ESTILOS DE VIDA EM TRABALHADORES OFFSHORE DE UMA PLATAFORMA DA ÁFRICA SUBSAARIANA
LIFESTYLES IN OFFSHORE WORKERS FROM A SUB-SAHARAN AFRICA PLATFORM
ESTILOS DE VIDA EM TRABALHADORES OFFSHORE DE UMA PLATAFORMA DA ÁFRICA SUBSAARIANA
International Journal of Developmental and Educational Psychology, vol. 3, núm. Esp.1, pp. 299-307, 2018
Asociación Nacional de Psicología Evolutiva y Educativa de la Infancia, Adolescencia y Mayores

Recepção: 04 Fevereiro 2018
Aprovação: 10 Abril 2018
Resumo: Introdução: O trabalhador offshore está confinado a um espaço limitado durante um período de tempo. Investigar como as características do ambiente de trabalho afetam a saúde dos trabalhadores constitui uma preocupação. O objectivo deste estudo foi avaliar os estilos de vida em trabalhadores offshore de uma plataforma da África Subsaariana. Participantes e Métodos: Estudo trans- versal com uma amostra de 99 trabalhadores em offshore, totalidade do sexo masculino, uma média de idade de 39,11±6,91 anos; 78,5% casados e 83,8% possui entre o 5º-12º ano de escolaridade. Os dados foram recolhidos através de um questionário auto-aplicado constituído por variáveis sociodemográficas, profissionais e referentes a estilos de vidas. Os dados foram analisados com recurso ao SPSS versão 24 para Windows. Resultados: Dos trabalhadores em offshore, 54,2% referiu ter 3 ou mais filhos; 54,5% ter uma mulher e 24,2% duas mulheres; 33,3% indicou possuir duasresidências. Quanto às variáveis profissionais, em média, o número de anos de trabalho em offsho- re foi de 10,07±5,52 anos e 75,8% dos trabalhadores realiza um sistema de rotação de 4 semanas. Estilos de vida, 54,5% refere que toma café diariamente, 20% que toma café depois das 20 horas, em média bebem 3,37±1,83 cafés por dia; 74,4% refere que consome diariamente refrigerantes, o mais consumido a coca-cola (67,6%); quase a totalidade dos trabalhadores consome bebidas alcoó- licas em terra (83,8%), sendo a mais consumida cerveja (68,7%); 22,2% fuma e em média fumam 15,64±8,52 cigarros por dia. Mais de metade da amostra possui pré-obesidade (63,6%) e 19,2% obesidade; 45,5% refere que às vezes pratica exercício físico e 22,2% frequentemente. Nos últimos 12 meses, 72,0% dos trabalhadores consumiu medicação para dormir; 14,0% sofre de alguma doença, sendo a mais prevalente a hipertensão (42,9%); nos últimos 12 meses 91,0% da amostra consultou um médico e 78,0% consultou um médico de clínica geral. Conclusões: Encontrámos elevadas prevalências de estilos de vida pouco saudáveis, consumos, falta de exercício físico regular, excesso de peso e, quase metade dos trabalhadores sofre de hipertensão.
Palavras-chave: adulto, estilo de vida, trabalhadores, categorias de trabalhadores, saúde do trabalhador.
Abstract: Background: The offshore worker is confined to a limited space during a certain period of time. Investigating how the characteristics of the work environment affect workers’ health is a concern. The objective of this study was to assess the lifestyles of offshore workers from a sub-Saharan Africa platform. Participants and Methods: A cross-sectional study with a sample of 99 offshore workers, all of the male gender, with mean age 39.11-11.69 years; 78.5% are married and 83.8% have scholarship between the 5th and 12th grades. Data collection was accomplished through a self- administered questionnaire consisting of sociodemographic, professional and lifestyle variables. Data were analyzed using SPSS version 24 for Windows. Results: Of the offshore workers, 54.2% reported having 3 or more children; 54.5% have one woman and 24.2% have two women; 33.3% indicated to have two residences. Regarding the professional variables, on average, the number of years working offshore was 10.07±5.52 years and 75.8% of the workers performed a rotation system of 4 weeks. Referring to lifestyle variables, 54.5% reported drinking coffee daily, 20% having coffee after 20 hours, on average drinking 3.37-1.83 coffees a day; 74.4% reported that they consume soft drinks daily, the most consumed soft drink was coca-cola (67.6%); almost all workers consumed alcoholic beverages on land (83.8%), with the most consuming mainly beer (68.7%); 22.2% smoke and on average smoke 15.64 ± 8.52 cigarettes per day. More than half of the sample had pre-obesity (63.6%) and 19.2% obesity; 45.5% reported that they sometimes exercise and 22.2% frequently exercise. In the last 12 months, 72.0% of workers consumed sleeping pills; 14.0% suffer from some kind of disease, the most prevalent being hypertension (42.9%); in the last 12 months 91.0% of the sample consulted a physician and 78.0% consulted a general practitioner. Conclusions: We found high prevalences of unhealthy lifestyles, consumptions, lack of regular exercise, overweight and almost half of the workers suffer from hypertension.
Keywords: adults, lifestyle, workers, occupational groups, occupational health.
INTRODUÇÃO
O trabalho offshore1 pode ser caracterizado um processo/operação contínuo, sem interrupções durante 365 dias do ano, onde apenas o que é substituído e rotativo de forma ininterrupta é a mão-de-obra (Leite, 2009). O que diferencia o trabalho offshore de outros trabalhos é o facto de o trabalhador offshore estar confinado a um espaço limitado/restrito, organizado por turnos, termina oserviço e não pode ir para casa, para junto da família, pois continua confinado durante o período de descanso, imerso nas atividades e no ambiente de trabalho. Por ‘confinamento’ entende-se a limitação de espaço, um isolamento social, distanciamento da família principalmente em eventos significativos e simbólicos, ausência de privacidade enquanto embarcado e abstinência sexual forçada (Castro & Nunes, 2008). O trabalho em plataforma reflete estes conspectos e o sistema de rotação que consiste no período de dias embarcado no mar (offshore) e o período de dias de descanso em terra (onshore). Comummente, o horário de rotação mais praticado é o de 14 dias de confinamento e 14 dias de folga em onshore. Contudo, há outras plataformas que apresentam outros sistemas de rotação, de 4 em 4 semanas ou períodos em que os marítimos ficam embarcados 28 dias, sendo os 28 dias seguintes para descanso em terra. Nesses 28 dias embarcados, cumprem regime de tra- balho de 12 horas diárias, sendo 6 horas de trabalho, seis de descanso e mais seis de trabalho (o chamado “sistema seis por seis”) (Maciel de Carvalho, 2010). No final do dia de trabalho, os trabalhadores permanecem na plataforma, num ambiente restrito para a realização das atividades de lazer e sono além de, necessariamente vivenciarem a interface casa trabalho de forma diferenciada de outros trabalhadores (Parkes, 2007).
O trabalhador em espaços confinados apresenta um conjunto de fatores de risco que colocam em causa a segurança e a saúde do trabalhador. O trabalho em plataformas, desempenhado por turnos e em confinamento acarreta graves consequências para a saúde do trabalhador a nível mental, social e físico diminuindo o desempenho para a realização das tarefas e aumentando o risco de acidentes laborais (Silva, Júnior & Ferreira, 2007; Antoniolli, Emmel, Ferreira, Paz & Kaiser, 2015). Assim, as plataformas constituem um meio ambiente propício a determinados estilos de vida prejudiciais para a saúde pessoal e da “empresa” (Silva, Júnior & Ferreira, 2007; Antoniolli, Emmel, Ferreira, Paz & Kaiser, 2015). Estes trabalhadores apresentam-se mais vulneráveis para doenças físicas, psíquicas, ao stresse, o que pode influenciar a vida profissional, pessoal dos trabalhadores e os custos para a empresa.
As doenças do trabalhador embarcado estão relacionadas, sobretudo, com estilos de vida que adoptam devido às características e exigências do próprio trabalho, uma alimentação inadequada, obesidade, fumo, álcool e sedentarismo (Felipe-de-Melo, Silva, Assis & Pinto, 2011; Oenning, Carvalho & Lima, 2014).
Um estudo realizado em 2014 com uma amostra de 210 trabalhadores das instalações petrolíferas do Estado do Rio de Janeiro, com uma média de idade de 32,9±8,1 anos, a maioria casado (62,9%), 20,3% com ensino superior, demonstrou que 15,2% apresentavam consumo abusivo de álcool, 30,2% fumava e 56,6% tinham menos de 5 anos de experiência no campo offshore (Vidal, Abreu & Portela, 2017). Um estudo caso-controlo realizado com 120 casos e 656 controles de uma empresa de petróleo na Região Norte-Nordeste do Brasil entre 2007 e 2009, revelou uma associação significativa entre o absenteísmo por doença e as variáveis sexo (feminino OR=2,54; p<0,0001), tabagismo (fumador OR= 2,00; p=0,04; ex-fumador OR= 1,70; p=0,02), sono (OR= 2,37; p<0,0001) (Oenning, Carvalho & Lima, 2014).
Assim, o objectivo deste estudo foi avaliar os estilos de vida em trabalhadores offshore de uma plataforma da África Subsaariana.
PARTICIPANTES E MÉTODOS
Realizámos um estudo transversal. A população de trabalhadores da plataforma da África Subsaariana foi de 120 trabalhadores e o espaço amostral ficou constituído por 102 trabalhadores. Dos questionários recolhidos (n=102) foram excluídos dois por se encontrarem incompletos e um porque era o único do sexo feminino, ficando a amostra total composta por 99 trabalhadores de umaplataforma da África Subsaariana. Assim, a amostra na sua totalidade era do género masculino e com uma média de idades de 39,11±6,91 anos (variando entre os 26 e os 59 anos). A maior per- centagem dos trabalhadores apresentava menos de 35 anos (31,3%); eram casados ou viviam em união de facto (75,8%); 83,8% possuía entre o 5º-12º ano de escolaridade e 89,9% era de naciona- lidade angolana (Tabela 1). Quanto às variáveis familiares, a maioria dos trabalhadores referiu ter uma mulher (54,5%) e 24,2% duas mulheres; mais de metade dos trabalhadores tinha três ou mais filhos (54,5%); 46,5% dos trabalhadores possuía uma residência e 33,3% mencionou possuir duas residências (Cf. Tabela 1).
Os dados foram recolhidos através de um questionário autoaplicado, sendo constituído por questões para avaliação das características sociodemográficas, familiares, profissionais e de estilos de vida. Foram consideradas as seguintes variáveis relacionadas aos estilos de vida: consumo de café, tabagismo, álcool, consumo de refrigerantes, padrão de consumo de álcool em terra, a prática de exercício físico e o índice de massa corporal (IMC).
O instrumento de colheita de dados foi submetido à Comissão de Ética da Escola Superior de Saúde de Viseu, autorização Parecer 28/2015, à Offshore Installation Manager (OIM) e foi assinado o consentimento informado por todos os trabalhadores da plataforma. Foram respeitados o direito à autodeterminação, intimidade, ao anonimato e à confidencialidade.
Antes da aplicação do questionário realizou-se um pré-teste a quatro trabalhadores a fim de avaliar a compreensão das questões, por forma a evitar incompreensões e equívocos, sendo que não foi necessário realizar qualquer tipo de reajustamento e reformulação de questões.

Para a análise dos dados recorreu-se ao programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 24.0. Foram calculadas frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central (média) e de dispersão (desvio padrão). Foram ainda calculadas prevalências, expressas em percentagens com os respectivos intervalos de confiança a 95% (IC95%).
RESULTADOS
Quanto às variáveis profissionais, em média, o número de anos de trabalho em offshore foi de 10,07±5,52 anos e na respetiva plataforma de África Subsaariana foi de 5,08±3,79 anos. Pela análise da Tabela 2, a maioria dos trabalhadores referiu que trabalha em offshore à 2-4 anos; trabalha nesta plataforma à 1-4 anos (53,5%) e 81,8% dos trabalhadores pratica um sistema de rotação de 4-5 semanas.

Pela análise da Tabela 3, a maioria dos trabalhadores mencionou que consome café (54,4%); consome bebidas alcoólicas em terra (83,8%), bebe moderadamente (69,9%) e a bebida mais consumida é a cerveja (68,7%); consome refrigerantes (74,7%) sendo o mais consumido a coca-cola (67,6%). Dos trabalhadores que consomem café, em média, bebem 3,37±1,83 cafés por dia e dos trabalhadores que consomem tabaco, em média, fumam 15,64±8,52 cigarros por dia. Ao considerarmos o Índice de Massa Corporal (IMC) autodeclarado, a prevalência de pré-obesidade foi de 63,6% e de obesidade foi 19,2%. Quanto à prática exercício físico, 45,5% dos trabalhadores referiu praticar ‘às vezes’ exercício físico e 22,2% ‘frequentemente’.
Catorze trabalhadores disseram que ‘sofrem de alguma doença’, sendo a mais prevalente a hipertensão (42,9%). Nos últimos 12 meses, 91,9% dos trabalhadores consultou um médico em terra e 78,0% referiu que a especialidade mais consultada foi de clínica geral; nos últimos 12 meses 72,0% dos trabalhadores assinalou consumir medicação para dormir e no último mês apenas 36,0% referiu tomar medicação para dormir. A maioria dos trabalhadores referiram que acordam cansados (90,9%); sentem dificuldade em levantar-se de manha (78,7%) e sentem dificuldade em manter-se acordados durante o dia (59,6%).


DISCUSSÃO
Pela evidência científica podemos constatar que o trabalho offshore tem particularidades em relação ao trabalho “em terra”, é caracterizado por cargas horárias, sistemas de rotação e confinamento específicos. O sistema de rotação pode variar de empresa e localidade das plataformas. O trabalho offshore apresenta particularidades que remetem a um desempenho do trabalhador por dias consecutivos mensalmente ocorrendo o retorno a casa unicamente após o cumprimento do período de trabalho, o que desorganiza a vida psicossocial, familiar com implicações para a saúde (Antoniolli, Emmel, Ferreira, Paz & Kaiser, 2015; Alvarez, Figueiredo & Rotenberg, 2010). As doenças desenvolvidas pelos trabalhadores offshore resultam da exposição a riscos ocupacionais, con- finamento, trabalho noturno, alterações do sono, estilos de vida, esforço físico (Antoniolli, Emmel, Ferreira, Paz & Kaiser, 2015). Os estilos de vida que mais propiciam doenças nos trabalhadores embarcados derivam da alimentação inadequada, obesidade, fumo, álcool e sedentarismo (Antoniolli, Emmel, Ferreira, Paz & Kaiser, 2015, Oenning, Carvalho & Lima, 2014; Felipe-de-Melo, Silva, Assis & Pinto, 2011). Destes hábitos sucedem as doenças, tais como, a doença cardiovasculares, síndrome metabólica, hipertensão arterial e musculosquelética (Felipe-de-Melo, Silva, Assis & Pinto, 2011; Oenning, Carvalho & Lima, 2014). No presente estudo a doença mais prevalente nos trabalhadores offshore foi a hipertensão.
Os resultados deste estudo, quanto aos estilos de vida corroboram a evidência científica. A maioria dos trabalhadores mencionou que consome café; consome bebidas alcoólicas, bebe moderadamente e a bebida mais consumida é a cerveja; consome refrigerantes, sendo o mais consumido a coca-cola; é fumador e em média, fumam 15,64±8,52 cigarros por dia; apresentam umIMC#25Kg/m2 e 45,5% dos trabalhadores referiu praticar ‘às vezes’ exercício físico e 22,2% ‘fre-quentemente’.
Um estudo realizado no Brasil em empresas petrolíferas, com 210 trabalhadores (198 homens e 8 mulheres), com uma média de idade 32 anos, a maioria com o ensino médio (71,4%), casados (61,0%), com um tempo médio de trabalho no campo offshore de 5,9 ±5,6 anos e com variação de 1 a 30 anos de experiência revelou, quanto às variáveis relacionadas com a saúde, que 11,0% dos trabalhadores considerou sua saúde regular/má; 29,5% eram fumadores; 79,5% possuía consumo de álcool de baixo risco; 11,9% consumo de risco; 1,4% consumo nocivo; 0,5% provável dependência ao álcool e a doença mais referida foi os problemas osteomusculares com uma prevalência de 15,0% (Vidal 2014).
O consumo de álcool e de tabaco poderá ser uma consequência de outros fatores psicológicos, alguns trabalhadores não conseguem controlar o stresse de trabalhar offshore a um ritmo exigente e por períodos prolongados, em condições de relativo confinamento e sujeitos a condições ambientais em constante mudança e entre os sinais de stresse dos trabalhadores, figura uma irritabilidade, ingestão excessiva de álcool ou tabagismo e consumo de drogas (Organização internacional do tra- balho, 2017). Como refere o relatório para a segurança e saúde no trabalho na indústria do petróleo e do gás em países seleccionados da África Subsaariana de 2017, “os trabalhadores que consomem drogas ou álcool, muitas vezes, fazem-no na ilusão de que essas substâncias ajudam a reduzir o stresse do trabalho, ou a conseguir boa-disposição, melhorar o desempenho, ultrapassar as pressões dos colegas ou conviver. No entanto, o abuso de substâncias, em geral, aumenta as probabilidades de acidentes e de absentismo, fazendo baixar a produtividade e o desempenho geral da empresa”.
No que se refere às actividades de lazer, designadamente à prática de exercício físico, esta pode estar condicionada pelas próprias características do trabalho offshore, ao confinamento, ao espaço restrito e limitado, à própria alteração do ritmo do sono, à proximidade de atividades diferentescomo trabalho, alimentação, lazer, repouso. Souza (1996, p.2) refere que “O trabalho em regime de confinamento dos trabalhadores offshore (plataformas marítimas, navios e submarinos) apresenta uma situação peculir que é a de estarem em alto mar, não raro, há centenas de quilómetros da costa, durante um período de vários dias, o que lhes permitem deslocarem apenas dentro de um espaço limitado. Vibrações, ruídos, conversas entre pessoas geralmente estão presentes em seus momen- tos de repouso, lazer ou refeições”.
Relativamente às variáveis clínicas, os trabalhadores da presente investigação referiram que nos últimos 12 meses consultaram um médico em terra sendo a especialidade mais consultada ‘clínica geral’; consumiram medicação para dormir, têm dificuldade em levantarse de manhã, acordam can- sados e sentem dificuldade em manter-se acordados durante o dia. A evidência científica refere que os trabalhadores offshore apresentam privação do sono com sonolência (Alvarez, Figueiredo & Rotenberg, 2010; Vidal, Abreu & Portela, 2017; Antoniolli, Emmel, Ferreira, Paz & Kaiser, 2015).
Estes trabalhadores estão expostos a vários riscos que os caracterizam de grupo profissional de risco para problemas de saúde e bem-estar.
CONCLUSÕES
Encontrámos na maioria dos trabalhadores desta plataforma da África Subsaariana uma elevada percentagem de estilos de vida não saudáveis. O trabalho em plataforma exige, tanto por parte do empregador quanto do trabalhador, atenção essencial à saúde e adoção de estilos de vida saudáveis no espaço offshore.
Do estudo realizado, podemos referir que é necessário implementar a promoção da saúde na procura por uma maior segurança e saúde dos trabalhadores.
AGRADECIMENTOS
Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto UID/Multi//04016/2016. Agradecemos adicionalmente ao Instituto Politécnico de Viseu e ao CI&DETS pelo apoio prestado.
Referências
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