terminal, porque relegada a segundo plano, por interpreta&#xE7;&#xF5;es equivocadas da express&#xE3;o de alguns de nossos te&#xF3;ricos, na medida em que o trabalho direto com o povo &#xE9; de fundamental import&#xE2;ncia. Nesse momento adverso, &#xE9; ainda mais importante para instigar processos sociais emancipat&#xF3;rios e desocultar processos sociais subalternizadores e n&#xF3;s precisamos de profissionais competentes nesses lugares, ocupando a representa&#xE7;&#xE3;o no espa&#xE7;o das redes, nas pr&#xE1;ticas conselhistas, nos f&#xF3;runs de assist&#xEA;ncia, de sa&#xFA;de, de habita&#xE7;&#xE3;o, de juventudes, de moradores de rua, para potencializar esses espa&#xE7;os de participa&#xE7;&#xE3;o popular. Exaltamos em nosso projeto &#xE9;tico-pol&#xED;tico a participa&#xE7;&#xE3;o popular, a reconhecendo como essencial em qualquer processo que se queira emancipat&#xF3;rio, porque n&#xE3;o h&#xE1; democracia ou cidadania sem efetiva participa&#xE7;&#xE3;o de todos, j&#xE1; afirmava Carlos Nelson 
				<xref ref-type="bibr" rid="B4">Coutinho (2000)</xref>, logo precisamos de modo coerente dar materialidade a essa op&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica, tratando o processo pedag&#xF3;gico de participa&#xE7;&#xE3;o com maior centralidade no &#xE2;mbito da forma&#xE7;&#xE3;o e do exerc&#xED;cio profissional.
			</p>
			<p>Entendemos como 
				<bold>processos sociais subalternizadores</bold> as diferentes formas de explora&#xE7;&#xE3;o, subjuga&#xE7;&#xE3;o, viol&#xEA;ncia, manipula&#xE7;&#xE3;o, domina&#xE7;&#xE3;o, entre outras, que violam direitos e destituem iniciativas, desmoralizam e agridem, de forma velada ou expl&#xED;cita, sujeitos e grupos expondo-os &#xE0; condi&#xE7;&#xE3;o de depend&#xEA;ncia, passividade, desmoraliza&#xE7;&#xE3;o; e, 
				<bold>como processos sociais emancipat&#xF3;rios</bold> aqueles que conformam o processo pedag&#xF3;gico de participa&#xE7;&#xE3;o e incluem iniciativas como mobiliza&#xE7;&#xE3;o, organiza&#xE7;&#xE3;o, conscientiza&#xE7;&#xE3;o, capacita&#xE7;&#xE3;o e gest&#xE3;o aut&#xF4;noma da vida e de processos que os sujeitos constroem e se inserem, mesmo que limitadas pelos contextos hist&#xF3;rico-culturais e por condi&#xE7;&#xF5;es de vida prec&#xE1;rias.
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Algumas totaliza&#xE7;&#xF5;es provis&#xF3;rias</title>
			<p>Se reconhecemos o Servi&#xE7;o Social como trabalho e, portanto, nos reconhecemos como trabalhadores e trabalhadoras, antes de nos reconhecermos como assistentes sociais, temos a consci&#xEA;ncia de que somos parte da classe trabalhadora e, apesar de sermos uma jovem profiss&#xE3;o de apenas 80 anos, porque em termos de hist&#xF3;ria 80 anos &#xE9; muito pouco tempo, especialmente se comparado a profiss&#xF5;es milenares como a Medicina, a Engenharia, o Direito, a Educa&#xE7;&#xE3;o, &#xE1;reas com as quais trabalhamos em diferentes espa&#xE7;os s&#xF3;cio-ocupacionais, &#xE9; poss&#xED;vel constatar que constru&#xED;mos muito em pouco tempo, e superando ou ainda lutando contra muitas adversidades e seguido em frente.</p>
			<p>Al&#xE9;m das adversidades j&#xE1; mencionadas, queremos retomar algumas dificuldades que vimos enfrentando ao longo de nossa hist&#xF3;ria. Al&#xE9;m de termos sido criados, enquanto profiss&#xE3;o, para atender aos interesses do capital em desenvolvimento, trazemos como marca dessa profiss&#xE3;o a nossa particularidade de g&#xEA;nero, majoritariamente feminino, numa sociedade que desvaloriza a mulher; somos uma profiss&#xE3;o com caracter&#xED;stica interventiva, numa sociedade que separa a an&#xE1;lise da a&#xE7;&#xE3;o e relega a segundo plano a interven&#xE7;&#xE3;o; somos uma profiss&#xE3;o cuja maior concentra&#xE7;&#xE3;o de postos de trabalho se direciona para o atendimento direto de popula&#xE7;&#xF5;es que sofrem desigualdades, subalternizadas, pobres, discriminadas, que t&#xEA;m seus direitos violados, numa sociedade classista, machista, conservadora, patrimonialista, que valoriza a apar&#xEA;ncia, a renda, a propriedade, o 
				<italic>status.</italic> Apesar de tudo isso, conseguimos ser uma profiss&#xE3;o reconhecida e regularizada pelo Estado, de n&#xED;vel superior, uma realidade que n&#xE3;o &#xE9; igual nos pa&#xED;ses da Am&#xE9;rica Latina e em diversos pa&#xED;ses do mundo; conseguimos o reconhecimento da CAPES e do CNPq como &#xE1;rea de conhecimento, ainda que tardiamente somente em 2005 fomos reconhecidos como &#xE1;rea de conhecimento pela CAPES; conseguimos o desenvolvimento de uma P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o s&#xF3;lida e reconhecida internacionalmente, que alimenta simbolicamente a &#xE1;rea com sua produ&#xE7;&#xE3;o.
			</p>
			<p>Somos a profiss&#xE3;o que mais produz, em termos de teses e disserta&#xE7;&#xF5;es, no Brasil, sobre o tema da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social. Nossa &#xE1;rea, at&#xE9; 2012, era respons&#xE1;vel por cerca de 80% do total da produ&#xE7;&#xE3;o de teses e disserta&#xE7;&#xF5;es sobre esse tema (
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">PRATES et al, 2012</xref>), nas suas mais variadas formas. N&#xE3;o &#xE9; por outra raz&#xE3;o que n&#xE3;o s&#xF3; temos o reconhecimento social de nossa 
				<italic>expertise</italic> nessa &#xE1;rea, fomos e somos chamados para planejar documentos da pol&#xED;tica, mas somos tamb&#xE9;m reconhecidos pela pol&#xED;tica como a profiss&#xE3;o imprescind&#xED;vel para compor as equipes b&#xE1;sicas que a materializam. Mas n&#xE3;o produzimos unicamente nessa &#xE1;rea, nossa hist&#xF3;ria e protagonismo em &#xE1;reas como a sa&#xFA;de, os direitos humanos, a &#xE1;rea sociojur&#xED;dica, a previd&#xEA;ncia social, a &#xE1;rea da habita&#xE7;&#xE3;o e, mais recentemente, a &#xE1;rea da educa&#xE7;&#xE3;o, tem recebido importantes contribui&#xE7;&#xF5;es do Servi&#xE7;o Social que delas tamb&#xE9;m se nutre para aprimorar-se, capacitando-se para uma inser&#xE7;&#xE3;o mais qualificada nesses diversos campos profissionais. Nossa produ&#xE7;&#xE3;o contempor&#xE2;nea tamb&#xE9;m debate os fundamentos da profiss&#xE3;o, os processos sociais emancipat&#xF3;rios e os subalternizadores que violam direitos, o impacto desses processos na vida dos sujeitos, grupos e sociedades, debate estado, debate g&#xEA;nero, viol&#xEA;ncia, diversidade, gest&#xE3;o, planejamento, financiamento, internacionaliza&#xE7;&#xE3;o, ensino, avalia&#xE7;&#xE3;o, entre outros processos, movimentos, segmentos, a partir do eixo articulador de seu trabalho, que &#xE9; seu objeto, quais sejam, as express&#xF5;es da quest&#xE3;o social nas mais diversas, ocultas e vis&#xED;veis manifesta&#xE7;&#xF5;es de desigualdades e de resist&#xEA;ncias.
			</p>
			<p>Nosso objeto, portanto, &#xE9; a express&#xE3;o de uma contradi&#xE7;&#xE3;o, a contradi&#xE7;&#xE3;o entre capital e trabalho. Uma rela&#xE7;&#xE3;o social, onde o capital expressa a domina&#xE7;&#xE3;o e o trabalho, a resist&#xEA;ncia.</p>
			<p>Portanto, somos uma profiss&#xE3;o absolutamente necess&#xE1;ria no tempo presente, em que pesem nossas fragilidades, nossos desafios a serem superados, entre os quais a capilariza&#xE7;&#xE3;o mais efetiva do que avan&#xE7;amos em termos de pesquisas, produ&#xE7;&#xE3;o do conhecimento e de organiza&#xE7;&#xE3;o coletiva para o conjunto da categoria, em tempos de sobretrabalho, a luta pela materializa&#xE7;&#xE3;o e defesa do nosso projeto &#xE9;tico- pol&#xED;tico, sempre em disputa, a luta pela manuten&#xE7;&#xE3;o de uma forma&#xE7;&#xE3;o de qualidade, em tempos de universidade operacional, premida pelo produtivismo, a luta pelos direitos e pela unidade da classe trabalhadora, em tempos de avan&#xE7;o do conservadorismo e criminaliza&#xE7;&#xE3;o das organiza&#xE7;&#xF5;es populares e do desmonte de conquistas sociais no Brasil, na Am&#xE9;rica Latina e no mundo.</p>
			<p>Por fim, para encerrar essas reflex&#xF5;es, valemo-nos de uma cita&#xE7;&#xE3;o de Marilda Iamamoto que destaca a rebeldia e esperan&#xE7;a hist&#xF3;rica dos assistentes sociais, extremamente necess&#xE1;rias no tempo presente. Diz a autora:</p>
			<disp-quote>
				<p>Na Am&#xE9;rica Latina, os assistentes sociais h&#xE1; muito acenaram a bandeira da esperan&#xE7;a - essa rebeldia que rejeita o conformismo e a derrota - contradizendo a cultura da indiferen&#xE7;a, do medo e da resigna&#xE7;&#xE3;o que conduz &#xE0; naturaliza&#xE7;&#xE3;o das desigualdades sociais, da viol&#xEA;ncia, de preconceitos de g&#xEA;nero, ra&#xE7;a e etnia. E conseguiram manter viva a capacidade de indigna&#xE7;&#xE3;o ante o desrespeito aos direitos humanos e sociais de homens e mulheres, crian&#xE7;as, jovens e idosos das classes subalternas com os quais trabalhamos cotidianamente (
					<xref ref-type="bibr" rid="B7">IAMAMOTO, 2004</xref>, p 6).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Para concluir, gostar&#xED;amos de mais uma vez acenar com a bandeira da esperan&#xE7;a, apesar dos tempos adversos, certa de que continuaremos organizados, com nossa rebeldia, n&#xE3;o perdendo nunca a cren&#xE7;a na possibilidade humana de supera&#xE7;&#xE3;o. Resta-nos, por fim, antes de introduzir os eixos da revista Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre) n. 1, v. 15, saudar colegas assistentes sociais e estudantes pelos 80 anos de Servi&#xE7;o Social no Brasil.</p>
			<p>A Revista, nesta edi&#xE7;&#xE3;o, apresenta 15 artigos, subdivididos em 5 eixos articuladores, caracterizados por an&#xE1;lises te&#xF3;ricas e resultados de pesquisas, oriundos de 7 diferentes Estados brasileiros e contempla duas produ&#xE7;&#xF5;es estrangeiras advindas da Argentina e de Portugal.</p>
			<p>
				<bold>O primeiro eixo - Servi&#xE7;o Social: &#xE9;tica, ensino e trabalho</bold> - &#xE9; composto por tr&#xEA;s artigos. Abrindo a Revista, apresenta-se o instigante artigo do professor argentino Norberto Alay&#xF3;n, intitulado 
				<italic>Desafios para el Trabajo Social en Am&#xE9;rica Latina,</italic> fruto de aula inaugural realizada de modo integrado entre o Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o e o Curso de Gradua&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social da Escola de Humanidades da PUCRS, em mar&#xE7;o do corrente ano, como parte das comemora&#xE7;&#xF5;es pelos 80 anos do Servi&#xE7;o Social no Brasil, que problematizou os grandes desafios do Servi&#xE7;o Social na Am&#xE9;rica Latina para os pr&#xF3;ximos anos, num momento em que os assistentes sociais se encontram diante de um verdadeiro &#x201C;tsunami de darwinismo social&#x201D;, para usar a express&#xE3;o empregada pelo autor. O segundo artigo, apresentado logo a seguir, 
				<italic>Express&#xF5;es do conservadorismo nos C&#xF3;digos de &#xC9;tica dos assistentes sociais de 1947 e 1965,</italic> aborda as express&#xF5;es do pensamento conservador na descri&#xE7;&#xE3;o de princ&#xED;pios fundamentais e de deveres profissionais dos assistentes sociais, presentes nos dois primeiros C&#xF3;digos de &#xC9;tica dos assistentes sociais vigentes no Brasil, a partir de pesquisa bibliogr&#xE1;fica e an&#xE1;lise documental. Finalizando o primeiro eixo, apresenta-se o artigo intitulado 
				<italic>Ensino a Dist&#xE2;ncia e Servi&#xE7;o Social: desqualifica&#xE7;&#xE3;o profissional e amea&#xE7;as contempor&#xE2;neas,</italic> que problematiza as consequ&#xEA;ncias da expans&#xE3;o progressiva do ensino a dist&#xE2;ncia para a forma&#xE7;&#xE3;o profissional cr&#xED;tica, preconizada nas Diretrizes Curriculares e no Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico do Servi&#xE7;o Social brasileiro, situando esta expans&#xE3;o no bojo de um processo de contrarreforma do Estado e da educa&#xE7;&#xE3;o superior, e apresenta os rebatimentos para a forma&#xE7;&#xE3;o e o exerc&#xED;cio profissional do assistente social.
			</p>
			<p>
				<bold>O segundo eixo - Experimentos, lutas e prote&#xE7;&#xE3;o social</bold> - &#xE9; tamb&#xE9;m composto por tr&#xEA;s artigos. O primeiro intitula-se 
				<italic>O movimento da nova reconstru&#xE7;&#xE3;o rural e alguns experimentos sociais na China contempor&#xE2;nea.</italic> Resultado de densa pesquisa realizada sobre a China, o artigo toma por base observa&#xE7;&#xF5;es diretas, notas de campo e an&#xE1;lises documentais de mat&#xE9;rias publicadas pela imprensa para analisar o movimento da &#x201C;Nova Reconstru&#xE7;&#xE3;o Rural na China&#x201D; e de algumas comunidades que mant&#xEA;m o legado das experi&#xEA;ncias de socialismo constru&#xED;do no per&#xED;odo das Comunas Populares. Aborda as poss&#xED;veis dificuldades que ter&#xE3;o essas experi&#xEA;ncias originais, em raz&#xE3;o das delibera&#xE7;&#xF5;es oriundas do D&#xE9;cimo Oitavo Comit&#xEA; Central do Partido Comunista da China e os poss&#xED;veis impactos nas rela&#xE7;&#xF5;es campo-cidade e nas migra&#xE7;&#xF5;es internas. Logo a seguir, apresenta-se o artigo 
				<italic>Produ&#xE7;&#xE3;o de conhecimento no servi&#xE7;o social sobre as lutas e prote&#xE7;&#xE3;o social &#xE0; velhice dos trabalhadores,</italic> fruto de pesquisa te&#xF3;rico-bibliogr&#xE1;fica sobre as perspectivas te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicas de abordagem da velhice, que aporta reflex&#xF5;es acerca das lutas sociais e da prote&#xE7;&#xE3;o social ao segmento idoso, a partir da produ&#xE7;&#xE3;o de conhecimento do Servi&#xE7;o Social. E finalizando o segundo eixo, o leitor encontrar&#xE1; o 
				<italic>artigo Desafios para Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial: a ambi&#xEA;ncia da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos na Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social,</italic> produ&#xE7;&#xE3;o que debate o lugar da PSE no SUAS e a ambi&#xEA;ncia da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos e riscos na PNAS a partir da Prote&#xE7;&#xE3;o Especial e as novas exig&#xEA;ncias postas aos trabalhadores numa unidade especializada.
			</p>
			<p>
				<bold>O Eixo 3 - Sa&#xFA;de e Trabalho</bold> - &#xE9; conformado por quatro artigos, assim distribu&#xED;dos: O primeiro, intitulado 
				<italic>As condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho dos assistentes sociais e suas implica&#xE7;&#xF5;es no processo de adoecimento dos profissionais,</italic> resulta de uma pesquisa qualitativa realizada a partir de entrevistas com assistentes sociais, discute sobre trabalho e adoecimento no Servi&#xE7;o Social, tendo como eixo norteador o contexto da crise contempor&#xE2;nea do capital e as novas formas de precariza&#xE7;&#xE3;o e intensifica&#xE7;&#xE3;o do trabalho, buscando desocultar &#x201C;os significados atribu&#xED;dos pelos sujeitos &#xE0;s suas pr&#xE1;ticas, no espa&#xE7;o em que projetam e constroem suas vidas e suas rela&#xE7;&#xF5;es&#x201D;. O segundo - 
				<italic>Valoriza&#xE7;&#xE3;o de professores por meio da Arteterapia</italic> -versa sobre a sa&#xFA;de do trabalhador e aborda os resultados de uma pesquisa que avaliou a utiliza&#xE7;&#xE3;o da arteterapia para a melhoria da sa&#xFA;de de professores municipais. O terceiro - 
				<italic>Origem e rela&#xE7;&#xE3;o do trabalho com o ser humano e as limita&#xE7;&#xF5;es do trabalho na pris&#xE3;o</italic> - debate o lugar que o trabalho ocupa na vida do homem, e, mais especificamente, na vida de pessoas que passaram pelo sistema prisional, considerando que o trabalho exercido pelos sujeitos conforma parte significativa de sua identidade, e aborda a realiza&#xE7;&#xE3;o do trabalho no sistema prisional bem como os entraves para a sua efetiva&#xE7;&#xE3;o. Por fim, o quarto artigo que comp&#xF5;e este eixo - 
				<italic>Dimens&#xF5;es Constitutivas de Tecnologias Sociais no Campo da Sa&#xFA;de: uma proposta de constru&#xE7;&#xE3;o e apropria&#xE7;&#xE3;o de conhecimento em territ&#xF3;rios vulner&#xE1;veis</italic> - versa sobre tecnologias sociais no campo da sa&#xFA;de coletiva, articulando essa concep&#xE7;&#xE3;o aos determinantes sociais em sa&#xFA;de. Para tanto, problematiza a heterogeneidade de demandas geradas sobre o sistema de sa&#xFA;de pelos variados contextos culturais, ambientais e socioecon&#xF4;micos, o que exige a constru&#xE7;&#xE3;o e investiga&#xE7;&#xE3;o de processos, de pr&#xE1;ticas e fluxos de comunica&#xE7;&#xE3;o e informa&#xE7;&#xE3;o entre atores e territ&#xF3;rios, dimens&#xF5;es espec&#xED;ficas do que &#xE9; considerado tecnologia social em sa&#xFA;de - TSS.
			</p>
			<p>
				<bold>O Eixo 4 - Direitos humanos e direito &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o</bold> - articula tr&#xEA;s artigos. O primeiro, intitulado 
				<italic>Uma promessa civilizat&#xF3;ria perversa: as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e juventudes na era neodesenvolvimentista,</italic> aborda, a partir de uma recupera&#xE7;&#xE3;o hist&#xF3;rica, a constitui&#xE7;&#xE3;o das juventudes como sujeito de direitos, considerando a implementa&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas para esse segmento no Brasil e analisa os programas e projetos governamentais voltados para os jovens brasileiros, desmistificando o discurso fetichizado que reduz a perspectiva da garantia de direitos &#xE0; qualifica&#xE7;&#xE3;o do jovem para o mundo do trabalho. O segundo artigo apresentado no eixo 4, cujo t&#xED;tulo &#xE9; 
				<italic>An&#xE1;lise da efetividade da Lei Maria da Penha e dos Conselhos Municipais da Mulher no combate &#xE0; viol&#xEA;ncia,</italic> apresenta resultados de estudo que avalia a efetividade da Lei Maria da Penha na redu&#xE7;&#xE3;o do estupro e tentativa de estupro, no per&#xED;odo de 2005 a 2013, e a influ&#xEA;ncia dos Conselhos Municipais da Mulher na redu&#xE7;&#xE3;o dos casos de viol&#xEA;ncia contra a mulher, entre os anos de 2009 e 2013. O terceiro e &#xFA;ltimo artigo que comp&#xF5;e esse eixo - 
				<italic>Conselho dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente e o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o -</italic> tem como 
				<italic>l&#xF3;cus</italic> o Conselho Estadual dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente do Esp&#xED;rito Santo. Fruto de pesquisa documental e emp&#xED;rica, o artigo aborda a gest&#xE3;o e qualidade da informa&#xE7;&#xE3;o entre a Secretaria de Estado de Assist&#xEA;ncia Social e Direitos Humanos e o Conselho de Direitos, para avalia&#xE7;&#xE3;o da efetividade do controle social e o cumprimento dos princ&#xED;pios internacionais e constitucionais de acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica.
			</p>
			<p>
				<bold>O Eixo 5 - Forma&#xE7;&#xE3;o e supervis&#xE3;o profissional</bold> - &#xE9; composto por dois artigos, sendo que o primeiro, 
				<italic>A metodologia da constru&#xE7;&#xE3;o do caso na cidade: um saber para al&#xE9;m dos protocolos e seus efeitos no trabalho da assist&#xEA;ncia social,</italic> apresenta a metodologia utilizada em um processo de extens&#xE3;o para a forma&#xE7;&#xE3;o interdisciplinar de novos t&#xE9;cnicos ingressantes, rec&#xE9;m-admitidos em concurso p&#xFA;blico, em &#xE2;mbito municipal na &#xE1;rea da Assist&#xEA;ncia Social, fruto de parceria entre Universidade e poder local, a partir da articula&#xE7;&#xE3;o entre a psican&#xE1;lise e o marxismo que privilegiou o saber dos profissionais e dos usu&#xE1;rios na elabora&#xE7;&#xE3;o de sa&#xED;das e propostas. E fechando a Revista apresenta-se um relato de experi&#xEA;ncias intitulado 
				<italic>Supervis&#xE3;o Profissional em Servi&#xE7;o Social: uma experi&#xEA;ncia de supervis&#xE3;o que explicita o processo de supervis&#xE3;o profissional,</italic> realizado por docentes de uma Universidade portuguesa a assistentes sociais respons&#xE1;veis pela coordena&#xE7;&#xE3;o de servi&#xE7;os domiciliares para atendimento a pessoas idosas, de uma organiza&#xE7;&#xE3;o sem fins lucrativos da cidade de Lisboa.
			</p>
			<p>Desejamos a todos e a todas uma &#xF3;tima leitura.</p>
			<p>
				<italic>A Editora</italic>
			</p>
			<p>Porto Alegre, inverno de 2016.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Refer&#xEA;ncias</title>
			<ref id="B1">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ALVES</surname>
							<given-names>Giovanni</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>
						<bold>Trabalho e Neodesenvolvimentismo</bold>: choque de capitalismo e nova degrada&#xE7;&#xE3;o do trabalho no Brasil
					</source>
					<publisher-loc>Bauru</publisher-loc>
					<publisher-name>Canal 6</publisher-name>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>ALVES, Giovanni. 
					<bold>Trabalho e Neodesenvolvimentismo</bold>: choque de capitalismo e nova degrada&#xE7;&#xE3;o do trabalho no Brasil. Bauru: Canal 6, 2014.
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			<ref id="B2">
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						<collab>BRASIL. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social - CFESS</collab>
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					<source>C&#xF3;digo de &#xC9;tica do/a Assistente Social</source>
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							<surname>COUTINHO</surname>
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					<chapter-title>Notas sobre cidadania e modernidade</chapter-title>
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						<bold>Contra a corrente</bold> - ensaios sobre democracia e socialismo
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						<bold>Servi&#xE7;o social em tempo de capital fetiche</bold>: capital financeiro, trabalho e quest&#xE3;o social
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				<mixed-citation>IAMAMOTO, Marilda. V. 
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					<bold>As dimens&#xF5;es &#xE9;tico-pol&#xED;ticas e te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicas no servi&#xE7;o social contempor&#xE2;neo</bold>. Trajet&#xF3;rias e desafios. Texto b&#xE1;sico da Confer&#xEA;ncia Inaugural. In: Semin&#xE1;rio Latinoamericano de Escuelas de Trabajo Social. XVIII. San Jos&#xE9;, Costa Rica, 2004. Dispon&#xED;vel em: http://www.ts.ucr.ac.cr/binarios/congresos/reg/slets/slets-018-001.pdf. Acesso em: maio 2016.
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				<mixed-citation>PRATES, Jane C. Pol&#xED;ticas sociais e neodesenvolvimentismo: o desafio de formar para al&#xE9;m de procedimentalismos. 
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					<bold>Uma ponte para o futuro</bold>. 2015. Dispon&#xED;vel em: http://PMDB.org.br/wp-content/uploads/2015/10/RELEASE-TEMERA4-28.10.15-Online.pdf.
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