Artigos de Revisão
Recepção: 21 Setembro 2016
Aprovação: 21 Novembro 2016
DOI: https://doi.org/10.15253/2175-6783.2017000200018
Objetivo: analisar as evidências científicas nacionais e internacionais para estabelecer recomendações na elaboração de protocolo de enfermagem para prevenção de úlcera por pressão.
Métodos: revisão integrativa com busca nas bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, com descritores “úlcera por pressão”, “protocolo” e “prevenção secundária”, com amostra final de 21 artigos científicos.
Resultados: amostra categorizada em dois temas: “Protocolos” que recomenda especificidades sociodemográficas e clínicas com adoção de instrumento e escalas para dimensionar as lesões de pele e úlcera por pressão, além de intervenções de enfermagem; e “Estratégias de implementação do protocolo” que valoriza liderança dos enfermeiros, apoio da gestão, educação permanente, previsão e provisão de recursos humanos e materiais como fundamentais para a implantação.
Conclusão: na elaboração de protocolo de prevenção de úlcera por pressão recomenda-se incluir aspectos clínicos e terapêuticos dos pacientes, assim como recursos materiais e humanos para a sua implantação.
Palavras chave: Úlcera por Pressão, Prevenção Secundária, Fidelidade a Diretrizes, Enfermagem.
Introdução
A úlcera por pressão é uma lesão na pele e/ou tecido subjacente, decorrente da pressão e forças de tensão, cuja incidência no Brasil é dimensionada entre 19,1% a 39,8%. Estas ocorrem, independente dos ambientes de cuidado, sendo que as taxas internacionais de prevalência indicam variações entre 3,5% a 41,0% e incidência entre 10,2 e 26,7%1-3.
Em relação à resolução das úlceras por pressão, temos que cerca de 50,0% se apresentam com comprometimento tecidual classificado em categoria II e 95,0% em categorias III e IV, que não cicatrizam em tempo inferior a oito semanas. Os pacientes, muitas vezes, necessitam de internação prolongada e intermitente, o que aumenta os custos, envolve maior tempo de assistência direta da equipe de saúde e elevação das taxas de infecção hospitalar1-3.
Os cuidados com a integridade da pele e tecidos são elementos da prática do enfermeiro, o que inclui a prevenção da úlcera por pressão através de ações que têm por objetivo impedir que o paciente apresente os fatores de risco desencadeantes deste tipo de lesão2. A equipe de enfermagem cuida do paciente em tempo integral e, portanto, tem a oportunidade de identificar estes fatores para atuar precocemente.
A prevenção de úlcera por pressão está entre as áreas prioritárias de atuação do Programa de Segurança do Paciente, alavancado pela Organização Mundial da Saúde, em busca de qualidade da assistência e a segurança do paciente nos contextos de cuidados4.
No que tange a assistência de enfermagem ao paciente com risco de úlcera por pressão, ainda é pautada no conhecimento individual do enfermeiro, resultando, muitas vezes, em intervenções aleatórias e descontinuadas. A sistematização da assistência, pautada em conhecimento científico, subsidia o enfermeiro com dados fundamentais sobre o paciente e os riscos potenciais para desenvolver úlcera por pressão, além de aumentar o alcance de resultados desejáveis com as intervenções de enfermagem e a melhora da qualidade da assistência5.
A prevenção de úlcera por pressão deve ser assumida pela enfermagem e por toda equipe multiprofissional, estendendo-se a gestores e administradores, tendo em vista o cumprimento da integralidade enquanto política e de direito, no qual o cuidado é resolutivo e não causa danos. Por outro lado, a prevenção é um modo de organizar as práticas quando os protocolos são construídos com a participação dos profissionais de saúde e focalizados para o atendimento das demandas dos pacientes, respeitando a individualidade, com inclusão de grupos especiais, mais suscetíveis a desenvolverem úlcera por pressão em decorrência das condições crônicas e outros limitantes2-3,5.
Diante do exposto, este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas nacionais e internacionais para estabelecer as recomendações na elaboração de protocolo de enfermagem para prevenção de úlcera por pressão.
Métodos
Revisão integrativa, fundamentada na Prática Baseada em Evidências, para estabelecer as recomendações para elaboração de protocolos de prevenção de úlcera por pressão, por constituir um método que possibilita a síntese da produção científica com análise crítica sobre um determinado tópico, avaliando as melhores evidências para a aplicação destas na melhoria da prática clínica da enfermagem6-7.
Para o desenvolvimento deste estudo, utilizamos seis etapas preconizadas: seleção da questão de pesquisa; seleção dos estudos primários; apresentação das características dos estudos primários; análise dos estudos primários; interpretação dos resultados; e escrita ou relato da revisão6.
Desta forma, foi realizada a busca da produção científica, mediante o estabelecimento da pergunta: “Quais as recomendações da literatura científica nacional e internacional para a elaboração de protocolo para prevenção de úlcera por pressão?”.
Foram realizadas buscas nas bases de dados eletrônicas LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online) e BDENF (Base de dados de enfermagem), com utilização de descritores “úlcera por pressão”, “protocolo” e “prevenção secundária”, no período de janeiro 2015 a julho de 2016.
Os critérios de inclusão foram: artigos em idiomas português-brasileiro, inglês, espanhol e francês, que abordassem a temática do estudo e possibilitasse responder à pergunta; sem corte temporal até julho de 2016 e estar disponível na íntegra via Biblioteca Central da Universidade de São Paulo Campus de Ribeirão Preto. Com a busca inicial obtivemos 108 (100,0%) artigos, e após leitura dos resumos, 81 (75,0%) foram excluídos por não terem relação com a temática e 27 (25,0%) pré-selecionados. Destes 27 (100,0%) artigos, seis (22,0%) não estavam disponíveis na íntegra via Biblioteca Central da Universidade de São Paulo Campus de Ribeirão Preto e, portanto, 21 (78,0%) artigos científicos constituíram a amostra deste estudo, sendo que, 12 (57,0%) eram indexados nas bases de dados eletrônicas MEDLINE, 05 (24,0%) na base LILACS e 04 (19,0%) na BDENF.
Na análise das evidências científicas foi utilizada a classificação em sete níveis: Nível I: Estudos de revisão sistemática ou metanálise de ensaios clínicos randomizados controlados; Nível II: Ensaio clínico randomizado controlado bem delineado; Nível III: Estudos de ensaios clínicos bem delineados sem randomização; Nível IV: Estudos de coorte e de caso-controle bem delineados (não experimental); Nível V: Estudos de revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos; Nível VI: Evidências de um único estudo descritivo ou qualitativo; e Nível VII: Evidências oriundas de opinião de autoridades e/ou relatórios de comitê de especialistas8.
Resultados
A amostra de 21 artigos científicos foi analisada e categorizada em dois temas, “Protocolos” com 12 artigos e “Estratégias de implementação do protocolo” com nove artigos.
No tema “Protocolos” (Figura 1) temos que, dos 12 (100,0%) artigos analisados9-20, nove (75,0%) explicitaram o local de desenvolvimento do estudo9-15,19-20destes, cinco (55,6%) foram desenvolvidos em Unidade de Terapia Intensiva9,13-14,19-20, dois (22,2%) em unidades de internação10,12 e dois (22,2%) em ambos os contextos de atendimento à saúde11,15.

Dos 12 artigos analisados (Figura 1), oito (66,6%) abordavam aspectos sociodemográficos9-14,19-20, incluindo-se a idade, sexo e cor da pele; dois (25,0%) sobre procedência do paciente9,19; sete (87,5%) abordaram os dados clínicos como diagnóstico principal e tempo de internação, medicamentos em uso, definição do tipo de internação clínica ou cirúrgica9-12,14,19-20; três (43,0%) o índice de massa corpórea9-10,19; dois (29,0%) as doenças de base9,12; e um (14,0%) incluiu doenças associadas9, internação prévia em Unidade de Terapia Intensiva10, tabagismo, função vesical/intestinal, antecedentes de úlcera por pressão, antecedentes cirúrgicos12, valores de hemoglobina20, Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II, Simplified Acute Physiology Score 214 e grau de dependência12.
A idade acima de 60 anos foi identificada em seis (75,0%) artigos como uma variável importante para o protocolo para prevenção de úlcera por pressão9-12,14,19.
A caracterização demográfica referente ao sexo em oito artigos9-14,19-20, aponta que em quatro (50,0%) estudos houve predomínio do sexo feminino10,11,13,19, em três (37,5%) masculino9,12,14 e um (12,5%) não explicitou esta informação20.
Com relação ao diagnóstico principal de internação, três (50,0%) artigos não o descreveram12-13,20, os demais referiram diferentes diagnósticos9-10,12. Em um estudo9, os diagnósticos mais frequentes estavam relacionados ao sistema digestório, seguido do cardiovascular e do respiratório e para outro autor10 os diagnósticos hematológicos (33,0%) e neoplásicos (22,2%). Entretanto, outros autores12referiram que as doenças neurológicas acometeram 36,1% da sua amostra. As patologias de base podem constituir um fator desencadeador de úlcera por pressão, em decorrência da redução da percepção sensorial, mobilidade e atividade, que aumentam o risco para desenvolvimento destas lesões.
Uma associação entre o tempo prolongado de internação e a ocorrência de úlcera por pressão foi reportada, após observar que a média do tempo de internação para os pacientes com úlcera por pressão (30,2%) foi maior quando comparado aos pacientes que não desenvolveram este tipo de lesão (17,8%)12. O aparecimento de novas lesões por pressão ocorreu, em média, no sétimo dia de internação, assim como houve aumento nas internações prolongadas14. Tal afirmativa é confirmada em outro estudo9, onde a média de internação dos pacientes com úlcera por pressão foi de 11,8 dias, 40,0% das lesões se desenvolveram no quarto dia de internação e 90,4% nos primeiros 15 dias de internação, concluindo que o tempo prolongado de internação está relacionado com o desenvolvimento destas lesões.
Escalas que avaliam a gravidade dos pacientes como o Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II, Simplified Acute Physiology Score 2, foram utilizadas em um estudo14. Dentre os artigos analisados, que utilizaram escalas para avaliar o risco de desenvolvimento de úlcera por pressão, 88,0% optaram pela escala de Braden9-13,19-20 e 12,0% pela escala de Norton14.
Seis (6) artigos descreveram os protocolos de úlcera por pressão, sendo quatro (67,0%) de prevenção9,12-13,20 e dois (33,0%) de prevenção e tratamento14,15.
Alguns protocolos basearam-se na avaliação de risco para úlcera por pressão, mediante aplicação da escala de Braden, sendo que o escore obtido definiu a conduta, apresentada em fluxograma de ações13,15.
Autores referiram que, após a implementação de um protocolo de prevenção, a incidência de úlcera por pressão foi de 23,1%, sendo que no estudo anterior à sua implantação, a incidência verificada era de 41,0%, na mesma instituição9.
Quando identificadas, as úlceras por pressão foram avaliadas em sete (58,3%) artigos9-12,14-15,20, contudo, em seis (86,0%) as avaliações foram sistemáticas com estadiamento da lesão9-12,14,20; cinco (83,0%) artigos incluíram a localização9-12,14; e dois (33,0%) abordaram número de lesões9,14. Um artigo abordou todos os elementos anteriores, além do tratamento e a utilização da escala de cicatrização segundo Grupo Nacional para el Estudio y Assesoramento en Úlceras por Pressión y Heridas Crônicas14. Para as avaliações sistemáticas seguiram um roteiro de registro e de coleta de dados. Contudo, um dos artigos não descreveu os elementos utilizados para esta avaliação15.
Com relação à localização das úlceras por pressão, os pesquisadores utilizaram as referências anatômicas, recomendadas pela literatura científica. No entanto, em relação à incidência, houve diferença entre os estudos, sendo que em um estudo9 predominou nas regiões do calcâneo (42,1%), sacral (36,8%), glúteo (15,8%) e trocantérica (10,5%), e em outro12, predominou as regiões sacral (50,0%) e trocantérica (25,0%); ainda para outros autores19 referem que foram sacral (27,0%), seguida de calcânea (13,0%), tornozelo (12,0%) e ísquio (10,0%).
Variações também foram observadas em relação ao estadiamento das úlceras por pressão, autores referiram que 68,4% delas apresentavam estágio II9, enquanto que, em outro achado12, o estágio III foi o mais prevalente (37,0%), seguido do estágio I (27,7%).
Dos seis artigos que abordaram o estadiamento das lesões, quatro utilizaram as recomendações de National Pressure Ulcer Advisory Panel9-11,20, um outro associou as recomendações da National Pressure Ulcer Advisory Panel e do Grupo Nacional para el Estúdio y Assesoramento en Úlceras por Pressión y Heridas Crónicas14 e um não especificou15.
Quatro diretrizes sobre úlceras por pressão, foram avaliadas por meio do instrumento Appraisal of Guidelines Research and Evaluation, ferramenta que avalia o rigor metodológico e transparência sobre o desenvolvimento de uma diretriz clínica16. Uma análise de protocolos de úlcera por pressão, em hospitais e instituições de longa permanência, verificou a relação entre implementação de protocolos, conteúdo e prevalência de úlceras por pressão, reforçando a importância da avaliação com rigor metodológico e transparência sobre a diretriz clínica analisada17.
Por outro lado, as recomendações sobre prevenção, tratamento e implantação de protocolos de úlcera por pressão, foram apresentadas na publicação denominada National Institute for Health and Chnical Excellence (NICE), distribuído aos profissionais de saúde que atuam em hospitais, com intuito de divulgar boas práticas no manejo destas lesões18.
No tema “Estratégias de implementação do protocolo” (Figura 2), temos nove (100,0%) artigos21-29, sendo que destes, seis (66,6%) tratavam das estratégias de implantação e implementação de protocolos de prevenção e tratamento de úlcera por pressão21-22,25-27,29, dois (22,0%) avaliaram o conhecimento de enfermeiros sobre as escalas de risco e condutas de prevenção23-24 e um (11,0%) avaliou a conformidade dos cuidados de lesões por pressão, mediante indicadores de qualidade28.

A educação permanente sobre úlcera por pressão, enquanto estratégia de implementação do protocolo, foi abordada em seis (66,6%) artigos, destes, três (50,0%) envolveram a participação da equipe multiprofissional em cursos e palestras22,25,29, e nos outros três (50,0%) artigos, foram abordados diferentes públicos como: equipe de enfermagem21; especificamente enfermeiros27 e enfermeiros e familiares e/ou cuidadores26.
Nos temas abordados foram incluídos a prevenção de úlcera por pressão em seis (66,6%) artigos21-22,25-27,29; a definição conceitual, tratamento e avaliação de risco em quatro (44,4%)21,25-27 e estadiamento em três (33,3%) artigos21,22,26. A obtenção da prevenção de úlcera por pressão pode ser comprometida por déficits de conhecimento das equipes de saúde23,24.
Como recursos estratégicos para a implementação e manutenção dos protocolos, os artigos21-,22,25-27,29descreveram diferentes alternativas adotadas pelas instituições, conforme os recursos disponíveis. A obrigatoriedade de participação na atividade de educação permanente foi reportada como parte da implementação de um protocolo de prevenção de úlcera por pressão, bem como a capacitação de novos funcionários, no momento do treinamento admissional. Além disso, foi enfatizada a formação de multiplicadores na equipe de enfermagem para assegurar esta implementação, que pode ser alcançada pela contratação de um consultor para cuidados com a pele e de mais enfermeiros, inclusive com adoção do critério de adesão à implementação de protocolo, como um dos critérios de avaliação de desempenho dos profissionais29.
Os autores do estudo21 recomendam a implementação de “Skin Rounds”, cujas avaliações da pele são realizadas pelas enfermeiras multiplicadoras, duas vezes na semana em todos os pacientes admitidos, o que estimularia a realização da avaliação diária pelas enfermeiras das unidades, pois estas alegavam dificuldade na priorização da avaliação da pele por sobrecarga de trabalho. Além disso, a divulgação de resultados positivos seria uma estratégia para o reconhecimento da contribuição da equipe.
Outra estratégia recomendada é de criação de uma equipe, mediante a escolha dos membros pelo conhecimento clínico e pela capacidade de liderança, como uma forma de aliar à gestão administrativa para a implantação do protocolo22.
A identificação com pôsteres beira leito para os pacientes com risco de desenvolver úlcera por pressão e cartões de bolso com informações sobre estadiamento e instruções para a documentação para a equipe, foram utilizadas como estratégia para sensibilizar e divulgar o protocolo. Foi criado um manual para a sua implementação com coberturas e cuidados com feridas, acessíveis por vias intranet e pôsteres no hospital, assim como a documentação de lesões para a equipe multiprofissional25.
A substituição de colchões hospitalares tradicionais por colchões com redução da pressão é considerada como fundamental na implantação do protocolo21-22,25-26. A prevenção de úlceras por pressão raramente são vistas como uma prioridade nas instituições de cuidados de saúde e a falta de liderança pode ser uma barreira para a implementação das recomendações, Entretanto, uma forte liderança em enfermagem pode favorecer a melhoria da prevenção e tratamento destas lesões26.
Um dos maiores desafios para a implantação de protocolos é a busca pela qualidade das recomendações, das práticas de cuidados dos profissionais, das características locais, dos incentivos e dos fatores inerentes ao paciente, fundamentadas em conhecimento cientifico. A mera existência de diretrizes de prática clínica não significa melhores resultados. A implementação, para ter sucesso, deve incluir a educação permanente eficaz, disponibilidade para mudanças na prática clínica, previsão e provisão de recursos humanos, equipamentos, suprimentos. E esta deve assumida como parte integrante da política administrativa na instituição de saúde27.
Discussão
Conceitualmente protocolo constitui “documento elaborado de maneira sistemática para auxílio e orientação dos profissionais de saúde sobre decisões apropriadas na assistência ao paciente em condições específicas”, sendo que seis elementos são fundamentais na sua elaboração: Diagnóstico situacional; Caracterização da clientela; Definição das opções terapêuticas; Construção de normas de atendimento; Criação de instrumentos para a sistematização do tratamento; e Implantação e implementação do protocolo30.
No tema “Protocolos”, as informações como perfil sociodemográfico e clínico, utilização de instrumento para a coleta de dados, assim como a utilização de escalas para dimensionar as lesões de pele e a úlcera por pressão, subsidiaram a condução para a definição de cuidados de enfermagem, e que devem ser incluídos na sua elaboração.
Considerando a elevada taxa de incidência e de prevalência de úlcera por pressão nas Unidades de Terapia Intensiva, a identificação do perfil de pacientes expostos aos múltiplos fatores, que potencializam o desenvolvimento destas lesões por confinamento ao leito por períodos prolongados, sedação, uso de ventilação mecânica, disfunção motora, sensitiva e uso de drogas vasoativas, é fundamental na elaboração do protocolo9,12,14,19.
Nas instituições de saúde, ainda temos, maior parte dos atendimentos vinculados aos idosos, que são suscetíveis ao desenvolvimento de úlcera por pressão, em decorrência do processo de envelhecimento, que resultam em alterações como perda da elasticidade, redução da textura da pele, diminuição da massa muscular e da frequência de reposição celular, que potencializam os fatores externos como pressão, fricção e cisalhamento9-10,12-13.
Apesar de a variável sexo não ter sido estatisticamente significante para o risco de desenvolver úlcera por pressão12, em uma Unidade de Terapia Intensiva, houve prevalência de 57,1% em mulheres pela maior longevidade e a ocorrência de doenças crônicas13.
Em um estudo francês foi identificado a prevalência, em unidades clínicas e cirúrgicas, de 5,3%, contudo, nas Unidade de Terapia Intensiva a prevalência foi de 20,6%19. Em um estudo brasileiro em Unidade de Terapia Intensiva de um hospital geral, a incidência foi 41,0%, motivando a elaboração de um protocolo para a sua prevenção9.
Na análise dos diagnósticos médicos que resultaram na internação de pacientes, verificamos que a etiologia é multicausal, sendo que os fatores de risco descritos auxiliam na avaliação para desenvolvimento de úlcera por pressão. Portanto, na avaliação clínica é necessário considerar fatores de risco individuais, a evolução clínica, reações fisiológicas e psicossociais, além do tempo de internação9-10,12.
A utilização de instrumentos para avaliação de disfunção orgânica de pacientes graves (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II), assim como, Simplified Acute Physiology Score 2 auxiliam no prognóstico de risco de morte, refinando a avaliação clínica de pacientes suscetíveis ao desenvolvimento de lesões de pele14.
No tema “Estratégias de implementação do protocolo” foram evidenciados aspectos fundamentais para implantação dos protocolos como a capacidade de liderança dos enfermeiros, apoio da gestão, estratégias para educação permanente e para implantação de protocolos, além de provisão de recursos humanos e materiais, que devem estar contemplados na proposição de um protocolo de prevenção para úlcera por pressão.
A escala de Braden na avaliação de risco para úlcera por pressão, tem apresentado alta especificidade e alta sensibilidade, em comparação as demais escalas de predição de risco, o que torna esta avaliação mais confiável e relevante, pois mensura aspectos como percepção sensorial; umidade; mobilidade; nutrição; fricção e cisalhamento5-6. Outra escala utilizada para avaliação de risco é a Escala de Norton, com cinco parâmetros: condição física; nível de consciência; atividade; mobilidade e incontinência6.
Segundo alguns autores o investimento para as medidas preventivas é expressivamente menor em relação ao seu tratamento, além de gerar qualidade de vida e reduzir tempo de internação. Desta forma, a identificação do cliente com risco de desenvolver úlcera por pressão, escala de Braden, quadro demonstrativo das áreas suscetíveis, registro das modificações da pele, segundo os estágios das úlceras por pressão, bem como guia de prevenção e de tratamento são fundamentais para o desenvolvimento de protocolos10,12-13,15,18-20.
A implementação e implantação de protocolos preventivos, devem incluir elementos como: objetivo, proposta, definição de úlcera por pressão, intervenções de enfermagem e intervenções preventivas. A implementação pode ser favorecida por sensibilização e capacitação de toda a equipe de enfermagem, aquisição dos materiais e equipamentos necessários para a sua viabilização e a adoção de incidência de úlcera por pressão como um dos indicadores de qualidade na instituição9.
Autores11 estudaram, durante 15 anos, a prevalência e a incidência destas lesões e concluíram que estas não aumentaram significativamente devido às estratégias de prevenção e tratamento, bem como, maior adesão ao uso de dispositivos redutores de pressão(11). Por outro lado, o conjunto de recursos para alívio de pressão, monitorização do grau de risco, incidência e prevalência, além da sensibilização das equipes que tem sido importante no contexto brasileiro14.
O desenvolvimento de diretrizes clínicas tornou-se essencial para o sistema de saúde para assegurar a utilização das melhores evidências, considerando-se os recursos disponíveis, assim como a aquisição de novas tecnologias e capacitação de profissionais. Atualmente, o acesso à informação científica é facilitado pelos meios de comunicação, o que possibilita elaborar um protocolo de úlcera por pressão, com maior rigor na seleção das diferentes recomendações disponíveis.
A elaboração e implantação de protocolos deve levar em consideração a qualidade das recomendações disponíveis e viabilidade de implementação, além do engajamento dos profissionais envolvidos no processo de trabalho e autonomia profissional do enfermeiro16.
Foram analisados 21 protocolos de prevenção de úlcera por pressão, segundo o padrão nacional alemão, o que indicou que dois aspectos importantes como formação e educação permanente foram omitidos em quase todos os protocolos. Portanto, há necessidade de maior investimento na elaboração de protocolos, considerando estes aspectos17.
A padronização de protocolos com os elementos discutidos neste estudo poderá sistematizar a assistência de enfermagem e direcionar as ações dos profissionais, envolvidos no processo de cuidar.
O cuidado com a ferida faz parte das atribuições do enfermeiro em função do aumento de novos conhecimentos referentes aos diferentes tipos de lesões, processo de cicatrização dos tecidos, assim como o desenvolvimento científico e tecnológico da assistência de enfermagem a estes clientes, e principalmente àqueles com risco de desenvolvê-la30.
A busca da enfermagem para sanar tais dificuldades tem levado os profissionais a se aperfeiçoarem por meio das especializações, sendo que para a assistência de pessoas com lesões de pele requerem conhecimento específico e experiência clínica para estabelecer as intervenções preventivas e de tratamento.
O enfermeiro deve assumir, com responsabilidade, seu papel na prevenção e tratamento de úlcera por pressão, ao buscar conhecimentos, habilidades e competências para o desenvolvimento da sistematização da assistência de enfermagem.
Desta forma, o diagnóstico situacional torna-se fundamental no desenvolvimento de protocolos, pois, verificou-se a importância de avaliação em relação aos cuidados com a pele, sendo a avaliação diária da pele (94,0%); utilização de redutores de pressão (7,5%); documentação de risco (22,6%); reposicionamento a cada 2 horas no mínimo (66,2%); consulta com a nutrição (34,3%); úlcera por pressão em estágio I (20,2%); e em estágio II (30,9%), foram parâmetros utilizados para a identificação de aspectos fundamentais na avaliação da assistência prestada28.
Para a implementação das ações e assegurar a implantação de protocolos, uma das estratégias é a educação permanente, pois, aumenta a competência dos profissionais e estes podem ser multiplicadores para viabilizar o alcance de resultados com os protocolos de prevenção21-22,25-29. Ações dissonantes da Prática Baseada em Evidências mostram-se prejudiciais a integridade da pele de pacientes23-24.
Os protocolos são ferramentas de educação permanente e, embora estabeleçam diretrizes para adoção da melhor conduta, preservam a autonomia do profissional de saúde9,11,13. É importante que a educação permanente seja realizada de maneira contínua, visando à transformação dos problemas de saúde e propiciando mudanças no processo de trabalho, com inserção de clientes, familiares e profissionais de saúde, de forma participativa e efetiva.
A construção do protocolo deve estar vinculada à demanda de necessidade do paciente e a especificidade do tratamento realizado por este. É relevante ressaltar que o envolvimento dos profissionais na elaboração do protocolo aumenta a adesão e as chances de sucesso na sua implantação e implementação.
Conclusão
Mediante esta revisão integrativa conclui-se que o protocolo de prevenção de úlcera por pressão deve ser elaborado com a seguinte estrutura Diagnóstico situacional; Caracterização da clientela; Definição das opções terapêuticas; Construção de normas de atendimento e Implantação e implementação do protocolo.
Desta forma, os aspectos relacionados diretamente a avaliação de risco para desenvolvimento de úlcera por pressão, além dos aspectos fundamentais para a implantação do protocolo devem ser contemplados na sua elaboração, ou seja, avaliação de risco, resultados alcançados, sistematização da assistência, diagnóstico situacional e educação permanente são os elementos constituintes do protocolo de prevenção de úlcera por pressão.
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Autor notes
Stuque AG, Sasaki VDM, Teles AAS e Sonobe HM contribuíram na concepção do estudo, análise e redação do artigo. Santana ME e Rabeh SAN contribuíram na análise e redação do artigo. Todos os autores contribuíram na revisão crítica do conteúdo e aprovação da versão final a ser publicada.
Autor correspondente: Alyne Gonçalves Stuque. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Av. Bandeirantes, 3900 Campus Universitário. CEP: 14090-902. Ribeirão Preto, SP, Brasil. E-mail: alynepc@hotmail.com