<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<!DOCTYPE article
  PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.0 20120330//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.0/JATS-journalpublishing1.dtd">
<article article-type="research-article" dtd-version="1.0" specific-use="sps-1.8" xml:lang="pt" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
    <front>
        <journal-meta>
            <journal-id journal-id-type="publisher-id">ecos</journal-id>
            <journal-title-group>
                <journal-title>Economia e Sociedade</journal-title>
                <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Economia e
                    Sociedade</abbrev-journal-title>
            </journal-title-group>
            <issn pub-type="ppub">0104-0618</issn>
            <issn pub-type="epub">1982-3533</issn>
            <publisher>
                <publisher-name>Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas;
                    Publicações</publisher-name>
            </publisher>
        </journal-meta>
        <article-meta>
			<article-id pub-id-type="doi">10.1590/1982-3533.2025v34n3.275116</article-id>
			<article-id pub-id-type="publisher-id">00008</article-id>
			<article-categories>
				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Artigo original</subject>
				</subj-group>
			</article-categories>
			<title-group>
				<article-title>Cinco décadas de desigualdade intra e intersetorial dos rendimentos
					do trabalho no Brasil: índice, classificação e conjuntura
					econômica<sup>*</sup></article-title>
				<trans-title-group xml:lang="en">
					<trans-title>Five decades of Intraand intersectoral inequality in labor income
						in Brazil: index, classification and economic situation</trans-title>
				</trans-title-group>
			</title-group>
			<contrib-group>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0001-6082-8975</contrib-id>
					<name>
						<surname>Santos</surname>
						<given-names>Patrick Leite</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1">**</xref>
					<bio>
						<p>Pesquisador. </p>
					</bio>
				</contrib>
				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-4205-1514</contrib-id>
					<name>
						<surname>Saiani</surname>
						<given-names>Carlos César Santejo</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff2">***</xref>
				</contrib>
			</contrib-group>
			<aff id="aff1">
				<label>**</label>
				<institution content-type="normalized">Universidade Federal de Uberlândia</institution>
				<addr-line>
					<named-content content-type="city">Uberlândia</named-content>
                        <named-content content-type="state">MG</named-content>
				</addr-line>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<email>patrickeconomia@hotmail.com</email>
				<institution content-type="original">Universidade Federal de Uberlândia, Instituto
					de Economia e Relações Internacionais, Programa de Pós-graduação em Economia,
					Uberlândia, MG, Brasil. E-mail: patrickeconomia@hotmail.com.</institution>
			</aff>
			<aff id="aff2">
				<label>***</label>
				<institution content-type="normalized">Universidade Federal de Uberlândia</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Instituto de Economia e Relações
					Internacionais</institution>
				<addr-line>
					<named-content content-type="city">Uberlândia</named-content>
                        <named-content content-type="state">MG</named-content>
				</addr-line>
				<country country="BR">Brasil</country>
				<email>ssaiani@ufu.br</email>
				<institution content-type="original">Professor Doutor do Instituto de Economia e
					Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (IERI/UFU),
					Uberlândia, MG, Brasil</institution>
			</aff>
			<author-notes>
				<fn fn-type="edited-by">
					<label>EDITOR RESPONSÁVEL PELA AVALIAÇÃO</label>
					<p><italic>Carolina Troncoso Baltar</italic></p>
				</fn>
			</author-notes>
			<!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
                <day>31</day>
                <month>07</month>
                <year>2025</year>
            </pub-date>
            <pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
                <year>2025</year>
            </pub-date>-->
            <pub-date pub-type="epub-ppub">
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<volume>34</volume>
			<issue>3</issue>
			<elocation-id>e275116</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>25</day>
					<month>05</month>
					<year>2023</year>
				</date>
				<date date-type="accepted">
					<day>30</day>
					<month>09</month>
					<year>2024</year>
				</date>
			</history>
			<permissions>
				<license license-type="open-access"
					xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a
						licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e
						reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original
						seja corretamente citado.</license-p>
				</license>
			</permissions>
			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>A distribuição dos rendimentos do trabalho é um tema relevante do debate
					econômico, em especial no Brasil, dada a persistência de elevadas desigualdades.
					Com fases com maior e menor ênfase, a literatura nacional relaciona a
					distribuição da renda à dinâmica setorial. Contribuindo para tal tradição, este
					estudo emprega dados de quase quarenta anos ao longo de cinco décadas (1970 a
					2010) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto
					Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para: a) calcular um índice
					sintético de desigualdade da renda do trabalho que considera as distribuições
					intra e intersetoriais; e, a partir deste índice e de Análises de
						<italic>Clusters</italic>, b) propor uma classificação histórica dos setores
					econômicos brasileiros. As análises foram contextualizadas pelos ciclos
					econômicos no período (recessões e expansões). As evidências sinalizaram a
					importância do índice sintético e da classificação, pouco alterada pela
					conjuntura, para melhor caracterizar a distribuição de renda setorial.</p>
				<p><bold>JEL</bold>: J01, J21, J31.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>The distribution of labor income is a relevant topic of economic debate,
					especially in Brazil, given the persistence of high inequalities. With phases
					with greater and lesser emphasis, the national literature relates income
					distribution to sector dynamics. Contributing to this tradition, this study
					applies data from almost forty years over five decades (1970 to 2010) of the
					National Household Sample Survey (PNAD) and of the Brazilian Institute of
					Geography and Statistics (IBGE) with the purpose of: calculating a synthetic
					index of labor income inequality that considers intraand intersectoral
					distributions; and, from this index and Clustering, ii) proposing a historical
					classification of the Brazilian economic sectors. The analyses were
					contextualized by the economic cycles in the period (recessions and expansions).
					The evidence indicated the importance of the synthetic index and classification,
					slightly changed by the conjuncture, to better characterize the distribution of
					sectoral income.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Rendimentos do trabalho</kwd>
				<kwd>Setores</kwd>
				<kwd>Desigualdade</kwd>
				<kwd>Análise de <italic>Clusters</italic></kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Labor income</kwd>
				<kwd>Sectors</kwd>
				<kwd>Inequality</kwd>
				<kwd>Clustering</kwd>
			</kwd-group>
			<counts>
				<fig-count count="7"/>
				<table-count count="11"/>
				<equation-count count="8"/>
				<ref-count count="72"/>
			</counts>
		</article-meta>
	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>1 Introdução</title>
			<p>A desigualdade na distribuição dos rendimentos da produção e sua persistência no
				tempo são temas tradicionais das Ciências Econômicas, sendo consideradas como dois
				dos principais distúrbios do capitalismo. Esse argumento parte da premissa de que a
				renda total gerada pode ser suficiente para que todos os indivíduos consigam
				usufruir de uma vida mais digna<sup><xref ref-type="fn" rid="fn1">1</xref></sup>,
				suprindo suas necessidades vitais. Porém, dado o funcionamento do sistema
				capitalista, há uma tendência de concentração de seus rendimentos em algumas pessoas
					(<xref ref-type="bibr" rid="B66">Stiglitz, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B54">Piketty, 2014</xref>). No Brasil, a desigualdade de renda é,
				historicamente, um importante problema socioeconômico.</p>
			<p>Assim, são de fundamental relevância a realização de investigações e o
				desenvolvimento de ferramentas que ajudem a compreender o problema; em especial,
				análises sobre os seus possíveis condicionantes, dentre as quais, avaliações de como
				a estrutura produtiva distribui os rendimentos do trabalho<sup><xref ref-type="fn"
						rid="fn2">2</xref></sup>. É nesse sentido que este estudo contribui com
				evidências adicionais. O primeiro objetivo é propor uma medida de desigualdade da
				renda do trabalho que considere as distribuições intra e intersetoriais: o Índice de
				Desigualdade Intra e Intersetorial (IDIIS), calculado pela agregação do Gini
				setorial a um índice de desigualdade de rendimento setorial.</p>
			<p>O segundo objetivo é propor uma classificação histórica dos setores brasileiros com o
				IDIIS como critério de categorização. Para isso, a metodologia consiste na
				estratificação dos setores em quatro <italic>clusters</italic> (alto IDIIS,
				médio-alto IDIIS, médio-baixo IDIIS e baixo IDIIS) pelo método de Análise
				Hierárquica de <italic>Cluster</italic> de <xref ref-type="bibr" rid="B72">Ward
					(1963)</xref>. Os dados utilizados são da Pesquisa Nacional por Amostra de
				Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de
				1976 a 2019. Assim, são empregados dados ao longo de cinco décadas (1970, 1980,
				1990, 2000 e 2010), o que permite que os agrupamentos dos setores segundo o IDIIS
				reflitam uma tendência histórica das desigualdades e não um momento específico ou
				padrões sazonais.</p>
			<p>O amplo conjunto de anos considerados possibilita, ainda, que a avaliação das
				evoluções das desigualdades seja contextualizada por possíveis efeitos de ciclos
				econômicos (recessões e expansões). Para isso, é utilizada como referência a
				delimitação de ciclos do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) da Fundação
				Getúlio Vargas (FGV). Assim, outro objetivo é sugerir relações entre a conjuntura
				econômica e as desigualdades setoriais. A contextualização também tem o papel de
				sinalizar a sensibilidade da classificação proposta. Ademais, avalia-se como esta
				classificação se diferencia de alternativas baseadas nas dimensões desagregadas do
				IDIIS.</p>
			<p>Assim, o presente estudo endereça evidências adicionais ao debate sobre possíveis
				efeitos de recessões e expansões econômicas no mercado de trabalho brasileiro. Os
				indícios existentes são favoráveis a reduções de postos de trabalho nas diferentes
				recessões, mas os impactos sobre o nível e a desigualdade dos rendimentos parecem
				ser heterogêneos conforme as características das crises, dos trabalhadores e
				setoriais (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Cacciamali; Tatei, 2010</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B10">2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B61">Silva;
					Fonseca Neto, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B59">Santos; Saiani,
					2020</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B14">Courseuil et al. (2022)</xref>,
				por exemplo, ao compararem a crise de 2015-2016 à da pandemia do COVID-19, mostram
				que as duas culminaram em queda da população ocupada. Porém, os trabalhadores mais
				vulneráveis (jovens, mulheres, negros e baixa escolaridade) foram mais afetados na
				segunda, elevando os rendimentos médios habituais, ao contrário da anterior - o que
				não foi transmitido aos rendimentos efetivos devido à diminuição nas horas
				trabalhadas em função das restrições de mobilidade decorrentes das medidas de
				enfrentamento da pandemia, da redução da demanda e do auxílio financeiro do governo
				federal.</p>
			<p>Cabe destacar, ainda, que o indicador mais adotado para medir a desigualdade de renda
				é o índice de Gini, seguido por algum índice (T ou L) de Theil (<xref
					ref-type="bibr" rid="B31">Hoffmann et al., 2019</xref>). Estes sinalizam a
				desigualdade “interna” à unidade de análise (no caso, setor econômico); ou seja,
				captam uma dimensão da distribuição da renda (intra), mas não a desigualdade entre
				as unidades de análise (inter). O problema é que uma desigualdade interna pode ser
				baixa (ou alta), mas a um nível de renda também relativamente baixo (ou alto).
				Assim, apesar de serem relevantes, as análises que consideram somente o índice Gini
				(ou de Theil) podem superestimar ou subestimar o problema da distribuição
				setorialmente desigual dos rendimentos do trabalho. Justifica-se, então, o ajuste do
				Gini setorial pela desigualdade de rendimento e as análises mais qualificadas com o
				índice sintético. Quanto à classificação derivada desse índice, cabe ressaltar que
				não foi encontrada outra que tome como critério de estratificação a desigualdade da
				renda do trabalho<sup><xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref></sup>.</p>
			<p>Antecipadamente, vale apontar que mudanças na PNAD ao longo do período considerado
				tornaram necessárias algumas compatibilizações que possibilitaram a análise de nove
				setores: a) administração pública; b) agropecuária; c) comércio; d) construção; e)
				educação e saúde humana; f) indústria; g) serviços de alta complexidade; h) serviços
				de baixa complexidade; e i) transporte e armazenagem. Embora a
					<italic>priori</italic> fosse esperado um conjunto maior de setores, esta
				abertura é superior à maioria dos trabalhos com aplicações para o Brasil. Além
				disso, estes trabalhos tendem a empregar informações para períodos mais curtos.
				Logo, é possível comparar evidências e, assim, verificar a validade de argumentos
				consagrados na literatura para setores econômicos mais desagregados e dados de um
				longo período da histórica econômica brasileira.</p>
			<p>Um aspecto a destacar antes das análises com início no ano de 1976 é que a discussão
				até então sobre a distribuição de renda no Brasil associava este problema à dinâmica
				setorial (<xref ref-type="bibr" rid="B53">Perosa et al., 2021</xref>). Por exemplo,
					<xref ref-type="bibr" rid="B23">Furtado (1967)</xref> advoga que o predomínio
				agrário na fase inicial do desenvolvimento brasileiro foi regido sob o sistema de
				concentração de propriedades e outras atividades. Já <xref ref-type="bibr" rid="B11"
					>Cano (1981)</xref> aponta que a concentração espacial da indústria no Sudeste,
				especialmente em São Paulo, também culminou em distribuição desigual da renda no
				território.</p>
			<p>Outro destaque é o debate conhecido como “Controvérsia de 70”, em que economistas com
				distintas visões buscavam explicar o caráter concentrador do “Milagre Econômico”
				(1968 a 1973), no qual o país atingiu elevadas taxas de crescimento econômico
				impulsionadas pela industrialização (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Gandra,
					2005</xref>). Uma visão, fundamentada pela Teoria do Capital Humano, atribuia o
				fato a diferenças salariais entre trabalhadores segundo as qualificações e entre o
				setor rural e a indústria (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Langoni, 1973</xref>).
				Outra visão justificava o fenômeno por políticas do governo, que geraram compressão
				salarial (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Fishlow, 1972</xref>, <xref
					ref-type="bibr" rid="B21">1978</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B32">Hoffmann;
					Duarte, 1972</xref>). O argumento da terceira visão apontava a estrutura
				hierárquica e salarial das empresas (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bacha,
					1978</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Bacha; Taylor, 1980</xref>). Já
				pesquisadores da “Escola de Campinas” advogavam que a industrialização priorizou
				atividades concentradoras (<xref ref-type="bibr" rid="B67">Tavares, 1975</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B46">Mello, 1986</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B12">Cardoso; Pochmann, 2000</xref>).</p>
			<p>Após a “Controvérsia de 70”, o debate sobre distribuição de renda no país focou os
				papeis da inflação e da heterogeneidade educacional. Já a partir dos anos 2000, a
				literatura enfatizou as evoluções das desigualdades, as relacionando a políticas e à
				conjuntura econômica (<xref ref-type="bibr" rid="B53">Perosa et al., 2021</xref>). A
				associação entre a distribuição de renda e os setores econômicos, no geral, ocorreu
				com avaliações empíricas<sup><xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref></sup>, embasadas
				pelas Teorias da Segmentação do Mercado de Trabalho e/ou do Capital Humano (<xref
					ref-type="bibr" rid="B40">Lima, 1980</xref>), que: a) averiguaram os impactos da
				estrutura produtiva na desigualdade de renda brasileira (ou de recortes
				geográficos); ou b) examinaram as desigualdades intrassetoriais dos rendimentos do
				trabalho; ou c) investigaram as disparidades intersetoriais que fazem com que
				trabalhadores comparáveis, mas em setores distintos, recebam prêmios por atributos
				distintos - por exemplo, variações de produtividade e estruturas de cargos e
				carreiras específicas. O presente estudo contribui para as duas últimas vertentes da
				literatura ao analisar duas dimensões da desiguladade setorial (intra e inter) dos
				rendimentos do trabalho.</p>
			<p>Para atingir os objetivos propostos, o estudo está estruturado em três seções, além
				desta Introdução e das Considerações Finais. Na segunda seção, são apresentados os
				procedimentos empíricos e os dados utilizados para calcular o IDIIS de cada setor e
				ano e, a partir deste índice, propor uma classificação setorial que tome como
				parâmetro a desigualdade dos rendimentos do trabalho. Na terceira seção, são
				analisadas as evoluções dos índices setoriais de desigualdade (desagregados e
				agregados). Finalmente, na quarta seção, a classificação setorial é apresentada.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>2 Procedimentos empíricos e classificações propostas</title>
			<p>O cálculo do aqui proposto índice de desigualdade intra e intersetorial dos
				rendimentos do trabalho<sup><xref ref-type="fn" rid="fn5">5</xref></sup>, denominado
				de IDIIS, consiste na agregação: a) da desigualdade dos rendimentos do trabalho
				interna ao setor - desigualdade intrassetorial -; e b) da posição do rendimento
				médio do setor na distribuição dos rendimentos médios setoriais - desigualdade
				intersetorial. A desigualdade intrassetorial é calculada pelo índice de <italic>Gini
					setorial</italic> conforme a equação (1). Este varia entre zero e um - quanto
				mais próximo de um, maior a concentração dos rendimentos.</p>
			<disp-formula id="e1">
				<label>(1)</label>
				<mml:math display="block" id="e01" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:mrow>
						<mml:mi>G</mml:mi>
						<mml:msub>
							<mml:mi>S</mml:mi>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>i</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
							</mml:mrow>
						</mml:msub>
						<mml:mo>=</mml:mo>
						<mml:mn>1</mml:mn>
						<mml:mo>-</mml:mo>
						<mml:munderover>
							<mml:mo>∑</mml:mo>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>k</mml:mi>
								<mml:mo>=</mml:mo>
								<mml:mn>0</mml:mn>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>k</mml:mi>
								<mml:mo>=</mml:mo>
								<mml:mi>n</mml:mi>
								<mml:mo>-</mml:mo>
								<mml:mn>1</mml:mn>
							</mml:mrow>
						</mml:munderover>
						<mml:mfenced>
							<mml:mrow>
								<mml:msub>
									<mml:mi>L</mml:mi>
									<mml:mrow>
										<mml:mi>i</mml:mi>
										<mml:mi>t</mml:mi>
										<mml:mo>,</mml:mo>
										<mml:mo> </mml:mo>
										<mml:mi>k</mml:mi>
										<mml:mo>+</mml:mo>
										<mml:mn>1</mml:mn>
									</mml:mrow>
								</mml:msub>
								<mml:mo>-</mml:mo>
								<mml:msub>
									<mml:mi>L</mml:mi>
									<mml:mrow>
										<mml:mi>i</mml:mi>
										<mml:mi>t</mml:mi>
										<mml:mo>,</mml:mo>
										<mml:mo> </mml:mo>
										<mml:mi>k</mml:mi>
									</mml:mrow>
								</mml:msub>
							</mml:mrow>
						</mml:mfenced>
						<mml:mfenced>
							<mml:mrow>
								<mml:msub>
									<mml:mi>W</mml:mi>
									<mml:mrow>
										<mml:mi>i</mml:mi>
										<mml:mi>t</mml:mi>
										<mml:mo>,</mml:mo>
										<mml:mi>k</mml:mi>
										<mml:mo>+</mml:mo>
										<mml:mn>1</mml:mn>
									</mml:mrow>
								</mml:msub>
								<mml:mo>-</mml:mo>
								<mml:msub>
									<mml:mi>W</mml:mi>
									<mml:mrow>
										<mml:mi>i</mml:mi>
										<mml:mi>t</mml:mi>
										<mml:mo>,</mml:mo>
										<mml:mi>k</mml:mi>
									</mml:mrow>
								</mml:msub>
							</mml:mrow>
						</mml:mfenced>
					</mml:mrow>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<p>sendo: <italic>GS<sub>it</sub></italic> o índice de Gini dos rendimentos do trabalho
				do setor <italic>i</italic> no ano <italic>t; n</italic> os trabalhadores totais do
				setor <italic>i</italic> no ano <italic>t</italic> (Gini setorial);
						<italic>L<sub>(it,k)</sub></italic> a proporção acumulada de trabalhadores
				do setor <italic>i</italic> no ano <italic>t</italic> da <italic>k</italic>-ésima
				posição da distribuição dos rendimentos do trabalho; e
					<italic>W<sub>(it,k)</sub></italic> a proporção acumulada dos rendimentos do
				trabalho do setor <italic>i</italic> no ano <italic>t</italic> da
				<italic>k</italic>-ésima posição da distribuição.</p>
			<p>O cálculo da desigualdade intersetorial é feito conforme a equação (2). Essa medida é
				chamada de <italic>desigualdade de rendimento setorial</italic>. Dada a similaridade
				com a mensuração de outros índices, como o de Desenvolvimento Humano (IDH), a medida
				pode ser interpretada como a 'qualidade' do rendimento médio do trabalho do setor i
				em relação aos demais setores<sup><xref ref-type="fn" rid="fn6">6</xref></sup>.</p>
			<disp-formula id="e2">
				<label>(2)</label>
				<mml:math display="block" id="e02" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:mi>D</mml:mi>
					<mml:mi>R</mml:mi>
					<mml:msub>
						<mml:mi>S</mml:mi>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>i</mml:mi>
							<mml:mi>t</mml:mi>
						</mml:mrow>
					</mml:msub>
					<mml:mo>=</mml:mo>
					<mml:mfrac>
						<mml:mrow>
							<mml:mo>(</mml:mo>
							<mml:msubsup>
								<mml:mrow>
									<mml:mover>
										<mml:mi>w</mml:mi>
										<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
									</mml:mover>
								</mml:mrow>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>j</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
								<mml:mrow>
									<mml:mo movablelimits="true">max</mml:mo>
								</mml:mrow>
							</mml:msubsup>
							<mml:mo>-</mml:mo>
							<mml:msub>
								<mml:mrow>
									<mml:mover>
										<mml:mi>w</mml:mi>
										<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
									</mml:mover>
								</mml:mrow>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>i</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
							</mml:msub>
							<mml:mo>)</mml:mo>
						</mml:mrow>
						<mml:mrow>
							<mml:mo>(</mml:mo>
							<mml:msubsup>
								<mml:mrow>
									<mml:mover>
										<mml:mi>w</mml:mi>
										<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
									</mml:mover>
								</mml:mrow>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>j</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
								<mml:mrow>
									<mml:mo movablelimits="true">max</mml:mo>
								</mml:mrow>
							</mml:msubsup>
							<mml:mo>-</mml:mo>
							<mml:msubsup>
								<mml:mrow>
									<mml:mover>
										<mml:mi>w</mml:mi>
										<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
									</mml:mover>
								</mml:mrow>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>j</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
								<mml:mrow>
									<mml:mo movablelimits="true">min</mml:mo>
								</mml:mrow>
							</mml:msubsup>
							<mml:mo>)</mml:mo>
						</mml:mrow>
					</mml:mfrac>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<p>sendo: <italic>DRS<sub>it</sub></italic> a desigualdade de rendimento do trabalho do
				setor <italic>i</italic> no ano <italic>t</italic>; <inline-formula>
					<mml:math id="e03" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
						<mml:msub>
							<mml:mrow>
								<mml:mover>
									<mml:mi>w</mml:mi>
									<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
								</mml:mover>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>i</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
							</mml:mrow>
						</mml:msub>
					</mml:math>
				</inline-formula> o rendimento médio do trabalho do setor <italic>i</italic> no ano
					<italic>t</italic>; (<inline-formula>
					<mml:math id="e04" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
						<mml:msubsup>
							<mml:mrow>
								<mml:mover>
									<mml:mi>w</mml:mi>
									<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
								</mml:mover>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>j</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mo movablelimits="true">max</mml:mo>
							</mml:mrow>
						</mml:msubsup>
						<mml:mo>-</mml:mo>
						<mml:msubsup>
							<mml:mrow>
								<mml:mover>
									<mml:mi>w</mml:mi>
									<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
								</mml:mover>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>j</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mo movablelimits="true">min</mml:mo>
							</mml:mrow>
						</mml:msubsup>
					</mml:math>
				</inline-formula>) a amplitude dos rendimentos médios setoriais em
					<italic>t</italic>; <inline-formula>
					<mml:math id="e05" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
						<mml:msubsup>
							<mml:mrow>
								<mml:mover>
									<mml:mi>w</mml:mi>
									<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
								</mml:mover>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>j</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mo movablelimits="true">max</mml:mo>
							</mml:mrow>
						</mml:msubsup>
					</mml:math>
				</inline-formula> o rendimento médio do trabalho máximo entre os <italic>j</italic>
				setores em <italic>t</italic>; e <inline-formula>
					<mml:math id="e06" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
						<mml:msubsup>
							<mml:mrow>
								<mml:mover>
									<mml:mi>w</mml:mi>
									<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
								</mml:mover>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>j</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
							</mml:mrow>
							<mml:mrow>
								<mml:mo movablelimits="true">min</mml:mo>
							</mml:mrow>
						</mml:msubsup>
					</mml:math>
				</inline-formula> o rendimento médio do trabalho mínimo<sup><xref ref-type="fn"
						rid="fn7">7</xref></sup> entre os <italic>j</italic> setores no ano
					<italic>t</italic>.</p>
			<p>A desigualdade de rendimento setorial varia entre zero e um. Quanto mais próxima de
				um, pior é, relativamente, o rendimento médio do setor; já quanto mais próxima de
				zero, melhor é, relativamente, o rendimento médio do setor. O valor um (pior
				situação possível) é obtido se o rendimento médio do setor <italic>i</italic> é o
				menor entre todos os setores <italic>j</italic>. No outro extremo, o valor zero
				(melhor situação) ocorre se o rendimento médio do setor é o maior entre todos os
				setores.</p>
			<p>Finalmente, a equação (3) apresenta o cálculo do IDIIS que é a média aritmética do
				Gini setorial. Dessa forma, combina igualmente a desigualdade intrassetorial dos
				rendimentos do trabalho e a posição do rendimento médio do setor (desigualdade
				intersetorial). Assim, combina igualmente a desigualdade intrassetorial dos
				rendimentos do trabalho do setor i e a posição relativa do rendimento médio deste
				setor (desigualdade intersetorial). O IDIIS pode assumir valores entre zero e um. Um
				índice próximo a um sinaliza que o setor tem elevada desigualdade intrassetorial e
				rendimento médio relativamente baixo. Já um setor com IDIIS próximo a zero tem baixa
				desigualdade intrassetorial e rendimento médio relativamente grande.</p>
			<disp-formula id="e3">
				<label>(3)</label>
				<mml:math display="block" id="e07" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:mi>I</mml:mi>
					<mml:mi>D</mml:mi>
					<mml:mi>I</mml:mi>
					<mml:mi>I</mml:mi>
					<mml:msub>
						<mml:mi>S</mml:mi>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>i</mml:mi>
							<mml:mi>t</mml:mi>
						</mml:mrow>
					</mml:msub>
					<mml:mo>=</mml:mo>
					<mml:mfrac>
						<mml:mn>1</mml:mn>
						<mml:mn>2</mml:mn>
					</mml:mfrac>
					<mml:mrow>
						<mml:mo>(</mml:mo>
						<mml:mi>G</mml:mi>
						<mml:msub>
							<mml:mi>S</mml:mi>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>i</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
							</mml:mrow>
						</mml:msub>
						<mml:mo>+</mml:mo>
						<mml:mi>D</mml:mi>
						<mml:mi>R</mml:mi>
						<mml:msub>
							<mml:mi>S</mml:mi>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>i</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
							</mml:mrow>
						</mml:msub>
						<mml:mo>)</mml:mo>
					</mml:mrow>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<p>sendo: <italic>IDIIS<sub>it</sub></italic> o índice de desigualdade intra e
				intersetorial dos rendimentos do trabalho do setor <italic>i</italic> no ano
					<italic>t; GS<sub>it</sub></italic> o Gini setorial do setor <italic>i</italic>
				no ano <italic>t</italic>; e <italic>DRS<sub>it</sub></italic> o índice de
				desigualdade de rendimento do trabalho do setor <italic>i</italic> no ano
					<italic>t</italic>.</p>
			<p>Portanto, em comparação a medidas de renda média, o IDIIS tem a vantagem de captar o
				rendimento médio de uma unidade de análise (setor econômico) relativamente a outras.
				Em comparação a indicadores de distribuição, a vantagem do IDIIS consiste em também
				sinalizar em qual nível de renda média (relativa) ocorre dada desigualdade. Ademais,
				uma crítica sofrida por índices que agregam mais de uma dimensão (sintéticos) é a
				perda da “comensurabilidade de suas variações” devido às eventuais transformações
				matemáticas para tornar as dimensões mais comparáveis (<xref ref-type="bibr"
					rid="B26">Guimarães; Jannuzzi, 2005</xref>, p. 79). Nesse sentido, o IDIIS é
				mais robusto por empregar duas dimensões de uma mesma variável originária
				(rendimento do trabalho).</p>
			<p>Para classificar os setores econômicos segundo os graus de desigualdade sinalizados
				pelo IDIIS, é empregada a Análise Hierárquica de <italic>Cluster</italic> (<xref
					ref-type="bibr" rid="B28">Halkidi et al., 2001</xref>; <xref ref-type="bibr"
					rid="B18">Fávero et al., 2009</xref>). Por meio desta técnica, que é
				fundamentada pela estatística de interdependência, os setores são agrupados por seus
				IDIIS buscando maximizar a homogeneidade dos componentes de um grupo e a
				heterogeneidade entre os grupos. Os agrupamentos são feitos a partir de três
				escolhas (fases): a) a medida de dissimilaridade (distância); b) o algoritmo; e c) a
				quantidade de <italic>clusters</italic>. Adota-se como medida de dissimilaridade a
				Distância Quadrática Euclidiana, conforme a equação (4).</p>
			<disp-formula id="e4">
				<label>(4)</label>
				<mml:math display="block" id="e08" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:msubsup>
						<mml:mi>d</mml:mi>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>i</mml:mi>
							<mml:mi>j</mml:mi>
						</mml:mrow>
						<mml:mn>2</mml:mn>
					</mml:msubsup>
					<mml:mo>=</mml:mo>
					<mml:munderover>
						<mml:mo>∑</mml:mo>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>t</mml:mi>
							<mml:mo>=</mml:mo>
							<mml:mn>1</mml:mn>
						</mml:mrow>
						<mml:mi>T</mml:mi>
					</mml:munderover>
					<mml:msup>
						<mml:mrow>
							<mml:mo>(</mml:mo>
							<mml:mi>I</mml:mi>
							<mml:mi>D</mml:mi>
							<mml:mi>I</mml:mi>
							<mml:mi>I</mml:mi>
							<mml:msub>
								<mml:mi>S</mml:mi>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>i</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
							</mml:msub>
							<mml:mo>-</mml:mo>
							<mml:mi>I</mml:mi>
							<mml:mi>D</mml:mi>
							<mml:mi>I</mml:mi>
							<mml:mi>I</mml:mi>
							<mml:msub>
								<mml:mi>S</mml:mi>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>j</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
							</mml:msub>
							<mml:mo>)</mml:mo>
						</mml:mrow>
						<mml:mn>2</mml:mn>
					</mml:msup>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<p>sendo: <italic>d<sub>ij</sub><sup>2</sup></italic> a distância quadrática euclidiana
				entre os setores <italic>i</italic> e <italic>j; T</italic> o total de anos
				considerados; <italic>IDIIS<sub>it</sub></italic> o índice de desigualdade intra e
				intersetorial dos rendimentos do trabalho do setor <italic>i</italic> no ano
					<italic>t</italic>; e <italic>IDIIS<sub>jt</sub></italic> o índice de
				desigualdade intra e intersetorial do setor <italic>j</italic>
				(<italic>j≠i</italic>) no ano <italic>t</italic>.</p>
			<p>Assim, a dissimilaridade é obtida pelo somatório do quadrado da diferença entre pares
				de setores em cada um dos anos. Tal medida é recomendada por <xref ref-type="bibr"
					rid="B27">Hair et al. (2005)</xref> quando é usado o algoritmo (ou método)
				hierárquico (aglomerativo) de <xref ref-type="bibr" rid="B72">Ward (1963)</xref>,
				como no presente estudo. Simplificadamente, os <italic>clusters</italic> são
				identificados por meio da minimização das dissimilaridades intragrupos (maximização
				da homogeneidade) depois de sucessivos agrupamentos dos setores.</p>
			<p>Para determinar a quantidade de <italic>clusters</italic>, são usados dendogramas
				estimados pelo método de ligação de <xref ref-type="bibr" rid="B72">Ward
					(1963)</xref>. Estes possibilitam observar o processo de construção dos
					<italic>clusters</italic> um a um e, a partir disso, definir a quantidade de
				grupos ideal. O método de Ward diferencia-se de métodos não hierárquicos, nos quais
				a quantidade de grupos é determinada arbitrariamente e pode alterar cada vez que o
				processo é repetido (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Halkidi et al., 2001</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B18">Fávero et al., 2009</xref>).</p>
			<p>Neste estudo, a quantidade resultante é de quatro <italic>clusters</italic>, a partir
				dos quais é proposta a estratificação exposta no <xref ref-type="table" rid="t1"
					>Quadro 1</xref>. Portanto, considerando a desigualdade intra e intersetorial,
				propõe-se a classificação dos setores econômicos brasileiros em: a) baixo IDIIS
				(melhores situações); b) médio-baixo IDIIS; c) médio-alto IDIIS; e d) alto IDIIS
				(piores situações)<sup><xref ref-type="fn" rid="fn8">8</xref></sup>.</p>
			<p><table-wrap id="t1">
				<label>Quadro 1</label>
				<caption>
					<title>Classificações dos setores econômicos brasileiros em
							<italic>clusters</italic> segundo o IDIIS</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left"><italic>Clusters</italic></th>
							<th align="center">Classificações</th>
							<th align="center" valign="top">Interpretações</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">1</td>
							<td align="center">Baixo IDIIS</td>
							<td align="center" valign="top">Baixa desigualdade intra e intersetorial
								(valores mais próximos de zero) </td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">2</td>
							<td align="center">Médio-Baixo IDIIS</td>
							<td align="center" valign="top">Média-baixa desigualdade intra e
								intersetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">3</td>
							<td align="center">Médio-Alto IDIIS</td>
							<td align="center" valign="top">Média-alta desigualdade intra e
								intersetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">4</td>
							<td align="center">Alto IDIIS</td>
							<td align="center" valign="top">Alta desigualdade intra e intersetorial
								(valores mais próximos de um) </td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
			</table-wrap></p>
			<p>Como apontado, a não arbitrariedade é uma vantagem da Análise Hierárquica de
					<italic>Cluster</italic>. Isto porque, no caso em pauta, os setores são
				agrupados segundo semelhanças entre eles e não por algum critério ou corte
				estabelecidos pelos autores - estes estabelecem apenas o número de
					<italic>clusters</italic>. Em contrapartida, há limitações, como sensibilidade a
					<italic>outliers</italic> e possibilidade de gerar <italic>clusters</italic> com
				poucos elementos (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Halkidi et al., 2001</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B18">Fávero et al., 2009</xref>). Porém, conforme é
				mostrado mais adiante, estas limitações não comprometem as análises feitas no
				presente estudo.</p>
			<p>Destaca-se, ainda, o fato de serem aqui utilizadas informações para um extenso
				conjunto de anos, o que faz com que os agrupamentos não reflitam um momento
				específico ou padrões sazonais, mas sim uma tendência histórica. Para isso, são
				empregados microdados de pessoas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
				(PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1976 a 2019.
				Ou seja, no maior período em sequência em que a pesquisa foi aplicada<sup><xref
						ref-type="fn" rid="fn9">9</xref></sup> - excetuando-se somente os anos
				censitários (1980, 1991 e 2000) e 1994, no qual foi reformulada. O último ano é 2019
				para evitar discrepâncias devido à pandemia do COVID.</p>
			<p>Em 2016, a PNAD Anual, iniciada em 1971, foi substituída pela PNAD Contínua. Esta,
				além da periodicidade da coleta de alguns dados e, assim, das análises possíveis
				(trimestrais), possui diferenças metodológicas. Para minimizar discrepâncias entre
				os dados das duas PNAD, são feitas algumas compatibilizações seguindo <xref
					ref-type="bibr" rid="B69">Vaz e Barreira (2016)</xref> e <xref ref-type="bibr"
					rid="B59">Santos e Saiani (2020)</xref>: a) por não ser contemplada
				integralmente em todos os anos, a região Norte é excluída; b) a idade mínima é 14
				anos e a máxima é 130 anos; c) exclusão de ocupados com renda zero (produção para o
				próprio consumo); iv) rendimentos do trabalho deflacionados para 10 de setembro de
				2019 pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação
				Getulio Vargas (FGV); e e) exclusão de ocupados com rendimento superior a R$ 1
				milhão (<italic>outliers</italic>)<sup><xref ref-type="fn" rid="fn10"
					>10</xref></sup>.</p>
			<p>Ademais, os setores na PNAD mudaram no tempo. Pelo <xref ref-type="table" rid="t2"
					>Quadro 2</xref>: a) em 1977, “serviço auxiliar da atividade econômica” e “outra
				atividade ou procurando emprego pela primeira vez” foram agregados em “outras
				atividades”; b) em 1979, “outras atividades” foram divididas em “serviços auxiliares
				da atividade econômica” e “outra atividade”; c) em 2002, “prestação de serviços” foi
				desagregada em “alojamento e alimentação”, “outros serviços coletivos, sociais e
				pessoais” e “serviços domésticos”; “serviços auxiliares da atividade econômica” e
				“outra atividade” foram agregados em “outras atividades”; e “serviços de reparação”
				foram retirados do “comércio e reparação” e inseridos em “serviços de baixa
				complexidade”; e d) em 2012, “outras atividades industriais” e “indústria de
				transformação” tornaram-se “indústria geral”.</p>
			<p><table-wrap id="t2">
				<label>Quadro 2</label>
				<caption>
					<title>Estratificação dos setores econômicas na PNAD de 1976 a 2019 e
						compatibilização realizada</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" colspan="5">PNAD</th>
							<th align="center" rowspan="2">Compatibilização para as Análises
								<break/>(1976 a 2019)</th>
						</tr>
						<tr>
							<th align="left">1976</th>
							<th align="center">1977 a 1978</th>
							<th align="center">1979 a 2001</th>
							<th align="center">2002 a 2011</th>
							<th align="center">2012 a 2019</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left" style="background-color:#f2f2f2;">Atividade
								agrícola</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Agrícola</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Agrícola</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Agrícola</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Agricultura,
								pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Agropecuária</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Indústria de transformação; </td>
							<td align="center">Indústria de transformação</td>
							<td align="center">Indústria de transformação</td>
							<td align="center">Outras atividades industriais</td>
							<td align="center" rowspan="2">Indústria geral</td>
							<td align="center" rowspan="2">Indústria</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Outra atividade industrial</td>
							<td align="center">Outras atividades da indústria</td>
							<td align="center">Outras atividades industriais</td>
							<td align="center">Indústria de transformação</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" style="background-color:#f2f2f2;">Indústria da
								construção</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Indústria da
								construção</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Indústria da
								construção</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Construção</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Construção</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Construção</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Comércio de mercadorias</td>
							<td align="center">Comércio de mercadorias</td>
							<td align="center">Comércio de mercadorias</td>
							<td align="center">Comércio e reparação</td>
							<td align="center">Comércio, reparação de veículos automotores e
								motocicletas</td>
							<td align="center">Comércio</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" rowspan="3" style="background-color:#f2f2f2;">Prestação
								de serviços</td>
							<td align="center" rowspan="3" style="background-color:#f2f2f2;"
								>Prestação de serviços</td>
							<td align="center" rowspan="3" style="background-color:#f2f2f2;"
								>Prestação de serviços</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Alojamento e
								alimentação</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Alojamento e
								alimentação</td>
							<td align="center" rowspan="3" style="background-color:#f2f2f2;"
								>Serviços de baixa complexidade</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" style="background-color:#f2f2f2;">Outros serviços
								coletivos, sociais e pessoais</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Outros
								serviços</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" style="background-color:#f2f2f2;">Serviços
								domésticos</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Serviços
								domésticos</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviço auxiliar atividade econômica</td>
							<td align="center" rowspan="2">Outras atividades</td>
							<td align="center">Serviços auxiliares da atividade econômica</td>
							<td align="center" rowspan="2">Outras atividades</td>
							<td align="center" rowspan="2">Informação, comunicação e atividades
								financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas</td>
							<td align="center" rowspan="2">Serviços de alta complexidade</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Outra atividade ou procurando emprego pela 1ª vez</td>
							<td align="center">Outra atividade</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" style="background-color:#f2f2f2;">Transporte e
								comunicação</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Transporte e
								comunicação</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Transporte e
								comunicação</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Transporte,
								armazenagem e comunicação</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Transporte,
								armazenagem e correio</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Transporte e
								armazenagem</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Atividade social</td>
							<td align="center">Social</td>
							<td align="center">Social</td>
							<td align="center">Educação, saúde e serviços sociais</td>
							<td align="center">Educação, saúde humana e serviços sociais</td>
							<td align="center">Educação e saúde humana</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" style="background-color:#f2f2f2;">Administração
								pública</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Administração
								pública</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Administração
								pública</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Administração
								pública</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Administração
								pública, defesa e seguridade social</td>
							<td align="center" style="background-color:#f2f2f2;">Administração
								pública</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
			<p>Levando em conta estas mudanças da PNAD e a Classificação Nacional de Atividades
				Econômicas (CNAE), versão 2.0 - adaptação para pesquisas populacionais
				(CNAE-Domiciliar 2.0) -, o <xref ref-type="table" rid="t2">Quadro 2</xref> também
				demonstra a compatibilização aqui adotada, a qual torna possíveis avaliações no
				período considerado para nove setores econômicos: 1) administração pública; 2)
				agropecuária; 3) comércio; 4) construção; 5) educação e saúde humana; 6) indústria;
				7) serviços de alta complexidade; 8) serviços de baixa complexidade; e 9) transporte
				e armazenagem<sup><xref ref-type="fn" rid="fn11">11</xref></sup>.</p>
			<p>Além das evoluções das dimensões (Gini setorial e desigualdade de rendimento
				setorial) e dos IDIIS dos nove setores e dos resultados da análise de
					<italic>clusters</italic> para a classificação (<xref ref-type="table" rid="t1"
					>Quadro 1</xref>), algumas avaliações de sensibilidade são conduzidas para
				testar a robustez dos resultados. A primeira beneficia-se do emprego de dados de
				quase quarenta anos em cinco décadas (1970, 1980, 1990, 2000 e 2010): discussões
				contextualizadas pelos ciclos econômicos no período e comparações dos setores, por
				testes-t de diferenças de médias e <italic>clusters</italic> específicos, em anos de
				recessão e expansão econômica. Para isso, é adaptada a classificação do Comitê de
				Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com dados do
				Sistema de Contas Nacionais do IBGE, o Comitê aponta as durações e amplitudes dos
				ciclos no Brasil. O <xref ref-type="table" rid="t3">Quadro 3</xref> mostra que há
				nove recessões no período analisado, mas delimitadas em trimestres. Para as análises
				anuais, é aqui considerado que um ano teve recessão se este problema é sinalizado ao
				menos em um trimestre.</p>
			<p><table-wrap id="t3">
				<label>Quadro 3</label>
				<caption>
					<title>Períodos de recessão da economia brasileira de 1976 a 2019</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left">Períodos (Ano.Trimestre)</th>
							<th align="center">Motivos</th>
							<th align="center">Variações (%) Acumuladas do PIB</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">1981.1 - 1983.1</td>
							<td align="center">Crise da dívida externa (crise de liquidez)</td>
							<td align="center">-8,5%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">1987.3 - 1988.4</td>
							<td align="center">Crise de hiperinflação</td>
							<td align="center">-4,2%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">1989.3 - 1992.1</td>
							<td align="center">Crise de hiperinflação</td>
							<td align="center">-7,7%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">1995.2 - 1995.3</td>
							<td align="center">Crise do México</td>
							<td align="center">-2,8%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">1998.1 - 1999.1</td>
							<td align="center">Crise Asiática e quebra de bancos de investimentos
								nos EUA</td>
							<td align="center">-1,5%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">2001.2 - 2001.4</td>
							<td align="center">Crise da Argentina, 11 de setembro e crise
								energética</td>
							<td align="center">-0,9%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">2003.1 - 2003.2</td>
							<td align="center">Efeito Lula</td>
							<td align="center">-1,6%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">2008.4 - 2009.1</td>
							<td align="center">Crise do <italic>subprime</italic></td>
							<td align="center">-5,5%</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">2014.2 - 2016.4</td>
							<td align="center">Expansão do crédito, fim do ciclo das
									<italic>commodities</italic> e crise política
									(<italic>Impeachment</italic>)</td>
							<td align="center">-8,6%</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: CODACE. Elaboração dos autores.</attrib>
					<attrib>Nota: PIB - Produto Interno Bruto.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
			<p>Um questionamento que pode ser feito ao cálculo do IDIIS é o motivo do uso do índice
				de Gini e não de outro indicador de distribuição de renda adaptado à análise
				setorial. Para mostrar que, para o objetivo deste estudo, a medida de distribuição
				de rendimentos não afetaria sua principal evidência (ordenamento dos setores), são
				comparadas as evoluções do Gini setorial e do <italic>Theil setorial</italic>
				(Theil-L) - equações (5) e (6). Portanto, são comparadas as desigualdades
				intrasetoriais por duas medidas tradicionais de distribuição de renda<sup><xref
						ref-type="fn" rid="fn12">12</xref></sup>. O índice de Theil-L varia entre 0
				e ln⁡<italic>(n)</italic> Quanto maior o valor, pior é a distribuição da renda do
				trabalho no setor.</p>
			<disp-formula id="e5">
				<label>(5)</label>
				<mml:math display="block" id="e09" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:mi>T</mml:mi>
					<mml:msub>
						<mml:mi>S</mml:mi>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>i</mml:mi>
							<mml:mi>t</mml:mi>
						</mml:mrow>
					</mml:msub>
					<mml:mo>=</mml:mo>
					<mml:munderover>
						<mml:mo>∑</mml:mo>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>k</mml:mi>
							<mml:mo>=</mml:mo>
							<mml:mn>0</mml:mn>
						</mml:mrow>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>k</mml:mi>
							<mml:mo>=</mml:mo>
							<mml:mi>n</mml:mi>
						</mml:mrow>
					</mml:munderover>
					<mml:msub>
						<mml:mi>y</mml:mi>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>i</mml:mi>
							<mml:mi>t</mml:mi>
							<mml:mo>,</mml:mo>
							<mml:mi>k</mml:mi>
						</mml:mrow>
					</mml:msub>
					<mml:mi>ln</mml:mi>
					<mml:mo>⁡</mml:mo>
					<mml:mrow>
						<mml:mo>(</mml:mo>
						<mml:mi>n</mml:mi>
						<mml:msub>
							<mml:mi>y</mml:mi>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>i</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
								<mml:mo>,</mml:mo>
								<mml:mi>k</mml:mi>
							</mml:mrow>
						</mml:msub>
						<mml:mo>)</mml:mo>
					</mml:mrow>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<disp-formula id="e6">
				<label>(6)</label>
				<mml:math display="block" id="e010" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:msub>
						<mml:mi>y</mml:mi>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>i</mml:mi>
							<mml:mi>t</mml:mi>
							<mml:mo>,</mml:mo>
							<mml:mi>k</mml:mi>
						</mml:mrow>
					</mml:msub>
					<mml:mo>=</mml:mo>
					<mml:mfrac>
						<mml:msub>
							<mml:mi>w</mml:mi>
							<mml:mrow>
								<mml:mi>i</mml:mi>
								<mml:mi>t</mml:mi>
								<mml:mo>,</mml:mo>
								<mml:mi>k</mml:mi>
							</mml:mrow>
						</mml:msub>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>n</mml:mi>
							<mml:msub>
								<mml:mrow>
									<mml:mover>
										<mml:mi>w</mml:mi>
										<mml:mo stretchy="false">¯</mml:mo>
									</mml:mover>
								</mml:mrow>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>i</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
							</mml:msub>
						</mml:mrow>
					</mml:mfrac>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<p>sendo: <italic>TS<sub>it</sub></italic> o índice de Theil-L do setor
					<italic>i</italic> no ano <italic>t</italic> (Theil setorial);
					<italic>n</italic> o total de trabalhadores do setor <italic>i</italic> no ano
					<italic>t; y<sub>(it,k)</sub></italic> a participação do
				<italic>k</italic>-ésimo trabalhador no rendimento total do trabalho do setor
					<italic>i</italic> no ano <italic>t; w<sub>(it,k)</sub></italic> o rendimento do
					<italic>k</italic>-ésimo trabalhador do setor <italic>i</italic> no ano
					<italic>t</italic>; e <italic>w ̅<sub>it</sub></italic> o rendimento médio do
				trabalho do setor <italic>i</italic> no ano <italic>t</italic>.</p>
			<p>As últimas análises realizadas consistem na comparação dos agrupamentos pelo IDIIS e
				dimensões separadas (Gini e desigualdade de rendimento setoriais). Para isso, são
				calculadas as Distâncias Quadráticas Euclidianas - respectivamente, equações (7) e
				(8) - e, dimensão a dimensão, aplicados os mesmos procedimentos da Análise
				Hierárquica de <italic>Clusters</italic> adotados para o IDIIS (<xref
					ref-type="bibr" rid="B72">Ward, 1963</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28"
					>Halkidi et al., 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Hair et al.,
					2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Fávero et al., 2009</xref>). Após
				isso, os setores econômicos são classificados segundo o <xref ref-type="table"
					rid="t4">Quadro 4</xref>. Assim, é avaliado se diferem as composições dos
					<italic>clusters</italic> com as desigualdades intra e intersetoriais separadas
				e agregadas.</p>
			<p><table-wrap id="t4">
				<label>Quadro 4</label>
				<caption>
					<title>Classificações dos setores econômicos brasileiros em
							<italic>clusters</italic> segundo as dimensões do IDIIS</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left"><italic>Clusters</italic></th>
							<th align="center">Dimensões</th>
							<th align="center">Classificações</th>
							<th align="center">Interpretações</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">1</td>
							<td align="center" rowspan="4">Gini <break/>Setorial</td>
							<td align="center">Baixo Gini</td>
							<td align="center">Baixa desigualdade intrassetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">2</td>
							<td align="center">Médio-Baixo Gini</td>
							<td align="center">Média-baixa desigualdade intrassetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">3</td>
							<td align="center">Médio-Alto Gini</td>
							<td align="center">Média-alta desigualdade intrassetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">4</td>
							<td align="center">Alto Gini</td>
							<td align="center">Alta desigualdade intrassetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">1</td>
							<td align="center" rowspan="4">Desigualdade de Rendimento Setorial</td>
							<td align="center">Baixa Desigualdade de Rendimento </td>
							<td align="center">Baixa desigualdade intersetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">2</td>
							<td align="center">Média-Baixa Desigualdade de Rendimento</td>
							<td align="center">Média-baixa desigualdade intersetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">3</td>
							<td align="center">Média-Alta Desigualdade de Rendimento</td>
							<td align="center">Média-alta desigualdade intersetorial</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">4</td>
							<td align="center">Alta Desigualdade de Rendimento</td>
							<td align="center">Alta desigualdade intrersetorial</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
			</table-wrap></p>
			<disp-formula id="e7">
				<label>(7)</label>
				<mml:math display="block" id="e011" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:msubsup>
						<mml:mi>d</mml:mi>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>i</mml:mi>
							<mml:mi>j</mml:mi>
						</mml:mrow>
						<mml:mn>2</mml:mn>
					</mml:msubsup>
					<mml:mo>=</mml:mo>
					<mml:munderover>
						<mml:mo>∑</mml:mo>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>t</mml:mi>
							<mml:mo>=</mml:mo>
							<mml:mn>1</mml:mn>
						</mml:mrow>
						<mml:mi>T</mml:mi>
					</mml:munderover>
					<mml:msup>
						<mml:mrow>
							<mml:mo>(</mml:mo>
							<mml:mi>G</mml:mi>
							<mml:msub>
								<mml:mi>S</mml:mi>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>i</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
							</mml:msub>
							<mml:mo>-</mml:mo>
							<mml:mi>G</mml:mi>
							<mml:msub>
								<mml:mi>S</mml:mi>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>j</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
							</mml:msub>
							<mml:mo>)</mml:mo>
						</mml:mrow>
						<mml:mn>2</mml:mn>
					</mml:msup>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<disp-formula id="e8">
				<label>(8)</label>
				<mml:math display="block" id="e012" xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML">
					<mml:msubsup>
						<mml:mi>d</mml:mi>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>i</mml:mi>
							<mml:mi>j</mml:mi>
						</mml:mrow>
						<mml:mn>2</mml:mn>
					</mml:msubsup>
					<mml:mo>=</mml:mo>
					<mml:munderover>
						<mml:mo>∑</mml:mo>
						<mml:mrow>
							<mml:mi>t</mml:mi>
							<mml:mo>=</mml:mo>
							<mml:mn>1</mml:mn>
						</mml:mrow>
						<mml:mi>T</mml:mi>
					</mml:munderover>
					<mml:msup>
						<mml:mrow>
							<mml:mo>(</mml:mo>
							<mml:mi>D</mml:mi>
							<mml:mi>R</mml:mi>
							<mml:msub>
								<mml:mi>S</mml:mi>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>i</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
							</mml:msub>
							<mml:mo>-</mml:mo>
							<mml:mi>D</mml:mi>
							<mml:mi>R</mml:mi>
							<mml:msub>
								<mml:mi>S</mml:mi>
								<mml:mrow>
									<mml:mi>j</mml:mi>
									<mml:mi>t</mml:mi>
								</mml:mrow>
							</mml:msub>
							<mml:mo>)</mml:mo>
						</mml:mrow>
						<mml:mn>2</mml:mn>
					</mml:msup>
				</mml:math>
			</disp-formula>
			<p>sendo: <italic>d<sub>ij</sub><sup>2</sup></italic> a distância quadrática euclidiana
				entre os setores <italic>i</italic> e <italic>j; T</italic> o total de anos
				considerados; <italic>GS<sub>it</sub></italic> o coeficiente de Gini dos rendimentos
				do trabalho do setor <italic>i</italic> no ano <italic>t; GS<sub>jt</sub></italic> o
				coeficiente de Gini dos rendimentos do trabalho do setor <italic>j</italic>
					(<italic>j≠i</italic>) no ano <italic>t; DRS<sub>it</sub></italic> a
				desigualdade de rendimento do trabalho do setor <italic>i</italic> em
					<italic>t</italic>; e <italic>DRS<sub>jt</sub></italic> a desigualdade de
				rendimento do setor <italic>j</italic> em <italic>t</italic>.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>3 Evoluções dos índices setoriais de desigualdade dos rendimentos do
				trabalho</title>
			<p>As evoluções, de 1976 a 2019, dos índices de Gini setoriais (desigualdades
				intrassetoriais) são apresentadas no <xref ref-type="fig" rid="f1">Gráfico
						1</xref><sup><xref ref-type="fn" rid="fn13">13</xref></sup> - os anos com
				recessões (<xref ref-type="table" rid="t3">Quadro 3</xref>) estão sombreados em
				cinza. Nos anos iniciais (1976 a 1984), há grandes oscilações dos índices de Gini de
				todos os setores econômicos. Como é mostrado mais adiante, os outros indicadores
				analisados também variam no período. Uma provável justificativa é o problema
				inflacionário da época (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Abreu, 2014</xref>). Em
				grande parte dos setores, a maior desigualdade intrassetorial (Gini setorial mais
				próximo de um) é observada nesses anos iniciais, com picos entre 1981 e 1983 -
				período com recessão.</p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Gráfico 1</label>
					<caption>
						<title>Evoluções dos índices de Gini setoriais (de 1976 a 2019)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1657-4206-ecos-34-03-e275116-gf01.jpg"/>
					<attrib>Fontes: CODACE e IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>De 1985 até o início da década de 2000, os índices de Gini setoriais oscilaram menos
				(no geral, entre 0,4 e 0,6). Na recessão de 1987 e 1988, as desigualdades
				intrassetoriais cresceram; porém, reduziram na recessão de 1990 e 1992. Nas
				recessões subsequentes (1995, 1998 a 1999, 2001 e 2003), os índices de alguns
				setores reduziram, mas aumentaram em outros. Assim, nas recessões do período, não há
				um padrão nas oscilações das desigualdades internas aos setores.</p>
			<p>Do início dos anos 2000 até 2014, a tendência dos índices de Gini setoriais foi de
				queda. Esta reflete a redução generalizada da desigualdade de renda do país no
				período, que teve como importantes determinantes políticas educacionais, de
				transferência de renda e, para o caso em pauta (rendimentos do trabalho), de
				valorização do salário-mínimo (<xref ref-type="bibr" rid="B64">Soares, 2006</xref>;
					<xref ref-type="bibr" rid="B6">Barros et al., 2007</xref>b; <xref
					ref-type="bibr" rid="B16">Dedecca, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B57"
					>Saboia; Hallak Neto, 2018</xref>). Na recessão ocorrida entre 2008 e 2009,
				poucos setores apresentaram aumento do Gini - e os que sim, com reversão no ano
				seguinte.</p>
			<p>Após 2014, as desigualdades intrassetoriais cresceram (com oscilações). Alguns
				trabalhos argumentam que a reversão da queda da desigualdade é, em algum grau,
				relacionada à crise brasileira do período, que decorreu da combinação de choques de
				oferta, demanda e políticos. Embora sem recessão em todos os anos, o Brasil teve
				baixo crescimento econômico e elevada instabilidade, fatores que afetaram o mercado
				de trabalho. Além disso, nos últimos anos, os reajustes do salário-mínimo foram
				bastante inferiores aos de anos anteriores (<xref ref-type="bibr" rid="B10"
					>Cacciamali; Tatei, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B42">Manni et al.,
					2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B52">Oreiro, 2017</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B48">Neri, 2018</xref>). Com análises descritivas e
				Regressões Quantílicas e Interquantílicas - condicionadas a algumas covariadas que
				podem ser <italic>proxies</italic> para determinantes dos rendimentos do trabalho -,
					<xref ref-type="bibr" rid="B59">Santos e Saiani (2020)</xref> demonstram que,
				entre 2014 a 2019, as desigualdades intrassetoriais tenderam a aumentar, mas de
				forma heterogênea.</p>
			<p>Diversas evidências da literatura, a partir de variadas estratégias empíricas,
				sinalizam que a indústria é o setor econômico brasileiro que apresenta a menor
				desigualdade dos rendimentos do trabalho (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Marconi,
					1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Belluzzo et al., 2005</xref>; <xref
					ref-type="bibr" rid="B30">Hoffmann, 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50"
					>Oliveira; Silveira Neto, 2016</xref>). Isto provavelmente é válido para
				análises estáticas, condicionais a outros fatores ou com setores mais agregados,
				dado que, conforme é exposto no <xref ref-type="fig" rid="f1">Gráfico 1</xref>, o
				setor industrial assume persistentemente uma posição intermediária no ordenamento
				dos Gini setoriais, ficando acima, em grande parte do período, dos serviços de baixa
				complexidade, da construção e do transporte e armazenagem e, nos últimos anos, do
				comércio - i.e., justamente de algumas das atividades que são comumente agregadas a
				um dos grandes setores (agropecuária, serviços e indústria).</p>
			<p>Além disso, em comparações entre os grandes setores, é comum a agropecuária ser
				apontada como mais desigual (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Hoffmann; Ney,
					2004</xref>), o que é sinalizado pelo <xref ref-type="fig" rid="f1">Gráfico
					1</xref> - sendo ultrapassada em alguns anos pelos serviços de alta
				complexidade. Uma grande desigualdade nos serviços é defendida inclusive em
				trabalhos internacionais associados à hipótese da Curva de Kuznets<sup><xref
						ref-type="fn" rid="fn14">14</xref></sup>. Ao desagregar o setor segundo a
				complexidade, verifica-se que a concentração dos rendimentos é maior nos serviços de
				alta complexidade. Assim, em parte, a desigualdade de renda nos serviços agregados,
				apontada pela literatura, decorre de diferenças entre os grupos.</p>
			<p>O <xref ref-type="fig" rid="f2">Gráfico 2</xref> apresenta as evoluções, de 1976 a
				2019, das desigualdades de rendimentos (inter)setoriais - anos de recessão (<xref
					ref-type="table" rid="t3">Quadro 3</xref>) estão sombreados em cinza. É
				importante lembrar que quanto mais próximo de zero, menor a desigualdade por essa
				medida; quanto mais próximo de um, maior. Destaca-se a troca entre serviços de alta
				complexidade e administração pública, persistentemente a partir de 2006, como o
				setor com o rendimento médio máximo - e, assim, a menor desigualdade intersetorial.
				Isto pode advir do maior crescimento do rendimento público, devido a reestruturações
				de várias carreiras, reajustes e cortes de cargos e funções operacionais com baixas
				qualificações e menores salários (<xref ref-type="bibr" rid="B70">Vaz; Hoffmann,
					2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Gomes et al., 2012</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Gráfico 2</label>
					<caption>
						<title>Evoluções dos índices de desigualdade de rendimentos setoriais (de
							1976 a 2019)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1657-4206-ecos-34-03-e275116-gf02.jpg"/>
					<attrib>Fontes: CODACE e IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Outro setor com melhora relativa do rendimento médio é o de educação e saúde humana,
				alcançando a terceira posição em meados dos anos 2000. Indústria, construção e
				comércio, principalmente após o período de hiperinflação (início da década de 1990),
				são os setores com as desigualdades de rendimentos que menos oscilaram - após 2012,
				sofreram pioras relativas.</p>
			<p>Destaca-se, ainda, a persistência da agropecuária como pior rendimento médio a partir
				de 1995. Nas décadas de 2000 e 2010, este fato é, pelo menos em parte, explicado
				pela política de valorização salarial impactar menos tal setor. De acordo com <xref
					ref-type="bibr" rid="B49">Oliveira (2014)</xref>, os efeitos do salário mínimo
				são menores na agropecuária, em especial nos ocupados na parte inferior da
				distribuição da renda laboral. Para Hoffmann e <xref ref-type="bibr" rid="B49"
					>Oliveira (2014)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B33">Hoffmann e Jesus
					(2015)</xref>, isto se deve ao salário mínimo estar sempre bastante próximo à
				posição mediana da distribuição na agropecuária, enquanto nos demais setores está,
				geralmente, no entorno do primeiro quartil.</p>
			<p>Nos últimos anos analisados, a desigualdade de rendimento do setor de serviços de
				baixa complexidade aproximou-se à da agropecuária (antes de 1995, foi o pior em
				alguns anos), o que decorreu da crise brasileira a partir de 2014, que fez com que,
				na ausência de outros tipos de ocupação, muitos indivíduos buscassem renda em
				atividades com demandas menos elásticas e com empregos “precários”, como na
				alimentação e transporte, principalmente de passageiros por aplicativos (<xref
					ref-type="bibr" rid="B44">Marconi, 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B45"
					>Mello et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B59">Santos; Saiani,
					2020</xref>) - o que também pode explicar a piora relativa do rendimento médio
				do setor de transporte e armazenagem após 2014.</p>
			<p>Como apontado anteriormente, a partir do Gini e da desigualdade de rendimento
				setoriais, é calculado o IDIIS de cada setor e ano. Este varia entre zero (baixa
				desigualdade) e um (alta desigualdade). As evoluções dos IDIIS de 1976 a 2019 são
				expostas no <xref ref-type="fig" rid="f3">Gráfico 3</xref> - anos de recessão (<xref
					ref-type="table" rid="t3">Quadro 3</xref>) sombreados em cinza. O primeiro
				aspecto revelado pelo gráfico é a baixa variação dos índices no tempo, oscilando
				menos do que o Gini setorial (<xref ref-type="fig" rid="f1">Gráfico 1</xref>).
				Ademais, não ocorrem muitas alterações das posições, visto que apenas três setores
				apresentam mudanças relevantes e persistentes de posicionamento: educação e saúde
				humana e administração pública, com melhoras a partir do ano de 1995 (quedas dos
				índices); e os serviços de alta complexidade, que, a partir de meados dos anos 2000,
				perdeu o melhor IDIIS para a administração pública<sup><xref ref-type="fn"
						rid="fn15">15</xref></sup>.</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Gráfico 3</label>
					<caption>
						<title>Evoluções dos IDIIS (de 1976 a 2019)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1657-4206-ecos-34-03-e275116-gf03.jpg"/>
					<attrib>Fontes: CODACE e IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Por meio do <xref ref-type="fig" rid="f4">Gráfico 4</xref>, dos gráficos da <xref
					ref-type="fig" rid="f5">Figura 1</xref> e dos anteriores, é possível comparar as
				evoluções do IDIIS, do Gini setorial e do Theil setorial - medida alternativa de
				desigualdade intrassetorial. Essa comparação sinaliza três aspectos: a) como já é
				consagrada na literatura, a similaridade entre os resultados dos índices de Gini e
				Theil (variações e níveis); b) diferenças destes em relação ao IDIIS, que tem níveis
				distintos, especialmente nos setores próximos aos extremos 0 e 1; i.e.,
				respectivamente, aqueles com as menores e maiores desigualdades intra e
				intersetoriais - o que reflete os menores e maiores rendimentos médios setoriais -;
				e c) maior estabilidade do IDIIS, sugerindo certa persistência das desigualdades
				intra e intersetoriais, enquanto Gini e Theil sinalizam maiores variações das
				distribuições internas dos rendimentos.</p>
			<p>
				<fig id="f4">
					<label>Gráfico 4</label>
					<caption>
						<title>Evoluções dos índices de Theil setoriais (de 1976 a 2019)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1657-4206-ecos-34-03-e275116-gf04.jpg"/>
					<attrib>Fontes: CODACE e IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f5">
					<label>Figura 1</label>
					<caption>
						<title>Evoluções do IDIIS e dos índices de Gini de Theil, segundo os setores
							(1976 a 2019)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1657-4206-ecos-34-03-e275116-gf05.jpg"/>
					<attrib>Fonte: IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Portanto, ao considerar o rendimento setorial médio relativo para ajustar o índice de
				Gini, as oscilações das desigualdades intra e intersetoriais dos rendimentos do
				trabalho são mais estáveis no tempo, sendo possível captar melhor as diferenças
				persistentes de posições entre os setores e, assim, os classificar segundo uma
				tendência histórica, o que é feito na próxima seção.</p>
			<p>Antes disso, para finalizar a análise das evoluções, a <xref ref-type="table"
					rid="t5">Tabela 1</xref> apresenta os indicadores médios de desigualdade dos
				rendimentos do trabalho (desagregados e sintéticos) em anos de recessões e de
				expansões econômicas. Verifica-se que, na média, a desigualdade intrassetorial (Gini
				setorial) é superior em recessões em todos os setores - diferenças de médias
				positivas, embora não estatisticamente significativas<sup><xref ref-type="fn"
						rid="fn16">16</xref></sup>. Já as desigualdades de rendimentos
				intersetoriais são relativamente piores (maiores) em momentos de recessões na
				agropecuária, no comércio, na industria e no transporte - sendo as diferenças
				positivas e significativas nos dois primeiros setores. Logo, as desigualdades de
				rendimentos intersetoriais são relativamente menores em recessões nos setores de:
				administração pública, construção, educação e saúde humana e serviços de baixa
				complexidade.- diferenças negativas e significativas nos três primeiros.</p>
			<p><table-wrap id="t5">
				<label>Tabela 1</label>
				<caption>
					<title>Indicadores setoriais de desigualdade, segundo os anos com recessões e
						expansões econômicas</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" rowspan="2">Indicadores / Setores</th>
							<th align="center" rowspan="2">Período Completo</th>
							<th align="center" colspan="2">Períodos Segmentados</th>
							<th align="center" rowspan="2">Diferenças de<break/>Médias<break/>(A -
								B)</th>
						</tr>
						<tr>
							<th align="left">Anos com Recessões (A)</th>
							<th align="center">Anos com Expansões (B)</th>
						</tr>
						<tr>
							<th align="left" colspan="5" style="background-color:#d9d9d9;"
									><italic>Gini setorial</italic></th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Agropecuária</td>
							<td align="center">0,5815</td>
							<td align="center">0,5874</td>
							<td align="center">0,5768</td>
							<td align="center">0,0106</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Administração pública</td>
							<td align="center">0,5350</td>
							<td align="center">0,5424</td>
							<td align="center">0,5293</td>
							<td align="center">0,0131</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Comércio</td>
							<td align="center">0,5304</td>
							<td align="center">0,5415</td>
							<td align="center">0,5218</td>
							<td align="center">0,0197</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Construção</td>
							<td align="center">0,4518</td>
							<td align="center">0,4591</td>
							<td align="center">0,4462</td>
							<td align="center">0,0129</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Educação e saúde humana</td>
							<td align="center">0,5376</td>
							<td align="center">0,5424</td>
							<td align="center">0,5393</td>
							<td align="center">0,0031</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Indústria</td>
							<td align="center">0,5198</td>
							<td align="center">0,5290</td>
							<td align="center">0,5127</td>
							<td align="center">0,0163</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviços de alta complexidade</td>
							<td align="center">0,5612</td>
							<td align="center">0,5657</td>
							<td align="center">0,5577</td>
							<td align="center">0,0080</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviços de baixa complexidade</td>
							<td align="center">0,5212</td>
							<td align="center">0,5301</td>
							<td align="center">0,5143</td>
							<td align="center">0,0158</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Transporte e armazenagem</td>
							<td align="center">0,4613</td>
							<td align="center">0,4723</td>
							<td align="center">0,4528</td>
							<td align="center">0,0195</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="5" style="background-color:#d9d9d9;;"
								valign="top"><italic>Desigualdade de rendimento
								setorial</italic></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Agropecuária</td>
							<td align="center">0,9624</td>
							<td align="center">1,0000</td>
							<td align="center">0,9351</td>
							<td align="center">0,0649<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
										>*</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Administração pública</td>
							<td align="center">0,2341</td>
							<td align="center">0,0090</td>
							<td align="center">0,3979</td>
							<td align="center">-0,3889<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Comércio</td>
							<td align="center">0,6577</td>
							<td align="center">0,6955</td>
							<td align="center">0,6303</td>
							<td align="center">0,0652<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Construção</td>
							<td align="center">0,8037</td>
							<td align="center">0,7832</td>
							<td align="center">0,8186</td>
							<td align="center">-0,0354<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN1"
										>*</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Educação e saúde humana</td>
							<td align="center">0,5003</td>
							<td align="center">0,3815</td>
							<td align="center">0,5867</td>
							<td align="center">-0,2052<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Indústria</td>
							<td align="center">0,5827</td>
							<td align="center">0,6011</td>
							<td align="center">0,5693</td>
							<td align="center">0,0318</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviços de alta complexidade</td>
							<td align="center">0,0614</td>
							<td align="center">0,1458</td>
							<td align="center">0,0000</td>
							<td align="center">0,1458<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviços de baixa complexidade</td>
							<td align="center">0,9598</td>
							<td align="center">0,9529</td>
							<td align="center">0,9648</td>
							<td align="center">-0,0119</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Transporte e armazenagem</td>
							<td align="center">0,4819</td>
							<td align="center">0,5025</td>
							<td align="center">0,4669</td>
							<td align="center">0,0356</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" colspan="5" style="background-color:#d9d9d9;"
									><italic>IDIIS</italic></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Agropecuária</td>
							<td align="center">0,7729</td>
							<td align="center">0,7701</td>
							<td align="center">0,7749</td>
							<td align="center">-0,0048</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Administração pública</td>
							<td align="center">0,3850</td>
							<td align="center">0,2615</td>
							<td align="center">0,4748</td>
							<td align="center">-0,2133<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Comércio</td>
							<td align="center">0,5954</td>
							<td align="center">0,5856</td>
							<td align="center">0,6026</td>
							<td align="center">-0,0170</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Construção</td>
							<td align="center">0,6284</td>
							<td align="center">0,5977</td>
							<td align="center">0,6507</td>
							<td align="center">-0,0530<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Educação e saúde humana</td>
							<td align="center">0,5198</td>
							<td align="center">0,4345</td>
							<td align="center">0,5818</td>
							<td align="center">-0,1473<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Indústria</td>
							<td align="center">0,5519</td>
							<td align="center">0,5393</td>
							<td align="center">0,5612</td>
							<td align="center">-0,0219</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviços de alta complexidade</td>
							<td align="center">0,3118</td>
							<td align="center">0,3361</td>
							<td align="center">0,2942</td>
							<td align="center">0,0419<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviços de baixa complexidade</td>
							<td align="center">0,7419</td>
							<td align="center">0,7025</td>
							<td align="center">0,7706</td>
							<td align="center">-0,0681<sup><xref ref-type="table-fn" rid="TFN3"
										>***</xref></sup></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Transporte e armazenagem</td>
							<td align="center">0,4725</td>
							<td align="center">0,4655</td>
							<td align="center">0,4776</td>
							<td align="center">-0,0121</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fontes: CODACE e IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
					<attrib>Nota: Média do grupo de controle estatisticamente diferente da média do
						grupo de tratamento a</attrib>
					<fn id="TFN1">
						<label>*</label>
						<p> 10%,</p>
					</fn>
					<fn id="TFN2">
						<label>**</label>
						<p> 5% e</p>
					</fn>
					<fn id="TFN3">
						<label>***</label>
						<p> 1% (teste-t de diferença de médias).</p>
					</fn>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
			<p>Por último, destaca-se que, pelo índice sintético aqui proposto e calculado (IDIIS),
				a comparação entre anos de recessão e expansão econômicas reflete mais o padrão do
				rendimento setorial médio. Isto sinaliza que: a) a desigualdade intrasetorial é
				menos sensível à conjuntura econômica do que a intersetorial; b) mesmo quando as
				diferenças de médias nos testes t não são significativas, observa-se que todos os
				setores sofrem elevações em suas desigualdades internas durante períodos de
				recessão; e c) os impactos da conjuntura nas desigualdades intersetoriais são
				heterogêneos. Assim, o IDIIS pode ser uma ferramenta importante para captar impactos
				mais amplos de recessões/expansões econômicas sobre a desigualdade setorial da renda
				do trabalho.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>4 Classificação dos setores segundo o IDIIS</title>
			<p>O <xref ref-type="table" rid="t6">Quadro 5</xref> apresenta a distribuição dos
				setores segundo a classificação aqui proposta. Vale relembrar que esta distribuição
				é oriunda da aplicação dos IDIIS, com dados da PNAD de 1976 a 2019, em uma Análise
				Hierárquica de <italic>Cluster</italic> que toma a distância quadrática euclidiana
				como a medida de dissimiliaridade a ser minimizada e os setores em cada um dos
					<italic>clusters</italic> são definidos a partir de dendogramas traçados pelo
				método de <xref ref-type="bibr" rid="B72">Ward (1963)</xref><sup><xref ref-type="fn"
						rid="fn17">17</xref></sup>. Como antecipado, não existem as limitações
				comuns neste tipo de análise: a) influência de <italic>outliers</italic> - o <xref
					ref-type="fig" rid="f3">Gráfico 3</xref> mostra que não há persistentemente um
				setor com índice discrepante dos demais -; e b) <italic>clusters</italic> com poucos
				elementos - os nove setores estão distribuídos em todos os quatro níveis de
				IDIIS.</p>
			<p><table-wrap id="t6">
				<label>Quadro 5</label>
				<caption>
					<title>Classificação dos setores econômicos segundo o IDIIS (de 1976 a
						2019)</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left">Classificações</th>
							<th align="center">Setores</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Baixo IDIIS</td>
							<td align="center">Administração pública;<break/>Serviços de alta
								complexidade</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Médio-Baixo IDIIS</td>
							<td align="center">Educação e saúde humana;<break/>Transporte e
								armazenagem</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Médio-Alto IDIIS</td>
							<td align="center">Comércio;<break/>Construção;<break/>Indústria</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left" rowspan="2">Alto IDIIS</td>
							<td align="center">Serviços de baixa complexidade;</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Agropecuária</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
			<p>Portanto, historicamente, os setores brasileiros de <italic>baixo IDIIS</italic> são
				a administração pública e os serviços de alta complexidade; i.e., aqueles que tendem
				a possuir as menores desigualdades intra e intersetorial - melhores situações. Em
				posição intermediária mais favorável (<italic>médio-baixo IDIIS</italic>) constam:
				educação e saúde humana e transporte e armazenagem; já em posição intermediária
				menos favorável (<italic>médio-alto IDIIS</italic>) estão: comércio, construção e
				indústria. Os setores de <italic>alto IDIIS</italic> (piores situações) são:
				serviços de baixa complexidade e agropecuária. Portanto, esta é a classificação dos
				setores aqui proposta, considerando cinco décadas de dados e refletindo uma
				tendência histórica.</p>
			<p>Para garantir mais evidências que fundamentam este argumento, o <xref
					ref-type="table" rid="t7">Quadro 6</xref> apresenta os resultados dos
					<italic>clusters</italic> específicos para anos de expansões e recessões
				econômicas (<xref ref-type="table" rid="t3">Quadro 3</xref>) - sendo adotados os
				mesmos procedimentos do agrupamento feitos para o período total. Assim, é possível
				verificar que a classificação é pouco sensível à conjuntura econômica. Comparando os
					<xref ref-type="table" rid="t6">Quadros 5</xref> e <xref ref-type="table"
					rid="t7">6</xref>, observa-se que a única mudança de classificação é a ascensão
				da indústria do nível <italic>médio-alto IDIIS</italic> para o <italic>médio-baixo
					IDIIS</italic> em períodos de recessão. Ou seja, em anos de retração econômica,
				o setor industrial melhora o seu nível de desigualdade relativamente aos demais. Tal
				dinâmica ocorre devido à desigualdade de rendimento (intersetorial) da indústria
				tender a ser relativamente melhor (ou piorar menos) nas recessões (<xref
					ref-type="fig" rid="f2">Gráfico 2</xref> e <xref ref-type="table" rid="t5"
					>Tabela 1</xref>)<sup><xref ref-type="fn" rid="fn18">18</xref></sup>. Assim, o
				efeito de uma conjuntura desfavorável no rendimento médio da indústria tende a ser
				inferior aos dos demais setores, talvez por ser um setor bastante essencial (<xref
					ref-type="bibr" rid="B42">Manni et al., 2017</xref>).</p>
			<p><table-wrap id="t7">
				<label>Quadro 6</label>
				<caption>
					<title>Classificações dos setores econômicos segundo o IDIIS em expansões e
						recessões econômicas</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" rowspan="2">Classificações</th>
							<th align="center" colspan="2">Setores / Conjunturas Econômicas</th>
						</tr>
						<tr>
							<th align="left">Recessões</th>
							<th align="center">Expansões</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Baixo IDIIS</td>
							<td align="center">Administração pública;<break/>Serviços de alta
								complexidade</td>
							<td align="center">Administração pública;<break/>Serviços de alta
								complexidade</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Médio-Baixo IDIIS</td>
							<td align="center">Educação e saúde humana;<break/>Transporte e
								armazenagem;<break/>Indústria</td>
							<td align="center">Educação e saúde humana;<break/>Transporte e
								armazenagem</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Médio-Alto IDIIS</td>
							<td align="center">Construção;<break/>Comércio</td>
							<td align="center">Indústria;<break/>Construção;<break/>Comércio</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Alto IDIIS</td>
							<td align="center">Serviços de baixa
								complexidade;<break/>Agropecuária</td>
							<td align="center">Serviços de baixa
								complexidade;<break/>Agropecuária</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fontes: CODACE e IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
			<p>A partir dos mesmos procedimentos empíricos, mas alterando a variável base para
				realizar os agrupamentos - equações (4), (6) e (7) - e adaptando a classificação dos
				setores (<xref ref-type="table" rid="t4">Quadro 4</xref>), os <xref ref-type="table"
					rid="t8">Quadros 7</xref> a <xref ref-type="table" rid="t10">9</xref>, em
				comparação ao <xref ref-type="table" rid="t6">Quadro 5</xref>, permitem averiguar
				como as composições dos <italic>clusters</italic> diferem com as desigualdades intra
				e intersetoriais separadas e agregadas. O <xref ref-type="table" rid="t8">Quadro
					7</xref>, apresentado a seguir, mostra a distribuição dos setores conforme a
				classificação dos níveis de desigualdades internas aos setores; i.e., a partir do
				agrupamento pelo Gini setorial (informações para todo o período).</p>
			<p><table-wrap id="t8">
				<label>Quadro 7</label>
				<caption>
					<title>Classificações dos setores econômicos segundo o Gini setorial (de 1976 a
						2019)</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left">Classificações</th>
							<th align="center">Setores</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Baixo Gini</td>
							<td align="center">Transporte e armazenagem;<break/>Construção</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Médio-Baixo Gini</td>
							<td align="center">Serviços de baixa
								complexidade;<break/>Comércio;<break/>Indústria;<break/>Educação e
								saúde humana</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Médio-Alto Gini</td>
							<td align="center">Administração pública;<break/>Serviços de alta
								complexidade</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Alto Gini</td>
							<td align="center">Agropecuária</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
			<p><table-wrap id="t9">
				<label>Quadro 8</label>
				<caption>
					<title>Classificações dos setores econômicos segundo a desigualdade de
						rendimento (de 1976 a 2019)</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left">Classificações</th>
							<th align="center">Setores</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Baixa Desigualdade de Rendimento</td>
							<td align="center">Administração pública</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Média-Baixa Desigualdade de Rendimento</td>
							<td align="center">Serviços de alta complexidade</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Média-Alta Desigualdade de Rendimento</td>
							<td align="center">Educação e saúde
								humana;<break/>Indústria;<break/>Transporte e
								armazenagem;<break/>Comércio</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Alta Desigualdade de Rendimento</td>
							<td align="center">Construção<break/>Agropecuária;<break/>Serviços de
								baixa complexidade</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
			<p>Historicamente, os setores de <italic>baixo Gini</italic> - melhores situações em
				termos da desigualdade intrassetorial da renda do trabalho - são: transporte e
				armazenagem e construção. Na sequência, os de <italic>médio-baixo Gini</italic> são:
				serviços de baixa complexidade, comércio, indústria e educação e saúde humana.
				Depois, estão os de <italic>médio-alto Gini:</italic> administração pública e
				serviços de alta complexidade. A agropecuária apresenta a maior desigualdade
				intrassetorial (<italic>alto Gini</italic>). Vale apontar novamente que a indústria
				tem a menor desigualdade interna, em consonância com a literatura (<xref
					ref-type="bibr" rid="B43">Marconi, 1997</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7"
					>Belluzzo et al., 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Hoffmann,
					2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira; Silveira Neto,
					2016</xref>), caso seja comparada somente aos outros comumente chamados de
				grandes setores; i.e., agropecuária, administração pública e serviços - agregando os
				de alta e baixa complexidade.</p>
			<p>O <xref ref-type="table" rid="t9">Quadro 8</xref> apresenta a distribuição dos
				setores conforme a classificação dos níveis de desigualdades intersetoriais; i.e.,
				considerando o agrupamento pela desigualdade de rendimento setorial (dados para todo
				o período). Vale lembrar que quanto menor o índice, mais próximo o setor está do
				rendimento médio máximo e mais distante do rendimento médio mínimo; i.e., seu
				rendimento médio é relativamente maior. A administração pública é o único setor
				classificado como <italic>baixa desigualdade de rendimento</italic> (melhor
				situação). Como <italic>média-baixa desigualdade</italic>, estão os serviços de alta
				complexidade; como <italic>média-alta desigualdade,</italic> aparecem educação e
				saúde humana, indústria, transporte e armazenagem e comércio; e como <italic>alta
					desigualdade</italic> (piores situações), constam construção, agropecuária e
				serviços de baixa complexidade.</p>
			<p><table-wrap id="t10">
				<label>Quadro 9</label>
				<caption>
					<title>Síntese das classificações dos setores segundo os índices de desigualdade
						(de 1976 a 2019)</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left" rowspan="2">Setores</th>
							<th align="center" colspan="3">Classificações (indicadores
								setoriais)</th>
						</tr>
						<tr>
							<th align="left">Gini</th>
							<th align="center">Desigualdade de Rendimento</th>
							<th align="center">IDIIS</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">Agropecuária</td>
							<td align="center">Alto</td>
							<td align="center">Alta</td>
							<td align="center">Alto</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Indústria</td>
							<td align="center">Médio-Baixo</td>
							<td align="center">Média-Alta</td>
							<td align="center">Médio-Alto</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Construção</td>
							<td align="center">Baixo</td>
							<td align="center">Alta</td>
							<td align="center">Médio-Alto</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Comércio</td>
							<td align="center">Médio-Baixo</td>
							<td align="center">Média-Alta</td>
							<td align="center">Médio-Alto</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviços de baixa complexidade</td>
							<td align="center">Médio-Baixo</td>
							<td align="center">Alta</td>
							<td align="center">Alto</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Serviços de alta complexidade</td>
							<td align="center">Médio-Alto</td>
							<td align="center">Média-Baixa</td>
							<td align="center">Baixo</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Transporte e armazenagem</td>
							<td align="center">Baixo</td>
							<td align="center">Média-Alta</td>
							<td align="center">Médio-Baixo</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Educação e saúde humana</td>
							<td align="center">Médio-Baixo</td>
							<td align="center">Média-Alta</td>
							<td align="center">Médio-Baixo</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">Administração pública</td>
							<td align="center">Médio-Alto</td>
							<td align="center">Baixa</td>
							<td align="center">Baixo</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
			<p>O <xref ref-type="table" rid="t10">Quadro 9</xref> sintetiza as classificações pelos
				índices de desigualdade intra e intersetorial desagregados e agregados no IDIIS - ou
				seja, consolida os resultados que constam nos <xref ref-type="table" rid="t6"
					>Quadros 5</xref>, <xref ref-type="table" rid="t8">7</xref> e <xref
					ref-type="table" rid="t9">8</xref>. O primeiro aspecto a ressaltar é que o
				índice sintético aqui proposto culmina em um ordenamento dos setores distinto
				daqueles obtidos apenas com o Gini ou com a desigualdade de rendimento setorial.
				Assim, ele pode ser passível de críticas, mas garante evidências para avaliações
				mais amplas de tendências históricas das disparidades dos rendimentos do trabalho
				entre os setores econômicos brasileiros. Especificamente, sinaliza que a
				desigualdade interna a um setor pode ser baixa, mas isto ocorrer com um rendimento
				médio relativamente alto (i.e., a um baixo rendimento médio), como na construção e
				no transporte e armazenagem. Por outro lado, o Gini pode ser alto, mas com um
				rendimento médio relativamente baixo (i.e., a uma alta desigualdade de rendimento),
				como na administração pública. Destaca-se negativamente o caso do setor de
				agropecuária, em que a desigualdade intrassetorial é alta, assim como a
				intersetorial.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Considerando a distribuição dos rendimentos do trabalho como um tema de fundamental
				importância no debate econômico - em especial no Brasil, devido à persistência de
				elevadas desigualdades -, a tradição da literatura nacional de associar o problema à
				dinâmica setorial e o entendimento de que, para caracterizar as desigualdades entre
				os setores econômicos, se deve considerar as dimensões intra e intersetorial, o
				presente estudo foi norteado por dois objetivos principais: a) calcular um índice
				sintético de desigualdade da renda do trabalho que considera as distribuições intra
				e intersetoriais - chamado de Índice de Desigualdade Intra e Intersetorial (IDIIS)
				-; e, a partir deste índice, b) propor uma classificação histórica dos setores
				brasileiros - ou seja, uma estratificação setorial que toma como critério a
				desigualdade intra e intersetorial.</p>
			<p>Para isso, foram utilizados dados de quase quarenta anos ao longo de cinco décadas
				(1976 a 2019) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto
				Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Realizando compatibilizações em
				decorrência de alterações na PNAD, foi possível avaliar as evoluções de noves
				setores econômicos. Para a dimensão “intra”, foram mensurados índices de Gini
				setoriais; já para a dimensão “inter”, foram calculados desigualdades de rendimentos
				setoriais. O IDIIS foi obtido pela média entre os respectivos Gini e rendimento
				relativo. Após isso, os IDIIS foram aplicados em uma Análise Hierárquica de
					<italic>Cluster</italic> que resultou na classificação dos setores brasileiros
				nos quatro agrupamentos abaixo.</p>
			<list list-type="bullet">
				<list-item>
					<p><italic>baixo IDIIS</italic> (melhores situações): administração pública e
						serviços de alta complexidade;</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p><italic>médio-baixo IDIIS:</italic> educação e saúde humana e transporte e
						armazenagem; </p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p><italic>médio-alto IDIIS:</italic> comércio, construção e indústria; e</p>
				</list-item>
				<list-item>
					<p><italic>alto IDIIS</italic> (piores situações): serviços de baixa
						complexidade e agropecuária.</p>
				</list-item>
			</list>
			<p>Esta é a classificação dos setores econômicos brasileiros aqui proposta. Vale
				ressaltar que o emprego de dados anuais de um longo período possibilitou que os
				agrupamentos dos setores pelos IDIIS reflitam uma tendência histórica das
				desigualdades e não um momento específico ou padrões sazonais, bem como análises
				contextualizadas pelos prováveis impactos de ciclos econômicos (recessões e
				expansões) - considerando como referência a delimitação de ciclos do Comitê de
				Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Assim, um
				objetivo complementar deste estudo foi avaliar e sugerir relações entre a conjuntura
				econômica e as desigualdades setoriais. Além disso, a contextualização e comparações
				com os índices de Theil setoriais tiveram o papel de sinalizar a sensibilidade da
				classificação proposta.</p>
			<p>As evidências aqui obtidas apontaram a importância do índice sintético e da
				consequente classificação para melhor caracterizar a distribuição de renda setorial.
				Ademais, existe relativa consistência para defender que a classificação reflita uma
				tendência histórica (estrutural) da desigualdade da renda do trabalho entre os
				setores, pois pouco se altera ao serem comparados agrupamentos em conjunturas
				econômicas diferentes. A única mudança de classificação notada é a ascensão da
				indústria do nível <italic>médio-alto IDIIS</italic> para o <italic>médio-baixo
					IDIIS</italic> em recessões.</p>
			<p>Outras evidências merecem destaque. A primeira é a sinalização de que alguns indícios
				tradicionalmente apontados na literatura dependem das opções empíricas, como
				períodos de análise e a estratificação setorial. Por exemplo, a indústria é
				usualmente apontada pela literatura como o setor “internamente” menos desigual, o
				que provavelmente vale para alguns momentos ou comparações entre os grandes setores,
				uma vez que aqui, com vários anos e desagregações maiores, essa possibilidade não é
				corroborada. Outro destaque é a importância de segmentar os serviços em alta e baixa
				complexidade para melhor entender o argumento consagrado de que os serviços
				(atividades agregadas) têm grande desigualdade interna. Ademais, em consonância com
				a literatura, a agropecuária é o setor que, historicamente, tende a possuir o pior
				índice de Gini setorial - porém, em alguns anos, o índice Gini dos serviços de alta
				complexidade é o pior, o que reforça a importância de avaliações para maiores
				períodos e desagregações setoriais.</p>
			<p>Observou-se, ainda, que: a) a desigualdade intrasetorial é menos sensível à
				conjuntura econômica do que a intersetorial; b) todos os setores apresentam
				elevações nas desigualdades internas em recessões; c) efeitos heterogêneos da
				conjuntura nas desigualdades de rendimentos setoriais; e d) o índice aqui proposto
				resulta em ordenamento dos setores distinto aos obtidos apenas com o Gini setorial
				ou com a desigualdade de rendimento setorial. Assim, o IDIIS pode ser uma ferramenta
				importante para caracterizar a desigualdade setorial dos rendimentos do trabalho e
				captar efeitos mais amplos de recessões/expansões econômicas nesta desigualdade.</p>
			<p>Portanto, o presente estudo pode contribuir para aumentar o escopo dos futuros
				trabalhos que almejam analisar a distribuição setorial dos rendimentos do trabalho,
				preenchendo, assim, lacunas da literatura: a) poucas pesquisas avaliam se a
				desigualdade setorial dos rendimentos do trabalho ocorre em um nível relativamente
				baixo ou alto de renda média - i.e., considerando as distribuições intra e
				intersetorial -; b) inexistência de classificação dos setores produtivos que tenha a
				desigualdade dos rendimentos como critério de agregação; e c) poucas avaliações
				sobre os impactos dos ciclos econômicos na desigualdade setorial dos rendimentos no
				Brasil.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>Segundo o Banco Mundial, o PIB per capita do mundo em 2019 (último ano do período
					aqui analisado) era de US$ 11.441,73. Considerando a linha de pobreza de US$
					5,50 por dia, a mais alta entre as três convencionalmente utilizadas (US$ 1,90
					por dia, US$ 3,20 por dia e US$ 5,50 por dia), o PIB per capita mundial
					correspondia a uma renda 5,7 vezes maior que a linha da pobreza e
					aproximadamente 4 vezes maior que o salário mínimo do Brasil de 2019 - R$
					954,00, fazendo a conversão a partir da taxa de câmbio do final de 2019 (R$ 4,03
					em 31 de dezembro).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>É importante ressaltar que, além da distribuição desigual de rendimentos, existem
					outros problemas estruturais no mercado de trabalho brasileiro, destacando-se o
					desemprego, a informalidade (desassalariamento) e o baixo nível geral de
					rendimentos (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Dedecca, 2005</xref>; Pochmann,
					2010; <xref ref-type="bibr" rid="B39">Leone; Proni, 2021</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>As principais classificações setoriais baseiam-se: a) nas discussões dos
					economistas clássicos - grandes setores (<xref ref-type="bibr" rid="B60">Say,
						1803</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B47">Mill, 1996</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B63">Smith, 2017</xref>; <xref ref-type="bibr"
						rid="B71">Walras, 2018</xref>) -; b) nas propostas de Fischer (<xref
						ref-type="bibr" rid="B19">1935</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B13"
						>Clark (1940)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B22">Fuchs (1968)</xref> -
					primário, secundário e terciário -; c) e na Organização para a Cooperação e
					Desenvolvimento Econômico (OCDE) - intensidade tecnológica. No Brasil, é muito
					adotada a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), baseada na
						<italic>International Standard Industrial Classification of all Economic
						Activities</italic> (ISIC).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Conferir, por exemplo: <xref ref-type="bibr" rid="B43">Marconi (1997)</xref>,
						<xref ref-type="bibr" rid="B56">Saboia (2001)</xref>, <xref ref-type="bibr"
						rid="B34">Hoffmann e Ney (2004)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B7"
						>Belluzzo et al. (2005)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B5">Barros et al.
						(2007a)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B68">Ulyssea (2007)</xref>, <xref
						ref-type="bibr" rid="B58">Saboia e Kubrusly (2008)</xref>, <xref
						ref-type="bibr" rid="B30">Hoffmann (2011)</xref>, <xref ref-type="bibr"
						rid="B65">Soares (2013)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B50">Oliveira e
						Silveira Neto (2016</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B51">2017</xref>),
						<xref ref-type="bibr" rid="B62">Silva et al. (2016)</xref>, <xref
						ref-type="bibr" rid="B37">Lacerda e Almeida (2019)</xref>, <xref
						ref-type="bibr" rid="B59">Santos e Saiani (2020)</xref> e <xref
						ref-type="bibr" rid="B53">Perosa et al. (2021)</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>No presente estudo, é utilizado o rendimento médio habitualmente recebido pelos
					ocupados no trabalho principal. A base da qual os dados de rendimento são
					oriundos é discutida mais adiante. </p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>
					<xref ref-type="bibr" rid="B56">Saboia (2001)</xref> e <xref ref-type="bibr"
						rid="B58">Saboia e Kubrusly (2008)</xref> calculam indicadores similares
					para setores da indústria brasileira.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>Os setores com os rendimentos médios mínimo e máximo podem mudar ao longo do
					período analisado.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>As nomenclaturas dos níveis de desigualdade da classificação aqui proposta são
					inspiradas pela categorização setorial por intensidade tecnológica da
					Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>A primeira PNAD ocorreu em 1967. Em 1970, não foi realizada por ter sido um ano
					censitário. Em 1974 e 1975, também não ocorreu em função da opção pela
					realização do Estudo Nacional da Despesa Familiar (ENDEF).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>Justificando melhor, até 2004, a PNAD Anual abrangia somente as áreas urbanas da
					região Norte, excetuando-se o estado do Tocantins. Em relação à idade mínima, na
					PNAD Contínua, a base para a População em Idade Ativa (PIA) passou de 10 para 14
					anos. Além disso, na PNAD Contínua, os indivíduos com renda zero não são mais
					considerados como ocupados. Por fim, valores monetários anteriores a 1994 são
					convertidos para Real.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>Para sinalizar as atividades que compõem os setores de serviços (alta e baixa
					complexidades), inclusos o de educação e saúde humana, o <xref ref-type="table"
						rid="t11">Quadro A.1</xref> mostra as divisões por CNAE, versão 2.0,
					utilizadas pelo IBGE.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Para mais detalhes sobre estas medidas, conferir: <xref ref-type="bibr" rid="B4"
						>Barbosa (1981)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B29">Hoffmann
						(1991)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B31">Hoffmann et al.
						(2019)</xref>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>Tabelas com os valores dos indicadores setoriais (Gini, rendimento relativo,
					IDIIS e Theil), em todos os anos, não são reportados em função do limite de
					tamanho para o artigo. Eles podem ser disponibilizados pelos autores. Mais
					adiante, a <xref ref-type="table" rid="t5">Tabela 1</xref> apresenta os
					indicadores médios para todo o período analisado.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>Esta preconiza uma relação próxima a um “U-invertido” entre a desigualdade e o
					nível de renda; i.e., em níveis baixos de renda <italic>per capita</italic>, a
					desigualdade aumentaria com o crescimento econômico; porém, ao atingir certo
					nível (<italic>turning point</italic>), diminuiria. Uma das justificativas é
					baseada na abordagem da economia dual, decorrendo do aumento da participação de
					trabalhadores na indústria, menos desigual, em detrimento da agropecuária, mais
					desigual (<xref ref-type="bibr" rid="B36">Kuznets, 1955</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B17">Deutsch; Silber, 2000</xref>). Diversos trabalhos
					contestam a hipótese, defendendo que a desigualdade teria dinâmica cíclica
					associada ao crescimento econômico; alguns advogam uma relação próxima a um “N”;
					i.e., a desigualdade voltaria a aumentar em maiores rendas. Pela abordagem dual,
					a explicação é o aumento da participação de trabalhadores nos serviços, mais
					desigual (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Bishop et al., 1991</xref>; <xref
						ref-type="bibr" rid="B41">List; Gallet, 1999</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>15</label>
				<p>Para complementar as análises, o <xref ref-type="fig" rid="f6">Gráfico A.1</xref>
					do Apêndice aponta que os setores com maiores IDIIS tendem a ter participações
					superiores no emprego total. Até o final da década de 1990, os dois
						<italic>clusters</italic> mais desiguais se alternaram como a maior
					participação no emprego. Depois, o de <italic>médio-alto IDIIS</italic>
					persistiu como o responsável pela maior contribuição ao emprego e a participação
					daqueles com <italic>alto IDIIS</italic> reduziu, mas permaneceu na segunda
					posição. Já pelo <xref ref-type="fig" rid="f7">Gráfico A.2</xref>, os
						<italic>clusters</italic> de baixo e médio-baixo IDIIS tiveram,
					historicamente, os maiores salários médios - valores deflacionados para 10 de
					setembro de 2019 pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI)
					da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Portanto, os <italic>clusters</italic> com as
					desigualdades intra e intersetoriais mais elevadas tendem a ter maiores
					participações no emprego e menores salários.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>16</label>
				<p>O que reflete, pelo menos em algum grau, a evidência observada anteriormente
						(<xref ref-type="fig" rid="f1">Gráfico 1</xref>) de, nas recessões durante o
					período analisado, não existir um padrão claro das oscilações das desigualdades
					intrassetoriais.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn17">
				<label>17</label>
				<p>Os dendogramas não são reportados devido ao limite de tamanho do artigo - podem
					ser solicitados aos autores.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn18">
				<label>18</label>
				<p>Especificamente para a crise pós-2014 (até 2018), <xref ref-type="bibr" rid="B59"
						>Santos e Saiani (2020)</xref> mostram indícios de que o rendimento médio da
					indústria aumentou no total do Centro-Oeste, Sul e Sudeste - região com maior
					concentração industrial.</p>
			</fn>
		</fn-group>
		<app-group>
			<title>Apêndice</title>
			<p>
				<fig id="f6">
					<label>Gráfico A.1</label>
					<caption>
						<title>Evoluções das participações setoriais (%) no emprego total segundo as
							classificações pelo IDIIS (de 1976 a 2019)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1657-4206-ecos-34-03-e275116-gf06.jpg"/>
					<attrib>Fonte: IBGE, PNAD. Elaboração dos autores.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>
				<fig id="f7">
					<label>Gráfico A.2</label>
					<caption>
						<title>Evoluções dos rendimentos médios (R$) do trabalho segundo as
							classificações pelo IDIIS (de 1976 a 2019)</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1657-4206-ecos-34-03-e275116-gf07.jpg"/>
					<attrib>Fonte: IBGE, PNAD. Elaboração dos autores.</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p><table-wrap id="t11">
				<label>Quadro A.1</label>
				<caption>
					<title>Divisões de atividades segundo algumas seções selecionadas</title>
				</caption>
				<table frame="hsides" rules="groups">
					<thead>
						<tr>
							<th align="left">A) Serviços de alta complexidade</th>
						</tr>
					</thead>
					<tbody>
						<tr>
							<td align="left">A.1) <italic>Informação e comunicação</italic></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">- Edição e edição integrada à impressão;<break/>-
								Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de
								televisão; <break/>- Gravação de som e edição de música;<break/>-
								Atividades de rádio e de televisão;<break/>-
								Telecomunicações;<break/>- Atividades dos serviços de tecnologia da
								informação;<break/>- Atividades de prestação de serviços de
								informação.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">A.2) <italic>Atividades financeiras</italic></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">- Atividades de serviços financeiros;<break/>- Seguros,
								resseguros, previdência complementar e planos de saúde;<break/>-
								Atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros, previdência
								complementar e planos de saúde.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">A.3) <italic>Atividades imobiliárias, profissionais e
									administrativas</italic></td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">- Atividades imobiliárias;<break/>- Atividades
								jurídicas, de contabilidade e de auditoria;<break/>- Atividades de
								sedes de empresas e de consultoria em gestão empresarial;<break/>-
								Serviços de arquitetura e engenharia;<break/>- Teste e análises
								técnicas;<break/>- Pesquisa e desenvolvimento científico;<break/>-
								Publicidade e pesquisa de mercado;<break/>- Outras atividades
								profissionais, científicas e técnicas;<break/>- Atividades
								veterinárias;<break/>- Aluguéis não-imobiliários e gestão de ativos
								intangíveis não-financeiros;<break/>- Seleção, agenciamento e
								locação de mão-de-obra;<break/>- Agências de viagens, operadores
								turísticos e serviços de reservas;<break/>- Atividades de
								vigilância, segurança e investigação;<break/>- Serviços para
								edifícios e atividades paisagísticas;<break/>- Serviços de
								escritório, de apoio administrativo e outros serviços prestados
								principalmente às empresas. </td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">B) Serviços de baixa complexidade</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">- Transporte terrestre, aquaviário e aéreo;<break/>-
								Armazenamento e atividades auxiliares dos transportes;<break/>-
								Correios e outras atividades de entrega.</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">C) Educação, saúde humana e serviços sociais</td>
						</tr>
						<tr>
							<td align="left">- Educação;<break/>- Atividades de atenção à saúde
								humana;<break/>- Atividades de atenção à saúde humana integradas com
								assistência social, prestadas em residências coletivas e
								particulares;<break/>- Serviços de assistência social sem
								alojamento.</td>
						</tr>
					</tbody>
				</table>
				<table-wrap-foot>
					<attrib>Fonte: CNAE, versão 2.0, IBGE. Elaboração dos autores.</attrib>
				</table-wrap-foot>
			</table-wrap></p>
		</app-group>
		<ref-list>
			<title>Referências bibliográficas</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>ABREU, M. P. <italic>A ordem do progresso:</italic> dois séculos de
					política econômica no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Campus,
					2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ABREU</surname>
							<given-names>M. P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A ordem do progresso: dois séculos de política econômica no
						Brasil</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora Campus</publisher-name>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BACHA, E. L. Hierarquia e remuneração gerencial. In: TOLIPAN, R.;
					TINELLI, A. C. (Coord.). <italic>A controvérsia sobre a distribuição de renda e
						desenvolvimento</italic>. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BACHA</surname>
							<given-names>E. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Hierarquia e remuneração gerencial</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>TOLIPAN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TINELLI</surname>
							<given-names>A. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A controvérsia sobre a distribuição de renda e desenvolvimento</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Zahar</publisher-name>
					<year>1978</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BACHA, E. L.; TAYLOR, L. Brazilian income distribution in the 1960s:
					acts, model results, and the controversy. In: TAYLOR, L.; BACHA, E. L.; CARDOSO,
					E. A.; LYSY, F. J. (Ed.). <italic>Models of growth and distribution for
						Brazil</italic>. Oxford: Oxford University Press, 1980.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BACHA</surname>
							<given-names>E. L.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TAYLOR</surname>
							<given-names>L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Brazilian income distribution in the 1960s: acts, model results,
						and the controversy</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>TAYLOR</surname>
							<given-names>L.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BACHA</surname>
							<given-names>E. L.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CARDOSO</surname>
							<given-names>E. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>LYSY</surname>
							<given-names>F. J.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Models of growth and distribution for Brazil</source>
					<publisher-loc>Oxford</publisher-loc>
					<publisher-name>Oxford University Press</publisher-name>
					<year>1980</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B4">
				<mixed-citation>BARBOSA, F. H. Medidas de concentração. <italic>Revista de
						Econometria</italic>, n. 34, abr. 1981.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARBOSA</surname>
							<given-names>F. H.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Medidas de concentração</article-title>
					<source>Revista de Econometria</source>
					<issue>34</issue>
					<season>abr</season>
					<year>1981</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B5">
				<mixed-citation>BARROS, R. P.; FOGUEL, M. N.; ULYSSEA, G. (Org.).
						<italic>Desigualdade de renda no Brasil:</italic> uma análise da queda
					recente. Brasília: Ipea, 2007a. v. 2.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARROS</surname>
							<given-names>R. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FOGUEL</surname>
							<given-names>M. N.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ULYSSEA</surname>
							<given-names>G.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Desigualdade de renda no Brasil: uma análise da queda recente</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>Ipea</publisher-name>
					<year>2007a</year>
					<volume>2</volume>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B6">
				<mixed-citation>BARROS, R. P.; FRANCO, S.; MENDONÇA, R. S. P. <italic>Discriminação
						e segmentação no mercado de trabalho e desigualdade de renda no
						Brasil</italic>. Brasília: Ipea, jul. 2007. (Texto para Discussão, n.
					1288).</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BARROS</surname>
							<given-names>R. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FRANCO</surname>
							<given-names>S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MENDONÇA</surname>
							<given-names>R. S. P.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Discriminação e segmentação no mercado de trabalho e desigualdade de
						renda no Brasil</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>Ipea, jul</publisher-name>
					<year>2007</year>
					<comment>Texto para Discussão, n. 1288</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B7">
				<mixed-citation>BELLUZZO, W.; ANUATTI-NETO, F.; PAZELLO, E. T. Distribuição de
					salários e o diferencial público-privado no Brasil. <italic>Revista Brasileira
						de Economia</italic>, v. 59, n. 4, 2005.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BELLUZZO</surname>
							<given-names>W.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ANUATTI-NETO</surname>
							<given-names>F.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PAZELLO</surname>
							<given-names>E. T.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Distribuição de salários e o diferencial público-privado no
						Brasil</article-title>
					<source>Revista Brasileira de Economia</source>
					<volume>59</volume>
					<issue>4</issue>
					<year>2005</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B8">
				<mixed-citation>BISHOP, J. A.; FORMBY, J. P.; THISTLE, P. D. Changes in the US
					earnings distributions in the 1980s. <italic>Applied Economics</italic>, v. 23,
					n. 3, p. 425-433, 1991.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BISHOP</surname>
							<given-names>J. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FORMBY</surname>
							<given-names>J. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>THISTLE</surname>
							<given-names>P. D.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Changes in the US earnings distributions in the
						1980s</article-title>
					<source>Applied Economics</source>
					<volume>23</volume>
					<issue>3</issue>
					<fpage>425</fpage>
					<lpage>433</lpage>
					<year>1991</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B9">
				<mixed-citation>CACCIAMALI, M. C.; TATEI, F. Crise econômica mundial: mudanças nas
					características do desemprego no mercado de trabalho brasileiro? In: MORETTO,
					A.; KREIN, J. D.; POCHMANN, M.; MACAMBIRA JÚNIOR (Org.). <italic>Economia,
						desenvolvimento regional e mercado de trabalho do Brasil</italic>.
					Fortaleza: IDT; BNB; Cesit, 2010. v. 1, p. 53-77.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CACCIAMALI</surname>
							<given-names>M. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TATEI</surname>
							<given-names>F.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Crise econômica mundial: mudanças nas características do
						desemprego no mercado de trabalho brasileiro?</article-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>MORETTO</surname>
							<given-names>A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>KREIN</surname>
							<given-names>J. D.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>POCHMANN</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
						<collab>MACAMBIRA JÚNIOR</collab>
					</person-group>
					<source>Economia, desenvolvimento regional e mercado de trabalho do
						Brasil</source>
					<publisher-loc>Fortaleza</publisher-loc>
					<publisher-name>IDT; BNB; Cesit</publisher-name>
					<year>2010</year>
					<volume>1</volume>
					<fpage>53</fpage>
					<lpage>77</lpage>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B10">
				<mixed-citation>CACCIAMALI, M. C.; TATEI, F. Mercado de trabalho: da euforia do
					ciclo expansivo e de inclusão social à frustração da recessão econômica.
						<italic>Estudos Avançados</italic>, v. 30, n. 87, 2016.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CACCIAMALI</surname>
							<given-names>M. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TATEI</surname>
							<given-names>F.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Mercado de trabalho: da euforia do ciclo expansivo e de inclusão
						social à frustração da recessão econômica</article-title>
					<source>Estudos Avançados</source>
					<volume>30</volume>
					<issue>87</issue>
					<year>2016</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B11">
				<mixed-citation>CANO, W. <italic>Desequilíbrios regionais e concentração industrial
						no Brasil - 1930/1970</italic>. Tese (Livre-Docência)-Universidade Estadual
					de Campinas, Campinas, 1981.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CANO</surname>
							<given-names>W.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil -
						1930/1970</source>
					<comment>Tese (Livre-Docência)</comment>
					<publisher-name>Universidade Estadual de Campinas</publisher-name>
					<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
					<year>1981</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B12">
				<mixed-citation>CARDOSO, J. C.; POCHMANN, M. <italic>Raízes da concentração de renda
						no Brasil:</italic> 1930 a 2000. Brasília: Ipea/Cesit,
					2000.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CARDOSO</surname>
							<given-names>J. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>POCHMANN</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Raízes da concentração de renda no Brasil: 1930 a 2000</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>Ipea/Cesit</publisher-name>
					<year>2000</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B13">
				<mixed-citation>CLARK, C. <italic>The conditions of economic progress</italic>.
					London: MacMillan &amp; Co. Ltd., 1940.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CLARK</surname>
							<given-names>C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>The conditions of economic progress</source>
					<publisher-loc>London</publisher-loc>
					<publisher-name>MacMillan &amp; Co. Ltd</publisher-name>
					<year>1940</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B14">
				<mixed-citation>CORSEUIL, C. H.; FRANÇA, M.; PADILHA, G.; RAMOS, L.; RUSSO, F. M.
					Comportamento do mercado de trabalho brasileiro em duas recessões: análise do
					período 2015-2016 e da pandemia de COVID-19. In: SILVA, S. P.; CORSEUIL, C. H.;
					COSTA, J. S. (Org.). <italic>Impactos da pandemia de COVID-19 no mercado de
						trabalho e na distribuição de renda no Brasil</italic>. Brasília: Instituto
					de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2022.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>CORSEUIL</surname>
							<given-names>C. H.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FRANÇA</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PADILHA</surname>
							<given-names>G.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>RAMOS</surname>
							<given-names>L.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>RUSSO</surname>
							<given-names>F. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Comportamento do mercado de trabalho brasileiro em duas
						recessões: análise do período 2015-2016 e da pandemia de
						COVID-19</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>S. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CORSEUIL</surname>
							<given-names>C. H.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>COSTA</surname>
							<given-names>J. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Impactos da pandemia de COVID-19 no mercado de trabalho e na
						distribuição de renda no Brasil</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)</publisher-name>
					<year>2022</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B15">
				<mixed-citation>DEDECCA, C. S. Notas sobre a evolução do mercado de trabalho no
					Brasil. <italic>Revista de Economia Política</italic>, v. 25, n. 1, p. 113-130,
					jan./mar. 2005.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>DEDECCA</surname>
							<given-names>C. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Notas sobre a evolução do mercado de trabalho no
						Brasil</article-title>
					<source>Revista de Economia Política</source>
					<volume>25</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>113</fpage>
					<lpage>130</lpage>
					<season>jan./mar</season>
					<year>2005</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B16">
				<mixed-citation>DEDECCA, C. S. <italic>A redução da desigualdade e seus
						desafios</italic>. Brasília: Ipea, 2015. (Texto para Discussão, n.
					2031).</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>DEDECCA</surname>
							<given-names>C. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A redução da desigualdade e seus desafios</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>Ipea</publisher-name>
					<year>2015</year>
					<comment>Texto para Discussão, n. 2031</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B17">
				<mixed-citation>DEUTSCH, J.; SILBER, J. <italic>The Kuznets curve and the impact of
						various income sources on the link between inequality and development.
						Working Paper</italic> - Bar-Ilan University, Israel, 2000.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>DEUTSCH</surname>
							<given-names>J.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SILBER</surname>
							<given-names>J.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>The Kuznets curve and the impact of various income sources on the link
						between inequality and development. Working Paper</source>
					<publisher-name>Bar-Ilan University</publisher-name>
					<publisher-loc>Israel</publisher-loc>
					<year>2000</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B18">
				<mixed-citation>FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L.; CHAN, B. L.
						<italic>Análise de dados:</italic> modelagem multivariada para tomada de
					decisões. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2009.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FÁVERO</surname>
							<given-names>L. P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BELFIORE</surname>
							<given-names>P.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>F. L.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>CHAN</surname>
							<given-names>B. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de
						decisões</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora Campus</publisher-name>
					<year>2009</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B19">
				<mixed-citation>FISHER, A. G. B. <italic>Clash of progress and security</italic>.
					London: MacMillan and Co. Limited, 1935.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FISHER</surname>
							<given-names>A. G. B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Clash of progress and security</source>
					<publisher-loc>London</publisher-loc>
					<publisher-name>MacMillan and Co. Limited</publisher-name>
					<year>1935</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B20">
				<mixed-citation>FISHLOW, A. Brazilian size distribution of income. <italic>American
						Economic Review</italic>, v. 62, n. 1/2, p. 391-402, mar.
					1972.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FISHLOW</surname>
							<given-names>A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Brazilian size distribution of income</article-title>
					<source>American Economic Review</source>
					<volume>62</volume>
					<issue>1/2</issue>
					<fpage>391</fpage>
					<lpage>402</lpage>
					<season>mar</season>
					<year>1972</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B21">
				<mixed-citation>FISHLOW, A. A distribuição de renda no Brasil. In: TOLIPAN, R.;
					TINELLI, A. C. (Coord.). <italic>A controvérsia sobre a distribuição de renda e
						desenvolvimento</italic>. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FISHLOW</surname>
							<given-names>A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>A distribuição de renda no Brasil</chapter-title>
					<person-group person-group-type="editor">
						<name>
							<surname>TOLIPAN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TINELLI</surname>
							<given-names>A. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A controvérsia sobre a distribuição de renda e desenvolvimento</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Zahar</publisher-name>
					<year>1978</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B22">
				<mixed-citation>FUCHS, V. R. <italic>The service economy</italic>. New York:
					National Bureau of Economic Research, 1968.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FUCHS</surname>
							<given-names>V. R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>The service economy</source>
					<publisher-loc>New York</publisher-loc>
					<publisher-name>National Bureau of Economic Research</publisher-name>
					<year>1968</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B23">
				<mixed-citation>FURTADO, C. <italic>Formação econômica do Brasil</italic>. 7. ed.
					São Paulo: Editora Nacional, 1967.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>FURTADO</surname>
							<given-names>C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Formação econômica do Brasil</source>
					<edition>7</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora Nacional</publisher-name>
					<year>1967</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B24">
				<mixed-citation>GANDRA, R. O debate sobre a desigualdade de renda no Brasil: da
					controvérsia dos anos 70 ao pensamento hegemônico nos anos 90. <italic>História
						Econômica &amp; História de Empresas</italic>, v. 8, n. 1, p. 139-162,
					2005.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GANDRA</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>O debate sobre a desigualdade de renda no Brasil: da controvérsia
						dos anos 70 ao pensamento hegemônico nos anos 90</article-title>
					<source>História Econômica &amp; História de Empresas</source>
					<volume>8</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>139</fpage>
					<lpage>162</lpage>
					<year>2005</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B25">
				<mixed-citation>GOMES, D. C.; SILVA, L. B.; SÓRIA, S. Condições e relações de
					trabalho no serviço público: o caso do governo Lula. <italic>Revista de
						Sociologia e Política</italic>, v. 20, n. 42, p. 167-181, jun.
					2012.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GOMES</surname>
							<given-names>D. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>L. B.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SÓRIA</surname>
							<given-names>S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Condições e relações de trabalho no serviço público: o caso do
						governo Lula</article-title>
					<source>Revista de Sociologia e Política</source>
					<volume>20</volume>
					<issue>42</issue>
					<fpage>167</fpage>
					<lpage>181</lpage>
					<season>jun</season>
					<year>2012</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B26">
				<mixed-citation>GUIMARÃES, J. R. S.; JANNUZZI, P. M. IDH, indicadores sintéticos e
					suas aplicações em políticas públicas: uma análise crítica. <italic>Revista
						Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais</italic>, v. 7, n. 1, p. 73-90,
					2005.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>GUIMARÃES</surname>
							<given-names>J. R. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>JANNUZZI</surname>
							<given-names>P. M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>IDH, indicadores sintéticos e suas aplicações em políticas
						públicas: uma análise crítica</article-title>
					<source>Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais</source>
					<volume>7</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>73</fpage>
					<lpage>90</lpage>
					<year>2005</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B27">
				<mixed-citation>HAIR, J. F. J.; BLACK, W.; BABIN, B. J.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R.
					L. <italic>Análise multivariada de dados</italic>. Porto Alegre: Editora
					Bookman, 2005.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HAIR</surname>
							<given-names>J. F. J.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BLACK</surname>
							<given-names>W.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BABIN</surname>
							<given-names>B. J.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ANDERSON</surname>
							<given-names>R. E.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>TATHAM</surname>
							<given-names>R. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Análise multivariada de dados</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora Bookman</publisher-name>
					<year>2005</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B28">
				<mixed-citation>HALKIDI, M.; BATISTAKIS, Y.; VAZIRGIANNIS, M. On clustering
					validation techniques. <italic>Journal of Intelligent Information
						Systems</italic>, v. 17, n. 2, 2001.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HALKIDI</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BATISTAKIS</surname>
							<given-names>Y.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>VAZIRGIANNIS</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>On clustering validation techniques</article-title>
					<source>Journal of Intelligent Information Systems</source>
					<volume>17</volume>
					<issue>2</issue>
					<year>2001</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B29">
				<mixed-citation>HOFFMANN, R. O índice de desigualdade de Theil-Atkinson.
						<italic>Brazilian Review of Econometrics</italic>, v. 11, n. 2, p. 143-160,
					1991.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HOFFMANN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>O índice de desigualdade de Theil-Atkinson</article-title>
					<source>Brazilian Review of Econometrics</source>
					<volume>11</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>143</fpage>
					<lpage>160</lpage>
					<year>1991</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B30">
				<mixed-citation>HOFFMANN, R. Distribuição da renda agrícola e sua contribuição para
					a desigualdade de renda no Brasil. <italic>Revista de Política
					Agrícola</italic>, v. 20, n. 2, p. 5-22, 2011.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HOFFMANN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Distribuição da renda agrícola e sua contribuição para a
						desigualdade de renda no Brasil</article-title>
					<source>Revista de Política Agrícola</source>
					<volume>20</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>5</fpage>
					<lpage>22</lpage>
					<year>2011</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B31">
				<mixed-citation>HOFFMANN, R.; BOTASSIO, D. C.; JESUS, J. G. <italic>Distribuição de
						renda:</italic> medidas de desigualdade, pobreza, concentração, segregação e
					polarização. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HOFFMANN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BOTASSIO</surname>
							<given-names>D. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>JESUS</surname>
							<given-names>J. G.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Distribuição de renda: medidas de desigualdade, pobreza, concentração,
						segregação e polarização</source>
					<edition>2</edition>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Edusp</publisher-name>
					<year>2019</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B32">
				<mixed-citation>HOFFMANN, R.; DUARTE, J. C. A distribuição da renda no Brasil.
						<italic>Revista de Administração de Empresas</italic>, v. 12, n. 2, p.
					46-66, 1972.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HOFFMANN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>DUARTE</surname>
							<given-names>J. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A distribuição da renda no Brasil</article-title>
					<source>Revista de Administração de Empresas</source>
					<volume>12</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>46</fpage>
					<lpage>66</lpage>
					<year>1972</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B33">
				<mixed-citation>HOFFMANN, R.; JESUS, J. G. Distribuição do rendimento das pessoas
					ocupadas no Brasil, de 1992 a 2014, destacando as atividades agrícolas.
						<italic>Revista de Economia Agrícola</italic>, n. 62, 2015.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HOFFMANN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>JESUS</surname>
							<given-names>J. G.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Distribuição do rendimento das pessoas ocupadas no Brasil, de
						1992 a 2014, destacando as atividades agrícolas</article-title>
					<source>Revista de Economia Agrícola</source>
					<issue>62</issue>
					<year>2015</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B34">
				<mixed-citation>HOFFMANN, R.; NEY, M. G. Desigualdade, escolaridade e rendimentos na
					agricultura, indústria e serviços, de 1992 a 2002. <italic>Economia e
						Sociedade</italic>, v. 13, n. 2 (23), p. 51-79, jul./dez.
					2004.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HOFFMANN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>NEY</surname>
							<given-names>M. G.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Desigualdade, escolaridade e rendimentos na agricultura,
						indústria e serviços, de 1992 a 2002</article-title>
					<source>Economia e Sociedade</source>
					<volume>13</volume>
					<issue>2 (23)</issue>
					<fpage>51</fpage>
					<lpage>79</lpage>
					<season>jul./dez</season>
					<year>2004</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B35">
				<mixed-citation>HOFFMANN, R.; OLIVEIRA, R. B. The evolution of income distribution
					in Brazil in the agricultural and the non-agricultural sectors. <italic>World
						Journal of Agricultural Research</italic>, v. 5, n. 2, p. 192-204,
					2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>HOFFMANN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>OLIVEIRA</surname>
							<given-names>R. B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>The evolution of income distribution in Brazil in the
						agricultural and the non-agricultural sectors</article-title>
					<source>World Journal of Agricultural Research</source>
					<volume>5</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>192</fpage>
					<lpage>204</lpage>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B36">
				<mixed-citation>KUZNETS, S. Economic growth and income inequality. <italic>The
						American Economic Review</italic>, v. 45, n. 1, p. 1-28,
					1955.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>KUZNETS</surname>
							<given-names>S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Economic growth and income inequality</article-title>
					<source>The American Economic Review</source>
					<volume>45</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>1</fpage>
					<lpage>28</lpage>
					<year>1955</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B37">
				<mixed-citation>LACERDA, L. P. T.; ALMEIDA, A. N. Diferenciais de rendimento entre
					os setores de serviços e da indústria no Brasil: uma análise de decomposição.
						<italic>Economia e Sociedade</italic>, v. 28, n. 1, 2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LACERDA</surname>
							<given-names>L. P. T.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>ALMEIDA</surname>
							<given-names>A. N.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Diferenciais de rendimento entre os setores de serviços e da
						indústria no Brasil: uma análise de decomposição</article-title>
					<source>Economia e Sociedade</source>
					<volume>28</volume>
					<issue>1</issue>
					<year>2019</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B38">
				<mixed-citation>LANGONI, C. G. <italic>Distribuição da renda e desenvolvimento
						econômico do Brasil:</italic> uma reafirmação. Rio de Janeiro: EPGE, 1973.
					(Ensaios Econômicos EPGE, n. 8).</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LANGONI</surname>
							<given-names>C. G.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Distribuição da renda e desenvolvimento econômico do Brasil: uma
						reafirmação</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>EPGE</publisher-name>
					<year>1973</year>
					<comment>Ensaios Econômicos EPGE, n. 8</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B39">
				<mixed-citation>LEONE, E. T.; PRONI, M. W. (Org.). <italic>Facetas do trabalho no
						Brasil contemporâneo</italic>. Campinas: Editora CRV; Unicamp,
					2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LEONE</surname>
							<given-names>E. T.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PRONI</surname>
							<given-names>M. W.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Facetas do trabalho no Brasil contemporâneo</source>
					<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
					<publisher-name>Editora CRV; Unicamp</publisher-name>
					<year>2021</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B40">
				<mixed-citation>LIMA, R. Mercado de trabalho: o capital humano e a teoria da
					segmentação. <italic>Pesquisa e Planejamento Econômico</italic>, v. 10, n. 1,
					abr. 1980.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LIMA</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Mercado de trabalho: o capital humano e a teoria da
						segmentação</article-title>
					<source>Pesquisa e Planejamento Econômico</source>
					<volume>10</volume>
					<issue>1</issue>
					<season>abr</season>
					<year>1980</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B41">
				<mixed-citation>LIST, J. A.; GALLET, C. A. The Kuznets curve: what happens after the
					inverted-U. <italic>Review of Development Economics</italic>, v. 3, n. 2, p.
					200-206, 1999.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>LIST</surname>
							<given-names>J. A.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>GALLET</surname>
							<given-names>C. A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>The Kuznets curve: what happens after the
						inverted-U</article-title>
					<source>Review of Development Economics</source>
					<volume>3</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>200</fpage>
					<lpage>206</lpage>
					<year>1999</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B42">
				<mixed-citation>MANNI, S. R.; MENEZES FILHO, N.; KOMATSU, B. K. Crise e mercado de
					trabalho: uma comparação entre recessões. <italic>Policy Paper</italic>
					(Insper), n. 23, 2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MANNI</surname>
							<given-names>S. R.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>MENEZES</surname>
							<given-names>N.</given-names>
							<suffix>FILHO</suffix>
						</name>
						<name>
							<surname>KOMATSU</surname>
							<given-names>B. K.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Crise e mercado de trabalho: uma comparação entre
						recessões</article-title>
					<source>Policy Paper (Insper)</source>
					<issue>23</issue>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B43">
				<mixed-citation>MARCONI, N. Uma breve comparação entre os mercados de trabalho do
					setor público e privado. <italic>Revista do Serviço Público</italic>, v. 48, n.
					1, 1997.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MARCONI</surname>
							<given-names>N.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Uma breve comparação entre os mercados de trabalho do setor
						público e privado</article-title>
					<source>Revista do Serviço Público</source>
					<volume>48</volume>
					<issue>1</issue>
					<year>1997</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B44">
				<mixed-citation>MARCONI, N. A economia das quentinhas. <italic>Revista Conjuntura
						Econômica</italic>, v. 72, n. 6, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MARCONI</surname>
							<given-names>N.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A economia das quentinhas</article-title>
					<source>Revista Conjuntura Econômica</source>
					<volume>72</volume>
					<issue>6</issue>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B45">
				<mixed-citation>MELLO, G.; SABADINI, M. S.; BRAGA, H. Acumulação de capital, crise e
					mercado de trabalho no Brasil contemporâneo. <italic>Revista Katálysis</italic>,
					v. 22, n. 1, 2019.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MELLO</surname>
							<given-names>G.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SABADINI</surname>
							<given-names>M. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BRAGA</surname>
							<given-names>H.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Acumulação de capital, crise e mercado de trabalho no Brasil
						contemporâneo</article-title>
					<source>Revista Katálysis</source>
					<volume>22</volume>
					<issue>1</issue>
					<year>2019</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B46">
				<mixed-citation>MELLO, J. M. C. <italic>O capitalismo tardio:</italic> contribuição
					à revisão crítica da formação e do desenvolvimento da economia brasileira. São
					Paulo: Brasiliense, 1986.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MELLO</surname>
							<given-names>J. M. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>O capitalismo tardio: contribuição à revisão crítica da formação e do
						desenvolvimento da economia brasileira</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Brasiliense</publisher-name>
					<year>1986</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B47">
				<mixed-citation>MILL, J. S. <italic>Princípios de economia política</italic>. São
					Paulo: Nova Cultural, 1996. (Coleção “Os Economistas”).</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>MILL</surname>
							<given-names>J. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Princípios de economia política</source>
					<publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
					<publisher-name>Nova Cultural</publisher-name>
					<year>1996</year>
					<comment>Coleção “Os Economistas”</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B48">
				<mixed-citation>NERI, M. <italic>Qual foi o impacto da crise sobre a pobreza e a
						distribuição de renda?</italic> Rio de Janeiro: FGV Social/CPS,
					2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>NERI</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Qual foi o impacto da crise sobre a pobreza e a distribuição de
						renda?</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>FGV Social/CPS</publisher-name>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B49">
				<mixed-citation>OLIVEIRA, R. B. Análise do impacto do salário mínimo sobre a
					distribuição de renda na agricultura brasileira: recortes segundo a posição na
					ocupação. 2014. Tese (Doutorado em Economia)-Instituto de Economia, Universidade
					Estadual de Campinas, Campinas, 2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="thesis">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>OLIVEIRA</surname>
							<given-names>R. B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Análise do impacto do salário mínimo sobre a distribuição de renda na
						agricultura brasileira: recortes segundo a posição na ocupação</source>
					<comment>2014</comment>
					<comment>Tese (Doutorado em Economia)</comment>
					<publisher-name>Instituto de Economia, Universidade Estadual de
						Campinas</publisher-name>
					<publisher-loc>Campinas</publisher-loc>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B50">
				<mixed-citation>OLIVEIRA, R. C.; SILVEIRA NETO, R. M. Estrutura produtiva ou
					escolaridade? Uma análise dos fatores explicativos da desigualdade de renda
					entre as regiões Sudeste e Nordeste por quantil para o período entre os anos de
					1970 e 2010. <italic>Revista Econômica do Nordeste</italic>, v. 47, n. 3,
					2016.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>OLIVEIRA</surname>
							<given-names>R. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SILVEIRA</surname>
							<given-names>R. M.</given-names>
							<suffix>NETO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Estrutura produtiva ou escolaridade? Uma análise dos fatores
						explicativos da desigualdade de renda entre as regiões Sudeste e Nordeste
						por quantil para o período entre os anos de 1970 e 2010</article-title>
					<source>Revista Econômica do Nordeste</source>
					<volume>47</volume>
					<issue>3</issue>
					<year>2016</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B51">
				<mixed-citation>OLIVEIRA, R. C.; NETO, R. M. S. Quarenta anos de disparidades
					regionais no Brasil: qual o papel da escolaridade e da estrutura produtiva? In:
					ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA, 45. ANPEC, 2017.
					<italic>Anais...</italic></mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>OLIVEIRA</surname>
							<given-names>R. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>S.</surname>
							<given-names>R. M.</given-names>
							<suffix>NETO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>Quarenta anos de disparidades regionais no Brasil: qual o papel
						da escolaridade e da estrutura produtiva?</chapter-title>
					<source>In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA, 45</source>
					<publisher-name>ANPEC</publisher-name>
					<year>2017</year>
					<comment>Anais...</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B52">
				<mixed-citation>OREIRO, J. L. A grande recessão brasileira: diagnóstico e uma agenda
					de política econômica. <italic>Estudos Avançados</italic>, v. 31, n. 89,
					2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>OREIRO</surname>
							<given-names>J. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>A grande recessão brasileira: diagnóstico e uma agenda de
						política econômica</article-title>
					<source>Estudos Avançados</source>
					<volume>31</volume>
					<issue>89</issue>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B53">
				<mixed-citation>PEROSA, B. B.; SAIANI, C. C. S.; SANTOS, P. L. Relação entre
					distribuição de rendimentos do trabalho e industrialização: uma análise para os
					municípios brasileiros. <italic>Análise Econômica</italic>, v. 39, n. 79, p.
					35-59, jun. 2021.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PEROSA</surname>
							<given-names>B. B.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SAIANI</surname>
							<given-names>C. C. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>P. L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Relação entre distribuição de rendimentos do trabalho e
						industrialização: uma análise para os municípios brasileiros</article-title>
					<source>Análise Econômica</source>
					<volume>39</volume>
					<issue>79</issue>
					<fpage>35</fpage>
					<lpage>59</lpage>
					<season>jun</season>
					<year>2021</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B54">
				<mixed-citation>PIKETTY, T. <italic>O capital no século XXI</italic>. Rio de
					Janeiro: Intrínseca, 2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>PIKETTY</surname>
							<given-names>T.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>O capital no século XXI</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Intrínseca</publisher-name>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B55">
				<mixed-citation>POCHMANN, M. Velhos e novos problemas do mercado de trabalho no
					Brasil. <italic>Indicadores Econômicos FEE</italic>, Porto Alegre, v. 26, n. 2,
					p. 119-139, abr./jun. 1998.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>POCHMANN</surname>
							<given-names>M.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Velhos e novos problemas do mercado de trabalho no
						Brasil</article-title>
					<source>Indicadores Econômicos FEE</source>
					<publisher-loc>Porto Alegre</publisher-loc>
					<volume>26</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>119</fpage>
					<lpage>139</lpage>
					<season>abr./jun</season>
					<year>1998</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B56">
				<mixed-citation>SABOIA, J. Descentralização industrial no Brasil na década de
					noventa: um processo dinâmico e diferenciado regionalmente. <italic>Nova
						Economia</italic>, v. 11, n. 2, dez. 2001.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SABOIA</surname>
							<given-names>J.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Descentralização industrial no Brasil na década de noventa: um
						processo dinâmico e diferenciado regionalmente</article-title>
					<source>Nova Economia</source>
					<volume>11</volume>
					<issue>2</issue>
					<season>dez</season>
					<year>2001</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B57">
				<mixed-citation>SABOIA, J.; HALLAK NETO, J. Salário mínimo e distribuição de renda
					no Brasil a partir dos anos 2000. <italic>Economia e Sociedade</italic>, v. 27,
					n. 1 (62), p. 265-285, abr. 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SABOIA</surname>
							<given-names>J.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>HALLAK</surname>
							<given-names>J.</given-names>
							<suffix>NETO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Salário mínimo e distribuição de renda no Brasil a partir dos
						anos 2000</article-title>
					<source>Economia e Sociedade</source>
					<volume>27</volume>
					<issue>1 (62)</issue>
					<fpage>265</fpage>
					<lpage>285</lpage>
					<season>abr</season>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B58">
				<mixed-citation>SABOIA, J.; KUBRUSLY, L. Diferenciais regionais e setoriais na
					indústria brasileira. <italic>Economia Aplicada</italic>, v. 12, n. 1, p.
					125-149, jan./mar. 2008.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SABOIA</surname>
							<given-names>J.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>KUBRUSLY</surname>
							<given-names>L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Diferenciais regionais e setoriais na indústria
						brasileira</article-title>
					<source>Economia Aplicada</source>
					<volume>12</volume>
					<issue>1</issue>
					<fpage>125</fpage>
					<lpage>149</lpage>
					<season>jan./mar</season>
					<year>2008</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B59">
				<mixed-citation>SANTOS, P. L.; SAIANI, C. C. S. Desigualdades setoriais dos
					rendimentos do trabalho e conjuntura econômica: análise comparativa entre o
					Nordeste e o Centro-Sul brasileiros, de 2002 a 2018. <italic>Revista Econômica
						do Nordeste</italic>, v. 51, n. 4, p. 137-158, out./dez.
					2020.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SANTOS</surname>
							<given-names>P. L.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>SAIANI</surname>
							<given-names>C. C. S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Desigualdades setoriais dos rendimentos do trabalho e conjuntura
						econômica: análise comparativa entre o Nordeste e o Centro-Sul brasileiros,
						de 2002 a 2018</article-title>
					<source>Revista Econômica do Nordeste</source>
					<volume>51</volume>
					<issue>4</issue>
					<fpage>137</fpage>
					<lpage>158</lpage>
					<season>out./dez</season>
					<year>2020</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B60">
				<mixed-citation>SAY, J. B. <italic>Traité d’économie politique</italic>. Paris:
					Deterville, 1803.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SAY</surname>
							<given-names>J. B.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Traité d’économie politique</source>
					<publisher-loc>Paris</publisher-loc>
					<publisher-name>Deterville</publisher-name>
					<year>1803</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B61">
				<mixed-citation>SILVA, F. J. F.; FONSECA NETO, F. A. Efeitos da crise financeira de
					2008 sobre o desemprego nas regiões metropolitanas brasileiras. <italic>Nova
						Economia</italic>, v. 24, n. 2, p. 265-278, maio/ago. 2014.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>F. J. F.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FONSECA</surname>
							<given-names>F. A.</given-names>
							<suffix>NETO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Efeitos da crise financeira de 2008 sobre o desemprego nas
						regiões metropolitanas brasileiras</article-title>
					<source>Nova Economia</source>
					<volume>24</volume>
					<issue>2</issue>
					<fpage>265</fpage>
					<lpage>278</lpage>
					<season>maio/ago</season>
					<year>2014</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B62">
				<mixed-citation>SILVA, V. H. M. C.; FRANÇA, J. M. S.; PINHO NETO, V. R. Capital
					humano e desigualdade salarial no Brasil: uma análise de decomposição para o
					período 1995-2014. <italic>Estudos Econômicos</italic>, v. 46, n. 3, p. 579-608,
					2016.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SILVA</surname>
							<given-names>V. H. M. C.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>FRANÇA</surname>
							<given-names>J. M. S.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>PINHO</surname>
							<given-names>V. R.</given-names>
							<suffix>NETO</suffix>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Capital humano e desigualdade salarial no Brasil: uma análise de
						decomposição para o período 1995-2014</article-title>
					<source>Estudos Econômicos</source>
					<volume>46</volume>
					<issue>3</issue>
					<fpage>579</fpage>
					<lpage>608</lpage>
					<year>2016</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B63">
				<mixed-citation>SMITH, A. <italic>A riqueza das nações:</italic> investigação sobre
					sua natureza e suas causas. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
					2017.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SMITH</surname>
							<given-names>A.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas
						causas</source>
					<edition>3</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Nova Fronteira</publisher-name>
					<year>2017</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B64">
				<mixed-citation>SOARES, S. S. D. <italic>Distribuição de renda no Brasil de 1976 a
						2004 com ênfase no período entre 2001 e 2004</italic>. Brasília: Ipea, 2006.
					(Texto para Discussão, n. 1166).</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SOARES</surname>
							<given-names>S. S. D.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Distribuição de renda no Brasil de 1976 a 2004 com ênfase no período
						entre 2001 e 2004</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>Ipea</publisher-name>
					<year>2006</year>
					<comment>Texto para Discussão, n. 1166</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B65">
				<mixed-citation>SOARES, S. <italic>A queda na heterogeneidade estrutural explica a
						queda da desigualdade dos rendimentos do trabalho?</italic> Uma análise
					preliminar. Brasília: Cepal/Ipea, 2013. (Texto para Discussão, n.
					52).</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>SOARES</surname>
							<given-names>S.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<chapter-title>A queda na heterogeneidade estrutural explica a queda da
						desigualdade dos rendimentos do trabalho?</chapter-title>
					<source>Uma análise preliminar</source>
					<publisher-loc>Brasília</publisher-loc>
					<publisher-name>Cepal/Ipea</publisher-name>
					<year>2013</year>
					<comment>Texto para Discussão, n. 52</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B66">
				<mixed-citation>STIGLITZ, J. E. <italic>The price of inequality:</italic> how
					today’s divided society endangers our future. New York: W. W. Norton &amp;
					Company, 2012.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>STIGLITZ</surname>
							<given-names>J. E</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>The price of inequality: how today’s divided society endangers our
						future</source>
					<publisher-loc>New York</publisher-loc>
					<publisher-name>W. W. Norton &amp; Company</publisher-name>
					<year>2012</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B67">
				<mixed-citation>TAVARES, M. C. <italic>Da substituição de importações ao capitalismo
						financeiro:</italic> ensaios sobre economia brasileira. 4. ed. Rio de
					Janeiro: Zahar, 1975.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>TAVARES</surname>
							<given-names>M. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Da substituição de importações ao capitalismo financeiro: ensaios sobre
						economia brasileira</source>
					<edition>4</edition>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Zahar</publisher-name>
					<year>1975</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B68">
				<mixed-citation>ULYSSEA, G. <italic>Segmentação no mercado de trabalho e
						desigualdade de rendimentos no Brasil:</italic> uma análise empírica. Rio de
					Janeiro: Ipea, 2007. (Texto para Discussão, n. 1261).</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>ULYSSEA</surname>
							<given-names>G.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Segmentação no mercado de trabalho e desigualdade de rendimentos no
						Brasil: uma análise empírica</source>
					<publisher-loc>Rio de Janeiro</publisher-loc>
					<publisher-name>Ipea</publisher-name>
					<year>2007</year>
					<comment>Texto para Discussão, n. 1261</comment>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B69">
				<mixed-citation>VAZ, B. O. E.; BARREIRA, T. C. Nota Técnica - Metodologia de
					retropolação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 1992 a
					2012. <italic>Estudos Econômicos</italic>, v. 51, p. 759-782,
					2016.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>VAZ</surname>
							<given-names>B. O. E.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>BARREIRA</surname>
							<given-names>T. C.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Nota Técnica - Metodologia de retropolação da Pesquisa Nacional
						por Amostra de Domicílios Contínua de 1992 a 2012</article-title>
					<source>Estudos Econômicos</source>
					<volume>51</volume>
					<fpage>759</fpage>
					<lpage>782</lpage>
					<year>2016</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B70">
				<mixed-citation>VAZ, D. V.; HOFFMANN, R. Remuneração nos serviços no Brasil: o
					contraste entre funcionários públicos e privados. <italic>Economia e
						Sociedade</italic>, v. 16, n. 2, 2007.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>VAZ</surname>
							<given-names>D. V.</given-names>
						</name>
						<name>
							<surname>HOFFMANN</surname>
							<given-names>R.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Remuneração nos serviços no Brasil: o contraste entre
						funcionários públicos e privados</article-title>
					<source>Economia e Sociedade</source>
					<volume>16</volume>
					<issue>2</issue>
					<year>2007</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B71">
				<mixed-citation>WALRAS, L. <italic>Éléments d’économie politique pure</italic>.
					Paris: Hachette Livre BNF, 2018.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="book">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>WALRAS</surname>
							<given-names>L.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<source>Éléments d’économie politique pure</source>
					<publisher-loc>Paris</publisher-loc>
					<publisher-name>Hachette Livre BNF</publisher-name>
					<year>2018</year>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B72">
				<mixed-citation>WARD, J. H. Hierarchical grouping to optimize an objective function.
						<italic>Journal of the American Statistical Association</italic>, v. 58, n.
					301, 1963.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="journal">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>WARD</surname>
							<given-names>J. H.</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Hierarchical grouping to optimize an objective
						function</article-title>
					<source>Journal of the American Statistical Association</source>
					<volume>58</volume>
					<issue>301</issue>
					<year>1963</year>
				</element-citation>
			</ref>
		</ref-list>
	</back>
</article>
