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<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Textos Contextos (Porto Alegre)</abbrev-journal-title></journal-title-group>
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<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name></publisher>
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<subject>Servi&#xE7;o Social, Hist&#xF3;ria e Trabalho</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>Servi&#xE7;o Social e Institui&#xE7;&#xF5;es Participativas: apontamentos sobre a atua&#xE7;&#xE3;o profissional no apoio ao controle social</article-title>
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<trans-title>Social Work and Participatory Institutions: presentation on professional activities in support of public control</trans-title></trans-title-group>
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<name><surname>Martins</surname><given-names>Ludson Rocha</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff1">*</xref></contrib>
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<institution content-type="normalized">Prefeitura Municipal de Nova Lima</institution>
<institution content-type="orgname">Prefeitura Municipal de Nova Lima</institution>
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<email>ludsonrocha@gmail.com</email>
<institution content-type="original">Mestre em Servi&#xE7;o Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Assistente Social da Prefeitura Municipal de Nova Lima, Belo Horizonte MG/Brasil. CV: http://lattes.cnpq.br/1099246538789463. E-mail. ludsonrocha@gmail.com</institution>
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<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p></license></permissions>
<abstract>
<title>RESUMO</title>
<p>O artigo busca ampliar a compreens&#xE3;o das bases de interven&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social nas inst&#xE2;ncias de suporte ao controle social, a partir de indica&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;rico-interventivas. Neste caminho &#xE9; trabalhado o problema da mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e da organiza&#xE7;&#xE3;o, a partir do debate nas ci&#xEA;ncias sociais e na profiss&#xE3;o. Ao cabo, s&#xE3;o realizadas algumas considera&#xE7;&#xF5;es pr&#xE1;ticas sobre o trabalho profissional nas institui&#xE7;&#xF5;es participativas.</p></abstract>
<trans-abstract xml:lang="en">
<title>ABSTRACT</title>
<p>The document seeks to widen the understanding the Social Work&#x27;s bases of intervention in instances of support to social control, based on theoretical and practical indications. Problems related to social mobilization in social sciences and in profession are elaborated. In the end, some considerations for intervention are made about professional work in the participatory spaces.</p></trans-abstract>
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<title>Palavras-chave</title>
<kwd>Servi&#xE7;o Social</kwd>
<kwd>Mobiliza&#xE7;&#xE3;o social</kwd>
<kwd>Controle social</kwd></kwd-group>
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<title>Keywords</title>
<kwd>Social work</kwd>
<kwd>Social mobilization</kwd>
<kwd>Public control</kwd></kwd-group>
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<p>No final dos anos 1980, a vanguarda que liderou o processo de <italic>renova&#xE7;&#xE3;o</italic> do Servi&#xE7;o Social brasileiro &#x2013; o qual n&#xE3;o ser&#xE1; abordado neste artigo &#x2013; consolidou a luta para superar as bases tradicionais que norteavam a profiss&#xE3;o &#x2013; marcada, at&#xE9; aquele momento, pela influ&#xEA;ncia da tradi&#xE7;&#xE3;o funcional- positivista e pelo confessionalismo religioso (<xref ref-type="bibr" rid="B24">IAMAMOTO, 2009a</xref>).</p>
<p>Era objetivo daqueles renovadores ampliar os espa&#xE7;os dos Assistentes Sociais, por meio de novas fun&#xE7;&#xF5;es que enriquecessem o acervo te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gico, &#xE9;tico-pol&#xED;tico e t&#xE9;cnico-operativo da profiss&#xE3;o. Estava em pauta a amplia&#xE7;&#xE3;o das fontes de legitima&#xE7;&#xE3;o da categoria, a partir das classes populares, o que exigiu que os agentes do Servi&#xE7;o Social desempenhassem atividades de gest&#xE3;o de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, apoio aos movimentos sociais, mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e educa&#xE7;&#xE3;o popular (<xref ref-type="bibr" rid="B31">MARTINS, 2013</xref>).</p>
<p>Tal esfor&#xE7;o de atualiza&#xE7;&#xE3;o consistiu numa estrat&#xE9;gia de enfrentamento da crise que abatera os paradigmas de pensamento e interven&#xE7;&#xE3;o dos Assistentes Sociais, explicitando os limites colocados pelas transforma&#xE7;&#xF5;es do ambiente socioecon&#xF4;mico nacional (<xref ref-type="bibr" rid="B38">NETTO, 2007</xref>). Os resultados deste processo fortaleceram a dimens&#xE3;o pol&#xED;tica da atua&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social, exigindo outro perfil para seus atores - muito distante do cariz burgu&#xEA;s e conservador que tanto os marcara.</p>
<p>As altera&#xE7;&#xF5;es no quadro pol&#xED;tico provocaram, dentre outras coisas, o nascimento de institui&#xE7;&#xF5;es e grupos na sociedade civil que, ao levar suas demandas ao Estado, fundaram desafios in&#xE9;ditos para a profiss&#xE3;o, favorecendo os agentes que tentavam ir al&#xE9;m das atribui&#xE7;&#xF5;es convencionais do Assistente Social, no passado limitadas &#xE0; execu&#xE7;&#xE3;o terminal de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas.</p>
<p>Nesta din&#xE2;mica, destaca-se o estabelecimento de um conjunto de arenas participativas no pa&#xED;s, gestadas a partir da Constitui&#xE7;&#xE3;o Federal de 1988 e da regulamenta&#xE7;&#xE3;o de seus artigos destinados &#xE0; &#xE1;rea social. Conselhos de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, f&#xF3;runs regionais e municipais, or&#xE7;amentos participativos e c&#xE2;maras de discuss&#xE3;o t&#xE9;cnica foram implementados na tentativa de ampliar (ou institucionalizar) a permeabilidade do Estado &#xE0; participa&#xE7;&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B6">AVRITZER, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">CUNHA, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">JACCOUD, 2009</xref>).</p>
<p>Tais espa&#xE7;os, ao contr&#xE1;rio dos movimentos sociais e das associa&#xE7;&#xF5;es civis, n&#xE3;o se estruturam de maneira espont&#xE2;nea: sua conforma&#xE7;&#xE3;o exige uma coordena&#xE7;&#xE3;o permanente e formalizada, que forne&#xE7;a suporte para seus sujeitos. Surgiram, por isso, &#xF3;rg&#xE3;os de apoio t&#xE9;cnico e administrativo, voltados &#xE0;s institui&#xE7;&#xF5;es participativas, geralmente nominados de secretarias executivas. Estas &#xFA;ltimas se tornaram um campo de interven&#xE7;&#xE3;o profissional, uma &#xE1;rea para atua&#xE7;&#xE3;o, em que se destaca o Servi&#xE7;o Social, que, desde a d&#xE9;cada de 1990, possui inser&#xE7;&#xE3;o privilegiada nestas estruturas<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> (<xref ref-type="bibr" rid="B41">PERDIG&#xC3;O, 2010</xref>).</p>
<p>No &#xE2;mbito acad&#xEA;mico, especificamente, a profiss&#xE3;o n&#xE3;o ficou indiferente a tal conjuntura. Foram desenvolvidas pesquisas visando enfrentar os problemas da democracia, da mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e dos conselhos de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, por meio de teses, disserta&#xE7;&#xF5;es, comunica&#xE7;&#xF5;es, trabalhos de conclus&#xE3;o de curso e artigos diversos (<xref ref-type="bibr" rid="B13">DURIGUETTO, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">BRAVO, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">ALVES, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B43">RAICHELIS, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B41">PERDIG&#xC3;O; 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">CALHEIROS, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">KR&#xDC;GER; MACHADO, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B4">ALCHORNE; SILVA; TOL&#xCA;DO, 2015</xref>). Contudo, tal movimento ainda n&#xE3;o se mostrou suficiente para enfrentar os desafios mais cotidianos da atua&#xE7;&#xE3;o, no suporte &#xE0;s atividades participativas. Seu grande obst&#xE1;culo &#xE9; a dificuldade para elaborar, objetivamente, estrat&#xE9;gias de interven&#xE7;&#xE3;o profissional, a partir da an&#xE1;lise das particularidades desse campo.</p>
<p>Neste sentido, haveria, principalmente, a necessidade de aprofundar o estudo da dimens&#xE3;o t&#xE9;cnico-operativa no &#xE2;mbito da mobiliza&#xE7;&#xE3;o social, por meio de constru&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;ricas especialmente dedicadas a orientar a condu&#xE7;&#xE3;o do trabalho profissional, ponderando estrat&#xE9;gias, instrumentais e diretrizes de atua&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Ou seja, a profiss&#xE3;o avan&#xE7;ou ao ocupar os &#xF3;rg&#xE3;os de apoio &#xE0;s institui&#xE7;&#xF5;es participativas, contudo existe a necessidade de um maior desenvolvimento nas pesquisas voltadas a subsidiar sua atua&#xE7;&#xE3;o nestes espa&#xE7;os. Para progredir &#xE9; preciso trazer &#xE0; tona a conex&#xE3;o entre as quest&#xF5;es te&#xF3;ricas e os dilemas interventivos do Servi&#xE7;o Social, explicitando as media&#xE7;&#xF5;es que subscrevem o seu enlace. Isto, claro, exige o tratamento, mesmo que breve, das principais correntes que avaliam a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social nas Ci&#xEA;ncias Sociais, bem como uma abordagem sint&#xE9;tica das condicionantes do trabalho do Assistente Social nas institui&#xE7;&#xF5;es participativas.</p>
<p>Sob tal &#xF3;tica, o objetivo do presente texto, ainda que de forma n&#xE3;o exaustiva, &#xE9; contribuir para ampliar a compreens&#xE3;o dos fundamentos da interven&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social nas inst&#xE2;ncias de suporte ao controle social (sobretudo os conselhos de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas), a partir de indica&#xE7;&#xF5;es te&#xF3;rico-interventivas, especialmente no que toca &#xE0;s a&#xE7;&#xF5;es de organiza&#xE7;&#xE3;o e mobiliza&#xE7;&#xE3;o social.</p>
<p>Trata-se de uma iniciativa que aborda, sob o &#xE2;ngulo da revis&#xE3;o te&#xF3;rica, as investiga&#xE7;&#xF5;es realizadas neste campo, analisando comunica&#xE7;&#xF5;es, artigos, teses e disserta&#xE7;&#xF5;es, selecionados por meio das palavras- chave: mobiliza&#xE7;&#xE3;o social, controle social, conselhos de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e Servi&#xE7;o Social. As plataformas scholar.google.com.br e scielo.br foram as principais bases para a obten&#xE7;&#xE3;o das informa&#xE7;&#xF5;es em pauta, al&#xE9;m disso, tamb&#xE9;m foram consultadas obras de refer&#xEA;ncia na profiss&#xE3;o, englobando autores como Marilda Iamamoto, Marina Maciel Abreu, Jos&#xE9; Paulo Netto, Raquel Raichelis, entre outros.</p>
<sec>
<title>A quest&#xE3;o da mobiliza&#xE7;&#xE3;o e o trabalho do assistente social</title>
<p>&#xC9; comum, em vertentes das Ci&#xEA;ncias Sociais, como a teoria da mobiliza&#xE7;&#xE3;o de recursos e as teorias identit&#xE1;rias (<xref ref-type="bibr" rid="B18">GOHN, 1997</xref>), a vincula&#xE7;&#xE3;o das pr&#xE1;ticas de mobiliza&#xE7;&#xE3;o social a grupos que se movem, por vias diversas, nos meandros do sistema pol&#xED;tico, seja no seu n&#xFA;cleo &#x2013; o pr&#xF3;prio aparelho de Estado e os partidos pol&#xED;ticos &#x2013;, ou em suas franjas &#x2013; as Organiza&#xE7;&#xF5;es N&#xE3;o Governamentais (ONG&#x27;s), novos movimentos sociais, a imprensa, etc.</p>
<p>Por esta &#xF3;tica, a a&#xE7;&#xE3;o coletiva &#x2013; enquanto um desdobramento das rela&#xE7;&#xF5;es de poder &#x2013; seria um tipo espec&#xED;fico de <italic>pr&#xE1;tica social,</italic> destinada a influenciar as subjetividades daqueles que disputam a esfera p&#xFA;blica.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B18">Gohn (1997)</xref>, ao tratar destas teorias, v&#xEA; nas Ci&#xEA;ncias Sociais americanas &#x2013; tradi&#xE7;&#xE3;o em que a <italic>pr&#xE1;xis pol&#xED;tica</italic> &#xE9; avaliada a partir de um problema agregativo, referente a como unir e manter unidas pessoas com prefer&#xEA;ncias diversas &#x2013; a origem da ideia de mobiliza&#xE7;&#xE3;o de recursos. Segundo a autora, os adeptos desta perspectiva, utilizando um modelo anal&#xED;tico emulado do pensamento administrativo, observam o sistema pol&#xED;tico como um lugar de embate, onde os agentes fariam uso de seus trunfos para melhorar o seu <italic>status.</italic> A mobiliza&#xE7;&#xE3;o social estaria inserida, assim, no campo da <italic>escolha racional,</italic> em que a converg&#xEA;ncia das pr&#xE1;ticas se assentaria em determinantes essencialmente utilit&#xE1;rias.</p>
<p>Ainda de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B19">Gohn (2005)</xref>, em um plano muito distinto &#x2013; e at&#xE9; mesmo antit&#xE9;tico - existem as teorias focadas na elucida&#xE7;&#xE3;o das identidades sociais, cuja origem repousa no p&#xF3;s-estruturalismo franc&#xEA;s e no pensamento maduro de Manuel Castells. Tais abordagens procuraram ressaltar os elementos subjetivos presentes na atividade pol&#xED;tica. Nelas, a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social seria um processo de elabora&#xE7;&#xE3;o biogr&#xE1;fica que marca os atores atrav&#xE9;s de media&#xE7;&#xF5;es psicossociais. Em tal &#xF3;tica, se reuniriam em torno de um objetivo aqueles que possuem la&#xE7;os afetivos que remetem a um modo igual ou pr&#xF3;ximo de existir. As quest&#xF5;es que interpelam os grupos sociais, afetando sua legitimidade ou produzindo suas necessidades, seriam as determina&#xE7;&#xF5;es respons&#xE1;veis pela luta social, colocada a partir das for&#xE7;as simb&#xF3;licas que modificam as percep&#xE7;&#xF5;es dos indiv&#xED;duos perante dado problema.</p>
<p>Como frisa <xref ref-type="bibr" rid="B42">Prado (2002)</xref>, apesar de suas diferen&#xE7;as e oposi&#xE7;&#xF5;es, estes tipos anal&#xED;ticos compartilham muitos de seus pressupostos. Ambos foram uma tentativa de ampliar o escopo do pensamento social, na medida em procuraram dar espa&#xE7;o a fatores pouco considerados na apreens&#xE3;o das a&#xE7;&#xF5;es de mobiliza&#xE7;&#xE3;o. Em especial, eles tentaram explicitar a import&#xE2;ncia das motiva&#xE7;&#xF5;es, capitais e identidades dos agentes, tendo como pano de fundo o problema (weberiano<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>) do poder (seja para reafirm&#xE1;-lo, seja para critic&#xE1;-lo).</p>
<p>Num caso como noutro, &#x201C;mobiliza-se&#x201D; para despertar em certos atores (geralmente afetados por uma quest&#xE3;o comum) determinada forma de conduta e pensamento, por um lado, e para moldar a <italic>opini&#xE3;o p&#xFA;blica,</italic> por outro (<xref ref-type="bibr" rid="B35">MELUCCI, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">MOUFFE, 1992</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B42">PRADO, 2002</xref>). A cren&#xE7;a fundamental &#xE9; que existiriam impossibilidades estruturais para livre mudan&#xE7;a de inclina&#xE7;&#xF5;es e posi&#xE7;&#xF5;es dentro do sistema social, colocadas aos sujeitos por cerceamentos e constrangimentos m&#xFA;ltiplos. Desta forma, passar de um posto desfavor&#xE1;vel para outro favor&#xE1;vel seria poss&#xED;vel apenas atrav&#xE9;s de uma associa&#xE7;&#xE3;o, que, por sua for&#xE7;a, poderia quebrar as barreiras que atingem a mobilidade e a mudan&#xE7;a.</p>
<p>Tal experiencia&#xE7;&#xE3;o articularia o pertencimento grupal numa dire&#xE7;&#xE3;o contr&#xE1;ria daqueles que desejam impedir a altera&#xE7;&#xE3;o do cen&#xE1;rio social, da&#xED; que o <italic>&#x201C;n&#xF3;s&#x201D;</italic> que necessita da transforma&#xE7;&#xE3;o se oporia ao <italic>establishment</italic> que precisaria da manuten&#xE7;&#xE3;o do <italic>status quo.</italic> Neste contexto, a quest&#xE3;o decisiva seria a compreens&#xE3;o das alian&#xE7;as pol&#xED;ticas, patrim&#xF4;nios sociais, econ&#xF4;micos e afetivos utilizados pelos agentes, os quais redefiniriam n&#xE3;o apenas a posi&#xE7;&#xE3;o dos sujeitos, mas a pr&#xF3;pria conforma&#xE7;&#xE3;o do jogo no qual eles estariam imersos.</p>
<p>A mobiliza&#xE7;&#xE3;o social, assim entendida, apareceria como um processo de poder que envolve a pr&#xE1;tica pol&#xED;tica, junto da estrutura&#xE7;&#xE3;o de cren&#xE7;as e valores direcionados ou contradirecionados &#xE0; altera&#xE7;&#xE3;o das institui&#xE7;&#xF5;es e dos esquemas de pensamento e conduta, surgindo &#x201C;[&#x2026;] toda vez que [&#x2026;] os sujeitos coletivamente criarem um espa&#xE7;o de express&#xE3;o de antagonismos, onde o reconhecimento das rela&#xE7;&#xF5;es de opress&#xE3;o possa ser enfrentado pela a&#xE7;&#xE3;o mobilizadora de demandas por equival&#xEA;ncia [&#x2026;]&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B42">PRADO, 2002</xref>, p. 64).</p>
<p>Com estas condi&#xE7;&#xF5;es, seria criado (&#xE0; &#x201C;esquerda&#x201D; ou &#xE0; &#x201C;direita&#x201D;) um movimento de politiza&#xE7;&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es sociais, de contesta&#xE7;&#xE3;o do institu&#xED;do ou do instituinte, que poria em xeque um modo de pensar, de se expressar e de existir. Ou seja, nasceria um momento que reuniria os elementos necess&#xE1;rios &#xE0; cr&#xED;tica das formas sociais (tempo em que os agentes seriam capazes de canalizar e vocalizar sua insatisfa&#xE7;&#xE3;o) e que se manifestaria n&#xE3;o apenas na consci&#xEA;ncia individual, mas antes, e sobretudo, na consci&#xEA;ncia e na a&#xE7;&#xE3;o coletiva. Aqui, o problema da <italic>opress&#xE3;o</italic> ganharia contornos essenciais. Segundo Chantal <xref ref-type="bibr" rid="B37">Mouffe (1996)</xref>, a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social ocorreria apenas quando os sujeitos conseguissem elaborar suas rela&#xE7;&#xF5;es de subordina&#xE7;&#xE3;o como rela&#xE7;&#xF5;es de opress&#xE3;o. O sentimento de opress&#xE3;o (isto &#xE9;, de algo que n&#xE3;o se pode suportar) seria fundamental, na medida em que desencadearia, no plano subjetivo, o pr&#xF3;prio processo de mobiliza&#xE7;&#xE3;o, explicitando que a a&#xE7;&#xE3;o atomizada ou a resigna&#xE7;&#xE3;o n&#xE3;o seriam suficientes para vivenciar e superar uma situa&#xE7;&#xE3;o, sendo preciso a pr&#xE1;tica pol&#xED;tica para tal. Surgiria, portanto, a necessidade de mudar de posi&#xE7;&#xE3;o no jogo, ou de mudar as regras do jogo, e, a <italic>limine,</italic> mudar o jogo em si mesmo.</p>
<p>Esta elabora&#xE7;&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es de subordina&#xE7;&#xE3;o faria com que os agentes inferiorizados pudessem apreender os elementos contingentes relativos &#xE0; sua depend&#xEA;ncia, jogando luz na rede de causalidades em que est&#xE3;o imersos, o que os faria aptos a identificar aqueles que se beneficiam de sua sujei&#xE7;&#xE3;o. Assim, tornar-se-ia poss&#xED;vel a solidariedade entre os que vivenciam a opress&#xE3;o, e, a partir disso, uma a&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica conjunta, voltada ao enfrentamento destas condi&#xE7;&#xF5;es. Tal conforma&#xE7;&#xE3;o do antagonismo social estabeleceria as fronteiras entre os atores, posto que &#x201C;todos&#x201D; possuiriam acesso &#xE0; esfera p&#xFA;blica para defender sua vis&#xE3;o e interesses. O reconhecimento dos antagonistas faria parte do n&#xFA;cleo identit&#xE1;rio dos grupos mobilizados, sendo fundamental para o sentimento de perten&#xE7;a dos agentes (<xref ref-type="bibr" rid="B35">MELUCCI, 1996</xref>), bem como para a continuidade do seu engajamento.</p>
<p>Este tipo de vis&#xE3;o, cabe lembrar, ganhou corpo desde o surgimento dos chamados &#x201C;novos movimentos sociais&#x201D;, processo desencadeado pelas transforma&#xE7;&#xF5;es societ&#xE1;rias que atingiram os atores coletivos tradicionais (as classes sociais e suas organiza&#xE7;&#xF5;es), o que provocou, dentre outras coisas, a &#x201C;fragiliza&#xE7;&#xE3;o&#x201D; dos modelos explicativos da teoria social, (hipoteticamente) &#x201C;incapazes&#x201D; de elucidar as novas determina&#xE7;&#xF5;es que se apresentaram no cen&#xE1;rio coletivo (<xref ref-type="bibr" rid="B28">LACLAU, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B8">BUTLER, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">SANTOS, 2010</xref>).</p>
<p>A crise do taylorismo-fordismo, como padr&#xE3;o produtivo, e do keynesianismo, como padr&#xE3;o de regula&#xE7;&#xE3;o capitalista, as modifica&#xE7;&#xF5;es no mundo do trabalho, do consumo, as transforma&#xE7;&#xF5;es do Estado (a partir das press&#xF5;es fiscais e do desmantelamento dos sistemas de <italic>welfare</italic>), a ascens&#xE3;o do neoliberalismo, bem como o surgimento e/ou fortalecimento de grupos cujas demandas n&#xE3;o se enquadravam nas disputas sociais convencionais provocaram uma busca por padr&#xF5;es anal&#xED;ticos que pudessem dar conta da diversidade de atores, conflitos e interesses na esfera social, superando essencialismos ou concep&#xE7;&#xF5;es herm&#xE9;ticas.</p>
<p>Se estas novas teorias acertaram ao enfatizar a pluralidade de embates, din&#xE2;micas e agentes envolvidos em conjunturas de mobiliza&#xE7;&#xE3;o (trazendo &#xE0; tona as media&#xE7;&#xF5;es da subjetividade), se mostraram, de fato, insuficientes para lidar com as for&#xE7;as motrizes que condicionam o espa&#xE7;o social &#x2013; falamos aqui da recusa &#xE0;s classes sociais<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>.</p>
<p>O problema &#xE9; que estas perspectivas n&#xE3;o efetivaram um processo de amplia&#xE7;&#xE3;o de horizontes, em que as pr&#xE1;ticas dos novos atores fossem parte de uma investiga&#xE7;&#xE3;o maior e mais profunda. Houve, na verdade, uma substitui&#xE7;&#xE3;o: passou-se da an&#xE1;lise da economia pol&#xED;tica para o estudo das culturas e das identidades, e, por consequ&#xEA;ncia, da investiga&#xE7;&#xE3;o das classes, para a abordagem dos novos movimentos sociais, perdendo-se de vista a totalidade que integra estes processos.</p>
<p>Tal concep&#xE7;&#xE3;o interditou a apreens&#xE3;o de elementos cruciais das din&#xE2;micas de mobiliza&#xE7;&#xE3;o, relegando ao segundo plano a sua g&#xEA;nese nas disputas macrossociet&#xE1;rias. Al&#xE9;m disso, a compreens&#xE3;o das lutas sociais foi prejudicada por uma redefini&#xE7;&#xE3;o da tem&#xE1;tica da hegemonia, que obnubilou a import&#xE2;ncia dos elementos econ&#xF4;micos<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> concernentes &#xE0;s rela&#xE7;&#xF5;es de poder (<xref ref-type="bibr" rid="B47">&#x17D;I&#x17D;EK, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B46">2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B40">NOGUEIRA, 2011</xref>). Tal processo, baseado na valoriza&#xE7;&#xE3;o do identit&#xE1;rio e no encobrimento da materialidade, produziu o que <xref ref-type="bibr" rid="B16">Nancy Fraser (2006)</xref>, brilhantemente, chamou de <italic>gap</italic> entre as &#x201C;teorias da redistribui&#xE7;&#xE3;o&#x201D; &#x2013; focadas nos embates igualitaristas referentes &#xE0; esfera produtiva &#x2013; e as &#x201C;teorias do reconhecimento&#x201D; &#x2013; focadas nos valores e disputas culturais<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>5</sup></xref>.</p>
<p>Todavia, este dualismo redutor v&#xEA;m provocando rea&#xE7;&#xF5;es no campo cr&#xED;tico (<xref ref-type="bibr" rid="B47">&#x17D;I&#x17D;EK, 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B39">NETTO, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">HARVEY, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">EAGLETON, 1999</xref>), as quais buscam rearticular a teoria social, de maneira a reconhecer a interdepend&#xEA;ncia e sobredetermina&#xE7;&#xE3;o dos fen&#xF4;menos humanos. T&#xEA;m ocorrido, em especial, tentativas variadas de resgatar a import&#xE2;ncia da produ&#xE7;&#xE3;o e das lutas de classe enquanto elementos conformadores da sociabilidade, mas imersos numa diversidade de fen&#xF4;menos e quest&#xF5;es que os particularizam. O intuito destas iniciativas &#xE9; apreender os momentos decisivos da vida social sem ignorar a multiplicidade de agentes, subjetividades e contextos que a marcam, por meio de uma vis&#xE3;o renovada e ampliada.</p>
<p>Neste caminho, <xref ref-type="bibr" rid="B1">Abreu (2002)</xref>, por exemplo, fornece uma alternativa salutar para avaliar as din&#xE2;micas de mobiliza&#xE7;&#xE3;o social. Pode-se inferir de sua argumenta&#xE7;&#xE3;o, que tais pr&#xE1;ticas constituem respostas a problemas efetivos, originados dos desafios que interpelam os agentes sociais. Para ela, estas lutas seriam uma rea&#xE7;&#xE3;o aos efeitos sociopol&#xED;ticos do funcionamento das estruturas humanas, as quais t&#xEA;m sua manuten&#xE7;&#xE3;o, dire&#xE7;&#xE3;o e significado problematizados pelos sujeitos.</p>
<p>De forma mais precisa, as din&#xE2;micas de mobiliza&#xE7;&#xE3;o social repercutem as <italic>contradi&#xE7;&#xF5;es sociais</italic> em seus v&#xE1;rios tipos e n&#xED;veis, o que significa dizer que a sua fundamenta&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; assentada nas defasagens e oposi&#xE7;&#xF5;es que conformam as tend&#xEA;ncias que ordenam a produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o da vida coletiva. Da&#xED; que tais processos n&#xE3;o nas&#xE7;am apenas quando os atores elaboram e vocalizam suas opress&#xF5;es, mas sim (e principalmente) quando as for&#xE7;as que governam as estruturas e institui&#xE7;&#xF5;es estabelecem confrontos reais que afetam os sujeitos implicados com uma quest&#xE3;o, exigindo uma a&#xE7;&#xE3;o organizada e articulada no espa&#xE7;o social.</p>
<p>Ou seja, a mobiliza&#xE7;&#xE3;o seria uma <italic>pr&#xE1;xis</italic> direcionada a intervir em problemas que n&#xE3;o podem ser ignorados pelos agentes, que lutam para controlar e conformar o curso do processo social. A natureza ideal destas pr&#xE1;ticas (que se destinam a moldar a consci&#xEA;ncia e os afetos dos homens) n&#xE3;o elide a sua base objetiva, que se p&#xF5;e como seu pressuposto efetivo, fazendo com que a possibilidade (e a necessidade) da a&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica esteja inscrita nas pr&#xF3;prias estruturas sociais (n&#xE3;o sendo apenas fruto das rela&#xE7;&#xF5;es intersubjetivas firmadas entre os atores).</p>
<p>Isto traz &#xE0; tona, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B2">Abreu (2011)</xref>, a import&#xE2;ncia das lutas de classes enquanto problem&#xE1;tica que evidencia as categorias centrais da a&#xE7;&#xE3;o coletiva. Se a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social n&#xE3;o se reduz aos conflitos de classe, &#xE9; certo que ela guarda nestes antagonismos as suas refer&#xEA;ncias mais decisivas. As lutas de classe &#x2013; assentadas na modernidade pela contradi&#xE7;&#xE3;o entre a produ&#xE7;&#xE3;o cada vez mais socializada e apropria&#xE7;&#xE3;o privada da riqueza coletiva &#x2013; s&#xE3;o o m&#xF3;vel que n&#xE3;o pode ser negado e contornado, posto que condiciona o conjunto do campo social, influindo nas mais diversas disputas.</p>
<p>N&#xE3;o por acaso s&#xF3; foi poss&#xED;vel pensar em mobiliza&#xE7;&#xE3;o social (como uma categoria abstra&#xED;da pela consci&#xEA;ncia) no momento em que as classes do sistema produtivo mais desenvolvido &#x2013; o modo de produ&#xE7;&#xE3;o capitalista &#x2013; produziram novas arenas de express&#xE3;o de antagonismos, ampliando e intensificando os embates dentro do Estado e da sociedade civil (<xref ref-type="bibr" rid="B20">GRAMSCI, 1978</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B46">&#x17D;I&#x17D;EK, 2010</xref>). &#xC9; por isso, inclusive, que foi neste sistema social que surgiram as condi&#xE7;&#xF5;es para o estabelecimento de diversos confrontos espec&#xED;ficos (no campo de g&#xEA;nero, ra&#xE7;a-etnia, sexualidade, nacionalidade, complei&#xE7;&#xE3;o f&#xED;sica, etc.), que puderam emergir devido ao desenvolvimento da vida social, que os tornou vis&#xED;veis e publiciz&#xE1;veis (<xref ref-type="bibr" rid="B46">&#x17D;I&#x17D;EK, 2010</xref>).</p>
<p>Esta amplia&#xE7;&#xE3;o do espa&#xE7;o e dos embates pol&#xED;ticos &#x2013; espraiados em m&#xFA;ltiplos campos e esferas &#x2013; aponta, necessariamente, para o problema da hegemonia como quest&#xE3;o central, uma vez que a mudan&#xE7;a social implica a conquista das condi&#xE7;&#xF5;es de dire&#xE7;&#xE3;o do corpo coletivo, surgindo como um dos objetivos dos processos de mobiliza&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B20">Gramsci (1978)</xref>, como amplamente conhecido, define a hegemonia como a resultante de um tipo espec&#xED;fico de luta social, atrav&#xE9;s do qual uma classe se p&#xF5;e como eixo articulador da vida moral e intelectual da sociedade, de forma que os agentes e grupos subordinados passam, eles pr&#xF3;prios, a reproduzir o pensamento dominante. Tal fen&#xF4;meno &#xE9;, por isso, um meio de conduzir, atrav&#xE9;s do acordo e do consentimento, uma coaliza&#xE7;&#xE3;o de for&#xE7;as, que, por sua condi&#xE7;&#xE3;o de supremacia econ&#xF4;mica e ideol&#xF3;gica, determina o processo social.</p>
<p>A quest&#xE3;o &#xE9; que a &#x201C;[&#x2026;] a escolha e a cr&#xED;tica de uma concep&#xE7;&#xE3;o de mundo s&#xE3;o, tamb&#xE9;m elas, fatos pol&#xED;ticos [&#x2026;] (<xref ref-type="bibr" rid="B20">GRAMSCI, 1978</xref>, p. 33), vinculados organicamente &#xE0; produ&#xE7;&#xE3;o e &#xE0; reprodu&#xE7;&#xE3;o social. Por isso o processo que assenta uma ideologia como conjunto universal e leg&#xED;timo de ideias &#xE9; uma din&#xE2;mica de enfrentamento, uma disputa estrat&#xE9;gica pelo controle da coletividade. Neste sentido, a hegemonia consiste, justamente, na cristaliza&#xE7;&#xE3;o de uma matriz ideal que se irradia por toda sociedade, provocando a conformidade necess&#xE1;ria para que a dire&#xE7;&#xE3;o social exercida por uma classe possa se estabelecer e atualizar (<xref ref-type="bibr" rid="B31">MARTINS, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B32">2014</xref>).</p>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B20">Gramsci (1978</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B21">1991)</xref> exp&#xF5;e ainda os la&#xE7;os entre hegemonia e o problema da pedagogia. Para ele a orienta&#xE7;&#xE3;o, as inclina&#xE7;&#xF5;es e o direcionamento dos processos de saber s&#xE3;o uma determina&#xE7;&#xE3;o fundamental do poder de classe, contribuindo para assentar os esquemas de domina&#xE7;&#xE3;o social. Da&#xED; que, &#x201C;[&#x2026;] toda rela&#xE7;&#xE3;o de hegemonia [&#x2026;] [seja] necessariamente uma rela&#xE7;&#xE3;o pedag&#xF3;gica [&#x2026;]&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B21">GRAMSCI, 1991</xref>, p. 37), isto &#xE9;, uma pr&#xE1;tica educativa que forma uma compreens&#xE3;o da realidade, respons&#xE1;vel por orientar a a&#xE7;&#xE3;o e a percep&#xE7;&#xE3;o dos sujeitos.</p>
<p>As rela&#xE7;&#xF5;es pedag&#xF3;gicas, assim compreendidas, n&#xE3;o se resumem &#xE0; instru&#xE7;&#xE3;o escolar, mas se tratam de processos de produ&#xE7;&#xE3;o e assimila&#xE7;&#xE3;o de ideias que favorecem os interesse de seus difusores. Por meio delas, as massas s&#xE3;o educadas e levadas a incorporar o quadro de refer&#xEA;ncia das classes e grupos dirigentes, mesmo diante das contradi&#xE7;&#xF5;es que este modo pensar objetivamente mant&#xE9;m com seus interesses. Por outro lado, os dominados tamb&#xE9;m estabelecem sua pedagogia (a partir de sua cultura, institui&#xE7;&#xF5;es e intelectuais), cujo fortalecimento cumpre papel fundamental nos processos de transforma&#xE7;&#xE3;o coletiva. Por isso, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B21">Gramsci (1991)</xref>, as rela&#xE7;&#xF5;es pedag&#xF3;gicas tamb&#xE9;m podem se instituir como elementos de mudan&#xE7;a social, capazes de ampliar o poder dos atores subordinados, promovendo, assim, a possibilidade de instaura&#xE7;&#xE3;o de novas hegemonias.</p>
</sec>
<sec>
<title>O Servi&#xE7;o Social e a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social</title>
<p>Toda a caracteriza&#xE7;&#xE3;o antes realizada nos remete para complexidade do problema, cujas determina&#xE7;&#xF5;es evidenciam pol&#xEA;micas de vulto. Neste caminho, indicar as conex&#xF5;es entre a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e o trabalho do Assistente Social exige o reconhecimento da impossibilidade de redu&#xE7;&#xE3;o das lutas coletivas &#xE0;s atividades de um grupo laborativo, posto que os principais desencadeadores destas din&#xE2;micas s&#xE3;o as classes e as institui&#xE7;&#xF5;es, e n&#xE3;o as profiss&#xF5;es.</p>
<p>Esta aclara&#xE7;&#xE3;o &#xE9; aqui importante, uma vez que muitos s&#xE3;o os que simplificam tal tem&#xE1;tica, tratando-a como um fen&#xF4;meno autoevidente. Da&#xED; que, de acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B27">Kr&#xFC;ger e Machado (2015)</xref>, a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social tenha (ingenuamente) se tornado algo presente e valorizado nas an&#xE1;lises das &#x201C;[&#x2026;] mais diferentes correntes te&#xF3;ricas e pol&#xED;ticas, nos discursos que envolvem o setor p&#xFA;blico e o setor privado [&#x2026;]&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B27">KR&#xDC;GER; MACHADO, 2015</xref>, p. 50), e, sobretudo, no Servi&#xE7;o Social, em seu passado conservador e nas &#xFA;ltimas tr&#xEA;s d&#xE9;cadas, per&#xED;odo em que se estabeleceu a hegemonia dos setores profissionais progressistas.</p>
<p>Segundo as autoras, a profiss&#xE3;o &#x2013; na vig&#xEA;ncia do tradicionalismo &#x2013; foi marcada por uma concep&#xE7;&#xE3;o vulgar de mobiliza&#xE7;&#xE3;o social, abordada como atividade de corte burocr&#xE1;tico e institucional, destinada a alinhar a popula&#xE7;&#xE3;o aos interesses e atividades das organiza&#xE7;&#xF5;es executoras de servi&#xE7;os sociais.</p> <disp-quote>
<p>Como a a&#xE7;&#xE3;o dos assistentes sociais se fazia preferencialmente junto &#xE0;s popula&#xE7;&#xF5;es que tinham restritos ou cerceados seu acesso aos bens e servi&#xE7;os b&#xE1;sicos, o provimento destes recursos se transformava numa oportunidade para uma a&#xE7;&#xE3;o em n&#xED;vel de consci&#xEA;ncia [&#x2026;]. Desse modo, o Servi&#xE7;o Social desde sua institucionaliza&#xE7;&#xE3;o considera &#x201C;a participa&#xE7;&#xE3;o do cliente no processo n&#xE3;o s&#xF3; como um princ&#xED;pio de valor, mas tamb&#xE9;m como uma estrat&#xE9;gia de a&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (BAPTISTA, 1987, p. 84; <xref ref-type="bibr" rid="B27">KR&#xDC;GER; MACHADO, 2015</xref>, p. 52).</p></disp-quote>
<p>A cr&#xED;tica desta mistifica&#xE7;&#xE3;o, contudo, n&#xE3;o nos impede de vislumbrar que a profiss&#xE3;o, enquanto atividade formadora de cultura e sociabilidade, concretiza atividades de mobiliza&#xE7;&#xE3;o social, visto que,</p> <disp-quote>
<p>A fun&#xE7;&#xE3;o pedag&#xF3;gica do assistente social em suas diversidades &#xE9; determinada pelos v&#xED;nculos que a profiss&#xE3;o estabelece com as classes sociais e se materializa, fundamentalmente, por meio dos efeitos da a&#xE7;&#xE3;o profissional na maneira de pensar e agir dos sujeitos envolvidos nos processos da pr&#xE1;tica. Tal fun&#xE7;&#xE3;o &#xE9; mediatizada pelas rela&#xE7;&#xF5;es entre o Estado e a sociedade civil no enfrentamento da quest&#xE3;o social, integrada a estrat&#xE9;gias de racionaliza&#xE7;&#xE3;o da produ&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o das rela&#xE7;&#xF5;es sociais e do exerc&#xED;cio do controle social (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ABREU, 2002</xref>, p. 170).</p></disp-quote>
<p>Ou seja, &#xE9; no terreno da atua&#xE7;&#xE3;o profissional que os Assistentes Sociais imprimem (consciente ou inconscientemente) uma face educativa &#xE0;s suas a&#xE7;&#xF5;es. No trabalho com os sujeitos sociais (usu&#xE1;rios), grupos e demais setores da sociedade, o profissional difunde valores, ideias e envolve os personagens com os quais se defronta em processos de a&#xE7;&#xE3;o determinados.</p>
<p>Em outros termos:</p> <disp-quote>
<p>A mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e a organiza&#xE7;&#xE3;o, enquanto express&#xF5;es das pr&#xE1;ticas educativas desenvolvidas em diferentes espa&#xE7;os s&#xF3;cio-ocupacionais, consubstanciam-se em processos de participa&#xE7;&#xE3;o social, formulados e implementados de formas diferenciadas pelas classes sociais fundamentais &#x2013; burguesia e proletariado &#x2013; na luta pela hegemonia na sociedade; n&#xE3;o constituem, portanto, processos exclusivos da pr&#xE1;tica dos assistentes sociais. A mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e a organiza&#xE7;&#xE3;o, no &#xE2;mbito do Servi&#xE7;o Social, traduzem modalidades da assimila&#xE7;&#xE3;o/recria&#xE7;&#xE3;o desses processos no movimento da pr&#xE1;tica profissional e, assim, inscrevem-se no corpo te&#xF3;rico-pr&#xE1;tico da profiss&#xE3;o enquanto elementos constitutivos (n&#xE3;o exclusivos) e como condi&#xE7;&#xE3;o indispens&#xE1;vel para sua concretiza&#xE7;&#xE3;o na sociedade (<xref ref-type="bibr" rid="B3">ABREU; CARDOSO, 2009</xref>, p. 595).</p></disp-quote>
<p>Nesta &#xF3;tica, <xref ref-type="bibr" rid="B3">Abreu e Cardoso (2009)</xref> pontuam a exist&#xEA;ncia dois eixos definidores dos perfis pedag&#xF3;gicos do Servi&#xE7;o Social: a &#x201C;ajuda&#x201D; e a &#x201C;participa&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. O primeiro se caracteriza como o princ&#xED;pio</p> <disp-quote>
<p>[&#x2026;] que marca a constitui&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social, desde a sua institucionaliza&#xE7;&#xE3;o como profiss&#xE3;o, nos Estados Unidos, na segunda d&#xE9;cada do s&#xE9;culo XX [&#x2026;]. Surge na profiss&#xE3;o como o conte&#xFA;do do Servi&#xE7;o Social de Caso, enquanto &#x201C;ajuda psicossocial individualizada&#x201D;, que, na formula&#xE7;&#xE3;o de Mary Richmond (1950, 1977), refere-se a um tratamento prolongado e intensivo, centrado no desenvolvimento da personalidade, com vistas &#xE0; capacita&#xE7;&#xE3;o do indiv&#xED;duo para o ajustamento ao mundo que o cerca. A &#x201C;ajuda psicossocial individualizada&#x201D; vincula-se &#xE0;s estrat&#xE9;gias de reforma moral e de reintegra&#xE7;&#xE3;o social impostas pelas necessidades organizacionais e tecnol&#xF3;gicas, introduzidas com a linha de montagem nos moldes fordista e taylorista, em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0; forma&#xE7;&#xE3;o de um novo tipo de trabalhador. Trata-se do trabalhador fordiano, base de uma nova sociabilidade - o americanismo (<xref ref-type="bibr" rid="B3">ABREU; CARDOSO, 2009</xref>, p. 597).</p></disp-quote>
<p>Entendida desta forma a a&#xE7;&#xE3;o profissional se limitaria ao trabalho focado no cumprimento da miss&#xE3;o institucional, que utilizaria a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social em uma atua&#xE7;&#xE3;o de &#x201C;tipo terminal&#x201D;, voltada para redu&#xE7;&#xE3;o de conflitos e adequa&#xE7;&#xE3;o ideol&#xF3;gica do &#x201C;p&#xFA;blico externo&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B38">NETTO, 2007</xref>).</p>
<p>J&#xE1; a &#x201C;participa&#xE7;&#xE3;o&#x201D;, enquanto fundamento pedag&#xF3;gico do Servi&#xE7;o Social, ganhou relevo no <italic>P&#xF3;s-Segunda-Guerra,</italic> consistindo numa rearticula&#xE7;&#xE3;o do paradigma profissional conservador, suscitada pela ascens&#xE3;o do autoritarismo pol&#xED;tico e pela industrializa&#xE7;&#xE3;o do pa&#xED;s. Neste tempo, a atua&#xE7;&#xE3;o dos Assistentes Sociais se deslocou para a promo&#xE7;&#xE3;o tecnicista da harmonia social na rela&#xE7;&#xE3;o Estado/sociedade, ocorrendo a incorpora&#xE7;&#xE3;o da ideologia desenvolvimentista, a partir do chamado <italic>Desenvolvimento de Comunidade</italic> (DC) (<xref ref-type="bibr" rid="B33">MARTINS, 2015</xref>).</p>
<p>Em certa medida, tal estrat&#xE9;gia foi uma resposta aos primeiros sinais da crise que atingiria toda profiss&#xE3;o a partir da segunda metade dos anos de 1950, representando um esfor&#xE7;o de moderniza&#xE7;&#xE3;o do trabalho do Assistente Social no sentido de uma interven&#xE7;&#xE3;o mais assertiva e embasada. Ainda assim, esta tentativa possuiu car&#xE1;ter irresolutivo, dada sua incapacidade para enfrentar as demandas particulares da profiss&#xE3;o, sendo, de fato, uma racionaliza&#xE7;&#xE3;o que reacomodava a categoria dentro do bloco conservador do qual sempre fizera parte.</p>
<p>Foi a eclos&#xE3;o da crise, justamente, que permitiu o surgimento de novas orienta&#xE7;&#xF5;es e caminhos no Servi&#xE7;o Social. Dentro deste processo a <italic>Reconceitua&#xE7;&#xE3;o Latino-Americana</italic> e a <italic>Renova&#xE7;&#xE3;o Brasileira</italic><xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref> responderam a implos&#xE3;o da legitimidade do tradicionalismo, assentando outros fundamentos pr&#xE1;ticos e te&#xF3;ricos para o trabalho profissional. A diversifica&#xE7;&#xE3;o dos campos de atua&#xE7;&#xE3;o, a amplia&#xE7;&#xE3;o das bases de recrutamento e do n&#xFA;mero de Assistentes Sociais, bem como a progressiva laiciza&#xE7;&#xE3;o da atua&#xE7;&#xE3;o profissional, impulsionada pela amplia&#xE7;&#xE3;o e desenvolvimento do setor p&#xFA;blico, alteraram o cen&#xE1;rio da categoria possibilitando e cobrando um salto de qualidade no Servi&#xE7;o Social. Tais din&#xE2;micas, apesar de sua inclina&#xE7;&#xE3;o inicialmente conservadora, ensejaram a emers&#xE3;o de correntes progressistas que se colocaram a partir da defesa de um projeto desvinculado dos princ&#xED;pios at&#xE9; ent&#xE3;o hegem&#xF4;nicos na profiss&#xE3;o.</p>
<p>Como consequ&#xEA;ncia, surgiram outros significados para as pr&#xE1;ticas educativas e de mobiliza&#xE7;&#xE3;o social. As correntes cr&#xED;ticas acentuaram a dimens&#xE3;o pol&#xED;tico-intelectual da a&#xE7;&#xE3;o profissional, instituindo sua vincula&#xE7;&#xE3;o com os valores democr&#xE1;ticos. Ao inv&#xE9;s da neutralidade, que observava o engajamento do &#x201C;cliente&#x201D; como a ades&#xE3;o aos valores dominantes e preceitos institucionais, surgiu uma vis&#xE3;o que caracterizava o usu&#xE1;rio como uma personagem ativa, cujos interesses deviam ser fortalecidos e vocalizados no decurso da interven&#xE7;&#xE3;o social; ao contr&#xE1;rio de uma rela&#xE7;&#xE3;o vertical, onde o profissional seria o sujeito e a popula&#xE7;&#xE3;o um objeto, buscou-se uma proposta horizontalizada, em que os saberes profissionais n&#xE3;o deveriam empreender uma rela&#xE7;&#xE3;o de superioridade entre os t&#xE9;cnicos e os atores atendidos; no lugar de um discurso focado em alian&#xE7;as e estabilidade, o reconhecimento das quest&#xF5;es de classe, bem como da vincula&#xE7;&#xE3;o do projeto profissional aos projetos classistas que disputam a hegemonia social.</p>
<p>Por esta vis&#xE3;o, o Assistente Social seria um agente a ser reconhecido na esfera p&#xFA;blica pela utiliza&#xE7;&#xE3;o de instrumentos e t&#xE9;cnicas que lhe permitiriam difundir informa&#xE7;&#xF5;es, saberes, compreender e decifrar a realidade, para intervir no real, deslocando a correla&#xE7;&#xE3;o de for&#xE7;as existente entre poder, conhecimento e recursos no atendimento das demandas de seus usu&#xE1;rios (<xref ref-type="bibr" rid="B15">FALEIROS, 2011</xref>).</p>
<p>O Servi&#xE7;o Social ganhou, assim, uma orienta&#xE7;&#xE3;o voltada para defesa de direitos, inclina&#xE7;&#xE3;o essa comprometida com valores como transpar&#xEA;ncia, respeito m&#xFA;tuo e n&#xE3;o coer&#xE7;&#xE3;o<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref>. Estes fatos lan&#xE7;aram novos problemas e desafios para a categoria, que no plano te&#xF3;rico tomaram corpo na investiga&#xE7;&#xE3;o das quest&#xF5;es afeitas &#xE0; hegemonia, &#xE0; ideologia e &#xE0;s pr&#xE1;ticas pedag&#xF3;gicas. &#xC9; partir destes elementos que emergiu a problematiza&#xE7;&#xE3;o do tema da democracia no Servi&#xE7;o Social, e, dentro dele, da atua&#xE7;&#xE3;o profissional nas institui&#xE7;&#xF5;es destinadas a canalizar (ainda que artificialmente) a vontade popular (tais como conselhos, f&#xF3;runs, c&#xE2;maras t&#xE9;cnicas, etc.).</p>
</sec>
<sec>
<title>O trabalho do assistente social nos &#xF3;rg&#xE3;os de apoio aos conselhos</title>
<p>A an&#xE1;lise do trabalho dos Assistentes Sociais no apoio aos conselhos &#xE9; um tema de grande import&#xE2;ncia e dif&#xED;cil abordagem no universo profissional. Nestes espa&#xE7;os, a atividade do Servi&#xE7;o Social perfila um conjunto de a&#xE7;&#xF5;es diversificado, que abarca diferentes dimens&#xF5;es da atua&#xE7;&#xE3;o profissional.</p>
<p>Todas estas a&#xE7;&#xF5;es, como refere <xref ref-type="bibr" rid="B25">Iamamoto (2009b</xref>, p. 361-362), giram em torno da necessidade fundamental de</p> <disp-quote>
<p>[&#x2026;] estimular inser&#xE7;&#xF5;es sociais que contenham potencialidades de democratizar a vida em sociedade, conclamando e viabilizando a inger&#xEA;ncia de segmentos organizados da sociedade civil na coisa p&#xFA;blica. Essa proposta requer a&#xE7;&#xF5;es voltadas ao fortalecimento dos sujeitos coletivos, dos direitos sociais e &#xE0; necessidade de organiza&#xE7;&#xE3;o para a sua defesa, construindo alian&#xE7;as com os usu&#xE1;rios dos servi&#xE7;os na sua efetiva&#xE7;&#xE3;o. O maior desafio, com que atestam os analistas especializados, tem sido a representa&#xE7;&#xE3;o dos usu&#xE1;rios nos Conselhos, o que sup&#xF5;e o fortalecimento das representa&#xE7;&#xF5;es ante suas respectivas bases.</p></disp-quote>
<p>Ou seja, o fazer profissional neste &#xE2;mbito se reveste de uma dimens&#xE3;o pol&#xED;tica inerente, cujo encaminhamento, numa perspectiva republicana, requer o desempenho de a&#xE7;&#xF5;es complexas, densas, de reflex&#xE3;o e comprometimento com os valores do projeto profissional. Isto, entretanto, n&#xE3;o afasta da atua&#xE7;&#xE3;o profissional a&#xE7;&#xF5;es de car&#xE1;ter administrativo tamb&#xE9;m de grande peso. Da&#xED; que a interven&#xE7;&#xE3;o do Assistente Social nos espa&#xE7;os conselhistas conjugue estas duas esferas, pol&#xED;tica e organizativa.</p>
<p>Existem, <italic>numa primeira dimens&#xE3;o,</italic> pr&#xE1;ticas b&#xE1;sicas voltadas &#xE0; gest&#xE3;o e organiza&#xE7;&#xE3;o dos colegiados, tais como a elabora&#xE7;&#xE3;o da pauta e de relat&#xF3;rios de reuni&#xE3;o, convoca&#xE7;&#xE3;o de eventos e encontros, organiza&#xE7;&#xE3;o de documenta&#xE7;&#xE3;o, al&#xE9;m da coordena&#xE7;&#xE3;o de equipes multiprofissionais, fiscaliza&#xE7;&#xE3;o e inscri&#xE7;&#xE3;o de organiza&#xE7;&#xF5;es da sociedade civil &#x2013; incluindo a formula&#xE7;&#xE3;o e apresenta&#xE7;&#xE3;o de laudos e pareceres t&#xE9;cnicos (<xref ref-type="bibr" rid="B41">PERDIG&#xC3;O, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">MARTINS, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B9">CALHEIROS, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B4">ALCHORNE; SILVA; TOL&#xCA;DO, 2015</xref>).</p>
<p>Estas incumb&#xEA;ncias comp&#xF5;em um leque de tarefas administrativas que caracterizam a rotina funcional dos Assistentes Sociais dentro dos &#xF3;rg&#xE3;os de apoio &#xE0;s institui&#xE7;&#xF5;es participativas, referem-se, portanto, a iniciativas organizacionais indispens&#xE1;veis ao trabalho dos colegiados, em seus diversos tipos e n&#xED;veis. Por se tratar de tarefas de cunho essencialmente t&#xE9;cnico e administrativo, aparecem como n&#xE3;o t&#xE3;o importantes para a mobiliza&#xE7;&#xE3;o e a interven&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica. A realidade, contudo, demonstra o contr&#xE1;rio: a pr&#xF3;pria exist&#xEA;ncia de uma estrutura burocr&#xE1;tica destinada &#xE0; promo&#xE7;&#xE3;o da participa&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica evidencia uma conquista de consider&#xE1;vel amplitude. A boa organiza&#xE7;&#xE3;o administrativa &#xE9; pressuposto para o funcionamento assertivo das institui&#xE7;&#xF5;es participativas. Muitas vezes, o trabalho do Assistente Social come&#xE7;ar&#xE1; por este desafio (isto &#xE9;, por organizar arquivos, agendas, contatos, documentos, gerenciar sistemas, etc.); realizada esta etapa, haver&#xE1; espa&#xE7;o para atividades mais complexas - diretamente relacionadas &#xE0; participa&#xE7;&#xE3;o e a disputa pol&#xED;tica (<xref ref-type="bibr" rid="B41">PERDIG&#xC3;O, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">MARTINS, 2013</xref>).</p>
<p>O importante &#xE9; compreender que a correta gest&#xE3;o do tempo, das informa&#xE7;&#xF5;es e dos recursos institucionais &#xE9; a fonte imediata da demanda profissional. Nos conselhos, o crescimento do n&#xFA;mero de membros, reuni&#xF5;es e responsabilidades abriu o caminho para que os Assistentes Sociais desempenhassem fun&#xE7;&#xF5;es de apoio, seja numa atua&#xE7;&#xE3;o direta junto aos conselheiros, seja como gestores de equipes multiprofissionais de suporte aos colegiados<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref>. Dessa forma, ignorar a import&#xE2;ncia deste tipo de interven&#xE7;&#xE3;o significa deixar de lado o motivo inicial que dirige a pr&#xF3;pria contrata&#xE7;&#xE3;o dos profissionais, fragilizando o espa&#xE7;o conquistado pela categoria.</p>
<p>Nesse tocante &#xE9; preciso refor&#xE7;ar o papel dos registros profissionais consolidados na forma de laudos e pareceres. Muitos Assistentes Sociais t&#xEA;m sido convocados a emitir opini&#xF5;es t&#xE9;cnicas que orientem os conselheiros sobre quest&#xF5;es decisivas no campo do controle social. Esta pr&#xE1;tica indica uma grande responsabilidade, dado que o profissional opinar&#xE1;, por exemplo, sobre a fiscaliza&#xE7;&#xE3;o de unidades estatais de atendimento &#xE0; popula&#xE7;&#xE3;o; sobre o planejamento e a execu&#xE7;&#xE3;o or&#xE7;ament&#xE1;ria de uma secretaria municipal ou fundo especial<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref>; sobre a inscri&#xE7;&#xE3;o de organiza&#xE7;&#xF5;es da sociedade civil; sobre a capta&#xE7;&#xE3;o de recursos para projetos sociais de entidades privadas (como no caso dos conselhos da &#xE1;rea da inf&#xE2;ncia e do adolescente), etc. Neste &#xE2;mbito, o profissional possui um poder justificado por seu conhecimento t&#xE9;cnico. &#xC9; preciso formular considera&#xE7;&#xF5;es precisas, fortemente calcadas na interpreta&#xE7;&#xE3;o da legisla&#xE7;&#xE3;o social e dos manuais institucionais, que orientam a gest&#xE3;o e operacionaliza&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas sociais. Esta tarefa, claro, necessita ainda de ampla bagagem te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gica, lastreada nas conquistas do projeto profissional do Servi&#xE7;o Social (<xref ref-type="bibr" rid="B9">CALHEIROS, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B4">ALCHORNE; SILVA; TOL&#xCA;DO, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">MARTINS, 2013</xref>).</p>
<p>A capacidade de elaborar bons textos, justificar publicamente as escolhas e encaminhamentos &#xE9; essencial, afetando a legitimidade e credibilidade do Assistente Social. A elabora&#xE7;&#xE3;o e apresenta&#xE7;&#xE3;o de documentos tamb&#xE9;m deve considerar a particularidade do p&#xFA;blico leitor, que inclui agentes que desconhecem a linguagem burocr&#xE1;tica do meio (termos, institui&#xE7;&#xF5;es, siglas, etc.), o que exigir&#xE1; um esfor&#xE7;o adicional de tradu&#xE7;&#xE3;o para a boa transmiss&#xE3;o da mensagem profissional.</p>
<p>Cabe enfatizar que a atua&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tico-administrativa dos Assistentes Sociais toca na articula&#xE7;&#xE3;o e nos embates entre os segmentos que integram os conselhos. Isto &#xE9;, a dire&#xE7;&#xE3;o que assume o posicionamento t&#xE9;cnico; a forma de o profissional auxiliar no processo de condu&#xE7;&#xE3;o de reuni&#xF5;es; seu modo de encaminhar as rotinas burocr&#xE1;ticas impacta as tens&#xF5;es inerentes &#xE0;s disputas pol&#xED;ticas das institui&#xE7;&#xF5;es participativas. Priorizar o acompanhamento do processo de trabalho &#x201C;a&#x201D; - por exemplo: a orienta&#xE7;&#xE3;o para entidades que desejam adentrar no campo da presta&#xE7;&#xE3;o de servi&#xE7;os sociais -, ou da pauta &#x201C;b&#x201D; - focada na fiscaliza&#xE7;&#xE3;o das ofertas do Estado ou no financiamento de uma pol&#xED;tica p&#xFA;blica -, n&#xE3;o &#xE9; apenas uma escolha do cotidiano de trabalho, mas um ato com repercuss&#xF5;es pol&#xED;ticas, que interfere nos interesses dos conselheiros e de sua base social.</p>
<p>Aqui &#xE9; preciso fugir da pecha de &#x201C;pacificador institucional&#x201D;, isto &#xE9;, de um agente focado t&#xE3;o somente na promo&#xE7;&#xE3;o da harmonia. Ainda que o Assistente Social participe da formula&#xE7;&#xE3;o de consensos, sua tarefa nos espa&#xE7;os conselhistas &#xE9; qualificar e apoiar os debates (ampliando a resson&#xE2;ncia e porosidade dos colegiados &#xE0; participa&#xE7;&#xE3;o). O entendimento entre os agentes deve surgir da pr&#xF3;pria din&#xE2;mica da disputa pol&#xED;tica, com suas contradi&#xE7;&#xF5;es e enfrentamentos (<xref ref-type="bibr" rid="B41">PERDIG&#xC3;O, 2010</xref>).</p>
<p>Al&#xE9;m disso, <italic>numa segunda dimens&#xE3;o,</italic> existem as atividades de mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e organiza&#xE7;&#xE3;o propriamente ditas. Nos conselhos, tais pr&#xE1;ticas assumem um t&#xF4;nus particular. Trata-se de promover a participa&#xE7;&#xE3;o dos atores dos colegiados (usu&#xE1;rios, trabalhadores, entidades e organiza&#xE7;&#xF5;es da sociedade civil, bem como os agentes governamentais). Em termos gerais, compreende-se que essas a&#xE7;&#xF5;es visam estruturar iniciativas que potencializem a capacidade dos agentes para intervir de forma qualificada nas institui&#xE7;&#xF5;es participativas, contribuindo para minimiza&#xE7;&#xE3;o e supera&#xE7;&#xE3;o das assimetrias de poder e participa&#xE7;&#xE3;o na esfera p&#xFA;blica (<xref ref-type="bibr" rid="B4">ALCHORNE; SILVA; TOL&#xCA;DO, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">MARTINS, 2013</xref>).</p>
<p>Um tra&#xE7;o relevante nessa &#xE1;rea &#xE9; o fato de que o trabalho de mobiliza&#xE7;&#xE3;o deve se direcionar tamb&#xE9;m aos agentes que n&#xE3;o integram as institui&#xE7;&#xF5;es participativas, ou seja, ao conjunto da sociedade. Dessa forma, a atua&#xE7;&#xE3;o t&#xE9;cnica deve promover a articula&#xE7;&#xE3;o dos conselhos junto a movimentos sociais, redes de atores e organiza&#xE7;&#xF5;es da sociedade civil, no sentido de provocar, ampliar e intensificar os processos de participa&#xE7;&#xE3;o dos sujeitos.</p>
<p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B31">Martins (2013)</xref>, podemos destacar a organiza&#xE7;&#xE3;o de f&#xF3;runs, debates, encontros, audi&#xEA;ncias p&#xFA;blicas, a&#xE7;&#xF5;es de divulga&#xE7;&#xE3;o dos conselhos e or&#xE7;amentos participativos, palestras e cursos como atividades privilegiadas do Assistente Social naquilo que se refere &#xE0; promo&#xE7;&#xE3;o da participa&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica no &#xE2;mbito das redes. Esse tipo de trabalho parte das potencialidades acumuladas pela sociedade civil, objetivando a amplia&#xE7;&#xE3;o e a constru&#xE7;&#xE3;o de canais efetivos e ramificados de controle social, de forma a estimular a socializa&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica do maior n&#xFA;mero de atores poss&#xED;vel.</p>
<p>Quest&#xE3;o fundamental no campo da mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e da organiza&#xE7;&#xE3;o diz respeito &#xE0; atua&#xE7;&#xE3;o dos pr&#xF3;prios protagonistas das inst&#xE2;ncias de participa&#xE7;&#xE3;o. Ou seja, este trabalho se direciona tamb&#xE9;m, e sobretudo, ao est&#xED;mulo da atua&#xE7;&#xE3;o dos pr&#xF3;prios conselheiros. Contribuir para que estes se mantenham atuantes, articulados a suas bases e obtenham as ferramentas adequadas para suas atividades deve ser objetivo central dos profissionais que atuam nas secretarias executivas.</p>
<p>Nos conselhos, os conflitos e pormenores do processo pol&#xED;tico podem cristalizar din&#xE2;micas que afastem ou dificultem a participa&#xE7;&#xE3;o de alguns de seus segmentos, ocasionando subrepresenta&#xE7;&#xE3;o e subparticipa&#xE7;&#xE3;o de seus atores (<xref ref-type="bibr" rid="B17">FUKS; PERISSINOTTO, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B43">RAICHELIS, 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">CUNHA, 2009</xref>). Dificuldades para entender os termos dos debates, comparecer &#xE0;s reuni&#xF5;es e apresentar quest&#xF5;es para a discuss&#xE3;o ou delibera&#xE7;&#xE3;o exprimem situa&#xE7;&#xF5;es que podem comprometer os objetivos democr&#xE1;ticos destes colegiados. Neste tocante, a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social, enquanto uma atividade de dimens&#xE3;o pedag&#xF3;gica, deve se colocar tamb&#xE9;m como um modo de instrumentaliza&#xE7;&#xE3;o dos atores que comp&#xF5;em o processo participativo, enfrentando tais contextos - ainda que de forma local e molecular (MARTINS, 2006).</p>
<p>Deve-se compreender que as arenas pol&#xED;tico-institucionais repercutem os antagonismos, desigualdades e sujei&#xE7;&#xF5;es que marcam a sociedade. Isso resulta, dentre outras coisas, em situa&#xE7;&#xF5;es em que os atores sociais n&#xE3;o conseguem se expressar politicamente, pois n&#xE3;o possuem os elementos institucionais, materiais e discursivos que lhes permitam construir prefer&#xEA;ncias pol&#xED;ticas sobre os temas em aprecia&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Para muitos agentes, &#xE9; dif&#xED;cil participar dada a falta de conhecimento dos ritos; de experi&#xEA;ncia de fala em inst&#xE2;ncias deliberativas; de conhecimento sobre a linguagem t&#xE9;cnica (sobretudo em mat&#xE9;rias relativas ao or&#xE7;amento p&#xFA;blico); de disponibilidade para os momentos de participa&#xE7;&#xE3;o (que podem envolver problemas com hor&#xE1;rios de reuni&#xE3;o, localiza&#xE7;&#xE3;o dos encontros, dificuldades de locomo&#xE7;&#xE3;o e alimenta&#xE7;&#xE3;o); ou porque sofrem discrimina&#xE7;&#xE3;o por parte de outros segmentos representativos (posto que grupos pol&#xED;ticos podem se aliar para reduzir ou excluir a presen&#xE7;a e a atua&#xE7;&#xE3;o de minorias).</p>
<p>Deve-se salientar, nesta esfera, que diversos estudiosos indicam a exist&#xEA;ncia de um leque de princ&#xED;pios n&#xE3;o excludentes que garantem a legitimidade e a simetria do processo de delibera&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica (<xref ref-type="bibr" rid="B12">CUNNINGHAM, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B6">AVRITZER, 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B10">COHEN, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">GUTMANN; THOMPSON, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B29">MANSBRIDGE, 2012</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B30">Marques (2012)</xref> assinala oito princ&#xED;pios fundamentais, que, se violados, podem gerar situa&#xE7;&#xF5;es profundas de desequil&#xED;brio. S&#xE3;o eles: a) igualdade, b) publicidade, c) reciprocidade, d) reflexividade, e) <italic>accountability</italic> (presta&#xE7;&#xE3;o de contas), f) autonomia, g) aus&#xEA;ncia de coer&#xE7;&#xE3;o, e h) respeito m&#xFA;tuo.</p>
<p>Conforme a autora, a transgress&#xE3;o desses princ&#xED;pios implica a exist&#xEA;ncia de estruturas de desigualdade pol&#xED;tica que atingem os agentes durante o processo participativo, podendo, inclusive, inviabilizar a legitimidade e a efic&#xE1;cia das decis&#xF5;es tomadas nos conselhos de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e estruturas afins.</p>
<p>No universo do Servi&#xE7;o Social, tais apontamentos indicam uma agenda de atua&#xE7;&#xE3;o, isto &#xE9;, um conjunto de quest&#xF5;es que precisam ser observadas no cotidiano e, quando identificadas, trabalhadas pela interven&#xE7;&#xE3;o profissional. Noutros termos: consolidar a atua&#xE7;&#xE3;o do Assistente Social nos conselhos significa desenvolver pr&#xE1;ticas que contribuam com o enfrentamento dos problemas de poder que possam afetar estas inst&#xE2;ncias. Fornecer subs&#xED;dios para que as v&#xE1;rias for&#xE7;as pol&#xED;ticas possam executar o seu papel &#xE9; uma das maneiras mais assertivas de fortalecer o potencial destes espa&#xE7;os democr&#xE1;ticos, &#x201C;[&#x2026;] criando, com isto, condi&#xE7;&#xF5;es para a disputa do projeto das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas&#x201D; (MARTINS, 2006, p. 42).</p>
<p>Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B31">Martins (2013)</xref>, nas institui&#xE7;&#xF5;es participativas existem ao menos quatro esquemas de desigualdade pol&#xED;tica que podem fazer emergir demandas para interven&#xE7;&#xE3;o do Assistente Social: 1) a desigualdade relativa &#xE0; socializa&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica (caracterizada pela exist&#xEA;ncia de atores pouco experientes ou com dificuldade para se integrar aos momentos de discuss&#xE3;o); 2) a desigualdade de compreens&#xE3;o e acesso ao conhecimento t&#xE9;cnico; 3) a desigualdade de vocaliza&#xE7;&#xE3;o (distribui&#xE7;&#xE3;o pouco equitativa do uso da fala e da iniciativa pol&#xED;tica) e, 4) a desigualdade de representa&#xE7;&#xE3;o (isto &#xE9;, a subrepresenta&#xE7;&#xE3;o de determinados segmentos e grupos nos conselhos e espa&#xE7;os afins<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref>).</p>
<p>O enfrentamento destes vetores exige a constru&#xE7;&#xE3;o de estrat&#xE9;gias singulares, elaboradas a partir da realidade de cada espa&#xE7;o socioinstitucional. Para enfrentar problemas relativos ao conhecimento t&#xE9;cnico e &#xE0;s assimetrias de vocaliza&#xE7;&#xE3;o e participa&#xE7;&#xE3;o dos agentes, os Assistentes Sociais podem articular cursos, capacita&#xE7;&#xF5;es, contribuir com a mobiliza&#xE7;&#xE3;o das bases dos conselheiros, empreender esfor&#xE7;os junto aos gestores, envidando a&#xE7;&#xF5;es que fortale&#xE7;am a disponibiliza&#xE7;&#xE3;o de recursos materiais como di&#xE1;rias e passagens aos colegiados. J&#xE1; para ampliar a ades&#xE3;o dos atores as reuni&#xF5;es ordin&#xE1;rias, comiss&#xF5;es e eventos, v&#xE1;rios recursos podem ser acionados: proposi&#xE7;&#xE3;o de mudan&#xE7;a de hor&#xE1;rios e local dos encontros (incluindo eventos descentralizados, realizados nas comunidades), utiliza&#xE7;&#xE3;o de meios alternativos para convoca&#xE7;&#xE3;o e comunica&#xE7;&#xE3;o (como redes sociais), etc. (<xref ref-type="bibr" rid="B4">ALCHORNE; SILVA; TOL&#xCA;DO, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B31">MARTINS, 2013</xref>).</p>
<p>No que toca aos desn&#xED;veis de representa&#xE7;&#xE3;o entre os atores pol&#xED;ticos, os profissionais podem consolidar estudos, visando subsidiar propostas de altera&#xE7;&#xE3;o no n&#xFA;mero de representantes de um segmento; estimular debates e reflex&#xF5;es que surgiram a elabora&#xE7;&#xE3;o alternativas espec&#xED;ficas para ampliar a presen&#xE7;a de tipos de agentes com dificuldades de participa&#xE7;&#xE3;o (como a promo&#xE7;&#xE3;o de f&#xF3;runs e movimentos de usu&#xE1;rios, trabalhadores de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e organiza&#xE7;&#xF5;es civis; eventos e articula&#xE7;&#xE3;o para agentes governamentais com baixa participa&#xE7;&#xE3;o, entre outros).</p>
<p>O ponto fundamental &#xE9; compreender a complexidade que abarca os fen&#xF4;menos pol&#xED;ticos nas institui&#xE7;&#xF5;es participativas, o que exige a utiliza&#xE7;&#xE3;o (muitas vezes simult&#xE2;nea) de diversos recursos pelo Assistente Social. Conselhos de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, c&#xE2;maras tem&#xE1;ticas e or&#xE7;amentos participativos, n&#xE3;o s&#xE3;o inst&#xE2;ncias harm&#xF4;nicas. Inclusive, &#xE9; preciso valorizar o papel que as disputas possuem nestes espa&#xE7;os, ao fazer emergir os contextos reais de problemas e conflitos, ao inv&#xE9;s de encobri-los. Dessa forma, incentivar conjunturas pol&#xED;tico-institucionais em que os agentes possam apresentar suas ideias, interesses, bem como defender e lutar por suas pautas deve ser um objetivo central do Servi&#xE7;o Social (<xref ref-type="bibr" rid="B41">PERDIG&#xC3;O, 2010</xref>).</p>
<p>Nesse contexto, o trabalho do Assistente Social, no campo da mobiliza&#xE7;&#xE3;o e da organiza&#xE7;&#xE3;o, ganha possibilidades e desafios espec&#xED;ficos, em que o profissional &#xE9; demandado para promover a participa&#xE7;&#xE3;o,</p> <disp-quote>
<p>entendida como partilha de decis&#xF5;es, de poder. Pode impulsionar formas democr&#xE1;ticas na gest&#xE3;o de pol&#xED;ticas e programas, socializar informa&#xE7;&#xF5;es, alargar os canais que d&#xE3;o voz e poder decis&#xF3;rio &#xE0; sociedade civil, permitindo ampliar sua possibilidade de inger&#xEA;ncia na coisa p&#xFA;blica a partir de uma concep&#xE7;&#xE3;o de gest&#xE3;o que reconhece uma arena de interesses a serem negociados (IAMAMOTO, 2001).</p>
<p>A contribui&#xE7;&#xE3;o dos assistentes sociais para fazer avan&#xE7;ar a esfera p&#xFA;blica no campo das pol&#xED;ticas sociais &#xE9; incontest&#xE1;vel. Isto porque a potencializa&#xE7;&#xE3;o dos conselhos, pela sua intr&#xED;nseca liga&#xE7;&#xE3;o com as pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas, interessa ao profissional que, no seu cotidiano, atua junto &#xE0;queles que, por direito, devem usufruir de programas e a&#xE7;&#xF5;es decorrentes da implanta&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas planejadas. Al&#xE9;m disso, o que se busca &#xE9; construir uma cultura p&#xFA;blica democr&#xE1;tica, em que a sociedade tenha um papel questionador, propositivo, por meio do qual se possa partilhar poder e dividir responsabilidades (<xref ref-type="bibr" rid="B5">ALVES, 2004</xref>, p. 61).</p></disp-quote>
<p>Objetivos deste cariz s&#xF3; podem ser buscados por meio de uma atua&#xE7;&#xE3;o qualificada, prudente e comprometida, cuja fundamenta&#xE7;&#xE3;o repouse no compromisso da categoria com o controle social, exercido no sentido do fortalecimento das classes populares e movimentos sociais.</p>
<p>Condensando nossa breve exposi&#xE7;&#xE3;o, apresentamos abaixo um quadro-s&#xED;ntese acerca do trabalho dos Assistentes Sociais nas institui&#xE7;&#xF5;es participativas. Salientamos que nossas considera&#xE7;&#xF5;es n&#xE3;o esgotam a riqueza e a extens&#xE3;o da interven&#xE7;&#xE3;o profissional nesses espa&#xE7;os, apenas procuramos apontar algumas possibilidades para a atua&#xE7;&#xE3;o, com base das reflex&#xF5;es ora realizadas.<xref ref-type="table" rid="t1"/></p>
<table-wrap id="t1">
<label>Quadro 1</label>
<caption>
<title>Dimens&#xF5;es da atua&#xE7;&#xE3;o dos assistentes sociais nas institui&#xE7;&#xF5;es participativas</title></caption>
<alternatives>
	<graphic xlink:href="tb1.png"/>
<table frame="box" rules="all">
<colgroup width="33%">
<col/>
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left">A&#xE7;&#xF5;es pol&#xED;tico-administrativas</th>
<th align="left">Caracter&#xED;sticas:
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Comp&#xF5;em um leque de tarefas administrativas que caracterizam a rotina institucional dos assistentes sociais dentro de &#xF3;rg&#xE3;os de apoio aos conselhos e espa&#xE7;os afins.</p></list-item></list></th>
<th align="left">Marco operacional:
<list list-type="simple">
<list-item>
<p>S&#xE3;o caracterizadas por a&#xE7;&#xF5;es como coordena&#xE7;&#xE3;o de equipes multiprofissionais; convoca&#xE7;&#xE3;o e elabora&#xE7;&#xE3;o de atas de reuni&#xE3;o; organiza&#xE7;&#xE3;o de documenta&#xE7;&#xE3;o; fiscaliza&#xE7;&#xE3;o e inscri&#xE7;&#xE3;o de organiza&#xE7;&#xF5;es da sociedade civil; formula&#xE7;&#xE3;o e apresenta&#xE7;&#xE3;o de laudos e pareceres t&#xE9;cnicos e suporte aos conselheiros para elabora&#xE7;&#xE3;o de pautas.</p></list-item></list></th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left" rowspan="2">A&#xE7;&#xF5;es de mobiliza&#xE7;&#xE3;o e organiza&#xE7;&#xE3;o (direcionadas aos atores das institui&#xE7;&#xF5;es participativas e tamb&#xE9;m &#xE0; articula&#xE7;&#xE3;o dos colegiados com o conjunto da sociedade)</td>
<td align="left">Caracter&#xED;sticas das a&#xE7;&#xF5;es internas aos colegiados participativos:
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Visam estruturar atividades que qualifiquem os atores dos conselhos e institui&#xE7;&#xF5;es afins para intervir de forma republicana na vida das institui&#xE7;&#xF5;es participativas, contribuindo para minimiza&#xE7;&#xE3;o e supera&#xE7;&#xE3;o das assimetrias participa&#xE7;&#xE3;o na esfera p&#xFA;blica.</p></list-item></list></td>
<td align="left">Marco operacional:
<list list-type="simple">
<list-item>
<p>Compreendem a realiza&#xE7;&#xE3;o de estudos; propostas de planos, assessoria e capacita&#xE7;&#xE3;o de conselheiros; atividades de apoio &#xE0; mobiliza&#xE7;&#xE3;o de bases dos segmentos representativos da sociedade civil.</p></list-item></list></td></tr>
<tr>
<td align="left">Caracter&#xED;sticas das a&#xE7;&#xF5;es direcionadas &#xE0; articula&#xE7;&#xE3;o com a sociedade:
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Direcionam-se de maneira para os agentes que n&#xE3;o integram os espa&#xE7;os pol&#xED;ticos como os conselhos, centrando- se na consolida&#xE7;&#xE3;o e no acionamento dos movimentos sociais, das redes de atores e organiza&#xE7;&#xF5;es da sociedade civil, no sentido de provocar, ampliar e intensificar articula&#xE7;&#xE3;o destes junto a tais espa&#xE7;os.</p></list-item></list></td>
<td align="left">Marco operacional:
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Apoio a a&#xE7;&#xF5;es de articula&#xE7;&#xE3;o de f&#xF3;runs; debates; audi&#xEA;ncias p&#xFA;blicas; a&#xE7;&#xF5;es de divulga&#xE7;&#xE3;o dos conselhos, palestras e ministra&#xE7;&#xE3;o de cursos abertos a toda sociedade.</p></list-item></list></td></tr></tbody></table></alternatives>
<table-wrap-foot>
<fn id="TFN1">
<p>Fonte: elaborado pelo autor.</p></fn></table-wrap-foot></table-wrap>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>Considera&#xE7;&#xF5;es finais</title>
<p>A atua&#xE7;&#xE3;o do Assistente Social nas inst&#xE2;ncias de apoio &#xE0;s institui&#xE7;&#xF5;es participativas &#xE9; uma das grandes conquistas da categoria profissional. O protagonismo da profiss&#xE3;o nestes espa&#xE7;os &#xE9; fruto dos ac&#xFA;mulos pr&#xE1;ticos e te&#xF3;rico-metodol&#xF3;gicos que consolidaram o projeto profissional hoje hegem&#xF4;nico no Servi&#xE7;o Social, com sua orienta&#xE7;&#xE3;o voltada &#xE0; defesa da democracia e da participa&#xE7;&#xE3;o social.</p>
<p>A manuten&#xE7;&#xE3;o destes elementos, obviamente, depende da capacidade dos assistentes sociais para se atualizar frente as demandas de trabalho, transformando os problemas colocados pelo dinamismo do real em respostas interventivas. Neste sentido, a continuidade do investimento te&#xF3;rico que a categoria tem empreendido neste campo, sobretudo naquilo que concerne &#xE0; conex&#xE3;o entre os dilemas conceituais e as quest&#xF5;es pr&#xE1;ticas que interpelam o cotidiano de atua&#xE7;&#xE3;o, &#xE9; decisiva.</p>
<p>Neste tocante, contribuir com o adensamento te&#xF3;rico da profiss&#xE3;o foi nosso intuito, mais importante ainda &#xE9; que este movimento estimule o surgimento de novas problematiza&#xE7;&#xF5;es, enriquecendo as discuss&#xF5;es da categoria com outros apontamentos e perspectivas.</p>
</sec></body>
<back>
<fn-group>
<fn fn-type="other" id="fn1">
<label>1</label>
<p>Importante lembrar que tal movimento possui grande conex&#xE3;o com a amplia&#xE7;&#xE3;o do pr&#xF3;prio n&#xFA;mero de Assistentes Sociais, os quais contribuem diretamente nestas arenas como conselheiros.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn2">
<label>2</label>
<p>A quest&#xE3;o central aqui se define a partir do entendimento instaurado pelo pr&#xF3;prio <xref ref-type="bibr" rid="B45">Weber (1994)</xref> acerca dos conflitos inerentes &#xE0; diversidade de interesses e identidades contidos na esfera social. A luta coletiva, formada a partir dessas inclina&#xE7;&#xF5;es subjetivas, seria, para todos os efeitos, uma disputa por <italic>status,</italic> e, nesse sentido, a pretens&#xE3;o igualit&#xE1;ria de muitos movimentos e grupos sociais seria uma ilus&#xE3;o, posto que a mobiliza&#xE7;&#xE3;o social, em &#xFA;ltima inst&#xE2;ncia, estaria inclusa dentro dos conflitos de poder, cujo campo inescap&#xE1;vel &#xE9; o da domina&#xE7;&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B32">MARTINS, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">2016</xref>).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn3">
<label>3</label>
<p>De fato, como assinala <xref ref-type="bibr" rid="B39">Netto (1996)</xref>, a &#xE2;nsia por incorporar novas determina&#xE7;&#xF5;es &#xE0; an&#xE1;lise do cen&#xE1;rio coletivo levou a teoria social a uma abordagem culturalista, que, no m&#xE1;ximo, tangencia os problemas econ&#xF4;micos definidores da sociabilidade. O exemplo maior desta realidade se encontra nas teorias p&#xF3;s-modernas, voltadas &#xE0; interpreta&#xE7;&#xE3;o dos s&#xED;mbolos e das linguagens, cujo corol&#xE1;rio seria nega&#xE7;&#xE3;o (muitas vezes expl&#xED;cita) das quest&#xF5;es diretamente vinculadas &#xE0;s disputas entre o capital e o trabalho.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn4">
<label>4</label>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B28">Ernesto Laclau (2003)</xref>, por exemplo, operou uma mudan&#xE7;a profunda no conceito gramsciano de hegemonia, a qual tem o m&#xE9;rito de ampliar o tema, abordando a quest&#xE3;o das identidades e da diversidade de lutas sociais. Entretanto, o autor notoriamente culmina por subtrair de sua an&#xE1;lise qualquer tratamento relativo &#xE0; economia pol&#xED;tica, ocultando elementos essenciais de tal categoria.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn5">
<label>5</label>
<p>Acerca disso, para <xref ref-type="bibr" rid="B16">Fraser (2006</xref>, p. 231): &#x201C;Nenhuma das duas posi&#xE7;&#xF5;es &#xE9; adequada [&#x2026;]. Ambas s&#xE3;o demasiado abrangentes e sem nuan&#xE7;as. Ao inv&#xE9;s de simplesmente endossar ou rejeitar o que &#xE9; simpl&#xF3;rio na pol&#xED;tica da identidade, dev&#xED;amos nos dar conta de que temos pela frente uma nova tarefa intelectual e pr&#xE1;tica: a de desenvolver uma teoria cr&#xED;tica do reconhecimento, que identifique e assuma a defesa somente daquelas vers&#xF5;es da pol&#xED;tica cultural da diferen&#xE7;a que possam ser combinadas coerentemente com a pol&#xED;tica social da igualdade. Ao formular esse projeto, assumo que a justi&#xE7;a hoje exige tanto redistribui&#xE7;&#xE3;o como reconhecimento&#x201D;.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn6">
<label>6</label>
<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B24">Iamamoto (2009a</xref>, p. 22), &#x201C;o Movimento de Reconceitua&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social na Am&#xE9;rica Latina teve lugar no per&#xED;odo de 1965 a 1975, impulsionado pela intensifica&#xE7;&#xE3;o das lutas sociais que se refratavam na Universidade, nas Ci&#xEA;ncias Sociais, na Igreja, nos movimentos estudantis, dentre outras express&#xF5;es. Ele expressa um amplo questionamento da profiss&#xE3;o (suas finalidades, fundamentos, compromissos &#xE9;ticos e pol&#xED;ticos, procedimentos operativos e forma&#xE7;&#xE3;o profissional), dotado de v&#xE1;rias vertentes e com n&#xED;tidas particularidades nacionais. Mas sua unidade assentava-se na busca de constru&#xE7;&#xE3;o de um Servi&#xE7;o Social latino-americano: na recusa da importa&#xE7;&#xE3;o de teorias e m&#xE9;todos alheios &#xE0; nossa hist&#xF3;ria, na afirma&#xE7;&#xE3;o do compromisso com as lutas dos &#x2018;oprimidos&#x2019; pela &#x2018;transforma&#xE7;&#xE3;o social&#x2019; e no prop&#xF3;sito de atribuir um car&#xE1;ter cient&#xED;fico &#xE0;s atividades profissionais. Denunciava-se a pretensa neutralidade pol&#xED;tico-ideol&#xF3;gica, a restri&#xE7;&#xE3;o dos efeitos de suas atividades aprisionadas em microespa&#xE7;os sociais e a debilidade te&#xF3;rica no universo profissional&#x201D;. J&#xE1; a &#x201C;[&#x2026;] <italic>Renova&#xE7;&#xE3;o do Servi&#xE7;o Social Brasileiro</italic> foi uma din&#xE2;mica diferente que surgiu a partir da obstru&#xE7;&#xE3;o da <italic>Reconceitua&#xE7;&#xE3;o</italic> pelo conservadorismo que emergiu junto com a Ditadura em 1964. Assim, a moderniza&#xE7;&#xE3;o da profiss&#xE3;o no pa&#xED;s foi um processo alternativo &#xE0;quele que vinha se desenhando na maioria dos pa&#xED;ses da Am&#xE9;rica do Sul, outro padr&#xE3;o de resposta &#xE0; crise profissional - situa&#xE7;&#xE3;o posta pela fragiliza&#xE7;&#xE3;o da categoria frente as necessidades sociais que devia atender. Esta fase hist&#xF3;rica foi tanto uma din&#xE2;mica que se concretizou por meio de for&#xE7;as progressistas como conservadoras, que buscavam enfrentar a debilidade profissional no pa&#xED;s, conjuntura que fez com que a cr&#xED;tica radical ao Servi&#xE7;o Social entre n&#xF3;s se desenvolvesse de forma tardia&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B32">MARTINS, 2014</xref>, p. 98).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn7">
<label>7</label>
<p>&#xC9; certo tamb&#xE9;m que, na contemporaneidade, esta nova orienta&#xE7;&#xE3;o profissional coexiste com outra de natureza conservadora, forjada a partir das necessidades dos setores dominantes colocadas pela reforma do Estado e pela reestrutura&#xE7;&#xE3;o produtiva (toyotismo), e que se expressa em uma pedagogia da solidariedade, fundada (novamente) em interven&#xE7;&#xF5;es minimalistas que mascaram os conflitos de classe (<xref ref-type="bibr" rid="B1">ABREU, 2002</xref>).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn8">
<label>8</label>
<p>Caso dos munic&#xED;pios de grande porte, em que as secretarias executivas costumam ter equipes com v&#xE1;rios profissionais.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn9">
<label>9</label>
<p>Por exemplo, os Fundos Municipais de Assist&#xEA;ncia Social (FMAS&#x27;s).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn10">
<label>10</label>
<p>Como, por exemplo, inexist&#xEA;ncia de proporcionalidade entre os segmentos que comp&#xF5;em a sociedade civil.</p></fn></fn-group>
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<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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<publisher-loc>S&#xE3;o Paulo</publisher-loc>
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<chapter-title>Debate simult&#xE2;neo: assist&#xEA;ncia social, mobiliza&#xE7;&#xE3;o e educa&#xE7;&#xE3;o popular</chapter-title><person-group person-group-type="editor">
<collab>CONSELHO FEDERAL DE SERVI&#xC7;O SOCIAL - CFESS</collab></person-group>
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<chapter-title>Mobiliza&#xE7;&#xE3;o social e pr&#xE1;ticas educativas</chapter-title><person-group person-group-type="editor">
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<comment>Anais &#x2026;</comment>
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<year>2015</year>
<fpage>1</fpage>
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<date-in-citation content-type="access-date">Acessado em, 27. ago., 2017</date-in-citation></element-citation>
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<source><bold>Participa&#xE7;&#xE3;o e gest&#xE3;o democr&#xE1;tica das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas</bold>: a inser&#xE7;&#xE3;o e os desafios do trabalho do assistente social nos conselhos de sa&#xFA;de</source>
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