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                <journal-title>Em Questão</journal-title>
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                    <article-title>A Organização do Conhecimento e da Informação: aspectos conceituais e sua aplicação nas funções arquivísticas</article-title>
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                        <trans-title>The Organization of Knowledge and Information: conceptual aspects and their application to Archival Functions</trans-title>
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                            <given-names>Eva Cristina Leite da</given-names>
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                        <xref ref-type="aff" rid="aff1b"><sup>1</sup></xref>
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                        <label>1</label>
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                        <label>1</label>
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                <author-notes>
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                        <label>Declaração de autoria</label>
                        <p>
                            <bold>Concepção e elaboração do estudo:</bold> Camila Schwinden Lehmkuhl e Eva Cristina Leite da Silva.
                            <bold>Coleta de dados:</bold> Camila Schwinden Lehmkuhl.
                            <bold>Análise e interpretação de dados:</bold> Camila Schwinden Lehmkuhl e Eva Cristina Leite da Silva.
                            <bold>Redação:</bold> Camila Schwinden Lehmkuhl e Eva Cristina Leite da Silva.
                            <bold>Revisão crítica do manuscrito:</bold> Camila Schwinden Lehmkuhl e Eva Cristina Leite da Silva.</p>
                    </fn>
                </author-notes>
                <!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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                <abstract>
                    <title>Resumo</title>
                    <p>Esta pesquisa busca analisar as definições relativas aos conceitos de Organização do conhecimento e Organização da informação e suas aplicações na prática arquivística, a partir das funções arquivísticas de Classificação, Avaliação e Descrição/Indexação. Enquanto objetivos específicos procura-se: (1) contextualizar a Organização do conhecimento e Organização da informação, assim como seus processos, a representação do conhecimento e representação da informação; (2) discutir os conceitos levantados e apresentar a delimitação terminológica adotada para a pesquisa; (3) identificar os diálogos entre a Organização do conhecimento e da informação e as funções arquivísticas de Classificação, Descrição/Indexação e Avaliação. A metodologia adotada foi a pesquisa bibliográfica, do tipo descritiva e de abordagem qualitativa. Como resultados foi possível identificar que não há consenso entre os autores analisados para definir a Organização do conhecimento e Organização da informação, mas há pontos de intersecção e discrepância entre as leituras realizadas. Após a análise adota-se a visão que, apesar de haver indefinição dos conceitos, há distinção entre Organização da informação e Organização do conhecimento, consequentemente da representação da informação e da representação do conhecimento. E que se aplica a Organização do conhecimento e Organização da informação nas práticas arquivísticas, a partir das três funções apresentadas. Conclui-se que a Arquivologia possui diálogos que atravessam as barreiras conceituais atuais e chegam à prática arquivística de maneira concreta. Acredita-se que a pesquisa possa ser alargada de forma que abarque outras funções além das identificadas aqui.</p>
                </abstract>
                <trans-abstract xml:lang="en">
                    <title>Abstract</title>
                    <p>This research seeks to analyze the definitions relating to the concepts of knowledge organization and information organization and their applications in archival practice, from the archival functions of Classification, Evaluation and Description/Indexing. As specific objectives we seek to: (1) contextualize the Knowledge organization and information organization, as well as their processes, the representation of knowledge and representation of information; (2) discuss the concepts raised and present the terminological delimitation adopted for the research; (3) identify the dialogues between the knowledge and information organization and the archival functions of Classification, Description/Indexation and Evaluation. The methodology adopted was a bibliographic research, of the descriptive type, with a qualitative approach. As results it was possible to identify that there is no consensus among the authors analyzed to define the Knowledge organization and information organization, but there are points of intersection and discrepancy between the readings performed. After the analysis we adopt the view that, despite the lack of definition of the concepts, there is a distinction between Information organization and Knowledge organization, consequently of information representation and knowledge representation. And that Knowledge organization and Information organization apply to archival practices, based on the three functions presented. We conclude that Archival Science has dialogy has dialogues that cross current conceptual barriers and reach archival practice in a concrete way. It is believed that the research can be extended to encompass other functions beyond those identified here.</p>
                </trans-abstract>
                <kwd-group xml:lang="pt">
                    <title>Palavras-chave: </title>
                    <kwd>Organização do conhecimento</kwd>
                    <kwd>Organização da informação</kwd>
                    <kwd>Arquivologia</kwd>
                    <kwd>funções arquivísticas</kwd>
                </kwd-group>
                <kwd-group xml:lang="en">
                    <title>Keywords: </title>
                    <kwd>Knowledge organization</kwd>
                    <kwd>Information organization</kwd>
                    <kwd>Archival science</kwd>
                    <kwd>archival functions</kwd>
                </kwd-group>
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                    <table-count count="1"/>
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        <body>
            <sec sec-type="intro">
                <title>1 Introdução</title>
                <p>A Arquivologia tem assistido nas últimas décadas a alterações em seu
                    <italic>corpus</italic> teórico e prático. A tecnologia, como um dos motivos, tem influenciado a forma como são produzidos e armazenados os documentos de arquivos. Para, além disso, diálogos têm sido estreitados com Ciência da Informação (CI), Organização do Conhecimento (OC), Organização da Informação (OI), e outras. Temas como indexação, representação do conhecimento e da informação, por exemplo, são discutidos pela CI, OI, OC e também pela Arquivologia. </p>
                <p>Em um arquivo, dentre as várias atividades realizadas, grande parte está contemplada nas funções arquivísticas, assim denominadas por seus principais propagadores
                    <xref ref-type="bibr" rid="B20">Rousseau e Couture (1998</xref>).
                    <xref ref-type="bibr" rid="B16">Marques (2016</xref>) considera que as funções arquivísticas são procedimentos próprios da Arquivologia, cujo objeto de estudo é a informação orgânica arquivística.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B9">Couture (2016</xref>) considera que os princípios arquivísticos são a espinha dorsal da área, por sua vez, as funções arquivísticas constituem sua musculatura.</p>
                <p>As funções arquivísticas abrangem desde o processo de criação dos documentos até seu acesso e difusão. Essas funções, segundo
                    <xref ref-type="bibr" rid="B23">Santos (2007</xref>): Criação/Produção; Classificação; Avaliação; Aquisição; Descrição; Preservação/Conservação; Difusão/Acesso. Elas têm sido base para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas, bem como para a prática do arquivista, inclusive no Brasil. Em 2003, Couture
                    <italic>et al</italic>. revisitaram-nas, trazendo novas abordagens, conceitos e aproximações com a Ciência da Informação, a Organização do Conhecimento e da Informação e consequentemente com a Representação do Conhecimento (RC) e a Representação da Informação (RI). De acordo com
                    <xref ref-type="bibr" rid="B8">Couture
                        <italic>et al.</italic> (2003</xref>), as funções arquivísticas agora são:
                    <italic>Analyse dês besoins; Création; Classification; Évaluation; Accroissement (Acquisition); Description/Indexation; Préservation; Diffusion</italic>. Para a análise em tela, foram selecionadas as funções de Classificação (
                    <italic>Classification)</italic>, Avaliação (
                    <italic>Évaluation</italic>) e Descrição/Indexação (
                    <italic>Description/Indexation</italic>). </p>
                <p>Dessa forma, o objetivo geral da pesquisa é: analisar as definições relativas aos conceitos de Organização do Conhecimento e da Informação e suas aplicações na prática arquivística, a partir das funções arquivísticas de Classificação, Avaliação e Descrição/Indexação. </p>
                <p>Quanto aos objetivos específicos: (1) contextualizar a Organização do Conhecimento e da Informação, assim como seus processos, a Representação do Conhecimento e da Informação; (2) discutir os conceitos levantados e apresentar a delimitação terminológica adotada para a pesquisa; (3) identificar os diálogos entre a Organização do Conhecimento e da Informação e as funções arquivísticas de Classificação, Descrição/Indexação e Avaliação. </p>
                <p>A metodologia adota a pesquisa bibliográfica, realizada na Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI), na ISKO-Brasil e na
                    <italic>Knowledge Organization Journal.</italic> O intuito foi recuperar autores que discutiam questões conceituais da OC/OI e também a aplicação de funções arquivísticas nessa leitura. Além do levantamento nas bases, foram realizadas também buscas na Biblioteca Universitária e utilizaram-se livros, da biblioteca particular dos autores, que tratavam sobre a temática aqui explorada. Ao todo foram 26 textos analisados. </p>
                <p>A pesquisa é do tipo descritiva, pois tem como objetivo principal descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B25">SILVA; MENEZES, 2000</xref>). De abordagem qualitativa, que dá profundidade aos dados, à dispersão, à riqueza interpretativa, à contextualização do ambiente, aos detalhes e às experiências únicas.</p>
                <p>A partir do levantamento de dados, foi possível identificar que há imprecisão das definições de OC e OI, consequentemente entre a RC e RI. Essas imprecisões distinções ficam claras também quando da execução na prática arquivística a partir das funções de Classificação, Avaliação e Descrição/Indexação que serão abordadas a seguir. </p>
            </sec>
            <sec>
                <title>2 A Organização do Conhecimento e a Organização da Informação </title>
                <p>Para iniciar esta sessão, introduzir-se-á a respeito da Ciência da Informação, com quem a Organização do Conhecimento e da Informação possui estreitas relações. Segundo o autor dinamarquês Hjørland em seu verbete intitulado
                    <italic>Library and Information Science (LIS)</italic>
                    <xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> (primeira parte em 2017 e segunda parte em 2018) na página da
                    <italic>Enciclopédia da Organização do Conhecimento</italic> da
                    <italic>International Society for Knowledge Organization</italic> (ISKO): </p>
                <p><disp-quote>
                    <p>Houve vozes de dentro da OC, alegando que a OC não faz parte da LIS, mas sim uma disciplina independente. No entanto, o presente artigo foi escrito do ponto de vista de que a OC é um subcampo da LIS e que a história e as questões teóricas da LIS são, portanto, importantes para os pesquisadores da OC considerarem
                        <xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref> (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B13">HJØRLAND, 2018</xref>, p. 1, tradução nossa).</p>
                </disp-quote></p>
                <p>A Ciência da Informação, como área do conhecimento, estuda a produção, a organização e o uso da informação registrada. Seus afazeres se materializam nas atividades profissionais da área da informação, especificamente na Arquivística, na Museologia e na Biblioteconomia (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B34">TOGNOLI; GUIMARÃES, 2011</xref>), entre outras áreas aplicadas, contribuindo com as iniciativas que visam garantir o acesso à informação para quem dela necessitar.</p>
                <p>Para
                    <xref ref-type="bibr" rid="B4">Borko (1968</xref>, p. 3), a Ciência da Informação é uma:</p>
                <p><disp-quote>
                    <p>[...] disciplina que investiga as propriedades e o comportamento da informação, as forças que governam seu fluxo e os meios de processamento para otimizar sua acessibilidade e utilização. Relaciona-se com o corpo de conhecimentos relativo à produção, coleta, organização, armazenagem, recuperação, interpretação, transmissão, transformação e utilização da informação. </p>
                </disp-quote></p>
                <p>Considerado um dos pioneiros da Ciência da Informação, Vannevar Bush publica em 1945 o artigo
                    <italic>As we may think</italic> (Como nós pensamos), publicação que também influenciou a criação da abordagem
                    <italic>records management</italic> na Arquivologia. Bush introduz a noção de associação de conceitos ou palavras para a organização da informação, pois esse seria o padrão que o cérebro humano utiliza para transformar informação em conhecimento. Os processos para armazenar e recuperar informação deveriam ser feitos por associação de conceitos “como nós pensamos” (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B2">BARRETO, 2002</xref>)
                    <italic>.</italic> Sua preocupação estava relacionada ao crescimento do número de documentos e à dificuldade resultante da recuperação da informação (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B1">ARAÚJO, 2014</xref>), reflexo do período pós-guerra.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B22">Saracevic (1996</xref>, p. 42) também destaca que o problema era a “[...] tarefa massiva de tornar mais acessível um acervo crescente de conhecimento”.</p>
                <p>
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">Buckland (1991</xref>) considera a existência de três principais usos da palavra “informação”: informação como processo, informação como conhecimento e informação como coisa.</p>
                <p>A informação como processo está relacionada ao ato de informar. “Quando alguém é informado, aquilo que conhece é modificado
                    <xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>”. É a “[...] comunicação do conhecimento ou ‘novidade’ de algum fato ou ocorrência”
                    <xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>; “[...] a ação de falar ou o fato de ter falado sobre alguma coisa
                    <xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref>” (OXFORD UNIVERSITY PRESS, 1989
                    <xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref>, p. 944,
                    <italic>apud</italic>
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">BUCKLAND, 1991</xref>, p. 1, tradução nossa).</p>
                <p>A informação como conhecimento se relaciona à informação como processo, mas nesse caso está ligada à percepção dessa informação no ouvinte/usuário. A informação é tida como aquela que reduz a incerteza, gerando conhecimento, inteligência (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">BUCKLAND, 1991</xref>), conforme apresenta a
                    <xref ref-type="fig" rid="f1">figura 1</xref> a seguir.</p>
                <p>
                    <fig id="f1">
                        <label>Figura 1 - </label>
                        <caption>
                            <title>Informação como conhecimento e informação como processo</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125811-gf1.jpg" />
                        <attrib>Fonte: Elaborada pela autora, baseada em
                            <xref ref-type="bibr" rid="B6">Buckland (1991</xref>) e
                            <xref ref-type="bibr" rid="B17">Perez (c2022</xref>)</attrib>
                    </fig>
                </p>
                <p>A informação como coisa é assinalada como a mais palpável dentre as três, inclui objetos, dados ou documentos cuja função seja informar (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">BUCKLAND, 1991</xref>), conforme ilustra a
                    <xref ref-type="fig" rid="f2">figura 2</xref> a seguir.</p>
                <p>
                    <fig id="f2">
                        <label>Figura 2 - </label>
                        <caption>
                            <title>Informação como coisa</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125811-gf2.jpg" />
                        <attrib>Fonte: Elaborada pela autora, baseada em
                            <xref ref-type="bibr" rid="B6">Buckland (1991</xref>) e
                            <xref ref-type="bibr" rid="B18">Pngwing (c2022</xref>). </attrib>
                    </fig>
                </p>
                <p>
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">Buckland (1991</xref>, p. 2, tradução nossa) ainda considera que:</p>
                <p><disp-quote>
                    <p>Conhecimento, convicção e opinião são atributos individuais, subjetivos e conceituais. Entretanto, para comunicá-los, eles têm que ser expressos, descritos ou representados de alguma maneira física, como um sinal, texto ou comunicação. Qualquer expressão, descrição ou representação seria “informação-como-coisa”.
                        <xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref>
                    </p>
                </disp-quote></p>
                <p>De acordo com o exposto, o conhecimento é algo intangível que dependerá do receptor da informação. A informação como o ato de informar também é intangível, pois dependerá do emissor da informação a ação de transmitir seu conhecimento. Já a informação como coisa é tangível, pois esse conhecimento está materializado em algum suporte.</p>
                <p>
                    <xref ref-type="bibr" rid="B32">Tognoli (2012b</xref>, p. 116) respaldada em
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">Buckland (1991</xref>) afirma que “[...] informação-como-coisa [...] reside o objeto mais palpável da Ciência da Informação (ou seja, aquele sobre o qual incidirão diretamente os processos da CI) e, consequentemente, da Arquivologia”. E, desse universo, considera-se aqui que todos os tipos de informação listados por Buckland têm relação com a CI, mais especificamente com a Organização do Conhecimento e da Informação. </p>
                <p>Quanto à Organização do Conhecimento, Hjørland considera que ela diz respeito a:</p>
                <p><disp-quote>
                    <p>[...] atividades como descrição de documentos, indexação e classificação realizadas em bibliotecas, bases de dados, arquivos e outros tipos de “intuições de memória” por bibliotecários, arquivistas, especialistas da informação, especialistas no assunto, bem como por algoritmos de computador e leigos.
                        <xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref> (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B11">HJØRLAND, 2008</xref>, p. 86, tradução nossa). </p>
                </disp-quote></p>
                <p>A Organização do Conhecimento envolve os processos relacionados com a representação do conhecimento e da informação, objetivando o acesso à informação, como dito, relacionada com a Ciência da Informação.</p>
                <p>Já à Organização da Informação,
                    <xref ref-type="bibr" rid="B30">Svenonius (2000</xref>, p. 1, tradução nossa) considera que “[...] sua característica saliente é que a informação é organizada descrevendo-a usando uma linguagem de propósito-especial”
                    <xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref>.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B11">Hjørland (2008</xref>) define Organização do Conhecimento tendo como ponto-chave a descrição em diferentes ambientes para públicos distintos. Svenonius, como apresentado, não utiliza o termo “organização do conhecimento”, e sim “organização da informação”. Alguns autores, como
                    <xref ref-type="bibr" rid="B27">Smiraglia (2014</xref>) e
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">Hjørland (2012</xref>), identificaram que a nomenclatura é diferente, mas o objetivo é o mesmo.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B27">Smiraglia (2014</xref>), em seu livro
                    <italic>The Elements of Knowledge Organization</italic>, faz uma análise de quatros teorias da Organização do Conhecimento dos autores Hjørland, Dalhberg, Wilson e Svenonius. Quando o autor aborda Svenonius, traz a publicação de 2000, citada anteriormente,
                    <italic>The Intellectual Foundations of Information Organization</italic>, e explica o uso do termo “
                    <italic>Information Organization”</italic> (IO):</p>
                <p><disp-quote>
                    <p>[...] o título de seu livro usa a expressão “organização da informação” ao invés do termo que estamos usando (organização do conhecimento) é um sinal da imprecisão das definições dentro da disciplina da ciência da informação e das subdisciplinas (ou domínios) que trabalham dentro desta.
                        <xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref> (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B27">SMIRAGLIA, 2014</xref>, p. 13, tradução nossa). </p>
                </disp-quote></p>
                <p>Já para
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">Hjørland (2012</xref>, p. 10, tradução nossa), o referido livro de Svenonius “[...] é claramente um trabalho da tradição de LIS e OC, que escolheu o rótulo OI em vez de OC (e, portanto, indica a sinonímia entre esses termos)”,
                    <xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref> ou seja, os dois autores estão considerando que, mesmo com os diferentes termos, a Organização da Informação de Svenonius e a Organização do Conhecimento são sinônimos, nesse caso em específico.</p>
                <p>Contudo, outras contribuições em âmbito nacional e internacional auxiliam no entendimento da discussão. No contexto brasileiro,
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bräscher e Café, em 2008</xref>, publicaram o artigo intitulado “Organização da Informação ou Organização do Conhecimento?”, em que buscaram delinear uma proposta conceitual preliminar, delimitando o entendimento das disciplinas sobre esses domínios. Nesse artigo, os termos não são considerados sinônimos, as autoras distinguem a “organização do conhecimento” da “organização da informação”, assim como a “representação da informação” da “representação do conhecimento”, consequentemente.</p>
                <p>Para as autoras, a Organização do Conhecimento é aquela que “[...] visa à construção de modelos de mundo que se constituem em abstrações da realidade” (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">BRÄSCHER; CAFÉ, 2008</xref>, p. 6). Quando esses modelos de mundo são transformados em conceitos, tem-se a Representação do Conhecimento. O que as autoras entendem por conceito é baseado em
                    <xref ref-type="bibr" rid="B10">Dahlberg (1978</xref>, p. 102), que considera como conceito “[...] a compilação de enunciados verdadeiros sobre determinado objeto, fixada por um símbolo linguístico”.</p>
                <p>Já a Organização da Informação “[...] é, portanto, um processo que envolve a descrição física e de conteúdo dos objetos informacionais” (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">BRÄSCHER; CAFÉ, 2008</xref>, p. 6). Dessa forma, a Organização do Conhecimento está relacionada a algo conceitual (cognição), enquanto a Organização da Informação está ligada à materialidade/registro desse conceito (objetos físicos) (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B14">LEHMKUHL; SILVA, 2017</xref>).</p>
                <p>O que
                    <xref ref-type="bibr" rid="B11">Hjørland (2008</xref>
                    <xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref>,
                    <italic>apud</italic>
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">BRÄSCHER; CAFÉ, 2008</xref>, p. 6) define como OC - “[...] o processo de organização do conhecimento, no sentido restrito usado na Ciência da Informação, compreende a elaboração de resumos, a catalogação, a classificação, a indexação, o estabelecimento de elos, etc.” -, de acordo com a proposta conceitual das autoras, o processo de elaboração é OC e o produto é OI. </p>
                <p>O processo de OI é constituído por etapas/metodologias aplicadas que visam à melhor recuperação e ao acesso à informação. Como parte do processo de OI, há a descrição física e de conteúdo do objeto. A descrição é um enunciado de propriedades de um ‘objeto’ ou das relações desse objeto com outros que o identificam (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B30">SVENONIUS, 2000</xref>
                    <xref ref-type="fn" rid="fn13"><sup>13</sup></xref>
                    <italic>apud</italic>
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">BRÄSCHER; CAFÉ, 2008</xref>). “O produto desse processo descritivo é a representação da informação, entendida como um conjunto de elementos descritivos que representam os atributos de um objeto informacional específico” (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">BRÄSHCER; CAFÉ, 2008</xref>, p. 5). Dessa forma, a questão se envolve na perspectiva de caracterizar o objeto em sua essência para que sua recuperação possa ser feita de forma eficaz. </p>
                <p>Internacionalmente, essa análise terminológica é impulsionada por
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">Hjørland em 2012</xref>, com o artigo “
                    <italic>Knowledge Organization = Information Organization</italic>?”,
                    <xref ref-type="fn" rid="fn14"><sup>14</sup></xref> título que se assemelha ao das brasileiras
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bräscher e Café (2008</xref>), inclusive. Nesse artigo, Hjørland faz uma análise do uso dos termos “
                    <italic>Information Organization</italic> (IO)”, “
                    <italic>Organization of Information</italic> (OI)”, “
                    <italic>Information Architecture</italic> (IA)” e “
                    <italic>Knowledge Organization</italic> (KO)”, dentre diversos autores da área de Biblioteconomia, Ciência da Informação e outras áreas. A questão levantada por Hjørland busca identificar se esses termos podem ser considerados sinônimos ou não.</p>
                <p>O autor considera que a “Organização do Conhecimento” já é um termo consolidado, principalmente após a criação da ISKO. “
                    <italic>Information Architecture</italic>” “[...] é um termo bastante novo, que em alguns contextos parece ser mais ‘quente’, tecnologicamente avançado ou de prestígio”
                    <xref ref-type="fn" rid="fn15"><sup>15</sup></xref> (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 8, tradução nossa). E “
                    <italic>Information Organization</italic>” e “
                    <italic>Organization of Information</italic>” foram incluídos para esclarecer o uso desses termos relacionados. É interessante o uso destas duas últimas terminologias, pois na tradução para o português querem dizer a mesma coisa. Porém, na recuperação dos dados de Hjørland, apresentam autores totalmente distintos. O objetivo desta pesquisa está relacionado aos termos “Organização do Conhecimento” e “Organização da Informação”, contudo, como há essa distinção de tradução, serão apresentados aqui os quatro termos estudados por Hjørland.</p>
                <p>A busca de Hjørland foi realizada no Índice de Citações de Ciências Sociais (SSCI)
                    <xref ref-type="fn" rid="fn16"><sup>16</sup></xref> de duas formas: uma com o filtro “todos os campos” e outra com o campo específico de “Ciência da Informação e Biblioteconomia”. Dentre o que foi recuperado, Hjørland dividiu as seguintes classes: (1) os autores mais citados; (2) os periódicos mais citados ou trabalhos; e (3) as referências mais citadas.</p>
                <p>Dentre os resultados, têm-se, por exemplo, os autores mais citados para “Organização do Conhecimento” em todos os campos: Hjørland, Dahlberg, Beghtol, Chi Mth e Kogut. Já o resultado para “Organização do Conhecimento” em campo específico de “CI e Biblioteconomia” apresenta Hjørland, Dahlberg, Beghtol, Ranganathan e Soergel.</p>
                <p>Quanto à “Organização da Informação” em todos os campos, têm-se Miller, Svenonius, Baddeley, Porter e Zand. Já o resultado para “Organização da Informação” em campo específico apresenta Svenonius, Belkin, Choo, Ingwersen e Taylor. Alguns nomes já são conhecidos na área da Organização da Informação, como Svenonius e Choo, mas parte dos outros autores é da Psicologia ou estuda Administração. Para
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">Hjørland (2012</xref>, p. 11, tradução nossa), “Parece que o [termo] IO [
                    <italic>Information Organization</italic>] às vezes é usado como sinônimo de KO [
                    <italic>Knowledge Organization</italic>], mas em geral é muito variado o que é encontrado por esse termo”
                    <xref ref-type="fn" rid="fn17"><sup>17</sup></xref>.</p>
                <p>Quando se analisa o termo “
                    <italic>Organization of Information</italic>” em “todos os campos”, encontram-se os autores Duncan, Williamson, Alchian, Posner e Kahneman. E, em campo específico, apresentam-se Case, Davenport, Fidel, Kwasnik e Patton. Uma rápida busca pelo currículo dos autores recuperados em “todos os campos” demonstra que são psicólogos e economistas, consequentemente as revistas em que mais publicam nessa categoria são da área de Psicologia, o que para Hjørland faz do “
                    <italic>Organization of Information</italic>” o “[...] termo com o elo mais fraco para KO e também é muito misto, o que é encontrado por ele”
                    <xref ref-type="fn" rid="fn18"><sup>18</sup></xref> (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 11, tradução nossa).</p>
                <p>Já o termo “
                    <italic>Information Architecture</italic>” traz autores bem distintos, não vistos nas outras opções.
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">Hjørland (2012</xref>, p. 11, tradução nossa) traz a “
                    <italic>Information Architecture</italic>” como um campo “novo”, mas depois finaliza dizendo que, na sua opinião, “IA [
                    <italic>Information Architecture</italic>] é, até certo ponto, ‘vinho velho em garrafas novas’ e a tendência para criar novos rótulos pode ter alguns efeitos negativos na fragmentação do campo”.
                    <xref ref-type="fn" rid="fn19"><sup>19</sup></xref>
                </p>
                <p>Após a análise dos quatro termos utilizados por Hjørland, o autor chega à conclusão de que, “Aparentemente, os dados mostram que esses termos
                    <bold>não devem ser considerados sinônimos</bold> porque cada um dos termos IO, OI, IA e KO produz um conjunto diferente de autores, periódicos e artigos de alta classificação”
                    <xref ref-type="fn" rid="fn20"><sup>20</sup></xref> (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 8, tradução nossa, grifo nosso). Porém, concorda que, em muitos casos, os termos são usados de forma intercambiável e, portanto, indicando sinonímia, como o caso apresentado de Svenonius. Ainda para o autor, os princípios teóricos subjacentes são análogos, mas os diferentes termos têm tendência a serem aplicados em diferentes contextos: “KO no contexto da biblioteca; IA no contexto da
                    <italic>web</italic> e IO e OI de maneiras não especificadas”
                    <xref ref-type="fn" rid="fn21"><sup>21</sup></xref> (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 8, tradução nossa).</p>
                <p>Hjørland não utiliza a mesma metodologia de Bräscher e Café, o que não permite equiparar as duas visões. O que se propôs aqui foi demonstrar que a temática está sendo discutida e que não há, ainda, definição única sobre o assunto.</p>
                <p>Dessa forma, o que as brasileiras
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bräscher e Café (2008</xref>) trazem como definições distintas, uma relacionada às construções psíquicas e outra às construções físicas, Hjørland alega que a distinção entre os termos deriva de seu objetivo e do contexto em que estão inseridos. Assim, considerando o que está sendo abordado no Brasil, levando em conta as definições de Bräscher e Café e o que Hjørland afirma, quando diz que os termos não são sinônimos, para esta pesquisa os dois termos são distintos. A distinção proposta por Bräscher e Café torna, inclusive, mais concreta a interação da OC com outras áreas do conhecimento, como a Ciência da Informação e a Arquivologia.</p>
                <p>Uma dessas interações da Arquivologia, da CI, da OC e da OI, conforme apresentado por
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">Buckland (1991</xref>) na seção anterior (informação como coisa, processo e conhecimento), vai além da informação como coisa relacionada à CI e à Arquivologia (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B32">TOGNOLI, 2012b</xref>). A informação como coisa está relacionada também à OI, já a informação como processo e conhecimento está relacionada à OC.</p>
                <p>A informação como processo e como conhecimento enquanto ato cognitivo de transmitir e de receber informação está intimamente ligada à Organização do Conhecimento, aplicada a unidades do pensamento (conceitos), pois, para transmitir/receber a informação, o emissor/receptor estará criando conceitos que representarão o que foi recebido, gerando “inteligência”; e, para comunicar o conhecimento, o emissor estará criando conceitos para que seu receptor absolva o que está sendo transmitido.</p>
                <p>Já a informação como coisa, objetos físicos que tenham a função de informar, está relacionada à Organização da Informação, que também está pautada na materialidade do conhecimento.</p>
                <p>No intuito de aprofundar os diálogos entre a OC e a OI com a Arquivologia e considerando que
                    <xref ref-type="bibr" rid="B36">Vital e Bräscher (2015</xref>) apontam que a OI e a RI na Arquivologia são desenvolvidas, especificamente, nos processos de classificação e descrição, por exemplo, serão apresentadas a seguir, para além dessas duas funções, a função de avaliação e a agora revisitada a partir da divisão estabelecida por
                    <xref ref-type="bibr" rid="B8">Couture (2003</xref>), a função indexação unida à descrição.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>3 A Organização do Conhecimento/Informação frente às funções arquivísticas</title>
                <p>Diálogos entre a Ciência da Informação e a Organização da Conhecimento/Informação já foram aqui apresentados. A Arquivologia, a partir da abordagem teórica integrada, passa a ter por objeto de estudo a informação orgânica arquivística; essa alteração faz com que a área dialogue mais com a CI e com a OC/OI. Nesse sentido, diversos autores têm buscado aprofundar as relações entre as disciplinas, demonstrando que os processos de uma e de outra são similares e que podem mutuamente se auxiliar, compartilhando o referencial teórico-metodológico, por exemplo (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B7">CORUJO; FREITAS, 2021</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B24">SILVA; CORUJO, 2022</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B3">BARROS, 2016</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B33">TOGNOLI; BARROS, 2015</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B36">VITAL; BRÄSCHER, 2015</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B35">VITAL; MEDEIROS; BRÄSCHER, 2017). </xref>Para
                    <xref ref-type="bibr" rid="B20">Rousseau e Couture (1998</xref>, p. 129):</p>
                <p><disp-quote>
                    <p>[...] a arquivística contemporânea tem obrigação de evoluir rapidamente, a fim de ocupar de maneira plena o seu lugar enquanto disciplina socialmente admitida, porque rendível e eficaz para os seus utilizadores (administradores, investigadores, etc.) e perfeitamente adaptada às necessidades de gestão da informação próprias do século XX.</p>
                </disp-quote></p>
                <p>Rousseau e Couture, principais responsáveis pela inserção da informação orgânica na Arquivologia, demonstram que a disciplina precisa evoluir e acompanhar o desenvolvimento de seu entorno. O diálogo com disciplinas que também possuem como objeto a informação se torna essencial, como a CI, a OC e a OI, para além de outras, como Administração, Estatística, História, Museologia etc., que também podem fazer parte desse universo informacional assistido na Arquivologia contemporânea. </p>
                <p>Autores como
                    <xref ref-type="bibr" rid="B7">Corujo e Freitas (2021</xref>) e
                    <xref ref-type="bibr" rid="B24">Silva e Corujo (2022</xref>) têm analisado os diálogos entre a Organização do Conhecimento e a Arquivística no Brasil, e chegam a conclusões como, “considerando os aspectos dinâmicos da ciência, é necessária investigação consequente, para conhecer as continuidades e descontinuidades do processo” (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B7">CORUJO; FREITAS, 2021</xref>, p. 108). Para além,
                    <xref ref-type="bibr" rid="B24">Silva e Corujo (2022</xref>, p. 18) consideram que: </p>
                <p><disp-quote>
                    <p>Em termos dinâmicos, percebe-se também que a relação entre a OC e a arquivística, e entre sua teoria e prática, ainda está a tentar encontrar os seus percursos e soluções, sempre refletindo novos
                        <italic>apports</italic>, perspectivas, significados e pluralidades trazidos por outras áreas do saber.</p>
                </disp-quote></p>
                <p>Nesse sentido, a presente pesquisa procura somar mais uma leitura sobre esses possíveis diálogos entre a Arquivologia e a Organização do Conhecimento/Informação. Adiante serão trabalhadas três das funções arquivísticas (classificação, descrição/indexação e avaliação), demonstrando interlocuções possíveis entre OC e OI com Arquivologia.</p>
                <sec>
                    <title>3.1 Classificação</title>
                    <p>
                        <xref ref-type="bibr" rid="B36">Vital e Bräscher (2015</xref>, p. 2), conforme citado anteriormente, veem na classificação arquivística formas de organizar e representar a informação. Para elas, “A classificação diz respeito à ordenação física e intelectual dos documentos, de forma hierarquizada e explicitando as relações entre eles”. Também
                        <xref ref-type="bibr" rid="B29">Sousa (2014</xref>, p. 6) enfatiza o papel da organização intelectual e da organização física presentes na classificação arquivística, considerando que:</p>
                    <p><disp-quote>
                        <p>Podemos dividir o processo classificatório em duas partes: a parte intelectual e a parte física. A parte intelectual se refere à classificação propriamente dita (processo mental de estabelecimento de classes) e à ordenação (a disposição dos documentos nas classes estabelecidas). A codificação entra como último elemento dessa parte intelectual. A parte física é representada pelo arquivamento dos documentos em um local determinado pela classificação e disposto segundo uma ordem definida (SOUZA, 2014, p. 6).</p>
                    </disp-quote></p>
                    <p>A visão de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B29">Sousa (2014</xref>) para classificação (a ordenação física e intelectual) corrobora com as contribuições de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B8">Couture (2003</xref>), ao identificar que a classificação é composta do componente intelectual (distribuição por classes, de acordo o método adotado) e material (ação de classificar).</p>
                    <p>Fazendo o paralelo com o que
                        <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bräscher e Café (2008</xref>) definem como OC e OI, o que está sendo base para esta pesquisa, considera-se que a classificação arquivística utiliza-se das bases da Organização do Conhecimento (aplicada a unidades do pensamento (conceitos)). Por exemplo, quando o arquivista for realizar a classificação de documentos na instituição, terá de obter primeiro certo conhecimento a respeito da instituição, seu funcionamento e os fluxos de trabalho, realizando entrevistas, pesquisas em documentos, etc. Esse processo de levantamento contemplará as funções de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B31">identificação arquivística</xref> (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B21">RODRIGUES, 2011</xref>) ou o diagnóstico arquivístico que não serão aqui analisadas, mas que poderão complementar a pesquisa em tela em outro momento. O resultado do processo de classificação, que será o plano de classificação, como dito acima, é constituído por parte intelectual (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B29">SOUSA, 2014</xref>) ou componente intelectual (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B8">COUTURE, 2003</xref>), ou seja, o processo mental de estabelecimento de classes, que contempla a Organização do Conhecimento. Caberá à Organização e à Representação da Informação a organização lógica e física dos documentos de acordo com o plano, que é a parte física (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B29">SOUSA, 2014</xref>) ou o componente material (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B8">COUTURE, 2003</xref>). É válido frisar que para
                        <xref ref-type="bibr" rid="B35">Vital, Medeiros e Bräscher (2017</xref>, p. 45, grifo nosso):</p>
                    <p><disp-quote>
                        <p>Quanto à classificação arquivística, verifica-se que apresenta aspectos de
                            <bold>organização e representação do conhecimento</bold>, pois visa construir classes por meio da análise das funções e/ou da estrutura organizacional, ou seja, não parte de objetos em si, mas do conhecimento contextual. Por outro lado, após a elaboração do plano de classificação, resultante do processo, a sua aplicação para organizar os documentos tem características de
                            <bold>organização e representação da informação</bold>, pois analisa os objetos físicos (documentos) visando organizá-los em classes pré-estabelecidas, dando-lhes tanto uma organização lógica quanto física.</p>
                    </disp-quote></p>
                    <p>As autoras brasileiras acreditam que a
                        <xref ref-type="table" rid="t1">OC/RC</xref> está relacionada ao conhecimento contextual da instituição. Já na OI/RI estaria presente a análise do objeto físico, o documento, para organizá-lo. Aqui considera-se que a OI/RI estaria presente já na materialidade do plano, quando o conhecimento (componente intelectual) é transferido para o plano de classificação (componente material).</p>
                    <p>Nesse sentido, levando em conta a perspectiva da OC/OI e os conceitos de classificação arquivística apresentados, essa função tem os seguintes elementos:</p>
                    <p>
                        <table-wrap id="t1">
                            <label>Quadro 1 - </label>
                            <caption>
                                <title>O processo de classificação arquivística com base na OC/OI</title>
                            </caption>
                            <table frame="hsides" rules="groups">
                                <colgroup>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                </colgroup>
                                <thead>
                                    <tr>
                                        <th align="center">Etapa</th>
                                        <th align="center">Ação</th>
                                    </tr>
                                </thead>
                                <tbody>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Organização e Representação do Conhecimento</td>
                                        <td align="justify">Processo mental de estabelecimento de classes. Parte intelectual (
                                            <xref ref-type="bibr" rid="B29">SOUSA, 2014</xref>) ou componente intelectual (
                                            <xref ref-type="bibr" rid="B8">COUTURE, 2003</xref>). </td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Organização e Representação da Informação</td>
                                        <td align="justify">Organização lógica e disposição física dos documentos a partir das classes estabelecidas no plano de classificação. Parte física (
                                            <xref ref-type="bibr" rid="B29">SOUSA, 2014</xref>) ou componente material (
                                            <xref ref-type="bibr" rid="B8">COUTURE, 2003</xref>).</td>
                                    </tr>
                                </tbody>
                            </table>
                            <table-wrap-foot>
                                <fn id="TFN1">
                                    <p>Fonte: Elaborado pelas autoras.</p>
                                </fn>
                            </table-wrap-foot>
                        </table-wrap>
                    </p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>3.2 Descrição/Indexação</title>
                    <p>Para
                        <xref ref-type="bibr" rid="B19">Ribeiro (1996</xref>, p. 13), todos os documentos (de arquivo ou outros) possuem informação “[...] nos Arquivos, essa informação torna-se acessível através dos instrumentos de pesquisa, constituídos por unidades de descrição, organizadas segundo determinados critérios”.</p>
                    <p>Quanto à descrição de documentos,
                        <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bräscher e Café (2008</xref>, p. 6) consideram que é também um meio de representação da informação, “[...] compreendida como o conjunto de atributos que representa determinado objeto informacional e que é obtido pelos processos de descrição física e de conteúdo”. Essa descrição de documentos adotada é geral para bibliotecas e arquivos. Já a descrição especificamente arquivística, para
                        <xref ref-type="bibr" rid="B36">Vital e Bräscher (2015</xref>, p. 2), “[...] diz respeito à organização e representação da informação e objetiva gerir e recuperar os documentos”. A origem epistemológica da palavra “descrição” vem do termo latino
                        <italic>descriptio</italic>, originado do termo
                        <italic>describere</italic>, que significa transcrever, copiar, narrar, definir, distribuir, colocar em classes, escrever sobre (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B3">BARROS, 2016</xref>). Nessa perspectiva, a essência epistemológica da palavra é justamente o que acontece na Arquivologia, como traz Barros: “A descrição é a análise realizada pelo arquivista sobre os fundos e os documentos de arquivo agrupados natural ou artificialmente, com o objetivo de sintetizar e condensar a informação neles contida para oferecê-la aos interessados” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B3">BARROS, 2016</xref>, p. 38).</p>
                    <p>Essa análise realizada pelo arquivista requer conhecimento a respeito do produtor, da produção documental, de tipologias, tipos documentais etc.; mas, exige também a leitura dos documentos complementares para aquisição de um rol de informações em que possa então identificar as características, os relacionamentos, o contexto e os conceitos da informação orgânica arquivística. Nesse sentido, considera-se aqui que há aspectos da OC, ou seja, aquela que visa à construção de modelos de mundo que se constituem em abstrações da realidade, relacionados às características do plano contextual da descrição.</p>
                    <p>Quando os conceitos saem da unidade de pensamento/abstrações da realidade (OC/RC) e são transformados em definições, gerarão a descrição física e de conteúdo do documento ou conjunto documental. Essa descrição é a base da construção dos instrumentos de pesquisas para posterior recuperação da informação. Para
                        <xref ref-type="bibr" rid="B20">Rousseau e Couture (1998</xref>, p. 138), esses instrumentos fundamentais contemplam os catálogos, os guias, os repertórios, os inventários, bem como os índices (objetos físicos). Esse aspecto da descrição é considerado aqui como produto de OI/RI. Para
                        <xref ref-type="bibr" rid="B35">Vital, Medeiros e Bräscher (2017</xref>, p. 45): </p>
                    <p><disp-quote>
                        <p>[...] a Organização e Representação da Informação em documentos arquivísticos apresentam características marcantes no processo de descrição. Este, por sua vez, fundamenta-se na análise contextual e posterior representação das informações dos conjuntos documentais consideradas relevantes para seu entendimento e recuperação.</p>
                    </disp-quote></p>
                    <p>As autoras concordam que há aspectos da OI e da RI na descrição arquivística, já a OC, enquanto aquela que visa à construção de modelos de mundo que se constituem em abstrações da realidade, se manifesta durante o processo intelectual do conhecimento contextual para a então a descrição física e de conteúdo ser possível.</p>
                    <p>Ainda quanto à função arquivística de descrição, a indexação passou a fazer parte a partir de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B8">Couture (2003</xref>). Autores como
                        <xref ref-type="bibr" rid="B26">Silva, Sousa e Bandeira (2012</xref>), com o artigo intitulado “A representação temática em documentos arquivísticos: o caso da indexação documental realizada pelos alunos de Arquivologia da UFPB”, e
                        <xref ref-type="bibr" rid="B28">Sousa e Araújo Junior (2017</xref>), com o artigo intitulado “A indexação e criação de taxonomias para documentos de arquivo: proposta para a expansão do acesso e integração das fontes de informação”, ou ainda a inserção na Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE) da área oito, área de pontos de acesso e indexação de assuntos, demonstram a inserção da indexação no universo arquivístico. Mais precisamente na Organização do Conhecimento e na Arquivologia,
                        <xref ref-type="bibr" rid="B3">Barros (2016</xref>) busca dialogar com esses três pontos no artigo intitulado “A indexação e a arquivística: aproximações iniciais no universo teórico da organização e representação do conhecimento”.</p>
                    <p>Para
                        <xref ref-type="bibr" rid="B3">Barros (2016</xref>, p. 41), “[...] é possível compreender a indexação como uma fase do processo de representação arquivística”. Para exemplificar esse processo de representação, o autor traz a
                        <xref ref-type="fig" rid="f3">seguinte imagem</xref>:</p>
                    <p>
                        <fig id="f3">
                            <label>Figura 3 - </label>
                            <caption>
                                <title>Processo de representação arquivística</title>
                            </caption>
                            <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125811-gf3.jpg" />
                            <attrib>Fonte: ref-type=&quot;bibr&quot; rid=&quot;r3&quot;&gt;Barros (2016, p. 41). </attrib>
                        </fig>
                    </p>
                    <p>Barros não apresenta de onde está partindo a visão da Organização do Conhecimento. Dentre suas referências, está
                        <xref ref-type="bibr" rid="B11">Hjørland (2008</xref>), com o texto “
                        <italic>What is Knowledge Organization</italic> (KO)?”, mas no conteúdo do texto não há citações a respeito dessa publicação. De igual forma, o que se propõe aqui é demonstrar que a indexação está sendo discutida na Arquivologia enquanto processo de representação junto da descrição.</p>
                    <p>A partir do que foi demonstrado, considera-se que a indexação na Arquivologia possui relação com a OC, partindo do pressuposto de que o arquivista precisará conhecer (análise conceitual) os documentos e seu contexto para a criação dos indexadores, e relação com a OI, quando o arquivista cria os vocabulários controlados, tesauros (objetos físicos).</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>3.3 Avaliação arquivística</title>
                    <p>A avaliação é feita a partir do plano de classificação. Após a identificação e a categorização dos documentos, o arquivista poderá elaborar a Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos (TTDD). Para que sejam estipulados os prazos de guarda dos documentos ou sua eliminação, será necessária a constituição de uma comissão permanente de avaliação de documentos (CPAD). Essa comissão multidisciplinar será responsável pelos estudos documentais, pelas leis (tributárias, civis, contábeis que os envolvem), pelos usos futuros e pela identificação de possíveis documentos que podem servir para a construção da história e da memória da instituição/pessoa, dentre outros. Nesse exemplo fica claro que a Avaliação irá beber na fonte da Classificação e, além disso, os conhecimentos necessários para estipular os prazos de guarda dos documentos reverberará a Organização do Conhecimento também. </p>
                    <p>O conhecimento que está aqui sendo considerado é do arquivista e de sua equipe e/ou comissão, um conhecimento advindo da necessidade de avaliação e destinação dos documentos, que será explicitado em instrumentos arquivísticos, como a TTDD. </p>
                    <p>Com relação à Organização da Informação, enquanto “um processo que envolve a descrição física e de conteúdo dos objetos informacionais” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B5">BRÄSCHER; CAFÉ, 2008</xref>, p. 6) considera-se que estará presente na avaliação a partir da construção da TTDD. A TTDD apresenta uma estrutura pré-determinada onde estarão, em suma, descritos os documentos/objetos informacionais (descrição de conteúdo), seus prazos de guarda e observações. </p>
                </sec>
            </sec>
            <sec sec-type="conclusions">
                <title>4 Considerações </title>
                <p>As interlocuções entre a OC/OI e a Arquivologia estão cada vez mais intensas, aqui abordadas especificamente a partir de três funções arquivísticas. As funções de Descrição e Classificação foram estudadas por autores anteriormente, contudo a novidade está nas reflexões baseadas em
                    <xref ref-type="bibr" rid="B29">Sousa (2014</xref>) e
                    <xref ref-type="bibr" rid="B8">Couture (2003</xref>), em que subdividem a Classificação em: parte física ou componente material e parte intelectual ou componente intelectual; além disso, foi apresentada a união da Descrição com a Indexação enquanto uma função única a partir de
                    <xref ref-type="bibr" rid="B8">Couture (2003</xref>); já a Avaliação se apresenta como uma extensão da Classificação, mas que necessitará de outras descrições, como a temporalidade, além de conhecimentos diversos por parte da CPAD.</p>
                <p>Essas três funções, porém, não esgotam esse assunto, além de existir a possibilidade de novos estudos relacionando a OC/OI/RC/RI com outras funções, como o diagnóstico, a identificação arquivística, o acesso perante o usuário e o conhecimento gerado, até mesmo com a preservação/conservação a partir da criação de planos e programas de preservação de acervos, por exemplo.</p>
                <p>Destarte, o objetivo geral de analisar as definições relativas aos conceitos de Organização do Conhecimento e da Informação e suas aplicações na prática arquivística, a partir das funções arquivísticas de Classificação, Avaliação e Descrição/Indexação foi alcançado. Foram apresentadas as definições e pesquisas feitas por renomados autores da área, demonstrando que há diferenças conceituais entre a OC e a OI. Após análise, a escolha conceitual da pesquisa veio ao encontro à visão das brasileiras
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bräscher e Café (2008</xref>) e, por fim, foi apresentada a aplicação prática das funções arquivísticas de Classificação, Descrição/Indexação e Avaliação de acordo com as definições de OC e OI adotadas. </p>
                <p>Há diálogos a serem estreitados entre a OC, OI e Arquivologia, que podem partir de análises como estas apresentadas aqui. Pesquisas arquivísticas têm tido, cada vez mais adesões dentro da OC e OI, mas ainda há muitos caminhos a serem percorridos. Os diálogos são concretos e aprofundamentos teóricos e metodológicos podem ser mais explorados. Como trazem
                    <xref ref-type="bibr" rid="B24">Silva e Corujo (2022</xref>, p. 1) quando da Organização do Conhecimento e a Arquivística: “Percebe-se que essa relação está ainda à procura de encontrar os seus percursos e soluções, refletindo elementos interdisciplinares”. </p>
                <p>Por fim, é válido frisar que os diálogos não desrespeitam os limites, especificidades e princípios da Arquivologia e seu objeto de estudo, que devem estar sempre à frente de qualquer tipo de análise realizada. </p>
            </sec>
        </body>
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                <fn fn-type="other" id="fn2">
                    <label>2</label>
                    <p>“There have been voices from within KO claiming that KO is not a part of LIS, but is an independent discipline. However, the present article is written from the viewpoint that KO is a subfield of LIS, and that the history and theoretical issues of LIS are therefore important for researchers in KO to consider.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B13">HJØRLAND, 2018</xref>, p. 1). (optou-se por deixar as siglas no formato original).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn3">
                    <label>3</label>
                    <p>“When someone is informed, what they know is changed.” (OXFORD ENGLISH DICTIONARY, 1989, p. 944,
                        <italic>apud</italic>
                        <xref ref-type="bibr" rid="B6">BUCKLAND, 1991</xref>, p. 1).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn4">
                    <label>4</label>
                    <p>“[…] communication of the knowledge or ‘news’ of some fact or occurrence.” (OXFORD ENGLISH DICTIONARY, 1989, p. 944, apud
                        <xref ref-type="bibr" rid="B6">BUCKLAND, 1991</xref>, p. 1).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn5">
                    <label>5</label>
                    <p>“[…] the action of telling or fact of being told of something.” (BRITISH SOCIETY FOR INTERNATIONAL BIBLIOGRAPHY PROCEEDINGS, 1989, p. 944, apud
                        <xref ref-type="bibr" rid="B6">BUCKLAND, 1991</xref>, p. 1).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn6">
                    <label>6</label>
                    <p>OXFORD UNIVERSITY PRESS.
                        <bold>Oxford English Dictionary</bold>. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 1989.
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                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn7">
                    <label>7</label>
                    <p>“Knowledge, belief, and opinion are personal, subjective, and conceptual. Therefore, to communicate them, they have to be expressed, described, or represented in some physical way, as a signal, text, or communication. Any such expression, description, or representation would be ‘information-as-thing’.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B6">BUCKLAND, 1991</xref>, p. 2).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn8">
                    <label>8</label>
                    <p>“[…] activities such as document description, indexing and classification performed in libraries, bibliographical databases, archives and other kinds of ‘memory intuitions’ by librarians, archivists, information specialists, subject specialists, as well as by computer algorithms and laymen.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B13">HJØRLAND, 2018</xref>, p. 86).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn9">
                    <label>9</label>
                    <p>“[…] its salient feature is that information is organized by describing it using a special-purpose language.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B30">SVENONIUS, 2000</xref>, p. 1).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn10">
                    <label>10</label>
                    <p>“[…] That the Title of her book uses the phrase ‘information organization’ instead of the tern we are using (knowledge orgazation) is a sign oh the imprecision of definitions within the discipline of information science and the sub-disciplines (or domains) that work within it.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B27">SMIRAGLIA, 2014</xref>, p. 13).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn11">
                    <label>11</label>
                    <p>“[...] is clearly a work from the tradition of LIS and KO, which has chosen the label IO rather than KO (and therefore indicating synonymity between these terms).” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 10).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn12">
                    <label>12</label>
                    <p>HJORLAND, Birger. Knowledge organizing processes.
                        <bold>Web.archive</bold>, 2008. Disponível em: https://web.archive.org/web/20080207230524/http://www.db.dk/bh/Lifeboat_KO/CONCEPTS/knowledge_organizating_processes.htm. Acesso em 9 dez. 2022.
                        <italic>Apud</italic> Bräscher e Café (2008).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn13">
                    <label>13</label>
                    <p>SVENONIUS, Elaine.
                        <bold>The intellectual foundations of information organization</bold>. Cambridge: The MIT Press, 2000.
                        <italic>Apud</italic> Bräscher e Café (2008).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn14">
                    <label>14</label>
                    <p>“Organização do Conhecimento = Organização da Informação?”</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn15">
                    <label>15</label>
                    <p>“[…] is a rather new term, which in some contexts seems to be more “hot,” technological advanced or prestigious term.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 8).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn16">
                    <label>16</label>
                    <p>
                        <italic>Social Science Citation Index</italic> (SSCI). O
                        <italic>Social Sciences Citation</italic> contém mais de 3.400 periódicos em 58 disciplinas de ciências sociais, bem como itens selecionados de 3.500 dos principais periódicos científicos e técnicos do mundo - de 1988 até o presente. (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B15">MAASTRICHT UNIVERSITY, c2015</xref>).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn17">
                    <label>17</label>
                    <p>“It appears that IO is sometimes used as synonym for KO, but in general it is very mixed what is found by that term.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 11).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn18">
                    <label>18</label>
                    <p>“[…] the term with the weakest link to KO and it is also very mixed, what is found by it.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 11).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn19">
                    <label>19</label>
                    <p>“In my opinion IA is to some extent - old wine in new bottle and the tendency to create new labels may have some negative effects in fragmenting the field.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 11).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn20">
                    <label>20</label>
                    <p>“Apparently the data shows that these terms should not be considered synonyms because each of the terms IO, OI, IA and KO produce a different set of high ranked authors, journals and papers.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 8).</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn21">
                    <label>21</label>
                    <p>“KO in the library context; IA in the web-context and IO and OI in more unspecified ways.” (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">HJØRLAND, 2012</xref>, p. 8).</p>
                </fn>
            </fn-group>
        </back>
    </article>
