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<journal-title>Textos &#x26; Contextos (Porto Alegre)</journal-title>
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<publisher-name>Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul, Programa de P&#xF3;s-Gradua&#xE7;ao em Servi&#xE7;o Social</publisher-name></publisher>
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<subject>Neoliberalismo, Desenvolvimento e Gest&#xE3;o Urbana</subject></subj-group></article-categories>
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<article-title>As Pr&#xE1;ticas do Desenvolvimentismo Brasileiro: Plano de Metas e Programa de Acelera&#xE7;&#xE3;o do Crescimento</article-title>
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<trans-title>The Practices of Brazilian Developmentalism: Plano de Metas and Programa de Acelera&#xE7;&#xE3;o do Crescimento</trans-title></trans-title-group>
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<name><surname>Reis</surname><given-names>Carlos Nelson dos</given-names></name><xref ref-type="aff" rid="aff2">**</xref></contrib>
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<institution content-type="original">Doutor e P&#xF3;s-Doutor em Servi&#xE7;o Social pela Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Atualmente &#xE9; Professor Adjunto da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Cerro Largo &#x2013; RS/Brasil. CV: http://lattes.cnpq.br/9661112584933921. E-mail: erotta@uffs.edu.br</institution></aff>
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<institution content-type="original">Economista e Professor Titular do PPGSS da Pontif&#xED;cia Universidade Cat&#xF3;lica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre &#x2013; RS/BR. CV: http://lattes.cnpq.br/1189185311123488. E-mail: cnelson@pucrs.br</institution></aff>
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<license-p>Este artigo est&#xE1; licenciado sob forma de uma licen&#xE7;a Creative Commons Atribui&#xE7;&#xE3;o 4.0 Internacional, que permite uso irrestrito, distribui&#xE7;&#xE3;o e reprodu&#xE7;&#xE3;o em qualquer meio, desde que a publica&#xE7;&#xE3;o original seja corretamente citada.</license-p></license></permissions>
<abstract>
<title>RESUMO</title>
<p>O artigo compara dois planos de desenvolvimento implantados no Brasil a partir das refer&#xEA;ncias do ide&#xE1;rio desenvolvimentista: o Plano de Metas e o Programa de Acelera&#xE7;&#xE3;o do Crescimento (PAC). Pergunta-se pelas semelhan&#xE7;as e diferen&#xE7;as entre eles, explorando aspectos ligados ao contexto hist&#xF3;rico, &#xE0;s caracter&#xED;sticas constitutivas fundamentais de cada um deles e &#xE0;s avalia&#xE7;&#xF5;es realizadas pela literatura da &#xE1;rea. O estudo fundamenta-se no m&#xE9;todo dial&#xE9;tico e tem como instrumento a pesquisa bibliogr&#xE1;fica e documental. O Plano de Metas foi instrumento fundamental na consolida&#xE7;&#xE3;o do processo de industrializa&#xE7;&#xE3;o e na integra&#xE7;&#xE3;o da economia brasileira ao circuito internacional. O PAC recolocou o Estado como agente decisivo na agenda do desenvolvimento, estabelecendo, com o mercado, um conjunto de rela&#xE7;&#xF5;es h&#xED;bridas e complexas, tendo em vista a cria&#xE7;&#xE3;o de um &#x201C;c&#xED;rculo virtuoso&#x201D; de crescimento econ&#xF4;mico, progresso t&#xE9;cnico e melhoria da distribui&#xE7;&#xE3;o de renda.</p></abstract>
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<title>ABSTRACT</title>
<p>The article compares two development plans implemented in Brasil from the references of the developmentalist ideology: the Plano de Metas and the Programa de Acelera&#xE7;&#xE3;o do Crescimento (PAC). It questions the similarities and differences between them, exploring aspects related to the historical context, the fundamental constitutive characteristics of each one of them and the evaluations carried out by the literature of the area. The study is based on the dialectical method and has as instruments the bibliographical and documentary research. The Plano de Metas was a fundamental instrument in the consolidation of the industrialization process and in integration of Brazilian economy into the international circuit. The PAC has reinstated the State as a decisive agent in the development agenda, establishing a hybrid and complex relationship with the market, in order to create a &#x22;virtuous circle&#x22; of economic growth, technical progress and improved income distribution.</p></trans-abstract>
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<title>Palavras-chave:</title>
<kwd>Desenvolvimentismo</kwd>
<kwd>Pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas</kwd>
<kwd>Estado</kwd>
<kwd>Mercado</kwd></kwd-group>
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<title>Keywords</title>
<kwd>Developmentalism</kwd>
<kwd>Public policy</kwd>
<kwd>State</kwd>
<kwd>Marketplace</kwd></kwd-group>
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<p>O desenvolvimentismo, quer seja entendido como &#x201C;fen&#xF4;meno da esfera do pensamento&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BIELSCHOWSKY,1988</xref>) ou como &#x201C;conjunto de pr&#xE1;ticas hist&#xF3;ricas de pol&#xED;tica econ&#xF4;mica&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>), tem sua origem ligada ao per&#xED;odo p&#xF3;s-Grande Depress&#xE3;o<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>, especialmente na experi&#xEA;ncia dos pa&#xED;ses da Am&#xE9;rica Latina, tendo a Comiss&#xE3;o Econ&#xF4;mica para a Am&#xE9;rica Latina e o Caribe (CEPAL)<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> como centro propulsor desse pensamento. Portanto, &#xE9; poss&#xED;vel aferir que se trata de um fen&#xF4;meno situado em um tempo espec&#xED;fico, meados do s&#xE9;culo XX, e tendo um local predominante, os pa&#xED;ses da Am&#xE9;rica Latina, por&#xE9;m, que acabou disseminando-se pelo mundo, de forma especial, entre os pa&#xED;ses perif&#xE9;ricos (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>). A hist&#xF3;ria econ&#xF4;mica brasileira registra como sua primeira experi&#xEA;ncia desenvolvimentista a implanta&#xE7;&#xE3;o do Plano de Metas no per&#xED;odo 1955/60.</p>
<p>No decorrer do tempo, a retomada das experi&#xEA;ncias desenvolvimentistas, neste in&#xED;cio do s&#xE9;culo XXI, ocorre, praticamente, nestes mesmos locais e na esteira de uma nova crise do capitalismo, agora afeita &#xE0;s formula&#xE7;&#xF5;es de pol&#xED;ticas econ&#xF4;micas fundamentadas no recorte te&#xF3;rico neoliberal. A crise das formula&#xE7;&#xF5;es de pol&#xED;ticas econ&#xF4;micas e sociais implantadas com base nesse ide&#xE1;rio, nas mais diversas partes do mundo, torna-se amplamente vis&#xED;vel a partir do final da d&#xE9;cada de 1990. Aspectos dela manifestam-se no crescimento das taxas de desemprego, na amplia&#xE7;&#xE3;o das desigualdades sociais e regionais, na concentra&#xE7;&#xE3;o de renda e nas baixas taxas de crescimento econ&#xF4;mico. Nessa perspectiva, a nova ofensiva desenvolvimentista brasileira se concretizar&#xE1; a partir da implanta&#xE7;&#xE3;o do PAC.</p>
<p>Esta retomada do desenvolvimentismo, talvez, seja decorrente do fato de que os problemas que lhe deram origem (heterogeneidade estrutural, depend&#xEA;ncia, desigualdades, subdesenvolvimento, entre outros) ainda n&#xE3;o estejam superados e demandem novas reflex&#xF5;es, a partir dos novos contextos (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>). Nestas novas reflex&#xF5;es urge realizar an&#xE1;lises comparativas, a fim de perceber continuidades e novas proposi&#xE7;&#xF5;es que possam emergir dos novos cen&#xE1;rios. Neste sentido &#xE9; que se inclui este artigo, que tem como foco de compara&#xE7;&#xE3;o os dois momentos brasileiros anteriormente citados.</p>
<p>Para dar conta de refletir a respeito dessas experi&#xEA;ncias, o texto est&#xE1; organizado em duas partes. Na primeira, situa-se a trajet&#xF3;ria do desenvolvimentismo no Brasil, evidenciando suas bases te&#xF3;ricas e experi&#xEA;ncias concretas. Na segunda, foca-se na compara&#xE7;&#xE3;o entre o Plano de Metas e o PAC, tidos como experi&#xEA;ncias basilares de desenvolvimentismo cl&#xE1;ssico e do desenvolvimentismo recente.</p>
<sec>
<title>O desenvolvimentismo no Brasil</title>
<p>Para a sustenta&#xE7;&#xE3;o do in&#xED;cio desta reflex&#xE3;o, tem-se como ponto de refer&#xEA;ncia a defini&#xE7;&#xE3;o de desenvolvimentismo que se entende como abrangente, no sentido em que contempla a formula&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;ticas tanto econ&#xF4;micas quanto sociais.</p> <disp-quote>
<p>[&#x2026;] a pol&#xED;tica econ&#xF4;mica formulada e/ou executada, de forma deliberada, por governos (nacionais ou subnacionais) para, atrav&#xE9;s do crescimento da produ&#xE7;&#xE3;o e da produtividade, sob a lideran&#xE7;a do setor industrial, transformar a sociedade com vistas a alcan&#xE7;ar fins desej&#xE1;veis, destacadamente a supera&#xE7;&#xE3;o de seus problemas econ&#xF4;micos e sociais, dentro dos marcos institucionais do sistema capitalista (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>, p. 59).</p></disp-quote>
<p>Seus prim&#xF3;rdios, no Brasil, est&#xE3;o ligados ao esgotamento do modelo agr&#xE1;rio exportador, nas primeiras d&#xE9;cadas do s&#xE9;culo XX, e &#xE0; consequente produ&#xE7;&#xE3;o de alternativas. Nesta perspectiva, a &#x201C;Revolu&#xE7;&#xE3;o de 1930&#x201D; representou, de certa forma, a constru&#xE7;&#xE3;o de uma nova hegemonia, assentada na alian&#xE7;a entre a infante burguesia industrial, as camadas m&#xE9;dias urbanas e as elites rurais descontes com a tradicional pol&#xED;tica do &#x201C;caf&#xE9; com leite&#x201D;. Tratou-se de uma &#x201C;revolu&#xE7;&#xE3;o pelo alto&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B18">FERNANDES, 1975</xref>), pois foi realizada a partir de articula&#xE7;&#xF5;es das elites que angariaram o apoio da popula&#xE7;&#xE3;o com uma proposta que inclu&#xED;a algumas reivindica&#xE7;&#xF5;es dos movimentos sociais e culturais, mas n&#xE3;o mexia nas estruturas de propriedade e de classes que haviam se constitu&#xED;do desde o per&#xED;odo colonial. A op&#xE7;&#xE3;o pelo ide&#xE1;rio positivista como base da proposta representa bem as inten&#xE7;&#xF5;es da mesma. O positivismo era uma vers&#xE3;o capitalista aceit&#xE1;vel para as elites locais, pois seu projeto de &#x201C;modernidade e reforma social&#x201D; efetivava uma mudan&#xE7;a econ&#xF4;mica e cultural, sem grandes altera&#xE7;&#xF5;es na estrutura de classes e de poder presentes no pa&#xED;s (<xref ref-type="bibr" rid="B35">ROTTA, 2007</xref>).</p>
<p>Esse &#x201C;arranjo&#x201D; de apar&#xEA;ncia ideol&#xF3;gica, mas na pr&#xE1;tica, de interesses, permitiu: estabelecer uma pol&#xED;tica de prote&#xE7;&#xE3;o &#xE0; ind&#xFA;stria nacional contra a concorr&#xEA;ncia externa; mobilizar recursos que o empresariado nacional n&#xE3;o possu&#xED;a para criar uma infraestrutura adequada ao desenvolvimento industrial; apoiar a expans&#xE3;o do setor privado, atrav&#xE9;s de subs&#xED;dios credit&#xED;cios e incentivos fiscais; criar uma legisla&#xE7;&#xE3;o trabalhista e previdenci&#xE1;ria que atra&#xED;sse m&#xE3;o-de-obra do meio rural para os centros urbanos; reordenar a estrutura agr&#xE1;ria, incentivando a produ&#xE7;&#xE3;o de alimentos a baixos custos para os trabalhadores urbanos e buscando novas inser&#xE7;&#xF5;es no mercado externo; mobilizar o pa&#xED;s em torno de &#x201C;um projeto de Na&#xE7;&#xE3;o&#x201D; que superasse as desigualdades regionais; realizar uma s&#xE9;rie de investimentos na ind&#xFA;stria de base, fundamental para a alavancagem de um processo efetivo de industrializa&#xE7;&#xE3;o; ampliar a diversifica&#xE7;&#xE3;o econ&#xF4;mica; desenvolver os meios de transporte; incorporar gradativamente o proletariado &#xE0; sociedade; fortalecer uma camada m&#xE9;dia de propriet&#xE1;rios imbu&#xED;dos de sentimento patri&#xF3;tico de amor ao trabalho e respeito &#xE0;s leis estabelecidas; e, introduzir novas t&#xE9;cnicas capazes de aumentar a produtividade do trabalho. Para implantar essa pol&#xED;tica utiliza-se estrat&#xE9;gias que alternavam coer&#xE7;&#xE3;o, consenso e &#x201C;autonomia controlada&#x201D;, marcas da &#x201C;Era Vargas&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B35">ROTTA, 2007</xref>).</p>
<p>Nessa linha de a&#xE7;&#xE3;o, a &#x201C;Era Vargas&#x201D; estabeleceu as bases iniciais de constru&#xE7;&#xE3;o da proposta desenvolvimentista que se consolidou com o governo Juscelino Kubitscheck de Oliveira (JK, 1956-61) e que, beneficiando-se da estrutura j&#xE1; constitu&#xED;da em termos de administra&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica, assim como de ambiente pol&#xED;tico favor&#xE1;vel, prop&#xF5;e substituir o &#x201C;nacionalismo getulista&#x201D; pelo &#x201C;desenvolvimentismo&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B11">CARDOSO, 1977</xref>). Com a proposta materializada no &#x201C;Plano de Metas&#x201D;<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>, o Presidente Juscelino consagrou, na opini&#xE3;o p&#xFA;blica, a m&#xE1;xima dos &#x201C;Cinquenta anos em Cinco&#x201D;. A alian&#xE7;a entre o Estado, a iniciativa privada, o capital internacional, as for&#xE7;as militares, as elites agr&#xE1;rias e os trabalhadores constitu&#xED;am ampla base de sustenta&#xE7;&#xE3;o, que permitia levar adiante a proposta (<xref ref-type="bibr" rid="B35">ROTTA, 2007</xref>).</p>
<p>Atrav&#xE9;s da a&#xE7;&#xE3;o direta e/ou indireta do Estado e da articula&#xE7;&#xE3;o do mesmo com o capital nacional e internacional, criou-se a infraestrutura econ&#xF4;mica indispens&#xE1;vel para a implanta&#xE7;&#xE3;o e o fortalecimento da ind&#xFA;stria em seus mais variados ramos. Al&#xE9;m da consolida&#xE7;&#xE3;o da infraestrutura b&#xE1;sica, o plano avan&#xE7;ou para a produ&#xE7;&#xE3;o de bens intermedi&#xE1;rios e at&#xE9; mesmo de capital, ampliando o j&#xE1; existente ou criando novas capacidades de produ&#xE7;&#xE3;o. O Plano de Metas e o conjunto de medidas adotadas para implant&#xE1;-lo transformam o Estado em um &#x201C;eficiente instrumento de refor&#xE7;o da acumula&#xE7;&#xE3;o de capital e de realiza&#xE7;&#xE3;o da transi&#xE7;&#xE3;o para um novo padr&#xE3;o de acumula&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B33">RABELO, 2003</xref>, p. 52), o que a literatura econ&#xF4;mica registra como &#x201C;capitalismo industrial maduro&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B33">RABELO, 2003</xref>, p. 50).</p>
<p>Sendo assim, fica poss&#xED;vel afirmar que o Governo JK representou o momento final de um processo que havia se iniciado em 1930, que marca a forma&#xE7;&#xE3;o das bases indispens&#xE1;veis &#xE0; autodetermina&#xE7;&#xE3;o da acumula&#xE7;&#xE3;o capitalista no Brasil. Consolida-se o processo de transforma&#xE7;&#xE3;o das bases econ&#xF4;micas, tecnol&#xF3;gicas, sociais, psicoculturais e pol&#xED;ticas necess&#xE1;rias para a implanta&#xE7;&#xE3;o do capitalismo industrial brasileiro. Transforma&#xE7;&#xF5;es que ret&#xEA;m, simultaneamente, tanto as caracter&#xED;sticas gerais de todo e qualquer desenvolvimento capitalista, bem como aquelas espec&#xED;ficas, pr&#xF3;prias de um capitalismo que se constituiu na etapa monopolista estatal do capitalismo mundial e que tem como ponto de partida um passado colonial (<xref ref-type="bibr" rid="B17">DRAIBE, 1985</xref>).</p>
<p>Na sequ&#xEA;ncia, a d&#xE9;cada de 1960 representou um per&#xED;odo privilegiado de explicita&#xE7;&#xE3;o do conflito entre as posi&#xE7;&#xF5;es que defendiam o avan&#xE7;o de um projeto desenvolvimentista com maior distribui&#xE7;&#xE3;o de renda e redu&#xE7;&#xE3;o das desigualdades sociais e regionais e os que propunham o aprofundamento da articula&#xE7;&#xE3;o/depend&#xEA;ncia com o capitalismo internacional, marcadamente excludente e concentrador de renda. O golpe militar foi a forma com que as for&#xE7;as identificadas com a segunda op&#xE7;&#xE3;o encontraram para consolidar seu projeto. Em nome da democracia e da ordem interna produziram um regime de exce&#xE7;&#xE3;o que garantiu a consolida&#xE7;&#xE3;o dos interesses do capital internacional e dos seus aliados em n&#xED;vel interno (<xref ref-type="bibr" rid="B10">BRUM, 2003</xref>).</p>
<p>Nessa linha de racioc&#xED;nio, a literatura &#xE9; farta em interpreta&#xE7;&#xF5;es que dizem que o desenvolvimentismo autorit&#xE1;rio, de 1968 a 1985, &#x201C;apesar da rejei&#xE7;&#xE3;o oficial de uma agenda de reforma progressista, o governo militar manteve v&#xE1;rios elementos desenvolvimentistas e, ao inv&#xE9;s de enfraquecer o papel do Estado, aumentou, mais ainda, sua capacidade de interven&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B31">PRADO, 2011</xref>, p. 29). As propostas implantadas (reforma fiscal, reforma do sistema financeiro, entre outras) ampliaram a capacidade de interven&#xE7;&#xE3;o do Estado na economia, gerando expressivo crescimento econ&#xF4;mico, por&#xE9;m concentrando renda e ampliando as desigualdades sociais. As rea&#xE7;&#xF5;es ao regime foram sendo intensificadas &#xE0; medida em que os &#xED;ndices de crescimento da economia diminu&#xED;am e o governo n&#xE3;o conseguia mais justificar sua proposta, interna e externamente. &#x201C;A crise da d&#xE9;cada de 1980 n&#xE3;o foi apenas uma crise conjuntural, foi um ponto de inflex&#xE3;o, em que um modelo de crescimento baseado na substitui&#xE7;&#xE3;o de importa&#xE7;&#xE3;o encontrou seus limites&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B31">PRADO, 2011</xref>, p.23).</p>
<p>A partir da d&#xE9;cada de 1980, com o enfraquecimento da sustenta&#xE7;&#xE3;o te&#xF3;rica do pensamento keynesiano e fortalecimento do neoliberal, o projeto de industrializa&#xE7;&#xE3;o &#xE9; abandonado pois &#xE9; julgado &#x201C;desnecess&#xE1;rio&#x201D; para o crescimento econ&#xF4;mico (<xref ref-type="bibr" rid="B9">PEREIRA, 2016</xref>). Na d&#xE9;cada de 1990, &#x201C;as reformas neoliberais s&#xE3;o adotadas por todos os pa&#xED;ses da periferia do capitalismo, exceto os pa&#xED;ses do Leste Asi&#xE1;tico e a &#xCD;ndia. As novas palavras de ordem passam a ser desnacionaliza&#xE7;&#xE3;o, privatiza&#xE7;&#xE3;o e desregulamenta&#xE7;&#xE3;o&#x201D;<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref> (PEREIRA, 2016, p. 151).</p>
<p>A crise das formula&#xE7;&#xF5;es de pol&#xED;ticas econ&#xF4;micas e sociais implantadas com base no ide&#xE1;rio neoliberal, nas mais diversas partes do mundo, torna-se amplamente vis&#xED;vel a partir do final da d&#xE9;cada de 1990. Aspectos dela manifestam-se no crescimento das taxas de desemprego, na amplia&#xE7;&#xE3;o das desigualdades sociais e regionais, na concentra&#xE7;&#xE3;o de renda e nas baixas taxas de crescimento econ&#xF4;mico. &#x201C;A incapacidade do Consenso de Washington em fundamentar pol&#xED;ticas econ&#xF4;micas capazes de engendrar processos de desenvolvimento mais duradouros&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CARNEIRO, 2012</xref>, p.767), gerou cr&#xED;ticas recorrentes &#xE0;s suas concep&#xE7;&#xF5;es e derrota das coaliz&#xF5;es pol&#xED;ticas que lhe davam sustenta&#xE7;&#xE3;o, em especial na Am&#xE9;rica Latina.</p>
<p>No caso do Brasil, a partir das cr&#xED;ticas ao ide&#xE1;rio neoliberal e das &#x201C;novas coaliz&#xF5;es pol&#xED;ticas&#x201D; que se formam, emergem, de forma geral<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref>, duas vertentes de pensamento identificadas com o ide&#xE1;rio desenvolvimentista: o novo-desenvolvimentismo e o social-desenvolvimentismo (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CARNEIRO, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>). O novo-desenvolvimentismo tem origem em grupos e intelectuais que realizam a cr&#xED;tica &#xE0; pol&#xED;tica macroecon&#xF4;mica do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), muitos deles ligados ao pensamento liberal, tendo em Luiz Carlos Bresser Pereira seu principal expoente. Enquanto o social-desenvolvimentismo tem origem na equipe de governo do Presidente Lu&#xED;s In&#xE1;cio Lula da Silva, especialmente a partir do seu segundo mandato, sendo mais presente nas inst&#xE2;ncias pol&#xED;ticas, por&#xE9;m buscando afirma&#xE7;&#xE3;o na academia com Ricardo Bieslchowsky, M&#xE1;rcio Pochmann, Guido Mantega, Luciano Coutinho e Aloizio Mercadante Oliva.</p>
<p>Apontando as caracter&#xED;sticas essenciais do conceito de novo-desenvolvimentismo, Bresser Pereira (2016) refere tr&#xEA;s que estariam em seu n&#xFA;cleo central: a ideia de desenvolvimento como mudan&#xE7;a estrutural (herdada do desenvolvimentismo cl&#xE1;ssico), a tese do crescimento puxado pela demanda (herdada de Keynes e Kalecki) e a tend&#xEA;ncia sobre aprecia&#xE7;&#xE3;o c&#xED;clica e cr&#xF4;nica da taxa de c&#xE2;mbio. De outra forma, a proposta novo-desenvolvimentista est&#xE1; calcada em quatro teses fundamentais: (1) n&#xE3;o haver&#xE1; mercado forte sem um Estado forte; (2) n&#xE3;o haver&#xE1; crescimento sustentado a taxas elevadas sem o fortalecimento dessas duas institui&#xE7;&#xF5;es (Estado e mercado) e sem a implementa&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;ticas macroecon&#xF4;micas adequadas; (3) mercado e Estado fortes somente ser&#xE3;o constru&#xED;dos por uma estrat&#xE9;gia nacional de desenvolvimento; (4) n&#xE3;o &#xE9; poss&#xED;vel atingir o objetivo da redu&#xE7;&#xE3;o da desigualdade social sem crescimento a taxas elevadas e continuadas (<xref ref-type="bibr" rid="B36">SICS&#xDA;; PAULA; MICHEL, 2007</xref>).</p>
<p>Por outro lado, a proposta social-desenvolvimentista tem seu foco central na redistribui&#xE7;&#xE3;o de renda, recuperando a tradi&#xE7;&#xE3;o hist&#xF3;rica estruturalista de Ra&#xFA;l Prebisch e Celso Furtado (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>). A ideia-chave &#xE9; a &#x201C;defini&#xE7;&#xE3;o do social como eixo do desenvolvimento&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CARNEIRO, 2012</xref>, p. 773), o que representa uma invers&#xE3;o de prioridade em rela&#xE7;&#xE3;o ao posto pelo velho e pelo novo-desenvolvimentismo, para os quais a centralidade reside no desenvolvimento das for&#xE7;as produtivas. Para caracterizar o n&#xFA;cleo central da proposta, Carneiro recorre &#xE0;s contribui&#xE7;&#xF5;es de Bielschowsky (2001) nas quais afirma que &#x201C;a estrat&#xE9;gia de crescimento poderia ser sintetizada na amplia&#xE7;&#xE3;o e generaliza&#xE7;&#xE3;o do consumo de massas&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CARNEIRO, 2012</xref>, p. 774). &#x201C;A amplia&#xE7;&#xE3;o do consumo de massas fundada na redistribui&#xE7;&#xE3;o de renda seria o fator din&#xE2;mico primordial&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CARNEIRO, 2012</xref>, p. 774).</p>
<p>&#x201C;No segundo governo Lula, houve uma conjuga&#xE7;&#xE3;o de distribui&#xE7;&#xE3;o de renda e expans&#xE3;o do investimento&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BIELSCHOWSKY, 2011</xref>, p. 21), viabilizados pelas a&#xE7;&#xF5;es do Programa de Acelera&#xE7;&#xE3;o do Crescimento (PAC)<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref> e pelos financiamentos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&#xF4;mico e Social (BNDES), Caixa Econ&#xF4;mica Federal e Banco do Brasil. Com a expans&#xE3;o da capacidade de consumo, a popula&#xE7;&#xE3;o acessa a bens mais modernos, favorecendo a modernidade das empresas e a propaga&#xE7;&#xE3;o das novas tecnologias. Era de compreens&#xE3;o dos seguidores dessa vertente que, com essas formula&#xE7;&#xF5;es, se criava um &#x201C;c&#xED;rculo virtuoso&#x201D; no qual a melhoria da distribui&#xE7;&#xE3;o de renda alimenta o investimento e o progresso t&#xE9;cnico (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BIELSCHOWSKY, 2011</xref>).</p>
<p>O PAC se constitui como o programa por excel&#xEA;ncia desta retomada do desenvolvimentismo, assim como o Plano de Metas foi refer&#xEA;ncia para o desenvolvimentismo cl&#xE1;ssico. Desse modo, com a inten&#xE7;&#xE3;o de qualificar um processo de an&#xE1;lise que remeta a uma compara&#xE7;&#xE3;o entre os dois principais programas, se busca, no item seguinte, conhecer, na pr&#xE1;tica, o que esses representaram em termos de desenvolvimento.</p>
</sec>
<sec>
<title>A pr&#xE1;tica desenvolvimentista: Plano de Metas e PAC</title>
<p>Para a realiza&#xE7;&#xE3;o do estudo comparativo entre o Plano de Metas e o PAC, leva-se em considera&#xE7;&#xE3;o sete categorias de an&#xE1;lise: (1) contexto hist&#xF3;rico, (2) bases de sustenta&#xE7;&#xE3;o ideol&#xF3;gica, pol&#xED;tica e social, (3) &#xE1;reas priorit&#xE1;rias, programas e projetos (4) montantes financeiros, (5) concep&#xE7;&#xF5;es de planejamento, (6) instrumentos de pol&#xED;tica econ&#xF4;mica utilizados, e (7) avalia&#xE7;&#xF5;es realizadas pela literatura especializada. Para cada uma dessas categorias, selecionou-se documentos e refer&#xEA;ncias bibliogr&#xE1;ficas, construindo quadros de informa&#xE7;&#xF5;es que viabilizassem a an&#xE1;lise comparativa.</p>
<p>Tendo presente que o desenvolvimentismo n&#xE3;o &#xE9; apenas &#x201C;um fen&#xF4;meno da esfera do pensamento&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BIELSCHOWSKY,1988</xref>), mas, acima de tudo, um &#x201C;conjunto de pr&#xE1;ticas hist&#xF3;ricas de pol&#xED;tica econ&#xF4;mica&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>), faz-se necess&#xE1;rio compreender os elementos do contexto que fazem emergir determinadas proposi&#xE7;&#xF5;es. Com base nas informa&#xE7;&#xF5;es constantes na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, tem-se uma vis&#xE3;o geral do contexto nacional nos respectivos momentos de implanta&#xE7;&#xE3;o dos referidos programas.</p>
<table-wrap id="t1">
<label>Tabela 1</label>
<caption>
<title>Contexto socioecon&#xF4;mico brasileiro no momento de Implanta&#xE7;&#xE3;o do Plano de Metas e do PAC</title></caption>
<alternatives>
	<graphic xlink:href="tb1a.png"/>
<table frame="hsides" rules="groups">
<colgroup width="33%">
<col/>
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="left">Caracter&#xED;stica</th>
<th align="left">Plano de Metas (1956-1961)</th>
<th align="left">PAC (2007-2016<xref ref-type="table-fn" rid="TFN1">*</xref>)</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">Popula&#xE7;&#xE3;o Total</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">51.944.397 habitantes (Censo 1950)</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">Total: 169.799.170 (Censo 2000)</td></tr>
<tr>
<td align="left">Popula&#xE7;&#xE3;o Rural e Urbana</td>
<td align="left">
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Rural: 18.775.779 (36,15%)</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Urbana: 33.168.618 (63,85%)</p></list-item></list></td>
<td align="left">
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Rural: 31.845.889 (18,75%)</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Urb.: 137.953.959 (81.25%)</p></list-item></list></td></tr>
<tr>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">Munic&#xED;pios</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">1.889 munic&#xED;pios</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">5.507 munic&#xED;pios</td></tr>
<tr>
<td align="left">Popula&#xE7;&#xE3;o ocupada</td>
<td align="left">50,60% em atividades agropecu&#xE1;rias</td>
<td align="left">20,45% em atividades agropecu&#xE1;rias</td></tr>
<tr>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">Cidades</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>At&#xE9; 20 mil hab.: 1.807</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mais de 20 a 50 mil hab.: 51</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mais de 50 a 100 mil hab.: 18</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mais de 100 a 500 mil hab.: 09</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mais de 500 mil hab.: 04</p></list-item></list></td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>At&#xE9; 20 mil hab.: 4.847</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mais de 20 a 50 mil hab.: 414</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mais de 50 a 100 mil hab.: 131</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mais de 100 a 500 mil hab.: 82</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mais de 500 mil hab.: 33</p></list-item></list></td></tr>
<tr>
<td align="left">Taxa analfabetismo</td>
<td align="left">40% da popula&#xE7;&#xE3;o com 15 anos ou mais.</td>
<td align="left">13,63% da popula&#xE7;&#xE3;o de 15 anos ou mais</td></tr>
<tr>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">Mortalidade Infantil</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">120/mil nascidos vivos</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">32,2/mil nascidos vivos</td></tr>
<tr>
<td align="left">Expectativa de vida</td>
<td align="left">43,3 anos</td>
<td align="left">68,6 anos</td></tr>
<tr>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">Distribui&#xE7;&#xE3;o fundi&#xE1;ria</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>At&#xE9; 100 Hectares: 85,4% dos estabelecimentos e 16,8% da &#xE1;rea;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>De 100 a menos de 1.000 hectares: 12,99% dos estabelecimentos e 32,52% da &#xE1;rea;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Acima de 1.000 hectares: 1,58% dos estabelecimentos e 50,68% da &#xE1;rea.</p></list-item></list></td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>At&#xE9; 100 Hectares: 85,2% dos estabelecimentos e 20% da &#xE1;rea;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>De 100 a menos de 1000 hectares: 13,2% dos est. e 36,2% da &#xE1;rea;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Acima de 1000 hectares: 1,7% dos estabelecimentos e 43,7% da &#xE1;rea.</p></list-item></list></td></tr>
<tr>
<td align="left">Distribui&#xE7;&#xE3;o de Renda</td>
<td align="left">Em 1960, os 10% mais ricos acumulavam 39,4 % da renda, enquanto os 50% mais pobres ficavam com 17,6% da renda.</td>
<td align="left">Em 2005, os 10% mais ricos concentram 45% da renda, enquanto os 50% mais pobres tem apenas 14,2% da renda.</td></tr>
<tr>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">PIB per capita</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">U$ 193,00 (1955)</td>
<td align="left" style="background-color: #CCCCCC; border-color: #000000">U$ 5.860,00 (2006)</td></tr>
<tr>
<td align="left">&#xCD;ndice de Gini</td>
<td align="left">0,535 (1960)</td>
<td align="left">0,552 (2007)</td></tr></tbody></table></alternatives>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados organizados pelos autores a partir de <xref ref-type="bibr" rid="B23">IBGE (1956</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B24">2006</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B22">2007</xref>).</attrib>
<fn id="TFN1">
<label>*</label>
<p>tendo como refer&#xEA;ncia o &#xFA;ltimo ano do relat&#xF3;rio analisado.</p></fn></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>
	<table-wrap id="t1b">
<label>Tabela 1 (Cont.)</label>
<caption>
<title>Contexto socioecon&#xF4;mico brasileiro no momento de Implanta&#xE7;&#xE3;o do Plano de Metas e do PAC</title></caption>
	<graphic xlink:href="tb1b.png"/>
</table-wrap>
</p>
<p>Os elementos do contexto hist&#xF3;rico socioecon&#xF4;mico brasileiro apontam para a exist&#xEA;ncia de algumas diferen&#xE7;as expressivas entre o cen&#xE1;rio de meados da d&#xE9;cada de 1950 e de meados da de 2000, com destaque para o crescimento econ&#xF4;mico, a amplia&#xE7;&#xE3;o do Produto Interno Bruto (PIB) <italic>per capita</italic>, o aumento da expectativa m&#xE9;dia de vida, o processo de urbaniza&#xE7;&#xE3;o, industrializa&#xE7;&#xE3;o e crescimento das cidades e a diminui&#xE7;&#xE3;o dos indicadores de analfabetismo e de mortalidade infantil. Por outro lado, observam-se algumas continuidades que reiteram a observa&#xE7;&#xE3;o encontrada na literatura qual seja, um dos aspectos b&#xE1;sicos para a retomada do desenvolvimento &#xE9; que os problemas que lhe deram origem n&#xE3;o est&#xE3;o superados (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>). Nestas continuidades, destaca-se a quest&#xE3;o da desigualdade social, manifesta na concentra&#xE7;&#xE3;o da renda e da propriedade da terra.</p>
<p>Analisando as duas experi&#xEA;ncias desenvolvimentistas, percebe-se que ambas possuem como refer&#xEA;ncias te&#xF3;ricos comuns: o Keynesianismo, o estruturalismo cepalino e a compreens&#xE3;o do Estado Social. Estas matrizes identificam como o n&#xFA;cleo comum a praticamente todas as experi&#xEA;ncias de desenvolvimentismo j&#xE1; implantadas nas diferentes partes do mundo: &#x201C;a exist&#xEA;ncia de um projeto deliberado ou estrat&#xE9;gia tendo como objeto a na&#xE7;&#xE3;o e seu futuro&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>, p. 41). De outra parte, fica evidente &#x201C;a interven&#xE7;&#xE3;o consciente e determinada do Estado com o prop&#xF3;sito de viabilizar o projeto [&#x2026;] a industrializa&#xE7;&#xE3;o como o caminho para acelerar o crescimento econ&#xF4;mico[&#x2026;] a produtividade e a difus&#xE3;o do progresso t&#xE9;cnico [&#x2026;] o capitalismo como sistema econ&#xF4;mico&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B20">FONSECA, 2014</xref>, p. 56).</p>
<p>No que concerne &#xE0;s diferen&#xE7;as mais expressivas em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s bases ideol&#xF3;gicas, constata-se que o Plano de Metas esteve ancorado na Teoria da Moderniza&#xE7;&#xE3;o, gerando uma verdadeira &#x201C;ideologia do desenvolvimento&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B11">CARDOSO, 1977</xref>); enquanto o PAC estabeleceu &#x201C;o social como o eixo do desenvolvimento&#x201D;, residindo a&#xED; uma invers&#xE3;o de prioridade em rela&#xE7;&#xE3;o ao posto pelo velho desenvolvimentismo, no qual a centralidade reside no desenvolvimento das for&#xE7;as produtivas (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CARNEIRO, 2012</xref>).</p>
<p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s bases de sustenta&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica e social, observam-se muito mais semelhan&#xE7;as do que diferen&#xE7;as. No caso da sustenta&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica, as duas propostas est&#xE3;o alicer&#xE7;adas em governos de centro-esquerda que conseguem construir uma base de sustenta&#xE7;&#xE3;o pol&#xED;tica, a partir de acordos de conviv&#xEA;ncia e interesse, que persistem enquanto as partes envolvidas identificam resultados positivos em termos econ&#xF4;micos, sociais e eleitorais. Os principais opositores, nos dois casos, s&#xE3;o as for&#xE7;as pol&#xED;ticas mais identificadas com o ide&#xE1;rio liberal, especialmente por identificar, na a&#xE7;&#xE3;o mais incisiva do Estado, um entrave ao livre mercado e &#xE0; livre concorr&#xEA;ncia.</p>
<p>No caso das bases sociais, as duas propostas s&#xE3;o legitimadas pelo apoio de grande parte das organiza&#xE7;&#xF5;es sindicais da classe trabalhadora, dos movimentos sociais progressistas, das institui&#xE7;&#xF5;es religiosas crist&#xE3;s e de expressivos segmentos das camadas m&#xE9;dias e do empresariado nacional, identificados com uma atua&#xE7;&#xE3;o mais incisiva do Estado, quer no incentivo aos processos produtivos ou no enfrentamento das diversas manifesta&#xE7;&#xF5;es da quest&#xE3;o social. Esta base plural de apoio social n&#xE3;o est&#xE1; imune &#xE0; l&#xF3;gica de resultados, sendo, com isso, mais coesa na medida em que os seus interesses s&#xE3;o atendidos. Por&#xE9;m, possui contund&#xEA;ncia na cr&#xED;tica e tende a se afastar na medida em que seus interesses s&#xE3;o contrariados. Os canais de participa&#xE7;&#xE3;o democr&#xE1;tica s&#xE3;o seus espa&#xE7;os privilegiados de atua&#xE7;&#xE3;o e influ&#xEA;ncia direta no governo e na gest&#xE3;o p&#xFA;blica.</p>
<p>A defini&#xE7;&#xE3;o das &#xE1;reas priorit&#xE1;rias, dos programas e dos projetos sinaliza, com clareza, as op&#xE7;&#xF5;es definidas pelo Estado em termos de orienta&#xE7;&#xE3;o dos investimentos e deixa evidente a proposta de desenvolvimento apresentada. Percebe-se que tanto o Plano de Metas quanto o PAC priorizam as &#xE1;reas de energia e de transporte por consider&#xE1;-las grandes entraves ao desenvolvimento. Os programas e projetos nestas &#xE1;reas apontam para a constitui&#xE7;&#xE3;o da infraestrutura necess&#xE1;ria ao desenvolvimento da estrutura produtiva do pa&#xED;s e que necessitam a&#xE7;&#xE3;o incisiva do Estado para a sua viabiliza&#xE7;&#xE3;o, tanto pelos custos envolvidos quanto pela sua &#x201C;matura&#xE7;&#xE3;o&#x201D; no longo prazo (<xref ref-type="bibr" rid="B29">MOLO, 2016</xref>).</p>
<p>Ressalta-se que o PAC apresenta a infraestrutura social e urbana como uma de suas grandes prioridades, mobilizando 55,83% dos recursos e apresentando um conjunto expressivo de programas e projetos na tentativa de responder aos desafios do processo de urbaniza&#xE7;&#xE3;o e extens&#xE3;o dos servi&#xE7;os ao meio rural; enquanto o Plano de Metas apenas inclui a educa&#xE7;&#xE3;o como uma das &#xE1;reas priorit&#xE1;rias, mas com apenas 3,4% dos recursos projetados e com foco centrado na prepara&#xE7;&#xE3;o de m&#xE3;o-de-obra para a ind&#xFA;stria. Os contextos hist&#xF3;ricos diferenciados e o pr&#xF3;prio modelo de concep&#xE7;&#xE3;o de cada plano tamb&#xE9;m podem estar na origem destas diferen&#xE7;as. O PAC foi sendo constru&#xED;do a partir da demanda dos Minist&#xE9;rios e da sociedade, em um pa&#xED;s marcadamente urbano. O Plano de Metas foi concebido por grupos de trabalho t&#xE9;cnico, em um cen&#xE1;rio marcadamente rural. Por outro lado, o Plano de Metas traz prioriza&#xE7;&#xF5;es claras em termos de incentivo ao desenvolvimento da ind&#xFA;stria de base e da alimenta&#xE7;&#xE3;o, o que n&#xE3;o se percebe no PAC. A constru&#xE7;&#xE3;o de uma nova capital federal, inclu&#xED;da<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref> no Plano de Metas, constitui um projeto sem similitude ou base de compara&#xE7;&#xE3;o com o PAC.</p>
<p>As informa&#xE7;&#xF5;es constantes no <xref ref-type="table" rid="t2">Quadro 1</xref> oferecem uma no&#xE7;&#xE3;o clara dessas op&#xE7;&#xF5;es em cada um dos respectivos planos. Por exemplo, tendo como refer&#xEA;ncia a &#xE1;rea de infraestrutura energ&#xE9;tica percebe-se que as matrizes pouco alteram-se, mantendo-se centradas na energia el&#xE9;trica e no petr&#xF3;leo, que concentram grande parte dos programas, projetos e investimentos.</p>
<table-wrap id="t2">
<label>Quadro 1</label>
<caption>
<title>Prioridades segundo programas e projetos - Plano de Metas e PAC</title></caption>
	<alternatives>
		<graphic xlink:href="tb2a.png"/>
<table frame="hsides" rules="all">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="center" colspan="2" style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">PRIORIDADES</th></tr>
<tr>
<th align="center">PLANO DE METAS</th>
<th align="center">PAC</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">
<list list-type="order">
<list-item>
<p><bold><italic>Energia:</italic></bold> <italic>43,4% dos investimentos</italic></p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Aumento da capacidade de gera&#xE7;&#xE3;o de energia: hidrel&#xE9;tricas e termel&#xE9;tricas;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Desenvolvimento de energia nuclear;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Aumento da capacidade de produ&#xE7;&#xE3;o e refino de petr&#xF3;leo;</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p><bold><italic>Transportes:</italic></bold> <italic>29,6% dos invest.</italic></p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Reaparelhamento ferrovi&#xE1;rio;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Constru&#xE7;&#xE3;o de ferrovias e de rodovias;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Servi&#xE7;os portu&#xE1;rios e de dragagem;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Marinha mercante;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Transporte a&#xE9;reo;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Pavimenta&#xE7;&#xE3;o de rodovias</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p><bold><italic>Alimenta&#xE7;&#xE3;o</italic></bold>: <italic>3,2% dos invest.</italic></p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Aumento da produ&#xE7;&#xE3;o de trigo;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Constru&#xE7;&#xE3;o de silos, armaz&#xE9;ns, matadouros e frigor&#xED;ficos;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Mecaniza&#xE7;&#xE3;o da agricultura e produ&#xE7;&#xE3;o de fertilizantes.</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p><bold><italic>Ind&#xFA;strias de Base:</italic></bold> 20,4% dos invest.</p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Implanta&#xE7;&#xE3;o, expans&#xE3;o e aumento da capacidade de produ&#xE7;&#xE3;o da ind&#xFA;stria: sider&#xFA;rgica, de alum&#xED;nio, de cimento, de &#xE1;lcalis, de papel e celulose, de borracha, de metais n&#xE3;o ferrosos, da constru&#xE7;&#xE3;o naval, de autom&#xF3;veis, mec&#xE2;nica e de material el&#xE9;trico;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Exporta&#xE7;&#xE3;o de min&#xE9;rio de ferro.</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p><bold><italic>Educa&#xE7;&#xE3;o:</italic></bold> 3,4% dos invest.</p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Forma&#xE7;&#xE3;o de pessoal t&#xE9;cnico;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Orienta&#xE7;&#xE3;o da educa&#xE7;&#xE3;o para o desenvolvimento.</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p><bold><italic>Transfer&#xEA;ncia da capital federal:</italic></bold> mobilizou o equivalente &#xE0;s outras 30 metas do Plano.</p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Defini&#xE7;&#xE3;o do projeto piloto;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Defini&#xE7;&#xE3;o dos marcos legais;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Constru&#xE7;&#xE3;o de Bras&#xED;lia;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Transfer&#xEA;ncia da capital federal.</p></list-item></list></list-item></list></td>
<td align="left">
<list list-type="order"><list-item>
<p><bold><italic>Infraestrutura log&#xED;stica:</italic></bold> <italic>10,25% dos investimentos</italic></p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Rodovias: constru&#xE7;&#xE3;o, manuten&#xE7;&#xE3;o, conserva&#xE7;&#xE3;o, adequa&#xE7;&#xE3;o, amplia&#xE7;&#xE3;o, sinaliza&#xE7;&#xE3;o, concess&#xF5;es;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Ferrovias: expans&#xE3;o da malha, moderniza&#xE7;&#xE3;o e implanta&#xE7;&#xE3;o de novos sistemas;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Portos: recupera&#xE7;&#xE3;o, implanta&#xE7;&#xE3;o, amplia&#xE7;&#xE3;o, adequa&#xE7;&#xE3;o, dragagem, manuten&#xE7;&#xE3;o, moderniza&#xE7;&#xE3;o, terminais de cargas e passageiros, liga&#xE7;&#xF5;es, acessos, log&#xED;stica;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Hidrovias: terminais, dragagem, eclusas, prote&#xE7;&#xE3;o e adequa&#xE7;&#xE3;o de pontes, amplia&#xE7;&#xF5;es, manuten&#xE7;&#xF5;es, sinaliza&#xE7;&#xF5;es;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Aeroportos: programa para aeroportos comerciais e de carga e para a avia&#xE7;&#xE3;o regional;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Equipamentos para estradas vicinais: m&#xE1;quinas para estados e munic&#xED;pios.</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p><bold><italic>Infraestrutura energ&#xE9;tica:</italic></bold> <italic>33,91% dos invest.</italic></p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Gera&#xE7;&#xE3;o de energia el&#xE9;trica: aumento da capacidade e diversifica&#xE7;&#xE3;o da matriz, realiza&#xE7;&#xE3;o de leil&#xF5;es de energia e estudos de viabilidade;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Transmiss&#xE3;o de energia el&#xE9;trica: constru&#xE7;&#xE3;o, manuten&#xE7;&#xE3;o, interliga&#xE7;&#xE3;o, revitaliza&#xE7;&#xE3;o e moderniza&#xE7;&#xE3;o de linhas de transmiss&#xE3;o e de subesta&#xE7;&#xF5;es</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Petr&#xF3;leo e G&#xE1;s Natural: amplia&#xE7;&#xE3;o da capacidade de produ&#xE7;&#xE3;o, constru&#xE7;&#xE3;o de Plataformas, explora&#xE7;&#xE3;o do Pr&#xE9;-sal;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Refino e Petroqu&#xED;mica: constru&#xE7;&#xE3;o de novas refinarias e petroqu&#xED;micas, moderniza&#xE7;&#xE3;o e amplia&#xE7;&#xE3;o de existentes;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Fertilizantes e G&#xE1;s Natural: constru&#xE7;&#xE3;o, expans&#xE3;o e adequa&#xE7;&#xE3;o de gasodutos; constru&#xE7;&#xE3;o, amplia&#xE7;&#xE3;o, moderniza&#xE7;&#xE3;o de unidades de Fertilizantes Nitrogenados;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Ind&#xFA;stria Naval: constru&#xE7;&#xE3;o de Estaleiros, Plataformas de Petr&#xF3;leo e sondas; expans&#xE3;o e moderniza&#xE7;&#xE3;o da frota;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Combust&#xED;veis Renov&#xE1;veis: cria&#xE7;&#xE3;o de um sistema log&#xED;stico de etanol, articulando produ&#xE7;&#xE3;o, distribui&#xE7;&#xE3;o e consumo.</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p><bold><italic>Infraestrutura Social e Urbano:</italic></bold> <italic>55,83% dos invest.</italic></p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Eixo Cidade Melhor: saneamento, preven&#xE7;&#xE3;o em &#xE1;reas de risco, mobilidade urbana, pavimenta&#xE7;&#xE3;o, cidades hist&#xF3;ricas e cidades digitais;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Eixo Comunidade Cidad&#xE3;: constru&#xE7;&#xE3;o de Unidades B&#xE1;sicas de Sa&#xFA;de, Unidades de Pronto Atendimento, Creches e Pr&#xE9;-Escolas, Quadras Esportivas nas Escolas, Centros Integrados de Esporte Unificado, Centros de Inicia&#xE7;&#xE3;o ao Esporte e Postos de Pol&#xED;cia Comunit&#xE1;ria;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Eixo Minha Casa Minha Vida: programa Minha Casa Minha Vida, urbaniza&#xE7;&#xE3;o de assentamentos prec&#xE1;rios, financiamento habitacional;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Eixo &#xC1;gua e Luz para Todos: programa Luz para Todos, &#xE1;gua em &#xE1;reas urbanas, recursos h&#xED;dricos.</p></list-item></list></list-item></list></td></tr></tbody></table></alternatives>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados organizados pelos autores a partir de BRASIL (1958, 2010, 2014 e 2016) e LESSA (1982).</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>
	<table-wrap id="t2b">
<label>Quadro 1 (Cont.)</label>
<caption>
<title>Prioridades segundo programas e projetos - Plano de Metas e PAC</title></caption>
		<graphic xlink:href="tb2b.png"/>
</table-wrap>
</p>
<p>Conforme se observa, os percentuais de recursos executados nesta &#xE1;rea, em rela&#xE7;&#xE3;o ao montante geral, tamb&#xE9;m se mant&#xEA;m muito pr&#xF3;ximos. No entanto, alguns diferenciais internos nessas matrizes podem ser observados. Enquanto o Plano de Metas concentra-se nas hidrel&#xE9;tricas, termel&#xE9;tricas e estabelece os primeiros passos para o programa nuclear, o PAC j&#xE1; incorpora as novidades trazidas pela energia e&#xF3;lica e de matriz fotovoltaica, o que &#xE9; plenamente compreens&#xED;vel, em raz&#xE3;o das novas descobertas de fontes energ&#xE9;ticas renov&#xE1;veis e sustent&#xE1;veis. No caso dos combust&#xED;veis, o PAC, mesmo ainda centrado nos combust&#xED;veis f&#xF3;sseis (petr&#xF3;leo e g&#xE1;s), prop&#xF5;e avan&#xE7;ar na &#xE1;rea dos renov&#xE1;veis, especialmente o etanol. Pode-se dizer que os dois planos est&#xE3;o sintonizados com as tend&#xEA;ncias tecnol&#xF3;gicas de seus respectivos contextos correspondentes, evidenciando a perspectiva j&#xE1; destacada de uma a&#xE7;&#xE3;o do Estado no sentido de responder &#xE0;s demandas do setor produtivo.</p>
<p>Na &#xE1;rea de transportes, no Plano de Metas, ou infraestrutura log&#xED;stica no PAC, pode-se dizer que o foco tamb&#xE9;m se mant&#xE9;m muito pr&#xF3;ximo, centrando-se no transporte rodovi&#xE1;rio, ferrovi&#xE1;rio, a&#xE9;reo, naval e fluvial. Por&#xE9;m, algumas diferen&#xE7;as importantes s&#xE3;o perceb&#xED;veis. A primeira delas &#xE9; no percentual de recursos executados nesta &#xE1;rea, na propor&#xE7;&#xE3;o com o montante geral: o Plano de Metas destinou 29,6% dos investimentos, enquanto o PAC, apenas 10,25%. Outro diferencial importante &#xE9; que o Plano de Metas centra o foco na constru&#xE7;&#xE3;o de estradas, portos e aeroportos; enquanto o PAC centra-se em quest&#xF5;es de conserva&#xE7;&#xE3;o, amplia&#xE7;&#xE3;o e provis&#xE3;o de equipamentos. Novamente, percebe-se que os momentos hist&#xF3;ricos em termos de desenvolvimento socioecon&#xF4;mico do pa&#xED;s s&#xE3;o bem distintos: na d&#xE9;cada de 1950, o Brasil constitu&#xED;a sua estrutura b&#xE1;sica, nesta &#xE1;rea, enquanto na d&#xE9;cada de 2000 j&#xE1; havia uma estrutura constitu&#xED;da que mais carecia de manuten&#xE7;&#xE3;o do que de amplia&#xE7;&#xE3;o, para atender &#xE0;s demandas provenientes da economia e dos servi&#xE7;os sociais. Um aspecto que chama a aten&#xE7;&#xE3;o &#xE9; que o PAC traz a novidade das concess&#xF5;es &#xE0; iniciativa privada, evidenciando a emerg&#xEA;ncia de uma nova compreens&#xE3;o do Estado e do seu papel na din&#xE2;mica de desenvolvimento, alinhada ao ide&#xE1;rio liberal, o que provavelmente deva ter contribu&#xED;do para a diminui&#xE7;&#xE3;o do percentual de investimentos projetados para esta atividade.</p>
<p>A an&#xE1;lise dos montantes financeiros que envolvem o Plano de Metas e o PAC foi realizada tendo presente os valores executados a sua compara&#xE7;&#xE3;o proporcional com o PIB. Em termos de montantes financeiros, o PAC mobilizou valores 25 vezes maiores do que o Plano de Metas<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref>, tendo, com isso, maior capacidade de inflex&#xE3;o nas diferentes &#xE1;reas definidas como prioridades, sendo percept&#xED;vel no quantitativo de empreendimentos que envolve, mais de 40 mil, contra pouco mais de 300, do Plano de Metas (<xref ref-type="bibr" rid="B8">BRASIL, 1958</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B7">2016</xref>).</p>
<p>Comparando-se a representatividade dos investimentos realizados na propor&#xE7;&#xE3;o com o PIB, tem-se que o Plano de Metas &#x201C;envolvia um volume de recursos que variava entre 7,6% do PIB em 1958 e cerca de 4,1% em 1961&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B16">DIAS, 1996</xref>, p. 50), ampliando consideravelmente a participa&#xE7;&#xE3;o do governo e das empresas estatais<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref>. Da mesma forma, o Plano de Metas contribuiu para a eleva&#xE7;&#xE3;o da taxa geral de investimento na economia, que passou de 18,4% do PIB, em 1955, para 22,4%, em 1961 (<xref ref-type="bibr" rid="B16">DIAS, 1996</xref>, p.81).</p>
<p>Por sua vez, o PAC tamb&#xE9;m amplia a taxa de investimentos na rela&#xE7;&#xE3;o com o PIB, tanto do setor p&#xFA;blico, que passa de 1,6%, em 2006, para 2,9%, em 2009, quanto de forma geral, passando de uma m&#xE9;dia de 16,6%, entre 1995 e 2006, para uma m&#xE9;dia de 18,4%, entre 2007 e 2014. Percebe-se que, mesmo envolvendo valores 25 vezes maiores que o Plano de Metas, o PAC n&#xE3;o apresenta o mesmo desempenho em termos de amplia&#xE7;&#xE3;o das taxas de investimento.</p>
<p>Em rela&#xE7;&#xE3;o &#xE0;s concep&#xE7;&#xF5;es de planejamento dominantes em cada plano, percebe-se diferen&#xE7;as significativas, evidenciadas nas informa&#xE7;&#xF5;es do <xref ref-type="table" rid="t3">Quadro 2</xref>. Os dois planos trabalham com a ideia de um Estado indutor que se utiliza das estruturas p&#xFA;blicas de planejamento e busca articula&#xE7;&#xE3;o com a sociedade civil e o mercado, no sentido de viabilizar e dar legitimidade &#xE0;s a&#xE7;&#xF5;es propostas. O grande diferencial estre eles, em termos de concep&#xE7;&#xE3;o de planejamento, &#xE9; que o Plano de Metas trabalha com a ideia de um Estado que concebe o projeto e o controla no sentido de imprimir uma l&#xF3;gica e garantir sua efetividade, focado em uma matriz setorial, predominando projetos de curto e m&#xE9;dio prazos; enquanto o PAC trabalha com a ideia de um Estado que busca articular m&#xFA;ltiplas demandas, em uma matriz intersetorial, com vistas a regular e orientar o processo de desenvolvimento, com predomin&#xE2;ncia de projetos de m&#xE9;dio e longo prazos.</p>
<table-wrap id="t3">
<label>Quadro 2</label>
<caption>
<title>A concep&#xE7;&#xE3;o de planejamento constante no Plano de Metas e no PAC</title></caption>
<alternatives>
	<graphic xlink:href="tb3.png"/>
<table frame="hsides" rules="all">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="center" colspan="2" style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">CONCEP&#xC7;&#xC3;O DE PLANEJAMENTO</th></tr>
<tr>
<th align="center">PLANO DE METAS</th>
<th align="center">PAC</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">
<list list-type="bullet">
<list-item>
<p>Planejamento governamental como estrat&#xE9;gia de desenvolvimento;</p></list-item>
<list-item>
<p>Plano concebido a partir de grupos t&#xE9;cnicos de trabalho e coordenado de forma centralizada;</p></list-item>
<list-item>
<p>O planejamento possui foco or&#xE7;ament&#xE1;rio, setorial, primando pela racionalidade t&#xE9;cnica (que det&#xE9;m conhecimento sobre a realidade e &#xE9; capaz de antecipar os cen&#xE1;rios e controlar as atividades programadas) sobre a pol&#xED;tica, centrado em projetos econ&#xF4;micos e desenvolvimentistas;</p></list-item>
<list-item>
<p>Predomina cultura de planejamento de curto e m&#xE9;dio prazos;</p></list-item>
<list-item>
<p>Burocracia ou grupo t&#xE9;cnico recrutado por m&#xE9;rito para formular e/ou executar o projeto;</p></list-item>
<list-item>
<p>Em termos de administra&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica, criou mecanismos e estrat&#xE9;gias capazes de assegurar o funcionamento das empresas estatais e constituiu uma estrutura de administra&#xE7;&#xE3;o paralela capaz de dar agilidade e integra&#xE7;&#xE3;o nas decis&#xF5;es e medidas a serem tomadas.</p></list-item>
<list-item>
<p>A execu&#xE7;&#xE3;o do Plano de Metas teve como n&#xFA;cleo b&#xE1;sico do mecanismo planejador e gerencial a associa&#xE7;&#xE3;o concretizada entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&#xF4;mico (BNDE) e o Conselho de Desenvolvimento, articulando governo e mercado.</p></list-item></list></td>
<td align="left">
<list list-type="bullet"><list-item>
<p>Estado atua, atrav&#xE9;s do planejamento, com vistas a articular, orientar e regular o processo de desenvolvimento;</p></list-item>
<list-item>
<p>Plano vai sendo constru&#xED;do a partir da articula&#xE7;&#xE3;o de programas e projetos governamentais e demandas da sociedade civil e do mercado;</p></list-item>
<list-item>
<p>Predomina uma vis&#xE3;o ampla de planejamento p&#xFA;blico, intersetorial, mais articulada (entre as diferentes esferas da federa&#xE7;&#xE3;o, minist&#xE9;rios, secretarias, diretorias, &#xF3;rg&#xE3;os e empresas p&#xFA;blicas) e din&#xE2;mica, t&#xE9;cnico-pol&#xED;tica, capaz de reconhecer a complexidade e a diversidade da realidade e a multicausalidade dos problemas, a fim de propor solu&#xE7;&#xF5;es com participa&#xE7;&#xE3;o dos atores envolvidos, alicer&#xE7;ada em uma vis&#xE3;o estrat&#xE9;gica capaz de orientar as a&#xE7;&#xF5;es, monitorar, avaliar e reprogramar, caso necess&#xE1;rio;</p></list-item>
<list-item>
<p>Predomina uma cultura de planejamento de m&#xE9;dio e longo prazos;</p></list-item>
<list-item>
<p>Cria&#xE7;&#xE3;o de um Comit&#xEA; Gestor do PAC, composto por integrantes dos minist&#xE9;rios envolvidos e uma secretaria executiva, com coordena&#xE7;&#xE3;o da Casa Civil da Presid&#xEA;ncia e do Minist&#xE9;rio do Planejamento;</p></list-item>
<list-item>
<p>Articula&#xE7;&#xE3;o entre as a&#xE7;&#xF5;es do programa, as empresas p&#xFA;blicas estatais, as institui&#xE7;&#xF5;es e cr&#xE9;dito e fomento (p&#xFA;blicas e privadas) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&#xF4;mico e Social (BNDES).</p></list-item></list></td></tr></tbody></table></alternatives>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados organizados pelos autores a partir de BRASIL (1958, 2010, 2014); LESSA (1982) e DIAS (1996).</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Quando se det&#xE9;m na observa&#xE7;&#xE3;o anal&#xED;tica dos referenciais que fundamentam os instrumentos de pol&#xED;tica econ&#xF4;mica utilizados, percebe-se que tanto o Plano de Metas quanto o PAC s&#xE3;o formulados em momentos de &#x201C;rompimento&#x201D; com as orienta&#xE7;&#xF5;es do Fundo Monet&#xE1;rio Internacional (FMI). Em contextos e situa&#xE7;&#xF5;es pol&#xED;ticas e socioecon&#xF4;micas diferenciadas, as equipes de governo que definiam as diretrizes de pol&#xED;tica econ&#xF4;mica passam a adotar posi&#xE7;&#xF5;es que divergiam das orienta&#xE7;&#xF5;es do FMI, focadas, historicamente, na estabilidade, no ajuste fiscal, no combate &#xE0; infla&#xE7;&#xE3;o e na conten&#xE7;&#xE3;o do gasto p&#xFA;blico (<xref ref-type="bibr" rid="B27">LESSA, 1982</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B1">ABREU, 2014</xref>). As informa&#xE7;&#xF5;es do <xref ref-type="table" rid="t4">Quadro 3</xref> destacam as principais orienta&#xE7;&#xF5;es utilizadas em cada plano.</p>
<table-wrap id="t4">
<label>Quadro 3</label>
<caption>
<title>Orienta&#xE7;&#xF5;es para a pol&#xED;tica econ&#xF4;mica - Plano de Metas e PAC</title></caption>
<alternatives>
	<graphic xlink:href="tb4.png"/>
<table frame="hsides" rules="all">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="center" colspan="2">ORIENTA&#xC7;&#xD5;ES PARA A POL&#xCD;TICA ECON&#xD4;MICA</th></tr>
<tr>
<th align="center" style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">PLANO DE METAS</th>
<th align="center">PAC</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">
<list list-type="bullet"><list-item>
<p>At&#xE9; o in&#xED;cio da d&#xE9;cada de 1950 era corrente o uso apenas da pol&#xED;tica cambial como o principal instrumento de pol&#xED;tica econ&#xF4;mica. O Plano de Metas vai ampliar este escopo;</p></list-item>
<list-item>
<p>A&#xE7;&#xE3;o do Estado no sentido de fornecer subs&#xED;dios fiscais, tarif&#xE1;rios e credit&#xED;cios para impulsionar o desenvolvimento;</p></list-item>
<list-item>
<p>Favorecimento &#xE0; entrada do capital estrangeiro, inclusive com garantias dos Bancos P&#xFA;blicos;</p></list-item>
<list-item>
<p>Utiliza&#xE7;&#xE3;o de Banco de desenvolvimento ou institui&#xE7;&#xE3;o de fomento;</p></list-item>
<list-item>
<p>Amplia&#xE7;&#xE3;o da participa&#xE7;&#xE3;o direta do setor p&#xFA;blico na forma&#xE7;&#xE3;o interna de capital, via mecanismo fiscal e inflacion&#xE1;rio;</p></list-item>
<list-item>
<p>Canaliza&#xE7;&#xE3;o de recursos privados para as &#xE1;reas consideradas estrat&#xE9;gicas do Plano (energia, transportes e ind&#xFA;strias de base), facilitando o acesso ao cr&#xE9;dito e concedendo subs&#xED;dios;</p></list-item>
<list-item>
<p>Utiliza&#xE7;&#xE3;o do recurso inflacion&#xE1;rio em limites operacionais;</p></list-item>
<list-item>
<p>Admiss&#xE3;o do d&#xE9;ficit p&#xFA;blico e da indisciplina fiscal e monet&#xE1;ria como estrat&#xE9;gias de incentivo ao desenvolvimento;</p></list-item>
<list-item>
<p>Medidas institucionais de gest&#xE3;o e planejamento estrat&#xE9;gico visando coordenar e articular as a&#xE7;&#xF5;es: burocracia p&#xFA;blica, grupos de trabalho, grupos executivos, empresas estatais, BNDE e Conselho de Desenvolvimento</p></list-item>
<list-item>
<p>Estrat&#xE9;gias de coa&#xE7;&#xE3;o, coer&#xE7;&#xE3;o e coopta&#xE7;&#xE3;o, com base em legisla&#xE7;&#xF5;es (trabalhista, previdenci&#xE1;ria e sindical) e sindicatos profissionais.</p></list-item></list></td>
<td align="left">
<list list-type="bullet"><list-item>
<p>Medidas de est&#xED;mulo ao cr&#xE9;dito e ao financiamento, a fim de ampliar o volume e o acesso ao cr&#xE9;dito, sobretudo do cr&#xE9;dito habitacional e do cr&#xE9;dito de longo prazo para investimentos em infraestrutura;</p></list-item>
<list-item>
<p>Melhora do ambiente de neg&#xF3;cios e de investimento, atrav&#xE9;s de medidas que removam os entraves legais e institucionais ao desenvolvimento;</p></list-item>
<list-item>
<p>Medidas de desonera&#xE7;&#xE3;o e aperfei&#xE7;oamento do sistema tribut&#xE1;rio;</p></list-item>
<list-item>
<p>Medidas fiscais de longo prazo que evidenciem o compromisso do Estado brasileiro com a estabilidade econ&#xF4;mica e a sustentabilidade fiscal de longo prazo:</p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Controle da infla&#xE7;&#xE3;o: sistema de metas;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Controle da taxa de juros;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Compromisso com o c&#xE2;mbio flutuante e a manuten&#xE7;&#xE3;o de uma situa&#xE7;&#xE3;o de credor externo l&#xED;quido, com reservas internacionais acima da d&#xED;vida externa;</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p>Medidas de fortalecimento das empresas estatais;</p></list-item>
<list-item>
<p>Medidas institucionais de gest&#xE3;o e de planejamento estrat&#xE9;gico: planos e programas estrat&#xE9;gicos nas v&#xE1;rias &#xE1;reas de dom&#xED;nio do PAC e no &#xE2;mbito das estruturas de governo, visando &#xE0; gest&#xE3;o articulada das a&#xE7;&#xF5;es interministeriais: Comit&#xEA; Gestor do PAC (CGPAC), Salas de Situa&#xE7;&#xE3;o e Comit&#xEA;s Ministeriais;</p></list-item>
<list-item>
<p>Fortalecimento da regula&#xE7;&#xE3;o: melhoria do modelo de licita&#xE7;&#xE3;o das Concess&#xF5;es de Rodovias, cria&#xE7;&#xE3;o de marcos civis;</p></list-item>
<list-item>
<p>Instrumentos financeiros: redu&#xE7;&#xE3;o dos <italic>spreads</italic> do BNDES, da TJLP, dos juros dos financiamentos para Habita&#xE7;&#xE3;o e Saneamento e melhoria das condi&#xE7;&#xF5;es gerais de financiamento de infraestrutura;</p></list-item>
<list-item>
<p>Parcerias entre o setor p&#xFA;blico e o investidor privado: Concess&#xF5;es Rodovi&#xE1;rias, Marinha Mercante, Ferrovias e Setor Energ&#xE9;tico;</p></list-item>
<list-item>
<p>Articula&#xE7;&#xE3;o entre os entes federativos: parceria Uni&#xE3;o, Estados e Munic&#xED;pios em Saneamento e Habita&#xE7;&#xE3;o;</p></list-item>
<list-item>
<p>Aperfei&#xE7;oamento do sistema tribut&#xE1;rio;</p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Medidas de desonera&#xE7;&#xE3;o tribut&#xE1;ria;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Medidas de aperfei&#xE7;oamento do Sistema Tribut&#xE1;rio: Secretaria da Receita Federal do Brasil, implanta&#xE7;&#xE3;o do Sistema P&#xFA;blico de Escritura&#xE7;&#xE3;o Digital e Nota Fiscal Eletr&#xF4;nica e Reforma Tribut&#xE1;ria;</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p>Pol&#xED;tica de Valoriza&#xE7;&#xE3;o do Sal&#xE1;rio M&#xED;nimo;</p></list-item>
<list-item>
<p>Programas de Transfer&#xEA;ncia e de distribui&#xE7;&#xE3;o de Renda;</p></list-item></list></td></tr></tbody></table></alternatives>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados organizados pelos autores a partir de Lessa (1982), Dias (1996), Brasil (1958, 2010, 2014 e 2016), <xref ref-type="bibr" rid="B28">Mercadante Oliva, (2010)</xref>, Pochmann (2012), Abreu (2014) e Cardoso Junior e Navarro (2016).</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>Percebe-se que o Plano de Metas e o PAC possuem um n&#xFA;cleo comum de orienta&#xE7;&#xE3;o da pol&#xED;tica econ&#xF4;mica, centrado na atua&#xE7;&#xE3;o direta e indireta do Estado (legisla&#xE7;&#xE3;o, planejamento, controle, fiscaliza&#xE7;&#xE3;o, regula&#xE7;&#xE3;o, mecanismos fiscais, tribut&#xE1;rios, credit&#xED;cios e de financiamento, programas e projetos sociais, entre outros), articulada com as for&#xE7;as do mercado, no sentido de fomentar a economia, superar os &#x201C;gargalos&#x201D; ao desenvolvimento e garantir o processo de reprodu&#xE7;&#xE3;o do capital. O Plano de Metas contou com mecanismos e instrumentos claramente direcionados ao desenvolvimento da ind&#xFA;stria, no sentido de constituir infraestrutura b&#xE1;sica para sua consolida&#xE7;&#xE3;o e expans&#xE3;o, enquanto o PAC foi mais direcionado ao atendimento &#xE0;s demandas de consumo, ou incorpora&#xE7;&#xE3;o da maioria absoluta da popula&#xE7;&#xE3;o ao mercado, com condi&#xE7;&#xF5;es de acesso e capacidade de compra. Al&#xE9;m dessa diferen&#xE7;a b&#xE1;sica, no PAC est&#xE3;o presentes medidas de est&#xED;mulo ao cr&#xE9;dito e ao financiamento; desonera&#xE7;&#xE3;o e aperfei&#xE7;oamento do sistema tribut&#xE1;rio; fortalecimento das empresas estatais; gest&#xE3;o e planejamento, ampliando as articula&#xE7;&#xF5;es internas do governo e entre os entes da federa&#xE7;&#xE3;o; melhoria do ambiente de neg&#xF3;cios e investimentos; fortalecimento da regula&#xE7;&#xE3;o; incentivo &#xE0;s parcerias p&#xFA;blico-privadas; valoriza&#xE7;&#xE3;o do sal&#xE1;rio m&#xED;nimo; e programas de transfer&#xEA;ncia e distribui&#xE7;&#xE3;o de renda. Medidas que o tornam um plano bem mais abrangente, articulado e consistente diante dos objetivos que o mesmo estabelece.</p>
<p>Estas constata&#xE7;&#xF5;es est&#xE3;o presentes, de certa forma, nas avalia&#xE7;&#xF5;es encontradas a respeito dos mesmos na literatura especializada. Alguns aspectos dessa avalia&#xE7;&#xE3;o podem ser visualizados a partir das informa&#xE7;&#xF5;es do <xref ref-type="table" rid="t5">Quadro 4</xref>.</p>
<table-wrap id="t5">
<label>Quadro 4</label>
<caption>
<title>Avalia&#xE7;&#xF5;es da literatura especializada - Plano de Metas e PAC</title></caption>
<alternatives>
	<graphic xlink:href="tb5a.png"/>
<table frame="hsides" rules="all">
<colgroup width="50%">
<col/>
<col/></colgroup>
<thead style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<th align="center" colspan="2" style="border-top: thin solid; border-bottom: thin solid; border-color: #000000">Avalia&#xE7;&#xF5;es da literatura especializada</th></tr>
<tr>
<th align="center">PLANO DE METAS</th>
<th align="center">PAC</th></tr></thead>
<tbody style="border-bottom: thin solid; border-color: #000000">
<tr>
<td align="left">
<list list-type="bullet">
<list-item>
<p>&#x201C;Ainda que em muitas das metas o &#xEA;xito tenha sido parcial e em v&#xE1;rias outras tenha havido fracassado, o resultado global &#xE9; tido por todos estudiosos do per&#xED;odo como impressionantes&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B4">BIELSCHOWSKY, 1988</xref>, p. 476);</p></list-item>
<list-item>
<p>&#x201C;Na sua grande maioria, naquilo que o Plano de Metas ensejava a transi&#xE7;&#xE3;o da economia para o capitalismo industrial &#x201C;maduro&#x201D;, as metas obtiveram um sucesso importante&#x201D; (RABELO, 2003, p. 50);</p></list-item>
<list-item>
<p>Atrav&#xE9;s da a&#xE7;&#xE3;o direta e/ou indireta do Estado e da articula&#xE7;&#xE3;o do mesmo com o capital nacional e internacional, criou-se a infraestrutura econ&#xF4;mica indispens&#xE1;vel para a implanta&#xE7;&#xE3;o e o fortalecimento da ind&#xFA;stria em seus mais variados ramos (RABELO, 2003);</p></list-item>
<list-item>
<p>Por&#xE9;m, o plano n&#xE3;o se restringe &#xE0;s quest&#xF5;es de infraestrutura, ele avan&#xE7;a para a produ&#xE7;&#xE3;o de bens intermedi&#xE1;rios e at&#xE9; mesmo de capital, ampliando o j&#xE1; existente ou criando novas capacidades de produ&#xE7;&#xE3;o (RABELO, 2003);</p></list-item>
<list-item>
<p>O Plano de Metas e o conjunto de medidas adotadas pelo governo JK para implant&#xE1;-lo transformam o Estado em um &#x201C;eficiente instrumento de refor&#xE7;o da acumula&#xE7;&#xE3;o de capital e de realiza&#xE7;&#xE3;o da transi&#xE7;&#xE3;o para um novo padr&#xE3;o de acumula&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (RABELO, 2003, p. 52);</p></list-item>
<list-item>
<p>&#x201C;O verdadeiro salto qualitativo da ind&#xFA;stria brasileira ocorre entre 1955 e 1960, quando se verifica uma intensa expans&#xE3;o e diferencia&#xE7;&#xE3;o industrial, articulada diretamente pelo Estado e pelo seu primeiro plano global de a&#xE7;&#xE3;o: o Plano de Metas do governo de Juscelino Kubitschek&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B19">FIORI, 1995</xref>, p. 129);</p></list-item>
<list-item>
<p>O Plano foi regido por uma l&#xF3;gica setorial de planejamento, por mais que apresentasse a&#xE7;&#xF5;es articuladas e intercomplementares entre alguns setores, n&#xE3;o conseguiu avan&#xE7;ar para um planejamento global de desenvolvimento no longo prazo (LESSA, 1982);</p></list-item>
<list-item>
<p>As dificuldades em realizar uma ampla reforma tribut&#xE1;ria fragilizaram as condi&#xE7;&#xF5;es do Estado em financiar as a&#xE7;&#xF5;es previstas, fazendo-o optar pela via da infla&#xE7;&#xE3;o, penalizando os assalariados em detrimento aos detentores do capital (LESSA, 1982);</p></list-item>
<list-item>
<p>O Plano deparou-se com problemas de organiza&#xE7;&#xE3;o institucional e do Estado que dificultaram sua realiza&#xE7;&#xE3;o:</p>
<list list-type="simple">
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Aus&#xEA;ncia de instrumentos p&#xFA;blicos de cr&#xE9;dito de longo prazo;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Dificuldades de coordena&#xE7;&#xE3;o do instrumental por parte do Estado;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>Aus&#xEA;ncia de um sistema central de planifica&#xE7;&#xE3;o e or&#xE7;amento p&#xFA;blico;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>M&#xE1;quina p&#xFA;blica administrativa n&#xE3;o articulada (LESSA, 1982);</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p>O Plano teve uma &#x201C;montagem emp&#xED;rica de instrumentos&#x201D; que foram se constituindo ao longo da execu&#xE7;&#xE3;o do mesmo, mas n&#xE3;o foram montados antes dele como ferramentas de planejamento; &#x201C;visando a solu&#xE7;&#xE3;o de problemas espec&#xED;ficos&#x201D;, sem um exame mais aprofundado do contexto, em seus elementos globais, e &#x201C;sem qualquer defini&#xE7;&#xE3;o global quanto aos instrumentos&#x201D; encarados no seu conjunto (LESSA, 1982, p 13);</p></list-item>
<list-item>
<p>O desenvolvimentismo, como um projeto de capitalismo nacional cumpriu seu destino atrav&#xE9;s do Plano de Metas: integrou definitivamente a economia brasileira ao movimento de internacionaliza&#xE7;&#xE3;o do capitalismo (LESSA, 1982);</p></list-item>
<list-item>
<p>A l&#xF3;gica que moveu o Plano de Metas foi coerente com os alicerces da ideologia desenvolvimentista dominante no per&#xED;odo:</p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>que o desenvolvimento da ind&#xFA;stria irradiaria seus efeitos para as outras &#xE1;reas da economia e seria capaz de superar as desigualdades sociais e regionais;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>que a a&#xE7;&#xE3;o do Estado, pautada por crit&#xE9;rios de racionalidade t&#xE9;cnica e relativa autonomia em rela&#xE7;&#xE3;o aos interesses e valores dos diferentes grupos e classes sociais, fosse capaz de formular e conduzir o projeto nacional de desenvolvimento;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>que os conhecimentos e as t&#xE9;cnicas produzidas pela ci&#xEA;ncia econ&#xF4;mica seriam suficientes para reconhecer as necessidades do desenvolvimento e os meios para atingi-lo;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>e que os marcos da sociedade capitalista seriam adequados para a viabiliza&#xE7;&#xE3;o do projeto (<xref ref-type="bibr" rid="B37">SILVA, 2000</xref>; FONSECA, 2014).</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p>&#x201C;Desenvolveu-se um novo est&#xE1;gio no processo de internacionaliza&#xE7;&#xE3;o da economia brasileira. Isto &#xE9;, a estrutura do setor industrial tornou-se amplamente integrada &#xE0; estrutura econ&#xF4;mica mundial, por interm&#xE9;dio das empresas multinacionais&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B21">IANNI, 1991</xref>, p. 173);</p></list-item>
<list-item>
<p>O Plano de Metas e os seus desdobramentos v&#xE3;o gerar uma transforma&#xE7;&#xE3;o estrutural da economia brasileira, deslocando seus centros de gravidade, imprimindo uma nova din&#xE2;mica e gerando maior complexidade da vida cotidiana a ponto de exigir redefini&#xE7;&#xF5;es no papel do Estado e colocar os instrumentos de pol&#xED;tica econ&#xF4;mica no centro do debate (LESSA, 1982).</p></list-item></list></td>
<td align="left">
<list list-type="bullet"><list-item>
<p>Os efeitos do PAC sobre a economia e a sociedade brasileira foram imensos: a capacidade m&#xE9;dia de investimentos da economia brasileira se manteve nos patamares mais altos j&#xE1; registrados na hist&#xF3;ria, entre 2007 e 2014, na faixa de 18,4%; os investimentos em infraestrutura cresceram, no per&#xED;odo, 171,1%; foram gerados mais de 20 milh&#xF5;es de postos de trabalho e mais de 12 milh&#xF5;es de empregos; houve expressivo aumento do rendimento m&#xE9;dio real e da massa de rendimentos da popula&#xE7;&#xE3;o em geral; houve diminui&#xE7;&#xE3;o expressiva da d&#xED;vida l&#xED;quida no setor p&#xFA;blico, de 60,4% do PIB, em 2002, para 36,1% do PIB, em 2014; as reservas internacionais cresceram, passando de 37,8 bilh&#xF5;es de d&#xF3;lares, em 2002, para 375,8 bilh&#xF5;es, em 2014; entre outros (BRASIL, 2010, 2014 e 2016);</p></list-item>
<list-item>
<p>O PAC se constituiu como refer&#xEA;ncia de uma proposta desenvolvimentista, com centralidade no social, representando uma resposta &#xE0; crise global do capitalismo, &#xE0; nova divis&#xE3;o internacional do trabalho e &#xE0;s transforma&#xE7;&#xF5;es societ&#xE1;rias (POCHMANN, 2012);</p></list-item>
<list-item>
<p>Representou a hegemonia da vertente social-desenvolvimentista, a partir do segundo mandato do presidente Lula, no n&#xFA;cleo central do governo e nas principais institui&#xE7;&#xF5;es p&#xFA;blicas respons&#xE1;veis pelo planejamento e pela execu&#xE7;&#xE3;o das pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas (BASTOS, 2012);</p></list-item>
<list-item>
<p>O PAC foi um dos elementos b&#xE1;sicos para que, no segundo governo Lula, se criassem as condi&#xE7;&#xF5;es para a efetiva&#xE7;&#xE3;o de um &#x201C;c&#xED;rculo virtuoso&#x201D;, no qual a melhoria da distribui&#xE7;&#xE3;o de renda alimenta o investimento e o progresso t&#xE9;cnico (BIELSCHOWSK, 2011);</p></list-item>
<list-item>
<p>O PAC &#xE9; um programa de desenvolvimento econ&#xF4;mico e social que se apoia no planejamento estrat&#xE9;gico, na gest&#xE3;o articulada das a&#xE7;&#xF5;es interministeriais, no fortalecimento da regula&#xE7;&#xE3;o, na gest&#xE3;o de instrumentos financeiros, na parceria entre o setor p&#xFA;blico e o investidor privado e na articula&#xE7;&#xE3;o entre os entes da federa&#xE7;&#xE3;o (BRASIL, 2010, 2014 e 2016);</p></list-item>
<list-item>
<p>Predomina uma vis&#xE3;o ampla de planejamento p&#xFA;blico, intersetorial, mais articulada (entre as diferentes esferas da federa&#xE7;&#xE3;o, minist&#xE9;rios, secretarias, diretorias, &#xF3;rg&#xE3;os e empresas p&#xFA;blicas) e din&#xE2;mica, t&#xE9;cnico-pol&#xED;tica, capaz de reconhecer a complexidade e a diversidade da realidade e a multicausalidade dos problemas, a fim de propor solu&#xE7;&#xF5;es com participa&#xE7;&#xE3;o dos atores envolvidos, orientado por uma vis&#xE3;o estrat&#xE9;gica capaz de orientar as a&#xE7;&#xF5;es, monitorar, avaliar e reprogramar, caso necess&#xE1;rio. Predomina uma cultura de planejamento de m&#xE9;dio e longo prazo (JANNUZZI, 2010);</p></list-item>
<list-item>
<p>Os investimentos no eixo Social e Urbano, no qual se incluem pol&#xED;ticas e programas voltados para o desenvolvimento com inclus&#xE3;o social e melhoria das condi&#xE7;&#xF5;es de vida da popula&#xE7;&#xE3;o, ocupam espa&#xE7;o importante durante toda a vig&#xEA;ncia do PAC (ROTTA e REIS, 2017);</p></list-item>
<list-item>
<p>Os resultados, em termos de indicadores econ&#xF4;micos e sociais, experimentados pelo pa&#xED;s, especialmente durante a vig&#xEA;ncia do PAC 1 e 2, est&#xE3;o diretamente associados &#xE0; proposta de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas implantadas pelo governo brasileiro (CALIXTRE, BIANCARELI e CINTRA, 2014);</p></list-item>
<list-item>
<p>Com o PAC, o governo brasileiro recolocou o Estado como agente decisivo na agenda do desenvolvimento, estabelecendo, com o mercado, um conjunto de rela&#xE7;&#xF5;es h&#xED;bridas e complexas que ainda carecem de maiores estudos e an&#xE1;lises (ROTTA e REIS, 2017)</p></list-item>
<list-item>
<p>O PAC evidenciou a capacidade de projetos estruturantes se conectarem com outras pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas e outras dimens&#xF5;es setoriais e territoriais do desenvolvimento nacional (CARDOSO JUNIOR e NAVARRO, 2016);</p></list-item>
<list-item>
<p>Centralidade do Estado e do investimento p&#xFA;blico para a dinamiza&#xE7;&#xE3;o da economia brasileira e para a transforma&#xE7;&#xE3;o da sua estrutura produtiva (CARDOSO JUNIOR e NAVARRO, 2016);</p></list-item>
<list-item>
<p>Possibilidade de romper com o <italic>status quo</italic> da gest&#xE3;o p&#xFA;blica tradicional, na qual predominava uma vis&#xE3;o burocr&#xE1;tica e gerencial (CARDOSO JUNIOR e NAVARRO, 2016);</p></list-item>
<list-item>
<p>O PAC representou uma nova forma de conceber e executar o Or&#xE7;amento P&#xFA;blico, pois o mesmo assumiu o papel de instrumento da a&#xE7;&#xE3;o p&#xFA;blica na concretiza&#xE7;&#xE3;o do investimento em infraestrutura. As mudan&#xE7;as na gest&#xE3;o or&#xE7;ament&#xE1;ria foram implantadas para dar agilidade &#xE0; execu&#xE7;&#xE3;o do or&#xE7;amento. Essa nova postura est&#xE1; correlacionada com a perspectiva de um Estado ativo, que se organiza para fomentar o desenvolvimento (ABREU, 2014).</p></list-item>
<list-item>
<p>A constru&#xE7;&#xE3;o de portos, aeroportos, rodovias, hidrovias e ferrovias impulsionou o desenvolvimento, reduziu gargalos log&#xED;sticos e cortou o Brasil pelo interior, promovendo novas integra&#xE7;&#xF5;es regionais e dando mais acesso de pessoas e produtos aos grandes centros e ao mercado externo (BRASIL, 2016);</p></list-item>
<list-item>
<p>Gera&#xE7;&#xE3;o de emprego e renda: o Brasil atingiu a menor taxa de desemprego da sua hist&#xF3;ria: 2,4%, em outubro de 2014 (BRASIL, 2014);</p></list-item>
<list-item>
<p>Foi fundamental para que o Brasil enfrentasse a crise mundial de 2008/9 (medidas antic&#xED;clicas) sem sofrer as consequ&#xEA;ncias mais dr&#xE1;sticas (BRASIL, 2010);</p></list-item>
<list-item>
<p>As cr&#xED;ticas ao PAC s&#xE3;o intensas e recorrentes, tanto em seus fundamentos macroecon&#xF4;micos que n&#xE3;o rompem com os princ&#xED;pios neoliberais (SANTOS et al, 2010), quanto na sua concep&#xE7;&#xE3;o, programas priorit&#xE1;rios, investimentos realizados e resultados obtidos (RODRIGUES; SALVADOR, 2011);</p>
<list list-type="simple"><list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>O PAC surgiu como uma promessa de retorno do Estado como indutor do crescimento econ&#xF4;mico de forma planejada, por&#xE9;m, apesar da propaganda desenvolvimentista, apresentou-se como um programa pontual, com recursos limitados, com execu&#xE7;&#xE3;o or&#xE7;ament&#xE1;ria bem abaixo do previsto, com baixa efetividade como multiplicador de investimentos privados na economia, servindo para a manuten&#xE7;&#xE3;o da pol&#xED;tica econ&#xF4;mica vigente que privilegia o capital;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>As desonera&#xE7;&#xF5;es tribut&#xE1;rias e as medidas institucionais adotadas no &#xE2;mbito do PAC acabaram contribuindo para a apropria&#xE7;&#xE3;o indireta de recursos do fundo p&#xFA;blico que seriam remetidos ao financiamento de pol&#xED;ticas sociais, especialmente a educa&#xE7;&#xE3;o e a seguridade social;</p></list-item>
<list-item>
<label>&#x2013;</label>
<p>N&#xE3;o rompeu com as pol&#xED;ticas de recorte neoliberal no enfrentamento da quest&#xE3;o social.</p></list-item></list></list-item>
<list-item>
<p>N&#xE3;o houve rompimento com o padr&#xE3;o de acumula&#xE7;&#xE3;o capitalista sob a hegemonia do capital financeiro. Pode ter ocorrido aumento da renda dos trabalhadores, mas o capital ganhou muito mais. Os gastos nas &#xE1;reas sociais tamb&#xE9;m tiveram aumentos, mas em uma propor&#xE7;&#xE3;o muito menor do que o pagamento dos juros e amortiza&#xE7;&#xF5;es da d&#xED;vida. O ajuste fiscal garante altas taxas de rentabilidade ao capital (basta ver o percentual do Or&#xE7;amento da Uni&#xE3;o comprometido com juros e amortiza&#xE7;&#xF5;es da d&#xED;vida p&#xFA;blica). A pol&#xED;tica tribut&#xE1;ria incide predominantemente sobre o consumo e n&#xE3;o sobre a renda. O aumento das rendas do trabalho n&#xE3;o seguiu o ritmo do aumento das rendas do capital (CASTELO, 2013);</p></list-item>
<list-item>
<p>O PAC teve mais um impacto psicol&#xF3;gico do que concreto no crescimento da economia, pois ele influenciou a autoestima dos brasileiros no sentido de mostrar que, pela primeira vez, na hist&#xF3;ria democr&#xE1;tica do pa&#xED;s, o Estado se colocou como articulador central do processo (<xref ref-type="bibr" rid="B2">BAD&#xCA;, 2008</xref>).</p></list-item></list></td></tr></tbody></table></alternatives>
<table-wrap-foot>
<attrib>Fonte: Dados organizados pelos autores a partir das refer&#xEA;ncias citadas no quadro.</attrib></table-wrap-foot></table-wrap>
<p>
	<table-wrap id="t5b">
<label>Quadro 4 (Cont.)</label>
<caption>
<title>Avalia&#xE7;&#xF5;es da literatura especializada - Plano de Metas e PAC</title></caption>
	<graphic xlink:href="tb5b.png"/>
</table-wrap>
</p>
<p>
	<table-wrap id="t5c">
<label>Quadro 4 (Cont.)</label>
<caption>
<title>Avalia&#xE7;&#xF5;es da literatura especializada - Plano de Metas e PAC</title></caption>
	<graphic xlink:href="tb5c.png"/>
</table-wrap>
</p>
<p>
	<table-wrap id="t5d">
<label>Quadro 4 (Cont.)</label>
<caption>
<title>Avalia&#xE7;&#xF5;es da literatura especializada - Plano de Metas e PAC</title></caption>
	<graphic xlink:href="tb5d.png"/>
</table-wrap>
</p>
<p>
	<table-wrap id="t5e">
<label>Quadro 4 (Cont.)</label>
<caption>
<title>Avalia&#xE7;&#xF5;es da literatura especializada - Plano de Metas e PAC</title></caption>
	<graphic xlink:href="tb5e.png"/>
</table-wrap>
</p>
<p>As avalia&#xE7;&#xF5;es denotam que ambos os planos representaram uma resposta do Estado, em sua articula&#xE7;&#xE3;o de for&#xE7;as hegem&#xF4;nicas, aos desafios apresentados pelo contexto hist&#xF3;rico, no sentido de enfrentar &#x201C;gargalos&#x201D; ao desenvolvimento e/ou processos de crise, que exigiam a&#xE7;&#xF5;es mais incisivas. Estas a&#xE7;&#xF5;es estiveram alinhadas com as ideias b&#xE1;sicas que comp&#xF5;em o n&#xFA;cleo central da proposta desenvolvimentista, tendo o Plano de Metas se constitu&#xED;do com a centralidade no desenvolvimento da ind&#xFA;stria e o PAC nas demandas de consumo apresentadas pelo mercado; o Plano de Metas focado na &#x201C;ideologia da moderniza&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B11">CARDOSO, 1977</xref>) e o PAC no &#x201C;social como eixo do desenvolvimento&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CARNEIRO, 2012</xref>).</p>
<p>No que concerne &#xE0; an&#xE1;lise dos resultados alcan&#xE7;ados, percebe-se que os principais objetivos de cada um dos planos foram atingidos, de forma especial os relacionados &#xE0; din&#xE2;mica econ&#xF4;mica do desenvolvimento. O Plano de Metas contribuiu, decisivamente, para a transforma&#xE7;&#xE3;o estrutural da economia brasileira, tanto nos aspectos de sua din&#xE2;mica interna, quanto na integra&#xE7;&#xE3;o &#xE0; economia internacional, constituindo-se em um &#x201C;eficiente instrumento de refor&#xE7;o da acumula&#xE7;&#xE3;o de capital e de realiza&#xE7;&#xE3;o da transi&#xE7;&#xE3;o para um novo padr&#xE3;o de acumula&#xE7;&#xE3;o&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B33">RABELO, 2003</xref>, p. 52). O PAC foi uma &#x201C;resposta &#xE0; crise global do capitalismo&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B32">POCHMANN, 2012</xref>), se constituindo em um programa de desenvolvimento econ&#xF4;mico e social, apoiado no planejamento estrat&#xE9;gico, na gest&#xE3;o articulada das a&#xE7;&#xF5;es interministeriais, no fortalecimento da regula&#xE7;&#xE3;o, na gest&#xE3;o de instrumentos financeiros, na parceria entre o setor p&#xFA;blico e o investidor privado e na articula&#xE7;&#xE3;o entre os entes da federa&#xE7;&#xE3;o (<xref ref-type="bibr" rid="B5">BRASIL, 2010</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B6">2014</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B7">2016</xref>), e contribuindo para a efetiva&#xE7;&#xE3;o de um &#x201C;c&#xED;rculo virtuoso&#x201D;, no qual a melhoria da distribui&#xE7;&#xE3;o de renda alimenta o investimento e o progresso t&#xE9;cnico (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BIELSCHOWSK, 2011</xref>).</p>
<p>Em termos de concep&#xE7;&#xE3;o e implanta&#xE7;&#xE3;o, observa-se que as avalia&#xE7;&#xF5;es apontam com clareza as virtudes e os principais problemas enfrentados por cada um dos planos. O Plano de Metas, por seguir uma l&#xF3;gica de planejamento t&#xE9;cnico e determinada <italic>ex ante</italic>, permite ao Estado maior controle e dire&#xE7;&#xE3;o do processo, por&#xE9;m n&#xE3;o o livra dos problemas de coordena&#xE7;&#xE3;o instrumental, da aus&#xEA;ncia de um sistema central de planifica&#xE7;&#xE3;o e or&#xE7;amento, da exist&#xEA;ncia de uma m&#xE1;quina p&#xFA;blica n&#xE3;o articulada e da dificuldade em implantar medidas de financiamento que impliquem reformas estruturais do sistema tribut&#xE1;rio vigente (<xref ref-type="bibr" rid="B27">LESSA, 1982</xref>). O PAC, por sua vez, trabalhou com a ideia de um Estado articulador das m&#xFA;ltiplas demandas provenientes do setor produtivo e das organiza&#xE7;&#xF5;es e movimentos sociais, em uma matriz m&#xFA;ltipla e intersetorial (<xref ref-type="bibr" rid="B25">JANNUZZI, 2010</xref>), buscando romper com o <italic>status quo</italic> da gest&#xE3;o p&#xFA;blica tradicional (<xref ref-type="bibr" rid="B12">CARDOSO JUNIOR; NAVARRO, 2016</xref>), por&#xE9;m tamb&#xE9;m enfrentou dificuldades em termos de organiza&#xE7;&#xE3;o da m&#xE1;quina p&#xFA;blica e do sistema federativo, coordena&#xE7;&#xE3;o dos m&#xFA;ltiplos interesses em jogo, fiscaliza&#xE7;&#xE3;o e controle dos investimentos e dificuldades em avan&#xE7;ar na dire&#xE7;&#xE3;o de mudan&#xE7;as mais profundas na l&#xF3;gica tribut&#xE1;ria, fiscal, or&#xE7;ament&#xE1;ria, de destina&#xE7;&#xE3;o dos recursos p&#xFA;blicos e de distribui&#xE7;&#xE3;o de renda.</p>
</sec>
<sec sec-type="conclusions">
<title>Conclus&#xE3;o</title>
<p>Tanto o nascimento quanto a retomada do ide&#xE1;rio desenvolvimentista e das suas experi&#xEA;ncias concretas de formula&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;tica econ&#xF4;mica e social, no Brasil, est&#xE3;o ligados a processos de crise do capitalismo, propondo solu&#xE7;&#xF5;es que apontam para a necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento, com protagonismo do Estado e assentado na expans&#xE3;o do mercado interno, na amplia&#xE7;&#xE3;o da capacidade de consumo da popula&#xE7;&#xE3;o, na ind&#xFA;stria como fator de propaga&#xE7;&#xE3;o do progresso t&#xE9;cnico e na integra&#xE7;&#xE3;o com a economia internacional, por&#xE9;m sem romper com a l&#xF3;gica de reprodu&#xE7;&#xE3;o do capital.</p>
<p>O Plano de Metas, os seus desdobramentos e o conjunto de medidas adotadas pelo governo JK para implement&#xE1;-lo, geraram uma transforma&#xE7;&#xE3;o estrutural da economia brasileira, imprimindo uma nova din&#xE2;mica e consolidando a inser&#xE7;&#xE3;o do pa&#xED;s no cen&#xE1;rio das economias capitalistas, por&#xE9;m a partir de uma proposta de desenvolvimento subordinada e dependente, que atendia aos interesses do capital naquele contexto hist&#xF3;rico espec&#xED;fico.</p>
<p>Atrav&#xE9;s do PAC, o governo brasileiro recolocou o Estado na agenda do desenvolvimento, ap&#xF3;s mais de uma d&#xE9;cada de vig&#xEA;ncia de pol&#xED;ticas de recorte neoliberal; fato curioso &#xE9; que esta articula&#xE7;&#xE3;o foi feita sem romper com o n&#xFA;cleo da formula&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;ticas econ&#xF4;micas de recorte neoliberal. Assim, para al&#xE9;m dos tradicionais instrumentos e estrat&#xE9;gias do desenvolvimentismo cl&#xE1;ssico, o PAC buscou articular a expans&#xE3;o do investimento, a amplia&#xE7;&#xE3;o do consumo de massa e a redistribui&#xE7;&#xE3;o de renda, no sentido de criar um &#x201C;c&#xED;rculo virtuoso&#x201D; (<xref ref-type="bibr" rid="B3">BIELSCHOWSKY, 2011</xref>) de desenvolvimento. Contudo, as cr&#xED;ticas ao mesmo n&#xE3;o deixam de ser recorrentes, quer por n&#xE3;o romper com os fundamentos macroecon&#xF4;micos neoliberais ou por seus programas e propostas estarem aqu&#xE9;m dos resultados esperados (<xref ref-type="bibr" rid="B34">RODRIGUES; SALVADOR, 2011</xref>).</p>
<p>Para al&#xE9;m das semelhan&#xE7;as e diferen&#xE7;as, o Plano de Metas e o PAC constituem tentativas de o Estado brasileiro, enquanto condensa&#xE7;&#xE3;o de rela&#xE7;&#xF5;es sociais e perpassado por interesses de classe, com base no ide&#xE1;rio desenvolvimentista, construir respostas a contextos hist&#xF3;ricos espec&#xED;ficos e a problemas que s&#xE3;o recorrentes (heterogeneidade estrutural, desigualdades sociais e regionais, depend&#xEA;ncia e subdesenvolvimento), em uma sociedade que n&#xE3;o consegue realizar transforma&#xE7;&#xF5;es estruturais para al&#xE9;m da l&#xF3;gica de reprodu&#xE7;&#xE3;o do capital e dos interesses das elites dominantes e dirigentes.</p>
</sec></body>
<back>
<fn-group>
<fn fn-type="other" id="fn1">
<label>1</label>
<p>Entendida como a crise vivida pelo capitalismo de fei&#xE7;&#xE3;o neocl&#xE1;ssica, durante o per&#xED;odo entre a 1&#xAA; e a 2&#xBA; Guerras Mundiais (1914/18 e 1939/45, respectivamente), tendo como ponto culminante a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929. A crise exigiu a busca de alternativas, muitas delas orientadas pelo referencial keynesiano que propunha uma a&#xE7;&#xE3;o mais decisiva do Estado na economia e na sociedade.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn2">
<label>2</label>
<p>A CEPAL foi fundada em 25/02/1948, com o firme prop&#xF3;sito de ser um <italic>l&#xF3;cus</italic> referencial para estudos da Am&#xE9;rica Latina a partir dos olhares dos estudiosos da Regi&#xE3;o.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn3">
<label>3</label>
<p>Uma an&#xE1;lise mais detalhada do mesmo ser&#xE1; feita na sess&#xE3;o 02 deste texto.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn4">
<label>4</label>
<p>N&#xE3;o &#xE9; objeto deste texto a an&#xE1;lise da proposta neoliberal, uma vez que se concentra o foco no ide&#xE1;rio desenvolvimentista.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn5">
<label>5</label>
<p>Pois t&#xEA;m autores que trabalham com outras formula&#xE7;&#xF5;es, a exemplo de <xref ref-type="bibr" rid="B30">Pfeifer (2014)</xref>, que trata as duas como &#x201C;neodesenvolvimentistas&#x201D; e <xref ref-type="bibr" rid="B14">Castelo (2013)</xref>, que identifica a presen&#xE7;a mais influente do social-liberalismo.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn6">
<label>6</label>
<p>Informa&#xE7;&#xF5;es detalhadas sobre o Programa, bem como os relat&#xF3;rios de suas a&#xE7;&#xF5;es podem ser encontradas em <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.pac.gov.br">http://www.pac.gov.br</ext-link>. Lan&#xE7;ado inicialmente com uma proje&#xE7;&#xE3;o para o quadri&#xEA;nio 2007-2010, foi reeditado e ampliado nas gest&#xF5;es de Dilma Rousseff (2011 a 2014, como PAC 2 e, em 2015, como PAC 2015-18). Para o PAC 2 os eixos priorit&#xE1;rios foram alterados, passando de tr&#xEA;s para seis: Transportes, Energia, Cidade Melhor, Comunidade Cidad&#xE3;, Minha Casa Minha Vida e &#xC1;gua e Luz para Todos. Para o PAC 2015-18, retornou-se aos tr&#xEA;s eixos presentes no PAC 1: infraestrutura log&#xED;stica, infraestrutura energ&#xE9;tica e infraestrutura social e urbana.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn7">
<label>7</label>
<p>Foi inclu&#xED;da como &#x201C;meta s&#xED;ntese&#x201D;, ou projeto que sintetizava a ideia de moderniza&#xE7;&#xE3;o e integra&#xE7;&#xE3;o do territ&#xF3;rio nacional proposta pelo Governo JK (<xref ref-type="bibr" rid="B15">COSTA; STEINKE, 2014</xref>).</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn8">
<label>8</label>
<p>Atualizando (atrav&#xE9;s do IGP-DI) os valores executados no Plano de Metas (Cr$ 600 bilh&#xF5;es), teremos 96,7 bilh&#xF5;es de reais para agosto de 2017. Fazendo a mesma atualiza&#xE7;&#xE3;o para os valores do PAC, teremos 2,432 trilh&#xF5;es de reais.</p></fn>
<fn fn-type="other" id="fn9">
<label>9</label>
<p><xref ref-type="bibr" rid="B16">Dias (1996)</xref> refere que antes do Plano de Metas (1955), os investimentos do governo, somados os do or&#xE7;amento pr&#xF3;prio e das empresas estatais, ficavam na faixa de 3,4% do PIB, passando para uma m&#xE9;dia de 6% ao longo da execu&#xE7;&#xE3;o do mesmo. N&#xE3;o se tem precis&#xE3;o dos percentuais investidos em obras diretamente ligadas ao Plano, mas se tem clareza que o mesmo praticamente duplica a participa&#xE7;&#xE3;o do investimento p&#xFA;blico na economia do pa&#xED;s.</p></fn></fn-group>
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<title>Refer&#xEA;ncias</title>
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<comment>Tese (Doutorado em Administra&#xE7;&#xE3;o)</comment>
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<article-title>O canto da sereia: social-liberalismo, novo desenvolvimentismo e supremacia burguesa no capitalismo dependente brasileiro</article-title>
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