EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO: INTRODUÇÃO PARA RENOVAR A PESQUISA ACADÊMICA
EDUCATION FOR ENTREPRENEURING: INTRODUCTION FOR RENEWING ACADEMIC RESEARCH
EDUCAÇÃO PARA O EMPREENDEDORISMO: INTRODUÇÃO PARA RENOVAR A PESQUISA ACADÊMICA
Revista Pensamento Contemporâneo em Administração, vol. 18, Esp., 2024
Universidade Federal Fluminense
Recepción: 29 Abril 2024
Aprobación: 30 Abril 2024
Resumo: A educação para o empreendedorismo desempenha um papel expressivo no desenvolvimento de uma sociedade que busca formar cidadãos proativos e criativos para resolver problemas de toda ordem. Trata-se de um campo de pesquisa em desenvolvimento que ajuda a repensar pedagogias e currículos de vários âmbitos, incluindo escolas e universidades. Apesar do crescimento das pesquisas e de sua relevância, ainda carecemos de conhecimentos sobre inovações pedagógicas e teóricas. Que teorias se destacam no campo da educação para o empreendedorismo? Como os contextos educacionais podem se enriquecer com as pesquisas existentes? Quais são as inovações pedagógicas que poderiam renovar a educação para o empreendedorismo nas universidades? Como elas são difundidas e desenvolvidas com relação aos componentes curriculares de empreendedorismo? Neste artigo sistematizamos e discutimos caminhos de renovação da pesquisa acadêmica em educação para o empreendedorismo por meio de três eixos: teorização, contextos institucionais e inovações educacionais. Essa sistematização e discussão tem o papel de estabelecer uma introdução e contextualização para os artigos do número temático “Educação para o Empreendedorismo”.
Palavras-chave: Educação para o empreendedorismo, Teorizações, Contextos, Inovações educacionais.
Abstract: Entrepreneurship education plays a significant role in the development of a society that seeks to train proactive and creative citizens to solve problems of all kinds. It is a developing field of research that is helping to rethink pedagogies and curricula in various areas, including schools and universities. Despite the growth in research and its relevance, there is still a lack of knowledge about pedagogical and theoretical innovations. Which theories stand out in the field of entrepreneurship education? How can educational contexts be enriched with existing research? What pedagogical innovations could renew entrepreneurship education in universities? How are they disseminated and developed in relation to entrepreneurship curricula? In this article, we systematize and discuss ways of renewing academic research into entrepreneurship education along three axes: theorizing, institutional contexts and, educational innovations. This systematization and discussion have the role of stablishing an introduction and contextualization for the articles in the thematic issue "Entrepreneurship Education".
Keywords: Entrepreneurship Education, Theorizing, Contexts, Educational Innovations.
Introdução
A educação para o empreendedorismo (EE) se torna uma preocupação fundamental para as instituições educacionais – em particular para universidades – se o propósito do debate reside em formar cidadãos proativos e criativos para enfrentar desafios e resolver problemas de toda ordem, com capacidade de participar nos processos de transformação de nossas organizações e sociedade (Nunfam et al., 2022; Verduinj & Berglund, 2020; Yasa et al., 2023). Trata-se, portanto, de uma preocupação educacional que se torna frequente nas pesquisas sobre empreendedorismo, principalmente quando se discute a respeito de uma mentalidade empreendedora fundamentada na interatividade e na criatividade, com foco na ação, no investimento dirigido para se aprender de forma colaborativa (Neck; Neck & Murray, 2018), em que pensa o empreendedorismo para além do “ser empresário” (Gibb, 2011). Dessa forma, a educação para o empreendedorismo precisa servir aos estudantes como meio de pensar, repensar e criticar, em vez de consolidar as estruturas e processos, concepções existentes (Walmsley; Wraae, 2022).
O conjunto das pesquisas relacionadas a EE tem mostrado certa redução de enfoque na educação pautada nos moldes tradicionais para dar relevância aos aspectos orientados para processos e resultados. Assim, os estudos sobre a EE se concentram na intenção empreendedora (Nunfam, Asitik, & Afrifa-Yamoah, 2020; Tan, 2021; Sreenivasan & Suresh, 2023) e na atitude e comportamento empreendedor (Shah; Amjed & Jaboob, 2020; Duong, 2022; Munawar et al., 2022). Cada vez mais as pesquisas procuram entender o modo como a EE pode contribuir para o desenvolvimento de competências e/ou habilidades empreendedoras dos estudantes, além de conhecer a intenção para empreender. Assim, o tema mais frequente e volumoso na produção acadêmica diz respeito à intenção empreendedora (Shabbir; Batool & Mahmood, 2022), o qual está intimamente relacionado com a prática, a inovação, criatividade e a aprendizagem experiencial (Neck; Neck & Murray, 2018; Hägg & Kurczewska, 2021; Li; Long & Jiang, 2023).
Em contrapartida, a produção acadêmica mostra uma realidade das universidades centrada em ensinar “para” o empreendedorismo, fato que fornece um conhecimento restrito no que se refere ao desenvolvimento de competências (Silberman, Haguinis & Carpenter, 2022). Ensinar somente “para” o empreendedorismo restringe e prejudica o alcance de uma compreensão mais ampla, holística e plural do que se exige na prática do empreendedorismo e de sua pedagogia para ter relevância prática (Filiard et al., 2019). Conhecer e aprofundar a EE de forma holística implica renovar o conhecimento relativo ao fenômeno do empreendedorismo, relacionando-o com os fatores socioculturais, políticos, afetivos, emocionais e econômicos, para que, nesse sentido, o empreendedorismo seja reconhecido como um movimento pleno e dinâmico na vida dos estudantes. Caso contrário, continuamos no modelo reducionista de ensino, voltado estritamente para “planos de negócios”, reafirmando as deficiências apontadas pelas pesquisas: não conseguimos provocar adequadamente empreendedores para o contexto de trabalho do século 21 (Fayolle, 2018; Silberman; Haguinis & Carpenter, 2022).
Afinal, qual é a relevância da EE? Qual será o valor que a EE deve gerar na sociedade? Essas questões nos guiam nesse artigo introdutório à seção temática de estudos que tratam da “educação para o empreendedorismo”. As pesquisas existentes sobre EE e os artigos desta seção temática nos oferecem três encaminhamentos reflexivos para essas questões: teorizações, contextos e inovações. Logo, como estamos teorizando sobre EE e debatendo a respeito do modo como podemos renovar essas formas de teorizar? Que contextos educacionais estamos priorizando e como diversificar esses contextos? Que tipos de pedagogias estamos enfocando e como podemos melhorá-las e expandi-las?
Teorizações na pesquisa sobre educação para o empreendedorismo
A tradição e o corriqueiro das pesquisas em EE ainda recaem sobre questões de ensinar estudantes a desenvolver “planos de negócios”, no interior de uma lógica fundamentalmente racional e econômica. Em contrapartida, um caminho para renovarmos a teorização em EE consiste em construirmos um argumento em torno de ensinar “sobre” empreendedorismo e assim conceber a teorização como forma
de refletir com relação a uma perspectiva teórica que reforce a ideia do empreendedorismo a partir de uma diversidade conceitual, epistemológica e ontológica. Por exemplo, empreendedorismo pode ser teorizado como processo de construção social (Aldrich, 2003; Fletcher, 2006; Steyaert & Hjorth, 2006; Hjorth, Holt & Steyart, 2015; Lindgren & Packendorff, 2009; Verduyn, 2015), prática (Thompson et al., 2022; 2020), emancipação, mudança social, necessidades (Bacq et al, 2023; Calas, Smircich & Bourne, 2009; Hjorth, 2013; Rindova, Barry & Ketchen, 2009; Verduijn et al., 2014), subversão (Bureau, 2013), solidariedade (Spinosa, Flores & Dreyfus), emoção e estética (Avila, Davel & Elias, 2023; Marins & Davel), cultura e arte (Beckman, 2015; Elias et al., 2018; Gehman & Soublière, 2017; Khaire, 2017). Além disso, é necessário envolver uma conscientização abrangente dos problemas que a sociedade enfrenta quanto ao desenvolvimento de conhecimentos sobre como encontrar soluções para esses problemas por meio das diversas nuances do empreendedorismo (Lindberg & Schwartz, 2018).
Alguns artigos constantes nesta seção temática caminham nessa direção de contribuição para a teorização da EE. Uemura et al. (2024) fazem uma reflexão ontológica, ao passo que Tonelli e Gibson, (2024) mobilizam a teoria ator-rede para repensar a EE.
Outra fonte de renovação teórica da EE reside em expandir conhecimentos relacionados à dimensão educacional a partir de uma diversidade de possibilidades, como a emocional e experiencial (Araújo & Davel, 2020, 2018; Ávila, Davel & Elias, 2023), a prática (Neck, Greene & Brush, 2014). É relevante repensarmos a teorização sobre a relação entre educação para o empreendedorismo e pedagogia, a fim de construir uma compreensão ampliada da educação para o empreendedorismo e do seu espaço no campo de estudos educacionais existentes (Walmsley & Wraae, 2022). Portanto, uma renovação da teorização traz consequências significativas não só para legitimar o campo da educação para o empreendedorismo, mas especialmente para os estudantes, porque irão interagir melhor com o ambiente em que estão inseridos, mudando a si mesmos, aprendendo e enfrentando os desafios do cotidiano e (re)existindo (Bureau, 2018).
Contextos na pesquisa sobre educação para o empreendedorismo
Os contextos institucionais da EE podem ser analisados sob a perspectiva das escolas - educação básica e ensino médio (Silva, Cunha & Mariano, 2020; Guimarães & Santos, 2020; Carvalho & Silva, 2022), dos centros de empreendedorismo (Araujo & Davel, 2018), das universidades (Lašáková, Bajzíková & Dedze, 2017). Os centros de empreendedorismo têm o objetivo desenvolver a concepção empreendedora em suas respectivas instituições por meio de atividades de ensino, pesquisa e prática, além de trabalharem como centros de negócios, incubadoras e espaços de transferência de tecnologia (Menzies, 2009; Hashimoto, 2013).
O foco das universidades no EE está no desenvolvimento de competências empreendedoras e na intenção de empreender. As universidades desenvolvem programas de EE para fomentar o espírito empreendedor, o que tem se tornado uma barreira para estudantes de cursos específicos como tecnologia, engenharias e matemática (Ferreira et al., 2021). Nas pesquisas em EE, pensa-se pouco sobre a maneira como segmentos específicos demandam atenção para suas singularidades e como isso vem afetando a forma de se ensinar o empreendedorismo. Por exemplo, a EE voltada para uma atuação em organizações sociais e públicas seria idêntica ao tratamento conceitual destinado a organizações com fins lucrativos? Empreender no campo das artes e da cultura, universo muito orientado pela lógica efêmera das organizações baseadas em projetos e pela lógica artística, exigiria um processo de EE particular? Um olhar mais atento para a forma como diferentes contextos organizacionais podem demandar o repensar da EE pode ajudar a avançar na melhoria das pesquisas em EE.
Além disso, pode-se constatar certo “desengajamento” em relação às universidades e aos formuladores de políticas educacionais, empresas e estudantes, bem como entre gestores de instituições de ensino superior e seus subordinados (Lašáková, Bajzíková & Dedze, 2017). Por isso, é importante que
educadores e pesquisadores voltados para a EE considerem a diversidade de contextos, suas singularidades e se apropriem das mudanças que ocorrem dentro e fora das universidades, principalmente no que tange às formas pelas quais a aprendizagem é desenvolvida (Bureau, 2018). Assim, a apropriação deste conhecimento permite que haja mudanças nas ações, práticas e hábitos existentes na sociedade, uma vez que essas mudanças contribuem para um aprender que causa certa transformação nos âmbitos social e individual da vida dos estudantes, pois relacionam-se com práticas ou costumes existentes do cotidiano e, com isso, influenciam o seu ambiente (Bureau & Komporozos- Athanasiou, 2016). Assim, essa concepção reforça o argumento de que o aprendizado não se limita à sala de aula e, para isso, é preciso renovar modelos pedagógicos baseados em impacto (Bureau, 2018), ao se disponibilizar de uma metodologia elaborada e institucionalizada que mude a vida individual e social dos estudantes.
Nesta seção temática, Ferrari et al. (2024) ajudam a pensar a EE presente no contexto da escola pública e Murad e Andrade (2024) enfocam a EE operando no contexto do empreendedorismo social.
Teorizações mais críticas podem contribuir com o avanço da pesquisa em EE. Por exemplo, para Verduijn e Berglund (2020), a EE descumpriu sua função ao se limitar a oferecer um ambiente para que os estudantes aprendessem a respeito da criação de novos empreendimentos. Com base em Paulo Freire, uma abordagem da “pedagogia crítica” propõe uma educação que assume a forma de um processo iterativo e interativo, oscilando entre a desconstrução e a reconstrução do empreendedorismo, criando espaço para a invenção na sala de aula (Verduijn & Berglund, 2020). No mesmo entendimento, Walmsley e Wraae (2022) atentam para a necessidade de uma abordagem mais crítica para a EE, pelo seu crescimento “meteórico” no campo de estudos do empreendedorismo. Os autores chamam a atenção para a articulação entre aspectos da pedagogia crítica de Paulo Freire com a educação para o empreendedorismo, os quais relacionam-se com uma orientação dirigida para a ação potencial e transformacional, orientação para a liberdade, desenvolvimento da identidade e a relação de poder entre educador e estudante.
Inovações educacionais na pesquisa sobre educação para o empreendedorismo
As inovações educacionais para a EE provocam professores a desafiarem suas posições e a adotarem um processo pedagógico de invenção, estimulando a curiosidade, a cocriação, os questionamentos instigantes e a ação empreendedora (Verduinj & Berglund, 2020). Consequentemente, os educadores de empreendedorismo assumem a responsabilidade moral para com nossos estudantes no sentido de buscarem compreender e demonstrar o poder do empreendedorismo como meio de transformação positiva (Dodd et al., 2023).
As inovações educacionais dependem de aspectos direcionados para garantir a construção de uma pedagogia dinâmica e transformadora. Logo, os Professores, os estudantes, a cultura institucional, a cultura disciplinar e a realidade local são ingredientes chave para se nutrir uma pedagogia criativa e inovadora (Walder, 2015). É fundamental que a inovação pedagógica na EE seja adaptada às diversas necessidades dos estudantes de modo a aprenderem e serem preparados para o dinamismo econômico e social (Pillay & James, 2013). As pesquisas sobre EE precisam renovar seu modelo educacional a fim de despertarem a curiosidade dos estudantes para novas questões referentes a empreendedorismo, estimulando sua própria criatividade e apoiando-lhes na construção da confiança necessária para desenvolverem pensamentos diversos sobre a maneira como o empreendedorismo pode agir para o benefício deles próprios, para as organizações e para a sociedade (Verduinj & Berglund, 2020).
Estudos revelaram que existem algumas indicações de que a educação tradicional para o empreendedorismo não promove competências empreendedoras e podem até suprimir a intenção empreendedora (Daniel, 2016). Esse entendimento enfatiza que ele limita, em vez de ampliar, o potencial empreendedor dos estudantes para soluções de problemas oriundos do cotidiano social (Silberman, Haguinis & Carpenter, 2022). A realidade dos cursos universitários mostra uma parcela de
estudantes que não se adaptam com as aulas tradicionais sobre empreendedorismo, que são frequentemente orientados a criarem uma ideia de negócio logo nos primeiros dias de aula e durante o semestre acadêmico tentam desenvolver e mostrar que a ideia é economicamente viável, mesmo que isso seja somente para ser aprovado no componente curricular.
A questão que se coloca diante deste modelo educacional consiste no fato de que os estudantes são inseridos em um processo de ensino-aprendizagem baseado em etapas de criação e desenvolvimento de uma ideia relativa a determinado negócio e não diante de um ambiente dinâmico de aprendizagem. Por isso, é tão crucial o esforço por se renovar os modelos de educação para o empreendedorismo, explorar pesquisas que apontem inovações educacionais com perfil de extrapolar o contexto da sala de aula, em uma conexão energizante com a sociedade, despertando nos estudantes o profundo desejo de empreenderem e de repensarem o seu significado para suas vidas (Neck, Neck & Murray, 2018).
Discutir sobre a pedagogia dialógica na educação para o empreendedorismo faz parte também de uma renovação no processo de ensino-aprendizagem (Bureau e Komporozos-Athanasiou, 2016). Trata-se de uma pedagogia que permite dedicar-se às abordagens experienciais na aprendizagem organizacional, em geral, e no “empreender" de forma particular. Isso expõe os antagonismos, estresses, angústia e ansiedade, incertezas, em que emoções estão inseridas na educação para o empreendedorismo (Ávila, Davel & Elias, 2023).
Considerações finais
Nós, professores, precisamos de outros modelos e abordagens pedagógicas dirigidas para compreender o empreendedorismo, mas também para aprofundar o conhecimento a respeito do advento das novas modalidades de aprendizagem e a educação (Verduinj & Berglund, 2020). As dimensões das inovações educacionais apontadas por Araújo e Davel (2023) sinalizam a necessidade de renovar práticas e concepções do professor, no engajamento do estudante, na cultura e apoio institucional e na sua relação com a sociedade. A Fim de garantir a renovação da EE, é primordial ir além do entendimento a respeito do empreendedorismo como “comportamento”, de maneira que sejam identificadas competências empreendedoras no contexto de ensino-aprendizagem (Cury & Veiga, 2021), fortalecer a discussão da educação para o empreendedorismo na educação básica (Dias & Mariano, 2017), despertando nos professores pensamento crítico emergente na área da EE (Foliard et al., 2019; Verduinj & Berglund, 2020); ressignificando a mentalidade empreendedora (Daniel, 2016; Neck; Neck & Murray, 2018).
Os gestores das instituições de ensino superior precisam apoiar a introdução de inovações acadêmicas, não apenas porque elas modificam a abordagem de aprendizagem, mas também por que criam uma identidade profissional do corpo docente e desvelam as relações de poder com e entre os estudantes e a gestão universitária (Bureau, 2018; Fayolle, 2018). Logo, esse apoio inspira uma reestruturação das IES e uma mudança nas relações com a sociedade em geral, proporcionando uma gestão consciente da inovação em tais IES (Lašáková, Bajzíková & Dedze, 2017).
De um modo geral, todo processo educacional precisa permanecer em sintonia com o contexto local. Na introdução de inovações pedagógicas no âmbito da EE, faz-se necessário a criação e execução de projetos que tenham uma relação próxima com a sociedade, pensando-se nos problemas da sociedade e ajudando a solucioná-los. Essa abordagem educacional estabelece uma profunda relação de responsabilidade quanto à sustentabilidade, esperança e justiça social (Dodd et al., 2022).
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