﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.0 20120330//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.0/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" dtd-version="1.0" specific-use="sps-1.8" article-type="editorial" xml:lang="pt">
<front>
<journal-meta>
<journal-id journal-id-type="publisher-id">Textos&#x26;Contextos</journal-id>
<journal-title-group>
<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title></journal-title-group>
<issn pub-type="epub">1677-9509</issn>
<publisher>
<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name></publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id pub-id-type="publisher-id">1677-9509.2018.1.31233</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.15448/1677-9509.2018.1.31233</article-id>
<article-categories>
<subj-group subj-group-type="heading">
<subject>Editorial</subject></subj-group></article-categories>
<title-group>
<article-title>A Import&#xE2;ncia da Linguagem e da Gest&#xE3;o da Informa&#xE7;&#xE3;o nos Processos Participativos</article-title>
<trans-title-group xml:lang="en">
<trans-title>The Importance of Language and Information Management in Participatory Processes</trans-title></trans-title-group>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="editor">
<name><surname>Prates</surname><given-names>Jane Cruz</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref><xref ref-type="aff" rid="aff2"/></contrib>
</contrib-group>
<aff id="aff1">
<label>*</label>
<institution content-type="normalized">Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#xED;fico e Tecnol&#xF3;gico</institution>
<institution content-type="orgname">CNPq</institution>
<country country="BR">Brasil</country>
<email>jprates@pucrs.br</email>
<institution content-type="original">Bacharel, mestre, doutora em Servi&#xE7;o Social pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e p&#xF3;s-doutora em Servi&#xE7;o Social pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica de S&#xE3;o Paulo (PUCSP). Pesquisadora produtividade do CNPq, Coordenadora do PPGSS e Professora dos Cursos de Gradua&#xE7;&#xE3;o e P&#xF3;s-Gradua&#xE7;&#xE3;o em Servi&#xE7;o Social da Escola de Humanidades da PUCRS. Porto Alegre - RS/Brasil. CV: http://lattes.cnpq.br/1901733198724508. E-mail: jprates@pucrs.br.</institution>
</aff>
<aff id="aff2">
<institution content-type="normalized">Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul</institution>
<institution content-type="orgname">PUCRS</institution>
<institution content-type="orgdiv1">Escola de Humanidades</institution>
<addr-line>
<named-content content-type="city">Porto Alegre</named-content>
<named-content content-type="state">RS</named-content></addr-line>
<country country="BR">Brasil</country>
<institution content-type="original">Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Escola de Humanidades</institution>
</aff>
<!--
<pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date publication-format="electronic" date-type="collection">
-->
<pub-date pub-type="epub-ppub">
<season>Jan-Jul</season>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<issue>1</issue>
<fpage>1</fpage>
<lpage>10</lpage>
<permissions>
<license xml:lang="en" license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">
<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p></license></permissions>
<counts>
<fig-count count="0"/>
<table-count count="0"/>
<equation-count count="0"/>
<ref-count count="20"/>
<page-count count="10"/>
</counts>
</article-meta>
</front>
<body>
<p>A informa&#xE7;&#xE3;o e o conhecimento, sua produ&#xE7;&#xE3;o, acesso e socializa&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o de extrema import&#xE2;ncia para qualquer estrat&#xE9;gia que tenha por objetivo a consolida&#xE7;&#xE3;o de processos democr&#xE1;ticos, pois sua rela&#xE7;&#xE3;o com o desenvolvimento de processos sociais emancipat&#xF3;rios, que instigam consci&#xEA;ncia e organiza&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; absolutamente necess&#xE1;ria, bem como sua &#xED;ntima rela&#xE7;&#xE3;o com a concentra&#xE7;&#xE3;o ou distribui&#xE7;&#xE3;o do poder (<xref ref-type="bibr" rid="B17">PRATES, 2003</xref>). N&#xE3;o h&#xE1; como acessar direitos ou mesmo lutar por eles se n&#xE3;o dispomos de informa&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Ter informa&#xE7;&#xE3;o, ter conhecimentos acumulados sobre tem&#xE1;ticas, contextos e processos &#xE9; imprescind&#xED;vel para a tomada de decis&#xE3;o de modo mais aut&#xF4;nomo, e a capacidade de realizar media&#xE7;&#xF5;es a partir desses conhecimentos pautados na informa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; sem d&#xFA;vida parte constitutiva do poder. Por outro lado, a socializa&#xE7;&#xE3;o desses conhecimentos &#xE9; fundamental para o compartilhamento do poder, logo essencial &#xE0;s pr&#xE1;ticas de gest&#xE3;o participativa, entre as quais a cogest&#xE3;o entre estado e sociedade, como previsto na Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal brasileira, no que concerne &#xE0; gest&#xE3;o das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas.</p>
<p>N&#xE3;o &#xE9; preciso que se destaque o significado da revolu&#xE7;&#xE3;o informacional e seu impacto no cotidiano da sociedade, desde o acesso &#xE0; conta banc&#xE1;ria ao controle de sat&#xE9;lites, h&#xE1; media&#xE7;&#xF5;es de processos de informatiza&#xE7;&#xE3;o. N&#xE3;o h&#xE1; d&#xFA;vidas de que a inform&#xE1;tica e a internet reduziram espa&#xE7;os, mundializaram as informa&#xE7;&#xF5;es, implementaram um ritmo muito mais veloz &#xE0; possibilidade de socializa&#xE7;&#xE3;o da informa&#xE7;&#xE3;o e do conhecimento, em que pese ainda seu acesso limitado &#xE0;s camadas mais empobrecidas. Este processo de acesso, contudo, via inclus&#xE3;o digital, tem sido ampliado no Brasil.</p>
<p>O Mapa da Inclus&#xE3;o Digital, realizado pela Funda&#xE7;&#xE3;o Get&#xFA;lio Vargas, destaca que o Brasil est&#xE1; acima da m&#xE9;dia mundial de acesso &#xE0; internet e que o uso da internet comp&#xF5;e os objetivos para o desenvolvimento do mil&#xEA;nio da ONU, onde se inclui a conectividade (<xref ref-type="bibr" rid="B14">NERIS, 2012</xref>). Destaca, ainda, o documento que os principais motivos da exclus&#xE3;o digital s&#xE3;o o desinteresse (33%) e a falta de capacita&#xE7;&#xE3;o (31%). O mapa mostra que o Brasil sai de 8% de pessoas em domic&#xED;lios com internet para 33% em 9 anos. Por outro lado, ressalta que o pa&#xED;s convive com condi&#xE7;&#xF5;es muito adversas, pois enquanto S&#xE3;o Caetano (SP) apresenta um &#xED;ndice de acesso &#xE0; internet na casa de 74%, o maior do pa&#xED;s, semelhante aos &#xED;ndices do Jap&#xE3;o, em Aroeiras (PI) o estudo constata acesso nulo, dando visibilidade &#xE0;s profundas desigualdades regionais (<xref ref-type="bibr" rid="B1">AGNOLETTO, 2013</xref>).</p>
<p>&#xC9; importante, tamb&#xE9;m, ressaltar que a inform&#xE1;tica &#xE9; complemento, pois, por mais tecnicamente desenvolvidos, os programas precisam ser alimentados por uma viv&#xEA;ncia hist&#xF3;rica, por uma reflex&#xE3;o cr&#xED;tica, precisam da articula&#xE7;&#xE3;o a uma realidade multifac&#xE9;tica, em constante movimento, contextualizada, para dar conta de expressar os processos sociais que a conformam e que condicionam os fen&#xF4;menos sociais. Al&#xE9;m disso, de nada adianta produzirmos conhecimentos, contarmos com tecnologias avan&#xE7;adas e sofisticadas para a sistematiza&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es, se n&#xE3;o as democratizamos, se n&#xE3;o as socializamos efetivamente atrav&#xE9;s da comunica&#xE7;&#xE3;o. Portanto, a gest&#xE3;o da informa&#xE7;&#xE3;o precisa instruir a gest&#xE3;o do conhecimento para subsidiar a tomada de decis&#xE3;o. E, em sociedades democr&#xE1;ticas, a tomada de decis&#xE3;o &#xE9; um processo que precisa ser legitimado pelo coletivo.</p>
<sec>
<title>Comunica&#xE7;&#xE3;o, linguagem e reprodu&#xE7;&#xE3;o</title>
<p>A comunica&#xE7;&#xE3;o &#xE9; um tema bastante pol&#xEA;mico e complexo. Alguns te&#xF3;ricos modernos partem da comunica&#xE7;&#xE3;o, ao inv&#xE9;s da consci&#xEA;ncia, para analisar o processo humano de socializa&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B10">Lefebvre (1966</xref>, p.47), a linguagem &#xE9; t&#xE3;o antiga quanto a consci&#xEA;ncia. &#x201C;N&#xE3;o existe consci&#xEA;ncia sem linguagem, pois a linguagem &#xE9; a consci&#xEA;ncia real, pr&#xE1;tica&#x201D;. Por&#xE9;m, diz <xref ref-type="bibr" rid="B10">Lefebvre (1966</xref>, p.52), a linguagem n&#xE3;o suscita o que os homens t&#xEA;m a dizer. &#x201C;N&#xE3;o possui este poder m&#xE1;gico, ou s&#xF3; possui temporariamente, de maneira prec&#xE1;ria&#x201D;. E, continua ressaltando, que &#x201C;o que os homens dizem vem da <italic>praxis&#x201D;</italic> (trabalho, atos, lutas reais)&#x2026;&#x201D;, mas tudo que eles fazem s&#xF3; entra na consci&#xEA;ncia passando pela linguagem&#x201D;. E refere ainda o autor que: &#x201C;As ideologias constituem media&#xE7;&#xF5;es entre a pr&#xE1;xis e a consci&#xEA;ncia (isto &#xE9;, a linguagem). Media&#xE7;&#xE3;o que pode tamb&#xE9;m servir de anteparo, obst&#xE1;culo e bloquear a consci&#xEA;ncia&#x201D; (1966, p.56). Portanto, como qualquer processo social, a linguagem tamb&#xE9;m &#xE9; permeada pela contradi&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B10">Lefebvre (1966)</xref>, para Marx, nem o pensamento nem a l&#xED;ngua formam esferas independentes. Diz o autor (1966, p.53): &#x201C;Nesse tesouro ou dep&#xF3;sito, confiado ao conjunto da sociedade que &#xE9; a l&#xED;ngua, caem e se acumulam ilus&#xF5;es e erros, verdades triviais e verdades profundas&#x201D;.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B13">Motter (1994)</xref> afirma que, se o universo sens&#xED;vel se apresenta de modo cont&#xED;nuo, &#xE9; a linguagem que vai recort&#xE1;-lo e torn&#xE1;-lo compreens&#xED;vel. Afirma ainda que a l&#xED;ngua veicula uma ideologia, pode corresponder &#xE0; objetividade dos fatos ou encobrir o real. Fabiano, personagem do livro &#x201C;Vidas secas&#x201D;, de Graciliano Ramos, ilustra bem este fato.</p> <disp-quote>
<p><italic>(Fabiano) Ouvira falar em juros e em prazos. Isto lhe dera uma impress&#xE3;o bastante penosa: sempre que os homens sabidos lhe diziam palavras dif&#xED;ceis, ele sa&#xED;a logrado. Sobressaltava-se escutando-as. Evidentemente s&#xF3; serviam para encobrir ladroeiras. Mas eram bonitas. &#xC0;s vezes decorava algumas e as empregava fora de prop&#xF3;sito.</italic></p></disp-quote>
<p>N&#xE3;o h&#xE1; d&#xFA;vidas de que a comunica&#xE7;&#xE3;o foi, e tem sido, uma das grandes armas para a consolida&#xE7;&#xE3;o do sistema capitalista e do processo de aliena&#xE7;&#xE3;o; ela cria mitos, imp&#xF5;e valores, necessidades, cria cultura a servi&#xE7;o e interesse do capital, cria, como afirmou Guareschi (1991, p.7), &#x201C;o homem programado, fruto do para&#xED;so do mon&#xF3;logo da mercantiliza&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. O monop&#xF3;lio da grande m&#xED;dia em m&#xE3;os privadas, como no caso brasileiro, tem contribu&#xED;do para a condu&#xE7;&#xE3;o de processos pol&#xED;ticos que n&#xE3;o contemplam a diversidade e a diverg&#xEA;ncia de posi&#xE7;&#xF5;es existentes no Brasil, atendendo a interesses de monop&#xF3;lios exercidos por grupos que det&#xEA;m o poder e que apoiam e s&#xE3;o apoiados por for&#xE7;as conservadoras.</p>
<p>Nesse sentido, s&#xE3;o esclarecedoras as contribui&#xE7;&#xF5;es de <xref ref-type="bibr" rid="B7">Gramsci (1989</xref>, p. 13) ao destacar que os intelectuais t&#xEA;m uma importante fun&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tico-social, j&#xE1; que a media&#xE7;&#xE3;o profissional dificilmente se separa da media&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica. Em sua obra &#x201C;Os intelectuais e a organiza&#xE7;&#xE3;o da cultura&#x201D; relata, de forma detalhada, como, ao longo da hist&#xF3;ria, a classe dominante tem produzido intelectuais que exercem o monop&#xF3;lio da dire&#xE7;&#xE3;o cultural, importante base para a manuten&#xE7;&#xE3;o de sua hegemonia.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B9">iamamoto (2007)</xref>, na mesma perspectiva, destaca a necessidade que o capital tem de criar uma cultura para consolidar-se e reafirmar-se sistematicamente, ressaltando o car&#xE1;ter contradit&#xF3;rio dos processos de reprodu&#xE7;&#xE3;o. Sem d&#xFA;vida, a autora n&#xE3;o resume a cultura &#xE0; linguagem, contudo ela passa pelo modo como os sujeitos acessam a informa&#xE7;&#xE3;o e formam opini&#xF5;es.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B5">Dreifuss (1986)</xref>, por sua vez, numa obra cl&#xE1;ssica, faz uma an&#xE1;lise profunda de como as elites org&#xE2;nicas capitalistas lideram e viabilizam seu projeto pol&#xED;tico, atrav&#xE9;s de t&#xE1;ticas e estrat&#xE9;gias, rela&#xE7;&#xF5;es de for&#xE7;a e poder onde se incluem amplos processos de coopta&#xE7;&#xE3;o e manipula&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Para Dreifuss, as elites org&#xE2;nicas agem na realidade, como mediadoras que predisp&#xF5;em a classe dominante para a luta pol&#xED;tica, atrav&#xE9;s da forma&#xE7;&#xE3;o de blocos de poder ou de frentes m&#xF3;veis de a&#xE7;&#xE3;o, articulando os momentos pol&#xED;tico-ideol&#xF3;gico-coercitivos (dimens&#xE3;o estatal e interven&#xE7;&#xE3;o no conflito social), traduzindo as necessidades da produ&#xE7;&#xE3;o para o plano da a&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica e sua viabiliza&#xE7;&#xE3;o em n&#xED;vel institucional. As manifesta&#xE7;&#xF5;es que se expressaram no Brasil em favor do <italic>impeachment</italic> da presidenta Dilma, eleita pelo voto direto popular, orquestradas por grupos conservadores, amplamente apoiadas pela m&#xED;dia burguesa, s&#xE3;o contraprova desse tipo de processo. Esse conservadorismo latente, que tomou forma mais vis&#xED;vel naquele momento, vem se acentuando com repercuss&#xF5;es dram&#xE1;ticas como os percentuais elevados de inten&#xE7;&#xE3;o de votos para a presid&#xEA;ncia da rep&#xFA;blica em Jair Bolsonaro, notadamente homof&#xF3;bico, antifeminista, racista e defensor do acirramento do estado penal. Nem mesmo &#xE0; direita e a m&#xED;dia de massa a ela associada interessa a elei&#xE7;&#xE3;o de Bolsonaro, mas esse grupo que, perdendo as elei&#xE7;&#xF5;es, valeu-se de um golpe para tomar o poder, entre suas estrat&#xE9;gias ideol&#xF3;gicas, instigou o antipetismo, cujas repercuss&#xF5;es impactaram nas elei&#xE7;&#xF5;es municipais no Brasil, em 2016, quando houve um crescimento acentuado de vit&#xF3;ria da direita em &#xE2;mbito municipal, no pa&#xED;s.</p>
<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B5">Dreifuss (1986</xref>, p. 27), &#xE9; a a&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tico-ideol&#xF3;gica das elites org&#xE2;nicas que permite a polariza&#xE7;&#xE3;o, sob seu controle, de fra&#xE7;&#xF5;es subalternas. Na verdade, as elites org&#xE2;nicas s&#xE3;o para o autor &#x201C;o estado maior da classe dominante, n&#xE3;o s&#xF3; respons&#xE1;veis pelo planejamento estrat&#xE9;gico de classe, mas tamb&#xE9;m pela formula&#xE7;&#xE3;o dos principais lineamentos da a&#xE7;&#xE3;o e de toda a sua dire&#xE7;&#xE3;o&#x201D;.</p>
<p>Respons&#xE1;veis pela formula&#xE7;&#xE3;o e desenvolvimento de um discurso pol&#xED;tico-ideol&#xF3;gico, apresentado n&#xE3;o s&#xF3; como do interesse coletivo do capital, mas da na&#xE7;&#xE3;o, as elites org&#xE2;nicas procuram transformar as contradi&#xE7;&#xF5;es do sistema e os antagonismos de classe em simples diferen&#xE7;as pass&#xED;veis de reconcilia&#xE7;&#xE3;o, de forma que seu &#x201C;argumento l&#xF3;gico&#x201D; apare&#xE7;a como express&#xE3;o da consci&#xEA;ncia nacional e exig&#xEA;ncia societ&#xE1;ria. Nessa dire&#xE7;&#xE3;o, os discursos sobre viol&#xEA;ncia e desigualdades s&#xE3;o deslocados de suas caudas e tratados unicamente como um problema de seguran&#xE7;a p&#xFA;blica, a&#xE7;&#xF5;es policialescas e culpabiliza&#xE7;&#xE3;o dos sujeitos, especialmente os mais vulner&#xE1;veis por sua condi&#xE7;&#xE3;o de classe, g&#xEA;nero, etnia, ciclo vital. Novamente, o exemplo concreto dos movimentos conservadores, que buscam arvorar-se de representantes da opini&#xE3;o popular, s&#xE3;o contraprova hist&#xF3;rica do que argumenta Dreifuss, embora manifestem express&#xF5;es de recusa &#xE0; diversidade, reclamam para si a defesa da &#xE9;tica, ou embora se instituam como defensores da democracia abrigam aqueles que defendem a ditadura, utilizam-se de s&#xED;mbolos como a bandeira do Brasil, num apelo nacionalista, mas impedem a express&#xE3;o de s&#xED;mbolos de partidos pol&#xED;ticos, movimentos sociais e organiza&#xE7;&#xF5;es populares, nos seus movimentos, sob a justificativa de seu car&#xE1;ter &#x201C;apol&#xED;tico&#x201D; e &#x201C;neutro&#x201D;, como se n&#xE3;o representassem a posi&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica de uma classe, na encarni&#xE7;ada luta de classes, para utilizar uma express&#xE3;o de Lenin.</p>
<p>Mas, se por um lado, a comunica&#xE7;&#xE3;o reproduz aliena&#xE7;&#xE3;o, instiga a mercantiliza&#xE7;&#xE3;o, manipula opini&#xF5;es e distorce fatos, por outro, &#xE9; atrav&#xE9;s da comunica&#xE7;&#xE3;o e das mais diversas formas de linguagem que estabelecemos rela&#xE7;&#xF5;es que nos possibilitam provocar reflex&#xF5;es, trabalhar processos de conscientiza&#xE7;&#xE3;o, reproduzir tamb&#xE9;m as riquezas socialmente constru&#xED;das pela humanidade. &#xC9; atrav&#xE9;s da comunica&#xE7;&#xE3;o que veiculamos nossos pensamentos, nossas cr&#xED;ticas, nossas experi&#xEA;ncias e conhecimentos, o que expressa o car&#xE1;ter tamb&#xE9;m contradit&#xF3;rio dos processos de reprodu&#xE7;&#xE3;o. Se a reprodu&#xE7;&#xE3;o da aliena&#xE7;&#xE3;o se verifica para manter o <italic>status quo,</italic> a reprodu&#xE7;&#xE3;o viabiliza, como contrapartida, a transmiss&#xE3;o da cultura, da riqueza simb&#xF3;lica, do trabalho humano historicamente constru&#xED;do. Como instrumento, portanto, a comunica&#xE7;&#xE3;o pode servir &#xE0; aliena&#xE7;&#xE3;o e &#xE0; domina&#xE7;&#xE3;o, mas tamb&#xE9;m para viabilizar a sua supera&#xE7;&#xE3;o, ampliando acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o e instigando a forma&#xE7;&#xE3;o de uma consci&#xEA;ncia cr&#xED;tica.</p>
<p>Um exemplo brilhante de criatividade no uso da comunica&#xE7;&#xE3;o foi apresentado por <xref ref-type="bibr" rid="B3">Chau&#xED; (1993</xref>, p.44-45) ao relatar a experi&#xEA;ncia do &#x201C;dia da amn&#xE9;sia&#x201D;, decidido pelos oper&#xE1;rios da COSIPA, nos anos 1970, em plena ditadura militar.</p>
<p>Para entrar diariamente na COSIPA, os oper&#xE1;rios deveriam apresentar documentos de identifica&#xE7;&#xE3;o. A entrada e sa&#xED;da se faziam em turnos fixos, durante 24 horas, pois os altos fornos n&#xE3;o podiam ser apagados. Sendo zona de &#x201C;seguran&#xE7;a nacional&#x201D;, seus oper&#xE1;rios permaneciam sob constante vigil&#xE2;ncia e n&#xE3;o lhes era permitido qualquer forma interna de organiza&#xE7;&#xE3;o, nem de controle do trabalho. A informa&#xE7;&#xE3;o era controlada e as rela&#xE7;&#xF5;es entre trabalhadores vigiada. Sem imprensa pr&#xF3;pria e com um sindicato cooptado pela classe dominante, os oper&#xE1;rios da COSIPA criaram uma imprensa alternativa para a prepara&#xE7;&#xE3;o da greve, que n&#xE3;o p&#xF4;de ser reprimida nem punida.</p>
<p>Eles usaram as portas dos banheiros como folhas de jornal ou boletins informativos; escritos a serem apagados pelos &#xFA;ltimos oper&#xE1;rios a usar os banheiros, ao final de cada turno. No &#x201C;dia da amn&#xE9;sia&#x201D; todos os oper&#xE1;rios, diz Chau&#xED;, tiveram um repentino esquecimento, esqueceram em casa o documento de identifica&#xE7;&#xE3;o. Isso significou a forma&#xE7;&#xE3;o de longas filas para a identifica&#xE7;&#xE3;o minuciosa de milhares de trabalhadores, interrompendo os turnos, paralisando atividades, at&#xE9; que os altos fornos fossem atingidos. Diante da situa&#xE7;&#xE3;o, a dire&#xE7;&#xE3;o da empresa foi obrigada a negociar com os grevistas, que perante a lei n&#xE3;o eram grevistas.</p>
<p>Cabe esclarecer que, ao nos referirmos &#xE0; comunica&#xE7;&#xE3;o como processo social, estamos abordando desde a compatibiliza&#xE7;&#xE3;o da linguagem entre t&#xE9;cnicos e usu&#xE1;rios ou entre &#xE1;reas diversas do conhecimento, em processos interdisciplinares dos quais participamos, at&#xE9; formas comuns ou criativas de comunica&#xE7;&#xE3;o (elabora&#xE7;&#xE3;o de boletins, jornais, uso de megafones, v&#xED;deos, pain&#xE9;is, folders, aparelhos de comunica&#xE7;&#xE3;o de massa, &#x201C;portas de banheiro&#x201D;, etc.). Importa, na verdade, o reconhecimento e a valoriza&#xE7;&#xE3;o do processo de comunica&#xE7;&#xE3;o enquanto tal, para viabilizar a socializa&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es, conhecimentos, sem os quais os demais processos n&#xE3;o se operacionalizam (<xref ref-type="bibr" rid="B17">PRATES, 2003</xref>).</p>
</sec>
<sec>
<title>Informa&#xE7;&#xE3;o e gest&#xE3;o participativa</title>
<p>Entendemos gest&#xE3;o como um processo que articula forma e conte&#xFA;do, pensamento e a&#xE7;&#xE3;o para conduzir investiga&#xE7;&#xF5;es, a&#xE7;&#xF5;es ou organiza&#xE7;&#xF5;es, visando &#xE0; consecu&#xE7;&#xE3;o de determinados fins, de acordo com o interesse de indiv&#xED;duos, grupos, organiza&#xE7;&#xF5;es ou classes. Como espa&#xE7;o de a&#xE7;&#xE3;o, est&#xE1; intimamente vinculada &#xE0;s quest&#xF5;es axiol&#xF3;gicas e a um projeto pol&#xED;tico, expl&#xED;cito ou n&#xE3;o, pois traz em seu conte&#xFA;do e na forma como se concretiza uma vis&#xE3;o de homem (sujeito ou objeto), de sociedade (de igualdade ou de exclus&#xE3;o) e finalidade (interesse de minorias ou da maioria). Podemos subdividi-la em apenas dois grandes grupos, se considerarmos a distribui&#xE7;&#xE3;o do poder, em especial o processo decis&#xF3;rio (<xref ref-type="bibr" rid="B15">PRATES, 1995</xref>).</p>
<p>A gest&#xE3;o concentradora pode ser definida como aquela em que o poder decis&#xF3;rio cabe &#xE0; minoria, seja na figura de um dirigente, administrador, pesquisador, uma equipe t&#xE9;cnica, um grupo ou uma classe social. Utiliza-se de a&#xE7;&#xF5;es estrat&#xE9;gicas para a consecu&#xE7;&#xE3;o de seus fins, de forma a manter a pseudolegitimidade e o controle do processo. Pode at&#xE9; conceder espa&#xE7;os de participa&#xE7;&#xE3;o, desde que no seu entendimento n&#xE3;o ponha em risco a hegemonia de quem det&#xE9;m o poder. A este tipo de gest&#xE3;o, caracterizada por uma distribui&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o igualit&#xE1;ria de poder e uma rela&#xE7;&#xE3;o predominantemente unilateral de domina&#xE7;&#xE3;o, <xref ref-type="bibr" rid="B6">Faria (1985)</xref> chama de heterogest&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B15">PRATES, 1995</xref>).</p>
<p>A gest&#xE3;o estrat&#xE9;gico-participativa tem como base o homem sujeito, com igualdade de direitos para interferir em todas as etapas do processo em especial no que concerne &#xE0; decis&#xE3;o. Organiza-se atrav&#xE9;s de a&#xE7;&#xF5;es estrat&#xE9;gicas, descentralizando o poder, ampliando e incentivando os canais de participa&#xE7;&#xE3;o e os demais processos sociais que a comp&#xF5;em. Sua express&#xE3;o m&#xE1;xima seria a autogest&#xE3;o.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B12">Marx (1989)</xref> esclarece que em todo o trabalho coletivo h&#xE1; a necessidade de uma dire&#xE7;&#xE3;o que articule as atividades individuais e responda &#xE0;s fun&#xE7;&#xF5;es de todo o organismo produtivo. Por&#xE9;m, esta fun&#xE7;&#xE3;o natural, na medida em que se desenvolve o processo de coopera&#xE7;&#xE3;o, assume o car&#xE1;ter de domina&#xE7;&#xE3;o. Aduz <xref ref-type="bibr" rid="B12">Marx (1989</xref>, p. 330) que:</p> <disp-quote>
<p>Essa fun&#xE7;&#xE3;o de dirigir, superintender e mediar assume-a o capital logo que o trabalho a ele subordinado se torna cooperativo (&#x2026;). Antes de tudo, o motivo que impele e o objetivo que determina o processo de produ&#xE7;&#xE3;o capitalista &#xE9; a maior expans&#xE3;o poss&#xED;vel do pr&#xF3;prio capital, isto &#xE9; a maior produ&#xE7;&#xE3;o poss&#xED;vel de maisvalia, portanto, a maior explora&#xE7;&#xE3;o poss&#xED;vel da for&#xE7;a de trabalho. Com a quantidade dos trabalhadores simultaneamente empregados, cresce sua resist&#xEA;ncia e, com ela, necessariamente, a press&#xE3;o do capital para dominar essa resist&#xEA;ncia.</p></disp-quote>
<p>Afirmando que a coopera&#xE7;&#xE3;o &#xE9; a forma fundamental do modo de produ&#xE7;&#xE3;o capitalista, <xref ref-type="bibr" rid="B12">Marx (1989</xref>, p. 382) ressalta que, ao entrar no processo de trabalho, o trabalhador deixa de pertencer a si mesmo e sua coopera&#xE7;&#xE3;o &#xE9; incorporada a &#x201C;um organismo que trabalha representa apenas uma forma especial de exist&#xEA;ncia do capital&#x201D;. Por&#xE9;m, a conex&#xE3;o entre as fun&#xE7;&#xF5;es que exercem, formando o organismo produtivo, devido &#xE0; aliena&#xE7;&#xE3;o do trabalho, lhes aparece idealmente como plano e praticamente como autoridade do capitalista. E continua <xref ref-type="bibr" rid="B12">Marx (1989</xref>, p. 385):</p> <disp-quote>
<p>Com o desenvolvimento, o capitalista se desfaz da fun&#xE7;&#xE3;o de supervis&#xE3;o direta e cont&#xED;nua dos trabalhadores isolados entregando-a a um tipo especial de assalariados. Do mesmo modo que um ex&#xE9;rcito, a massa de trabalhadores que trabalha em conjunto sob o comando do mesmo capital precisa de oficiais superiores (dirigentes, gerentes) e suboficiais (contramestres, inspetores, capatazes, feitores), que, durante o processo de trabalho, comandam em nome do capital.</p></disp-quote>
<p>As pr&#xE1;ticas conselhistas, por exemplo, se configuram como um tipo de gest&#xE3;o intermedi&#xE1;ria, na medida em que n&#xE3;o podem ser categorizadas nem como concentradoras (heterogest&#xE3;o), nem como radicalmente democr&#xE1;ticas (autogest&#xE3;o); caracterizam-se, portanto, como cogest&#xE3;o.</p>
<p>Mesmo considerando-se o esfor&#xE7;o de diversos munic&#xED;pios para implantar os conselhos, o hist&#xF3;rico brasileiro, marcado por processos autorit&#xE1;rios, por longos per&#xED;odos de colonialismo, escravismo, ditatura e por pol&#xED;ticas populistas, que inibiram a solidifica&#xE7;&#xE3;o de uma cultura de participa&#xE7;&#xE3;o, tem dificultado a consolida&#xE7;&#xE3;o desses importantes processos, que, a partir do governo ileg&#xED;timo de Michel Temer, perde for&#xE7;a. Associado a estes aspectos, estudos realizados acerca da realidade de muitos munic&#xED;pios brasileiros mostram que ainda se evidenciam processos cujo interesse se restringe a manter uma pseudoparticipa&#xE7;&#xE3;o com o &#xFA;nico intuito de legitimar processos decididos verticalmente. A falta do exerc&#xED;cio da participa&#xE7;&#xE3;o faz com que muitos conselhos sejam manipulados e reproduzam rela&#xE7;&#xF5;es autorit&#xE1;rias. Nesse sentido, os estudos e pesquisas, realizados para dar mais visibilidade a esses processos, t&#xEA;m import&#xE2;ncia fundamental, assim como a fun&#xE7;&#xE3;o de vigil&#xE2;ncia que precisa ser consolidada nos &#xE2;mbitos estaduais e municipais, especialmente para subsidiar com dados concretos a tomada de decis&#xE3;o pelos conselhos gestores. Por outro lado, o reconhecimento e a valoriza&#xE7;&#xE3;o de outras alternativas para articula&#xE7;&#xE3;o a partir das quais os sujeitos possam capacitar-se no exerc&#xED;cio da democracia, exigindo, desta forma, o espa&#xE7;o que lhes cabe na dire&#xE7;&#xE3;o dos rumos da pol&#xED;tica, s&#xE3;o igualmente necess&#xE1;rios.</p>
<p>A pr&#xE1;tica conselhista pressup&#xF5;e uma a&#xE7;&#xE3;o compartilhada entre governo e sociedade, atrav&#xE9;s da representa&#xE7;&#xE3;o dos diversos segmentos e inst&#xE2;ncias que planejam, decidem e fiscalizam a implementa&#xE7;&#xE3;o da pol&#xED;tica de forma conjunta.</p>
<p>A sua implementa&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o garante o processo de democratiza&#xE7;&#xE3;o do poder, mas, como espa&#xE7;o institu&#xED;do, possibilita o desenvolvimento de processos sociais, logo, de contra-hegemonia, considerando que a partir da participa&#xE7;&#xE3;o os representantes da sociedade capacitam-se, informam-se, desenvolvem a consci&#xEA;ncia cr&#xED;tica, reconhecem seu direito e suas possibilidades de contribuir e, por fim, tem a fun&#xE7;&#xE3;o de fiscalizar.</p>
<p>&#xC9; fundamental, portanto, para o desenvolvimento das pr&#xE1;ticas conselhistas: problematizar o significado de ser representante, trabalhar o acesso qualificado &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o, viabilizar processos de capacita&#xE7;&#xE3;o que instiguem amplia&#xE7;&#xE3;o da consci&#xEA;ncia e das cadeias de media&#xE7;&#xF5;es que auxiliem na movimenta&#xE7;&#xE3;o dos saberes constru&#xED;dos.</p>
<p>No que concerne &#xE0;s redes, a amplia&#xE7;&#xE3;o de canais para participa&#xE7;&#xE3;o da popula&#xE7;&#xE3;o usu&#xE1;ria e mesmo a democratiza&#xE7;&#xE3;o interna nas inst&#xE2;ncias executivas s&#xE3;o fundamentais para facilitar um processo de reelabora&#xE7;&#xE3;o coletiva, o que tamb&#xE9;m pressup&#xF5;e acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o e ao conhecimento, divis&#xE3;o de saberes e poderes. Mas, para al&#xE9;m da constitui&#xE7;&#xE3;o das redes, s&#xE3;o necess&#xE1;rias &#xE0; sua qualifica&#xE7;&#xE3;o e legitima&#xE7;&#xE3;o. A qualifica&#xE7;&#xE3;o pressup&#xF5;e capacita&#xE7;&#xE3;o sistem&#xE1;tica, consolida&#xE7;&#xE3;o de espa&#xE7;os de decis&#xE3;o e controle, parcerias para somar esfor&#xE7;os, reconhecimento de que, como processo, precisa ser constantemente objeto de problematiza&#xE7;&#xE3;o, reavalia&#xE7;&#xE3;o e supera&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>&#xC9; importante considerar que as pol&#xED;ticas sociais s&#xE3;o pol&#xED;ticas contradit&#xF3;rias, que se constituem em estrat&#xE9;gias de conforma&#xE7;&#xE3;o, mas tamb&#xE9;m, como contraponto, s&#xE3;o espa&#xE7;os de luta, organiza&#xE7;&#xE3;o e resist&#xEA;ncia, atendem aos interesses do capital, mas tamb&#xE9;m &#xE0;s demandas da classe trabalhadora. Nosso grande desafio &#xE9; exatamente potencializar seu aspecto emancipador, em detrimento das formas hist&#xF3;ricas de depend&#xEA;ncia e conformismo (<xref ref-type="bibr" rid="B15">PRATES, 1995</xref>).</p>
<p>Ainda no que concerne &#xE0;s redes n&#xE3;o s&#xF3; de servi&#xE7;os, mas virtuais, que viabilizam, via internet, &#x201C;a circula&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es, democratizando-as, por outro lado, contribuem para modificar as formas de luta ou at&#xE9; mesmo para confinar o sujeito pol&#xED;tico ao circuito interno da casa, em detrimento da rua, palco de tantas lutas&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B20">VIANA, 2000</xref>, p. 51). Se por um lado viabilizam a aproxima&#xE7;&#xE3;o e o acesso de muitos sujeitos a conte&#xFA;dos diversos e a sua mobiliza&#xE7;&#xE3;o para a&#xE7;&#xF5;es solid&#xE1;rias de classe, ou mesmo lutas por direitos, por outro lado, tamb&#xE9;m, veiculam a&#xE7;&#xF5;es coletivas calcadas na intoler&#xE2;ncia e no &#xF3;dio, como redes que articulam pr&#xE1;ticas &#x201C;segregacionistas contra negros, homossexuais, judeus, nordestinos, entre outros estratos ou grupos sociais&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B20">VIANA, 2000</xref>, p. 52). Al&#xE9;m desse aspecto, a falta da observa&#xE7;&#xE3;o da fidedignidade das fontes de informa&#xE7;&#xE3;o, muitas vezes, faz com que sejam socializadas vers&#xF5;es reducionistas acerca de processos complexos ou mesmo informa&#xE7;&#xF5;es equivocadas sobre fen&#xF4;menos e situa&#xE7;&#xF5;es. O conhecimento superficial pautado no senso comum, sem o necess&#xE1;rio adensamento de reflex&#xF5;es, &#xE9; muitas vezes estimulado por esse acesso r&#xE1;pido, por&#xE9;m pouco profundo. O necess&#xE1;rio equil&#xED;brio entre extens&#xE3;o e profundidade &#xE9; essencial para que possamos aproveitar as vantagens do desenvolvimento tecnol&#xF3;gico, sem negar suas contradi&#xE7;&#xF5;es inclusivas.</p>
<p>&#xC9; preciso, portanto, reconhecer o car&#xE1;ter contradit&#xF3;rio das redes sociais e n&#xE3;o v&#xEA;-las apenas como espa&#xE7;os de avan&#xE7;o no acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o e conhecimento, sem desmerecer a import&#xE2;ncia da apropria&#xE7;&#xE3;o e uso dessa ferramenta e espa&#xE7;o de articula&#xE7;&#xE3;o, viabilizados pelo avan&#xE7;o tecnol&#xF3;gico. Portanto, n&#xE3;o h&#xE1; como negar o impacto e o alcance dessa nova forma de comunica&#xE7;&#xE3;o, logo, ocupar esse espa&#xE7;o, direcionando-o para a defesa de valores que reconhe&#xE7;am a diversidade e o direito de todos &#xE0; equidade, &#xE9; fundamental.</p>
<p>A gest&#xE3;o da informa&#xE7;&#xE3;o se constitui por processos de busca, identifica&#xE7;&#xE3;o, classifica&#xE7;&#xE3;o, processamento, armazenagem e dissemina&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es, nos diversos formatos e meios onde se encontrem os dados e conte&#xFA;dos que interessam aos processos de trabalho, &#xE0; gest&#xE3;o e &#xE0; produ&#xE7;&#xE3;o de conhecimentos, sejam eles registrados em documentos f&#xED;sicos ou digitais; tem por objetivo fazer com que as informa&#xE7;&#xF5;es cheguem &#xE0;s pessoas que necessitam delas, para tomar decis&#xF5;es com a clareza necess&#xE1;ria e no momento certo.</p>
<p>Mas o dado bruto, mesmo relevante e atualizado, por si s&#xF3; n&#xE3;o produz conhecimento, portanto a gest&#xE3;o da informa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; fundamental para que se possa efetivar a gest&#xE3;o do conhecimento, que pressup&#xF5;e a media&#xE7;&#xE3;o de teorias explicativas.</p>
<p>A gest&#xE3;o do conhecimento, por sua vez, ir&#xE1; possibilitar a gest&#xE3;o da intelig&#xEA;ncia, ou seja, as condi&#xE7;&#xF5;es para que a tomada de decis&#xE3;o possa ser realizada com maior brevidade, com base em subs&#xED;dios concretos e considerando m&#xFA;ltiplos aspectos, no intuito de que tenham maior efetividade. As pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas cada vez mais valorizam a gest&#xE3;o da informa&#xE7;&#xE3;o, raz&#xE3;o pela qual t&#xEA;m institu&#xED;do departamentos espec&#xED;ficos para cumprir essa fun&#xE7;&#xE3;o e criado fluxos e ferramentas informacionais, para que as etapas que comp&#xF5;em esse processo sejam realizadas de modo mais adequado. At&#xE9; mesmo profiss&#xF5;es est&#xE3;o sendo criadas para dar conta de tal processo, dado o reconhecimento de sua relev&#xE2;ncia, contudo, trata-se de uma compet&#xEA;ncia, n&#xE3;o &#xE9; atribui&#xE7;&#xE3;o privativa de nenhuma &#xE1;rea ou profiss&#xE3;o espec&#xED;fica. Por&#xE9;m, n&#xE3;o nos esque&#xE7;amos tamb&#xE9;m que a informa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; meio e n&#xE3;o fim &#xFA;ltimo para que n&#xE3;o incorramos em reducionismos bastante comuns em tempos de supervaloriza&#xE7;&#xE3;o da tecnologia (<xref ref-type="bibr" rid="B18">PRATES, 2014</xref>).</p>
<p>Contudo, &#xE9; preciso reconhecer que a informa&#xE7;&#xE3;o fundamentada, trabalhada e direcionada por um projeto pol&#xED;tico emancipat&#xF3;rio &#xE9; instrumento essencial para o controle social e para a democracia, processos muito caros a todos n&#xF3;s que almejamos a constru&#xE7;&#xE3;o de novos patamares de sociabilidade.</p>
<p>&#xC9; pertinente esclarecer que n&#xE3;o estamos aqui falando de processos democr&#xE1;ticos fetichizados, utilizados para justificar a guerra e a intoler&#xE2;ncia em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; diversidade e &#xE0; autonomia dos povos, mas numa perspectiva diametralmente oposta, conforme entende <xref ref-type="bibr" rid="B4">Coutinho (1997)</xref>, como sin&#xF4;nimo de soberania popular. Segundo o autor, &#x201C;podemos defini-la como a presen&#xE7;a efetiva das condi&#xE7;&#xF5;es sociais e institucionais que possibilitam ao conjunto dos cidad&#xE3;os a participa&#xE7;&#xE3;o ativa na forma&#xE7;&#xE3;o do governo e, em consequ&#xEA;ncia, no controle da vida social&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B4">COUTINHO, 1997</xref>, p. 145).</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B2">Bor&#xF3;n (2003)</xref>, na mesma perspectiva, diferencia a concep&#xE7;&#xE3;o de democracia que considera em primeiro lugar o trabalho e as necessidades humanas das concep&#xE7;&#xF5;es que a reduzem a uma mera forma desprovida de conte&#xFA;do ou a um sistema de regras e procedimentos que n&#xE3;o reconhecem as determina&#xE7;&#xF5;es impostas pelas condi&#xE7;&#xF5;es hist&#xF3;rico-sociais. Argumenta que, no auge do neoliberalismo, existe uma preocupa&#xE7;&#xE3;o quase obsessiva em definir a democracia como um procedimento e um valor universal descontextualizado das condi&#xE7;&#xF5;es hist&#xF3;ricas de sua produ&#xE7;&#xE3;o, para que represente uma concep&#xE7;&#xE3;o &#x201C;a-hist&#xF3;rica&#x201D;, esvaziada de conte&#xFA;do pol&#xED;tico e ideol&#xF3;gico. Complementando, ressalta que a tentativa de ocultar ou desconhecer o car&#xE1;ter de classe que consubstancia as democracias concretas existentes permite evitar o aprofundamento e a cr&#xED;tica sobre os conte&#xFA;dos que as fundamentam.</p>
<p>Avaliando as necessidades da Am&#xE9;rica Latina, ressalta <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bor&#xF3;n (2003</xref>, p. 47-48) que &#x201C;(&#x2026;) la noci&#xF3;n misma de democracia contiene ya una cr&#xED;tica a la realmente existente, entendiendo la democracia como proyecto de autogobierno de los productores superador de las condiciones de explotaci&#xF3;n y de desigualdad realmente existentes. E conclui afirmando que uma democracia integral e substantiva requer necessariamente &#x201C;una formaci&#xF3;n social caracterizada por un nivel relativamente elevado, aunque hist&#xF3;ricamente variable, de bienestar material y de igualdad econ&#xF3;mica, social y jur&#xED;dica&#x201D; que permita o desenvolvimento das capacidades dos sujeitos e a express&#xE3;o plural que caracteriza a vida social e a efetiva garantia de diretos, al&#xE9;m das condi&#xE7;&#xF5;es objetivas que permitam o seu exerc&#xED;cio na vida cotidiana (<xref ref-type="bibr" rid="B2">BOR&#xD3;N, 2003</xref>, p. 55).</p>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>&#xC0; guisa de uma breve conclus&#xE3;o</title>
<p>Como bem destaca <xref ref-type="bibr" rid="B9">Iamamoto (2007)</xref>, a apreens&#xE3;o da quest&#xE3;o social, enquanto parte constitutiva das rela&#xE7;&#xF5;es sociais capitalistas, exige, para o seu enfrentamento, um processo de luta pela democratiza&#xE7;&#xE3;o da economia, da pol&#xED;tica, da cultura, na constru&#xE7;&#xE3;o da esfera p&#xFA;blica.</p>
<p>Esse processo passa pela amplia&#xE7;&#xE3;o da participa&#xE7;&#xE3;o que s&#xF3; pode ser substancial quando instru&#xED;da por uma informa&#xE7;&#xE3;o consistente, que possa subsidiar a conforma&#xE7;&#xE3;o de redes de media&#xE7;&#xF5;es (conhecimento) ampliando-as. A informa&#xE7;&#xE3;o e a gest&#xE3;o da informa&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o de fundamental import&#xE2;ncia para a democratiza&#xE7;&#xE3;o do conjunto das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, mas a sua efetiva socializa&#xE7;&#xE3;o e decodifica&#xE7;&#xE3;o s&#xE3;o essenciais para que possam subsidiar a tomada de decis&#xE3;o pelo coletivo dos participantes de conselhos, f&#xF3;runs, confer&#xEA;ncias e outros espa&#xE7;os de participa&#xE7;&#xE3;o popular, potencializando-os.</p>
<p>O desenvolvimento tecnol&#xF3;gico e a possibilidade de acesso a muitas informa&#xE7;&#xF5;es, a bem-vinda inclus&#xE3;o digital e a amplia&#xE7;&#xE3;o da conectividade s&#xE3;o elementos importantes nesse processo, mas s&#xE3;o apenas ferramentas, portanto seu car&#xE1;ter contradit&#xF3;rio precisa ser destacado, desfetichizando a centralidade da t&#xE9;cnica em detrimento do que a fundamenta e aporta a necess&#xE1;ria dire&#xE7;&#xE3;o social para sua utiliza&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Reconhecemos, portanto, a relev&#xE2;ncia que ocupa a gest&#xE3;o da informa&#xE7;&#xE3;o no conjunto do processo de gest&#xE3;o das pol&#xED;ticas brasileiras, no entanto entendemos que, para al&#xE9;m do uso de sistemas e t&#xE9;cnicas, &#xE9; muito importante envidar esfor&#xE7;os no sentido de trabalhar a interpreta&#xE7;&#xE3;o sistem&#xE1;tica dos dados e fundament&#xE1;-las a partir de teorias explicativas que contemplem a totalidade, em seu movimento hist&#xF3;rico e contradit&#xF3;rio, para que a gest&#xE3;o do conhecimento seja processada numa dire&#xE7;&#xE3;o definida e a tomada de decis&#xE3;o seja melhor instru&#xED;da para o atendimento dos interesses coletivos.</p>
<p>Por outro lado, &#xE9; preciso vencer as resist&#xEA;ncias dos profissionais na apropria&#xE7;&#xE3;o e uso de ferramentas que possam auxiliar nos processos de trabalho, atentos para que n&#xE3;o sejam utilizadas como meras formas de ampliar o sobretrabalho, mas tamb&#xE9;m como alternativas para potencializar processos emancipat&#xF3;rios para o desenvolvimento dos quais o acesso qualificado &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; essencial.</p>
<p>A mercantiliza&#xE7;&#xE3;o do conhecimento &#xE9; um processo que n&#xE3;o pode ser negado, n&#xE3;o &#xE9; por outra raz&#xE3;o que alguns te&#xF3;ricos entendem que vivemos uma etapa a qual chamam de capitalismo cognitivo, onde a principal ferramenta de trabalho &#xE9; o c&#xE9;rebro. A tese do capitalismo cognitivo pretende demonstrar que a teoria do valor est&#xE1; superada por entender que o trabalhador, no contexto atual, n&#xE3;o tem mais necessidade de instrumentos de trabalho (de capital fixo) que sejam postos &#xE0; sua disposi&#xE7;&#xE3;o pelo capital.</p>
<p>Em que pese o reducionismo dessa perspectiva de an&#xE1;lise, uma vez que a realidade concreta mostra a coexist&#xEA;ncia de trabalhos superespecializados e complexos com formas ainda muito arcaicas de trabalho, como o trabalho escravo e o trabalho infantil no mundo, dando provas de que ainda estamos longe de uma sociedade do conhecimento, h&#xE1; que se considerar a centralidade da informa&#xE7;&#xE3;o e do conhecimento no tempo presente e o impacto desse processo avassalador e, ao mesmo tempo, desafiador no mundo do trabalho e na vida dos sujeitos, processos estes permeados por profundas contradi&#xE7;&#xF5;es que buscamos muito brevemente desocultar nos limites desse artigo.</p>
<p>N&#xE3;o adianta, portanto, avan&#xE7;armos na produ&#xE7;&#xE3;o de dados e na sua articula&#xE7;&#xE3;o se o resultado desses processos se restringir a atender interesses particulares se sobrepondo aos coletivos para ampliar os lucros do capital, logo o acesso &#xE0; informa&#xE7;&#xE3;o precisa ser efetivamente democratizado de modo que privilegie o fortalecimento da participa&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Para concluir retomamos <xref ref-type="bibr" rid="B2">Bor&#xF3;n (2003</xref>, 60), que se reporta a Marx quando assinala: &#x201C;la burguesia francesa hizo la apoteosis del sable, y el sable mando sobre ella&#x201D;, e, parafrasendo o pensador alem&#xE3;o, diz: &#x201C;las burgues&#xED;as latinoamericanas hicieron la apoteosis de los mercados y los mercados mandaron (y mandan) sobre ellas. Y un estado que es el inerme reh&#xE9;n de los mercados jam&#xE1;s puede ser democr&#xE1;tico&#x201D;.</p>
<p>Desse modo, o n&#xFA;mero 1, volume 17, da revista Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre), ora apresentado aos leitores e leitoras, &#xE9; composto por 16 artigos, subdivididos em 5 eixos. Na abertura da revista, compondo o <bold>Eixo 1 - Prote&#xE7;&#xE3;o Social, Estado de Bem-Estar e Direitos Sociais</bold>, apresentam-se 3 artigos: o primeiro que abre a revista, cuja publica&#xE7;&#xE3;o apresenta-se em l&#xED;ngua espanhola e inglesa, intitula-se Reestructuraci&#xF3;n de los estados del bienestar. Cambios cuantitativos y cualitativos: el caso de Espa&#xF1;a e versa sobre a troca de paradigmas entre o estado protetor e o estado interventor, considerando como elementos de an&#xE1;lise os problemas a resolver, os objetivos a conseguir e as pol&#xED;ticas a empregar.</p>
<p>Dando prosseguimento, o segundo artigo que conforma esse eixo trata dos Direitos sociais, trabalho e crise social no Brasil, problematizando as principais ofensivas aos direitos dos trabalhadores brasileiros, ao mesmo tempo em que apresenta dados das principais greves e pautas da luta sindical como contraponto. Encerrando o primeiro eixo, apresenta-se o artigo Transformaciones en la matriz de protecci&#xF3;n uruguaya a inicios del siglo XXI, trazendo para a reflex&#xE3;o coletiva o debate acerca da matriz de prote&#xE7;&#xE3;o social uruguaia e destacando as transforma&#xE7;&#xF5;es que nela acontecem a partir da combina&#xE7;&#xE3;o entre interven&#xE7;&#xE3;o estatal com servi&#xE7;os semiprivatizados, focalizados e transit&#xF3;rios.</p>
<p>O <bold>Eixo 2 - Servi&#xE7;o Social, Hist&#xF3;ria e Trabalho</bold> articula tr&#xEA;s artigos. O primeiro, Antecedentes da reconceitua&#xE7;&#xE3;o Latino-Americana na Escola de Porto Alegre - RS, apresenta resultados da pesquisa Servi&#xE7;o Social, mem&#xF3;ria e reconceitua&#xE7;&#xE3;o latino-americana: antecedentes e express&#xF5;es na escola de Porto Alegre - RS. O estudo abarca a an&#xE1;lise de curr&#xED;culos, planos de disciplinas e categoriza&#xE7;&#xE3;o de 517 trabalhos de conclus&#xE3;o de curso, no per&#xED;odo entre 1948 a 1975. No mesmo eixo, sob o t&#xED;tulo de Servi&#xE7;o social e institui&#xE7;&#xF5;es participativas: apontamentos sobre a atua&#xE7;&#xE3;o profissional no apoio ao controle social, os autores aportam reflex&#xF5;es sobre as bases de interven&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social nas inst&#xE2;ncias de suporte ao controle social, a partir de indica&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;rico-interventivas. O terceiro artigo, intitulado O trabalho do/a assistente social na Unidade de Terapia Intensiva (UTI): a (in) visibilidade de suas a&#xE7;&#xF5;es x os processos de trabalho em equipe, problematiza os desvios ao trabalho do Assistente Social nesse espa&#xE7;o s&#xF3;cio- ocupacional particular.</p>
<p>O <bold>Eixo 3 - Direitos Humanos, Envelhecimento e Rualiza&#xE7;&#xE3;o</bold> apresenta mais tr&#xEA;s produ&#xE7;&#xF5;es, das quais duas trazem para o debate quest&#xF5;es relacionadas ao direito da popula&#xE7;&#xE3;o, enfocando, no primeiro artigo, a Organiza&#xE7;&#xE3;o do cuidado ao idoso dependente e, no segundo, O envelhecimento e as reformas no sistema de seguridade social no Brasil contempor&#xE2;neo. Os artigos problematizam as estrat&#xE9;gias de cuidado ao idoso bem como o discurso homogeneizador do processo de envelhecimento. O &#xFA;ltimo artigo, que fecha esse eixo, intitulado O fen&#xF4;meno popula&#xE7;&#xE3;o em situa&#xE7;&#xE3;o de rua enquanto fruto do capitalismo, situa o fen&#xF4;meno popula&#xE7;&#xE3;o em situa&#xE7;&#xE3;o de rua em seu contexto estrutural, debatendo as caracter&#xED;sticas desse segmento e a intr&#xED;nseca rela&#xE7;&#xE3;o entre o modo de produ&#xE7;&#xE3;o capitalista e a forma&#xE7;&#xE3;o e amplia&#xE7;&#xE3;o dos processos de rualiza&#xE7;&#xE3;o, constituindo parte integrante da superpopula&#xE7;&#xE3;o relativa.</p>
<p>Dando prosseguimento, apresenta-se o <bold>Eixo 4 - Neoliberalismo, Desenvolvimento e Gest&#xE3;o Urbana</bold>, composto por quatro artigos. O primeiro, As pr&#xE1;ticas do desenvolvimentismo brasileiro: Plano de Metas e Programa de Acelera&#xE7;&#xE3;o do Crescimento, fruto de estudo realizado pelo autor em est&#xE1;gio p&#xF3;s- doutoral, compara dois planos de desenvolvimento implantados no Brasil a partir das refer&#xEA;ncias do ide&#xE1;rio desenvolvimentista: o Plano de Metas e o Programa de Acelera&#xE7;&#xE3;o do Crescimento (PAC). O segundo artigo, Neoliberalismo e biopoder: o indiv&#xED;duo como empresa de si mesmo, busca demonstrar como a constitui&#xE7;&#xE3;o da ideologia neoliberal entrela&#xE7;a formas de viver e processos de governamentaliza&#xE7;&#xE3;o, apoiadas sobre as pol&#xED;ticas sociais com a assun&#xE7;&#xE3;o de orienta&#xE7;&#xF5;es para a gest&#xE3;o t&#xE9;cnica da pobreza inspiradas pela l&#xF3;gica do mercado, e conclui reconhecendo a fetichiza&#xE7;&#xE3;o da mercadoria for&#xE7;a de trabalho, os efeitos das pol&#xED;ticas sociais de orienta&#xE7;&#xE3;o neoliberal e a necess&#xE1;ria cria&#xE7;&#xE3;o de outras formas de coopera&#xE7;&#xE3;o produtiva de classe-para-si para a classe trabalhadora. O terceiro artigo que comp&#xF5;e esse eixo, intitulado A quest&#xE3;o regional no Neoliberalismo, como parte de uma pesquisa mais ampla sobre pol&#xED;ticas de desenvolvimento regional nos anos recentes no Brasil, evidencia que a mobilidade do capital e a externaliza&#xE7;&#xE3;o produtiva, nesse est&#xE1;gio do capitalismo, reconfiguram as rela&#xE7;&#xF5;es de domina&#xE7;&#xE3;o nas regi&#xF5;es, com expans&#xE3;o das fronteiras dos neg&#xF3;cios e amplia&#xE7;&#xE3;o da mercantiliza&#xE7;&#xE3;o da reprodu&#xE7;&#xE3;o social, o que aprofunda a degrada&#xE7;&#xE3;o do trabalho e a precariedade das condi&#xE7;&#xF5;es urbanas. Finalizando o eixo 4, apresenta-se o artigo Grandes projetos urban&#xED;sticos e governan&#xE7;a urbana: an&#xE1;lise do Programa Lagoas do Norte (PLN), em Teresina-PI, financiado pelo BIRD, problematizando o processo de gest&#xE3;o, cujo car&#xE1;ter das inst&#xE2;ncias e mecanismos de coordena&#xE7;&#xE3;o do programa se aproximam, segundo os autores, de um padr&#xE3;o gerencial com participa&#xE7;&#xE3;o social, de perfil colaborativo, direcionado para a efic&#xE1;cia, sustenta&#xE7;&#xE3;o e legitima&#xE7;&#xE3;o da interven&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>O <bold>Eixo 5 - Pol&#xED;tica Social e Sa&#xFA;de</bold>, que encerra esse n&#xFA;mero da revista Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre), &#xE9; composto por dois artigos; o primeiro, Pol&#xED;tica Social no Brasil: entre a l&#xF3;gica do direito e do personalismo, analisa, por meio de levantamento bibliogr&#xE1;fico e de an&#xE1;lise de discurso, o legado e a continuidade de pr&#xE1;ticas regidas pela l&#xF3;gica do favor e do personalismo no atual contexto de restri&#xE7;&#xE3;o de direitos, evidenciando aspectos da forma&#xE7;&#xE3;o s&#xF3;cio-hist&#xF3;rica brasileira, revitalizados nas rela&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blico-privadas. E por fim, o &#xFA;ltimo artigo que fecha essa edi&#xE7;&#xE3;o da revista intitula-se Reflex&#xF5;es sobre a sa&#xFA;de enquanto leg&#xED;tima expectativa e direito do cidad&#xE3;o, as prioridades e dever do Estado e aborda os limites estruturais para a materializa&#xE7;&#xE3;o de uma efetiva pol&#xED;tica de sa&#xFA;de que cumpra com o dever do estado e atenda as reais necessidades do cidad&#xE3;o.</p>
<p>Esperamos que os estudos e reflex&#xF5;es apresentados subsidiem debates e instiguem novas problematiza&#xE7;&#xF5;es. Desejamos a todos e todas boa leitura!</p>
<p><italic>A Editora</italic></p>
<p>Porto Alegre, inverno de 2018.</p>
</sec></body>
<back>
<ref-list>
<title>Refer&#xEA;ncias</title>
<ref id="B1">
<element-citation publication-type="other">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>AGNOLETTO</surname><given-names>Gabriel Prates</given-names></name></person-group>
<source>Tecnologia com inclus&#xE3;o digital</source>
<comment>Trabalho apresentado &#xE0; disciplina Jornalismo On-line II. Curso de Comunica&#xE7;&#xE3;o Social da PUCRS, Porto Alegre</comment>
<year>2013</year><comment>Mimeo</comment></element-citation>
<mixed-citation>AGNOLETTO. Gabriel Prates. <bold>Tecnologia com inclus&#xE3;o digital</bold>. Trabalho apresentado &#xE0; disciplina Jornalismo On-line II. Curso de Comunica&#xE7;&#xE3;o Social da PUCRS, Porto Alegre, 2013. Mimeo.</mixed-citation></ref>
<ref id="B2">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>BORON</surname> <given-names>At&#xED;lio</given-names></name></person-group>
<chapter-title>El Estado y las &#x201C;reformas del Estado orientadas al mercado&#x201D;. Los &#x201C;desempe&#xF1;os&#x201D; de la democracia en Am&#xE9;rica Latina</chapter-title><person-group person-group-type="editor"><name><surname>WANDERLEY</surname> <given-names>Luiz E</given-names></name></person-group>
<source><bold>Am&#xE9;rica Latina</bold>: estado e reformas numa perspectiva comparada</source>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Cortez</publisher-name>
<year>2003</year></element-citation>
<mixed-citation>BORON, At&#xED;lio. El Estado y las &#x201C;reformas del Estado orientadas al mercado&#x201D;. Los &#x201C;desempe&#xF1;os&#x201D; de la democracia en Am&#xE9;rica Latina. In: WANDERLEY, Luiz E. (Org.). <bold>Am&#xE9;rica Latina</bold>: estado e reformas numa perspectiva comparada. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2003.</mixed-citation></ref>
<ref id="B3">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>CHAU&#xCD;</surname> <given-names>Marilena</given-names></name></person-group>
<source>Conformismo e resist&#xEA;ncia</source>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Brasiliense</publisher-name>
<year>1993</year></element-citation>
<mixed-citation>CHAU&#xCD;, Marilena. <bold>Conformismo e resist&#xEA;ncia</bold>. S&#xE3;o Paulo: Brasiliense, 1993.</mixed-citation></ref>
<ref id="B4">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>COUTINHO</surname> <given-names>Carlos Nelson</given-names></name></person-group>
<chapter-title>Notas sobre cidadania e modernidade</chapter-title>
<source>Revista Praia Vermelha</source>
<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
<publisher-name>UFRJ</publisher-name>
<volume>1</volume>
<issue>1</issue>
<year>1997</year>
<fpage>145</fpage>
<lpage>165</lpage></element-citation>
<mixed-citation>COUTINHO, Carlos Nelson. Notas sobre cidadania e modernidade. <bold>Revista Praia Vermelha</bold>, Rio de Janeiro: UFRJ, v 1, n 1, 1997. p.145-165</mixed-citation></ref>
<ref id="B5">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>DREIFUSS</surname> <given-names>Ren&#xE9;</given-names></name></person-group>
<source>A internacional capitalista</source>
<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
<publisher-name>Espa&#xE7;o e Tempo</publisher-name>
<year>1986</year></element-citation>
<mixed-citation>DREIFUSS, Ren&#xE9;. <bold>A internacional capitalista</bold>. Rio de Janeiro: Espa&#xE7;o e Tempo, 1986.</mixed-citation></ref>
<ref id="B6">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>FARIA</surname> <given-names>Jos&#xE9; Henrique de</given-names></name></person-group>
<source>Rela&#xE7;&#xF5;es de poder e formas de gest&#xE3;o</source>
<edition>2.ed.</edition>
<publisher-loc>Curitiba</publisher-loc>
<publisher-name>Criar</publisher-name>
<year>1985</year></element-citation>
<mixed-citation>FARIA, Jos&#xE9; Henrique de. <bold>Rela&#xE7;&#xF5;es de poder e formas de gest&#xE3;o</bold>. 2.ed. Curitiba: Criar, 1985.</mixed-citation></ref>
<ref id="B7">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>GRAMSCI</surname> <given-names>A</given-names></name></person-group>
<source>Os intelectuais e a organiza&#xE7;&#xE3;o da cultura</source>
<edition>7.ed.</edition>
<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
<publisher-name>Civiliza&#xE7;&#xE3;o brasileira</publisher-name>
<year>1989</year></element-citation>
<mixed-citation>GRAMSCI, A. <bold>Os intelectuais e a organiza&#xE7;&#xE3;o da cultura</bold>. 7.ed. Rio de Janeiro: Civiliza&#xE7;&#xE3;o brasileira, 1989.</mixed-citation></ref>
<ref id="B8">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>GUARESCHI</surname> <given-names>Pedrinho</given-names></name></person-group>
<comment>(Org.)</comment>
<source>Comunica&#xE7;&#xE3;o e controle social</source>
<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
<publisher-name>Vozes</publisher-name>
<year>1981</year></element-citation>
<mixed-citation>GUARESCHI, Pedrinho (Org.). <bold>Comunica&#xE7;&#xE3;o e controle social</bold>. Rio de Janeiro: Vozes, 1981.</mixed-citation></ref>
<ref id="B9">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>IAMAMOTO</surname> <given-names>Marilda V</given-names></name></person-group>
<source><bold>Servi&#xE7;o social em tempo de capital fetiche</bold>: capital financeiro, trabalho e quest&#xE3;o social</source>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Cortez</publisher-name>
<year>2007</year></element-citation>
<mixed-citation>IAMAMOTO, Marilda V. <bold>Servi&#xE7;o social em tempo de capital fetiche</bold>: capital financeiro, trabalho e quest&#xE3;o social. S&#xE3;o Paulo: Cortez, 2007.</mixed-citation></ref>
<ref id="B10">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>LEFEBVRE</surname> <given-names>Henri</given-names></name></person-group>
<source>O marxismo</source>
<edition>3.ed.</edition>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Difus&#xE3;o Europeia do Livro</publisher-name>
<year>1966</year></element-citation>
<mixed-citation>LEFEBVRE, Henri. <bold>O marxismo</bold>. 3.ed. S&#xE3;o Paulo: Difus&#xE3;o Europeia do Livro, 1966.</mixed-citation></ref>
<ref id="B11">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>MARTINELLI</surname> <given-names>M.L</given-names></name></person-group>
<chapter-title>Notas sobre media&#xE7;&#xF5;es: alguns elementos para a sistematiza&#xE7;&#xE3;o sobre o tema</chapter-title>
<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</source>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Cortez</publisher-name>
<issue>43</issue>
<year>1993</year></element-citation>
<mixed-citation>MARTINELLI, M.L. Notas sobre media&#xE7;&#xF5;es: alguns elementos para a sistematiza&#xE7;&#xE3;o sobre o tema. <bold>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo: Cortez, n. 43, 1993.</mixed-citation></ref>
<ref id="B12">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>MARX</surname> <given-names>K</given-names></name></person-group>
<source>O capital</source>
<edition>13 ed.</edition>
<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
<publisher-name>Bertrand</publisher-name>
<year>1989</year>
<comment>Livro I</comment>
<volume>1</volume></element-citation>
<mixed-citation>MARX, K. <bold>O capital</bold>. 13 ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 1989. Livro I, v.1.</mixed-citation></ref>
<ref id="B13">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>MOTTER</surname> <given-names>Maria de Lourdes</given-names></name></person-group>
<chapter-title>A linguagem como tra&#xE7;o distintivo do humano</chapter-title>
<source>Revista Princ&#xED;pios</source>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Anita Garibaldi</publisher-name>
<issue>34</issue>
<year>1994</year></element-citation>
<mixed-citation>MOTTER, Maria de Lourdes. A linguagem como tra&#xE7;o distintivo do humano. <bold>Revista Princ&#xED;pios</bold>, S&#xE3;o Paulo: Anita Garibaldi, n.34, 1994.</mixed-citation></ref>
<ref id="B14">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>NERIS</surname> <given-names>Marcelo Cortes</given-names></name></person-group>
<source>Mapa de Inclus&#xE3;o Digital</source>
<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
<publisher-name>Funda&#xE7;&#xE3;o Get&#xFA;lio Vargas</publisher-name>
<year>2012</year>
<comment>Dispon&#xED;vel em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.cps.fgv.br/cps/bd/mid2012/MID_texto_principal.pdf">http://www.cps.fgv.br/cps/bd/mid2012/MID_texto_principal.pdf</ext-link></comment></element-citation>
<mixed-citation>NERIS, Marcelo Cortes. <bold>Mapa de Inclus&#xE3;o Digital</bold>. Rio de Janeiro, Funda&#xE7;&#xE3;o Get&#xFA;lio Vargas, 2012. Dispon&#xED;vel em: http://www.cps.fgv.br/cps/bd/mid2012/MID_texto_principal.pdf.</mixed-citation></ref>
<ref id="B15">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>PRATES</surname> <given-names>Jane Cruz</given-names></name></person-group>
<source><bold>Gest&#xE3;o estrat&#xE9;gica de institui&#xE7;&#xF5;es sociais</bold>: o m&#xE9;todo marxiano como media&#xE7;&#xE3;o do projeto pol&#xED;tico</source>
<comment>Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Servi&#xE7;o Social)</comment>
<publisher-name>Faculdade de Servi&#xE7;o Social/PUCRS</publisher-name>
<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
<year>1995</year></element-citation>
<mixed-citation>PRATES, Jane Cruz. <bold>Gest&#xE3;o estrat&#xE9;gica de institui&#xE7;&#xF5;es sociais</bold>: o m&#xE9;todo marxiano como media&#xE7;&#xE3;o do projeto pol&#xED;tico. Disserta&#xE7;&#xE3;o (Mestrado em Servi&#xE7;o Social) - Faculdade de Servi&#xE7;o Social/PUCRS, Porto Alegre, 1995.</mixed-citation></ref>
<ref id="B16">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>PRATES</surname> <given-names>Jane Cruz</given-names></name></person-group>
<chapter-title>A democratiza&#xE7;&#xE3;o do poder local atrav&#xE9;s do or&#xE7;amento participativo da assist&#xEA;ncia social</chapter-title>
<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</source>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Cortez</publisher-name>
<issue>66</issue>
<year>2001</year></element-citation>
<mixed-citation>PRATES, Jane Cruz. A democratiza&#xE7;&#xE3;o do poder local atrav&#xE9;s do or&#xE7;amento participativo da assist&#xEA;ncia social. <bold>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo: Cortez, n. 66, 2001.</mixed-citation></ref>
<ref id="B17">
<element-citation publication-type="thesis">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>PRATES</surname> <given-names>Jane Cruz</given-names></name></person-group>
<source>Possibilidades de media&#xE7;&#xE3;o entre a teoria marxiana e o trabalho do(a) assistente social</source>
<publisher-name>Tese (Doutorado em Servi&#xE7;o Social) - Faculdade de Servi&#xE7;o Social/PUCRS</publisher-name>
<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
<year>2003</year></element-citation>
<mixed-citation>PRATES, Jane Cruz. <bold>Possibilidades de media&#xE7;&#xE3;o entre a teoria marxiana e o trabalho do(a) assistente social</bold>. Tese (Doutorado em Servi&#xE7;o Social) - Faculdade de Servi&#xE7;o Social/PUCRS, Porto Alegre, 2003.</mixed-citation></ref>
<ref id="B18">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>PRATES</surname> <given-names>Jane Cruz</given-names></name></person-group>
<chapter-title>A vigil&#xE2;ncia social e a constru&#xE7;&#xE3;o de indicadores</chapter-title><person-group person-group-type="editor"><name><surname>SILVA</surname> <given-names>Vini R. da</given-names></name>
<etal/></person-group>
<comment>(Orgs.)</comment>
<source><bold>Pol&#xED;tica social</bold>: fundamentos, pr&#xE1;ticas e desafios no contexto sul-americano</source>
<publisher-loc>Pelotas</publisher-loc>
<publisher-name>EDUCAT</publisher-name>
<year>2014</year></element-citation>
<mixed-citation>PRATES, Jane Cruz. A vigil&#xE2;ncia social e a constru&#xE7;&#xE3;o de indicadores. In: SILVA, Vini R. da et al (Orgs.). <bold>Pol&#xED;tica social</bold>: fundamentos, pr&#xE1;ticas e desafios no contexto sul-americano. Pelotas: EDUCAT, 2014.</mixed-citation></ref>
<ref id="B19">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>RAMOS</surname> <given-names>Graciliano</given-names></name></person-group>
<source>Vidas secas</source>
<edition>87.ed.</edition>
<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
<publisher-name>Record</publisher-name>
<year>2002</year></element-citation>
<mixed-citation>RAMOS, Graciliano. <bold>Vidas secas</bold>. 87.ed. Rio de Janeiro: Record, 2002.</mixed-citation></ref>
<ref id="B20">
<element-citation publication-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name><surname>VIANA</surname> <given-names>Masilene Rocha</given-names></name></person-group>
<chapter-title>Lutas sociais e redes de movimentos no final do s&#xE9;culo XX</chapter-title>
<source>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</source>
<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
<publisher-name>Cortez</publisher-name>
<issue>64</issue>
<year>2000</year>
<fpage>34</fpage>
<lpage>56</lpage></element-citation>
<mixed-citation>VIANA, Masilene Rocha. Lutas sociais e redes de movimentos no final do s&#xE9;culo XX. <bold>Revista Servi&#xE7;o Social e Sociedade</bold>, S&#xE3;o Paulo: Cortez, n. 64, 2000. p. 34-56.</mixed-citation></ref></ref-list>
</back>
</article>
