Artigos de Revisão

Efetividade do exercício pélvico no perioperatório de prostatectomia radical: revisão de literatura

Effectiveness of pelvic floor exercises in the perioperative period of radical prostatectomy: a literature review

Efectividad del ejercicio para el suelo pélvico en el perioperatorio de prostatectomía radical: revisión de literatura

Adonivia Guimarães Santos 1)
Faculdade Inspirar, Brasil
Nayara Alexandre de Souza de Almeida 1)
Faculdade Inspirar, Brasil
Luisa Braga Jorge 2)
Pontifícia Universidade Católica, Brasil
Stanley Soares Xavier 3)
Escola Superior da Amazônia, Brasil
Gustavo Sutter Latorre 1)
Faculdade Inspirar, Brasil

Efetividade do exercício pélvico no perioperatório de prostatectomia radical: revisão de literatura

Revista Brasileira em Promoção da Saúde, vol. 29, núm. 1, pp. 100-106, 2016

Universidade de Fortaleza

Recepção: 18 Outubro 2015

Revised: 27 Novembro 2015

Aprovação: 07 Janeiro 2016

Resumo: Objetivo: Realizar uma revisão na literatura sobre a efetividade dos exercícios pélvicos no perioperatório de prostatectomia radical. Métodos: A partir dos descritores em saúde (DeCS) – (prostatectomia) AND (fisioterapia) AND (assoalho pélvico) AND (incontinência urinária) –, foram selecionados artigos nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa, independentemente do ano de publicação. Após a busca na base de dados da BVS, observaram-se 26 estudos: 17 da MEDLINE, 5 da IBECS, 2 da LILACS e 2 da CENTRAL. Desse total, 17 foram excluídos por não se adequarem aos critérios de inclusão da pesquisa, culminando em um total de 9 artigos, os quais foram analisados no presente estudo. Resultados: Os exercícios perioperatórios de fortalecimento da musculatura pélvica para prostatectomia apresentam resultados importantes quanto à minimização da incontinência urinária, tendo em vista o forte impacto do problema sobre a qualidade de vida dos pacientes. Conclusão: As evidências científicas apontam que, apesar da heterogeneidade das técnicas e amostras, os exercícios perioperatórios apresentam resultados promissores quanto à minimização da incontinência urinária pós-operatório, principalmente acelerando a recuperação e cura ou diminuindo os sintomas.

Palavras-chave: Prostatectomia, Fisioterapia, Diafragma da Pelve, Incontinência Urinária.

Abstract: Objective: To review the literature on the effectiveness of pelvic floor exercises in the perioperative period of radical prostatectomy. Methods: By using the health descriptors (DeCS) tw (prostatectomy) AND (physiotherapy) AND (pelvic floor) AND (urinary incontinence), articles were selected in English, Spanish and Portuguese, regardless of the year of publication. After searching in the BVS database, 26 studies were found: 17 in MEDLINE, 5 in IBECS, 2 in LILACS, and 2 in CENTRAL. Of this total, 17 were excluded because they did not meet the study inclusion criteria, culminating in a total of 9 articles, which were analyzed in this study. Results: Pelvic floor muscle strengthening exercises in the prostatectomy perioperative period have important results in terms of minimizing urinary incontinence, considering the strong impact of the problem on the patients’ quality of life. Conclusion: Scientific evidence points out, despite the heterogeneity of techniques and samples, that the perioperative exercises show promising results in reducing postoperative urinary incontinence, mainly speeding recovery and healing or reducing the symptoms.

Keywords: Prostatectomy, Physical Therapy Specialty, Pelvic Floor, Urinary Incontinence.

Resumen: Objetivo: Realizar una revisión de la literatura sobre la efectividad de los ejercicios para el suelo pélvico en el peri operatorio de prostatectomía radical. Métodos: Basado en los descriptores de salud (DeCS) - (prostatectomía) AND (fisioterapia) AND (suelo pélvico) AND (incontinencia urinaria) – fueron elegidos artículos en el idioma inglés, español y portugués independiente del año de publicación. Tras la búsqueda en la base de datos de la BVS se observaron 26 estudios: 17 de MEDLINE, 5 de la IBECS, 2 de LILACS y 2 de la CENTRAL. Del total, 17 fueron excluidos porque no correspondían a los criterios de inclusión de la investigación, finalizando un total de 9 artículos los cuales fueron analizados en este estudio. Resultados: Los ejercicios del perioperatorio para fortalecer la musculatura pélvica para la prostatectomía presentaron resultados importantes para la minimización de la incontinencia urinaria considerando el fuerte impacto del problema sobre la calidad de vida de los pacientes. Conclusión: Las evidencias científicas muestran que a pesar de la heterogeneidad de las técnicas y muestras, los ejercicios en el perioperatorio presentan resultados positivos para la minimización de la incontinencia urinaria en el posoperatorio acelerando la recuperación y la cura o disminuyendo los síntomas.

Palabras clave: Prostatectomía, Fisioterapia, Diafragma Pélvico, Incontinencia Urinaria.

INTRODUÇÃO

A Prostatectomia Radical (PR) é uma das principais modalidades de tratamento utilizada para ressecção de tumores da próstata, descrita como procedimento eficaz no tratamento primário do câncer de próstata (CP) localizado(1,2). É particularmente indicada para pacientes com doença em estágios A e B – T1 e T2. Quando o tumor atinge os tecidos periprostáticos, ou seja, estágio C – T3 e T4, a cirurgia não remove integramente a neoplasia e os pacientes são melhores tratados com radioterapia radical(3).

Embora propicie elevadas taxas de cura, a cirurgia é frequentemente acompanhada de complicações, sendo a incontinência urinária (IU) e a disfunção erétil (DE) as mais importantes(4). Atualmente, as técnicas cirúrgicas apresentam incidência de complicações reduzida. As mais utilizadas são a ressecção transuretral (RTU), PR aberta ou videolaparoscopia – esta última é a que apresenta menor tempo de internação, menor morbidade pós-operatória e menores custos(5).

Na PR, a uretra prostática é removida, sendo o controle urinário mantido através do colo da bexiga e esfíncter urinário externo. As lesões anatômicas intrínsecas ao procedimento tendem a tornar a junção uretrovesical menos favorável à manutenção da continência urinária, gerando uma maior pressão sobre o esfíncter uretral externo(6) e ocasionando o aparecimento da IU. Esta é definida como qualquer perda involuntária de urina, sendo caracterizada pelo impacto negativo nos âmbitos emocional, social e econômico do indivíduo e em seus amigos, familiares e cuidadores(7).

A PR está entre os principais procedimentos cirúrgicos causadores de IU(8,9) – a incidência de IU após a PR varia entre 0,5% e 87% nos primeiros seis meses e de 5% a 44% no primeiro ano após a cirurgia(10,11,12).

Tanto a função urinária quanto a erétil estão relacionadas à função da musculatura do assoalho pélvico (MAP), que deve contrair-se para manter a continência urinaria e relaxar para permitir os esvaziamentos intestinal e vesical, mantendo ainda a posição anatômica dos órgãos pélvicos(13).

O treinamento funcional do assoalho pélvico é um método de contração específico, cujos exercícios focam na prevenção e no tratamento de todos os tipos de perturbações na região abdominal, pélvica e coluna lombar(14,15).

A fisioterapia pélvica vem emergindo como tratamento potencial para as sequelas urinárias pós-PR, proporcionando melhoria na qualidade de vida e, consequentemente, na saúde(16). No entanto, ainda não está elucidada a efetividade desse tipo de tratamento sobre a IU pós-prostatectomia, sendo esse esclarecimento o objetivo principal do presente estudo.

MÉTODOS

Realizou-se um estudo do tipo revisão bibliográfica a partir de ensaios clínicos controlados nos quais as técnicas fisioterapêuticas de fortalecimento muscular foram utilizadas para o tratamento no período perioperatório de prostatectomia radical.

A busca dos estudos foi realizada na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a partir dos descritores em saúde (DeCS): (prostatectomia radical) AND (modalidades de fisioterapia) AND (instance: “regional”)

Os critérios de elegibilidade do estudo foram artigos científicos publicados nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa, independentemente do ano de publicação do manuscrito, haja vista a escassez de literatura acerca da temática.

Foram excluídos os artigos em duplicata e que não citassem a fisioterapia como tratamento principal na conduta dos estudos.

A seleção dos estudos ocorreu por meio da análise do título, resumo e texto completo, respectivamente.

RESULTADOS

Após a aplicação da estratégia de busca na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, observou-se um total de 26 estudos, sendo 17 da Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), 5 da Central de Registros de Ensaio Clínico Controlado, 2 da Índice Bibliográfico Espanhol em Ciências da Saúde (IBECS) e 2 do Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Desse total, 17 estudos foram excluídos, devido aos critérios supracitados, culminando em 9 artigos(17,18,19,20,21,22,23,24,25).

A idade dos participantes nos estudos variou de 46 a 80 anos, e o tamanho amostral variou de 32 a 120 participantes. Quanto ao tipo de intervenção utilizada, a maior parte dos trabalhos utilizou exercícios para o assoalho pélvico com ou sem biofeedback. O quadro 1 apresenta um resumo dos estudos incluídos nesta revisão.

Quadro I
Resumo dos estudos utilizados na revisão.
Resumo dos estudos utilizados na revisão.

TMAP = treinamento da musculatura do assoalho pélvico; *IU: incontinência urinária; BFB = biofeedback; MAP = musculatura pélvica

Cont. Quadro I
Resumo dos estudos utilizados na revisão.
Resumo dos estudos utilizados na revisão.

TMAP = treinamento da musculatura do assoalho pélvico; *IU: incontinência urinária; BFB = biofeedback; MAP = musculatura pélvica

DISCUSSÃO

Nove ensaios clínicos controlados foram selecionados para esta revisão, e a análise geral dos estudos combinados sugere que os exercícios para o assoalho pélvico trazem benefícios para o controle da incontinência urinária após a cirurgia de prostatectomia radical.

Um estudo buscou evidenciar se a adição de exercícios do assoalho pélvico nos períodos pré e pós-operatório imediato teria impacto na incidência de continência urinária quando comparado ao uso dos exercícios somente no período pós-operatório. Os resultados apontaram uma incidência de continência urinária maior no grupo que realizou os exercícios nos períodos pré e pós-operatório, porém, sem diferença estatisticamente significante(17).

O mesmo desenho de estudo e os mesmos resultados foram também referidos em outro estudo, com 180 pacientes, ou seja, a adição de exercício no período pré-operatório não apresentou impacto estatisticamente significante na incidência de continência após a cirurgia(18). Uma possível explicação para esse resultado é que os exercícios de curta duração para o assoalho pélvico não são tão eficazes quanto aqueles realizados por um período mais longo.

Ao contrário desses resultados, outra pesquisa, com 139 pacientes de dois hospitais, um público e outro privado, realizou o treinamento do MAP nove meses antes em um grupo e nove meses depois da cirurgia em outro grupo, resultando em uma incidência de contingência urinária significativamente maior quando comparada à do grupo que realizou somente o treinamento do MAP no período pós-operatório(19), resultado similar e que corroborou com outro estudo, com uma amostra de 282 pacientes(20).

A análise desses quatro estudos apontou uma inconsistência quanto à adição dos referidos exercícios no período pré-operatório de prostatectomia radical, no entanto, deve-se salientar que esses resultados devem ser interpretados com cautela, devido à heterogeneidade clínica entre os estudos, especialmente quanto à dosagem dos exercícios no período pré-operatório.

Em um ensaio clínico realizado, os participantes foram divididos em dois grupos (intervenção e controle). O grupo intervenção realizou os exercícios para assoalho pélvico no período pós-operatório, compostos por exercícios de Kegel (fortalecimento da musculatura pubococcígea) associados a biofeedback e eletroestimulação; o grupo controle realizou somente o tratamento clínico convencional. Ao final do estudo, verificou-se que o grupo intervenção alcançou a continência urinária 32 dias mais rápido que o grupo controle(21).

Em estudo semelhante, comparou-se um programa de exercícios de Kegel supervisionado associado à biofeedback e orientações para domicílio no período pré-operatório de cirurgia de PR com um grupo controle que recebeu orientações para domicílio no período pós-operatório. Os resultados apontaram melhora significativa na continência urinária após um, três e seis meses da cirurgia(22).

Divergindo dos três autores supracitados, outra pesquisa analisou a eficácia do treinamento comportamental associado ao biofeedback no período pré-operatório em comparação com um grupo controle que recebeu orientações sobre treinamento da MAP e não encontrou diferença significativa entre os grupos(23).

Os resultados de alguns estudos corroboram(24,25) ao não encontrarem diferença significativa entre dois grupos de tratamentos (um grupo de exercícios de Kegel e outro de eletroestimulação) e um grupo controle que não realizou nenhuma intervenção fisioterapêutica.

Em estudo semelhante aos demais, com 258 pacientes, um trabalho comparou a terapia comportamental para o assoalho pélvico com os exercícios de terapia comportamental associados ao biofeedback e com um terceiro grupo controle que não realizou nenhuma intervenção(26), corroborando com outras literaturas acerca da temática(24,25), apesar de os dois grupos tratamento terem reduzido pela metade os episódios de perda urinária.

A faixa etária nos estudos utilizados mostrou-se muito diversa, porém, já se sabe que o avanço da idade é um fator de risco importante, pois o processo de envelhecimento é um preditor para a manutenção da continência e pode prejudicar a intervenção fisioterapêutica(27).

Considerando que a IU gera estresse e comprometimento da qualidade de vida, qualquer intervenção que possa controlar seus sinais e sintomas deve ser insistentemente investigada com o objetivo de diminuir dúvidas e controvérsias sobre suas alternativas de tratamentos. Outro aspecto importante diz respeito ao fato de os exercícios para o assoalho pélvico serem procedimentos não invasivos que podem ter sua utilização como estratégias de prevenção e tratamento da IU após a PR.

CONCLUSÃO

As evidências científicas apontam que, apesar da heterogeneidade das técnicas e amostras, os exercícios perioperátorios apresentam resultados promissores quanto à minimização da incontinência urinária pós-operatório, principalmente acelerando a recuperação e cura ou diminuindo os sintomas.

REFERÊNCIAS

1. Kakihara CT, Sens YAS, Ferreira U. Efeito do treinamento funcional do assoalho pélvico associado ou não à eletroestimulação na incontinência urinária após prostatectomia radical. Rev Bras Fisioter. 2007;11(6):481-486.

2. Silva US. Exercícios funcionais do assoalho pélvico no tratamento da incontinência urinária pós prostatectomia radical. Rev Presciência. 2012;10(5):107-18.

3. Billis A. Manual de padronização de laudos histopatológico da Sociedade Brasileira de Patologia. Rio de Janeiro: Reichmann e Affonso; 1999.

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Autor notes

1) Faculdade Inspirar - Curitiba (PR) - Brasil
1) Faculdade Inspirar - Curitiba (PR) - Brasil
2) Pontifícia Universidade Católica - PUCRS - Porto Alegre (RS) - Brasil
3) Escola Superior da Amazônia - ASAMAZ - Belém (PA) - Brasil
1) Faculdade Inspirar - Curitiba (PR) - Brasil
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