ARTIGOS CIENTÍFICOS
Recepção: 07 Setembro 2020
Aprovação: 09 Dezembro 2020
DOI: https://doi.org/10.1590/2178-2547-BGOELDI-2020-0109
Resumo: A ‘viagem filosófica’ de Alexandre Rodrigues Ferreira é, de longe, a mais intensa e profusamente estudada pela comunidade acadêmica portuguesa e brasileira. Este artigo pretende fazer um ponto de situação em relação à história das coleções e ao modo como este valioso patrimônio foi considerado ao longo do tempo; e destacar como, ainda hoje, continua a ser um espólio importante e válido para as mais diversas áreas científicas. Nesse sentido, proponho, em primeiro lugar, fazer um ponto de situação sobre a origem da coleção documental, considerando os textos e os registros visuais (desenhos, mapas, espécimes naturais, herbários, materiais tridimensionais) e os seus múltiplos destinos; seguidamente, procuro entender como se processou a disseminação deste espólio e de que forma é que a comunidade acadêmica e a sociedade puderam gradualmente aceder aos textos e à iconografia, nomeadamente através de publicações, exposições, plataformas digitais; e, finalmente, pretendo destacar a riqueza dum conjunto documental que continua a permitir leituras múltiplas e olhares renovados não apenas a historiadores, mas também a cientistas das mais diversas áreas. Conjuntamente, eles têm um papel notável na preservação e na disseminação dum patrimônio que, por tanto tempo, ficou oculto, quase esquecido.
Palavras-chave: Amazônia colonial, Alexandre Rodrigues Ferreira, Viagem filosófica, Coleções, Disseminação de conhecimento científico.
Abstract: Alexandre Rodrigues Ferreira's ‘philosophical voyage’ is by far the most intense and profusely studied voyage by the Portuguese and Brazilian academic community. This article intends to take stock in relation to the history of the collection and the ways in which this valuable heritage was considered over time; and to highlight how, even today, it remains an important and valid collection for the most diverse scientific areas. Therefore, I propose, firstly, to make a situation report on the origins of this collection, considering texts and visual records (drawings, maps, natural specimens, herbariums, three-dimensional materials) and their multiple destinations; then, to understand how this heritage was disseminated and how the academic community and the society were gradually able to access texts and iconography, namely through publications, exhibitions, digital platforms; and, finally, to highlight the richness of a documentary set that continues to allow multiple readings and renewed views not only for historians, but also for scientists from the most diverse areas. Together, they play a notable role in the preservation and dissemination of a heritage that, for so long, was hidden, almost forgotten.
Keywords: Colonial Amazon, Alexandre Rodrigues Ferreira, Philosophical voyages, Collections, Dissemination of scientific knowledge.
A história das ciências é uma das áreas científicas que, especialmente depois dos anos de 1990, vem adquirindo relevância historiográfica e captando a atenção da sociedade, sobretudo quando se centra em temas relacionados com a globalização e a história ambiental1. Contudo, dentro desta área científica tão abrangente, existem assuntos a que os historiadores têm dedicado particular atenção e pelos quais têm revelado uma especial preferência. Um deles é, sem dúvida, o das ‘viagens filosóficas’ e, entre essas, queremos enfatizar o lugar destacado que a ‘viagem filosófica’ realizada por Alexandre Rodrigues Ferreira a Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá, entre 1783 e 1792, tem merecido.
Esta viagem científica decorre num período de enormes transformações, sentidas em Portugal e em nível global, em termos geográficos, geopolíticos, militares e científicos. Destinava-se a contribuir para a renovação do entendimento científico que os vassalos da coroa portuguesa tinham do seu mundo colonial, uma vez que estava em articulação com outras viagens realizadas no mesmo período a Angola, Moçambique e Cabo Verde. Neste projeto científico e político-econômico estruturado em torno duma ‘história natural das colônias’, o Estado português teve, indiscutivelmente, um papel central e centralizador: na preparação das viagens, no recrutamento e no treino das equipes científicas, no financiamento e na coordenação logística das expedições, na designação das regiões exploradas, na recepção e no controle dos resultados que, na generalidade, se mantiveram, por largo período de tempo, inéditos (Raminelli, 2009; Kantor, 2004; Domingues, 2019).
Este artigo tem como objeto estudar a história do espólio documental produzido pelo naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira ao longo da viagem de dez anos pela Amazônia e pelo Mato Grosso; e perceber por que este conjunto de textos, imagens e objetos, constituído nos anos de 1780-1790, continua a ter interesse e a permitir leituras múltiplas e olhares renovados não apenas aos historiadores, mas também a cientistas das mais diversas áreas e ao público em geral.
Quero afirmar, de modo enfático, que esta viagem é, de longe, a mais intensa e profusamente estudada pela comunidade acadêmica portuguesa e brasileira, embora ela não seja a única viagem científica que, nas décadas de 1780 e 1790, tivesse sido financiada, organizada e enviada pelo Estado português às suas conquistas ultramarinas (Simon, 1983; Munteal Filho, 2006; Pataca, 2006; Raminelli, 2009; Domingues, 2019). De fato, esta expedição era um mero, embora relevante, componente de um ambicioso projeto científico e político-econômico, coordenado pelo naturalista Domingos Vandelli e pelo jardineiro-botânico Júlio Matiazzi, que corporizava a forma instrumentalizada, pragmática e utilitária de como a ciência era concebida pelo Estado Absolutista português, nomeadamente através do conhecimento produzido e recolhido através de ‘viagens filosóficas’ enviadas aos domínios ultramarinos (Cardoso, n.d.). Era através dum conhecimento exato da natureza e da sua exploração racional, proporcionados pelo conhecimento científico que adviria das viagens dos naturalistas formados na Universidade de Coimbra pós-reformada (1772), que os teóricos portugueses de Setecentos ligados à tomada de decisões políticas e geoestratégicas pretendiam reabilitar econômica e politicamente o reino e elevá-lo à posição, outrora detida, de potência europeia com prestígio e influência em nível global.
Em primeiro lugar, pretendo fazer um ponto de situação sobre a origem da coleção documental da ‘viagem filosófica’ – os textos e os registros visuais (desenhos, mapas, espécimes naturais, herbários, materiais tridimensionais) – e os seus múltiplos destinos. Uma das questões que se me afigura central quando penso neste assunto relaciona-se com a riqueza e a diversidade do patrimônio cultural e científico produzido durante a viagem e de como o passar do tempo não desconsiderou muitas das atividades relacionadas com a recoleção, a observação e o registro científico feitos pelo naturalista. Esta questão prende-se intimamente com a produção e a conservação dos documentos produzidos por Ferreira e pela sua equipe (textos, imagens, objetos), mas também com a existência de instrumentos de busca eficientes (inventários, catálogos) e outros instrumentos de ‘controle e de preservação da memória institucional’ dos materiais depositados em organismos de ciência e de saber (por exemplo, museus, bibliotecas e arquivos) que nos permitem – aos que hoje em dia fazemos ciência – aceder eficazmente à informação produzida por Alexandre Rodrigues Ferreira e pela sua equipe nos anos de 1780-1790.
Sabe-se que logo após a morte de Alexandre Rodrigues Ferreira, a 23 de abril de 1815, o espólio foi entregue por sua mulher, D. Germana Pereira de Queiroz Ferreira, e foi depositado nos arquivos do Real Gabinete de História Natural e Jardim Botânico da Ajuda à guarda do botânico Félix de Avelar Brotero. O inventário, feito por Antônio de Azevedo Coutinho, datado de 5 de julho desse ano, registrava 57 obras atribuídas à ‘viagem filosófica’, entre memórias, notícias, diários de viagem, prospectos, relações, observações gerais, descrições; 17 não pertenciam à viagem; e 29 não tinham nome, mas podiam ser atribuíveis a Ferreira2.
Alguns anos mais tarde, em 1838, este núcleo documental foi transferido para a Academia Real das Ciências de Lisboa. Reconhecendo que o acervo, constituído por 22 maços de textos e por seis volumes e um maço com desenhos e plantas, era “do maior interesse scientifico e para o Império do Brasil ainda a este une outros muito importantes, econômica e politicamente considerados” (Sá, 1838), Manuel José Maria da Costa e Sá, sócio correspondente e responsável pela comissão avaliadora da Academia Real das Ciências de Lisboa, valorizava o núcleo documental ao mesmo tempo que destacava o papel do Estado português como financiador, organizador e destinatário da ‘viagem filosófica’, quando afirmava que: “as memórias e papéis, de que se trata, não são propriedade sua [da Academia de Ciências de Lisboa], sim do Estado; por onde para a publicação deles intentar, tem de fazer deles sempre uma consulta ao Governo de Sua Majestade” (Sá, 1840, pp. 511-513).
Alguns dos manuscritos mantiveram-se à guarda da Academia e nos arquivos da Secretaria de Estado da Marinha e Negócios Ultramarinos (maioritariamente reunidos no Arquivo Histórico Ultramarino). As remessas de ‘produtos naturais e industriais’, para além de se reunirem no ‘complexo museológico’ da Ajuda, teriam começado a ser enviadas para o Museu de História Natural da Universidade de Coimbra provavelmente ainda antes de 18063. Contudo, é importante referir que, logo após 1807 e com as alterações políticas e institucionais associadas à transferência da corte para o Brasil e à permanência do exército de Junot em Lisboa por altura das Guerras Peninsulares, se acentuou a disseminação deste acervo por várias entidades públicas e particulares. Esta dispersão é contada por vários autores através de episódios, alguns deles dramáticos, relacionados, por exemplo, com ‘espólios de guerra’, com transferências de local e de país ou com histórias rocambolescas de ‘intervenções providenciais e resgates salvadores’. De entre estes episódios, faça-se uma menção ao papel incontornável que Antônio de Meneses Vasconcellos Drumond, ministro plenipotenciário do Brasil em Portugal entre 1839 e 1853, teve enquanto responsável pelo envio da uma parte substantiva do espólio de Ferreira para o Rio de Janeiro4.
Creio que, acima de tudo, é importante reter que a história da coleção documental – textual e visual – da ‘viagem filosófica’ (e da sua dispersão) é, pois, intrigante, complexa e fascinante, quase comparável à trama dum romance policial. Um dos episódios repetidamente contados pela historiografia é, como já fiz alusão, o do ‘espólio ou saque de guerra’ associado à atuação de Étienne Geoffroy de Saint-Hilaire. De fato, durante a Guerra Peninsular (1807-1814), o naturalista francês, que acompanhou o general Jean-Andoche Junot durante a primeira invasão franco-espanhola a Portugal, demonstrou um interesse particular pelo espólio do naturalista português. Saint-Hilaire remeteu para a capital francesa uma parte considerável do material existente no Real Gabinete da Ajuda: manuscritos, desenhos, produções naturais, que foram parcialmente devolvidos a Portugal em 18155. Este acontecimento é, por vezes, considerado como o início da destruição da integridade do acervo de Ferreira e o responsável pelo declínio moral e físico do naturalista. Contudo, uma versão bastante lúcida e fundamentada deste episódio é contraposta por Arthur Cezar Ferreira Reis que, ao invés de pôr a tônica na espoliação e no saque de manuscritos originais e de espécimes, argumenta que Saint-Hilaire teria sido extremamente seletivo e criterioso na escolha dos materiais enviados para Paris. Com autorização das entidades locais lisboetas e com base em inventário existente, teria enviado uma ‘porção mínima’ das peças que, naquela data, ainda estavam encaixotadas (Reis, 1971).
Parece-me que esta questão pode ainda ser abordada por um outro ângulo. Ao contrário do que alguns autores têm sublinhado, sou de opinião que essa curiosidade de Étienne Geoffroy de Saint-Hilaire pelas produções naturais relacionadas com a ‘viagem filosófica’, embora, de fato, se direcionasse prioritariamente para as coleções do Real Gabinete da Ajuda e para o material de Alexandre Rodrigues Ferreira, era mais abrangente. Incidia sobre todo o território americano e dado que, neste caso concreto, se estava a considerar Portugal e a informação sobre os seus domínios coloniais, esta curiosidade centrar-se-ia especificamente sobre a América portuguesa, direcionada para territórios que eram familiares aos meios acadêmicos franceses, particularmente depois da missão geodésica e astronômica enviada ao Peru pela Academia de Ciências de Paris (1735-1743) e da subsequente viagem de Charles-Marie de La Condamine pela bacia hidrográfica amazônica (1743). Esta curiosidade ‘americana’ teria levado Geoffroy de Saint-Hilaire a percorrer, a horas inusitadas, as livrarias dos conventos lisboetas e a inquirir (e provavelmente em alguns casos a ‘requisitar’ de forma permanente) livros que as bibliotecas conventuais tinham sobre a colônia brasileira6.
Esta questão aponta, na minha opinião, para o conhecimento incipiente que, até inícios de oitocentos, os europeus tinham sobre esta parte do Novo Mundo – até o início do século XIX tão pouco conhecida – que era a América portuguesa. O interesse que agora demonstravam não era novo e justificava-se simultaneamente por questões de natureza econômica, associadas ao reconhecimento e à extração de matérias-primas e recursos naturais valiosos provenientes das colônias sul-americanas; por aspectos de natureza científica, relacionados com a evolução da ciência europeia e com a vontade de ordenar, classificar e nomear de acordo com os sistemas taxonômicos, de que o lineano era apenas um, todo o mundo conhecido dos europeus, bem como do prestígio e do lucro que adviriam se houvesse uma precedência francesa; e pressupunha, igualmente, interesses geopolíticos e hegemônicos, correlacionados com a concorrência entre potências europeias dominantes em nível global. A Inglaterra e a França protagonizam incontestavelmente os projetos imperiais de dominação política, econômica, científica sobre a América do Sul e sobre os territórios ibéricos (Domingues, 2011, pp. 35-51).
Mas, regressando às coleções de Alexandre Rodrigues Ferreira, entre as entidades que detêm ou receberam espólio proveniente da ‘viagem filosófica’, mencionem-se como sendo das mais relevantes: o Museu Bocage (atual Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa - MUHNAC/UL) e o Museu Maynense (da Academia de Ciências de Lisboa - ACL), o Arquivo Histórico Ultramarino/Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (AHU/DGLAB), em Lisboa; o Museu Antropológico da Universidade de Coimbra; a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), o Arquivo Nacional (AN), o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e o Museu Nacional (MN), no Rio de Janeiro. E, ainda, o Arquivo Público do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá; o Arquivo Público do Estado do Pará, em Belém; e o Musée de l’Homme/Museum National d’Histoire Naturelle (MNHM), em Paris (J. Silva, 1994, p. 295; Areia et al., 2013).
Seguidamente, quando se trata deste importante espólio, existe uma outra questão que me parece ser relevante e que se prende com a disseminação da coleção documental. Ou seja, como e a partir de quando os resultados obtidos pela ‘viagem filosófica’ passaram a ser facilmente utilizados pela comunidade acadêmica, tornando-se também acessíveis à leitura e à visualização pela sociedade? Parece-nos que esta questão está indubitavelmente relacionada com a publicação e a exposição dos documentos produzidos por Ferreira.
No que diz respeito à publicação dos manuscritos, não deixa de ser interessante ter em consideração que, por volta de 1838, houve, por parte da ACL, uma tentativa de publicar seletivamente os textos que Manuel José Maria da Costa e Sá, como responsável pela avaliação desencadeada por esta instituição, considerasse mais relevantes. Não obstante, a obra de Ferreira permaneceria inédita até que o IHGB atentou que a sua disseminação era de interesse nacional. E demonstrou esse empenho com a publicação, logo no segundo volume da Revista do IHGB, do panegirico do Dr. Alexandre Rodrigues Ferreira (Pontes, 1840, pp. 499-502). Quanto ao primeiro texto do naturalista a ser editado, ele foi “Propriedade e posse das terras do Cabo do Norte pela coroa de Portugal” (Ferreira, 1841, pp. 389-421), seguido de “Gruta do Inferno” (Ferreira, 1863, pp. 363-367), de “Viagem à gruta das Onças” (Ferreira, 1849, pp. 87-95) e, finalmente, do “Diário da viagem filosófica ao Rio Negro”, cuja publicação se iniciou em 1885 e se foi sucedendo nos volumes seguintes7. A edição da “Viagem filosófica ao Rio Negro” num único volume impresso teria que esperar até 1983 (Ferreira, 1983) e foi seguida, em 2007, duma segunda edição revista e organizada por Francisco Jorge dos Santos, Auxiliomar Silva Ugarte e Mateus Coimbra de Oliveira (ver Ferreira, 2007b).
No que diz respeito às memórias de antropologia, botânica e zoologia, foram impressas pelo Conselho Federal de Cultura (CFC), nos anos de 1972 e 1974 (Ferreira, 1972, 1974), como parte dum plano mais abrangente de divulgação, ordenada e anotada, da ‘viagem filosófica’. Nesta mesma ocasião (1971), o CFC publicava também parte substantiva do material iconográfico relativo à geografia, à antropologia e à zoologia em dois magníficos volumes antecedidos dum sucinto, mas elucidativo, prefácio de Arthur Cezar Ferreira Reis (ver Ferreira, 1971).
Em 2002, a Kapa Editorial iniciava a “maior coleção já publicada da obra de Alexandre Rodrigues Ferreira”, reunindo num único projeto a edição de textos e desenhos dispersos por bibliotecas e arquivos portugueses e brasileiros e as reproduções de objetos conservados em museus franceses e portugueses, comentadas por especialistas de várias áreas (J. Silva, 2006, pp. 135-143; Ferreira, 2007a).
Atualmente, podemos aceder a muita informação relacionada com a ‘viagem filosófica’ através de uma série de plataformas digitais que disponibilizam reproduções de textos, desenhos e objetos. Com o apoio mecenático de fundações privadas ou com verbas públicas, a FBN e o MN têm vindo a restaurar, encadernar, fotografar, microfilmar e digitalizar os 191 textos manuscritos e os 1.180 desenhos que constituem a Coleção Alexandre Rodrigues Ferreira8. Paralelamente, esta coleção é disseminada através do portal Brasiliana Iconográfica, um projeto que pretende transformar-se num museu virtual destinado a tornar acessível a um público amplo e internacional os estudos, publicações e referências visuais que digam respeito à história e à cultura do Brasil entre os séculos XVI e XX. Neles, a Coleção ocupa lugar de destaque. Em 2010, Ano Internacional da Biodiversidade, a Coleção Alexandre Rodrigues Ferreira obteve o registro de ‘memória do mundo’ da UNESCO, um reconhecimento da sua importância para o conhecimento, o estudo e a conservação do ambiente, que sublinha a necessidade da sua preservação.
Aparentemente, esta dispersão dos materiais e a demora na impressão dos manuscritos, que marcaram a história atribulada da coleção por um período considerável de tempo, parecem estar em contradição com o propalado interesse que o naturalista Ferreira e a ‘viagem filosófica’ despertaram entre a comunidade de cientistas. Devemos, contudo, clarificar que não foi preciso chegar até os dias de hoje para que se reconhecesse que os relatos, os diários de viagem, as memórias zoológicas, antropológicas, botânicas, os mapas populacionais e agrícolas, os tratados produzidos pelo naturalista são imprescindíveis e incontornáveis para conhecer e estudar questões de importância para a Amazônia e para o ambiente, a natureza, as comunidades caboclas e indígenas. Dentre estas questões que têm ocupado um lugar cada vez mais central na investigação científica, aluda-se, por exemplo, aos processos transformadores que a Amazônia colonial conheceu no período pós-pombalino; ao ‘universo científico’ das Luzes em Portugal; às relações hierárquicas do reino com o Estado do Grão-Pará em nível ideológico, geopolítico, institucional-administrativo, econômico, científico; à fauna e à flora brasileiras, com relevância dada a algumas espécies extintas ou ameaçadas de extinção; ou à longa e perigosa aventura que foi a progressão, por um período de dez anos, pelos rios amazônicos dum grupo de homens que tinha nascido e se tinha formado em locais tão distantes e tão pouco familiares dos que então percorriam.
A breve panorâmica traçada em relação aos textos pode, de algum modo, ser transposta para os fascinantes e visualmente exuberantes e multicoloridos desenhos científicos; ou em relação às produções naturais enviadas vivas ou dissecadas e secas e aos objetos tridimensionais, considerados, juntamente com os documentos textuais e iconográficos, como parte integrante da viagem (Sá, 1840, p. 511). As representações da natureza e da humanidade amazônicas – reveladas nas descrições de Ferreira, nas imagens de Joaquim José Codina e José Joaquim Freire, no trabalho de recolha de espécimes vegetais, sementes e constituição de herbários pelo jardineiro-botânico Agostinho Joaquim do Cabo, mas igualmente nos espécimes conservados pelos índios Cipriano de Souza e José da Silva – permaneceram, por largo período, desconhecidas do público que teve acesso às primeiras impressões das aguarelas e desenhos de Codina, Freire e Giuseppe Antônio Landi, em 1971 (Ferreira, 1971). De igual modo, noto que, na generalidade, tinham permanecido afastados dos expositores de gabinetes e museus os artefatos recolhidos e enviados pelo naturalista e pela sua equipe até que as comemorações dos 200 anos da viagem conferissem a muitas das peças o lugar de visibilidade e destaque que lhe era devido9; tal como só muito recentemente o herbário de Alexandre Rodrigues Ferreira, constituído por cerca de 1.260 espécimes vegetais, ficou inventariado, digitalizado e, assim, disponível à comunidade científica10. O valor histórico e científico deste herbário fica mais claro quando consideramos que alguns dos exemplares são considerados espécimes-tipo que servem de referência à descrição da espécie para a ciência e que outros são espécies novas que, até o presente, nunca foram descritas.
Quero agora clarificar que têm sido estes textos, imagens, objetos e mapas que, através das ações mais variadas e visando objetivos e públicos-alvo os mais diversos, têm sido estudados não apenas por historiadores, mas por cientistas de outras áreas. Pretender enunciar exaustivamente as produções acadêmicas que se têm inspirado na obra de Alexandre Rodrigues Ferreira revela-se uma tarefa difícil, senão impossível, porque resultaria desatualizada. E isso porque historiadores, antropólogos, filólogos, etnomuseólogos, diplomatas, cientistas naturais, ambientalistas, agrônomos, editores, fotógrafos, sobretudo após os ensaios pioneiros e críticos de Emílio Goeldi (1895), têm produzido obra sobre a ‘viagem filosófica’ e contribuem ativamente para recuperar, conservar, estudar com olhares constantemente renovados e disseminar junto da sociedade este patrimônio que, por um período tão longo, ficou oculto, quase esquecido.
A potencialidade dos documentos é, pois, múltipla e a perspectiva de análise é inovadora, por vezes surpreendente. O espólio continua a ser reinterpretado e lido em função da nossa curiosidade científica contemporânea e renova-se em função de novas perspectivas e metodologias, correspondendo, assim, a interesses institucionais, individuais e de equipes de projetos. Dentre estas ‘novas perspectivas’, que são muitas vezes resultantes de trabalhos acadêmicos, citem-se como exemplos: a análise às moléculas da cor derivadas da utilização de urucu, crajiru de origem orgânica e ocre de origem inorgânica nas máscaras dos índios Yurupixuna recolhidas por Ferreira (Carapito, 2014); a importância da fixação do desenho científico na ciência no período posterior a Lineu, tomando por base os animais desenhados por Codina e Freire (Tapadas, 2006); o levantamento sistemático, através de diários e memórias, das plantas do Norte e Centro-Oeste brasileiros, com aplicação e utilidade na agricultura, medicina, tinturaria (P. Oliveira, 2008). Trabalhos como estes refletem um amplo espectro no percurso e na maturidade científica dos acadêmicos que se debruçam sobre o espólio, tanto mais que nos confrontamos com inúmeras teses e dissertações de livre-docência, doutoramento, mestrado, pós-graduação sobre Ferreira e a ‘viagem filosófica’, em universidades portuguesas e brasileiras.
Não esqueço ainda, obviamente, as influências que são ditadas pelo tempo e pelas modas, pelas correntes historiográficas que influenciam os vários autores nas escolhas de temas ou pelos períodos das ‘comemorações’. Estas podem facilmente ser associadas à intensificação dos esforços institucionais para preservar e restaurar os artefatos museológicos, ao aumento de publicações (fontes e estudos) e à realização de exposições, como se depreenderá do que já foi mencionado.
Essa multiplicidade de interesses e perspectivas desdobra-se em interpretações que buscam, por exemplo, entender a viagem globalmente, valorizando-a enquanto ‘acontecimento destacado’ entre as políticas imperiais do Estado português ao longo da segunda metade de Setecentos (Goeldi, 1895; Correia Filho, 1939; Cunha, 1991; Costa & Diener, 2010); que pretendem estudar a viagem e a presença colonial ‘luso-brasileira’ numa área geográfica particular, como é o caso de Mato Grosso, da ilha de Marajó ou da bacia hidrográfica amazônica (Costa, 2001, pp. 993-1014; Pataca, 2005, pp. 149-169; Raminelli, 1998; Domingues, 1992; Lamarca, 2015, Carvalho Júnior & Noronha, 2011; Guedes, 2013); ou então que a consideram como um episódio emblemático das inúmeras alterações intelectuais e científicas ocorridas em Portugal ao longo da segunda metade do século XVIII, com especial impacto nos espaços coloniais portugueses considerados como ‘periféricos’ (Simon, 1983; Pataca, 2006; Raminelli, 2009); ou ainda que valorizam especificidades regionais e temáticas, de que, sem dúvida, as fronteiras geográficas coloniais, a geopolítica e a diplomacia, o ordenamento do território colonial, as comunidades indígenas, o ambiente, a saúde, a antropologia, a iconografia ocupam posição destacada (Domingues, 1991; Lopes, 1998, Raminelli & B. Silva, 2014; Coelho, 2000; Carvalho Júnior, 2000; Pataca, 2001, 2015, 2018; Faria, 2001; B. Silva, 2013; Abreu, 2007; Campos, 2015; B. Rodrigues, 2017; Verran, 2006).
Por vezes, as perspectivas de análise propõem a comparação da ‘viagem filosófica’ com outras viagens científicas organizadas por Espanha aos seus espaços coloniais, nomeadamente com a viagem de Alexander von Humboldt; ou com as políticas científicas dos países europeus em relação à América portuguesa e espanhola, com especial destaque para a relação entre os países ibéricos e as colônias americanas durante um período de profundas transformações, a saber: o das reformas ditas ‘pombalinas’ e ‘borbônicas’, tal como foram aplicadas nas zonas de fronteira e na Amazônia ‘luso-brasileira’ e ‘hispano-peruana’ (Safier, 2007; Tavares, 2014; Rodríguez García, 2015; T. Oliveira, 2018; Sala Catalá, 1992).
Perante a constatação de que existem tantos estudos sobre a viagem de Alexandre Rodrigues Ferreira, organizados em função de interesses e perspectivas historiográficas ou temáticas tão diversificadas e motivantes, uma pergunta lógica que importará fazer é a seguinte: se a ‘viagem filosófica’ ocupou (e continua a ocupar), de forma tão intensa e por período tão longo, esta centralidade que lhe é reconhecida na produção historiográfica portuguesa e brasileira, então quais serão os novos caminhos a seguir na exploração deste espólio?
Provavelmente um aspecto que, até ao momento, tem sido menos explorado nestes sempre renovados estudos historiográficos sobre a viagem científica diga respeito aos colaboradores da expedição, entendidos de uma forma bem mais abrangente e que, consequentemente, não se limita apenas aos elementos da equipe. Embora esta categoria analítica seja relativamente recente, ela não é propriamente uma novidade enquanto um dos temas preferidos pelos atuais historiadores da ciência ibérica. Os estudos de, entre outros, Candiani (2017), Wendt (2016), Murphy (2011), Barrera Osorio (2008, 2010), Sánchez (2019), Antunes et al. (2019) e Schaffer et al. (2009) para os impérios coloniais ibéricos e para o mundo atlântico, abrangendo um larguíssimo período, que vai desde o século XVI ao século XIX, mostram, de forma clara, como o conhecimento empírico das populações locais influenciou a cultura científica ‘ocidental’ de acordo com um processo de transferência de saberes que se encontra marcado pela circularidade: da Europa para a América para a Europa, incorporando o oceano Atlântico enquanto objeto válido e transversal de estudos científicos e de saberes empíricos.
É inegável que, no que diz respeito à viagem filosófica, até período recente, a maior parte dos estudos históricos deu destaque, de modo quase inevitável, às múltiplas atividades do naturalista Ferreira, aos desenhos de Codina e Freire, aos herbários e às sementes recolhidas por Cabo, à participação pontual de Landi. Assim foi, durante algum tempo, entendida a viagem filosófica. Assim foram interpretadas as suas coleções documentais, como resultado persistente do trabalho dum grupo restrito de homens com uma formação ‘científica’ e ‘técnica-artística’ de matriz europeia ‘ocidental’. E, de alguma forma, esta historiografia tendeu a secundarizar, ou até mesmo a esquecer, outros personagens que contribuíram para que a viagem tivesse acontecido: que foram um apoio funcional e logístico imprescindível; que estiveram na origem do processo de seleção, recolha e preservação de espécimes; que prestaram depoimentos orais ou escritos sobre matérias em que eram especialistas e sabedores. Esta vertente dos colaboradores ‘formais/nomeados’ e ‘informais/anônimos’ da viagem filosófica começa agora a ser estudada, nomeadamente por Patrícia Alves-Melo e Ângela Domingues. Em artigo sobre a circularidade de saberes existente na construção do conhecimento científico setecentista sobre o mundo amazônico em Portugal, Domingues & Alves-Melo (2021) defendem que, embora a nossa atenção tenda, provavelmente, a valorizar a colaboração indígena – e o sempre apaixonante processo de trocas culturais e de transferências de conhecimentos entre o naturalista e os nativos –, o universo das redes de saberes e das práticas colaborativas que se estabeleceu na Amazônia em Setecentos tem que considerar a existência de ‘várias camadas de informação’ e de vários ‘saberes’. Se todos foram reconhecidos como válidos, percecionamos também que se encontram utilizados e valorizados de modo diferente nos escritos do naturalista.
As autoras constataram que, apesar de haver bastas referências às atividades ou aos saberes destes indivíduos ou grupos nos diários de viagem, nas memórias científicas, nos ofícios dirigidos por Ferreira aos agentes da coroa, muitos destes colaboradores integravam uma massa indistinta, subalterna, silenciada, anônima, que corporizava os saberes considerados ‘tradicionais’, ‘do vulgo’, dos indígenas e das populações caboclas que habitavam as margens dos rios amazônicos e mato-grossenses. Este é o caso de guias, remeiros, línguas, soldados de escolta, moradores das zonas ribeirinhas, que, embora sendo considerados imprescindíveis para a progressão da expedição e para a sobrevivência dos expedicionários nos sertões do Norte e do Centro-Oeste brasileiro, não eram expressamente nomeados nos escritos do naturalista. Contudo, o estudo desenvolvido mostra que houve casos em que foi possível atribuir-lhes um nome e associá-los a funções concretas e a saberes específicos; e, assim, quase se pode dar-lhes um rosto. Este é o caso dos índios preparadores Cipriano de Souza e José da Silva, que tiveram um papel incontornável na recoleção, conservação e acondicionamento das espécies naturais. Tendo sido recrutados logo em 1783, foram uma presença constante na equipe do naturalista ao longo do seu percurso pelas capitanias do Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá.
Desta rede de colaboradores da viagem filosófica fazem ainda parte, embora ocupando outra posição – que se beneficia do destaque conferido ao conhecimento acadêmico e erudito, à ‘autoridade científica’, ao ‘universo’ constituído pelos ‘pares’ formados nas universidades e academias militares –, o cirurgião Antônio José de Araújo Braga, os matemáticos-astrônomos e engenheiros-cartógrafos que integravam as partidas de demarcações de limites na década de 1780-1790, o naturalista, desenhador, arquiteto e senhor de engenho Giuseppe Antônio Landi. De fato, Ferreira ter-se-ia cruzado repetidas vezes com eles durante o seu périplo pelos rios amazônicos e mato-grossenses, e com eles teria trocado informações, posteriormente integradas nos textos que produziu11. Contrariamente ao que acontecia com indígenas, caboclos e populações ribeirinhas, as contribuições dos indivíduos que Ferreira reconhecia como pares foram valorizadas, e a menção aos nomes dos seus autores é claramente inscrita nos diários e nas memórias científicas do naturalista.
Em suma, as autoras procuraram evidenciar que o espólio de Ferreira é o resultado complexo não apenas das suas observações e da sua experiência em viagem, nem que tampouco dependeu exclusivamente da aquisição de técnicas e de saberes teóricos-científicos e eruditos adquiridos durante a sua formação e treino na Universidade de Coimbra ou no complexo museológico da Ajuda. Mas pressupôs igualmente a existência de práticas colaborativas que o naturalista estabeleceu com os seus pares ao longo da viagem; tal como dependeu de informações provenientes de meios que não eram exclusivamente acadêmicos, relacionados com os saberes vulgares e com transferências culturais entre comunidades e indivíduos.
De acordo com esta perspectiva ainda em desenvolvimento, os colaboradores de Ferreira encontravam-se divididos pelo nascimento e raça, pela educação e formação, pela riqueza e estatuto social, pelo acesso e relações que detinham o poder – fosse este poder personificado por Martinho de Melo e Castro, secretário de Estado da Marinha e Negócios Ultramarinos, ou pelos governadores e capitães-generais do Estado do Grão-Pará e das capitanias, cujas decisões eram contundentes em relação aos destinos e às prioridades da expedição e dos viajantes ou ainda por Domingos Vandelli, diretor do Jardim Botânico da Ajuda (Brigola, 2004). Esses colaboradores da viagem filosófica identificavam-se, de alguma forma, num saber coletivo específico ao ‘grupo’ socioprofissional ou étnico a que pertenciam, fosse este o dos nativos ameríndios, o dos ‘criollos’ e dos saberes práticos, ou o dos eruditos e acadêmicos com acesso à cultura científica e ao ‘saber institucional científico’ ministrado em universidades e academias. Contudo, esses indivíduos faziam parte, naquele preciso momento, do mundo colonial americano português e trocavam informação e partilhavam da experiência que era viver na Amazônia e no Mato Grosso nos anos de 1780-1790. Os seus trajetos individuais cruzaram-se histórica e funcionalmente no mesmo tempo e espaço geográfico, embora a partir de posições e experiências diferentes, que dependiam das relações de socialidade e profissionais ou das hierarquias de dependência e subalternidade determinantes da sua posição nesta sociedade colonial de Antigo Regime (Sanjad, 2007; Domingues & Alves-Melo, 2021).
A ausência historiográfica de muitos destes indivíduos é, em alguns casos, explicada pelo silêncio e pela omissão dos textos de Ferreira sobre estas colaborações. Mas em outros casos, é igualmente determinada pela forma como nós, cientistas contemporâneos que (re)lemos Ferreira, questionamos os documentos, porque estamos habituados a direcionar a nossa atenção para os personagens centrais dessa história em função de lógicas eurocêntricas.
Within the historiography of science, however, this hegemonic centre-periphery model is fast being replaced by one much more multidirectional, in which the accumulation of knowledge occurs through multi-dimensional circulations in the world, resulting in a ‘renegotiation’ of the centre and a challenge to its universalism
(McOuat, 2017, p. 82).Por isso, creio que repensar estas colaborações de acordo com modelos menos fechados de ‘geopolítica do conhecimento’, e com noções menos tradicionais de centro/periferias, exploração/conquista, colonialismo/imperialismo, talvez tenha o mérito de nos reposicionar face a uma história que considera, por exemplo, não apenas as relações hierárquicas de subordinação existentes entre as metrópoles peninsulares e as suas colônias ultramarinas, mas que observa igualmente outras práticas e trocas de saberes; e outras perspectivas nas relações de subordinação e inferioridade que existiram entre os reinos peninsulares católicos e absolutistas, conotados com a ‘leyenda negra’, e os centros europeus do Norte, que tradicionalmente se consideravam como dominantes e superiores quando se comparavam com os países do Sul, mesmo (ou sobretudo) quando o assunto era ciência e produção científica12.
O que, neste momento, quero clarificar é que a proposta de refletir sobre estes conceitos no que diz respeito à história da ciência e dos espaços imperiais portugueses pode levar-nos ao reconhecimento de que a produção de ciência não estava confinada a Portugal, à Europa e às instituições acadêmicas reinóis ou europeias. E que os novos caminhos da história da ciência reconhecem que nas colônias – e, neste caso concreto, na Amazônia durante a segunda metade de Setecentos – também se produzia ciência e informação com interesse científico; e que as populações nativas e ‘criollas’ ‘periféricas’ participavam ativamente num processo que é bastante mais abrangente do que o que habitualmente consideramos quando se trata da ‘viagem filosófica’: o naturalista e a sua equipe.
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Notas
Notas
Autor notes
Autora para correspondência: Ângela Maria Vieira Domingues. Universidade de Lisboa. Faculdade de Letras. Alameda da Universidade. Lisboa, Portugal. 1600-214 (adomingues@netcabo.pt).