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				<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="epub">1677-9509</issn>
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				<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2017.2.25834</article-id>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00012</article-id>
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					<subject>Servi&#xE7;o Social, Trabalho e Forma&#xE7;&#xE3;o</subject>
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				<article-title>O Processo de Institucionaliza&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social em uma Empresa de Energia: hist&#xF3;ria e eixos de interven&#xE7;&#xE3;o
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					<trans-title>The Institutionalization Process of Social Work in an Energy Company: history and axes of intervention</trans-title>
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						<given-names>Rose Mery Dos Santos Costa</given-names>
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					<label>**</label>
					<country country="BR">Brasil</country>
					<!--<email>rose.milk@yahoo.com.br</email>
					<institution content-type="original">Doutora em Servi&#xE7;o Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). CV: http://lattes.cnpq.br/8254518837012905. E-mail: rose.milk@yahoo.com.br</institution>-->
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					<author-notes>
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						<label>a</label>
            <p>Doutora em Servi&#xE7;o Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). CV: http://lattes.cnpq.br/8254518837012905. E-mail: <email>rose.milk@yahoo.com.br</email></p>
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			<!--<pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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				<year>2019</year>
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				<pub-date pub-type="epub-ppub">
				<season>Aug-Dec</season>
				<year>2017</year>
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			<issue>2</issue>
			<fpage>440</fpage>
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					<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p>
				</license>
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			<abstract>
				<title>RESUMO</title>
				<p>Este artigo objetiva apresentar uma an&#xE1;lise cr&#xED;tica da interven&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social no campo empresarial, em uma empresa p&#xFA;blica do segmento de energia, especificamente o setor de petr&#xF3;leo e g&#xE1;s, considerando o processo de institucionaliza&#xE7;&#xE3;o nesse terreno, os principais marcos hist&#xF3;ricos e eixos de interven&#xE7;&#xE3;o adotados. &#xC9; fruto da busca de recupera&#xE7;&#xE3;o da trajet&#xF3;ria do Servi&#xE7;o Social, a partir da experi&#xEA;ncia consolidada como assistente social, em diferentes &#xE1;reas internas da empresa, ao longo de duas d&#xE9;cadas. Um espa&#xE7;o ocupacional caracterizado por uma corpora&#xE7;&#xE3;o complexa, segmentada, hierarquizada, localizada em diferentes regi&#xF5;es do pa&#xED;s e no exterior, com preponderante papel no desenvolvimento nacional e com reconhecimento internacional pela compet&#xEA;ncia t&#xE9;cnica de seus trabalhadores e um &#x201C;saber-fazer&#x201D; espec&#xED;fico. &#xC9; uma empresa que possui em seu corpo t&#xE9;cnico um significativo quantitativo de profissionais de Servi&#xE7;o Social em seu quadro efetivo, em compara&#xE7;&#xE3;o com outras empresas.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT</title>
				<p>This article aims to present a critical analysis of the intervention of Social Work in the business field, in a public company, of the energy segment, specifically the oil and gas sector, considering the process of institutionalization in this field, the main historical milestones and axes of intervention adopted. It is the result of the search for recovery of the path of Social Work, from the consolidated experience, as a social worker, in different internal areas of the company, over two decades. It is an occupational space characterized by a complex, segmented, hierarchical corporation, located in different regions of the country and abroad, with preponderant role in the national development and with international recognition by the technical competence of its workers and a specific know-how. It is a company that has in its technical staff a significant number of Social Work professionals in its effective framework, in comparison with other companies.</p>
			</trans-abstract>
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				<title>Palavras-chave</title>
				<kwd>Servi&#xE7;o social de empresa</kwd>
				<kwd>Recursos humanos</kwd>
				<kwd>Gest&#xE3;o</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>Keywords</title>
				<kwd>Social work of company</kwd>
				<kwd>Human resources</kwd>
				<kwd>Management</kwd>
			</kwd-group>
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	<body>
		<p>Esse artigo &#xE9; fruto de algumas inquieta&#xE7;&#xF5;es, como assistente social no campo empresarial, especificamente, em uma empresa p&#xFA;blica, do segmento de energia, petr&#xF3;leo e g&#xE1;s, ao longo de vinte anos. Nesse percurso foi poss&#xED;vel vivenciar distintos espa&#xE7;os internos de interven&#xE7;&#xE3;o na empresa, tais como: regi&#xE3;o de produ&#xE7;&#xE3;o de petr&#xF3;leo e g&#xE1;s, na Bacia de Campos, com suas particularidades de perman&#xEA;ncia em plataformas mar&#xED;timas de petr&#xF3;leo, segmento de distribui&#xE7;&#xE3;o de combust&#xED;veis e derivados de petr&#xF3;leo e v&#xE1;rias &#xE1;reas Corporativas, como Engenharia, Comunica&#xE7;&#xE3;o e Recursos Humanos.</p>
		<p>Trata-se de uma realidade circunscrita por caracter&#xED;sticas de ambiguidade, que em v&#xE1;rios momentos apontam para a l&#xF3;gica da racionalidade empresarial, para os indicadores e as m&#xE9;tricas de produtividade e, por vezes, se constitui com as t&#xED;picas caracter&#xED;sticas de uma organiza&#xE7;&#xE3;o de Estado. &#xC9; uma corpora&#xE7;&#xE3;o de economia mista com cerca de sessenta mil trabalhadores pr&#xF3;prios
			<xref ref-type="fn" rid="fn2">
				<sup>1</sup>
			</xref>, dispersos em diversas unidades operacionais no territ&#xF3;rio nacional e no exterior, que traz em sua cultura tra&#xE7;os de rela&#xE7;&#xF5;es institu&#xED;das por uma estrutura&#xE7;&#xE3;o vertical de poder e de orienta&#xE7;&#xE3;o disciplinadora. Esse &#xE9; um terreno f&#xE9;rtil para a propaga&#xE7;&#xE3;o de propostas te&#xF3;ricas, formatadas sob a &#xE9;gide de um discurso que valoriza os trabalhadores, mas que busca respostas &#x201C;m&#xE1;gicas&#x201D; que visam atender &#xE0; eleva&#xE7;&#xE3;o das metas de produtividade, desconsiderando, muitas vezes, o patrim&#xF4;nio t&#xE9;cnico constru&#xED;do e as experi&#xEA;ncias de seus protagonistas &#x2013; sua for&#xE7;a de trabalho.
		</p>
		<p>O objetivo dessa tem&#xE1;tica &#xE9; analisar criticamente a interven&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social nesse campo empresarial, sistematizando um conhecimento que foi sendo constru&#xED;do historicamente, sobre a trajet&#xF3;ria e o processo de institucionaliza&#xE7;&#xE3;o da profiss&#xE3;o nessa realidade, considerando as transforma&#xE7;&#xF5;es sociais, econ&#xF4;micas e pol&#xED;ticas do pa&#xED;s. &#xC9; resultado de uma viv&#xEA;ncia singular, atravessada pelas principais refer&#xEA;ncias hist&#xF3;ricas constitutivas, marcos e avan&#xE7;os importantes e eixos de interven&#xE7;&#xE3;o.</p>
		<p>Refere-se a um importante espa&#xE7;o ocupacional que necessita ser compreendido e explorado, pois congrega um quantitativo expressivo de assistentes sociais, comparativamente a outras empresas, uma vez que havia 165 assistentes sociais contratados, via processos seletivos p&#xFA;blicos, em julho de 2015.</p>
		<sec>
			<title>O servi&#xE7;o social em uma empresa de petr&#xF3;leo e g&#xE1;s</title>
			<p>O processo de industrializa&#xE7;&#xE3;o brasileira teve origem com os primeiros engenhos, ou seja, baseado na escravid&#xE3;o enquanto raiz do trabalho coletivo. Esse tra&#xE7;o inicial marcou toda l&#xF3;gica de estrutura&#xE7;&#xE3;o dessa &#xE1;rea no pa&#xED;s, tendo em vista que o coronel, para al&#xE9;m de ser o grande propriet&#xE1;rio dos engenhos, tamb&#xE9;m abarcou o segmento empresarial.</p>
			<p>No mesmo per&#xED;odo em que o processo de produ&#xE7;&#xE3;o industrial no Brasil se configurava tendo como base o trabalho escravo, nos pa&#xED;ses europeus se processava a Revolu&#xE7;&#xE3;o Industrial, onde a classe oper&#xE1;ria se constitu&#xED;a como ator social, ainda que sob a &#xE9;gide da for&#xE7;a, capaz de dialogar com os propriet&#xE1;rios dos meios de produ&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Enquanto que na Inglaterra o &#x201C;homem livre&#x201D; negociava com o patr&#xE3;o e este come&#xE7;ava a estabelecer formas para aumentar a produtividade utilizando pol&#xED;ticas gerenciais, como a especializa&#xE7;&#xE3;o nos postos de trabalho, tal como concebeu Adam Smith, no Brasil era ainda adotado o chicote como pr&#xE1;tica gerencial junto ao escravo (
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">VASCONCELLOS, 1997</xref>).
			</p>
			<p>Quando j&#xE1; tinha in&#xED;cio o processo de substitui&#xE7;&#xE3;o de importa&#xE7;&#xF5;es, na segunda metade do s&#xE9;culo XIX, e os oper&#xE1;rios europeus come&#xE7;aram a migrar para o Brasil, parte significativa da for&#xE7;a de trabalho ainda era escrava. Esse &#xE9; um cen&#xE1;rio que possibilita ter uma s&#xE9;rie de pistas sobre os atrasos em rela&#xE7;&#xE3;o aos modelos empresariais adotados em nosso pa&#xED;s, tanto aqueles que remetem &#xE0; &#xF3;tica escravocrata quanto &#xE0; l&#xF3;gica autorit&#xE1;ria.</p>
			<p>Portanto, o processo de industrializa&#xE7;&#xE3;o no Brasil se instaurou utilizando o trabalho escravo nos engenhos de a&#xE7;&#xFA;car e esse quadro perdurou at&#xE9; o in&#xED;cio do caf&#xE9;, de modo que as empresas que se estabeleceram no pa&#xED;s estavam imbricadamente atreladas &#xE0; cultura da Casa Grande e ao coronelismo. A partir do crescimento da economia cafeeira, a cultura coronelista migrou do mundo rural para o universo fabril, carregando aspectos de autoritarismo, nepotismo, clientelismo, favoritismo e outros que aludem a atender aos &#x201C;amigos privilegiados&#x201D;.</p>
			<p>Desse modo, as empresas brasileiras nasceram com &#x201C;o gerente autorit&#xE1;rio, a aus&#xEA;ncia da valoriza&#xE7;&#xE3;o da compet&#xEA;ncia em favor da lealdade pessoal&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">VASCONCELLOS, 1997</xref>), n&#xE3;o exigindo nenhum tipo de exerc&#xED;cio de negocia&#xE7;&#xE3;o e de alternativas de enfrentamento junto aos trabalhadores.
			</p>
			<p>No entanto, ap&#xF3;s a Segunda Guerra Mundial, com a economia brasileira crescendo de modo mais acelerado, o modelo coronelista n&#xE3;o mais respondia &#xE0;s demandas da realidade das empresas. Diante desse quadro, os referenciais te&#xF3;ricos de origem estadunidense, com seus paradigmas e respostas &#x201C;r&#xE1;pidas&#x201D; &#xE0;s quest&#xF5;es vigentes, se mostravam como a alternativa a ser buscada. Essas foram op&#xE7;&#xF5;es importadas e &#x201C;coladas artificialmente&#x201D; &#xE0; realidade brasileira, resultando em &#x201C;algumas ilhas de racionalidade convivendo com os princ&#xED;pios herdados do coronelismo cl&#xE1;ssico&#x201D;. Dentre estas se encontram &#x201C;empresas de capital privado nacional, empresas sob o controle do Estado e multinacionais&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B13">VASCONCELLOS, 1997</xref>, p. 241).
			</p>
			<p>Portanto, a g&#xEA;nese de uma empresa est&#xE1; estruturada por um quadro que comporta as diferentes dimens&#xF5;es da sociedade, refletindo as correla&#xE7;&#xF5;es de for&#xE7;as existentes, suas quest&#xF5;es principais, suas contradi&#xE7;&#xF5;es, enfim, todo um cen&#xE1;rio que abarca o social, o pol&#xED;tico, o econ&#xF4;mico, o hist&#xF3;rico, o cultural, dentre tantos outros.</p>
			<p>Nesse sentido, a inser&#xE7;&#xE3;o do assistente social nas &#xE1;reas industriais deve ser pensada como desdobramento de uma das fun&#xE7;&#xF5;es originais do capitalista na esfera da produ&#xE7;&#xE3;o, ou seja, o controle e o disciplinamento dos trabalhadores.</p>
			<p>O assistente social, por meio de sua a&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica e pol&#xED;tica, &#xE9; requisitado para responder &#xE0;s demandas ligadas &#xE0; reprodu&#xE7;&#xE3;o material da for&#xE7;a de trabalho e ao controle da conviv&#xEA;ncia entre empregado e empresa, favorecendo o aumento da produtividade no trabalho (
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">CESAR, 2010</xref>).
			</p>
			<p>Algumas empresas, desde os anos de 1940, j&#xE1; possu&#xED;am assistentes sociais em seus quadros profissionais, apesar de o Servi&#xE7;o Social ainda se configurar de forma muito elementar e residual. Em cada espa&#xE7;o empresarial, a depender de suas particularidades, o assistente social era requisitado para atuar em programas de car&#xE1;ter educativo e na presta&#xE7;&#xE3;o de servi&#xE7;os sociais, aos trabalhadores e seus familiares. Portanto, o vi&#xE9;s da funcionalidade do Servi&#xE7;o Social, tradicionalmente, esteve imbricado nesses mecanismos de disciplinamento e de controle dos trabalhadores, com uma proposta de interven&#xE7;&#xE3;o que ultrapassava suas vidas no campo fabril, se expandindo para o espa&#xE7;o extrafabril.</p>
			<p>Uma empresa ao contratar o assistente social delega-lhe um &#x201C;mandado&#x201D; para atuar diretamente junto &#xE0; classe trabalhadora, demanda essa n&#xE3;o derivada diretamente daqueles aos quais prestar&#xE1; seus servi&#xE7;os, mas do patronato que o remunera, considerando as metas definidas por este. Institui-se, ent&#xE3;o, uma disjun&#xE7;&#xE3;o entre interven&#xE7;&#xE3;o e remunera&#xE7;&#xE3;o, entre quem postula e quem s&#xE3;o aqueles atendidos pelos servi&#xE7;os do profissional (
				<xref ref-type="bibr" rid="B5">IAMAMOTO; CARVALHO, 1988</xref>).
			</p>
			<p>Esse mercado de trabalho colocou ao Servi&#xE7;o Social novos paradigmas de exig&#xEA;ncias para o desempenho profissional, ligado &#xE0; racionalidade burocr&#xE1;tico-administrativa, que a moderniza&#xE7;&#xE3;o conservadora
				<xref ref-type="fn" rid="fn3">2</xref> engendrou nos espa&#xE7;os institucionais.
			</p>
			<p>Primeiramente, cabe destacar que a hist&#xF3;ria do Servi&#xE7;o Social na Petrobras &#xE9; referida ao ano de 1955. Os assistentes sociais eram classificados em um cargo denominado de &#x201C;visitador social&#x201D;, que correspondia a uma carreira de n&#xED;vel m&#xE9;dio
				<xref ref-type="fn" rid="fn4">3</xref>, de car&#xE1;ter assistencialista, em conson&#xE2;ncia com as configura&#xE7;&#xF5;es da profiss&#xE3;o nesse per&#xED;odo hist&#xF3;rico. Um marco a ser destacado, em 1963, foi a cria&#xE7;&#xE3;o, em sua estrutura organizacional corporativa, de uma &#xE1;rea respons&#xE1;vel pela implanta&#xE7;&#xE3;o da assist&#xEA;ncia social, que congregava, al&#xE9;m do Servi&#xE7;o Social, mais dois segmentos t&#xE9;cnicos: o m&#xE9;dico e o administrativo.
			</p>
			<p>A partir de ent&#xE3;o, o Servi&#xE7;o Social passou a ser inclu&#xED;do no quadro t&#xE9;cnico de n&#xED;vel superior, com o objetivo de estabelecer orienta&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas corporativas para os assistentes sociais de toda a empresa, desempenhando fun&#xE7;&#xF5;es ligadas ao planejamento global da &#xE1;rea de Recursos Humanos (RH). O discurso explicitava uma atua&#xE7;&#xE3;o que enfatizava as rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho, pautada por um vi&#xE9;s conservador. Essas atribui&#xE7;&#xF5;es corporativas se referiam ao estabelecimento de pol&#xED;ticas e diretrizes para o gerenciamento de programas e projetos de interven&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social em toda a estrutura organizacional empresarial, assim como o desenvolvimento de uma base de forma&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnico-operativa que garantisse a qualidade da presta&#xE7;&#xE3;o de servi&#xE7;os aos benefici&#xE1;rios desse universo empresarial, que estavam dispersos em &#xE1;reas operacionais em todo territ&#xF3;rio nacional.</p>
			<p>Os anos 1970 foram relevantes para o Servi&#xE7;o Social, considerando a conquista de novos espa&#xE7;os de interven&#xE7;&#xE3;o, evidenciando compet&#xEA;ncias e habilidades na gest&#xE3;o socioestrutural. Os assistentes sociais, para al&#xE9;m da assist&#xEA;ncia, passaram a ter tamb&#xE9;m atribui&#xE7;&#xF5;es que propiciavam a participa&#xE7;&#xE3;o na elabora&#xE7;&#xE3;o de normas de rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho; a defini&#xE7;&#xE3;o da atua&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social, em n&#xED;vel central e nos &#xF3;rg&#xE3;os operacionais; a atua&#xE7;&#xE3;o em conv&#xEA;nios voltados para programas de lazer e; estudos de quest&#xF5;es relativas &#xE0; assist&#xEA;ncia m&#xE9;dica empresarial, dentre outras. Acrescentou-se ainda a inser&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social em equipe multidisciplinar com a responsabilidade de conceber e gerenciar, corporativamente, diversos programas de assist&#xEA;ncia e benef&#xED;cios para os trabalhadores, espa&#xE7;o esse at&#xE9; ent&#xE3;o n&#xE3;o ocupado pela profiss&#xE3;o.</p>
			<p>Essa expans&#xE3;o ocorreu, principalmente, a partir dos anos do desenvolvimento do &#x201C;milagre econ&#xF4;mico&#x201D;, tendo como sustenta&#xE7;&#xE3;o as condicionantes sociopol&#xED;ticas em que ele ocorre e que estabeleceram exig&#xEA;ncias de pr&#xE1;ticas apoiadoras para redu&#xE7;&#xE3;o dos conflitos e de promo&#xE7;&#xE3;o da integra&#xE7;&#xE3;o dos trabalhadores ao processo produtivo.</p>
			<p>O assistente social passou a ser reconhecido por intervir desenvolvendo pr&#xE1;ticas referenciadas em constru&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;ricas &#x201C;emprestadas&#x201D; das Ci&#xEA;ncias Sociais, que eram transfiguradas em t&#xE9;cnicas dirigidas &#xE0;s situa&#xE7;&#xF5;es de car&#xE1;ter imediatista, ratificando suas fun&#xE7;&#xF5;es, no &#xE2;mbito do conhecimento emp&#xED;rico, por meio de teorias de resultados e de opera&#xE7;&#xF5;es l&#xF3;gico-formais (
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">CESAR, 2010</xref>). Desse modo, o Servi&#xE7;o Social procurou aperfei&#xE7;oar o instrumental operativo, os padr&#xF5;es de efici&#xEA;ncia, assim como elevar o padr&#xE3;o de sofistica&#xE7;&#xE3;o do suporte t&#xE9;cnico &#xE0; a&#xE7;&#xE3;o profissional, para adapta&#xE7;&#xE3;o do comportamento do trabalhador aos novos ritmos do desenvolvimento capitalista.
			</p>
			<p>A institucionaliza&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social no campo empresarial no Brasil esteve estritamente relacionada com o desenvolvimento das for&#xE7;as produtivas, ou seja, aos n&#xED;veis de efici&#xEA;ncia, racionalidade e produtividade e pelas necessidades de controle da for&#xE7;a de trabalho no espa&#xE7;o da produ&#xE7;&#xE3;o, associado ao contexto sociopol&#xED;tico do regime ditatorial (
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">NETTO, 1990</xref>).
			</p>
			<p>Esse cen&#xE1;rio requisitou pr&#xE1;ticas profissionais capazes de exercer fun&#xE7;&#xF5;es de apoio &#xE0; administra&#xE7;&#xE3;o do trabalho, operando na redu&#xE7;&#xE3;o de conflitos e na promo&#xE7;&#xE3;o da integra&#xE7;&#xE3;o dos trabalhadores &#xE0;s exig&#xEA;ncias do processo produtivo. 
				<xref ref-type="bibr" rid="B8">Mota (1985)</xref> registrou que:
			</p>
			<disp-quote>
				<p>apesar de s&#xF3; se tornar reconhecida, em ampla escala, a partir da d&#xE9;cada de 70, a a&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social na empresa tem suas origens em momentos anteriores, demonstrando o processo de interioriza&#xE7;&#xE3;o e privatiza&#xE7;&#xE3;o profissional, exigido pela moderniza&#xE7;&#xE3;o gerencial da empresa, que responde a um momento hist&#xF3;rico da evolu&#xE7;&#xE3;o do capitalismo que requer maior efici&#xEA;ncia e maior racionalidade no processo de trabalho (
					<xref ref-type="bibr" rid="B8">MOTA, 1985</xref>, p.113-114).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Essas requisi&#xE7;&#xF5;es se referiram &#xE0; elimina&#xE7;&#xE3;o de focos de tens&#xF5;es sociais que interferiam no processo de produ&#xE7;&#xE3;o, tais como: absente&#xED;smo, insubordina&#xE7;&#xE3;o, alcoolismo, entre outros. A demanda institucional era de atua&#xE7;&#xE3;o nas quest&#xF5;es relativas &#xE0; vida privada do trabalhador que poderiam afetar o desempenho no trabalho, como, por exemplo, conflitos familiares, dificuldades financeiras e doen&#xE7;as, assim como viabilizar benef&#xED;cios sociais, a fim de assegurar a manuten&#xE7;&#xE3;o da for&#xE7;a de trabalho, suscitando um comportamento produtivo (
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">IAMAMOTO, 2003</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">CESAR, 2010</xref>).
			</p>
			<p>&#xC9; a partir da d&#xE9;cada de 1970, e especialmente nos anos de 1980, que a presen&#xE7;a dos assistentes sociais nas empresas se apresentou de forma mais significativa. Refere-se a um contexto em que os trabalhadores exercitaram um expressivo processo de organiza&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica, ou seja, a cria&#xE7;&#xE3;o de partidos, sindicatos, comiss&#xF5;es de f&#xE1;brica, entre tantas outras representa&#xE7;&#xF5;es.</p>
			<p>Durante a d&#xE9;cada de 1980, o Servi&#xE7;o Social nessa empresa balizou sua discuss&#xE3;o sobre a necessidade de um novo posicionamento profissional, para al&#xE9;m das possibilidades de uma atua&#xE7;&#xE3;o voltada exclusivamente para a assist&#xEA;ncia. Nesse sentido, v&#xE1;rios projetos foram implantados que objetivavam ultrapassar as fronteiras empresariais, reeditando antigas pr&#xE1;ticas que &#x201C;invadiam&#x201D; o campo da vida privada dos trabalhadores.</p>
			<p>Nessa trajet&#xF3;ria, diante da constata&#xE7;&#xE3;o de que o quantitativo de assistentes sociais era insuficiente para atendimento aos trabalhadores e familiares, considerando a dispers&#xE3;o geogr&#xE1;fica das diversas Unidades produtivas, a complexidade dos processos operacionais e o acirramento das rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho, em decorr&#xEA;ncia de v&#xE1;rios acidentes de trabalho, tais como: acidente de Vila Soc&#xF3;, em Cubat&#xE3;o (SP), em 25 de fevereiro de 1984 e o da plataforma de Enchova, em 16 de agosto de 1984, a empresa implementou v&#xE1;rios processos seletivos p&#xFA;blicos a fim de contratar novos profissionais de Servi&#xE7;o Social.</p>
			<p>Assim, em virtude da magnitude das trag&#xE9;dias, mencionadas anteriormente, foram deslocados v&#xE1;rios assistentes sociais de diferentes regi&#xF5;es do pa&#xED;s para os respectivos locais das ocorr&#xEA;ncias, a fim de intervir junto aos trabalhadores e familiares. Por exemplo, na regi&#xE3;o da Bacia de Campos, nessa ocasi&#xE3;o, existia apenas um &#xFA;nico profissional de Servi&#xE7;o Social para atender centenas de trabalhadores em situa&#xE7;&#xF5;es cotidianas. Portanto, essas foram situa&#xE7;&#xF5;es de emerg&#xEA;ncias que demonstraram, institucionalmente, a necessidade de se estabelecer, pela via da forma&#xE7;&#xE3;o de equipes multidisciplinares, incluindo o Servi&#xE7;o Social, um modo de atua&#xE7;&#xE3;o conjunto, de modo a promover uma melhor articula&#xE7;&#xE3;o e otimiza&#xE7;&#xE3;o de recursos. Desse modo, estabeleceram-se novos procedimentos e, consequentemente, um novo espa&#xE7;o de interven&#xE7;&#xE3;o multidisciplinar para atendimento aos trabalhadores e familiares quando da ocorr&#xEA;ncia de grandes acidentes de trabalho, que recebeu a denomina&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;Apoio Social de Urg&#xEA;ncia&#x201D; (ASU).</p>
			<p>Esse foi um per&#xED;odo de grande complexidade nesse campo, seja pela organiza&#xE7;&#xE3;o e pelos processos de trabalho, pelas contradi&#xE7;&#xF5;es e inflex&#xF5;es sobre a vida e sa&#xFA;de dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, suscitou efervescentes debates internos junto aos assistentes sociais. Acrescenta-se, ainda, a esse per&#xED;odo, especificamente em 1985, a conclus&#xE3;o de um relat&#xF3;rio global interno da empresa que apresentou um &#x201C;diagn&#xF3;stico&#x201D; sobre a atua&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social, suas dificuldades e limites. Esse estudo trouxe sinaliza&#xE7;&#xF5;es de quest&#xF5;es que estavam impactando o processo de interven&#xE7;&#xE3;o profissional e que exigiam alguns desdobramentos, nos quais se destacaram: car&#xEA;ncia de suporte institucional que propiciasse o gerenciamento do trabalho e um melhor desempenho profissional; indefini&#xE7;&#xE3;o da empresa em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s atribui&#xE7;&#xF5;es e compet&#xEA;ncias do Servi&#xE7;o Social; e aus&#xEA;ncia de normatiza&#xE7;&#xF5;es para responder &#xE0;s demandas dos trabalhadores, gerando respostas diversas para situa&#xE7;&#xF5;es semelhantes e, consequentemente, inadequa&#xE7;&#xF5;es de posicionamentos administrativos dos profissionais.</p>
			<p>Paralelamente, no cen&#xE1;rio de expans&#xE3;o do capital, empresas p&#xFA;blicas estatais e privadas passaram a congregar em seus quadros profissionais, os assistentes sociais, uma vez que esse contexto trouxe novas exig&#xEA;ncias sociais, requerendo uma a&#xE7;&#xE3;o de car&#xE1;ter assistencial e educativa, tanto junto ao trabalhador quanto junto &#xE0; sua fam&#xED;lia (
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">MOTA, 2010</xref>).
			</p>
			<p>Portanto, a dinamiza&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social no campo empresarial, na d&#xE9;cada de 1980, foi marcada pela nega&#xE7;&#xE3;o do conservadorismo profissional e por um movimento de explicita&#xE7;&#xE3;o da dimens&#xE3;o pol&#xED;tica da profiss&#xE3;o, perspectiva denominada de &#x201C;ruptura do Servi&#xE7;o Social&#x201D;. Essa linhagem colocou como quest&#xE3;o a g&#xEA;nese, os princ&#xED;pios e as pr&#xE1;ticas a que se vinculava o Servi&#xE7;o Social na sua trajet&#xF3;ria s&#xF3;cio-hist&#xF3;rica (
				<xref ref-type="bibr" rid="B10">NETTO, 1990</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">IAMAMOTO, 2003</xref>).
			</p>
			<p>Ainda no caldo institucional da d&#xE9;cada de 1980, a empresa implantou em sua &#xE1;rea corporativa de Recursos Humanos um setor denominado &#x201C;Servi&#xE7;o Social&#x201D;, que tinha como atribui&#xE7;&#xE3;o central estabelecer um Programa de Institucionaliza&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social na empresa. Esta decis&#xE3;o foi fruto da press&#xE3;o dos assistentes sociais e de estrat&#xE9;gias de a&#xE7;&#xE3;o adotadas junto aos diversos espa&#xE7;os de poder internos, sendo um dos per&#xED;odos mais importantes para a consolida&#xE7;&#xE3;o e reconhecimento profissional diante das demais categorias de n&#xED;vel superior da empresa. Dentre as diversas a&#xE7;&#xF5;es empreendidas por este setor, destacam-se: &#x201C;discuss&#xE3;o e estabelecimento de perfil profissional e dimensionamento do quantitativo de assistentes sociais a compor o quadro da empresa&#x201D;, considerando a especificidade de seus neg&#xF3;cios, o porte, a dispers&#xE3;o geogr&#xE1;fica etc.; processos seletivos, por meio de concursos p&#xFA;blicos, para assistente social, assim como est&#xE1;gio para os profissionais rec&#xE9;m-admitidos na empresa, de modo a discutir e, paulatinamente, construir uma base estruturada m&#xED;nima de conhecimento sobre esse espa&#xE7;o de interven&#xE7;&#xE3;o, desafios, possibilidades e limites; estrutura&#xE7;&#xE3;o de cursos de aperfei&#xE7;oamento para os assistentes sociais, reciclagem e est&#xE1;gios em programas espec&#xED;ficos; implanta&#xE7;&#xE3;o de um processo de informatiza&#xE7;&#xE3;o do trabalho do Servi&#xE7;o Social, de modo a se equiparar &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es existentes para outros profissionais de Ci&#xEA;ncias Humanas; estabelecimento de diretrizes para atua&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social na empresa, a fim de caracterizar um trabalho que n&#xE3;o estivesse atrelado somente &#xE0; tradicional &#xE1;rea da assist&#xEA;ncia; institui&#xE7;&#xE3;o sistem&#xE1;tica de reuni&#xF5;es t&#xE9;cnicas que promoviam a discuss&#xE3;o sobre modos de fazer, interc&#xE2;mbio de saberes, etc.; edi&#xE7;&#xE3;o de peri&#xF3;dico interno denominado &#x201C;Temas de Servi&#xE7;o Social&#x201D; para sistematiza&#xE7;&#xE3;o do conhecimento t&#xE9;cnico; assessoria t&#xE9;cnica &#xE0;s &#xE1;reas corporativas de sede e &#xE0;s equipes de Servi&#xE7;o Social lotadas nas &#xE1;reas operacionais e; a busca de equipara&#xE7;&#xE3;o e inclus&#xE3;o da carreira e cargo de assistente social aos demais profissionais ligados &#xE0;s Ci&#xEA;ncias Humanas, como administradores, psic&#xF3;logos, m&#xE9;dicos, advogados, economistas, etc.</p>
			<p>O enquadramento de carreira, na &#xE9;poca, posicionava os assistentes sociais em uma linha t&#xE9;cnica de n&#xED;vel superior denominada &#x201C;outros profissionais&#x201D;, onde tamb&#xE9;m estavam inclu&#xED;dos enfermeiros e bibliotec&#xE1;rios. Esse fato demonstrava explicitamente o n&#xE3;o reconhecimento institucional acerca do Servi&#xE7;o Social, uma vez que os demais profissionais de n&#xED;vel superior das Ci&#xEA;ncias Humanas e da Sa&#xFA;de estavam enquadrados em uma carreira denominada &#x201C;Linha Administrativa&#x201D;. Essa condi&#xE7;&#xE3;o, al&#xE9;m do n&#xE3;o reconhecimento simb&#xF3;lico, gerava significativas diferen&#xE7;as salariais diante das demais categorias profissionais de n&#xED;vel superior, trazendo impactos significativos, ao longo do tempo, tamb&#xE9;m em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s possibilidades de ascens&#xE3;o funcional.</p>
			<p>Por outro lado, contraditoriamente, o que se identificava no cotidiano, fruto da complexidade das quest&#xF5;es que envolviam os processos organizacionais e as rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho, era a eleva&#xE7;&#xE3;o de expectativas e de desafios postos pela empresa para o Servi&#xE7;o Social.</p>
			<p>A trajet&#xF3;ria do Servi&#xE7;o Social, nesse campo, apresenta um quadro onde a inser&#xE7;&#xE3;o do assistente social se mobiliza a partir de dois fundamentos centrais: a) da articula&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social e de seu posicionamento na estrutura organizacional, uma vez que a empresa &#xE9; verticalizada, segmentada e departamentalizada, apesar das reconfigura&#xE7;&#xF5;es ocorridas ao longo da hist&#xF3;ria (
				<xref ref-type="bibr" rid="B7">LEITE, 2014</xref>); b) do processo de forma&#xE7;&#xE3;o profissional, incluindo os avan&#xE7;os te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicos que possibilitaram, a partir da an&#xE1;lise do contexto hist&#xF3;rico dos movimentos conjunturais internos e externos, vislumbrar possibilidades de interven&#xE7;&#xE3;o, apesar dos limites existentes.
			</p>
			<p>O que se identificou &#xE9; que o Servi&#xE7;o Social foi pautando sua interven&#xE7;&#xE3;o em a&#xE7;&#xF5;es para a preserva&#xE7;&#xE3;o da for&#xE7;a de trabalho e para a media&#xE7;&#xE3;o de conflitos que surgiam na rela&#xE7;&#xE3;o capital e trabalho. Contraditoriamente, o Servi&#xE7;o Social foi atendendo tanto ao capital, como contratante dos servi&#xE7;os profissionais, quanto ao trabalho, pela via de uma atua&#xE7;&#xE3;o que foi ao encontro das demandas dos trabalhadores. Portanto, o Servi&#xE7;o Social foi incorporando aspectos inscritos nas dimens&#xF5;es e formas de controle, propagados nas rotinas de atendimento, nos crit&#xE9;rios de elegibilidade, no modo de organiza&#xE7;&#xE3;o do cotidiano institucional e nos padr&#xF5;es de comportamento veiculados, que demonstravam o car&#xE1;ter educativo e disciplinador do fazer profissional (
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">CESAR, 2010</xref>).
			</p>
			<p>Nesse rastro, como resposta &#xE0; crise de acumula&#xE7;&#xE3;o capitalista, encerrando-se como estrat&#xE9;gia de reorganiza&#xE7;&#xE3;o da produ&#xE7;&#xE3;o e dos mercados, o processo de reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva foi trazendo impactos importantes no mercado de trabalho do assistente social, tanto no setor p&#xFA;blico quanto no privado. No setor p&#xFA;blico, o processo foi de amplia&#xE7;&#xE3;o de postos de trabalho em decorr&#xEA;ncia da descentraliza&#xE7;&#xE3;o dos servi&#xE7;os sociais p&#xFA;blicos. J&#xE1; no &#xE2;mbito das empresas industriais foi de altera&#xE7;&#xE3;o e/ou redu&#xE7;&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B11">RAICHELIS, 2011</xref>), tanto pela n&#xE3;o substitui&#xE7;&#xE3;o de profissionais desligados, quanto na introdu&#xE7;&#xE3;o de aspectos ligados &#xE0; polival&#xEA;ncia, &#x201C;uma vez que o trabalho do assistente social &#xE9; transferido para terceiros, na forma de consultoria&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">CESAR, 2010</xref>, p.135).
			</p>
			<p>O processo de reestrutura&#xE7;&#xE3;o industrial foi produzindo uma s&#xE9;rie de modifica&#xE7;&#xF5;es nas estrat&#xE9;gias de gest&#xE3;o cotidiana, que t&#xEA;m como fundamento a forma&#xE7;&#xE3;o de um novo comportamento produtivo dos empregados, dando origem ao que 
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">Mota (2010)</xref> denomina de &#x201C;negocia&#xE7;&#xE3;o cooperativa&#x201D;. Este processo negocial vai estabelecer a ado&#xE7;&#xE3;o de programas participativos que se pautam por princ&#xED;pios que regem a pol&#xED;tica de Recursos Humanos das empresas. Referem-se a preceitos que objetivam principalmente a &#x201C;forma&#xE7;&#xE3;o de metas e prop&#xF3;sitos que expressem consenso entre empregados e empregadores, garantindo uma relativa coes&#xE3;o no processo de produ&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">MOTA, 2010</xref>, p.125).
			</p>
			<p>O quadro de intensifica&#xE7;&#xE3;o e precariza&#xE7;&#xE3;o do trabalho, que foi afetando o conjunto dos trabalhadores das empresas, tamb&#xE9;m vai atingir o Servi&#xE7;o Social. Esse cen&#xE1;rio acarretou, em muitas situa&#xE7;&#xF5;es, a reedi&#xE7;&#xE3;o de demandas hist&#xF3;ricas dessa &#xE1;rea nas empresas, assim como tamb&#xE9;m gerou a defini&#xE7;&#xE3;o de novos conte&#xFA;dos para as pr&#xE1;ticas profissionais (
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">MOTA, 2010</xref>).
			</p>
			<p>Ao mesmo tempo em que algumas das a&#xE7;&#xF5;es dos assistentes sociais v&#xE3;o ser redefinidas, estes profissionais estar&#xE3;o submetidos a injun&#xE7;&#xF5;es n&#xE3;o apenas das novas formas sociais e t&#xE9;cnicas sob as quais se organiza o processo produtivo e &#xE0;s novas necessidades espec&#xED;ficas, mas tamb&#xE9;m &#xE0;s modifica&#xE7;&#xF5;es em suas pr&#xF3;prias condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho.</p>
			<p>O conjunto das novas exig&#xEA;ncias, para a pr&#xE1;tica do Servi&#xE7;o Social, relaciona-se com as transforma&#xE7;&#xF5;es no processo de trabalho e em seus mecanismos de controle e organiza&#xE7;&#xE3;o, assim como na reprodu&#xE7;&#xE3;o material da for&#xE7;a de trabalho.</p>
			<p>Assim, considerando o reconhecimento do trabalho integrativo do assistente social, a empresa o requisita para atuar na &#xE1;rea de Recursos Humanos com vistas a atender as &#x201C;necessidades humanas&#x201D;, colaborando para a constitui&#xE7;&#xE3;o da sociabilidade do trabalhador, de modo que este desenvolva comportamentos produtivos frente &#xE0;s cobran&#xE7;as das empresas.</p>
			<disp-quote>
				<p>mais do que humanizar a produ&#xE7;&#xE3;o ou ajudar o trabalhador a enfrentar o &#x2018;despotismo&#x2019; da f&#xE1;brica, cabe ao Servi&#xE7;o Social colaborar pedagogicamente na socializa&#xE7;&#xE3;o de valores e comportamentos, que desaguam na integra&#xE7;&#xE3;o dos trabalhadores &#xE0;s novas exig&#xEA;ncias da produtividade (
					<xref ref-type="bibr" rid="B9">MOTA, 2010</xref>, p. 124)
				</p>
			</disp-quote>
			<p>O Servi&#xE7;o Social, portanto, &#xE9; reputado pela empresa como &#xE1;rea que det&#xE9;m o instrumental e promove a ades&#xE3;o do trabalhador &#xE0; nova l&#xF3;gica empreendida. E com isso refuncionaliza, sob o &#x201C;pretexto&#x201D; da inova&#xE7;&#xE3;o e da modernidade, demandas tradicionais que assumem uma apar&#xEA;ncia de novas, mas trata-se de um arcabou&#xE7;o sofisticado do que j&#xE1; existia. Essencialmente, o Servi&#xE7;o Social permanece sendo requisitado para intervir nas quest&#xF5;es que interferem na produtividade, associados ao tratamento dos problemas de natureza psicossocial, que n&#xE3;o se atrelam diretamente com o processo de trabalho, reiterando a representa&#xE7;&#xE3;o hist&#xF3;rica da natureza humanit&#xE1;ria da profiss&#xE3;o. Desse modo, desenvolve o papel de intermediador entre o campo do trabalho e a vida privada do trabalhador, ocupando um lugar de servir como &#x201C;interlocutor da a&#xE7;&#xE3;o social&#x201D; da empresa, sendo este sedimentado e integrado, progressivamente, &#xE0;s estrat&#xE9;gias de competitividade assentadas na parceria entre trabalhador e empresa.</p>
			<p>Paralelamente ao trabalho &#x201C;educativo, orientador, moralizador e disciplinador&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">CESAR, 2010</xref>; 
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">MOTA, 2010</xref>) demandado pelo empresariado para assegurar os n&#xED;veis de produtividade, enfraquecer conflitos, reprimir insubordina&#xE7;&#xF5;es, identificar insatisfa&#xE7;&#xF5;es individuais e coletivas e tolher o potencial organizativo e reivindicat&#xF3;rio dos trabalhadores, eleva-se o n&#xED;vel de elabora&#xE7;&#xE3;o das novas t&#xE9;cnicas e discursos gerenciais que propagam a participa&#xE7;&#xE3;o e a colabora&#xE7;&#xE3;o.
			</p>
			<p>Concomitantemente &#xE0; fun&#xE7;&#xE3;o tradicional do Servi&#xE7;o Social, de ter uma a&#xE7;&#xE3;o controladora sobre o dia a dia do trabalhador, infiltrando neste a racionalidade de um comportamento ajustado aos novos padr&#xF5;es de trabalho, somam-se a essa configura&#xE7;&#xE3;o as inflex&#xF5;es que as mudan&#xE7;as nas pol&#xED;ticas de gerenciamento da for&#xE7;a de trabalho engendram sobre a experi&#xEA;ncia dos assistentes sociais nas empresas.</p>
			<p>Nesse rastro, &#xE9; poss&#xED;vel perceber a singularidade dos pap&#xE9;is que o Servi&#xE7;o Social exerce, destacando-se o assessoramento a aqueles que t&#xEA;m a fun&#xE7;&#xE3;o institucional de representar a empresa, ou seja, os gerentes. Nesse sentido, a interlocu&#xE7;&#xE3;o do discurso gerencial, minimizando fontes de tens&#xF5;es e conflitos, s&#xE3;o atribui&#xE7;&#xF5;es, frequentemente, agregadas ao clima ou ambi&#xEA;ncia organizacional e &#xE0; transfer&#xEA;ncia de informa&#xE7;&#xF5;es para a ger&#xEA;ncia, colocando &#xE0; disposi&#xE7;&#xE3;o informa&#xE7;&#xF5;es que respondam aos novos par&#xE2;metros da pol&#xED;tica de Recursos Humanos desenvolvidos pela empresa.</p>
			<p>Apesar da l&#xF3;gica da horizontalidade do trabalho e das reestrutura&#xE7;&#xF5;es implementadas, no que se refere &#xE0; a&#xE7;&#xE3;o dos gerentes, o exerc&#xED;cio do Servi&#xE7;o Social, nos anos de 1990, &#xE9; transposto por uma nova racionalidade t&#xE9;cnica e ideopol&#xED;tica, na esfera da administra&#xE7;&#xE3;o dos Recursos Humanos, que reapreende o tradicional em prol do moderno e miscigena velhas e novas demandas, impetrando aos profissionais estrat&#xE9;gias que garantem sua legitimidade social.</p>
			<p>Desenvolver um trabalho de car&#xE1;ter assistencial e educativo junto ao trabalhador e sua fam&#xED;lia, buscando responder &#xE0;s quest&#xF5;es sociais dos mesmos que interferem na produtividade &#xE9; uma demanda cotidiana dirigida ao Servi&#xE7;o Social. Dentre estas, est&#xE3;o as vinculadas ora &#xE0;s car&#xEA;ncias materiais, ora aos comportamentos &#x201C;inadequados&#x201D; ou &#x201C;n&#xE3;o produtivos&#x201D; relacionados &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es de vida, ao relacionamento familiar, &#xE0; disciplina fabril, &#xE0; inadapta&#xE7;&#xE3;o ao trabalho, aos conflitos com os superiores, dentre outras.</p>
			<p>Se anteriormente tais quest&#xF5;es eram revestidas de cunho humanit&#xE1;rio, essa roupagem foi se alterando, se assentando no moral do envolvimento e no equil&#xED;brio de vantagens, quando esta rela&#xE7;&#xE3;o &#xE9; avaliada como imparcial e lucrativa para ambas as partes. Posteriormente, a interven&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social, se de um lado mant&#xE9;m uma abordagem com tra&#xE7;os tradicionais de car&#xE1;ter pedag&#xF3;gico junto aos trabalhadores, foi se alterando no modo de socializar e utilizar as informa&#xE7;&#xF5;es obtidas em sua atua&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Portanto, nesse caminho, se particulariza a busca por outros espa&#xE7;os internos de interven&#xE7;&#xE3;o que originalmente n&#xE3;o eram ocupados pelos assistentes sociais, mas que exigem compet&#xEA;ncias que tamb&#xE9;m s&#xE3;o identificadas na atua&#xE7;&#xE3;o dos assistentes sociais. Dentre estas se encontram as &#xE1;reas de Planejamento, Recursos Humanos, Comunica&#xE7;&#xE3;o Empresarial Interna, Clima Organizacional em processos de diagn&#xF3;sticos e pesquisas, etc.</p>
			<p>Ao mesmo tempo, observou-se que a l&#xF3;gica da multifuncionalidade e horizontaliza&#xE7;&#xE3;o traz uma s&#xE9;rie de controv&#xE9;rsias, uma vez que as respostas para as quest&#xF5;es que envolvem propostas e solu&#xE7;&#xF5;es para as car&#xEA;ncias e conflitos, n&#xE3;o mais s&#xE3;o &#x201C;pr&#xF3;prias ou exclusivas&#x201D; do Servi&#xE7;o Social, passando a ser uma compet&#xEA;ncia de outros profissionais da &#xE1;rea de Recursos Humanos e que, posteriormente e paulatinamente, ser&#xE3;o incorporadas pelos gerentes.</p>
			<p>Assim, a atribui&#xE7;&#xE3;o de assessoria &#xE9; assumida pela &#xE1;rea de Recursos Humanos ao conceber como &#x201C;clientes internos&#x201D; n&#xE3;o somente os trabalhadores, mas principalmente o corpo gerencial. Para tanto, s&#xE3;o criados e introduzidos instrumentos para apoiar os gerentes no alcance de metas junto &#xE0;s equipes, definindo formas de controle, que tendem a ser menos coercitivas e mais de car&#xE1;ter simb&#xF3;lico. O trabalho de assessoramento aos gerentes &#xE9; direcionado no sentido de que possam melhor realizar o gerenciamento de suas equipes, propiciando maior &#x201C;confiabilidade, amizade, aprendizado, crescimento e satisfa&#xE7;&#xE3;o de seus colaboradores&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">MOTA, 2010</xref>, p.128).
			</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">Cesar (2010)</xref> considera que esta &#xE9; uma quest&#xE3;o central, pois situa
			</p>
			<disp-quote>
				<p>a problem&#xE1;tica centraliza&#xE7;&#xE3;o/exclus&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social na estrutura do controle administrativo, na medida em que a &#xE1;rea de RH intensifica sua interven&#xE7;&#xE3;o na vida cotidiana dos trabalhadores, (&#x2026;) o assistente social pode ser deslocado ou recolocado no cerne desse gerenciamento (
					<xref ref-type="bibr" rid="B2">CESAR, 2010</xref>, p. 176).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Desse modo, a compet&#xEA;ncia do assistente social denota exig&#xEA;ncias no sentido de instrumentalizar as ger&#xEA;ncias no trato das car&#xEA;ncias e conflitos, colaborando com as mesmas no processo de integra&#xE7;&#xE3;o dos empregados aos novos requisitos da produ&#xE7;&#xE3;o e na &#x201C;moderniza&#xE7;&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho&#x201D;.</p>
			<p>Na medida em que os gerentes de linha tamb&#xE9;m s&#xE3;o os respons&#xE1;veis por algumas tem&#xE1;ticas, que anteriormente estavam sob a responsabilidade da &#xE1;rea de RH, considerando as quest&#xF5;es que afetam o cotidiano das suas equipes, as demandas de interven&#xE7;&#xF5;es t&#xE9;cnicas que os auxiliem passam a existir, uma vez que estas requerem certo tipo de especializa&#xE7;&#xE3;o e conhecimento que, inicialmente, apresentam-se muito distanciadas do seu dom&#xED;nio de forma&#xE7;&#xE3;o. Ao assistente social, assim como tamb&#xE9;m a outros profissionais da &#xE1;rea de RH, foi atribu&#xED;da a prescri&#xE7;&#xE3;o de assessoria aos gerentes, disponibilizando nessa presta&#xE7;&#xE3;o de servi&#xE7;os aos clientes internos (gerentes) o seu hist&#xF3;rico 
				<italic>know how</italic>. Este fato aponta para uma significativa mudan&#xE7;a no exerc&#xED;cio do Servi&#xE7;o Social, tanto nas empresas de um modo geral quanto na empresa em tela, ao passo que estas v&#xE3;o buscar, no fortalecimento da intera&#xE7;&#xE3;o entre gerentes e trabalhadores, o refor&#xE7;o para a busca do consenso em torno dos objetivos corporativos.
			</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">Cesar (2010)</xref> e 
				<xref ref-type="bibr" rid="B9">Mota (2010)</xref> entendem que esse fortalecimento pode resultar na elimina&#xE7;&#xE3;o gradual da intermedia&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;prio assistente social. Entendem, ainda, que os gerentes, ao assumirem essa atribui&#xE7;&#xE3;o, v&#xE3;o criar condi&#xE7;&#xF5;es para que o assistente social n&#xE3;o possa materializar, na a&#xE7;&#xE3;o direta, o seu saber espec&#xED;fico, e, ao mesmo tempo, poder&#xE3;o utilizar esse mesmo saber para legitimar o seu pr&#xF3;prio papel gerencial.
			</p>
			<p>Percebe-se, no entanto, uma maior requisi&#xE7;&#xE3;o do assistente social por parte das ger&#xEA;ncias, na medida em que estas necessitam de uma interven&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica que os auxilie a administrar os conflitos. Al&#xE9;m disso, evidencia tamb&#xE9;m que a &#x201C;multifuncionalidade&#x201D;, que a empresa atribui e exige que os gerentes respondam &#xE0; variedade de quest&#xF5;es do dia a dia, n&#xE3;o se configura suficiente, suscitando que o assistente social reafirme a &#x201C;utilidade&#x201D; de sua a&#xE7;&#xE3;o direta junto aos trabalhadores.</p>
			<p>Nesse caminho, em fun&#xE7;&#xE3;o dessa nova configura&#xE7;&#xE3;o social e t&#xE9;cnica do trabalho nas empresas, a valoriza&#xE7;&#xE3;o das &#xE1;reas que administram e ressaltam a comunica&#xE7;&#xE3;o interna, a motiva&#xE7;&#xE3;o no trabalho e a negocia&#xE7;&#xE3;o de conflitos tornam-se espa&#xE7;os centrais de atua&#xE7;&#xE3;o de diferentes forma&#xE7;&#xF5;es profissionais, inclusive como um espa&#xE7;o privilegiado de interven&#xE7;&#xE3;o do assistente social. O assistente social passa a assumir a dissemina&#xE7;&#xE3;o da cultura e dos valores, codificando e transmitindo mensagens, que subordinam sua a&#xE7;&#xE3;o ao repasse e &#xE0; circula&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es, dentro de um contexto de comunica&#xE7;&#xE3;o normalizada pelas empresas, com vistas ao refor&#xE7;o ou altera&#xE7;&#xE3;o de determinados padr&#xF5;es culturais e de comportamento.</p>
			<p>As pol&#xED;ticas de Recursos Humanos (RH) est&#xE3;o direcionadas para assentar as rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho na interdepend&#xEA;ncia, na confian&#xE7;a m&#xFA;tua, no di&#xE1;logo, na negocia&#xE7;&#xE3;o, na converg&#xEA;ncia de interesses e na participa&#xE7;&#xE3;o dos trabalhadores. Essas pol&#xED;ticas s&#xE3;o consubstanciadas nas san&#xE7;&#xF5;es e contrapartidas oferecidas pela empresa, em prol do estabelecimento de um consenso, ou seja, em busca da constru&#xE7;&#xE3;o de uma parceria empresarial, em torno dos resultados de produ&#xE7;&#xE3;o e da identifica&#xE7;&#xE3;o dos trabalhadores com os interesses empresariais. Nessa rela&#xE7;&#xE3;o contradit&#xF3;ria, vai ser atribu&#xED;da ao assistente social a veicula&#xE7;&#xE3;o das normas e das &#x201C;regras do jogo&#x201D;, de modo que sua pr&#xE1;tica profissional permanece atravessada pelos conte&#xFA;dos de controle revigorados nos processos e rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho.</p>
			<p>A dimens&#xE3;o &#x201C;pedag&#xF3;gica&#x201D; da atua&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social &#xE9; uma marca historicamente determinada, que condiciona as requisi&#xE7;&#xF5;es das empresas e consolida sua posi&#xE7;&#xE3;o neste espa&#xE7;o s&#xF3;cio ocupacional. &#xC9; via interven&#xE7;&#xE3;o na reprodu&#xE7;&#xE3;o material e &#x201C;espiritual&#x201D; da for&#xE7;a de trabalho, por meio da presta&#xE7;&#xE3;o de servi&#xE7;os sociais e da orienta&#xE7;&#xE3;o sobre um determinado modo de ser, sentir, pensar e agir, relativo ao trabalho, &#xE0; sociedade e &#xE0; vida (
				<xref ref-type="bibr" rid="B4">FREIRE, 2003</xref>).
			</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Os eixos de atua&#xE7;&#xE3;o do servi&#xE7;o social</title>
			<p>O processo interventivo do Servi&#xE7;o Social, na &#xE1;rea empresarial, perpassado pelas &#x201C;velhas&#x201D; e &#x201C;novas&#x201D; demandas, vai se expressar a partir de cinco eixos de atua&#xE7;&#xE3;o (AMARAL; CESAR, 2010, p.11), quais sejam: Treinamento e Desenvolvimento; Participativo; Qualidade de Vida; Clima ou Ambi&#xEA;ncia Organizacional e Responsabilidade Social Corporativa.</p>
			<p>A inser&#xE7;&#xE3;o do assistente social em cada um destes eixos vai se explicitar de diferentes formas, mas todos refor&#xE7;am o car&#xE1;ter adaptativo da fun&#xE7;&#xE3;o do profissional. No primeiro eixo, Treinamento e Desenvolvimento, o profissional contribui para a concep&#xE7;&#xE3;o de um processo educativo, com vistas a adequar os padr&#xF5;es de desempenho &#xE0; flexibiliza&#xE7;&#xE3;o da produ&#xE7;&#xE3;o e favorecer a ades&#xE3;o do trabalhador as metas empresariais.</p>
			<p>Desse modo, as principais tem&#xE1;ticas desdobradas est&#xE3;o afetas ao desenvolvimento de equipes, coopera&#xE7;&#xE3;o intergrupal, relacionamento interpessoal, entre outros. Do mesmo modo que outros profissionais, os assistentes sociais tamb&#xE9;m s&#xE3;o submetidos a esses mesmos treinamentos, tanto t&#xE9;cnicos como os denominados &#x201C;comportamentais&#x201D;.</p>
			<p>A atua&#xE7;&#xE3;o dos assistentes sociais no segundo eixo, Programas Participativos, tem como fundamento a cultura da qualidade, com vistas a estimular o envolvimento e comprometimento dos trabalhadores com a empresa. Desse modo, s&#xE3;o implementadas a&#xE7;&#xF5;es com esta finalidade, de modo a adequar ideias e vis&#xF5;es que reiterem a fun&#xE7;&#xE3;o pedag&#xF3;gica da interven&#xE7;&#xE3;o profissional.</p>
			<p>Nesse rastro, tamb&#xE9;m seguem os Programas de Qualidade de Vida, relativos ao terceiro eixo, que t&#xEA;m a finalidade de ajustar e moldar os comportamentos dos trabalhadores aos novos m&#xE9;todos de produ&#xE7;&#xE3;o. Estas s&#xE3;o iniciativas que, em conson&#xE2;ncia com os processos de reprodu&#xE7;&#xE3;o da for&#xE7;a de trabalho, procuram enquadrar h&#xE1;bitos e cuidados com a sa&#xFA;de, alimenta&#xE7;&#xE3;o, lazer, etc., via servi&#xE7;os sociais e a&#xE7;&#xF5;es socioeducativas. Implica, portanto, uma a&#xE7;&#xE3;o normativa que interfere sobre a vida dos trabalhadores dentro e fora da empresa.</p>
			<p>No quarto eixo encontram-se os Programas referentes ao Clima ou Ambi&#xEA;ncia Organizacional. Estes v&#xE3;o utilizar como base pesquisas quantitativas, em sua maioria, sobre os indicadores organizacionais que identifiquem quest&#xF5;es e temas que possam gerar satisfa&#xE7;&#xE3;o dos trabalhadores com o trabalho, abrangendo aspectos pertinentes &#xE0;s pol&#xED;ticas e projetos de Recursos Humanos e ao gerenciamento cotidiano junto aos processos e &#xE0;s rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho. A concep&#xE7;&#xE3;o de ambi&#xEA;ncia se refere a um conjunto mensur&#xE1;vel de aspectos do ambiente de trabalho que interferem na motiva&#xE7;&#xE3;o e desempenho dos trabalhadores, considerando a percep&#xE7;&#xE3;o que os mesmos t&#xEA;m sobre a empresa, quer seja sobre a organiza&#xE7;&#xE3;o, os processos e as rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho.</p>
			<p>E no &#xFA;ltimo eixo est&#xE3;o as a&#xE7;&#xF5;es sociais denominadas de &#x201C;Responsabilidade Social Corporativa&#x201D;, onde o Servi&#xE7;o Social atua no atendimento &#xE0;s demandas em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; assist&#xEA;ncia social, alimenta&#xE7;&#xE3;o, sa&#xFA;de, educa&#xE7;&#xE3;o, preserva&#xE7;&#xE3;o do meio ambiente, dentre outras, tanto para os trabalhadores quanto para as comunidades onde a empresa est&#xE1; inserida.</p>
			<p>Nessa perspectiva, o Servi&#xE7;o Social, a fim de reafirmar-se na esfera empresarial, considerando sua inser&#xE7;&#xE3;o nas equipes multidisciplinares, obriga-se a requalificar-se, adequando-se a um perfil sociot&#xE9;cnico e pol&#xED;tico exigido e que extrapole o seu campo de conhecimentos, para abranger exig&#xEA;ncias que podem ser caracterizadas como &#x201C;habilidades e qualidades pessoais&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">IAMAMOTO, 2003</xref>). Dentre estas, podem ser mencionadas algumas, tais como: &#x201C;criatividade, desembara&#xE7;o, versatilidade, iniciativa e lideran&#xE7;a, capacidade de negocia&#xE7;&#xE3;o e apresenta&#xE7;&#xE3;o em p&#xFA;blico, flu&#xEA;ncia verbal, habilidade no relacionamento e capacidade de sintonizar-se com as r&#xE1;pidas mudan&#xE7;as no mundo dos neg&#xF3;cios&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">IAMAMOTO, 2003</xref>, p.130).
			</p>
			<p>Al&#xE9;m destes eixos, ressaltam-se tamb&#xE9;m a&#xE7;&#xF5;es voltadas para a avalia&#xE7;&#xE3;o da 
				<italic>performance</italic> individual, considerando as exig&#xEA;ncias de um novo perfil profissional, associada aos atributos &#x201C;comportamentais&#x201D;, em todas as categorias profissionais, incluindo os assistentes sociais. Assim, no sentido de ampliar o conhecimento, de forma a atender &#xE0;s diretrizes de requalifica&#xE7;&#xE3;o dentro de par&#xE2;metros das teorias sist&#xEA;micas e organizacionais, as empresas estruturam programas de treinamento e desenvolvimento com essa finalidade, uma vez que s&#xE3;o introduzidos referenciais de padr&#xF5;es de efic&#xE1;cia e efici&#xEA;ncia no plano de qualifica&#xE7;&#xE3;o dos profissionais, a fim de otimizar a rela&#xE7;&#xE3;o entre objetivos e meios e a maximiza&#xE7;&#xE3;o entre custos e objetivos. Esse vi&#xE9;s busca, por meio de um agregado t&#xE9;cnico-instrumental, conferir maior efici&#xEA;ncia e dinamismo aos profissionais na elabora&#xE7;&#xE3;o de respostas de aplicabilidade direta para uma ampla variedade de quest&#xF5;es a serem sanadas.
			</p>
			<p>Geralmente, existe tanto por parte da empresa quanto pelos pr&#xF3;prios profissionais uma maior valoriza&#xE7;&#xE3;o pelos cursos de curta dura&#xE7;&#xE3;o, que almejam ter um aproveitamento pr&#xE1;tico e imediato sobre a realidade em rela&#xE7;&#xE3;o a outros que buscam aprofundar alguma tem&#xE1;tica. Cria-se, portanto, a expectativa de que o profissional ir&#xE1; transformar sua pr&#xE1;tica cotidiana logo ap&#xF3;s a realiza&#xE7;&#xE3;o dessa modalidade de treinamento.</p>
			<p>At&#xE9; os anos 1990, fruto da pol&#xED;tica de esvaziamento e do processo de privatiza&#xE7;&#xE3;o implementado nessa d&#xE9;cada, o Servi&#xE7;o Social, assim como outras tantas categorias profissionais, detinha em seus quadros apenas profissionais pr&#xF3;prios, concursados, via processos seletivos p&#xFA;blicos. Nos anos 2000, esse cen&#xE1;rio se alterou significativamente, marcado principalmente pelos processos de terceiriza&#xE7;&#xE3;o que foram intensificados. Tal condi&#xE7;&#xE3;o de v&#xED;nculo de trabalho posiciona esses trabalhadores como uma subcategoria, uma vez que n&#xE3;o t&#xEA;m acesso aos mesmos benef&#xED;cios, plano de cargos e sal&#xE1;rios, plano de carreira, plano de sa&#xFA;de, &#xE0; pol&#xED;tica de desenvolvimento profissional, etc., como os demais trabalhadores pr&#xF3;prios. Acrescenta-se, ainda, a presen&#xE7;a permanente do &#x201C;fantasma&#x201D; de uma poss&#xED;vel demiss&#xE3;o (
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">CESAR, 2010</xref>, p. 136).
			</p>
			<p>Pesquisa conduzida por 
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">Ara&#xFA;jo (2010)</xref> constatou que na empresa, campo deste artigo, 55% dos profissionais de Servi&#xE7;o Social tinham como prioridade em sua interven&#xE7;&#xE3;o cotidiana o atendimento social individualizado aos trabalhadores, aposentados e familiares, e as quest&#xF5;es relativas &#xE0; vida privada que estivessem interferindo na produtividade.
			</p>
			<p>Um segundo foco de atua&#xE7;&#xE3;o, para 29% dos assistentes sociais, eram os Programas Sociais, onde se destacavam: Programa de Preven&#xE7;&#xE3;o e Recupera&#xE7;&#xE3;o da Depend&#xEA;ncia Qu&#xED;mica, inaugurado no in&#xED;cio da d&#xE9;cada de 1980; Programa de Preparo para Aposentadoria e Programa de Atualiza&#xE7;&#xE3;o para a Vida e o Trabalho, que foram implantados no come&#xE7;o da d&#xE9;cada de 1990; e outros desenvolvidos em per&#xED;odos mais recentes, como o Programa de Assist&#xEA;ncia ao Empregado e o Programa de Resgate do Potencial Laborativo, mas que, sob o nosso ponto de vista, eram iniciativas j&#xE1; implementadas, mas com denomina&#xE7;&#xF5;es mais condizentes com a linguagem empresarial vigente &#xE0; &#xE9;poca.</p>
			<p>Essa &#xE9; uma condi&#xE7;&#xE3;o que refor&#xE7;a a necessidade de adequa&#xE7;&#xF5;es e reconfigura&#xE7;&#xF5;es da interven&#xE7;&#xE3;o profissional, como estrat&#xE9;gia para manuten&#xE7;&#xE3;o de programas que visam atender &#xE0;s quest&#xF5;es demandadas pelos trabalhadores. Sistematicamente, o que vem se identificando, ao longo da hist&#xF3;ria nesse campo empresarial, s&#xE3;o exig&#xEA;ncias imprescind&#xED;veis de altera&#xE7;&#xE3;o da linguagem, sofistica&#xE7;&#xE3;o e ado&#xE7;&#xE3;o de uma nova roupagem, com o objetivo de sugerir &#x201C;algo novo&#x201D;, uma vez que as demandas, tanto propostas pelo Servi&#xE7;o Social quanto pela empresa, n&#xE3;o s&#xE3;o unidirecionais, mas permeadas por interesses contradit&#xF3;rios. A depender do car&#xE1;ter que se imprima a essas a&#xE7;&#xF5;es, pode se limitar sua &#xEA;nfase apenas ao disciplinamento do trabalhador ou optar por outro caminho que suscite e estimule a explicita&#xE7;&#xE3;o de espa&#xE7;os de debate e cr&#xED;tica sobre o cotidiano de trabalho.</p>
			<p>Um terceiro foco interventivo, identificado por 
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">Ara&#xFA;jo (2010)</xref>, era a concentra&#xE7;&#xE3;o para 40% dos assistentes sociais de uma atua&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social voltada para o assessoramento aos gerentes em quest&#xF5;es relativas &#xE0; gest&#xE3;o de pessoas. Esse processo de assessoria correspondia &#xE0; realiza&#xE7;&#xE3;o de diagn&#xF3;sticos sobre a qualidade das rela&#xE7;&#xF5;es de trabalho na equipe de trabalhadores, por meio da an&#xE1;lise dos dados de uma pesquisa interna sobre o clima organizacional, bem como de observa&#xE7;&#xF5;es dos assistentes sociais a partir de contatos junto &#xE0;s equipes de trabalho; e ao desenvolvimento de a&#xE7;&#xF5;es de integra&#xE7;&#xE3;o, de troca de conhecimentos, dentre outras tem&#xE1;ticas identificadas que fossem pertinentes &#xE0;quele universo organizacional.
			</p>
			<p>E um &#xFA;ltimo foco de interven&#xE7;&#xE3;o, apontado por 26% dos profissionais (
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">ARA&#xDA;JO, 2010</xref>), se referia ao processo t&#xE9;cnico e operativo que envolvia a aplica&#xE7;&#xE3;o anual de uma pesquisa corporativa de clima organizacional, onde o Servi&#xE7;o Social analisava os dados, apresentava os resultados para os gerentes e equipes e, contribu&#xED;a na constru&#xE7;&#xE3;o dos planos a serem sistematizados a partir do diagn&#xF3;stico elaborado.
			</p>
			<p>Por esse &#xE2;ngulo, torna-se fundamental desenvolver estrat&#xE9;gias que certifiquem para a empresa que a interven&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social promove desdobramentos vantajosos n&#xE3;o somente para os trabalhadores, mas tamb&#xE9;m para a mesma enquanto contratante. Esse enfrentamento, a depender do universo empresarial, uma vez que o Servi&#xE7;o Social est&#xE1; submetido &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es das pol&#xED;ticas empresariais decorrentes das injun&#xE7;&#xF5;es que atravessam os processos produtivos e as reestrutura&#xE7;&#xF5;es, incluindo sua hist&#xF3;ria, organiza&#xE7;&#xE3;o interna, lutas e articula&#xE7;&#xE3;o com os diversos atores nos diferentes n&#xED;veis hier&#xE1;rquicos, se apresentar&#xE1; nesse embate de uma forma mais sutil ou acirrada. Acrescentam-se, a esse contexto interno, as pol&#xED;ticas que trazem redu&#xE7;&#xE3;o dos postos de trabalho; introdu&#xE7;&#xE3;o da polival&#xEA;ncia e racionaliza&#xE7;&#xE3;o de tarefas; terceiriza&#xE7;&#xE3;o de determinadas &#xE1;reas, por serem consideradas n&#xE3;o agregadoras de valor &#xE0; &#xE1;rea-fim da empresa, onde tamb&#xE9;m o Servi&#xE7;o Social pode ser inclu&#xED;do; redu&#xE7;&#xE3;o de padr&#xF5;es salariais; amplia&#xE7;&#xE3;o de contratos tempor&#xE1;rios, entre outros.</p>
			<p>Toda essa din&#xE2;mica engendra impactos significativos no exerc&#xED;cio profissional, quer seja na polival&#xEA;ncia, na multifuncionalidade, na adaptabilidade &#xE0;s transforma&#xE7;&#xF5;es em curso, sem perder a essencialidade do projeto profissional e o exerc&#xED;cio de m&#xFA;ltiplas compet&#xEA;ncias. Essas s&#xE3;o compet&#xEA;ncias que est&#xE3;o relacionadas, primeiramente, ao processo formativo, ou seja, conhecimento te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gico, t&#xE9;cnico-operativo; conjuntural e cultural da realidade empresarial e, an&#xE1;lise e capacidade de articula&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica. E tamb&#xE9;m desenvolver uma atua&#xE7;&#xE3;o estrat&#xE9;gica, identificando espa&#xE7;os e oportunidades de interven&#xE7;&#xE3;o, trabalhar em equipes diversas, ter iniciativa e facilidade de comunica&#xE7;&#xE3;o e interlocu&#xE7;&#xE3;o com diferentes atores, dentre outras (
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">ARA&#xDA;JO, 2010</xref>).
			</p>
			<p>Nesse rastro, ratificamos a conclus&#xE3;o de 
				<xref ref-type="bibr" rid="B1">Ara&#xFA;jo (2010)</xref> de que &#x201C;a qualifica&#xE7;&#xE3;o profissional apreendida nos processos formativos acad&#xEA;micos n&#xE3;o &#xE9; suficiente para o exerc&#xED;cio das atividades cotidianas (&#x2026;)&#x201D;. Essa tamb&#xE9;m &#xE9; uma constata&#xE7;&#xE3;o apontada por Souza e Azeredo (2003, p.10), uma vez que as exig&#xEA;ncias dirigidas ao assistente social, assim como de qualquer outro trabalhador, n&#xE3;o se restringem &#x201C;somente &#xE0; qualifica&#xE7;&#xE3;o adquirida na forma&#xE7;&#xE3;o (te&#xF3;rica, metodol&#xF3;gica e t&#xE9;cnica), mas a algo que est&#xE1; para al&#xE9;m, talvez ligado &#xE0;s capacidades m&#xFA;ltiplas que emergem de uma situa&#xE7;&#xE3;o particular de trabalho&#x201D;.
			</p>
			<p>Nesse terreno empresarial, &#xE9; demandado ao assistente social inovar e recriar &#x201C;sua caixa de ferramentas&#x201D; te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicas e seu arsenal de estrat&#xE9;gias e respostas profissionais, que atendam &#xE0; diversidade dos fen&#xF4;menos sociais presentes no cotidiano da pr&#xE1;tica profissional. O assistente social tamb&#xE9;m deve ser capaz de explicitar essas compet&#xEA;ncias em seu exerc&#xED;cio cotidiano, na metodologia de trabalho constru&#xED;da e nos resultados alcan&#xE7;ados. Esta constru&#xE7;&#xE3;o materializa-se na rela&#xE7;&#xE3;o com os sujeitos envolvidos, demarcando sua posi&#xE7;&#xE3;o nessa realidade de trabalho.</p>
			<disp-quote>
				<p>O trabalho do assistente social pode produzir resultados concretos nas condi&#xE7;&#xF5;es materiais, sociais e culturais de vida de seus usu&#xE1;rios, em seu acesso e usufruto de pol&#xED;ticas sociais, programas, servi&#xE7;os, recursos e bens, em seus comportamentos, valores, seu modo de viver e de pensar, suas formas de luta e organiza&#xE7;&#xE3;o, suas pr&#xE1;ticas de resist&#xEA;ncia (
					<xref ref-type="bibr" rid="B14">YAZBECK, 2002</xref>, p. 180).
				</p>
			</disp-quote>
			<p>Cabe destacar, ainda, que as compet&#xEA;ncias te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicas, &#xE9;tico-pol&#xED;ticas e t&#xE9;cnico-operativas s&#xE3;o imprescind&#xED;veis e complementares entre si. No entanto, 
				<xref ref-type="bibr" rid="B6">Iamamoto (2003)</xref> alerta para que estas dimens&#xF5;es n&#xE3;o estejam aprisionadas em si mesmas, pois podem se transformar em limites que v&#xEA;m forjando o cen&#xE1;rio de determinadas dificuldades identificadas pela categoria profissional, que carecem de ser superadas: &#x201C;o teoricismo, o militantismo e o tecnicismo&#x201D;.
			</p>
			<p>A falta de sistematiza&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gica e a consequente interven&#xE7;&#xE3;o inconsistente v&#xEA;m abrindo espa&#xE7;o para propostas extremamente equivocadas para os profissionais das Ci&#xEA;ncias Humanas na &#xE1;rea empresarial, dentre estes o assistente social.</p>
			<p>&#xC9; importante notar que, apesar de as empresas cobrarem do Servi&#xE7;o Social uma &#x201C;organicidade&#x201D; em rela&#xE7;&#xE3;o aos seus objetivos, a experi&#xEA;ncia cotidiana permeada de contradi&#xE7;&#xF5;es sociais institui condi&#xE7;&#xF5;es para a expans&#xE3;o de alternativas cr&#xED;ticas que possam ir ao encontro das demandas dos trabalhadores. Desse modo, novas possibilidades de trabalho podem se apresentar e necessitam ser decifradas e recriadas, pois se os assistentes sociais n&#xE3;o o fizerem, outras categorias profissionais poder&#xE3;o ir, paulatinamente, absorvendo espa&#xE7;os ocupacionais at&#xE9; ent&#xE3;o reservados ao Servi&#xE7;o Social.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considera&#xE7;&#xF5;es finais</title>
			<p>O Servi&#xE7;o Social, inserido na divis&#xE3;o social e t&#xE9;cnica do trabalho, est&#xE1; extremamente conectado &#xE0; teia de transforma&#xE7;&#xF5;es hist&#xF3;ricas advindas dos macroprocessos sociais, o que se reflete nos seus espa&#xE7;os de atua&#xE7;&#xE3;o profissional, os quais t&#xEA;m sofrido inflex&#xF5;es significativas. Sendo assim, enquanto profissional assalariado, a sua inser&#xE7;&#xE3;o no mercado de trabalho est&#xE1; perpassada pelos condicionantes econ&#xF4;micos, pol&#xED;ticos e sociais previamente determinados.</p>
			<p>Em uma sociedade como a brasileira, duramente atravessada pelas mais diferentes desigualdades, v&#xE3;o coexistir formas arcaicas e modernas de trabalho, espa&#xE7;os em que convivem terceirizados, subcontratados e empregados formais. Observam-se importantes e significativos avan&#xE7;os nas vanguardas acad&#xEA;micas, na interlocu&#xE7;&#xE3;o com outras diversas &#xE1;reas, no processo de sistematiza&#xE7;&#xE3;o e na qualidade da produ&#xE7;&#xE3;o de conhecimento. Ao mesmo tempo, elevam-se as exig&#xEA;ncias de novas compet&#xEA;ncias te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicas, t&#xE9;cnicas e pol&#xED;ticas, de respostas qualificadas &#xE0;s demandas postas, na medida em que vai se requerer an&#xE1;lises das diversas dimens&#xF5;es que perpassam a &#xE1;rea das ci&#xEA;ncias humanas. Associam-se, nesse universo empresarial, uma for&#xE7;a de trabalho superespecializada que gere processos t&#xE9;cnicos complexos de alta tecnologia, e outros profissionais que s&#xF3; necessitam de conhecimentos elementares e b&#xE1;sicos e que est&#xE3;o expostos, muitas vezes, a condi&#xE7;&#xF5;es semelhantes ou muito diferenciadas de trabalho.</p>
			<p>Simultaneamente, v&#xE3;o permanecer as tradicionais e novas demandas, requisitando do assistente social, consequentemente, mais conhecimento te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gico e efic&#xE1;cia operativa, pelos esquemas de controle e aferi&#xE7;&#xE3;o de desempenho mais estritos. Acrescenta-se, ainda, a esta heterogeneidade, requisitos ligados &#xE0; capacidade de organiza&#xE7;&#xE3;o e de identifica&#xE7;&#xE3;o de alternativas de resist&#xEA;ncia que se tornam cada vez mais fluidas ou at&#xE9; mesmo inexistentes e o pr&#xF3;prio desemprego, sob a justificativa de redu&#xE7;&#xE3;o dos custos de produ&#xE7;&#xE3;o.</p>
			<p>Diante desse cen&#xE1;rio, o desafio permanente para o Servi&#xE7;o Social &#xE9;, sem negar a sua pr&#xF3;pria condi&#xE7;&#xE3;o de trabalhador assalariado, legitimar que existe &#x201C;espa&#xE7;o para a defesa do projeto profissional em qualquer local, p&#xFA;blico ou privado, em que o assistente social &#xE9; requisitado a intervir&#x201D; (
				<xref ref-type="bibr" rid="B3">COUTO, 2009</xref>, p. 652).
			</p>
			<p>E no campo da interdisciplinaridade e das interfaces entre as v&#xE1;rias &#xE1;reas do conhecimento n&#xE3;o se pode perder de vista as dimens&#xF5;es investigativa e interpretativa como princ&#xED;pios norteadores, que v&#xE3;o possibilitar a compreens&#xE3;o dos problemas e da realidade a serem enfrentados pelos profissionais.</p>
			<p>Para tanto, o aprimoramento intelectual se posiciona como valor b&#xE1;sico nessa estrat&#xE9;gia de afirma&#xE7;&#xE3;o profissional. Torna-se obrigat&#xF3;ria a &#xEA;nfase na forma&#xE7;&#xE3;o acad&#xEA;mico-cient&#xED;fica qualificada, com suporte te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gico consistente, que possibilite a an&#xE1;lise concreta da realidade e a formula&#xE7;&#xE3;o colaborativa de propostas com vistas &#xE0; garantia dos direitos civis, sociais e pol&#xED;ticos dos usu&#xE1;rios, que s&#xE3;o coprodutores deste processo e que, ao fazerem uso deste Servi&#xE7;o Social, neste mesmo movimento, nele acionam mudan&#xE7;as.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn id="fn1" fn-type="other">
				<label>*</label>
				<p>Este artigo foi parte de discuss&#xF5;es geradas ao longo do curso de doutoramento, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo como orientador o Professor Doutor Erimaldo Matias Nic&#xE1;cio (UFRJ).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>1</label>
				<p>Dispon&#xED;vel em: 
					<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.petrobras.com.br/pt/quem-somos/carreiras/">http://www.petrobras.com.br/pt/quem-somos/carreiras/</ext-link> . Acesso em: 17 nov. 2016.
				</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>2</label>
				<p>Para 
					<xref ref-type="bibr" rid="B10">Netto (1990)</xref>, a moderniza&#xE7;&#xE3;o conservadora &#xE9; a concretiza&#xE7;&#xE3;o do processo de concentra&#xE7;&#xE3;o e centraliza&#xE7;&#xE3;o de capital, viabilizada pelas requisi&#xE7;&#xF5;es legais e institucionais alcan&#xE7;adas pela ditadura militar e, sobretudo, pela racionaliza&#xE7;&#xE3;o da economia, tendo como coluna dorsal um &#x201C;modelo econ&#xF4;mico&#x201D; que atende aos interesses do monop&#xF3;lio e cujas linhas centrais estabeleceram o perfil socioecon&#xF4;mico do pa&#xED;s.
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				<label>3</label>
				<p>Informa&#xE7;&#xE3;o contida em folheto distribu&#xED;do aos trabalhadores divulgando as atribui&#xE7;&#xF5;es do Servi&#xE7;o Social.</p>
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			<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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							<surname>ARA&#xDA;JO</surname>
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						<bold>O servi&#xE7;o social em empresas</bold>: formula&#xE7;&#xF5;es acerca de um espa&#xE7;o de atua&#xE7;&#xE3;o profissional
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					<comment>Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Servi&#xE7;o Social)</comment>
					<publisher-name>Universidade Federal do Rio de Janeiro</publisher-name>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<comment>2010</comment>
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				<mixed-citation>ARA&#xDA;JO, F. 
					<bold>O servi&#xE7;o social em empresas</bold>: formula&#xE7;&#xF5;es acerca de um espa&#xE7;o de atua&#xE7;&#xE3;o profissional. 2010. 126 f. Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Servi&#xE7;o Social), Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2010.
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							<surname>CESAR</surname>
							<given-names>M. J.</given-names>
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					<chapter-title>Servi&#xE7;o social e reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva: requisi&#xE7;&#xF5;es, compet&#xEA;ncias e condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho profissional</chapter-title>
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						<bold>A nova f&#xE1;brica de consensos</bold>: ensaios sobre a reestrutura&#xE7;&#xE3;o empresarial, o trabalho e as demandas ao Servi&#xE7;o Social
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					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2010</year>
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				<mixed-citation>CESAR, M. J. Servi&#xE7;o social e reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva: requisi&#xE7;&#xF5;es, compet&#xEA;ncias e condi&#xE7;&#xF5;es de trabalho profissional. In: MOTA, A. E. 
					<bold>A nova f&#xE1;brica de consensos</bold>: ensaios sobre a reestrutura&#xE7;&#xE3;o empresarial, o trabalho e as demandas ao Servi&#xE7;o Social. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2010.
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							<surname>COUTO</surname>
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					<chapter-title>Formula&#xE7;&#xE3;o de projeto de trabalho profissional</chapter-title>
					<source>CFESS/ABEPSS. 
						<bold>Servi&#xE7;o Social</bold>: direitos sociais e compet&#xEA;ncias profissionais
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					<publisher-loc>Bras&#xED;lia</publisher-loc>
					<publisher-name>CFESS/ABEPSS</publisher-name>
					<year>2009</year>
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				<mixed-citation>COUTO, B. R. Formula&#xE7;&#xE3;o de projeto de trabalho profissional. In: CFESS/ABEPSS. 
					<bold>Servi&#xE7;o Social</bold>: direitos sociais e compet&#xEA;ncias profissionais. Bras&#xED;lia: CFESS/ABEPSS, 2009.
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							<surname>FREIRE</surname>
							<given-names>L. M. B</given-names>
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						<bold>O servi&#xE7;o social na reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva</bold>: espa&#xE7;os, programas e trabalho profissional
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					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2003</year>
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				<mixed-citation>FREIRE, L. M. B. 
					<bold>O servi&#xE7;o social na reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva</bold>: espa&#xE7;os, programas e trabalho profissional. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2003.
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							<surname>IAMAMOTO</surname>
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							<surname>CARVALHO</surname>
							<given-names>R</given-names>
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						<bold>Rela&#xE7;&#xF5;es sociais e servi&#xE7;o social no Brasil</bold>: esbo&#xE7;o de uma interpreta&#xE7;&#xE3;o hist&#xF3;rico-metodol&#xF3;gica
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					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>1988</year>
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				<mixed-citation>IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R. 
					<bold>Rela&#xE7;&#xF5;es sociais e servi&#xE7;o social no Brasil</bold>: esbo&#xE7;o de uma interpreta&#xE7;&#xE3;o hist&#xF3;rico-metodol&#xF3;gica. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 1988.
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							<surname>IAMAMOTO</surname>
							<given-names>M. V.</given-names>
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							<surname>CARVALHO</surname>
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						<bold>O servi&#xE7;o social na contemporaneidade</bold>: trabalho e forma&#xE7;&#xE3;o profissional
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					<year>2003</year>
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				<mixed-citation>IAMAMOTO, M. V. 
					<bold>O servi&#xE7;o social na contemporaneidade</bold>: trabalho e forma&#xE7;&#xE3;o profissional. 6. ed. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2003.
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					<article-title>A dupla face da tradi&#xE7;&#xE3;o petroleira e a reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva dos anos 1990</article-title>
					<source>Revista Hist&#xF3;ria &#x26; Perspectiva</source>
					<comment>Uberl&#xE2;ndia</comment>
					<issue>50</issue>
					<year>2014</year>
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				<mixed-citation>LEITE, R. M. S. C. A dupla face da tradi&#xE7;&#xE3;o petroleira e a reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva dos anos 1990. 
					<bold>Revista Hist&#xF3;ria &#x26; Perspectiva</bold>, Uberl&#xE2;ndia, n. 50, 2014.
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							<surname>MOTA</surname>
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				<mixed-citation>MOTA, A. E. 
					<bold>O feiti&#xE7;o da ajuda</bold>: as determina&#xE7;&#xF5;es do servi&#xE7;o social na empresa. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 1985.
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							<surname>MOTA</surname>
							<given-names>A. E</given-names>
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					<comment>(Org.)</comment>
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						<bold>A nova f&#xE1;brica de consensos</bold>: ensaios sobre a reestrutura&#xE7;&#xE3;o empresaria, o trabalho e as demandas ao servi&#xE7;o social
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					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Cortez</publisher-name>
					<year>2010</year>
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				<mixed-citation>MOTA, A. E. (Org.). 
					<bold>A nova f&#xE1;brica de consensos</bold>: ensaios sobre a reestrutura&#xE7;&#xE3;o empresaria, o trabalho e as demandas ao servi&#xE7;o social. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2010.
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					<chapter-title>Ditadura e servi&#xE7;o social</chapter-title>
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					<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
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				<mixed-citation>NETTO, J. P. 
					<bold>Ditadura e servi&#xE7;o social</bold>. Uma an&#xE1;lise do servi&#xE7;o social no Brasil no p&#xF3;s 64. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 1990.
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							<surname>RAICHELIS</surname>
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					<article-title>O assistente social como trabalhador assalariado: desafios frente &#xE0;s viola&#xE7;&#xF5;es de seus direitos</article-title>
					<source>Revista Servi&#xE7;o Social &#x26; Sociedade</source>
					<comment>S&#xE3;o Paulo</comment>
					<issue>107</issue>
					<year>2011</year>
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				<mixed-citation>RAICHELIS, R. O assistente social como trabalhador assalariado: desafios frente &#xE0;s viola&#xE7;&#xF5;es de seus direitos. 
					<bold>Revista Servi&#xE7;o Social &#x26; Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo, n. 107, 2011.
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							<surname>SOUZA</surname>
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					<article-title>O assistente social e a a&#xE7;&#xE3;o competente: a din&#xE2;mica cotidiana</article-title>
					<source>Revista Servi&#xE7;o Social &#x26; Sociedade</source>
					<comment>S&#xE3;o Paulo</comment>
					<issue>80</issue>
					<year>2004</year>
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				<mixed-citation>SOUZA, R. B.; AZEREDO, V. G. O assistente social e a a&#xE7;&#xE3;o competente: a din&#xE2;mica cotidiana. 
					<bold>Revista Servi&#xE7;o Social &#x26; Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo, n. 80, 2004.
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							<surname>VASCONCELLOS</surname>
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					<chapter-title>O coronelismo nas organiza&#xE7;&#xF5;es: a g&#xEA;nese da ger&#xEA;ncia autorit&#xE1;ria brasileira</chapter-title>
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							<surname>VASCONCELLOS</surname>
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					<source>&#x201C;Recursos&#x201D; humanos e subjetividade</source>
					<publisher-loc>Petr&#xF3;polis</publisher-loc>
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					<italic>.</italic> Petr&#xF3;polis: Vozes, 1997.
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							<surname>YAZBEK</surname>
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					<article-title>Voluntariado e profissionalidade na interven&#xE7;&#xE3;o social</article-title>
					<source>Revista de Pol&#xED;ticas P&#xFA;blicas</source>
					<comment>Maranh&#xE3;o</comment>
					<volume>6</volume>
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				</element-citation>
				<mixed-citation>YAZBEK, M. C. Voluntariado e profissionalidade na interven&#xE7;&#xE3;o social. 
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