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				<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1677-9509</issn>
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				<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="publisher-id">00007</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2016.1.24096</article-id>
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					<subject>Experimentos, Lutas e Prote&#xE7;&#xE3;o Social</subject>
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				<article-title>Desafios para Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial: a ambi&#xEA;ncia da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos na pol&#xED;tica nacional de assist&#xEA;ncia social
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					<trans-title>Challenges for Special Social Protection: the ambience of rights violation in national social assistance policy</trans-title>
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						<surname>Duarte</surname>
						<given-names>Joana Maria Gouveia Franco</given-names>
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					<institution content-type="normalized">Universidade de Santo Amaro</institution>
					<institution content-type="orgname">Universidade de Santo Amaro</institution>
					<institution content-type="orgdiv1">Faculdades Metropolitanas Unidas</institution>
					<institution content-type="orgdiv2">Centro Universit&#xE1;rio</institution>
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						<named-content content-type="state">SP</named-content>
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					<email>imgfduarte@vahoo.com</email>
					<institution content-type="original">Mestra em Servi&#xE7;o Social pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica de S&#xE3;o Paulo (PUC/SP). Docente em cursos de gradua&#xE7;&#xE3;o e p&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social na Universidade de Santo Amaro (UNISA) e Centro Universit&#xE1;rio das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), S&#xE3;o Paulo &#x2013; SP/Brasil. CV: http://lattes.cnpa.br/5151159706227711. E-mail: imgfduarte@vahoo.com.</institution>
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				<day>27</day>
				<month>04</month>
				<year>2019</year>
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            <pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jan-Jul</season>
				<year>2016</year>
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			<issue>1</issue>
			<fpage>84</fpage>
			<lpage>95</lpage>
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					<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p>
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			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>O presente artigo discute a Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial (PSE) e problematiza alguns dos desafios contempor&#xE2;neos na reconfigura&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social brasileira, visando a um aprofundamento te&#xF3;rico sobre as quest&#xF5;es que envolvem a PSE bem como oferecendo subs&#xED;dios para a reflex&#xE3;o, os debates e a constru&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias de a&#xE7;&#xE3;o aos trabalhadores no Sistema &#xDA;nico de Assist&#xEA;ncia Social (SUAS).</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This article discusses the Special Social Protection (PSE) and problematize challenges in the contemporary reconfiguration of social assistance policy in Brazil, aimed to deepen theory on issues surrounding the PSE and to offer subsidies for reflection, discussion and construction action strategies to employees in the SUAS.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Assist&#xEA;ncia Social</kwd>
				<kwd>Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial</kwd>
				<kwd>Reordenamento da PSE</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Keywords</title>
				<kwd>Social Assistance</kwd>
				<kwd>Special Social Protection</kwd>
				<kwd>PSE Reorganization</kwd>
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	<body>
		<p>Notadamente nos &#xFA;ltimos dez anos, temos vivido um salto hist&#xF3;rico permeado por diversos desafios na Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social. Dentre eles, est&#xE1; o reordenamento estatal dos n&#xED;veis de m&#xE9;dia e alta complexidade, exigidos para operacionaliza&#xE7;&#xE3;o do Sistema &#xDA;nico de Assist&#xEA;ncia Social (SUAS).</p>
		<p>Esses desafios, que emergem do cotidiano na Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial (PSE), s&#xE3;o in&#xFA;meros e devem ser enfrentados em um processo dial&#xE9;tico de matura&#xE7;&#xE3;o da Assist&#xEA;ncia Social enquanto pol&#xED;tica p&#xFA;blica, para afian&#xE7;ar as seguran&#xE7;as sociais aos sujeitos que t&#xEA;m seus direitos violados e amea&#xE7;ados por ocorr&#xEA;ncia do risco, em pleno s&#xE9;culo XXI.</p>
		<p>A constru&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias para encarar os desafios enfrentados nos servi&#xE7;os, dentro da PSE, parece ser uma das quest&#xF5;es mais desafiante do SUAS, demandando compet&#xEA;ncias da administra&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica e dos trabalhadores, para que estejam preparados te&#xF3;rica e tecnicamente para um novo tempo e pelos novos rumos trazidos pela Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social (PNAS) e SUAS, pela Tipifica&#xE7;&#xE3;o Nacional dos Servi&#xE7;os Socioassistenciais (TNSS), assim como as orienta&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas que a sucederam.</p>
		<p>Percebe-se a necessidade de aprofundar a reflex&#xE3;o sobre o lugar da PSE no SUAS e da ambi&#xEA;ncia da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos e riscos na PNAS, as exig&#xEA;ncias de se pensar o &#x201C;novo&#x201D; em rela&#xE7;&#xE3;o aos servi&#xE7;os tipificados, principalmente a partir das quest&#xF5;es suscitadas pela implanta&#xE7;&#xE3;o de um Servi&#xE7;o de Prote&#xE7;&#xE3;o e Atendimento Especializado &#xE0;s Fam&#xED;lias e Indiv&#xED;duos (PAEFI) e sua processualidade.</p>
		<p>&#xC9; importante conhecer, tamb&#xE9;m, as novas exig&#xEA;ncias postas aos trabalhadores da PSE, numa unidade especializada, como o Centro de Refer&#xEA;ncia Especializado de Assist&#xEA;ncia Social (CREAS), e at&#xE9; que ponto o profissional tem dom&#xED;nio de quais aspectos caracterizam a viola&#xE7;&#xE3;o, o conjunto de defesas e as possibilidades para sua aten&#xE7;&#xE3;o.</p>
		<p>Outro aspecto fundamental tem sido a articula&#xE7;&#xE3;o da rede socioassistencial e a intersertorialidade, especialmente no que diz respeito &#xE0; rela&#xE7;&#xE3;o com os CRAS e a interface com o Judici&#xE1;rio.</p>
		<p>Umas das hip&#xF3;teses trabalhadas &#xE9; a que muitas das quest&#xF5;es que dificultam o reordenamento da PSE residem na heran&#xE7;a conservadora da Assist&#xEA;ncia Social.</p>
		<p>Socializar algumas das problematiza&#xE7;&#xF5;es iniciadas na fun&#xE7;&#xE3;o de coordenadora da PSE, em um munic&#xED;pio da Grande S&#xE3;o Paulo, posteriormente organizadas em nossa disserta&#xE7;&#xE3;o de mestrado e atualmente como docente e pesquisadora, &#xE9; o que pretende este artigo, como forma de aprofundar a reflex&#xE3;o, ampliando as possibilidades de debate e interven&#xE7;&#xE3;o, para romper de vez com pr&#xE1;ticas conservadoras, ultrapassando os velhos modelos de Assist&#xEA;ncia Social com a radicalidade necess&#xE1;ria.</p>
		<sec>
			<title>A Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social no Brasil: do contexto da n&#xE3;o pol&#xED;tica aos desafios para processualidade do SUAS</title>
			<p>O avan&#xE7;o da Assist&#xEA;ncia Social enquanto pol&#xED;tica p&#xFA;blica, integrante da Seguridade Social, de responsabilidade do Estado e direito do cidad&#xE3;o, responde a demandas hist&#xF3;ricas de luta de movimentos sociais organizados, setores cr&#xED;ticos das categorias profissionais e dos trabalhadores da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social.</p>
			<p>Historicamente, a Assist&#xEA;ncia Social foi se maturando do contexto da n&#xE3;o pol&#xED;tica, &#xE0;s voltas com o clientelismo, benevol&#xEA;ncia e primeiro-damismo, ao campo p&#xFA;blico da seguridade social e da prote&#xE7;&#xE3;o social p&#xFA;blica, de car&#xE1;ter n&#xE3;o contributivo, atrav&#xE9;s da Constitui&#xE7;&#xE3;o de 1988 e da LOAS (Lei Org&#xE2;nica da Assist&#xEA;ncia Social).</p>
			<p>Em 1995, no dia em que toma posse o presidente, Fernando Henrique Cardoso institui a Comunidade Solid&#xE1;ria (Medida Provis&#xF3;ria n&#xB0; 813, de 1&#xB0; de janeiro de 1995. Art. 12.), que, longe de ser pol&#xED;tica p&#xFA;blica, reitera um processo de refilantropiza&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas sociais, confrontando o preconizado pela LOAS. Tr&#xEA;s anos depois, a primeira Pol&#xED;tica Nacional da Assist&#xEA;ncia Social &#xE9; aprovada e se mostra insuficiente.</p>
			<p>Nos anos 90, se acentua o enxugamento da for&#xE7;a de trabalho, a terceiriza&#xE7;&#xE3;o, a baixa remunera&#xE7;&#xE3;o e as condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho prec&#xE1;rias, assim como o desmonte de um incipiente sistema de prote&#xE7;&#xE3;o social, com a evidente subordina&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas sociais &#xE0; ordem econ&#xF4;mica.</p>
			<p>Com o aumento da pobreza, da desigualdade e a complexifica&#xE7;&#xE3;o das express&#xF5;es da quest&#xE3;o social no Pa&#xED;s, intensifica-se o processo de aviltamento de direitos e priva&#xE7;&#xF5;es para a 
				<italic>classe que vive do trabalho</italic> (
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">ANTUNES, 2005</xref>), passando a gerar novas demandas e requisi&#xE7;&#xF5;es para a Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social.
			</p>
			<p>No campo contradit&#xF3;rio das pol&#xED;ticas sociais, como resposta pol&#xED;tica &#xE0; agenda neoliberal e seus desmontes, frente &#xE0; retra&#xE7;&#xE3;o dos direitos sociais, a nova PNAS entra em cena, fruto de intenso processo de disputas, lutas e debate nacional.</p>
			<p>A PNAS e a implementa&#xE7;&#xE3;o do SUAS situam o papel da Assist&#xEA;ncia Social dentro do sistema de prote&#xE7;&#xE3;o social, delimitando sua mat&#xE9;ria-prima na ambi&#xEA;ncia da vulnerabilidade, dos riscos sociais e das viola&#xE7;&#xF5;es e amea&#xE7;as a direitos, seja pelo ciclo de vida, fragiliza&#xE7;&#xE3;o dos v&#xED;nculos ou pelas circunst&#xE2;ncias da vida.</p>
			<p>Com fundamenta&#xE7;&#xE3;o na defesa dos direitos sociais e humanos, a Assist&#xEA;ncia Social se move no risco, no campo da desprote&#xE7;&#xE3;o social, no que est&#xE1; fora do alcance da &#x201C;rede de seguran&#xE7;a&#x201D;, como contextualiza Raichelis:</p>
			<disp-quote>
				<p>Trata-se de riscos a que est&#xE3;o expostos indiv&#xED;duos, fam&#xED;lias, coletividades quase encontram fora do alcance da &#x201C;rede de seguran&#xE7;a&#x201D; propiciada pela prote&#xE7;&#xE3;o social p&#xFA;blica e que, por isso, se encontram em situa&#xE7;&#xF5;es de vulnerabilidade e risco social gerados por uma cadeia complexa de fatores: a aus&#xEA;ncia ou precariedade da renda, o trabalho informal, prec&#xE1;rio e o desemprego; o fr&#xE1;gil ou inexistente acesso aos servi&#xE7;os sociais p&#xFA;blicos; a perda ou fragiliza&#xE7;&#xE3;o de v&#xED;nculos de pertencimento e de rela&#xE7;&#xF5;es sociais e familiares; as discrimina&#xE7;&#xF5;es e estigmas sociais, o n&#xE3;o direito, que engendram m&#xFA;ltiplas situa&#xE7;&#xF5;es de desprote&#xE7;&#xE3;o social (
					<xref ref-type="bibr" rid="B13">RAICHELIS, 2008</xref>, p. 56).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Para se constituir efetivamente como direito de cidadania e responsabilidade do Estado, no campo da seguridade social, a PNAS e o SUAS trazem profundas altera&#xE7;&#xF5;es em seu bojo, no que diz respeito &#xE0;s matrizes conceituais e &#xE0; l&#xF3;gica de gest&#xE3;o. &#x201C;[&#x2026;] os novos marcos regulat&#xF3;rios da assist&#xEA;ncia social [&#x2026;] introduziram significativas inflex&#xF5;es neste campo, entre elas a exig&#xEA;ncia de novos modos de organiza&#xE7;&#xE3;o e gest&#xE3;o do trabalho [&#x2026;]&#x201D;. (
				<xref ref-type="bibr" rid="B7">COUTO; YAZBEK; SILVA e SILVA; RAICHELIS, 2010</xref>, p. 57).
			</p>
			<p>Os desafios dizem respeito a novos conceitos, novas formas de organiza&#xE7;&#xE3;o e de arquitetura da pol&#xED;tica, que subverteram a l&#xF3;gica da filantropia e da caridade, demandando um processo de ressignifica&#xE7;&#xE3;o da Assist&#xEA;ncia Social e das compet&#xEA;ncias perante as novas exig&#xEA;ncias profissionais aos trabalhadores nesse campo.</p>
			<p>Com a hierarquiza&#xE7;&#xE3;o do SUAS, para operacionalizar a gest&#xE3;o da pol&#xED;tica, consolidou-se como prote&#xE7;&#xE3;o social em dois n&#xED;veis de aten&#xE7;&#xE3;o: Prote&#xE7;&#xE3;o Social B&#xE1;sica (PSB) e Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial (PSE). Tais fun&#xE7;&#xF5;es guardam estreita conex&#xE3;o e complementaridade entre si, embora cada uma delas se organize a partir de um conjunto de a&#xE7;&#xF5;es e servi&#xE7;os. Neste artigo, centrarem-se esfor&#xE7;os nos desafios enfrentados pela PSE.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A ambi&#xEA;ncia da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos na PNAS</title>
			<p>A PSE volta-se a fam&#xED;lias e indiv&#xED;duos em situa&#xE7;&#xE3;o de risco pessoal ou social, cujos direitos tenham sido violados ou amea&#xE7;ados, enfrentando situa&#xE7;&#xF5;es de viol&#xEA;ncia f&#xED;sica ou psicol&#xF3;gica, abuso ou explora&#xE7;&#xE3;o sexual; neglig&#xEA;ncia, tr&#xE1;fico de pessoas, abandono, situa&#xE7;&#xE3;o de rua, trabalho infantil, rompimento ou fragiliza&#xE7;&#xE3;o de v&#xED;nculos ou afastamento do conv&#xED;vio familiar, entre outras.</p>
			<p>Para a aten&#xE7;&#xE3;o a essas situa&#xE7;&#xF5;es, os servi&#xE7;os de PSE s&#xE3;o diferenciados entre m&#xE9;dia e alta complexidade, sendo que ambos com vistas &#xE0; viola&#xE7;&#xE3;o de direitos.</p>
			<p>A PSE constitui-se de servi&#xE7;os, programas e projetos especializados, nesses n&#xED;veis de complexidade, que demandam estrutura t&#xE9;cnico-operativa e compet&#xEA;ncias compat&#xED;veis com a complexidade da demanda, tanto por parte dos t&#xE9;cnicos quanto dos gestores, para aten&#xE7;&#xE3;o no &#xE2;mbito do risco e da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos.</p>
			<p>Os servi&#xE7;os da PSE de m&#xE9;dia e de alta complexidade requisitam especializa&#xE7;&#xF5;es, estudos qualificados e acompanhamentos continuados, articula&#xE7;&#xE3;o da rede, principalmente com o Sistema de Garantia de Direitos (SGD) e, para tal, conhecimento das leis e normativas que fundamentam n&#xE3;o s&#xF3; a pol&#xED;tica, mas o conjunto de defesas constru&#xED;dos historicamente, diante da complexidade em que as situa&#xE7;&#xF5;es se apresentam.</p>
			<p>Dentro dessa ambi&#xEA;ncia de risco e viola&#xE7;&#xF5;es de direitos da PSE, destacam-se algumas quest&#xF5;es que chamam &#xE0; reflex&#xE3;o.</p>
			<p>Percebe-se que, a partir deste redesenho em n&#xED;veis de aten&#xE7;&#xE3;o, PSB e PSE, esta &#xFA;ltima recebeu menos aprofundamento e sistematiza&#xE7;&#xE3;o. &#x201C;Este 
				<bold>n&#xED;vel de complexidade 
					<italic>carece de aten&#xE7;&#xE3;o e matura&#xE7;&#xE3;o&#x201D;,</italic>
				</bold> como afirma 
				<xref ref-type="bibr" rid="B7">Couto et al (2010</xref>, p.252).
			</p>
			<p>Poucos s&#xE3;o os estudos que apreendem a Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial como um n&#xED;vel de seguran&#xE7;a que abrange a m&#xE9;dia e a alta complexidade. Os estudos para aportar a Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial ainda se apresentam, em sua vasta maioria, de forma segmentada em tem&#xE1;ticas como viol&#xEA;ncia, popula&#xE7;&#xE3;o de rua, adolescente em cumprimento de medidas, acolhimento institucional, entre outras.</p>
			<p>Essa segmenta&#xE7;&#xE3;o se apresenta como um reflexo do que se delineou na hist&#xF3;ria da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social, j&#xE1; que a l&#xF3;gica das demandas hoje atendidas na PSE era pautada por uma estrutura de programas por segmentos, como, por exemplo, o Programa de Combate ao Abuso e Explora&#xE7;&#xE3;o Sexual (Sentinela), Programa de Erradica&#xE7;&#xE3;o do Trabalho Infantil (PETI) e por entidades privadas.</p>
			<p>Nesse sentido, os estudos n&#xE3;o demonstram acompanhar o mesmo amadurecimento da pol&#xED;tica, como n&#xED;vel de prote&#xE7;&#xE3;o social, que aglutina especificidades na ambi&#xEA;ncia da aten&#xE7;&#xE3;o ao risco e da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos, voltadas &#xE0; apreens&#xE3;o da fun&#xE7;&#xE3;o protetiva da PSE e seu papel restaurador, em face da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos e do risco, e suas atribui&#xE7;&#xF5;es de restaura&#xE7;&#xE3;o de v&#xED;nculos, preven&#xE7;&#xE3;o dos agravos, defesa de direitos, fortalecimento das potencialidades e aquisi&#xE7;&#xF5;es e prote&#xE7;&#xE3;o a fam&#xED;lias e indiv&#xED;duos.</p>
			<p>Estabelecer essas media&#xE7;&#xF5;es e avan&#xE7;ar com problematiza&#xE7;&#xF5;es consistentes sobre quest&#xF5;es como: as novas requisi&#xE7;&#xF5;es da m&#xE9;dia e alta complexidade e, com isso, as novas exig&#xEA;ncias profissionais, as dificuldades concretas que se apresentam para os trabalhadores e gestores a partir do reordenamento institucional e dos novos servi&#xE7;os socioassistenciais da PSE s&#xE3;o fundamentais e pode advir da&#xED; parte da dificuldade da processualidade do PAEFI, principalmente do que diz respeito &#xE0; supera&#xE7;&#xE3;o de pr&#xE1;ticas fragmentadas em segmentos.</p>
			<p>Outro tema que vem chamando a aten&#xE7;&#xE3;o &#xE9; o 
				<bold>ocultamento do usu&#xE1;rio</bold> da prote&#xE7;&#xE3;o especial.
			</p>
			<p>Embora seja na PSE que, de forma mais contundente, a Assist&#xEA;ncia Social tem mostrado capacidade reveladora de colocar luz em &#xE2;ngulos como o da viol&#xEA;ncia intrafamiliar; do abuso sexual a crian&#xE7;as e adolescentes; dos idosos negligenciados por suas fam&#xED;lias; de crian&#xE7;as trabalhando arduamente para prover sustentos; de meninos que cometem pequenos furtos; de gente vivendo na rua, de racismo, discrimina&#xE7;&#xF5;es e intoler&#xE2;ncias, mas n&#xE3;o tem revelado quem s&#xE3;o esses sujeitos de direitos.</p>
			<p>O usu&#xE1;rio da especial nos parece o maior ausente do processo de constru&#xE7;&#xE3;o da pol&#xED;tica, o que certamente despolitiza a discuss&#xE3;o da pol&#xED;tica e de seus paradigmas.</p>
			<p>N&#xE3;o &#xE9; de hoje a escassa presen&#xE7;a dos usu&#xE1;rios na Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social e a equivocada compreens&#xE3;o do que lhes &#xE9; de direito, este parece ser um grande desafio a ser enfrentado na consolida&#xE7;&#xE3;o do SUAS.</p>
			<p>Outra quest&#xE3;o que se trabalha como hip&#xF3;tese &#xE9; o constrangimento que permeia a viola&#xE7;&#xE3;o de direito por parte do usu&#xE1;rio. Muitas vezes, esse usu&#xE1;rio n&#xE3;o quer se expor, por receio da sua condi&#xE7;&#xE3;o individual. Cabe, ent&#xE3;o, um trabalho social consistente, refor&#xE7;ando o papel do usu&#xE1;rio como sujeito coletivo (
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">MARTINELLI, 2011</xref>), incentivando a participa&#xE7;&#xE3;o social.
			</p>
			<p>Outro aspecto importante &#xE9; romper com a pr&#xE1;tica de se &#x201C;falar pelo usu&#xE1;rio&#x201D;, t&#xE3;o comumente encontrada em alguns conselhos de direitos, refor&#xE7;ando o papel de subalternidade dos usu&#xE1;rios.</p>
			<p>Ainda, &#xE9; preciso atentar-se &#xE0;s novas formas de coronelismo, clientelismo e patrimonialismo que est&#xE3;o postas nos dias atuais, expressando os tra&#xE7;os hierarquizantes e autorit&#xE1;rios da pr&#xF3;pria forma&#xE7;&#xE3;o social brasileira.</p>
			<p>Essas quest&#xF5;es remetem a uma quest&#xE3;o importante sobre qual o trabalho desenvolvido pelos profissionais na PSE em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; participa&#xE7;&#xE3;o e ao protagonismo dos usu&#xE1;rios e, ainda questionamos se esta dimens&#xE3;o foi incorporada no cotidiano profissional, uma vez que o controle social constitui n&#xE3;o s&#xF3; uma prerrogativa do SUAS, mas um importante instrumento para o conhecimento e a defesa coletiva de direitos e, por conseguinte, para o exerc&#xED;cio do protagonismo dos usu&#xE1;rios</p>
			<p>Outros desafios identificados dizem respeito &#xE0; 
				<bold>articula&#xE7;&#xE3;o da rede socioassistencial e intersetorialidade para constru&#xE7;&#xE3;o das redes de prote&#xE7;&#xE3;o</bold>.
			</p>
			<p>As pr&#xE1;ticas fragmentadas, desarticuladas e descont&#xED;nuas s&#xE3;o antag&#xF4;nicas &#xE0; possibilidade de supera&#xE7;&#xE3;o da viola&#xE7;&#xE3;o e seus agravos e de prote&#xE7;&#xE3;o integral.</p>
			<p>Diante da complexidade das situa&#xE7;&#xF5;es postas &#xE0; PSE, pr&#xE1;ticas que obstaculizam a integralidade podem impedir que sejam afian&#xE7;adas as seguran&#xE7;as sociais necess&#xE1;rias, nos casos de viola&#xE7;&#xE3;o de direitos por ocorr&#xEA;ncia do risco.</p>
			<p>Nesse &#xE2;mbito, destaca-se o distanciamento que vem ocorrendo entre a PSB e a PSE, muitas vezes consolidadas como pr&#xE1;ticas estanques e dissociadas de trabalho.</p>
			<disp-quote>
				<p>A instala&#xE7;&#xE3;o dos CRAS e CREAS &#xE9; estrat&#xE9;gica para organizar e qualificar a rede socioassistencial e potencializar os seus resultados. Nesse processo, a constru&#xE7;&#xE3;o de fluxos e conex&#xF5;es &#xE9; apontada como requisito e como tarefa a ser desenvolvida com prioridade, de forma a construir compet&#xEA;ncia e mobilidade dos usu&#xE1;rios no sistema, sem promover encaminhamentos e esfor&#xE7;os desnecess&#xE1;rios de baixa resolutividade e com grande desgaste para os mesmos (
					<xref ref-type="bibr" rid="B7">COUTO et al, 2010</xref>, p.187).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>A pol&#xED;tica aponta para a integralidade entre as prote&#xE7;&#xF5;es, assim como as orienta&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas que a sucederam. A TNSS inclusive padroniza essa necessidade de articula&#xE7;&#xE3;o:</p>
			<p>Sinaliza a completude da aten&#xE7;&#xE3;o hierarquizada em servi&#xE7;os de vigil&#xE2;ncia social, defesa de direitos e prote&#xE7;&#xE3;o b&#xE1;sica e especial da assist&#xEA;ncia e dos servi&#xE7;os de outras pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e de organiza&#xE7;&#xF5;es privadas. Indica a conex&#xE3;o de cada servi&#xE7;o com outros servi&#xE7;os, programa, projetos e organiza&#xE7;&#xF5;es do Poder Executivo e Judici&#xE1;rio e organiza&#xE7;&#xF5;es n&#xE3;o governamentais (
				<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 2009</xref>).
			</p>
			<p>Muitas vezes, o que vem se estabelecendo s&#xE3;o estruturas setorizadas, de car&#xE1;ter isolado, em que a t&#xF4;nica da discuss&#xE3;o de rede &#xE9; apenas em qual servi&#xE7;o a fam&#xED;lia deve ser referenciada, se CRAS ou CREAS, como se n&#xE3;o houvesse a premissa na assist&#xEA;ncia de um trabalho articulado com vistas &#xE0; prote&#xE7;&#xE3;o integral.</p>
			<p>Por outro lado, trabalha-se com a hip&#xF3;tese de que um dos motivos que restringe a discuss&#xE3;o ao 
				<italic>l&#xF3;cus</italic> de atendimento s&#xE3;o as pr&#xF3;prias estruturas deficit&#xE1;rias dos servi&#xE7;os, em seus quadros m&#xED;nimos, e falta de capacita&#xE7;&#xE3;o dos gestores e das equipes, onde a aten&#xE7;&#xE3;o ao usu&#xE1;rio fica em segundo plano.
			</p>
			<p>Como sistema &#xFA;nico, aponta-se a necessidade de aprofundar o di&#xE1;logo entre os n&#xED;veis de complexidade para estabelecimento de articula&#xE7;&#xE3;o, fluxo, contrafluxo e reciprocidade entre b&#xE1;sica e especial.</p>
			<p>Outra possibilidade &#xE9; refor&#xE7;ar a articula&#xE7;&#xE3;o em rede pelos Planos Individuais de Atendimento (PIAS) e Planos de Atendimento Familiar (PAFs), importantes ferramentas que v&#xEA;m sendo utilizadas hoje para a constru&#xE7;&#xE3;o da proposta de atendimento com o usu&#xE1;rio, e que tamb&#xE9;m podem ser utilizadas para direcionar e pactuar objetivos comuns entre os servi&#xE7;os da rede socioassistencial.</p>
			<p>Uma quest&#xE3;o &#xE9; que se as fam&#xED;lias que s&#xE3;o atendidas pelo CREAS e est&#xE3;o em busca de um atendimento especializado, n&#xE3;o deveriam estar todas referenciadas no CRAS para compor um atendimento integral?</p>
			<p>Entende-se que a complexidade do fen&#xF4;meno da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos, por si s&#xF3;, j&#xE1; evidencia a import&#xE2;ncia do desenvolvimento de a&#xE7;&#xF5;es conjuntas, fundadas na intersetorialidade, pela articula&#xE7;&#xE3;o de saberes t&#xE9;cnicos, da integra&#xE7;&#xE3;o de agendas coletivas e de compartilhar objetivos comuns, enfrentando os desafios para superar a fragmenta&#xE7;&#xE3;o e a articula&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e de defini&#xE7;&#xE3;o de fluxos e pap&#xE9;is.</p>
			<p>Outro aspecto &#xE9; a import&#xE2;ncia de &#x201C;assumir coletivamente os riscos&#x201D; para consolidar a Assist&#xEA;ncia Social como pol&#xED;tica p&#xFA;blica, n&#xE3;o s&#xF3; da porta para fora mas entre os seus n&#xED;veis hier&#xE1;rquicos de prote&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Trabalhar na PSE pressup&#xF5;e a dimens&#xE3;o da intersetorialidade, a partir da articula&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas setoriais. Contudo, &#xE9; necess&#xE1;rio ter clareza do trabalho essencial para n&#xE3;o se transformar em &#x201C;balc&#xE3;o de encaminhamentos&#x201D;.</p>
			<p>Sposati chama a aten&#xE7;&#xE3;o para a intersetorialidade:</p>
			<disp-quote>
				<p>A intersetorialidade &#xE9; t&#xE3;o substantiva para a assist&#xEA;ncia social como o &#xE9; para as demais pol&#xED;ticas, ao se considerar que nenhuma delas guarda resolutividade plena em si mesma. Deve ser constru&#xED;da uma rela&#xE7;&#xE3;o de complementaridade entre as pol&#xED;ticas. O modelo de intersetorialidade de resposta &#xE9; indicado como de melhor efetividade para qualquer pol&#xED;tica social. A caracteriza&#xE7;&#xE3;o de setorialidade da assist&#xEA;ncia social n&#xE3;o &#xE9; nem a nega&#xE7;&#xE3;o da intersetorialidade nem a onipot&#xEA;ncia da assist&#xEA;ncia social. Ali&#xE1;s, a vers&#xE3;o da onipot&#xEA;ncia tende a ser segregadora. Existem aquelas que consideram que cabe &#xE0; assist&#xEA;ncia social resolver toda e qualquer necessidade dos pobres ou dos mais pobres. A intersetorialidade &#xE9;, para al&#xE9;m de um princ&#xED;pio, um modelo de gest&#xE3;o que sup&#xF5;e o entendimento do princ&#xED;pio da converg&#xEA;ncia da a&#xE7;&#xE3;o (
					<xref ref-type="bibr" rid="B14">SPOSATI, 2009</xref>, p.37).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>No caso de situa&#xE7;&#xF5;es t&#xE3;o complexas, como postas no cotidiano da PSE, agregar pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas em torno de um objetivo comum deve prevalecer na aten&#xE7;&#xE3;o ao risco e &#xE0; viola&#xE7;&#xE3;o de direitos pela pr&#xF3;pria incompletude institucional, pois, como refere Sposati acima, a &#x201C;onipot&#xEA;ncia tende a ser segregadora&#x201D;.</p>
			<p>Constitui uma das articula&#xE7;&#xF5;es mais importantes na ambi&#xEA;ncia do risco e da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos a articula&#xE7;&#xE3;o com o Sistema de Garantia de Direitos (SGD). &#xC9; na Prote&#xE7;&#xE3;o Especial que se d&#xE1; a constru&#xE7;&#xE3;o do campo jur&#xED;dico social na Assist&#xEA;ncia Social, uma vez que os servi&#xE7;os da PSE devem funcionar em estreita articula&#xE7;&#xE3;o com o Poder Judici&#xE1;rio, Minist&#xE9;rio P&#xFA;blico, Defensoria P&#xFA;blica, Conselhos Tutelares e outras Organiza&#xE7;&#xF5;es de Defesa de Direitos, com os demais servi&#xE7;os socioassistenciais e demais pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, no intuito de estruturar uma rede efetiva de prote&#xE7;&#xE3;o social.</p>
			<p>Aqui se apresenta um papel de extrema import&#xE2;ncia da PSE na Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social, que &#xE9; convocada a se pronunciar sobre as situa&#xE7;&#xF5;es que t&#xEA;m interface com o SGD, constituindo-se em media&#xE7;&#xE3;o privilegiada na garantia de direitos sociais.</p>
			<p>Muitas vezes, cabe aos servi&#xE7;os da PSE o encaminhamento ao SGD de relat&#xF3;rios sobre o atendimento e o acompanhamento &#xE0;s fam&#xED;lias e aos indiv&#xED;duos. Baseados nessas comunica&#xE7;&#xF5;es e estudos, decis&#xF5;es judiciais s&#xE3;o tomadas acerca da garantia de direitos, ou n&#xE3;o, demonstrando a amplitude do papel dos CREAS na rede socioassistencial.</p>
			<p>Nesse sentido, &#xE9; importante observar a sua fun&#xE7;&#xE3;o protetiva, que n&#xE3;o pode ser confundida com a de &#xF3;rg&#xE3;os de investiga&#xE7;&#xE3;o e responsabiliza&#xE7;&#xE3;o, a exemplo de delegacias e &#xF3;rg&#xE3;os do Poder Judici&#xE1;rio. Chama-se a aten&#xE7;&#xE3;o para a import&#xE2;ncia do CREAS no SGD como servi&#xE7;o decisivo na garantia dos direitos das fam&#xED;lias que atende.</p>
			<p>Enfatiza-se, ainda, a fun&#xE7;&#xE3;o social da Justi&#xE7;a que, em algumas de suas delibera&#xE7;&#xF5;es neste campo, vai na contram&#xE3;o de direitos sociais e dos marcos regulat&#xF3;rios da Assist&#xEA;ncia Social, sendo forte a presen&#xE7;a do conservadorismo. Destaca-se, por exemplo, o Poder Judici&#xE1;rio.</p>
			<p>Diante de tal responsabilidade, percebe-se que o profissional deve estar qualificado, do ponto de vista t&#xE9;cnico-operativo, &#xE9;tico-pol&#xED;tico, te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gico, e n&#xE3;o se acovarde diante da press&#xE3;o das togas para criar estrat&#xE9;gias, a fim de garantir seus posicionamentos como possibilidade concreta de viabilizar direitos.</p>
			<p>Em algumas circunst&#xE2;ncias, percebe-se que h&#xE1; uma revitimiza&#xE7;&#xE3;o das fam&#xED;lias e indiv&#xED;duos. Um exemplo &#xE9; na alta complexidade, explicitados nos processos de audi&#xEA;ncia concentrada, que, em vez de garantir a capacidade protetiva do Estado, manifestam uma vis&#xE3;o tradicional de fam&#xED;lia, reproduzindo o discurso das fam&#xED;lias desestruturadas, tratando as quest&#xF5;es como morais e lan&#xE7;ando m&#xE3;o de decis&#xF5;es punitivas.</p>
			<p>Embrenhar-se nessas quest&#xF5;es parece-nos relevante para afastar as armadilhas de uma perspectiva moralizante, psicologizante, culpabilizando o indiv&#xED;duo e responsabilizando as fam&#xED;lias, resignadas ao tradicionalismo covarde de pr&#xE1;ticas conservadoras.</p>
			<p>Outro desafio posto que tem convocado &#xE0; reflex&#xE3;o s&#xE3;o as quest&#xF5;es que emergem da 
				<bold>processualidade do PAEFI</bold> como servi&#xE7;o socioassistencial, em sua padroniza&#xE7;&#xE3;o e na conforma&#xE7;&#xE3;o dos segmentos.
			</p>
			<p>Todo CREAS deve, obrigatoriamente, ofertar o PAEFI como servi&#xE7;o do CREAS que prov&#xEA; a aten&#xE7;&#xE3;o especializada em situa&#xE7;&#xF5;es de: viol&#xEA;ncia f&#xED;sica, psicol&#xF3;gica e neglig&#xEA;ncia; viol&#xEA;ncia sexual: abuso e/ou explora&#xE7;&#xE3;o sexual; afastamento do conv&#xED;vio familiar, devido &#xE0; aplica&#xE7;&#xE3;o de medida socioeducativa ou medida de prote&#xE7;&#xE3;o; tr&#xE1;fico de pessoas; situa&#xE7;&#xE3;o de rua e mendic&#xE2;ncia; abandono; viv&#xEA;ncia de trabalho infantil; discrimina&#xE7;&#xE3;o em decorr&#xEA;ncia da orienta&#xE7;&#xE3;o sexual e/ou ra&#xE7;a/etnia; outras formas de viola&#xE7;&#xE3;o de direitos decorrentes de discrimina&#xE7;&#xF5;es/submiss&#xF5;es a situa&#xE7;&#xF5;es que provocam danos e agravos a sua condi&#xE7;&#xE3;o de vida e os impede de usufruir autonomia e bem-estar; descumprimento de condicionalidades do PBF e do PETI em decorr&#xEA;ncia de viola&#xE7;&#xE3;o de direitos.</p>
			<p>Antes de a&#xE7;&#xF5;es dispersas serem organizadas sob a configura&#xE7;&#xE3;o do PAEFI, a l&#xF3;gica do atendimento era pautada em programas espec&#xED;ficos, por segmentos, como, por exemplo, o Sentinela e o PETI e realizadas por entidades privadas.</p>
			<p>O servi&#xE7;o passa a ser padronizado para todos os indiv&#xED;duos e fam&#xED;lias que vivenciam a ocorr&#xEA;ncia da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos, desvinculando da caracteriza&#xE7;&#xE3;o de programa por segmento, almejando superar o trabalho setorizado e fragmentado. Com isso, est&#xE3;o colocados alguns desafios. Um deles diz respeito aos servi&#xE7;os que anteriormente atendiam &#xE0; viola&#xE7;&#xE3;o de direitos de segmentos, como os Centros de Refer&#xEA;ncia (de Idosos, Mulheres, LGBT, entre outros).</p>
			<p>Uma das quest&#xF5;es &#xE9; como n&#xE3;o desconsiderar as boas experi&#xEA;ncias no processo de adequa&#xE7;&#xE3;o, respeitando os processos hist&#xF3;ricos e as conquistas de movimentos sociais organizados, na conjuntura em que os servi&#xE7;os foram implantados anteriormente &#xE0;s normatiza&#xE7;&#xF5;es da Assist&#xEA;ncia Social.</p>
			<p>&#xC9; salutar que se explicitem os conflitos entre os conte&#xFA;dos propostos pela pol&#xED;tica e o que foi constitu&#xED;do pelo segmento, debatendo as diverg&#xEA;ncias de forma propositiva para a operacionaliza&#xE7;&#xE3;o dos servi&#xE7;os.</p>
			<p>Contudo, para n&#xF3;s, a quest&#xE3;o central da processualidade &#xE9; como garantir a aten&#xE7;&#xE3;o qualificada &#xE0;s demandas espec&#xED;ficas, hoje reordenadas no PAEFI (como viola&#xE7;&#xE3;o de direitos da mulher, do idoso, LGBT), reconhecendo suas necessidades, fruto das diferen&#xE7;as, integrando-as &#xE0;s diretrizes do PAEFI?</p>
			<p>Alguns munic&#xED;pios encontraram a solu&#xE7;&#xE3;o adequando-se a CREAS tem&#xE1;ticos, outros mantiveram seus Centros de Refer&#xEA;ncia e, ainda, h&#xE1; munic&#xED;pios que incorporam servi&#xE7;os que atendiam demandas espec&#xED;ficas ao CREAS e outros que criam refer&#xEA;ncias por segmentos dentro do PAEFI. O fato &#xE9; que essa discuss&#xE3;o ainda carece de aten&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Sobre essa quest&#xE3;o, &#xE9; poss&#xED;vel refletir sobre m&#xFA;ltiplas determina&#xE7;&#xF5;es: &#xE9; interessante pensar se a ruptura com o modelo anterior ao SUAS foi radical: em que medida o reordenamento do PAEFI homogene&#xED;za, se torna funcional e se moderniza e d&#xE1; a forma ilus&#xF3;ria de que se est&#xE1; criando o novo?</p>
			<p>Iamamoto, nesse sentido, sinaliza:</p>
			<disp-quote>
				<p>Verifica-se a tend&#xEA;ncia de fragmentar os usu&#xE1;rios dessas pol&#xED;ticas segundo caracter&#xED;sticas de gera&#xE7;&#xE3;o &#x2013; jovens, idosos, crian&#xE7;as e adolescentes &#x2013;, de g&#xEA;nero e &#xE9;tnico-culturais &#x2013; mulheres, negros e &#xED;ndios &#x2013;, abordados de forma transclassista e em sua distribui&#xE7;&#xE3;o territorial, o que ocorre em detrimento de sua condi&#xE7;&#xE3;o comum de classe. Essas dimens&#xF5;es multiculturais e multi&#xE9;tnicas fundam efetivamente as assimetrias nas rela&#xE7;&#xF5;es sociais, que potencializam as desigualdades de classes, necessitando ser consideradas como componente da pol&#xED;tica de transforma&#xE7;&#xE3;o das classes trabalhadoras em sujeitos coletivos. Mas a fragmenta&#xE7;&#xE3;o do sujeito, descoladas de sua base comum, pode ser incorporada no &#xE2;mbito do Servi&#xE7;o Social de forma acr&#xED;tica, em decorr&#xEA;ncia direta das classifica&#xE7;&#xF5;es efetuadas pelas pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas. &#xC9; nesse contexto que a fam&#xED;lia passa a ocupar o lugar central na pol&#xED;tica social governamental, tida como c&#xE9;lula b&#xE1;sica da sociedade, mediando a velha rela&#xE7;&#xE3;o entre &#x201C;homem e meio&#x201D;, t&#xED;pica das formula&#xE7;&#xF5;es profissionais ultraconservadoras (
					<xref ref-type="bibr" rid="B9">IAMAMOTO, 2009</xref>, p. 22-23).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Sobre estas supostas segmenta&#xE7;&#xE3;o e homogeneiza&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; importante destacar que qualquer nova diretriz exige de n&#xF3;s uma reflex&#xE3;o e, assim, decodificar qual forma reitera uma abordagem segmentada e o que demanda de fato uma segmenta&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Em outras palavras, fugimos de um modelo homogeneizador, funcionalista, que encaixa e ajusta, nesse processo de reorganiza&#xE7;&#xE3;o, se privilegiarmos uma vis&#xE3;o dial&#xE9;tica calcada na realidade enfrentando as contradi&#xE7;&#xF5;es.</p>
			<p>N&#xE3;o &#xE9; propriamente no l&#xF3;cus que se vai garantir, ou n&#xE3;o, os objetivos da pol&#xED;tica e sim a dire&#xE7;&#xE3;o social que se imprime ao reordenamento das a&#xE7;&#xF5;es preexistentes e os processos de trabalho cotidiano do servi&#xE7;o.</p>
			<p>No bojo dos desafios, percebemos que h&#xE1; uma dificuldade 
				<bold>em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; caracteriza&#xE7;&#xE3;o da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos que compete ao CREAS/PAEFI.</bold>
			</p>
			<p>Essa dificuldade pode advir tanto da inexperi&#xEA;ncia, j&#xE1; que &#xE9; poss&#xED;vel perceber a predomin&#xE2;ncia de jovens profissionais no SUAS, do desconhecimento da demanda e da oferta da assist&#xEA;ncia, da falta de qualifica&#xE7;&#xE3;o como da dificuldade da incorpora&#xE7;&#xE3;o dos novos preceitos da Assist&#xEA;ncia Social.</p>
			<p>Interessante ressaltar que a inespecificidade dessa &#xE1;rea sempre gerou retardamento na sua efetiva&#xE7;&#xE3;o como pol&#xED;tica p&#xFA;blica. Atualmente, com os servi&#xE7;os tipificados, ainda se aponta grande dificuldade na caracteriza&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Por outro lado, apontam-se elementos para a vigil&#xE2;ncia socioassistencial, quanto &#xE0; dimens&#xE3;o coletiva da viola&#xE7;&#xE3;o por ocorr&#xEA;ncia do risco que deve ser melhor explicitado para e pelo PAEFI.</p>
			<p>Outro aspecto a ser considerado refere-se &#xE0; ambi&#xEA;ncia da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos e risco que n&#xE3;o &#xE9; exclusivo da pol&#xED;tica de assist&#xEA;ncia, podendo produzir generalismo e confus&#xF5;es.</p>
			<p>&#xC9; necess&#xE1;rio assinalar a compreens&#xE3;o do escopo de atua&#xE7;&#xE3;o do PAEFI como decisiva para o desempenho da pol&#xED;tica.</p>
			<p>O reconhecimento do papel e da delimita&#xE7;&#xE3;o das compet&#xEA;ncias do CREAS pode ser fortalecido com o mapeamento da rede e a constru&#xE7;&#xE3;o de fluxos e protocolos intersetoriais de atendimento, com defini&#xE7;&#xE3;o de pap&#xE9;is e responsabilidades. Essa constru&#xE7;&#xE3;o pode, inclusive, contribuir para identificar lacunas e, at&#xE9; mesmo, conflitos de pap&#xE9;is e compet&#xEA;ncias na rede. Por fim, o desafio de enfrentar 
				<bold>o lastro contido na PSE como tribut&#xE1;ria de um passado hist&#xF3;rico conservador.</bold>
			</p>
			<p>O escopo da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos que hoje foi ordenado na PSE, principalmente atrav&#xE9;s da tipifica&#xE7;&#xE3;o, n&#xE3;o nasce com o PNAS, nem com a LOAS, nem com a Constitui&#xE7;&#xE3;o de 1988, mas &#xE9; anterior a esses marcos regulat&#xF3;rios da pol&#xED;tica.</p>
			<p>&#xC9; preciso lembrar que as a&#xE7;&#xF5;es dispersas, organizadas na PSE, eram quase em sua totalidade desenvolvidas por entidades privadas sem fins lucrativos, e as for&#xE7;as conservadoras sempre estiveram presentes na Assist&#xEA;ncia Social.</p>
			<p>Em um passado n&#xE3;o muito distante, as pr&#xE1;ticas eram assistencialistas, tratando o que era direito, muitas vezes, pelas primeiras-damas, como filantropia, clientelismo e favor. Na aten&#xE7;&#xE3;o que era prestada pelos orfanatos, internatos, educand&#xE1;rios, asilos, &#xE9; poss&#xED;vel identificar todo o conservadorismo. &#x201C;Deste quadro de organiza&#xE7;&#xF5;es sociais repousam sobre as bases da Igreja (principalmente cat&#xF3;lica) e depois pelo Estado, passou por fases de alian&#xE7;as que lhes deixaram marcas dif&#xED;ceis de superar&#x201D;. (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">MESTRINER, 2011</xref>, p.39).
			</p>
			<p>A exemplo da orfandade, que sempre foi justificativa de Assist&#xEA;ncia Social, a prote&#xE7;&#xE3;o especial &#xE9; que vai absorver demandas antigas da Assist&#xEA;ncia Social e continuar provendo a aten&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s figuras historicamente estereotipadas dos mendigos, pivetes, menores abandonados, trombadinhas, &#xF3;rf&#xE3;os, bastardos e mulheres de malandro.</p>
			<p>Essa vis&#xE3;o equivocada, perpetuada pelo conservadorismo, continua at&#xE9; os dias de hoje, escamoteando e negando, aos demandat&#xE1;rios da fun&#xE7;&#xE3;o protetiva da Assist&#xEA;ncia Social, a condi&#xE7;&#xE3;o de sujeitos de direitos.</p>
			<p>Ent&#xE3;o, est&#xE1; se tratando de &#x201C;um processo de mudan&#xE7;as permeado de lutas e resist&#xEA;ncias entre o novo e velho, entre perman&#xEA;ncias e ruptura, que precisam ser apreendidas na din&#xE2;mica das for&#xE7;as sociais e pol&#xED;ticas que atuam historicamente no chamado campo assistencial. (
				<xref ref-type="bibr" rid="B7">COUTO et al, 2010</xref>, p.140).
			</p>
			<p>&#xC9; na PSE que se apresentam quest&#xF5;es como escolhas, prazer, medo, riscos, din&#xE2;micas familiares complexas e contradit&#xF3;rias, permeadas por muita subjetividade, o que a faz a mais complexa e desafiadora, e nos parece um terreno fecundo para a psicologiza&#xE7;&#xE3;o das sequelas da quest&#xE3;o social e despolitiza&#xE7;&#xE3;o nos discursos e no trabalho profissional.</p>
			<p>Nesse sentido, nos deparamos, no cotidiano, com as armadilhas da perspectiva conservadora, que sobrecarrega e culpabiliza as fam&#xED;lias e indiv&#xED;duos, numa a&#xE7;&#xE3;o moralizadora e disciplinadora.</p>
			<p>Nessa dire&#xE7;&#xE3;o de an&#xE1;lise, n&#xE3;o se pode perder de vista a import&#xE2;ncia da vincula&#xE7;&#xE3;o das quest&#xF5;es de classe e de vis&#xE3;o cr&#xED;tica de fam&#xED;lia. 
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">Netto (1996)</xref> j&#xE1; alertava, na d&#xE9;cada de 1990, sobre &#x201C;uma rea&#xE7;&#xE3;o neoconservadora aberta e/ou disfar&#xE7;ada em apar&#xEA;ncias que a dissimulam, apoiada no lastro da sua produ&#xE7;&#xE3;o p&#xF3;s-moderna e sua nega&#xE7;&#xE3;o da sociedade de classes&#x201D;.
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considera&#xE7;&#xF5;es finais</title>
			<p>Os dilemas e desafios na PSE trazem consigo a exig&#xEA;ncia de pensar o novo. Estudos e reflex&#xF5;es sobre a PSE precisam acompanhar o processo de amadurecimento da pol&#xED;tica, elucidando os desafios postos no cotidiano de trabalho dos profissionais.</p>
			<disp-quote>
				<p>O pr&#xF3;prio cotidiano de trabalho nos mostra quantas viola&#xE7;&#xF5;es e viol&#xEA;ncias ocorrem na vida dos sujeitos que s&#xE3;o demandantes e/ou usu&#xE1;rios da Assist&#xEA;ncia pela media&#xE7;&#xE3;o das interven&#xE7;&#xF5;es socioinstitucionais. A rigor, nenhum de n&#xF3;s est&#xE1; imune a tais viola&#xE7;&#xF5;es na sociedade do capital, sejamos profissionais ou usu&#xE1;rios das pol&#xED;ticas (
					<xref ref-type="bibr" rid="B10">MARTINELLI, 2011</xref>, p. 8).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Dentre as quest&#xF5;es apresentadas, refor&#xE7;a-se o ocultamento dos usu&#xE1;rios da especial nos espa&#xE7;os de participa&#xE7;&#xE3;o e constru&#xE7;&#xE3;o da pol&#xED;tica. Contribuir com o seu protagonismo, na compreens&#xE3;o dos seus direitos e de seu papel enquanto sujeito pol&#xED;tico, constitui mais um desafio para o trabalho social na PSE.</p>
			<p>Outro aspecto levantado foi a import&#xE2;ncia da articula&#xE7;&#xE3;o em rede e intersetorialidade na PSE, principalmente com a PSB e com o Judici&#xE1;rio.</p>
			<p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; PSB, percebe-se que os pr&#xF3;prios espa&#xE7;os institucionais deficit&#xE1;rios em RH e qualifica&#xE7;&#xE3;o acabam contribuindo para esse distanciamento, mas que assumir coletivamente os riscos deve ser imperioso, n&#xE3;o s&#xF3; da porta para fora da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social.</p>
			<p>Na constru&#xE7;&#xE3;o do campo jur&#xED;dico-social, ressalta-se a import&#xE2;ncia do CREAS como media&#xE7;&#xE3;o privilegiada para concretizar direitos e a necessidade de um perfil profissional qualificado, para lidar com as press&#xF5;es institucionais diante da presen&#xE7;a forte do conservadorismo no Judici&#xE1;rio, que acaba, por vezes, revitimizando as fam&#xED;lias e os indiv&#xED;duos.</p>
			<p>Uma das estrat&#xE9;gias &#xE9; trazer os holofotes para os servi&#xE7;os socioassistenciais, que particularizam a PSE, e ampliar a discuss&#xE3;o sobre sua efetiva implanta&#xE7;&#xE3;o. O momento hist&#xF3;rico que vivemos, de consolida&#xE7;&#xE3;o do SUAS na PSE, nos remete para a constru&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias para encarar os desafios que est&#xE3;o colocados no cotidiano, principalmente nas novas formas de atendimento e nas novas exig&#xEA;ncias profissionais.</p>
			<p>Estamos diante de um quadro de profissionais marcado pela heterogeneidade, por vezes com pouco tempo de forma&#xE7;&#xE3;o recente e/ou na pol&#xED;tica, e que ainda podem n&#xE3;o se sentir qualificados diante da demanda que atendem, apresentando dificuldades quanto &#xE0; caracteriza&#xE7;&#xE3;o das especificidades do PAEFI, com pouco dom&#xED;nio do conjunto de defesas que sustenta o trabalho profissional na PSE.</p>
			<p>Ressignificar a Assist&#xEA;ncia Social passa n&#xE3;o s&#xF3; pela reconfigura&#xE7;&#xE3;o dos servi&#xE7;os, mas pela compreens&#xE3;o de delimita&#xE7;&#xF5;es e compet&#xEA;ncias na pol&#xED;tica e de redefini&#xE7;&#xF5;es de processos de trabalho, que s&#xE3;o decisivos para o desempenho da pol&#xED;tica em seu papel afian&#xE7;ador e restaurador em face da viola&#xE7;&#xE3;o de direitos.</p>
			<p>Para isso, pensar em processos de qualifica&#xE7;&#xE3;o mais duradouros, para o preparo te&#xF3;rico, t&#xE9;cnico e pol&#xED;tico dos profissionais diante dos desafios da PSE e de garantir condi&#xE7;&#xF5;es institucionais adequadas para a execu&#xE7;&#xE3;o do trabalho &#xE0; luz da NOB-RH, remete prioritariamente &#xE0; responsabilidade da gest&#xE3;o.</p>
			<p>Um novo modelo exige muito esfor&#xE7;o e a PSE como n&#xED;vel especializado mais ainda, contudo percebe-se pouco empenho dos entes federativos em rela&#xE7;&#xE3;o a este n&#xED;vel de complexidade.</p>
			<p>Aqui identificamos alguns dos temas que tem convocado &#xE0; reflex&#xE3;o: em quais espa&#xE7;os temos avan&#xE7;ados nessas discuss&#xF5;es? Que bibliografias nos permitem avan&#xE7;ar nessas discuss&#xF5;es? E as capacita&#xE7;&#xF5;es promovidas pelo MDS, t&#xEA;m contemplado essas quest&#xF5;es do cotidiano da PSE? Que identidade, enquanto trabalhadores da PSE, estamos construindo?</p>
			<p>A hist&#xF3;ria s&#xF3; vem confirmando o movimento do capital de escamotear o recorte de classes e sua antiga tentativa de impingir as responsabilidades &#xE0;s fam&#xED;lias. E nos coloca &#xE0; frente do desafio de definir em que medida a PSE traz em seus servi&#xE7;os o ran&#xE7;o hist&#xF3;rico mais dif&#xED;cil de ser enfrentado. Ainda, se o processo de mudan&#xE7;a n&#xE3;o for amplamente discutido, corremos o risco de reproduzir express&#xF5;es t&#xED;picas do pensamento conservador, como despolitizar, moralizar, culpabilizar o indiv&#xED;duo, ajustar os desajustados e s&#xF3; mudar nomenclaturas, colorindo a velha roupa.</p>
			<disp-quote>
				<p>Essas caracter&#xED;sticas, que podem ser encontradas no campo da reforma moral da classe trabalhadora, est&#xE3;o a nos desafiar no cotidiano do trabalho, que tamb&#xE9;m &#xE9; marcado por condi&#xE7;&#xF5;es adversas de quem tem a tarefa de executar a pol&#xED;tica social (
					<xref ref-type="bibr" rid="B6">COUTO, 2015</xref>, p.675).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Entende-se que a ruptura com modelos que n&#xE3;o afiancem direitos pode ser efetiva, na medida em que os gestores e os trabalhadores do SUAS fizerem a leitura e a operacionaliza&#xE7;&#xE3;o de forma radical, compreendendo efetivamente o que significa a Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social, examinando minuciosamente seus fundamentos, em um processo subsidiado por estudos, socializa&#xE7;&#xE3;o de experi&#xEA;ncias, organiza&#xE7;&#xE3;o dos trabalhadores e garantia do controle social.</p>
			<p>Fica a tarefa de estabelecer as media&#xE7;&#xF5;es necess&#xE1;rias para entender e conduzir esse processo de reordenamento da PSE e de qualifica&#xE7;&#xE3;o dos servi&#xE7;os socioassistenciais, para que as pol&#xED;ticas sociais, como aponta 
				<xref ref-type="bibr" rid="B15">Yazbek (2009)</xref>, se constituam cada vez mais como possibilidade de concreta constru&#xE7;&#xE3;o de direitos.
			</p>
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				<label>*</label>
				<p>Este artigo reproduz parte da disserta&#xE7;&#xE3;o de mestrado, aprovada em dezembro de 2012, intitulada: Dilemas e desafios da Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial no &#xE2;mbito do SUAS: uma contribui&#xE7;&#xE3;o ao debate, sob a orienta&#xE7;&#xE3;o de Maria L&#xFA;cia Martinelli.</p>
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			<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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							<surname>ANTUNES</surname>
							<given-names>Ricardo</given-names>
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						<bold>Adeus ao trabalho?</bold> Ensaios sobre as metamorfoses e a centralidade do trabalho.
					</source>
					<publisher-name>Universidade Estadual de Campinas</publisher-name>
					<year>2005</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>ANTUNES, Ricardo. 
					<bold>Adeus ao trabalho?</bold> Ensaios sobre as metamorfoses e a centralidade do trabalho. Universidade Estadual de Campinas, 2005.
				</mixed-citation>
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						<collab>BRASIL</collab>
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					<source>Medida Provis&#xF3;ria n&#xBA; 813</source>
					<day>01</day>
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					<year>1995</year>
					<comment>Art. 12. Dispon&#xED;vel em:
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					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: mar. 2016.</date-in-citation>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BRASIL. 
					<bold>Medida Provis&#xF3;ria n&#xBA; 813</bold>, de 1&#xB0; de janeiro de 1995. Art. 12. Dispon&#xED;vel em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/medpro/1995/medidaprovisoria-813-1-ianeiro-1995-377320-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: mar. 2016.
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					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL. Minist&#xE9;rio de Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome (MDS). SNAS</collab>
					</person-group>
					<source>Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social</source>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
					<year>2004</year>
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				<mixed-citation>BRASIL. Minist&#xE9;rio de Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome (MDS). SNAS. 
					<bold>Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social</bold>. Bras&#xED;lia, 2004.
				</mixed-citation>
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				<element-citation publication-type="book">
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						<collab>BRASIL</collab>
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					<source>
						<bold>Orienta&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas</bold>: Centro de Refer&#xEA;ncia Especializado de Assist&#xEA;ncia Social (CREAS)
					</source>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BRASIL. 
					<bold>Orienta&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas</bold>: Centro de Refer&#xEA;ncia Especializado de Assist&#xEA;ncia Social (CREAS). Bras&#xED;lia, 2011.
				</mixed-citation>
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						<collab>BRASIL</collab>
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					<comment>Resolu&#xE7;&#xE3;o 109/2009.</comment>
					<source>CNAS. Tipifica&#xE7;&#xE3;o Nacional de Servi&#xE7;os Socioassistenciais</source>
					<year>2009</year>
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				<mixed-citation>BRASIL. 
					<bold>Resolu&#xE7;&#xE3;o 109/2009</bold>. CNAS. Tipifica&#xE7;&#xE3;o Nacional de Servi&#xE7;os Socioassistenciais, 2009.
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					<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</source>
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					<issue>124</issue>
					<year>2015</year>
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				<mixed-citation>COUTO, Berenice Rojas. Assist&#xEA;ncia social: direito ou benesse? 
					<bold>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo, n. 124, 2015.
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							<surname>COUTO</surname>
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						<bold>O sistema &#xFA;nico de assist&#xEA;ncia social no Brasil</bold>: uma realidade em movimento
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					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2010</year>
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				<mixed-citation>COUTO, Berenice Rojas; YAZBEK, Maria Carmelita; SILVA, Maria Ozanira da; RAICHELIS, Raquel (Org.). 
					<bold>O sistema &#xFA;nico de assist&#xEA;ncia social no Brasil</bold>: uma realidade em movimento. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2010.
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						<bold>Dilemas e desafios da prote&#xE7;&#xE3;o social especial no &#xE2;mbito do SUAS</bold>: uma contribui&#xE7;&#xE3;o ao debate. 2012. 113 f. Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Servi&#xE7;o Social)
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					<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica de S&#xE3;o Paulo</publisher-name>
					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<year>2012</year>
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				<mixed-citation>DUARTE, Joana Maria Gouveia Franco. 
					<bold>Dilemas e desafios da prote&#xE7;&#xE3;o social especial no &#xE2;mbito do SUAS</bold>: uma contribui&#xE7;&#xE3;o ao debate. 2012. 113 f. Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Servi&#xE7;o Social), Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica de S&#xE3;o Paulo. S&#xE3;o Paulo, 2012.
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					<chapter-title>O servi&#xE7;o social na cena contempor&#xE2;nea</chapter-title>
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							<surname>IAMAMOTO</surname>
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						<bold>Servi&#xE7;o social</bold>: direitos e compet&#xEA;ncias profissionais
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					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
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				<mixed-citation>IAMAMOTO, Marilda V. O servi&#xE7;o social na cena contempor&#xE2;nea. In: 
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					<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sa&#xFA;de</source>
					<issue>12</issue>
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				<mixed-citation>MARTINELLI, Maria L&#xFA;cia. O servi&#xE7;o social e a consolida&#xE7;&#xE3;o de direitos: desafios contempor&#xE2;neos. 
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					<source>O estado entre a filantropia e a assist&#xEA;ncia social</source>
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					<year>2011</year>
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				<mixed-citation>MESTRINER, Maria Luiza. O 
					<bold>estado entre a filantropia e a assist&#xEA;ncia social</bold>. 4. ed. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2011.
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					<article-title>Transforma&#xE7;&#xF5;es societ&#xE1;rias e SS: notas para uma an&#xE1;lise prospectiva da profiss&#xE3;o</article-title>
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				<mixed-citation>NETTO, J. P. Transforma&#xE7;&#xF5;es societ&#xE1;rias e SS: notas para uma an&#xE1;lise prospectiva da profiss&#xE3;o. 
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						<bold>Planos de assist&#xEA;ncia social</bold>: diretrizes para elabora&#xE7;&#xE3;o
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						<bold>Servi&#xE7;o social</bold>: direitos e compet&#xEA;ncias profissionais
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				<mixed-citation>YAZBEK, Maria Carmelita. Fundamentos hist&#xF3;ricos e metodol&#xF3;gicos do servi&#xE7;o social. In: IAMAMOTO, Marilda V. 
					<bold>Servi&#xE7;o social</bold>: direitos e compet&#xEA;ncias profissionais. Bras&#xED;lia: CFESS/ABEPSS, 2009.
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