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				<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1677-9509</issn>
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				<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2017.1.27964</article-id>
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					<subject>Editorial</subject>
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				<article-title>A pesquisa e a extens&#xE3;o no processo de ensino-aprendizagem da Gradua&#xE7;&#xE3;o e P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social
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					<trans-title>The research and extension in the teaching-learning process of the Graduation and Post-Graduation in Social Work</trans-title>
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						<surname>Prates</surname>
						<given-names>Jane Cruz</given-names>
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					<institution content-type="original">Bacharel, mestre, doutora em Servi&#xE7;o Social pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e p&#xF3;s-doutora em Servi&#xE7;o Social pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica de S&#xE3;o Paulo (PUCSP). Pesquisadora produtividade do CNPq, coordenadora do PPGSS e professora dos Cursos de Gradua&#xE7;&#xE3;o e P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social da Escola de Humanidades da PUCRS. Porto Alegre - RS/Brasil. CV: http://lattes.cnpq.br/1901733198724508. E-mail: jprates@pucrs.br.</institution>
					<institution content-type="normalized">Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#xED;fico e Tecnol&#xF3;gico</institution>
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					<institution content-type="normalized">Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul</institution>
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			<pub-date publication-format="electronic" date-type="pub"><day>03</day><month>05</month><year>2019</year></pub-date><pub-date publication-format="electronic" date-type="collection">-->
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				<season>Jan-Jul</season>
				<year>2017</year>
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					<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p>
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		<p>Inicia-se a presente reflex&#xE3;o reconhecendo a pesquisa como um processo social. As atitudes investigativas fazem parte do cotidiano, porque os sujeitos avaliam sistematicamente para tomar pequenas decis&#xF5;es na vida di&#xE1;ria, com base em breves investiga&#xE7;&#xF5;es. Avalia-se como est&#xE1; o tempo e se est&#xE1; frio ou quente, ouvindo a previs&#xE3;o do tempo para planejar vestir uma roupa quente ou mais leve, n&#xE3;o raras vezes abre-se a janela para verificar empiricamente a temperatura e tomar essa decis&#xE3;o. Quando se prepara os alimentos, avalia-se a quantidade de sal ou tempero que est&#xE3;o sendo adicionados aos pratos elaborados e prova-se para verificar empiricamente se est&#xE3;o ao gosto (a parte que se destaca do todo, &#xE9; uma amostra que permite concluir sobre o todo, falta sal, est&#xE1; no ponto?) Muitas vezes, na d&#xFA;vida em rela&#xE7;&#xE3;o a pratos que se deseja preparar, buscam-se receitas em livros ou na internet para orientar a a&#xE7;&#xE3;o, ou seja buscam-se orienta&#xE7;&#xF5;es em fontes diversas para melhor entender e realizar os processos. Os elementos de problematiza&#xE7;&#xE3;o, an&#xE1;lises, breves s&#xED;nteses, op&#xE7;&#xF5;es, portanto, fazem parte da rotina, n&#xE3;o h&#xE1; como planejar, agir de modo melhor direcionado, sen&#xE3;o pautados por avalia&#xE7;&#xF5;es sobre a realidade que implicam necessariamente atitudes investigativas.</p>
		<p>Seguramente, ao tratar-se do cotidiano profissional, o n&#xED;vel de complexifica&#xE7;&#xE3;o se amplia, n&#xE3;o s&#xF3; em rela&#xE7;&#xE3;o aos processos de an&#xE1;lise, mas aos impactos mais ou menos acertados dessas avalia&#xE7;&#xF5;es que extrapolam a esfera privada. Para dar conta desse compromisso, utiliza-se o que 
			<xref ref-type="bibr" rid="B6">Marx (1989)</xref> chama de instrumental. O instrumental nas palavras de Marx &#xE9; &#x201C;uma coisa ou um complexo de coisas que o trabalhador insere entre si mesmo e o objeto de trabalho e lhe serve para dirigir sua atividade sobre esse objeto&#x201D; (
			<xref ref-type="bibr" rid="B6">MARX, 1989</xref>, p. 203).
		</p>
		<p>&#xC9; parte desse instrumental n&#xE3;o s&#xF3; ferramentas, como telefone, salas para atendimento, estrat&#xE9;gias interventivas como reuni&#xF5;es, visitas, entrevistas, mas tamb&#xE9;m a teoria e sua media&#xE7;&#xE3;o com os dados e os processos concretos que se materializam na realidade, os processos de planejamento e pesquisa.</p>
		<p>Para incidir sobre as refra&#xE7;&#xF5;es da quest&#xE3;o social, objeto de trabalho do assistente social, realiza-se essa media&#xE7;&#xE3;o entre dados expressos, contextos, determinantes, com o intuito de desocultar processos sociais subalternizadores e processos sociais emancipat&#xF3;rios.</p>
		<p>Entende-se como 
			<bold>processos sociais subalternizadores</bold> as diferentes formas de explora&#xE7;&#xE3;o, subjuga&#xE7;&#xE3;o, viol&#xEA;ncia, manipula&#xE7;&#xE3;o, domina&#xE7;&#xE3;o, entre outras, que violam direitos e destituem iniciativas, desmoralizam e agridem, de forma velada ou expl&#xED;cita, sujeitos e grupos expondo-os &#xE0; condi&#xE7;&#xE3;o de depend&#xEA;ncia, passividade, desmoraliza&#xE7;&#xE3;o; e como 
			<bold>processos sociais emancipat&#xF3;rios</bold> aqueles que conformam o processo pedag&#xF3;gico de participa&#xE7;&#xE3;o e incluem iniciativas como mobiliza&#xE7;&#xE3;o, organiza&#xE7;&#xE3;o, conscientiza&#xE7;&#xE3;o, capacita&#xE7;&#xE3;o e gest&#xE3;o aut&#xF4;noma da vida e de processos que os sujeitos constroem e se inserem, mesmo que limitadas pelos contextos hist&#xF3;rico-culturais e condi&#xE7;&#xF5;es de vida.
		</p>
		<p>N&#xE3;o &#xE9; por outra raz&#xE3;o que a Associa&#xE7;&#xE3;o Brasileira de Ensino e Pesquisa em Servi&#xE7;o Social - ABEPSS, nas Diretrizes Curriculares destaca a import&#xE2;ncia da investiga&#xE7;&#xE3;o e de uma forma&#xE7;&#xE3;o que privilegie a capacidade investigativa para o fortalecimento da profiss&#xE3;o e o aprimoramento do trabalho profissional, produzindo conhecimentos sobre como se constitui, sobre seus condicionantes, sobre as condi&#xE7;&#xF5;es em que &#xE9; realizado, acerca dos processos e resultados que desencadeia, dando visibilidade &#xE0;s suas contribui&#xE7;&#xF5;es para a sociedade.</p>
		<p>Al&#xE9;m da Investiga&#xE7;&#xE3;o ser parte do instrumental de trabalho para desocultar as mudan&#xE7;as ocorridas no mundo do trabalho, no Estado, nas pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, no contexto social, ela &#xE9; importante ferramenta que viabiliza a elabora&#xE7;&#xE3;o de planos, a realiza&#xE7;&#xE3;o de diagn&#xF3;sticos familiares, territoriais, institucionais, permitindo a realiza&#xE7;&#xE3;o de s&#xED;nteses e propostas mais consistentes e coerentes com os valores que fundamentam o Projeto &#xC9;tico-Pol&#xED;tico Profissional, para o trato das express&#xF5;es das refra&#xE7;&#xF5;es da quest&#xE3;o social.</p>
		<p>Diante da precariza&#xE7;&#xE3;o de toda ordem que marca a realidade presente, de rela&#xE7;&#xF5;es, espa&#xE7;os organizativos, do pr&#xF3;prio ensino, do avan&#xE7;o do conservadorismo, de manipula&#xE7;&#xF5;es de informa&#xE7;&#xE3;o realizadas pela m&#xED;dia burguesa, do desmonte de direitos, os trabalhadores s&#xE3;o cada vez mais desafiados a fazer avalia&#xE7;&#xF5;es cr&#xED;ticas e atualizadas para o desvendamento dos contextos singulares e coletivos com os quais trabalham e nos quais se inserem.</p>
		<p>As Diretrizes da 
			<xref ref-type="bibr" rid="B1">ABESS (1996)</xref> destacam que a &#xE9;tica e a pesquisa s&#xE3;o transversais &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o e ser transversal significa que, em toda a disciplina e processo formativo, a atitude investigativa e o exerc&#xED;cio de processos de desvendamento, via investiga&#xE7;&#xE3;o, sejam privilegiados. Significa a busca pelo adensamento sobre os contextos, os sujeitos, os processos, as pol&#xED;ticas e os fen&#xF4;menos com os quais se trabalha, com o compromisso &#xE9;tico de superar o aparente, porque as popula&#xE7;&#xF5;es usu&#xE1;rias dos servi&#xE7;os merecem avalia&#xE7;&#xF5;es que contemplem essa qualidade, para que se possa inclusive propor de modo mais pertinente, contemplando fundamentalmente as necessidades e expectativas dos sujeitos, que se destaque, precisam ser inclu&#xED;dos nos movimentos de avalia&#xE7;&#xE3;o.
		</p>
		<p>Significa tamb&#xE9;m a articula&#xE7;&#xE3;o de conte&#xFA;dos te&#xF3;ricos com dados emp&#xED;ricos que emanam da realidade, dados tanto num&#xE9;ricos como percentuais e &#xED;ndices, bem como as express&#xF5;es dos sujeitos, que tamb&#xE9;m s&#xE3;o contraprovas hist&#xF3;ricas para fundamentar argumentos que precisam compor os produtos do trabalho - tais como: diagn&#xF3;sticos, projetos, relat&#xF3;rios, encaminhamentos, relatos de visitas domiciliares, avalia&#xE7;&#xF5;es de territ&#xF3;rios, de pol&#xED;ticas, programas, contextos.</p>
		<p>A pesquisa exige o exerc&#xED;cio dessa media&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rico-pr&#xE1;tica t&#xE3;o significativa para uma profiss&#xE3;o interventiva como o Servi&#xE7;o Social, pressup&#xF5;e a realiza&#xE7;&#xE3;o de s&#xED;nteses, a prioriza&#xE7;&#xE3;o de dados essenciais em rela&#xE7;&#xE3;o a secund&#xE1;rios. E como procedimento pedag&#xF3;gico, pode e deve ser realizada no conjunto das disciplinas, para al&#xE9;m da exist&#xEA;ncia de disciplinas espec&#xED;ficas de pesquisa social que, em tempos de universidade operacional, tem sido reduzido em termos de carga hor&#xE1;ria, para atender a flexibiliza&#xE7;&#xE3;o curricular.</p>
		<p>No tempo presente, com a amplia&#xE7;&#xE3;o da realidade virtual e o desenvolvimento da tecnologia informacional, ampliam-se os acessos, mas como contraponto tem-se uma amplia&#xE7;&#xE3;o do fetichismo exacerbado, mascarado por informa&#xE7;&#xF5;es distorcidas veiculadas pelas diversas m&#xED;dias que, n&#xE3;o raras vezes, proliferam a superficialidade da informa&#xE7;&#xE3;o, algumas sem fontes fidedignas e nem sempre suficientemente adensadas. Nesse sentido, &#xE9; uma estrat&#xE9;gia fundamental o desocultamento das contradi&#xE7;&#xF5;es que atravessam todos esses processos, politizando e atribuindo mais subst&#xE2;ncia aos debates acerca das an&#xE1;lises universais e particulares que se realizam (
			<xref ref-type="bibr" rid="B8">PRATES, 2016</xref>).
		</p>
		<p>No que se refere &#xE0; tecnologia, n&#xE3;o se pode negar a sua import&#xE2;ncia e a necess&#xE1;ria apropria&#xE7;&#xE3;o dessas ferramentas pelo conjunto dos trabalhadores, mas n&#xE3;o se pode equivocadamente al&#xE7;&#xE1;-las a patamares maiores do que ferramentas, porque, como tal, sua utiliza&#xE7;&#xE3;o depende do projeto &#xE9;tico-pol&#xED;tico que lhes d&#xE1; sustenta&#xE7;&#xE3;o e das teorias que as movimentam.</p>
		<p>
			<xref ref-type="bibr" rid="B6">Marx (1989)</xref> j&#xE1; destacava na obra o capital que seria poss&#xED;vel &#x201C;escrever toda uma hist&#xF3;ria de inven&#xE7;&#xF5;es a partir de 1830, com o &#xFA;nico prop&#xF3;sito de suprir o capital de armas contra as revoltas dos trabalhadores&#x201D;, destacando o car&#xE1;ter contradit&#xF3;rio do desenvolvimento tecnol&#xF3;gico, mesmo porque a universalidade do acesso a este desenvolvimento n&#xE3;o &#xE9; garantida e a apropria&#xE7;&#xE3;o privilegiada do capitalista aumenta sua capacidade de competitividade. A inova&#xE7;&#xE3;o acelerada torna rapidamente obsoletos os meios de produ&#xE7;&#xE3;o e os bens de consumo; a tecnologia, por&#xE9;m, na vis&#xE3;o marxiana, &#xE9; b&#xE1;sica para o aumento da produtividade e dos lucros e, portanto, &#xE9; diferencial competitivo (
			<xref ref-type="bibr" rid="B8">PRATES, 2016</xref>).
		</p>
		<p>Lembre-se que Marx afirmou no Manifesto que a burguesia n&#xE3;o poderia existir sem revolucionar constantemente A captura de espa&#xE7;o e tempo que caracteriza a contemporaneidade reduz o tempo dedicado ao adensamento dos conhecimentos. Se por um lado h&#xE1; o acesso a muitas informa&#xE7;&#xF5;es, a sua sedimenta&#xE7;&#xE3;o nem sempre acontece, o que facilita processos de aliena&#xE7;&#xE3;o mascarados por uma apropria&#xE7;&#xE3;o superficial.</p>
		<p>Reitera-se, portanto, que o exerc&#xED;cio de investigar para adensar conceitos, buscar novos olhares sobre temas diversos, desocultar contradi&#xE7;&#xF5;es, articular dados &#xE9; poss&#xED;vel e necess&#xE1;rio em todo o espa&#xE7;o de forma&#xE7;&#xE3;o e a isso chama-se de transversalidade.</p>
		<p>Os N&#xFA;cleos e Grupos de Pesquisa e a experi&#xEA;ncia de inicia&#xE7;&#xE3;o cient&#xED;fica, nesse sentido, s&#xE3;o espa&#xE7;os por excel&#xEA;ncia para a realiza&#xE7;&#xE3;o desses processos. Depoimento de alunos e professores sobre a import&#xE2;ncia da experi&#xEA;ncia de inicia&#xE7;&#xE3;o cient&#xED;fica e da participa&#xE7;&#xE3;o em investiga&#xE7;&#xF5;es coletivas em grupos e n&#xFA;cleos de pesquisa, em estudo realizado pela autora deste (PRATES, 2016a) mostram, entre outros dados, o destaque &#xE0; amplia&#xE7;&#xE3;o: da capacidade de articula&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rico-pr&#xE1;tica, da capacidade de analisar e sintetizar, do cuidado &#xE9;tico nos procedimentos, da riqueza em construir produ&#xE7;&#xF5;es conjuntas (exerc&#xED;cio do trabalho em equipe), da apreens&#xE3;o de processos de planejamento (planos, cronogramas, prazos, or&#xE7;amentos, organiza&#xE7;&#xE3;o de eventos cient&#xED;ficos), do adensamento sobre tem&#xE1;ticas espec&#xED;ficas e sobre teoria e metodologia de pesquisa, do exerc&#xED;cio para a elabora&#xE7;&#xE3;o de artigos, resumos e a cria&#xE7;&#xE3;o do que se chama de 
			<italic>habitus cientificus.</italic> E estes espa&#xE7;os privilegiam a troca entre graduandos e p&#xF3;s-graduandos e tamb&#xE9;m o exerc&#xED;cio da atividade docente pelos p&#xF3;s-graduandos (orienta&#xE7;&#xF5;es para a elabora&#xE7;&#xE3;o de trabalhos, an&#xE1;lises, relat&#xF3;rios, etc.) (
			<xref ref-type="bibr" rid="B7">PRATES; KUNSLER, 2015</xref>).
		</p>
		<p>N&#xE3;o h&#xE1; d&#xFA;vidas de que existem n&#xED;veis diversos de investiga&#xE7;&#xE3;o e no n&#xED;vel da Gradua&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o se formam pesquisadores, mas profissionais habilitados a fazer o uso da investiga&#xE7;&#xE3;o como parte do instrumental para dar conta de suas atribui&#xE7;&#xF5;es e compet&#xEA;ncias.</p>
		<p>&#xC9; no n&#xED;vel da P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o que se formam professores e pesquisadores. Ali&#xE1;s, esse &#xE9; o objetivo dos mestrados acad&#xEA;micos e doutorados, ou da p&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o 
			<italic>stricto sensu.</italic>
		</p>
		<p>Por outra feita, se tem a clareza de que a pesquisa &#xE9; um importante instrumento de interven&#xE7;&#xE3;o social, n&#xE3;o s&#xF3; por propiciar a obten&#xE7;&#xE3;o de dados sobre a realidade e desocultar rela&#xE7;&#xF5;es, contradi&#xE7;&#xF5;es, mascaramentos, mas tamb&#xE9;m por ser espa&#xE7;o para o desenvolvimento de processos sociais emancipat&#xF3;rios, pois sujeitos se capacitam, organizam, mobilizam, se informam, ampliam consci&#xEA;ncia ao longo do processo, se o processo &#xE9; valorizado enquanto tal e se a participa&#xE7;&#xE3;o do conjunto dos sujeitos envolvidos &#xE9; priorizada.</p>
		<p>Por exemplo, ao realizar coletas coletivas, os sujeitos debatem alguns temas e ampliam seu conhecimento acerca do tema que est&#xE1; sendo problematizado, s&#xE3;o instigados a realizar trocas coletivas, a refletir sobre seus espa&#xE7;os, sobre como realizam seu trabalho, sobre suas condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho. Em tempos de sobretrabalho e aus&#xEA;ncia de espa&#xE7;os para organizar-se e refletir, esses processos s&#xE3;o momentos muitas vezes &#xED;mpares.</p>
		<p>A valoriza&#xE7;&#xE3;o do processo investigativo como estrat&#xE9;gia pedag&#xF3;gica &#xE9; destacada por Marx, por ocasi&#xE3;o da realiza&#xE7;&#xE3;o do question&#xE1;rio em 1880, que buscava avaliar as condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho da classe trabalhadora francesa.</p>
		<p>Conforme Lanzardo (apud THIOLLENT, 1987), o question&#xE1;rio traz impl&#xED;cito o princ&#xED;pio de um m&#xE9;todo de trabalho pol&#xED;tico que se encontra na Cr&#xED;tica da Economia Pol&#xED;tica. A enquete oper&#xE1;ria, conduzida por Marx, mais do que um instrumento exemplarmente elaborado de investiga&#xE7;&#xE3;o social, constituiu uma estrat&#xE9;gia de conscientiza&#xE7;&#xE3;o e mobiliza&#xE7;&#xE3;o, condi&#xE7;&#xF5;es necess&#xE1;rias, embora n&#xE3;o suficientes, para qualquer processo de transforma&#xE7;&#xE3;o social.</p>
		<p>E, conclui Lanzardo, destacando a relev&#xE2;ncia fundamental atribu&#xED;da por Marx ao processo, pois embora a devolu&#xE7;&#xE3;o dos instrumentos tenha sido pouco significativa em rela&#xE7;&#xE3;o ao n&#xFA;mero enviado, o autor ressalta que: &#x201C;(&#x2026;). o essencial era que os question&#xE1;rios, chegando aos oper&#xE1;rios, lhes dessem novas possibilidades de conhecer a maneira pela qual a explora&#xE7;&#xE3;o capitalista funciona&#x201D; (apud THIOLLENT, 1987, p. 244-245).</p>
		<p>No amadurecimento do Servi&#xE7;o Social, uma profiss&#xE3;o ainda t&#xE3;o jovem, encontra-se a pesquisa e a produ&#xE7;&#xE3;o de conhecimentos como um importante divisor de &#xE1;guas. Foi n&#xE3;o s&#xF3; a iniciativa de ruptura, que teve seu in&#xED;cio no Movimento de Reconceitua&#xE7;&#xE3;o, sem d&#xFA;vida um marco hist&#xF3;rico para o Servi&#xE7;o Social, mas a amplia&#xE7;&#xE3;o da produ&#xE7;&#xE3;o de conhecimentos da &#xE1;rea, pautada na pesquisa proporcionada pelos Programas de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o que, no Brasil, iniciam na d&#xE9;cada de 1970, alteraram significativamente a maturidade dessa profiss&#xE3;o, fazendo com que a &#xE1;rea ganhasse um novo estatuto.</p>
		<p>A d&#xE9;cada de 1980, fortalecida pelos Cursos de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o, viabiliza a sustenta&#xE7;&#xE3;o de um novo projeto profissional, a partir do di&#xE1;logo com pensadores cl&#xE1;ssicos, iniciando o processo de supera&#xE7;&#xE3;o do que Netto chama de apropria&#xE7;&#xE3;o enviesada do marxismo.</p>
		<p>A partir de 1982 a &#xE1;rea ganha reconhecimento dos organismos de fomento &#xE0; pesquisa, mas &#xE9; importante destacar, nesse mesmo per&#xED;odo, as importantes contribui&#xE7;&#xF5;es de Iamamoto, expressas no in&#xED;cio dos anos 1980 que avan&#xE7;am os anos 1990, e v&#xE3;o imprimir dire&#xE7;&#xE3;o ao pensamento e &#xE0; a&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social no pa&#xED;s (
			<xref ref-type="bibr" rid="B11">YAZBEK; SILVA, 2005</xref>), contribui&#xE7;&#xF5;es estas que, ressalte-se, continuam sendo fundamentais &#xE0; an&#xE1;lise da profiss&#xE3;o no tempo presente.
		</p>
		<p>Mas &#xE9; s&#xF3; em 2005 que o Servi&#xE7;o Social finalmente se constitui como &#xE1;rea espec&#xED;fica de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o na CAPES (
			<xref ref-type="bibr" rid="B11">YAZBEK; SILVA, 2005</xref>).
		</p>
		<sec>
			<title>A extens&#xE3;o Universit&#xE1;ria</title>
			<p>Os primeiros registros de extens&#xE3;o oficiais no Brasil aparecem no Estatuto da Universidade em 1931 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educa&#xE7;&#xE3;o Nacional de 1961, centrados na modalidade de transmiss&#xE3;o de conhecimentos e assist&#xEA;ncia. Com a Reforma Universit&#xE1;ria de 1968, a Extens&#xE3;o torna-se obrigat&#xF3;ria em todos os estabelecimentos de ensino superior e nas universidades, como cursos e servi&#xE7;os especiais estendidos &#xE0; comunidade.</p>
			<p>Essa vis&#xE3;o restrita come&#xE7;a a modificar-se nos anos 1980, per&#xED;odo de abertura, efervesc&#xEA;ncia de movimentos sociais e press&#xE3;o da sociedade civil exigindo maior interface da universidade para equacionar suas necessidades. Com a Constitui&#xE7;&#xE3;o de 1988 &#xE9; aprovado o princ&#xED;pio da indissociabilidade entre ensino- pesquisa-extens&#xE3;o.</p>
			<p>O Plano Nacional de Extens&#xE3;o, publicado no final de 1999, adota o seguinte conceito de Extens&#xE3;o Universit&#xE1;ria: &#x201C;A Extens&#xE3;o Universit&#xE1;ria &#xE9; o processo educativo, cultural e cient&#xED;fico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissoci&#xE1;vel e viabiliza a rela&#xE7;&#xE3;o transformadora entre a Universidade e a Sociedade&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B3">CORREA, 2007</xref>, p. 11).
			</p>
			<p>Os eixos que orientam a materializa&#xE7;&#xE3;o dos processos de extens&#xE3;o destacam: a dire&#xE7;&#xE3;o transformadora, voltada para os interesses e necessidades da maioria da popula&#xE7;&#xE3;o e implementadora de desenvolvimento regional e de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas; o di&#xE1;logo entre universidade e comunidade, pautado na alian&#xE7;a com movimentos sociais para o enfrentamento de desigualdades, caracterizado pela troca de saberes, superando o discurso da hegemonia acad&#xEA;mica; privilegiando a interdisciplinaridade, a interinstitucionalidade e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&#xE3;o.</p>
			<p>Para tanto, algumas condi&#xE7;&#xF5;es s&#xE3;o previstas no documento intitulado Extens&#xE3;o Universit&#xE1;ria: organiza&#xE7;&#xE3;o e sistematiza&#xE7;&#xE3;o, elaborado pelo F&#xF3;rum de Pr&#xF3;-Reitores de Extens&#xE3;o, entre as quais: a constitui&#xE7;&#xE3;o de uma rede interinstitucional com canais din&#xE2;micos de comunica&#xE7;&#xE3;o, a constitui&#xE7;&#xE3;o de bancos de dados com experi&#xEA;ncias e produ&#xE7;&#xF5;es, a sistematiza&#xE7;&#xE3;o de experi&#xEA;ncias e seu compartilhamento, a capacidade de negocia&#xE7;&#xE3;o e proposi&#xE7;&#xE3;o e a capacidade e agilidade para responder &#xE0;s demandas (
				<xref ref-type="bibr" rid="B3">CORREA, 2007</xref>).
			</p>
			<p>A destacada produ&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica da &#xE1;rea do Servi&#xE7;o Social mostra a sua contribui&#xE7;&#xE3;o para a sociedade brasileira a partir da realiza&#xE7;&#xE3;o de estudos, avalia&#xE7;&#xF5;es, capacita&#xE7;&#xF5;es profissionais em interface com a sociedade, al&#xE9;m de assessorias e consultorias. Muitos desses espa&#xE7;os de troca, entre a Universidade e as organiza&#xE7;&#xF5;es de car&#xE1;ter reivindicativo ou que executam servi&#xE7;os diretos &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o, s&#xE3;o realizados a partir de processos de extens&#xE3;o, alguns dos quais os discentes participam desde a elabora&#xE7;&#xE3;o das propostas at&#xE9; a sua execu&#xE7;&#xE3;o e avalia&#xE7;&#xE3;o desenvolvendo compet&#xEA;ncias diversas, algumas delas realizadas de modo interdisciplinar. Contudo, entende-se que ainda se constituem como a&#xE7;&#xF5;es desarticuladas de uma pol&#xED;tica de extens&#xE3;o, articuladas em um Programa que contempla a interface com a sociedade, mas tamb&#xE9;m a efetiva forma&#xE7;&#xE3;o de graduandos.</p>
			<p>Ainda &#xE9; preciso que se reconhe&#xE7;a que a precariza&#xE7;&#xE3;o crescente do trabalho, com redu&#xE7;&#xE3;o de pessoal nas Universidades, redu&#xE7;&#xE3;o de recursos financeiros para pesquisa e extens&#xE3;o, somada &#xE0; precariza&#xE7;&#xE3;o das estruturas dos servi&#xE7;os sociais reduz as possibilidades de efetividade dessas a&#xE7;&#xF5;es.</p>
			<p>Ressalte-se que Marx afirmou na obra 
				<bold>O capital</bold> que, embora os meios de trabalho ou o instrumental n&#xE3;o participem &#x201C;diretamente do processo, este fica total ou parcialmente impossibilitado de concretizar-se&#x201D; (1989, p. 205); quando deles n&#xE3;o dispomos ou dispomos de modo prec&#xE1;rio.
			</p>
			<p>A aprova&#xE7;&#xE3;o da Lei n&#xBA; 95 de 2016, antiga PEC 55, que estabeleceu o congelamento de gastos por 20 anos no or&#xE7;amento da Uni&#xE3;o, seguramente far&#xE1; com que essas condi&#xE7;&#xF5;es j&#xE1; prec&#xE1;rias se agudizem-se ainda mais.</p>
			<p>Para que os processos de extens&#xE3;o fossem realmente efetivos, tanto em termos de atendimento &#xE0;s necessidades leg&#xED;timas da popula&#xE7;&#xE3;o como no que concerne &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o profissional, seria preciso uma conforma&#xE7;&#xE3;o a exemplo das resid&#xEA;ncias multiprofissionais, quando se realiza a forma&#xE7;&#xE3;o em servi&#xE7;o como parte das estrat&#xE9;gias pedag&#xF3;gicas. Essa perspectiva contempla percursos formativos que n&#xE3;o se limitam a disciplinas, mas sem d&#xFA;vida exigem um investimento maior de recursos para sua consecu&#xE7;&#xE3;o, o que se contrap&#xF5;e &#xE0; l&#xF3;gica da universidade operacional e da sustentabilidade e s&#xE3;o limitadas pela disponibilidade dos discentes trabalhadores, geralmente alunos de cursos noturnos.</p>
			<p>Em que pese o fato de muitas experi&#xEA;ncias de extens&#xE3;o lograrem resultados excelentes, a maioria ainda n&#xE3;o consegue materializar esse processo de modo articulado e mais efetivo, em raz&#xE3;o dos diversos condicionantes, aqui j&#xE1; abordados.</p>
			<p>A maior &#xEA;nfase aos processos de extens&#xE3;o, sem d&#xFA;vida, tem se materializado na Universidade P&#xFA;blica, observa-se, no entanto, ainda a pouca articula&#xE7;&#xE3;o com a pesquisa ou com estudos de maior consist&#xEA;ncia. Alguns PPGS, muito voltados a processos de extens&#xE3;o desarticulados da pesquisa, t&#xEA;m ocupado grande parte do tempo de seus professores nessas articula&#xE7;&#xF5;es, com preju&#xED;zos a uma produ&#xE7;&#xE3;o mais consistente o que acaba por impactar avalia&#xE7;&#xF5;es que n&#xE3;o espelham a qualidade de suas propostas e de seus quadros docentes qualificados. &#xC9; preciso se considerar que a extens&#xE3;o n&#xE3;o logra de maior relev&#xE2;ncia e reconhecimento na avalia&#xE7;&#xE3;o da P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Por outro lado, o dimensionamento dos resultados de processos de ensino-aprendizagem, resultantes da articula&#xE7;&#xE3;o entre extens&#xE3;o e investiga&#xE7;&#xE3;o, ainda tem pouca visibilidade em termos de publica&#xE7;&#xF5;es, geralmente se restringem a relatos de experi&#xEA;ncias ou fazem avalia&#xE7;&#xF5;es pontuais de media&#xE7;&#xF5;es em determinados espa&#xE7;os s&#xF3;cio-ocupacionais.</p>
			<p>Em que pese a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&#xE3;o, reconhecida em documentos oficiais, h&#xE1; de se reconhecer, embora este seja um tema bastante pol&#xEA;mico, que o maior acento na extens&#xE3;o deve ser da Gradua&#xE7;&#xE3;o que tem por finalidade formar profissionais e o na pesquisa da P&#xF3;s- Gradua&#xE7;&#xE3;o, que objetiva formar pesquisadores e docentes, no caso do 
				<italic>stricto sensu,</italic> e que a efetiva articula&#xE7;&#xE3;o entre ambos exige uma interface concreta entre Gradua&#xE7;&#xE3;o e P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o, requerendo processos conjuntos de planejamento e gest&#xE3;o, incluindo o debate acerca do financiamento e da estrutura disponibilizada para sua execu&#xE7;&#xE3;o.
			</p>
			<p>No caso do Servi&#xE7;o Social, particularmente, os cursos de Gradua&#xE7;&#xE3;o vinculam-se &#xE0;s Ci&#xEA;ncias da Sa&#xFA;de e os Programas de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s Ci&#xEA;ncias Sociais aplicadas, o que por si s&#xF3; j&#xE1; espelha a sua falta de integra&#xE7;&#xE3;o efetiva, apesar do grande esfor&#xE7;o realizado por muitas UFAS em viabilizar essa integra&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Esse debate complexo precisa ser urgentemente adensado pela &#xE1;rea; estudos sobre a pesquisa e suas estruturas t&#xEA;m sido temas de investiga&#xE7;&#xE3;o e debates da &#xE1;rea, mas levantamentos e an&#xE1;lises mais consistentes e amplas sobre processos de extens&#xE3;o, para al&#xE9;m dos relatos de experi&#xEA;ncia, ainda s&#xE3;o pouco socializados e debatidos nos f&#xF3;runs da categoria, apesar de sua relev&#xE2;ncia, especialmente na universidade p&#xFA;blica.</p>
			<p>Mas, no &#xE2;mbito geral da Universidade, &#xE9; fundamental ter pol&#xED;ticas claras de pesquisa e extens&#xE3;o que dialoguem entre si, caso contr&#xE1;rio essa dicotomia seguir&#xE1; se perpetuando como marca da universidade brasileira; e principalmente &#xE9; fundamental que essas pol&#xED;ticas se pautem em avalia&#xE7;&#xF5;es realizadas em conjunto com a sociedade, caso contr&#xE1;rio as inten&#xE7;&#xF5;es postas nos Planos Nacionais n&#xE3;o passar&#xE3;o de meras inten&#xE7;&#xF5;es e os processos de extens&#xE3;o n&#xE3;o ter&#xE3;o legitimidade.</p>
			<p>Quanto a n&#xF3;s Assistentes Sociais, embora tenhamos clareza de dire&#xE7;&#xE3;o social e um projeto &#xE9;tico- pol&#xED;tico fundamentado em valores pautados em processos emancipat&#xF3;rios, sabemos que, por serem contra-hegem&#xF4;nicos ao capitalismo, sofrem, constantemente, reveses. No tempo presente, com o avan&#xE7;o avassalador do conservadorismo e o retrocesso pol&#xED;tico vivenciado no pa&#xED;s, esse processo se agrava sensivelmente.</p>
			<p>A luta por processos que estreitem a interface entre a Universidade e a Sociedade, que avancem na amplia&#xE7;&#xE3;o de canais de participa&#xE7;&#xE3;o, que se fundamentem em processos de planejamento efetivamente participativos, em investiga&#xE7;&#xF5;es cujos sujeitos investigados tornem-se investigadores ao longo do processo, e extens&#xF5;es que realmente intercambiem saberes e respondam &#xE0;s necessidades da popula&#xE7;&#xE3;o e da forma&#xE7;&#xE3;o, s&#xE3;o coisas que interessam profundamente na medida em que auxiliam a materializa&#xE7;&#xE3;o de nosso projeto &#xE9;tico-pol&#xED;tico, logo, precisam compor nossas bandeiras de luta e serem temas centrais em nossos debates.</p>
			<p>O aprimoramento desses espa&#xE7;os de pesquisa e extens&#xE3;o e sua interface favorecem o desafio sistem&#xE1;tico que precisa-se enfrentar para desnaturalizar as desigualdades e dar visibilidade &#xE0;s formas criativas como os sujeitos buscam equacion&#xE1;-las, tantas vezes criminalizadas, como nos recentes abusos de autoridade contra manifestantes, que lutavam contra as reformas trabalhista e previdenci&#xE1;ria no Congresso Nacional e foram reprimidos pelo ex&#xE9;rcito brasileiro, ou na morte est&#xFA;pida de trabalhadores do campo no Par&#xE1;, que lutavam pela terras.</p>
			<p>As desigualdades e lutas, que t&#xEA;m sido tantas vezes banalizadas e despolitizadas nesse pa&#xED;s, exigem de n&#xF3;s a amplia&#xE7;&#xE3;o de cadeias de media&#xE7;&#xE3;o para explicar as l&#xF3;gicas do capitalismo contempor&#xE2;neo e seu imperialismo material e simb&#xF3;lico que oculta a luta de classes, movimento sem o qual n&#xE3;o &#xE9; poss&#xED;vel fazer frente a estes desafios.</p>
			<p>A Revista Textos e Contextos nessa edi&#xE7;&#xE3;o aporta algumas reflex&#xF5;es importantes para contribuir com a amplia&#xE7;&#xE3;o de nossas cadeias de media&#xE7;&#xF5;es. Na abertura, com tradu&#xE7;&#xE3;o completa para l&#xED;ngua inglesa, apresenta o artigo do Prof. Adri&#xE1;n Sotelo, do M&#xE9;xico, que versa sobre a teoria da depend&#xEA;ncia analisada a partir das contribui&#xE7;&#xF5;es de Ruy Mauro Marini. Este artigo abre o primeiro eixo intitulado 
				<bold>Perspectivas emancipat&#xF3;rias e lutas sociais</bold>. Comp&#xF5;e, ainda, esse eixo o artigo da Prof.&#xAA; Olga P&#xE9;rez Soto, de Cuba, que aporta reflex&#xF5;es sobre a atualiza&#xE7;&#xE3;o do socialismo como projeto hist&#xF3;rico, cem anos ap&#xF3;s a primeira experi&#xEA;ncia no mundo. Concluindo o primeiro eixo, apresenta-se o debate acerca das lutas sociais na Am&#xE9;rica latina, a partir de Enrique Dussel, com destaque para os pressupostos e a filosofia marxiana em sua leitura.
			</p>
			<p>O segundo eixo, intitulado 
				<bold>G&#xEA;nero e desigualdade social</bold> &#xE9; composto por dois artigos, o primeiro versa sobre o recorte de g&#xEA;nero contemplado no Programa Bolsa Fam&#xED;lia e o segundo sobre o recorte de g&#xEA;nero nos estudos acerca da obesidade e da pobreza. O terceiro eixo, intitulado 
				<bold>Juventudes: viol&#xEA;ncia e conflitos</bold> &#xE9; tamb&#xE9;m composto por dois artigos, o primeiro problematiza as condi&#xE7;&#xF5;es de vida de jovens que sofrem viol&#xEA;ncia e o segundo aborda a criminaliza&#xE7;&#xE3;o da quest&#xE3;o social na media&#xE7;&#xE3;o com jovens em conflito com a lei.
			</p>
			<p>O quarto eixo 
				<bold>Processos sociais, forma&#xE7;&#xE3;o e trabalho</bold> &#xE9; constitu&#xED;do por cinco artigos: o primeiro aborda a dial&#xE9;tica grupal e a diversidade, aportando reflex&#xF5;es sobre algumas estrat&#xE9;gias para o enfrentamento das opress&#xF5;es sociais em raz&#xE3;o do n&#xE3;o reconhecimento da diversidade humana; o segundo traz uma experi&#xEA;ncia de est&#xE1;gio docente, para debater a forma&#xE7;&#xE3;o de assistentes sociais cr&#xED;ticos e criativos; e o terceiro aborda a interdisciplinaridade constru&#xED;da pelas &#xE1;reas de Servi&#xE7;o Social, Psicologia e Pedagogia no espa&#xE7;o de um CREAS. Dando prosseguimento, o quarto artigo que comp&#xF5;e esse eixo debate sobre o processo de terceiriza&#xE7;&#xE3;o na Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social, tamb&#xE9;m a partir da experi&#xEA;ncia de um CREAS, e, por fim, fechando o eixo, o quinto artigo versa sobre a prud&#xEA;ncia e suas converg&#xEA;ncias com a heur&#xED;stica do temor, um tema bastante pol&#xEA;mico, mas que &#xE9; apresentado ao leitor para instigar o debate sobre o que o autor acredita ser necess&#xE1;rio &#x201C;tirar do sil&#xEA;ncio&#x201D; para enfrentar a&#xE7;&#xF5;es desmedidas e inconsequentes que colocam em risco a vida humana e do planeta.
			</p>
			<p>Dando sequ&#xEA;ncia, apresenta-se o quinto eixo, intitulado 
				<bold>Pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, &#xE9;tica e avalia&#xE7;&#xE3;o</bold>, constitu&#xED;do por quatro artigos. O primeiro versa sobre a experi&#xEA;ncia brasileira de combate &#xE0; fome na &#xFA;ltima d&#xE9;cada, afirmando que os ventos do Sul movem moinhos. O segundo versa sobre migra&#xE7;&#xF5;es internacionais e debate acerca dos direitos socioassistenciais para fronteiri&#xE7;os. O terceiro questiona a neutralidade e aborda o debate sobre a responsabilidade na avalia&#xE7;&#xE3;o das Pol&#xED;ticas de Ci&#xEA;ncia e Tecnologia; e, encerrando essa edi&#xE7;&#xE3;o da Revista, apresenta-se um artigo que aborda a Pol&#xED;tica de Sa&#xFA;de no neoliberalismo e o consequente crescimento do terceiro setor.
			</p>
			<p>Espera-se que as reflex&#xF5;es instigadas pelas pesquisas e revis&#xF5;es te&#xF3;ricas aqui sintetizadas, por autores de diversas regi&#xF5;es do Brasil e dos parceiros cubanos e mexicanos, instiguem novas problematiza&#xE7;&#xF5;es e mobiliza&#xE7;&#xF5;es subsidiando estrat&#xE9;gias de resist&#xEA;ncia.</p>
			<p>
				<italic>A Editora</italic>
			</p>
			<p>Porto Alegre, inverno de 2017.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>*</label>
				<p>O conte&#xFA;do deste artigo foi apresentado originalmente como palestra na Semana do Assistente Social da UFSC, em 2017.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<ref-list>
			<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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					<person-group person-group-type="author">
						<collab>ABESS/CEDEPSS</collab>
					</person-group>
					<source>Curr&#xED;culo M&#xED;nimo para o Curso de Servi&#xE7;o Social</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>ABESS/CEDEPSS</publisher-name>
					<year>1996</year>
				</element-citation>
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					<bold>Curr&#xED;culo M&#xED;nimo para o Curso de Servi&#xE7;o Social</bold>. Rio de Janeiro: ABESS/CEDEPSS, 1996.
				</mixed-citation>
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						<collab>BRASIL. FORPROEX</collab>
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					<source>Pol&#xED;tica Nacional de Extens&#xE3;o Universit&#xE1;ria</source>
					<publisher-loc>Manaus</publisher-loc>
					<year>2012</year>
					<comment>Dispon&#xED;vel em: 
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					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: abr. 2017</date-in-citation>
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					<publisher-loc>Belo Horizonte</publisher-loc>
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					<year>2007</year>
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					<article-title>Desafios &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o e ao trabalho profissional num contexto de crise</article-title>
					<source>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</source>
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					<article-title>As amea&#xE7;as do tempo presente aos direitos conquistados</article-title>
					<source>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</source>
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				<mixed-citation>YAZBEK, Maria Carmelita; SILVA, Ozanira da Silva e. Das origens &#xE0; atualidade da profiss&#xE3;o: a constru&#xE7;&#xE3;o da p&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o em servi&#xE7;o social no Brasil. In: CARVALHO, Denise B. B. de; SILVA, Maria Ozanira da S e. (Orgs.). 
					<bold>Servi&#xE7;o social, p&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o e produ&#xE7;&#xE3;o do conhecimento no Brasil</bold>. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2005.
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