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				<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1677-9509</issn>
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				<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="publisher-id">00014</article-id>
			<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2016.1.23007</article-id>
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					<subject>Direitos Humanos e Direito &#xE1; Informa&#xE7;&#xE3;o</subject>
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				<article-title>Conselho dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente e o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o</article-title>
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					<trans-title>Rights&#x27;s Council of Children and Adolescents and access to information</trans-title>
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						<given-names>Aline Elisa Maretto</given-names>
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					<institution content-type="normalized">Universidade Federal do Esp&#xED;rito Santo</institution>
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					<email>alinelisa_lane@hotmail.com</email>
					<institution content-type="original">Mestre em pol&#xED;tica social pela Universidade Federal do Esp&#xED;rito Santo (UFES). Professora volunt&#xE1;ria na Universidade Federal do Esp&#xED;rito Santo, Vit&#xF3;ria - ES/Brasil. CV: http://lattes.cnpq.br/1581253089192389. E-mail: alinelisa_lane@hotmail.com</institution>
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				<year>2019</year>
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            <pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Jan-Jul</season>
				<year>2016</year>
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			<issue>1</issue>
			<fpage>184</fpage>
			<lpage>195</lpage>
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					<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p>
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			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>A partir da an&#xE1;lise da rela&#xE7;&#xE3;o do Conselho Estadual dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente com a Secretaria de Estado de Assist&#xEA;ncia Social e Direitos Humanos no estado do Esp&#xED;rito Santo, o artigo discute a troca de informa&#xE7;&#xE3;o entre esses dois atores do Sistema de Garantia dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente no territ&#xF3;rio capixaba. A reflex&#xE3;o tem como base o controle social no Estatuto da Crian&#xE7;a e do Adolescente e os princ&#xED;pios internacionais e constitucionais de acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica, principalmente a Lei n&#xBA;. 12.527/2011. Para coleta dos dados emp&#xED;ricos foi realizada an&#xE1;lise documental, aplica&#xE7;&#xE3;o de question&#xE1;rio e realiza&#xE7;&#xE3;o de entrevistas semi-estruturadas. Os resultados indicam que a Secretaria n&#xE3;o restringe o acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es, por&#xE9;m, fatores como aus&#xEA;ncia de um fluxo definido de troca de informa&#xE7;&#xE3;o e a n&#xE3;o sistematiza&#xE7;&#xE3;o de dados sobre a realidade da inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia no Esp&#xED;rito Santo, dificultam esse interc&#xE2;mbio.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>Considering the analysis of the relationship among the State Council for the Rights of Children and Adolescents and the Secretary of State for Social Assistance and Human Rights in the Esp&#xED;rito Santo, this paper discusses the exchange of information between these two actors of the Rights Guarantee System in the Capixaba territory. The reflection is based on the Social Control established in the Children and Adolescent Statute and the international and constitutional principles regarding access to public information, mainly the law number 12.527/2011. For the research was realized the documental analysis, questionnaire and semi structured interview. The results indicate that the Secretary don&#x27;t restricted the access of the public information, however, the factors how the absence of a defined flow of information exchange and the absence of the systematic dados about the reality of the childhood and adolescence in the Esp&#xED;rito Santo, difficult this exchange.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Controle social</kwd>
				<kwd>Conselhos dos direitos</kwd>
				<kwd>Acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Keywords</title>
				<kwd>Social Control</kwd>
				<kwd>Council for the Rights</kwd>
				<kwd>Access to information</kwd>
			</kwd-group>
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	<body>
		<p>O Estatuto da Crian&#xE7;a e do Adolescente (ECA) - lei n&#xBA;. 8.069 de 1990 - regulamenta a conquista dos direitos de crian&#xE7;as e adolescentes, obtidas pelos movimentos sociais e institu&#xED;das na Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988. Consiste na concretiza&#xE7;&#xE3;o dos direitos assinalados no artigo 227 da Carta Magna, que elenca os direitos fundamentais de defesa da inf&#xE2;ncia e da adolesc&#xEA;ncia.</p>
		<p>O reconhecimento dos direitos de cidadania do p&#xFA;blico infanto-juvenil no Brasil &#xE9; uma das conquistas mais recentes na evolu&#xE7;&#xE3;o hist&#xF3;rica dos direitos humanos do pa&#xED;s. Trata-se de uma legisla&#xE7;&#xE3;o que introduz um novo paradigma no tratamento legal dado a crian&#xE7;as e adolescentes, pois reconhece esse segmento geracional como ser humano em desenvolvimento biopsicossocial e sujeito de direitos, ao contr&#xE1;rio da legisla&#xE7;&#xE3;o anterior, encerrando a doutrina da situa&#xE7;&#xE3;o irregular, prevista no C&#xF3;digo de Menores, que vigorou de 1979 at&#xE9; 1990 (
			<xref ref-type="bibr" rid="B13">MENDES, 2010</xref>).
		</p>
		<p>Al&#xE9;m da mudan&#xE7;a de paradigma, o ECA estabelece, tamb&#xE9;m, uma s&#xE9;rie de mudan&#xE7;as para as pol&#xED;ticas de atendimento destinadas a inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia. Ao tratar da mudan&#xE7;a de gest&#xE3;o dessa pol&#xED;tica, o Estatuto estabelece a participa&#xE7;&#xE3;o popular na formula&#xE7;&#xE3;o e no controle social
			<xref ref-type="fn" rid="fn1">
				<sup>1</sup>
			</xref> das pol&#xED;ticas direcionadas a esse p&#xFA;blico. Inserido nesse marco conceitual e legal da pol&#xED;tica social, tem-se o redirecionamento institucional na perspectiva de mudan&#xE7;a, principalmente com a implanta&#xE7;&#xE3;o dos Conselhos Tutelares
			<xref ref-type="fn" rid="fn2">
				<sup>2</sup>
			</xref> e dos Conselhos dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente.
		</p>
		<p>Os Conselhos dos Direitos, um dos mecanismos de controle social institu&#xED;do pelo ECA, devem ser criados por lei federal, estadual e municipal, conforme preconizado no artigo 88 do Estatuto (
			<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 1990</xref>). Assim, existem o Conselho Nacional dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente (CONANDA), os Conselhos Estaduais e, no &#xE2;mbito municipal, os Conselhos Municipais dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente.
		</p>
		<p>Os Conselhos dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente s&#xE3;o &#xF3;rg&#xE3;os respons&#xE1;veis pela elabora&#xE7;&#xE3;o das diretrizes da pol&#xED;tica de atendimento aos direitos da inf&#xE2;ncia e juventude no Brasil. Al&#xE9;m disso, tamb&#xE9;m compete aos Conselhos dos Direitos o acompanhamento, controle social e avalia&#xE7;&#xE3;o dos programas e a&#xE7;&#xF5;es desenvolvidas direcionadas a esse p&#xFA;blico. Tais &#xF3;rg&#xE3;os devem ser compostos, paritariamente, por membros do governo e da sociedade civil organizada, conforme previsto no artigo 88, inciso II do ECA (
			<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 1990</xref>).
		</p>
		<p>Assegurar a exist&#xEA;ncia e a efetividade de pol&#xED;ticas direcionadas &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o infanto-juvenil &#xE9; uma das principais atribui&#xE7;&#xF5;es dos Conselhos dos Direitos. Por&#xE9;m, para que isso aconte&#xE7;a, &#xE9; primordial a participa&#xE7;&#xE3;o e o controle nos processos de elabora&#xE7;&#xE3;o e execu&#xE7;&#xE3;o dos or&#xE7;amentos. Tamb&#xE9;m cabe aos conselhos, monitorar o funcionamento do Sistema de Garantia dos Direitos
			<xref ref-type="fn" rid="fn3">
				<sup>3</sup>
			</xref> institu&#xED;do pelo ECA. O objetivo final da atua&#xE7;&#xE3;o dos conselheiros dos direitos &#xE9; garantir que todas as crian&#xE7;as e adolescentes sejam reconhecidos e respeitados como cidad&#xE3;os, sujeitos de direitos e deveres e em condi&#xE7;&#xF5;es especiais de desenvolvimento, fazendo cumprir o Estatuto (
			<xref ref-type="bibr" rid="B2">BRASIL, 2006</xref>).
		</p>
		<p>Nesse sentido, podemos afirmar que os Conselhos dos Direitos possuem dupla finalidade: a de elabora&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas que assegurem o atendimento dos direitos de crian&#xE7;as e adolescentes, assim como o papel de controlador da execu&#xE7;&#xE3;o dessas pol&#xED;ticas. Sobre esse aspecto, 
			<xref ref-type="bibr" rid="B18">Pontes (1993</xref>, p. 20-22) afirma que
		</p>
		<disp-quote>
			<p>A primeira finalidade, na pr&#xE1;tica, implica dizer que todo projeto de governo que vise - exclusivamente ou n&#xE3;o - o atendimento dos direitos da crian&#xE7;a e/ou adolescente deve contar com a aprova&#xE7;&#xE3;o pr&#xE9;via do Conselho dos Direitos para a sua execu&#xE7;&#xE3;o, sob pena desta [sic] ser sustada pela justi&#xE7;a por ocorrer inconstitucionalidade formal. [&#x2026;] Quanto &#xE0; segunda finalidade que &#xE9; o controle na execu&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas que atendam os direitos infanto-juvenis, sua exist&#xEA;ncia &#xE9; devido ao fato de n&#xE3;o ser o Conselho dos Direitos o &#xF3;rg&#xE3;o executor de seus projetos, [a ele cabe] controlar as pol&#xED;ticas que elaborou.</p>
		</disp-quote>
		<p>Visando consolidar o novo paradigma estabelecido pelo ECA, os Conselhos aparecem como mecanismos fundamentais para assegurar os direitos de crian&#xE7;as e adolescentes. O Conselho dos Direitos &#xE9; o instrumento de controle social institu&#xED;do pelo Estatuto que passa a permitir, de fato, a participa&#xE7;&#xE3;o popular em &#xE2;mbito governamental p&#xFA;blico.</p>
		<p>&#xC9; importante destacar que o exerc&#xED;cio do controle social democr&#xE1;tico implica na partilha de poder. Um ponto fundamental dessa partilha consiste no acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas, pol&#xED;ticas e or&#xE7;ament&#xE1;rias em posse do Estado. Trata-se do acesso &#xE0; presta&#xE7;&#xE3;o de contas, realizada de forma sistem&#xE1;tica e dirigida, especificamente, aos conselheiros, principalmente os que representam a sociedade civil. Objetiva-se, assim, diminuir as assimetrias do saber e do poder (
			<xref ref-type="bibr" rid="B3">BRASIL, 2004</xref>). Quanto mais informado os conselheiros estiverem, maior ser&#xE1; a sua capacidade para analisar e avaliar planos e projetos destinados &#xE0; inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia, considerando, principalmente, a sua conformidade com o que est&#xE1; estabelecido legalmente.
		</p>
		<p>N&#xE3;o podemos perder de vista que os Conselhos tamb&#xE9;m s&#xE3;o espa&#xE7;os de disputa entre os interesses da sociedade civil e do Estado. Sendo uma arena onde ocorre conflito de interesses, o controle social s&#xF3; consegue ser efetivado quando existe uma rela&#xE7;&#xE3;o direta dos Conselhos com diferentes elementos da comunica&#xE7;&#xE3;o, entre eles o acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas. Nesse sentido, 
			<xref ref-type="bibr" rid="B9">Carvalho (1998</xref>, p. 16) alerta que os Conselhos sem um acesso m&#xED;nimo &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es do governo, deixam de atuar na negocia&#xE7;&#xE3;o e na cogest&#xE3;o da pol&#xED;tica, &#x201C;[&#x2026;] reduzindo-se a espa&#xE7;os de luta social reivindicativa como os demais movimentos sociais&#x201D;.
		</p>
		<disp-quote>
			<p>Sem informa&#xE7;&#xE3;o, o Conselho fica numa situa&#xE7;&#xE3;o de depend&#xEA;ncia gerada pelo desconhecimento, restringindo-se a aceitar e aprovar as propostas governamentais, uma vez que n&#xE3;o consegue apontar os eventuais limites dessas propostas frente &#xE0;s necessidades das crian&#xE7;as e adolescentes de sua localidade de atua&#xE7;&#xE3;o. Assim, a atribui&#xE7;&#xE3;o de monitoramento e avalia&#xE7;&#xE3;o dos Conselhos pode ficar condicionada ao conhecimento que s&#xF3; os t&#xE9;cnicos dos &#xF3;rg&#xE3;os governamentais possuem (
				<xref ref-type="bibr" rid="B17">PEREIRA; TATAGIBA; TORRES, 2009</xref>, p. 42).
			</p>
		</disp-quote>
		<p>&#xC9; incontest&#xE1;vel a import&#xE2;ncia do acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas pelos Conselhos dos Direitos para o desempenho de suas atividades. Para que as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas alcancem resultados eficazes, que assegurem o acesso aos direitos previstos no Estatuto &#xE9; fundamental que as suas diretrizes e princ&#xED;pios se materializem em a&#xE7;&#xF5;es concretas. Para que isso ocorra, &#xE9; dever dos &#xF3;rg&#xE3;os respons&#xE1;veis pela gest&#xE3;o das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas disponibilizarem as informa&#xE7;&#xF5;es necess&#xE1;rias para auxiliar na discuss&#xE3;o em torno do planejamento proposto e, com isso, efetivar o controle social (
			<xref ref-type="bibr" rid="B17">PEREIRA; TATAGIBA; TORRES, 2009</xref>).
		</p>
		<p>Reconhecendo a import&#xE2;ncia do acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas pelos Conselhos para o exerc&#xED;cio mais qualificado do controle social, este artigo tem o objetivo de discutir e analisar a troca de informa&#xE7;&#xE3;o entre o Conselho Estadual dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente do Esp&#xED;rito Santo (CRIAD) com a Secretaria de Estado de Assist&#xEA;ncia Social e Direitos Humanos (SEADH), durante os anos 2011 a 2014. Interessa-nos, pois, apresentar dados que demonstram como tem ocorrido, na pr&#xE1;tica, a troca de informa&#xE7;&#xE3;o entre o Conselho e um setor do governo do Estado.</p>
		<p>As reflex&#xF5;es aqui apresentadas t&#xEA;m como objetivo contribuir na amplia&#xE7;&#xE3;o e qualifica&#xE7;&#xE3;o dos debates sobre a participa&#xE7;&#xE3;o da sociedade civil nos conselhos, dando &#xEA;nfase para a import&#xE2;ncia do acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o para o exerc&#xED;cio do controle social democr&#xE1;tico. Assim, nossa discuss&#xE3;o se inicia com uma s&#xED;ntese sobre o direito de acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o para, posteriormente, apresentar os procedimentos utilizados para a coleta dos dados emp&#xED;ricos e os resultados obtidos na pesquisa.</p>
		<sec>
			<title>O direito de acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas</title>
			<p>O direito de acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; um direito humano fundamental, vinculado &#xE0; no&#xE7;&#xE3;o de democracia. Em geral, o direito &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; mais usualmente associado ao direito que todo cidad&#xE3;o tem de solicitar e receber informa&#xE7;&#xF5;es que est&#xE3;o sob a guarda de &#xF3;rg&#xE3;os e entidades p&#xFA;blicas. Nesse sentido, para assegurar o livre fluxo de informa&#xE7;&#xF5;es, &#xE9; fundamental que os &#xF3;rg&#xE3;os p&#xFA;blicos facilitem aos cidad&#xE3;os o acesso a informa&#xE7;&#xF5;es de interesse p&#xFA;blico.</p>
			<p>Importantes organismos da comunidade internacional reconhecem o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o como direito humano fundamental (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">CANELA, NASCIMENTO, 2009</xref>). Desde sua origem, a Declara&#xE7;&#xE3;o Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Assembleia Geral da Organiza&#xE7;&#xE3;o das Na&#xE7;&#xF5;es Unidas (ONU) em 1948, j&#xE1; previa em seu artigo 19 que
			</p>
			<disp-quote>
				<p>Todo ser humano tem direito &#xE0; liberdade de opini&#xE3;o e de express&#xE3;o; esse direito inclui a liberdade de ter opini&#xF5;es sem sofrer interfer&#xEA;ncia e de procurar, receber e divulgar informa&#xE7;&#xF5;es e ideias por quaisquer meios, sem limite de fronteiras (
					<xref ref-type="bibr" rid="B14">ONU, 1948</xref>).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Diversos outros atos internacionais reconheceram a import&#xE2;ncia de garantir e proteger o &#x201C;direito de acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas&#x201D;, como: o artigo 19 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Pol&#xED;ticos, o artigo 13 da Conven&#xE7;&#xE3;o Interamericana sobre Direitos Humanos, o artigo 9&#xBA; da Carta Africana sobre os Direitos Humanos e dos Povos e o artigo 10 da Conven&#xE7;&#xE3;o Europeia sobre Direitos Humanos. Cada um deles reconhece o acesso a informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas como direito humano fundamental (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">CANELA, NASCIMENTO, 2009</xref>).
			</p>
			<p>No Brasil, o acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas esta garantido na Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988 em seu artigo 5&#xBA;, inciso XXXII que prev&#xEA; que</p>
			<disp-quote>
				<p>[&#x2026;] Todos t&#xEA;m direito a receber dos &#xF3;rg&#xE3;os p&#xFA;blicos informa&#xE7;&#xF5;es de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que ser&#xE3;o prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescind&#xED;vel &#xE0; seguran&#xE7;a da sociedade e do Estado (
					<xref ref-type="bibr" rid="B4">BRASIL, 1988</xref>).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Por&#xE9;m, embora a Constitui&#xE7;&#xE3;o de 1988 garanta a todo o cidad&#xE3;o o direito a receber dos &#xF3;rg&#xE3;os p&#xFA;blicos informa&#xE7;&#xF5;es tanto de interesse particular, como de interesses coletivo ou geral, a regulamenta&#xE7;&#xE3;o desse artigo passou por um longo per&#xED;odo at&#xE9; ser finalizado. Somente em Fevereiro de 2010, a Comiss&#xE3;o especial da C&#xE2;mara dos deputados emitiu um parecer referente ao projeto de Lei n&#xBA; 219, de 2003, que versava sobre a regulamenta&#xE7;&#xE3;o do inciso XXXIII do artigo 5&#xBA; da Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal. Em 2009, v&#xE1;rias entidades foram convidadas para audi&#xEA;ncias p&#xFA;blicas, o que resultou em uma s&#xE9;rie de sugest&#xF5;es, muito mais ousadas do que as propostas pelo Executivo, a serem incorporadas nesse projeto de lei. Apenas em Abril de 2010, a C&#xE2;mara aprovou o projeto de lei que intentava a regulamenta&#xE7;&#xE3;o do acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas que seguiu para o Senado, para ser debatido e aprovado (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">HERKENHOFF; RABELO, 2011</xref>).
			</p>
			<p>Verifica-se, assim, que o debate em torno do tema s&#xF3; ganhou maior dimens&#xE3;o entre 2009-2010, a partir da resist&#xEA;ncia verificada para a regulamenta&#xE7;&#xE3;o da Lei de Acesso &#xE0; Informa&#xE7;&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">HERKENHOFF; RABELO, 2011</xref>). A demora na regulamenta&#xE7;&#xE3;o de uma lei espec&#xED;fica para tratar o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica demonstra como esse direito foi tratado no Brasil durante muito tempo.
			</p>
			<p>Diante dessa realidade, frentes distintas pressionaram pela mudan&#xE7;a visando &#xE0; legaliza&#xE7;&#xE3;o da Lei de Acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o. Nesse contexto, existiram iniciativas pontuais que visavam assegurar, atrav&#xE9;s de dispositivos legais ou determina&#xE7;&#xF5;es judici&#xE1;rias, o acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas. Outro movimento buscou modificar os marcos legais, nessa frente o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil se destacou. As pr&#xF3;prias institui&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas tamb&#xE9;m serviram como fonte de press&#xE3;o e defenderam a abertura de parte dos registros e dados do governo federal (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">CANELA, NASCIMENTO, 2009</xref>). Nesse movimento de press&#xE3;o, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">Herkenhoff e Rabelo (2011</xref>, p. 87) acrescentam ainda uma &#x201C;[&#x2026;] quarta frente: movimentos e organiza&#xE7;&#xF5;es da sociedade civil (OSC) e as intergovernamentais&#x201D;.
			</p>
			<p>Finalmente, em 18 de Novembro de 2011, a Lei de Acesso &#xE0; Informa&#xE7;&#xE3;o (LAI) (Lei n&#xBA; 12.527) foi promulgada, entrando em vigor em 16 de maio de 2012, visando regulamentar o direito constitucional de acesso dos cidad&#xE3;os &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas no pa&#xED;s. Na LAI s&#xE3;o estabelecidos conceitos e princ&#xED;pios que norteiam o direito fundamental de acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es, al&#xE9;m de definir orienta&#xE7;&#xF5;es gerais quanto aos procedimentos de acesso (
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">BRASIL, 2011</xref>).
			</p>
			<p>A LAI consolida e estabelece o marco regulat&#xF3;rio sobre o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica sob guarda do Estado. Al&#xE9;m disso, define os procedimentos para a que administra&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica de retorno aos pedidos de informa&#xE7;&#xE3;o do cidad&#xE3;o, deixando claro que o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica &#xE9; a regra e que o sigilo passa a ser uma exce&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>&#xC9; importante destacar, que embora a LAI tenha sido sancionada em 2011, outras &#xE1;reas e legisla&#xE7;&#xF5;es org&#xE2;nicas espec&#xED;ficas j&#xE1; haviam avan&#xE7;ado sobre esse aspecto. A Lei Org&#xE2;nica as Assist&#xEA;ncia Social &#xE9; uma delas (RABELO, 2015).</p>
			<p>Diante disso, a orienta&#xE7;&#xE3;o legal demanda colocar em movimento um &#x201C;[&#x2026;] amplo processo envolvendo organiza&#xE7;&#xF5;es do Estado, com seus t&#xE9;cnicos, profissionais; as organiza&#xE7;&#xF5;es que atuam na &#xE1;rea; os movimentos e grupos organizados, al&#xE9;m dos usu&#xE1;rios (RABELO, 2015, p. 241)&#x201D;. Diferentes atores s&#xE3;o desafiados, a partir das informa&#xE7;&#xF5;es e das demandas, aprimorar a pol&#xED;tica de atendimento destinada &#xE0;s crian&#xE7;as e adolescentes. Nesse sentido, vejamos como ocorre, na pr&#xE1;tica, a troca de informa&#xE7;&#xF5;es entre o Conselho Estadual dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente do ES e a Secretaria de Estado de Assist&#xEA;ncia Social e Direitos Humanos, sobre a &#xE1;rea da inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia, no territ&#xF3;rio capixaba.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>O acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o na pr&#xE1;tica: a troca de informa&#xE7;&#xF5;es entre o CRIAD e a SEADH</title>
			<p>O levantamento realizado no Esp&#xED;rito Santo sobre rela&#xE7;&#xE3;o entre Conselho Estadual dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente e a Secretaria de Estado Assist&#xEA;ncia Social e Direitos Humanos, teve como um de seus objetivos verificar como ocorre, na pr&#xE1;tica, a troca de informa&#xE7;&#xE3;o entre o Conselho e a Secretaria
				<xref ref-type="fn" rid="fn4">
					<sup>4</sup>
				</xref>.
			</p>
			<p>Para isso, os dados emp&#xED;ricos aqui apresentados foram obtidos atrav&#xE9;s de pesquisa documental, aplica&#xE7;&#xE3;o de question&#xE1;rio e realiza&#xE7;&#xE3;o de entrevistas semi-estruturadas. Os documentos analisados foram os of&#xED;cios trocados entre o Conselho e a SEADH. Nesses documentos verificamos os assuntos tratados entre eles, a frequ&#xEA;ncia com que ocorreu essa troca de correspond&#xEA;ncia e o tipo de informa&#xE7;&#xE3;o enviada. No total, foram analisados 83 of&#xED;cios, entre enviados e recebidos, entre os anos de 2011 a 2014.</p>
			<p>Al&#xE9;m da pesquisa documental, utilizamos tamb&#xE9;m a t&#xE9;cnica de aplica&#xE7;&#xE3;o de question&#xE1;rio. Nesse caso, o question&#xE1;rio nos auxiliou a obter informa&#xE7;&#xF5;es sobre a comunica&#xE7;&#xE3;o, informa&#xE7;&#xE3;o e imagem do Conselho. Esse question&#xE1;rio foi enviado para que a secret&#xE1;ria executiva do Conselho respondesse, pois consideramos o seu tempo de atua&#xE7;&#xE3;o no CRIAD e sua imparcialidade por n&#xE3;o representar nem o governo e nem a sociedade civil. A aplica&#xE7;&#xE3;o do question&#xE1;rio possibilitou a identifica&#xE7;&#xE3;o dos mecanismos de troca de informa&#xE7;&#xE3;o e divulga&#xE7;&#xE3;o das a&#xE7;&#xF5;es do Conselho.</p>
			<p>Tamb&#xE9;m fizemos uso de entrevistas semi-estruturadas para complementar as informa&#xE7;&#xF5;es obtidas atrav&#xE9;s dos documentos. Para isso, utilizamos roteiros elaborados previamente, que permitiu que colet&#xE1;ssemos dados espec&#xED;ficos, visto que, esse tipo de entrevista, permite que o pesquisador tenha certa liberdade para adaptar suas quest&#xF5;es a determinadas situa&#xE7;&#xF5;es.</p>
			<p>Foram entrevistados 12 sujeitos, destes, 7 eram conselheiros dos direitos - sendo 4 da gest&#xE3;o 2013-2015 e 3 da gest&#xE3;o 2011-2013 - e 5 servidores da SEADH. As entrevistas foram realizadas com os servidores que tinham algum envolvimento com a &#xE1;rea da inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia na Secretaria. Para a realiza&#xE7;&#xE3;o dessas entrevistas e a posterior divulga&#xE7;&#xE3;o de suas informa&#xE7;&#xF5;es, todos os entrevistados assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que elucidava os objetivos e procedimentos metodol&#xF3;gicos da pesquisa.</p>
			<p>O recorte temporal definido para o estudo, 2011 a 2014, corresponde aos dois &#xFA;ltimos mandatos do CRIAD (2011 a 2013 e 2013 a 2015), pois julgamos relevante avaliar a rela&#xE7;&#xE3;o do CRIAD com a SEADH em mandatos presididos por representantes do governo e da sociedade civil. Al&#xE9;m disso, somente em 2011, ap&#xF3;s a promulga&#xE7;&#xE3;o da lei estadual n&#xBA; 582 de 07 de Janeiro, o CRIAD passa a estar vinculado administrativamente a SEADH.</p>
			<p>Inicialmente, a pesquisa procurou identificar se faz parte da din&#xE2;mica de funcionamento do CRIAD a troca de informa&#xE7;&#xF5;es com a SEADH. Sobre essa quest&#xE3;o, grande parte dos conselheiros entrevistados (06 do total de 07), afirmaram que o Conselho tem acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es da Secretaria. Os dados emp&#xED;ricos coletados indicam que a SEADH n&#xE3;o se nega ou dificulta o repasse de informa&#xE7;&#xE3;o para o CRIAD, por&#xE9;m, verificamos que n&#xE3;o h&#xE1; um fluxo de troca de informa&#xE7;&#xF5;es que assegure a frequ&#xEA;ncia desse procedimento e defina os mecanismos utilizados.</p>
			<p>Essa rela&#xE7;&#xE3;o de troca de informa&#xE7;&#xE3;o ocorre pontualmente, quando existe a necessidade de alguma informa&#xE7;&#xE3;o espec&#xED;fica para a resolu&#xE7;&#xE3;o de uma determinada demanda ou, principalmente, em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s quest&#xF5;es administrativas do Conselho. Cabe ressaltar, que os servidores da SEADH confirmaram que o CRIAD busca informa&#xE7;&#xF5;es na SEADH, por&#xE9;m, do mesmo modo, relatam que essa busca &#xE9; muito pontual, n&#xE3;o havendo uma frequ&#xEA;ncia nas solicita&#xE7;&#xF5;es.</p>
			<p>Dada a aus&#xEA;ncia de um fluxo estabelecido de troca de informa&#xE7;&#xF5;es entre o CRIAD e a SEADH, verificamos que os mecanismos utilizados para que esse interc&#xE2;mbio aconte&#xE7;a s&#xE3;o: of&#xED;cios, contato pessoal e e-mail, sendo que o mais utilizado s&#xE3;o os of&#xED;cios. A an&#xE1;lise dos of&#xED;cios do CRIAD aponta que entre os anos 2011 e 2014 foram trocados um total de 83 of&#xED;cios. Destes, 81 foram enviados do CRIAD para a SEADH e apenas 02 foram recebidos da Secretaria. Tamb&#xE9;m analisamos o conte&#xFA;do desses documentos visando identificar quais foram os assuntos abordados, conforme apresentado no 
				<xref ref-type="fig" rid="f1">gr&#xE1;fico 01</xref> apresentado a seguir.
			</p>
			<fig id="f1">
				<label>Gr&#xE1;fico 01</label>
				<caption>
					<title>Assuntos abordados nos of&#xED;cios</title>
				</caption>
				<graphic xlink:href="1677-9509-tc-15-01-0184-gf01.jpg"/>
				<attrib>Fonte: CRIAD, of&#xED;cios enviados e recebidos do CRIAD para a SEADH entre 2011 e 2014 (2015).</attrib>
			</fig>
			<p>A leitura desses documentos indica que o envio de of&#xED;cios do CRIAD para a SEADH trata-se de um instrumento utilizado pelo Conselho para tratar formalmente com a Secretaria sobre assuntos referentes &#xE0; sua atua&#xE7;&#xE3;o e administra&#xE7;&#xE3;o. Ao longo do per&#xED;odo analisado, apenas 05 of&#xED;cios tratavam da solicita&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es do CRIAD para a SEADH referente &#xE0; tem&#xE1;tica crian&#xE7;a e adolescente. Nesses of&#xED;cios, foram requeridas informa&#xE7;&#xF5;es como: as a&#xE7;&#xF5;es que est&#xE3;o sendo desenvolvidas para a implanta&#xE7;&#xE3;o das Medidas de Meio Aberto direcionadas aos adolescentes em conflito com a lei; quais s&#xE3;o os programas de aten&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s crian&#xE7;as e adolescentes desenvolvidos pela Secretaria; a abrang&#xEA;ncia e as metas desses programas.</p>
			<p>Os dados sinalizam para o que alguns conselheiros j&#xE1; haviam alertado, a respeito da aus&#xEA;ncia de um fluxo de informa&#xE7;&#xE3;o entre a SEADH e o CRIAD. Por&#xE9;m, t&#xE3;o preocupante quanto &#xE0; aus&#xEA;ncia desse fluxo &#xE9; a n&#xE3;o sistematiza&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es sobre a realidade da inf&#xE2;ncia e juventude no ES, como alertou conselheiros e servidores da Secretaria entrevistados que afirmaram n&#xE3;o existir esse tipo de dado a disposi&#xE7;&#xE3;o na Secretaria.</p>
			<p>Como a inten&#xE7;&#xE3;o foi verificar a troca de informa&#xE7;&#xE3;o entre Conselho e Secretaria, tamb&#xE9;m identificamos junto aos servidores da SEADH se a Secretaria busca informa&#xE7;&#xF5;es sobre a inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia no CRIAD. Nesse caso, observamos uma fragilidade ainda maior nessa troca de informa&#xE7;&#xF5;es. N&#xE3;o h&#xE1; consenso entre os servidores se esse interc&#xE2;mbio ocorre ou n&#xE3;o, para alguns entrevistados ele nunca acontece, outros identificam que ele acontece, por&#xE9;m de maneira muito restrita. Mais uma vez essa aus&#xEA;ncia de troca de informa&#xE7;&#xF5;es foi atribu&#xED;da a n&#xE3;o exist&#xEA;ncia dentro da Secretaria de dados sistematizados sobre a realidade da inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia no territ&#xF3;rio capixaba.</p>
			<p>Essa realidade nos instiga a questionar: Como sabemos que os direitos das crian&#xE7;as est&#xE3;o sendo atendidos? Quando sabemos que eles est&#xE3;o sendo violados? Quem produz essas informa&#xE7;&#xF5;es? Como elas chegam a todos os envolvidos no Sistema de Garantia de Direitos? A aus&#xEA;ncia de respostas para essas perguntas demonstra uma fragilidade no SGD da Crian&#xE7;a e do Adolescente no ES, pois s&#xF3; &#xE9; poss&#xED;vel atuar de forma qualificada nessa rede a partir do momento em que se conhece a realidade em que pretende intervir.</p>
			<p>A troca de informa&#xE7;&#xF5;es tamb&#xE9;m pode ser caracterizada e qualificada pelo tipo de informa&#xE7;&#xE3;o que &#xE9; solicitada. Sobre esse aspecto, a fala dos conselheiros entrevistados indica que a principal informa&#xE7;&#xE3;o requerida refere-se ao or&#xE7;amento da SEADH disponibilizado para o CRIAD, em seguida as informa&#xE7;&#xF5;es sobre o FIA e, apenas em alguns casos pontuais, sobre os equipamentos socioassistenciais da Secretaria. Novamente &#xE9; observada a fragilidade nesse interc&#xE2;mbio de informa&#xE7;&#xF5;es considerando que o que &#xE9; buscado reflete, principalmente, nas a&#xE7;&#xF5;es administrativas do Conselho n&#xE3;o sendo compartilhadas informa&#xE7;&#xF5;es que possam pautar e direcionar as delibera&#xE7;&#xF5;es dos conselheiros.</p>
			<p>T&#xE3;o importante quanto o tipo de informa&#xE7;&#xE3;o acessada &#xE9; a sua qualidade, seu potencial informativo e esclarecedor. Assim, quando questionamos aos conselheiros se as informa&#xE7;&#xF5;es solicitadas eram suficientes para a resolu&#xE7;&#xE3;o de demandas do CRIAD, a maioria deles afirmou que as informa&#xE7;&#xF5;es fornecidas poderiam ser mais qualificadas, mais completas. Tal dado indica uma fragilidade ainda maior nessa troca de informa&#xE7;&#xF5;es, pois, al&#xE9;m de acontecer de forma pontual e isolada, as informa&#xE7;&#xF5;es que s&#xE3;o repassadas tem pouca consist&#xEA;ncia, os dados n&#xE3;o s&#xE3;o qualificados.</p>
			<p>A realidade apresentada indica que a aus&#xEA;ncia de produ&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas sobre crian&#xE7;as e adolescentes na SEADH &#xE9;, sem d&#xFA;vida, um dos fatores que contribuem para a fragilidade na rela&#xE7;&#xE3;o de troca cont&#xED;nua de informa&#xE7;&#xF5;es entre o CRIAD e a Secretaria. Para o pleno exerc&#xED;cio do controle social n&#xE3;o &#xE9; suficiente apenas garantir o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o. &#xC9; preciso, tamb&#xE9;m, desfazer estruturas e culturas cristalizadas. Sobre esse aspecto, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">L&#xF3;pez (2004)</xref> nos alerta sobre como a cultura das organiza&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas, atrav&#xE9;s de suas pr&#xE1;ticas cotidianas e normas de sociabilidade, podem interferir na comunica&#xE7;&#xE3;o do Estado. Diante disso, o autor aponta os riscos da pr&#xE1;tica comunicativa democr&#xE1;tica que merecem ser destacados.
			</p>
			<p>O primeiro risco apontado por 
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">L&#xF3;pez (2004)</xref> &#xE9; sobre a pr&#xF3;pria &#x201C;concep&#xE7;&#xE3;o da comunica&#xE7;&#xE3;o&#x201D; do Estado em que, geralmente, &#xE9; tratada apenas pelo uso dos meios massivos, para veicular e fortalecer a imagem e os feitos dos pol&#xED;ticos e, quase nunca para a presta&#xE7;&#xE3;o de contas. O segundo risco &#xE9; o da &#x201C;cultura de informa&#xE7;&#xE3;o d&#xE9;bil&#x201D;. De modo geral, n&#xE3;o tem nos &#xF3;rg&#xE3;os p&#xFA;blicos o exerc&#xED;cio permanente e sistematizado do que &#xE9; suscet&#xED;vel a transformar-se em informa&#xE7;&#xE3;o. A documenta&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; entendida como fundamental para compreender os processos da sociedade ou para facilitar e qualificar as a&#xE7;&#xF5;es das institui&#xE7;&#xF5;es ficando, desse modo, restringida a atos burocr&#xE1;ticos.
			</p>
			<p>O terceiro risco assinalado por 
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">L&#xF3;pez (2004)</xref>, contra a comunica&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica democr&#xE1;tica, &#xE9; a no&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;temporalidade&#x201D;, entendida como a forma que os servidores p&#xFA;blicos se posicionam diante das administra&#xE7;&#xF5;es, levando em considera&#xE7;&#xE3;o o per&#xED;odo de cada uma delas bem como suas propostas espec&#xED;ficas. H&#xE1; uma car&#xEA;ncia nas organiza&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas e, do mesmo modo, nos servidores, de um fator de coes&#xE3;o, elementos que sejam comuns e permanentes. Somado a isto, os patrim&#xF4;nios pol&#xED;ticos estabelecidos e respeitados pela tradi&#xE7;&#xE3;o e jogo de interesses causam desanimo, ceticismo ou inatividade dos servidores perante os processos de moderniza&#xE7;&#xE3;o, principalmente porque essas mudan&#xE7;as n&#xE3;o asseguram a perman&#xEA;ncia. Consiste no risco da &#x201C;inercia&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">L&#xD3;PEZ, 2004</xref>, p. 20). Finalmente, o &#xFA;ltimo risco deriva da rela&#xE7;&#xE3;o com os meios massivos, uma rela&#xE7;&#xE3;o cheia de suspeitas e interesses de ambas as partes.
			</p>
			<p>As situa&#xE7;&#xF5;es indicadas por 
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">L&#xF3;pez (2004)</xref>, principalmente o risco da &#x201C;cultura da informa&#xE7;&#xE3;o d&#xE9;bil&#x201D; pode ser visualizada na SEADH, se considerarmos que tanto os servidores, como os conselheiros entrevistados, indicam a aus&#xEA;ncia de sistematiza&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es sobre a inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia na Secretaria. Tem-se, ainda, a aus&#xEA;ncia de um fluxo de troca de informa&#xE7;&#xF5;es e a &#x201C;temporalidade&#x201D; - fator observado nas mudan&#xE7;as constantes sofridas pela SEADH nas trocas de governantes
				<xref ref-type="fn" rid="fn5">
					<sup>5</sup>
				</xref>. Do mesmo modo, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">Herkenhoff e Rabelo (2011</xref>, p. 89) j&#xE1; haviam identificado que &#x201C;quem j&#xE1; atuou como gestor, t&#xE9;cnico ou pesquisador nas organiza&#xE7;&#xF5;es do Estado, ou mesmo quem lida com essas institui&#xE7;&#xF5;es na condi&#xE7;&#xE3;o de usu&#xE1;rio, reconhece imediatamente as situa&#xE7;&#xF5;es acima descritas&#x201D;. Diante dessa realidade, as autoras defendem que &#x201C;n&#xE3;o se trata, pois, de uma quest&#xE3;o meramente instrumental: garantir o acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas, a transpar&#xEA;ncia e a presta&#xE7;&#xE3;o de contas implica transforma&#xE7;&#xF5;es mais profundas, na pr&#xF3;pria cultura.&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">HERKENHOFF; RABELO, 2011</xref>, p. 89).
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A troca de informa&#xE7;&#xE3;o entre representantes e representados</title>
			<p>Para al&#xE9;m da democratiza&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;prio Estado &#xE9; preciso que a pr&#xF3;pria sociedade se democratize, que estimule e assuma uma cultura de participa&#xE7;&#xE3;o, conforme j&#xE1; assinalava Teixeira (2000). Nesse sentido, &#xE9; preciso que a atua&#xE7;&#xE3;o dos conselheiros ultrapasse o espa&#xE7;o formal do pr&#xF3;prio conselho chegando a outros setores da sociedade. Para que isso ocorra um dos &#x201C;caminhos&#x201D; &#xE9; que os debates que ocorrem nas plen&#xE1;rias dos Conselhos sejam repassados para as institui&#xE7;&#xF5;es que eles representam atingindo, assim, um n&#xFA;mero maior de pessoas.</p>
			<p>Destacamos a import&#xE2;ncia desse repasse de informa&#xE7;&#xF5;es, pois, assim como 
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">Paz (2009</xref>, p. 26) temos clareza que a &#x201C;[&#x2026;] representa&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o &#xE9; da pessoa, mas de um segmento&#x201D;, o que significa que o representante n&#xE3;o deve agir sozinho, pois ele est&#xE1; naquele espa&#xE7;o escolhido por um grupo para representa-lo. Sendo assim, ele deve defender os ideais desse grupo e prestar conta de seus atos. O conselheiro representa um determinado segmento e, devido a isso, deve ter uma base social e pol&#xED;tica a quem representa e que deve acompanhar e fiscalizar as suas a&#xE7;&#xF5;es (
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">PAZ, 2009</xref>).
			</p>
			<p>No Esp&#xED;rito Santo, constatamos que h&#xE1; por parte dos Conselheiros do CRIAD um repasse para as institui&#xE7;&#xF5;es do que &#xE9; discutido nas plen&#xE1;rias do Conselho. No entanto, a forma como esse repasse acontece e a frequ&#xEA;ncia varia de uma institui&#xE7;&#xE3;o para outra. Dois conselheiros afirmaram que &#xE9; repassado atrav&#xE9;s de relat&#xF3;rio em que apenas quem tiver interesse faz a leitura, tr&#xEA;s outros conselheiros afirmaram que repassam as quest&#xF5;es debatidas no CRIAD apenas para o seu gerente direto e os outros dois conselheiros informaram que &#xE9; realizado uma reuni&#xE3;o com a equipe em que os assuntos pautados s&#xE3;o discutidos com todos.</p>
			<p>Cabe destacar, por&#xE9;m, que essa &#xE9; uma realidade que n&#xE3;o foi observada apenas no CRIAD, an&#xE1;lise realizada com os Conselhos Municipais de Assist&#xEA;ncia Social no ES constataram que,</p>
			<disp-quote>
				<p>[&#x2026;] Apenas 36,7% dos respondentes afirmam que 
					<italic>sempre</italic> discutem com suas respectivas bases os temas em debate no conselho e 43,3% responderam que o fazem apenas 
					<italic>&#xE0;s vezes.</italic> Quanto aos meios utilizados pelos conselheiros para o repasse das discuss&#xF5;es/ delibera&#xE7;&#xF5;es do CMAS &#xE0; sua organiza&#xE7;&#xE3;o, o meio mais utilizado &#xE9; a 
					<italic>reuni&#xE3;o com a diretoria (55,6%);</italic> seguido por 
					<italic>assembleia geral,</italic> indicado por apenas 22,2%. O 
					<italic>correio eletr&#xF4;nico,</italic> meio bastante usual para repassar e recolher informa&#xE7;&#xF5;es, foi indicado apenas por 2,2 dos respondentes (RABELO, 2015, p. 245).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Sobre esse aspecto, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bravo (2006</xref>, p. 89) j&#xE1; chamava a aten&#xE7;&#xE3;o para o fato de que &#x201C;[&#x2026;] a maioria dos representantes informa &#xE0;s suas entidades as delibera&#xE7;&#xF5;es dos conselhos em reuni&#xF5;es de diretoria. J&#xE1; a informa&#xE7;&#xE3;o para a base da entidade &#xE9; mais restrita&#x201D;. Verifica-se, assim, que as discuss&#xF5;es realizadas nos conselhos n&#xE3;o s&#xE3;o centrais nas entidades, acarretando na restri&#xE7;&#xE3;o do debate e na dificuldade de serem formuladas propostas que favore&#xE7;am o fortalecimento desses espa&#xE7;os e, por consequ&#xEA;ncia, que viabilizem uma participa&#xE7;&#xE3;o efetiva nas decis&#xF5;es das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas (BRAVO, 2006).
			</p>
			<p>Essa &#xE9; uma quest&#xE3;o fundamental para a reflex&#xE3;o, pois o representante deve assumir o posicionamento do conjunto que ele representa, n&#xE3;o devendo se distanciar e agir sozinho. Assim, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">Paz (2009</xref>, p. 26), alerta que para que essa representa&#xE7;&#xE3;o aconte&#xE7;a, &#x201C;[&#x2026;] o representante deve ouvir o grupo, alimentar o debate com informa&#xE7;&#xF5;es, provocar as discuss&#xF5;es e respeitar a posi&#xE7;&#xE3;o da maioria [&#x2026;]&#x201D;. Observa-se, com isso, a import&#xE2;ncia do repasse das informa&#xE7;&#xF5;es discutidas nas plen&#xE1;rias do Conselho para a institui&#xE7;&#xE3;o que o conselheiro representa. Somente com a amplia&#xE7;&#xE3;o dos debates para al&#xE9;m das plen&#xE1;rias dos conselhos &#xE9; que conseguiremos formular propostas pautadas em discuss&#xF5;es democr&#xE1;ticas e, por conseguinte, possibilitar uma participa&#xE7;&#xE3;o efetiva nas decis&#xF5;es que visam &#xE0; defesa dos direitos das crian&#xE7;as e dos adolescentes.
			</p>
			<p>A partir dos resultados identificados, &#xE9; poss&#xED;vel afirmar que existe a predomin&#xE2;ncia de uma representa&#xE7;&#xE3;o que se restringe &#xE0; pessoa indicada e, quando muito, aos Secret&#xE1;rios e diretores das institui&#xE7;&#xF5;es, n&#xE3;o tendo o respaldo de uma articula&#xE7;&#xE3;o social que confira peso pol&#xED;tico &#xE0; sua participa&#xE7;&#xE3;o. Nota-se, assim, um preju&#xED;zo para a qualidade do debate travado na arena de conflitos que &#xE9; o Conselho e a fragilidade na press&#xE3;o sobre o poder p&#xFA;blico para a garantia de direitos de crian&#xE7;as e adolescentes no ES.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A (in)visibilidade do CRIAD</title>
			<p>A comunica&#xE7;&#xE3;o consiste em uma ferramenta fundamental para que os conselheiros se aproximem da comunidade, tanto para divulgar informa&#xE7;&#xF5;es a respeito do ECA, quanto para expressar a import&#xE2;ncia do papel dos Conselhos e de suas a&#xE7;&#xF5;es. A efetiva&#xE7;&#xE3;o do Estatuto depende da participa&#xE7;&#xE3;o de todos.</p>
			<p>Nesse sentido, o ECA prev&#xEA; a mobiliza&#xE7;&#xE3;o da opini&#xE3;o p&#xFA;blica considerando indispens&#xE1;vel &#xE0; participa&#xE7;&#xE3;o dos diferentes segmentos da sociedade, como diretriz da pol&#xED;tica de atendimento. Isso sugere a realiza&#xE7;&#xE3;o de campanhas e a divulga&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es para a sociedade em geral. A difus&#xE3;o dessas informa&#xE7;&#xF5;es significa utilizar os grandes meios de comunica&#xE7;&#xE3;o de massa e a realiza&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas. Os recursos da comunica&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o essenciais para que os Conselhos possam mobilizar os segmentos sociais na luta pela defesa dos direitos infanto-juvenis (
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">ANDI; CONANDA, 2003</xref>).
			</p>
			<p>No CRIAD, especificamente, uma de suas atribui&#xE7;&#xF5;es &#xE9; a ampla difus&#xE3;o dos princ&#xED;pios constitucionais e da pol&#xED;tica de defesa dos direitos do p&#xFA;blico infanto-juvenil (
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">ESP&#xCD;RITO SANTO, 1991</xref>). No entanto, verificamos junto ao Conselho que entre os anos 2011 e 2014 n&#xE3;o foi realizada nenhuma a&#xE7;&#xE3;o que tivesse como objetivo a divulga&#xE7;&#xE3;o de quest&#xF5;es relacionadas &#xE0; &#xE1;rea da crian&#xE7;a e do adolescente no Esp&#xED;rito Santo. Somado a isto, o CRIAD tamb&#xE9;m n&#xE3;o possui nenhum canal de comunica&#xE7;&#xE3;o direta como a sociedade (como 
				<italic>website,</italic> por exemplo), que favore&#xE7;a a divulga&#xE7;&#xE3;o de suas a&#xE7;&#xF5;es e informa&#xE7;&#xF5;es.
			</p>
			<p>Em tempos de inova&#xE7;&#xF5;es tecnol&#xF3;gicas, com r&#xE1;pida circula&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es, chama aten&#xE7;&#xE3;o a aus&#xEA;ncia de instrumentos que propiciem a divulga&#xE7;&#xE3;o das informa&#xE7;&#xF5;es do CRIAD e de suas a&#xE7;&#xF5;es. Na regi&#xE3;o sudeste o Esp&#xED;rito Santo &#xE9; o &#xFA;nico estado em que o Conselho Estadual n&#xE3;o tem homepage. Nos 26 estados brasileiros, em apenas 46% deles os Conselhos Estaduais contam com essa ferramenta para a divulga&#xE7;&#xE3;o de suas a&#xE7;&#xF5;es.</p>
			<p>Diante dessa realidade &#xE9; fundamental ressaltar a import&#xE2;ncia da divulga&#xE7;&#xE3;o das informa&#xE7;&#xF5;es dos Conselhos para a consolida&#xE7;&#xE3;o do Sistema de Garantia dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente, previsto no ECA. A publica&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es assegura a visibilidade e transpar&#xEA;ncia das atividades do Conselho. Somado a isso, permite que o Conselho seja mais conhecido e valorizado pela sociedade. Os Conselhos t&#xEA;m um papel educativo de orientar a popula&#xE7;&#xE3;o acerca dos direitos do p&#xFA;blico infanto-juvenil, a divulga&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es e de suas a&#xE7;&#xF5;es &#xE9; uma maneira de garantir que esse papel seja desenvolvido (ANDI; CONANDA, 2003).</p>
			<p>A divulga&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es tanto de a&#xE7;&#xF5;es do Conselho, como de suas atribui&#xE7;&#xF5;es consiste em um instrumento com potencial para fortalecer a luta na defesa dos direitos de crian&#xE7;as e adolescentes. Entretanto, o que &#xE9; observado na realidade &#xE9; que &#x201C;[&#x2026;] os pr&#xF3;prios espa&#xE7;os e atores do controle social democr&#xE1;tico carecem de visibilidade. Como, tamb&#xE9;m, frequentemente falta transpar&#xEA;ncia nos debates e decis&#xF5;es que ali ocorrem (
				<xref ref-type="bibr" rid="B19">RABELO, 2012</xref>, p. 261)&#x201D;.
			</p>
			<p>Em estudos realizados por 
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">Herkenhoff e Rabelo (2011</xref>, p. 86) as autoras j&#xE1; alertavam para &#x201C;a pouca visibilidade dos conselhos e a sua dificuldade de agendar a sociedade e os meios de comunica&#xE7;&#xE3;o de massa para as quest&#xF5;es de interesse p&#xFA;blico [&#x2026;]&#x201D; tornando essa quest&#xE3;o uma preocupa&#xE7;&#xE3;o comum nos estudos de controle social e comunica&#xE7;&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">HERKENHOFF; RABELO, 2011</xref>).
			</p>
			<p>Os recursos de inform&#xE1;tica s&#xE3;o ferramentas que possibilitam a difus&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es pelos Conselhos. Tais recursos permitem a produ&#xE7;&#xE3;o de jornais eletr&#xF4;nicos, cria&#xE7;&#xE3;o de s&#xED;tios (websites) eletr&#xF4;nicos que podem funcionar como: apresenta&#xE7;&#xE3;o das atividades realizadas pelos Conselhos; a forma&#xE7;&#xE3;o de rede de interc&#xE2;mbios entre Conselhos; a forma&#xE7;&#xE3;o de bancos de dados; realiza&#xE7;&#xE3;o de consultas e pesquisas em todos os campos; e, acesso a publica&#xE7;&#xF5;es, legisla&#xE7;&#xF5;es e dados estat&#xED;sticos com facilidade. Destaca-se, portanto, como &#x201C;&#xE9; importante que os Conselhos ingressem na era digital e utilizem os seus computadores como ferramentas de comunica&#xE7;&#xE3;o e pesquisa&#x201D; (ANDI; CONANDA, 2003, p. 49). A aus&#xEA;ncia de um website do CRIAD dificulta que a popula&#xE7;&#xE3;o tenha acesso a todas essas informa&#xE7;&#xF5;es, fazendo com que o Conselho e suas a&#xE7;&#xF5;es se tornem - de certo modo - &#x201C;invis&#xED;veis&#x201D; para a sociedade.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclus&#xE3;o</title>
			<p>O Conselho dos Direitos, assim como os demais Conselhos, tem buscado seu fortalecimento enquanto instrumento de controle social e importante ator no Sistema de Garantia de Direitos de Crian&#xE7;as e Adolescentes. Somado a isto, &#xE9; fundamental o esfor&#xE7;o para a articula&#xE7;&#xE3;o com os demais atores que comp&#xF5;e esse Sistema. No entanto, ainda existem muitos desafios que precisam ser enfrentados, principalmente se considerarmos a hist&#xF3;ria das pol&#xED;ticas sociais destinadas a crian&#xE7;as e adolescentes no Brasil, marcada pelo clientelismo, autoritarismo e assistencialismo - somente a partir da Constitui&#xE7;&#xE3;o de 1988 e, posteriormente, o Estatuto que crian&#xE7;as e adolescentes passam a ser considerados sujeitos de direitos.</p>
			<p>Assim como 
				<xref ref-type="bibr" rid="B15">Pastor (2007)</xref>, acreditamos que para acontecer uma amplia&#xE7;&#xE3;o dos direitos socioassistenciais &#xE9; necess&#xE1;rio que ocorram mudan&#xE7;as nas organiza&#xE7;&#xF5;es do Estado assegurando o acesso e o compartilhamento de informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas. Nesse sentido, Rabelo (2015) alerta que ao compreender o controle democr&#xE1;tico como a democratiza&#xE7;&#xE3;o do poder, &#xE9; necess&#xE1;rio a partilha de informa&#xE7;&#xF5;es entre todos os envolvidos. &#x201C;N&#xE3;o h&#xE1; controle social democr&#xE1;tico sem di&#xE1;logos, transpar&#xEA;ncia, visibilidade e presta&#xE7;&#xE3;o de contas (RABELO, 2015, p. 247)&#x201D;.
			</p>
			<p>Ao analisar a troca de informa&#xE7;&#xE3;o entre o Conselho Estadual dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente no ES com a Secretaria de Estado de Assist&#xEA;ncia Social e Direitos Humanos, observamos que n&#xE3;o h&#xE1;, por parte da Secretaria, uma sonega&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xE3;o. Por&#xE9;m, quest&#xF5;es como a aus&#xEA;ncia de um fluxo de informa&#xE7;&#xE3;o, aus&#xEA;ncia de dados sistematizados da realidade da crian&#xE7;a e do adolescente no ES, o tipo de informa&#xE7;&#xE3;o que &#xE9; requerida, assim como a qualidade das informa&#xE7;&#xF5;es prestadas, s&#xE3;o fatores que fragilizam esse interc&#xE2;mbio, acarretando numa fragilidade na rela&#xE7;&#xE3;o do CRIAD com a SEADH.</p>
			<p>Diante dessa realidade, concordamos com 
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">L&#xF3;pez (2004)</xref> que para o fortalecimento da gest&#xE3;o democr&#xE1;tica &#xE9; necess&#xE1;rio &#xE0; transforma&#xE7;&#xE3;o da cultura organizacional das entidades do Estado. Nesse caso, o desafio n&#xE3;o consiste em uma quest&#xE3;o meramente instrumental, para garantir o acesso &#xE0;s informa&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas, a transpar&#xEA;ncia e a presta&#xE7;&#xE3;o de contas, nosso desafio &#xE9; muito maior &#xE9; preciso transforma&#xE7;&#xF5;es mais profundas, nesse caso, na pr&#xF3;pria cultura.
			</p>
			<p>Nesse sentido, concordamos com Suguihiro (2000, p. 22) que &#x201C;constituir espa&#xE7;o de comunica&#xE7;&#xE3;o e informa&#xE7;&#xE3;o democr&#xE1;tica como fonte de di&#xE1;logo, de delibera&#xE7;&#xE3;o, de representa&#xE7;&#xE3;o m&#xFA;ltipla d&#xE1; aos Conselhos uma nova configura&#xE7;&#xE3;o nas rela&#xE7;&#xF5;es entre Estado e Sociedade Civil&#x201D;. &#xC9; dif&#xED;cil idealizar a&#xE7;&#xF5;es comprometidas, sem dar import&#xE2;ncia para o papel da comunica&#xE7;&#xE3;o e da informa&#xE7;&#xE3;o como mecanismos de forma&#xE7;&#xE3;o da consci&#xEA;ncia cr&#xED;tica da sociedade (SUGUIHIRO, 2000).</p>
			<p>Por fim, assim como 
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">Herkenhoff e Rabelo (2011</xref>, p. 92), acreditamos que &#x201C;[&#x2026;] &#xE9; urgente estreitar as conex&#xF5;es os debates e a&#xE7;&#xF5;es desenvolvidas por &#xE1;reas aparentemente distintas [&#x2026;]&#x201D;. Esse esfor&#xE7;o consiste em &#x201C;[&#x2026;] buscar articula&#xE7;&#xF5;es, otimizando conhecimentos e, sobretudo, for&#xE7;as em prol de uma gest&#xE3;o p&#xFA;blica democr&#xE1;tica, da garantia dos espa&#xE7;os e direitos conquistados pela sociedade brasileira [&#x2026;]&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">HERKENHOFF; RABELO, 2011</xref>, p. 92).
			</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>A express&#xE3;o &#x2018;controle social&#x2019;, presente na Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988, &#xE9; empregada para indicar a participa&#xE7;&#xE3;o da popula&#xE7;&#xE3;o na elabora&#xE7;&#xE3;o e fiscaliza&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>O Conselho Tutelar est&#xE1; previsto do artigo 131 ao artigo 140 do ECA. O artigo 131 do Estatuto classifica o Conselho Tutelar como &#x201C;&#xF3;rg&#xE3;o permanente e aut&#xF4;nomo, n&#xE3;o jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da crian&#xE7;a e do adolescente, definidos nesta lei&#x201D; (
					<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 1990</xref>).
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>O Sistema de Garantia de Direitos &#xE9; o sistema respons&#xE1;vel pela efetiva&#xE7;&#xE3;o dos direitos da crian&#xE7;a e do adolescente, de acordo com o preconizado pelo Estatuto e pela Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988. Apoia-se em tr&#xEA;s eixos: promo&#xE7;&#xE3;o, defesa dos direitos e controle social (
					<xref ref-type="bibr" rid="B2">BRASIL, 2006</xref>).
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Esse levantamento condensa e atualiza diversos dados emp&#xED;ricos coletados pela autora para a realiza&#xE7;&#xE3;o da sua disserta&#xE7;&#xE3;o de mestrado &#x201C;O Conselho Estadual dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente do Esp&#xED;rito Santo e sua rela&#xE7;&#xE3;o com a Secretaria de Estado de Assist&#xEA;ncia Social e Direitos Humanos&#x201D;, orientada pela Profa. Dra. M&#xE1;rcia Smarzaro Siqueira e defendida na Universidade Federal do Esp&#xED;rito Santo (UFES), em 22 de setembro de 2015.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Na realiza&#xE7;&#xE3;o da pesquisa, ao fazer um levantamento sobre o hist&#xF3;rico da SEADH no governo do estado do Esp&#xED;rito Santo, constata-se que, ao longo dos anos, com a mudan&#xE7;a dos gestores, tamb&#xE9;m aconteceram mudan&#xE7;as constantes tanto na nomenclatura, como nas frentes de atua&#xE7;&#xE3;o da Secretaria. Esse consistiu em dado relevante, pois demonstrou a fragilidade e o lugar dado &#xE0; assist&#xEA;ncia social no governo capixaba, al&#xE9;m de ser um dos fatores que dificulta a rela&#xE7;&#xE3;o entre o Conselho e a SEADH.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>Refer&#xEA;ncias</title>
			<ref id="B1">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>ANDI. CONANDA (Conselho nacional dos direitos da crian&#xE7;a e do adolescente)</collab>
					</person-group>
					<source>
						<bold>M&#xED;dia e Conselhos</bold> - um guia para encurtar a dist&#xE2;ncia entre Conselhos de Direitos, Conselhos Tutelares e a sociedade
					</source>
					<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
					<publisher-name>SEGRAC</publisher-name>
					<year>2003</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>ANDI. CONANDA (Conselho nacional dos direitos da crian&#xE7;a e do adolescente). 
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				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
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						<collab>BRASIL. Conselho Nacional dos Direitos da Crian&#xE7;a e do Adolescente - CONANDA</collab>
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					<source>
						<bold>Conselho Municipal dos Diretos da Crian&#xE7;a e do Adolescente e Conselho Tutelar:</bold> orienta&#xE7;&#xF5;es para cria&#xE7;&#xE3;o e funcionamento. Secretaria Especial dos Direitos Humanos
					</source>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
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					<bold>Conselho Municipal dos Diretos da Crian&#xE7;a e do Adolescente e Conselho Tutelar:</bold> orienta&#xE7;&#xF5;es para cria&#xE7;&#xE3;o e funcionamento. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Bras&#xED;lia, 2006.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<element-citation publication-type="book">
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						<collab>BRASIL. Conselho Nacional de Assist&#xEA;ncia Social (CNAS)</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Resolu&#xE7;&#xE3;o n&#xBA;. 145, de 15 de outubro de 2004.Disp&#xF5;es sobre a Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social</chapter-title>
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				</mixed-citation>
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				<element-citation publication-type="book">
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						<collab>Brasil. Lei Federal N&#xBA; 8.069, De 13 De Julho De 1990</collab>
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					<chapter-title>Disp&#xF5;e sobre o Estatuto da Crian&#xE7;a e do Adolescente e d&#xE1; outras provid&#xEA;ncias</chapter-title>
					<source>Di&#xE1;rio Oficial [da] Rep&#xFA;blica Federativa do Brasil</source>
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					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 21 Ago. 2013</date-in-citation>
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					<chapter-title>Regula o Acesso a informa&#xE7;&#xF5;es previsto no inciso XXXIII do art. 5&#xBA;, no inciso II do &#xA7; 3&#xBA; do art. 37 e no &#xA7; 2&#xBA; do art. 216 da Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal</chapter-title>
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						<bold>Crian&#xE7;as e adolescentes:</bold> do tempo da assist&#xEA;ncia &#xE0; Era dos direitos
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				<mixed-citation>ORGANIZA&#xC7;&#xC3;O DAS NA&#xC7;&#xD5;ES UNIDAS (ONU). 
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				<mixed-citation>PASTOR, M&#xE1;rcia. A democratiza&#xE7;&#xE3;o da gest&#xE3;o da pol&#xED;tica de assist&#xEA;ncia social: fragmentos de um estudo. 
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				<mixed-citation>PAZ, Ros&#xE2;ngela de O. Representa&#xE7;&#xE3;o e representatividade: dilemas para os conselhos de assist&#xEA;ncia social. In: CNAS, Conselho Nacional de Assist&#xEA;ncia Social. 
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				<mixed-citation>PEREIRA, Rosemary Ferreira S.; Luciana Ferreira TATAGIBA; Abigail Silvestri TORRES. 
					<bold>Desafios para o sistema de garantia de direitos da crian&#xE7;a e do adolescente:</bold> perspectivas dos conselhos tutelares e de direitos. S&#xE3;o Paulo: Instituto Polis, 2009.
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				<mixed-citation>RABELO, Desir&#xE9;e Cipriano. Informa&#xE7;&#xE3;o e comunica&#xE7;&#xE3;o na gest&#xE3;o participativa: uma an&#xE1;lise a partir das pol&#xED;ticas de recursos h&#xED;dricos do Brasil e da Europa. 
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