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AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS CONSUMIDORES DE DUAS CIDADES DA GRANDE SP, BRASIL, SOBRE OS IMPACTOS CAUSADOS PELO DESCARTE INCORRETO DE MEDICAMENTOS
EVALUACIÓN DEL CONOCIMIENTO DE LOS CONSUMIDORES DE DOS CIUDADES DEL GRAN SAO PAULO, BRASIL, SOBRE LOS IMPACTOS CAUSADOS POR EL DESCARTE INCORRECTO DE MEDICAMENTOS
ASSESSMENT OF CONSUMER KNOWLEDGE IN TWO CITIES OF GREATER SAO PAULO, BRAZIL, ABOUT THE IMPACTS CAUSED BY THE INCORRECT DISPOSAL OF MEDICINES
AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS CONSUMIDORES DE DUAS CIDADES DA GRANDE SP, BRASIL, SOBRE OS IMPACTOS CAUSADOS PELO DESCARTE INCORRETO DE MEDICAMENTOS
Interciencia, vol. 43, núm. 8, pp. 580-584, 2018
Asociación Interciencia
Recepção: 15/11/2017
Corrected: 16/07/2018
Aprovação: 18/07/2018
Resumo: O crescimento industrial farmacêutico e o descarte incorreto de medicamentos são grandes problemas, principalmente nas grandes cidades. A falta de comprometimento dos órgãos responsáveis em gerenciar os resíduos farmacêuticos e de um plano de conscientização da população, caracterizam um problema de saúde pública, bem como acarreta danos ambientais sérios. Os efeitos causados no meio ambiente são muitos, como por exemplo: a morte de espécies aquáticas pela toxicidade do efluente de esgoto, surgimento de bactérias resistentes, além de feminização de peixes com alterações de ecossistemas inteiros. Entretanto, este assunto ainda não é discutido ou divulgado pelas organizações privadas e governamentais com o rigor de uma legislação vigente. O presente trabalho, utilizando a coleta de dados realizada com consumidores de produtos farmacêuticos nas cidades de Guarulhos e Itapevi, Grande São Paulo, Brasil, constatou que mais de 80% da população destas cidades descartam medicamento de forma indevida. Foi possível observar a necessidade de orientação adequada a população, em prol de ações que conscientizem e elucidem a gravidade deste problema.
Palavras-chave: Descarte de Medicamentos , Meio Ambiente , Toxicidade.
Resumen: El crecimiento industrial farmacéutico y el descarte incorrecto de medicamentos son grandes problemas, principalmente en las grandes ciudades. La falta de compromiso de los órganos responsables en la gestión de los residuos farmacéuticos y de un plan de concientización de la población, caracterizan un problema de salud pública, así como acarrea daños ambientales serios. Los efectos causados en el medio ambiente son muchos, como por ejemplo: la muerte de especies acuáticas por la toxicidad del efluente de desagües, surgimiento de bacterias resistentes, y feminización de peces, con alteraciones de ecosistemas enteros. Sin embargo, este asunto aún no es discutido o divulgado por las organizaciones privadas y gubernamentales con el rigor de una legislación vigente. El presente trabajo, utilizando la recolección de datos, realizado con consumidores de productos farmacéuticos en las ciudades de Guarulhos e Itapevi, Gran São Paulo, Brasil, constató que más del 80% de la población de estas ciudades descarta medicamentos de forma indebida. Fue posible observar la necesidad de orientación adecuada a la población, en pro de acciones que concientizen y eluciden la gravedad de este problema.
Abstract: Pharmaceutical industry growth and incorrect disposal of medicines are major problems, especially in large cities. The lack of commitment of the responsible bodies to manage pharmaceutical waste and a population awareness plan characterize a public health problem as well as serious environmental damage. The effects caused to the environment are many, for instance: the death of aquatic species due to the toxicity of sewage effluents, the emergence of resistant bacteria, and fish feminization, with changes in whole ecosystems. However, this matter is not discussed or divulged as yet by private and governmental organizations with the rigor of existing legislation. The present study, using data collected from consumers of pharmaceutical products in the cities of Guarulhos and Itapevi, Greater São Paulo, Brazil, found that more than 80% of the population of these cities dispose of medication improperly. It was possible to observe the need for adequate orientation of the population, in favor of actions that raise awareness and elucidate the seriousness of this problem.
Introdução
Com a crescente urbanização do país, ocorre o surgimento de doenças emergentes e junto com elas a produção e o consumo de medicamentos pela população. De acordo com o IMS Health (2016), as vendas no mercado farmacêutico mundial, ficaram em torno de US$ 1068,8×109. Em termos de ranking dos mercados mundiais, o Brasil, que ocupava o 10º lugar em 2010, passará para o 5º lugar em 2020. Em 2016, o Brasil representou quase 2,5% do mercado farmacêutico mundial. Esse cenário favorável do crescimento nas vendas de medicamentos, é devido a um conjunto de fatores, o mais predominante é o envelhecimento da população da América Latina, onde mais de 150×106 pessoas terão mais de 50 anos em 2050.
Dados do IBGE (2017) apontam que na ultima década a população brasileira cresceu 6%, enquanto que a geração de resíduos aumentou 29%. Assim destaca-se o aumento da produção, velocidade de geração e concepção dos produtos, bem como as características ‘não-degradáveis’ dos resíduos gerados, aumentando a cada dia a diversidade de produtos com componentes e materiais de difícil degradação e maior toxicidade.
Considerando o crescimento populacional, a estimativa de vida cada vez maior, o consumo exacerbado de fármacos e o crescimento no setor farmacêutico, podemos nos perguntar, como é realizado o gerenciamento dos resíduos de medicamentos.
A principal forma de entrada de resíduo de medicamentos no meio ambiente é por meio do lançamento direto de medicamentos na rede de esgotos domésticos tratados ou não em cursos de água. Também devem ser considerados os efluentes das indústrias farmacêuticas, efluentes rurais, a presença de fármacos no esterco animal utilizado para a adubação do solo e a disposição inadequada de fármacos após a expiração do prazo de validade (Eickhoff et al., 2009).
Em 2010 foi implantada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei 12.395/10, com a finalidade de estabelecer medidas coordenadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2010) em discussão com órgãos do governo federal com representações setoriais e a sociedade civil. Atualmente, a ANVISA e o Ministério da Saúde trabalham em um acordo setorial para que as responsabilidades sobre as sobras de medicamentos sejam compartilhadas pelos diversos envolvidos na cadeia de produção, com objetivo de encontrar uma solução conjunta de gerenciamento do descarte de medicamentos através da responsabilidade compartilhada em busca da integração, desenhando todos os entes na cadeia (ANVISA, 2017).
O presente artigo apresenta um estudo sobre o descarte de medicamentos nas regiões de Guarulhos e Itapevi, cidades da Grande São Paulo, Brasil, buscando identificar o grau de conhecimento dos entrevistados sobre o tema e as consequências do descarte inadequado dos fármacos no meio ambiente.
Fármaco e o meio ambiente
De acordo com a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA, 1993) os resíduos de medicamentos encontram-se no Grupo B, que engloba os resíduos químicos. Dentro desta classe encontram-se os produtos farmacêuticos e os quimioterápicos. Tais resíduos geram prejuízos ao meio ambiente, causando contaminação do solo e da água (Gasparini e Frigieri, 2011). Muitas vezes esses medicamentos são jogados na rede de esgoto comum, sem um tratamento adequado, e os fármacos continuam no meio ambiente.
O descarte inadequado é feito pela maioria das pessoas por falta de informação e divulgação sobre os danos causados pelos medicamentos ao meio ambiente e por carência de postos de coleta. O destino dos medicamentos que sobram de tratamentos finalizados e dos que são comprados em quantidades desnecessárias é observado pela pesquisa de 2000 pessoas no Município de Catanduva, onde 30,8% dos entrevistados guardam esses medicamentos para utilizarem novamente e 30,45%, estão aqueles que apontam que as sobras de medicamentos são descartadas no lixo (Gasparini e Frigieri, 2011).
No estudo realizado por Ueda et al. (2009) na região de Campinas, 88,6% de 141 pessoas entrevistadas afirmaram descartar seus resíduos farmacológicos no lixo doméstico; 9,2% o descartam pelo esgoto e 2,2% têm outro meio de fazê-lo. Quanto ao impacto ambiental causado pela ação, constatou-se que apenas 28,4% dos entrevistados já se ativeram à questão, os demais nunca pensaram a respeito. Assim como na pesquisa realizada por 613 alunos na região de Paulínia, na qual verifica-se que 62% do total de entrevistados fazem o descarte no lixo comum, 19% na água corrente, sendo que somente 4% destinam os medicamentos adequadamente em postos de saúde, farmácias ou centros comunitários (Maria et al., 2014).
Porém, nem toda contaminação é proveniente do descarte inadequado; alguns componentes são excretados pela urina ou pelas fezes. Entre 50% e 90% de uma dosagem são excretados sem sofrer alterações e persistem no ambiente (Ueda et al., 2009). Considerando que o tratamento efetuado nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) não são eficientes na remoção destes resíduos, este tipo de contaminação torna-se mais preocupante já que estes efluentes são lançados diretamente em rios provocando a contaminação das águas superficiais (Bautitz, 2006). No estudo de Bila e Dezotti (2003), a ocorrência de fármaco residuais no esgoto doméstico e em águas naturais é um problema internacional que chamou a atenção de pesquisadores para o assunto, mostrando que esses fármacos estão presentes em ambientes aquáticos em várias partes do mundo.
Muitos estudos relatam a existência de fármacos em meio ambiente aquático da ordem de 10-9 a 10-6 ppm. Apesar de serem encontrados em baixas concentrações, estudos já comprovaram a capacidade de tais compostos provocarem efeitos mutagênicos e genotóxicos no ambiente aquático (Tambosi, 2008; Richard et al., 2013; Rivera-Utrilla et al., 2013; Tonucci, 2014). Durante um tempo acreditava que essa baixa concentração não seria prejudicial ao meio ambiente. Entretanto, Sanderson et al. (2004) puderam validar que os fármacos podem ser bioacumulativos em seres vivos por serem lipofílicos.
Os antibióticos podem proporcionar o desenvolvimento de bactérias resistentes e os hormônios podem afetar características do sistema reprodutivo de organismos aquáticos, como a feminilização de peixes machos presentes em rios contaminados com descartes de efluentes de Estação de Tratamento de Esgoto (Bila e Dezotti 2003; Falqueto et al., 2010; Miranda et al., 2011).
No Reservatório Billings, o Diclofenaco, o Ibuprofeno e a Cafeína foram os principais medicamentos identificados em maiores concentrações (Almeida e Weber 2005; Borrely et al., 2012), podendo, portanto, causar diversos problemas à saúde. Nos estudos realizados por Kummerer (2010) e Henriques et al. (2010) a exposição crônica a concentrações baixas de certas classes de fármacos existentes no meio ambiente, como os antineoplásicos, hormônios, antidepressores, antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, antipiréticos e reguladores lipídicos, podem originar efeitos muito adversos na saúde humana; nomeadamente, lesão celular, desregulação endócrina, infertilidade, alteração comportamental, resistência aos antibióticos e alteração da pressão arterial, entre outros.
Routledge et al. (1998) analisaram duas espécies de peixes, Oncorhynchus mykiss e Rutilus rutilus, as quais foram expostas por 21 dias a concentrações de 17β-estradiol e estrona ambientalmente relevantes (1, 10, 100ng·l-1). De acordo com esses e outros pesquisadores, os resultados confirmaram que os estrogênios identificados em efluentes domésticos estão presentes em quantidades suficientes para induzir a síntese de vitelogenina (VTG) em espécies de peixes, aumentando, portanto, a massa do fígado. A vitelogenina é uma proteína precursora de gema de ovo, produzida pelo fígado, expresso especificamente nas fêmeas, quando encontrada nos machos, frente a hormônios, torna está proteína um biomarcador (marcador biológico da ocorrência dos hormônios) para disfunções do sistema endócrino (Sumpter e Jobling, 1995).
Metodologia
O desenvolvimento do trabalho está pautado em duas etapas distintas. A primeira delas foi desenvolvida através de pesquisa definida como revisão bibliográfica (Marconi e Lakatos, 2010). A coleta de dados bibliográficos foi feita fazendo uma relação entre os autores, com uma análise critica visando os riscos ambientais que o descarte de medicamentos incorreto pode trazer. As bases de dados consultadas na período de 2014 a 2017 foram: Periodicos Capes, Google Scholar, Sciencedirect, Scielo e IEEExplore, ProQuest e Web of Science. Também realizou-se uma análise de documentos secundários, tais como os documentos da Agência Nacional de Saneamento Básico e Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), e o Ministério do Meio Ambiente (MMA, 2005).
Posteriormente aplicou-se um questionário para coleta de dados uma coleta de dados referentes ao descarte e armazenamento de medicamentos; a montagem do questionário foi baseada nas questões abordadas por Gasparini e Frigieri (2011) e Miranda et al. (2011). Os entrevistados receberam o formulário com as seguintes questões: Sexo / Idade / Escolaridade / Quando ocorre ‘sobra’ do medicamento após tratamento, qual sua atitude? / Caso mantenha medicamentos guardados em casa, indique os de uso mais frequente: / Como você descarta os medicamentos que não fará mais uso? / Você acredita que a forma de descartar seus medicamentos pode causar algum impacto ambiental? / Você já obteve alguma informação sobre a forma correta de descartar seus medicamentos?
Os formulários foram distribuidos em redes de farmácias na região central das cidades de Itapeví e Guarulhos (Grande São Paulo), aplicados pelos funcionários das farmácias, e foram respondidos por 50 consumidores de produtos farmacêuticos em ambas as regiões.
Resultados e Discussão
Através do questionário aplicado em Guarulhos e Itapevi, verificou se que a maioria das pessoas entrevistadas, independentes do nível de escolaridade, fazem o descarte de medicamento de maneira incorreta, sem o mínimo de orientação. Na Figura 1, referente a Cidade de Guarulhos, observou se que 84% fazem o descarte de maneira incorreta (lixo, pia, ralos vasos sanitários), enquanto na cidade de Itapevi 92% descartam resíduos de medicamentos no lixo comum. Observou-se que na cidade de Guarulhos 16% guardam as sobras de medicamentos para utilizar novamente, enquanto na cidade de Itapevi 8% da população age da mesma maneira, o que pode sugerir uma automedicação, outro grave problema de saúde pública no país.

A respeito do consumo de medicamentos, na Figura 2 observa se que mais de 90% da população consome algum tipo de medicamento, sendo que a maioria consome antiinflamatórios: 53% na cidade de Guarulhos e 31% na cidade de Itapevi; Antibióticos: 29% e 16%; Hormônios: 12% e 13%; e os MIP’s (medicamentos isentos de prescrição médica) estes sendo os maiorais em consumo 67% na cidade de Guarulhos e 37% na cidade de Itapevi. Onde conclui-se que com o crescimento populacional e industrial o consumo de medicamentos, principalmente das classes que não necessitam de prescrição médica.

Os compostos farmacêuticos são projetados para terem um modo específico de ação e serem persistentes, mantendo sua estrutura química, por tempo suficiente para sua ação terapêutica, e assim persistem também no meio ambiente. Mesmo as drogas que possuem meia vida curta, são passíveis de causar exposições crônicas, uma vez que sua introdução contínua no meio ambiente leva à bioacumulação (Andreozzi e Rafaelli, 2003). A Figura 2 portanto demonstra que as classes mais consumidas de medicamentos são de fato as mais prejudiciais aos organismos aquáticos e ao meio ambiente.
Com os dados da pesquisa fica evidente que é muito restrita a parcela da população que possui qualquer informação sobre este assunto. Seria essencial realizar campanhas de esclarecimento e conscientização da população das próprias autoridades sobre a importância do assunto. Na pesquisa de Sanches (2006) observou a existência de bioconcentração: acúmulo direto do xenobionte a partir da água, pelas brânquias ou pela pele, a razão entre a concentração da substância no organismo pela concentração da mesma na água, biomagnificação: acúmulo por via trófica, a partir da alimentação, afeta o sistema nervoso central, onde está o principal controle de produção hormonal, a hipófise. Nos estudos de Kummerer (2010) e Henriques et al. (2010) o ser humano pode adquirir lesões celulares, desregulação endócrina, infertilidade, alteração comportamental, alteração na pressão arterial. Apesar da baixíssima concentração, as descargas domésticas contêm grande quantidade de estrógenos. É também agravante o fato de estrógenos não serem considerados, até o presente momento, pela resolução vigente, não prevendo tratamento para esse fármaco, com a justificativa das baixas concentrações, porém existe o problema da bioconcentração e biomagnificação, os organismos aquáticos podem acumular o fármaco no organismo pelo contato direto nos efluente e transferir na cadeia alimentar.
Segundo Spisso (2009), medicamentos veterinários quando utilizados em grande quantidades, de forma indevida e não respeitando os períodos de carência e outros fatores, podem contaminar tanto o alimento consumido pela população quanto o meio ambiente.
Conclusão
Através do levantamento de dados realizado pelo questionário, nota-se que realmente, a maioria da população realiza o descarte de medicamento de maneira inadequada, confirmando o estudo realizado por Gasparini et al. (2011), causando grandes problemas, podendo afetar características do sistema reprodutivo de organismos aquáticos, indução ao hermafroditismo, redução de fertilidade (redução de espermas), disfunção no sistema endócrino resultando algumas anomalias, como irregularidades no ciclo menstrual, prejuízos na fertilidade, endometriose e ovários policísticos, desenvolvimento de bactérias resistentes, câncer de mama, testículos e próstatas e ovários policísticos (Bila e Dezotti, 2003).
As regiões de Guarulhos e Itapevi representam uma parcela importante em números de moradores do Estado de São Paulo; desta forma seria de grande relevância, campanhas de orientação sobre o descarte dos medicamentos e os verdadeiros risco que os mesmos causam ao meio ambiente.
Uma alternativa, que minimizaria a quantidade de medicamentos que sobram nas residências, seria realização da venda de medicamentos fracionados com orientação de descarte nas bulas.
Analisando os dados da pesquisa observou se a necessidade de um tratamento de água efetivo, que remova os medicamentos, pois existe riscos potenciais em toda a cadeia trófica. Porém os custos com processo eficiente de tratamento do resíduo também impossibilitam iniciativas neste sentido.
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