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EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DAS PAISAGENS CULTURAIS NA ESPANHA: UM CASO PARADIGMÁTICO: O PLANO DAS COLÔNIAS TÊXTEIS DO RIO LLOBREGAT
ADELITA ARAUJO DE SOUZA; JOAQUÍN SABATÉ BEL
ADELITA ARAUJO DE SOUZA; JOAQUÍN SABATÉ BEL
EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DAS PAISAGENS CULTURAIS NA ESPANHA: UM CASO PARADIGMÁTICO: O PLANO DAS COLÔNIAS TÊXTEIS DO RIO LLOBREGAT
EVOLUTION OF CULTURAL LANDSCAPES TREATMENT IN SPAIN: A PARADIGM CASE: THE PLAN FOR THE TEXTILE COLONIES OF THE LLOBREGAT RIVER
EVOLUCIÓN EN EL TRATAMIENTO DE LOS PAISAJES CULTURALES EN ESPAÑA: UN CASO PARADIGMÁTICO: EL PLAN DE LAS COLONIAS TEXTILES DEL RÍO LLOBREGAT
Oculum Ensaios, vol. 14, núm. 2, pp. 241-256, 2017
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
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RESUMO: Neste artigo comentamos a evolução dos estudos e projetos em paisagens culturais na Espanha, mostrando quais agentes participaram, que instrumentos foram usados desde os primeiros inventários, catálogos e planos territoriais. Abordaremos um caso paradigmático, que começa com a proposta de um eixo patrimonial ao longo de um rio e leva ao primeiro plano territorial de um rico conjunto de colônias têxteis. Finalmente, apresentamos as lições que aprendemos com os estudos, realizados em conjunto com o Massachusetts Institute of Technology, de uma centena de projetos em paisagens culturais.

PALAVRAS-CHAVE: Colônias industriaisColônias industriais,Paisagens culturaisPaisagens culturais,Patrimônio industrialPatrimônio industrial,Projeto territorialProjeto territorial.

ABSTRACT: This article describes the evolution in Spain of studies and interventions in cultural landscapes, the agents that participated, and the tools that have been used, from early inventories and catalogues to regional projects. It describes a paradigmatic case that starts with the proposal of a heritage axe along a river and gives place to the first regional plan of a rich set of textile colonies. Finally we show the lessons we learned from a research that we carried on together with MIT Massachusetts Institute of Technology, on hundred interventions on cultural landscapes.

KEYWORDS: Industrial colonies, Cultural landscapes, Industrial patrimony, Territorial design.

RESUMEN: En este artículo comentamos la evolución en España los estudios y proyectos en paisajes culturales, que agentes han participado, que instrumentos se han utilizado, desde los primeros inventarios y catálogos a los planes territoriales. Se describe un caso paradigmático, que arranca con la propuesta de un eje patrimonial a lo largo de un río y da lugar al primer plan territorial de un rico conjunto de colonias textiles. Finalmente mostramos las lecciones que aprendimos del estudio, realizado conjuntamente con el Massachusetts Institute of Technology, de un centenar de proyectos en paisajes culturales.

PALABRAS CLAVE: Colonias industriales, Paisajes culturales, Patrimonio industrial, Proyecto territorial.

Carátula del artículo

DOSSIÊ PATRIMÔNIO CULTURAL IBERO-AMERICANO

EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DAS PAISAGENS CULTURAIS NA ESPANHA: UM CASO PARADIGMÁTICO: O PLANO DAS COLÔNIAS TÊXTEIS DO RIO LLOBREGAT

EVOLUTION OF CULTURAL LANDSCAPES TREATMENT IN SPAIN: A PARADIGM CASE: THE PLAN FOR THE TEXTILE COLONIES OF THE LLOBREGAT RIVER

EVOLUCIÓN EN EL TRATAMIENTO DE LOS PAISAJES CULTURALES EN ESPAÑA: UN CASO PARADIGMÁTICO: EL PLAN DE LAS COLONIAS TEXTILES DEL RÍO LLOBREGAT

ADELITA ARAUJO DE SOUZA
Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Brazil
JOAQUÍN SABATÉ BEL
Universitat Politècnica de Catalunya, España
Oculum Ensaios, vol. 14, núm. 2, pp. 241-256, 2017
Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Recepção: 06 Março 2017

Revised document received: 20 Abril 2017

Aprovação: 15 Maio 2017

INTRODUÇÃO

Quando recebemos o convite para elaborar um texto para um número especial da revista Oculum Ensaios, imaginamos que poderia resultar interessante mostrar no Brasil, através de uma proposta paradigmática, a evolução no tratamento das paisagens culturais na Espanha. O Brasil é um país com uma longa tradição na defesa do patrimônio e com uma instituição tão relevante como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que nos últimos anos, através da Chancela da Paisagem Cultural, tem decidido afrontar um notável desafio neste campo.

Vamos dividir este texto em três partes. Na primeira iremos expor as características básicas daquela evolução. Na sequência, apresentaremos algumas intervenções ao longo do rio Llobregat, onde estamos trabalhando há mais de vinte anos. E finalmente mostraremos como surge o conceito de paisagem cultural e algumas lições que aprendemos no estudo de numerosos projetos em paisagens culturais na Europa e América.

A EVOLUÇÃO NO TRATAMENTO DAS PAISAGENS DO TRABALHO NA ESPANHA

Nesta primeira parte desenvolvemos uma análise sintética de como as paisagens do trabalho vem ganhando valorização na Espanha durante os últimos trinta anos, do quadro em que se desenvolveram e das principais intervenções sobre as mesmas. Buscamos destacar, em primeiro lugar, como alguns agentes foram construindo um “estado de opinião”, contribuindo para um crescente interesse por este patrimônio. Isto inclui profissionais, departamentos universitários e centros de investigação, mas também o trabalho de difusão através de publicações, congressos e museus. O quadro no qual operaram se refere a algumas normas que tiveram uma clara incidência neste campo.

É importante ressaltar que em poucos anos se desenvolveram instrumentos de intervenção cada vez mais complexos, comprometidos e de maior escala, desde os primeiros inventários, catálogos e trabalhos de documentação; de intervenções isoladas, de recuperação e reutilização de edifícios singulares; aos planos e programas onde se integra o patrimônio industrial (do trabalho em geral) em propostas coordenadas de maior ambição e, finalmente, a projetos territoriais, onde este patrimônio constitui o eixo da intervenção e pode tornar-se motor de desenvolvimento local.

Caberia aspirar que o patrimônio do trabalho desempenha um papel equivalente em qualquer projeto ou plano territorial que alcançou o patrimônio natural; onde cultura e natureza se convertem em eixos de reflexão e medida de nossas intervenções sobre o território.

A atenção aos remanescentes industriais (fábricas, portos, colônias têxteis, mineiras, etc.) começa precisamente no processo de desindustrialização dos anos 1970 e pelas propostas para reativar estes territórios afetados (Figura 1). Uma primeira reação procede de âmbitos acadêmicos e profissionais diversos, defendendo que os edifícios industriais podem oferecer valores que aconselham sua conservação e reutilização, ou que os territórios industriais em desuso fazem parte de nosso patrimônio cultural. Alguns autores destacam as oportunidades urbanísticas associadas ao aproveitamento das peças industriais abandonadas nas grandes cidades, ou aprofundam a relação entre patrimônio industrial e desenvolvimento local, entre patrimônio cultural e ordenação do território, ou na aplicação dos vestígios industriais ao desenvolvimento territorial, o que inclui a recuperação de paisagens ameaçadas pela destruição de seus elementos mais singulares. À medida que se fazem evidentes os efeitos da crise e o declive industrial se acentua, toma corpo uma corrente de opinião sensível aos remanescentes industriais, que se cristaliza na década de 1990 com propostas de intervenção fundadas em seu valor testemunhal e material, assim como o seu potencial para servir de reivindicação cultural, para converter-se em produto turístico, para atuar como fator de revitalização socioeconômica e recuperação da identidade dos territórios em crise.


FIGURA 1
Paisagens industriais na Espanha (Clot del Moro e restos de fundições ao Norte de Espanha).
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (1999).

A Universidade soma o estudo e a defesa da paisagem do trabalho com numerosos cursos e investigações, onde destacam a importância e o potencial deste patrimônio, debatendo metodologias de intervenção. Predomina em geral um conceito de patrimônio industrial associado à arqueologia, à história da técnica, à arte e inclusive à etnografia, sendo que o fator territorial começa a adquirir uma presença cada vez mais notável.

Como em outros países, as iniciativas de valorar as paisagens do trabalho possuem na Espanha uma tripla origem: a reflexão universitária; o trabalho de alguma administração especialmente sensibilizada; e o trabalho de agentes locais, amantes de um território no qual pretendem valorizar seu patrimônio. E felizmente estes três grupos têm se inclinado a convergir e somar seus esforços em repetidas ocasiões.

Desde o ponto de vista normativo a consideração da paisagem do trabalho como um testemunho material de nossa cultura é um fenômeno recente. O primeiro texto relevante é a Lei de Patrimônio Histórico Espanhol, de 1985, mas que não reconhece uma significação e tratamento específico. Ainda assim, constitui um avanço significativo para que a noção de patrimônio se amplie para toda expressão de cultura material e testemunhal da civilização.

O crescente interesse do setor universitário pelo patrimônio industrial se manifesta igualmente em iniciativas como a elaboração de inventários e catálogos, que possuem o mérito de reivindicar às paisagens do trabalho sua condição de recursos patrimoniais.

Por trás dos esforços de reconhecimento e proteção, aparecem numerosos exemplos de recuperação de velhas fábricas ou armazéns destinados a museus, centros de arte ou habitações. Tratam-se, em geral de construções singulares, vinculadas à memória industrial, que passaram por um longo período de abandono, sendo reconhecidas depois como um bem de interesse cultural, para serem finalmente convertidas em operações emblemáticas de renovação urbana. Tratam-se de intervenções centradas exclusivamente no objeto, na recuperação na maioria das vezes de um belo invólucro, onde as marcas da história apenas são reivindicadas, ou aparecem como uma mera desculpa.

Mais recentemente se produz um notável avanço ao estruturar, mediante diferentes programas, a conservação e reabilitação do patrimônio industrial. Cabe destacar o Plano Nacional de Patrimônio Industrial que distingue três tipos de bens industriais:

  • Elementos ilhados, que são testemunho representativo de uma atividade industrial.

  • Conjuntos que conservam todos os componentes materiais e funcionais, e que constituem uma mostra coerente e completa de uma determinada atividade.

  • Paisagens industriais onde se conservam todos os componentes essenciais dos processos de produção de uma ou várias atividades industriais inter-relacionadas.

Este Plano inclui peças desde meados do Século XVIII e tem servido para todas as manifestações arquitetônicas ou tecnológicas relacionadas com as atividades de produção e distribuição. Os remanescentes móveis e imóveis da industrialização se somam às fontes documentais escritas, gráficas e orais.

Finalmente cabe destacar alguns exemplos recentes que ilustram a identificação entre patrimônio industrial e revalorização do território, como os Itinerários de patrimônio industrial, cultural e natural no norte da Espanha. Também podemos incluir nesta categoria a rede de parques mineiros que foi se tecendo nos últimos anos, e que supõe a reconversão de espaços abandonados em espaços de ócio e recreio, com um componente de turismo cultural importante. São lugares ao ar livre, criados a partir de explorações históricas. Um singular e mal conhecido patrimônio que hoje forma parte da oferta turística de numerosas comunidades autônomas (SABATÉ BEL & BENITO DEL POZO, 2010). Por seu especial interesse explicaremos um projeto territorial onde o patrimônio industrial é o verdadeiro protagonista, o eixo patrimonial do rio Llobregat.

OS TRABALHOS SOBRE O EIXO PATRIMONIAL DO RIO LLOBREGAT

Apresentaremos este trabalho sobre a bacia do rio Llobregat e seu rico conjunto de colônias industriais, de pequenos núcleos situados em zonas rurais e um dos fenômenos caraterísticos do processo de industrialização da Catalunha (SABATÉ BEL, 2006). As colônias constituem um dos recursos mais singulares da paisagem fluvial dos cursos altos do rio Ter e do rio Llobregat. Estas aparecem em meio ao Século XIX nas margens dos rios (fonte de energia) e distantes de Barcelona (fonte de conflitos sociais). Para mover suas turbinas, as fábricas utilizam a força das águas e realizam pequenas inversões em cachoeiras e nos meandros dos rios.

Localizar-se longe de núcleos habitados obriga seus proprietários a construir habitações e serviços. Em poucos anos consolidam verdadeiros povoados com bares, casino, escolas, teatro, lojas, igreja, jardins e casas de diversas categorias.

A baixa vazão do rio se compensa com a existência de muitos saltos naturais e infraestrutura barata, pela mão de obra abundante em um mundo rural e pelas condições legais e fiscais favoráveis.

No rio Ter, a cada 17 km percorridos existe 15,5 km de canais produzidos pelas colônias, no rio Llobregat aparecem barragens e reservatórios a cada 10 ou 15 metros de desnível. E com as colônias também chegam os trens, as estradas e cerca de uma centena delas surgem e se desenvolvem até início do Século XX.

Mas com o pós-guerra, se acentua uma crise já latente pelos custos de transporte, os conflitos sociais e mais recentemente, pela internacionalização do capital e a desvalorização dos lugares. A crise torna-se tão acentuada que atualmente poucas fábricas estão em funcionamento nas colônias. Os postos de trabalho foram reduzidos e as colônias entraram em um intenso processo de despovoamento e desterro.

Muitas delas foram desaparecendo dramaticamente, por sua obsolescência produtiva, falta de serviços ou por estarem ilhadas em meio a grandes pântanos. Entretanto consolidam um patrimônio riquíssimo de barragens, represas e diques; de pequenas, mas belas casas de comporta; canais; fábricas; chaminés; habitações dos proprietários, diretores e trabalhadores; diversos tipos de equipamentos e serviços; jardins e hortas.

No momento de maior crise se abordam muitos estudos e um primeiro projeto de impulso e reativação. O Governo da Província nos encarregou de produzir um inventário de recursos e posteriormente o Governo Catalão requereu um Plano Diretor, primeiro do rio Llobregat e depois do rio Ter, para dirigir e coordenar possíveis intervenções.

O Governo da Província nos pediu um inventário de recursos e lhes oferecemos algo além disso, apresentamos um projeto territorial que partia de uma hipótese interpretativa: A bacia do rio Llobregat atravessa e garante estrutura à província de Barcelona e seu curso foi testemunho dos principais episódios da industrialização catalã (Figura 2).


FIGURA 2
O eixo patrimonial do rio Llobregat.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (1999).

Necessitávamos narrar uma história, ter um fio condutor (SABATÉ BEL, 2004). Por isso defendemos que se tratava do rio mais trabalhador da Europa, por haver sido explorado durante Séculos, desde o local onde nasce, movendo moinhos e turbinas, alimentando indústrias e populações, criando pacientemente um delta agrícola, sendo represado e acabando exausto e com dificuldade de fluir em sua desembocadura.

E por que não explicar a história do desenvolvimento industrial da Catalunha seguindo o curso do rio? Para isso vamos identificando sucessivos episódios:

  • Os excedentes da rica horta de Manresa, que é produzida com os recursos da água de um canal de irrigação de 30 km de extensão executado no Século XIV, dão origem à primeira indústria urbana.

  • A montante do rio, já ao longo do Século XIX, a água começa a mover as primeiras máquinas.

  • Dos moinhos passamos à extraordinária paisagem das colônias têxteis.

  • Na foz do rio, já na metade do Século XIX, com os esforços de construção de um delta, se cria um território agrário moderno.

  • A demanda industrial de Barcelona dá lugar à aparição, perto da França, de singulares fábricas de cimento e de minas de carvão entre 1900 e 1920.

  • O transporte exige trens para vencer a distância existente entre as montanhas e a cidade de Barcelona.

  • E, além disso, gera-se um princípio de indústria turística ao redor de Montserrat, montanha sagrada da Catalunha, com a construção de novos acessos.

  • Finalmente, em 1970, a regulação do rio pela construção de uma barragem, e as extrações e resíduos de uma indústria moderna, levam à decadência do sistema e ao mesmo tempo, a uma crescente crise ambiental.

O rio sempre facilitou estreitos vínculos comerciais. Mas hoje está rodeado de estradas e rodovias que são pouco atentas à sua morfologia, que interpretam o curso fluvial apenas como um corredor de passagem entre Barcelona e França. A identidade produtiva de tantas paisagens da antiga industrialização e as atividades que construíram aquelas paisagens parecem obsoletas. As margens do rio mais trabalhador da Europa mostram claros sintomas de esgotamento. Numerosos vestígios de um rico passado (pontes medievais, moinhos, represas, canais e diques, fábricas e colônias industriais, instalações mineiras, ferrovias e bondes, etc.) estão abandonados. Mas os testemunhos da atual decadência podiam ser a base para um novo impulso. Por haver sido a estrutura do desenvolvimento econômico, o rio Llobregat guardava numerosos recursos culturais.

E estas eram as bases do projeto que denominamos “Eixo patrimonial do rio Llobregat”, e muito fundamentalmente ao entusiasmo de diversos agentes locais para relacionar e unir os recursos patrimoniais a partir de um contexto territorial. Mas como proceder à revalorização de seu patrimônio natural e cultural? Como conduzir a partir desse patrimônio o desenvolvimento de áreas em declínio?

Em primeiro lugar resultava fundamental entender globalmente o eixo fluvial para poder dispor de um âmbito claro de referência e aglutinar um conjunto de iniciativas dispersas, também para apresentar de forma unitária uma proposta que fosse diversa e variada.

Estudamos ao longo do rio sua rica topografia, as bacias e pontos altos. Como se organizavam os assentamentos, e como se relacionavam entre si. Inventariaram-se todos os recursos patrimoniais, desde aqueles vinculados aos traçados de caminhos e ferrovias ou ao transporte fluvial, até aqueles que nascem com a tradicional estrutura agrária do território.

Como em tantos outros trabalhos perguntávamos às pedras, ao território, atentos às suas características morfológicas, aos marcos topográficos que o sinalizam, à água que o rega, aos recursos patrimoniais que o enriquecem, à vegetação que o veste. Também era importante medir quantidade e qualidade da água, estudar o percurso do rio, suas seções, seu fluxo, os ecossistemas, o impacto de extrações e resíduos, canais, represas e pântanos. A partir deste ponto e tendo em conta diversas iniciativas locais, procedeu-se ao reconhecimento de oito âmbitos temáticos, entrelaçados por uma história comum. Em cada um deles se articulam seus recursos ao redor de um tema central e se criam dois desafios básicos: (a) Definir sua estrutura interpretativa, explicar uma história; selecionar recursos relacionados com o tema escolhido; projetar itinerários que os relacionem; identificar acessos, projetar um centro de interpretação e, dependendo do caso, algum museu. (b) Articular a gestão conjunta dos recursos, conduzindo o ente gestor a consolidar iniciativas existentes, integrando agentes locais e administradores.

Atualmente já foram desenvolvidos os projetos dos Parques Patrimoniais do Carvão, das Colônias Industriais, do canal de irrigação medieval e do Parque Agrário do Delta. Estes são os primeiros frutos de um processo de reativação de uma bacia fluvial valorizando seus recursos patrimoniais. Frente a uma impossível nova industrialização, ou a opção de um turismo em massa, podemos comprovar, como em outros locais, que a aposta pela revalorização dos recursos patrimoniais supõe um modelo economicamente mais viável, ambientalmente mais sustentável, atento a identidade de cada território e socialmente mais justo. Comentaremos dois destes projetos:

O CANAL DE IRRIGAÇÃO MEDIEVAL DE MANRESA

Na Idade Média a cidade de Manresa cresce longe do rio e tem necessidade de água; para beber, para viver, mas também para mover os engenhos onde se trabalha com a lã. Por isso pede permissão ao rei para construir um canal que conduza a água do rio Llobregat, com uma obra hidráulica simples, mas monumental, e ainda em pleno funcionamento (Figura 3).


FIGURA 3
O canal de irrigação medieval de Manresa.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (1999).

Hoje o canal, com cerca de 30 km de comprimento, traça uma fronteira entre as cores ocres e os verdes vivos das hortas. Nasce na sombra de um castelo medieval e serpenteia o pé da cerra, buscando uma linha mínima pendente em uma sucessão de muros de contenção, pontes e pequenos aquedutos conservados com muito cuidado ao longo dos Séculos.

A intervenção consiste apenas em limpar e refazer o caminho e as pequenas obras; em propor uma interpretação do território e em projetar umas poucas peças de “mobiliário territorial” para enriquecer a experiência do passeio pelo canal, como algumas delicadas propostas de um profissional cativante e grande artista, Álvaro Siza, um belo exemplo de “land-art”.

O PLANO DIRETOR URBANÍSTICO DAS COLÔNIAS INDUSTRIAIS

A montante do rio, na metade do Século XIX o vale superior do Llobregat mostra uma transformação surpreendente. Se levantam pequenos assentamentos, sempre ordenados e às vezes padronizados, onde os trabalhadores vivem à sombra das fábricas ao longo de diversas gerações. O resultado é uma paisagem particular, metade industrial e metade agrária, habitada por obreiros que por sua vez também são agricultores. São 14 cidades em miniatura, com fábrica, igreja, casas dos trabalhadores, canais, hortas próximas do rio e vila dos proprietários (SABATÉ BEL & VALL, 2009).

Entretanto a chegada da eletricidade permite implantar fábricas em lugares mais acessíveis e as colônias entram em crise (Figura 4). O trabalho começa a reduzir e com este os habitantes das cidades descontínuas que cresceram ali, onde uma pequena cachoeira permitia aproveitar a força da água para desenvolver uma fábrica. Hoje os habitantes que restam são cidadãos de segunda, em núcleos que carecem dos serviços básicos.


FIGURA 4
Tipologias das colônias têxteis do rio Ter, 2008.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2008).

Os Planos Diretores Urbanísticos das colônias dos rios Llobregat e Ter pretendem reativar este patrimônio (SABATÉ BEL & VALL, 2013). Para eles é imprescindível assegurar atividade econômica e qualidade de vida. Uma colônia viva requer uma fábrica viva, promover atividade econômica e residencial. Converter as colônias em bairros equipados exige atrair habitantes, aceitar que possam crescer até uma dimensão que permita reivindicar serviços e transporte público.

Trata-se de promover turismo cultural e atividades produtivas apropriadas, para ajudar a manter os habitantes nas colônias e atrair novos. O lema da intervenção poderia sintetizar-se como “A Preservação Através da Transformação”. Quatro destas colônias são projetadas como entradas de um parque patrimonial: a entrada cultural, a colônia-museu, o centro do parque e a entrada comercial (Figura 5). E a trilha ao longo do rio se recupera como um eixo cívico, se limpa e se completa com pequenas pontes.


FIGURA 5
Colônia têxtil e sistema de colônias.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2007).

Além disso, as colônias se constituem em um rico patrimônio construído. Seu principal valor não reside tanto nas peças em si, mas na relação entre os edifícios, os espaços agrícolas e abertos com a paisagem fluvial (Figura 6). Como em tantas outras iniciativas similares se realizam levantamentos históricos e morfológicos muito completos. E se elabora um catálogo dos edifícios e espaços abertos para identificar e salvaguardar sua estrutura, seu “código genético”, a relação entre suas partes e a distinção entre os elementos originais e as novas áreas de intervenção.


FIGURA 6
Colônia têxtil L’Ametlla de Merola.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2007).

O desafio é converter colônias obsoletas em bairros habitáveis, e para isso se necessita de uma densidade mínima de habitantes, para garantir os serviços básicos. Projetam-se tipologias, volumes e programas com alternativas diversas, desde casas isoladas, a fileiras ou pequenos blocos de apartamentos. Se pretende manter o padrão morfológico prévio e propor intervenções ajustadas, buscando garantir um tamanho mínimo suficiente para que apareçam o comércio e os serviços básicos, assim como o transporte público.

Quanto ao patrimônio natural se analisa a vegetação existente e as medidas necessárias para melhorá-las. A partir disto se busca o tratamento da vegetação próxima às imagens dos rios, às vezes com a simples adequação do caminho. Assim mesmo se buscam diversas intervenções ao longo do eixo fluvial. O rio oferece ricas oportunidades para reforçar sua urbanidade, melhorando o passeio ao longo do mesmo, aproveitando infraestruturas existentes, propondo passarelas ou dignificando as barragens (Figura 7).


FIGURA 7
Intervenções a longo do rio. Plano diretor do patrimônio industrial do Ter em 2007.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2008).

Atualmente já se executaram algumas intervenções, geralmente muito modestas, como um centro de interpretação em uma antiga estação ferroviária; a recuperação da casa do proprietário para albergar instalações públicas, ou a melhora do acesso a uma das colônias. Utilizaram-se fábricas têxteis como restaurantes ou incubadoras de empresas, também se levaram a cabo operações para completar o tecido residencial.

ALGUMAS LIÇÕES DOS PROJETOS DE INTERVENÇÃO NAS PAISAGENS CULTURAIS

Muitos projetos em paisagens culturais possuem características similares. A ideia de conservar a herança do passado é relativamente moderna. Não era assim até bem avançado o Século XX, e é no calor das crises industriais e do crescente turismo cultural, que surge uma nova concepção de patrimônio, como legado da experiência e do esforço de uma comunidade. O patrimônio deixa de enfocar-se em uma simples concepção esteticista e restringida a monumentos arquitetônicos, e passa a ser interpretado como o Lugar da Memória (SABATÉ BEL, 2004). Surgem com isso novas instituições, instrumentos e conceitos, como as paisagens culturais.

O professor Carl Sauer cunha o conceito no princípio do Século XX, que analisa a transformação da paisagem natural em cultural devido à ação do ser humano. Em “Morphology of landscape” (SAUER, 1969) a define como o resultado da ação de um grupo social sobre uma paisagem natural.

Entendemos paisagem cultural como um registro do homem sobre o território; um texto que se pode escrever e interpretar; entendendo o território como uma construção humana. Definimos paisagem cultural como um âmbito geográfico associado a um evento, a uma atividade ou a um personagem histórico, que contém valores estéticos e culturais.

Dito de uma maneira menos ortodoxa, entretanto mais simples e bela, a paisagem cultural é a marca do trabalho sobre o território, um memorial ao trabalhador desconhecido. Podemos considerar superada aquela visão tradicional do patrimônio que se limitava a monumentos, ou a elementos ilhados no território. Hoje reconhecemos cidade e território como patrimônio. Hoje defendemos uma visão mais ampla e integrada dos valores patrimoniais. Mudamos a ênfase de sua proteção, para seu respectivo valor. Vinculamos os recursos naturais e culturais ao território, passando da proteção à sua valorização.

Há quinze anos a análise de uma centena de propostas nos permitiu também deduzir critérios para ajudar a obter um melhor resultado (SABATÉ BEL, 2011; SABATÉ BEL & SCHUSTER, 2001). Do decálogo de lições que aprendemos gostaríamos de recordar brevemente algumas:

  1. 1) A primeira é que os residentes são os principais recursos de um território (Figura 8). São essenciais em seu futuro, por seus conhecimentos e por seu entusiasmo, uma vez que reconhecem o valor do patrimônio acumulado. Também são os principais interessados em valorizar seu patrimônio, em mantê-lo e adequá-lo. As melhores iniciativas assim os reconhecem e os incorporam em seu projeto e promoção. O mais importante em todo projeto é reforçar a autoestima dos residentes. Os visitantes, museus e inversões ocorreram na sequência.

  2. 2) Mas as lembranças também são recursos básicos. Os vestígios de outras gerações, a memória coletiva e as tradições de uma comunidade desaparecem com o tempo. E são tão importantes, ou inclusive mais, que seus monumentos.

  3. 3) As experiências de maior interesse surgem da base, são impulsadas por agentes locais, amantes de um território onde reclamam um justo equilíbrio entre preservação e atualização. Os melhores projetos se caracterizam por crescer de baixo para cima. Acaba sendo difícil assegurar o êxito onde não há recursos humanos locais dispostos a desempenhar um papel relevante.

  4. 4) As propostas analisadas sempre apresentam uma estrutura física com notáveis similitudes. Em todos os casos reconhecemos os mesmos componentes: âmbito e sub-âmbitos; recursos patrimoniais e serviços; portas, acessos, centros de interpretação e museus; caminhos que vinculam todo o anterior e limites visuais ou administrativos. Se falamos de áreas, marcos, nódulos, itinerários e bordas, recordamos dos 5 elementos básicos da síntese de Lynch (1960) em seu livro “The image of city” e esta similitude nos permite aplicar em seu desenho ricas analogias (Figura 9).

  5. 5) Aprendemos outras lições, que os percursos devem ser desenhados para a velocidade que permita observar adequadamente a paisagem, e, sendo possível, com os meios de locomoção característicos do momento de sua construção.

  6. 6) Que em todas as intervenções é interessante narrar uma história, definindo um âmbito coerente e um claro fio condutor.

  7. 7) Que em toda paisagem cultural, em todo território carregado de recursos, e por isso muito delicado, um requisito absolutamente imprescindível é a existência de um projeto. Um projeto em significado mais amplo e ambicioso, um modelo esperançoso, consensual e compartilhado.

  8. 8) Também comprovamos que é preciso definir com claridade os objetivos básicos de toda intervenção.

  9. 9) As iniciativas mais relevantes frequentemente integram diferentes funções de uma só vez: preservação e atualização do patrimônio, educação, difusão e muito fundamentalmente impulso ao desenvolvimento econômico.

  10. 10) A rica complexidade das paisagens culturais exige um novo marco conceitual e novos métodos e instrumentos. Reivindica um certo esforço criativo, porque não podemos intervir desde o edifício teórico, o marco administrativo ou os instrumentos do planejamento tradicional. Na análise dos mais significativos projetos em paisagens culturais podemos destacar uma conclusão: A gestão inteligente dos recursos patrimoniais supõe um dos fatores chaves para seu desenvolvimento, porque atrai turismo e inversões, gera atividades e postos de trabalho, mas muito fundamentalmente, porque reforça a autoestima da comunidade.


FIGURA 8
Os residentes constituem os principais recursos de um território (Colônias industriais, Parco Agrário do Baix Llobregat).
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2001).


FIGURA 9
Estrutura interpretativa do Projeto do Parque Agrário (2001).
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2001).

Começa a existir uma certa experiência de planos e projetos territoriais baseados no patrimônio. Algumas das iniciativas mais recentes e bem-sucedidas de ordenação territorial evidenciam o interesse desta nova aproximação. A eclosão de parques patrimoniais de carácter cultural ou natural mostram a transcendência desta exploração, assim como os desafios de uma experiência ainda incipiente. Todos eles contemplam algumas premissas: identificar recursos de interesse e oferecer uma interpretação estruturada e atrativa dos mesmos, narrar uma história capaz de atrair visitas e inversões, de descobrir oportunidades de atividade e áreas de projeto, de situar o território em condições de iniciar um novo desenvolvimento. Assim como tentamos produzir na Terra do Fogo (Chile), redescobrindo os vestígios de diferentes culturas que o vento queria borrar e a neve pretendia cobrir.

Os projetos de parques patrimoniais que temos analisado, ou onde temos intervindo, tendem em geral, a cobrir uma série de estágios sucessivos comuns. Em primeiro lugar convém evitar uma futura deterioração dos recursos. Aqueles vinculados ao desenvolvimento industrial são de tamanho considerável, custosos de manter e reutilizar e de relativo valor arquitetônico. Mas seu uso e manutenção é crucial, como parte substancial de nossa história, de nosso patrimônio cultural:

  1. 1) Uma primeira medida deve ser protegê-los, verificando se é preciso vinculá-los a algum tipo de medida de preservação legal, impedindo uma possível deterioração. Não exagerar, como ocorreu na casa de Sarmiento em Tigre1 . Isso não é o suficiente, é necessário ir muito além disso; pensar o que fazer com estes edifícios, como reutilizá-los imaginativamente, tal e como se fez no caso do Emscher Park, Le Creusot, New Lanark e em tantos outros casos que souberam equacionar patrimônio, uso, atividade, turismo ou geração de emprego (SABATÉ BEL, 2004). E tão pouco isto é o bastante; recordemos que é preciso interpretá-los e colocá-los a serviço de uma estrutura mais geral, no guião de uma história.

  2. 2) Para conseguir estes objetivos é imprescindível atrair a consciência pública. Os recursos patrimoniais não estão habitualmente “instalados” na consciência coletiva, por isso a necessidade imperiosa da divulgação de seus valores. Apenas assim se atrai tal atenção, aparecerão políticas, investimentos para sua preservação.

  3. 3) Em terceiro lugar é preciso projetar e administrar um quadro coerente e memorável. Na medida em que funcionamos a partir de percepções, é preciso dotar nossas paisagens culturais de uma imagem clara e que facilmente possa ser recordada.

  4. 4) O fundamental é estimular uma infraestrutura de comunicação, que dê suporte à história que queremos transmitir: museus, centros de visitantes, informativos, revistas, páginas na Internet. A informação acrescentada ao lugar é característica fundamental dos novos espaços narrativos, das paisagens culturais.

A herança cultural não se deve simplesmente preservar. Oferece oportunidades de desenvolvimento aos quais se mesclam valores históricos e novos valores territoriais. Trata-se de superar uma posição meramente conservacionista do patrimônio e trabalhar com os recursos dentro de processos de transformação. A construção de hoje que pode também gerar identidades e patrimônio amanhã. A preservação através da transformação, bem poderia ser o enunciado sintético.

Nesta linha, as paisagens culturais estão chamadas a desempenhar um papel relevante, porque constituem a expressão da memória, da identidade de uma região, identidade assim mesmo como projeto aberto, que se pode ir enriquecendo sucessivamente. Não é apenas questão de mera manutenção de um legado patrimonial. Hoje mais que nunca, frente à globalização, tematização e banalização de tantas paisagens, devemos apostar por intervir nelas valorizando sua identidade e sua memória.

Uma lição bem interessante que temos aprendido nestes projetos é que no código genético de cada paisagem está a sua alternativa (Figura 10), e que para intervir nela devemos conhecê-la e respeitá-la, integrando estruturas físicas e narrativas, tangíveis e intangíveis, para valorizá-las através de sua transformação.


FIGURA 10
La Geria (Lanzarote).
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2000).

Material suplementar
REFERÊNCIAS
LYNCH, K. The image of city. Massachusetts: MIT Press, 1960. p.227.
SABATÉ BEL, J. Paisajes culturales: el patrimonio como recurso básico para un nuevo tipo de desarrollo. Urban, n.9, p.8-29, 2004.
SABATÉ BEL, J. Paisajes culturales en Cataluña: el eje patrimonial del río Llobregat. In: EL PAISAJE y la gestión del territorio: criterios paisajísticos en la ordenación del territorio y el urbanismo Consorcio Universidad Internacional Menéndez y Pelayo de Barcelona. Barcelona: Territori i Govern Ed. Visiones, 2006. p.531-548.
SABATÉ BEL, J. Algunas pautas metodológicas en los proyectos en paisajes culturales. In: LA PRÁCTICA del urbanismo. Madrid: Editorial Síntesis, 2011.
SABATÉ BEl, J.; BENITO del POZO, P. Paisajes culturales y proyecto territorial: un balance de treinta años de experiencia. Revista Identidades: Territorio, Cultura, Patrimonio, n.2, p.2-21, 2010.
SABATÉ BEL, J.; SCHUSTER, J.M. (Ed.). Proyectando el eje del Llobregat: Paisajes culturales y desarrollo regional: Designing the Llobregat Corridor: Cultural Landscape and Regional Development. Barcelona: Universidad Politécnica de Cataluña y Massachusetts Institute of Technology, 2001.
SABATÉ BEL, J.; VALL, P. La construcció del paisatge de les colònies: una aproximació morfològica. In: VALL, P. Colònies industrials. Barcelona: Angle Editorial, 2009. p.114-131.
SABATÉ BEL, J.; VALL, P. Colonias postindustriales: crisis y revaloración. In: GAZZANEO, L.M. (Ed.). Patrimônio e paisagem em espaços lusófonos e hispánicos: preservação da paisagem construída e natural. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2013. p.170-187.
SAUER, C. Morphology of landscape. In: LAND and Life. Berkeley: University of California Press, 1969. (A Selection from the Writings of Carl Ortwin Sauer).
Notas
NOTAS
1 . Trata-se de uma pequena casa de madeira que foi protegida e isolada dentro de uma caixa de vidro.

FIGURA 1
Paisagens industriais na Espanha (Clot del Moro e restos de fundições ao Norte de Espanha).
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (1999).

FIGURA 2
O eixo patrimonial do rio Llobregat.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (1999).

FIGURA 3
O canal de irrigação medieval de Manresa.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (1999).

FIGURA 4
Tipologias das colônias têxteis do rio Ter, 2008.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2008).

FIGURA 5
Colônia têxtil e sistema de colônias.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2007).

FIGURA 6
Colônia têxtil L’Ametlla de Merola.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2007).

FIGURA 7
Intervenções a longo do rio. Plano diretor do patrimônio industrial do Ter em 2007.
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2008).

FIGURA 8
Os residentes constituem os principais recursos de um território (Colônias industriais, Parco Agrário do Baix Llobregat).
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2001).

FIGURA 9
Estrutura interpretativa do Projeto do Parque Agrário (2001).
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2001).

FIGURA 10
La Geria (Lanzarote).
Fonte: Arquivo pessoal dos autores (2000).
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