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				<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1677-9509</issn>
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				<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="publisher-id">00003</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2016.1.21074</article-id>
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					<subject>Servi&#xE7;o Social: &#xC9;tica, Ensino e Trabalho</subject>
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				<article-title>Ensino a Dist&#xE2;ncia e Servi&#xE7;o Social: desqualifica&#xE7;&#xE3;o profissional e amea&#xE7;as contempor&#xE2;neas</article-title>
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					<trans-title>Distance Learning and Social Work: professional disqualification and contemporary threats</trans-title>
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						<surname>Chagas</surname>
						<given-names>B&#xE1;rbara da Rocha Figueiredo</given-names>
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					<institution content-type="normalized">Universidade Federal do Rio de Janeiro</institution>
					<institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio de Janeiro</institution>
					<institution content-type="orgdiv1">Escola de Servi&#xE7;o Social</institution>
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					<country country="BR">Brasil</country>
					<email>barbaraufri@outlook.com</email>
					<institution content-type="original">Mestre em Servi&#xE7;o Social. Professora Substituta da Escola de Servi&#xE7;o Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ESS/UFRJ), Rio de Janeiro - RJ/Brasil. CV: http://lattes.cnpq.br/2654942987139603. E-mail: barbaraufri@outlook.com.</institution>
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				<day>27</day>
				<month>04</month>
				<year>2019</year>
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            <pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jan-Jul</season>
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			<volume>15</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>43</fpage>
			<lpage>58</lpage>
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					<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p>
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			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>O presente artigo objetiva analisar a tend&#xEA;ncia de expans&#xE3;o dos cursos de gradua&#xE7;&#xE3;o a dist&#xE2;ncia em Servi&#xE7;o Social, problematizando suas consequ&#xEA;ncias para a forma&#xE7;&#xE3;o profissional cr&#xED;tica, preconizada nas Diretrizes Curriculares do curso e no Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico do Servi&#xE7;o Social. Situando esta expans&#xE3;o no bojo de um processo de contrarreforma do Estado e da educa&#xE7;&#xE3;o superior, apresenta os rebatimentos para a forma&#xE7;&#xE3;o e o exerc&#xED;cio profissional, apontando que esta modalidade refor&#xE7;a as tend&#xEA;ncias contempor&#xE2;neas de desqualifica&#xE7;&#xE3;o e reatualiza&#xE7;&#xE3;o do conservadorismo na profiss&#xE3;o, na medida em que proporcionam uma prec&#xE1;ria forma&#xE7;&#xE3;o em meio a uma realidade social cada vez mais complexa de interpretar e intervir criticamente.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This article aims to analyze the trend of undergraduate distance courses expansion in Social Work, questioning its consequences for professional training in critical advocated Curriculum Guidelines of the course, and The Ethical-Political Project of Social Work. Situating this expansion in the wake of a reform process of the state and higher education, presents the repercussions for training and professional practice, pointing out that this type reinforces the contemporary tendencies of disqualification and refresher conservatism in the profession, as they provide a precarious training amid a social reality increasingly complex to interpret and act critically.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Servi&#xE7;o social</kwd>
				<kwd>Forma&#xE7;&#xE3;o profissional</kwd>
				<kwd>Ensino superior</kwd>
				<kwd>Ensino a dist&#xE2;ncia</kwd>
				<kwd>Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Keywords</title>
				<kwd>Social work</kwd>
				<kwd>Vocational training</kwd>
				<kwd>Higher education</kwd>
				<kwd>Distance education</kwd>
				<kwd>Ethical-political project</kwd>
			</kwd-group>
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	<body>
		<p>O perfil profissional expresso pelas diretrizes curriculares da Associa&#xE7;&#xE3;o Brasileira de Ensino e Pesquisa em Servi&#xE7;o Social (ABEPSS), coerente com o Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico do Servi&#xE7;o Social, pretende uma forma&#xE7;&#xE3;o profissional generalista, com &#xEA;nfase em um rigoroso aprofundamento te&#xF3;rico, hist&#xF3;rico e metodol&#xF3;gico. Estes princ&#xED;pios buscam tornar o assistente social sujeito competente para compreens&#xE3;o cr&#xED;tica da realidade social na qual est&#xE1; inserido, bem como das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e de seus usu&#xE1;rios, em suas determina&#xE7;&#xF5;es s&#xF3;cio-hist&#xF3;ricas e complexidades.</p>
		<p>Este perfil profissional materializar-se-&#xE1; por meio de um processo formativo, capaz de aprofundar o estudo da Economia Pol&#xED;tica, Filosofia, Ci&#xEA;ncia Pol&#xED;tica, Sociologia, al&#xE9;m da Psicologia, Antropologia, Direito, Pesquisa, Pol&#xED;tica Social, Fundamentos do Servi&#xE7;o Social e tantos outros; compreendendo que o Servi&#xE7;o Social tem como solo a hist&#xF3;ria da sociedade e est&#xE1; sempre relacionado &#xE0;s suas altera&#xE7;&#xF5;es (
			<xref ref-type="bibr" rid="B1">ABEPSS, 1996</xref>).
		</p>
		<p>Ademais, torna-se fundamental a articula&#xE7;&#xE3;o do ensino com a extens&#xE3;o e, sobretudo, com a pesquisa, formando uma dimens&#xE3;o investigativa indispens&#xE1;vel para a defini&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias profissionais; uma experi&#xEA;ncia de est&#xE1;gio supervisionado que proporcione ao estudante a reflex&#xE3;o cr&#xED;tica do exerc&#xED;cio profissional e a apreens&#xE3;o dos conte&#xFA;dos debatidos em sala de aula, assimilando as contradi&#xE7;&#xF5;es e os desafios da realidade. Possibilitando uma rica viv&#xEA;ncia acad&#xEA;mica, que inclui a participa&#xE7;&#xE3;o nos eventos da categoria, o acesso ao rico material bibliogr&#xE1;fico produzido pela profiss&#xE3;o e seus debates contempor&#xE2;neos, e o contato com os movimentos sociais e suas agendas pol&#xED;ticas, destacando-se o movimento estudantil.</p>
		<p>Este projeto de forma&#xE7;&#xE3;o profissional foi constru&#xED;do em um processo de rupturas com o conservadorismo na profiss&#xE3;o. A conjuntura de crise da Ditadura Militar, bem como as lutas econ&#xF4;micas e o forte enfrentamento da classe trabalhadora ao regime, formaram um per&#xED;odo hist&#xF3;rico fundamental para a compreens&#xE3;o do tempo presente e as mudan&#xE7;as pelas quais passou o Servi&#xE7;o Social. As d&#xE9;cadas de 1970 e, principalmente, 1980, foram solos f&#xE9;rteis para a gesta&#xE7;&#xE3;o do Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico da categoria. &#xC9; nesse per&#xED;odo que se conforma uma concep&#xE7;&#xE3;o de profiss&#xE3;o absolutamente diferente de suas origens. As lutas sociais s&#xE3;o o motor para as &#x201C;vanguardas profissionais e acad&#xEA;micas se tornarem vanguardas militantes&#x201D; (
			<xref ref-type="bibr" rid="B2">ABRAMIDES, 2009</xref>, p. 87).
		</p>
		<p>As Diretrizes Curriculares s&#xE3;o, portanto, fruto de profundas mudan&#xE7;as pelas quais passou a categoria, de ruptura com a hegemonia do conservadorismo na profiss&#xE3;o. &#xC9; parte &#x201C;de um giro not&#xE1;vel, cuja evid&#xEA;ncia mais percept&#xED;vel &#xE9; a interlocu&#xE7;&#xE3;o com a tradi&#xE7;&#xE3;o marxista&#x201D; (
			<xref ref-type="bibr" rid="B27">NETTO, 2011</xref>, p. 10). As Diretrizes s&#xE3;o, ao lado do C&#xF3;digo de &#xC9;tica profissional e da Lei de regulamenta&#xE7;&#xE3;o da profiss&#xE3;o (8662/1993), instrumentos normativos que constituem a materializa&#xE7;&#xE3;o do Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico profissional (
			<xref ref-type="bibr" rid="B8a">CFESS, 2011</xref>).
		</p>
		<p>A conjuntura dos anos 1990, com a queda do muro de Berlim, com o aprofundamento da crise de um projeto pol&#xED;tico de esquerda, em n&#xED;vel mundial e nacional, e a crescente falta de perspectiva societ&#xE1;ria e pol&#xED;tica, se agrava mediante um conjunto de medidas fundadas no neoliberalismo: contrarreforma do Estado e sucateamento dos servi&#xE7;os p&#xFA;blicos. Tais quest&#xF5;es formaram um consenso ideol&#xF3;gico em torno da vit&#xF3;ria do capitalismo e do &#x201C;fim da hist&#xF3;ria&#x201D;. Soma-se a isso, na d&#xE9;cada seguinte, a ascens&#xE3;o do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo Federal
			<xref ref-type="fn" rid="fn1">
				<sup>1</sup>
			</xref> e o reflexo disso para o refluxo dos movimentos sociais organizados, os retrocessos na consci&#xEA;ncia de classe dos trabalhadores diante de um Governo de colabora&#xE7;&#xE3;o de classes e a continuidade e aprofundamento das pol&#xED;ticas neoliberais do Governo de Fernando Henrique Cardoso.
		</p>
		<p>Os anos que seguem &#xE0; aprova&#xE7;&#xE3;o das Diretrizes Curriculares e demais instrumentos normativos s&#xE3;o de diversas mudan&#xE7;as na realidade brasileira:</p>
		<disp-quote>
			<p>Os anos 90 expressam profundas transforma&#xE7;&#xF5;es nos processos de produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o da vida social, determinados pela reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva, pela reforma do Estado e pelas novas formas de enfrentamento da quest&#xE3;o social [&#x2026;] (
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">ABEPSS, 1996</xref>, p. 05).
			</p>
		</disp-quote>
		<p>Esta conjuntura alterou n&#xE3;o apenas as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, o fazer profissional e as demandas do Servi&#xE7;o Social, mas tamb&#xE9;m sua forma&#xE7;&#xE3;o profissional, na medida em que a pol&#xED;tica educacional passou por diversas transforma&#xE7;&#xF5;es.</p>
		<p>Ademais, os anos 1990 marcaram o in&#xED;cio de uma forte tend&#xEA;ncia &#xE0; privatiza&#xE7;&#xE3;o da educa&#xE7;&#xE3;o que se estende aos dias atuais. &#xC9; parte de um momento hist&#xF3;rico em que &#x201C;[&#x2026;] o capital intensifica a busca por estrat&#xE9;gias de enfrentamento &#xE0; crise que atravessa, no sentido de eleva&#xE7;&#xE3;o de suas taxas de produtividade, transformando todas as esferas da vida social em &#xE1;reas potencialmente lucrativas&#x201D; (
			<xref ref-type="bibr" rid="B19">LIMA, 2013</xref>, p. 01). Tal concep&#xE7;&#xE3;o transformou a educa&#xE7;&#xE3;o em mercadoria, levando &#xE0; massifica&#xE7;&#xE3;o deste servi&#xE7;o, objetivando a consolida&#xE7;&#xE3;o de um mercado potencialmente lucrativo.
		</p>
		<p>Sob a bandeira da democratiza&#xE7;&#xE3;o do ensino superior, as pol&#xED;ticas educacionais das &#xFA;ltimas duas d&#xE9;cadas privilegiaram a privatiza&#xE7;&#xE3;o e o sucateamento das Universidades P&#xFA;blicas, ao passo que incentivaram a abertura de Institui&#xE7;&#xF5;es de Ensino Superior (IES) privadas e, em seguida, a explos&#xE3;o da modalidade de Ensino a Dist&#xE2;ncia (EAD). A privatiza&#xE7;&#xE3;o da educa&#xE7;&#xE3;o superior acompanhou um rebaixamento da qualidade desta esfera de ensino. Ampliou-se a abertura do mercado para a cria&#xE7;&#xE3;o de institui&#xE7;&#xF5;es de ensino n&#xE3;o universit&#xE1;rias, que n&#xE3;o oferecem pesquisa e extens&#xE3;o, mas centralmente cursos de curta dura&#xE7;&#xE3;o e/ou a dist&#xE2;ncia.</p>
		<p>Este processo de desqualifica&#xE7;&#xE3;o da forma&#xE7;&#xE3;o universit&#xE1;ria, que afeta a forma&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social, amea&#xE7;a frontalmente o projeto previsto nas Diretrizes Curriculares. Rebaixa a qualidade da forma&#xE7;&#xE3;o em um tempo hist&#xF3;rico cada vez mais complexo, que requisita dos profissionais maior dom&#xED;nio da teoria cr&#xED;tica para seu entendimento e a elabora&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias profissionais coerentes com o Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico. Como afirma 
			<xref ref-type="bibr" rid="B23">Mota (2003</xref>, p. 11):
		</p>
		<disp-quote>
			<p>[&#x2026;] penso que a chave para desvendar as tend&#xEA;ncias do Servi&#xE7;o Social nesse in&#xED;cio de mil&#xEA;nio &#xE9; o conhecimento da pr&#xF3;pria realidade, posto que nela est&#xE3;o presentes os processos sociais sobre os quais a profiss&#xE3;o interv&#xE9;m. [&#x2026;] Estou defendendo a ideia de que as tend&#xEA;ncias da profiss&#xE3;o dependem da realidade objetiva e da capacidade que temos de decodific&#xE1;-la criticamente[&#x2026;].</p>
		</disp-quote>
		<p>Nesse sentido, o rebaixamento da forma&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social, sobretudo pela via do Ensino a Dist&#xE2;ncia, que se multiplica em r&#xE1;pida velocidade e &#xE9; hoje respons&#xE1;vel pela forma&#xE7;&#xE3;o de um enorme contingente profissional, representa uma contradi&#xE7;&#xE3;o ao Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico do Servi&#xE7;o Social e &#xE0; cultura intelectual da profiss&#xE3;o. Na medida em que n&#xE3;o &#xE9; garantida uma forma&#xE7;&#xE3;o cr&#xED;tica, abrem-se lacunas na compreens&#xE3;o da sociabilidade burguesa e tende a refor&#xE7;ar uma vis&#xE3;o que remete ao conservadorismo.</p>
		<sec>
			<title>Contrarreforma da educa&#xE7;&#xE3;o superior e forma&#xE7;&#xE3;o profissional</title>
			<p>A expans&#xE3;o do ensino superior brasileiro dos &#xFA;ltimos anos tem sido parte de um projeto de contrarreforma do Estado. Orientada pelos organismos financeiros internacionais, como o Fundo Monet&#xE1;rio Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM), &#xE9; parte do projeto neoliberal de transforma&#xE7;&#xE3;o dos direitos conquistados nas d&#xE9;cadas anteriores em mercadorias.</p>
			<p>Os anos de estado de bem-estar social vividos no p&#xF3;s-segunda guerra mundial
				<xref ref-type="fn" rid="fn2">
					<sup>2</sup>
				</xref>, que tinha como base a ideia de construir um capitalismo humanizado capaz de vencer a polariza&#xE7;&#xE3;o com os pa&#xED;ses socialistas, entram em decad&#xEA;ncia com a crise econ&#xF4;mica de 1970
				<xref ref-type="fn" rid="fn3">
					<sup>3</sup>
				</xref>. A conjuntura de conquistas de direitos, fruto da press&#xE3;o da classe trabalhadora que acirrou a correla&#xE7;&#xE3;o de for&#xE7;as entre trabalho e capital, e da press&#xE3;o ideol&#xF3;gica representada pela presen&#xE7;a da Uni&#xE3;o Sovi&#xE9;tica, que emergia da Segunda Guerra com um enorme prest&#xED;gio junto &#xE0;s massas trabalhadoras de todo o mundo (
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">COUTINHO, 2007</xref>), sofre mudan&#xE7;as. O Estado que estava cumprindo um novo papel, absorvendo algumas demandas da classe trabalhadora, como um pre&#xE7;o que a burguesia teve de pagar para evitar a amea&#xE7;a dos trabalhadores tomarem o poder no p&#xF3;s-segunda guerra (
				<xref ref-type="bibr" rid="B33">SAGRA, 2008</xref>), come&#xE7;a a mudar de forma.
			</p>
			<p>Assim, o keynesianismo
				<xref ref-type="fn" rid="fn4">
					<sup>4</sup>
				</xref>, que conseguiu, pelo menos por algum tempo, superar a profunda crise que envolveu o capitalismo entre as duas Guerras Mundiais sucumbe &#xE0; nova crise dos anos 1970. E, se o per&#xED;odo anterior foi marcado por reformas, que se manifestavam na conquista de importantes direitos sociais por parte dos trabalhadores, o per&#xED;odo seguinte, de neoliberalismo, ser&#xE1; marcado por incont&#xE1;veis contrarreformas e pela transforma&#xE7;&#xE3;o destes direitos sociais em mercadorias.
			</p>
			<p>Como resposta &#xE0; nova crise econ&#xF4;mica, surge das m&#xE3;os do economista estadunidense Milton Friedman (1912-2006) o 
				<italic>neoliberalismo.</italic> O neoliberalismo propunha, portanto, a redu&#xE7;&#xE3;o da interven&#xE7;&#xE3;o estatal e a liberaliza&#xE7;&#xE3;o da economia para o mercado atuar, permitindo sua autorregula&#xE7;&#xE3;o. Nesse per&#xED;odo o capitalismo ir&#xE1; se apropriar do termo 
				<italic>reforma</italic> que at&#xE9; ent&#xE3;o era um conceito progressivo, representando conquistas das lutas dos trabalhadores e o transformar&#xE1; no inverso. Ou seja, as reformas, a partir deste per&#xED;odo, apresentar-se-&#xE3;o, na verdade, como 
				<italic>contrarreformas.</italic>
			</p>
			<p>O neoliberalismo e a mundializa&#xE7;&#xE3;o do capitalismo trouxeram consigo in&#xFA;meras mudan&#xE7;as econ&#xF4;micas, sociais, culturais, etc. Essas mudan&#xE7;as, que podemos caracterizar como uma 
				<italic>reestrutura&#xE7;&#xE3;o do capital como modo de produ&#xE7;&#xE3;o</italic> (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRUNO, 2001</xref>), apresentaram duas tend&#xEA;ncias principais: a reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva e a contrarreforma do Estado. Esta segunda tend&#xEA;ncia, de contrarreforma do Estado, &#xE9; a que determina a din&#xE2;mica do objeto deste estudo.
			</p>
			<p>Torna-se relevante destacar, entretanto, que no &#xE2;mbito da reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva acontece n&#xE3;o apenas a redu&#xE7;&#xE3;o ou destrui&#xE7;&#xE3;o dos direitos adquiridos pela classe trabalhadora em suas d&#xE9;cadas de luta, mas tamb&#xE9;m a sua fragmenta&#xE7;&#xE3;o, implicando sua desorganiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica perante as iniciativas econ&#xF4;micas e ideol&#xF3;gicas do capital.</p>
			<p>Se no campo da produ&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica o advento da informatiza&#xE7;&#xE3;o e da rob&#xF3;tica fizeram com que o trabalhador se afastasse cada vez mais do dom&#xED;nio do processo de produ&#xE7;&#xE3;o e fosse substitu&#xED;do o trabalho humano por trabalho mec&#xE2;nico - ampliando o desemprego estrutural -, no campo da cultura do trabalho as mudan&#xE7;as foram diversas. Quase se extinguiram os grandes polos produtivos, colocando-se, em seu lugar, a 
				<italic>flexibiliza&#xE7;&#xE3;o</italic> do processo produtivo, com descentraliza&#xE7;&#xE3;o da produ&#xE7;&#xE3;o - cria&#xE7;&#xE3;o de ilhas de produ&#xE7;&#xE3;o -, terceiriza&#xE7;&#xE3;o de parte dos servi&#xE7;os &#xE0;s microempresas ou aos trabalhadores aut&#xF4;nomos -diminuindo a responsabilidade do capital sobre o trabalho - e, consequentemente, a desregulamenta&#xE7;&#xE3;o do trabalho, a partir da amplia&#xE7;&#xE3;o do mercado para trabalhador aut&#xF4;nomo, tempor&#xE1;rio, terceirizado e prec&#xE1;rio. Estas mudan&#xE7;as realizam &#x201C;uma verdadeira reforma intelectual e moral, visando &#xE0; constru&#xE7;&#xE3;o de outra cultura do trabalho e de uma nova racionalidade pol&#xED;tica e &#xE9;tica compat&#xED;vel com a sociabilidade requerida pelo atual projeto do capital&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B24">MOTA; AMARAL, 1998</xref>, p. 29).
			</p>
			<p>Esta an&#xE1;lise &#xE9; necess&#xE1;ria, pois implica o entendimento da expans&#xE3;o da educa&#xE7;&#xE3;o superior em dois aspectos. Mediante as mudan&#xE7;as no processo produtivo e no mercado de trabalho</p>
			<disp-quote>
				<p>[&#x2026;] a expans&#xE3;o da educa&#xE7;&#xE3;o superior passou a ser uma exig&#xEA;ncia do pr&#xF3;prio capital, seja de capacita&#xE7;&#xE3;o da for&#xE7;a de trabalho para o atendimento das altera&#xE7;&#xF5;es produtivas, seja para difus&#xE3;o da concep&#xE7;&#xE3;o de mundo burgu&#xEA;s sob a imagem de uma &#x201C;pol&#xED;tica inclusiva&#x201D; (
					<xref ref-type="bibr" rid="B19">LIMA, 2013</xref>, p. 06).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>E &#xE9; justamente esta difus&#xE3;o da concep&#xE7;&#xE3;o de mundo burgu&#xEA;s, aliada aos ataques aos direitos e &#xE0; organiza&#xE7;&#xE3;o da classe trabalhadora, que faz com que as d&#xE9;cadas de neoliberalismo sejam capazes de fazer retrair as lutas sociais. Passamos para um momento defensivo dos trabalhadores, ap&#xF3;s anos de protagonismo e duros enfrentamentos contra as pol&#xED;ticas econ&#xF4;micas do capital e ao regime militar. E &#xE9; esta busca pelo consenso em torno do projeto burgu&#xEA;s de sociedade que norteou e permanece norteando a pol&#xED;tica de educa&#xE7;&#xE3;o superior brasileira, tendo em vista que a trajet&#xF3;ria da educa&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica no Brasil &#xE9; fortemente marcada pelas disputas societ&#xE1;rias (
				<xref ref-type="bibr" rid="B31">PEREIRA; ALMEIDA, 2013</xref>, p. XI).
			</p>
			<p>Nesse sentido, para compreender a pol&#xED;tica de educa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; necess&#xE1;rio localiz&#xE1;-la no bojo do projeto neoliberal de contrarreforma do Estado que transformou a sociedade em muitos aspectos. Um dos principais se deu com a transforma&#xE7;&#xE3;o de direitos sociais, conquistados a partir da luta da classe trabalhadora, em mercadoria. Desde os anos 1990, a Universidade brasileira tem passado por uma profunda crise &#x201C;gerada pelas altera&#xE7;&#xF5;es na configura&#xE7;&#xE3;o da luta de classes e da domina&#xE7;&#xE3;o imperialista que exigia a privatiza&#xE7;&#xE3;o de setores estrat&#xE9;gicos do pa&#xED;s, entre esses, a educa&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B19">LIMA, 2013</xref>, p. 07). &#xC9; sob esta concep&#xE7;&#xE3;o que se orienta nossa an&#xE1;lise da pol&#xED;tica de expans&#xE3;o da educa&#xE7;&#xE3;o desenvolvida no Brasil, desde os anos 1990 at&#xE9; os dias atuais.
			</p>
			<p>&#xC9; indispens&#xE1;vel ponderar que este processo pelo qual passa a pol&#xED;tica educacional brasileira tem vincula&#xE7;&#xE3;o direta com as orienta&#xE7;&#xF5;es internacionais para as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas nos pa&#xED;ses de capitalismo dependente. Este &#xE9; o tra&#xE7;o marcante em comum entre os &#xFA;ltimos governos federais brasileiros: a aplica&#xE7;&#xE3;o do receitu&#xE1;rio neoliberal para a educa&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Ao falarmos destes receitu&#xE1;rios, referimo-nos aos diversos documentos e orienta&#xE7;&#xF5;es emitidos pelos organismos multilaterais, notadamente o Fundo Monet&#xE1;rio Internacional (FMI) e, essencialmente, o Banco Mundial (BM). Este organismo passou a emitir orienta&#xE7;&#xF5;es e direcionamentos para os pa&#xED;ses de capitalismo dependente, vinculando a aplica&#xE7;&#xE3;o de suas pol&#xED;ticas aos empr&#xE9;stimos, negocia&#xE7;&#xF5;es das d&#xED;vidas e demais rela&#xE7;&#xF5;es econ&#xF4;micas estabelecidas com estes pa&#xED;ses, al&#xE9;m de uma forte press&#xE3;o pol&#xED;tica e ideol&#xF3;gica via caracteriza&#xE7;&#xE3;o do Estado como um organismo pesado e ineficiente. E todo este receitu&#xE1;rio foi seguido &#xE0; risca pelos governos brasileiros.</p>
			<p>Importante express&#xE3;o desta heteronomia, marca da pol&#xED;tica educacional brasileira, foi o conte&#xFA;do aprovado na Lei de Diretrizes e Bases para a educa&#xE7;&#xE3;o (LDB) em 1996, visivelmente influenciada pelas diretrizes aprovadas no Consenso de Washington (1989) e pelo documento 
				<italic>Priorit&#xE9;s et Strat&#xE9;gies pour l&#x2019;&#xC9;ducation: une &#xE9;tude de la Banque Mondiale</italic> (BANCO MONDIALE, 1995, apud 
				<xref ref-type="bibr" rid="B22">MAU&#xC9;S, 2006</xref>, p. 82). Estes documentos orientavam dar prioridade de investimento estatal &#xE0; educa&#xE7;&#xE3;o b&#xE1;sica, pois esta esfera da educa&#xE7;&#xE3;o teria &#x201C;taxa de retorno muito maior do que a do ensino superior e a da educa&#xE7;&#xE3;o tecnol&#xF3;gica. Desde ent&#xE3;o, os governantes latino-americanos, afinados com o Consenso de Washington, exclu&#xED;ram a universidade de suas prioridades&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B20">LUCAS; LEHER, 2001</xref>, p. 258).
			</p>
			<p>Concomitante ao processo de adequa&#xE7;&#xE3;o do ensino &#xE0; l&#xF3;gica capitalista do custo-benef&#xED;cio, a LDB regulamenta a coexist&#xEA;ncia de institui&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas e privadas de ensino, ao afirmar, em seu artigo 7&#xBA;, que a oferta do ensino &#xE9; livre &#xE0; iniciativa privada.</p>
			<p>Posteriormente, com a emiss&#xE3;o de outras diretrizes vinculadas ao ensino superior, o Banco Mundial passa a orientar aos governos latino-americanos uma pol&#xED;tica de fomento ao mercado da educa&#xE7;&#xE3;o superior, incentivando o desenvolvimento das institui&#xE7;&#xF5;es privadas, bem como a diversifica&#xE7;&#xE3;o do financiamento das institui&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas.</p>
			<p>Essas orienta&#xE7;&#xF5;es se expressam no ensino superior brasileiro sob a bandeira da democratiza&#xE7;&#xE3;o do acesso, atrav&#xE9;s de um projeto de contrarreforma que redesenha o modelo de educa&#xE7;&#xE3;o no pa&#xED;s. Iniciado no Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), este projeto ganha novas formas a partir de 2003, atrav&#xE9;s de um conjunto de Medidas Provis&#xF3;rias, Projetos de Lei, Leis e Decretos, indicando que o projeto de Reforma Universit&#xE1;ria foi, de fato, uma prioridade na pauta de a&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica do Governo Lula (
				<xref ref-type="bibr" rid="B19">LIMA, 2013</xref>).
			</p>
			<p>Entre todos os projetos e decretos que comp&#xF5;em a Reforma Universit&#xE1;ria de Lula, alguns merecem destaque. S&#xE3;o eles a Medida Provis&#xF3;ria 213/04, que institui o Programa Universidade para Todos - ProUni; o Decreto 5.622/05 e 5.800/06, que instituem e regulamentam o Ensino a Dist&#xE2;ncia (EAD) e o cons&#xF3;rcio de institui&#xE7;&#xF5;es que oferecem esta modalidade, a Universidade Aberta do Brasil (UAB); e o Decreto Presidencial 6.096/07, que institui o Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&#xE7;&#xE3;o e Expans&#xE3;o das Universidades Federais - REUNI.</p>
			<p>Este &#xFA;ltimo foi o que encontrou maior resist&#xEA;ncia pela comunidade universit&#xE1;ria. N&#xE3;o por acaso. No &#xE2;mbito da reestrutura&#xE7;&#xE3;o, o Decreto objetivava a &#x201C;revis&#xE3;o da estrutura acad&#xEA;mica, com reorganiza&#xE7;&#xE3;o dos cursos de gradua&#xE7;&#xE3;o e atualiza&#xE7;&#xE3;o de metodologias de ensino-aprendizagem&#x201D; e a &#x201C;diversifica&#xE7;&#xE3;o das modalidades de gradua&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. Isso, na pr&#xE1;tica, tem significado a cria&#xE7;&#xE3;o dos Bacharelados Interdisciplinares (cursos de forma&#xE7;&#xE3;o r&#xE1;pida e gen&#xE9;rica) e a inser&#xE7;&#xE3;o das tecnologias atrav&#xE9;s do Ensino a Dist&#xE2;ncia na forma&#xE7;&#xE3;o presencial. No &#xE2;mbito da Expans&#xE3;o, o Decreto previa a cria&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;condi&#xE7;&#xF5;es para a amplia&#xE7;&#xE3;o do acesso e perman&#xEA;ncia na educa&#xE7;&#xE3;o superior&#x201D;. Para isso, as Universidades deveriam ampliar as vagas, melhorar &#x201C;o aproveitamento da estrutura f&#xED;sica e de recursos humanos existentes nas universidades federais&#x201D;, superar as taxas de evas&#xE3;o, ocupar as vagas ociosas. Isso, na realidade, significou um aumento na carga de trabalho dos docentes (eleva&#xE7;&#xE3;o da taxa professor-aluno) e a superlota&#xE7;&#xE3;o de salas atrav&#xE9;s da abertura irrespons&#xE1;vel de vagas, que n&#xE3;o acompanhou um proporcional aumento no investimento p&#xFA;blico nas Universidades Federais.</p>
			<p>Nesse sentido, ao contr&#xE1;rio do que se pretendia, as taxas de evas&#xE3;o aumentaram no &#xFA;ltimo per&#xED;odo, conforme os dados do Grupo de Trabalho sobre Evas&#xE3;o e Reten&#xE7;&#xE3;o. A evas&#xE3;o anual nas institui&#xE7;&#xF5;es, de 2009 a 2011 ficou em torno de 13%, um percentual superior aos 10% atingidos nos anos anteriores
				<xref ref-type="fn" rid="fn5">
					<sup>5</sup>
				</xref>.
			</p>
			<p>Paralelo ao processo de sucateamento das Universidades Federais, atrav&#xE9;s de uma expans&#xE3;o sem o devido investimento, o or&#xE7;amento p&#xFA;blico foi cada vez mais destinado para as Institui&#xE7;&#xF5;es de Ensino Superior (IES) privadas. O principal projeto do governo para a expans&#xE3;o do Ensino Superior, o ProUni, se deu atrav&#xE9;s do incentivo ao mercado educacional, de acordo com as orienta&#xE7;&#xF5;es do Banco Mundial.</p>
			<p>Ap&#xF3;s a crise vivida pelas IES privadas, por falta de mercado consumidor, e as grandes taxas de inadimpl&#xEA;ncia no in&#xED;cio dos anos 2000, o ProUni tira da fal&#xEA;ncia diversos grupos empresariais do setor educacional. Atrav&#xE9;s de isen&#xE7;&#xF5;es fiscais milion&#xE1;rias, o governo faz uma verdadeira transfer&#xEA;ncia (mesmo que indireta) de dinheiro p&#xFA;blico, na compra das vagas ociosas das IES privadas para oferecer bolsas de estudos a estudantes oriundos da rede p&#xFA;blica de ensino. Foi este o projeto respons&#xE1;vel por fortalecer as IES privadas que passavam uma enorme crise, tornando a educa&#xE7;&#xE3;o um dos setores mais lucrativos do mercado.</p>
			<p>Na l&#xF3;gica neoliberal, falta dinheiro para investir nas Universidades Federais e sobra dinheiro para comprar vagas nas IES privadas, muitas delas com qualidade question&#xE1;vel. Desvelando-se as reais pretens&#xF5;es da pol&#xED;tica de ensino superior brasileiro, que nada tem a ver com o desejo de amplo acesso das classes trabalhadoras &#xE0;s Universidades, mas</p>
			<disp-quote>
				<p>[&#x2026;] se trata, mais uma vez, de criar uma dualiza&#xE7;&#xE3;o discriminat&#xF3;ria educacional: para camadas empobrecidas da popula&#xE7;&#xE3;o, o EAD ou cursos privados presenciais mais baratos e, para as elites e camadas m&#xE9;dias altas, uma educa&#xE7;&#xE3;o nas universidades p&#xFA;blicas federais ou estaduais ou nas institui&#xE7;&#xF5;es privadas de alto prest&#xED;gio social, como as cat&#xF3;licas (
					<xref ref-type="bibr" rid="B30">PEREIRA, 2012</xref>, p. 43).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>De 2006 a 2013, enquanto os valores destinados ao ProUni via ren&#xFA;ncia fiscal cresceram 166%, o or&#xE7;amento na rede p&#xFA;blica do ensino superior aumentou cerca de 86%
				<xref ref-type="fn" rid="fn6">
					<sup>6</sup>
				</xref>, durante um forte processo de expans&#xE3;o. Em termos de valores, isso representa que, apenas em 2013, um total de R$ 750 milh&#xF5;es
				<xref ref-type="fn" rid="fn7">
					<sup>7</sup>
				</xref> deixou de ser arrecadado e foi doado &#xE0;s IES privadas em forma de isen&#xE7;&#xF5;es fiscais. E s&#xE3;o estas isen&#xE7;&#xF5;es fiscais que garantem os lucros e o crescimento do setor, mesmo em momentos de retra&#xE7;&#xE3;o econ&#xF4;mica.
			</p>
			<p>Seguindo uma trajet&#xF3;ria de crescimento que j&#xE1; se mant&#xE9;m h&#xE1; anos, os ganhos das 20 principais empresas do setor aumentaram 35% na compara&#xE7;&#xE3;o anual 2013/2014. S&#xF3; de abril a junho deste ano, o lucro l&#xED;quido das seis redes de ensino listadas na bolsa de valores dobrou, em rela&#xE7;&#xE3;o ao mesmo per&#xED;odo do ano passado, chegando a R$ 426,6 milh&#xF5;es
				<xref ref-type="fn" rid="fn8">
					<sup>8</sup>
				</xref>.
			</p>
			<p>Recentemente, a compra do grupo de educa&#xE7;&#xE3;o Anhanguera pelo grupo Kroton criou o maior grupo educacional do mundo e a 17&#xAA; maior empresa da BOVESPA em termos de valor de mercado, cerca de R$ 24,48 bilh&#xF5;es
				<xref ref-type="fn" rid="fn9">
					<sup>9</sup>
				</xref>. O Valor Econ&#xF3;mico, mais importante ve&#xED;culo da economia brasileira, premiou o grupo Kroton como a empresa com melhor desempenho econ&#xF3;mico entre mil empresas do setor educacional
				<xref ref-type="fn" rid="fn10">
					<sup>10</sup>
				</xref>.
			</p>
			<p>E o crescimento do grupo Kroton, assim como de outros grupos do mercado educacional, n&#xE3;o se explica apenas pelo projeto do ProUni. Um marco na expans&#xE3;o da educa&#xE7;&#xE3;o superior brasileira est&#xE1; relacionado ao decreto que regulamenta o Ensino a Dist&#xE2;ncia no Brasil. Esta modalidade de ensino, extremamente lucrativa pelo seu baixo custo, tornou-se setor privilegiado de investimento nos &#xFA;ltimos anos e segue um ritmo acelerado de crescimento.</p>
			<p>Questiona-se, entretanto, a qualidade dessa modalidade, diante da aus&#xEA;ncia de efetiva rela&#xE7;&#xE3;o pedag&#xF3;gica e de participa&#xE7;&#xE3;o na vida acad&#xEA;mica, aus&#xEA;ncia do fundamental trip&#xE9; ensino-pesquisa-extens&#xE3;o e a inser&#xE7;&#xE3;o em movimentos sociais. Al&#xE9;m disso, segundo o CFESS
				<xref ref-type="fn" rid="fn11">
					<sup>11</sup>
				</xref>, esta modalidade de ensino &#xE9; permeada por in&#xFA;meras irregularidades. Embora em seus documentos as empresas que oferecem a gradua&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social a dist&#xE2;ncia afirmem cumprir a carga hor&#xE1;ria m&#xED;nima obrigat&#xF3;ria de disciplinas e est&#xE1;gio, a dificuldade de acesso a informa&#xE7;&#xF5;es mais detalhadas dificultam um acompanhamento da forma como v&#xEA;m sendo realizado, por exemplo, o est&#xE1;gio obrigat&#xF3;rio, bem como as condi&#xE7;&#xF5;es em que se realizam a supervis&#xE3;o acad&#xEA;mica e de campo.
			</p>
			<p>As empresas de ensino a dist&#xE2;ncia n&#xE3;o fornecem aos Conselhos Regionais de Servi&#xE7;o Social informa&#xE7;&#xF5;es relativas aos campos de est&#xE1;gio dos graduandos e profissionais supervisores. Em muitos estados foi necess&#xE1;rio acionar o Minist&#xE9;rio P&#xFA;blico para garantir o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o, sendo poss&#xED;vel, ent&#xE3;o, constatar irregularidades tais como nome e n&#xFA;mero de identifica&#xE7;&#xE3;o profissional dos supervisores de campo, que n&#xE3;o s&#xE3;o compat&#xED;veis com o banco de dados dos profissionais registrados nos Conselhos. Em S&#xE3;o Paulo, ainda, a listagem de locais em que supostamente os discentes realizavam est&#xE1;gio obrigat&#xF3;rio n&#xE3;o foi compat&#xED;vel com a visita 
				<italic>in loco</italic> do CRESS/SP.
			</p>
			<p>Constata-se, ainda, a exist&#xEA;ncia de parcas informa&#xE7;&#xF5;es acerca da din&#xE2;mica de implementa&#xE7;&#xE3;o dos Trabalhos de Conclus&#xE3;o de Curso (TCC), n&#xE3;o sendo poss&#xED;vel verificar o processo de orienta&#xE7;&#xE3;o e avalia&#xE7;&#xE3;o dos trabalhos finais de curso, componente curricular obrigat&#xF3;rio.</p>
			<p>Foram encontradas irregularidades, tamb&#xE9;m, no que diz respeito &#xE0; tutoria acad&#xEA;mica que, quase sempre, n&#xE3;o possui forma&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social. Verifica-se, al&#xE9;m disso, um desrespeito ao perfil profissional previsto nas Diretrizes Curriculares por meio da oferta de componentes curriculares estranhos ao curr&#xED;culo m&#xED;nimo da gradua&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social, tais como processo negocial, nutri&#xE7;&#xE3;o e higiene, media&#xE7;&#xE3;o e arbitragem. Soma-se a isso a baixa qualidade verificada pelas entidades da categoria dos materiais did&#xE1;ticos utilizados, permeados por simplifica&#xE7;&#xE3;o e banaliza&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;dos imprescind&#xED;veis para a forma&#xE7;&#xE3;o profissional.</p>
			<p>Todas estas irregularidades e muitas outras que atestam a amea&#xE7;a desta modalidade de ensino, ao perfil profissional preconizado pelas Diretrizes Curriculares, s&#xE3;o encontradas em publica&#xE7;&#xF5;es das entidades nacionais do Servi&#xE7;o Social, destacadamente o Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social, que por meio de notas p&#xFA;blicas, manifestos, campanhas, a&#xE7;&#xF5;es judiciais e fiscaliza&#xE7;&#xE3;o permanente e minuciosa tem conseguido constatar e denunciar estas infra&#xE7;&#xF5;es, mesmo com todo o esfor&#xE7;o das empresas educacionais em dificultar e impedir as a&#xE7;&#xF5;es do Conselho. Deste modo, cabe reafirmar que:</p>
			<disp-quote>
				<p>Quanto &#xE0; gradua&#xE7;&#xE3;o a dist&#xE2;ncia, sabemos que realiza no m&#xE1;ximo transmiss&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es, mas jamais forma&#xE7;&#xE3;o profissional, como tem denunciado a ABEPSS, o CFESS e a ENESSO em v&#xE1;rias notas p&#xFA;blicas, inclusive uma que se dirige aos estudantes e profissionais envolvidos nesta modalidade, alertando-os e explicando as raz&#xF5;es da nossa luta, que nada tem a ver com preconceitos ou discrimina&#xE7;&#xE3;o (
					<xref rid="B10" ref-type="bibr">CFESS, 2010</xref>).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Admite-se, por&#xE9;m, que o ensino a dist&#xE2;ncia &#xE9; capaz de ensinar certos conhecimentos, por isso &#xE9; poss&#xED;vel conceb&#xEA;-lo em n&#xED;vel complementar, e n&#xE3;o em um n&#xED;vel de forma&#xE7;&#xE3;o profissional prim&#xE1;rio. Isso porque se compreende a educa&#xE7;&#xE3;o como um conceito mais amplo, que ultrapassa a transmiss&#xE3;o de saberes. Ao contr&#xE1;rio, prepara para a vida em sociedade - considerando-se que a faixa et&#xE1;ria ideal para a inser&#xE7;&#xE3;o na educa&#xE7;&#xE3;o superior &#xE9; de 18 a 24 anos, momento tamb&#xE9;m de forma&#xE7;&#xE3;o de valores - e prescinde que os sujeitos em forma&#xE7;&#xE3;o vivam o processo educacional de forma interativa com outros sujeitos.</p>
			<p>A inefici&#xEA;ncia desta modalidade de ensino toma maiores propor&#xE7;&#xF5;es na forma&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social, pois, diferente de uma forma&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica, esta prescinde de uma s&#xE9;rie de elementos densamente reflexivos que trazem consigo uma enorme complexidade, o que revela uma import&#xE2;ncia ainda maior da constru&#xE7;&#xE3;o do conhecimento coletivo e de diversas experi&#xEA;ncias que o ensino a dist&#xE2;ncia, por sua natureza, n&#xE3;o &#xE9; capaz de oferecer.</p>
			<p>O EAD &#xE9; parte da tend&#xEA;ncia dominante da pol&#xED;tica educacional que tem dado</p>
			<disp-quote>
				<p>[&#x2026;] &#xEA;nfase &#xE0; pr&#xE1;tica em detrimento da teoria, colocando as compet&#xEA;ncias (saber- fazer, aprender a aprender) como o &#x201C;eixo nuclear&#x201D; da forma&#xE7;&#xE3;o, utilizando a educa&#xE7;&#xE3;o a dist&#xE2;ncia como ferramenta preferencial da forma&#xE7;&#xE3;o inicial e fazendo a &#x201C;universitariza&#xE7;&#xE3;o&#x201D; nos institutos superiores de educa&#xE7;&#xE3;o e nos cursos normais superiores, isto &#xE9;, em institui&#xE7;&#xF5;es que n&#xE3;o t&#xEA;m, na sua g&#xEA;nese, o compromisso da indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extens&#xE3;o (
					<xref ref-type="bibr" rid="B22">MAU&#xC9;S, 2006</xref>, p. 83).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Em suma, a contrarreforma da educa&#xE7;&#xE3;o implementada pelos &#xFA;ltimos governos brasileiros tem como marca a expans&#xE3;o do acesso ao ensino superior atrav&#xE9;s da amplia&#xE7;&#xE3;o do setor privado, do empresariamento da educa&#xE7;&#xE3;o e da certifica&#xE7;&#xE3;o em larga escala, em um aumento quantitativo do acesso ao ensino superior pela via do rebaixamento da qualidade da forma&#xE7;&#xE3;o acad&#xEA;mica. E este processo implica profundas mudan&#xE7;as na forma&#xE7;&#xE3;o profissional em Servi&#xE7;o Social.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Projeto de forma&#xE7;&#xE3;o profissional e as amea&#xE7;as contempor&#xE2;neas</title>
			<p>A dire&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gica hegem&#xF4;nica do Servi&#xE7;o Social passou por in&#xFA;meras mudan&#xE7;as ao longo da hist&#xF3;ria da profiss&#xE3;o. Nota-se, entretanto, durante as primeiras d&#xE9;cadas de exist&#xEA;ncia da profiss&#xE3;o, um marcante tra&#xE7;o comum: o compromisso sociopol&#xED;tico com o conservadorismo (
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>).
			</p>
			<p>Este tra&#xE7;o comum foi a base da constru&#xE7;&#xE3;o de um fazer profissional historicamente comprometido com o projeto de sociedade das classes dominantes, com uma fun&#xE7;&#xE3;o intelectual colaboracionista com a concep&#xE7;&#xE3;o de mundo burguesa (
				<xref ref-type="bibr" rid="B28">PEREIRA, 2007</xref>, p. 223), na medida em que nega a exist&#xEA;ncia das classes sociais e as express&#xF5;es da quest&#xE3;o social como consequ&#xEA;ncias inerentes ao antagonismo entre capital e trabalho. Isso porque a marca do pensamento conservador reside na superficialidade com que interpreta os elementos da realidade, dando import&#xE2;ncia &#xE0; sua apar&#xEA;ncia em detrimento das contradi&#xE7;&#xF5;es de sua ess&#xEA;ncia.
			</p>
			<disp-quote>
				<p>O conservador reage aos princ&#xED;pios universalizantes e abstratos do pensamento dedutivo: seu pensamento tende a aderir aos contornos imediatos da situa&#xE7;&#xE3;o com que se defronta, valorizando os detalhes, os dados qualitativos, os casos particulares, em detrimento da apreens&#xE3;o da estrutura da sociedade. A mentalidade conservadora n&#xE3;o possui predisposi&#xE7;&#xE3;o para teorizar (
					<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>, p. 24).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>&#xC9; pertinente demarcar que a trajet&#xF3;ria intelectual da profiss&#xE3;o &#xE9; mediada pela conjuntura das origens da profiss&#xE3;o. O Servi&#xE7;o Social surge com um prop&#xF3;sito conservador, em um momento s&#xF3;cio- hist&#xF3;rico complexo, afetado pela luta de classes e pelo objetivo da burguesia, Estado e Igreja, de doutrina&#xE7;&#xE3;o das massas oper&#xE1;rias que lutavam por direitos no processo de industrializa&#xE7;&#xE3;o vivido pelo pa&#xED;s neste momento. A origem da profiss&#xE3;o explica-se, entre outros fatores, pela necessidade de interven&#xE7;&#xE3;o ideol&#xF3;gica das classes dominantes. O Servi&#xE7;o Social surge, portanto, com os preceitos burgueses, em que:</p>
			<disp-quote>
				<p>Os efeitos da explora&#xE7;&#xE3;o capitalista do trabalho s&#xE3;o reconhecidos e transformados em &#x201C;problemas sociais&#x201D;, justificadores da a&#xE7;&#xE3;o profissional; mas n&#xE3;o se colocam em quest&#xE3;o as raz&#xF5;es hist&#xF3;ricas dessa explora&#xE7;&#xE3;o. Este esquema de percep&#xE7;&#xE3;o permite conciliar a concep&#xE7;&#xE3;o humanista-crist&#xE3; de vida e a explora&#xE7;&#xE3;o burguesa do trabalho (
					<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>, p. 29).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Dessa forma, instala-se na profiss&#xE3;o uma contradi&#xE7;&#xE3;o entre teoria e pr&#xE1;tica, na medida em que se objetiva tratar dos problemas sociais buscando solu&#xE7;&#xF5;es individuais, como se a pobreza, o desemprego e outras mazelas sociais fossem resultado de algum desajustamento individual ou familiar e n&#xE3;o um problema de fato social. Esta perspectiva imprime ao Servi&#xE7;o Social um car&#xE1;ter ut&#xF3;pico, uma vez que n&#xE3;o se contrap&#xF5;e &#xE0; ordem capitalista (
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>).
			</p>
			<p>Esta vis&#xE3;o superficial da realidade social, pela via conservadora, simplifica o objeto de trabalho do Servi&#xE7;o Social fazendo com que, conforme 
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">Iamamoto (2011)</xref>:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>De um lado, quest&#xF5;es de economia pol&#xED;tica transformam-se em problemas assistenciais, e direitos da utiliza&#xE7;&#xE3;o de conquistas sociais do proletariado viram concess&#xE3;o de benef&#xED;cios, os quais nunca foram vistos como direitos, mas como express&#xE3;o de car&#xEA;ncias, &#x201C;faltas&#x201D;, &#x201C;desvios de personalidade&#x201D; etc. Por outro lado, refor&#xE7;am-se mecanismos que dificultam a apreens&#xE3;o dos reais efeitos da a&#xE7;&#xE3;o profissional. A reifica&#xE7;&#xE3;o dos m&#xE9;todos e t&#xE9;cnicas da interven&#xE7;&#xE3;o, a burocratiza&#xE7;&#xE3;o das atividades, a psicologiza&#xE7;&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es sociais, a absor&#xE7;&#xE3;o de uma terminologia mais adequada &#xE0; estrat&#xE9;gia de crescimento econ&#xF4;mico acelerado s&#xE3;o fatores, entre outros, que contribuem para encobrir na consci&#xEA;ncia profissional as reais implica&#xE7;&#xF5;es de sua pr&#xE1;tica (
					<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>, p. 34).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Como destaca a autora, a maneira como o Servi&#xE7;o Social compreendia a sociedade e seu objeto de trabalho influenciava diretamente a forma e o conte&#xFA;do de sua interven&#xE7;&#xE3;o profissional. Em conson&#xE2;ncia com uma vis&#xE3;o completamente desconectada com as causas das express&#xF5;es da quest&#xE3;o social, que busca resolver desajustamentos ocasionais, o fazer profissional do assistente social torna-se um fazer fundamentalmente t&#xE9;cnico-operativo, que almeja um ajustamento social dos indiv&#xED;duos, negando a necessidade da forma&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rica para a interven&#xE7;&#xE3;o profissional.</p>
			<p>Nesta perspectiva, h&#xE1; tamb&#xE9;m uma forte tend&#xEA;ncia pragm&#xE1;tica de nega&#xE7;&#xE3;o das ci&#xEA;ncias sociais e da a&#xE7;&#xE3;o reflexiva sobre a sociedade. Reivindica-se a observa&#xE7;&#xE3;o e a experi&#xEA;ncia emp&#xED;rica, ao considerar que a teoria n&#xE3;o serve para reformar a vida e a sociedade (
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>). Imprime um sentido utilitarista &#xE0; teoria, ao pensar a realidade na sua imediaticidade e ao buscar agir sobre ela com esta racionalidade (
				<xref ref-type="bibr" rid="B14">GUERRA, 2013</xref>).
			</p>
			<p>Estes s&#xE3;o os elementos de sustenta&#xE7;&#xE3;o do discurso e da pr&#xE1;tica dos assistentes sociais durante as primeiras d&#xE9;cadas da profiss&#xE3;o, que v&#xE3;o se expressar na busca pela resolu&#xE7;&#xE3;o da &#x201C;crise da profiss&#xE3;o&#x201D; pela via do maior aperfei&#xE7;oamento t&#xE9;cnico-instrumental (
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>), levando &#xE0;s diferentes fases de interven&#xE7;&#xE3;o profissional, seja a fase embrion&#xE1;ria mais ligada &#xE0; caridade, a fase posterior de busca pelo ajustamento individual e coletivo, ou a tend&#xEA;ncia &#xE0; psicologiza&#xE7;&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es sociais. Em todas estas fases, at&#xE9; o per&#xED;odo do Regime Militar, observa-se a preval&#xEA;ncia da discuss&#xE3;o da metodologia profissional, buscando encontrar e aperfei&#xE7;oar os tra&#xE7;os peculiares da profiss&#xE3;o: objeto, objetivos, m&#xE9;todos e procedimentos de interven&#xE7;&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>). Estas fases expressam a busca por encontrar no aperfei&#xE7;oamento profissional a resolu&#xE7;&#xE3;o para os problemas com os quais o Servi&#xE7;o Social trabalhava.
			</p>
			<p>Somente nos anos 1970, ap&#xF3;s a Reforma Universit&#xE1;ria de 1968, com a inser&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social em ambientes universit&#xE1;rios e, notadamente, com a conjuntura de lutas e questionamentos do regime militar &#xE9; que sinalizou o in&#xED;cio de um per&#xED;odo de profundos questionamentos quanto &#xE0; dire&#xE7;&#xE3;o social do Servi&#xE7;o Social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B28">PEREIRA, 2007</xref>).
			</p>
			<disp-quote>
				<p>Assim, de um profissional incumbido de transformar demandas por direitos sociais em &#x201C;desajustes&#x201D; e/ou &#x201C;patologias sociais&#x201D;, o assistente social passou a pautar-se pelo reconhecimento de uma sociedade partida em classes sociais e pela condi&#xE7;&#xE3;o estrat&#xE9;gica da luta por direitos sociais. Deste modo, o processo de renova&#xE7;&#xE3;o profissional, possibilitado contraditoriamente pela autocracia burguesa atrav&#xE9;s da laiciza&#xE7;&#xE3;o e expans&#xE3;o da profiss&#xE3;o e da inser&#xE7;&#xE3;o do processo formativo em ambientes universit&#xE1;rios, desencadeou um movimento de constru&#xE7;&#xE3;o de um pluralismo te&#xF3;rico, ideol&#xF3;gico e pol&#xED;tico profissional. Tal processo proporcionou, ainda, a constru&#xE7;&#xE3;o de um projeto profissional cuja pauta, nos anos 1980, foi a de ruptura com o hist&#xF3;rico conservadorismo do Servi&#xE7;o Social (
					<xref ref-type="bibr" rid="B28">PEREIRA, 2007</xref>, p. 223).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Este movimento de constru&#xE7;&#xE3;o de um novo direcionamento te&#xF3;rico, ideol&#xF3;gico e pol&#xED;tico na profiss&#xE3;o apresenta sua ambi&#xEA;ncia s&#xF3;cio-hist&#xF3;rica, ideopol&#xED;tica e cultural no avan&#xE7;o das lutas sociais dos anos 1980 (
				<xref ref-type="bibr" rid="B3">ABRAMIDES; CABRAL, 2009</xref>, p. 39). Os avan&#xE7;os intelectuais pelos quais passou a profiss&#xE3;o delegam o protagonismo, mas n&#xE3;o a exclusividade, destas transforma&#xE7;&#xF5;es &#xE0; rela&#xE7;&#xE3;o com a teoria marxista, pois s&#xE3;o tamb&#xE9;m parte de um movimento de avan&#xE7;o da consci&#xEA;ncia do conjunto da classe trabalhadora brasileira.
			</p>
			<p>O desgaste dos direitos trabalhistas e das condi&#xE7;&#xF5;es de vida da popula&#xE7;&#xE3;o, aliado &#xE0; repress&#xE3;o pol&#xED;tica a toda oposi&#xE7;&#xE3;o ao governo militar, abriu um processo de esgotamento que culminou com uma intensa organiza&#xE7;&#xE3;o das lutas na sociedade. Entra em cena a classe trabalhadora brasileira, num momento em que &#x201C;a orienta&#xE7;&#xE3;o dada &#xE0;s pol&#xED;ticas sociais pelos governos da ditadura&#x201D; gerava &#x201C;grandes [&#x2026;] dificuldades de inser&#xE7;&#xE3;o no mercado de trabalho, al&#xE9;m de uma queda geral nos sal&#xE1;rios praticados pela ind&#xFA;stria e pelo com&#xE9;rcio, sobretudo nos setores de m&#xE9;dia e baixa qualifica&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B21">MARTINELLI, 2009</xref>, p. 97).
			</p>
			<p>A conjuntura brasileira se redesenha, partindo de um per&#xED;odo de profunda repress&#xE3;o aos trabalhadores e desarticula&#xE7;&#xE3;o dos movimentos sociais para um patamar de polariza&#xE7;&#xE3;o entre os setores de esquerda e direita no pa&#xED;s, tendo em vista que:</p>
			<disp-quote>
				<p>Os movimentos sociais irrompem a realidade do pa&#xED;s e se inserem na luta pol&#xED;tica de enfrentamento &#xE0; ditadura militar e &#xE0; sua pol&#xED;tica de arrocho salarial, respons&#xE1;vel por uma profunda deteriora&#xE7;&#xE3;o das condi&#xE7;&#xF5;es de vida e de trabalho da popula&#xE7;&#xE3;o. &#xC9; um per&#xED;odo de amplas mobiliza&#xE7;&#xF5;es do movimento de massas, com grandes greves oper&#xE1;rias de solidariedade de classe entre os trabalhadores. Configura-se a reorganiza&#xE7;&#xE3;o do movimento sindical e popular em um novo patamar da luta de classes sob a dire&#xE7;&#xE3;o da classe oper&#xE1;ria, a partir de 1977 (
					<xref ref-type="bibr" rid="B3">ABRAMIDES; CABRAL, 2009</xref>, p. 56).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Os movimentos sociais em efervesc&#xEA;ncia constroem, aos poucos, uma alternativa ideol&#xF3;gica, sustentada por amplas massas de trabalhadores que sa&#xED;am para o enfrentamento direto &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es econ&#xF4;micas e pol&#xED;ticas do pa&#xED;s. Foram esses anos de grandes lutas sociais que impulsionaram a cria&#xE7;&#xE3;o de instrumentos de luta da classe trabalhadora, tais como o Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980, e a Central &#xDA;nica dos Trabalhadores (CUT), em 1983.</p>
			<p>Tamb&#xE9;m &#xE9; sob essa conjuntura que o Servi&#xE7;o Social intensifica sua organiza&#xE7;&#xE3;o profissional. O processo de ruptura com o conservadorismo na profiss&#xE3;o se gesta e se constr&#xF3;i em meio &#xE0; reorganiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica e sindical de toda a classe trabalhadora e tem estreito la&#xE7;o com essa conjuntura e com os demais sujeitos pol&#xED;ticos do per&#xED;odo. Este movimento de ruptura se expressar&#xE1;, mais tarde, no que se convencionou chamar de Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico do Servi&#xE7;o Social (PEPSS).</p>
			<p>O PEPSS compreende uma s&#xED;ntese de elementos que formam &#x201C;uma imagem ideal da profiss&#xE3;o, os valores que a legitimam, sua fun&#xE7;&#xE3;o social e seus objetivos, conhecimentos te&#xF3;ricos, saberes interventivos, normas, pr&#xE1;ticas, etc.&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B25">NETTO, 2006</xref>, p. 07). Essa imagem ideal da profiss&#xE3;o se expressa desde a forma&#xE7;&#xE3;o &#xE0; regulamenta&#xE7;&#xE3;o do exerc&#xED;cio profissional, passando pela forma como a categoria se organiza. Se expressa, portanto, nos instrumentos normativos que regem da forma&#xE7;&#xE3;o ao exerc&#xED;cio profissional: as Diretrizes Curriculares da Associa&#xE7;&#xE3;o Brasileira de Ensino e Pesquisa em Servi&#xE7;o Social (ABEPSS), o C&#xF3;digo de &#xC9;tica do Assistente Social de 1993, a Lei que regulamenta a profiss&#xE3;o (8662/93) e demais normativos nacionalmente institu&#xED;dos pelo Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social (CFESS).
			</p>
			<p>Para o objeto de debate em quest&#xE3;o, trata-se de dar &#xEA;nfase ao papel das Diretrizes Curriculares na forma&#xE7;&#xE3;o desta 
				<italic>imagem ideal da profiss&#xE3;o.</italic> Este instrumento estabelece o perfil profissional a ser formado: um assistente social cr&#xED;tico e reflexivo, articulador pol&#xED;tico-profissional dos sujeitos, comprometido com a luta por direitos, pesquisador que seja capaz de conhecer as m&#xFA;ltiplas determina&#xE7;&#xF5;es da realidade social e assumir posturas profissionais consequentes com o projeto profissional da categoria.
			</p>
			<p>Para a forma&#xE7;&#xE3;o deste perfil profissional, as Diretrizes elegem como princ&#xED;pios da forma&#xE7;&#xE3;o, entre outros: a) Rigoroso trato te&#xF3;rico, hist&#xF3;rico e metodol&#xF3;gico da realidade social e do Servi&#xE7;o Social, que possibilite a compreens&#xE3;o dos problemas e desafios com os quais o profissional se defronta no universo da produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o da vida social; b) Ado&#xE7;&#xE3;o de uma teoria social cr&#xED;tica que possibilite a apreens&#xE3;o da totalidade social em suas dimens&#xF5;es de universalidade, particularidade e singularidade; c) Estabelecimento das dimens&#xF5;es investigativa e interventiva como princ&#xED;pios formativos e condi&#xE7;&#xE3;o central da forma&#xE7;&#xE3;o profissional, e da rela&#xE7;&#xE3;o teoria e realidade; d) Indissociabilidade nas dimens&#xF5;es de ensino, pesquisa e extens&#xE3;o; e) Indissociabilidade entre est&#xE1;gio e supervis&#xE3;o acad&#xEA;mica e profissional (
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">ABEPSS, 1996</xref>, p. 06).
			</p>
			<p>Este perfil de forma&#xE7;&#xE3;o profissional est&#xE1; cada dia mais amea&#xE7;ado pelo processo de contrarreforma da educa&#xE7;&#xE3;o superior. N&#xE3;o por acaso este tem sido tema de estudos da categoria
				<xref ref-type="fn" rid="fn12">
					<sup>12</sup>
				</xref>, mas tamb&#xE9;m alvo de debate das entidades representativas do Servi&#xE7;o Social. Existe uma necess&#xE1;ria aten&#xE7;&#xE3;o &#xE0; din&#xE2;mica de expans&#xE3;o do ensino superior, pois suas tend&#xEA;ncias apontam no sentido da reconfigura&#xE7;&#xE3;o do perfil profissional da categoria, j&#xE1; que o ensino a dist&#xE2;ncia, express&#xE3;o m&#xE1;xima do rebaixamento da qualidade da forma&#xE7;&#xE3;o acad&#xEA;mica, possui hoje maior n&#xFA;mero de matr&#xED;culas do que o ensino presencial.
			</p>
			<p>Os n&#xFA;meros s&#xE3;o preocupantes: segundo o Censo da Educa&#xE7;&#xE3;o de 2012 (INEP), considerando-se os cursos a dist&#xE2;ncia e presenciais, as IES privadas dominam no n&#xFA;mero de matr&#xED;culas. Segundo os dados, 79,8% dos estudantes de Servi&#xE7;o Social s&#xE3;o estudantes de IES privadas e 20,2% de p&#xFA;blicas. Tratando-se da modalidade de ensino, o EAD &#xE9; respons&#xE1;vel por 53,6% das matr&#xED;culas em Servi&#xE7;o Social e 55,3% dos formandos do curso em 2012. Ou seja, o n&#xFA;mero de formandos pelo ensino a dist&#xE2;ncia por ano &#xE9; superior ao n&#xFA;mero de formandos pelo ensino presencial - incluindo o setor presencial privado. Ou seja, de todos os formandos em Servi&#xE7;o Social no ano de 2012, apenas 9,2% s&#xE3;o da educa&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica e presencial.</p>
			<p>Esta realidade apresenta caminhos de continuidade de uma longa e &#xE1;rdua luta, pois do outro lado encontram-se diversos interesses. Rebaixar a qualidade da forma&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social significa a forma&#xE7;&#xE3;o de profissionais compat&#xED;veis com as exig&#xEA;ncias do capital. Busca-se produzir um profissional em sincronia com a tend&#xEA;ncia das pol&#xED;ticas sociais contempor&#xE2;neas: focalizado, minimalista, fragmentado, para gest&#xE3;o da pobreza e controle dos pobres. Um profissional que reproduz e refor&#xE7;a as contradi&#xE7;&#xF5;es da realidade atual, ao inv&#xE9;s de buscar enfrent&#xE1;-las.</p>
			<p>Nesse sentido, a contrarreforma do ensino superior afeta diretamente o projeto de forma&#xE7;&#xE3;o profissional preconizado pelas Diretrizes Curriculares da ABEPSS. Considerando-se que a maioria dos profissionais (55,34%) n&#xE3;o tem acesso &#xE0; p&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o
				<xref ref-type="fn" rid="fn13">
					<sup>13</sup>
				</xref>, a forma&#xE7;&#xE3;o de qualidade na gradua&#xE7;&#xE3;o torna-se imprescind&#xED;vel. E entende-se por forma&#xE7;&#xE3;o de qualidade o cumprimento das Diretrizes Curriculares.
			</p>
			<p>&#xC9; importante destacar que a precariza&#xE7;&#xE3;o no processo formativo atinge tamb&#xE9;m as Institui&#xE7;&#xF5;es P&#xFA;blicas de Ensino. Como j&#xE1; explicitado, estas institui&#xE7;&#xF5;es passam por um forte sucateamento com reflexos na forma&#xE7;&#xE3;o profissional, conforme trabalhos de 
				<xref ref-type="bibr" rid="B34">Spotorno (2011)</xref>, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">Cislaghi (2011)</xref> e outros, que tratam diretamente do tema da precariza&#xE7;&#xE3;o da Universidade P&#xFA;blica presencial e a forma&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social. Cabe situar, entretanto, que tal precariza&#xE7;&#xE3;o apresenta desafios &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o profissional, no &#xE2;mbito de uma modalidade de ensino que &#xE9; capaz de oferecer forma&#xE7;&#xE3;o de qualidade.
			</p>
			<p>O tema em quest&#xE3;o expressa desafios que v&#xE3;o al&#xE9;m de um poss&#xED;vel antagonismo entre as IES p&#xFA;blicas e privadas, presenciais e a dist&#xE2;ncia. Propomos tratar de uma modalidade de ensino em especial, que, no bojo de uma precariza&#xE7;&#xE3;o geral da educa&#xE7;&#xE3;o superior, tende a ser absolutamente incapaz de proporcionar uma forma&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social de qualidade.</p>
			<disp-quote>
				<p>As quest&#xF5;es apresentadas pautam-se na preocupa&#xE7;&#xE3;o real quanto ao perfil de forma&#xE7;&#xE3;o proporcionado por esta modalidade de ensino, pois, se cursos presencias apresentam dificuldades graves na garantia de qualidade, o que esperar de cursos &#xE0; dist&#xE2;ncia, que multiplicam as matr&#xED;culas discentes com uma velocidade brutal, sem a contrapartida necess&#xE1;ria quanto a recursos humanos, did&#xE1;tico-pedag&#xF3;gicos e de infraestrutura? (
					<xref ref-type="bibr" rid="B11">CFESS, 2014</xref>, p. 22)
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Assim, o perfil do profissional formado pelo ensino a dist&#xE2;ncia ser&#xE1; um perfil que tende ao empobrecimento profissional. A forma&#xE7;&#xE3;o profissional nesta modalidade &#xE9; propensa a ser uma forma&#xE7;&#xE3;o acr&#xED;tica, n&#xE3;o reflexiva; aponta para uma forma&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica, um treinamento de habilidades, que n&#xE3;o proporciona qualquer poder decis&#xF3;rio (
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">PEREIRA, 2013</xref>).
			</p>
			<p>Com o mercado sendo encharcado por profissionais formados nesta modalidade, est&#xE1; em curso a tend&#xEA;ncia a uma reconfigura&#xE7;&#xE3;o no perfil profissional do assistente social, radicalmente distinto do perfil preconizado nas Diretrizes Curriculares (
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">PEREIRA, 2013</xref>, p. 52).
			</p>
			<p>Um profissional com in&#xFA;meras debilidades te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicas, t&#xE9;cnico-interventivas e &#xE9;tico-pol&#xED;ticas, que &#x201C;tende a aceitar, sem questionamentos, demandas institucionais de manuten&#xE7;&#xE3;o da l&#xF3;gica desigual presente historicamente em nossa sociedade [&#x2026;]&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">CFESS, 2014</xref>, p. 34-35).
			</p>
			<p>Inclina-se a uma pr&#xE1;tica que retoma e renova o conservadorismo na profiss&#xE3;o, incapaz de escapar das artimanhas ideol&#xF3;gicas do voluntarismo, tecnicismo, pragmatismo, da pr&#xE1;tica rotineira e burocratizada, do empirismo. Isso porque as demandas do Servi&#xE7;o Social aparecem na forma individualizada, e a pr&#xE1;tica irreflexiva nos leva a respostas individualizadas.</p>
			<p>Em uma conjuntura adversa da que foi constru&#xED;do o projeto profissional cr&#xED;tico, torna-se cada vez mais imprescind&#xED;vel uma forma&#xE7;&#xE3;o profissional capaz de tornar o assistente social consciente de seu papel na sociedade de classes, para que ele possa, no seu fazer profissional, orientar-se por um direcionamento te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gico superando &#x201C;as ilus&#xF5;es de um fazer profissional que paira &#x201C;acima&#x201D; da hist&#xF3;ria&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">IAMAMOTO, 2011</xref>, p. 37).
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considera&#xE7;&#xF5;es finais</title>
			<p>A atual conjuntura apresenta um enorme contingente de desafios &#xE0; profiss&#xE3;o. As diversas mudan&#xE7;as por que tem passado o capitalismo tardio representam novas requisi&#xE7;&#xF5;es &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o profissional, pois estas mudan&#xE7;as se expressam no plano da produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o da vida social.</p>
			<p>Atingem a profiss&#xE3;o, pela via da reconfigura&#xE7;&#xE3;o de sua forma&#xE7;&#xE3;o profissional e de seu exerc&#xED;cio profissional, duas dimens&#xF5;es que se relacionam. A hip&#xF3;tese apresentada neste trabalho &#xE9; de que est&#xE1; em curso um processo de rebaixamento na qualidade da forma&#xE7;&#xE3;o profissional em Servi&#xE7;o Social, que deve ser compreendido n&#xE3;o apenas como parte da precariza&#xE7;&#xE3;o geral do ensino superior. Este rebaixamento na qualidade da forma&#xE7;&#xE3;o, reconfigura o perfil profissional formado e aponta tend&#xEA;ncias preocupantes para a categoria.</p>
			<p>Busca produzir profissionais compat&#xED;veis com a atual tend&#xEA;ncia das pol&#xED;ticas sociais - de gest&#xE3;o da pobreza, focalizada e fragmentada. Profissionais incapazes de fazer as media&#xE7;&#xF5;es necess&#xE1;rias para a compreens&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es sociais que envolvem esse processo de produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o social, e que &#x201C;implicam &#xE2;mbitos diferenciados e uma trama que envolve o social, o pol&#xED;tico, o econ&#xF4;mico, o cultural, o religioso, as quest&#xF5;es de g&#xEA;nero, a idade, a etnia etc.&#x201D; (YAZBEK, 2009, p. 01). Profissionais incapazes de decifrar os desafios com os quais se deparam cotidianamente no exerc&#xED;cio profissional.</p>
			<p>A fragilidade da consci&#xEA;ncia cr&#xED;tica favorece a reatualiza&#xE7;&#xE3;o do conservadorismo j&#xE1; conhecido do Servi&#xE7;o Social: a incompreens&#xE3;o das implica&#xE7;&#xF5;es pol&#xED;ticas de sua pr&#xE1;tica profissional; o pragmatismo e o empirismo que esperam da teoria um &#x201C;guia para a a&#xE7;&#xE3;o&#x201D; e na medida em que n&#xE3;o o encontram na teoria cr&#xED;tica, a desprezam e passam a uma supervaloriza&#xE7;&#xE3;o da pr&#xE1;tica, do cotidiano; um apre&#xE7;o cada vez maior pelos saberes t&#xE9;cnicos e instrumentais e uma pr&#xE1;tica cada vez menos reflexiva, que reproduz o 
				<italic>ethos</italic> burgu&#xEA;s, conforme aponta 
				<xref ref-type="bibr" rid="B5">Barroco (2011)</xref>:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>A reatualiza&#xE7;&#xE3;o do conservadorismo &#xE9; favorecida pela precariza&#xE7;&#xE3;o das condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho e da forma&#xE7;&#xE3;o profissional, pela falta de preparo t&#xE9;cnico e te&#xF3;rico, pela fragiliza&#xE7;&#xE3;o de uma consci&#xEA;ncia cr&#xED;tica e pol&#xED;tica, o que pode motivar a busca de respostas pragm&#xE1;ticas e irracionalistas, a incorpora&#xE7;&#xE3;o de t&#xE9;cnicas aparentemente &#xFA;teis em um contexto fragment&#xE1;rio e imediatista. [&#x2026;] Nesse sentido, a conjuntura pode favorecer a sua reatualiza&#xE7;&#xE3;o, sob novas roupagens e demandas (
					<xref ref-type="bibr" rid="B5">BARROCO, 2011</xref>, p. 212-213).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Ou seja, a tend&#xEA;ncia de reatualiza&#xE7;&#xE3;o do conservadorismo na categoria, apresenta-se hoje, n&#xE3;o pela via da op&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tico-ideol&#xF3;gica por teorias sociais que expliquem o mundo pela via da conserva&#xE7;&#xE3;o do 
				<italic>status quo.</italic> Apresenta-se, de forma t&#xE3;o grave ou pior, pela via do desconhecimento da teoria social cr&#xED;tica, atrav&#xE9;s de uma forma&#xE7;&#xE3;o profissional de qualidade rebaixada, que refor&#xE7;a o senso comum e se distancia completamente do perfil profissional preconizado pelas Diretrizes Curriculares, eixo fundamental do Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico da profiss&#xE3;o.
			</p>
			<p>Outra tend&#xEA;ncia preocupante que esta realidade apresenta &#xE9; a de crescimento progressivo do setor. Por se tratar de uma forma&#xE7;&#xE3;o de baixo custo, esta modalidade de ensino tem crescido no n&#xFA;mero de matr&#xED;culas, sendo respons&#xE1;vel atualmente pela forma&#xE7;&#xE3;o de um n&#xFA;mero exorbitante de profissionais. Essa din&#xE2;mica de crescimento exponencial do contingente profissional, em t&#xE3;o curto espa&#xE7;o de tempo, &#xE9; um dos desdobramentos desta realidade. Como alerta Iamamoto (2007, p. 440), traz s&#xE9;rias implica&#xE7;&#xF5;es para as rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho e condi&#xE7;&#xF5;es salariais: &#x201C;Pode-se antever um crescimento acelerado do desemprego nessa &#xE1;rea, [&#x2026;] pressionando o piso salarial, a precariza&#xE7;&#xE3;o das condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho[&#x2026;]. [&#x2026;] poder&#xE1; desdobrar-se na cria&#xE7;&#xE3;o de um ex&#xE9;rcito assistencial de reserva&#x201D;. Ou seja, uma tend&#xEA;ncia de agravamento das j&#xE1; prec&#xE1;rias condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho e baixos sal&#xE1;rios com os quais os assistentes sociais hoje convivem. Trata-se, portanto, de uma necessidade &#xE9;tico-pol&#xED;tica de investiga&#xE7;&#xF5;es que forne&#xE7;am elementos cr&#xED;ticos da forma&#xE7;&#xE3;o profissional em Servi&#xE7;o Social a dist&#xE2;ncia e sobre a inser&#xE7;&#xE3;o destes profissionais no mercado de trabalho, para que tenhamos cada vez mais ferramentas na defesa do Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico da profiss&#xE3;o e da forma&#xE7;&#xE3;o de qualidade. Sobretudo, por tratar-se de um fen&#xF4;meno que &#x201C;[&#x2026;] ainda &#xE9; recente na &#xE1;rea do Servi&#xE7;o Social e necessita ser mais conhecido e problematizado, o que exige estudos em n&#xED;vel nacional&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">PEREIRA, 2013</xref>, p. 67).
			</p>
			<p>A t&#xED;tulo de conclus&#xE3;o, cabe expor que diante de tantos desafios conjunturais, que se apresentam tamb&#xE9;m como desafios &#xE0; profiss&#xE3;o, torna-se necess&#xE1;rio elucidar as contradi&#xE7;&#xF5;es desta din&#xE2;mica, para que n&#xE3;o sigamos um vi&#xE9;s fatalista.</p>
			<p>Os tra&#xE7;os conservadores hist&#xF3;ricos da profiss&#xE3;o, que se renovam em outras roupagens, convivem hoje com um s&#xF3;lido acervo te&#xF3;rico, &#xE9;tico e pol&#xED;tico, que se expressa na ampla produ&#xE7;&#xE3;o bibliogr&#xE1;fica cr&#xED;tica, bem como nas consolidadas entidades representativas da categoria, notadamente o Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social (CFESS) e a Associa&#xE7;&#xE3;o Brasileira de Ensino e Pesquisa em Servi&#xE7;o Social (ABEPSS). A produ&#xE7;&#xE3;o intelectual da categoria e as agendas pol&#xED;ticas de nossas entidades expressam que estamos conscientes dos desafios. Concordamos com a an&#xE1;lise de 
				<xref ref-type="bibr" rid="B5">Barroco (2011)</xref>, que aponta as perspectivas quanto &#xE0;s lutas e enfrentamentos necess&#xE1;rios nos pr&#xF3;ximos tempos de forma a localizar que:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>Se temos uma heran&#xE7;a conservadora, temos tamb&#xE9;m uma hist&#xF3;ria de ruptura: um patrim&#xF4;nio conquistado que &#xE9; nosso, mas cujos valores, cujas refer&#xEA;ncias te&#xF3;ricas e cuja for&#xE7;a para a luta n&#xE3;o foram inventadas por n&#xF3;s. Trata-se de uma heran&#xE7;a que pertence &#xE0; humanidade e que n&#xF3;s resgatamos dos movimentos revolucion&#xE1;rios, das lutas democr&#xE1;ticas, do marxismo, do socialismo, e incorporamos ao nosso projeto (
					<xref ref-type="bibr" rid="B5">BARROCO, 2011</xref>, p. 215).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Nesse sentido, as grandes mobiliza&#xE7;&#xF5;es que tomaram as ruas do pa&#xED;s em 2013, assim como a conjuntura de crise mundial do capitalismo e os enfrentamentos hoje vividos entre capital e trabalho em diversos continentes, expressam horizontes de muitos desafios, mas tamb&#xE9;m de muita resist&#xEA;ncia. E essa resist&#xEA;ncia aponta no sentido de fortalecimento do Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico da categoria.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Referimo-nos &#xE0; elei&#xE7;&#xE3;o de Lula da Silva, reconhecidamente uma das mais importantes figuras das lutas metal&#xFA;rgicas e dos trabalhadores em geral dos anos 1970 e 1980, &#xE0; Presid&#xEA;ncia da Rep&#xFA;blica em 2002.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Importante destacar que o processo da reestrutura&#xE7;&#xE3;o do capital se apresenta de forma diferente em cada pa&#xED;s, a partir da forma&#xE7;&#xE3;o social, econ&#xF4;mica e pol&#xED;tica de cada regi&#xE3;o. Apresentamos a tend&#xEA;ncia mundial, resguardando as particularidades da forma&#xE7;&#xE3;o do Estado brasileiro e considerando que o Brasil n&#xE3;o viveu o Estado de Bem-Estar Social, mas um processo de expans&#xE3;o e moderniza&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas sociais, que objetivava alcan&#xE7;ar ades&#xE3;o e legitimidade num per&#xED;odo de censura, pris&#xE3;o e tortura, sob o regime militar brasileiro. Para 
					<xref ref-type="bibr" rid="B6">Behring e Boschetti (2008</xref>, p. 137): &#x201C;[&#x2026;] no mesmo passo em que se impulsionavam pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas mesmo restritas quanto ao acesso, como estrat&#xE9;gia de busca de legitimidade, a ditadura militar abria espa&#xE7;os para a sa&#xFA;de, a previd&#xEA;ncia e a educa&#xE7;&#xE3;o privadas, configurando um sistema dual de acesso &#xE0;s pol&#xED;ticas sociais: para quem pode e para quem n&#xE3;o pode pagar. Essa &#xE9; uma das principais heran&#xE7;as do regime militar para a pol&#xED;tica social, e que nos aproxima mais do sistema norte-americano de prote&#xE7;&#xE3;o social que do Welfare State europeu&#x201D;.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Segundo 
					<xref ref-type="bibr" rid="B4">Antunes (1999)</xref>, a crise de 1970 pode ser compreendida atrav&#xE9;s de uma s&#xE9;rie de determina&#xE7;&#xF5;es, dentre as quais destacam-se: a) queda da taxa de lucro, que levou ao esgotamento do padr&#xE3;o de acumula&#xE7;&#xE3;o taylorista/fordista de produ&#xE7;&#xE3;o; b) hipertrofia do capital financeiro; c) maior concentra&#xE7;&#xE3;o de capitais gra&#xE7;as &#xE0;s fus&#xF5;es entre empresas; d) a crise do Welfare State ou do &#x201C;Estado de bem-estar social&#x201D;. Segundo 
					<xref ref-type="bibr" rid="B6">Behring e Boschetti (2008</xref>, p. 116), &#x201C;o que ocorreu em 1974-1975, na verdade, foi uma crise cl&#xE1;ssica de superprodu&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. Esta crise foi um divisor de &#xE1;guas na hist&#xF3;ria, pois dela decorrem in&#xFA;meras mudan&#xE7;as econ&#xF3;micas, pol&#xED;ticas e sociais, algumas das quais tratamos de forma breve neste texto.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Teoria do economista ingl&#xEA;s John Keynes, de um Estado interventivo na economia.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>ASSOCIA&#xC7;&#xC3;O NACIONAL DOS DIRIGENTES DAS INSTITUI&#xC7;&#xD5;ES FEDERAIS DE ENSINO SUPERIOR, 2013. 
					<bold>UFSM - Estudo apresenta dados sobre evas&#xE3;o nas universidades federais</bold>. Dispon&#xED;vel em: 
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.andifes.org.br/?p=22452">http://www.andifes.org.br/?p=22452</ext-link>. Acesso em: 10 jun. 2015.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>F&#xC9;LIX. 
					<bold>Ren&#xFA;ncia fiscal ao PROUNI sobe 166%.</bold> Dispon&#xED;vel em: 
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1463371">http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1463371</ext-link>. Acesso em: 10 jun. 2015.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>LIRA. 
					<bold>S&#xF3; em 2013, faculdades ganharam R$ 750 milh&#xF5;es de isen&#xE7;&#xE3;o de impostos com Prouni</bold>. Dispon&#xED;vel em: 
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://ultimoseeundo.ie.com.br/educacao/2014-08-28/so-em-2013-faculdades-eanharam-r-750-milhoes-de-isencao-de-impostos-com-prouni.html">http://ultimoseeundo.ie.com.br/educacao/2014-08-28/so-em-2013-faculdades-eanharam-r-750-milhoes-de-isencao-de-impostos-com-prouni.html</ext-link>. Acesso em: 10 jun. 2015.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>FEDERA&#xC7;&#xC3;O DOS SINDICATOS DE METAL&#xDA;RGICOS DA CUT/SP. 
					<bold>Lucro de empresas comprova que Brasil est&#xE1; longe da recess&#xE3;o</bold>. Dispon&#xED;vel em: 
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://fem.org.br/noticia/12213/lucro-de-empresas-comprova-que-brasil-esta-longe-de-recessao">http://fem.org.br/noticia/12213/lucro-de-empresas-comprova-que-brasil-esta-longe-de-recessao</ext-link>. Acesso em: 10 jun. 2015.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>G1 ECONOMIA. 
					<bold>Fus&#xE3;o da Anhaguera e Kroton cria a 17&#xAA; maior empresa da Bovespa</bold>. Dispon&#xED;vel em: 
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2014/07/fusao-da-anhanguera-e-kroton-cria-17-maior-empresa-da-bovespa.html">http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2014/07/fusao-da-anhanguera-e-kroton-cria-17-maior-empresa-da-bovespa.html</ext-link>. Acesso em: 10 jun. 2015.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>VALOR ECON&#xD3;MICO. 
					<bold>Kroton &#xE9; eleita a campe&#xE3; do ano do Valor 1000</bold>. Dispon&#xED;vel em: 
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.valor.com.br/video/3748345953001/kroton-e-eleita-a-campea-do-ano-do-valor-1000#ixzz3Donlo3IQ">http://www.valor.com.br/video/3748345953001/kroton-e-eleita-a-campea-do-ano-do-valor-1000#ixzz3Donlo3IQ</ext-link>. Acesso em: 10 jun. 2015.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>O Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social (CFESS) produziu dois importantes materiais que tomam nota de in&#xFA;meras irregularidades no Ensino a Dist&#xE2;ncia. S&#xE3;o duas cartilhas intituladas &#x201C;Sobre a incompatibilidade entre gradua&#xE7;&#xE3;o a dist&#xE2;ncia e Servi&#xE7;o Social&#x201D;, volumes 1 e 2, ambas dispon&#xED;veis no endere&#xE7;o eletr&#xF3;nico oficial do Conselho.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Dentre os quais destacamos as in&#xFA;meras publica&#xE7;&#xF5;es de Larissa Dahmer Pereira e K&#xE1;tia Lima.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>CONSELHO FEDERAL DE SERVI&#xC7;O SOCIAL e UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS. 
					<bold>Elementos para o estudo do perfil profissional</bold>. Dispon&#xED;vel em: 
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.cfess.org.br/pdf/perfilasedicaovirtual2006.pdf">http://www.cfess.org.br/pdf/perfilasedicaovirtual2006.pdf</ext-link>. Acesso em: 10 jun. 2015.
				</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>Refer&#xEA;ncias</title>
			<ref id="B1">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>ABEPSS</collab>
					</person-group>
					<source>Diretrizes gerais para o curso de servi&#xE7;o social.</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<year>1996</year>
					<comment>Dispon&#xED;vel em: 
						<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.abepss.org.br">www.abepss.org.br</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 10 jun. 2015</date-in-citation>
				</element-citation>
				<mixed-citation>ABEPSS. 
					<bold>Diretrizes gerais para o curso de servi&#xE7;o social.</bold> Rio de Janeiro: 1996. Dispon&#xED;vel em: www.abepss.org.br. Acesso em: 10 jun. 2015.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ABRAMIDES</surname>
							<given-names>Maria Beatriz Costa</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A organiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tico-sindical dos assistentes sociais: trajet&#xF3;ria de lutas e desafios contempor&#xE2;neos</article-title>
					<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</source>
					<comment>S&#xE3;o Paulo</comment>
					<issue>97</issue>
					<fpage>85</fpage>
					<lpage>108</lpage>
					<season>jan./mar.</season>
					<year>2009</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>ABRAMIDES, Maria Beatriz Costa. A organiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tico-sindical dos assistentes sociais: trajet&#xF3;ria de lutas e desafios contempor&#xE2;neos. 
					<bold>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo, n. 97, p. 85-108, jan./mar. 2009.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ABRAMIDES</surname>
							<given-names>Maria Beatriz Costa</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CABRAL</surname>
							<given-names>Maria do Socorro</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>A organiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica do servi&#xE7;o social e o papel da CENEAS/ANAS na virada do servi&#xE7;o social brasileiro</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<collab>CFESS - Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social; Associa&#xE7;&#xE3;o Brasileira de Ensino e Pesquisa em Servi&#xE7;o Social (ABEPSS); Conselho Regional de Servi&#xE7;o Social -S. Paulo (CRESS &#x2013; 9&#xB0; Regi&#xE3;o). Executiva Nacional de Estudantes de Servi&#xE7;o Social (ENESSO)</collab>
					</person-group>
					<comment>(Orgs.)</comment>
					<source>30 anos do Congresso da Virada (1979-2009)</source>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
					<year>2009</year>
					<fpage>55</fpage>
					<lpage>78</lpage>
				</element-citation>
				<mixed-citation>ABRAMIDES, Maria Beatriz Costa; CABRAL, Maria do Socorro. A organiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica do servi&#xE7;o social e o papel da CENEAS/ANAS na virada do servi&#xE7;o social brasileiro. In: CFESS - Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social; Associa&#xE7;&#xE3;o Brasileira de Ensino e Pesquisa em Servi&#xE7;o Social (ABEPSS); Conselho Regional de Servi&#xE7;o Social -S. Paulo (CRESS &#x2013; 9&#xB0; Regi&#xE3;o). Executiva Nacional de Estudantes de Servi&#xE7;o Social (ENESSO) (Orgs.). 
					<bold>30 anos do Congresso da Virada (1979-2009)</bold>. Bras&#xED;lia, 2009, p. 55-78.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ANTUNES</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>
						<bold>Os sentidos do trabalho</bold>: ensaio sobre a afirma&#xE7;&#xE3;o e a nega&#xE7;&#xE3;o do trabalho
					</source>
					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Boitempo</publisher-name>
					<year>1999</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>ANTUNES, R. 
					<bold>Os sentidos do trabalho</bold>: ensaio sobre a afirma&#xE7;&#xE3;o e a nega&#xE7;&#xE3;o do trabalho. S&#xE3;o Paulo: Boitempo, 1999.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARROCO</surname>
							<given-names>Maria Lucia S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Barb&#xE1;rie e neoconservadorismo: os desafios do projeto &#xE9;tico-pol&#xED;tico</article-title>
					<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</source>
					<comment>S&#xE3;o Paulo</comment>
					<issue>106</issue>
					<fpage>205</fpage>
					<lpage>218</lpage>
					<season>abr./jun.</season>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BARROCO, Maria Lucia S. Barb&#xE1;rie e neoconservadorismo: os desafios do projeto &#xE9;tico-pol&#xED;tico. 
					<bold>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo, n. 106, p. 205-218, abr./jun. 2011.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BEHRING</surname>
							<given-names>Elaine Rossetti</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BOSCHETTI</surname>
							<given-names>Ivanete</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>
						<bold>Pol&#xED;tica social</bold>: fundamentos e hist&#xF3;ria
					</source>
					<edition>4.ed.</edition>
					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2008</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BEHRING, Elaine Rossetti e BOSCHETTI, Ivanete. 
					<bold>Pol&#xED;tica social</bold>: fundamentos e hist&#xF3;ria. 4.ed. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2008.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B7">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BEHRING</surname>
							<given-names>Elaine Rossetti</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BOSCHETTI</surname>
							<given-names>Ivanete</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>
						<bold>Brasil em contrarreforma</bold>: desestrutura&#xE7;&#xE3;o do estado e perda de direitos
					</source>
					<edition>2.ed.</edition>
					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2008</year>
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				<mixed-citation>BEHRING, Elaine Rossetti e BOSCHETTI, Ivanete. 
					<bold>Brasil em contrarreforma</bold>: desestrutura&#xE7;&#xE3;o do estado e perda de direitos. 2.ed. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2008.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B8">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BRUNO</surname>
							<given-names>L&#xFA;cia</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Reorganiza&#xE7;&#xE3;o econ&#xF4;mica, reforma do estado e educa&#xE7;&#xE3;o</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>HIDALGO</surname>
							<given-names>&#xC2;ngela Maria</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>Ileizi Luciana Fiorelli</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<comment>(Orgs.)</comment>
					<source>
						<bold>Educa&#xE7;&#xE3;o e estado</bold>: as mudan&#xE7;as nos sistemas de ensino do Brasil e Paran&#xE1; na d&#xE9;cada de 90.
					</source>
					<publisher-loc>Londrina</publisher-loc>
					<publisher-name>Ed. UEL</publisher-name>
					<year>2001</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BRUNO, L&#xFA;cia. Reorganiza&#xE7;&#xE3;o econ&#xF4;mica, reforma do estado e educa&#xE7;&#xE3;o. In: HIDALGO, &#xC2;ngela Maria; SILVA, Ileizi Luciana Fiorelli. (Orgs.) 
					<bold>Educa&#xE7;&#xE3;o e estado</bold>: as mudan&#xE7;as nos sistemas de ensino do Brasil e Paran&#xE1; na d&#xE9;cada de 90. Londrina: Ed. UEL, 2001.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B8a">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>CFESS. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social</collab>
					</person-group>
					<source>C&#xF3;digo de &#xE9;tica do/a assistente social</source>
					<edition>10.ed.</edition>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
					<publisher-name>CFESS</publisher-name>
					<year>2011</year>
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				<mixed-citation>CFESS. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social. 
					<bold>C&#xF3;digo de &#xE9;tica do/a assistente social</bold>. 10.ed. Bras&#xED;lia: CFESS, 2011.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B9">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>CFESS. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social</collab>
					</person-group>
					<source>Pol&#xED;tica de educa&#xE7;&#xE3;o permanente do conjunto CFESS-CRESS</source>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
					<publisher-name>CFESS</publisher-name>
					<year>2013</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>CFESS. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social. 
					<bold>Pol&#xED;tica de educa&#xE7;&#xE3;o permanente do conjunto CFESS-CRESS</bold>. Bras&#xED;lia: CFESS, 2013.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B10">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>CFESS. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social</collab>
					</person-group>
					<source>Sobre a incompatibilidade entre gradua&#xE7;&#xE3;o a dist&#xE2;ncia e servi&#xE7;o social</source>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
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				</element-citation>
				<mixed-citation>CFESS. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social. 
					<bold>Sobre a incompatibilidade entre gradua&#xE7;&#xE3;o a dist&#xE2;ncia e servi&#xE7;o social</bold>. Bras&#xED;lia, 2010.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B11">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>CFESS. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social</collab>
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					<source>Sobre a incompatibilidade entre gradua&#xE7;&#xE3;o a dist&#xE2;ncia e servi&#xE7;o social</source>
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				<mixed-citation>CFESS. Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social. 
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			</ref>
			<ref id="B12">
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CISLAGHI</surname>
							<given-names>Juliana Fiuza</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A forma&#xE7;&#xE3;o profissional dos assistentes sociais em tempos de contrarreformas do ensino superior: o impacto das mais recentes propostas do governo Lula</article-title>
					<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</source>
					<comment>S&#xE3;o Paulo</comment>
					<issue>106</issue>
					<fpage>241</fpage>
					<lpage>266</lpage>
					<season>abr./jun.</season>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>CISLAGHI, Juliana Fiuza. A forma&#xE7;&#xE3;o profissional dos assistentes sociais em tempos de contrarreformas do ensino superior: o impacto das mais recentes propostas do governo Lula. 
					<bold>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo, n. 106, p. 241-266, abr./jun. 2011.
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			</ref>
			<ref id="B13">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>COUTINHO</surname>
							<given-names>Carlos Nelson</given-names>
						</name>
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					<source>
						<bold>A &#xE9;poca neoliberal</bold>: revolu&#xE7;&#xE3;o passiva ou contrarreforma?
					</source>
					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<year>2007</year>
					<comment>Dispon&#xED;vel em: 
						<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&#x26;id=790">http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&#x26;id=790</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 10 set. 2014</date-in-citation>
				</element-citation>
				<mixed-citation>COUTINHO, Carlos Nelson. 
					<bold>A &#xE9;poca neoliberal</bold>: revolu&#xE7;&#xE3;o passiva ou contrarreforma? S&#xE3;o Paulo, 2007. Dispon&#xED;vel em: http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&#x26;id=790. Acesso em: 10 set. 2014.
				</mixed-citation>
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			<ref id="B14">
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GUERRA</surname>
							<given-names>Yolanda</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Express&#xF5;es do pragmatismo no servi&#xE7;o social: reflex&#xF5;es preliminares</article-title>
					<source>Revista Kat&#xE1;lysis</source>
					<comment>Florian&#xF3;polis</comment>
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					<issue>esp.</issue>
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				<mixed-citation>MARTINELLI, Maria Lucia. A perspectiva do III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais. In: Conselho Federal de Servi&#xE7;o Social (CFESS); Associa&#xE7;&#xE3;o Brasileira de Ensino e Pesquisa em Servi&#xE7;o Social (ABEPSS); Conselho Regional de Servi&#xE7;o Social S. Paulo (CRESS &#x2013; 9&#xAA; Regi&#xE3;o); Executiva Nacional de Estudantes de Servi&#xE7;o Social (ENESSO) (Orgs.). 
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						<bold>A contrarreforma da educa&#xE7;&#xE3;o superior do governo Lula e a forma&#xE7;&#xE3;o profissional em servi&#xE7;o social</bold>: uma an&#xE1;lise dos impactos do REUNI nos cursos de Servi&#xE7;o Social das universidades federais dos estados do Esp&#xED;rito Santo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro
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				<mixed-citation>SPOTORNO, D&#xE9;bora. 
					<bold>A contrarreforma da educa&#xE7;&#xE3;o superior do governo Lula e a forma&#xE7;&#xE3;o profissional em servi&#xE7;o social</bold>: uma an&#xE1;lise dos impactos do REUNI nos cursos de Servi&#xE7;o Social das universidades federais dos estados do Esp&#xED;rito Santo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. 2001. 284 f. Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Servi&#xE7;o Social). Escola de Servi&#xE7;o Social, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2011.
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