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                <journal-title>Em Questão</journal-title>
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            <issn pub-type="ppub">1807-8893</issn>
            <issn pub-type="epub">1808-5245</issn>
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                    <publisher-name>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</publisher-name>
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                    <article-title>Mulheres nas ciências, engenharia e tecnologia: o que as publicações científicas apontam?</article-title>
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                        <trans-title>Women in science, engineering and technology: What do scientific publications point to?</trans-title>
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                        <xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
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                            <surname>Murta</surname>
                            <given-names>Cíntia Maria Gomes</given-names>
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                        <xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
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                    <label>1</label>
                    <institution content-type="original">Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, Poços de Caldas, MG, Brasil; </institution>
                    <institution content-type="normalized">Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas</institution>
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                    <email>marina.murta@ifsuldeminas.edu.br</email>
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                    <label>2</label>
                    <institution content-type="original">Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Poços de Caldas, MG, Brasil;</institution>
                    <institution content-type="normalized">Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais</institution>
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                        <email>marina.murta@ifsuldeminas.edu.br</email>
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                        <label>Declaração de autoria</label>
                        <p>
                            <bold>Concepção e elaboração do estudo:</bold> Marina Gomes Murta Moreno, Cíntia Maria Gomes Murta.
                            <bold>Coleta de dados:</bold> Marina Gomes Murta Moreno.
                            <bold>Análise e interpretação de dados:</bold> Marina Gomes Murta Moreno, Cíntia Maria Gomes Murta.
                            <bold>Redação:</bold> Marina Gomes Murta Moreno.
                            <bold>Revisão crítica do manuscrito:</bold> Cíntia Maria Gomes Murta.</p>
                    </fn>
                </author-notes>
                <!--<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
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                        <year>2023</year>
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                        <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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                </permissions>
                <abstract>
                    <title>Resumo</title>
                    <p>Esta pesquisa apresenta o estado da arte dos últimos cinquenta anos sobre o tema “mulheres nas ciências, engenharia e tecnologia”. Competências científicas e tecnológicas são fundamentais para o desenvolvimento econômico de uma sociedade, mas ao se observar a participação feminina nesses atributos, há, historicamente, uma disparidade de gênero. Apesar de serem crescentes os debates sobre a questão, justifica-se o atual estudo bibliométrico frente à carência de pesquisas de levantamentos numéricos e de avaliação de tendências das publicações sobre o tema. Para tanto, análises descritivas e sobre a estrutura de conhecimento de artigos selecionados a partir das bases de dados
                        <italic>Scopus</italic> e
                        <italic>Web of Science</italic> foram conduzidas. Os resultados mostram que o período mais produtivo é recente, sendo, os Estados Unidos, o país com o maior quantitativo de publicações e
                        <italic>Women and science careers: leaky pipeline or gender filter?</italic>, o artigo mais citado. A estrutura de conhecimento pôde ser compreendida identificando-se autores e artigos seminais, tendências de tópicos de estudos e a rede de colaboração científica mundial. Baixa média de citações anuais por artigo e reduzida colaboração entre países indicam a necessidade de realização de mais estudos, bem como de integração internacional para o melhor desenvolvimento do tema. Além de levantarmos dados precisos e relevantes, também propomos sugestões de pesquisas para o enfrentamento de desafios sobre a desigualdade de gênero nas ciências, engenharia e tecnologia.</p>
                </abstract>
                <trans-abstract xml:lang="en">
                    <title>Abstract</title>
                    <p>This research presents the state of the art of the last fifty years on the topic &quot;women in science, engineering and technology&quot;. Scientific and technological competencies are fundamental for economic development of a society, but once observing the female participation in these attributes, historically, there is a gender disparity. Despite the growing debates on the issue, the current bibliometric study is justified due to the lack of quantitative studies and evaluation of publication trends. To this end, descriptive analyses and knowledge structure analyses of articles selected from the Scopus and Web of Science were conducted. The results show that the most productive period is recent, being the United States the country with the highest number of publications and &quot;Women and science careers: leaky pipeline or gender filter?&quot; the most cited article. The knowledge structure was understood by identifying seminal authors and articles, trends in study topics, and the worldwide scientific collaboration network. Low average annual citations per article and reduced collaboration between countries indicate the need for further studies, as well as international integration for better development of the topic. In addition to raising accurate and relevant data, we also propose research suggestions for addressing challenges on gender inequality in science, engineering and technology.</p>
                </trans-abstract>
                <kwd-group xml:lang="pt">
                    <title>Palavras-chave: </title>
                    <kwd>Mulheres</kwd>
                    <kwd>STEM</kwd>
                    <kwd>bibliometria</kwd>
                    <kwd>análise descritiva</kwd>
                    <kwd>estrutura de conhecimento</kwd>
                </kwd-group>
                <kwd-group xml:lang="en">
                    <title>Keywords: </title>
                    <kwd>Women</kwd>
                    <kwd>STEM</kwd>
                    <kwd>bibliometrics</kwd>
                    <kwd>descriptive analysis</kwd>
                    <kwd>knowledge structure</kwd>
                </kwd-group>
                <counts>
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                    <table-count count="6"/>
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        <body>
            <sec sec-type="intro">
                <title>1 Introdução</title>
                <p>Neste artigo, discorremos sobre a inserção das mulheres nas ciências, engenharia e tecnologia, mais amplamente conhecidas como
                    <italic>Science, Technology, Engineering and Mathematics</italic> (STEM), áreas consideradas fatores-chave para o desenvolvimento econômico passado e futuro (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B7">BURKE; MATTIS, 2007</xref>) e representativas de mercados de trabalho com grande crescimento (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B45">WEF, 2016</xref>). Sob o ponto de vista do gênero, no entanto, historicamente há uma disparidade entre a participação de homens e mulheres nesse cenário (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B4">AYRE; MILLS; GILL, 2013</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B16">DIEKMAN; WEISGRAM; BELANGER, 2015</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B34">POGGIO, 2022</xref>).</p>
                <p>A
                    <italic>United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization</italic> (UNESCO) estima, por exemplo, que menos de 30% dos cientistas do mundo sejam mulheres (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B44">UNESCO, 2019</xref>). Do total de estudantes matriculados em cursos STEM, somente 35% são mulheres (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B43">UNESCO, 2017</xref>), com participação predominante no campo das ciências da vida (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B34">POGGIO, 2022</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B42">TUESTA
                        <italic>et al</italic>. 2019</xref>).</p>
                <p>Embora as mulheres tragam uma diversidade de experiências e de pontos de vistas e, muitas vezes, novas formas criativas de resolver problemas em STEM (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B39">SMITH, 2020</xref>), levantamentos relacionados a essas áreas registraram que mulheres recebem menos por suas pesquisas e não progridem em suas carreiras na mesma velocidade que seus colegas homens (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B11">CNPQ, 2021</xref>). Essa realidade se estende ao campo profissional, de um modo geral, em que a promoção das mulheres em postos de maior responsabilidade é limitada, fenômeno metaforicamente tratado como “teto de vidro” (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B33">PERUSEK; POLAKOWSKI; DESIGN, 2020</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B37">SARRIÓ; BARBERÁ, 2002</xref>). Citamos o caso do Brasil: apesar de os números de mulheres brasileiras com bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado serem superiores ao dos homens, elas representam apenas 33% do total de bolsistas de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B11">CNPQ, 2021</xref>), desigualdade ainda maior quando as áreas STEM são consideradas (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B11">CNPQ, 2021</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B42">TUESTA
                        <italic>et al</italic>. 2019</xref>). Na Engenharia, embora o número de mulheres registradas pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) venha crescendo nos últimos anos, no cenário total, a participação feminina entre engenheiros brasileiros ativos é de apenas 20% (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B10">CONFEA, 2022</xref>).</p>
                <p>Outro fato é o chamado afunilamento, ou
                    <italic>leaky pipeline</italic>, o qual corresponde a uma maior probabilidade de mulheres (em comparação a homens) abandonarem as áreas STEM à medida que ascendem na carreira (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">BARINAGA, 1992</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">BLICKENSTAFF, 2005</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B38">SASSLER; LEVITTE; MICHELMORE, 2013</xref>), sendo diversos e complexos os fatores que levam à sua ocorrência e assim, à sub-representação de mulheres em STEM. Alguns, já difundidos - como cultura e esteriótipo masculino das áreas STEM (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B14">DEAN; FLECKENSTEINM 2007</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B17">FAULKNER, 2007</xref>; 2009;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B30">LOGEL
                        <italic>et al</italic>., 2009</xref>); inadequação de modelos educacionais (não representativos de especificidades femininas) (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B6">BLICKENSTAFF, 2005</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B14">DEAN; FLECKENSTEINM, 2007</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B24">GRIFFITH, 2010</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B35">RAMSEY; BETZ; SEKAQUAPTEWA, 2013</xref>); dicotomia trabalho e família (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B5">BARINAGA, 1992</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B14">DEAN; FLECKENSTEINM, 2007</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B16">DIEKMAN; WEISGRAM; BELANGER, 2015</xref>) - ainda precisam ser tratados com urgência para a redução de disparidades.</p>
                <p>Apesar de existirem progressos, sobretudo pelo atual comprometimento de organismos internacionais com as questões de inclusão igualitária em STEM (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B40">SPINELLI; GERMANO; HERRERA, 2019</xref>), as diferenças persistem, não sendo fácil superá-las (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B34">POGGIO, 2022</xref>). Pesquisas realizadas nos últimos anos também têm proporcionado melhor compreensão sobre o tema (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B7">BURKE; MATTIS, 2007</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B33">PERUSEK; POLAKOWSKI; DESIGN, 2020</xref>). No entanto, ao observarmos a abordagem dada pelos estudos, constatamos escassez de levantamentos numéricos e de avaliação de tendências das publicações científicas. Entendemos que tais levantamentos sejam necessários para se ter a real dimensão da situação-problema aqui apresentada. </p>
                <p>Considerando as implicações sociais, econômicas e políticas sobre a inclusão de mulheres nas ciências, engenharias e tecnologia, consideramos que qualquer esforço científico destinado a pesquisas que estudem o tema seja relevante, sobretudo diante da necessidade de desenvolvimento de indicadores que contribuam para o acesso a dados mais precisos, em escala internacional (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B11">CNPQ, 2021</xref>).</p>
                <p>Afinal, qual é a dinâmica e evolução das publicações sobre o tema mulheres nas áreas STEM? Para buscar respostas à questão, o objetivo desta pesquisa foi a realização de um amplo mapeamento de literatura sobre o tema, por meio de uma revisão bibliométrica. Essa modalidade metodológica foi escolhida por permitir a compreensão sobre a evolução do conhecimento científico de modo confiável e por contribuir para familiarizar pesquisadores com o que há de relevante no tema enfocado.</p>
                <p>A operacionalização do estudo é descrita na próxima seção, com a apresentação dos critérios e modalidades de análises bibliométricas realizadas. O estado de arte sobre mulheres em STEM é exposto em Resultados e Discussão, em função dos indicadores bibliométricos e das análises sobre a estrutura de conhecimento mapeada. Na última seção buscamos indicar como a problematização de novas pesquisas sobre a desigualdade de gênero nas ciências, engenharias e tecnologia pode ser direcionada para o enfrentamento de desafios.</p>
            </sec>
            <sec sec-type="materials">
                <title>2 Materiais e método</title>
                <p>Este estudo emprega a bibliometria, campo que se apoia em técnicas quantitativas e em estatísticas descritivas e exploratórias para medir, construir e analisar indicadores de produção científica (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B1">ARAÚJO, 2006</xref>), permitindo compreender a sua dinâmica e evolução (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B13">DE BELLIS, 2009</xref>). O procedimento bibliométrico conduzido seguiu as cinco etapas descritas por
                    <xref ref-type="bibr" rid="B48">Zupic e Čater (2015</xref>) (
                    <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>).</p>
                <p>
                    <fig id="f1">
                        <label>Figura 1 - </label>
                        <caption>
                            <title>Etapas do procedimento bibliométrico</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125842-gf1.jpg" />
                        <attrib>Fonte: Adaptado de
                            <xref ref-type="bibr" rid="B48">Zupic e Čater (2015</xref>).</attrib>
                    </fig>
                </p>
                <p>A Etapa um envolveu a definição da questão, objetivo e método de pesquisa (já apresentados). Na Etapa dois, foram definidos os critérios de busca das publicações e as bases de dados. O mapeamento das publicações ocorreu a partir das bases
                    <italic>Scopus</italic> e
                    <italic>Web of Science</italic>, as quais indexam milhares de títulos de editoras internacionais e são consideradas as bases mais confiáveis atualmente existentes (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B23">GOMEZ-JAUREGUI
                        <italic>et al</italic>., 2014</xref>). Para as buscas, foram considerados os
                    <italic>strings</italic> &quot;
                    <italic>Wom?n in</italic> STEM&quot;
                    <italic>OR</italic> &quot;
                    <italic>Wom?n in the exact sciences</italic>&quot;
                    <italic>OR</italic> &quot;
                    <italic>Wom?n in engineering</italic>&quot;
                    <italic>OR</italic> &quot;
                    <italic>Wom?n in technology</italic>&quot; contidos no título, resumo e palavras-chave das publicações. Foram exportadas inicialmente 1572 publicações da base
                    <italic>Scopus</italic> e 874 da base
                    <italic>Web of Science</italic>.</p>
                <p>Os dados exportados foram tratados e analisados (Etapa 3) por intermédio do
                    <italic>software</italic> de código aberto
                    <italic>RStudio</italic>, em especial, usando-se o pacote
                    <italic>Bibliometrix</italic>, que suporta um fluxo de trabalho abrangente de mapeamento científico (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B2">ARIA; CUCCURULLO, 2017</xref>), e o seu mecanismo de execução de rotinas
                    <italic>online Biblioshiny</italic>. </p>
                <p>Além da eliminação de 661 documentos duplicados, três filtros foram aplicados para assegurar a qualidade dos dados (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B2">ARIA; CUCCURULLO, 2017</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B48">ZUPIC; ČATER, 2015</xref>). O primeiro filtro delimitou as publicações a artigos, para permitir a padronização de citações e da codificação e, assim, tornar possível os cálculos dos indicadores bibliométricos. Um total de 1043 documentos foram eliminados neste filtro.</p>
                <p>O segundo filtro refere-se ao idioma, em que foram considerados artigos em inglês (71 artigos foram eliminados). O terceiro filtro delimitou o término do período de publicação dos artigos a 2021, que corresponde ao último ano completo até a data de realização desta pesquisa (24 artigos foram eliminados). Após a aplicação dos filtros foi gerada uma matriz de metadados com 647 artigos publicados entre os anos de 1969 a 2021, a qual compõe a amostra tratada e foi utilizada como referência para a condução das análises.</p>
                <p>A implementação da análise descritiva por meio de indicadores bibliométricos sobre os metadados considerou os seguintes critérios: (i) evolução do número de publicações; (ii) produtividade e impacto dos autores; (iii) produtividade e impacto dos periódicos; (iv) artigos mais citados (local e globalmente); e (v) afiliação, países dos autores e colaboração internacional. </p>
                <p>A quantidade de publicações foi calculada para a análise da produção total, da produtividade dos pesquisadores e dos periódicos. Para pesquisadores, também foi considerada a quantidade de publicações dividida pela quantidade de autores de cada publicação (fração de publicações). O impacto da produção científica dos pesquisadores e dos periódicos foi realizada em função do índice H (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B27">HIRSCH, 2005</xref>).</p>
                <p>Complementarmente à análise de impacto, foram calculadas as quantidades de citações globais para os artigos, isto é, as citações recebidas das bases
                    <italic>Scopus</italic> e
                    <italic>Web of Science</italic>, e as citações locais para autores, periódicos e artigos, as quais correspondem à quantidade de citações recebidas de autores da amostra tratada como
                    <italic>proxy</italic> para citações de autores/artigos que necessariamente estudam o mesmo tema. </p>
                <p>A contribuição das afiliações se deu com base nas quantidades de publicações, enquanto a avaliação dos países considerou, além da distribuição das publicações mundiais, as citações recebidas e a sua média. Já o levantamento da colaboração internacional foi realizado mensurando-se a quantidade de artigos publicados com pelo menos um coautor trabalhando em um país diferente em relação ao autor correspondente.</p>
                <p>Juntamente com a estruturação de tabelas e de gráficos para a apresentação dos indicadores descritivos, foram aplicadas três técnicas estatísticas de análises relacionais para a visualização da estrutura de conhecimento: historiografia (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B21">GARFIELD, 2004</xref>), mapa temático (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B3">ARIA
                        <italic>et al</italic>., 2022</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B9">COBO
                        <italic>et al</italic>., 2011</xref>) e redes de colaboração (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B31">NEWMAN, 2001</xref>) (Etapa 4). </p>
                <p>A estrutura intelectual do campo em estudo foi compreendida pela reconstrução da estrutura historiográfica, destacando as suas obras básicas (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B21">GARFIELD, 2004</xref>). Um historiógrafo foi estruturado da análise da rede de citações diretas, por meio das ligações entre os 15 nós mais relevantes da amostra de artigos, em uma ordem histórica. </p>
                <p>A estrutura conceitual foi abordada por meio da elaboração de um mapa temático, o qual corresponde a uma representação cartesiana de
                    <italic>clusters</italic> identificados a partir da análise de redes de coocorrência. O eixo x representa o grau de interação entre
                    <italic>clusters</italic> (centralidade), fornecendo informações sobre a importância de um determinado tópico/tema. O eixo y mede a força interna (densidade) de uma rede de
                    <italic>clusters</italic> e pode ser assumida como uma medida do desenvolvimento do tópico/tema (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B3">ARIA
                        <italic>et al</italic>., 2022</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B9">COBO
                        <italic>et al</italic>., 2011</xref>). </p>
                <p>No quadrante superior direito do mapa (primeiro quadrante, I) encontram-se os tópicos motores, mais desenvolvidos e importantes para a estruturação de um campo de pesquisa. O quadrante superior esquerdo (segundo quadrante, II) aponta para tópicos menos centrais e mais densos, tratando-se de estudos isolados (nichados), com pouco volume de produção. </p>
                <p>O quadrante inferior esquerdo (terceiro quadrante, III) contém tópicos emergentes ou em declínio (pouco desenvolvidos e periféricos). O quadrante inferior direito (quarto quadrante, IV) mostra tópicos muito centrais, mas não muito densos, ou seja, temas relativos a tópicos básicos, transversais a diferentes áreas de pesquisa do tema (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B3">ARIA
                        <italic>et al</italic>., 2022</xref>;
                    <xref ref-type="bibr" rid="B9">COBO
                        <italic>et al.</italic>, 2011</xref>). Neste estudo, o mapa temático foi elaborado a partir da análise de coocorrência de palavras-chave dos autores, por elas serem mais abrangentes na representação do conteúdo de um artigo (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B47">ZHANG
                        <italic>et al</italic>., 2015</xref>).</p>
                <p>Por fim, a análise de colaboração científica foi usada para identificar a estrutura social do campo por meio da aplicação da análise de rede social (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B31">NEWMAN, 2001</xref>), aplicando-a ao nível de países. O algoritmo de clusterização
                    <italic>Louvain</italic> foi empregado para a construção do mapa temático e da rede social de colaboração científica mundial. </p>
                <p>A apresentação e a interpretação dos resultados (Etapa 5) são expostas na sequência.</p>
            </sec>
            <sec sec-type="results|discussion">
                <title>3 Resultados e discussão</title>
                <p>Uma visão geral da amostra tratada é apresentada na
                    <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>. Entre os anos de 1969 e 2021 foram publicados 647 artigos em 327 periódicos diferentes. A relevância dos estudos publicados pode ser percebida pela lenta velocidade com que cada artigo deixa de ser citado (a cada 9,87 anos). A incidência média de citações de cada artigo e as citações anuais por artigo são 13,65 e 1,56, respectivamente.</p>
                <p>O conjunto de palavras-chaves dos autores (1.193) aponta diversidade de perspectivas adotadas sobre o tema em foco. Foram identificados 1.366 autores, sendo que 197 realizaram pesquisas sem coautoria, gerando um quantitativo de 232 artigos. Ou seja, artigos com coautoria consistem em 415 documentos, o que equivale a um índice de colaboração de 2,82 autores por artigo publicado.</p>
                <p>
                    <table-wrap id="t1">
                        <label>Tabela 1 - </label>
                        <caption>
                            <title>Principais informações sobre a amostra de artigos</title>
                        </caption>
                        <table frame="hsides" rules="groups">
                            <colgroup>
                                <col/>
                                <col/>
                            </colgroup>
                            <thead>
                                <tr>
                                    <th align="center">Indicadores</th>
                                    <th align="center">Resultados</th>
                                </tr>
                            </thead>
                            <tbody>
                                <tr>
                                    <td align="center">Período</td>
                                    <td align="center">1969 a 2021</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Número de Periódicos</td>
                                    <td align="center">327</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Número de Artigos</td>
                                    <td align="center">647</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Média de anos de publicação</td>
                                    <td align="center">9,87</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Média de citações por artigo</td>
                                    <td align="center">13,65</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Média de citações anuais, por artigo</td>
                                    <td align="center">1,56</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Número de referências</td>
                                    <td align="center">20.199</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Número de Palavras-chave (Autores)</td>
                                    <td align="center">1.306</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Número de Autores</td>
                                    <td align="center">1.366</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Autores de Artigos (Autoria Única)</td>
                                    <td align="center">197</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Autores de Artigos (Dois ou mais autores)</td>
                                    <td align="center">1.169</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Documentos de Autoria Única</td>
                                    <td align="center">232</td>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <td align="center">Índice de Colaboração</td>
                                    <td align="center">2,82</td>
                                </tr>
                            </tbody>
                        </table>
                        <table-wrap-foot>
                            <fn id="TFN1">
                                <p>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                    <italic>software RStudio</italic>
                                </p>
                            </fn>
                        </table-wrap-foot>
                    </table-wrap>
                </p>
                <sec>
                    <title>3.1 Evolução das publicações</title>
                    <p>Na
                        <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref> é mostrada a distribuição, por ano de publicação, dos 647 artigos. </p>
                    <p>
                        <fig id="f2">
                            <label>Figura 2 - </label>
                            <caption>
                                <title>Quantidade de artigos publicados por ano</title>
                            </caption>
                            <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125842-gf2.jpg" />
                            <attrib>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                <italic>software RStudio.</italic>
                            </attrib>
                        </fig>
                    </p>
                    <p>Nota-se baixo volume de publicações nas quatro décadas iniciais. A exceção é o pico representado em 1999, referente às publicações do periódico
                        <italic>IEEE Technology and Society Magazine</italic>, derivados do simpósio internacional
                        <italic>Women and technology: historical, societal and professional perspectives</italic>, ocorrido no mesmo ano. A tendência de crescimento a partir dos anos 2.000 parece coincidir com o início de debates científicos mais estruturados sobre o tema (como, por exemplo, as conferências internacionais sobre mulheres na física promovidas pela
                        <italic>International Union of Pure and Applied Physics</italic> (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B29">IUPAP, 2022</xref>).</p>
                    <p>O período 2011 a 2021, marcado pelo aumento de programas de estímulo à inserção de mulheres em STEM pelo mundo (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B34">POGGIO, 2022</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B40">SPINELLI; GERMANO; HERRERA, 2019</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B44">UNESCO, 2019</xref>) é o mais produtivo, correspondendo a mais de 70% do total de artigos publicados. No entanto, mesmo diante de uma produção científica crescente, a baixa média de citações anuais por artigo (1,56, conforme
                        <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>) pode indicar a necessidade de realização de mais pesquisas para melhor desenvolvimento do tema.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>3.2 Impacto, produtividade e citações de autores, periódicos e artigos</title>
                    <p>A
                        <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> identifica, em suas dez linhas iniciais, os dez melhores autores de acordo com o índice H; a respectiva quantidade de artigos publicados; a fração de participação de um pesquisador em cada artigo publicado; e a quantidade total de citações recebidas por pesquisadores no conjunto de artigos da amostra. </p>
                    <p>Ressaltamos que, dependendo dos critérios, a ordem de autores pode ser diferente, no entanto, o índice H é o indicador mais amplamente reconhecido para avaliar a quantidade e a qualidade da produção científica. A autora Smith J., por exemplo, com maior índice H (H=5), possui 12 citações em artigos da amostra, no entanto, não é a pesquisadora mais citada nem aquela com a maior quantidade de trabalhos publicados.</p>
                    <p>Embora com menores índices H, os autores que receberam mais citações locais foram Blickenstaff J. e Faulkner W., com 36 e 26 citações, respectivamente. Já o pesquisador que mais publicou artigos (oito) foi Prives L., mas sem citações locais recebidas e sem coautoria. Essas informações constam detalhadas nas três últimas linhas da
                        <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>.</p>
                    <p>O estudo de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B6">Blickenstaff (2005</xref>) trata da sub-representação das mulheres nas ciências, através de uma revisão de literatura das trinta décadas anteriores, enquanto
                        <xref ref-type="bibr" rid="B17">Faulkner (2007</xref>) e
                        <xref ref-type="bibr" rid="B18">Faulkner (2009</xref>) discorrem sobre os desafios à identidade de mulheres engenheiras derivados do seu contexto de trabalho. </p>
                    <p>
                        <table-wrap id="t2">
                            <label>Tabela 2 - </label>
                            <caption>
                                <title>Impacto, produtividade e citações locais dos principais autores</title>
                            </caption>
                            <table frame="hsides" rules="groups">
                                <colgroup>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                </colgroup>
                                <thead>
                                    <tr>
                                        <th align="center">Autor</th>
                                        <th align="center">Índice H</th>
                                        <th align="center">Publicações</th>
                                        <th align="center">Publicações Fracionalizadas</th>
                                        <th align="center">Citações Locais</th>
                                    </tr>
                                </thead>
                                <tbody>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Smith J</td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">1,40</td>
                                        <td align="center">12</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Deemer E</td>
                                        <td align="center">4</td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">2,50</td>
                                        <td align="center">7</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Michelmore K</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">1,00</td>
                                        <td align="center">17</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Bilimoria D</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">1,17</td>
                                        <td align="center">9</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Buse K</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">1,17</td>
                                        <td align="center">9</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Mills J</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">1,08</td>
                                        <td align="center">7</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Mavriplis C</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">0,81</td>
                                        <td align="center">4</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Guy B</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">2,53</td>
                                        <td align="center">2</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Godwin A</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">1,57</td>
                                        <td align="center">2</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Fogg-Rogers L</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">1,17</td>
                                        <td align="center">2</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">…</td>
                                        <td align="center"> </td>
                                        <td align="center"> </td>
                                        <td align="center"> </td>
                                        <td align="center"> </td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Faulkner W</td>
                                        <td align="center">2</td>
                                        <td align="center">2</td>
                                        <td align="center">2,00</td>
                                        <td align="center">23</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Blickenstaff J</td>
                                        <td align="center">1</td>
                                        <td align="center">1</td>
                                        <td align="center">1,00</td>
                                        <td align="center">36</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Prives L</td>
                                        <td align="center">1</td>
                                        <td align="center">8</td>
                                        <td align="center">8,00</td>
                                        <td align="center">0</td>
                                    </tr>
                                </tbody>
                            </table>
                            <table-wrap-foot>
                                <fn id="TFN2">
                                    <p>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                        <italic>software RStudio.</italic>
                                    </p>
                                </fn>
                            </table-wrap-foot>
                        </table-wrap>
                    </p>
                    <p>A
                        <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> apresenta os indicadores dos principais periódicos, estando ordenada em função do seu impacto. </p>
                    <p>
                        <table-wrap id="t3">
                            <label>Tabela 3 - </label>
                            <caption>
                                <title>Impacto, produtividade e citações locais dos principais periódicos</title>
                            </caption>
                            <table frame="hsides" rules="groups">
                                <colgroup>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                </colgroup>
                                <thead>
                                    <tr>
                                        <th align="center">Periódico</th>
                                        <th align="center">Índice H</th>
                                        <th align="center">Publicações</th>
                                        <th align="center">Citações Locais</th>
                                    </tr>
                                </thead>
                                <tbody>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Journal of Women and Minorities in Science and Engineering</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">13</td>
                                        <td align="center">32</td>
                                        <td align="center">107</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>European Journal of Engineering Education</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">11</td>
                                        <td align="center">26</td>
                                        <td align="center">52</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>International Journal of Engineering Education</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">9</td>
                                        <td align="center">18</td>
                                        <td align="center">64</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Journal of Engineering Education</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">8</td>
                                        <td align="center">11</td>
                                        <td align="center">246</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Psychology of Women Quarterly</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">8</td>
                                        <td align="center">11</td>
                                        <td align="center">221</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Frontiers in Psychology</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">7</td>
                                        <td align="center">15</td>
                                        <td align="center">81</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Sex Roles</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">12</td>
                                        <td align="center">269</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Journal of Vocational Behavior</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">221</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Plos One</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">95</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">…</td>
                                        <td align="center"> </td>
                                        <td align="center"> </td>
                                        <td align="center"> </td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Journal of Personality and Social Psychology</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">542</td>
                                    </tr>
                                </tbody>
                            </table>
                            <table-wrap-foot>
                                <fn id="TFN3">
                                    <p>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                        <italic>software RStudio.</italic>
                                    </p>
                                </fn>
                            </table-wrap-foot>
                        </table-wrap>
                    </p>
                    <p>O
                        <italic>Journal of Women and Minorities in Science and Engineering</italic> possui o maior índice e a maior quantidade de artigos publicados, sendo o mais relevante entre os melhores listados. Em contrapartida, tal como discriminado na última linha da
                        <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>, três artigos do periódico
                        <italic>Journal of Personality and Social Psychology</italic> somam o maior número de citações locais, referindo-se aos trabalhos de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B12">Crocker
                            <italic>et al</italic>. (2003</xref>),
                        <xref ref-type="bibr" rid="B30">Logel
                            <italic>et al</italic>. (2009</xref>) e
                        <xref ref-type="bibr" rid="B25">Hall
                            <italic>et al</italic>. (2018</xref>).</p>
                    <p>Ainda, quando a métrica é direcionada aos artigos mais citados, de acordo com as informações do
                        <xref ref-type="table" rid="t4">Quadro 1</xref>, organizado em ordem decrescente de citações locais recebidas, somente três dos melhores periódicos da
                        <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> são mencionados:
                        <italic>Engineering Studies</italic> (referente ao artigo com segunda maior quantidade de citações locais),
                        <italic>International Journal of Engineering Education</italic> (com a nona maior quantidade de citações locais) e
                        <italic>Sex Roles</italic> (com a décima maior quantidade de citações locais).</p>
                    <p>
                        <table-wrap id="t4">
                            <label>Quadro 1 - </label>
                            <caption>
                                <title>Principais artigos</title>
                            </caption>
                            <table frame="hsides" rules="groups">
                                <colgroup>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                </colgroup>
                                <thead>
                                    <tr>
                                        <th align="center">Autor(es)</th>
                                        <th align="center">Digital Object Identifier (DOI)</th>
                                        <th align="center">Periódico</th>
                                        <th align="center">Ano</th>
                                        <th align="center">Citações Locais</th>
                                        <th align="center">Citações Globais</th>
                                    </tr>
                                </thead>
                                <tbody>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Blickenstaff</td>
                                        <td align="center">10.1080/09540250500145072</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Gender and Education</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2005</td>
                                        <td align="center">36</td>
                                        <td align="center">628</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Faulkner</td>
                                        <td align="center">10.1080/19378620903225059</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Engineering Studies</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2009</td>
                                        <td align="center">13</td>
                                        <td align="center">144</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Glass
                                            <italic>et al</italic>.</td>
                                        <td align="center">10.1093/sf/sot092</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Social Forces</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2013</td>
                                        <td align="center">12</td>
                                        <td align="center">115</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Griffith</td>
                                        <td align="center">10.1016/j.econedurev.2010.06.010</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Economics of Education Review</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2010</td>
                                        <td align="center">11</td>
                                        <td align="center">228</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Fouad
                                            <italic>et al</italic>.</td>
                                        <td align="center">10.1016/j.jvb.2015.11.002</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Journal of Vocational Behavior</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2016</td>
                                        <td align="center">11</td>
                                        <td align="center">69</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Faulkner</td>
                                        <td align="center">10.1177/0306312706072175</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Social Studies of Science</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2007</td>
                                        <td align="center">10</td>
                                        <td align="center">266</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Ramsey, Betz e Sekaquaptewa</td>
                                        <td align="center">10.1007/s11218-013-9218-6</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Social Psychology of Education</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2013</td>
                                        <td align="center">7</td>
                                        <td align="center">66</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Diekman, Weisgram e Belanger</td>
                                        <td align="center">10.1111/sipr.12010</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Social Issues and Policy Review</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2015</td>
                                        <td align="center">7</td>
                                        <td align="center">71</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Stonyer</td>
                                        <td align="center">-</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>International Journal of Engineering Education</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2002</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">63</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Rosenthal
                                            <italic>et al</italic>.</td>
                                        <td align="center">10.1007/s11199-011-9945-0</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Sex Roles</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2011</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">62</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Holleran
                                            <italic>et al</italic>.</td>
                                        <td align="center">10.1177/1948550610379921</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Social Psychological and Personality Science</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2011</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">52</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Hall, Schmader e Croft</td>
                                        <td align="center">10.1177/1948550615572637</td>
                                        <td align="center">
                                            <italic>Social Psychological and Personality Science</italic>
                                        </td>
                                        <td align="center">2015</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">53</td>
                                    </tr>
                                </tbody>
                            </table>
                            <table-wrap-foot>
                                <fn id="TFN4">
                                    <p>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                        <italic>software RStudio.</italic>
                                    </p>
                                </fn>
                            </table-wrap-foot>
                        </table-wrap>
                    </p>
                    <p>Conforme o
                        <xref ref-type="table" rid="t4">Quadro 1</xref>, o artigo com maior citação local e global data de 2005 (estudo de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B6">Blickenstaff (2005</xref>), já introduzido, conforme comentários sobre a
                        <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>), apontando que as pesquisas mais relevantes sobre mulheres em STEM são relativamente recentes. Similaridades entre os estudos envolvem:</p>
                    <p>
                        <list list-type="alpha-lower">
                            <list-item>
                                <p>abordagens voltadas à atuação (prática) de mulheres especificamente na engenharia, como em
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B41">Stonyer (2002</xref>),
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B17">Faulkner (2007</xref>),
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B18">Faulkner (2009</xref>),
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B19">Fouad
                                        <italic>et al</italic>. (2016</xref>),
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B16">Diekman, Weisgram e Belanger (2015</xref>) e
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B26">Hall, Schmader e Croft (2015</xref>);</p>
                            </list-item>
                            <list-item>
                                <p>pesquisas voltadas à temática ensino de mulheres nas áreas STEM, como em
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B24">Griffith (2010</xref>),
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B36">Rosenthal
                                        <italic>et al</italic>. (2011</xref>) e
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B35">Ramsey, Betz e Sekaquaptewa (2013</xref>); e</p>
                            </list-item>
                            <list-item>
                                <p>implicações e desafios à prática profissional de mulheres em STEM, como em
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B22">Glass
                                        <italic>et al</italic>. (2013</xref>),
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B16">Diekman, Weisgram e Belanger (2015</xref>),
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B28">Holleran
                                        <italic>et al</italic>. (2011</xref>). </p>
                            </list-item>
                        </list>
                    </p>
                    <p>Os resultados sobre produtividade, impacto e citações desdobrados dos três níveis de métricas considerados - autores, periódicos e artigos - contribuem para a compreensão sobre a evolução do tema. Os dados sobre os autores (
                        <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>), por exemplo, demonstram que a autora de maior impacto possui somente cinco artigos publicados que receberam cinco ou mais citações (H=5), o que corrobora o fato de se tratar de um tema ainda em desenvolvimento. </p>
                    <p>Quando o enfoque são as citações locais (recebidas de autores que necessariamente estudam o tema) para os três níveis de métricas, outros autores, periódicos e artigos se destacam, para além daqueles com o maior índice H (para o caso de autores e periódicos) e com citações globais (para o caso de artigos). Além disso, os periódicos relacionados aos autores e aos artigos de destaque (de acordo com as
                        <xref ref-type="table" rid="t3">Tabelas 3</xref> e
                        <xref ref-type="table" rid="t4">Quadro 1</xref>) envolvem diferentes escopos, tais como educação, psicologia, comportamento, campo social e interdisciplinar.</p>
                    <p>Os aspectos mencionados indicam os desafios para se conceber uma maneira de organizar a literatura sobre mulheres em STEM em categorias adequadas, dada a complexidade e as diferentes perspectivas de pesquisa existentes (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B6">BLICKENSTAFF, 2005</xref>). </p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>3.3 Produtividade das instituições e países</title>
                    <p>A representação dos países e instituições mais produtivas é útil para localizar onde a produção científica sobre mulheres em STEM é mais intensa. Dessa forma, no
                        <xref ref-type="table" rid="t5">Quadro 2</xref> é apresentado o
                        <italic>ranking</italic> de instituições mais produtivas no tema. </p>
                    <p>
                        <table-wrap id="t5">
                            <label>Quadro 2 - </label>
                            <caption>
                                <title>
                                    <italic>Ranking</italic> de instituições que mais publicaram no tema</title>
                            </caption>
                            <table frame="hsides" rules="groups">
                                <colgroup>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                </colgroup>
                                <thead>
                                    <tr>
                                        <th align="center">Instituição</th>
                                        <th align="center">Publicações</th>
                                        <th align="center">País</th>
                                    </tr>
                                </thead>
                                <tbody>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade de Purdue</td>
                                        <td align="center">40</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade Cornell</td>
                                        <td align="center">16</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade de Illinois</td>
                                        <td align="center">15</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade de Michigan</td>
                                        <td align="center">14</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade Estadual do Arizona</td>
                                        <td align="center">14</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade Stanford | Universidade do Missouri/ Universidade de Cincinnati | Universidade de Massachusetts</td>
                                        <td align="center">11 (cada)</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade de Malaya</td>
                                        <td align="center">10</td>
                                        <td align="center">Malásia</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade do Estado do Colorado | Universidade de Oklahoma | Universidade do Kansas |Universidade Estadual de Montana | Virgínia Tech | Universidade estadual da Pennsilvânia |Universidade do Sul da Austrália<sup>*</sup></td>
                                        <td align="center">9 (cada)</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos | Austrália<sup>*</sup></td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade de Connecticut | Universidade de Tecnologia de Auckland<sup>**</sup></td>
                                        <td align="center">8 (cada)</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos | Nova Zelândia<sup>**</sup></td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="left">Universidade Estadual de Ohio</td>
                                        <td align="center">7</td>
                                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                                    </tr>
                                </tbody>
                            </table>
                            <table-wrap-foot>
                                <fn id="TFN5">
                                    <p>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                        <italic>software RStudio.</italic>
                                    </p>
                                </fn>
                            </table-wrap-foot>
                        </table-wrap>
                    </p>
                    <p>É possível constatar que a grande maioria são universidades norte-americanas, com exceção da Universidade de Malaya, da Malásia (Ásia), Universidade do Sul da Austrália e Universidade de Tecnologia de Auckland, ambas da Oceania. A instituição que mantém a maior quantidade de artigos publicados ao longo do tempo é a Universidade de Purdue, com um total de quarenta. Do conjunto geral de instituições, a única instituição de pesquisadores brasileiros entre as cem primeiras colocações é a Universidade Federal da Bahia, com três contribuições.</p>
                    <p>A
                        <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref> mostra a distribuição da produção científica em nível mundial. A intensidade de cor azul é proporcional à produção de cada país. Verifica-se que, embora existam publicações em todos os continentes, consolidando a importância da temática em escala mundial, elas se concentram na América do Norte, Europa e Oceania.</p>
                    <p>
                        <fig id="f3">
                            <label>Figura 3 - </label>
                            <caption>
                                <title>Mapa
                                    <italic>mundi</italic> de distribuição da produção científica sobre mulheres em STEM</title>
                            </caption>
                            <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125842-gf3.jpg" />
                            <attrib>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                <italic>software RStudio.</italic>
                            </attrib>
                        </fig>
                    </p>
                    <p>Equivalentemente às informações do
                        <xref ref-type="table" rid="t5">Quadro 2</xref>, considerando o número de publicações dos autores correspondentes, dentre os dez países que mais produziram cientificamente, os Estados Unidos constam em primeiro lugar, com 312 artigos, seguido do Reino Unido, com 25. O Brasil aparece em décima posição, com cinco artigos. Os demais países da América Latina apontados no mapa
                        <italic>mundi</italic>, com as respectivas quantidades de artigos, são Chile (dois), Colômbia (dois), Argentina (um) e México (um).</p>
                    <p>A
                        <xref ref-type="table" rid="t6">Tabela 4</xref> detalha os indicadores mensurados para os países destacados na
                        <xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>. Considerando as médias de citações apresentadas verifica-se que, apesar de os Estados Unidos serem o país com mais publicações, não é o país com o melhor indicador. Artigos com autorias canadense e britânica receberam em média, 34,79 e 28,56 citações, respectivamente, frente a 20,08 citações para artigos norte-americanos.</p>
                    <p>Os Estados Unidos apresentam a maior quantidade de artigos com colaboração internacional (11 artigos incluem pelo menos um co-autor de outra nacionalidade) mas não possuem a maior proporção de publicações nesta modalidade, a qual pertence à Irlanda (40% das publicações são derivadas de colaborações internacionais), seguido da Austrália (38%) e do Canadá (28%). Esses resultados parecem seguir o que mostram
                        <xref ref-type="bibr" rid="B32">Persson, Glänzel e Danell (2004</xref>): citações de artigos resultantes de colaborações internacionais crescem mais rapidamente do que aquelas referentes a colaborações domésticas.</p>
                    <p>
                        <table-wrap id="t6">
                            <label>Tabela 4 - </label>
                            <caption>
                                <title>Indicadores dos países mais produtivos</title>
                            </caption>
                            <table frame="hsides" rules="groups">
                                <colgroup>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                    <col/>
                                </colgroup>
                                <thead>
                                    <tr>
                                        <th align="center">País</th>
                                        <th align="center">Publicações</th>
                                        <th align="center">Publicações sem colaboração</th>
                                        <th align="center">Publicações com colaboração</th>
                                        <th align="center">Citações</th>
                                        <th align="center">Média de citações</th>
                                    </tr>
                                </thead>
                                <tbody>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                                        <td align="center">312</td>
                                        <td align="center">301</td>
                                        <td align="center">11</td>
                                        <td align="center">6266</td>
                                        <td align="center">20,08</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Reino Unido</td>
                                        <td align="center">25</td>
                                        <td align="center">21</td>
                                        <td align="center">4</td>
                                        <td align="center">714</td>
                                        <td align="center">28,56</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Canada</td>
                                        <td align="center">14</td>
                                        <td align="center">10</td>
                                        <td align="center">4</td>
                                        <td align="center">487</td>
                                        <td align="center">34,79</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Alemanha</td>
                                        <td align="center">14</td>
                                        <td align="center">11</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">155</td>
                                        <td align="center">11,07</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Espanha</td>
                                        <td align="center">13</td>
                                        <td align="center">10</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">163</td>
                                        <td align="center">12,54</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Austrália</td>
                                        <td align="center">13</td>
                                        <td align="center">8</td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">127</td>
                                        <td align="center">9,77</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Nova Zelândia</td>
                                        <td align="center">7</td>
                                        <td align="center">7</td>
                                        <td align="center">0</td>
                                        <td align="center">85</td>
                                        <td align="center">12,14</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Índia</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">0</td>
                                        <td align="center">39</td>
                                        <td align="center">6,50</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Coréia do Sul</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">6</td>
                                        <td align="center">0</td>
                                        <td align="center"> </td>
                                        <td align="center"> </td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Brasil</td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">4</td>
                                        <td align="center">1</td>
                                        <td align="center">12</td>
                                        <td align="center">2,40</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Irlanda</td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">3</td>
                                        <td align="center">2</td>
                                        <td align="center">28</td>
                                        <td align="center">5,60</td>
                                    </tr>
                                    <tr>
                                        <td align="center">Malásia</td>
                                        <td align="center">5</td>
                                        <td align="center">4</td>
                                        <td align="center">1</td>
                                        <td align="center">18</td>
                                        <td align="center">3,60</td>
                                    </tr>
                                </tbody>
                            </table>
                            <table-wrap-foot>
                                <fn id="TFN6">
                                    <p>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                        <italic>software RStudio.</italic>
                                    </p>
                                </fn>
                            </table-wrap-foot>
                        </table-wrap>
                    </p>
                    <p>O detalhamento da estrutura de conhecimento é desdobrado na sequência, através das análises sobre a estrutura intelectual (historiografia), conceitual (mapa temático) e social (rede de colaboração).</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>3.4 Estrutura intelectual: historiografia</title>
                    <p>O historiógrafo, construído a partir do histórico de citações diretas do conjunto de artigos selecionados (
                        <xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>), aponta os artigos mais citados e, portanto, de maior relevância para a comunidade que estuda o tema. </p>
                    <p>É possível identificar dois caminhos históricos, o primeiro, com início nos tópicos tratados por
                        <xref ref-type="bibr" rid="B6">Blickenstaff (2005</xref>),
                        <xref ref-type="bibr" rid="B36">Rosenthal
                            <italic>et al</italic>. (2011</xref>) e
                        <xref ref-type="bibr" rid="B35">Ramsey, Betz e Sekaquaptewa (2013</xref>). Por meio de diferentes metodologias, esses artigos adotam, como abordagem comum, ênfase na exploração das especificidades do ensino em STEM para mulheres, para a promoção de um ensino mais inclusivo, propondo implicações sobre políticas e sobre programas educacionais.</p>
                    <p>
                        <fig id="f4">
                            <label>Figura 4 - </label>
                            <caption>
                                <title>Histórico de ligações entre citações diretas dos artigos mais citados</title>
                            </caption>
                            <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125842-gf4.jpg" />
                            <attrib>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                <italic>software RStudio.</italic>
                            </attrib>
                        </fig>
                    </p>
                    <p>O segundo caminho, iniciado com
                        <xref ref-type="bibr" rid="B17">Faulkner (2007</xref>), diz respeito a pesquisas relacionadas ao desenvolvimento e à prática profissional de mulheres nas carreiras STEM. Desafios à identidade de gênero durante a formação (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B30">LOGEL
                            <italic>et al</italic>., 2009</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B36">ROSENTHAL
                            <italic>et al</italic>., 2011</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B8">CADARET
                            <italic>et al</italic>., 2017</xref>) e na prática profissional (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B17">FAULKNER, 2007</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B18">2009</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B26">HALL; SCHMADER; CROFT, 2015</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B28">HOLLERAN
                            <italic>et al</italic>., 2011</xref>); seleção por essas áreas (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B16">DIEKMAN; WEISGRAM; BELANGER, 2015</xref>); e permanência (ou não) nas carreiras (
                        <xref ref-type="bibr" rid="B4">AYRE; MILLS; GILL, 2013</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B15">DEEMER
                            <italic>et al</italic>., 2014</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B16">DIEKMAN; WEISGRAM; BELANGER, 2015</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B19">FOUAD
                            <italic>et al</italic>., 2016</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B22">GLASS
                            <italic>et al</italic>., 2013</xref>;
                        <xref ref-type="bibr" rid="B38">SASSLER; LEVITTE; MICHELMORE, 2013</xref>) são os principais contextos sociais direcionados às mulheres.</p>
                    <p>Os estudos deste segundo caminho enfatizam abordagens empíricas para a tratativa do problema social sub-representação das mulheres em STEM, com predomínio no campo da engenharia, área historicamente marcada pela hegemonia masculina. De um modo geral, os estudos empíricos do historiógrafo consideram tanto amostras de estudantes universitárias (como em
                        <xref ref-type="bibr" rid="B15">Deemer
                            <italic>et al</italic>. (2014</xref>),
                        <xref ref-type="bibr" rid="B30">Logel
                            <italic>et al</italic>. (2009</xref>),
                        <xref ref-type="bibr" rid="B36">Rosenthal
                            <italic>et al</italic>. (2011</xref>)), como profissionais atuantes no mercado de trabalho (são exemplos:
                        <xref ref-type="bibr" rid="B4">Ayre, Mills e Gill (2013</xref>),
                        <xref ref-type="bibr" rid="B17">Faulkner (2007</xref>),
                        <xref ref-type="bibr" rid="B18">Faulkner (2009</xref>),
                        <xref ref-type="bibr" rid="B26">Hall, Schmader e Croft (2015</xref>), com ênfase em pesquisas realizadas nos Estados Unidos, seguidas do Canadá, Reino Unido e Austrália.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>3.5 Estrutura conceitual: Mapa Témático</title>
                    <p>A
                        <xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref> mostra os onze
                        <italic>clusters</italic> identificados pela rede de coocorrência de palavras-chave dos autores para a caracterização de tópicos de pesquisa motores, nichados, periféricos e básicos. Mais uma vez, a diversidade de
                        <italic>clusters</italic> indicam as diferentes perspectivas para tratar o tema.</p>
                    <p>
                        <fig id="f5">
                            <label>Figura 5 - </label>
                            <caption>
                                <title>Mapa Temático, de acordo com as palavras-chave dos autores</title>
                            </caption>
                            <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125842-gf5.jpg" />
                            <attrib>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                <italic>software RStudio.</italic>
                            </attrib>
                        </fig>
                    </p>
                    <p>Um
                        <italic>cluster</italic> se caracterizou por altas centralidade e densidade, posicionando-se no quadrante I como tópico motor, incluindo as palavras “Diversidade”, “Mentoria” e “Liderança” como as mais recorrentes. Um segundo
                        <italic>cluster</italic>, entre os quadrantes I e IV, com boa centralidade, mas com densidade reduzida em relação ao anterior, identificou outro tópico desenvolvido (mas transversalmente), incluindo os termos “Mulheres em STEM”, “Ameaça de esteriótipo” e “Esteriótipos de gênero” como termos mais coocorrentes. </p>
                    <p>Os outros
                        <italic>clusters</italic> do quadrante IV, caracterizados como centrais e menos densos em relação aos dois
                        <italic>clusters</italic> anteriores, são básicos e transversais a diferentes áreas de pesquisa no tema mulheres nas áreas STEM. Os termos mais frequentes para cada um deles, em ordem de importância (centralidade), foram: “Gênero”, “Mulheres em engenharia”, “Educação superior”; “STEM”, “Mulheres”, “Interseccionalidade”; “Engenharia”, “
                        <italic>Gap</italic> de gênero”, “Ciência”; “Auto-eficácia”, “Educação em STEM”, “Persistência”. </p>
                    <p>Um
                        <italic>cluster</italic> entre os quadrantes II e III, que incluiu os termos “Educação”, “Profissão de engenharia” e “Ciência da computação”, caracterizou-se por baixa centralidade e densidade relativa, o que o torna marginal. Os quatro
                        <italic>clusters</italic> posicionados no quadrante II tratam de tópicos isolados, de alta densidade e baixa centralidade, ou seja, com importância limitada para uma área específica (nichado). Os termos mais frequentes para cada um desses
                        <italic>clusters</italic>, ordenados em função do grau de desenvolvimento, foram: “Regras de gênero”, “Carreiras STEM”, “Relações românticas”; “Diferenças de gênero”, “Escolha de carreiras”; “Motivação”; “Desigualdade de gênero”, “Divisão digital de gênero”, “Empoderamento”. </p>
                    <p>Finalizamos as análises e discussão apresentando a estrutura social de interações científicas entre países.</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>3.6 Estrutura social: Rede de Colaboração </title>
                    <p>A
                        <xref ref-type="fig" rid="f6">Figura 6</xref> refere-se à rede de colaboração entre países com pelo menos dois artigos compartilhados. Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido compartilham o maior número de publicações, enquanto os demais países representados na rede possuem uma taxa de colaboração mais baixa. As colaborações da Espanha com o Brasil correspondem aos trabalhos de
                        <xref ref-type="bibr" rid="B40">Spinelli, Germano e Herrera (2019</xref>) e
                        <xref ref-type="bibr" rid="B20">García-Holgado, González-González e Peixoto (2020</xref>).</p>
                    <p>
                        <fig id="f6">
                            <label>Figura 6 - </label>
                            <caption>
                                <title>Rede de Colaboração entre países com dois ou mais artigos compartilhados</title>
                            </caption>
                            <graphic xlink:href="1808-5245-emquestao-29-e-125842-gf6.jpg" />
                            <attrib>Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do
                                <italic>software RStudio.</italic>
                            </attrib>
                        </fig>
                    </p>
                    <p>Considerando que as colaborações internacionais, quando presentes, concentram-se entre Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido e, ainda, que mais de 90% do quantitativo de estudos dos países mais produtivos referem-se a publicações sem colaboração internacional (verificar
                        <xref ref-type="table" rid="t6">Tabela 4</xref>), um dos desafios é a amplificação de parcerias científicas internacionais entre outros países, de modo a se buscar uma compreensão mais difusa sobre os fenômenos relacionados à inserção de mulheres em STEM. Particularmente, mais pesquisas precisam ser conduzidas em contextos de países em desenvolvimento.</p>
                    <p>Seguimos com as considerações finais, ratificando alguns dos levantamentos bibliométricos conduzidos com o intuito de indicar prováveis direções futuras para a contínua evolução do tema pesquisado.</p>
                </sec>
            </sec>
            <sec sec-type="conclusions">
                <title>5 Considerações finais</title>
                <p>Ideias, ações e políticas feministas tentam superar uma enraizada desigualdade de gênero que se estende ao ensino e à atuação das mulheres nas áreas STEM. Pudemos compreender como as ideias científicas sobre esse tema têm se consolidado e evoluído, mapeando o seu estado da arte dos últimos cinquenta anos através da elaboração de indicadores e de análises bibliométricas.</p>
                <p>Além da descrição dos autores, artigos, periódicos, países, instituições de pesquisa mais frequentes e impactantes, foi possível estruturar o conhecimento existente e a sua relação em nível intelectual, conceitual e social. As técnicas empregadas mostraram-se dinâmicas para a compreensão do tema, através das redes de citações diretas, de coocorrência de palavras-chave de autores e de colaboração científica entre países. O mapa temático (
                    <xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref>), por exemplo, permitiu obter uma representação de fácil leitura sobre a estrutura conceitual existente, sendo considerada uma técnica com potencial ainda a ser melhor explorado em análises bibliométricas (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B3">ARIA
                        <italic>et al</italic>., 2022</xref>).</p>
                <p>As razões para a sub-representação de mulheres nas ciências, engenharia e tecnologia são complexas e existem em vários níveis (individual, familiar, sistema educacional, local de trabalho e na sociedade, em geral) (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B7">BURKE; MATTIS, 2007</xref>). Se queremos, de fato, uma economia futura dinâmica, é vital que mulheres estejam representadas nessas áreas (
                    <xref ref-type="bibr" rid="B46">WEF, 2021</xref>), portanto, pesquisas devem continuar a explorar os vários níveis e os fenômenos contemporâneos subjacentes à inserção de mulheres em STEM, em busca de respostas a esse persistente problema social.</p>
                <p>Neste sentido, acreditamos que o conjunto de informações organizadas neste artigo podem servir de referência para que pesquisadores localizem lacunas e tópicos de pesquisa que requerem mais esforços científicos. Sintetizamos algumas percepções delineadas das análises conduzidas, e que se configuram como sugestões de abordagens para novos estudos:</p>
                <p>
                    <list list-type="alpha-lower">
                        <list-item>
                            <p>o baixo volume de estudos provenientes de países em desenvolvimento indica a necessidade de mais investigações científicas nessas realidades, tendenciosas a apresentarem taxas de desigualdade de gênero mais elevadas (
                                <xref ref-type="bibr" rid="B46">WEF, 2021</xref>). Além de abordagens voltadas ao ensino e à prática profissional, estudos econométricos, derivados de estatísticas nacionais, poderão indicar como políticas e ações sociais inclusivas têm afetado a inserção de mulheres em STEM; </p>
                        </list-item>
                        <list-item>
                            <p>a literatura também poderá se beneficiar pela condução de mais estudos comparativos entre países para a identificação das interferências culturais, sociais e econômicas em fenômenos relacionados ao tema enfocado. Os dados também mostram a necessidade de intensificar redes internacionais de colaboração em pesquisa; </p>
                        </list-item>
                        <list-item>
                            <p>implicações das mulheres no desenvolvimento tecnológico e em áreas científicas “
                                <italic>hard</italic>” (com exceção da engenharia, área amplamente considerada nos estudos) foram identificadas como abordagens marginais e/ou nichadas pela literatura científica (
                                <xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref>), indicando tópicos que podem ainda não ter recebido a devida importância pela comunidade científica;</p>
                        </list-item>
                        <list-item>
                            <p>entre as tendências verificadas no Mapa Temático, destacam-se o tópico “Diversidade”, em que outras minorias passaram a compor a comunidade estudada, com abertura à exploração de outros atributos inter-relacionados à diversidade de gênero; e o tópico “Mentoria”, apontando que atividades integrativas são cruciais para criar e manter o envolvimento de longo prazo de mulheres no trabalho;</p>
                        </list-item>
                        <list-item>
                            <p>estudos qualitativos de revisão sistemática da literatura poderão indicar quais abordagens teóricas têm sido empregadas na condução das pesquisas, bem como melhores práticas que podem nortear ações na formação, na prática e no desenvolvimento de carreiras de mulheres em STEM.</p>
                        </list-item>
                    </list>
                </p>
                <p>Encerramos este estudo com os apontamentos de suas limitações. Pontuamos que os resultados apresentados se restringem aos critérios de seleção da amostra, de elaboração dos indicadores descritivos e análises bibliométricas. Ainda que tratamentos dos dados tenham sido realizados para assegurar a sua qualidade (incluindo o foco somente em artigos para garantir uma amostra, embora menor, mais qualificada), falsos-negativos podem estar presentes (como em toda pesquisa bibliométrica).</p>
                <p>Novos estudos de revisão bibliométrica que explorem outros critérios de buscas (outros
                    <italic>strings</italic>, bases de dados e modalidades de documentos) poderão complementar os resultados desta pesquisa, frente às suas limitações.</p>
            </sec>
        </body>
        <back>
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