PROJETO CINOTERAPIA: FORMA DE INTERVENÇÃO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE ESPECIAIS
KYNOTHERAPY PROJECT: FORM OF INTERVENTION IN THE NEEDS OF SPECIAL HEALTH
PROJETO CINOTERAPIA: FORMA DE INTERVENÇÃO NAS NECESSIDADES DE SAÚDE ESPECIAIS
International Journal of Developmental and Educational Psychology, vol. 1, núm. 1, 2020
Asociación Nacional de Psicología Evolutiva y Educativa de la Infancia, Adolescencia y Mayores
Recepção: 03 Fevereiro 2020
Aprovação: 20 Abril 2020
Resumo: A Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) é uma perturbação neurodesenvolvimental caraterizada pordéfices persistentes na comunicação social e na interação social e por padrões restritos de comportamentos, interesses e atividades. A cinoterapia pode ser definida como uma terapia assistida pelo cão, em que o mesmo exercea função de facilitador do processo terapêutico. O principal objetivo deste projeto é verificar a eficácia da cinote-rapia na melhoria dos comportamentos de autorregulação, comunicação e socialização de crianças com PEA, emcontexto escolar. Participam 16 crianças com diagnóstico de PEA, que foram avaliadas numa fase pré e pós intervenção. No grupo de controlo o método educativo da Unidades de Ensino Estruturado para a Educação de Alunoscom Perturbações do Espetro do Autismo é o modelo Treatment and Educacion of Autistic and Related(TEACH) e no grupo experimental o método educativo é o mesmo, contudo com o apoio do cão ao longo das 40 sessões que têm a duração de 30 minutos. No grupo experimentalespera-se que existam melhorias significativas nas medidas de irritabilidade e hiperatividade, nos processos desocialização, cognição social e na comunicação social.
Palavras-chave: perturbação do espectro do autismo, cinoterapia, comunicação, socialização, autorregulação.
Abstract: Autism SpectrumDisorder (ASD) is a neurodevelopmental disorder characterized by persistent deficits in social communicationand interaction as well as by restricted patterns of behavior, interests, and activities. In kynotherapy, a dog it actsas a facilitator of the therapeutic process. This pilot-project has as main objective to study the effectiveness of the kynotherapy in the improvement of the behaviors of self-regulation, communication and socialization of childrenwith ASD, in a school context. Of the pilot project, 16 children with a diagnosis of ASD, were evaluated in a pre-and post-intervention phase. In the control group the educational method of the Structured Teaching is theTreatment and Educacion of Autistic and Related Communications Handicapped Children (TEACH) model and inthe experimental group the educational method is the same, however with there is the support of a dog during the40 sessions, that have the duration of 30 minutes. In the experimental group, it is expected significant improve-ments in the measures of irritability and hyperactivity, as well as in the processes of socialization, social cognitionand social communication.
Keywords: autism spectrum disorder, kynotherapy, communication, socialization, self-regulation.
INTRODUÇÃO
Em Portugal, todos os anos o número de crianças com Necessidades de Saúde Especiais (NSE) aumenta. Asperturbações neurodesenvolvimentais são incapacitantes e dificultam a aprendizagem das crianças (Thayer et al.,1998). Cabe a nós profissionais minimizar a disfuncionalidade destas crianças atribuindolhes e concedendolhes competências para promover uma melhor qualidade de vida (Capucha, 2008).
Em 1943, é publicado o primeiro artigo que descreve casos clínicos de crianças com as características daPEA. (Kanner, 1943). A PEA é diagnosticada com base na observação comportamental da criança e nos indica-dores de desenvolvimento atípico. Contudo, existem cada vez mais estudos que indicam a base genética e bio-lógica da etiologia do autismo (Yenkoyan, Grigoryan, Fereshetyan, & Yepremyan, 2017).A PEA é uma perturbação neurodesenvolvimental diagnosticada com base nos défices persistentes na interação social, nos comportamentos comunicativos e por apresentar padrões restritos e repetitivos de comportamentos (APA, 2015). Nestascrianças a comorbilidade com outras perturbações também é frequente, tais como:perturbação de hiperativida-de/défice de atenção, perturbações de humor e incapacidade intelectual. Na adolescência, as dificuldades deaprendizagem, a desmotivação, o comportamento desafiador e, por vezes, o abandono escolar são as características mais frequentes. As crianças com PEA exibem mais comportamentos desafiadores e inapropriados (Matson,Gonzalez, & Rivet, 2008; Matson, Wilkins, & Macken, 2008) e apresentam mais sintomas de stress, ansiedade edepressão do que outras crianças com outro género de psicopatologia (Leyfer et al., 2006; White, Oswald,Ollendick, & Scahill, 2009). Também podem apresentar outras características, tais como a irritabilidade, a hipe-ratividade, a dispraxia, entre outros (Gabriels et al., 2008) . Alguns estudos (Lecavalier, Leone, & Wiltz, 2006; Schieve, Blumberg, Rice, Visser, & Boyle, 2007) indicam que os cuidadores de crianças com PEA apresentamíndices de stress mais elevados quando comparados com cuidadores de crianças com outras patologias. Assim,a criança está integrada numa família, sendo esta a primeira forma de socialização da criança, promovendo o seu desenvolvimento ao nível social, emocional, físico e cognitivo. Contudo, a criança também faz parte da comunidade, sendo que quando a relação da família com a comunidade entra em desequilíbrio, o desenvolvimento dacriança pode também ser alterado (Bronfenbrenner, 1994). Esta perspetiva surge do modelo ecológico de Bronfenbrenner (1994) que defende que a criança deve ser vista como um ser biopsicossocial. Assim, apoiar efornecer estratégias de intervenção efetivas às crianças com PEA é um desafio quer para a família quer para osprofissionais educativos. O que propomos com este projeto é a aplicação de uma terapia complementar, promo-vendo uma melhoria na qualidade de vida da criança com PEA. A relação homem-animal está documentada desdeos nossos ancestrais. No entanto, apenas a partir de 1960 devido a uma descoberta de Boris Levinson, começoua ser elaborada alguma investigação sobre os benefícios desta relação. Essas pesquisas fomentaram a que o National Institute of Health, em 1987, realizasse um dos workshops mais importantes sobre os benefícios para asaúde humana da relação homem-animal. Este workshop foi um marco histórico na promoção e no desenvolvimento das Intervenções Assistidas por Animais (IAA; NIH, 1987). A ideia de usar o cão em contexto clínico foievidenciada por cientistas da Psicologia. A filha de Sigmund Freud, em 1937, Anna Freud verificou que na relaçãohomem-cão existem processos semelhantes à compreensão emocional. Também nalguns instrumentos a ava-liação se verifica que crianças criam mais facilmente vínculos emocionais com animais do que com adultos.
Contudo, a reabilitação com recurso ao cão apenas se fundamentou e teorizou em 1960 com Boris Levinson.Boris Levinson percebeu que a presença do cão em contexto terapêutico melhorou a comunicação com o seuutente e acelerou o processo de terapia (Fine, 2010). Foi então proposto incorporar animais, como forma complementar, no processo de intervenção de crianças com PEA para a diminuição da sintomatologia e promoção decomportamentos funcionais e adaptativos (Fine, 2010).
As Intervenções Assistidas por Animais (IAA) podem ser divididas em três tipos: atividades assistidas poranimais, a terapia assistida com animais e programas de animais de serviço (Muñoz Lasa et al., 2015). As atividades assistidas por animais são caraterizadas pelo seu carácter genérico. Os programas de animais de serviço –cães de assistência - são por exemplo os cães guia que apoiam o deficiente visual no seu dia-a-dia. Já a terapiaassistida com animais (TAA) é uma intervenção formal, com eficácia comprovada, com objetivos terapêuticosprecisos em que o animal age como um facilitador da terapia. Esta é aplicada conjuntamente com um programade reabilitação que varia consoante o diagnóstico, sendo coordenada por uma equipa multidisciplinar, que registao progresso do paciente e avalia os resultados (Muñoz Lasa et al., 2015).
A terapia assistida pelo cão com objetivos terapêuticos e/ou educacionais designa se por cinoterapia. Nestaterapia o cão é um mediador do processo de intervenção. Atualmente, esta terapia é utilizada nas diversas ciências para estabelecer uma ponte entre utentes e terapeutas e é utilizado como um estímulo dos órgãos sensoriais, do sentido cinestésico e do sistema límbico (Viau et al., 2010). Por consequência, são desencadeados nos uten-tes sentimentos de cuidado, confiança, empatia e compaixão (Ciari, Chelini, Lacerda, Rocha, & Otta, 2013; Fine,2010). A ligação da criança-cão promove a aquisição de competências comunicacionais, competências pró-sociais, competências emocionais e promove a sensação de relaxamento (Fine, 1999). No caso específico dascrianças com PEA, a cinoterapia promove a aquisição de autonomia, a comunicação pró-social e a melhoria daautoestima. O principal objetivo é a generalização destes comportamentos e sentimentos aos outros contextos,não sendo necessária a presença do cão.
A cinoterapia tem a sua eficácia comprovada em perturbações mentais e neurológicas (Kamioka et al., 2014).
Por exemplo, num estudo de revisão realizado em 2015 verifica-se que crianças com PEA, após doze semanasde intervenção, aumentaram a sua autoestima, melhoraram as suas relações interpessoais, diminuíram o seusedentarismo e aumentaram a sua autonomia (Maujean, Pepping, & Kendall, 2015). Também noutro estudo veri-fica-se que uma criança que interage com animais cria mais facilmente sentimentos de empatia e compaixãopelos outros, tem melhores estratégias de coping ao stress, melhor autocontrolo e autorregulação emocional (Fine, 2010). A cinoterapia é uma forma de complementar as estratégias terapêuticas mais tradicionais promovendo uma melhor colaboração e envolvimento da criança na terapia (Maujean et al., 2015). Em países como Brasil, Austrália, Noruega, Canadá a cinoterapia está inserida no protocolo de intervenção com crianças com problemas neurodesenvolvimentais (Sousa Magalhães, 2014). Com recurso à cinoterapia, nas crianças com PEA háa diminuição de hormonas responsáveis pelo stress (e.g. cortisol) (Viau et al., 2010) e o aumento de comportamentos prósociais (Marston, 2011). As crianças com PEA necessitam de intervenções que estimulem e promovam comportamentos prósociais e autonomia, que reduzam comportamentos disfuncionais e não adaptativos,quer na infância quer quando forem adultos.
AMOSTRA
A amostra do estudo é constituída por 16 crianças, das quais 10 são do género masculino e 6 do génerofeminino. As idades variam entre os 6 e os 11 anos. O grupo experimental (GE) é composto por 8 crianças, 5rapazes e 3 raparigas, com uma média de idades de 8,6 anos (DP = 1, 30). Quanto às habilitações a média deanos de escolaridade é de 2 (DP= 0,99). Este grupo além do método educativo TEACH também teve intervençãocom o Programa de Intervenção de Cinoterapia (PIC). O grupo de controlo (GC) é constituído por 8 elementos,5 rapazes e 3 raparigas, com média de idade de 8,13 (DP=1,25) e uma média de 2 anos de escolaridade. Estegrupo teve apenas como método educativo o TEACH. Não existem diferenças estatisticamente significativas entreos grupos em relação às variáveis sociodemográficas apresentadas. Contudo, foram observadas diferenças estatisticamente significativas do género face à idade, sendo que o género feminino apresenta uma média de idadessuperior(t (14) =-2,875; p>0,05).
METODOLOGIA E INSTRUMENTOS UTILIZADOS
Relativamente aos instrumentos a utilizar foi elaborado um documento de consentimento informado aosencarregados de educação. Foi aplicado um questionário sociodemográfico e elaborada uma entrevista. A Entrevista foi realizada com os encarregados de educação e professor de ensino especial. Esta entrevista foiorientada pela psicóloga clínica e teve como objetivos conhecer o contexto familiar da criança, identificar quaisos comportamentos reforçadores e gratificantes para a criança e quais os comportamentos funcionais e disfun-cionais de cada criança. Desta forma, a entrevista assume-se como um instrumento crucial para a avaliação ade-quada de cada participante de forma a realizar um plano individual de intervenção apropriado (Reis, Pereira, &Almeida, 2012). Para a avaliação das competências básicas, comunicativas, sociais e linguísticas da criança uti-lizou-se um guião informal de entrevista (Marinho, Gomes, Vieira, Antunes, & Teixeira, 2009). Para avaliaro perfil comportamental da amostra utilizou-se a Escala de Avaliação dos Traços Autistícos (ETA; Escala, Ballabriga, Escudé e Llaberia, 1994; versão portuguesa de Assumpção,Kuczynski, Gabriel, & Rocca, 1999) é um instrumento que consiste numa escala de observação direta da criança,composta por vinte e três subescalas, cada uma dividida em diferentes itens Esta é de fácil preenchimento e podeser aplicada a crianças a partir dos 2 anos de idade. A Escala de avaliação dos traços autistícos (ATA) permiteanalisar o perfil comportamental da criança longitudinalmente, facilitando o registo da evolução e desenvolvi-mento da criança. No presente estudo o alpha Cronbach verificado foi de 0,83, o que indica que o instrumentotem uma consistência interna boa. Aplicamos também a Escala Revista de Conners para Pais – versão (SCP; Keith Conners, 1997; versão portuguesa de Rodrigues, 2005) que é um ins-trumento que avalia os problemas comportamentais de crianças com idades entre os 6 e os 11 anos, tendo aversão para pais e para professores. Neste estudo utilizamos a versão para pais. No presente estudo o alpha Cronbach verificado foi 0,71, o que indica que o instrumento tem uma consistência interna razoável.O Programa de Intervenção de Cinoterapia (PIC) tem como base a utilização de diversos jogos lúdicos, quevisam estimular a comunicação, as diferentes funções cognitivas, a interação social e uma autorregulação adap-tativa. São realizados exercícios, adaptados à capacidade de cada criança, com o objetivo de promover e estimularas competências comunicacionais, promover comportamentos de autorregulação adaptativos e promover oaumento comportamentos de socialização. À semelhança de outros estudos (Ciari et al., 2013; Eddy, Hart, &Boltz, 1988; Pawlik-Popielarska, 2010) o PIC teve a duração de um ano letivo (2016/2017) com um total de 40 sessões de cinoterapia, de 30 minutos e uma vez por semana. As sessões iniciaram-se com um cumprimento da Mel (a cadela de serviço) e com exercícios dinâmicos. No decorrer das sessões, esteve sempre em avaliação seo programa e as suas exigências estavam de acordo com as necessidades da amostra. A equipa multidisciplinardo projeto é constituída pelos encarregados de educação, pela psicóloga clínica, pelo professor de ensino espe-cial, pelo professor titular de turma, pela técnica de terapia assistida por animais, por um treinador de cães e pelocão de intervenções assistida por animais. Para a elaboração de um plano individual de intervenção adequadotivemos em conta o contexto familiar da criança, ouvindo os encarregados de educação. A análise estatística foielaborada com recurso ao programa Statistical Package for Social Science (SPSS 20.0). Foram elaboradas esta-tísticas descritivas e estatísticas inferenciais. Estabeleceu-se um nível de significância de 0,05.
RESULTADOS E CONCLUSÕES
Apesar de ouvirmos falar cada vez mais das características das crianças com PEA e da possível etiologia daperturbação, os estudos experimentais sobre a eficácia de intervenções com este tipo de população ainda sãoescassos. Assim, o propósito desta investigação foi avaliar a eficácia da cinoterapia na promoção de comporta-mentos sociais, comunicacionais e de autorregulação adaptativos em crianças com diagnóstico de PEA.
Propomos, com este estudo, contribuir empiricamente para a investigação nesta área científica, de forma a imple-mentar a cinoterapia como uma terapia efetiva das Unidades de Ensino Estruturado e do plano educativo indivi-dual. Espera-se com este estudo contribuir de forma científica na verificação da cinoterapia como uma terapia efi-caz na promoção de comportamentos sociais, na promoção da comunicação e na promoção de comportamentosde autorregulação adaptativos.
Redefer e Goodman (1989) foram dos primeiros investigadores que realizaram um estudo experimental quecomprova a eficácia da cinoterapia com crianças com diagnóstico de PEA. A corroborar os resultados obtidosnesta investigação está o estudo com crianças diagnosticadas com incapacidade intelectual que demonstrou queo uso da cinoterapia contribuiu para que a criança adquirisse comportamentos adaptativos e que os professoresverificam uma influência positiva da cinoterapia nas crianças (Pawlik-Popielarska, 2010). À semelhança de outrosestudos, os resultados indicam que com a cinoterapia ocorre o aumento de contacto com o outro, quer com aprofessora quer com os colegas (Esteves & Stokes, 2008).
Neste estudo podemos verificar a diminuição de frequência de comportamentos restritos e de estereotipia nogrupo experimental, indicando que a cinoterapia foi eficaz na promoção de comportamentos de autorregulação adaptativos. Estes dados são semelhantes a um estudo experimental realizado com crianças internadas revela queas crianças em tratamento com a presença do cão de companhia revelam menos comportamentos ansiógenos doque outras crianças que não têm na sua presença o estímulo canino (Hansen, Messinger, Baun, & Megel, 1999; Kaminski, Pellino, & Wish, 2002).
Assim como num estudo de Eddy et al (1988), podemos retirar como resultado deste estudo no grupo expe-rimental que com a presença do cão e a realização da cinoterapia promoveu a diminuição da atividade motora nogrupo experimental (e.g. estereotipias) e o aumento da frequência de comportamentos sociais. Assim como nesteestudo, também num estudo realizado com crianças se verifica uma associação positiva entre a intervenção como cão de intervenções assistidas por animais e uma melhor aquisição de aprendizagem (Limond, Bradshaw, & Cormack, 1997). Neste estudo foram tidas em consideração algumas limitações. Uma das limitações prende-secom a não representatividade da amostra relativamente à população geral, pelo que os resultados não devem sergeneralizados. Também se considera essencial, em estudos futuros, analisar o ambiente familiar e qual o impactodeste no progresso de competências comunicativas, sociais e interpessoais da criança. Os estudos realizadoscomprovam que as terapias assistidas por animais, no geral, são uma intervenção complementar útil na pro-moção da melhoria de qualidade de vida de indivíduos com incapacidade intelectual. Também como neste estudo,existem trabalhos que comprovam que com recurso à cinoterapia, como uma terapia complementar, a interaçãosocial das crianças com PEA aumenta (Eddy et al., 1988; Esteves & Stokes, 2008; Muñoz Lasa et al., 2015).
Podemos então concluir que a cinoterapia é uma terapia complementar eficaz na promoção de comportamentosde autorregulação, comunicação e socialização de crianças com PEA. Contudo, para testar o custo-benefício des-tas terapias, são necessários mais estudos com metodologias científico-experimentais (Maber-Aleksandrowicz,Avent, & Hassiotis, 2016; Muñoz Lasa et al., 2015).
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