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<journal-title specific-use="original" xml:lang="en">Revista Pensamento Contemporâneo em Administração</journal-title>
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<publisher-name>Universidade Federal Fluminense</publisher-name>
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<subject>Sin sección</subject>
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<title>Editorial</title>
<p>Este é o segundo número da Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, em 2024. Nesta edição, embora de diferentes modos, privilegiamos a temática dos processos de aprendizagem na área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo.</p>
<p>Começamos com Propensão a planejar de jovens estudantes de gestão – um estudo de caso com estudantes de cursos técnicos do Instituto Federal de Mato Grosso – Campus Barra do Garças (Propensity to plan of young students of management – a case study with students of technical education of the Federal Institute of Mato Grosso – Campus Barra do Garças), de Felipe Deodato da Silva e Silva. A propensão a planejar foi estimada pelo modelo linear generalizado (distribuição binomial e função logit) em dados de 201 estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso, Mato Grosso/Brasil. Constatou-se que a propensão a planejar foi 20.7% menor entre os jovens estudantes dos cursos técnicos em gestão, assim, a alfabetização financeira ainda é necessária mesmo em cursos voltados ao gerenciamento empresarial.</p>
<p>Cristiane Froehlich, Luiza Baggio Reinhart, Moema Pereira Nunes e Dusan Schreiber analisam acontribuição da Educação corporativa para o processo de transformação digital (Corporate education for the process of digital transformation). Quanto às contribuições gerenciais, destacam-se oportunidades de melhorias para a empresa, como: inclusão de indicadores de impacto e mensuração de resultados das ações promovidas pela educação corporativa para contribuir de forma mais eficiente para o processo de transformação digital; e a utilização da gamificação nos cursos de qualificação, transformando-os em materiais dinâmicos de divulgação dos conceitos de transformação digital.</p>
<p>Francisca Urra, Felipe Borini e Victor Gomes investigam a Percepção de incerteza e aprendizagem empreendedora em parcerias (Uncertainty perception and entrepreneurial learning in partnerships). A partir de uma metodologia retrospectiva longitudinal qualitativa, com análise documental e múltiplos estudos de caso, os autores exploram os processos que os empreendedores usam para lidar com a incerteza percebida durante tais parcerias. Os resultados mostram que os empreendedores empregam várias estratégias para enquadrar a incerteza como oportunidade ou ameaça, bem como para identificar barreiras em parcerias de inovação aberta e aprender através da gestão da incerteza.</p>
<p>O setor manufatureiro é um dos principais pilares da economia do Equador. Assim, Fabián Cuesta, Irene Buele, Sthefany Quezada e Felipe Erazo apontam que se faz necessário analisar os montantes de investimento estrangeiro direto. Em Relatórios de auditoria como critério para investimento estrangeiro direto nas indústrias manufatureiras no período 2013-2019 (Audit reports as a criterion for foreign direct investment in manufacturing industries period 2013-2019), os autores mostram uma correlação, utilizando o Rho de Spearman, de forma fraca e negativa, com grau de associação de -14,1%. Concluindo, as duas variáveis são independentes; assim, entende-se que a classificação emitida pelo relatório de auditoria não desempenha um papel determinante no investimento estrangeiro direto nas indústrias manufatureiras equatorianas.</p>
<p>Em seguida, A rotina de produção de conteúdo no contexto pandêmico (The content production routine in the pandemic context), de Luana Penedo da Costa, Erick Cardoso da Silva Figueira e Sandra Regina da Rocha-Pinto, evidencia que, no Brasil, estas organizações implementaram medidas de distanciamento social, desafiando suas próprias operações. Após análise documental, entrevistas e observação participante, três categorias surgiram como resultados: (i) emergência de artefatos orientadores e facilitadores, (ii) imposição de novas competências e (iii) surgimento de novos modelos de produção. Os resultados sugerem que o imbricamento entre a influência dos artefatos no aspecto ostensivo das rotinas e a prática operacional exigiu novas competências dos atores envolvidos.</p>
<p>Editorial</p>
<p>Gabriel Guerra Braga Pereira, Errol Fernando Zepka Pereira Junior e Ana Paula Capuano da Cruz, por sua vez, analisaram a Implementação de um ERP em uma empresa de estruturas metálicas: uma análise com base na teoria da estruturação e em sua instrumentalização (Implementation of an ERP in a metallic structures company: An analysis based on structuring theory and its instrumentation). Metodologicamente a pesquisa envolveu uma revisão da literatura, entrevistas em profundidade e análise de resultados com relação aos modelos teóricos. Ao longo do seu texto, os autores apontam impactos processuais sofridos pelos setores estratégico, tático e operacional destacando desafios, benefícios e interações, perante as relações entre agente/estrutura e agente/tecnologia.</p>
<p>A partir da utilização de análise fatorial, regressão linear e anova, Henrique César Melo Ribeiro aponta quatro grupos de fatores que alicerçam e norteiam os Recursos estratégicos e internacionalização nos Programas de Pós-Graduação stricto sensu da área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo do Brasil (Strategic resources and internationalization in stricto sensu Graduate Programs in the area of Administration, Accounting Sciences and Tourism in Brazil): inovação e RH; pesquisa científica; experiência e parceria internacional; e marketing e marca. Os recursos estratégicos identificados e analisados nesta pesquisa contribuem para que os PPGs possam ter uma maior ciência de quais recursos competitivos podem ser proeminentes para o processo de internacionalização.</p>
<p>Em Mulheres negras empreendedoras e seus comportamentos de superação (Black women entrepreneurs and their overcoming behaviors), Hillary de Lima Feitosa e Keysa Manuela Cunha de Mascena evidenciam que a interseccionalidade de raça e gênero impacta a maneira de empreender de mulheres negras, seus desafios e comportamentos de superação. As autoras identificaram alguns comportamentos de superação: sororidade, aquilombamento, resiliência e aprendizado contínuo. Este artigo contribui para a literatura centrada nos desafios e dificuldades da mulher negra ao avançar na compreensão dos comportamentos de superação no empreendedorismo feminino negro.</p>
<p>A seguir, Lucas Gabriel Bezerra Lima e Glessia Silva destacam algumas Capacidades de inovação em pequenas empresas inseridas em contexto de baixo suporte institucional (Innovation capabilities in small enterprises inserted in contexts of low institutional support). De acordo com os autores, apesar da falta de suporte institucional, as empresas desenvolvem capacidades dinâmicas específicas para inovar. O estudo destaca os papeis do gestor, dos recursos, dos fornecedores e dos clientes, como elementos-chave para superar desafios do ambiente. Verifica-se que a interpretação do ambiente na teoria das capacidades dinâmicas influencia os resultados de inovação.</p>
<p>Renan Thomazini Rodrigues, Vinícius Rennó Castro, Luciano Mendes e Maria Lucia Granja Coutinho analisam a Percepção de securitários sobre compressão da jornada de trabalho (Perceptions about compression of workweek) a partir de diferentes pontos de vista e as correlaciona a variáveis sociodemográficas e de momento de carreira com a aplicação de questionários junto a 240 securitários. A partir de análises estatísticas, assim como análises temáticas, conclui-se que individualmente os participantes tiveram maior concordância sobre os efeitos positivos de uma jornada comprimida, sendo a intensidade do trabalho o principal obstáculo para sua adoção. Alguns gestores possuem uma visão mais cética sobre os efeitos na produtividade.</p>
<p>Rita de Cássia da Silva, Claudio Marcelo Edwards Barros e Henrique Portulhak, por sua vez, analisaram Brumadinho: efeito na cadeia de suprimentos da Vale (Brumadinho: impact on Vale’s supply chain). Em outros termos, os autores, avaliaram as implicações do desastre de Brumadinho nas ações da cadeia de suprimentos da Vale. A pesquisa abrangeu 221 empresas de 32 países em uma janela de eventos de 90 dias. Retornos anormais foram empregados para avaliar o comportamento dos ativos na cadeia de suprimentos estendida da Vale, incluindo fornecedores, fornecedores de fornecedores, clientes e clientes de clientes. Surpreendentemente, a reação negativa observada nos ativos da Vale não se estendeu à sua cadeia de suprimentos. Isso contradiz a expectativa de contágio reputacional, sugerindo uma discrepância entre a literatura e a realidade em casos de irresponsabilidade social corporativa.</p>
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