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				<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1677-9509</issn>
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				<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="publisher-id">00012</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2016.1.24230</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Direitos Humanos e Direito &#xE1; Informa&#xE7;&#xE3;o</subject>
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				<article-title>Uma Promessa Civilizat&#xF3;ria Perversa: as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e juventudes na era neodesenvolvimentista</article-title>
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					<trans-title>A Promise Civilizing Perverse: the public and youth policy in the new developmentalism age</trans-title>
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						<surname>Scherer</surname>
						<given-names>Giovane Antonio</given-names>
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						<surname>Gershenson</surname>
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					<institution content-type="normalized">Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul</institution>
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					<email>giovane.scherer@pucrs.br</email>
					<institution content-type="original">Assistente Social pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), mestre e doutor em Servi&#xE7;o Social pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Professor no curso de Servi&#xE7;o Social no &#xE2;mbito da gradua&#xE7;&#xE3;o e do Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o. Coordenador do Grupo de Estudos em Juventudes e Pol&#xED;ticas P&#xFA;blicas e pesquisador do Observat&#xF3;rio Juventudes PUCRS. Porto Alegre/RS. CV: http://lattes.cnpq.br/9562419488036506. E-mail: giovane.scherer@pucrs.br</institution>
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					<institution content-type="normalized">Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul</institution>
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					<institution content-type="orgdiv1">Escola de Humanidades</institution>
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					<country country="BR">Brazil</country>
					<email>beatrizg@pucrs.br</email>
					<institution content-type="original">Possui gradua&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social, gradua&#xE7;&#xE3;o em Ci&#xEA;ncias Jur&#xED;dicas e Sociais, especializa&#xE7;&#xE3;o em Direitos Humanos e doutorado em Servi&#xE7;o Social. &#xC9; professora titular de Servi&#xE7;o Social na Escola de Humanidades da PUCRS onde atua como pesquisadora, orientadora de mestrado e doutorado e Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em &#xC9;tica e Direitos Humanos. Porto Alegre/RS. CV: http://lattes.cnpq.br/4635554227009868. E-mail: beatrizg@pucrs.br</institution>
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				<day>27</day>
				<month>04</month>
				<year>2019</year>
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            <pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jan-Jul</season>
				<year>2016</year>
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			<volume>15</volume>
			<issue>1</issue>
			<fpage>160</fpage>
			<lpage>170</lpage>
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					<day>15</day>
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					<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>O presente artigo apresenta o contexto de (des)prote&#xE7;&#xE3;o social vivenciado pelas juventudes brasileiras, revelando as principais express&#xF5;es da quest&#xE3;o social que impactam nesse segmento social. Por meio de uma retomada hist&#xF3;rica, contextualiza a constitui&#xE7;&#xE3;o das juventudes como sujeito de direitos, considerando a implementa&#xE7;&#xE3;o das Pol&#xED;ticas P&#xFA;blicas para as Juventudes no Brasil. Por fim, analisa os programas e projetos governamentais voltados para os jovens brasileiros, revelando um discurso fetichizado presente nas pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas: ao reduzir a perspectiva da garantia de direitos &#xE0; qualifica&#xE7;&#xE3;o do jovem para o mundo do trabalho, na dire&#xE7;&#xE3;o de uma promessa civilizat&#xF3;ria, fomenta um perverso ide&#xE1;rio de que o contexto de viola&#xE7;&#xE3;o de direitos juvenis pode ser enfrentado pela qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional da juventude pobre. Aponta-se, como desafio civilizat&#xF3;rio persistente, a luta premente por pol&#xED;ticas de juventude de car&#xE1;ter universal, na perspectiva da materializa&#xE7;&#xE3;o de direitos humanos.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This paper presents the context of social (un)protection experienced by Brazilian youths, revealing some major expressions of the social issue that impact in this social segment. Through a historical resume, contextualizes the constitution of youth as subject of rights, considering the implementation of Public Policies for Youth in Brazil. Finally, it analyzes governmental programs and projects targeted for young Brazilians, revealing a fetishized speech present in public policy: when reducing the perspective of youngsters rights guarantee in the idea of qualification for the world of work, toward a civilizing promise, fosters a perverse idea that the context of violations of juvenile rights can be addressed by the professional qualification of poor youth. It points out how persists the civilizational challenge for urgent struggle towards youth policies with universal character aiming the realization of human rights.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Juventudes</kwd>
				<kwd>Pol&#xED;ticas P&#xFA;blicas</kwd>
				<kwd>(Des)prote&#xE7;&#xE3;o Social</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Keywords</title>
				<kwd>Youths</kwd>
				<kwd>Public Policy</kwd>
				<kwd>Social (un)protection</kwd>
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	<body>
		<p>O debate da categoria &#x201C;Juventudes&#x201D; vem recentemente ganhando visibilidade em diversos meios, geralmente associando esse segmento social a uma s&#xE9;rie de viola&#xE7;&#xF5;es de direitos, que revelam um contexto de (des)prote&#xE7;&#xE3;o social vivenciado por esses sujeitos na realidade brasileira. Muitas vezes, a abordagem &#xE9; feita de forma simplista e distanciada de sua base conceitual, ocultando toda a complexidade de um segmento social marcado por intensa heterogeneidade, e, ao mesmo tempo, revelando uma s&#xE9;rie de fetiches e concep&#xE7;&#xF5;es que partem de uma vis&#xE3;o moralista sobre as juventudes.</p>
		<p>Na perspectiva de romper com essa vis&#xE3;o, que leva a uma apreens&#xE3;o homogeneizada desse segmento social, muitas produ&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;ricas vem considerando &#x201C;juventudes&#x201D; no plural como forma de indicar sua multiplicidade, partindo do pressuposto de que &#xE9; necess&#xE1;rio ter em conta uma s&#xE9;rie de particularidades que comp&#xF5;em tal segmento como ra&#xE7;a, classe social, territ&#xF3;rio, entre outros elementos (
			<xref ref-type="bibr" rid="B1">ESTEVES; ABRAMOVAY, 2009</xref>; 
			<xref ref-type="bibr" rid="B21">SCHERER, 2013</xref>). Tal perspectiva, mesmo compreendendo essa pluralidade, n&#xE3;o exclui a necessidade de se considerar a quest&#xE3;o da luta de classes em que esses sujeitos se inserem em uma sociedade capitalista.
		</p>
		<p>Al&#xE9;m desse aspecto, mostra-se fundamental analisar as juventudes como segmento distinto da adolesc&#xEA;ncia, uma vez que, atualmente, a Lei n&#xB0; 12.852, de 5 de agosto de 2013, o Estatuto da Juventude, considera jovem todo o sujeito entre 15 a 29 anos (
			<xref ref-type="bibr" rid="B6">BRASIL, 2013</xref>). Embora o par&#xE2;metro et&#xE1;rio evidencie juventude como etapa cronol&#xF3;gica, a considera&#xE7;&#xE3;o de tal segmento social n&#xE3;o pode reduzir-se somente a uma idade espec&#xED;fica, sendo imprescind&#xED;vel levar em considera&#xE7;&#xE3;o a diversidade no &#xE2;mbito das experi&#xEA;ncias de vida das juventudes. Conforme 
			<xref ref-type="bibr" rid="B21">Scherer (2013)</xref>, faz-se necess&#xE1;rio considerar as juventudes por meio de um prisma dial&#xE9;tico, entre a sua singularidade e pluralidade, analisando as juventudes como uma constru&#xE7;&#xE3;o social.
		</p>
		<p>Com base nesses pressupostos e alinhado com a perspectiva cr&#xED;tica no &#xE2;mbito do Servi&#xE7;o Social, o presente artigo visa compreender a realidade das juventudes brasileiras, no que se refere ao contexto de (des)prote&#xE7;&#xE3;o social vivenciado por esses sujeitos. Al&#xE9;m disso, busca analisar como v&#xEA;m se constituindo as juventudes como sujeitos de direitos no Brasil, na an&#xE1;lise do escopo dos programas e projetos vinculados ao governo federal, voltados para esse segmento social. Ressalta-se que s&#xF3; recentemente as juventudes v&#xEA;m sendo reconhecidas como sujeitos de direitos, que necessitam de prote&#xE7;&#xE3;o especial, ou seja, de a&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas de atendimento as suas necessidades.</p>
		<p>Nesse sentido, o presente artigo, primeiramente, apresenta dados secund&#xE1;rios que permitem analisar algumas express&#xF5;es da quest&#xE3;o social vivenciadas pelas juventudes brasileiras. Em um segundo momento, analisa a trajet&#xF3;ria hist&#xF3;rica do reconhecimento das juventudes como sujeitos de direitos no Brasil, e, em seguida, apresenta uma an&#xE1;lise dos programas e projetos voltados para os jovens brasileiros, na perspectiva de desocultar o fetiche presente nos discursos das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas voltadas para esse segmento social.</p>
		<sec>
			<title>Juventudes e quest&#xE3;o social: a (des)prote&#xE7;&#xE3;o social de jovens no Brasil</title>
			<p>As juventudes brasileiras constituem um segmento social que vem sendo particularmente impactado pela din&#xE2;mica do capital nas &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas, vivenciando um contexto de (des)prote&#xE7;&#xE3;o social em um per&#xED;odo de vida que demarca grandes transforma&#xE7;&#xF5;es nas trajet&#xF3;rias destes sujeitos. Tais trajet&#xF3;rias s&#xE3;o marcadas por diversas express&#xF5;es da quest&#xE3;o social
				<xref ref-type="fn" rid="fn1">
					<sup>1</sup>
				</xref>, que se materializam de diversas formas, podendo ser percebidas por meio de in&#xFA;meros dados que denunciam o contexto de viola&#xE7;&#xE3;o de direitos vivenciado pelas juventudes no Brasil.
			</p>
			<p>Pobreza, viol&#xEA;ncia, condi&#xE7;&#xF5;es prec&#xE1;rias de acesso ao trabalho s&#xE3;o apenas alguns exemplos do impacto do sociometabolismo do capital nas juventudes. No que se refere ao mundo do trabalho, a Organiza&#xE7;&#xE3;o Internacional do Trabalho - OIT lan&#xE7;a o documento &#x201C;Tend&#xEA;ncias mundiais para o emprego juvenil 2013: uma gera&#xE7;&#xE3;o em perigo&#x201D;, que aponta que a taxa de desemprego juvenil no mundo &#xE9; crescente e tende a subir. Segundo dados do estudo, em 2013 havia 73,4 milh&#xF5;es de jovens desempregados no mundo, cerca de 3,5 milh&#xF5;es a mais do que em 2007 e 0,8 milh&#xF5;es a mais do que em 2011. Nesse sentido, a OIT aponta para um aumento das taxas de desemprego mundial, especialmente para os jovens que vivem nas economias em desenvolvimento, incluindo o Brasil, e tamb&#xE9;m no contexto Europeu.</p>
			<p>Os pa&#xED;ses da Am&#xE9;rica Latina e Caribe, apesar do desenvolvimento econ&#xF4;mico dos &#xFA;ltimos anos, n&#xE3;o alteraram as condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho das juventudes. Ao analisar o contexto desta regi&#xE3;o, n&#xE3;o houve nenhuma melhoria nas condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho dos jovens, sendo que a propor&#xE7;&#xE3;o de jovens para as taxas de desemprego de adultos na Am&#xE9;rica Latina e Caribe, que era de 2,5% em 2000, aumentou gradualmente nos &#xFA;ltimos anos para 2,8%; no Brasil, este &#xED;ndice subiu para 3,0% (
				<xref ref-type="bibr" rid="B18">OIT, 2013</xref>). Tal contexto se agrava, especialmente em 2015, com o acirramento da crise econ&#xF4;mica brasileira. Segundo dados do 
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#xED;stica - IBGE</xref>, a taxa de desemprego da popula&#xE7;&#xE3;o de 15 a 24 anos passou de 12,3%, em maio de 2014, para 16,4% no mesmo m&#xEA;s em 2015, sendo as juventudes o segmento social mais atingido pelo desemprego no pa&#xED;s.
			</p>
			<p>Diante desse contexto, as transforma&#xE7;&#xF5;es do mundo do trabalho das &#xFA;ltimas d&#xE9;cadas impactam tanto os trabalhadores est&#xE1;veis com algumas garantias no que se refere a direitos trabalhistas, como pela massa flutuante de trabalhadores, denominado &#x201C;precariado&#x201D;, camada que cresce continuamente pelas pol&#xED;ticas de flexibiliza&#xE7;&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B3">ALVES, 2012</xref>), sendo constitu&#xED;da, em grande parte, pelas juventudes.
			</p>
			<disp-quote>
				<p>O precariado &#xE9; constitu&#xED;do, hoje, por jovens empregados e desempregados do novo mundo do trabalho, rec&#xE9;m-graduados e com alto n&#xED;vel de escolaridade, mas que n&#xE3;o conseguem inserir-se em rela&#xE7;&#xF5;es laborais est&#xE1;veis [&#x2026;]. Uma das caracter&#xED;sticas candentes &#xE9; a invisibilidade social, tendo em vista que est&#xE3;o contratados em formas at&#xED;picas e inst&#xE1;veis de contrata&#xE7;&#xE3;o, que disfar&#xE7;am as rela&#xE7;&#xF5;es empregat&#xED;cias (
					<xref ref-type="bibr" rid="B3">ALVES, 2012</xref>, p. 11).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>A emerg&#xEA;ncia do precariado revela a inseguran&#xE7;a vivenciada por parcela das juventudes em rela&#xE7;&#xE3;o ao mundo do trabalho, sendo que a precariza&#xE7;&#xE3;o do mundo do trabalho se amplia para todas as dimens&#xF5;es da vida dos indiv&#xED;duos, pois constitui vidas prec&#xE1;rias. O precariado, ent&#xE3;o, encontra-se exposto a uma incerteza cr&#xF4;nica, tendo pela frente uma vida de desconhecidas inc&#xF3;gnitas em rela&#xE7;&#xE3;o a sua inser&#xE7;&#xE3;o no mundo do trabalho e acesso a direitos (
				<xref ref-type="bibr" rid="B23">STANDING, 2014</xref>), uma vez que possui seus direitos flexibilizados e desmantelados, ampliando as condi&#xE7;&#xF5;es de (des)prote&#xE7;&#xE3;o social.
			</p>
			<p>Na an&#xE1;lise do mundo do trabalho, na rela&#xE7;&#xE3;o com as juventudes, deve ser considerada a inser&#xE7;&#xE3;o deste segmento social na educa&#xE7;&#xE3;o formal, apesar de o processo de forma&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o ser aspecto determinante para o ingresso de jovens no mercado de trabalho, pois a precariza&#xE7;&#xE3;o do trabalho atinge todos os sujeitos em seus diversos n&#xED;veis de forma&#xE7;&#xE3;o. Importante considerar, conforme 
				<xref ref-type="bibr" rid="B4">Andrade e Neto (2009)</xref>, a exist&#xEA;ncia de processo de educa&#xE7;&#xE3;o prolongada que alimenta os sonhos de oportunidades de inser&#xE7;&#xE3;o no mercado de trabalho.
			</p>
			<p>Segundo a pesquisa Agenda Jovem &#x2013; 2013, 16% dos jovens possui at&#xE9; o ensino fundamental incompleto; 11% o ensino fundamental completo; 21% o ensino m&#xE9;dio incompleto; 38% o ensino m&#xE9;dio completo e 13% possuem ensino superior em curso ou completo. Dentre os jovens entrevistados, a pesquisa revela que 37% dos jovens brasileiros est&#xE3;o atualmente estudando, 33% interromperam os estudos e 29% afirmam ter conclu&#xED;do seu processo de forma&#xE7;&#xE3;o (SNJ, 2013), o que se mostra como um preocupante indicador, j&#xE1; que os dados mostram uma grande quantidade (62%) de jovens fora dos processos de forma&#xE7;&#xE3;o. A maior parte dos jovens brasileiros possui ensino m&#xE9;dio completo, sendo ainda pequena a inser&#xE7;&#xE3;o dos jovens no ensino superior.</p>
			<p>Ao comparar tais dados de escolaridade com os dados demogr&#xE1;ficos sobre juventudes, verifica-se que a maior parte da juventude brasileira possui de 18 a 24 anos (47% segundo o CENSO de 2010), mostrando uma defasagem escolar, uma vez que nesta faixa et&#xE1;ria os jovens j&#xE1; poderiam ter ingressado no ensino superior. As trajet&#xF3;rias das juventudes no processo escolar tamb&#xE9;m revelam as desigualdades presentes na sociedade brasileira, percebidas de m&#xFA;ltiplas formas, conforme dados do Relat&#xF3;rio Trabalho Decente e Juventude no Brasil da OIT, de 2009. O Relat&#xF3;rio aponta que o n&#xFA;mero de jovens negros analfabetos, na faixa et&#xE1;ria de 15 a 29 anos, &#xE9; quase duas vezes maior que o de jovens brancos, sendo a taxa de frequ&#xEA;ncia l&#xED;quida (estudantes frequentando o n&#xED;vel de ensino adequado &#xE0; sua idade) dos jovens negros expressivamente menor que a dos brancos, tanto no ensino m&#xE9;dio como no superior. O relat&#xF3;rio revela, ainda, que enquanto 7,2% dos jovens brancos tinham de zero a quatro anos de estudo e 29,5% de cinco a oito anos, no caso dos jovens negros essas cifras se elevavam respectivamente para 16,2% e 39,7%. No que se refere a um maior tempo de escolariza&#xE7;&#xE3;o, 49,4% e 13,3% dos jovens brancos tinham, respectivamente, de nove a 11 e 12 anos ou mais de estudo; esses percentuais se reduziam para 39,6% e 3,7% para os jovens negros (
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">OIT, 2009</xref>).
			</p>
			<p>Tais dados revelam as dificuldades de acesso e perman&#xEA;ncia em processos de escolariza&#xE7;&#xE3;o das juventudes negras, tendo rela&#xE7;&#xE3;o com as dificuldades de inser&#xE7;&#xE3;o no mundo do trabalho, o que pode impactar diretamente o acesso &#xE0; renda desses sujeitos. Ao analisar esta realidade, &#xE9; importante considerar que a juventude negra tamb&#xE9;m vem sendo mais afetada pela pobreza no pa&#xED;s. Dentre os jovens com rendimento familiar mensal per capita de estratos baixos, com rendimento familiar de at&#xE9; 290 reais, os jovens negros somam 61%; os brancos 34 %; e demais etnias 4% (SNJ, 2013), o que tem impacto significativo tanto nas trajet&#xF3;rias escolares desses jovens, como na inser&#xE7;&#xE3;o no mercado de trabalho, contribuindo para a amplia&#xE7;&#xE3;o do ciclo geracional da pobreza.</p>
			<p>A preval&#xEA;ncia da pobreza nas condi&#xE7;&#xF5;es de vida das juventudes, segundo dados de 2013 da Associa&#xE7;&#xE3;o Ibero-Americana de Juventude, revela-se pela estimativa de que 25% dos jovens na Ibero-Am&#xE9;rica vivem na pobreza e na indig&#xEA;ncia, isto &#xE9;, n&#xE3;o possuem suas necessidades b&#xE1;sicas atendidas, incluindo necessidades alimentares (
				<xref ref-type="bibr" rid="B17">OIJ, 2013</xref>). No Brasil, a pobreza afeta grande parte das juventudes; segundo dados da Secretaria Nacional de Juventude, 28% dos jovens brasileiros vivem com renda familiar per capita inferior a 290 reais.
			</p>
			<p>Diante desta conjuntura, impactada pelos processos de precariza&#xE7;&#xE3;o do mundo do trabalho - que acarreta baixos sal&#xE1;rios e dificuldade de acesso ao mercado de trabalho - grande parte das juventudes vem sofrendo com os impactos da pobreza. Desse modo, a viol&#xEA;ncia da pobreza constitui uma baliza percebida cotidianamente por todos os sujeitos, sendo vis&#xED;vel por meio de impactos destrutivos do sistema que v&#xE3;o deixando marcas exteriores sobre a popula&#xE7;&#xE3;o empobrecida, na debilidade da sa&#xFA;de, na moradia prec&#xE1;ria e insalubre, na alimenta&#xE7;&#xE3;o insuficiente, dentre outros aspectos que, muitas vezes, acarretam a invisibiliza&#xE7;&#xE3;o da capacidade de resist&#xEA;ncia desta popula&#xE7;&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B26">YAZBEK, 1993</xref>).
			</p>
			<p>Al&#xE9;m de todo o contexto de precariza&#xE7;&#xE3;o no mundo do trabalho, de dificuldades de acesso ao ensino e do contexto de pobreza, a viol&#xEA;ncia letal &#xE9; um dos aspectos que mais vem chamando a aten&#xE7;&#xE3;o a respeito das viola&#xE7;&#xF5;es de direitos vivenciados pelos jovens. O Brasil mostra-se como um dos pa&#xED;ses com maior n&#xFA;mero de homic&#xED;dios juvenis no mundo, o que demonstra todo o processo de (des)prote&#xE7;&#xE3;o vivenciado por essa popula&#xE7;&#xE3;o. &#x201C;O mapa da viol&#xEA;ncia 2013: mortes matadas por arma de fogo&#x201D; aponta que o Brasil consegue exterminar mais cidad&#xE3;os pelo uso de armas de fogo do que em muitos dos conflitos armados contempor&#xE2;neos, como a guerra da Chech&#xEA;nia, a do Golfo, as guerrilhas colombianas ou a guerra de libera&#xE7;&#xE3;o de Angola e Mo&#xE7;ambique (
				<xref ref-type="bibr" rid="B24">WAISELFISZ, 2013</xref>); destas mortes, os jovens representam o segmento popula&#xE7;&#xE3;o mais atingido.
			</p>
			<p>Em 2013, &#xE9; lan&#xE7;ado pela Secretaria Nacional de Juventude o &#x201C;Mapa da viol&#xEA;ncia: homic&#xED;dios e juventude no Brasil&#x201D;, que analisa especialmente o contexto da mortalidade juvenil. Segundo este documento, a taxa total de mortalidade da popula&#xE7;&#xE3;o brasileira caiu de 631 por 100 mil habitantes em 1980, para 608 em 2011, por&#xE9;m, a taxa de mortalidade juvenil aumentou, passando de 127 em 1980, para 136 por 100 mil jovens em 2011, sendo que na popula&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o jovem 9,9% do total de &#xF3;bitos corresponde &#xE0;s causas externas, e entre os jovens essas causas s&#xE3;o respons&#xE1;veis por 73,2% das mortes (
				<xref ref-type="bibr" rid="B25">WAISELFISZ, 2013</xref>).
			</p>
			<p>Diante desses dados, observa-se que os jovens negros s&#xE3;o mais afetados pelo desemprego, pela dificuldade de acesso ao ensino formal, pela pobreza e s&#xE3;o os que mais sofrem com a viol&#xEA;ncia letal no Brasil. Dados do Mapa da Viol&#xEA;ncia (2013) demonstram que a vitimiza&#xE7;&#xE3;o de jovens negros passa de 71,6% em 2002, (neste ano morreram proporcionalmente 71,6% mais jovens negros que brancos); para 237,4% em 2011, representando um crescimento exponencial que demonstra um gigantesco massacre de jovens, especialmente de jovens negros no pa&#xED;s.</p>
			<p>Diante dessa realidade, mostra-se fundamental a luta pela materializa&#xE7;&#xE3;o de direitos das juventudes no Brasil, que, contraditoriamente, vem sendo marcada por uma s&#xE9;rie de avan&#xE7;os e retrocessos na &#xFA;ltima d&#xE9;cada.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A Pol&#xED;tica Nacional de Juventude: o reconhecimento das juventudes como sujeitos de direitos</title>
			<p>Apesar do contexto de (des)prote&#xE7;&#xE3;o social vivenciado pelas juventudes, h&#xE1; de se reconhecer avan&#xE7;os na perspectiva do reconhecimento de direitos dos jovens brasileiros nos &#xFA;ltimos 10 anos. Os mecanismos de prote&#xE7;&#xE3;o social para as juventudes brasileiras, especialmente as juventudes p&#xF3;s 18 anos, que eram invisibilizadas nas pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas espec&#xED;ficas para este segmento social, passaram por inquestion&#xE1;veis avan&#xE7;os a partir do ano de 2004. Nesse ano houve a cria&#xE7;&#xE3;o de um Grupo Interministerial ligado &#xE0; Secretaria Geral da Presid&#xEA;ncia da Rep&#xFA;blica (SGPR), que buscava compreender a conjuntura das juventudes brasileiras, bem como criar a&#xE7;&#xF5;es concretas de garantia de direitos para este segmento. A partir das a&#xE7;&#xF5;es do grupo, houve encaminhamento de um projeto de lei (PL) versando sobre o Plano Nacional de Juventude (PL no 4.530/2004). Tais a&#xE7;&#xF5;es constitu&#xED;ram importantes passos na trajet&#xF3;ria da constru&#xE7;&#xE3;o das Pol&#xED;ticas P&#xFA;blicas para as juventudes, estando afinadas com as resolu&#xE7;&#xF5;es internacionais que, desde 1981, com a Resolu&#xE7;&#xE3;o n&#xB0; 50/1981, da Assembleia Geral das Na&#xE7;&#xF5;es Unidas, j&#xE1; indicava a necessidade de desenvolvimento de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas que pudessem responder &#xE0;s necessidades espec&#xED;ficas das juventudes.</p>
			<p>Com base na sugest&#xE3;o do Grupo Interministerial, foi criada, em 2005, a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada &#xE0; Secretaria Geral da Presid&#xEA;ncia da Rep&#xFA;blica, com a tarefa de formular, coordenar, integrar e articular pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas para as juventudes, al&#xE9;m de promover programas de coopera&#xE7;&#xE3;o com organismos nacionais e internacionais, p&#xFA;blicos e privados, voltados para as pol&#xED;ticas juvenis (SJN, 2005). No ano de 2005 tamb&#xE9;m &#xE9; criado o Conselho Nacional de Juventude - CONJUVE, com a tarefa de formular e propor diretrizes da a&#xE7;&#xE3;o governamental, voltadas para os jovens, bem como elaborar estudos e pesquisas sobre a realidade socioecon&#xF4;mica deste p&#xFA;blico. O CONJUVE &#xE9; composto por 1/3 de representantes do poder p&#xFA;blico e 2/3 da sociedade civil, que &#xE9; maioria no colegiado e reflete as diversas formas de organiza&#xE7;&#xE3;o e participa&#xE7;&#xE3;o das juventudes brasileiras. Diante desse contexto, torna-se fundamental salientar a fundamental import&#xE2;ncia da participa&#xE7;&#xE3;o dos jovens, destinat&#xE1;rios da pol&#xED;tica nas inst&#xE2;ncias de controle social, a fim de esse conselho se constituir efetivamente participativo, materializando o conceito de participa&#xE7;&#xE3;o, compreendido como um processo de tomada de consci&#xEA;ncia da condi&#xE7;&#xE3;o de sujeitos hist&#xF3;ricos e protagonistas da vida social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">FERNANDES, 2014</xref>).
			</p>
			<p>Em 2005, entra em vigor a Pol&#xED;tica Nacional de Juventude - PJN, representando um importante marco na perspectiva da garantia dos direitos das juventudes, uma vez que at&#xE9; ent&#xE3;o as juventudes, especialmente p&#xF3;s 18 anos, eram dilu&#xED;das em pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas n&#xE3;o espec&#xED;ficas. O desenvolvimento da PNJ, sob a responsabilidade da Secretaria Nacional de Juventude, conta com a perspectiva interministerial para a sua execu&#xE7;&#xE3;o, buscando a dimens&#xE3;o da intersetorialidade. Para 
				<xref ref-type="bibr" rid="B19">Pereira e Teixeira (2013)</xref>, a no&#xE7;&#xE3;o de intersetorialidade surgiu ligada ao conceito de rede, a qual emergiu como uma nova concep&#xE7;&#xE3;o de gest&#xE3;o contr&#xE1;ria &#xE0; setoriza&#xE7;&#xE3;o e &#xE0; especializa&#xE7;&#xE3;o, propondo uma integra&#xE7;&#xE3;o articulada aos saberes e aos servi&#xE7;os, no sentido da forma&#xE7;&#xE3;o de redes de parcerias entre os sujeitos coletivos no atendimento a diversas demandas.
			</p>
			<p>A recente PNJ encontra diversos desafios na sua efetiva&#xE7;&#xE3;o, sendo a articula&#xE7;&#xE3;o intersetorial um importante desafio a ser cumprido para a efetiva&#xE7;&#xE3;o ao direito &#xE0; prote&#xE7;&#xE3;o social no contexto atual. A fragmenta&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es, no &#xE2;mbito das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, tende a indicar a&#xE7;&#xF5;es pontuais que n&#xE3;o visam contemplar toda a complexidade necess&#xE1;ria no &#xE2;mbito das demandas de prote&#xE7;&#xE3;o das juventudes.</p>
			<p>Diante do contexto hist&#xF3;rico do desenvolvimento da Pol&#xED;tica Nacional de Juventudes, n&#xE3;o &#xE9; poss&#xED;vel deixar de considerar a participa&#xE7;&#xE3;o dos jovens. As duas confer&#xEA;ncias nacionais de juventudes mostraram-se de fundamental import&#xE2;ncia na perspectiva de amplia&#xE7;&#xE3;o do contexto social da pol&#xED;tica pelo segmento destinat&#xE1;rio. A participa&#xE7;&#xE3;o juvenil constitui um importante eixo no &#xE2;mbito da Pol&#xED;tica Nacional de Juventude, sendo indicada em diversos documentos internacionais que se referem &#xE0; garantia dos direitos das juventudes
				<xref ref-type="fn" rid="fn2">
					<sup>2</sup>
				</xref>.
			</p>
			<p>Ao longo do processo hist&#xF3;rico, observam-se diversos avan&#xE7;os com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Pol&#xED;tica Nacional de Juventudes; tais avan&#xE7;os foram acompanhados no desenvolvimento de bases legais no Brasil, materializado especialmente pela aprova&#xE7;&#xE3;o da Proposta de Emenda Constitucional n&#xB0; 65, conhecida como PEC da Juventude, aprovada em julho de 2010, buscando inserir o termo &#x201C;jovem&#x201D; no cap&#xED;tulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal, assegurando, ao segmento, direitos que j&#xE1; foram garantidos constitucionalmente a outros segmentos sociais. Tal inser&#xE7;&#xE3;o abriu portas para outro documento que constitui um avan&#xE7;o no reconhecimento hist&#xF3;rico das juventudes como sujeitos de direitos, a Lei n&#xB0; 12.852/13, que institui o Estatuto da Juventude - EJUVE e disp&#xF5;e sobre os direitos dos jovens, os princ&#xED;pios e diretrizes das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude - SINAJUVE.</p>
			<p>O Estatuto &#xE9; institu&#xED;do como lei no ano de 2013 e passa a entrar em vigor em fevereiro de 2014, constituindo uma legisla&#xE7;&#xE3;o espec&#xED;fica para assegurar os direitos das juventudes em &#xE2;mbito nacional. Com 48 artigos, o EJUVE busca evidenciar diversos direitos j&#xE1; dispostos em outras bases legais e acordos internacionais como: direito &#xE0; vida, &#xE0; cultura, ao lazer, &#xE0; educa&#xE7;&#xE3;o, entre outros, bem como delimitar os princ&#xED;pios e diretrizes das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas de juventude e instituir um Sistema Nacional de Juventude -SINAJUVE.</p>
			<p>O SINAJUVE se prop&#xF5;e a estabelecer um conjunto ordenado de princ&#xED;pios, diretrizes pol&#xED;ticas, direitos, atividades, a&#xE7;&#xF5;es e crit&#xE9;rios que envolvem a formula&#xE7;&#xE3;o e execu&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Juventude, devendo ser integrado pela ades&#xE3;o dos Sistemas Estaduais, Distritais e Municipais e pelos demais planos, pol&#xED;ticas e programas espec&#xED;ficos para a garantia de direitos das juventudes (
				<xref ref-type="bibr" rid="B15">L&#xC9;PORE; RAMIDOFF; ROSSATO, 2014</xref>). Apesar da aprova&#xE7;&#xE3;o do EJUVE, o SINAJUVE ainda necessita de regulamenta&#xE7;&#xE3;o, processo que est&#xE1; em tramita&#xE7;&#xE3;o na Casa Civil da Presid&#xEA;ncia da Rep&#xFA;blica.
			</p>
			<p>Reconhecer os avan&#xE7;os nos marcos legais e das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, na perspectiva de direitos das juventudes, at&#xE9; o atual momento hist&#xF3;rico, mostra-se fundamental, pois possibilitam a amplia&#xE7;&#xE3;o de lutas pela materializa&#xE7;&#xE3;o dos direitos humanos relacionados &#xE0;s juventudes. Por&#xE9;m, apesar de tais avan&#xE7;os hist&#xF3;ricos, a prote&#xE7;&#xE3;o social voltada para as juventudes pode carregar consigo uma l&#xF3;gica de (des)prote&#xE7;&#xE3;o, ou seja, as a&#xE7;&#xF5;es concretas que visam &#xE0; prote&#xE7;&#xE3;o podem tamb&#xE9;m impactar na desprote&#xE7;&#xE3;o enquanto a&#xE7;&#xF5;es fragmentadas, pontuais, precarizadas e que visam, unicamente, ao fortalecimento da l&#xF3;gica do capital. Nesse sentido, o pr&#xF3;ximo item analisa como se estabelecem as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas voltadas para as juventudes, na perspectiva de discutir como as a&#xE7;&#xF5;es estatais para as demandas de prote&#xE7;&#xE3;o social se materializam no contexto atual, atrav&#xE9;s dos programas e projetos relativos &#xE0;s juventudes brasileiras.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Uma promessa civilizat&#xF3;ria perversa: juventudes e pol&#xED;ticas sociais em tempos neodesenvolvimentistas</title>
			<p>A cria&#xE7;&#xE3;o e a amplia&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Juventude, tanto no que diz respeito ao desenvolvimento de bases legais, quanto da institucionaliza&#xE7;&#xE3;o (no que se refere &#xE0; cria&#xE7;&#xE3;o dos Conselhos de Juventude e da Secretaria Nacional de Juventude, por exemplo), e da amplia&#xE7;&#xE3;o de Programas e Projetos para as Juventudes constitui um grande avan&#xE7;o, pois reconhece as particularidades deste segmento social que vem sofrendo com a (des)prote&#xE7;&#xE3;o social na atual conjuntura.</p>
			<p>A Pol&#xED;tica Nacional de Juventude contava no ano de 2014 com 32 projetos
				<xref ref-type="fn" rid="fn3">
					<sup>3</sup>
				</xref> destinados &#xE0;s juventudes em territ&#xF3;rio nacional, executados pela Secretaria Nacional de Juventude, em parceria com 12 secretarias e minist&#xE9;rios diferentes, buscando concretizar a articula&#xE7;&#xE3;o interministerial &#xE0; qual se prop&#xF5;e a pol&#xED;tica. Tal articula&#xE7;&#xE3;o intersetorial e interministerial representa um dos requisitos fundamentais para o desenvolvimento de a&#xE7;&#xF5;es, na perspectiva da garantia de diretos de um segmento t&#xE3;o plural como as juventudes.
			</p>
			<p>Ao analisar o escopo de tais programas e projetos, observa-se que a maioria possui a&#xE7;&#xF5;es voltadas especialmente para a educa&#xE7;&#xE3;o e o trabalho, no sentido da qualifica&#xE7;&#xE3;o dos jovens para o mercado, percebida em diversos projetos em diferentes &#xE1;reas, mas, especialmente, nas pol&#xED;ticas de trabalho, educa&#xE7;&#xE3;o e seguran&#xE7;a p&#xFA;blica, sendo nessas tr&#xEA;s pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas que se concentram as principais a&#xE7;&#xF5;es para as juventudes no Brasil.</p>
			<p>Os programas e projetos para as juventudes, relacionados ao mundo do trabalho, se calcam no discurso de que a qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional &#xE9; fator decisivo para evitar o desemprego juvenil. Por&#xE9;m, ao analisar o contexto do mundo do trabalho em seu atual est&#xE1;gio, &#xE9; necess&#xE1;rio considerar a quest&#xE3;o estrutural que transcende a falta de qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional, em fun&#xE7;&#xE3;o da escassez de postos de trabalho, acelerada pela l&#xF3;gica da acumula&#xE7;&#xE3;o flex&#xED;vel. A quest&#xE3;o central da rela&#xE7;&#xE3;o entre juventudes e inser&#xE7;&#xE3;o do mundo do trabalho n&#xE3;o ocorre somente em virtude da pouca ou baixa qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional, mas pelos precarizados e flex&#xED;veis postos existentes no mercado de trabalho, na perspectiva da amplia&#xE7;&#xE3;o do ac&#xFA;mulo de capital, com base na m&#xE1;xima explora&#xE7;&#xE3;o da m&#xE3;o-de-obra. 
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">Gonzalez (2009)</xref> destaca que:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>[&#x2026;] aprimorar habilidades dos jovens provavelmente ainda n&#xE3;o lhes garantir&#xE1; um espa&#xE7;o muito maior no mercado de trabalho e, mesmo que o fizesse, seria t&#xE3;o somente &#xE0; custa do aumento do desemprego entre trabalhadores adultos, j&#xE1; que isso tenderia simplesmente a aumentar a concorr&#xEA;ncia entre trabalhadores por um conjunto limitado de oportunidade de emprego (
					<xref ref-type="bibr" rid="B11">GONZALEZ, 2009</xref>, p. 121).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Al&#xE9;m da centraliza&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es voltadas para a qualifica&#xE7;&#xE3;o do jovem para o mercado de trabalho, observa-se, tamb&#xE9;m, uma concentra&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es na juventude pobre, por meio da Pol&#xED;tica Nacional de Juventude. Dos 32 programas e projetos mapeados em territ&#xF3;rio nacional, 21 s&#xE3;o destinados para jovens em situa&#xE7;&#xE3;o de risco e vulnerabilidade social e 8 trabalham na perspectiva da transfer&#xEA;ncia de renda ou repasse de alguma bolsa ou benef&#xED;cio para os jovens. Tal concentra&#xE7;&#xE3;o acarreta o desmantelamento da l&#xF3;gica universal de direitos e reproduz a concep&#xE7;&#xE3;o de controle das &#x201C;classes perigosas&#x201D;, sendo a figura do &#x201C;jovem pobre&#x201D; o foco de tais a&#xE7;&#xF5;es; a perspectiva de controle a &#x201C;futuros criminosos&#x201D; por meio da educa&#xE7;&#xE3;o e do trabalho, na tentativa de inserir este jovem no prec&#xE1;rio mundo do trabalho e educ&#xE1;-lo, consent&#xE2;nea com uma vis&#xE3;o rom&#xE2;ntica de desenvolvimento.</p>
			<p>Nesse sentido, os jovens pobres s&#xE3;o responsabilizados pela conjuntura de (des)prote&#xE7;&#xE3;o vivenciada, sendo a qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional colocada como alternativa para o enfrentamento a tal conjuntura, jogando para tais jovens a &#xFA;nica responsabilidade por seu sucesso ou insucesso pessoal e da pr&#xF3;pria sociedade brasileira, ocultando o contexto de precariza&#xE7;&#xE3;o do mundo do trabalho em suas dimens&#xF5;es estruturais.</p>
			<p>Sendo assim, a resposta das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas para a conjuntura de (des)prote&#xE7;&#xE3;o social das juventudes se resume a uma 
				<italic>promessa civilizat&#xF3;ria perversa,</italic> calcada em um constructo ideol&#xF3;gico fetichizado que refere que, por meio do acesso ao emprego, as manifesta&#xE7;&#xF5;es da (des)prote&#xE7;&#xE3;o ser&#xE3;o enfrentadas, o que se apoia na ideia de que a falta de qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional &#xE9; fator decisivo para a empregabilidade. Tal discurso, presente nas pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, refere que as a&#xE7;&#xF5;es voltadas para as juventudes devem se articular na perspectiva da educa&#xE7;&#xE3;o para a constitui&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;capital social&#x201D;
				<xref ref-type="fn" rid="fn4">
					<sup>4</sup>
				</xref>, que visa auxiliar no avan&#xE7;o do pa&#xED;s, ocultando, assim, as rela&#xE7;&#xF5;es de explora&#xE7;&#xE3;o entre as classes sociais, e, ao mesmo tempo, objetivando, por meio desta constru&#xE7;&#xE3;o social, apaziguar a luta de classes, com a concep&#xE7;&#xE3;o de que a qualifica&#xE7;&#xE3;o ir&#xE1; garantir acesso ao mundo do trabalho.
			</p>
			<p>Assim, o cerne de produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o das manifesta&#xE7;&#xF5;es da (des)prote&#xE7;&#xE3;o social fica oculto pelo fetiche presente nesses discursos, que atribuem &#xE0; juventude pobre, e sem qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional, o r&#xF3;tulo de &#x201C;agentes da viol&#xEA;ncia&#x201D;. Nesta dire&#xE7;&#xE3;o propaga-se a ideia de que, por meio da qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional destes sujeitos (sendo via para a venda da for&#xE7;a de trabalho ou para a&#xE7;&#xF5;es empreendedoras), toda a sociedade ir&#xE1; se desenvolver e as manifesta&#xE7;&#xF5;es da (des)prote&#xE7;&#xE3;o ser&#xE3;o enfrentadas.</p>
			<p>A l&#xF3;gica predat&#xF3;ria do modo de produ&#xE7;&#xE3;o capitalista, que produz e reproduz as m&#xFA;ltiplas manifesta&#xE7;&#xF5;es da (des)prote&#xE7;&#xE3;o, incluindo a precariza&#xE7;&#xE3;o no mundo do trabalho, &#xE9; ocultada pelo discurso presente nas pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, que coloca em cheque uma promessa civilizat&#xF3;ria perversa no momento em que amplia ilus&#xF5;es irreais, sugerindo que a qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional ir&#xE1; gerar acesso ao mercado de trabalho para os jovens pobres e toda a sociedade se desenvolver&#xE1; com seguran&#xE7;a e prote&#xE7;&#xE3;o, na medida em que tais sujeitos estiverem inseridos em atividades laborais.</p>
			<p>Esta face perversa, presente no discurso das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas para as juventudes, enquadra-se como uma pauta neodesenvolvimentista que reproduz a ideia das juventudes como estrat&#xE9;gia para o desenvolvimento, isto &#xE9;, como o segmento social respons&#xE1;vel pela constru&#xE7;&#xE3;o de uma &#x201C;sociedade desenvolvida&#x201D;. Assim, como lembra 
				<xref ref-type="bibr" rid="B20">Sampaio Jr (2012)</xref>, o neodesenvolvimentismo constitui um esfor&#xE7;o para dar uma nova roupagem &#xE0; velha teoria da moderniza&#xE7;&#xE3;o, como solu&#xE7;&#xE3;o para os graves problemas das popula&#xE7;&#xF5;es que vivem no elo fraco do sistema capitalista mundial. Nesse sentido, observa-se que as a&#xE7;&#xF5;es pensadas no &#xE2;mbito da Pol&#xED;tica Nacional de Juventude tornam-se o reflexo de um Estado Neodesenvolvimentista, pois nasce no momento hist&#xF3;rico em que se amplia esta perspectiva estatal, utilizando-a como estrat&#xE9;gia de fomento e fortalecimento ao mercado, cumprindo o pressuposto neoliberal de colocar a estabilidade econ&#xF4;mica como meta suprema das a&#xE7;&#xF5;es do Estado.
			</p>
			<p>A concep&#xE7;&#xE3;o presente nas Pol&#xED;ticas P&#xFA;blicas de Juventude se revela fetichizada, &#xE0; medida que oculta as dimens&#xF5;es estruturais presentes nos limites do desenvolvimento no &#xE2;mbito da sociedade Brasileira, colocando os jovens na condi&#xE7;&#xE3;o de respons&#xE1;veis por &#x201C;desenvolver a na&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. Tal forma fetichizada de compreens&#xE3;o do real oculta lacunas no &#xE2;mbito destas pol&#xED;ticas, especialmente quando se trata de demandas das juventudes por pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas de car&#xE1;ter universal e de qualidade, uma vez que tais respostas s&#xE3;o realizadas de forma focalizada e precarizada, desconstruindo perspectivas universalizantes e mantendo a estrutura de um Estado Neoliberal.</p>
			<p>Nesse sentido, o contexto atual indica uma conjuntura bastante preocupante para as juventudes na realidade Brasileira, pois a partir de 2015, e especialmente em 2016, observa-se uma amplia&#xE7;&#xE3;o de pautas pol&#xED;ticas conservadoras na realidade brasileiras materializadas por meio do Estatuto da Fam&#xED;lia, a proposta da Redu&#xE7;&#xE3;o da Maioridade Penal, as mudan&#xE7;as no Estatuto do Desarmamento, que v&#xE3;o de encontro &#xE0; concep&#xE7;&#xE3;o de direitos humanos, representando retrocessos hist&#xF3;ricos. Nesse mesmo ano a crise pol&#xED;tica que se amplia na realidade brasileira, somada &#xE0; crise econ&#xF4;mica, faz aparecer uma face com contornos claramente neoliberais, amea&#xE7;ando ainda mais os direitos sociais tendo como base o discurso da necessidade de enxugamento dos gastos estatais, por via do corte em pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas. O projeto neodesenvolvimentista brasileiro enfraquece suas bases, e emerge, com toda for&#xE7;a e vigor, um ide&#xE1;rio neoliberal que indica uma onda de desmantelamento de direitos sociais que, certamente, afetar&#xE1; todos os segmentos sociais, em especial as juventudes. As propostas para os &#x201C;novos rumos do Brasil&#x201D; est&#xE3;o calcadas na f&#xF3;rmula neoliberal que, segundo 
				<xref ref-type="bibr" rid="B7">Behring (2009)</xref>, seguem os seguintes princ&#xED;pios:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>1) um Estado forte para romper o poder dos sindicatos e controlar a moeda; 2) um Estado parco para os gastos sociais e regulamenta&#xE7;&#xF5;es econ&#xF4;micas; 3) a busca da estabilidade monet&#xE1;ria como meta suprema; 4) uma forte disciplina or&#xE7;ament&#xE1;ria, diga-se, conten&#xE7;&#xE3;o dos gastos sociais e restaura&#xE7;&#xE3;o de uma taxa natural de desemprego; 5) uma reforma fiscal, diminuindo os impostos sobre os rendimentos mais altos; e 6) o desmonte dos direitos sociais (
					<xref ref-type="bibr" rid="B7">BEHRING, 2009</xref>, p.12).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Dessa forma, a articula&#xE7;&#xE3;o de uma rede de prote&#xE7;&#xE3;o ampla e articulada, que possa envolver as diversas pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas por meio da intersetorialidade, na perspectiva da prote&#xE7;&#xE3;o social, n&#xE3;o constitui elemento presente nas a&#xE7;&#xF5;es voltadas para as juventudes no Brasil e est&#xE1; cada vez mais distante de ocorrer, uma vez que as poucas pol&#xED;ticas para as juventudes possuem em seu centro a&#xE7;&#xF5;es focalizadas na qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional de jovens pobres, o que esvazia as possibilidades de desenvolvimento de pol&#xED;ticas afirmativas de direitos, na perspectiva dos direitos humanos. Estes processos que fragilizam a perspectiva universalizante e reproduzem concep&#xE7;&#xF5;es que acarretam a moraliza&#xE7;&#xE3;o da quest&#xE3;o social ocasionam processos cont&#xED;nuos de (des)prote&#xE7;&#xE3;o social.</p>
			<p>Apesar do avan&#xE7;o no que diz respeito &#xE0; constitui&#xE7;&#xE3;o de uma pol&#xED;tica p&#xFA;blica espec&#xED;fica para as juventudes, a realidade demonstra a necessidade de constru&#xE7;&#xE3;o de diversas lutas para a materializa&#xE7;&#xE3;o do Estatuto da Juventude. A onda neoliberal, que j&#xE1; demonstrou na realidade brasileira a sua capacidade destrutiva, &#xE9; um forte ind&#xED;cio de que a luta pela prote&#xE7;&#xE3;o social de jovens no Brasil s&#xF3; est&#xE1; iniciando, tendo grandes desafios a serem superados. Em um pa&#xED;s que se destaca mundialmente pelos altos &#xED;ndices de mortalidade juvenil, a luta pela vida faz-se urgente.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>&#xC0; guisa de conclus&#xE3;o</title>
			<p>As juventudes no Brasil v&#xEA;m vivenciando um contexto marcado pela (des)prote&#xE7;&#xE3;o social de diversas formas, indicando um quadro de viola&#xE7;&#xF5;es de direitos que se expressam de m&#xFA;ltiplas formas, tendo como raiz a din&#xE2;mica do capital em sua atual configura&#xE7;&#xE3;o. Desemprego, subemprego, precariedade salarial, dificuldade de perman&#xEA;ncia escolar, pobreza, mortalidade, dentre outras express&#xF5;es da quest&#xE3;o social, s&#xE3;o cotidianamente vivenciadas pelas juventudes que necessitam de prote&#xE7;&#xE3;o social, na perspectiva de materializa&#xE7;&#xE3;o de seus direitos.</p>
			<p>Diante desta realidade, &#xE9; importante considerar que o Brasil tem avan&#xE7;ado de forma significativa nos &#xFA;ltimos dez anos quanto &#xE0; amplia&#xE7;&#xE3;o dos direitos das juventudes, tanto no que diz respeito &#xE0;s bases legais, como na constru&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas para as juventudes, acompanhando uma tend&#xEA;ncia mundial das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas para al&#xE9;m do recorte adolesc&#xEA;ncia. Apesar dos avan&#xE7;os, h&#xE1; um longo caminho a ser trilhado para a garantia de direitos das juventudes no Brasil, na perspectiva de romper com pol&#xED;ticas precarizadas e focalizadas que reproduzem uma 
				<italic>promessa civilizat&#xF3;ria perversa,</italic> isso &#xE9;, que reproduzem o fetiche da qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional como &#xFA;nico caminho para a prote&#xE7;&#xE3;o social e garantia de direitos. Romper com tal fetiche, por meio da luta por pol&#xED;ticas universais, constitui mecanismo fundamental na luta pelos direitos juvenis no Brasil.
			</p>
			<p>Tal luta, no momento hist&#xF3;rico atual, deve se concentrar no enfrentamento dos fetiches presentes nos discursos das Pol&#xED;ticas P&#xFA;blicas para a Juventude, alimentados pelo sociometabolismo do capital, sob sua fei&#xE7;&#xE3;o neodesenvolvimentista, que reduz a prote&#xE7;&#xE3;o social das juventudes &#xE0; prepara&#xE7;&#xE3;o profissional como instrumento de desenvolvimento social. O contexto de luta pela garantia de direitos deve ser ampliado especialmente devido &#xE0; conjuntura atual, que faz ressurgir um forte ide&#xE1;rio neoliberal e coloca em risco os poucos direitos conquistados pelas juventudes.</p>
			<p>Diante desses desafios, mostra-se imprescind&#xED;vel reafirmar a luta coletiva em torno da universaliza&#xE7;&#xE3;o de direitos, sendo uma importante pauta no enfrentamento da conjuntura de (des)prote&#xE7;&#xE3;o vivenciada pelas juventudes, uma vez que o direito &#xE0; prote&#xE7;&#xE3;o social s&#xF3; poder&#xE1; se materializar no momento em que houver a garantia dos demais direitos sociais, no desenvolvimento de pol&#xED;ticas afirmativas, onde possam ser materializados os direitos das juventudes, em conson&#xE2;ncia com a luta coletiva por direitos humanos no atual contexto, compreendendo as especificidades deste segmento social, sem negar a universalidade no &#xE2;mbito da garantia de direitos. Mesmo compreendendo os limites no &#xE2;mbito da emancipa&#xE7;&#xE3;o humana, no contexto da sociedade capitalista, a luta pela garantia de diretos das juventudes brasileiras, atrav&#xE9;s de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas universais, ainda tem um longo caminho, essencial para a materializa&#xE7;&#xE3;o da prote&#xE7;&#xE3;o social de todos os jovens no Brasil.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
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			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Quest&#xE3;o Social aqui compreendida, na perspectiva de 
					<xref ref-type="bibr" rid="B12">lamamoto (2007)</xref>, como o conjunto das express&#xF5;es das desigualdades da sociedade capitalista madura, que tem uma raiz comum: a produ&#xE7;&#xE3;o social &#xE9; cada vez mais coletiva, o trabalho torna-se amplamente social, enquanto a apropria&#xE7;&#xE3;o dos seus frutos permanece privada, o que condensa o conjunto das desigualdades e lutas sociais, produzidas e reproduzidas no movimento contradit&#xF3;rio das rela&#xE7;&#xF5;es sociais, alcan&#xE7;ando plenitude de suas express&#xF5;es e matizes, em tempos de capital fetiche.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Segundo dados da Secretaria Nacional de Juventude, as duas confer&#xEA;ncias, realizadas nos anos de 2008 e 2011, mobilizaram 952 mil pessoas em todo pa&#xED;s.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Segundo mapeamento realizado como parte da Tese de Doutorado em Servi&#xE7;o Social sobre o tema de Juventudes e Pol&#xED;ticas P&#xFA;blicas (2015).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Segundo 
					<xref ref-type="bibr" rid="B9">Castro (2013)</xref>, a ideia de capital social contida nas pol&#xED;ticas neodesenvolvimentistas, e presentes nas pol&#xED;ticas voltadas para as juventudes, dissemina um novo ide&#xE1;rio para o trabalho, para a educa&#xE7;&#xE3;o e para a pr&#xF3;pria individualidade, que oculta os limites estruturais existentes na conjuntura do mundo do trabalho e das rela&#xE7;&#xF5;es capitalistas.
				</p>
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			<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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							<given-names>M</given-names>
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							<surname>ANDRADE</surname>
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						<bold>Trabalho, juventude e precariedade</bold>: Brasil e Portugal
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					<publisher-loc>Bauru/SP</publisher-loc>
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						<bold>Juventudes</bold>; outros olhares sobre a diversidade
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