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				<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title>
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				<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2017.2.24475</article-id>
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					<subject>Prote&#xE7;&#xE3;o Social e Direitos Sociais</subject>
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				<article-title>A Territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social e a Prote&#xE7;&#xE3;o Social das Pessoas Idosas usu&#xE1;rias do Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada no Corede do Vale do Rio Pardo - RS</article-title>
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					<trans-title>The Territorialization of National Policy for Social Assistance and the Social Protection of the Elderly users of the Continuous Installment Benefit Programme on Corede of Rio Pardo - RS Valley</trans-title>
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						<surname>Kist</surname>
						<given-names>Rosane Bernardete Brochier</given-names>
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					<!--<institution content-type="orgname">UNISC</institution>
					<institution content-type="orgdiv1">Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Desenvolvimento Regional</institution>-->
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					<!--<email>alicepiovesan@yahoo.com.br</email>
					<institution content-type="original">Assistente Social, Mestra em Desenvolvimento Regional pelo Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Desenvolvimento Regional da UNISC. CV: http://lattes.cnpq.br/1465112239570305. E-mail: alicepiovesan@yahoo.com.br.</institution>-->
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					<email>rosanekist2009@hotmail.com</email>
					<institution content-type="original">Assistente Social, Mestra e Doutora em Servi&#xE7;o Social (PUCRS). P&#xF3;s-Doutora em Desenvolvimento Regional (DOCFIX-CAPES/FAPERGS). Docente no Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Desenvolvimento Regional da UNISC no per&#xED;odo de 2012-2016. Pesquisadora do Observat&#xF3;rio do Desenvolvimento Regional (OBSERVA-DR). Integrante do Grupo de Pesquisa e Estudos Urbanos e Regionais (GEPEUR). CV: http://lattes.cnpq.br/3179114359337929. E-mail: rosanekist2009@hotmail.com.</institution>
					<institution content-type="normalized">Observat&#xF3;rio do Desenvolvimento Regional</institution>
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				<author-notes>
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						<label>a</label>
            <p>Assistente Social, Mestra em Desenvolvimento Regional pelo Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Desenvolvimento Regional da UNISC. CV: http://lattes.cnpq.br/1465112239570305. E-mail:<email>alicepiovesan@yahoo.com.br</email></p>
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			<!--<pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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				<year>2019</year>
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			<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Aug-Dec</season>
				<year>2017</year>
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			<volume>16</volume>
			<issue>2</issue>
			<fpage>373</fpage>
			<lpage>387</lpage>
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					<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p>
				</license>
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			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>Este artigo &#xE9; fruto da pesquisa que teve como objetivo analisar a Prote&#xE7;&#xE3;o Social das pessoas idosas usu&#xE1;rias do BPC, nos munic&#xED;pios de Santa Cruz do Sul, Pantano Grande e Vale Verde, a partir do processo de territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social (PNAS). O estudo teve enfoque qualitativo com base no m&#xE9;todo dial&#xE9;tico cr&#xED;tico. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas com 15 pessoas idosas e com sete profissionais dos CRAS nos munic&#xED;pios referidos, e do INSS de Santa Cruz do Sul. A an&#xE1;lise dos dados ocorreu atrav&#xE9;s da an&#xE1;lise de conte&#xFA;do. Constatou-se que a territorializa&#xE7;&#xE3;o da PNAS apresenta muitos desafios, como a necessidade de articula&#xE7;&#xE3;o com os demais agentes do territ&#xF3;rio; o aumento de profissionais e sua capacita&#xE7;&#xE3;o; o esclarecimento sobre o acesso, a revis&#xE3;o e a manuten&#xE7;&#xE3;o do BPC; a defini&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es e estrat&#xE9;gias que garantam a prote&#xE7;&#xE3;o social da popula&#xE7;&#xE3;o idosa, entre outros aspectos.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This article is the result of a research that aimed to analyze the social protection of the elderly users of the BPC in the counties of Santa Cruz do Sul, Pantano Grande and Vale Verde, from the territorialization process of the National Policy for Social Assistance (PNAS). The study had a qualitative approach, based on the Critical Dialectical method. Semi-structured interviews were conducted with 15 elderly users of the benefit and 7 professionals from the CRAS of the three counties mentioned above, as well as the INSS of Santa Cruz do Sul. Data analysis occurred through the Content Analysis technique. It was verified that the territorialization of the PNAS presents many challenges, such as the need of articulation with the other agents of the territory; the increase of professionals and their capacitation; the elucidation about the access, the revision and maintenance of the BPC; the definition of actions and strategies that guarantee the social protection of the elderly population, among other aspects.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Prote&#xE7;&#xE3;o social</kwd>
				<kwd>Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada</kwd>
				<kwd>Pessoa idosa</kwd>
				<kwd>Territorializa&#xE7;&#xE3;o</kwd>
				<kwd>Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords</title>
				<kwd>Social protection</kwd>
				<kwd>Continued Installment Benefit Program</kwd>
				<kwd>Elderly person</kwd>
				<kwd>Territorialization</kwd>
				<kwd>National Policy for Social Assistance</kwd>
			</kwd-group>
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	<body>
		<p>O tema do envelhecimento tem merecido destaque e aten&#xE7;&#xE3;o, &#xE0; medida em que se verifica, em n&#xED;vel mundial, um aumento significativo do n&#xFA;mero de pessoas na fase da velhice. No Brasil, esta realidade &#xE9; determinada, especialmente, por fatores como a queda da taxa de mortalidade e a redu&#xE7;&#xE3;o da fecundidade, condicionantes b&#xE1;sicos de transi&#xE7;&#xE3;o demogr&#xE1;fica, que produzem altera&#xE7;&#xF5;es significativas na estrutura et&#xE1;ria da popula&#xE7;&#xE3;o (
			<xref ref-type="bibr" rid="B17">GIACOMIN, 2012</xref>). H&#xE1; outros elementos que tamb&#xE9;m influenciam esse fen&#xF4;meno, como a exist&#xEA;ncia de mais de uma gera&#xE7;&#xE3;o nas fam&#xED;lias; o n&#xFA;mero elevado de mulheres, as quais, em geral, possuem uma longevidade maior em fun&#xE7;&#xE3;o da redu&#xE7;&#xE3;o de complica&#xE7;&#xF5;es na gravidez e no parto; os avan&#xE7;os cient&#xED;ficos e tecnol&#xF3;gicos; a amplia&#xE7;&#xE3;o da assist&#xEA;ncia m&#xE9;dica; as melhoras na aten&#xE7;&#xE3;o b&#xE1;sica e na alimenta&#xE7;&#xE3;o; a &#xEA;nfase na sa&#xFA;de preventiva e no controle de doen&#xE7;as infecciosas, entre outros.
		</p>
		<p>O aumento da expectativa de vida da popula&#xE7;&#xE3;o brasileira intensifica a necessidade de haver uma compreens&#xE3;o do envelhecimento considerado como um fen&#xF4;meno social que necessita ser analisado e identificado como resultante de um conjunto de fatores f&#xED;sicos, psicol&#xF3;gicos, espirituais, culturais, econ&#xF4;micos, sociais, ideol&#xF3;gicos e pol&#xED;ticos. O conhecimento da conjuntura possibilita a identifica&#xE7;&#xE3;o da correla&#xE7;&#xE3;o de for&#xE7;as existente na sociedade e a apreens&#xE3;o das diferentes formas de exclus&#xE3;o e de poder que a popula&#xE7;&#xE3;o idosa vem assumindo em diferentes contextos hist&#xF3;ricos. H&#xE1; que reconhecer-se, ainda, que existem diferentes formas de envelhecer, o que requer a considera&#xE7;&#xE3;o sobre a heterogeneidade da popula&#xE7;&#xE3;o idosa brasileira e o reconhecimento das condi&#xE7;&#xF5;es objetivas de vida e da forma como cada pessoa vivencia essa etapa do ciclo vital.</p>
		<p>
			<xref ref-type="bibr" rid="B26">Nunes (2013)</xref> salienta que o envelhecimento da popula&#xE7;&#xE3;o significa uma das maiores conquistas culturais de um povo no que se refere ao seu &#x201C;processo de humaniza&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. Entretanto, os &#x201C;novos velhos&#x201D; brasileiros tornaram-se um desafio para as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, pois representam um &#x201C;fator novo&#x201D;, tanto no &#xE2;mbito da vida privada, &#xE0; medida em que, independente da classe social, praticamente todas as fam&#xED;lias brasileiras possuem pessoas idosas, como no &#xE2;mbito das rela&#xE7;&#xF5;es sociais, pois este &#xE9; um tema que diz respeito &#xE0; toda a sociedade (
			<xref ref-type="bibr" rid="B33">REIS, 2013</xref>).
		</p>
		<p>Observam-se mudan&#xE7;as importantes no comportamento dos grupos familiares que, a partir dos anos de 1990, passaram a apresentar uma variedade de formas e de arranjos, exigindo mudan&#xE7;as conceituais e jur&#xED;dicas para atender a essa nova realidade. As altera&#xE7;&#xF5;es dos grupos familiares provocam tamb&#xE9;m modifica&#xE7;&#xF5;es nos pap&#xE9;is sociais que passam a ser assumidos pelas pessoas idosas e nas rela&#xE7;&#xF5;es intergeracionais, exigindo a cria&#xE7;&#xE3;o de novas formas de sociabilidade.</p>
		<p>O processo de transi&#xE7;&#xE3;o demogr&#xE1;fica da popula&#xE7;&#xE3;o brasileira &#xE9; influenciado, tamb&#xE9;m, pelo desenvolvimento das for&#xE7;as produtivas da sociedade capitalista. Embora se reconhe&#xE7;a que houve um aumento da esperan&#xE7;a de vida da popula&#xE7;&#xE3;o, ainda se identificam muitos desafios, como o empobrecimento das pessoas, decorrente de fatores como seu afastamento do mercado de trabalho, as desigualdades e a segrega&#xE7;&#xE3;o social, a depend&#xEA;ncia e a vulnerabilidade vivenciadas pelos trabalhadores e suas fam&#xED;lias na fase da velhice.</p>
		<p>Diante desse contexto, torna-se fundamental a compreens&#xE3;o sobre o Sistema de Prote&#xE7;&#xE3;o Social das pessoas idosas no Brasil, pois, embora tenham-se obtido importantes avan&#xE7;os desde a Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988, ainda se torna dif&#xED;cil garantir que as pessoas vivenciem a fase da velhice com dignidade, pois, como ressalta 
			<xref ref-type="bibr" rid="B27">Paiva (2014</xref>, p. 192)
		</p>
		<disp-quote>
			<p>Apesar dos esfor&#xE7;os que v&#xEA;m sendo dedicados no sentido de efetivar, na pr&#xE1;tica, pol&#xED;ticas sociais capazes de causar impactos positivos no cotidiano da popula&#xE7;&#xE3;o idosa, ainda predomina a cidadania no papel, ou seja, a maioria da popula&#xE7;&#xE3;o sofre as consequ&#xEA;ncias do processo hist&#xF3;rico de desigualdade social, contando unicamente com o aparato legal.</p>
		</disp-quote>
		<p>Nessa perspectiva, ressalta-se a import&#xE2;ncia da cria&#xE7;&#xE3;o do Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada, previsto pela Lei Org&#xE2;nica da Assist&#xEA;ncia Social, que integra o Sistema de Prote&#xE7;&#xE3;o Social B&#xE1;sica do Idoso e apresenta, como principal objetivo, a preven&#xE7;&#xE3;o de situa&#xE7;&#xF5;es de vulnerabilidade social atrav&#xE9;s do desenvolvimento das potencialidades e do fortalecimento de v&#xED;nculos familiares e comunit&#xE1;rios na fase da velhice. Entretanto, conforme real&#xE7;ado por 
			<xref ref-type="bibr" rid="B22">Maciel (2008)</xref>, embora o BPC seja um direito de cidadania dos usu&#xE1;rios da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social, o mesmo necessita ser relativizado, pois a sua materialidade &#xE9; condicionada por um conjunto de fatores relacionados a uma capacidade t&#xE9;cnica e uma experi&#xEA;ncia institucional que o torne acess&#xED;vel e que permita sua operacionaliza&#xE7;&#xE3;o.
		</p>
		<p>Com base nos elementos referidos, apresenta-se uma an&#xE1;lise sobre o processo de Territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social e a Prote&#xE7;&#xE3;o Social das pessoas idosas usu&#xE1;rias do Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada, nos munic&#xED;pios de abrang&#xEA;ncia do Conselho Regional de Desenvolvimento (COREDE) Vale do Rio Pardo, RS. Para tanto, buscou-se responder ao seguinte problema de pesquisa: como ocorre a Prote&#xE7;&#xE3;o Social das pessoas idosas usu&#xE1;rias do Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada nos munic&#xED;pios de Santa Cruz do Sul, Pantano Grande e Vale Verde, a partir do processo de territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social? Estes tr&#xEA;s munic&#xED;pios foram escolhidos com base em alguns crit&#xE9;rios pr&#xE9;-definidos, tais como: (1) o munic&#xED;pio de Santa Cruz do Sul, que apresenta o maior n&#xFA;mero absoluto de pessoas idosas, ou seja, 5.997 pessoas, o que corresponde a 13,15% da popula&#xE7;&#xE3;o total; (2) o munic&#xED;pio de Vale Verde, que possui o maior percentual de pessoas idosas com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o total do munic&#xED;pio, pois o n&#xFA;mero de 603 idosos corresponde a 18,54% da popula&#xE7;&#xE3;o total; (3) e o munic&#xED;pio de Pantano Grande, que apresenta o maior percentual de pessoas idosas benefici&#xE1;rias do BPC com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o total, ou seja, 1.436 pessoas, o que representa um percentual de 10,23% do total da popula&#xE7;&#xE3;o do munic&#xED;pio.</p>
		<p>Este artigo est&#xE1; dividido em quatro itens, sendo que o primeiro deles apresenta os pressupostos epistemol&#xF3;gicos e metodol&#xF3;gicos que embasaram o estudo. No segundo item, apresentam-se elementos sobre o Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada e a Prote&#xE7;&#xE3;o Social da Pessoa Idosa. O terceiro item enfatiza a Territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social e o quarto traz elementos relacionados com o Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada e a Prote&#xE7;&#xE3;o Social da Pessoa Idosa no COREDE Vale do Rio Pardo. Ao final, apresentam-se algumas considera&#xE7;&#xF5;es sobre o tema.</p>
		<sec sec-type="methods">
			<title>Pressupostos epistemol&#xF3;gicos e metodol&#xF3;gicos</title>
			<p>O estudo sobre o acesso das pessoas idosas ao Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada nos munic&#xED;pios de Santa Cruz do Sul, Pantano Grande e Vale Verde ocorreu com base na op&#xE7;&#xE3;o por um enfoque qualitativo e pelo m&#xE9;todo materialista, hist&#xF3;rico, dial&#xE9;tico e cr&#xED;tico, por se compreender que, atrav&#xE9;s dele, &#xE9; poss&#xED;vel &#x201C;[&#x2026;] apoderar-se da mat&#xE9;ria, em seus pormenores, [&#x2026;] analisar suas diferentes formas de desenvolvimento, e [&#x2026;] permitir a conex&#xE3;o &#xED;ntima que h&#xE1; entre elas&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B24">MARX, 1989</xref>, p. 16).
			</p>
			<p>Desta forma, este estudo foi realizado tendo-se presentes as categorias do m&#xE9;todo definido: a contradi&#xE7;&#xE3;o, a totalidade, a historicidade e a media&#xE7;&#xE3;o. Consideram-se como categorias os elementos que constituem o fen&#xF4;meno e que podem explic&#xE1;-lo. A palavra categoria, em geral, refere-se a um conceito que abrange elementos ou aspectos com caracter&#xED;sticas comuns ou que se relacionam entre si (
				<xref ref-type="bibr" rid="B25">MINAYO, 1994</xref>), sendo empregadas para estabelecer classifica&#xE7;&#xF5;es. Nesse sentido, trabalhar com categorias significa agrupar elementos, ideias ou express&#xF5;es em torno de um conceito.
			</p>
			<p>A contradi&#xE7;&#xE3;o expressa uma rela&#xE7;&#xE3;o de conflito na realidade, pois cada elemento exige o seu contr&#xE1;rio, como a determina&#xE7;&#xE3;o e a nega&#xE7;&#xE3;o do outro. Portanto, a contradi&#xE7;&#xE3;o &#xE9; uma nega&#xE7;&#xE3;o inclusiva, onde as partes envolvidas s&#xE3;o dependentes em termos de significados. A partir desta categoria, &#xE9; poss&#xED;vel compreender um elemento pelo que ele n&#xE3;o &#xE9;, significando a pressuposi&#xE7;&#xE3;o necess&#xE1;ria da exist&#xEA;ncia do oposto. Neste sentido, a contradi&#xE7;&#xE3;o &#xE9; destruidora e, ao mesmo tempo, criadora, pois se obriga &#xE0; supera&#xE7;&#xE3;o, os contr&#xE1;rios em luta e movimento buscam a supera&#xE7;&#xE3;o da contradi&#xE7;&#xE3;o, superando-se a si pr&#xF3;prios. Assim, desvendar a contradi&#xE7;&#xE3;o &#xE9; exatamente mostrar os opostos em luta e movimento (
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">CURY, 1985</xref>).
			</p>
			<p>A totalidade, mais do que a reuni&#xE3;o de todas as partes, significa um todo articulado e conectado, onde a rela&#xE7;&#xE3;o entre as partes altera o sentido de cada parte e do todo. A totalidade concreta n&#xE3;o &#xE9; um todo dado, mas um todo em movimento de autocria&#xE7;&#xE3;o permanente, implicando a historiciza&#xE7;&#xE3;o dos fen&#xF4;menos que a comp&#xF5;em (
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">CURY, 1985</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B30">PRATES, 2006</xref>). A totalidade significa a realidade como um todo articulado e dial&#xE9;tico, em que um fato qualquer pode ser racionalmente compreendido. A compreens&#xE3;o dial&#xE9;tica da totalidade significa n&#xE3;o s&#xF3; que as partes se encontram em rela&#xE7;&#xE3;o de interna conex&#xE3;o entre si e com o outro, mas tamb&#xE9;m que o todo n&#xE3;o pode ser petrificado na abstra&#xE7;&#xE3;o situada al&#xE9;m das partes, visto que o todo se cria a si mesmo a partir da intera&#xE7;&#xE3;o com as partes (
				<xref ref-type="bibr" rid="B21">KOSIK, 1985</xref>). Prates (2016) refere que analisar uma situa&#xE7;&#xE3;o concreta sob a luz da totalidade significa problematizar todos os fatos de forma inter-relacionada, buscando as determina&#xE7;&#xF5;es que uns tem sobre os outros para melhor interpretar a realidade. 
				<xref ref-type="bibr" rid="B31">Prates (2017</xref>, p. 3) ressalta ainda que
			</p>
			<disp-quote>
				<p>somos din&#xE2;micos, estamos em movimento de constitui&#xE7;&#xE3;o e somos finitos. A historicidade do real, uma categoria central da dial&#xE9;tica, emana do pr&#xF3;prio real, &#xE9; dele apreendida (pr&#xE1;tica) e abstra&#xED;da (teoria) para constituir o que chamamos de concreto pensado, no movimento, e a ele retornar para servir de b&#xFA;ssola para que o sujeito que busca conhecer/intervir desvende como se processam esses movimentos.</p>
			</disp-quote>
			<p>A historicidade significa o reconhecimento da processualidade, do movimento e da transforma&#xE7;&#xE3;o do homem, da realidade e dos fen&#xF4;menos sociais. Esta categoria significa que os fen&#xF4;menos n&#xE3;o s&#xE3;o est&#xE1;ticos, mas sim est&#xE3;o em curso de desenvolvimento e, portanto, s&#xF3; podem ser apreendidos por cortes hist&#xF3;ricos (
				<xref ref-type="bibr" rid="B30">PRATES, 2006</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">FRIGOTTO, 1994</xref>).
			</p>
			<p>Somente pode-se conhecer um fen&#xF4;meno, os sujeitos e as institui&#xE7;&#xF5;es a partir do resgate de sua origem, ou seja, do conhecimento de sua hist&#xF3;ria, do curso de transforma&#xE7;&#xF5;es ocorridas na sua constitui&#xE7;&#xE3;o. Portanto, mais do que cronologia, se busca conhecer fatos significativos (
				<xref ref-type="bibr" rid="B30">PRATES, 2006</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B16">FRIGOTTO, 1994</xref>).
			</p>
			<p>A categoria media&#xE7;&#xE3;o possibilita a express&#xE3;o de rela&#xE7;&#xF5;es concretas, vinculando, de forma dial&#xE9;tica, diferentes momentos com um todo, indicando que nada &#xE9; isolado. Esta categoria possui uma rela&#xE7;&#xE3;o direta com os processos hist&#xF3;ricos, pois a Hist&#xF3;ria, enquanto movimento do pr&#xF3;prio real, implica o movimento das media&#xE7;&#xF5;es (
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">CURY, 1985</xref>).
			</p>
			<p>Para a realiza&#xE7;&#xE3;o deste estudo foram escolhidos tr&#xEA;s dos vinte e tr&#xEA;s munic&#xED;pios que comp&#xF5;em o Corede
				<xref ref-type="fn" rid="fn1">
					<sup>1</sup>
				</xref> Vale do Rio Pardo, considerados como uma parcela selecionada da popula&#xE7;&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B23">MARCONI; LAKATOS, 2006</xref>). Os sujeitos entrevistados foram pessoas idosas usu&#xE1;rias do BPC nos tr&#xEA;s munic&#xED;pios e profissionais que os acompanham atrav&#xE9;s dos Centros de Refer&#xEA;ncia da Assist&#xEA;ncia Social dos munic&#xED;pios analisados. Desta forma, foram entrevistadas 15, sendo cinco de cada um dos tr&#xEA;s munic&#xED;pios. Realizou-se a classifica&#xE7;&#xE3;o dos sujeitos por meio de amostragem por variedade de tipos, o que possibilitou a elei&#xE7;&#xE3;o da amostra de acordo com o arb&#xED;trio e o interesse cient&#xED;fico do pesquisador (
				<xref ref-type="bibr" rid="B45">TURATO, 2003</xref>).
			</p>
			<p>Foram entrevistadas, tamb&#xE9;m, sete profissionais que acompanham as pessoas idosas usu&#xE1;rias do benef&#xED;cio a partir dos CRAS, entre elas, cinco assistentes sociais e uma psic&#xF3;loga, e uma assistente social do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de Santa Cruz do Sul, o que possibilitou uma maior compreens&#xE3;o sobre o tema devido ao papel que este &#xF3;rg&#xE3;o apresenta como respons&#xE1;vel pela gest&#xE3;o do BPC. As entrevistas foram realizadas com pessoas idosas e com profissionais que se propuseram a participar do estudo mediante a utiliza&#xE7;&#xE3;o do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, pelo qual foi poss&#xED;vel esclarec&#xEA;-los sobre os objetivos do estudo e a import&#xE2;ncia de sua participa&#xE7;&#xE3;o para a compreens&#xE3;o do objeto de estudo.</p>
			<p>Visando a garantir o sigilo das pessoas idosas e dos profissionais que participaram deste estudo, ressalta-se que a identifica&#xE7;&#xE3;o das narrativas dos sujeitos ocorrer&#xE1; atrav&#xE9;s das letras seguidas de n&#xFA;meros. As narrativas das pessoas idosas ser&#xE3;o identificadas com a letra &#x201C;I&#x201D; seguida de n&#xFA;meros (I1, I2, I3&#x2026;) e as dos profissionais com a letra &#x201C;P&#x201D;, tamb&#xE9;m seguida de n&#xFA;meros (P1, P2, P3&#x2026;). Neste estudo foi utilizada a entrevista semiestruturada, t&#xE9;cnica que apresenta um roteiro de perguntas pr&#xE9;-estabelecidas com quest&#xF5;es abertas ou fechadas (
				<xref ref-type="bibr" rid="B30">PRATES, 2006</xref>).
			</p>
			<p>A pesquisa foi submetida &#xE0; aprova&#xE7;&#xE3;o pelo Comit&#xEA; de &#xC9;tica da Universidade de Santa Cruz do Sul, com a finalidade de cumprir com todos os requisitos &#xE9;ticos inerentes &#xE0; realiza&#xE7;&#xE3;o de pesquisas envolvendo seres humanos, tendo sido submetida &#xE0; avalia&#xE7;&#xE3;o no m&#xEA;s de janeiro de 2015 e aprovada em mar&#xE7;o do mesmo ano. Para a realiza&#xE7;&#xE3;o das entrevistas foi utilizado o formul&#xE1;rio, instrumento utilizado quando h&#xE1; um contato direto entre o entrevistador e o entrevistado, e o preenchimento &#xE9; realizado pelo pr&#xF3;prio entrevistador no decorrer da entrevista (
				<xref ref-type="bibr" rid="B23">MARCONI; LAKATOS, 2006</xref>).
			</p>
			<p>Para a an&#xE1;lise dos dados qualitativos, foi utilizada a t&#xE9;cnica de an&#xE1;lise de conte&#xFA;do, que possibilitou a sistematiza&#xE7;&#xE3;o das informa&#xE7;&#xF5;es coletadas atrav&#xE9;s das entrevistas. Esta an&#xE1;lise possibilita a interpreta&#xE7;&#xE3;o do conte&#xFA;do das comunica&#xE7;&#xF5;es atrav&#xE9;s de tr&#xEA;s fases: a primeira, que consiste na pr&#xE9;-an&#xE1;lise e corresponde ao processo de organiza&#xE7;&#xE3;o dos materiais; a explora&#xE7;&#xE3;o dos materiais, realizando o estudo aprofundado a partir do referencial te&#xF3;rico; e, por &#xFA;ltimo, o tratamento dos resultados atrav&#xE9;s de sua an&#xE1;lise (
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">BARDIN, 1977</xref>).
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A prote&#xE7;&#xE3;o social da pessoa idosa e o Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada</title>
			<p>O prolongamento do tempo de vida da popula&#xE7;&#xE3;o brasileira evidencia a necessidade de identificar-se a pessoa idosa como sujeito de direitos, o que remete &#xE0; compreens&#xE3;o sobre as possibilidades de investimento nas pol&#xED;ticas sociais e o redimensionamento da agenda p&#xFA;blica do Estado (
				<xref ref-type="bibr" rid="B38">SILVA, 2016</xref>), tendo em vista a garantia da prote&#xE7;&#xE3;o social desse segmento populacional. Este desafio torna-se ainda maior considerando-se que o pa&#xED;s apresenta uma profunda desigualdade social, permitindo que pessoas idosas e os sujeitos mais vulner&#xE1;veis da sociedade n&#xE3;o tenham recebido a devida aten&#xE7;&#xE3;o ao longo da hist&#xF3;ria.
			</p>
			<p>Nesse sentido, ressalta-se a necessidade de considerar o processo de envelhecimento da popula&#xE7;&#xE3;o como uma conquista da civiliza&#xE7;&#xE3;o humana e n&#xE3;o como um problema social, tornando-se necess&#xE1;rio repensar a prote&#xE7;&#xE3;o social desse segmento populacional para al&#xE9;m dos riscos sociais, incorporando-o na agenda p&#xFA;blica &#x201C;[&#x2026;] a&#xE7;&#xF5;es permanentes de sustentabilidade e emancipa&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B38">SILVA, 2016</xref>, p. 219).
			</p>
			<p>Assim como ocorreu em outros pa&#xED;ses da Am&#xE9;rica Latina, inicialmente o sistema de Prote&#xE7;&#xE3;o Social brasileiro possu&#xED;a um car&#xE1;ter contributivo, excludente e urbano que contribu&#xED;a para a reprodu&#xE7;&#xE3;o das desigualdades sociais (
				<xref ref-type="bibr" rid="B40">SOARES; S&#xC1;TYRO, 2010</xref>). Constitu&#xED;do inicialmente na Am&#xE9;rica Latina, a partir dos anos de 1930, per&#xED;odo em que houve a mudan&#xE7;a do modelo de desenvolvimento agroexportador para o modelo urbano-industrial, seguido do per&#xED;odo de ditadura militar (anos de 1964-1985), o Sistema de Prote&#xE7;&#xE3;o Social no Brasil apresentava programas e servi&#xE7;os criados para legitimar o car&#xE1;ter autorit&#xE1;rio do Estado e para aliviar a repress&#xE3;o social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B39">SILVA et al., 2008</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B37">SILVA et al., 2014</xref>).
			</p>
			<p>Identifica-se que a Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988 foi o marco mais importante no que se refere &#xE0; Prote&#xE7;&#xE3;o Social Brasileira, a partir da cria&#xE7;&#xE3;o do trip&#xE9; da Seguridade Social composto pela Sa&#xFA;de, Previd&#xEA;ncia Social e Assist&#xEA;ncia Social. Anteriormente &#xE0; Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal, a prote&#xE7;&#xE3;o social ofertada aos indiv&#xED;duos contemplava somente a popula&#xE7;&#xE3;o inserida no mercado formal de trabalho, sendo que, desde o final dos anos de 1980, passaram a ser criados os Programas de Transfer&#xEA;ncia de Renda integrando a agenda p&#xFA;blica nacional. Com a aprova&#xE7;&#xE3;o do Projeto de Lei que propunha a institui&#xE7;&#xE3;o do Programa de Garantia de Renda M&#xED;nima, a partir dos anos de 1990, houve uma amplia&#xE7;&#xE3;o do espa&#xE7;o de implementa&#xE7;&#xE3;o dos Programas de Transfer&#xEA;ncia de Renda, alcan&#xE7;ando, a partir de 2001, um grande n&#xED;vel de expans&#xE3;o, sobretudo com a implanta&#xE7;&#xE3;o de programas de iniciativa do Governo Federal implementados em todos os munic&#xED;pios brasileiros (
				<xref ref-type="bibr" rid="B39">SILVA et al., 2008</xref>).
			</p>
			<p>Entretanto, observa-se que, embora a contar desse per&#xED;odo tenham sido disseminados programas de transfer&#xEA;ncia de renda em escalas maiores e com impactos mais relevantes,</p>
			<disp-quote>
				<p>a prote&#xE7;&#xE3;o social assim configurada n&#xE3;o tem levado em considera&#xE7;&#xE3;o as determina&#xE7;&#xF5;es estruturais geradoras da pobreza e da vulnerabilidade, limitando-se, por conseguinte, ao al&#xED;vio e enfrentamento dos riscos aparentes da realidade social da regi&#xE3;o (
					<xref ref-type="bibr" rid="B37">SILVA et al, 2014</xref>, p. 92).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Nessa perspectiva, a Seguridade Social possui relev&#xE2;ncia devido ao conjunto de pol&#xED;ticas que preveem, a partir de seu trip&#xE9;, que a Sa&#xFA;de tenha car&#xE1;ter universal, sendo considerada como um direito de todos e um dever do Estado; que a Previd&#xEA;ncia Social seja concedida mediante contribui&#xE7;&#xE3;o ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); e que a Assist&#xEA;ncia Social seja oferecida a quem dela necessitar (
				<xref ref-type="bibr" rid="B4">BRASIL, 1988</xref>). &#xC9; importante considerar que a Lei Org&#xE2;nica da Assist&#xEA;ncia Social (LOAS), criada no ano de 1993, tem o m&#xE9;rito de incluir no debate sobre a prote&#xE7;&#xE3;o social a concep&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;M&#xED;nimos Sociais&#x201D;, ao definir, em seu primeiro artigo, a Assist&#xEA;ncia Social como uma Pol&#xED;tica de Seguridade Social n&#xE3;o contributiva, definindo m&#xED;nimos sociais como par&#xE2;metros para esta pol&#xED;tica, devendo, este conceito, ser operacionalizado para orientar o debate e as propostas da renda m&#xED;nima no pa&#xED;s.
			</p>
			<p>Neste contexto, o Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada (BPC), considerado como um Programa de Transfer&#xEA;ncia de Renda, foi efetivamente posto em pr&#xE1;tica no ano de 1996. Especialmente a partir do ano de 2001, o Governo Federal vem-se propondo a criar uma Rede de Prote&#xE7;&#xE3;o Social direcionada &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o em situa&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade social do Brasil. Desta forma, t&#xEA;m sido criadas a&#xE7;&#xF5;es de car&#xE1;ter compensat&#xF3;rio com iniciativas no campo da assist&#xEA;ncia social, educa&#xE7;&#xE3;o, sa&#xFA;de e trabalho, tendo-se como eixos alguns programas e benef&#xED;cios, tais como: o Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada, o Programa de Erradica&#xE7;&#xE3;o do Trabalho Infantil (PETI), o Programa Agente Jovem, o Bolsa-Escola, o Programa Bolsa-Alimenta&#xE7;&#xE3;o, o Aux&#xED;lio-G&#xE1;s, entre outros.</p>
			<p>O BPC, destinado &#xE0;s pessoas idosas e &#xE0;s pessoas com defici&#xEA;ncia
				<xref ref-type="fn" rid="fn2">
					<sup>2</sup>
				</xref>, foi concedido atrav&#xE9;s da LOAS (BRASIL, 1993). Considerado como um benef&#xED;cio individual, o BPC n&#xE3;o &#xE9; vital&#xED;cio, &#xE9; intransfer&#xED;vel e assegura a transfer&#xEA;ncia mensal de um sal&#xE1;rio m&#xED;nimo &#xE0; Pessoa Idosa com 65 anos ou mais e &#xE0; Pessoa com Defici&#xEA;ncia (PCD), de qualquer idade, com impedimentos de longo prazo, de natureza f&#xED;sica, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em intera&#xE7;&#xE3;o com diversas barreiras, podem obstruir sua participa&#xE7;&#xE3;o plena e efetiva na sociedade em igualdade de condi&#xE7;&#xF5;es com as demais pessoas.
			</p>
			<p>O BPC &#xE9; um Programa de Transfer&#xEA;ncia de Renda, sendo um benef&#xED;cio da PNAS que integra a Prote&#xE7;&#xE3;o Social B&#xE1;sica no &#xE2;mbito do Sistema &#xDA;nico de Assist&#xEA;ncia Social (SUAS) (
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">BRASIL, 2005</xref>). O acesso ao benef&#xED;cio n&#xE3;o implica a comprova&#xE7;&#xE3;o de contribui&#xE7;&#xE3;o anterior &#xE0; Previd&#xEA;ncia Social, pois o mesmo possui car&#xE1;ter assistencial, o que possibilita que a Pessoa Idosa ou a Pessoa com Defici&#xEA;ncia (PCD) possam acess&#xE1;-lo, desde que atendam aos crit&#xE9;rios pr&#xE9;-estabelecidos. Por outro lado, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B22">Maciel (2008)</xref> chama aten&#xE7;&#xE3;o para os limites que estabelecem uma condi&#xE7;&#xE3;o de acessibilidade a este benef&#xED;cio assistencial, em que o papel de usu&#xE1;rio &#xE9; definido a partir de uma correla&#xE7;&#xE3;o de for&#xE7;as estabelecida na sua rede de sociabilidade, pois
			</p>
			<disp-quote>
				<p>[&#x2026;] para ser reconhecido como usu&#xE1;rio do BPC, ou seja, estar enquadrado nas regras que o reconhecem como benefici&#xE1;rio do programa, o usu&#xE1;rio tende a incorporar n&#xE3;o s&#xF3; o papel de assistido, mas tamb&#xE9;m o modo de vida de um assistido para que possa continuar a receber aquilo que muitas vezes denomina de &#x201C;ajuda&#x201D; financeira (
					<xref ref-type="bibr" rid="B22">MACIEL, 2008</xref>, p. 101).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Integrante da Prote&#xE7;&#xE3;o Social B&#xE1;sica do Idoso, o BPC &#xE9; gerido pelo Minist&#xE9;rio do Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome (MDS), atrav&#xE9;s da Secretaria Nacional de Assist&#xEA;ncia Social, respons&#xE1;vel pela sua implementa&#xE7;&#xE3;o, coordena&#xE7;&#xE3;o, regula&#xE7;&#xE3;o, financiamento, monitoramento e avalia&#xE7;&#xE3;o, cabendo ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) sua operacionaliza&#xE7;&#xE3;o. Nesse sentido, por meio do SUAS a pessoa idosa passa a ser atendida nos Centros de Refer&#xEA;ncia da Assist&#xEA;ncia Social (CRAS) atrav&#xE9;s da Prote&#xE7;&#xE3;o Social B&#xE1;sica
				<xref ref-type="fn" rid="fn3">
					<sup>3</sup>
				</xref>, podendo receber atendimento tamb&#xE9;m nos Centros de Refer&#xEA;ncia Especializados de Assist&#xEA;ncia Social (CREAS) sempre que houver necessidade de inser&#xE7;&#xE3;o na rede de servi&#xE7;os que integra a Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial
				<xref ref-type="fn" rid="fn4">
					<sup>4</sup>
				</xref>.
			</p>
			<p>O BPC &#xE9; revisado a cada dois anos, o que requer a comprova&#xE7;&#xE3;o da perman&#xEA;ncia da condi&#xE7;&#xE3;o econ&#xF4;mica dos usu&#xE1;rios e da necessidade de manuten&#xE7;&#xE3;o do benef&#xED;cio. No caso das pessoas com defici&#xEA;ncia, al&#xE9;m de comprovar a situa&#xE7;&#xE3;o econ&#xF4;mica, as mesmas necessitam passar por avalia&#xE7;&#xE3;o m&#xE9;dica para comprovar a manuten&#xE7;&#xE3;o de sua incapacidade para o trabalho. Nesse sentido, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B22">Maciel (2008</xref>, p. 103) evidencia o car&#xE1;ter contradit&#xF3;rio do benef&#xED;cio, &#xE0; medida em que, embora promova &#x201C;[&#x2026;]a certeza e a seguran&#xE7;a enquanto uma provis&#xE3;o regular de assist&#xEA;ncia social [&#x2026;], tende a promover tamb&#xE9;m uma certa inseguran&#xE7;a quanto ao futuro do usu&#xE1;rio, j&#xE1; que o benef&#xED;cio poder&#xE1; ser retirado a 
				<italic>posteriori</italic> no momento da revis&#xE3;o&#x201D;.
			</p>
			<p>O BPC &#xE9; considerado como um &#x201C;m&#xED;nimo social&#x201D;, pois constitui-se como um dispositivo de prote&#xE7;&#xE3;o social destinado a garantir, mediante presta&#xE7;&#xF5;es mensais, um valor b&#xE1;sico de renda &#xE0;s pessoas que n&#xE3;o possuem condi&#xE7;&#xF5;es de obt&#xEA;-la atrav&#xE9;s de suas atividades. Contudo, a forma seletiva e residual de acessar ao benef&#xED;cio n&#xE3;o corresponde ao disposto constitucional que garante um sal&#xE1;rio m&#xED;nimo &#xE0; pessoa idosa e &#xE0; pessoa com defici&#xEA;ncia que dele necessitar. Desta forma, o BPC tornou-se um m&#xED;nimo operacionalmente tutelado, ou seja, um &#x201C;quase direito&#x201D;, na medida em que o seu acesso &#xE9; submetido &#xE0; forte seletividade. Assim, a denomina&#xE7;&#xE3;o de m&#xED;nimo social torna-se muito pertinente, pois &#xE9; evidente que o crit&#xE9;rio de concess&#xE3;o do benef&#xED;cio (&#xBC; de sal&#xE1;rio m&#xED;nimo per capita) &#xE9; muito excludente (
				<xref ref-type="bibr" rid="B44">SPOSATI, 2004</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B28">PEREIRA, 2011</xref>).
			</p>
			<p>Ressalta-se que o marco de prote&#xE7;&#xE3;o social &#xE0; pessoa idosa no Brasil ocorreu a partir da Pol&#xED;tica Nacional do Idoso, no ano de 1994. Posteriormente, criou-se o Estatuto do Idoso, no ano de 2003, tornando-se um documento de muita import&#xE2;ncia para a prote&#xE7;&#xE3;o social das pessoas idosas, garantindo que a idade para o recebimento do BPC fosse reduzida de 67 anos, conforme estava previsto na LOAS, para 65 anos. Al&#xE9;m disso, o Estatuto do Idoso prev&#xEA; que seja concedido o benef&#xED;cio para mais de uma pessoa idosa que integre o grupo familiar, pois, a partir dele, n&#xE3;o h&#xE1; mais a necessidade de comprovar-se, para fins de c&#xE1;lculo da renda mensal familiar per capita, o benef&#xED;cio j&#xE1; &#xE9; concedido a qualquer outro membro da fam&#xED;lia (
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">BRASIL, 2003</xref>).
			</p>
			<p>A partir do Estatuto do Idoso, ressalta-se que a Assist&#xEA;ncia Social deve ser articulada com base na Lei Org&#xE2;nica de Assist&#xEA;ncia Social (BRASIL, 1993), na Pol&#xED;tica Nacional do Idoso (BRASIL, 1994), no Sistema &#xDA;nico de Sa&#xFA;de (SUS) (BASIL, 1990) e na Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>). A PNAS se consolidou como pol&#xED;tica p&#xFA;blica em 2003, inclu&#xED;da no &#xE2;mbito da Seguridade Social a partir da Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988 e regulamentada pela LOAS
				<xref ref-type="fn" rid="fn5">
					<sup>5</sup>
				</xref> (BRASIL, 1993). Nesse sentido, as confer&#xEA;ncias Nacionais, Estaduais e Municipais (em especial as delibera&#xE7;&#xF5;es da IV Confer&#xEA;ncia Nacional de Assist&#xEA;ncia Social, realizada em Bras&#xED;lia em 2003) ressaltaram a necessidade da constitui&#xE7;&#xE3;o de um Sistema &#xDA;nico de Assist&#xEA;ncia Social, o que resultou na cria&#xE7;&#xE3;o do j&#xE1; referido SUAS, aprovado pelo Conselho Nacional de Assist&#xEA;ncia Social (CNAS) atrav&#xE9;s da Resolu&#xE7;&#xE3;o n&#xBA; 145, de 15 de outubro de 2004. O SUAS constitui-se a partir da regula&#xE7;&#xE3;o e da organiza&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas socioassistencias desenvolvidas em todo o territ&#xF3;rio, com base na gest&#xE3;o descentralizada e participativa (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>).
			</p>
			<p>A PNAS possui uma perspectiva de prote&#xE7;&#xE3;o social configurada como possibilidade de reconhecimento p&#xFA;blico das demandas dos usu&#xE1;rios e de espa&#xE7;o de amplia&#xE7;&#xE3;o de seu protagonismo, devendo oferecer algumas seguran&#xE7;as, como a acolhida, a renda, o conv&#xED;vio familiar, o desenvolvimento da autonomia e de sobreviv&#xEA;ncia (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>). Conforme referido por 
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">Pereira (2016</xref>, p. 32), o termo prote&#xE7;&#xE3;o social tem apresentado diferentes varia&#xE7;&#xF5;es ao longo da hist&#xF3;ria, pois sua pr&#xE1;xis tem sido influenciada por diferentes regimes de bem-estar presentes no capitalismo:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>Assim, dependendo das mudan&#xE7;as estruturais e das correla&#xE7;&#xF5;es de for&#xE7;as pol&#xED;ticas em vig&#xEA;ncia, a prote&#xE7;&#xE3;o social pode ser focalizada ou universal; comprometida com os direitos de cidadania ou com os m&#xE9;ritos exigidos pela competitividade econ&#xF4;mica; atender necessidades humanas ou do capital; proteger de fato ou punir; e ser, simultaneamente, positiva ou negativa.</p>
			</disp-quote>
			<p>Nesse sentido, tem-se observado que a composi&#xE7;&#xE3;o objetiva das pol&#xED;ticas sociais na Am&#xE9;rica Latina e no Brasil &#xE9; influenciada pela din&#xE2;mica do modo de produ&#xE7;&#xE3;o capitalista, o que determina sua fun&#xE7;&#xE3;o e estrutura no complexo processo de produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es sociais. No que se refere &#xE0; fun&#xE7;&#xE3;o, observa-se que as pol&#xED;ticas sociais tendem a atender &#xE0;s necessidades de reprodu&#xE7;&#xE3;o da for&#xE7;a de trabalho (atuando como sal&#xE1;rio indireto), bem como &#xE0; reprodu&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;prio capital &#x201C;[&#x2026;] na medida em que criam uma s&#xE9;rie de demandas materiais que ser&#xE3;o adquiridas pelo fundo p&#xFA;blico, junto &#xE0;s empresas capitalistas, para a efetiva&#xE7;&#xE3;o dos bens e servi&#xE7;os sociais&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B42">SOUZA FILHO, 2016</xref>, p. 321). A dimens&#xE3;o da estrutura da pol&#xED;tica social est&#xE1; relacionada com a pol&#xED;tica econ&#xF4;mica, o padr&#xE3;o de reprodu&#xE7;&#xE3;o do capital e a diminui&#xE7;&#xE3;o da depend&#xEA;ncia do capitalismo latino-americano, embora se reconhe&#xE7;a que possa haver um padr&#xE3;o de reprodu&#xE7;&#xE3;o do capital que seja favor&#xE1;vel aos interesses da classe trabalhadora ou possa ser mais restritivo, &#x201C;[&#x2026;] n&#xE3;o fundado em direitos de cidadania e dever do Estado&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B42">SOUZA FILHO, 2016</xref>, p. 323).
			</p>
			<p>Observa-se que o car&#xE1;ter universal das pol&#xED;ticas sociais vem sendo substitu&#xED;do por uma l&#xF3;gica de seletividade e de focaliza&#xE7;&#xE3;o da pobreza alterando o conte&#xFA;do, a dire&#xE7;&#xE3;o e a finalidade da pol&#xED;tica social. Dessa forma, perde-se o sentido do princ&#xED;pio da universalidade que possui rela&#xE7;&#xE3;o direta com o objetivo democr&#xE1;tico de garantir o acesso de todos os cidad&#xE3;os aos bens e servi&#xE7;os p&#xFA;blicos, convertendo-se as pol&#xED;ticas sociais em discriminat&#xF3;rias e desiguais e reconhecidas como um &#x201C;fardo governamental&#x201D; que necessita ser eliminado, ao inv&#xE9;s de garantir, de fato, uma preven&#xE7;&#xE3;o e uma prote&#xE7;&#xE3;o social p&#xFA;blica (
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">PEREIRA, 2016</xref>).
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>A territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social</title>
			<p>Etimologicamente, a palavra territ&#xF3;rio (
				<italic>territorium</italic> em latim) &#xE9; derivada diretamente do voc&#xE1;bulo latino &#x201C;terra&#x201D; e era utilizada pelo sistema jur&#xED;dico romano como o peda&#xE7;o de terra apropriado dentro dos limites de uma determinada jurisdi&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tico-administrativa (
				<xref ref-type="bibr" rid="B19">HAESBAERT, 2012</xref>). Esta defini&#xE7;&#xE3;o de territ&#xF3;rio indica o controle exercido por grupos e remete &#xE0; ideia de restri&#xE7;&#xE3;o de acesso atrav&#xE9;s do predom&#xED;nio de conflitos ou de alian&#xE7;as, com o objetivo de territorializar seus interesses. Por este motivo, pensar no conceito de territ&#xF3;rio implica pensar nos interesses materializados, em estrat&#xE9;gias e influ&#xEA;ncias (
				<xref ref-type="bibr" rid="B34">ROSSI, 2013</xref>).
			</p>
			<p>O territ&#xF3;rio &#xE9; composto por tr&#xEA;s elementos b&#xE1;sicos, as malhas (ou os tecidos), os n&#xF3;s e as redes, sendo que o controle sobre tais elementos varia conforme o per&#xED;odo hist&#xF3;rico que est&#xE1; sendo analisado. A territorialidade est&#xE1; no centro das rela&#xE7;&#xF5;es na sociedade, podendo, dessa forma, ser definida como um conjunto de rela&#xE7;&#xF5;es que se origina num sistema entre sociedade, espa&#xE7;o e tempo, com o objetivo de atingir a maior autonomia poss&#xED;vel. J&#xE1; o territ&#xF3;rio &#xE9; o espa&#xE7;o pol&#xED;tico por excel&#xEA;ncia, ou seja, o campo da a&#xE7;&#xE3;o do poder (
				<xref ref-type="bibr" rid="B32">RAFFESTIN, 1993</xref>).
			</p>
			<p>O territ&#xF3;rio &#xE9; produzido espacialmente e temporalmente atrav&#xE9;s das rela&#xE7;&#xF5;es de poder, a partir de um determinado grupo social. Por isso, pode ser tempor&#xE1;rio ou permanente e efetivar-se em diferentes escalas, n&#xE3;o apenas como aquela conhecida como &#x201C;territ&#xF3;rio nacional&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B36">SAQUET et al., 2004</xref>). Nesse sentido, o territ&#xF3;rio &#xE9; constru&#xED;do socialmente e sofre influ&#xEA;ncias de quem o est&#xE1; controlando a partir de determinada finalidade, podendo ser utilizado para restringir ou para excluir pessoas. Assim, pressup&#xF5;e-se que a exist&#xEA;ncia de um territ&#xF3;rio esteja condicionada &#xE0; delimita&#xE7;&#xE3;o de uma &#xE1;rea e &#xE0; exist&#xEA;ncia de algu&#xE9;m no comando e/ou no controle. Ou seja, o territ&#xF3;rio &#xE9; fundamentadamente um espa&#xE7;o definido e delimitado a partir de rela&#xE7;&#xF5;es de poder (
				<xref ref-type="bibr" rid="B35">SACK, 1986</xref>).
			</p>
			<p>Como refere 
				<xref ref-type="bibr" rid="B14">Etges (2005)</xref>, um territ&#xF3;rio s&#xF3; existe segundo a materialidade que lhe &#xE9; dada pelo seu uso, pois, al&#xE9;m da base f&#xED;sica, possui a marca de gera&#xE7;&#xF5;es que ali viveram e trabalharam; dos embates pol&#xED;ticos, econ&#xF4;micos e sociais que se travaram entre os seus habitantes; do n&#xED;vel tecnol&#xF3;gico que os seus habitantes alcan&#xE7;aram e do tipo de organiza&#xE7;&#xE3;o social ali criada. Portanto, &#x201C;o que define o territ&#xF3;rio &#xE9;, em primeir&#xED;ssimo lugar, o 
				<italic>poder</italic>. Ou, em outras palavras, o que determina o perfil do conceito &#xE9; a 
				<italic>dimens&#xE3;o pol&#xED;tica</italic> das rela&#xE7;&#xF5;es sociais, compreendendo essa dimens&#xE3;o no sentido amplo de o pol&#xED;tico [&#x2026;] e n&#xE3;o no sentido de a pol&#xED;tica&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B41">SOUZA, 2015</xref>, p. 88).
			</p>
			<p>Nessa perspectiva, compreende-se que a territorializa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; diretamente relacionada &#xE0;s particularidades de cada territ&#xF3;rio, tendo-se presente, sob uma perspectiva de totalidade, todos os elementos que comp&#xF5;em e que d&#xE3;o materialidade &#xE0; vida social. Portanto, o processo de territorializa&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; relacionado &#xE0;s potencialidades e aos limites de determinado territ&#xF3;rio, que &#xE9; constitu&#xED;do por e atrav&#xE9;s das rela&#xE7;&#xF5;es de poder (
				<xref ref-type="bibr" rid="B41">SOUZA, 2015</xref>) que envolvem diferentes atores, entre eles o estado, o mercado e a sociedade (
				<xref ref-type="bibr" rid="B18">GREGORY, 2009</xref>) por meio de um processo din&#xE2;mico e contradit&#xF3;rio resultante das express&#xF5;es da quest&#xE3;o social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B43">SPOSATI, 2008</xref>).
			</p>
			<p>Pensar na territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social vai al&#xE9;m da identifica&#xE7;&#xE3;o de crit&#xE9;rios de oferta capilar de servi&#xE7;os, a partir da l&#xF3;gica da proximidade do cotidiano de vida do cidad&#xE3;o, e de localiza&#xE7;&#xE3;o dos servi&#xE7;os para desenvolver seu car&#xE1;ter educativo e preventivo nos territ&#xF3;rios com maior incid&#xEA;ncia de popula&#xE7;&#xE3;o em situa&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>). A compreens&#xE3;o da prote&#xE7;&#xE3;o social de forma territorializada pressup&#xF5;e o reconhecimento dos riscos e das vulnerabilidades sociais a que est&#xE3;o sujeitos os usu&#xE1;rios, bem como a identifica&#xE7;&#xE3;o das potencialidades existentes em um determinado territ&#xF3;rio, para fazer frente a tais situa&#xE7;&#xF5;es com menor dano pessoal e social poss&#xED;vel. Para tanto, torna-se necess&#xE1;rio refletir sobre a din&#xE2;mica socioterritorial de modo a entender que, para al&#xE9;m das necessidades, as pessoas possuem capacidades que devem ser trabalhadas, tendo em vista a supera&#xE7;&#xE3;o da condi&#xE7;&#xE3;o atual (
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">ANDRADE, 2009</xref>).
			</p>
			<p>Torna-se fundamental, tamb&#xE9;m, compreender como est&#xE1; constitu&#xED;da a rede socioassistencial de determinado territ&#xF3;rio, evidenciando-se a estrutura e a oferta de servi&#xE7;os dispon&#xED;veis, bem como as potencialidades e os limites dos profissionais que atuam frente &#xE0;s demandas existentes. Acredita-se que a operacionaliza&#xE7;&#xE3;o da pol&#xED;tica de assist&#xEA;ncia social em rede, baseada no territ&#xF3;rio, constitui um dos caminhos para superar a fragmenta&#xE7;&#xE3;o na pr&#xE1;tica dessa pol&#xED;tica, pois o trabalho em rede por uma concep&#xE7;&#xE3;o territorial pode contribuir para a supera&#xE7;&#xE3;o de velhos paradigmas, nos quais as pr&#xE1;ticas constru&#xED;ram-se historicamente pautadas na segmenta&#xE7;&#xE3;o e na focaliza&#xE7;&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>).
			</p>
			<p>A dimens&#xE3;o territorial est&#xE1; presente na Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social, ao evidenciar que o processo de materializa&#xE7;&#xE3;o da mesma pressup&#xF5;e a considera&#xE7;&#xE3;o das desigualdades entre os graus de densidade populacional dos territ&#xF3;rios, a heterogeneidade e a desigualdade socioterritorial. Al&#xE9;m disso, considerando-se que muitos dos resultados das a&#xE7;&#xF5;es da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social impactam em outras pol&#xED;ticas sociais, torna-se fundamental construir a&#xE7;&#xF5;es territorialmente definidas, juntamente com as demais pol&#xED;ticas sociais.</p>
			<p>Nesse sentido, a Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social tem como principal perspectiva implementar a concep&#xE7;&#xE3;o da assist&#xEA;ncia social como pol&#xED;tica p&#xFA;blica com os pressupostos de territorializa&#xE7;&#xE3;o, de descentraliza&#xE7;&#xE3;o e de intersetorialidade, dado que o objetivo &#xE9; promover a inclus&#xE3;o social ou melhorar a qualidade de vida, tendo como base demandas concretas que incidem nos diferentes territ&#xF3;rios (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>). Desse modo, o princ&#xED;pio da territorializa&#xE7;&#xE3;o implica o reconhecimento da presen&#xE7;a de m&#xFA;ltiplos fatores sociais e econ&#xF4;micos que levam o indiv&#xED;duo e a fam&#xED;lia a uma situa&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade social, orientando, desta forma, a Prote&#xE7;&#xE3;o Social de Assist&#xEA;ncia Social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B34">ROSSI, 2013</xref>).
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>O Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada e a prote&#xE7;&#xE3;o social das pessoas idosas no Corede do Vale do Rio Pardo a partir da territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social do Rio Pardo a partir da territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social</title>
			<p>A popula&#xE7;&#xE3;o idosa total dos vinte e tr&#xEA;s munic&#xED;pios que comp&#xF5;em o COREDE Vale do Rio Pardo &#xE9; de 60.120 pessoas, o que corresponde a 14,37% da popula&#xE7;&#xE3;o total da regi&#xE3;o, percentual superior ao do Estado do Rio Grande do Sul, que possui 1.459.597 pessoas idosas, correspondente a 13,5% da popula&#xE7;&#xE3;o ga&#xFA;cha total (
				<xref ref-type="bibr" rid="B20">IBGE, 2010</xref>).
			</p>
			<p>No que se refere &#xE0;s caracter&#xED;sticas das pessoas idosas, evidencia-se que, dentre as 15 pessoas idosas entrevistadas, quatro integram a faixa et&#xE1;ria dos 65 aos 69 anos, cinco integram a faixa et&#xE1;ria dos 70 aos 74 anos (33%), quatro integram a faixa et&#xE1;ria dos 75 aos 79 anos, e dois integram a faixa et&#xE1;ria dos 80 aos 89 anos. Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; escolaridade, h&#xE1; oito pessoas idosas (53,33%) que possuem o Ensino Fundamental Incompleto, seis (40%) n&#xE3;o t&#xEA;m instru&#xE7;&#xE3;o ou possuem menos de um ano de estudo, e apenas uma pessoa (6,66%) apresenta o Ensino Fundamental Completo. No que tange ao estado civil, percebe-se que, dentre os 15 idosos entrevistados, cinco (33,33%) s&#xE3;o solteiros, cinco (33,33%) s&#xE3;o vi&#xFA;vos, e apenas dois (13,33%) s&#xE3;o casados. Os demais s&#xE3;o separados e divorciados, realidade que evidencia uma predomin&#xE2;ncia de pessoas que vivem sem a presen&#xE7;a do c&#xF4;njuge, no contexto dos tr&#xEA;s munic&#xED;pios analisados.</p>
			<p>No que tange &#xE0; presen&#xE7;a de filhos, cinco pessoas idosas relataram possuir dois filhos, tr&#xEA;s delas relataram n&#xE3;o possuir filhos, e tr&#xEA;s revelaram possuir quatro filhos. Em rela&#xE7;&#xE3;o ao arranjo familiar, percebe-se que, do total de 15 idosos, sete residem sozinhos, dois residem com o c&#xF4;njuge, dois residem com um filho e outros dois residem com um filho e um parente (genro, nora, neto).</p>
			<p>Os dados sobre a renda evidenciam que dez pessoas idosas sobrevivem com apenas um sal&#xE1;rio m&#xED;nimo enquanto renda familiar, e cinco delas possuem uma renda de at&#xE9; dois sal&#xE1;rios m&#xED;nimos provenientes do trabalho dos demais integrantes do grupo familiar, como os filhos e outros membros. 
				<xref ref-type="bibr" rid="B22">Maciel (2008</xref>, p. 75) evidencia os efeitos perversos da exig&#xEA;ncia de comprova&#xE7;&#xE3;o da renda para acesso ao benef&#xED;cio, o que impede a pessoa idosa de exercer atividade remunerada para ter direito ao BPC, sendo que &#x201C;[&#x2026;] o fato de o idoso exercer uma atividade remunerada n&#xE3;o deveria ser excludente &#xE0; concess&#xE3;o do benef&#xED;cio, pois esse idoso pode ainda n&#xE3;o possuir os meios necess&#xE1;rios para garantir a sua manuten&#xE7;&#xE3;o ou t&#xEA;-la provida por sua fam&#xED;lia&#x201D;.
			</p>
			<p>Dessa forma, o crit&#xE9;rio b&#xE1;sico de concess&#xE3;o do benef&#xED;cio prevalece sendo a elei&#xE7;&#xE3;o dos &#x201C;mais pobres entre os pobres&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">PEREIRA, 2016</xref>), reiterando o car&#xE1;ter seletivo, focalista e residual das pol&#xED;ticas sociais neoliberais, pois:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>No discurso e na pr&#xE1;tica focalista p&#xF3;s-moderna, especialmente no &#xE2;mbito da pol&#xED;tica social, a l&#xF3;gica da fragmenta&#xE7;&#xE3;o e do curto prazo prepondera; o trato com a realidade exige apenas conhecimento de pequeno alcance; pois o local se sobrep&#xF5;e ao geral; as presta&#xE7;&#xF5;es sociais s&#xE3;o ditadas pelo imediatismo e pela rapidez de resultados geralmente quantitativos e referenciados na renda; o m&#xE9;rito desbanca o direito, at&#xE9; mesmo entre os pobres, que se transformam em v&#xED;timas merit&#xF3;rias da prote&#xE7;&#xE3;o social, por sua situa&#xE7;&#xE3;o de pen&#xFA;ria; as prefer&#xEA;ncias individuais substituem as necessidades sociais na defini&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas; e a hist&#xF3;ria, cujo sentido de totalidade &#xE9; essencial para se pensar em mudan&#xE7;as complexas e de longo prazo, se restringe a acontecimentos localizados ou isolados que requerem respostas pontuais (
					<xref ref-type="bibr" rid="B3">BOSCHETTI et al., 2010</xref>).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Por outro lado, ressalta-se a import&#xE2;ncia do Estatuto do Idoso (
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">BRASIL, 2003</xref>) que reconhece que a exist&#xEA;ncia de um integrante da fam&#xED;lia que receba o BPC n&#xE3;o pode inviabilizar a concess&#xE3;o do benef&#xED;cio a outro integrante do grupo familiar. Nesse sentido, conforme destacado por 
				<xref ref-type="bibr" rid="B22">Maciel (2008</xref>, p. 79),
			</p>
			<disp-quote>
				<p>[&#x2026;] identificar o BPC como renda &#xE9;, no m&#xED;nimo, subverter e desrespeitar o princ&#xED;pio de que a assist&#xEA;ncia social &#xE9; um direito de seguridade social n&#xE3;o contributivo. N&#xE3;o poderia, em hip&#xF3;tese alguma, ser caracterizado como uma renda que passaria a ser computada na renda familiar. Segundo, o benef&#xED;cio &#xE9; devido ao indiv&#xED;duo, ou seja, ao cidad&#xE3;o usu&#xE1;rio da assist&#xEA;ncia social e n&#xE3;o a sua fam&#xED;lia. Portanto, ele &#xE9; destinado ao atendimento &#xE0;s necessidades do idoso e da pessoa portadora de defici&#xEA;ncia, n&#xE3;o ao atendimento das fam&#xED;lias. Dessa forma, computar o benef&#xED;cio na composi&#xE7;&#xE3;o da renda familiar tem uma finalidade clara: a de impedir que outro membro da fam&#xED;lia que esteja &#x201C;enquadrado&#x201D; dentro dos crit&#xE9;rios de acesso possa se tornar um usu&#xE1;rio do BPC.</p>
			</disp-quote>
			<p>Constata-se que a maior parte da renda das pessoas idosas analisadas &#xE9; destinada &#xE0; alimenta&#xE7;&#xE3;o, seguida de medicamentos, despesas de luz e &#xE1;gua, entre outros. Neste item, chama a aten&#xE7;&#xE3;o o gasto excessivo com os medicamentos de que os idosos fazem uso, o que reflete as fragilidades no atendimento &#xE0; Sa&#xFA;de, considerando que estes idosos se encontram em situa&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade social. Contata-se que grande parte das pessoas idosas benefici&#xE1;rias do BPC n&#xE3;o possui clareza de que a renda mensal que eles recebem n&#xE3;o &#xE9; proveniente de um benef&#xED;cio previdenci&#xE1;rio, mas sim assistencial. Entretanto, quando questionados se houve alguma mudan&#xE7;a significativa ap&#xF3;s o recebimento do BPC, observa-se que a maioria das pessoas idosas revelou que sim, sob a justificativa de que o benef&#xED;cio propiciou uma fonte de renda e uma autonomia, conforme evidencia-se atrav&#xE9;s do relato que segue: &#x201C;&#xC9; tudo! Porque sem ele eu n&#xE3;o paro em p&#xE9;! Como eu vou depender dos filhos?&#x201D; (I13).</p>
			<p>Ressalta-se que a prote&#xE7;&#xE3;o social consiste em formas institucionalizadas que as sociedades desenvolvem para proteger os seus membros, garantindo as seguran&#xE7;as de sobreviv&#xEA;ncia (de rendimento e de autonomia), de acolhida e de conv&#xED;vio ou viv&#xEA;ncia familiar (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>). Constata-se que a maioria das pessoas idosas analisadas acessou o benef&#xED;cio atrav&#xE9;s de uma determina&#xE7;&#xE3;o judicial, devido &#xE0; falta de reconhecimento integral de seu direito. Em segundo lugar, a forma de acesso mais evidenciada pelos entrevistados foi atrav&#xE9;s do pr&#xF3;prio INSS via solicita&#xE7;&#xE3;o direta das pessoas idosas. Identificaram-se poucos idosos que revelaram ter recebido o benef&#xED;cio atrav&#xE9;s de busca ativa, realizada pelas assistentes sociais ou por meio de encaminhamentos efetuados a partir da rede socioassistencial dos munic&#xED;pios analisados.
			</p>
			<p>No que se refere &#xE0;s profissionais entrevistadas, constata-se que todas s&#xE3;o do sexo feminino; quatro delas integram a faixa et&#xE1;ria dos 30 aos 34 anos, duas delas possuem idades entre 35 e 39 anos, e uma delas integra a faixa et&#xE1;ria dos 40 aos 44 anos. Em rela&#xE7;&#xE3;o ao estado civil, identifica-se que apenas uma delas &#xE9; casada e as demais possuem uni&#xE3;o est&#xE1;vel, s&#xE3;o solteiras, separadas ou divorciadas. Ao serem questionadas sobre a import&#xE2;ncia do BPC para a vida da popula&#xE7;&#xE3;o idosa, as profissionais entrevistadas revelaram, em sua maioria, que o benef&#xED;cio contribui para que seja garantida a prote&#xE7;&#xE3;o social desse segmento populacional, seja pelo fato da garantia de uma renda mensal, por possibilitar autonomia, ou ainda para garantir suas necessidades b&#xE1;sicas, conforme identifica-se atrav&#xE9;s das narrativas a seguir:</p>
			<disp-quote>
				<p>
					<italic>&#xC9; de uma import&#xE2;ncia muito grande, pois muitas vezes o idoso n&#xE3;o possui outra renda, e encontra-se em trabalho prec&#xE1;rio. (P1).</italic>
				</p>
				<p>
					<italic>O BPC &#xE9; o &#xFA;nico recurso financeiro para os idosos. E com ele os idosos ganham autonomia, emancipa&#xE7;&#xE3;o. (P3).</italic>
				</p>
				<p>
					<italic>A garantia de direitos, que &#xE9; um m&#xED;nimo para a alimenta&#xE7;&#xE3;o e medica&#xE7;&#xE3;o. Visto as regras do BPC, este benef&#xED;cio n&#xE3;o vem para promover a inclus&#xE3;o social, mas principalmente para garantir a alimenta&#xE7;&#xE3;o e a medica&#xE7;&#xE3;o. (P5).</italic>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>De acordo com as entrevistas realizadas com as seis profissionais vinculadas aos CRAS dos munic&#xED;pios analisados, as formas de acesso da popula&#xE7;&#xE3;o idosa usu&#xE1;ria do BPC ocorre predominantemente atrav&#xE9;s de procura espont&#xE2;nea, de busca ativa e de encaminhamento socioassistencial oriundo da Sa&#xFA;de e da Assist&#xEA;ncia Social. De acordo com a Concep&#xE7;&#xE3;o e Gest&#xE3;o da Prote&#xE7;&#xE3;o Social n&#xE3;o contributiva no 
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">Brasil (2009b)</xref>, a responsabilidade da Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia Social &#xE9; a de garantir uma rede de servi&#xE7;os socioassistenciais &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o em situa&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade, assim como uma renda-solidariedade aos indiv&#xED;duos pobres em situa&#xE7;&#xE3;o de velhice ou portadores de defici&#xEA;ncia por meio do BPC. Por outro lado, conforme revelado pela assistente social do INSS, o acesso ao BPC d&#xE1;-se majoritariamente por:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>
					<italic>Advogados. N&#xE3;o s&#xF3; advogados, como procuradores, intermedi&#xE1;rios, aqueles escrit&#xF3;rios de encaminhamento. Eu acho que hoje a gente pode inverter um pouco essa linha porque o CRAS &#xE9; uma coisa muito recente, n&#xE9;. Ent&#xE3;o assim, acho que daqui a 10 anos a gente tenha sim encaminhamentos em sua maioria pela Pol&#xED;tica de Assist&#xEA;ncia. (P7)</italic>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Ao serem questionadas sobre como ocorre o processo de territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social nos munic&#xED;pios analisados, as profissionais destacaram os seguintes aspectos:</p>
			<disp-quote>
				<p>
					<italic>Atrav&#xE9;s de levantamentos estat&#xED;sticos e dados ligados &#xE0;s situa&#xE7;&#xF5;es de renda, de risco e de viol&#xEA;ncia. Estes dados est&#xE3;o todos ligados. (P1)</italic>
				</p>
				<p>
					<italic>A territorializa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; feita atrav&#xE9;s do Cad&#xDA;nico e atrav&#xE9;s de proximidade. (P2)</italic>
				</p>
				<p>
					<italic>A territorializa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; atrav&#xE9;s da busca ativa e do plant&#xE3;o social. As pessoas buscam o servi&#xE7;o. (P5)</italic>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Desta forma, percebe-se que as respostas evidenciam a exist&#xEA;ncia de diferentes aspectos e percep&#xE7;&#xF5;es sobre o processo de territorializa&#xE7;&#xE3;o da PNAS, sendo referido que o mesmo ocorre atrav&#xE9;s de levantamentos estat&#xED;sticos, do Cad&#xDA;nico, de busca ativa e plant&#xE3;o social e atrav&#xE9;s do pr&#xF3;prio CRAS. Diante disso, &#xE9; importante destacar que a territorializa&#xE7;&#xE3;o da rede de Assist&#xEA;ncia Social ocorre sob os crit&#xE9;rios de oferta capilar de servi&#xE7;os, baseada na l&#xF3;gica da proximidade do cotidiano de vida do cidad&#xE3;o e de localiza&#xE7;&#xE3;o dos servi&#xE7;os para desenvolver seu car&#xE1;ter educativo e preventivo, nos territ&#xF3;rios com maior incid&#xEA;ncia de popula&#xE7;&#xE3;o em situa&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>). Assim, constata-se que a territorializa&#xE7;&#xE3;o ocorre atrav&#xE9;s do levantamento de situa&#xE7;&#xF5;es de vulnerabilidade social a partir do Cad&#xDA;nico, sendo que os servi&#xE7;os s&#xE3;o oferecidos &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o atrav&#xE9;s do CRAS, ou do CREAS, quando este existir.
			</p>
			<p>Ao serem questionadas sobre a import&#xE2;ncia do Protocolo de Gest&#xE3;o Integrada de Servi&#xE7;os, Benef&#xED;cios e Transfer&#xEA;ncias de Renda no &#xC2;mbito do Sistema &#xDA;nico de Assist&#xEA;ncia Social (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">BRASIL, 2009a</xref>), tendo-se em vista o acompanhamento da popula&#xE7;&#xE3;o idosa benefici&#xE1;ria, constatou-se que quatro delas n&#xE3;o responderam, sob a alega&#xE7;&#xE3;o de n&#xE3;o conhecerem o referido documento. &#xC9; importante ressaltar que este protocolo de gest&#xE3;o integrada pressup&#xF5;e a articula&#xE7;&#xE3;o entre os servi&#xE7;os, os benef&#xED;cios e as transfer&#xEA;ncias de renda no &#xE2;mbito do SUAS, visando &#xE0; orienta&#xE7;&#xE3;o dos profissionais dos CRAS na perspectiva de um atendimento intersetorial e qualificado aos indiv&#xED;duos e &#xE0;s fam&#xED;lias, potencializando estrat&#xE9;gias para a inclus&#xE3;o social, para o fortalecimento de v&#xED;nculos familiares e comunit&#xE1;rios, para o acesso &#xE0; renda e a garantia de direitos socioassistenciais (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">BRASIL, 2009a</xref>). Entre as profissionais entrevistadas, identificou-se que nenhuma delas soube responder quais seriam as principais contribui&#xE7;&#xF5;es deste protocolo para a garantia da Prote&#xE7;&#xE3;o Social B&#xE1;sica e Especial das pessoas idosas usu&#xE1;rias do BPC.
			</p>
			<p>No que tange ao processo de gest&#xE3;o territorial da Prote&#xE7;&#xE3;o Social B&#xE1;sica a partir do CRAS, foram ressaltados pelas profissionais diversos aspectos, tais como:</p>
			<disp-quote>
				<p>
					<italic>Falta de pessoal no CRAS e falta de qualifica&#xE7;&#xE3;o das coordena&#xE7;&#xF5;es da Secretaria de Assist&#xEA;ncia. O que nos falta &#xE9; a gest&#xE3;o na secretaria de assist&#xEA;ncia social, gest&#xE3;o enquanto CRAS no territ&#xF3;rio &#xE9; muito pouco. Pouco planejamento no territ&#xF3;rio. Faltaria equipe no CRAS e falta equipe da gest&#xE3;o na Secretaria de Assist&#xEA;ncia. (P1)</italic>
				</p>
				<p>
					<italic>J&#xE1; tinha sido feita antes de eu come&#xE7;ar a trabalhar. Os &#xED;ndices de pobreza, viol&#xEA;ncia, drogadi&#xE7;&#xE3;o, j&#xE1; estavam levantados. (P2)</italic>
				</p>
				<p>
					<italic>Atrav&#xE9;s da garantia dos direitos do idoso tendo em vista a Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social. (P5)</italic>
				</p>
			</disp-quote>
			<p>O processo de gest&#xE3;o territorial deve levar em considera&#xE7;&#xE3;o o reconhecimento da presen&#xE7;a de m&#xFA;ltiplos fatores sociais e econ&#xF4;micos que levam o indiv&#xED;duo e a fam&#xED;lia a uma situa&#xE7;&#xE3;o de vulnerabilidade, de risco pessoal e/ou social. A gest&#xE3;o territorial orienta a prote&#xE7;&#xE3;o social de Assist&#xEA;ncia Social a alcan&#xE7;ar a universalidade de cobertura entre indiv&#xED;duos e fam&#xED;lias e a localiza&#xE7;&#xE3;o da rede de servi&#xE7;os, a partir dos territ&#xF3;rios de maior incid&#xEA;ncia de vulnerabilidade e riscos (
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>). No que toca a este quesito, as profissionais relataram que, para que ocorra de fato uma gest&#xE3;o territorial &#xE9; necess&#xE1;ria uma maior equipe t&#xE9;cnica e mais qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional por parte das coordena&#xE7;&#xF5;es da Secretaria de Assist&#xEA;ncia Social, al&#xE9;m da necessidade de serem considerados os &#xED;ndices de pobreza, de viol&#xEA;ncia e drogadi&#xE7;&#xE3;o presentes no territ&#xF3;rio analisado. Identifica-se que existe uma articula&#xE7;&#xE3;o territorial do CRAS com os demais servi&#xE7;os e as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas direcionadas &#xE0; pessoa idosa no territ&#xF3;rio de abrang&#xEA;ncia, especialmente atrav&#xE9;s de reuni&#xF5;es com a rede de servi&#xE7;os socioassistenciais, para favorecer a supera&#xE7;&#xE3;o de situa&#xE7;&#xF5;es de vulnerabilidade e risco vividas pelas pessoas idosas e suas fam&#xED;lias.
			</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Conclus&#xE3;o</title>
			<p>Atrav&#xE9;s deste artigo buscou-se responder ao seguinte problema de pesquisa: como ocorre a Prote&#xE7;&#xE3;o Social das pessoas idosas usu&#xE1;rias do Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada nos munic&#xED;pios de Santa Cruz do Sul, Pantano Grande e Vale Verde, a partir do processo de territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social?</p>
			<p>Constatou-se que, de modo geral, embora este benef&#xED;cio seja equivalente a um sal&#xE1;rio m&#xED;nimo, o que garante basicamente o atendimento das necessidades b&#xE1;sicas da popula&#xE7;&#xE3;o idosa benefici&#xE1;ria (especialmente com despesas de alimenta&#xE7;&#xE3;o, de medicamentos, de &#xE1;gua e de luz), ou seja, os &#x201C;m&#xED;nimos sociais&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B28">PEREIRA, 2011</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B29">2016</xref>), compreende-se que ele contribui para a garantia da prote&#xE7;&#xE3;o social b&#xE1;sica destas pessoas, conforme previsto na Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social. Da mesma forma, identifica-se que este benef&#xED;cio possui import&#xE2;ncia para a vida das pessoas benefici&#xE1;rias, considerando-se a exist&#xEA;ncia de popula&#xE7;&#xE3;o idosa significativa nos munic&#xED;pios que comp&#xF5;em o COREDE do Vale do Rio Pardo, com caracter&#xED;sticas que evidenciam o predom&#xED;nio de n&#xED;vel escolar baixo, prioritariamente do sexo feminino, estando, portanto, mais suscet&#xED;vel a situa&#xE7;&#xF5;es de vulnerabilidade social.
			</p>
			<p>Por outro lado, a an&#xE1;lise sobre o processo de territorializa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social evidencia a exist&#xEA;ncia de muitos desafios no que refere-se, especialmente, &#xE0; articula&#xE7;&#xE3;o com os demais agentes no territ&#xF3;rio para a implementa&#xE7;&#xE3;o da pol&#xED;tica; compreens&#xE3;o e comprometimento dos gestores do territ&#xF3;rio, com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; necessidade de efetiva&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social, na perspectiva da garantia da prote&#xE7;&#xE3;o social da popula&#xE7;&#xE3;o idosa; import&#xE2;ncia de haver mais profissionais para atuar nos CRAS; processo de qualifica&#xE7;&#xE3;o destes profissionais com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s a&#xE7;&#xF5;es e estrat&#xE9;gias necess&#xE1;rias para o acompanhamento adequado desta popula&#xE7;&#xE3;o idosa benefici&#xE1;ria do BPC; publiciza&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social e esclarecimento da popula&#xE7;&#xE3;o idosa com rela&#xE7;&#xE3;o ao acesso, &#xE0; revis&#xE3;o e &#xE0; manuten&#xE7;&#xE3;o do BPC para evitar que os usu&#xE1;rios necessitem recorrer a vias judiciais e ao pr&#xF3;prio INSS; import&#xE2;ncia de as pessoas idosas compreenderem que o BPC &#xE9; um benef&#xED;cio assistencial e n&#xE3;o oriundo da Previd&#xEA;ncia Social; entre outros aspectos.</p>
			<p>Contata-se que existe falta de conhecimento dos profissionais que atuam junto aos CRAS com rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; compreens&#xE3;o de legisla&#xE7;&#xF5;es espec&#xED;ficas, como o Protocolo de Gest&#xE3;o Integrada de Servi&#xE7;os, Benef&#xED;cios e Transfer&#xEA;ncias de Renda no &#xC2;mbito do Sistema &#xDA;nico de Assist&#xEA;ncia Social (SUAS). Por&#xE9;m, os profissionais demonstraram interesse em se apropriar da tem&#xE1;tica e a consideram importante, inclusive, todos eles revelaram j&#xE1; haver participado de capacita&#xE7;&#xF5;es que foram importantes para a qualifica&#xE7;&#xE3;o de seus processos de trabalho, bem como para a qualifica&#xE7;&#xE3;o da rede de atendimento socioassistencial.</p>
			<p>Por fim, identifica-se que um dos grandes desafios para a efetiva&#xE7;&#xE3;o da prote&#xE7;&#xE3;o social das pessoas idosas consiste em garantir que a pol&#xED;tica social, considerada como &#x201C;[&#x2026;] uma media&#xE7;&#xE3;o importante no processo amplo e complexo de prote&#xE7;&#xE3;o social&#x201D; se constitua como &#x201C;[&#x2026;] uma estrat&#xE9;gia de redistribui&#xE7;&#xE3;o (e n&#xE3;o mera distribui&#xE7;&#xE3;o) de riquezas, desde que referenciada no princ&#xED;pio da universalidade com equidade&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B3">BOSCHETTI et al., 2010</xref>, p. 127). Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de os profissionais que atuam diretamente com as pol&#xED;ticas sociais adquirirem mais &#x201C;densidade cr&#xED;tica, consist&#xEA;ncia argumentativa e capacidade investigativa&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B31">PRATES; CARRARO, 2017</xref>, p. 9) para fazer frente aos novos desafios postos na realidade atual.
			</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>O Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) Vale do Rio Pardo, localizado na regi&#xE3;o Centro-Oriental do Estado do Rio Grande do Sul/Brasil, &#xE9; composto por 23 munic&#xED;pios: Arroio do Tigre, Boqueir&#xE3;o do Le&#xE3;o, Candel&#xE1;ria, Encruzilhada do Sul, Estrela Velha, General C&#xE2;mara, Herveiras, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Mato Leit&#xE3;o, Pantano Grande, Passa Sete, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Segredo, Sinimbu, Sobradinho, Tunas, Vale do Sol, Vale Verde, Ven&#xE2;ncio Aires e Vera Cruz. Destes, foram selecionados tr&#xEA;s munic&#xED;pios: Santa Cruz do Sul, Pantano Grande e Santa Cruz do Sul. Os Coredes constituem f&#xF3;runs de discuss&#xE3;o, de decis&#xE3;o e de integra&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;ticas, de a&#xE7;&#xF5;es, de lideran&#xE7;as e de recursos orientados &#xE0; promo&#xE7;&#xE3;o do desenvolvimento regional no Rio Grande do Sul (
					<xref ref-type="bibr" rid="B15">F&#xD3;RUM DOS CONSELHOS REGIONAIS DE DESENVOLVIMENTO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, 2014</xref>).
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Salienta-se que neste artigo ser&#xE1; realizada uma an&#xE1;lise do BPC direcionado &#xE0;s pessoas idosas.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>A Prote&#xE7;&#xE3;o B&#xE1;sica tem como principal objetivo prevenir as situa&#xE7;&#xF5;es de risco, o desenvolvimento de potencialidades e o fortalecimento de v&#xED;nculos familiares e comunit&#xE1;rios, executada de forma direta nos Centros de Refer&#xEA;ncia da Assist&#xEA;ncia Social (CRAS).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>A Prote&#xE7;&#xE3;o Social Especial &#xE9; oferecida atrav&#xE9;s dos Centros de Refer&#xEA;ncia Especializados de Assist&#xEA;ncia Social (CREAS) e pode ser de M&#xE9;dia e Alta Complexidade, oferecendo atendimento &#xE0;s fam&#xED;lias e indiv&#xED;duos que possuam seus direitos violados e &#xE0;s fam&#xED;lias e indiv&#xED;duos que necessitem ser retirados de seu n&#xFA;cleo familiar ou comunit&#xE1;rio (
					<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 2004</xref>).
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>A LOAS foi criada em 1993 atrav&#xE9;s da Lei n&#xBA; 8.742 (BRASIL, 1993), tendo sido complementada e retificada atrav&#xE9;s do Decreto Federal n&#xBA; 1.744, de 08 de dezembro de 1995, pela Medida Provis&#xF3;ria n&#xBA; 1.426, de 1996, e, posteriormente, pela Lei n&#xBA; 9.720, de 30 de novembro de 1998 (
					<xref ref-type="bibr" rid="B44">SPOSATI, 2004</xref>).
				</p>
			</fn>
		</fn-group>
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			<title>Refer&#xEA;ncias</title>
			<ref id="B1">
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ANDRADE</surname>
							<given-names>Fabr&#xED;cio Fontes</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Considera&#xE7;&#xF5;es sobre a perspectiva territorial na pol&#xED;tica p&#xFA;blica de Assist&#xEA;ncia Social no Brasil</article-title>
					<source>Revista Urut&#xE1;gua</source>
					<comment>Paran&#xE1;</comment>
					<issue>18</issue>
					<year>2009</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>ANDRADE, Fabr&#xED;cio Fontes. Considera&#xE7;&#xF5;es sobre a perspectiva territorial na pol&#xED;tica p&#xFA;blica de Assist&#xEA;ncia Social no Brasil
					<italic>.</italic>
					<bold>Revista Urut&#xE1;gua</bold>, Paran&#xE1;, n. 18, 2009.
				</mixed-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARDIN</surname>
							<given-names>Laurence</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>An&#xE1;lise de conte&#xFA;do</source>
					<publisher-loc>Lisboa</publisher-loc>
					<publisher-name>Edi&#xE7;&#xF5;es 70</publisher-name>
					<year>1977</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BARDIN, Laurence. 
					<bold>An&#xE1;lise de conte&#xFA;do</bold>
					<italic>.</italic> Lisboa: Edi&#xE7;&#xF5;es 70, 1977.
				</mixed-citation>
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>BOSCHETTI</surname>
							<given-names>I.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BEHRING</surname>
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						</name>
						<name>
							<surname>MIOTO</surname>
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						</name>
					</person-group>
					<comment>(Orgs.)</comment>
					<source>Capitalismo em crise, pol&#xED;tica social e direitos</source>
					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2010</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BOSCHETTI, I.; BEHRING, E.R.; SANTOS, S.M.M.; MIOTO, R.C.T. (Orgs.). 
					<bold>Capitalismo em crise, pol&#xED;tica social e direitos</bold>. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2010.
				</mixed-citation>
			</ref>
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				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Constitui&#xE7;&#xE3;o (1988)</chapter-title>
					<source>Constitui&#xE7;&#xE3;o da Rep&#xFA;blica Federativa do Brasil</source>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia/DF</publisher-loc>
					<publisher-name>Senado Federal</publisher-name>
					<year>1988</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BRASIL. Constitui&#xE7;&#xE3;o (1988). 
					<bold>Constitui&#xE7;&#xE3;o da Rep&#xFA;blica Federativa do Brasil</bold>. Bras&#xED;lia/DF: Senado Federal, 1988.
				</mixed-citation>
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				<element-citation publication-type="legal-doc">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
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					<comment>Lei n&#xBA; 8.080, de 19 de setembro de 1990</comment>
					<source>Di&#xE1;rio Oficial da Uni&#xE3;o</source>
					<comment>Bras&#xED;lia/DF</comment>
					<year>1990</year>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BRASIL. Lei n&#xBA; 8.080, de 19 de setembro de 1990. 
					<bold>Di&#xE1;rio Oficial da Uni&#xE3;o</bold>. Bras&#xED;lia/DF, 1990.
				</mixed-citation>
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				<element-citation publication-type="legal-doc">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Lei n&#xBA; 8842, de 04 de janeiro de 1994. Pol&#xED;tica Nacional do Idoso</chapter-title>
					<source>
						<bold>CONSELHO REGIONAL DE SERVI&#xC7;O SOCIAL &#x2013; CRESS 11&#xAA; REGI&#xC3;O. Colet&#xE2;nea de legisla&#xE7;&#xF5;es</bold>: direitos de cidadania. Edi&#xE7;&#xE3;o Especial do Congresso Paranaense de Assistentes Sociais, II
					</source>
					<publisher-loc>Curitiba</publisher-loc>
					<publisher-name>CRESS</publisher-name>
					<year>2003</year>
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				<mixed-citation>BRASIL. Lei n&#xBA; 8842, de 04 de janeiro de 1994. Pol&#xED;tica Nacional do Idoso. In: CONSELHO REGIONAL DE SERVI&#xC7;O SOCIAL &#x2013; CRESS 11&#xAA; REGI&#xC3;O. 
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				</mixed-citation>
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				<element-citation publication-type="legal-doc">
					<person-group person-group-type="author">
						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>Lei n&#xBA; 8742, de 07 de dezembro de 1993. Lei Org&#xE2;nica da Assist&#xEA;ncia Social &#x2013; LOAS</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<collab>CONSELHO REGIONAL DE SERVI&#xC7;O SOCIAL &#x2013; CRESS 11&#xAA; REGI&#xC3;O</collab>
					</person-group>
					<source>
						<bold>Colet&#xE2;nea de legisla&#xE7;&#xF5;es</bold>: direitos de cidadania. Edi&#xE7;&#xE3;o Especial do Congresso Paranaense de Assistentes Sociais, II
					</source>
					<publisher-loc>Curitiba</publisher-loc>
					<publisher-name>CRESS</publisher-name>
					<year>2003</year>
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				<mixed-citation>BRASIL. Lei n&#xBA; 8742, de 07 de dezembro de 1993. Lei Org&#xE2;nica da Assist&#xEA;ncia Social &#x2013; LOAS. In: CONSELHO REGIONAL DE SERVI&#xC7;O SOCIAL &#x2013; CRESS 11&#xAA; REGI&#xC3;O
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					<chapter-title>Minist&#xE9;rio do Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome</chapter-title>
					<source>Pol&#xED;tica Nacional de Assist&#xEA;ncia Social</source>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia/DF</publisher-loc>
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				</mixed-citation>
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					<chapter-title>Minist&#xE9;rio do Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome</chapter-title>
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					<publisher-loc>Bras&#xED;lia/DF</publisher-loc>
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				<mixed-citation>BRASIL. Minist&#xE9;rio do Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome. 
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					<article-title>Minist&#xE9;rio do Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome</article-title>
					<source>Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada (BPC)</source>
					<comment>Dispon&#xED;vel em: &#x3C;
						<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/beneficios_assistenciais/bpc">http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/beneficios_assistenciais/bpc</ext-link>&#x3E;
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date">Acesso em: 20 out. 2015</date-in-citation>
				</element-citation>
				<mixed-citation>BRASIL. Minist&#xE9;rio do Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome. 
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				</mixed-citation>
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						<collab>BRASIL</collab>
					</person-group>
					<chapter-title>
						<bold>Resolu&#xE7;&#xE3;o CIT n&#xBA; 7</bold>, de 10 de setembro de 2009
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					<source>Minist&#xE9;rio do Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome. Protocolo de Gest&#xE3;o Integrada de Servi&#xE7;os, Benef&#xED;cios e Transfer&#xEA;ncias de Renda no &#xE2;mbito do Sistema &#xDA;nico de Assist&#xEA;ncia Social (SUAS)</source>
					<publisher-name>Comiss&#xE3;o Intergestores Tripartite</publisher-name>
					<publisher-loc>Bras&#xED;lia/DF</publisher-loc>
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					<bold>Resolu&#xE7;&#xE3;o CIT n&#xBA; 7</bold>, de 10 de setembro de 2009. Minist&#xE9;rio do Desenvolvimento Social e Combate &#xE0; Fome. Protocolo de Gest&#xE3;o Integrada de Servi&#xE7;os, Benef&#xED;cios e Transfer&#xEA;ncias de Renda no &#xE2;mbito do Sistema &#xDA;nico de Assist&#xEA;ncia Social (SUAS). Comiss&#xE3;o Intergestores Tripartite. Bras&#xED;lia/DF, 2009a.
				</mixed-citation>
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					<source>Concep&#xE7;&#xE3;o e gest&#xE3;o da prote&#xE7;&#xE3;o social n&#xE3;o contributiva no Brasil</source>
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				</mixed-citation>
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				<mixed-citation>ETGES, Virginia Elisabeta. Desenvolvimento regional sustent&#xE1;vel: o territ&#xF3;rio como paradigma
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					<chapter-title>O enfoque da dial&#xE9;tica materialista hist&#xF3;rica na pesquisa educacional</chapter-title>
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					<chapter-title>Envelhecimento populacional e o desafio para as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas</chapter-title>
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						<bold>Bolsa Fam&#xED;lia 2003-2010</bold>: avan&#xE7;os e desafios
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					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
					<publisher-name>IPEA</publisher-name>
					<year>2010</year>
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				<mixed-citation>SOARES, Serguei; S&#xC1;TYRO, Nat&#xE1;lia. O Programa Bolsa Fam&#xED;lia: desenvolvimento institucional e possibilidades futuras. In: CASTRO, Jorge Abrah&#xE3;o; MODESTO, Lucia (Orgs.). 
					<bold>Bolsa Fam&#xED;lia 2003-2010</bold>: avan&#xE7;os e desafios. Bras&#xED;lia: IPEA, 2010.
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							<surname>SOUZA</surname>
							<given-names>Marcelo Lopes</given-names>
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					<source>Os conceitos fundamentais da pesquisa socioespacial</source>
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					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Bertrand Brasil</publisher-name>
					<year>2015</year>
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				<mixed-citation>SOUZA, Marcelo Lopes. 
					<bold>Os conceitos fundamentais da pesquisa socioespacial</bold>. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2015.
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					<chapter-title>Fundo p&#xFA;blico e pol&#xED;ticas sociais no capitalismo: considera&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;ricas. Envelhecimento e capitalismo</chapter-title>
					<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</source>
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				<mixed-citation>SOUZA FILHO, Rodrigo. Fundo p&#xFA;blico e pol&#xED;ticas sociais no capitalismo: considera&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;ricas. Envelhecimento e capitalismo. 
					<bold>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo: Cortez, n. 126, p. 318-339, maio/ago. 2016.
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					<comment>2008</comment>
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				<mixed-citation>SPOSATI, Alda&#xED;za. Territorializa&#xE7;&#xE3;o e desafios &#xE0; gest&#xE3;o p&#xFA;blica inclusiva: o caso da assist&#xEA;ncia social no Brasil. In: CONGRESO INTERNACIONAL DEL CLAD SOBRE LA REFORMA DEL ESTADO Y DE LA ADMINISTRACI&#xD3;N P&#xDA;BLICA, XIII, v. 4, n.7, 2008. 
					<bold>Anais&#x2026;</bold> Buenos Aires/Argentina, 2008.
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					<chapter-title>Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada como m&#xED;nimo social</chapter-title>
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						<bold>Prote&#xE7;&#xE3;o social e cidadania</bold>: inclus&#xE3;o de idosos e pessoas com defici&#xEA;ncia no Brasil, Fran&#xE7;a e Portugal
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					<year>2004</year>
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				<mixed-citation>SPOSATI, Alda&#xED;za. Benef&#xED;cio de Presta&#xE7;&#xE3;o Continuada como m&#xED;nimo social. In: SPOSATI, Alda&#xED;za de Oliveira. 
					<bold>Prote&#xE7;&#xE3;o social e cidadania</bold>: inclus&#xE3;o de idosos e pessoas com defici&#xEA;ncia no Brasil, Fran&#xE7;a e Portugal. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2004. p. 125-178.
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					<publisher-name>Vozes</publisher-name>
					<year>2003</year>
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				<mixed-citation>TURATO, Egberto Ribeiro. 
					<bold>Tratado da metodologia da pesquisa cl&#xED;nico-qualitativa</bold>: constru&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rico-epistemol&#xF3;gica, discuss&#xE3;o comparada e aplica&#xE7;&#xE3;o nas &#xE1;reas da sa&#xFA;de e humanas. Petr&#xF3;polis/RJ: Vozes, 2003.
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