DIMENSIONES DE GÉNERO: IDENTIDADES Y PRÁCTICAS
Ambiente de trabalho saudável e ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar no Brasil: uma revisão integrativa
Entorno de trabajo saludable y entorno de práctica favorable en el contexto de la enfermería hospitalaria: una revisión integradora
Healthy work environment and favorable practice environment in the context of hospital nursing: an integrative review
Ambiente de trabalho saudável e ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar no Brasil: uma revisão integrativa
Trabajo y sociedad, vol. 26, no. 44, pp. 453-476, 2025
Universidad Nacional de Santiago del Estero. Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales. Instituto de Estudios para el desarrollo Social (INDES)
Received: 12 August 2023
Accepted: 15 November 2024
RESUMO: Introdução: Um Ambiente de Trabalho Saudável (ATS), compreende um espaço responsável pela saúde e bem-estar no trabalho, com qualidade e benéficos à sociedade. Objetivos: identificar na literatura o que se tem produzido sobre o ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar. Método: revisão integrativa da literatura, realizada no período de janeiro a junho de 2023 a partir de um protocolo de busca elaborado com critérios de elegibilidade para a definição de uma amostra de 21 estudos, para responder à questão norteadora: “Qual a produção da literatura científica acerca do ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar?”. Resultados: a análise resultou na elaboração de duas categorias que integram a produção do conhecimento, sendo uma, a relação entre o Ambiente de Trabalho Saudável, a satisfação no trabalho e a expectativa e a configuração do trabalho, efeitos e percepções de enfermeiros. Conclusão: a produção do conhecimento evidenciou elementos que favorecem o entendimento sobre a organização do ambiente de trabalho saudável e favorável de prática e aponta que a satisfação no trabalho é uma importante variável que a gestão e a assistência de enfermagem necessitam compreender para qualificar os processos de organização do trabalho para que não seja frustrante e adoecedor.
Palavras-chave: Ambiente do Trabalho, Ambiente Hospitalar, Enfermagem Ocupacional, Saúde do Trabalhador, Gestão Hospitalar.
RESUMEN: Introducción: Un Ambiente de Trabajo Saludable (ATS) comprende un espacio responsable de salud y bienestar en el trabajo, con calidad y beneficioso para la sociedad. Objetivos: identificar en la literatura lo que se ha producido sobre el ambiente de trabajo saludable / ambiente de práctica favorable en el contexto de la enfermería hospitalaria. Método: revisión integrativa de la literatura, realizada de enero a junio de 2023 a partir de un protocolo de búsqueda elaborado con criterios de elegibilidad para la definición de una muestra de 21 estudios, para responder a la pregunta orientadora: "¿Cuál es la producción de literatura científica sobre el ambiente de trabajo saludable / ambiente de práctica favorable en el contexto de la enfermería hospitalaria?". Resultados: el análisis resultó en la elaboración de dos categorías que integran la producción de conocimiento, siendo una la relación entre el Ambiente de Trabajo Saludable, satisfacción y expectativa laboral y la configuración del trabajo, efectos y percepciones de las enfermeras. Conclusión: la producción de conocimiento mostró elementos que favorecen la comprensión de la organización de un ambiente de trabajo saludable y favorable y señala que la satisfacción en el trabajo es una variable importante que la gestión y el cuidado de enfermería necesitan comprender para cualificar los procesos de organización del trabajo para que no sea frustrante e insalubre.
Palabras Clave: Entorno laboral, Entorno hospitalario, Enfermería del Trabajo, Salud laboral, Gestión hospitalaria.
ABSTRACT: Introduction: A Healthy Work Environment (HWA) comprises a space responsible for health and well-being at work, with quality and beneficial to society. Objectives: to identify in the literature what has been produced about the healthy work environment / favorable practice environment in the context of hospital nursing. Method: integrative literature review, carried out from January to June 2023 based on a search protocol elaborated with eligibility criteria for the definition of a sample of 21 studies, to answer the guiding question: "What is the production of scientific literature about the healthy work environment / favorable practice environment in the context of hospital nursing?". Results: the analysis resulted in the elaboration of two categories that integrate the production of knowledge, one being the relationship between the Healthy Work Environment, job satisfaction and expectation and the configuration of work, effects and perceptions of nurses. Conclusion: the production of knowledge evidenced elements that and points out that job satisfaction is an important variable that management and nursing care need to understand to qualify the processes of work organization so that it is not frustrating and sickening
Keysword: Work environment, Hospital environment, Occupational Nursing, Worker's health, Hospital Management.
SUMÁRIO
1. Introdução; 2. Método; 2.1 Tipo de revisão; 2.2 Questão de pesquisa; 2.3 Critérios de inclusão e exclusão; 2.4 Bases de dados e estratégias de busca; 2.5 Seleção dos estudos; 2.6 Extração dos dados; 2.7 Avaliação dos dados; 2.8 Análise de dados e apresentação de resultados; 3. Resultados; 4. Discussão; 4.1 Categoria A - Relação entre o Ambiente de Trabalho Saudável, a satisfação no trabalho e a expectativa; 4.2 Categoria B - Configurações do trabalho, efeitos e percepções de enfermeiros; 5. Conclusão; 6. Bibliografia; 7. Documentos
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1. Introdução
A Organização Mundial de Saúde (OMS) (2018) define “saúde” como um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doenças. A Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2018) afirma que o bem-estar no local de trabalho está relacionado com todos os aspectos da vida profissional, desde a qualidade e segurança do ambiente físico, à forma como os trabalhadores se sentem em relação ao seu trabalho, ao seu ambiente de trabalho, ao clima e à organização do trabalho (WHO, 2018)
Segundo o Ministério da Saúde (MS), a saúde do trabalhador consiste em compreender as diversas formas em que o trabalho e o processo de saúde e doença se organiza no contexto da organização do trabalho (Brasil, 2002). A saúde do trabalhador tem o foco na promoção da saúde e prevenção de agravos numa perspectiva multiprofissional e interdisciplinar, para isso, a saúde do trabalhador da enfermagem deve estar e associado às condições de sua vida pessoal, condições e ambiente de trabalho e qualidade de vida como determinantes de saúde (Marziale, 2010; Nowrouzi et al., 2015).
A evolução da saúde do trabalhador, que passa a observar a relação do ambiente físico do trabalho com os fatores psicossociais e desenvolvimento de práticas de saúde individualizada, tornando um espaço coletivo acolhedor, inclusivo e funcional (WHO, 2010).
Desse modo, é importante compreender que um Ambiente de Trabalho Saudável (ATS), é entendido como um espaço responsável por garantir a saúde e bem-estar no trabalho, de modo que seus resultados laborais sejam de qualidade e benéficos à sociedade, caracterizando um processo prático de “servir ao sistema” para “servir à equipe” (RNAO, 2008).
Um ATS se constitui por trabalhadores e lideranças que contribuem coletivamente para o desenvolvimento de um processo contínuo de proteção e promoção da segurança, saúde e bem-estar, e que são estabelecidas a partir de cinco eixos: questões de segurança e saúde no ambiente físico de trabalho; questões de segurança, saúde e bem-estar no ambiente psicossocial de trabalho, incluindo a organização do trabalho e cultura da organização; recursos para a saúde pessoal no ambiente de trabalho; envolvimento da empresa na comunidade para melhorar a saúde dos trabalhadores, de suas famílias e outros membros da comunidade, bem como as vias de influência, cabendo ao empregador e ao empregado o dever de criar um ATS (WHO, 2010).
Entendimento este que é complementado pela American Association of Critical Nurse (AACN) (2005) com a afirmação de que os funcionários com bem-estar e que estejam saudáveis no trabalho têm efeitos satisfatórios, como a redução da rotatividade me do absenteísmo potencializando a motivação e demonstrando mais eficiência nos cuidados prestados (AACN, 2005).
Nessa ótica, as diferentes organizações de trabalho, remetem a um espaço interdisciplinar e multiprofissional que permite compreender o indivíduo como uma parte e como um sujeito que se relaciona e que ganha espaço para se delinear diante das relações de trabalho e dinâmica dos agravos à saúde do trabalhador, devendo então, considerar valores estratégicos para melhores benefícios na saúde ocupacional (Campos, David e Souza, 2014).
Estudo aponta que o bom relacionamento em equipe, estrutura física adequada, tempo suficiente para a execução das tarefas, satisfação profissional, clareza nas atribuições, remuneração adequada, educação continuada e flexibilidade são fatores que promovem um ATS e consequentemente estabelece um Ambiente Favorável de Prática (AFP) (Assis et al., 2022).
O AFP é um conjunto de elementos que facilitam ou que prejudicam a prática de enfermagem e pode ser operacionalizado pela integração de enfermeiros nas discussões de assuntos da OT; pela utilização de diagnósticos e prescrições de enfermagem de forma sistematizada; por suporte da gestão na resolução de conflitos; pela adequação de recursos humanos e materiais e relação satisfatória entre médicos e enfermeiros (Lake, 2002).
O trabalho então, assume um aspecto fundamental na vida das pessoas, uma vez que o trabalhador dedica a maior parte de seu tempo para o convívio no ambiente de trabalho, sendo necessário compreender o bem-estar do profissional e os impactos na sua saúde física, mental, social e psíquica (Assis et al., 2022). Acredita-se que com produção de pesquisas, seja possível identificar os fatores que contribuam para um ambiente de trabalho saudável e favorável de práticas de enfermagem, e consequentemente, melhore o desempenho da enfermagem hospitalar, bem como contribua com o avanço da ciência. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é identificar na literatura o que se tem produzido sobre o ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar.
2. Método
2.1 Tipo de revisão
Esta é uma revisão integrativa da literatura e foi desenvolvida a partir do referencial de Whittemore (2005): (1) identificação do problema; (2) pesquisa bibliográfica; (3) avaliação de dados; (4) análise de dados; e (5) apresentação. Neste tipo de revisão da literatura, é realizada uma síntese de conhecimentos de campos frágeis de investigação com diversas abordagens metodológicas e paradigmas (CRONIN; GEORGE, 2020).
2.2 Questão de pesquisa
A questão desta revisão é: “Qual a produção da literatura científica acerca do ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar?”
A pergunta de revisão foi definida através do mnemônico PICo:
População: enfermagem
Fenômenos de interesse: ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática
Contexto: hospital
2.3 Critérios de inclusão e exclusão
Foram incluídos estudos experimentais, quase experimentais, observacionais analíticos, observacionais descritivos, qualitativos e de métodos mistos publicados em português, inglês e espanhol que abordem ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar. Foram excluídos os estudos em duplicado, pagos, artigos que não estavam disponibilizados na íntegra, através do acesso Virtual Private Network (VPN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no período de publicação de 2012 a 2022.
2.4 Bases de dados e estratégias de busca
A construção das estratégias de busca deste estudo foi no período de janeiro a junho de 2023, realizada a partir de uma pesquisa exploratória nas bases de dados Medline/Pubmed e Redalyc para identificar palavras de texto relevantes utilizadas no título, resumo e termo de índice. Após este mapeamento inicial, identificou-se os vocabulários controlados nos descritores das Ciências da Saúde (DeCS), Medical Subject Headings (MESH) e CINAHL, que representavam cada um dos elementos da sigla PICo. Assim, as estratégias de pesquisa para as bases de dados integraram termos indexados, palavras-chave e sinônimos, ligados pelos operadores booleanos "OR" e "AND". Uma estratégia de pesquisa foi aplicada em cada base de dados e foram adaptadas para a pesquisa em inglês e em bases de dados latino-americanas de acordo com o protocolo cadastrado na Open Science Framework (OSF), cujo é DOI 10.17605/OSF.IO/TGM6B.
Foi realizada uma busca no Sistema de Análise e Recuperação de Literatura Médica Online (Medline), Literatura Latino-Americana e das Caraíbas sobre Ciências da Saúde (LILACS), PROSPÉRO, e bases de dados da OSF no dia 22 de janeiro de 2023 e não foram encontradas revisões ou protocolos já publicados com o mesmo tema desta pesquisa.
A estratégia de pesquisa foi realizada com a combinação dos descritores e operadores booleanos ("Workplace" OR "Workplaces" OR "Work Location" OR "Work Locations" OR "Work-Site" OR "Work Site" OR "Work-Sites" OR "Work Place" OR "Work Places" OR "Job Site" OR "Job Sites" OR "Worksite" OR "Worksites" OR "Working Environment" OR "Office Environment" OR "Work Environment" OR "Workplace Environment" OR "Local de trabalho" OR "Ambiente de Trabalho" OR "Lugar de Trabajo" OR "Ambiente de Trabajo" OR "Ambiente en el Trabajo" OR "puesto de trabajo") AND ("Environmental Health" OR "Environmental Healths" OR "healthy environment" OR "healthy environments" OR "friendly environment" OR "healthy work environment" OR "favorable practice environment" OR "Saúde Ambiental" OR "Ambiente e Saúde" OR "Saúde e Ambiente" OR "ambiente saudável" OR "ambientes saudáveis" OR "ambiente favorável" OR "ambiente de trabalho saudável" OR "ambiente favorável de prática" OR "Salud Ambiental" OR "Salud y Ambiente" OR "Ambiente y Salud" OR "ambiente saludable" OR "ambientes saludables" OR "ambiente amigable" OR "ambiente de trabajo saludable" OR "ambiente de práctica favorable") AND ("Hospitals" OR "Hospital" OR "Serviço Hospitalar de Enfermagem" OR "Hospitais" OR "Servicio de Enfermería en Hospital" OR "Hospitales") AND ("Nursing Care" OR "Nursing" OR "Nursings" OR "Nurses" OR "Nurse" OR "Cuidados de Enfermagem" OR "Enfermagem" OR enfermeir* OR "Atención de Enfermería" OR "enfermeria" OR enfermer*), nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Embase (Elseviser), CINAHAL (EBSCO), Academic Search Premier - ASP (EBSCO), Cochrane Library, Scopus (Elsevier), Web of Science (Clarivate Analytics), LILACS/BDENF, SciELO, Redalyc, realizada nos dias 01, 02 e 03 de março de 2023 e foi repetida nos dias 27, 28 e 29 de março do mesmo ano, após o registro deste protocolo, para iniciar as fases de rastreio e seleção dos estudos.
Foi configurado um alerta por e-mail nas bases de dados para qualquer estudo recentemente publicado até ao rastreio final, para assegurar que novos estudos fossem incluídos. A lista de verificação dos Itens de Pesquisa Preferidos para Revisões Sistemáticas e a extensão da pesquisa bibliográfica de Meta-Analyses Statement (PRISMA-S) foi utilizada para relatar o processo de pesquisa bibliográfica de uma forma abrangente e reprodutível (Rathlefsen et al., 2021).
2.5 Seleção dos estudos
Os estudos foram importados, organizados e selecionados com o auxílio do gestor de referência Mendeley®, que também excluiu os estudos duplicados.
Dois autores realizaram o rastreio duplo-cego, e os desacordos foram resolvidos com o terceiro revisor. A seleção foi realizada através da leitura do título, resumo e palavras-chaves, seguida da leitura do texto completo. Os artigos que não preencheram os critérios de inclusão foram eliminados.
2.6 Extração dos dados
Foi desenvolvido um instrumento de coleta de dados no Microsoft Excel®, que contemplou as seguintes informações: autores, categoria profissional dos autores, ano de publicação, revista, país de origem dos estudos, idioma, título, objetivo, tipo de estudo, participantes no estudo, técnica de coleta de dados, técnica de análise de dados, principais resultados, conclusões, categorização das produções acerca do ambiente de trabalho saudável/favorável de práticas no contexto da enfermagem hospitalar e também está cadastrado na Open Science Framework (OSF) cujo é DOI 10.17605/OSF.IO/TGM6B.
Dois juízes foram convidados a validar o instrumento e a assegurar que as informações relevantes tenham sido extraídas para responder à pergunta desta revisão. Os dados foram extraídos independentemente por dois autores.
2.7 Avaliação dos dados
A qualidade metodológica dos estudos empíricos foi avaliada utilizando o protocolo por Hawker et al., (2002), composto por nove critérios que são avaliados numa escala de 1 a 4, sendo 4 - "bom"; 3 - "justo"; 2 - "pobre"; e 1 - "muito pobre". A pontuação mínima total para cada estudo é 9 e a máxima é 36 pontos. Os nove critérios são: 1 - Resumo e título; 2 - Introdução e objetivos; 3 - Método e dados; 4 - Amostragem; 5 - Análise de dados; 6 - Ética e enviesamento; 7 - Lucros e Resultados; 8 - Transferibilidade e generalizabilidade; 9 - Implicações e utilidade. A avaliação da qualidade metodológica foi realizada por dois autores.
2.8 Análise de dados e apresentação de resultados
Para analisar os dados, foi utilizado um método de comparação constante, que consiste em: redução de dados, exibição de dados, comparação de dados, desenho de conclusão e verificação (Whittemore, 2005).
O número de estudos recuperados em cada fase da pesquisa foi representado por um fluxograma adaptado dos itens Preferred Reporting Items for Systematic Reviews e Meta-Analyses (PRISMA -2020), quadros e figuras.
3. Resultados
Esta revisão integrou estudos sobre a temática do ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática e possibilitou identificar a produção científica no campo da enfermagem hospitalar, conforme representados pela (Figura 1).

Os resultados bibliométricos deste estudo demonstrou que as bases de dados com maior quantidade de publicação foram: PubMed/MEDLINE 42,8% (9), seguido de EMBASE com 23,8% (5), EBSCO/CINAHL com 14,2% (3), LILACS, SCOPUS/Elsevier, Academic Search Premier - ASP (EBSCO) e Web of Science tiveram 4,7% (1) cada uma. Já sobre o ano de publicação, 2013 e 2021 foram os anos com a maior quantidade de publicação na área, somando um total de 19% (4) cada, os anos de 2018, 2020 e 2022 tiveram 14,2% (3) cada, enquanto 2017 tiveram 9,5% (2) dos artigos e, por fim, 2015 e 2016 que tiveram 4,7% (1) cada.
O perfil metodológico dos estudos selecionados foram, estudo descritivo transversal de abordagem quantitativa com 28,5% (6), estudo exploratório descritivo de abordagem quantitativa e estudo exploratório descritivo de abordagem qualitativa com 14,3% (3) cada, tradução, adaptação e validação de escala e estudo de coorte de abordagem quantitativa representa 9,5% (2) cada, e estudo transversal multissítio de abordagem quantitativa, estudo descritivo transversal de abordagem quantitativa, estudo transversal descritivo-correlacional de abordagem quantitativa, estudo exploratório e grupo focal de abordagem mista e revisão sistemática correspondem à 4,8% (1) cada.
Acerca dos estudos publicados, foram mais frequentes nos Estados Unidos com 57,1% (12), seguido pela China com 14,2% (3), Irã com 9,5% (2) e Japão, Colômbia, Omã e Arábia Saudita com 4,7% (1) cada. O resultado ainda mostrou que o idioma inglês com 95,2% (20) prevaleceu sobre o espanhol com 4,7% (1) e com um predomínio na utilização da escala de Ambiente de Trabalho de Enfermeiras de Cuidados Intensivos da American Association of Critical Care (AACN) e pela escala Essentials of Magnetism II (EOM II) e da análise dos objetivos dos estudos que compuseram esta amostra emergiram duas categorias, e a partir dessas categorias são apresentados dados em relação aos dados bibliométricos, que representam as motivações para quais focos os estudos têm se atentado (Quadro 1).

Conforme Hawker et al., (2002), da análise qualitativa dos estudos selecionados, emergiu a avaliação da qualidade metodológica dos artigos (Quadro 2), na qual se observou que os artigos possuem alta qualidade metodológica e que qualificam este estudo de revisão integrativa.

Embora apenas 21 estudos tenham sido produzidos sobre esta temática, do rigor metodológico adotado neste estudo emergiram duas categorias apresentadas no formado de joint displays: categoria A - Relação entre o Ambiente de Trabalho Saudável, a satisfação no trabalho e a expectativa (Figura 2) e categoria B - Configurações do trabalho, efeitos e percepções de enfermeiros (Figura 3) e integram dois eixos, sendo eles, as repercussões positivas; e as barreiras e repercussões limitadoras que constituíram, respectivamente, as categorias A e B, trazendo a inter-relação dos estudos na forma de joint displays. A síntese qualitativa dos estudos foi realizada a partir do que se tem publicado, para agrupar e interpretar a produção do conhecimento. A forma apresentada integra a meta-síntese dos resultados, agrupados por semelhança e por complementação do que se percebeu nos estudos.
A categoria A, expressa no joint displays (Figura 2) representa a relação entre o ambiente de trabalho saudável, a satisfação no trabalho e a expectativa, que culminou no eixo de repercussões positivas.

O estudo revelou que a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) clínica tem um ambiente de trabalho mais saudável quando comparado à UTI cirúrgica, neonatal e pediátrica. Este resultado está relacionado ao fato dos enfermeiros da UTI clínica terem três anos ou menos de experiência, relatando trabalhar em um ATS onde é perceptível o estímulo à paixão e o profissionalismo aumentando inclusive a sua satisfação e este dado também está associado à estrutura física do trabalho e pessoal adequado (Bai et al., 2013).
Quando comparado enfermeiros e médicos, observou-se que os enfermeiros percebem que o ambiente de trabalho saudável é significativamente melhor do que a percepção de médicos (Kramer, Brewer e Maguire, 2013). Razão pela qual, o ambiente de trabalho saudável está associado à satisfação no trabalho e à qualidade e no atendimento ao paciente crítico. Um ATS aumenta a retenção e o interesse pelo setor UTI, por ser mais atrativo, cabendo aos administradores perceber a influência do ambiente de trabalho saudável para a satisfação no trabalho (Bai, 2015).
No que tange aos aspectos gerenciais, enfermeiros líderes percebem o ATS como um espaço que possui características colaborativas como um aspecto de grande relevância para um ATS. Além disso, associam que a liderança autêntica está intimamente relacionada com a segurança física e psicológica. A tomada de decisão e comunicação habilidosa é uma tendência para o ATS. Já os enfermeiros assistenciais perceberam que a tomada de decisão foi o item avaliado com maior efetividade na sua prática assistencial, porém perceberam que o reconhecimento significativo foi um item com a menor significância para o estabelecimento de um ATS (Huddleston, Mancini e Gray, 2017).
Um ATS está diretamente relacionado com a satisfação no trabalho, há uma relação inversamente proporcional com a vontade de sair do trabalho. Enfermeiros em seu primeiro emprego tem percepções positivas sobre o ambiente de trabalho saudável e relatam menos choque com a realidade. Na concepção do ATS, estudos apontam que em setores com a cultura do ATS, o paciente deve vir em primeiro lugar e que a relação entre enfermeiros assistenciais e liderança é fundamental, reduzindo a retenção, aumentando a produtividade oferecendo mais qualidade (Attia et al., 2020; Salehi et al., 2020).
Um estudo inédito em Omã avaliou o ATS e evidenciou moderadamente favorável e que pode ser justificado devido a economia do país e pela remuneração dos enfermeiros ser maior, em comparação com a Jordânia. Enfermeiros e líderes de saúde consideram a promoção de pessoal, recursos, salários e benefícios para enfermeiros e encorajar sua promoção e progressão na carreira; e promover a participação dos enfermeiros nos assuntos hospitalares bem como a satisfação e retenção de enfermeiros (Riboldi et al., 2021).
Um estudo que abordou o setor oncológico, mostrou a necessidade de melhorias nas estruturas físicas, na saúde mental no trabalho, melhoria na questão sociocultural e organizacional como critérios para o estabelecimento de um ambiente de trabalho saudável e consequentemente melhorar a qualidade dos cuidados de enfermagem, pois reconhecem que ambientes com qualidades ruins colocam em risco, inclusive a saúde do paciente no tratamento de câncer (Salehi et al., 2021).
Os resultados apresentados na categoria A, sintetizam as percepções positivas a partir da relação estabelecida entre o ATS, a satisfação e a expectativa pela satisfação pessoal no trabalho e satisfação geral no trabalho.
Já na categoria B, o joint displays representado pela (Figura 3) ilustra as barreiras e repercussões limitadoras na configuração do trabalho, efeitos e percepções dos enfermeiros para o estabelecimento de um ambiente de trabalho saudável e favorável de prática.

Um importante estudo sobre ATS no Japão apresentou resultados com boa compreensibilidade, validade e confiança para a realização de estudos em ambientes de trabalhos em UTIs japonesas (Kitayama et al., 2022). E, embora uma comparação do ATS de um hospital americano entre 2018 e 2021, reduziu a quantidade de profissionais, reduzindo também a comunicação e a colaboração entre profissionais atuantes na linha de frente da Covid-19, a percepção sobre a implementação de um ATS é de que ele está apenas começando, de forma incipiente. Sem um ATS, enfermeiros continuaram saindo do trabalho e procurando por novas oportunidades, com mais reconhecimento, mais gratificação e remuneração (Ulrich et al., 2022).
No entanto, estudos que avaliam o ambiente de trabalho saudável e favorável de prática no contexto hospitalar ainda são incipientes e, mesmo que algumas avaliassem propriedades psicométricas, ainda são necessárias escalas mais aprofundadas e com instrumentos que relacionem o ambiente de trabalho na perspectiva de enfermeiros assistenciais e de enfermeiros líderes (Bai, Hsu e Zhang, 2013; Huddleston e Gray, 2016).
A estruturação para um ATS pode ser realizada a partir do que é proposto pela Associação de Enfermeiras de Cuidados Intensivos (AACN), pois no estudo, os resultados foram positivos, melhorou o engajamento dos enfermeiros, reduziu o esgotamento, e teve maior sentimento de alegria no ambiente de trabalho, contribuindo diretamente para melhorar a estabilidade do enfermeiro e, também, se percebeu que a escala Avaliação do Ambiente de Trabalho Saudável (HWEAT) direciona a gestão dos ambientes mais vulneráveis e que necessitam de reorganização (Kester et al., 2021).
No que se refere a questões de cor e gênero enfermeiras negras, imigrantes atuantes em hospitais dos EUA, relataram que as questões raciais têm influência negativa no seu contexto de trabalho. O desrespeito pela personalidade de enfermeiras negras gera objeções, demissões e desempoderamento e elas se sentem menosprezadas (Ilheduru-Anderson, Agamoh e Inungu, 2020).
O estudo sobre a percepção dos enfermeiros colombianos sobre um ATS para as práticas de cuidados de enfermagem no contexto hospitalar aponta ser um ambiente ativo, dinâmico, inclusivo, onde há o envolvimento do empregado e do empregador para o bem-estar, onde se permite crescimento acadêmico, desenvolvimento profissional, e cooperação nas relações pessoais (Penã-Alfaro e Arango-Bayer, 2022).
Para o autor supracitado, um ATS é favorável para a prática, quando há distribuição equilibrada de trabalho na relação com o dimensionamento de pessoal e capacidade do setor em absorver mais pacientes, recursos humanos, materiais e tecnológicos de saúde. E quando há apoio na participação de programas de pós-graduação e educação continuada, remuneração adequada, comunicação entre enfermeiros e médicos, tomada de decisão no cuidado com o paciente (Penã-Alfaro e Arango-Bayer, 2022).
Mesmo que a maioria dos enfermeiros que participaram de estudos sobre essa temática tenham um grau de escolaridade elevado, a maioria com especialização e mestrado, o reconhecimento significativo tem sido evidenciado em estudos que analisaram o sentimento de orgulho em trabalhar em equipe como um fator que aumenta a satisfação e a retenção de profissionais, cultivar a resiliência e ser atuante na colaboração. Além disso, reconhecer o pleno estado de saúde do trabalhador, faz com que eles se sintam valorizados e uma estratégias para fortalecer o ATS tem sido a autorização de folgas semestralmente ou férias prolongadas como forma de premiação, bem como, de um dimensionamento adequado e contratação de enfermeiros para cobrir férias, para que não sobrecarregue as equipes também foram fatores relevantes para o estabelecimento de um ATS favorável de prática (Doherty et al., 2013; Burns et al., 2018).
A satisfação com compaixão aos ATS fortalece ambiente de trabalho ideal, sendo a chave para resultados bem-sucedidos de enfermeiros (Kelly e Todd, 2017). Como forma de minimizar as barreiras, observou-se que a implementação de um programa funcionários do mês e eventos sociais de reconhecimento, como estratégia de reconhecimento para gerar alegria, motivar a cultura da comunicação no espaço coletivo de forma contínua e sistemática na organização do trabalho. Um trabalho onde se combina as equipes, tem impacto para o ATS. É importante a comunicação, pois enfermeiros relatam que há uma forte tendência para a cultura de tolerância zero, desrespeito e abuso (Burns et al., 2018; Doherty et al., 2013;)
O estudo também apresentou que a comunicação por e-mail deve ser de fácil compreensão, além de que muitos e-mails que tratam o mesmo tema podem perder sua relevância/importância, enfatizando a importância da comunicação verbal, especialmente para a equipe noturna (Doherty et al., 2013).
Outro ponto importante, é que a literatura apresenta uma forte ligação do ambiente de trabalho com a segurança do paciente, equipe de recrutamento e retenção, bem como estabilidade financeira da instituição e que médicos avaliam o ATB mais positivos do que os enfermeiros, indicando uma oportunidade de melhoria na percepção da assistência de enfermagem (Connor et al., 2018).
Promover o empoderamento, engajamento e relacionamento interpessoal do enfermeiro é necessário para que se estabeleça um ambiente de trabalho saudável. Na perspectiva do enfermeiro, eles devem promover o autocuidado de forma a rejuvenescer para oferecer uma assistência mais qualificada para os pacientes. Já na perspectiva de líderes, ser inspirador, proativo, assumir riscos, e motivação são apontados como elementos importantes. Neste sentido, uma cultura organizacional positiva, com apoio e colaboração da equipe é a base para um ambiente de trabalho saudável (Wei et al., 2018).
Portanto, é notável que um ambiente de trabalho saudável está relacionado com a melhoria da competência e experiência de enfermeiros pois tudo está relacionado com a satisfação no trabalho. Sessões de desenvolvimento profissional para líderes é importante e tem impacto para uma tomada de decisão de forma lógica, e linguagem apropriada e esses fatores estão relacionados com um maior envolvimento da enfermagem, redução do esgotamento, menor rotatividade e melhores resultados assistenciais ao paciente (Manning e Jones, 2021).
4. Discussão
4.1 Categoria A - Relação entre o Ambiente de Trabalho Saudável, a satisfação no trabalho e a expectativa
Embora a maioria estudos serem americanos, publicados nos anos de 2013 e 2021, e terem métodos descritivos e de abordagem quantitativa, a qualidade metodológica dos estudos selecionados terem alta qualidade, dos estudos que inferem sobre ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar, observou-se uma tendência para estudos acerca de questões adoecedoras e de sofrimento relacionado ao trabalho do que questões positivas e satisfatórias para o trabalhador.
Na categoria A, a articulação dos estudos e integração dos elementos responsáveis pelas repercussões positivas para um ATS, como envolvimento da liderança, estímulo à alegria, paixão, motivação e engajamento, satisfação no trabalho competência e experiência e segurança física e psíquica são complementares e estabelece uma relação satisfatória para a consolidação do ATS.
Os resultados de um estudo realizado em um hospital público no Distrito Federal, em 2021, corroboram os achados dos estudos aqui analisados e enfatizam que são necessários esforços para transformar o ambiente de trabalho com clima positivo. A comunicação é a base para que todos esses critérios sejam contemplados com eficácia no contexto laboral e requer da enfermagem, um constante desenvolvimento de habilidades e estratégias no trabalho em equipe (Carvalho et al., 2022).
Em outro estudo, complementa essa ideia com o argumento de que o bem-estar e a imagem corporal deve ser estimulada como forma de promover o autocuidado, pois são condições que favorecem para a satisfação no trabalho e consequentemente a promoção de um ATS (Trentino et al., 2019).
Somado a isso, a terapia do riso foi evidenciada em um estudo que propõe de forma positiva, aumentar o humor e a alegria dos enfermeiros e sua equipe, melhorando inclusive a saúde física dos profissionais, pois o trabalho propriamente dito não é suficiente para tornar uma pessoa feliz, mas uma pessoa é incapaz de ter a plena felicidade se estiver infeliz no trabalho (Videira e Martins, 2023).
Além disso, as relações entre o espaço colaborativo, a liderança autêntica, a tomada de decisão eficaz, avaliações periódicas do ambiente de trabalho, sistema de recompensa e a adoção de estratégias e programas e eventos sociais, contribuem positivamente para um ATS, sendo um ambiente favorável de práticas.
Embora a liderança autêntica tenha sido elencada pelos estudos desta revisão, a literatura contrapõe com o argumento de que são necessários mais estudos para esclarecer qual o melhor estilo de gestão para enfermeiros líderes, bem como o impacto na satisfação do trabalho assistencial (Fernandes et al., 2021). Fato que também foi observado por Pimenta et al., (2020), que discutem sobre a importância de gestores perceberem a realidade do trabalho de enfermeiros e terem autonomia para favorecer um ambiente saudável para o trabalho. Uma estratégia que tem sido realizada são reuniões clínicas que envolvem a equipe, otimizando as relações para a resolução de casos, elaboração de protocolos, organização de eventos e atualizações científicas, como um momento para socialização e favorecimento de um clima ético (Avancini et al., 2021).
No entanto, o estudo realizado por Teruya, Costa e Guirardello (2019) contrapõe acerca do sistema de recompensa, ao concluir que quanto menor o tempo de experiência e menor tempo de admissão, e quanto mais satisfeito o trabalhador estiver, menor será a intenção de sair do trabalho. Além disso, esses mesmos autores também evidenciaram que um sistema de recompensa não é representado apenas pelo salário, mas por uma composição de remuneração, benefícios, condições de trabalho e promoção.
Esta revisão ainda apontou que a renumeração adequada, associada ao reconhecimento significativo e incentivo ao autocuidado, integrado com uma organização do trabalho inclusiva é promotora de um ATS.
Grande parte dos enfermeiros atribuem que os elementos responsáveis pelas repercussões positivas para um ATS estão relacionados à satisfação, prazer, identidade profissional, reconhecimento de suas subjetividades pela organização do trabalho, valorização das dimensões individuais no contexto do trabalho e criação de espaços coletivos que promovam e que reconheçam o esforço laborativo (Franco e Farah, 2019).
A organização do trabalho no contexto hospitalar é estruturada de diferentes formas, variando de acordo com cada tipo de instituição, mas uma pesquisa multicêntrica comparou hospitais acreditados e hospitais públicos e revelou que os profissionais lotados em hospitais acreditados se sentiam mais satisfeitos do que os que trabalham em hospitais públicos. Esta satisfação promove um ATS e favorável de prática, uma vez que em um hospital acreditado há uma organização do trabalho mais assertiva, direcionada, participativa, gerando um status profissional, promoção da autonomia, interação entre equipe e paciente (Oliveira et al., 2019).
4.2 Categoria B - Configurações do trabalho, efeitos e percepções de enfermeiros
Acerca da configuração do trabalho, efeitos e percepções de enfermeiros, o ATS possui barreiras e repercussões limitadoras, podendo se tornar em um ambiente desfavorável de prática, como o desempoderamento, questões de cor e gênero, múltiplos vínculos trabalhistas e desrespeito à personalidade.
Pesquisas comprovam que a humanização é uma prática que envolve empatia e compaixão, sendo necessários projetos permanentes para o desenvolvimento e valorização humana (Galvão, Gomes e Pereira, 2020).
Sobre o aspecto abordado nesta categoria, a literatura reforça a fragilidade e os limites profissionais, e propõe que essas questões devam ser pauta de discussões durante a formação profissional de enfermeiros, para que tenham o desenvolvimento da consciência política e social da profissão (Cardoso et al., 2022).
O empoderamento é um processo dinâmico e individual, estabelecido a partir do espaço coletivo de fala de cada sujeito, sendo necessário que os enfermeiros tenham discursos coerentes com suas práticas, caso contrário não haverá transformação do contexto do trabalho e os sujeitos não serão emancipados (Heidmann et al., 2021).
O desrespeito e a desvalorização humana no ambiente de práticas, torna o ambiente de trabalho denso e sofrível, sendo uma justificativa pela qual, muitos enfermeiros têm múltiplos vínculos empregatícios (Galvão, Gomes e Pereira, 2020).
No que tange as mulheres negras, elas têm se posicionado cada vez mais na luta pelos direitos, espaços de fala e resistência. Para o contexto do trabalho na enfermagem isso representa que elas estão cada vez mais empoderadas e assumindo lugares com representações sociais para a categoria, reinventando sua história e a história da enfermagem moderna, que é imprescindível para a evolução da ciência e da arte (Campos, 2021).
Emponderar-se é ter conhecimento, atitudes e habilidades para fazer o seu trabalho de qualidade e eficiente, sendo um elemento de suma importância para a elaboração da satisfação pessoal e no trabalho. Embora o enfermeiro tenha buscado cada vez mais se especializar, percebeu-se em um estudo com enfermeiros, falta de compreensão da sua percepção do empoderamento, seja por falta de oportunidade ou por falta de conhecimento (Moura et al., 2020).
A literatura aponta que é necessário dar autonomia e acreditar no potencial transformador de cada sujeito, seja ele assistencial ou ocupante de cargo de gestão, e organizar o ambiente de trabalho com os recursos necessários para o exercício da profissão (Yanarico et al., 2020).
Além disso, a escassez de avaliação sobre o trabalho, a baixa capacidade em medir, implementar e desenvolver um ATS reflete na necessidade de melhorias no ambiente de trabalho, para minimizar ambiente insalubre, falta de estabilidade, intenção de deixar o trabalho, hipodimensionamento e representa barreiras e repercussões limitadoras para um ATS e favorável de prática.
Entende-se que a falta de enfermeiros nos postos de trabalho é um desafio que se arrasta há décadas, mas não pela ausência em si, mas sim pela remuneração inadequada, pelas condições insalubres de trabalho, pela força de trabalho desqualificada e por vezes adoecida. Estudos mostram que a violência no trabalho também está associada a essas barreiras que prejudicam a assistência segura ao paciente, fatores que somados, levam os enfermeiros à insatisfação e à intenção em deixar o trabalho (Bordignon e Monteiro, 2019; Pereira et al., 2019; Okubo et al., 2022).
Neste sentido, a literatura observou que a maior tendência em deixar o trabalho, foi de enfermeiros que tinham níveis de formação elevado, com mais cursos, atualizações, e pós-graduação e sugere que os gestores e líderes encontrem alternativas para melhorar as condições de trabalho, capacidade laborativa e ambiente seguro, equilibrando domínios afetivos, emocional, familiar, financeiro, e relacionamentos interpessoal (Bordignon e Monteiro, 2019).
No entanto, nem todos ambientes de trabalho têm se demonstrado ruins, como no caso de hospitais americanos que possuem o reconhecimento Magnet®, que trabalha a implementação de liderança inovadora, estrutura emponderada, estabelecimento de boas práticas, utilização do conhecimento, inovação e melhoria contínua, com pesquisas baseadas em evidências e o resultado desses refletidos na qualidade da assistência, segurança e experiência do paciente, mas que tem se demonstrado limitado em outras regiões do mundo (Sillero-Sillero e Zabalegui, 2020).
Nos Estados Unidos, uma ferramenta desenvolvida na década de 1980 bastante difundida para a avaliação do ambiente de trabalho foi a Nursing Work Index (NWI), que passou por atualizações entre os anos 2000 e 2002, resultando no Nursing Work Index Revised (NWI-R), levando a The Joint Commission a incorporar como instrumento de avaliação do ambiente de prática de enfermagem. Em 2017, teve sua validação transcultural para o Brasil, mas já não supre as necessidades para a avaliação do ATS e favorável de prática no contexto hospitalar (Yanarico et al., 2020).
Como consequências à configuração do trabalho, enfermeiros percebem que os efeitos de um trabalho inseguro, pouco colaborativo, com falta de reconhecimento e esgotamento psíquico-físico se associam com a alta rotatividade, percepção deturpada da equipe multiprofissional sobre seu trabalho, refletem na segurança e qualidade da assistência de enfermagem ao paciente (Albashayreh et al., 2019).
Um ambiente de prática em condições desfavoráveis para o trabalho é terreno fértil para o Burnout e fatores como a falta de controle sobre o ambiente de trabalho, exaustão emocional, despersonalização e anulação das realizações pessoais são fatores que corroboram os resultados apresentados pelo autor supracitado (Ribold et al., 2021).
Para Xie et al., (2021) o esgotamento no trabalho deriva da relação entre a o sujeito e o contexto laboral e afeta mais enfermeiros líderes do que enfermeiros assistenciais. Complementando com o que os artigos integram, esta configuração também pode ser relacionada à carga horária exaustiva de trabalho, e que os enfermeiros entrevistados ressaltam a importância da regulamentação das 30h semanais para a enfermagem (Santos et al., 2021).
Um estudo multicêntrico apontou que enfermeiros com mais experiências têm uma percepção ruim acerca do seu relacionamento com médicos (Camponogara et al., 2022). Nesse sentido, ressalta-se que a articulação do trabalho em equipe é fundamental para a satisfação no trabalho, pois além de fortalecer as relações, o paciente é melhor assistido quando a equipe está coesa e coerente com os protocolos e cuidados (Santos et al., 2021).
5. Conclusão
Com a análise da produção da literatura científica acerca do ambiente de trabalho saudável/ambiente favorável de prática no contexto da enfermagem hospitalar, observou-se um predomínio de estudos no EUA e voltado para o contexto da terapia intensiva.
A maioria dos estudos trazem uma abordagem segregada do ATS com o ambiente favorável de práticas, sendo necessários estudos que possam analisar o ambiente de trabalho saudável e favorável de prática de forma integrada para facilitar a implementação e manutenção de um ATS favorável de práticas
O ATS e favorável de prática se caracterizou como positivo, nas organizações do trabalho onde o trabalhador se sente envolvido pela liderança, estimulando e motivando o engajamento e favorecendo a tomada de decisão de cada um. Além disso, a remuneração adequada é reflexo de uma gestão que considera o sistema de recompensa como uma estratégia para o aumento da retenção de enfermeiros e que também culmina em um reconhecimento mais significativo para cada um.
Já o aspecto que promove uma barreira para o ATS favorável de prática tem sido a falta de respeito à personalidade, desempoderamento, esgotamento psíquico-físico e a alta rotatividade, que estão intrinsicamente relacionados com o ambiente insalubre de trabalho, hipodimensionamento, gerando sobrecarga de trabalho e intenção em deixar o emprego.
Como limitações, os resultados desta revisão integrativa evidenciaram a necessidade de estudos que analisem a promoção do ATS e favorável na perspectiva da liderança de enfermagem e da atuação de enfermeiros assistenciais.
Como recomendações, considera-se a importância estudos que integrem ferramentas qualitativas e quantitativas que abordem um ambiente de trabalho saudável na perspectiva da enfermagem hospitalar voltada tanto para enfermeiros líderes quanto para os assistencialistas.
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